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NORMA ABNT NBR

BRASILEIRA IEC
62271-200
Primeira edição
19.03.2007

Válida a partir de
19.04.2007

Versão corrigida
02.04.2007

Conjunto de manobra e controle de


alta-tensão
Parte 200: Conjunto de manobra e controle
de alta-tensão em invólucro metálico para
tensões acima de 1 kV até e inclusive 52 kV
High-voltage switchgear and controlgear
Part 200: AC metal-enclosed switchgear and controlgear for rated
voltage above 1 kV and up to and including 52 kV
Exemplar para uso exclusivo - PETROLEO BRASILEIRO - 33.000.167/0036-31

Palavra-chave: Conjunto de manobra e controle.


Descriptor: High-voltage switchgear and controlgear.

ICS 29.130.10

Número de referência
ABNT NBR IEC 62271-200:2007
81 páginas
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ABNT NBR IEC 62271-200:2007

Sumário Página

Prefácio Nacional....................................................................................................................................................... vi
1 Generalidades ................................................................................................................................................ 1
1.1 Objetivo.................................................................................................................................................... 1
1.2 Referências normativas ......................................................................................................................... 2
2 Condições normal e especial de serviço .................................................................................................... 2
3 Termos e definições ...................................................................................................................................... 3
4 Características nominais .............................................................................................................................. 9
4.1 Tensão nominal (Ur) ............................................................................................................................ 10
4.2 Nível de isolamento nominal ............................................................................................................. 10
4.3 Freqüência nominal (fr)....................................................................................................................... 10
4.4 Corrente nominal de regime contínuo e elevação de temperatura ............................................... 10
4.5 Corrente suportável nominal de curta duração (Ik) ......................................................................... 10
4.6 Valor de crista da corrente suportável nominal (Ip)......................................................................... 11
4.7 Duração nominal de curto-circuito (tk) ............................................................................................. 11
4.8 Tensão nominal de alimentação de dispositivos de fechamento e abertura e de circuitos
auxiliares e de comando (Ua) ............................................................................................................. 11
4.9 Freqüência nominal de alimentação dos dispositivos de fechamento e abertura e de circuitos
auxiliares.............................................................................................................................................. 11
4.10 Pressão nominal de gás comprimido para isolamento e/ou operação ..................................... 11
4.10.1 Nível nominal de preenchimento (de compartimentos preenchidos com fluido) ....... 11
5 Projeto e construção ................................................................................................................................... 11
5.1 Requisitos para líquidos em conjunto de manobra e controle .................................................... 12
5.2 Requisitos para gases em conjunto de manobra e controle ........................................................ 12
5.3 Aterramento ....................................................................................................................................... 12
5.4 Equipamento auxiliar e de controle ................................................................................................ 13
5.5 Operação dependente de fonte de energia .................................................................................... 13
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5.6 Operação de energia armazenada ................................................................................................... 13


5.7 Operação manual independente...................................................................................................... 14
5.8 Operação de disparadores ............................................................................................................... 14
5.9 Dispositivos para intertravamento e monitoramento de baixa e alta pressão ........................... 14
5.10 Placas de identificação..................................................................................................................... 14
5.11 Dispositivos de intertravamento ..................................................................................................... 16
5.12 Indicador de posição ........................................................................................................................ 17
5.13 Graus de proteção providos pelos invólucros .............................................................................. 17
5.14 Distâncias de escoamento ............................................................................................................... 17
5.15 Estanqueidade ao gás e ao vácuo................................................................................................... 17
5.16 Estanqueidade aos líquidos............................................................................................................. 17
5.17 Inflamabilidade .................................................................................................................................. 17
5.18 Compatibilidade eletromagnética (EMC) ........................................................................................ 17
6 Ensaio de tipo .............................................................................................................................................. 24
6.1 Generalidades.................................................................................................................................... 24
6.2 Ensaios dielétricos ........................................................................................................................... 25
6.3 Ensaio de tensão de radiointerferência .......................................................................................... 29
6.4 Medição da resistência dos circuitos ............................................................................................. 29
6.5 Ensaios de elevação de temperatura .............................................................................................. 30
6.6 Ensaios de corrente suportável de curta duração e valor de crista da corrente suportável .... 31
6.7 Verificação da proteção.................................................................................................................... 32
6.8 Ensaio de estanqueidade ................................................................................................................. 33
6.9 Ensaio de compatibilidade eletromagnética (CEM)....................................................................... 33
6.10 Ensaios adicionais em circuitos auxiliares e de controle ............................................................ 33

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7 Ensaio de rotina ........................................................................................................................................... 37


7.1 Ensaio dielétrico no circuito principal ............................................................................................ 38
7.2 Ensaios em circuitos auxiliares e de controle ............................................................................... 38
7.3 Medição da resistência do circuito principal ................................................................................. 38
7.4 Ensaio de estanqueidade ................................................................................................................. 38
7.5 Verificações de projeto e visual ...................................................................................................... 38
8 Guia para a seleção de conjunto de manobra e controle em invólucro metálico para serviço .......... 40
8.1 Seleção de valores nominais ........................................................................................................... 40
8.2 Seleção de projeto e sua construção ............................................................................................. 40
8.3 Classificação de arco interno .......................................................................................................... 43
9 Informações a serem dadas na solicitação, na oferta e no pedido ........................................................ 48
10 Regras para transporte, armazenagem, instalação, operação e manutenção ........................... 50
10.1 Condições durante transporte, armazenagem e instalação ......................................................... 50
10.2 Instalação ........................................................................................................................................... 51
10.3 Operação ............................................................................................................................................ 51
10.4 Manutenção ....................................................................................................................................... 51
11 Segurança .................................................................................................................................................... 51
Anexo A (normativo) Falha interna – Método para ensaiar o conjunto de manobra e controle em invólucro
metálico nas condições de arco devido a uma falha interna ................................................................. 53
A.1 Introdução .................................................................................................................................................... 53
A.2 Tipos de acessibilidade .............................................................................................................................. 54
A.3 Arranjos de ensaio ...................................................................................................................................... 54
A.4 Corrente e tensão aplicadas ....................................................................................................................... 58
A.5 Procedimento de ensaio ............................................................................................................................. 59
A.6 Critérios de aceitação ................................................................................................................................. 61
A.7 Relatório de ensaio...................................................................................................................................... 61
A.8 Designação de classificação IAC............................................................................................................... 62
Anexo B (normativo) Medição de descargas parciais........................................................................................... 69
B.1 Generalidades .............................................................................................................................................. 69
B.2 Aplicação ...................................................................................................................................................... 69
B.3 Circuitos de ensaio e instrumentos de medição ...................................................................................... 70
B.4 Procedimento de ensaio ............................................................................................................................. 71
B.5 Quantidade de descargas parciais máxima permissível ......................................................................... 71
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Anexo C (informativo) Notas explicativas............................................................................................................... 75


C.1 Mudanças nas classificações, comparadas com a terceira edição (1990) da IEC 60298 ................... 75
C.2 Conjunto blindado definido pela ANSI ...................................................................................................... 78
C.3 Antiga definição de blindado pela IEC em termos das definições da IEC 62271-200 .......................... 79
C.4 Exemplo de um tipo de secionador-fusível em solução modular .......................................................... 79
Bibliografia ................................................................................................................................................................ 81
Figura A.1 – Armação de montagem para indicadores verticais......................................................................... 63
Figura A.2 – Indicador horizontal ............................................................................................................................ 64
Figura A.3 – Posição dos indicadores.................................................................................................................... 64
Figura A.4 – Simulação da sala e posição dos indicadores para acessibilidade A,
unidade funcional a 1,5 m ou acima ....................................................................................................................... 65
Figura A.5 – Simulação da sala e posição dos indicadores para acessibilidade B,
unidade funcional acima de 2 m de altura ............................................................................................................. 66
Figura A.6 – Simulação da sala e posição dos indicadores para acessibilidade B,
unidade funcional abaixo de 2 m ............................................................................................................................ 67
Figura A.7 – Arranjo de ensaio para conjunto de manobra e controle montado em poste .............................. 68
Figura B.1 – Circuito de ensaio de descargas parciais (arranjo trifásico) ......................................................... 73
Figura B.2 – Circuito de ensaio de descargas parciais (sistema sem neutro aterrado) ................................... 74

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Tabela 1 – Informações da placa de identificação ................................................................................................ 15


Tabela 2 – Localizações, causas e exemplos de medidas para diminuir a probabilidade de falhas internas 44
Tabela 3 – Resumo de requisitos técnicos, das características e dos ensaios opcionais para conjunto
de manobra e controle em invólucro metálico ...................................................................................................... 46
Tabela B.1 – Circuitos e procedimentos de ensaio .............................................................................................. 72
Tabela C.1 – Comparação da definição da IEC e do IEEE de blindado .............................................................. 75
Tabela C.2 – Classificação relacionada à segurança de pessoal no caso de arco interno .............................. 76
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Prefácio Nacional

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras,
cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização
Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais Temporárias (ABNT/CEET), são elaboradas por
Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores,
consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

A ABNT NBR IEC 62271-200 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-03), pela Comissão de
Estudo de Conjuntos de Manobra e Controle de Alta-Tensão (CE-03:017.03). O Projeto circulou em
Consulta Nacional conforme Edital nº 08, de 01.08.2006, com o número de Projeto 03:017.03-002.

Esta Norma é uma tradução idêntica da IEC 62271-200:2003, que foi elaborada pelo Comitê Técnico High-voltage
switchgear and controlgear (IEC/SC 17A).

Esta Norma é para ser lida juntamente com a ABNT NBR IEC 60694. A numeração das seções segue a
numeração das seções daquela norma. As subseções adicionais, que tratam de seções ou subseções particulares
da ABNT NBR IEC 60694, são numeradas 101, 102 etc.

Esta Norma cancela e substitui a ABNT NBR 6979:1998 – Conjunto de manobra e controle em invólucro metálico
para tensões acima de 1 kV até 36,2 kV – Especificação.

NUMERAÇÃO COMUM DAS NORMAS SOB A RESPONSABILIDADE DOS COMITÊS DE


ESTUDOS SC 17A E SC 17C

De acordo com a decisão tomada na reunião conjunta dos Comitês de Estudo SC 17A/SC 17C, de Frankfurt, em
junho de 1998 (artigo 20.7 de 17A/535/RM), um sistema comum de numeração é estabelecido para as normas sob
a responsabilidade dos Comitês de Estudo SC 17A e SC 17C. A IEC 62271 (com o título “Equipamento de
alta-tensão”) constitui a base da norma comum.

A numeração das normas segue o princípio abaixo:


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a) As normas comuns preparadas pelos Comitês de Estudo SC 17A e SC 17C começarão com o número
IEC 62271-001.

b) As normas do Comitê de Estudo SC 17A começarão com o número IEC 62271-100.

c) As normas do Comitê de Estudo SC 17C começarão com o número IEC 62271-200.

d) Os guias preparados pelos Comitês de Estudo SC 17A e SC 17C começarão com o número IEC 62271-300.

A tabela abaixo correlaciona os novos números com os antigos. As partes numeradas (xxx) receberão
um número final que dependerá da decisão de publicação revisada como norma ou relatório técnico.

Esta versão corrigida da ABNT NBR IEC 62271-200:2007 incorpora a Errata 1 de 02.04.2007.

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Numeração comum das publicações IEC 62271 sob a responsabilidade dos


Subcomitês SC 17A e SC 17C

IEC 62271 HIGH-VOLTAGE SWITCHGEAR AND CONTROLGEAR Se houver


número antigo
Parte Novo Título IEC
1 Common specifications IEC 60694
2 Seismic qualification for rated voltages of 72,5 kv and above -

100 High-voltage alternating current circuit-breakers IEC 60056


101 Synthetic testing IEC 60427
102 High-voltage alternating current disconnectors and earthing IEC 60129
switches
103 Switches for rated voltages above 1 kV and less than 52 kV IEC 60265-1
104 Switches for rated voltages of 52 kV and above IEC 60265-2
105 Alternating current switch-fuse combinations IEC 60420
106 Alternating current contactors and contactor based motor- IEC 60470
starters
107 Alternating current switchgear-fuse combinations -
108 Switchgear having combined functions -
109 Series capacitor by-pass switches -
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200 Metal enclosed switchgear and controlgear for rated IEC 60298
voltages up to and including 52 kV
201 Insulation-enclosed switchgear and controlgear for rated IEC 60466
voltages up to and including 52 kV
202 High-voltage/low voltage prefabricated substations IEC 61330
203 Gas-insulated metal enclosed switchgear for rated voltages IEC 60517
above 52 kV
204 High-voltage gas-insulated transmission lines for rated IEC 61640
voltages of 72,5 kV and above

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Se houver
número
IEC 62271 HIGH-VOLTAGE SWITCHGEAR AND CONTROLGEAR
antigo
IEC
parte Novo título
(300) Guide for seismic qualification of high-voltage alternating IEC 61166
current circuit-breakers
(301) Guide for inductive load switching IEC 61233
(302) Guide for short-circuit and switching test procedures for IEC 61633
metal-enclosed and dead tank circuit-breakers
(303) Use and handling of sulphur hexafluoride (SF 6 ) in IEC 61634
high-voltage switchgear and controlgear
(304) Additional requirements for enclosed switchgear and IEC 60932
controlgear from 1 kV to 72,5 kV to be used in severe
climatic conditions
(305) Cable connections for gas-insulated metal-enclosed IEC 60859
switchgear for rated voltages above 52 kV
(306) Direct connection between power transformers and IEC 61639
gas-insulated metal-enclosed switchgear for rated voltages
above 52 kV
(307) The use of electronic and associated technologies in IEC 62063
auxiliary equipment of switchgear and controlgear
308 Guide for asymmetrical short-circuit breaking test duty -
T100a
309 TRV parameters for high-voltage switchgear and -
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controlgear for rated voltages above 1 kV and less than


100 kV
310 Electrical endurance testing for circuit-breakers rated -
72,5 kV and above

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Conjunto de manobra e controle de alta-tensão


Parte 200: Conjunto de manobra e controle de alta-tensão em invólucro
metálico para tensões acima de 1 kV até e inclusive 52 kV

1 Generalidades

1.1 Objetivo

Esta parte da ABNT NBR IEC 62271 especifica requisitos para o conjunto de manobra e controle em invólucro
metálico para corrente alternada, montado em fábrica, para tensões nominais acima de 1 kV até e inclusive 52 kV,
para instalação abrigada e ao tempo, para freqüências de serviço até 60 Hz, inclusive. Os invólucros podem incluir
componentes fixos e removíveis e podem ser preenchidos com fluido (líquido ou gás) para prover a isolação.

NOTA 1 Embora a aplicação principal seja para sistemas trifásicos, esta Norma pode ser também aplicada para sistemas
monofásicos ou bifásicos.

Esta Norma define vários tipos de conjunto de manobra e controle em invólucro metálico que diferem quanto a

conseqüências na continuidade no serviço da rede no caso de manutenção no conjunto de manobra e


controle;

necessidade e conveniência de manutenção do equipamento.

NOTA 2 A segurança de uma instalação resulta do projeto, da implementação e da coordenação de produtos, instalações e
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operações.

Para o conjunto de manobra e controle em invólucro metálico contendo compartimentos preenchidos por gás, a
pressão de projeto é limitada a um valor máximo de 300 kPa (pressão relativa).

NOTA 3 Os compartimentos preenchidos por gás tendo uma pressão de projeto excedendo 300 kPa (pressão relativa)
convém que sejam projetados e ensaiados de acordo com a IEC 60517.

Conjunto de manobra e controle em invólucro metálico para uso especial, por exemplo, em atmosferas inflamáveis,
em minas ou a bordo de navios, pode estar sujeito a requisitos adicionais.

Componentes instalados no conjunto de manobra e controle em invólucro metálico são projetados e ensaiados de
acordo com as suas respectivas normas. Esta Norma complementa as normas dos componentes individuais,
considerando sua instalação nos conjuntos de manobra e controle.

Esta Norma não exclui outros equipamentos que possam ser incluídos no mesmo invólucro. Em tais casos,
qualquer possível influência destes equipamentos no conjunto de manobra e controle deve ser levada em conta.

NOTA 4 Os conjuntos de manobra e controle com invólucro isolante estão contemplados pela IEC 60466.

NOTA 5 O conjunto de manobra e controle em invólucro metálico para tensões nominais acima de 52 kV, isolado a ar à
pressão atmosférica, pode ser contemplado por esta Norma considerando os níveis de isolamento da ABNT NBR IEC 60694.

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1.2 Referências normativas

Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para referências datadas,
aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do
referido documento (incluindo emendas).

ABNT NBR IEC 60529:2005 – Graus de proteção para invólucros de equipamentos elétricos (código IP)

ABNT NBR IEC 60694:2006 – Especificações comuns para normas de equipamentos de manobra de alta-tensão e
mecanismos de comando

ABNT NBR IEC 62271-100:2006 – Equipamentos de alta-tensão – Parte 100: Disjuntores de alta-tensão de
corrente alternada

ABNT NBR IEC 62271-102:2006 – Equipamentos de alta-tensão – Parte 102: Seccionadores e chaves de
aterramento

IEC 60050 (151): 2001, International Electrotechnical Vocabulary – Chapter 151: Electrical and magnetic devices

IEC 60050 (441):1984, International Electrotechnical Vocabulary – Chapter 441: Switchgear, controlgear and fuses

IEC 60060-1:1989, High-voltage test techniques - Part 1: General definitions and test requirements

IEC 60243-1:1998, Electrical strength of insulating materials - Test methods - Part 1: Tests at power frequencies

IEC 60265-1:1998, High-voltage switches - Part 1: Switches for rated voltages above 1 kV and less than 52 kV

IEC 60270:2000, High-voltage test techniques - Partial discharge measurements

IEC 60466:1987, AC insulation-enclosed switchgear and controlgear for rated voltages above 1 kV and up to and
including 38 kV

IEC 60470:2000, High-voltage alternating current contactors and contactor-based motor-starters


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IEC 60480:1974, Guide to the checking of sulphur hexafluoride (SF6) taken from electrical equipment

IEC 60909-0:2001, Short-circuit currents in three-phase a.c. systems – Part 0: Calculation of currents

IEC 62271-105:2002, High-voltage switchgear and controlgear – Part 105: Alternating current switch-fuse
combinations

IEC/TS 60932:1988, Additional requirements for enclosed switchgear and controlgear from 1 kV to 72.5 kV to be
used in severe climatic conditions

IEC/TS 61634:1995, High-voltage switchgear and controlgear - Use and handling of sulphur hexafluoride (SF6) in
high-voltage switchgear and controlgear

ISO/IEC Guide 51:1999, Safety aspects - Guidelines for their inclusion in standards

2 Condições normal e especial de serviço


A seção 2 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável com a seguinte adição:

Salvo especificação em contrário nesta Norma, o conjunto de manobra e controle em invólucro metálico é
produzido para ser utilizado nas condições normais de serviço.

