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QUÍMICA ANALÍTICA

QUANTITATIVA
(MÉTODOS DE ANÁLISE QUÍMICA)

Elaborado por:
Clovis Bombardelli
bombardelli@utfpr.edu.br

Maio / 2002

Literatura proposta:

Baccan, N., Andrade, J. C., Godinho, O. E. S., Barone, J. S., Química Analítica Quantitativa
Elementar, 2ª ed., Editora Edgar Blücher Ltda. São Paulo, SP

Vogel, Química Analítica Quantitativa, Ed. Livros Técnicos e Científicos Ltda.


INTRODUÇÃO

Os métodos aqui descritos não devem ser executados como uma simples receita
ou como se fossem um programa de computador,
Várias alterações podem ser propostas durante suas execuções e isto tem por
objetivo estimular o pensamento e habilitar ao aluno a capacidade de analisar e
criticar a validade de cada método.
Para tanto é importante ressaltar a importância de anotar todos os passos que são
realizados durante a prática, sendo estas anotações o verdadeiro relatório, o qual
deverá ser usado pelo profissional para elaborar o laudo de resultados,
observando sempre de extrair do relatório os dados relevantes.

Os métodos aqui descritos devem servir de exemplo para se comparar os outros


métodos descritos na literatura especializada e promover ao aluno o perfeito
entendimento e origem das fórmulas apresentadas, as quais não devem ser
decoradas, mas sim compreendidas.

Outro objetivo importante das práticas é medir no aluno a responsabilidade e a


sua capacidade de entregar os trabalhos no prazo estabelecido, a qual será tanto
mais eficiente quanto maior for a organização pessoal de cada um.

LEMBRETES

Que o desafio das tarefas difíceis seja motivo de orgulho ao realizá-las ao


invés de ser uma parede a lhe barrar;

Se a tarefa a ser realizada lhe parecer difícil, é provável que você não esteja
usando o método correto;

A qualidade de seus trabalhos será tanto maior quanto mais adequada for a
sua ferramenta de trabalho.

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SEGURANÇA NO LABORATÓRIO

Os laboratórios de química não precisam ser lugares perigosos de trabalho, apesar dos muitos
riscos em potencial que neles existem, desde que tomadas às precauções corretas e que cada
operador se conduza com bom senso e atenção.
O cuidado e a adoção das medidas de segurança são da responsabilidade de cada pessoa do
laboratório.

Medidas de segurança:
• Devem-se evitar atitudes inseguras, impensadas, de ignorância ou pressa. Os acidentes de
laboratório acontecem muito freqüentemente em virtude da pressa excessiva na obtenção
dos resultados. O químico de laboratório deve sempre adotar uma atitude atenciosa,
cuidadosa e metódica, no que faz;
• Com exceção para o caso de uma emergência, é proibido correr ou qualquer outra
atividade de agitação dentro do laboratório. Da mesma forma, é inadmissível brincadeiras
e comportamento irresponsável;
• A limpeza e arrumação são fatores mais importantes para a segurança do laboratório.
Qualquer coisa derramada no chão ou bancada deve ser limpa imediatamente;
• Cada operador deve usar avental ou guarda-pó comprido e de cor branca, pois respingos e
manchas são detectados mais facilmente;
• Tomar muito cuidado ao manipular o ácido sulfúrico e clorídrico concentrados. Ao
misturá-los com água fazê-los sempre de modo a adicionar vagarosamente o ácido na
água. O procedimento contrário pode resultar numa ebulição rápida com muitos respingos
e conseqüências danosas. Ao verter ácidos, cuidar que o rótulo fique sempre pelo lado de
cima, para evitar que qualquer porção de ácido que escorra pelo lado de fora da garrafa,
danifique o rótulo e dizeres importantes;
• Observar sempre o rótulo das substâncias manipuladas, se as mesmas não são tóxicas ou
requerem cuidados especiais de manipulação. A intoxicação pode ocorrer por uma das
seguintes formas: inalação, ingestão ou absorção direta através da pele.
• Não se deve pipetar diretamente com a boca produtos voláteis, como ácido clorídrico ou
amoníaco concentrado. Ácidos fixos como ácidos nítrico, fosfórico e sulfúrico e também
soluções diluídas de ácidos clorídricas e amoníaco podem eventualmente serem pipetados
diretamente, tomando-se o cuidado que o nível de líquido não atinja a boca. No caso se
pipetar tais substâncias diretamente cuidar que a pipeta fique posicionada bem ao fundo do
frasco de maneira a não deixar entrar bolhas de ar durante a operação.

Tomar muito cuidado com os seguintes produtos:

• Sólidos altamente tóxicos: estes sólidos, mesmo em pequenas quantidades, podem causar
doenças sérias ou até mesmo a morte em pouco tempo. Tomar cuidado para não inalar
poeira ou absorver pela pele, assim como, a ingestão direta dos mesmos.

São: Compostos arsênicos (arsênio de sódio)


Cianetos inorgânicos (cianeto de sódio ou de potássio)
Compostos de mercúrio (cloreto de mercúrio, mercúrio metálico, etc.)
Selênio e seus compostos
Ácido oxálico e seus sais
• Gases perigosamente tóxicos: todas as operações que envolvam o uso ou a liberação
destas substâncias devem ser realizadas em capelas com exaustão eficientes. Na maioria
dos casos deve-se evitar o contato com a pele.

São: Cloro
Cianogênio (gás cianídrico)
Sulfeto de hidrogênio (ácido sulfídrico)
Dióxido de nitrogênio (fumaças nitrosas)
Ozônio
Fosgênio (gás mostarda)

• Líquidos perigosamente tóxicos e fortemente irritantes: Estas substâncias têm vapores


altamente tóxicos e são também nocivos quando absorvidos pela pele. Exposição
prolongada a pequenas quantidades tendem a causar efeitos crônicos.

São: Benzeno
Bromo

• Outras substâncias:

Éter etílico. Também conhecido como éter sulfúrico. Possui propriedades sedativas e
anestésicas. Deve-se evitar inalar os seus vapores. Na presença de ar forma peróxidos
altamente explosivos. Sempre que possível realizar o teste qualitativo de qualidade no
éter.

Ácido sulfúrico. Este ácido quando concentrado é extremamente corrosivo e em caso de


respingos sobre a pele, deve-se evitar lavar com água. Primeiro, deve-se absorver ou
limpar com papel absorvente a maior parte do ácido e em seguida com ajuda de uma
mecha de algodão embebido em solução de bicarbonato de sódio, neutralizar o resíduo. Na
falta da solução de bicarbonato, lava-se com água corrente e sabão. Agindo desta maneira
evita-se a queimadura violenta causada quando se dilui o ácido sulfúrico com água.

Clorofórmio. O clorofórmio possui propriedades fisiológicas anestésicas e narcotizantes.


Quando velho ou muito exposto à luz, sofre oxidação liberando fosgênio, que o torna
potencialmente perigoso. O clorofórmio comercial é vendido contendo normalmente uma
pequena quantidade de álcool etílico que converte o fosgênio formado em uma substância
inofensiva, o carbonato de dietila.

Hidróxidos de sódio, potássio, soda cáustica, hidróxido de amônio (amoníaco). Não são
tóxicos, mas altamente corrosivos e irritantes da pele. Reagem violentamente com ácidos.
Quando dissolvidos com água liberam grandes quantidades de calor.

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ANÁLISE GRAVIMÉTRICA:

Em uma análise gravimétrica utiliza-se de uma seqüência de operações com o objetivo


de se determinar a quantidade de um constituinte em uma amostra, por pesagem direta deste
elemento puro ou de um derivado seu de composição conhecida e bem definida.

Vantagens da análise gravimétrica:


• As operações unitárias utilizadas no procedimento gravimétrico são de fácil execução e de
boa reprodutibilidade;
• Usam-se equipamentos simples e de baixo custo, como béquer, funil de vidro, cadinho de
porcelana, bico de bunsen, mufla, estufa e balança analítica. Este procedimento analítico
constitui-se num método de extensa aplicação na determinação de macroconstituintes de
uma amostra;

Desvantagens da análise gravimétrica:


• A maior desvantagem é o tempo necessário para a sua execução, geralmente longo. Além
disso, devido ao grande número de operações necessárias a sua execução, este tipo de
análise está sujeito a uma série de erros acumulativos, devidos as falhas de execução, erros
devidos a elementos interferentes, etc.;
• Outra desvantagem é não ter sensibilidade suficiente para a determinação dos
microconstituintes numa amostra. Aqueles que estão presentes na ordem dos “ppm” (parte
por milhão, mg/Kg);

O processo pode ser facilmente entendido pela seqüência das operações sucessivas:

1. Preparo da amostra. Moagem, homogeneização, secagem, pesagem da fração a ser


analisada;
2. Preparo de solução. A partir de uma pequena quantidade de amostra (fração a ser
analisada) se produz uma solução, sempre com um volume bem definido. Às vezes, pode-
se dispensar esta etapa, e analisar-se o material diretamente, tomando-se obviamente uma
quantidade menor de amostra. Isto se faz normalmente, quando se analisa um sal ou um
reagente que se saiba de antemão que o mesmo apresenta alto grau de pureza (próximo de
100%), e a análise em si, tem função apenas para confirmar esta mesma pureza;
3. Reação de precipitação. Escolhe-se sempre uma reação que produza um precipitado que
seja facilmente filtrável, e que tenha também sua natureza química bem conhecida;
4. Maturação. Também chamada de digestão. Tem o objetivo de dar tempo ao precipitado
para reorganizar os cristais, no qual as impurezas ocluídas passam para a solução-mãe, e
com isso se obtém cristais maiores, mais puros e mais facilmente filtráveis;
5. Filtração. Nesta etapa, se separa a espécie química precipitada. Nesta etapa deve-se usar
um filtro adequado, que não interfira na medida da quantidade de precipitado obtida;
6. Lavagem. A lavagem tem por objetivo arrastar do precipitado os sais solúveis que existem
juntamente com o precipitado;
7. Secagem ou calcinação. A escolha vai incidir de acordo com a natureza da substância
derivada que desejamos pesar. Esta mesma deve bastante estável quanto à umidade do ar,
não devendo ser, portanto higroscópica, nem mesmo deve ser volátil,
8. Pesagem. Ao pesar a espécie química separada da solução-amostra, esta deverá estar
perfeitamente seca e ter sua composição química bem definida.
PREPARO DAS AMOSTRAS:
As amostras que são usadas em qualquer análise de natureza química devem ser sempre
representativas do grupo de onde a mesma foi coletada, e sempre deve ser preparada
previamente para ser analisada.

Processos de preparo de amostra:


Homogeneização da amostra: Pode ser feita antes ou depois da moagem. Tem o objetivo de
tornar a amostra representativa do lote e deve ser feita de tal maneira que duas amostras
retiradas do mesmo lote em pontos diferentes devem reproduzir os mesmos resultados ao
término das análises Ou seja, ao se analisar duas alíquotas desse mesmo material, os resultados
devem coincidir em seus valores com um erro máximo não superior a 1%;
Moagem: consiste na diminuição de seu tamanho, o qual pode ser feito através de uma
moagem manual com o emprego de um graal & pistilo ou mesmo de um moinho mecânico
lento. Pode-se fazer a secagem antes da moagem se a determinação da umidade for
importante, pois o processo de moagem sempre implica em alguma perda de umidade,
falseando os resultados;
Secagem da amostra: Toda análise é sempre feita sobre o material totalmente livre da
umidade. Para tanto, se procede a uma secagem do material em estufa, aproveitando-se para
também determinar-se quantitativamente o teor dessa umidade. A secagem, dependendo do
tipo de amostra pode ser feita antes ou depois da moagem;
Incineração da amostra: Quando a amostra for de natureza orgânica e se deseja determinar
os constituintes minerais nesta mesma amostra, deve-se primeiro submeter a mesma a uma
incineração, a qual promoverá a queima da parte orgânica, restando como resíduo a parte
mineral. Com este resíduo mineral se produz uma solução, sempre com volume bem
determinado, donde se retirarão as alíquotas para as análises.
Digestão da amostra: como um processo alternativo à queima de material orgânico, pode-se
proceder a uma digestão em meio fortemente ácido adicionado de catalisadores ou não, para
promover a dissolução da amostra. O processo em si, e o ácido ou base que podem ser usados
irão depender das análises desejadas, de maneira que este não deve interferir com as espécies
químicas que se deseja medir.

PREPARO DA SOLUÇÃO-MÃE:
Para se iniciar qualquer processo analítico é necessário que o elemento desejado esteja
em solução. Prepara-se a solução convenientemente de amostra, dissolvendo uma pequena
fração da amostra, geralmente em torno de 1 g, previamente preparada através de um
tratamento químico que pode ser suave ou energético, ácido ou básico, em solução ou fusão, e
tem por finalidade tornar solúveis os constituintes que se deseja medir na amostra.
Para sais solúveis se usa normalmente solubilizá-los somente com água destilada. Sais
insolúveis requerem processos diversos entre os quais se pode citar: dissolução usando um
ácido mineral forte, como ácido clorídrico para os carbonatos, óxidos e alguns metais Todos
os cloretos metálicos são solúveis, exceto prata, chumbo e mercúrio. Para esses metais e
mesmo outros metais do grupo B se costumam usar ácido nítrico. Para metais nobres e
preciosos, se costuma usar água-régia, a qual dissolve ouro, platina, prata e paládio. Para
análise de materiais cerâmicos, se usa o ácido fluorídrico, que é o único ácido capaz de
promover a dissolução de sílica e silicatos. Materiais deste tipo também podem ser dissolvidos
por fusão com hidróxido de sódio em cadinho de ferro ou níquel e posteriormente serem
dissolvidos com ácido clorídrico. Uma fusão mais enérgica pode ser adotada para

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solubilização de alguns minerais mais difíceis, como cromita ou cassiterita, como a fusão com
hidróxido de sódio e peróxido de sódio em cadinho de ferro, e o material resultante então
sendo dissolvido em seguida com ácido clorídrico. Outro tipo de fusão pode ser feita com
pirossulfato de potássio, utilizada para solubilização de alguns óxidos e fosfatos. Esta fusão é
executada em cadinho de porcelana, sendo o material dela resultante dissolvido em seguida
com ácido sulfúrico. Em todos os casos é necessário tomar o cuidado para evitar erros por
perdas de material durante os aquecimentos ou fusões, por ataque incompleto do material ou
por pulverização inadequada da amostra.

PRECIPITAÇÃO:
O elemento a ser dosado é separado da solução através da formação de um precipitado
convenientemente escolhido em cada caso. Devem-se levar em conta vários fatores para a
escolha do reagente precipitante, tais como a solubilidade, as características físicas e a pureza
do precipitado obtido. Este precipitado será posteriormente separado do meio através de
filtração. Deve-se procurar obter um precipitado o mais puro possível, e para isso tomam-se as
precauções quanto aos reagentes empregados, não só em relação à pureza, mas também na
velocidade de sua adição. É sempre recomendável adicionar o reagente gota a gota, sob
agitação, e sempre que possível, a quente. Este procedimento evita uma supersaturação
localizada do reagente, o que produziria cristais muito pequenos, muito dispersos, que levaria
a uma filtração extremamente demorada.

MATURAÇÃO:
A maturação tem por objetivo permitir aos cristais formados sofrerem uma
reorganização e com isso se obter maior pureza do mesmo, permitindo também o crescimento
dos mesmos fazendo com que a escolha do filtro recaia sobre um filtro mais rápido, sem
prejuízo de precipitado na filtração.

FILTRAÇÃO:
A filtração é usada para separar o precipitado obtido na etapa anterior para depois de
devidamente secado ou incinerado ser pesado e com isso determinar-se a proporção deste com
relação à amostra inicialmente usada na análise. Nesta etapa deve-se cuidar para a escolha
correta do filtro a ser usado, que deverá proporcionar uma retenção quantitativa do
precipitado, e que esse processo não seja tão demorado.

SECAGEM OU INCINERAÇÃO:
Esta etapa tem por finalidade eliminar a massa do filtro, através de uma queima. Tem
também a finalidade de transformar quimicamente o precipitado numa espécie química mais
confiável com respeito a sua formulação e composição química e sua estabilidade com relação
às condições ambientais. (É importante que o material obtido não absorva umidade do
ambiente, ou seja, não higroscópio).

PESAGENS:
Todo processo analítico gravimétrico é exclusivamente baseado nas massas da amostra
objeto de análise e da espécie química pesquisada. Toda pesagem deve considerar toda a
precisão que o instrumento de pesagem (balança) permitir. Toda e qualquer diluição da
amostra também deve ser considerada.
DETERMINAÇÃO DE UMIDADE
Método por secagem em estufa de secagem sem circulação de ar forçada.

Amostras:
Grãos, farelos, rações, alimentos em geral sólidos e semi-sólidos, materiais diversos

Objetivos:
Conhecer o conteúdo de água contida na amostra. Define-se como umidade a perda de peso
que a amostra sofre quando aquecida entre 100 e 105 graus centígrados até peso constante.

Aparelhagem:
Balança analítica, dessecadores providos de placa e sílica-gel anidra, placas de boca larga tipo
placa de Petry ou similar e estufa de secagem

Reagentes:
Não há.

Ordem de execução:

Para grãos: Pesar em uma placa de Petry previamente secada e com peso determinado,
aproximadamente 10 gramas do material desejado. Secar em estufa a 100~105 graus
centígrados por 7 horas.

Para farelos: Pesar em uma placa de Petry previamente secada e com peso determinado,
aproximadamente 10 gramas de material desejado. Secar em estufa a 100~105 graus
centígrados por 3 horas.

Outros materiais: Da mesma maneira e manter na estufa de secagem por pelo menos 4 horas
ou determinar experimentalmente o tempo necessário para se atingir a constância entre duas
pesagens consecutivas.

Cálculos:
Umidade, % = [1 -[ (Ps-Pc) / (Pi-Pc)]] x 100

Onde:
Ps = peso da placa contendo a amostra após a secagem;
Pc = peso da placa seca e vazia;
Pi = peso da placa contendo a amostra antes da secagem;

Observações:
Em amostras líquidas com alto teor de água, é comum tratar esta análise como “Determinação
do extrato seco”, determinando-se a parte relativa ao resíduo ao invés da fração que evapora.

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(Modelo de relatório)
O relatório deve ser feito enquanto se procede a análise e serve como memória de todos os passos que foram
seguidos durante o processo analítico, e serve também para posteriormente se elaborar o laudo com os
resultados que deverão estar coerentemente de acordo com aquilo que foi realmente feito.

Data: 10/03/2002
Tipo de análise realizada: determinação de umidade
Amostra tomada para análise: ração para peixe marca superpeixe

Etapas:
- Foi pesada a placa de Petry número 3, a qual apresentou um peso de 45,3567 g. Nela
foram colocadas uma pequena porção de amostra apresentado um peso final de
46, 8567 g de amostra. Da mesma maneira foi feita duplicata na placa número 10,
apresentando um peso de 43,4321g. Com a amostra, o peso dela ficou em 44,6742g;
- Foram ambas colocadas na estufa às 10:20 h da manhã. É previsto a retirada das mesmas
para as 17:20 considerando um tempo de secagem de 7 horas;
- A temperatura da estufa foi observada e confirmada de 100 oC no termômetro interno da
estufa, a qual encontrava-se ligada e regulada para 100 oC
- às 13:00 h fez-se uma pesagem de controle das placas as quais apresentaram o peso de
mostras da estufa obtendo-se os pesos placa 3: 46,1130g e placa 10: 44,2045g;
- Nova pesagem de controle se fez às 15:00 h, obtendo-se os pesos: placa 3: 46,1040g e
placa 10: 44,0023g;
- Às 14:00 h se fez nova pesagem obtendo-se os pesos placa3: 46,1040g e placa 10:
44,0023g observando-se a manutenção do mesmo peso anterior, fato esse que mostra que o
material já se encontra totalmente seco. No entanto, para seguir o rigor do método
analítico, deixamos o material até a hora prevista para sua retirada.
- Às 17:20 h retiramos as placas e as pesamos rapidamente após um pequeno intervalo de
tempo (10 min) que as mesmas ficaram no dessecador para esfriar. Os pesos obtidos
foram: placa3: 46,1040g e placa10: 44,0023g
- Procedeu-se o cálculo considerando que a quebra de peso é considerada como totalmente
devido a perda de umidade, usando a fórmula constante no procedimento padrão.
Relatório n. 1
Data:
Determinação de umidade (tipo de análise realizada):
Amostra tomada para análise:

Descrição das etapas concluídas:

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(modelo de laudo de resultados de química analítica)

Análise de Umidade

Amostra: Ração para peixe marca superpeixe

Data da análise: 10/03/2002

Técnica utilizada: Secagem obtida em estufa de secagem regulada entre


100~105 graus centígrados durante um período de
7 horas.

Dados:
Peso do recipiente vazio: 14, 4523 g
Peso do recipiente mais amostra: 15,6753 g
Peso do recipiente mais amostra, depois da secagem: 15,2548 g

Cálculos:
Umidade, % = [1 - [(15,2548-14,4523)/(15,6753-14,4523)]] x100
Umidade = [ 1 - 0,6562] x 100
Umidade = 34,38 %

Conclusões:

A amostra em questão apresenta um teor de umidade de 38,48 %

Nome do analista:__________________________________________
Turma:___________
DETERMINAÇÃO DE RESÍDUO MINERAL (cinzas)
Método gravimétrico por incineração da amostra a 500 oC

Amostras:
Grãos, farelos, rações, alimentos em geral sólidos e semi-sólidos, materiais diversos;

Objetivos:
Conhecer o conteúdo de cinzas contido na amostra. Define-se como cinzas, o resíduo mineral
da amostra. Na temperatura de 500 oC todo material orgânico queima, permanecendo somente
a fração mineral da amostra.

Aparelhagem:
Balança analítica, dessecadores providos de placa e sílica-gel anidra, cadinhos de porcelana e
mufla regulada a 500 oC.

Reagentes:
Não há.