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3 Termos e definições
Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as definições da IEC 60050 (441), IEC 60050 (151) e
ABNT NBR IEC 60694, exceto onde indicado. Algumas destas definições abaixo são para facilitar o seu uso.

As definições dadas abaixo são também aplicáveis. Elas estão classificadas de acordo com a IEC 60050 (441).

3.101
conjunto de manobra e controle

termo geral que contempla os dispositivos de manobra e suas combinações com equipamentos associados de
controle, medição, proteção e regulação, incluindo a respectiva montagem destes dispositivos e equipamentos
com interligações associadas, acessórios, invólucros e estruturas-suporte

[IEV 441- 11- 01]

3.102
conjunto de manobra e controle em invólucro metálico

conjunto de manobra e controle com invólucro metálico externo, previsto para ser aterrado e completamente
montado, exceto as conexões externas

[IEV 441-12-04, modificado]

3.103
unidade funcional (de uma montagem)

parte do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico que inclui todos os componentes dos
circuitos principais e dos circuitos auxiliares que contribuem para a realização de uma única função

[IEV 441-13-04, modificado]

NOTA As unidades funcionais podem ser diferentes, de acordo com a função para a qual foram previstas,
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por exemplo, unidade de entrada, unidade de saída etc.

3.104
unidade multifunção

duas ou mais unidades funcionais dispostas dentro de um único invólucro

3.105
unidade de transporte

parte do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico adequado para transporte sem ser desmontado

3.106
invólucro

parte do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico, que proporciona um determinado grau de
proteção do equipamento, contra influências externas e um determinado grau de proteção contra a aproximação
ou contato com as partes vivas e contra o contato com as partes móveis

[IEV 441-13-01 modificado]

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3.107
compartimento

parte do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico, exceto para aberturas necessárias para
interconexão, controle ou ventilação

[IEV 441- 13- 05, modificado]

Podem ser diferenciados quatro tipos de compartimentos: três que podem ser abertos, chamados acessíveis
(ver 3.107.1, 3.107.2, 3.107.3) e um que não pode ser aberto, chamado inacessível (ver 3.107.4)

NOTA Os compartimentos são identificados de acordo com os componentes principais neles contidos (ver 5.103.1).

3.107.1
compartimento com acesso controlado por intertravamento

compartimento contendo partes de alta-tensão, previsto para ser aberto para operação normal e/ou manutenção
normal, como determinado pelo fabricante, cujo acesso é controlado pelo projeto do conjunto de manobra e
controle

NOTA Instalação, ampliação, reparos etc. não são considerados manutenção normal.

3.107.2
compartimento com acesso baseado em procedimento

compartimento contendo partes de alta-tensão, previsto para ser aberto para operação normal e/ou manutenção
normal, como especificado pelo fabricante, cujo acesso é controlado por procedimento adequado combinado
com travamento

NOTA Instalação, ampliação, reparos etc. não são considerados manutenção normal.

3.107.3
compartimento com acesso baseado em ferramenta
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compartimento contendo partes de alta-tensão, que podem ser abertas, mas não em operação normal e
manutenção. São requeridos procedimentos especiais. São necessárias ferramentas para abertura

3.107.4
compartimento não acessível

compartimento contendo partes de alta-tensão, que não deve ser aberto. A abertura pode destruir a integridade do
compartimento. Devem ser previstas indicações claras, afixadas no compartimento, de que não se deve abrir

3.108
divisão

parte de um conjunto de manobra e controle em invólucro metálico que separa um compartimento dos demais

[IEV 441-13-06, modificado]

3.109
classe de divisão

a classe de divisão define se material metálico ou não-metálico é usado para separação das partes vivas

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3.109.1
classe de divisão PM

conjunto de manobra e controle em invólucro metálico, provendo separação metálica contínua e/ou obturadores
(se aplicável), previstos para serem aterrados entre compartimentos acessíveis abertos e as partes vivas do
circuito principal

3.109.2
classe de divisão PI

conjunto de manobra e controle em invólucro metálico que contenha uma ou mais divisões ou obturadores
não-metálicos entre compartimentos acessíveis abertos e as partes vivas do circuito principal

3.110
obturador

parte de um conjunto de controle e manobra em invólucro metálico que pode ser movida de uma posição
onde permita contato de uma parte removível, ou contato móvel de um secionador, para acoplar contatos fixos, a
uma posição onde este se torne uma parte do invólucro ou divisória que protege os contatos fixos

[IEV 441-13-07, modificado]

3.111
segregação (de condutores)

interposição de barreira metálica aterrada entre partes vivas, de modo que qualquer descarga somente possa
ocorrer para a terra

[IEV 441-11-11]

NOTA Uma segregação pode ser estabelecida entre os condutores, como também entre os contatos abertos de
um dispositivo de manobra ou seccionador.
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3.112
bucha de passagem

estrutura contendo um ou mais condutores que atravessam um invólucro ou divisão, isolando-os, incluindo os
meios de fixação

3.113
componente

parte essencial do circuito principal ou de aterramento de um conjunto de manobra e controle em invólucro


metálico, que desempenha uma função específica (por exemplo, disjuntor, seccionador, fusível, transformador
para instrumentos, buchas, barramentos)

3.114
circuito principal (de um conjunto)

todas as partes condutoras de um conjunto de manobra e controle em invólucro metálico, presentes em um


circuito destinado a conduzir energia elétrica

[IEV 441-13-02, modificado]

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3.115
circuito de aterramento

conexão de todos os dispositivos de aterramento ou pontos destinados ao aterramento, previstos para serem
conectados à barra de terra do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico, que é conectada ao
sistema de aterramento da instalação

3.116
circuito auxiliar

todas as partes condutoras de um conjunto de manobra e controle em invólucro metálico presentes em um circuito
(que não seja o circuito principal), destinado a controle, medição, proteção, sinalização e regulação

[IEV 441-13-03, modificado]

NOTA Os circuitos auxiliares de um conjunto de manobra e controle em invólucro metálico incluem os circuitos auxiliares
de controle dos dispositivos de manobra.

3.117
dispositivo de alívio de pressão

dispositivo destinado a limitar a pressão em um compartimento preenchido com fluido

3.118
compartimento preenchido com fluido

compartimento de um conjunto de manobra e controle em invólucro metálico, preenchido com fluido, gás, que não
seja o ar ambiente, ou líquido, com o propósito de isolação

3.118.1
compartimento preenchido com gás

ver 3.6.5.1 da ABNT NBR IEC 60694


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3.118.2
compartimento preenchido com líquido

compartimento do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico onde o líquido está à pressão
atmosférica, ou sob pressão que é mantida por um dos seguintes sistemas:

a) sistema de pressão controlada;

b) sistema de pressão fechado;

c) sistema de pressão estanque.

Para sistemas de pressão, ver 3.6.4 da ABNT NBR IEC 60694.

3.119
pressão relativa

pressão referida à pressão atmosférica padrão de 101,3 kPa

3.120
nível mínimo de funcionamento (de compartimentos preenchidos com fluido)

pressão de gás (pressão relativa) em Pa (ou densidade) ou massa líquida igual ou superior, em valores nominais
em que um conjunto de manobra e controle em invólucro metálico é mantido

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3.121
nível de projeto (de compartimentos preenchidos por fluido)

pressão de gás (pressão relativa) em Pa (ou densidade) ou massa líquida usada para determinar o projeto de
um compartimento preenchido por gás ou massa para um compartimento preenchido por líquido

3.122
temperatura de projeto (de compartimentos preenchidos por fluido)

a maior temperatura que pode ser atingida pelo gás ou líquido sob condições de serviço

3.123
temperatura do ar ambiente (do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico)

temperatura determinada nas condições prescritas do ar ao redor do conjunto de manobra e controle


em invólucro metálico

3.124
parte removível

parte do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico, conectada ao circuito principal e que pode ser
totalmente removida dele e recolocada, mesmo que o circuito principal da unidade funcional esteja energizado

[IEV 441-13-08, modificado]

3.125
parte extraível

parte removível do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico, que pode ser movida para posições
nas quais uma distância de isolamento ou segregação entre contatos abertos é estabelecida, enquanto
a parte permanece mecanicamente fixada ao invólucro

[IEV 441-13-09, modificado]


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3.126
posição de serviço (posição conectada)

posição de uma parte removível em que ela está completamente conectada para a sua função prevista

[IEV 441-16-25]

3.127
posição de aterramento

posição de uma parte removível ou estado de um secionador no qual o fechamento de um dispositivo de manobra
mecânico curto-circuita e aterra um circuito principal

[IEV 441-16-26, modificado]

3.128
posição de ensaio (de uma parte extraível)

posição de uma parte extraível em que uma distância de isolamento ou segregação é estabelecida no circuito
principal e na qual os circuitos auxiliares estão conectados

[IEV 441-16-27]

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3.129
posição desconectada (de uma parte extraível)

posição de uma parte extraível em que é estabelecida uma distância de secionamento ou segregação
nos circuitos da parte extraível que permanece mecanicamente ligada ao invólucro

[IEV 441-16-28, modificado]

NOTA Em conjuntos de manobra e controle em invólucros metálico de alta-tensão, os circuitos de controle e auxiliar
podem não ser desconectados.

3.130
posição removida (de uma parte removível)

posição de uma parte removível quando esta estiver elétrica e mecanicamente separada do invólucro

[IEV 441-16-29, modificado]

3.131
categoria de perda de continuidade de serviço (LSC)

categoria que define a possibilidade de manter outros compartimentos e/ou unidades funcionais energizados
quando um compartimento de circuito principal for aberto

NOTA 1 A categoria LSC descreve o nível para o qual os conjuntos de manobra e controle são previstos para
permanecerem operacionais no caso de ser necessário acesso a um compartimento de circuito principal. O nível considerado
necessário para abrir compartimentos de circuito principal energizado pode ser dependente sob vários aspectos (ver 8.2).

NOTA 2 A categoria LSC não descreve classificação de confiabilidade de conjunto de manobra e controle (ver 8.2).

3.131.1
conjunto de manobra e controle de categoria LSC2

conjunto de manobra e controle com compartimentos acessíveis, que não sejam os compartimentos dos
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barramentos de um conjunto de manobra e controle de um único barramento

Para conjunto de manobra e controle em invólucro metálico, quando qualquer compartimento acessível em
uma unidade funcional for aberto, todas as outras unidades funcionais são previstas para permanecerem
energizadas e operando normalmente. Uma exceção aplica-se no caso do compartimento de barramento principal
do conjunto de manobra e controle de um único barramento, o qual, quando aberto, impede a continuidade do
serviço.

Duas subdivisões são reconhecidas:

LSC2B: conjunto de manobra e controle de categoria LSC2, onde o compartimento dos cabos é também previsto
para permanecer energizado quando qualquer outro compartimento acessível da unidade funcional
correspondente for aberto.

LSC2A: conjunto de manobra e controle LSC2, que não seja LSC2B.

3.131.2
conjunto de manobra e controle de categoria LSC1

conjunto de manobra e controle em invólucro metálico diferente da categoria LSC2

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3.132
conjunto de manobra e controle classificado como arco interno (IAC)

conjunto de manobra e controle em invólucro metálico para o qual critérios prescritos para proteção de pessoas
são atendidos no evento de um arco interno, como demonstrado por ensaios apropriados

NOTA Ver o anexo A para informação adicional.

3.133
grau de proteção

a extensão da proteção proporcionada por um invólucro, divisão ou obturador, se aplicável, contra o acesso a
partes perigosas, contra a penetração de objetos sólidos estranhos e/ou de água é verificado por métodos de
ensaios normalizados

(ver 3.3 da ABNT NBR IEC 60529)

3.134
valor nominal

valor de uma grandeza definida pelo fabricante, para uma condição de operação especificada de um dispositivo
componente ou equipamento

[IEV 151-16-08, modificado]

NOTA Ver seção 4 para valores nominais individuais.

3.135
descarga disruptiva

fenômeno associado com a falha da isolação elétrica, no qual a descarga rompe completamente a isolação,
reduzindo a tensão entre os eletrodos a zero ou próximo a zero, sob ensaio
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NOTA 1 O termo se aplica às descargas em dielétricos sólidos, líquidos e gasosos e às combinações destes.

NOTA 2 Uma descarga disruptiva num dielétrico sólido produz perda permanente da rigidez dielétrica (isolação
não regenerativa); em um dielétrico líquido ou gasoso, a perda pode ser apenas temporária (isolação regenerativa).

NOTA 3 O termo "descarga disruptiva” é usado quando uma descarga disruptiva ocorre em dielétrico gasoso ou líquido.
O termo "descarga de contorno" é usado quando uma descarga disruptiva ocorre sobre a superfície de um dielétrico sólido em
meio gasoso ou líquido. O termo "disruptura" é usado quando uma descarga disruptiva ocorre através de um dielétrico sólido.

4 Características nominais
As características nominais do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico são as seguintes:

a) tensão nominal (Ur) e número de fases;

b) nível de isolamento nominal;

c) freqüência nominal (fr);

d) corrente nominal de regime contínuo (Ir) (para circuitos principais);

e) corrente suportável nominal de curta duração (Ik) (para circuitos principais e de aterramento);

f) valor de crista da corrente suportável nominal (Ip), se aplicável (para circuitos principais e de aterramento);

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g) duração de curto-circuito nominal (tk) (para circuitos principais e de aterramento);

h) valores nominais dos componentes que fazem parte do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico,
incluindo seus dispositivos de operação e seus equipamentos auxiliares;

i) nível de preenchimento nominal (dos compartimentos preenchidos com fluido).

4.1 Tensão nominal (Ur)

As subseções 4.1 e 4.1.1 da ABNT NBR IEC 60694 são aplicáveis.

NOTA Componentes que fazem parte do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico podem ter
valores individuais de tensão nominal de acordo com suas normas correspondentes.

4.2 Nível de isolamento nominal

A subseção 4.2 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

4.3 Freqüência nominal (fr)

A subseção 4.3 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

4.4 Corrente nominal de regime contínuo e elevação de temperatura

4.4.1 Corrente nominal de regime contínuo (Ir)

A subseção 4.4.1 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável, com a seguinte adição:

Alguns circuitos principais do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico (por exemplo, barramentos,
circuitos alimentadores etc.) podem ter diferentes valores de corrente nominal de regime contínuo.
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4.4.2 Elevação de temperatura

A subseção 4.4.2 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável, com a seguinte adição:

A elevação de temperatura dos componentes contidos no conjunto de manobra e controle em invólucro metálico
que são objeto de especificações individuais não cobertos pela ABNT NBR IEC 60694 não deve exceder
os limites de elevação de temperatura permitidos na norma pertinente desses componentes.

As temperaturas máximas permissíveis e as elevações de temperatura a serem consideradas para barramentos


são aquelas especificadas para contatos, conexões e partes metálicas em contato com o isolamento, conforme
o caso.

A elevação de temperatura para invólucros e coberturas acessíveis não deve exceder 30 K. No caso de invólucros
e coberturas que são acessíveis, mas não necessitam ser tocadas durante a operação normal, o limite de
elevação de temperatura pode ser acrescido em 10 K, se não for acessível ao público.

4.5 Corrente suportável nominal de curta duração (Ik)

A subseção 4.5 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável, com a seguinte adição:

Um valor de corrente suportável nominal de curta duração deve também ser atribuído para o circuito de
aterramento. Este valor pode diferir daquele do circuito principal.

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4.6 Valor de crista da corrente suportável nominal (Ip)

A subseção 4.6 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável, com a seguinte adição:

Um valor de crista da corrente suportável nominal deve também ser definido para o circuito de aterramento.
Este valor pode diferir daquele do circuito principal.

NOTA Em princípio, os valores de corrente suportável nominal de curta duração e o valor de crista da corrente suportável
nominal de curta duração do circuito principal não devem exceder os valores nominais correspondentes, do menor valor de
seus componentes conectados em série. Contudo para cada circuito ou compartimento, vantagens podem ser obtidas através
de dispositivos limitadores de corrente de curto-circuito, tais como fusíveis limitadores, reatores etc.

4.7 Duração nominal de curto-circuito (tk)

A subseção 4.7 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável, com a seguinte adição:

Um valor de duração nominal de curto-circuito deve também ser atribuído para o circuito de aterramento.
Este valor pode diferir daquele do circuito principal.

4.8 Tensão nominal de alimentação de dispositivos de fechamento e abertura e de circuitos


auxiliares e de comando (Ua)

A subseção 4.8 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

4.9 Freqüência nominal de alimentação dos dispositivos de fechamento e abertura e de


circuitos auxiliares

A subseção 4.9 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

4.10 Pressão nominal de gás comprimido para isolamento e/ou operação

A subseção 4.10 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.


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4.10.1 Nível nominal de preenchimento (de compartimentos preenchidos com fluido)

A pressão (pressão relativa) em Pa (ou densidade) ou massa líquida definida pelo fabricante refere-se
às condições atmosféricas do ar a 20°C nas quais o compartimento de gás ou líquido é preenchido antes de
ser colocado em serviço.