Ordem de execução:
Pesar um cadinho de porcelana previamente incinerado e esfriado em dessecador, anotando
seu peso. Neste cadinho, em seqüência, colocar uma quantidade de amostra, que não exceda
1/3 do cadinho. Anotar o novo peso. Queimar o cadinho na chama até leve carbonização da
amostra, cuidando para não haver um aquecimento rápido demais. Após, levar o cadinho
contendo a amostra para uma mufla regulada a 500 oC e deixar incinerar por duas horas.
Esfriar em dessecador, e pesar em seguida.

Cálculos:
Cinzas, % = [(Ps-Pc) / (Pi-Pc)] x 100

Onde:
Ps = peso do cadinho de porcelana contendo a amostra após a incineração;
Pc = peso do cadinho de porcelana seco e vazio;
Pi = peso do cadinho de porcelana contendo a amostra antes da incineração;

Observações: usar as cinzas para preparar uma solução-amostra para análises futuras.

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Relatório n. 2
Data:
Determinação de cinzas (resíduo mineral)
Amostra tomada para análise:

Descrição das etapas concluídas:


PERDA AO RUBRO
Método gravimétrico por incineração da amostra a 900 oC;

Amostras:
Solos e minerais diversos previamente secados;

Objetivos:
Estimar a perda quando o material é submetido à temperatura de 900 oC. Esta perda
geralmente representa a água de cristalização que existe nos sais ou também o teor de
carbonatos, os quais se decompõem liberando gás carbônico. Em solos, juntamente com esses
fatores, é incluída a queima da matéria orgânica.

Aparelhagem:
Balança analítica, dessecadores providos de placa e sílica-gel anidra, cadinhos de porcelana,
mufla regulada a 800 oC.

Reagentes:
Não há.

Ordem de execução:
Pesar um cadinho de porcelana previamente incinerado e esfriado em dessecador, anotando
seu peso. Neste cadinho, em seqüência, colocar uma quantidade de amostra, que não exceda
1/3 do cadinho. Anotar o novo peso. Queimar o cadinho na chama até leve carbonização da
amostra, cuidando para não haver um aquecimento rápido demais. Após, levar o cadinho
contendo a amostra para uma mufla regulada a 500 oC e deixar incinerar por duas horas.
Esfriar em dessecador, e pesar em seguida.

Cálculos:
Perda ao Rubro, % = [(Ps-Pc) / (Pi-Pc)] x 100

Onde:
Ps = peso do cadinho de porcelana contendo a amostra após a incineração;
Pc = peso do cadinho de porcelana seco e vazio;
Pi = peso do cadinho de porcelana contendo a amostra antes da incineração;

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Relatório n. 3
Data:
Determinação da perda ao rubro
Amostra tomada para análise:

Descrição das etapas concluídas:


INSOLÚVEIS EM ÁCIDO CLORÍDRICO (silicatos e sílica)
Método gravimétrico

Amostras:
Solos e minerais diversos previamente secados. Pode-se fazer também em produtos de
natureza orgânica, desde que feitas sobre a cinzas do mesmo, envolvendo portanto uma previa
incineração para a obtenção das cinzas.

Objetivos:
Estimar o conteúdo de sílica e silicatos existentes na amostra. Em produtos de natureza
orgânica o teor de sílica e / ou silicatos está associado a fraudes. Em solos, pode incluir
carbono, na forma elementar, como carvão mineral ou resíduos de carvão vegetal.

Aparelhagem:
Balança analítica, béquer 250 ml, filtro, papel de filtro quantitativo, cadinhos de porcelana,
mufla regulada a 800 oC, dessecadores providos de placa e sílica-gel anidra,

Reagentes:
Ácido clorídrico concentrado

Ordem de execução:
Pesar em um béquer de 250 ml, cerca de 1 grama de amostra e dissolvê-la com 30 ml de ácido
clorídrico concentrado. Adicionar 50 ml de água e aquecer até a fervura. Filtrar em seguida,
lavando o material retido no filtro com varias porções de água destilada. Transportar o papel
de filtro para um cadinho de porcelana previamente incinerado, seco e pesado e levar à chama
até inicio de combustão do papel. Transportar em seguida para a mufla, regulada em 800 oC
para término da queima do papel e lá deixar por 30 min. Esfriar em dessecador e em seguida
pesar.

Cálculos:
Insolúveis em HCl, % = [(Ps-Pc) / (Pi-Pc)] x 100

Onde:
Ps = peso do cadinho de porcelana contendo a amostra após a incineração;
Pc = peso do cadinho de porcelana seco e vazio;
Pi = peso do cadinho de porcelana contendo a amostra antes da incineração;

Observações: O material que ficou no cadinho após a incineração consiste de material


insolúvel em ácido clorídrico, constituído basicamente por sílica e silicatos.

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Relatório n. 4
Data:
Determinação de insolúveis em ácido clorídrico
Amostra tomada para análise:

Descrição das etapas concluídas:


DETERMINAÇÃO DE FERRO
Método gravimétrico, reação de precipitação pelo hidróxido de amônio diluído 1:1

Amostras:
Amostras diversas, minérios de ferro e aços;

Objetivos:
Precipitar e separar o ferro presente na amostra, e medir como Fe2O3, expressando a
quantidade obtida em percentual

Aparelhagem:
Balança, béquer, balão volumétrico, pipeta de 25 ml, funil, papel de filtro, faixa preta ou polpa
de papel, cadinho de porcelana e mufla ajustada em 900 graus centígrados

Reagentes:
Ácido nítrico concentrado
Hidróxido de amônio isento de carbonatos concentrado ou diluído 1:1
Solução de nitrato de amônio a 1%

Procedimento:
Preparo da solução-amostra:
Pesar em torno de 1 grama de amostra (anotar o peso da amostra) num béquer de 250 ml.
Adicionar um pouco de água e adicionar 10 ml de ácido nítrico concentrado lentamente até
completa dissolução da amostra. Ferver a solução e em seguida transferir o conteúdo para um
balão volumétrico de 250 ml e completar o volume com água deionizada ou destilada. Para
amostras completamente solúveis em água, dispensar o ácido nítrico. Aquecer somente se
amostra não se dissolver completamente, neste caso, deve-se inclusive filtrar, para que a parte
insolúvel não interfira nos resultados da análise, um volume suficiente para ser usado na etapa
seguinte.
Reação de precipitação:
Em um béquer de 250 ml contendo um pouco de água destilada, colocar uma alíquota da
solução-amostra e adicionar hidróxido de amônio diluído 1:1 diluído 1:1 com constante
agitação até presença de leve excesso de reagente, observável pela persistência do cheiro de
amônia depois de soprados os vapores do copo. Ferver o béquer moderadamente durante 1
minuto. Nesta altura pode-se adicionar polpa de papel sem cinza para facilitar a filtração e a
lavagem do precipitado. Retirar do fogo e deixar o copo repousando por uns minutos para que
o precipitado sedimente. Filtra-se usando um filtro tipo quantitativo faixa preta, cuidando de
transferir todo o conteúdo para o filtro. Lavar o filtrado com duas ou três porções de 100 ml de
solução quente de nitrato de amônio a 1%. Deixar drenar bem o filtro e seu conteúdo durante
um tempo e depois se dobra bem este e transferir para um cadinho de porcelana previamente
aquecida ao rubro, esfriado e pesado. Proceder a queima do papel em bico de bunsen e em
seguida transferir o mesmo para uma mufla regulada entre 800~1000 graus centígrados.
Deixar na mufla por meia hora e depois transferir o mesmo para um dessecador. Depois de
esfriado, proceder à pesagem do mesmo, anotando como peso após incineração.

Reações:
2Fe3+ + 6 NH3 + (x+3)H2O → Fe2O3.xH2O + 6 NH4+
Fe2O3.x(H2O) → Fe2O3 + xH2O

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Cálculos:
Quantidade de Fe2O3 presentes nos 25 ml tomados para análise:
p(Fe2O3) = Pi - Pc

Onde:
Pi = peso do cadinho depois da incineração;
Pc = peso do cadinho vazio, limpo e seco;

Correção da diluição: Quantidade de Fe2O3 presentes em toda a amostra:


Fe2O3(amostra) = 10. p(Fe2O3)

Percentual de Fe2O3 presentes no cimento:


%Fe2O3 = (100 . Fe2O3) / Pa

Onde:
%Fe2O3 = percentual de Fe na amostra, expresso como óxido férrico;
Pa = peso da amostra tomada para análise;

Calcula-se o teor de ferro na amostra a partir do peso de Fe2O3 achado, usando a seguinte
relação:
2Fe/Fe2O3 = 0,6994.
Relatório n. 5
Data:
Determinação de ferro pelo NH4OH
Amostra tomada para análise:

Descrição das etapas concluídas:

20
(modelo de laudo analítico)

LAUDO DE ANÁLISE QUÍMICA

Amostra: Sulfato férrico, reagente analítico produzido por AMS Química

Análise desejada: Determinação do teor de ferro

Data da Amostra: 20/03/2002

Técnica utilizada: Determinação gravimétrica de ferro III por precipitação como


hidróxido férrico pelo hidróxido de amônio, filtração e posterior calcinação em
mufla a 900 graus centígrados, sendo o ferro presente, após a calcinação pesado
como Fe2O3.

Peso da amostra: 1,3274 g


Volume de solução obtida: 250 ml
Alíquota tomada para análise: 25 ml
Peso do cadinho vazio e seco: 8,5467 g
Peso do cadinho com precipitado calcinado: 8,5822 g

Cálculos:
Peso de Fe2O3 existentes em 25 ml de solução: 8,5822- 8,5467 = 0,0255 g
Peso de Fe2O3 existentes em 250 ml de solução: 0,2550 g
(o peso de Fe2O3 existentes em 250 ml de solução correspondem ao total de
oxido férrico existente em 1,3274 g de amostra).
% Fe2O3 na amostra = 100 x 0,2550 / 1,3274 = 19,21%
% Fe na amostra = 19,21 x 0,6994 = 13,43 %

Conclusões:
A amostra em questão apresenta um teor de ferro de 13,43%.

Analista:____________________________________________
Turma:_____________
DETERMINAÇÃO DE FERRO
Método gravimétrico com precipitação homogênea provocada pela decomposição da uréia
quando aquecida a mais de 90 graus centígrados

Amostras:
Amostras diversas, minérios de ferro e aços;

Objetivos:
Precipitar e separar o ferro presente na amostra, e medir como Fe2O3, expressando a
quantidade em percentual ou também como Fe em quantidade percentual.

Aparelhagem:
Balança, béquer, balão volumétrico, pipeta de 25 ml, funil, papel de filtro, faixa preta ou polpa
de papel, cadinho de porcelana e mufla ajustada em 900 graus centígrados

Reagentes:
Ácido nítrico concentrado
Uréia
Solução de nitrato de amônio a 1%

Procedimento:
Preparo da solução-amostra:
Pesar em torno de 1 grama de amostra (anotar o peso da amostra) num béquer de 250 ml.
Adicionar um pouco de água e adicionar 10 ml de ácido nítrico concentrado lentamente até
completa dissolução da amostra. Ferver a solução e em seguida transferir o conteúdo para um
balão volumétrico de 250 ml e completar o volume com água deionizada ou destilada. Para
amostras completamente solúveis em água, dispensar o ácido nítrico. Aquecer somente se
amostra não se dissolver completamente, neste caso, deve-se inclusive filtrar, para que a parte
insolúvel não interfira nos resultados da análise, um volume suficiente para ser usado na etapa
seguinte.