5 Projeto e construção
Os conjuntos de manobra e controle em invólucro metálico devem ser projetados de forma que as operações de
serviço normal, inspeção e manutenção, determinação do estado energizado ou desenergizado do circuito
principal, inclusive a verificação da seqüência de fase, aterramento de cabos conectados, localização de defeitos
em cabos, ensaios de tensão em cabos ou outros dispositivos conectados e eliminação de cargas eletrostáticas
perigosas, possam ser realizadas com segurança.

Todas as partes e componentes removíveis, dos mesmos tipos, características nominais e construção, devem ser
mecânica e eletricamente intercambiáveis.

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As partes removíveis e os componentes de valores nominais iguais ou superiores podem ser instalados no lugar
de partes e componentes removíveis de valores nominais iguais ou inferiores, onde o projeto destas partes e
componentes removíveis e compartimento permite intercambiabilidade mecânica. Isto geralmente não se aplica a
dispositivos limitadores de corrente.

NOTA A instalação de uma parte removível ou componente de valor nominal superior não aumenta, necessariamente, as
capacidades de uma unidade funcional ou implica que a unidade funcional é capaz de operar com os valores nominais
aumentados da parte removível ou componente.

Os vários componentes contidos no invólucro estão sujeitos às especificações individuais que se aplicam a eles.

Para os circuitos principais com fusíveis limitadores de corrente, o fabricante do conjunto de manobra e controle
pode fixar a corrente de curto-circuito limitada pelo fusível.

5.1 Requisitos para líquidos em conjunto de manobra e controle

A subseção 5.1 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

5.2 Requisitos para gases em conjunto de manobra e controle

A subseção 5.2 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável, com a seguinte adição:

Hexafluoreto de enxofre (SF6) em conformidade com a IEC 60480 pode ser usado.

NOTA Para manuseio de hexafluoreto de enxofre (SF6), ver a IEC 61634.

5.3 Aterramento

As correntes de curto-circuito nominais aplicáveis para o circuito de aterramento dependem do tipo de aterramento
do neutro do sistema para o qual é previsto.

NOTA 1 Para sistemas com um neutro solidamente aterrado, a corrente máxima de curto-circuito do circuito de aterramento
pode alcançar níveis até a corrente suportável nominal de curta duração do circuito principal.
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NOTA 2 Para outros sistemas de aterramento do neutro, a corrente de curta duração máxima do circuito de aterramento
pode alcançar até 87% da corrente suportável nominal de curta duração do circuito principal (curto-circuito nas condições de
defeito bifásico à terra).

O circuito de aterramento normalmente é projetado para suportar um curto-circuito monofásico.

5.3.1 Aterramento do circuito principal

Para assegurar proteção de pessoal durante o trabalho de manutenção, deve-se poder aterrar todas as partes do
circuito principal para as quais o acesso é requerido ou proporcionado antes de ficarem acessíveis. Isto não se
aplica às partes removíveis que se tornam acessíveis depois de serem separadas do conjunto de manobra e
controle.

5.3.2 Aterramento do invólucro

A subseção 5.3 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável, com a seguinte adição:

As unidades de transporte de um conjunto de manobra em invólucro metálico devem ser interconectadas durante
a instalação final, por meio de um condutor de aterramento. Esta interconexão entre as unidades de transporte
adjacentes deve ser capaz de conduzir a corrente suportável nominal de curta duração e a corrente suportável de
crista para o circuito de aterramento.

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NOTA 1 Em geral, o requisito acima é atendido se um condutor de aterramento de seção transversal adequada for provido
sobre toda a extensão do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico.

A densidade de corrente no condutor de aterramento, se for de cobre, não deve, sob as condições de defeito à
terra especificadas, exceder 200 A/mm2 para uma duração de curto-circuito nominal de 1 s, e 125 A/mm2 para
uma duração de curto-circuito nominal de 3 s. Porém, sua seção transversal não deve ser inferior a 30 mm2.
O condutor de aterramento deve possuir previsão para no mínimo um terminal adequado para ligação à malha de
terra da instalação. Se o condutor de aterramento não for de cobre, devem ser satisfeitos os requisitos térmicos e
mecânicos equivalentes.

NOTA 2 Como orientação, é realizada referência a um método de cálculo de seções transversais de condutores indicado na
IEC 60724.

O invólucro de cada unidade funcional deve ser conectado a este condutor de aterramento. Pequenas peças
fixadas no invólucro, até um máximo de 12,5 mm de diâmetro, não precisam ser conectadas ao condutor de
aterramento, por exemplo, parafuso. Todas as partes metálicas previstas para serem aterradas e não fazendo
parte do circuito principal ou auxiliar devem também ser conectadas ao condutor de aterramento, diretamente ou
por partes estruturais metálicas.

As interconexões dentro da unidade funcional devem ser asseguradas por uma tecnologia que proporcione a
continuidade elétrica entre a estrutura, coberturas, portas, divisórias ou outras partes estruturais
(por exemplo, através de elementos de fixação ou solda). Portas dos compartimentos de alta-tensão devem ser
conectadas à estrutura por meios adequados.

NOTA 3 A subseção 5.102 trata de invólucro e portas.

5.3.3 Aterramento de dispositivos de aterramento

Onde conexões de aterramento têm que conduzir toda corrente de curto-circuito trifásico (como no caso das
conexões de curto-circuito usadas para aterramento dos dispositivos), estas conexões devem ser dimensionadas
adequadamente.

5.3.4 Aterramento de partes extraíveis e removíveis


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As partes metálicas normalmente aterradas de uma parte extraível devem permanecer conectadas à terra nas
posições de ensaio e desconectadas e em qualquer posição intermediária. Conexões à terra em qualquer posição
devem prover uma capacidade de conduzir corrente não inferior àquela requerida pelo invólucro (ver 5.102.1).

Durante a inserção, as partes metálicas normalmente aterradas de uma parte removível devem ser conectadas à
terra antes da conexão dos contatos das partes fixas e removíveis do circuito principal.

Se a parte extraível ou removível incluir qualquer dispositivo de aterramento previsto para aterrar o
circuito principal, então a conexão de aterramento na posição de serviço deve ser considerada parte do circuito de
aterramento com valores nominais associados (ver 4.5, 4.6 e 4.7).

5.4 Equipamento auxiliar e de controle

A subseção 5.4 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

5.5 Operação dependente de fonte de energia

A subseção 5.5 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

5.6 Operação de energia armazenada

A subseção 5.6 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

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5.7 Operação manual independente

A subseção 5.7 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

5.8 Operação de disparadores

A subseção 5.8 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

5.9 Dispositivos para intertravamento e monitoramento de baixa e alta pressão

A subseção 5.9 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

5.10 Placas de identificação

A subseção 5.10 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável, com a seguinte adição:

O conjunto de manobra e controle em invólucro metálico deve ser provido com placas de identificação duráveis e
claramente legíveis, contendo as informações de acordo com a tabela 1.
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Tabela 1 — Informações da placa de identificação

Condição:
Abreviação Unidade ** Indicação somente se
requerida
(1) (2) (3) (4) (5)
Fabricante X
Designação do tipo X
Número de série X
Manual de instruções X
Ano de fabricação X
Norma aplicável X
Tensão nominal Ur kV X
Freqüência nominal fr Hz X
Tensão suportável nominal de Up kV X
impulso atmosférico
Tensão suportável nominal à freqüência Ud kV X
industrial
Corrente nominal de regime contínuo Ir A X
Corrente suportável nominal de curta Ik kA X
duração (para circuitos principal e de
aterramento)
Valor de crista da corrente suportável Ip kA Y Diferente de 2,5 para
nominal 50 Hz e 2,6 para 60 Hz
(para os circuitos principal e de
aterramento)
Duração nominal de curto-circuito tk s X
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(para os circuitos principal e de


aterramento)
Nível nominal de enchimento para pre Pa ou kg (X)
isolação
Nível de alarme para isolação pae Pa ou kg (X)
Nível mínimo funcional para isolação pme Pa ou kg (X)
Fluido de isolação e massa kg (X)
Classificação de arco interno IAC (X)
Tipo de acessibilidade (código) A(F,L,R), (X)
B(F,L,R)
ou C
Corrente de ensaio de arco kA (X)
Duração da corrente de ensaio de arco s (X)
(**) X = a indicação destes valores é obrigatória;
(X) = a indicação destes valores é quando aplicável;
y = as condições para indicação destes valores são mostradas na coluna 5.
NOTA 1 A abreviação da coluna (2) pode ser usada em vez dos termos da coluna (1).
NOTA 2 Quando os termos da coluna (1) são usados, a palavra "nominal" não é necessária.

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As placas de identificação de cada unidade funcional, se requeridas, devem ser legíveis durante a operação
normal e seu conteúdo deve ser de acordo com o projeto. As partes removíveis, se houver, devem ter uma placa
de identificação separada com os dados relativos às unidades funcionais para as quais elas pertencem, porém
esta placa de identificação precisa ser legível somente quando a parte removível estiver na posição removida.

5.11 Dispositivos de intertravamento

A subseção 5.11 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável, com as seguintes adições:

Intertravamentos entre componentes diferentes do equipamento são providos por motivo de proteção
e por conveniência de operação. As disposições seguintes são obrigatórias para os circuitos principais.

a) Conjunto de manobra e controle em invólucro metálico com partes removíveis

A extração ou inserção de um disjuntor, secionador ou contator só deve ser possível quando este estiver na
posição aberta.

A operação de um disjuntor, secionador ou contator só deve ser possível quando este estiver na posição de
serviço, desconectada, removida, de ensaio ou de aterramento.

O intertravamento deve impedir o fechamento do disjuntor, secionador ou contator na posição de serviço, a


menos que todos os circuitos auxiliares associados com a abertura automática destes dispositivos estejam
conectados. Da mesma forma, não deve ser possível a desconexão dos circuitos auxiliares com o disjuntor
fechado, na posição de serviço.

b) Conjunto de manobra e controle em invólucro metálico com secionadores

Os intertravamentos devem ser previstos para impedir a operação de secionadores sem carga nas condições
diferentes daquelas para as quais eles foram previstos (ver ABNT NBR IEC 62271-102). A operação de
um secionador sem carga só deve ser possível quando o disjuntor ou contator a ele associado estiver
na posição aberta.

NOTA 1 Esta regra pode ser desconsiderada se for possível ter uma transferência de um sistema de barramento duplo
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sem interrupção de corrente.

A operação do disjuntor ou contator deve ser impedida quando a chave de aterramento associada (se existir)
estiver na posição fechada (aterrada).

A utilização de intertravamentos adicionais ou alternativos deve ser objeto de acordo entre o fabricante
e o usuário. O fabricante deve fornecer todas as informações necessárias sobre as características
e a função dos intertravamentos.

As chaves de aterramento com capacidade nominal de fechamento em curto-circuito inferior ao valor de crista
da corrente suportável nominal do circuito principal devem ser intertravadas com os secionadores associados.

Os dispositivos instalados em circuitos principais, onde a operação incorreta pode causar dano ou que
são usados para assegurar distâncias de isolamento durante trabalho de manutenção, devem ser providos de
dispositivos de intertravamento (por exemplo, provisão para cadeados).

Se o aterramento de um circuito for realizado por um dispositivo de manobra principal (disjuntor ou contator)
em série com um chave de aterramento, este deve ser intertravado com o dispositivo de manobra principal.
Provisão deve ser realizada para o dispositivo de manobra principal ser seguro contra abertura não
intencional, por exemplo, por desconexão dos circuitos de abertura e bloqueio de abertura mecânica.

NOTA 2 Em vez de uma chave de aterramento, é possível também um secionador na posição de aterramento.

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Se forem providos intertravamentos não mecânicos, o projeto deve ser tal que nenhuma situação imprópria
ocorra no caso de falha de alimentação auxiliar. Porém, para comando de emergência, o fabricante pode
prover meios adicionais para operação manual sem dispositivos de intertravamento. Em tal caso, o fabricante
deve identificar claramente este dispositivo e definir os procedimentos para operação.

5.12 Indicador de posição

A subseção 5.12 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

5.13 Graus de proteção providos pelos invólucros

A subseção 5.13 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

5.14 Distâncias de escoamento

A subseção 5.14 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

5.15 Estanqueidade ao gás e ao vácuo

A subseção 5.15 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável, com a seguinte adição:

Ver 5.103.2.3.

5.16 Estanqueidade aos líquidos

A subseção 5.16 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável, com a seguinte adição:

Ver 5.103.2.3.

5.17 Inflamabilidade
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A subseção 5.17 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

5.18 Compatibilidade eletromagnética (EMC)

A subseção 5.18 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

5.101 Falha interna

Conjunto de manobra e controle em invólucro metálico que satisfaz os requisitos desta Norma é projetado e
fabricado, em princípio, para evitar a ocorrência de falhas internas.

O usuário deve fazer uma seleção adequada, de acordo com as características da rede, procedimentos de
operação e condições de serviço (ver 8.3).

Se o conjunto de manobra e controle for instalado, operado e mantido de acordo com as instruções do fabricante,
deve haver pequena probabilidade de que um arco interno ocorra durante sua vida em serviço, mas ele não pode
ser completamente desconsiderado.

Falhas dentro do invólucro do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico devido a qualquer defeito,
condição excepcional de serviço ou má operação, podem iniciar um arco interno que constitui um risco,
se pessoas estiverem presentes.

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A experiência tem mostrado que falhas são mais prováveis de ocorrer em alguns locais dentro de um invólucro do
que em outros. A tabela 2 da seção 8 contém uma lista de tais locais, causas das falhas e medidas possíveis para
diminuir a probabilidade de falhas internas.

Outras medidas podem ser adotadas para proporcionar um nível de proteção mais elevado possível para pessoas,
no caso de um arco interno. Estas medidas visam limitar as conseqüências externas de tais eventos.

A seguir estão alguns exemplos dessas medidas.

Eliminação rápida de falha iniciada por detectores sensíveis à luz, pressão, calor ou por uma proteção
diferencial de barra.

Utilização de dispositivos-fusíveis apropriados em combinação com dispositivos de manobra para limitar a


corrente circulante e a duração da falha.

Eliminação rápida de arco, desviando-o para curto-circuito metálico por meio de dispositivos sensores rápidos
e de fechamento rápidos (eliminador de arco).

Comando remoto.

Dispositivo de alívio de pressão.

Transferência de uma parte extraível para ou da posição de serviço somente quando a porta frontal estiver
fechada.

A eficácia do projeto, para fornecer o nível prescrito de proteção às pessoas em caso de um arco interno pode ser
verificada pelos ensaios de acordo com o anexo A. Projetos que tenham sido bem-sucedidos nos ensaios
são qualificados como classe IAC.

5.102 Invólucro

5.102.1 Generalidades
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Os invólucros devem ser metálicos. Partes externas do conjunto de manobra e controle podem ser de material
isolante, desde que partes de AT sejam completamente envolvidas por divisões metálicas ou obturadores
previstos para serem aterrados. São exceções as janelas de inspeção em conformidade com 5.102.4.
Quando o conjunto de manobra e controle em invólucro metálico for instalado, o invólucro deve prover pelo menos
o grau de proteção IP 2X, de acordo com a ABNT NBR IEC 60694, tabela 6. Ele deve, também, assegurar
proteção de acordo com as seguintes condições.

As partes metálicas dos invólucros devem ser projetadas para conduzir 30 A (c.c.) com uma queda de tensão de
no máximo 3 V ao ponto de terra previsto. A superfície do piso, mesmo não metálica, pode ser considerada parte
do invólucro. As medidas a serem executadas para obter o grau de proteção para superfície do piso devem ser
fornecidas no manual de instalação.

As paredes de uma sala não devem ser consideradas partes do invólucro.

As partes do invólucro que limitam compartimentos não acessíveis devem ser providas com uma clara indicação
para não serem desmontadas.

As superfícies horizontais dos invólucros, por exemplo, placas do teto, normalmente não são projetadas para
suportar pessoas ou equipamentos adicionais não fornecidos como parte do conjunto. Se o fabricante declarar que
é necessário ficar em pé ou caminhar sobre o conjunto de manobra e controle durante a operação ou manutenção,
o projeto deve ser de tal modo que as áreas pertinentes suportarem o peso do operador sem excessiva
deformação e o equipamento permaneça apropriado para seu propósito. Em tal caso, aquelas áreas sobre o
equipamento onde não é seguro ficar em pé ou caminhar, por exemplo, diafragmas de alívio de pressão, devem
ser claramente identificadas.

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5.102.2 Fechamentos e portas

Os fechamentos e portas que são partes do invólucro devem ser metálicos. Exceção são os fechamentos e portas
que podem ser de material isolante, desde que partes de AT sejam envolvidas por divisões metálicas ou
obturadores previstos para serem aterrados.

Quando os fechamentos e portas que são partes do invólucro estiverem fechados, eles devem prover o grau de
proteção especificado para o invólucro.

Os fechamentos e portas não devem ser realizados de tela de arame, metal expandido ou similar. Quando
aberturas de ventilação, saídas de exaustão ou janelas de inspeção são incorporadas aos fechamentos ou portas,
referências são realizadas nas subseções 5.102.4/5.

Diversas categorias de fechamentos ou portas são reconhecidas com relação aos tipos de compartimentos
acessíveis que eles dão acesso:

a) Fechamentos e portas que dão acesso a compartimentos acessíveis por meio de ferramentas

Estes fechamentos e portas não necessitam ser abertos para os propósitos normais de operação ou
manutenção (fechamentos fixos). Não deve ser possível serem abertos, desmontados ou removidos sem o
uso de ferramentas;

NOTA 1 Convém que seja aberto somente quando tiverem sido tomadas providências para garantir a segurança elétrica.

NOTA 2 Convém dar atenção ao requisito (se houver) para realizar operação dos dispositivos de manobra sem
tensão/corrente no circuito principal com fechamentos e portas abertas como parte dos procedimentos de manutenção.

b) Fechamentos e portas que dão acesso a compartimentos acessíveis controlados por intertravamentos ou
baseados em procedimento

Estes fechamentos e portas devem ser fornecidos se houver necessidade de acesso ao compartimento para
operação normal e/ou manutenção normal, como declarado pelo fabricante. Estes fechamentos e portas não
devem requerer ferramentas para abri-los ou removê-los e devem ter as seguintes características:
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compartimentos acessíveis controlados por intertravamento.