Reação de precipitação:
Num becher limpo com 15 g de uréia e um pouco de água, adicionar uma alíquota da solução-
amostra e ferver a mistura até redução de quase a metade do volume, ou então até se verificar
a presença de amoníaco se desprendendo nos vapores o qual possui cheiro bem característico.
Se a quantidade de precipitado for muito grande adicionar pode-se adicionar polpa de papel
sem cinza para facilitar a filtração e a lavagem do precipitado. Retirar do fogo e deixar o copo
repousando por uns minutos para que o precipitado sedimente. Filtra-se, usando um filtro
quantitativo faixa preta, cuidando de transferir todo o conteúdo para o filtro. Lavar o filtrado
com 2 ou três porções de 100 ml de solução quente de nitrato de amônio a 1%. Deixar drenar
bem o filtro e seu conteúdo durante um tempo e depois se dobra bem este e transferir para um
cadinho de porcelana previamente aquecida ao rubro, esfriado e pesado. Proceder a queima do
papel em bico de bunsen e em seguida transferir o mesmo para uma mufla regulada entre
800~1000 graus centígrados. Deixar na mufla por meia hora e depois transferir o mesmo para
um dessecador. Depois de esfriado, proceder a pesagem do mesmo.

22
Reações:
Decomposição da uréia:
(NH2)2CO + H2O -> 2NH3 +CO2
Reação de precipitação:
2 Fe (3+) + 6 NH3 + (x+3)H2O -> Fe2O3.xH2O + 6 NH4(+)
Reação na calcinação:
Fe2O3.x(H2O) -> Fe2O3 + x H2O

Cálculos:
Efetuar os cálculos da mesma maneira citados na prática anterior.
Relatório n.6
Data:
Determinação de ferro por precipitação homogênea
Amostra tomada para análise:

Descrição das etapas concluídas:

24
DETERMINAÇÃO DE CÁLCIO
Método gravimétrico, reação de precipitação por oxalato de amônio em meio ácido

Amostras:
Quaisquer amostras que possam conter cálcio ou sal que contenha cálcio;

Objetivos:
Precipitar e separar o cálcio presente na amostra, e medir como CaCO3, expressando a
quantidade em percentual

Aparelhagem:
Balança, bécher, balão volumétrico, pipeta de 25 ml, funil, papel de filtro faixa branca,
cadinho de porcelana e mufla ajustada em 500 graus centígrados

Reagentes:
Ácido nítrico concentrado
Hidróxido de amônio isento de carbonatos concentrado ou diluído 1:1
Oxalato de amônio
Solução indicadora de alaranjado de metila a 1%
Solução de oxalato de amônio 0,1%

Procedimento:
Pesar em torno de um grama de amostra (anotar o peso da amostra) num becher de 250 ml.
Adicionar um pouco de água e adicionar 10 ml de ácido nítrico concentrado lentamente até
completa dissolução da amostra. Ferver a solução e em seguida transferir o conteúdo para um
balão volumétrico de 250 ml e completar o volume com água deionizada ou destilada. Para
amostras completamente solúveis em água, dispensar o ácido nítrico. Aquecer somente se
amostra não se dissolver completamente, neste caso, deve-se inclusive filtrar, para que a parte
insolúvel não interfira nos resultados da análise, um volume suficiente para ser usado na etapa
seguinte.
Preparo do meio reacional:
Em um béquer limpo e seco de 200 ml ou 250 ml pesar aproximadamente 3 gramas de oxalato
de amônio. Adicionar aproximadamente 100 a 150 ml de água e em seguida adicionar 5 ml de
ácido clorídrico concentrado e algumas gotas de solução indicadora de alaranjado de metila.
Aquece-se este béquer até 70 graus centígrados e em seguida adicionam-se 25 ml da solução
amostra preparada acima. Neutralizar em seguida com hidróxido de amônio gota a gota e sob
agitação até que a coloração mude do vermelho para o amarelo. Deixa-se o precipitado
maturar por 3 horas e procede-se a filtração em papel de filtro faixa branca. Lava-se o
precipitado quatro ou cinco vezes com solução diluída de oxalato de amônio a 0,1%.
Transfere-se o papel para um cadinho devidamente seco e pesado, incinera-se e leva-se à
mufla regulada a 500 graus centígrados durante uma a duas horas. Esfria-se o cadinho em
dessecador e pesa-se em seguida. A diferença de peso expressa o conteúdo de carbonato de
cálcio originado de um décimo da amostra. Expressar o cálcio existente na amostra em termos
percentuais.

Reações:
Reação de precipitação:
2 Ca (2+) + H2C2O4 -> CaC2O4 + 2H(+)
Reação de decomposição:
CaC2O4 -> CaCO3 + CO

Cálculos:
Quantidade de CaCO3 presentes nos 25 ml tomados para análise:
p(CaCO3) = Pi - Pc

onde:
Pi = peso do cadinho depois da incineração;
Pc = peso do cadinho vazio, limpo e seco;

Quantidade de CaCO3 presentes em toda a amostra:


(Se a amostra foi diluída, esta deve ser considerada, sendo o resultado acima obtido referente
apenas à alíquota tomada para análise. Para representar todo o cálcio presente na amostra
deve-se multiplicar o valor obtido acima pela diluição, que no presente caso vale 10)
CaCO3(amostra) = 10. pCaCO3)

Percentual de CaCO3 presentes na amostra:


%CaCO3 = (100 . CaCO3) / Pa
onde:
%CaCO3 = percentual de Ca na amostra, expresso como carbonato de cálcio;
Pa = peso da amostra tomada para análise;

Calcula-se o teor de cálcio na amostra a partir do peso de CaCO3 achado, usando a seguinte
relação:
Ca/CaCO3 = 0,4004.

26
Relatório n. 7
Data:
Determinação de cálcio por método gravimétrico
Amostra tomada para análise:

Descrição das etapas concluídas:


(modelo de laudo analítico)

LAUDO DE ANÁLISE QUÍMICA

Amostra: cimento portland


Análise desejada: Determinação do teor de cálcio
Data da Amostra: 20/03/2002

Técnica utilizada: Determinação gravimétrica de cálcio com oxalato de oxalato


de amônio em meio ácido e posterior neutralização com hidróxido de amônio até
pH 4,5, filtração e calcinação em mufla a 500 graus centígrados durante 2 horas,
sendo o cálcio presente, após a queima pesado como CaCO3.

Peso da amostra: 1,3274 g


Volume de solução obtida: 250 ml
Alíquota tomada para análise: 25 ml

Peso do cadinho vazio e seco: 8,5467 g


Peso do cadinho com precipitado calcinado: 8,5822 g

Cálculos:
Peso de CaCO3 existentes em 25 ml de solução: 8,5822- 8,5467 = 0,0255 g
Peso de CaCO3 existentes em 250 ml de solução: 0,2550 g
(o peso de CaCO3 existentes em 250 ml de solução correspondem ao total de
cálcio existente em 1,3274 g de amostra).
% CaCO3 na amostra = 100 x 0,2550 / 1,3274 = 19,21%
% Ca na amostra = 19,21 x 0,4004 = 7,69 %

Conclusões:
A amostra em questão apresenta um teor de cálcio de 7,69%.

Analista:____________________________________________
Turma:_____________

28
DETERMINAÇÃO DE NÍQUEL
Método gravimétrico, reação de precipitação com dimetilglioxima em meio ácido

Amostras:
Sais de níquel, aços, etc.

Objetivos:
Precipitar e separar o níquel presente na amostra, e medir como Ni(C4H7O2N2)2, expressando a
quantidade em percentual

Aparelhagem:
Balança, bécher, balão volumétrico, pipeta de 25 ml, cadinho filtrante de porcelana e bomba
de vácuo, estufa de secagem ajustada em 100 oC

Reagentes:
Ácido nítrico concentrado
Hidróxido de amônio isento de carbonatos
Solução alcoólica de dimetilglioxima a 1%

Procedimento:
Preparo da amostra:
Amostras diversas: (baixas concentrações de níquel)
Pesar em torno de 1 grama de amostra (anotar o peso da amostra) num bécher de 250 ml.
Adicionar um pouco de água e adicionar 10 ml de ácido nítrico concentrado lentamente até
completa dissolução da amostra. Ferver a solução e em seguida transferir o conteúdo para um
balão volumétrico de 250 ml e completar o volume com água deionizada ou destilada.

Preparo do meio reacional:


Para amostras preparadas conforme acima:
Colocar num bécher de 250 ml, aproximadamente 100 ml de água e cinco mililitros de ácido
clorídrico concentrado. A esta mistura adicionar 25 ml de alíquota da solução-amostra.
Para sais puros:
No caso de sais puros de níquel, pesar algo em torno de 0,3 g de sal e depois colocar a água e
o ácido, nas mesmas quantidades citadas acima.
Aquecem-se a 70~80 graus centígrados e em seguida adiciona-se a solução de dimetilglioxima
em etanol a 1% em leve excesso. (Levar em conta que cada ml desta solução precipita 0,0025
g de níquel). Imediatamente a seguir adiciona-se hidróxido de amônio diluído gota a gota e
sob constante agitação até que ocorra a precipitação e então ainda um pequeno excesso.
Alternativamente a precipitação pode ser provocada pela adição de 3 a 4 g de acetato de sódio.
Deixar o meio repousar durante uns 30 minutos em banho-maria, até o precipitado vermelho
ser totalmente sedimentado. Depois se deixa repousar por mais uma hora. A seguir filtra-se em
cadinho filtrante de porcelana, devidamente seco a 100~120 graus centígrados e pesado. Lava-
se bem o precipitado com água até a eliminação de todo o cloreto e outros sais solúveis e
secam-se em estufa de secagem a 100~120 graus. Pesa-se após esfriamento em dessecador. A
diferença de peso representa a quantidade de Ni(C4H7O2N2)2.

Reações:
Reação de precipitação:
Ni2+ + 2C4H8O2N2 + 2NH3 → Ni(C4H7O2N2)2 + 2NH4+

Observações:
A dimetilglioxima é quase insolúvel em água. O precipitante é adicionado na forma de solução
em etanol a 1%. Um ml desta solução precipita 0,0025 g de níquel. O precipitado, segundo a
técnica acima referida origina um precipitado mais facilmente filtrável do que a precipitação
direta em solução amoniacal e a frio. Somente um leve excesso de precipitante deve ser usado,
pois a dimetilglioxima é relativamente pouco solúvel no meio resultante.
O precipitado é solúvel em ácidos minerais, em soluções alcoólicas que contenham mais de 50
% de etanol em volume, em água quente e em soluções amoniacais concentradas de sais de
cobalto, porém é insolúvel em hidróxido de amônio diluído, em soluções de sais amoniacais e
em soluções diluídas de ácido acético–acetato de sódio. Quando a precipitação do níquel é
feita na presença de sais de cobalto, cobre ou zinco, uma quantidade adicional de
dimetilglioxima torna-se necessária, pois o reagente forma compostos solúveis com esses
metais. Então a precipitação requer mais tempo para se completar. A interferência de Ferro III,
cromo e alumínio pode ser reduzida pela complexação destes com ácido cítrico ou ácido
tartárico.