Estes compartimentos devem ser providos de dispositivos de intertravamento, de forma que somente
seja possível abrir o compartimento quando a parte do circuito principal, contida no compartimento em
que está sendo realizado o acesso, esteja desligada e aterrada ou na posição desconectada (de uma parte
extraível), com os correspondentes obturadores fechados.

compartimentos acessíveis baseados em procedimento.

Estes compartimentos devem ser equipados com provisões de intertravamentos, por exemplo, cadeado.

NOTA 3 Convém que procedimentos apropriados sejam colocados no local pelo usuário para garantir que um
compartimento acessível baseado em procedimento possa ser aberto somente quando a parte do circuito principal contida no
compartimento que está sendo acessado estiver desligada e aterrada ou na posição desconectada com os correspondentes
obturadores fechados. Os procedimentos podem ser estabelecidos pela legislação do país da instalação ou pelos documentos
de segurança do usuário.

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5.102.3 Divisões ou obturadores sendo parte do invólucro

Se divisões ou obturadores se tornarem parte do invólucro com a parte removível em quaisquer das posições
definidas em 3.127 a 3.130, eles devem ser metálicos, aterrados e prover o grau de proteção especificado para o
invólucro.

NOTA 1 Uma divisão ou um obturador se torna parte do invólucro se for acessível em quaisquer das posições definidas
em 3.127 a 3.130 e se nenhuma porta puder ser fechada nas posições definidas em 3.126 a 3.130.

NOTA 2 Se for provida uma porta que possa ser fechada nas posições definidas em 3.126 a 3.130, a divisão ou obturador
atrás da porta não é considerado uma parte do invólucro.

5.102.4 Janelas de inspeção

As janelas de inspeção devem prover pelo menos o grau de proteção especificado para o invólucro.

Elas devem ser cobertas por uma folha transparente de resistência mecânica comparável àquela do invólucro.
Devem ser tomadas precauções para prevenir a formação de cargas eletrostáticas perigosas, seja pela distância
de isolamento ou pela blindagem eletrostática (por exemplo, uma malha de arame adequadamente aterrada no
lado interno da janela).

O isolamento entre as partes vivas do circuito principal e a superfície acessível das janelas de inspeção deve
resistir às tensões de ensaio especificadas em 4.2 da ABNT NBR IEC 60694 para ensaios de tensão para terra
e entre pólos.

5.102.5 Aberturas de ventilação, saídas de gás

As aberturas de ventilação e saídas de gás devem ser dispostas ou protegidas de maneira que o mesmo grau de
proteção daquele especificado para o invólucro seja obtido. Tais aberturas podem fazer uso de malha de arame ou
semelhante, contanto que sejam de resistência mecânica satisfatória.

As aberturas de ventilação e saídas de gás devem ser dispostas de tal maneira que gás ou vapor que escapa sob
pressão não coloque o operador em perigo.
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5.103 Compartimentos

5.103.1 Generalidades

Um compartimento deve ser projetado pelo componente principal que ele contém, por exemplo, compartimento
de disjuntor, compartimento de barramentos, compartimento de cabos etc.

Onde as terminações de cabo são contidas em um compartimento com outros componentes principais
(por exemplo, disjuntor, barramentos etc.), então a designação deve ser prioritariamente aquela do outro
componente principal.

NOTA Os compartimentos podem ser igualmente identificados de acordo com os vários componentes contidos, por
exemplo, compartimento de cabos/TC etc.

Os compartimentos podem ser de vários tipos, por exemplo:

preenchimento com líquido;

preenchimento a gás;

isolação sólida.

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Componentes principais encapsulados individualmente em material isolante sólido podem ser considerados
compartimentos, desde que as condições especificadas na IEC 60466 sejam contempladas.

Aberturas necessárias para interconexão entre compartimentos devem ser fechadas com buchas de passagem ou
outros meios equivalentes.

Compartimentos de barramentos podem se estender por várias unidades funcionais sem a necessidade de buchas
de passagem ou outros meios equivalentes. Porém, no caso de LSC2, devem ser providos compartimentos
separados para cada conjunto de barramentos, por exemplo, em sistemas de barramentos duplo e para
desconectáveis.

5.103.2 Compartimentos preenchidos com fluido (gás ou líquido)

5.103.2.1 Generalidades

Os compartimentos devem ser capazes de suportar as pressões normais e transitórias para as quais eles
são submetidos em serviço.

Os compartimentos preenchidos a gás, quando permanentemente pressurizados em serviço, são submetidos às


condições particulares de serviço que os diferenciam dos reservatórios de ar comprimido e vasos de
armazenamento semelhantes. Estas condições são as seguintes:

Os compartimentos preenchidos a gás são normalmente preenchidos com um gás não-corrosivo,


completamente seco, estável e inerte; desde que medidas para manter o gás nesta condição com somente
pequenas flutuações de pressão sejam fundamentais para a operação do conjunto de manobra e controle e
desde que os compartimentos não sejam submetidos à corrosão interna, não há necessidade de fazer
considerações para estes fatores na determinação do projeto dos compartimentos.

A pressão de projeto é inferior ou igual a 300 kPa (pressão relativa).

Para instalações externas, o fabricante deve levar em consideração a influência das condições climáticas
(ver seção 2 da ABNT NBR IEC 60694).
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5.103.2.2 Projeto

O projeto de um compartimento preenchido com fluido deve estar baseado na natureza do fluido, na temperatura
de projeto e, quando aplicável, no nível do projeto, como definido nesta Norma.

A temperatura de projeto do compartimento preenchido com fluido geralmente é o limite superior de temperatura
ambiente aumentado pela elevação de temperatura do fluido devido à passagem de corrente nominal.
Para instalações externas, devem ser levadas em consideração outras possíveis influências, tais como radiação
solar. A pressão de projeto do invólucro não deve ser menor que o limite superior da pressão alcançada dentro do
invólucro à temperatura de projeto.

Deve ser levada em conta a possibilidade da ocorrência de uma falha interna (ver 5.101) e o seguinte, para os
compartimentos preenchidos com fluido:

a) a diferença total de pressão possível através das paredes de compartimento ou divisões, incluindo qualquer
processo de esvaziamento se usado, durante as operações de preenchimento ou manutenção;

b) a pressão resultante no caso de um vazamento acidental entre os compartimentos no caso de


compartimentos adjacentes terem pressões de serviço diferentes.

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5.103.2.3 Estanqueidade

O fabricante deve declarar o sistema de pressão usado e a taxa de vazamento permissível para
os compartimentos preenchidos com fluido (ver 5.15 e 5.16 da ABNT NBR IEC 60694).

Se solicitado pelo usuário para permitir acesso a um compartimento preenchido com fluido de sistemas de pressão
fechados ou controlados, deve também que seja declarado pelo fabricante o vazamento permissível por divisões.

Para compartimentos preenchidos a gás onde o nível funcional mínimo excede 100 kPa (pressão relativa), uma
indicação deve ser fornecida quando a pressão a 20ºC cair abaixo do nível funcional mínimo (ver 3.120).

Uma divisão separando um compartimento preenchido a gás isolante de um compartimento vizinho preenchido
com líquido, tal como uma caixa de cabo ou um transformador de potencial, não deve apresentar qualquer
vazamento que afete as propriedades dielétricas dos dois meios.

5.103.2.4 Alívio de pressão de compartimentos preenchidos com fluido

Onde os projetos ou dispositivos de alívio de pressão são fornecidos, eles devem ser colocados de forma a
minimizar o perigo para um operador durante o período que ele está executando seus deveres operacionais
normais, se os gases ou os vapores estiverem escapando sob pressão. Os dispositivos de alívio de pressão
não devem operar abaixo de 1,3 vez a pressão de projeto. O dispositivo de alívio de pressão pode ser, por
exemplo, uma área frágil projetada do compartimento ou um dispositivo apropriado, por exemplo, disco de ruptura.

5.103.3 Divisões e obturadores

5.103.3.1 Generalidades

As divisões e os obturadores devem prover pelo menos um grau de proteção IP2X, de acordo com
a ABNT NBR IEC 60529.

As divisões devem prover proteção mecânica contra a pressão de gás normal presente no compartimento
adjacente (se aplicável).
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Os condutores que atravessam as divisões devem ser providos com buchas de passagem ou outros meios
equivalentes para prover o nível de IP requerido.

As aberturas no invólucro metálico do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico e nas divisões de
compartimentos pelas quais os contatos de partes removíveis ou extraíveis engatam com os contatos fixos devem
ser providas de obturadores automáticos, manobrados em operações de serviço normais, para garantir a proteção
de pessoas em quaisquer das posições definidas em 3.126 a 3.130. Devem ser providos meios para garantir a
operação confiável dos obturadores, por exemplo, por um acionamento mecânico, onde o movimento dos
obturadores é dirigido obrigatoriamente pelo movimento da parte removível ou extraível.

O estado do obturador não pode em todas as situações ser confirmado prontamente de um compartimento aberto
(por exemplo, compartimento de cabo aberto, mas com obturadores montados em compartimento do disjuntor).
Em tais situações, a verificação do estado dos obturadores pode requerer acesso ao segundo compartimento,
provisão de uma janela de inspeção ou dispositivo de indicação confiável.

Se, para propósitos de manutenção ou de ensaio, houver um requisito em que um ou mais jogos de contatos fixos
devem ser acessíveis pelos obturadores abertos, os obturadores devem ser providos de meios de trava, cada jogo,
independente, na posição fechada. Quando, para propósitos de manutenção ou de ensaio, o fechamento
automático de obturadores é desabilitado para retê-los na posição aberta, não deve ser possível retornar o
dispositivo de manobra à posição de serviço até que a operação automática dos obturadores seja restabelecida.
Este restabelecimento pode ser alcançado pela ação de retornar o dispositivo de manobra à posição de serviço.

É admissível usar uma divisão temporária inserida para evitar que o jogo de contatos fixos fique exposto (ver 10.4).

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Para a classe PM, as divisões e obturadores entre os compartimentos abertos e as partes vivas do circuito
principal devem ser metálicos; caso contrário, a classe é PI (ver 3.109).

5.103.3.2 Divisões e obturadores metálicos

As divisões e obturadores metálicos, ou as partes metálicas deles, devem ser conectados ao ponto de
aterramento da unidade funcional e ser projetados para conduzir 30 A (c.c.), com uma queda de tensão inferior
a 3 V ao ponto de aterramento fornecido.

A descontinuidade nas divisões metálicas e obturadores fechados não deve exceder 12,5 mm, para estar de
acordo com o grau de proteção IP2X.

5.103.3.3 Divisões e obturadores não metálicos

As divisões e obturadores não metálicos, fabricados ou parcialmente fabricados de material isolante,


devem atender aos seguintes requisitos.

a) O isolamento entre as partes vivas do circuito principal e a superfície acessível de divisões isolantes e
obturadores devem suportar as tensões de ensaio especificadas em 4.2.1 da ABNT NBR IEC 60694 para
ensaios de tensão para terra e entre pólos.

b) O material isolante deve suportar a tensão de ensaio à freqüência industrial especificada na alínea a).
Os métodos de ensaio apropriados indicados na IEC 60243-1 convém que sejam aplicados.

c) O isolamento entre as partes vivas do circuito principal e a superfície interna de divisões isolantes e
obturadores faceando estas partes devem suportar pelo menos 150% da tensão nominal do equipamento.

d) Se uma corrente de fuga puder alcançar o lado acessível das divisões isolantes e obturadores por
um caminho contínuo sobre as superfícies isolantes ou por um caminho interrompido somente por pequenos
espaços de gás ou de líquido, esta corrente de fuga não deve ser superior a 0,5 mA nas condições de
ensaio especificadas (ver 6.104.2).

5.104 Partes removíveis


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As partes removíveis para garantir a distância de secionamento entre os condutores de alta-tensão devem atender
à ABNT NBR IEC 62271-102, com exceção dos ensaios de operação mecânica (ver 6.102 e 7.102). Este meio de
secionamento só é previsto para propósitos de manutenção.

Se as partes removíveis forem previstas para serem usadas como um secionador ou para serem removidas e
trocadas mais freqüentemente do que somente para propósitos de manutenção, então devem ser também
incluídos ensaios de operação mecânica de acordo com a ABNT NBR IEC 62271-102.

O requisito que deve ser possível conhecer a posição de operação do secionador ou da chave de aterramento é
alcançado se uma das seguintes condições for cumprida.

A distância de secionamento for visível.

A posição da parte extraível, em relação à parte fixa, for claramente visível e as posições correspondentes à
conexão e ao isolamento plenos forem claramente identificadas.

A posição da parte extraível for indicada por um dispositivo de indicação confiável.

NOTA 1 Em alguns países, a regulamentação requer que a distância de secionamento seja visível.

NOTA 2 Ver a ABNT NBR IEC 62271-102.

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Qualquer parte removível deve ser fixada à parte fixa, de maneira que seus contatos não abram inadvertidamente
devido às forças que possam ocorrer em serviço, em particular àquelas devido ao curto-circuito.

Em conjuntos de manobra e controle de classe IAC, a transferência de partes extraíveis para ou da posição de
serviço deve ser realizada sem redução do nível especificado de proteção, no caso de um arco interno. Isto é
alcançado, por exemplo, quando a operação somente é possível quando as portas e as tampas destinadas a
garantir proteção de pessoal estão fechadas. Outras medidas de projeto provendo nível equivalente de proteção
são aceitáveis. A eficácia do projeto adotado deve ser verificada por ensaio (ver seção A.1).

5.105 Provisões para ensaios dielétricos em cabos

Quando não for prático desconectar o cabo do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico,
aquelas partes que permanecem conectadas ao cabo devem ser capazes de suportar as tensões de ensaio no
cabo, conforme declarado pelo fabricante e baseado nas normas de cabos pertinentes. Isto é, quando um lado da
distância de isolamento for energizado à tensão do sistema à terra e os ensaios estiverem sendo realizados no
cabo conectado do outro lado da distância de isolamento.

Ver o ensaio dielétrico definido em 6.2.101.

NOTA É dada atenção ao fato de que praticamente nenhuma margem de segurança permanece em alguns casos entre a
tensão de ensaio à freqüência industrial nominal para a distância de isolamento e o esforço da tensão resultante pela distância
de isolamento devido à aplicação da tensão de ensaio no cabo, se o outro lado da distância de secionamento do conjunto de
manobra e controle em invólucro metálico ainda estiver energizado.

6 Ensaio de tipo

6.1 Generalidades

A subseção 6.1 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável, com as seguintes adições:

Os componentes contidos no conjunto de manobra e controle em invólucro metálico que estão sujeitos às
especificações individuais, não cobertos pelo objetivo da ABNT NBR IEC 60694, devem satisfazer e ser ensaiados
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em conformidade com essas especificações, considerando o seguinte:

Os ensaios de tipo devem ser realizados em uma unidade funcional representativa. Devido à variedade de tipos,
características nominais e possíveis combinações de componentes, não é usual realizar ensaios de tipo em todos
os arranjos de conjunto de manobra e controle em invólucro metálico. O desempenho de qualquer arranjo
particular pode ser comprovado por dados de ensaio de arranjos comparáveis.

NOTA Uma unidade funcional representativa pode tomar a forma de uma unidade extensível. Entretanto, pode ser
necessário acoplar duas ou três unidades juntas.

Os ensaios de tipo e verificações compreendem:

a) Ensaios de tipo obrigatórios:

b) Ensaios para verificar o nível de isolamento do equipamento (ver 6.2)

c) Ensaios para verificar a elevação de temperatura de qualquer parte do equipamento e medição da resistência
dos circuitos (ver 6.5 e 6.4)

d) Ensaios para verificar a capacidade dos circuitos principal e de aterramento a serem submetidos à corrente de
crista nominal e à corrente suportável nominal de curta duração (ver 6.6)

e) Ensaio para verificar a capacidade de estabelecimento e interrupção dos dispositivos de manobra incluídos
(ver 6.101)

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f) Ensaios para verificar a operação satisfatória dos dispositivos de manobra e das partes removíveis incluídos
(ver 6.102)

g) Ensaios para verificar a proteção de pessoas contra acesso às partes perigosas e a proteção do equipamento
contra penetração de objetos sólidos estranhos (ver 6.7).

h) Ensaios de tipo obrigatórios, onde aplicáveis:

i) Ensaios para verificar a proteção de pessoas contra efeitos elétricos perigosos (ver 6.104)

j) Ensaios para verificar a resistência mecânica dos compartimentos preenchidos a gás (ver 6.103)

k) Ensaios de estanqueidade de compartimentos preenchidos a gás ou líquido (ver 6.8)

Ensaios para avaliar os efeitos de um arco devido a uma falha interna (para dispositivos de manobra e controle
classe IAC) (ver 6.106)

l) Ensaios de compatibilidade eletromagnética (CEM) (ver 6.9).

m) Ensaios de tipo opcionais (sujeito a acordo entre o fabricante e o usuário):

n) Ensaios para verificar a proteção do equipamento contra efeitos externos devido a intempéries (ver 6.105)

o) Ensaios para verificar a proteção do equipamento contra impacto mecânico (ver 6.7)

p) Ensaios para avaliar a isolação do equipamento pela medição de descargas parciais (ver 6.2.9)

q) Ensaios de poluição artificial (ver 6.2.8)

r) Ensaios dielétricos nos circuitos dos cabos (ver 6.2.101).

Os ensaios de tipo podem comprometer as partes ensaiadas para o uso adequado subseqüente em serviço.
Então, as amostras usadas para ensaio de tipo não devem ser usadas em serviço sem o acordo entre o fabricante
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e o usuário.

6.1.1 Agrupamento de ensaios

A subseção 6.1.1 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável, com as seguintes modificações:

Os ensaios de tipo obrigatórios (exceto j e k) devem ser realizados sobre um máximo de quatro amostras de
ensaio.

6.1.2 Informações para identificação de amostras

A subseção 6.1.2 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

6.1.3 Informações a serem incluídas nos relatórios de ensaio de tipo

A subseção 6.1.3 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

6.2 Ensaios dielétricos

A subseção 6.2 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

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6.2.1 Condições do ar ambiente durante os ensaios

A subseção 6.2.1 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

6.2.2 Procedimento para o ensaio sob chuva

Não aplicável. Os ensaios dielétricos em condições sob chuva não são necessários em conjunto de manobra e
controle em invólucro metálico.

6.2.3 Condições do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico durante os ensaios dielétricos

A subseção 6.2.3 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável, com a seguinte adição:

Para o conjunto de manobra e controle em invólucro metálico que utiliza fluido (líquido ou gás) como isolante, os
ensaios dielétricos devem ser realizados com o fluido isolante especificado pelo fabricante, para o nível funcional
mínimo também especificado pelo fabricante.

6.2.4 Critérios para aprovação no ensaio

A subseção 6.2.4 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável, com as seguintes modificações:

o segundo parágrafo da alínea a) que se refere ao ensaio sob chuva não é aplicável;

o primeiro parágrafo da alínea b) é substituído por

Considera-se que o conjunto de manobra e controle obteve aprovação nos ensaios de impulso se as seguintes
condições forem atendidas:

a) o número de descargas disruptivas não exceder duas para cada série de 15 impulsos;

b) nenhuma descarga disruptiva em isolação não regenerativa ocorrer.


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Isto é verificado por pelo menos cinco impulsos sem descarga disruptiva, seguidos daquele impulso que causou a
última descarga disruptiva. Se este impulso for um dos últimos cinco da série de 15 impulsos, devem ser aplicados
impulsos adicionais, contanto que o número total de descargas não exceda dois na série completa. Isto pode
resultar em um máximo de 25 impulsos por série.

NOTA 1 Para compartimentos preenchidos com fluidos ensaiados com buchas de passagem de ensaio que não são partes
do conjunto de manobra e controle, os impulsos que resultam em descargas de contorno através das buchas de passagem de
ensaio não são considerados parte das séries de ensaio.

6.2.5 Aplicação da tensão de ensaio e condições de ensaio

A subseção 6.2.5 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

Devido à grande variedade de projetos, não é possível dar indicações específicas dos ensaios a serem realizados
no circuito principal, mas eles devem contemplar os seguintes ensaios.

a) Para a terra e entre fases

As tensões de ensaio especificadas em 6.2.6 devem ser aplicadas conectando cada condutor-fase do
circuito principal de cada vez ao borne de alta-tensão da alimentação de ensaio. Todos os outros condutores
do circuito principal e dos circuitos auxiliares devem ser conectados ao condutor de terra ou à estrutura e para
o borne terra da alimentação de ensaio.

Se os condutores fase forem segregados, somente se aplicam ensaios à terra.

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Os ensaios dielétricos devem ser realizados com todos os dispositivos de manobra fechados e todas as
partes removíveis em sua posição de serviço. Atenção deve ser dada à possibilidade de que os dispositivos
de manobra em sua posição aberta ou as partes removíveis na posição desconectada, removida, de ensaio
ou de aterramento pode resultar em condições de campo menos favoráveis. Em tais condições, os ensaios
devem ser repetidos. Porém, as partes removíveis não devem ser submetidas a estes ensaios de tensão
enquanto elas estiverem na posição desconectada, de ensaio ou removida.

Para estes ensaios, os dispositivos, tais como transformadores de corrente, terminações de cabo,
disparadores/indicadores de sobrecorrente, devem ser instalados como em serviço normal. No caso de dúvida
sobre o arranjo mais desfavorável, os ensaios devem ser repetidos com configurações alternativas.

Para verificar a conformidade aos requisitos de 5.102.4 e alínea a) de 5.103.3.3, as janelas de inspeção,
as divisões e os obturadores de material isolante devem ser cobertos no lado acessível durante a operação
ou a manutenção, na situação mais desfavorável para o ensaio, com uma chapa metálica circular
ou quadrada tendo uma maior área possível, mas não excedendo 100 cm2, a qual dever ser conectada à terra.
No caso de dúvida sobre a situação mais desfavorável, os ensaios devem ser repetidos com situações
diferentes. Por conveniência de ensaio, sujeito a acordo entre o laboratório e o fabricante, mais de uma chapa
metálica pode ser aplicada simultaneamente ou podem ser cobertas por partes maiores do material isolante.

b) Através da distância de secionamento

Cada distância de secionamento do circuito principal deve ser ensaiada utilizando as tensões de ensaio
especificadas em 6.2.6, conforme os procedimentos de ensaio estabelecidos em 6.2.5.2 da
ABNT NBR IEC 60694.

A distância de secionamento pode ser formada por

um secionador na posição aberta;

a distância entre as duas partes do circuito principal destinadas a serem conectadas por um dispositivo
de manobra extraído ou removido.

Se, na posição de secionamento, um obturador metálico aterrado for instalado entre os contatos separados
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para garantir uma segregação, a distância entre o obturador metálico aterrado e as partes vivas
devem suportar somente as tensões de ensaio requeridas para a terra.

Se, na posição de secionamento, não existir nenhum obturador metálico aterrado ou divisão entre a parte fixa
e a parte extraível, as tensões de ensaio especificadas através da distância de secionamento devem
ser aplicadas

entre os contatos fixos e móveis destinadas para acoplar, se as partes condutoras do circuito principal da
parte extraível puderem, inadvertidamente, ser tocadas;

entre os contatos fixos de um lado e os contatos fixos do outro lado, com o dispositivo de manobra da
parte extraível na posição fechada, se possível, se eles não puderem ser tocados inadvertidamente.
Se não for possível ter o dispositivo de manobra fechado na posição de secionamento, então este ensaio
deve ser repetido na posição de ensaio com o dispositivo de manobra da parte extraível fechado.

c) Ensaios complementares

Para verificar a conformidade com o requisito da alínea c) de 5.103.3.3, a isolação entre as partes vivas do
circuito principal e a parte interna das divisões isolantes ou obturadores deve ser submetida a uma tensão de
ensaio à freqüência industrial de 150% da tensão nominal por 1 min depois de cobrir a superfície interna da
divisão ou do obturador faceando as partes vivas por uma chapa metálica aterrada como descrito na alínea a)
acima.

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6.2.6 Ensaios de conjunto de manobra e controle em invólucro metálico

Os ensaios devem ser efetuados com as tensões de ensaio aplicáveis indicadas na tabela 1a ou 1b da
subseção 4.2 da ABNT NBR IEC 60694. Para tensões de ensaio para terra e entre fases, as colunas (2) e (4)
devem ser usadas. Para tensões de ensaio através de distância de secionamento, as colunas (3) e (5) devem
ser usadas.

6.2.6.1 Ensaios de tensão à freqüência industrial

Os conjuntos de manobra e controle devem ser submetidos aos ensaios de tensão suportável à freqüência
industrial de acordo com IEC 60060-1. A tensão de ensaio deve ser elevada para cada condição de ensaio para o
valor de ensaio e mantida por 1 min.

Os ensaios devem ser realizados em condições secas.

Os transformadores de medida, transformadores de potência ou fusíveis podem ser substituídos por réplicas
reproduzindo a configuração de campo das conexões de alta-tensão. Os dispositivos de proteção de sobretensão
podem ser desconectados ou removidos.

Durante ensaios de tensão à freqüência industrial, um borne do transformador de ensaio deve ser conectado à
terra e ao invólucro do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico, exceto que, durante os ensaios, de
acordo com a alínea b) de 6.2.5, o ponto médio ou outro ponto intermediário da fonte de tensão deve ser
conectado à terra e ao invólucro, de forma que a tensão que aparece entre alguma das partes vivas e o invólucro
não exceda a tensão de ensaio da alínea a), de 6.2.5.

Se isto não for praticável, um borne do transformador de ensaio pode, com o consentimento do fabricante,
ser conectado à terra e o invólucro deve, se necessário, ser isolado da terra.

6.2.6.2 Ensaios de tensão de impulso atmosférico (NBI)

Os conjuntos de manobra e controle devem ser submetidos aos ensaios de tensão de impulso atmosférico,
somente a seco. O procedimento B da IEC 60060-1 deve ser aplicado usando o impulso atmosférico padrão
1,2/50 !s. Devem ser aplicados 15 impulsos atmosféricos consecutivos à tensão suportável nominal para cada
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condição de ensaio e para cada polaridade.

Os transformadores de medida, os transformadores de potência ou fusíveis podem ser substituídos por réplicas
reproduzindo a configuração de campo das conexões de alta-tensão.

Os dispositivos de proteção de sobretensões devem ser desconectados ou removidos. Os enrolamentos


secundários de transformadores de corrente devem ser curto-circuitados e aterrados. Os transformadores de
corrente com uma relação baixa podem ter seus enrolamentos primários curto-circuitados também.

Durante os ensaios de tensão de impulso atmosférico, o borne aterrado do gerador de impulso deve ser conectado
ao invólucro do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico, exceto que durante os ensaios, de acordo
com a alínea b) de 6.2.5, o invólucro deve, se necessário, ser isolado da terra para que a tensão que aparece
entre algumas das partes vivas e o invólucro não exceda a tensão de ensaio especificada na alínea a) de 6.2.5.

6.2.7 Ensaios de conjunto de manobra e controle de tensão nominal acima de 245 kV

Não aplicável.

6.2.8 Ensaios de poluição artificial

Os conjuntos de manobra e controle em invólucro metálico previstos para serem usados em condições de serviço
mais severas com relação à condensação e à poluição do que as condições normais especificadas nesta Norma
podem ser submetidos ao ensaio, de acordo com a IEC 60932, desde que acordado entre o fabricante e o usuário.

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6.2.9 Ensaios de descargas parciais

Refere-se ao anexo B, adicionando-se:

Este ensaio está sujeito a acordo entre o fabricante e o usuário.

Se houver o ensaio, ele deve ser realizado após os ensaios de tensão de impulso atmosférico e à freqüência
industrial. Os transformadores de medida, transformadores de potência ou fusíveis podem ser substituídos por
réplicas reproduzindo a configuração de campo das conexões de alta-tensão.

NOTA 1 No caso de projetos constituídos de uma combinação de componentes convencionais (por exemplo,
transformadores de medida, buchas de passagem) que possam ser ensaiados separadamente de acordo com suas normas
pertinentes, o propósito deste ensaio de descargas parciais é verificar o arranjo dos componentes no conjunto.

NOTA 2 Este ensaio pode ser realizado em conjuntos ou subconjuntos. Convém que seja tomado cuidado para que
descargas parciais externas não afetem a medição.

6.2.10 Ensaios dielétricos em circuitos auxiliares e de comando

A subseção 6.2.10 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

Os enrolamentos secundários de transformador de corrente podem ser curto-circuitados e desconectados da terra.


Os enrolamentos secundários de transformador de potencial podem ser desconectados.

Os dispositivos limitadores de tensão, quando houver, devem ser desconectados.

6.2.11 Ensaio de tensão como condição de verificação

A subseção 6.2.11 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

6.2.101 Ensaios dielétricos em circuitos de cabos

Para permitir ensaios dielétricos em cabos enquanto o conjunto de manobra e controle está em serviço (ver 5.105),
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um ensaio de tipo de tensão suportável à freqüência industrial pode ser aplicado para confirmar a capacidade das
distâncias de secionamento pertinentes para suportar tensão de ensaio do cabo, enquanto o outro lado da
distância de secionamento permanece energizada.

Os valores de ensaio estão sujeitos a acordo entre o fabricante e o usuário.

NOTA Convém que os valores de ensaio acordados sejam escolhidos para assegurar uma margem de segurança entre
as tensões nominais de ensaio à freqüência industrial para a distância de secionamento e a fadiga de tensão resultante através
da distância de secionamento devido à aplicação de, por exemplo, uma tensão c.c. de ensaio de cabo enquanto o outro lado da
distância de secionamento do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico está ainda energizada.

6.3 Ensaio de tensão de radiointerferência

Não aplicável.

6.4 Medição da resistência dos circuitos

6.4.1 Circuito principal

A subseção 6.4.1 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável, com a seguinte adição:

A resistência medida no circuito principal completo de um conjunto de manobra e controle em invólucro metálico
é um indicativo da condição apropriada do trajeto da corrente. Esta resistência medida deve ser a referência para
o ensaio de rotina (ver 7.3).

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6.4.2 Circuitos auxiliares

A subseção 6.4.2 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

6.5 Ensaios de elevação de temperatura

A subseção 6.5 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável, com a seguinte adição:

Onde o projeto prevê componentes ou arranjos alternativos, o ensaio deve ser executado com esses componentes
ou arranjos para os quais as condições mais severas são obtidas. A unidade funcional representativa deve ser
montada aproximadamente como em serviço normal, inclusive todos os invólucros e as divisões normais,
obturadores etc., os fechamentos e as portas fechadas.

Os ensaios normalmente devem ser efetuados com o número nominal de fases e a corrente nominal circulando de
uma extremidade do barramento aos bornes previstos para a conexão de cabos.

Para os ensaios das unidades funcionais individuais, convém que as unidades vizinhas conduzam correntes que
produzam a dissipações térmicas que correspondam às condições nominais. É admissível simular condições
equivalentes por meio de aquecedores ou isolamento de calor, se o ensaio não puder ser realizado em
condições reais.

Onde há outros componentes funcionais principais instalados dentro do invólucro, eles devem conduzir correntes
que produzam a dissipação térmica que corresponda às condições nominais. Procedimentos equivalentes para
gerar a mesma dissipação térmica são aceitáveis.

A elevação de temperatura dos diferentes componentes deve ser referida à temperatura de ar ambiente fora do
invólucro e não deve exceder os valores especificados para eles nas normas pertinentes. Se a temperatura de ar
ambiente não for constante, pode ser tomada a temperatura de superfície de um invólucro idêntico, nas mesmas
condições de ambiente.

6.5.1 Condições do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico a ser ensaiado

A subseção 6.5.1 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.


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6.5.2 Arranjo do equipamento

A subseção 6.5.2 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

6.5.3 Medição da temperatura e da elevação de temperatura

A subseção 6.5.3 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

6.5.4 Temperatura do ar ambiente

A subseção 6.5.4 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

6.5.5 Ensaio de elevação de temperatura de equipamentos auxiliares e de controle

A subseção 6.5.5 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

6.5.6 Interpretação dos ensaios de elevação de temperatura

A subseção 6.5.6 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

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6.6 Ensaios de corrente suportável de curta duração e valor de crista da corrente suportável

A subseção 6.6 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável, com a seguinte adição:

a) Ensaio em circuitos principais

Os circuitos principais do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico devem ser ensaiados para
verificar a capacidade deles suportarem as correntes nominais de curta duração e valor de crista
nas condições de instalação e de uso, isto é, eles devem ser ensaiados como instalados no conjunto de
manobra e controle em invólucro metálico com todos os componentes associados influenciando o
desempenho ou modificando a corrente de curto-circuito.

Para estes ensaios, as pequenas conexões aos dispositivos auxiliares (como transformadores de potencial,
transformadores auxiliares, pára-raios, capacitores de surto, dispositivos de detecção de tensão e similares)
não são consideradas partes do circuito principal.

Os ensaios de corrente de curto-circuito devem ser realizados de acordo com o número nominal de fases.
Os eventuais transformadores de corrente e dispositivos de atuação devem ser instalados como em serviço
normal, mas com o disparador inoperante.

O equipamento que não inclui nenhum dispositivo limitador de corrente pode ser ensaiado a qualquer tensão
conveniente. O equipamento que incorpora um dispositivo limitador de corrente deve ser ensaiado à tensão
nominal do conjunto de manobra e controle. Podem ser usadas outras tensões de ensaio, se puder ser
demonstrado que ambos, a corrente de crista aplicada e os efeitos térmicos resultantes, são iguais ou
superiores aos obtidos à tensão nominal.

Para equipamentos que incluem dispositivos limitadores de corrente, a corrente presumida (crista,
em valor eficaz e duração) não deve ser inferior ao valor nominal.

Os disjuntores com disparo autônomo, se existirem, devem ser ajustados no seu valor máximo de atuação.

Os fusíveis limitadores de corrente, quando existirem, devem ser substituídos por elementos que suportem a
máxima corrente de curta duração especificada.
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Depois do ensaio, não deve ter ocorrido deformação ou deterioração dos componentes ou condutores dentro
do invólucro que possa prejudicar o bom funcionamento dos circuitos principais.

b) Ensaios em circuitos de aterramento

Os condutores de aterramento, conexões de aterramento e dispositivos de aterramento do conjunto de


manobra e controle em invólucro metálico devem ser ensaiados para verificar a capacidade deles resistirem
às correntes suportáveis nominais de curta duração e de crista na condição de neutro aterrado do sistema.
Isto é, eles devem ser ensaiados como instalados no conjunto de manobra e controle em invólucro metálico
com todos os componentes associados influenciando o desempenho ou modificando a corrente
de curto-circuito.

Os ensaios da corrente de curto-circuito com os dispositivos de aterramento devem ser efetuados de acordo
com o número nominal de fases. Além disso, ensaios monofásicos podem ser necessários para verificar o
desempenho de todos os circuitos previstos para prover a conexão entre o dispositivo de aterramento
e o ponto de aterramento previsto.

Quando houver dispositivos de aterramento removíveis, a conexão de aterramento entre a parte fixa e a parte
removível deve ser ensaiada nas condições de falta à terra. A corrente de falta à terra deve circular entre o
condutor de aterramento da parte fixa e o ponto de aterramento da parte removível. Onde o dispositivo de
aterramento no conjunto de manobra e controle pode ser operado em posições diferentes da posição normal
de serviço, por exemplo, duplo jogo de barras do conjunto de manobra e controle, o ensaio deve ser realizado
em diferentes posições.

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Depois do ensaio, alguma deformação e degradação do condutor de aterramento, conexões de aterramento


ou dispositivos de aterramento são permissíveis, mas a continuidade do circuito deve ser preservada.

Inspeção visual é normalmente suficiente para verificar que a continuidade do circuito foi preservada.