Cálculos:
Quantidade de Ni(C4H7O2N2)2 presentes nos 25 ml tomados para análise:
p(Ni(C4H7O2N2)2) = Pi - Pc

Onde:
Pi = peso do cadinho depois da incineração;
Pc = peso do cadinho vazio, limpo e seco;

Quantidade de Ni(C4H7O2N2)2 presentes em toda a amostra:


Dimetilglioximato de níquel da amostra = 10. p Ni(C4H7O2N2)2 = pD

Percentual de Ni presentes na amostra:


%Ni = 0,2032. (100 . pD) / Pa

Onde:
%Ni = percentual de Ni na amostra;
Pa = peso da amostra tomada para análise;

Calcula-se o teor de níquel na amostra a partir do peso de Ni(C4H7O2N2)2 achado, usando a


seguinte relação:
Ni / Ni(C4H7O2N2)2 / = 0,2032.

30
Relatório n.8
Data:
Determinação de níquel, método gravimétrico
Amostra tomada para análise:

Descrição das etapas concluídas:


DETERMINAÇÃO DE SULFATOS
Método gravimétrico usando o cloreto de bário como agente precipitante

Objetivos:
Determinação de sulfatos em sais minerais, minérios e águas

Aparelhagem:
bécher de 200 ml, balão volumétrico de 250 ml, pipeta de 25 ml, funil, papel de filtro
quantitativo, cadinho, mufla regulada a 800~900 graus centígrados, estufa de secagem,
dessecador e balança analítica de precisão.

Reagentes:
Solução de cloreto de bário a 5%

Procedimento:
Preparo da amostra:
Se a amostra em análise for de um sal puro proceder a amostra diretamente de uma quantidade
em torno de 0,3 a 0,4 g. Se for de material diverso, preparar uma solução-amostra diluindo a
quantidade pesada com um pouco de água e adicionando 5 a 10 ml de ácido clorídrico isento
de sulfatos. Desta solução, filtra-se uma fração da mesma e dela tomar uma alíquota 25 ml
para análise. Se a amostra em questão for água, usar uma quantidade medida em balão
volumétrico de 100 ml.

Preparo do meio reacional:


Num bécher de 250 ml colocar 20 ml de solução de cloreto de bário a 5%, 2 ml de ácido
clorídrico concentrado e aproximadamente 100 ml de água destilada. Aquece-se até perto do
ponto de ebulição e em seguida adiciona-se a alíquota da solução-amostra com agitação.
Deixa-se repousar por umas duas horas e filtra-se em seguida com papel de filtro quantitativo
faixa branca. Em seguida lavar bem o filtrado com pequenas porções de água quente. (cuidar
que a transferência do precipitado seja quantitativa, isto é, que seja totalmente transferido para
o filtro). Após bem drenado, transferir o filtro com o precipitado para um cadinho
devidamente seco e pesado, queimar na chama até completa eliminação do material volátil e
em seguida colocar na mufla regulada entre 800~900 graus centígrados. Deixar na mufla por
umas duas horas. Após, guardar em dessecador para esfriamento e posterior pesagem do
cadinho com o material residual após a incineração. Este material é tido como sulfato de bário.

No caso de águas, usar a própria como agente diluente, adicionando nela 2 ml de ácido
clorídrico concentrado e aquecê-la até próximo da fervura, quando então se adiciona 20 ml de
solução de cloreto de bário a 5%. A partir deste ponto, continuar como na prática acima.

Reações:
SO4 (-2) + Ba(+2) -> BaSO4

Cálculos:
O peso detectado pela diferença de pesagem do cadinho representa a quantidade de sulfato de
bário obtida a partir da alíquota. Corrigir usando o fator de utilização entre a alíquota e a
quantidade total de solução amostra preparada, representando então a quantidade de sulfato de
bário referente ao total da amostra.

32
Como somente a fração referente ao sulfato é proveniente da solução-amostra obtém-se o
conteúdo de sulfatos, usando o fator que converte o teor de sulfato de bário em teor de
sulfatos.
SO4 / BaSO4 = 0,41156

Relatório n.9
Data:
Determinação de sulfatos, método gravimétrico
Amostra tomada para análise:

Descrição das etapas concluídas:


ANÁLISE TITRIMÉTRICA (análise volumétrica)

O termo análise titrimétrica à análise química quantitativa efetuada pela determinação do


volume de uma solução cuja concentração é exatamente conhecida que reage
quantitativamente com um volume conhecido de solução que contém a substância a ser
determinada (solução-amostra). No passado usava-se o termo análise volumétrica para
identificar esse tipo de análise. Hoje, considera-se que essa nova denominação exprime melhor
o processo de titulação.
O processo de titulação consiste em fazer reagir duas soluções, uma de concentração
conhecida, a qual recebe o nome genérico de titulante e a outra de volume conhecido, que
recebe o nome genérico de titulado. O titulante sempre será colocado na bureta, a qual tem a
função de servir como instrumento de medida do volume consumido na titulação até se atingir
o ponto de equivalência (ponto que indica o término do reagente que está sendo determinado,
também considerado como término da titulação) o qual é percebido por alguma modificação
física provocada pela própria solução titulante ou pela adição de uma substância auxiliar,
conhecida pelo nome genérico de indicador.
Os métodos titrimétricos podem ter elevada precisão e sempre que aplicáveis, possuem
vantagens evidentes sobre os métodos gravimétricos. Empregam-se aparelhos mais simples e
em geral efetuam-se com rapidez.

Tipos de análises titrimétricas:


• Por reações de neutralização ácido/base. Acidimetria e alcalimetria
Acidimetria: É quando se tem como titulante uma solução ácida;
Alcalimetria: É quando se tem como titulante uma solução básica;

• Por reação de formação de complexos, denominadas normalmente por complexometria;


• Por reação de precipitação, onde se forma durante a reação, um precipitado, tal como na
argentometria, e
• Por reações de óxido-redução, onde estão envolvidas nas reações, alteração do número de
oxidação ou a transferência de elétrons entre as substâncias reagentes, tal como a
dicromatometria, a permanganometria e a iodometria.

34
SOLUÇÕES PADRÕES E SOLUÇÕES PADRONIZADAS

As soluções titulantes terão sempre sua concentração conhecida. Quando se dispõe de


um reagente no estado puro, prepara-se uma solução de molaridade ou normalidade definida
pela simples pesagem de um mol ou um equivalente-grama ou uma fração destes e
dissolvendo esta massa pesada num solvente apropriado, que normalmente é água destilada,
completando-se a solução até um volume conhecido.
As substâncias abaixo fazem parte do grupo de substâncias que podem ser usadas para a
obtenção de soluções padrão, devido ao fato de serem obtidas em estado de alto grau de
pureza.

Carbonato de sódio
Hidrogenoftalato de potássio
Ácido benzóico
Tetraborato de sódio
Ácido sulfâmico
Hidrogenoiodato de potássio
Oxalato de sódio
Prata metálica
Nitrato de prata
Cloreto de sódio
Cloreto de potássio
Iodo
Bromato de potássio
Iodato de potássio
Dicromato de potássio
Nitrato de chumbo
Óxido de arsênio III

As demais substâncias deverão ter sua concentração previamente determinadas mediante


uma titulação de padronização usando-se uma solução de uma das substâncias acima,
recebendo o nome então de solução padronizada, ou seja, teve sua concentração conferida
mediante uma solução padrão.

PADRÕES PRIMÁRIOS
Os reagentes acima enumerados, devido a sua pureza e estabilidade química são usados
no preparo de soluções de referência. Estas substâncias são conhecidas como padrões
primários.

Um padrão primário é uma substância com pureza suficiente para permitir a preparação de
uma solução mediante pesagem direta da quantidade de substância, seguida da diluição até
um volume definido de solução.

Um padrão primário deve atender:


• Deve ser de fácil obtenção, purificação e secagem e deve se preservar em estado puro;
• A substância deve permanecer inalterada ao ar, durante a pesagem. Esta condição indica
que a substância não pode ser higroscópica, não pode oxidar-se, nem ser afetada pelo
dióxido de carbono. Durante a estocagem desta substância, a mesma deve apresentar
composição química invariável;
• Deve proporcionar testes qualitativos de pureza, ou de impurezas, de grande sensibilidade;
• O padrão deverá ter massa molecular relativamente elevada a fim que erros de pesagem
possam ser desprezíveis;
• Devem ser facilmente solúveis;
• A reação deles deve ser estequiométrica e praticamente instantânea. O erro de titulação
deve ser desprezível, ou facilmente determinável por método experimental;

Na prática é difícil obter-se um padrão primário ideal. O usual é fazer-se um


compromisso entre as qualidades acima enumeradas. Normalmente se usa nas reações de
neutralização o carbonato de sódio, tetraborato de sódio, hidrogenoftalato de potássio,
hidrogenoiodato de potássio, ácido benzóico e ácido oxálico. Nas reações de formação de
complexos e de precipitação, se usa a prata, nitrato de prata, cloreto de sódio e cloreto de
potássio, e nas reações de óxido-redução se usa normalmente o dicromato de potássio,
bromato de potássio, iodato de potássio, oxalato de sódio, óxido de arsênio III e ferro
eletrolítico (ferro puro).

36
DETERMINAÇÃO DE ACIDEZ
Método volumétrico por titulação com solução de hidróxido de sódio 0,1N

Objetivos:
Determinar a quantidade de ácido livre em amostras. A determinação da quantidade da espécie
ácida existente baseia-se na equivalência das soluções no processo de titulação.

Aparelhagem:
Balão volumétrico de 250 ml, bureta de 25 ml, béquer de 100 ml ou maior

Reagentes:
Solução de hidróxido de sódio a 0,1 N
Solução indicadora de fenolftaleína a 1%

Procedimento:
Para amostras líquidas:
Tomar uma alíquota pipetada com pipeta volumétrica e transferir para um erlenmeyer
contendo um pouco de água destilada e algumas gotas de solução indicadora de fenolftaleína a
1%. Titular em seguida contra a solução de hidróxido de sódio 0,1N até a virada da cor.
Para amostras sólidas, pesar uma pequena quantidade de amostra (em torno de 1 g) e colocar
no erlenmeyer de 250 ml contendo um pouco de água destilada e deixar em banho-maria por
umas duas horas. Titular em seguida contra a solução de hidróxido de sódio 0,1N até a virada
da cor.

Cálculos: expressar a acidez pela espécie ácida mais comum na amostra, expressando o
resultado em percentual, se o teor detectado for elevado, ou então expressar em termos de
miligramas da espécie por litros de solução. Para o caso das amostras sólidas, expressar
igualmente o resultado em percentual ou se a quantidade da espécie ácida detectada for
pequena, expressar em termos de miligramas da espécie por kg de material amostrado.

Exemplo para o leite:


Volume amostrado: 25 ml
Volume de reagente gasto: 5 ml de sol NaOH 0,1N
Normalidade calculada do leite em ácido láctico: 0,02 N
Quantidade de ácido láctico presente na amostra: 102 x 0,02 = 2,04 g / l = 204 mg / l

Fórmula para uso contínuo:


Teor de ácido láctico, (mg / l) = 1000 m (VNaOH . N NaOH / V leite )

Onde:
VNaOH = Volume de reagente ácido gastos na titulação
N NaOH = Normalidade do reagente
V leite = Volume de leite tomado para titulação
m = Massa do equivalente-grama do ácido láctico
Exemplo para ácido clorídrico comercial:
Teor de ácido clorídrico, (g/l) = m ( VNaOH . N NaOH / Vamostra )

Onde:
VNaOH = Volume de reagente ácido gastos na titulação
N NaOH = Normalidade do reagente
Vamostra = Volume de ácido comercial tomado para titulação
m = Massa do equivalente-grama do ácido clorídrico

Porém, para soluções concentradas é comum expressar a concentração em termos de


percentagem (peso/peso). Neste caso é necessário determinar-se juntamente com a análise de
acidez, a densidade da amostra e usar esta para determinar a percentagem em peso usando a
seguinte fórmula para uso contínuo.

% HCl = = (m VNaOH . N NaOH ) / (10 . d. Vamostra )

Onde:
d = densidade da amostra em g/ml

Observações: a solução de hidróxido de sódio deve ser fatorada antes de ser usada. Um padrão
primário muito usado é o ácido oxálico ou também o biftalato de potássio. Para determinar-se
a normalidade real da solução de hidróxido de sódio, proceder a uma titulação da mesma
usando no erlenmeyer uma pequena quantidade de um deles.

38
Relatório n.10
Data:
Determinação de acidez, método volumétrico
Amostra tomada para análise:

Descrição das etapas concluídas:


DETERMINAÇÃO DE ALCALINIDADE EM ÁGUAS
Método volumétrico por titulação com solução de ácido clorídrico 0,1N

Objetivo:
Dosar a alcalinidade da água em análise, determinando as espécies iônicas (hidróxidos,
carbonatos e bicarbonatos) a fim de decidir sobre a utilização desta água e da necessidade de
tratamentos

Aparelhagem:
Erlenmeyer de 250 ml, bureta de 25 ml, proveta de 100 ml

Reagentes:
Solução de ácido clorídrico 0,1N, devidamente fatorada contra uma solução primária;
Alaranjado de metila em solução alcoólica 1%;
Fenolftaleína em solução alcoólica a 1%;

Procedimento:
Medir em uma proveta 100 ml de água amostra. Transferir esta para um erlenmeyer de 250 ml
e adicionar algumas gotas de solução de fenolftaleína a 1% e titular com a solução de ácido
clorídrico 0,1 N até virada na cor. Anotar o consumo (v). Juntar mais 3 a 4 gotas de solução
indicadora de alaranjado de metila e continuar a titular até nova mudança na cor. Anotar o
consumo total de reagente (V).

Cálculos:
Alcalinidade à fenolftaleína:
F = 500 . v . N . f

Alcalinidade ao alaranjado de metila:


M = 500 . V . N . f

Onde:
v = Volume de solução de ácido clorídrico consumido na etapa à fenolftaleína
V = Volume total de solução de ácido clorídrico consumido na titulação
N = Normalidade teórica da solução de ácido clorídrico
f = fator de correção da normalidade da solução reagente (HCl)

F = alcalinidade à fenolftaleína expressa em ppm de CaCO3


M = alcalinidade ao alaranjado de metila expressa em ppm de CaCO3

Se o volume de amostra titulado for diferente de 100 ml corrigir as fórmulas acima


empregando o fator 100 / Vu, onde Vu = volume utilizado.

Para calcular as respectivas quantidades das espécies iônicas, observar a tabela:


Espécies F=M F >½M F = ½M F < ½M F=0

Hidróxidos F 2F – M 0 0 0
Carbonatos 0 2(M-F) M 2F 0
Bicarbonatos 0 0 0 M - 2F M

40
Observações:
1. Expressar todos os resultados como sendo CaCO3, ou seja em ppm de CaCO3.
Para expressar a alcalinidade hidróxida em ppm de NaOH, multiplica-se a o teor de
hidróxidos, expresso em CaCO3, por 0,8

Alc. hidróxida, ppm NaOH = alc. hidróxida, ppm CaCO3 x 0,8

2. Um processo alternativo para separar as alcalinidades hidróxida da alcalinidade de


carbonatos, consiste em precipitar os carbonatos presentes na amostra como carbonatos de
bário, usando para tal uma solução de cloreto de bário a 5%. Procedendo-se em seguida uma
titulação normal como trata o método anterior. Com a precipitação dos carbonatos, estes não
reagirão mais com o ácido, sendo o consumo de reagente na titulação somente devida aos
hidróxidos presentes. Para determinar-se a quantidade de cada uma das espécies, hidróxidos e
carbonatos, proceder duas titulações, a primeira normal, dará o teor combinado de hidróxidos
e carbonatos e esta última conforme explicado medirá somente os hidróxidos, então uma
simples diferença de volumes entre as duas titulações permitirá comprovar também a validade
dos valores contidos na tabela acima.

Gráfico para utilização de águas industriais


Relatório n. 11
Data:
Determinação de alcalinidade em águas, método volumétrico
Amostra tomada para análise:

Descrição das etapas concluídas:

42
DETERMINAÇÃO DE CLORETOS
Método volumétrico, titulação de cloretos usando solução de nitrato de prata a 0,1 N

Objetivos:
Determinar o teor de cloretos presentes na amostra. Serve também para medir o teor de sal
existente nos alimentos, expressando o teor de cloretos como NaCl em percentual ou em
mg/Kg

Aparelhagem:
Balança, béquer, balão volumétrico, pipeta de 25 ml, bureta e erlenmeyer

Reagentes:
Ácido nítrico concentrado
Solução de nitrato de prata 0,1 N
Solução indicadora de fluoresceína 0,1%. Pode-se usar também solução indicadora de cromato
de potássio a 1%.

Procedimento:
Preparo da amostra:
Pesar em torno de 1 grama de amostra (anotar o peso da amostra) num béquer de 250 ml.
Adicionar um pouco de água e adicionar 10 ml de ácido nítrico concentrado lentamente até
completa dissolução da amostra. Ferver a solução e em seguida transferir o conteúdo para um
balão volumétrico de 250 ml e completar o volume com água deionizada ou destilada. Se a
amostra for de natureza orgânica (alimentos), esta deverá ser incinerada em mufla a 500 °C e a
partir de suas cinzas, se obterem a solução-amostra. Se a amostra for de um sal puro, solúvel
em água, dispensar o ácido nítrico. Anotar o volume de solução-amostra produzida.

Titulação:
Em um erlenmeyer limpo e seco de 250 ml contendo um pouco de água destilada, adicionar
uma alíquota da solução amostra e algumas gotas de solução indicadora de fluoresceína.
Titular contra uma solução de nitrato de prata 0, 1 N até mudança da cor da solução indicando
o término da titulação. Anotar o volume gasto.

Cálculos:
Concentração de cloretos presentes na solução amostra:
Na = VAgNO3 . NAgNO3 / Va

Onde:
Na = Normalidade da solução amostra;
VAgNO3 = Volume de solução de nitrato de prata (reagente) consumidos na titulação;
NAgNO3= Concentração normal da solução de nitrato de prata;
Va= Volume de solução-amostra tomada para a titulação

Quantidade de cloretos presentes na solução-amostra,


Expressa como cloretos, em g/l:
Cl- = Na . 35,5
Expressa como cloreto de sódio, em g/l:
NaCl = Na . 58,5
Quantidade de cloretos expressa como percentagem em cloretos, presentes na amostra:
% Cl- = (Vs . Na . 35,5 / 1000 . p ) . 100
Quantidade de cloretos expressa como percentagem em cloreto de sódio, presentes na amostra
% NaCl = (Vs . Na . 58,5 / 1000 . p ) . 100

Onde:
Vs = volume de solução-amostra produzida a partir do peso de amostra usada na análise, em
ml;
p = peso da amostra tomada para análise;

44
Relatório n.12
Data:
Determinação de cloretos, método volumétrico
Amostra tomada para análise:

Descrição das etapas concluídas:


DETERMINAÇÃO DE CÁLCIO / MAGNÉSIO
Método volumétrico por complexação, titulação de cálcio e magnésio usando como reagente
quelante solução de EDTA, sal dissódico a 0,1 M

Objetivos:
Determinar o teor de cálcio e magnésio presentes na amostra.

Aparelhagem:
Balança, béquer, balão volumétrico, pipeta de 25 ml, bureta e erlenmeyer

Reagentes:
Solução de EDTA, sal dissódico 0,1 M
Solução indicadora de preto de eriocromo-T 0,1%. (usar mistura sólida de cloreto de sódio e
preto de eriocromo-T 0,1 %)
Solução tamponante pH 10

Procedimento:
Preparo da amostra:
Pesar em torno de 1 grama de amostra (anotar o peso da amostra) num béquer de 250 ml.
Adicionar um pouco de água e adicionar 10 ml de ácido nítrico concentrado lentamente até
completa dissolução da amostra. Ferver a solução e em seguida transferir o conteúdo para um
balão volumétrico de 250 ml e completar o volume com água deionizada ou destilada. Se a
amostra for de natureza orgânica (alimentos), deverá ser incinerada em mufla a 500ºC e a
partir de suas cinzas, se obter a solução-amostra. Se a amostra for de um sal puro, solúvel em
água, dispensar o ácido nítrico. Anotar o volume de solução-amostra produzida.

Titulação:
Em um erlenmeyer limpo e seco de 250 ml contendo um pouco de água destilada, adicionar
uma alíquota da solução amostra e algumas gotas de solução indicadora. Titular contra a
solução de EDTA 0,1 M até mudança da cor da solução indicando o término da titulação.
Anotar o volume gasto.

A reação de complexação do EDTA com íons metálicos acontece sempre na relação de 1:1, ou
seja, um mol de EDTA sempre irá complexar um mol de cálcio ou um mol de magnésio.
Assim, 1 ml de solução 0,1 M de EDTA corresponde a 4 mg de Ca+2 ou a 2,4 mg de Mg+2.