Em caso de dúvida se certas conexões à terra estiverem (ainda) adequadas, o aterramento deve ser
verificado ensaiando com 30 A (c.c.) ao ponto de aterramento previsto. A queda de tensão deve ser
inferior a 3 V.

6.6.1 Arranjo do conjunto de manobra e controle e do circuito de ensaio

A subseção 6.6.1 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável, com a seguinte adição:

O equipamento a ser ensaiado deve ser disposto de tal maneira que as condições mais desfavoráveis sejam
obtidas relativamente ao comprimento máximo, sem suporte, do barramento (s), configuração dos condutores e
conexões dentro do conjunto. No caso de conjunto de manobra e controle que incorporem sistemas de duplo jogo
de barras ou mais, os ensaios devem ser realizados na(s) posição(ões) mais desfavorável(eis) do dispositivo de
manobra.

As conexões de ensaio aos terminais do conjunto de manobra e controle devem ser dispostas de maneira a evitar
esforços ou apoios anormais neles. A distância entre os terminais e os apoios mais próximos dos condutores de
ensaio em ambos os lados do conjunto de manobra e controle deve estar conforme as instruções do fabricante,
mas considerando o requisito acima.

Os dispositivos de manobra devem estar na posição fechada e com os contatos adequados e novos.

Cada ensaio deve ser precedido por uma operação sem carga do dispositivo mecânico de manobra para a
medição da resistência do circuito principal, com exceção das chaves de terra.

O arranjo de ensaio deve ser indicado no relatório de ensaio.

6.6.2 Corrente e duração do ensaio


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A subseção 6.6.2 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

6.6.3 Comportamento do conjunto de manobra e controle durante o ensaio

A subseção 6.6.3 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

6.6.4 Condição do conjunto de manobra e controle após o ensaio

A subseção 6.6.4 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

6.7 Verificação da proteção

6.7.1 Verificação do código IP

A subseção 6.7.1 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável, com a seguinte adição:

O grau mínimo de proteção do invólucro do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico deve ser
IP2X conforme a ABNT NBR IEC 60529. Um grau de proteção mais alto pode ser especificado em conformidade
com a ABNT NBR IEC 60529.

6.7.2 Ensaio de impacto mecânico

A subseção 6.7.2 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

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6.8 Ensaio de estanqueidade

A subseção 6.8 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

6.9 Ensaio de compatibilidade eletromagnética (CEM)

A subseção 6.9 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável, com exceção do ensaio de radiointerferência.

6.10 Ensaios adicionais em circuitos auxiliares e de controle

A ABNT NBR IEC 60694 é aplicável para 6.10.1, 6.10.2, 6.10.4-7.

6.10.3 Ensaios de continuidade elétrica em partes metálicas aterradas

A ABNT NBR IEC 60694 não é aplicável.

Geralmente nenhum ensaio é necessário se um projeto adequado for demonstrado.

Entretanto, em caso de dúvida, as partes metálicas dos invólucros e/ou divisões metálicas e obturadores ou suas
partes metálicas devem ser ensaiadas a 30 A (c.c.) ao ponto de aterramento previsto.

A queda de tensão deve ser inferior a 3 V.

6.101 Verificação das capacidades de estabelecimento e de interrupção

Os dispositivos de manobra que fazem parte do circuito principal e chaves de terra do conjunto de manobra e
controle em invólucro metálico devem ser ensaiados para verificar as capacidades de estabelecimento e de
interrupção deles, de acordo com as normas pertinentes e nas condições próprias de instalação e uso. Isto é, eles
devem ser ensaiados como instalados normalmente no conjunto de manobra e controle em invólucro metálico,
com todos os componentes associados onde o arranjo possa influenciar o desempenho, tais como conexões,
suportes, provisões para escape etc. Estes ensaios não são necessários se ensaios de estabelecimento e
interrupção tiverem sido realizados nos dispositivos de manobra instalados em conjuntos de manobra e controle
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em invólucro metálico nas condições mais desfavoráveis.

NOTA Convém que na determinação de componentes associados, suscetíveis de influenciar o desempenho,


seja prestada atenção especial nas forças mecânicas devido ao curto-circuito, escape de partículas produzidas pelo arco,
possibilidade de descargas disruptivas etc. É reconhecido que, em alguns casos, tais influências possam ser bastante
desprezíveis.

No caso de projetos com vários arranjos, onde os compartimentos de cada arranjo não sejam idênticos, mas
projetados para receber o mesmo dispositivo de manobra, os seguintes ensaios/série de ensaios devem ser
repetidos em cada compartimento como apropriado aos requisitos da norma pertinente.

Nenhum ensaio adicional pode ser requerido se os dispositivos de manobra tiverem sido ensaiados previamente,
dentro do invólucro do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico, para verificar o seu desempenho de
curto-circuito conforme a norma pertinente.

Conjunto de manobra e controle, incorporando projeto único ou em vários arranjos e/ou de sistemas de duplo jogo
de barras, requer consideração especial para os procedimentos de ensaio aplicáveis para a verificação
das capacidades de estabelecimento e de interrupção para cobrir combinações prováveis de serem encontrados
em serviço.

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Como não é possível cobrir todos os possíveis arranjos e projetos de dispositivos de manobra, os procedimentos
abaixo devem ser seguidos, a devida combinação de ensaios é determinada pelas características e localização do
dispositivo de manobra particular em consideração.

a) A série completa apropriada de ensaio de corrente de estabelecimento e de interrupção deve ser realizada
com o dispositivo de manobra em um dos compartimentos. Se outros compartimentos forem semelhantes
em projeto, e também o dispositivo de manobra pretendido para uso no compartimento for idêntico, então
os ensaios acima referidos também são válidos para estes compartimentos.

b) Onde os compartimentos não são semelhantes, mas são projetados para aceitar o mesmo dispositivo de
manobra, os seguintes ensaios/séries de ensaios são repetidos em cada um dos outros compartimentos,
conforme prescrito na norma pertinente:

ABNT NBR IEC 62271-100 série de ensaios T100s, T100a, e ensaios de correntes críticas (se houver),
também levando em consideração os requisitos da subseção 6.103.4 da norma para o arranjo de conexão de
ensaio, onde aplicável.

ABNT NBR IEC 62271-102 manobra de estabelecimento de curto-circuito de acordo com a classe E1 ou E2,
como aplicável.

IEC 60265-1: 10 manobras CO com corrente de interrupção de carga principalmente ativa (Série de ensaios
1). Série de ensaios 5, de acordo com classe E1, E2 ou E3, conforme aplicável, a menos que o interruptor
não tenha uma capacidade de estabelecimento de curto-circuito nominal.

IEC 62271-105: Série de ensaios TDIsc, TDIWmax e TDItransfer.

IEC 60470: Verificação da coordenação com SCPDs para 6.106 da IEC 60470.

c) Onde os compartimentos são projetados para aceitar mais de um tipo particular ou projeto de dispositivo de
manobra, cada variante de dispositivo de manobra deve ser ensaiado completamente, em conformidade com
os requisitos da alínea a) e também, onde apropriado, da alínea b) acima.

6.102 Ensaios de operação mecânica


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6.102.1 Dispositivos de manobra e partes removíveis

Os dispositivos de manobra e as partes extraíveis devem ser operados 50 vezes, e as partes removíveis inseridas
25 vezes e removidas 25 vezes para verificar a operação satisfatória do equipamento.

Se uma parte extraível ou removível for prevista para ser usada como um seccionador, então o ensaio deve ser de
acordo com a ABNT NBR IEC 62271-102.

6.102.2 Intertravamentos

Os intertravamentos devem ser colocados na posição pretendida para impedir a operação dos dispositivos de
manobra e a inserção ou extração das partes removíveis. Devem ser realizadas 50 tentativas para operar
os dispositivos de manobra e devem ser realizadas 25 tentativas para inserir e 25 tentativas para extrair as partes
removíveis. Durante estes ensaios devem ser aplicadas somente forças normais de operação e nenhum ajuste
deve ser realizado nos dispositivos de manobra, partes removíveis ou intertravamentos. Em caso de equipamento
operado manualmente, a alça de operação manual normal deve ser usada para realizar os ensaios.

Os intertravamentos são considerados satisfatórios se

a) os dispositivos de manobra não puderem ser operados,

b) forem impedidos de inserir e extrair as partes removíveis,

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c) os dispositivos de manobra, partes removíveis e os intertravamentos estiverem em bom estado de


funcionamento e o esforço para operá-los permanecer o mesmo antes e depois dos ensaios.

6.103 Ensaio de suportabilidade à pressão para compartimentos preenchidos a gás

6.103.1 Ensaio de suportabilidade à pressão para compartimentos preenchidos a gás com dispositivos
de alívio de pressão

Cada projeto de um compartimento preenchido a gás deve ser submetido a um ensaio de pressão de acordo com
o procedimento seguinte.

A pressão relativa deve ser aumentada até alcançar um valor de 1,3 vez a pressão de projeto do
compartimento durante 1 min. O dispositivo de alívio de pressão não deve operar.

Então, a pressão deve ser aumentada até um valor máximo de 3 vezes a pressão de projeto. É aceitável que
o dispositivo de alívio de pressão opere, como projetado pelo fabricante, abaixo deste valor. Esta pressão de
abertura deve ser registrada no relatório de ensaio de tipo. Depois do ensaio, o compartimento pode ter se
deformado, mas o compartimento não deve se romper.

NOTA A pressão suportável relativa de 3 vezes a pressão de projeto pode não ser ensaiada para o compartimento,
porque nem sempre é possível ensaiar sem a presença do dispositivo de alívio de pressão ou uma área de alívio apropriada da
parede de compartimento.

6.103.2 Ensaio de suportabilidade à pressão para compartimentos preenchidos a gás sem dispositivos de
alívio de pressão

Cada projeto de um compartimento preenchido a gás deve ser submetido a um ensaio de pressão de acordo com
o procedimento seguinte.

A pressão relativa deve ser aumentada até 3 vezes a pressão de projeto do compartimento durante 1 min.
Depois do ensaio, o compartimento pode ter se deformado, mas o compartimento não deve se romper.
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6.104 Ensaios em divisões e obturadores não metálicos

Esta subseção só se aplica a divisões (e obturadores) previstos para proteção contra contato (direto e indireto)
com partes vivas. Quando estas divisões contêm buchas de passagem, os ensaios devem ser realizados nas
condições apropriadas, isto é, com as partes primárias das buchas de passagem desconectadas e aterradas.

As divisões e os obturadores não metálicos, fabricados ou parcialmente fabricados com material isolante, devem
ser ensaiados como segue.

6.104.1 Ensaios dielétricos

a) A isolação entre as partes vivas do circuito principal e a superfície acessível de divisões isolantes e de
obturadores deve resistir às tensões de ensaio especificadas em 4.2 da ABNT NBR IEC 60694, para ensaios
de tensão à terra e entre pólos. Para a montagem de ensaio, ver alínea a) de 6.2.5.

b) Uma amostra representativa do material isolante deve suportar a tensão de ensaio à freqüência industrial
especificada na alínea a). Convém que sejam utilizados os métodos de ensaio apropriados indicados
na IEC 60243-1.

c) A isolação entre as partes vivas do circuito principal e a superfície interna de divisões e obturadores isolantes
que as faceiam devem ser ensaiadas a 150% da tensão nominal do equipamento durante 1 min.
Para o ensaio, a superfície interna da divisão ou do obturador deve ser aterrada aplicando-se uma camada
condutiva de pelo menos 100 cm2, no ponto mais desfavorável. A montagem de ensaio deve ser como
especificado na alínea a) de 6.2.5.

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6.104.2 Medição de correntes de fuga

Quando o conjunto de manobra e controle em invólucro metálico contém divisões ou obturadores isolantes,
os seguintes ensaios devem ser realizados para verificar a conformidade com o especificado na alínea d)
de 5.103.3.3.

O circuito principal deve, a critério do fabricante, ser conectado a uma fonte trifásica de tensão à freqüência
industrial igual à tensão nominal do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico, com
uma fase conectada à terra, ou a uma fonte monofásica de tensão igual à tensão nominal, com as partes vivas do
circuito principal sendo conectadas juntas. Para os ensaios trifásicos, devem ser realizadas três medições com as
diferentes fases da fonte sendo conectadas sucessivamente para a terra. No caso de ensaios monofásicos,
só uma medição é necessária.

Uma chapa metálica deve ser colocada na situação mais desfavorável para o ensaio na superfície isolante
acessível que proporciona proteção contra contato às partes vivas. Em caso de dúvida sobre a situação mais
desfavorável, o ensaio deve ser repetido em situações diferentes.

A chapa metálica deve ser aproximadamente circular ou quadrada, tendo uma área tão grande quanto possível,
mas não excedendo 100 cm2. O invólucro e a estrutura do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico
devem ser aterrados. A corrente de fuga circulando pela chapa metálica à terra deve ser medida com o
isolante seco e limpo.

Se o valor da corrente de fuga medida for maior que 0,5 mA, a superfície isolante não assegura a proteção
requerida nesta Norma.

Se, como indicado na alínea d) de 5.103.3.3, o caminho contínuo sobre as superfícies isolantes for interrompido
por pequenos espaços de gás ou líquido, tais espaços devem ser reduzidos eletricamente. Se estes espaços
forem incorporados para evitar a passagem da corrente de fuga das partes vivas para as partes acessíveis das
divisões e obturadores isolantes, os espaços devem suportar as tensões de ensaio especificadas em 4.2
da ABNT NBR IEC 60694 para ensaios de tensão à terra e entre pólos.

Não é necessário medir correntes de fuga, se as partes metálicas aterradas forem dispostas de maneira
apropriada para assegurar que as correntes de fuga não possam alcançar as partes acessíveis das divisões e
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obturadores isolantes.

6.105 Ensaio de proteção contra intempéries

Quando acordado entre o fabricante e o usuário, um ensaio de proteção contra intempéries pode ser realizado em
conjunto de manobra e controle em invólucro metálico para uso externo. Um método recomendado é indicado
no anexo C da ABNT NBR IEC 60694.

6.106 Ensaio de arco interno

Este ensaio é aplicável ao conjunto de manobra e controle em invólucro metálico, previsto para ser qualificado
como classe IAC com respeito à proteção de pessoas no caso de um arco interno. O ensaio deve ser realizado
de acordo com o anexo A, em todo compartimento que contém partes do circuito principal de unidades funcionais
representativas (ver A.3).

Os compartimentos que são protegidos por fusíveis limitadores de corrente que satisfazem os seus ensaios de tipo
devem ser ensaiados com o tipo de fusível que produza a mais alta corrente de corte (corrente passante).
A duração real do fluxo de corrente é controlada pelos fusíveis. O compartimento ensaiado é designado como
“protegido por fusível”. Os ensaios devem ser realizados à tensão máxima nominal do equipamento.

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NOTA A aplicação do fusível limitador de corrente apropriado em combinação com dispositivos de manobra pode limitar a
corrente de curto-circuito e minimizar a duração de falta. É bem estabelecido que a energia de arco transferida durante
2
tais ensaios não é previsível por I t. No caso de fusíveis limitadores de corrente, a máxima energia de arco pode acontecer em
níveis de corrente inferiores à interrupção máxima nominal. Além disso, os efeitos de uso de dispositivos limitadores de
corrente que empregam meios pirotécnicos para comutar corrente ao fusível limitador de corrente devem ser considerados
quando da avaliação de projetos que utilizam tais dispositivos.

Qualquer dispositivo (por exemplo, relé de proteção) que pode abrir automaticamente o circuito antes do fim da
duração prevista do ensaio deve ser desabilitado durante o ensaio. Se compartimentos ou unidades funcionais
forem equipados com dispositivos previstos para limitar a duração do próprio arco por outros meios (por exemplo,
transferindo a corrente para um curto-circuito metálico), eles devem ser desabilitados durante o ensaio, a menos
que seja previsto que eles sejam ensaiados. Neste caso o compartimento do conjunto de manobra e controle pode
ser ensaiado com o dispositivo habilitado, mas este compartimento deve ser qualificado de acordo com a duração
real do arco. A corrente de ensaio deve ser mantida para a duração da corrente de curto-circuito nominal do
circuito principal.

Este ensaio cobre o caso de uma falha que resulta em um arco que ocorre no ar, ou em outro fluido isolante
(líquido ou gás) dentro do invólucro ou dentro de componentes que têm alojamentos que formam parte do
invólucro quando as portas e fechamentos estão na posição requerida para as condições normais de operação
(ver A.1).

O procedimento de ensaio também cobre o caso particular de uma falta que ocorre em isolação sólida onde esta
isolação é aplicada durante a montagem no local do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico e não
inclui partes isolantes pré-fabricadas que foram submetidas aos ensaios de tipo (ver A.5.2).

A validade dos resultados de um ensaio realizado em uma unidade funcional de um projeto particular de conjunto
de manobra e controle em invólucro metálico pode ser estendida a um outro (ver 6.1), contanto que o ensaio
original tenha sido em condições mais severas e que o posterior possa ser considerado similar ao ensaiado
nos aspectos seguintes:

dimensões;

estrutura e resistência do invólucro;


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arquitetura da divisão;

desempenho do dispositivo de alívio de pressão, se existir;

sistema de isolação.

7 Ensaio de rotina
Os ensaios de rotina devem ser realizados em cada unidade de transporte e, sempre que aplicável, nas fábricas
do fabricante para assegurar que o produto está em conformidade com o equipamento em que foi realizado o
ensaio de tipo.

Refere-se à seção 7 da ABNT NBR IEC 60694, com a adição dos ensaios de rotina seguintes:

ensaios de operação mecânica:................................................................................................ 7.102

ensaios de dispositivos auxiliares elétricos, pneumáticos e hidráulicos:..................................... 7.104

ensaios de pressão dos compartimentos preenchidos a gás (se aplicável):................................ 7.103

ensaios depois da montagem no local:......................................................................................... 7.105

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medição das condições do fluido depois do preenchimento no local:..........................................................7.106

NOTA Pode ser necessário verificar a intercambiabilidade de componentes de mesmas características nominais e
construção (ver seção 5).

7.1 Ensaio dielétrico no circuito principal

A subseção 7.1 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável, com o complemento e a exceção seguinte:

O ensaio de tensão à freqüência industrial deve ser executado de acordo com os requisitos de 6.2.6.1. A tensão
de ensaio especificada nas tabelas 1a e 1b, coluna 2, da ABNT NBR IEC 60694, deve ser aplicada conectando
sucessivamente cada condutor-fase do circuito principal ao terminal de alta-tensão da fonte de ensaio, com os
outros condutores-fase conectados à terra e a continuidade do circuito principal assegurada (por exemplo,
fechando os dispositivos de conexão ou de uma outra maneira).

Para os compartimentos preenchidos a gás, os ensaios devem ser realizados à pressão de preenchimento
nominal (ou densidade) do gás isolante (ver 4.10.1).

7.2 Ensaios em circuitos auxiliares e de controle

A subseção 7.2 da ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

7.3 Medição da resistência do circuito principal

A ABNT NBR IEC 60694 não é aplicável. Este ensaio está sujeito a acordo entre o fabricante e o usuário.

A queda de tensão c.c. ou a resistência de cada fase do circuito principal deve ser medida nas condições mais
próximas quanto possível às que o correspondente ensaio de tipo foi realizado. O valor medido do ensaio de tipo
pode ser usado para determinar o valor-limite de resistência para o ensaio de rotina.

7.4 Ensaio de estanqueidade


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A ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

7.5 Verificações de projeto e visual

A ABNT NBR IEC 60694 é aplicável.

7.101 Medição de descargas parciais

Este ensaio está sujeito a acordo entre o fabricante e o usuário.

A medição de descargas parciais pode ser apropriada como um ensaio de rotina para detectar possíveis defeitos
de material e de fabricação, especialmente se materiais isolantes orgânicos forem usados, e é recomendada para
compartimentos preenchidos com fluido.

Se tal ensaio for acordado, o procedimento deve ser como descrito no anexo B.

7.102 Ensaios de operação mecânica

Os ensaios de operação são realizados para assegurar que os dispositivos de conexão e as partes removíveis
satisfaçam as condições de operação prescritas e que as travas mecânicas funcionem corretamente.

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Durante estes ensaios que são realizados sem tensão ou corrente nos circuitos principais, deve ser verificado,
em particular, se os dispositivos de conexão abrem e fecham corretamente dentro dos limites especificados da
tensão e da pressão de alimentação de seus dispositivos de operação.

Cada dispositivo de conexão e cada parte removível deve ser ensaiado como especificado em 6.102,
mas substituindo as 50 operações ou tentativas por 5 operações ou tentativas em cada direção.

7.103 Ensaios de pressão de compartimentos preenchidos a gás

Os ensaios de pressão devem ser realizados em todos os compartimentos preenchidos a gás depois da
fabricação. Cada compartimento deve ser submetido a um ensaio a 1,3 vez a pressão de projeto durante 1 min.

Isto não se aplica a compartimentos selados com uma pressão de preenchimento nominal inferior ou igual
a 50 kPa (pressão relativa).

Depois deste ensaio os compartimentos não devem apresentar qualquer sinal de danos ou deformações prováveis
que possam afetar a operação do dispositivo de manobra e controle.

7.104 Ensaios de dispositivos auxiliares elétricos, pneumáticos e hidráulicos

Os bloqueios elétricos, pneumáticos e outros junto com os dispositivos de comando que têm uma seqüência
predeterminada de operação devem ser ensaiados cinco vezes em sucessão às condições previstas de uso e de
operação e com os valores-limite mais desfavoráveis da fonte auxiliar. Durante o ensaio não deve ser realizado
qualquer ajuste.

Os ensaios são considerados satisfatórios se os dispositivos auxiliares operarem corretamente, se eles estiverem
em boa condição de operação depois dos ensaios e se os esforços para operá-los forem praticamente os mesmos
antes e depois dos ensaios.

7.105 Ensaios depois da montagem no local

Depois da montagem, o dispositivo de manobra e controle em invólucro metálico deve ser ensaiado para verificar
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a operação correta.

Para as partes que são montadas no local e para os compartimentos preenchidos a gás que são preenchidos
no local, é recomendado que os ensaios seguintes sejam efetuados.

a) Ensaio de tensão do circuito principal

Quando acordado entre o fabricante e o usuário, os ensaios de tensão à freqüência industrial em condições
secas podem ser realizados nos circuitos principais do dispositivo de manobra e controle em invólucro
metálico depois da montagem no local exatamente da mesma maneira que especificado em 7.1 para
o ensaio rotina nas instalações do fabricante.

A tensão de ensaio à freqüência industrial deve ser 80% dos valores indicados em 7.1 e deve ser aplicada a
cada condutor-fase do circuito principal, sucessivamente, com os outros condutores-fase aterrados. Para os
ensaios, um terminal do transformador de ensaio deve ser conectado à terra e ao invólucro de dispositivo de
manobra e controle em invólucro metálico.

Se o ensaio de tensão depois da montagem no local substituir o ensaio de rotina nas instalações do fabricante,
a tensão plena de ensaio à freqüência industrial deve ser aplicada.

NOTA Convém que os transformadores de potencial sejam desconectados durante os ensaios dielétricos no local, a
menos que a freqüência de ensaio utilizada para o ensaio no local seja suficientemente elevada para prevenir saturação
do núcleo.

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b) Ensaios de estanqueidade: a subseção 7.4 é aplicável.

c) Medição da condição do fluido depois do preenchimento no local: a subseção 7.106 é aplicável.

7.106 Medição da condição do fluido depois do preenchimento no local

A condição do fluido em compartimentos preenchidos por fluido deve ser determinada e estar em conformidade
com a especificação do fabricante.

8 Guia para a seleção de conjunto de manobra e controle em invólucro metálico para


serviço
O conjunto de manobra e controle em invólucro metálico pode ser construído de diferentes formas que evoluam
com as mudanças de tecnologias e requisitos funcionais. A seleção de conjunto de manobra e controle em
invólucro metálico envolve essencialmente uma identificação dos requisitos funcionais para a instalação de serviço
e a forma de divisão interna que melhor satisfaz estes requisitos. Explicação relativa às mudanças na classificação,
comparada à terceira edição (1990) da IEC 60298 e outra prática corrente, é dada no anexo C.

Convém que tais requisitos levem em conta a legislação aplicável e as regras de segurança do usuário.

A tabela 2 fornece um resumo das considerações para especificar o conjunto de manobra e controle.

8.1 Seleção de valores nominais

Para uma determinada tarefa em serviço, o conjunto de manobra e controle em invólucro metálico é selecionado
considerando os valores nominais individuais de seus componentes requeridos pela carga normal e pelas
condições de falha. Os valores nominais de um arranjo de conjuntos de manobra e controle podem diferir entre o
arranjo e seus componentes.

Convém que os valores nominais sejam escolhidos de acordo com esta Norma, considerando as características
do sistema assim como seu desenvolvimento futuro antecipado. Uma lista de características nominais é indicada
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na seção 4.

Convém que outros parâmetros como condições atmosféricas e climáticas locais e o uso a altitudes que excedem
1 000 m sejam também considerados.

Convém que as condições impostas pela falha sejam determinadas calculando as correntes de falha no lugar onde
o conjunto de manobra e controle em invólucro metálico é localizado no sistema. Referência é feita à IEC 60909-0
neste aspecto.

8.2 Seleção de projeto e sua construção

8.2.1 Generalidades

O conjunto de manobra e controle em invólucro metálico normalmente é identificado pela tecnologia de isolação
(por exemplo, isolação no ar ou a gás) e por sua estrutura fixa ou extraível. Até que ponto os componentes
individuais poderiam ser extraíveis, ou removíveis, é principalmente dependente do requisito (se tiver)
para manutenção e/ou ensaio.

O desenvolvimento de dispositivos de conexão com requisito de manutenção reduzido tem diminuído a


necessidade por atenção freqüente para alguns itens sujeitos à erosão de arco. Porém, resta uma necessidade
para acessibilidade a itens consumíveis, por exemplo, fusíveis e para inspeção e ensaio ocasional de cabos.
A lubrificação e o ajuste de partes mecânicas também podem ser requeridos, razão pela qual alguns projetos
podem tornar partes mecânicas acessíveis por fora dos compartimentos de alta-tensão.

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A extensão em que o acesso pode ser requerido para manutenção, e/ou se pode ser tolerada paralisação
completa do conjunto de manobra e controle, pode determinar a preferência de um usuário pela isolação no ar ou
fluido e por uma estrutura fixa ou extraível. Se demandas de manutenção não forem freqüentes, como é uma
prática preferida atualmente, então conjuntos equipados com componentes de baixa manutenção podem prover
uma solução prática. Os conjuntos fixos, particularmente aqueles que empregam componentes de baixa
manutenção, podem prover um arranjo de custo eficaz durante a vida do produto.

No caso em que um compartimento do circuito principal é aberto, requer-se operação segura do conjunto
de manobra e controle (independentemente da estrutura fixa ou extraível); convém que as partes nas quais
um trabalho é executado sejam isoladas de todas as fontes de alimentação e aterradas. Além disso, convém que
os dispositivos de desconexão usados para isolar sejam seguros contra reconexão.

8.2.2 Arquitetura e acessibilidade aos compartimentos

As formas de divisão interna definidas nesta Norma tentam equilibrar tais requisitos como continuidade de serviço
e facilidade de manutenção. Nesta subseção, algumas diretrizes são dadas considerando a extensão em que
as formas diferentes podem permitir a manutenção.

NOTA 1 As divisões inseridas temporariamente, se requeridas para prevenir contato acidental com as partes vivas,
enquanto são executados certos procedimentos de manutenção, são descritas em 10.4.

NOTA 2 Se o usuário empregar procedimentos de manutenção alternativos, por exemplo, o estabelecimento de distâncias
de segurança e/ou montagem e uso de barreiras temporárias, estes estão fora do objetivo desta Norma.

A descrição completa de conjunto de manobra e controle deve incluir a lista e o tipo de compartimentos,
por exemplo, compartimento de barramentos, compartimento de disjuntor etc., o tipo de acessibilidade provido a
cada um e a estrutura (extraível/não-extraível).

Há quatro tipos de compartimento, três sendo acessíveis ao usuário e um não acessível.

Compartimentos acessíveis: São definidos três métodos de controle de abertura de um compartimento acessível:

O primeiro é pelo uso de intertravamentos para assegurar que todas as partes vivas internas estão
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desenergizadas e aterradas antes de abrir; este é designado como "compartimento acessível controlado
por intertravamento”.

O segundo, baseado em procedimento do usuário e bloqueio para garantir a segurança, o compartimento


sendo fornecido com cadeado ou equivalente; este é designado como "compartimento acessível baseado
em procedimento”.

O terceiro não provê dispositivo integrado para garantir a segurança elétrica antes de abrir. Este precisa de
ferramentas para ser aberto e é designado como "compartimento acessível baseado em ferramenta”.

Os dois primeiros tipos de compartimento acessível estão disponíveis ao usuário e são providos para operação e
para manutenção normais. As coberturas e/ou as portas correspondentes destes dois tipos de compartimentos
acessíveis não requerem ferramentas para a abertura.

Se a abertura de um compartimento necessitar de ferramentas, então isto normalmente é uma indicação clara que
convém que o usuário utilize outras medidas para garantir a segurança e possivelmente para assegurar
integridade de desempenhos, por exemplo, condições isolantes etc.

Compartimento não acessível: não é provido acesso a qualquer usuário e a abertura pode destruir a integridade
do compartimento. Uma indicação clara para não abrir deve ser provida no compartimento, ou por uma
característica do compartimento, por exemplo, um tanque de GIS completamente soldado.

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8.2.3 Continuidade de serviço do conjunto

O invólucro metálico é previsto para garantir um nível de proteção de pessoas contra acesso às partes perigosas
e proteção do equipamento contra penetração de objetos sólidos estranhos. Com sensores apropriados e
dispositivos de comando auxiliares, é também possível garantir um nível de proteção contra falha de isolamento à
terra.

Para conjunto de manobra e controle, a categoria Perda de Continuidade de Serviço (LSC) descreve a extensão
para a qual outros compartimentos e/ou unidades funcionais podem permanecer energizados quando um
compartimento do circuito principal for aberto.

Categoria LSC1: Esta forma não prevê a continuidade de serviço durante a manutenção (se necessária) e pode
requerer desconexão completa do conjunto de manobra e controle do sistema e desenergizá-lo antes de
ter acesso ao interior do invólucro.

Categoria LSC2: Esta forma é prevista para permitir máxima continuidade de serviço da rede durante o acesso
aos compartimentos internos do conjunto de manobra e controle.

LSC2 tem dois níveis reconhecidos:

LSC2A: Quando do acesso aos componentes de uma unidade funcional, as outras unidades funcionais do
conjunto de manobra e controle podem ser mantidas em serviço.

Exemplo LSC2A para projetos extraíveis: Em termos práticos, isto significa que os cabos de alta-tensão que
chegam àquela unidade funcional devem estar sem tensão e aterrados, e o circuito deve ser desconectado e
separado (física e eletricamente) dos barramentos. O barramento pode ser mantido energizado. O termo
separação é usado aqui no lugar de segregação, para evitar fazer uma distinção nesta fase entre isolamento e
divisões metálicas e obturadores (ver 8.2.4).

LSC2B: Além do nível acima de continuidade de serviço LSC2A, nesta categoria LSC2B os cabos de alta-tensão
que chegam à unidade funcional sendo acessada podem ser mantidos energizados. Isto significa que há outro
ponto de desconexão e separação, isto é, entre o dispositivo de conexão e os cabos.
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Exemplo LSC2B para projetos extraíveis: Se o dispositivo de conexão principal de cada unidade funcional de um
conjunto de manobra e controle LSC2B for preparado em seu próprio compartimento acessível, a manutenção
pode ser executada neste dispositivo de conexão principal sem desenergizar a conexão do cabo correspondente.
Como conseqüência, um mínimo de três compartimentos para cada unidade funcional é necessário neste exemplo
de conjunto de manobra e controle LSC2B:

para cada dispositivo de conexão principal;

para componentes conectados a um lado de um dispositivo de conexão principal, por exemplo, circuito de
alimentação;

para componentes conectados ao outro lado do dispositivo de conexão principal, por exemplo, barramentos.
Onde mais de um conjunto de barramentos é provido, cada conjunto está em um compartimento separado.

8.2.4 Classes de divisão

Há dois tipos de classe de divisão definidos, Classe PM (3.109.1) e Classe PI (3.109.2).

A seleção de classe de divisão não necessariamente assegura proteção de pessoal no caso de um arco interno
em um compartimento adjacente, ver seção A.1 e também 8.3.

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Classe PM: os compartimentos abertos são cercados por divisões metálicas e/ou obturadores que são previstos
para serem aterrados. Um obturador pode ou não estar no próprio compartimento aberto, contanto que
a segregação (definição 3.111) seja alcançada entre os componentes no compartimento aberto e os componentes
nos compartimentos adjacentes. Ver 5.103.3.1.

O propósito é que nenhum campo elétrico esteja presente no compartimento aberto e nenhuma mudança de
campo elétrico possa acontecer nos compartimentos circunvizinhos.

NOTA Esta classe leva em conta os compartimentos abertos sem campo elétrico devido às partes vivas e nenhuma
possível influência na distribuição de campo elétrico ao redor das partes vivas, com exceção do efeito da mudança de posição
do obturador.

8.3 Classificação de arco interno

Quando da seleção de um conjunto de manobra e controle em invólucro metálico, convém que seja considerada a
possibilidade da ocorrência de falhas internas, com o propósito de prover um nível de proteção aceitável para
os operadores e, onde aplicável, para o público geral.

Esta proteção é alcançada reduzindo o risco para um nível tolerável. De acordo com o Guia ISO/IEC 51, risco é a
combinação da probabilidade de ocorrência de um dano e a severidade do dano. (Aplica-se a seção 5 do
Guia ISO/IEC 51 no conceito de segurança).

Então, convém que a seleção de equipamento adequado, em relação à formação de arco interno, seja definida por
um procedimento para alcançar um nível de risco tolerável. Tal procedimento é descrito na seção 6
do Guia ISO/IEC 51. Este procedimento está baseado na hipótese de que o usuário tem uma função para
desempenhar na redução de risco.

Como orientação, a tabela 2 dá uma lista de localizações onde a experiência mostra que falhas são mais
prováveis de acontecer. Também fornece as causas da falha e possíveis medidas para diminuir a probabilidade de
falhas internas. Se necessário, convém que o usuário implemente aquelas aplicáveis à instalação,
comissionamento, operação e manutenção.

Podem ser adotadas outras medidas para prover o mais alto nível possível de proteção para as pessoas, no caso
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de um arco interno. Estas medidas são apontadas para limitar as conseqüências externas de um tal evento.

A seguir, alguns exemplos destas medidas:

tempos de eliminação de falha rápida iniciados por detectores sensíveis à luz, à pressão ou ao calor ou por
uma proteção diferencial de barramentos;

utilização de dispositivo-fusível apropriado em combinação com os dispositivos de conexão para limitar a


corrente de passagem e a duração da falha;

eliminação rápida de arco desviando-o para curto-circuito metálico por meio de dispositivos de detecção e de
fechamento rápidos (eliminador de arco);

comando remoto;

dispositivo de alívio de pressão;

inserção ou extração da parte extraível somente quando sua porta estiver fechada.

A subseção 5.102.3 considera a disposição prática dos obturadores, tornando-se parte do invólucro quando eles
estão fechados nas posições definidas em 3.127 a 3.130. A mudança de estado quando se movem da posição
definida em 3.126 a 3.128 (e vice-versa) não é ensaiada.

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Falhas podem acontecer durante a inserção ou extração de partes extraíveis. Tais falhas não são
necessariamente devido à mudança de campo elétrico pelo fechamento dos obturadores, embora esta seja uma
possibilidade. Uma falha mais freqüente é devido ao dano ou deformação dos contatos de inserção e/ou dos
obturadores, tal que uma descarga de retorno à terra é iniciada durante o processo de inserção.