Cálculos:
Concentração de cálcio + magnésio presentes na solução amostra:
Ma = VEDTA . MEDTA / Va
onde:
Ma = Molaridade da solução amostra;
VEDTA = Volume de solução de EDTA consumidos na titulação;
MEDTA= Concentração molar da solução de EDTA;
Va= Volume de solução amostra tomada para a titulação

Quantidade de cálcio + magnésio presentes na solução-amostra,


Expressa como cálcio, em g/l:
Ca+2 = Ma . 40

46
Expressa como magnésio, em g/l:
Mg+2 = Ma . 24

Quantidade de cálcio + magnésio, expressa como percentagem em cálcio, presentes na


amostra: (leva-se em conta a diluição que a amostra sofreu no preparo da solução-amostra)
% Ca+2 = (Vs . Ma . 40 / 1000 . p ) . 100
Quantidade de cálcio + magnésio, expressa como percentagem em magnésio, presentes na
amostra
% Mg+2 = (Vs . Ma . 24 / 1000 . p ) . 100

Onde:
Vs = volume de solução-amostra produzida a partir do peso de amostra usada na análise, em
ml;
p = peso da amostra tomada para análise;

Observações: em análises de águas, onde os teores desses metais são normalmente pequenos, é
comum expressar esses teores em termos de mg de Ca+2/l ou mg de Mg+2/l unidades estas
equivalentes ao termo “ppm”. Assim, é comum encontrar-se em análises de águas, resultados
expressos da forma como: Teor de cálcio: 30 ppm.
Neste método, para se obter o teor somente do magnésio, as interferências de Ca, Sr e Ba
podem ser eliminadas mediante a precipitação desses íons com carbonato de amônio e
proceder a titulação do íon magnésio no filtrado. Metais de transição, como Fe, Pb, Sb, Bi, Zr,
Th e Ti e também Al devem serem retiradas através da precipitação como hidróxidos através
da reação com amônio-cloreto de amônio. Isto é, se ao se adicionar a solução tampão pH 10
houver formação de muito precipitado, proceder uma filtração prévia e titular o filtrado livre
dos hidróxidos precipitados. Se o teor de magnésio da solução-amostra for muito grande,
pode-se proceder a uma diluição complementar ou então proceder a uma titulação de retorno,
usando uma solução padronizada de cloreto de magnésio.
No caso de se usar soluções-amostras muito ácidas, pode-se usar uma neutralização com
hidróxido de amônio usando uma solução de vermelho de metila para indicar o término da
neutralização. Obviamente este indicador irá alterar as cores do ponto de equivalência do
indicador metalocrômico, o qual passará do amarelo avermelhado para o verde ou verde
azulado.

Preparo da solução tampão pH 10:


Dissolvem-se 70 gramas de cloreto de amônio em 570 ml de hidróxido de amônio concentrado
(densidade específica = 0,9 g/ml) e completa-se o volume de 1000 ml com água destilada.
DETERMINAÇÃO DE CÁLCIO
Método volumétrico por complexação, titulação de cálcio e magnésio usando como reagente
quelante solução de EDTA, sal dissódico a 0,1 M

Objetivos:
Determinar o teor de cálcio presentes na amostra.

Aparelhagem:
Balança, béquer, balão volumétrico, pipeta de 25 ml, bureta e erlenmeyer

Reagentes:
Solução de EDTA, sal dissódico 0,1 M
Solução indicadora de calcon a 0,1% (usar mistura sólida de cloreto de sódio e calcon a 0,1 %)
Solução de hidróxido de sódio 1N

Procedimento:
Preparo da amostra:
Pesar em torno de 1 grama de amostra (anotar o peso da amostra) num béquer de 250 ml.
Adicionar um pouco de água e adicionar 10 ml de ácido nítrico concentrado lentamente até
completa dissolução da amostra. ferver a solução e em seguida transferir o conteúdo para um
balão volumétrico de 250 ml e completar o volume com água deionizada ou destilada. Se a
amostra for de natureza orgânica (alimentos), deverá ser incinerada em mufla a 500 °C e a
partir de suas cinzas, se obter a solução-amostra. Se a amostra for de um sal puro, solúvel em
água, dispensar o ácido nítrico. Anotar o volume de solução-amostra produzida.

Titulação:
Em um erlenmeyer limpo e seco de 250 ml contendo um pouco de água destilada, adicionar
uma alíquota da solução amostra e algumas gotas de solução indicadora. Titular contra a
solução de EDTA 0, 1 M até mudança da cor da solução indicando o término da titulação.
Anotar o volume gasto.

A reação de complexação do EDTA com íons metálicos acontece sempre na relação de 1:1, ou
seja, um mol de EDTA sempre irá complexar um mol de cálcio ou um mol de magnésio.
Assim, 1 ml de solução 0,1 M de EDTA corresponde a 4 mg de Ca+2 ou a 2,4 mg de Mg+2.

48
Cálculos:
Concentração de cálcio presentes na solução amostra:
Ma = VEDTA . MEDTA / Va
onde:
Ma = Molaridade da solução amostra;
VEDTA = Volume de solução de EDTA consumidos na titulação;
MEDTA= Concentração molar da solução de EDTA;
Va= Volume de solução amostra tomada para a titulação

Quantidade de cálcio presentes na solução-amostra,


Expressa como cálcio, em g/l:
Ca+2 = Ma . 40

Quantidade de cálcio, expressa como percentagem em cálcio, presentes na amostra: (leva-se


em conta a diluição que a amostra sofreu no preparo da solução-amostra)
% Ca+2 = (Vs . Ma . 40 / 1000 . p ) . 100

onde:
Vs = volume de solução-amostra produzida a partir do peso de amostra usada na análise, em
ml;
p = peso da amostra tomada para análise;

Observações: em análises de águas, onde os teores desses metais são normalmente pequenos, é
comum expressar esses teores em termos de mg de Ca+2/l ou mg de Mg+2/l unidades estas
equivalentes ao termo “ppm”. Assim, é comum encontrar-se em análises de águas, resultados
expressos da forma como: Teor de cálcio: 30 ppm.
Neste método, a titulação pode ser efetuada na presença de Mg e Ba. O Sr é incluído e causa
um ponto final gradual. Pequenas quantidades de Fe, Mn, e Ti podem ser dissimuladas pelo
uso de trietanolamina. Co, Ni, Cu, Zn, Cd, Hg e Pt pelo uso de cianeto de potássio (requer
muito cuidado).

Para tirar conclusões complementares:


1. Fazer uma titulação cálcio e magnésio, calcon e solução tampão pH 10 ao invés da
solução de NaOH 1N e verificar o que acontece quando existem cálcio e magnésio juntos;
Conclusões:

2. Fazer uma titulação usando soluções de cálcio e magnésio juntos usando preto de
eriocromo-T e solução de NaOH 1N e conferir o resultado;
Conclusões:
Relatório n.13
Data:
Tipo de análise realizada: determinação de cálcio e magnésio, método volumétrico
Amostra tomada para análise:

Descrição das etapas concluídas:

50
DETERMINAÇÃO DE CLORO LIVRE
Método volumétrico por óxido-redução (iodometria, titulação indireta em meio ácido)

Objetivos:
Medir o teor de cloro livre em hipocloritos, águas sanitárias, etc.

Aparelhagem:
Balão volumétrico, pipetas volumétricas, bureta e erlenmeyer

Reagentes:
Solução de iodeto de potássio a 5%
Solução de tiossulfato de sódio 0,1 N
Solução padrão de dicromato de potássio 0,1N
Solução indicadora de amido solúvel a 1%
Ácido clorídrico concentrado

Procedimento básico:
Preparo da amostra:
Pesar, se a amostra for sólida, ou pipetar uma alíquota de amostra e diluir convenientemente
com água destilada a um volume definido.
Titulação:
Em um erlenmeyer de 250 ml contendo um pouco de água destilada, adicionar 10 ml de
solução de iodeto de potássio e 5 ml de ácido clorídrico concentrado e uma alíquota da solução
amostra objeto da análise. Se houver cloro livre ou outras substâncias oxidantes formar-se-á
iodo livre, o qual deverá ser titulado com a solução de tiossulfato de sódio 0,1 N até tornar-se
incolor. Uma melhor visualização do ponto final é possível com a adição de solução de amido
solúvel próximo do ponto final, tornando o meio azulado. O ponto final completo é obtido
quando todo azul desaparecer.

Reação:
2S2O3-2 + I2 -> S4O6-2 +2I-
Em meio neutro ou levemente ácido, o tiossulfato de sódio se converte em tetrationato de
sódio. Em meio alcalino, o tiossulfato tende a se oxidar parcial ou totalmente para sulfato, não
sendo portanto, confiável. No entanto, para meios fortemente alcalinos, a titulação volta a ser
quantitativa para a reação abaixo:
S2O3-2 + I2 + 10OH -> 2SO4-2 + 8I- + 5H2O

Cálculos:
Determinação da normalidade da solução amostra
Na = Vt . Nt / Va
Onde:
Na = normalidade da solução amostra;
Vt = volume de sol. de tiossulfato de sódio consumidos na titulação;
Nt = normalidade real da sol. de tiossulfato de sódio usada na titulação;
Va = volume de solução amostra usada para a titulação;
Com a normalidade da solução amostra estabelecida, pode-se, considerando a diluição que a
mesma sofreu para efeito de análise, calcular-se o teor de cloro livre na amostra total.
Teor de cloro livre, em g/l = 35,5 . Na . Vs / Vi
Onde:
Vi = volume de amostra usada para se obter a solução amostra;
Vs = volume total obtido após a diluição;

Para se determinar a concentração em percentual (peso/peso) deve-se também determinar-se a


densidade da amostra, podendo-se pesar um volume de 25 ml da mesma, e com este peso
determina-se a densidade da amostra.

%cloro livre = Teor de cloro livre ( g/l) / 10 . d

Onde:
d = densidade da amostra de hipoclorito de sódio;

Observações:
Se a amostra for sólida, relacionar o teor de cloro livre obtido, com o peso de amostra tomada
inicialmente para se preparar a solução-amostra.
A solução reagente de tiossulfato de sódio é uma solução que se deteriora rapidamente,
devendo sempre que for usada, ser fatorada contra uma solução mais estável. Para a fatoração,
costuma-se usar uma solução de dicromato de potássio 0,1 N como reagente primário.

52
Relatório n.14
Data:
Tipo de análise realizada: determinação de cloro livre, método volumétrico
Amostra tomada para análise:

Descrição das etapas concluídas:


DETERMINAÇÃO DE PERÓXIDOS
Método volumétrico por óxido-redução usando solução de permanganato de potássio 0,1N
(permanganometria)

Objetivos:
Medir o teor de peróxidos em água oxigenada

Aparelhagem:
Balão volumétrico, pipetas volumétricas, bureta e erlenmeyer

Reagentes:
Solução de permanganato de potássio 0,1 N
Ácido sulfúrico concentrado

Procedimento básico:
Preparo da amostra:
Diluir convenientemente a amostra com água destilada a um volume definido. Pode-se se usar
5ml de amostra em um balão de 250 ml e completar o volume deste com água destilada.

Titulação:
Em um erlenmeyer de 250 ml contendo um pouco de água destilada, adicionar 2 a 3 ml de
ácido sulfúrico concentrado e uma alíquota da solução amostra objeto da análise. Titular com a
solução de permanganato de potássio 0,1 N até tornar-se levemente róseo. O consumo desta
solução é proporcional ao conteúdo de peróxidos existentes na amostra.

Reação: (deve ser balanceada)


__KMnO4 + __H2SO4 + __H2O2 -> __MnSO4 + __K2SO4 + __H20

Cálculos:
Determinação da normalidade da solução amostra
Na = Vt . Nt / Va

Onde:
Na = normalidade da solução amostra;
Vt = volume de sol. de permanganato de potássio consumidos na titulação;
Nt = normalidade da solução de permanganato de potássio usada na titulação;
Va = volume de solução amostra usada para a titulação;

Com a normalidade da solução amostra estabelecida, pode-se, considerando a diluição que a


mesma sofreu para efeito de análise, calcular-se o teor de peróxidos na amostra total.
Teor de peróxidos de hidrogênio, em g/l = 17 . Na . Vs / Vi

Onde:
Vi = volume de amostra usada para se obter a solução amostra;
Vs = volume total obtido após a diluição;

54
Para se determinar a concentração em percentual (peso/peso) deve-se também determinar-se a
densidade da amostra, podendo-se pesar um volume de 25 ml da mesma, e com este peso
determina-se a densidade da amostra.
Peróxidos de hidrogênio, % = teor de peróxido de hidrogênio, ( g/l) / 10 . d

Onde:
d = densidade da amostra de água oxigenada;
Relatório n.15
Data:
Tipo de análise realizada: determinação de peróxido de hidrogênio, método volumétrico
Amostra tomada para análise:

Descrição das etapas concluídas:

56
DETERMINAÇÃO DE FERRO
Método volumétrico por óxido-redução usando solução de permanganato de potássio 0,1N
(permanganometria)

Objetivos:
Medir o teor de ferro III

Aparelhagem:
Balão volumétrico, pipetas volumétricas, bureta e erlenmeyer

Reagentes:
Solução de permanganato de potássio 0,1 N;
Solução de cloreto estanoso, (SnCl2) 15%:
Pesar 15 g de SnCl2, dissolver com 30 ml de HCl concentrado e diluir a 100 ml com água
destilada;
Solução de cloreto de mercúrio, (HgCl2) 5%:
Pesar 5 g de HgCl2, em 100 ml de água destilada;
Solução de Zimmermann:
Dissolver 70 g de MnSO4.4H2O em 500 ml de água destilada, adicionar sob agitação, 125 ml
de H2SO4 concentrado e 125 ml de H3PO4 a 85% e diluir a mistura até um litro;
Ácido sulfúrico concentrado;

Procedimento básico:
Preparo da amostra:
Pesar em torno de 1 grama de amostra (anotar o peso da amostra) num béquer de 250 ml.
Adicionar um pouco de água e adicionar 10 ml de ácido clorídrico concentrado lentamente até
completa dissolução da amostra. Ferver a solução e em seguida transferir o conteúdo para um
balão volumétrico de 250 ml e completar o volume com água deionizada ou destilada. Se a
amostra for de natureza orgânica (alimentos), deverá ser incinerada em mufla a 500ºC e a
partir de suas cinzas, se obter a solução-amostra. Se a amostra for de um sal puro, solúvel em
água, dispensar o ácido clorídrico. Anotar o volume de solução-amostra produzida.

Reação de redução do Ferro III para Ferro II


Em um erlenmeyer de 250 ml contendo um pouco de água destilada, adicionar uma alíquota
da solução amostra objeto da análise e 20 ml de ácido clorídrico concentrado. Aquece-se a
mistura até a ebulição e adiciona-se, gota a gota, e sob agitação a solução redutora de cloreto
estanoso a 15% até a solução tornar-se incolor. Após, colocam-se mais duas gotas e esfria-se a
mistura.

Titulação:
À amostra fria, adiciona-se de uma só vez, 10 ml de solução de cloreto de mercúrio, quando
então deverá aparecer um precipitado branco. Após, não mais que dois minutos, adiciona-se
15 ml de solução de Zimmermann e um pouco de água destilada (algo próximo de 100 ml).
Titular com a solução de permanganato de potássio 0,1 N até tornar-se levemente róseo.
Reação de dissolução da amostra:
Fe2O3 + 6H+ -> 2Fe3+ + H2O

Reação de redução:
2Fe3+ + Sn2+ -> 2Fe2+ + Sn4+

Reação de eliminação do excesso de íons estanoso:


Sn2+ + 2HgCl2 -> Sn+4 + Hg2Cl2 + 2Cl-

Reação da titulação:
2KMnO4 + 8H2SO4 + 10FeSO4 -> 2MnSO4 + K2SO4 + 5Fe2(SO4)3 + 8H20
ou também
5Fe2+ + MnO4- + 8H+ -> 5Fe3+ + Mn2+ + 4H2O

Cálculos:
Determinação da normalidade da solução amostra
Na = Vt . Nt / Va

Onde:
Na = normalidade da solução amostra;
Vt = volume de sol. de permanganato de potássio consumidos na titulação;
Nt = normalidade da solução de permanganato de potássio usada na titulação;
Va = volume de solução amostra usada para a titulação;

Com a normalidade da solução amostra estabelecida, pode-se, considerando a diluição que a


mesma sofreu para efeito de análise, calcular-se o teor de peróxidos na amostra total.
Teor de ferro, em g/l = 56 . Na . Vs / Vi

Onde:
Vi = volume de amostra usada para se obter a solução amostra;
Vs = volume total obtido após a diluição;

Observações: Se precisar, fatorar a solução de permanganato de potássio 0,1 N contra duas


porções de cerca de 250 mg de oxalato de sódio (padrão primário) previamente secado em
estufa a 100 oC por pelo menos duas horas.

Comentários:
Pesquisar a função de cada uma das soluções adicionadas ao erlenmeyer no ato da titulação.

58
Relatório n.16
Data:
Tipo de análise realizada: determinação de ferro, método volumétrico
Amostra tomada para análise:

Descrição das etapas concluídas: (descrever inclusive o preparo das soluções)


DETERMINAÇÃO DE FÓSFORO
Método colorimétrico

Objetivos:
Medir o teor de fósforo na amostra

Aparelhagem:
Balão volumétrico, pipetas e tubos de ensaio para colorimetria

Reagentes:
Solução padrão de fosfato dibásico de sódio (Na2HPO4) contendo 10mg de fósforo / litro
Solução reagente de molibdato de amônio 10g/l + H2SO4 15g/l
Solução redutora de ácido ascórbico 1%

Procedimento básico:

Preparo da amostra:
Pesar em torno de 1 grama de amostra (anotar o peso da amostra) num becher de 250 ml.
Adicionar um pouco de água e adicionar 10 ml de ácido nítrico concentrado lentamente até
completa dissolução da amostra. Ferver a solução e em seguida transferir o conteúdo para um
balão volumétrico de 250 ml e completar o volume com água deionizada ou destilada. Se a
amostra for de natureza orgânica (alimentos), deverá ser incinerada em mufla a 500ºC e a
partir de suas cinzas, se obter a solução-amostra. Se a amostra for de um sal puro, solúvel em
água, dispensar o ácido nítrico. Anotar o volume de solução-amostra produzida.

Preparo do padrão de cor:


Dispor de 7 tubos numerados e ordenados. Em cada um deles colocar água destilada
começando por 5ml no primeiro tubo e continuar em volume decrescente nos demais, ou seja,
no primeiro colocar 5 ml, 4ml no segundo, 3ml no terceiro e assim até o quinto. O sexto tubo
não recebe água. Em seguida, complementar o volume de cada tubo em 5ml, com a solução
padrão de fósforo, sendo que o primeiro nada receberá desta solução, ficando o segundo com 1
ml, o terceiro com 2ml, o quarto com 3ml, o quinto com 4ml e o sexto com 5ml. No sétimo
tubo colocar 5ml da solução amostra.
Em cada tubo adicionar, seguindo a ordem dos tubos, 2 ml da solução reagente. A seguir,
adicionar 1 ml de solução redutora, e então aguardar uns quinze minutos para que a reação
estabilize.
Comparar a cor do sétimo tubo com os demais tubos. Aquele que mais se parece na cor
indicará a concentração de fósforo existente no tubo 7 (amostra diluída).
Observação: Se a cor do sétimo tubo ficar muito escura, proceder a uma diluição condizente
da solução amostra, e proceder nova baterias de cor. No cálculo da concentração, considerar
as todas as diluições realizadas.
Exemplo de diluição: tomar 10 ml da solução-amostra e transferir para um balão de 100 ml e
completar o volume com água destilada. Neste caso a diluição foi de 10 para 100, ou seja, de
1:10, neste caso o fator d que deve ser usado na fórmula deve ser 10. Se a diluição fosse de
2:100, neste caso se usaria um fator de diluição igual a 50.

60
Cálculos:
Supor que a quantidade de fósforo na solução padrão seja de 10 mg/l, assim o teremos:
Tubo 1 : 0mg
Tubo 2 : 2mg
Tubo 3 : 4mg
Tubo 4 : 6mg
Tubo 5 : 8mg
Tubo 6 : 10mg

Supor que o tubo amostra (tubo 7) tenha tido uma cor semelhante a do tubo 4. Isto significa
que a concentração em fósforo da mesma é de 6mg/l. Considerando as diluições feitas e o
“peso” inicial de amostra tomado para análise temos

Teor de fósforo, % = L . Vs . d / 10000 . p

Onde:
L = leitura da tabela acima, valor da concentração em fósforo, em mg/l (ppm);
d = diluição eventual realizada. Se não houve, considere esta variável igual a 1;
Vs = volume de solução-amostra produzida;
p = peso de amostra tomada para análise;

Para expressar o fósforo como P2O5 multiplicar o valor obtido por 2,2903.
Relatório n.17
Data:
Tipo de análise realizada: determinação de fósforo, método colorimétrico
Amostra tomada para análise:

Descrição das etapas concluídas: (descrever inclusive o preparo das soluções)

62
RELAÇÃO DOS REAGENTES NECESSÁRIOS:

Nome do reagente fórmula M. molecular Eq-grama


(g) (g)
Alaranjado de metila * - -
Amido solúvel * - -
Ácido ascórbico (Vit. C) * - -
Ácido clorídrico concentrado HCl 36,46 36,5
Ácido nítrico concentrado HNO3 63,02 63
Ácido sulfúrico concentrado H2SO4 98,08 49
Ácido fosfórico 85% H3PO4 97,99
Ácido oxálico H2C2O4.2H2O 126,07 63
Calcon * - -
Carbonato de cálcio CaCO3 100,09 50
Carbonato de sódio Na2CO3 105,99 53
Cloreto de amônio NH4Cl
Cloreto de bário BaCl2
Cloreto estanoso SnCl2
Cloreto de magnésio MgCl2
Cloreto mercúrico HgCl2
Cloreto de sódio NaCl 58,44 58,5
Dicromato de potássio K2Cr2O7 294,20 49
Dimetilglioxima * -
EDTA, sal dissódico * 372,24 -
Fenolftaleína * - -
Fluoresceína * - -
Fosfato dibásico de sódio Na2HPO4
Hidróxido de amônio concentrado NH4OH 35,05 35
Hidróxido de sódio NaOH 40,00 40
Iodeto de potássio KI 166,00
Molibdato de amônio (NH4)3P(Mo3O10)4 1876,36 -
Nitrato de amônio NH4NO3
Nitrato de prata AgNO3 179,88 170
Nitrato de níquel
Oxalato de amônio (NH4)2C2O4 124,10
Óxido férrico Fe2O3 159,69
Permanganato de potássio KMnO4 158,04
Preto de eriocromo-T * -
Sulfato férrico Fe2(SO4)3.7H2O 278,02
Sulfato de manganês MnSO4 120,37
Tiossulfato de sódio (hipossulfito de sódio) Na2S2O3.5H2O 248,18 248
Uréia (NH2)2CO 60 -

* fórmula molecular sem importância relativa às práticas


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