Na definição da classe IAC, os pontos seguintes devem ser considerados:

nem todo o conjunto de manobra e controle é classe IAC;

nem todo o conjunto de manobra e controle é de projeto extraível;

nem todo o conjunto de manobra e controle é provido com uma porta que pode ser fechada nas
posições definidas em 3.126 a 3.128.

Tabela 2 — Localizações, causas e exemplos de medidas para diminuir a probabilidade de falhas internas
Locais onde falhas internas
Possíveis causas de falhas
são mais prováveis de Exemplos de possíveis medidas preventivas
internas
acontecer (3)
(2)
(1)
Compartimentos de cabo Projeto inadequado Seleção de dimensões adequadas
Uso de materiais apropriados
Instalação defeituosa Evitar conexões de cabos cruzados. Verificação da
mão-de-obra no local. Torque correto
Falha de isolamento sólido ou Verificação da mão-de-obra e/ou do ensaio dielétrico
líquido (defeito ou falha) no local. Verificação regular do nível do líquido, onde
aplicável
Secionadores Má operação Intertravamentos (ver 5.11). Reabertura retardada.
Chaves Operação manual independente. Capacidade de
fechamento para secionadores e chaves de
Chaves de aterramento aterramento. Instruções ao pessoal
Conexões aparafusadas e Corrosão Uso de revestimentos anticorrosivos e/ou graxa.
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contatos Uso de galvanização. Encapsulamento, onde


possível
Montagem defeituosa Verificação da mão-de-obra por meios apropriados.
Torque correto. Meio de fixação adequado
Transformador de medida Ferrorresonância Evitar estas influências elétricas por projeto
adequado de circuito
Curto-circuito no lado BT para TP Evitar curto-circuito por meios apropriados, por
exemplo, cobertura de proteção, dispositivos-fusíveis
BT
Disjuntores Manutenção insuficiente Manutenção regular programada
Instruções ao pessoal
Todos os locais Erro humano Limitação de acesso por compartimentação.
Cobertura isolante de partes vivas. Instruções ao
pessoal

Envelhecimento sob solicitações Ensaios de rotina em descargas parciais


elétricas
Poluição, umidade, penetração de Medidas para assegurar que as condições de
poeira, insetos etc. serviço especificadas são atingidas (ver seção 2).
Uso de compartimentos preenchidos com gás

Sobretensões Proteção de surto. Coordenação de isolação


adequada. Ensaios dielétricos no local

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Como um guia para seleção do conjunto de manobra e controle adequado com respeito a arcos internos, podem
ser usados os critérios seguintes:

onde o risco é considerado desprezível, não é necessário o conjunto de manobra e controle em


invólucro metálico classe IAC;

onde o risco é considerado significativo, convém que seja usado somente conjunto de manobra e controle

em invólucro metálico classe IAC;

Para o segundo caso, convém que a seleção seja realizada considerando o nível máximo previsível de corrente e
a duração da falha, em comparação com os valores nominais do equipamento ensaiado. Além disso, convém que
sejam seguidas as instruções de instalação do fabricante (ver seção 10). Em particular, a localização de pessoal
durante um evento de arco interno é importante. Convém que o fabricante indique quais lados do conjunto de
manobra e controle são acessíveis, de acordo com o arranjo de ensaio, e convém que o usuário siga
cuidadosamente as instruções. A autorização de pessoal para entrar em uma área não declarada como acessível
pode levar a acidentes pessoais.

A classificação IAC dá um nível ensaiado de proteção de pessoas nas condições normais de operação, como
definido em A.1. Ela se preocupa com a proteção de pessoal nessas condições; não se preocupa com a proteção
de pessoal nas condições de manutenção nem com a continuidade de serviço.

Os requisitos técnicos, as características e os ensaios opcionais para conjunto de manobra e controle em


invólucro metálico estão resumidos na tabela 3.
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Tabela 3 — Resumo de requisitos técnicos, das características e dos ensaios opcionais para
conjunto de manobra e controle em invólucro metálico

Seção/subseção Indicação de requisitos pelo


Informação
desta Norma usuário, se necessário
Particularidade do sistema (não faz parte
das características nominais do
equipamento)
Tensão kV
Freqüência Hz
Número de fases
Tipo de aterramento de neutro

Características do conjunto
Número de pólos
Classe - interno, externo (ou condições 2
especiais de serviço)
Nome do compartimento: 3.107 Compartimento de barramentos =
(ver 5.103.1)
Barramentos Compartimento do dispositivo
principal =
Dispositivo principal
Compartimento de cabos =
Cabo
Compartimento do TC =
TC
Compartimento do TP =
TP
Compartimento de cabos/TC =
(etc.)
Dispositivo principal/TC =
Tipo de compartimento (tipo a especificar
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para cada compartimento AT), se aplicável: Outro compartimento (a definir) =


Compartimento acessível controlado por 3.107.1
intertravamento
Compartimento acessível baseado em 3.107.2
procedimento
Compartimento acessível baseado em 3.107.3
ferramenta
Compartimento não acessível 3.107.4
Classe de divisão
Classe PM 3.109.1
Classe PI 3.109.2
Extraível/não extraível (tipo dispositivo 3.125 (Extraível/não extraível) =
principal)
Categoria de perda de continuidade de
serviço (LSC)
LSC2B 3.131.1
LSC2A 3.131.1
LSC1 3.131.2

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Tabela 3 (continuação)

Seção/subseção Indicação de requisitos pelo


Informação
desta Norma usuário, se necessário
Tensão nominal Ur 4.1
3,6 kV; 7,2 kV; 12 kV; 17,5 kV;24 kV; 36 kV
etc.
e número de fases 1, 2 ou 3
Nível de isolamento nominal: 4.2 (Valor nominal/entre a distância de
Tensão suportável nominal à freqüência isolamento)
industrial Ud a) /
Tensão suportável de impulso b) /
atmosférico nominal Up
Freqüência nominal fr 4.3
Corrente nominal de regime contínuo Ir 4.4
Entrada a)
Barramentos b)
Saída c)
Corrente suportável nominal de 4.5
curta duração Ik
Circuito principal (entrada/barramentos/saída) a)
Circuito de terra b)
Valor de crista da corrente suportável 4.6
nominal Ip
Circuito principal (entrada/barramentos/ a)
saída)
Circuito de terra b)
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Duração de curto-circuito nominal tk tk 4.7


Circuito principal (entrada/barramentos/saída) a)
Circuito de terra b)
Tensões nominais de alimentação dos 4.8
dispositivos de fechamento, de abertura, de
circuitos auxiliares e de comando Ua
a) Fechamento e abertura a)
b) Sinalização b)
c) Comando c)
Freqüência de alimentação nominal dos 4.9
circuitos de fechamento, de abertura, de
circuitos auxiliares e de comando
Dispositivos de intertravamento e 5.9
monitoramento de baixa e de alta pressão
(indica requisitos, por exemplo, bloqueio na
indicação de baixa pressão etc.)
Dispositivo de intertravamento 5.11
(indica qualquer requisito adicional a 5.11)

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Tabela 3 (conclusão)

Graus de proteção dos invólucros (se 5.13 (ver 5.102.1


diferente de IP2X): e 5.102.3)
Com portas fechadas a)
Com portas abertas b)
Requisitos adicionais de
Ensaios de poluição artificial 6.2.8
condensação e poluição
Acordo com o fabricante para os
Ensaios de descargas parciais 6.2.9
valores de ensaio
Ensaios dielétricos em circuitos de ensaio de Acordo com o fabricante para os
6.2.101
cabo valores de ensaio
Ensaio de proteção contra intempéries 6.105 Acordo onde aplicável
Acordo com o fabricante para os
Medição de descargas parciais 7.101
valores de ensaio
Falha interna IAC 6.106 S/N
Tipo de acessibilidade ao dispositivo de
manobra e controle (para A e B, especificar Seção A.2
o(s) lado(s) que são requeridos)
A restrito a pessoas autorizadas somente F pelo frontal =

B acessibilidade irrestrita (inclui o público) L pela lateral =


Ver também
C acessibilidade restrita por instalações fora
exemplos na R pelo posterior =
de alcance
seção A.8
Valor de ensaio de classificação em kA e
Seção A.3
duração em s
Informações adicionais
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Por exemplo, requisitos especiais para ensaio de cabo

9 Informações a serem dadas na solicitação, na oferta e no pedido

9.101 Informações na solicitação e no pedido

Quando da solicitação e do pedido de uma instalação de conjunto de manobra e controle em invólucro metálico,
convém que as informações seguintes sejam fornecidas pelo solicitante.

1) Particularidades do sistema

Tensões nominal e mais elevada, freqüência, tipo do sistema de aterramento do neutro.

2) Condições de serviço, se diferente da norma (ver seção 2)

As temperaturas mínima e máxima do ar ambiente; qualquer condição divergindo das condições de


serviço normais ou afetando a operação satisfatória do equipamento, como, por exemplo, a exposição
não-comum ao vapor, umidade, fumaça, gases explosivos, pó ou sal excessivo, radiação térmica,
por exemplo, solar; o risco de tremores de terra ou outras vibrações devido às causas externas
ao equipamento a ser entregue.

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3) Particularidades da instalação e seus componentes

a) instalação interna ou externa;

b) número de fases;

c) número de barramentos, como mostrado no esquema unifilar;

d) tensão nominal;

e) freqüência nominal;

f) nível de isolamento nominal;

g) correntes normais nominais dos barramentos e dos circuitos de alimentação;

h) corrente suportável nominal de curta duração (Ik);

i) duração de curto-circuito nominal (se diferente de 1 s);

j) valor de crista da corrente suportável nominal (se diferente de 2,5 Ik);

k) valores nominais de componentes;

l) grau de proteção para o invólucro e divisões;

m) esquemas de circuito;

n) tipo de conjunto de manobra e controle em invólucro metálico (LSC1 ou LSC2);

o) descrição por nome e categoria dos vários compartimentos, se requerido;

p) classe de divisões e obturadores (PM ou PI);


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q) classificação IAC, se requerido, com correspondentes Ik, Ip, t e FLR, ABC, como aplicável

4) Características dos dispositivos de manobra:

a) tipo de dispositivos de manobra;

b) tensão de alimentação nominal (se existir);

c) freqüência de alimentação nominal (se existir);

d) pressão de alimentação nominal (se existir);

e) requisitos especiais de intertravamento.

Além destes itens, convém que o solicitante indique toda condição que poderia influenciar a oferta ou o pedido,
como, por exemplo, condições especiais de montagem ou de instalação, a localização das conexões externas de
alta-tensão ou as regras para vasos de pressão e requisitos para ensaio de cabo.

Convém que a informação seja fornecida se forem requeridos ensaios de tipo especiais.

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9.102 Informação com as ofertas

Convém que as informações seguintes, se aplicáveis, sejam dadas pelo fabricante com as especificações dos
materiais e desenhos.

1) Valores e características nominais como enumerado no item 3 de 9.101.

2) Certificados de ensaio de tipo ou relatórios, se solicitado.

3) Características de construção, por exemplo:

a) massa da unidade de transporte mais pesada;

b) dimensões globais da instalação;

c) arranjo das conexões externas;

d) instalações para transporte e montagem;

e) provisões para montagem;

f) descrição por nome e categoria dos vários compartimentos;

g) lados acessíveis;

h) instruções para operação e manutenção;

i) tipo do sistema de pressão de gás ou líquido;

j) nível de preenchimento nominal e nível mínimo de funcionamento;

k) volume de líquido ou massa de gás ou de líquido para os compartimentos diferentes;


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l) especificação da condição do gás ou do líquido.

4) Características dos dispositivos de manobra:

a) tipos e valores nominais como enumerado no item 4 de 9.101;

b) corrente ou potência para manobra;

c) tempos de manobra;

d) quantidade de gás mínima suficiente sob pressão atmosférica necessária para manobra.

5) Lista de peças sobressalentes recomendadas a serem adquiridas pelo usuário.

10 Regras para transporte, armazenagem, instalação, operação e manutenção


Ver seção 10 da ABNT NBR IEC 60694.

10.1 Condições durante transporte, armazenagem e instalação

Ver 10.1 da ABNT NBR IEC 60694.

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10.2 Instalação

Ver 10.2 da ABNT NBR IEC 60694, com adição de um parágrafo novo depois do primeiro parágrafo de 10.2.3.

No caso de conjunto de manobra e controle classe IAC, as orientações sobre as condições de instalação segura
para o caso de um arco interno devem ser igualmente fornecidas. Os perigos da condição de instalação real
devem ser observados com respeito às condições de instalação do protótipo durante o ensaio de arco interno
(ver A.3). Estas condições são consideradas as condições mínimas admissíveis. Qualquer condição de instalação
menos severa e/ou prover mais espaço é considerado como sendo coberto pelo ensaio.

Porém, se o comprador (usuário) considerar que o risco não é pertinente, o conjunto de manobra e controle pode
ser instalado sem as restrições indicadas pelo fabricante.

10.3 Operação

Ver 10.3 da ABNT NBR IEC 60694.

10.4 Manutenção

Ver 10.4 da ABNT NBR IEC 60694, com a seguinte adição:

Se forem requeridas divisórias para serem utilizadas temporariamente, enquanto certos procedimentos de
manutenção são executados para prevenir contato acidental com as partes vivas, então

o fabricante deve propor o fornecimento das divisórias exigidas ou o projeto delas;

o fabricante deve orientar sobre o procedimento de manutenção e o uso de divisórias;

quando instalado de acordo com as instruções do fabricante, os requisitos IP-2X (de acordo com
a ABNT NBR IEC 60529) devem ser alcançados;

tais divisórias devem atender ao requisito de 5.103.3;


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as divisórias e os seus suportes devem ter resistência mecânica suficiente para evitar contato acidental com
as partes vivas.

NOTA As divisórias e os suportes providos somente para proteção mecânica não estão sujeitos a esta Norma.

Depois de um curto-circuito em serviço, convém que o circuito de aterramento seja examinado contra
danos potenciais e seja substituído em todo ou em parte, se necessário.

11 Segurança
Ver seção 11 da ABNT NBR IEC 60694, com a seguinte adição:

11.101 Procedimentos

Convém que procedimentos adequados sejam colocados em lugar visível pelo usuário para assegurar que
um compartimento acessível baseado em procedimento só possa ser aberto quando a parte do circuito principal
contida no compartimento que está se tornando acessível estiver sem tensão e aterrado, ou na posição extraído,
com os obturadores correspondentes fechados. Procedimentos podem ser impostos por meio de legislação do
país de instalação ou de documentação de segurança do usuário.

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11.102 Aspectos de arcos internos

No que concerne à proteção de pessoas, o desempenho correto do conjunto de manobra e controle em


invólucro metálico no caso de um arco interno não é somente uma questão de projeto do próprio equipamento,
mas também das condições de instalação e procedimento de operação, por exemplo, ver 8.3.

Para instalações internas, a formação de arco devido a uma falha interna no conjunto de manobra e controle em
invólucro metálico pode causar sobrepressão dentro do local de instalação. Este efeito não está dentro do objetivo
desta Norma, mas convém que seja considerado quando estiver sendo projetada a instalação.
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Anexo A
(normativo)

Falha interna – Método para ensaiar o conjunto de manobra e controle em


invólucro metálico nas condições de arco devido a uma falha interna

A.1 Introdução
Este anexo se aplica a conjunto de manobra e controle em invólucro metálico de classificação IAC.
É pretendido que esta classificação ofereça um nível de proteção ensaiado às pessoas na redondeza do
equipamento
em condições normais de operação e com o conjunto de manobra e controle na posição normal de serviço,
no caso de arco interno.

Para os efeitos deste anexo, condições normais de operação significam as condições do conjunto de manobra e
controle em invólucro metálico necessárias para realizar operações como abrir ou fechar dispositivos de conexão
AT, conectar e desconectar partes extraíveis, leitura de instrumentos de medição e monitoramento de
equipamento etc. Então, se para executar quaisquer das tais operações tem que ser removida qualquer cobertura
e/ou ser aberta qualquer porta, o ensaio descrito abaixo deve ser realizado com a porta e/ou coberturas removidas.

Remoção ou substituição de componentes ativos (por exemplo, fusíveis AT ou qualquer outro componente
removível) não é considerada operação normal, nem aquelas necessárias para realizar os trabalhos de
manutenção.

As falhas internas dentro do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico podem acontecer
em diferentes localizações e podem causar diversos fenômenos físicos. Por exemplo, a energia de arco resultante
de um arco desenvolvido em qualquer fluido isolante dentro do invólucro causará uma sobrepressão interna e
sobreaquecimento local que resultará em esforço mecânico e térmico do equipamento. Além disso, os materiais
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envolvidos podem produzir partículas quentes, gases ou vapores, que podem ser arremessados para fora do
invólucro.

A Classificação de Arco Interno IAC leva em conta a sobrepressão interna que age nos fechamentos, portas,
janelas de inspeção, aberturas de ventilação etc. Também considera os efeitos térmicos do arco, sua origem no
invólucro, a expulsão de gases quentes e partículas incandescentes, mas não o dano à divisão interna e os
obturadores que não são acessíveis em condições normais de operação.

NOTA Influências de arco interno entre compartimentos ainda não são cobertas por esta Norma.

O ensaio de arco interno descrito abaixo pretende verificar a eficácia do projeto para proteção de pessoas no caso
de um arco interno. Não cobre todos os efeitos que podem constituir um perigo, como a presença de gases com
características tóxicas potenciais que podem estar presentes após a falha. Deste ponto de vista, evacuação
imediata e ventilação adicional da sala, antes de retornar ao local, são requeridas.

O perigo de propagação de fogo depois de um arco interno para os materiais combustíveis ou equipamento
colocados na proximidade do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico não é contemplado por este
ensaio.

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A.2 Tipos de acessibilidade


a) Conjunto de manobra e controle em invólucro metálico, exceto montado em poste

Uma distinção é feita entre dois tipos de acessibilidade ao conjunto de manobra e controle em invólucro
metálico possíveis no local de instalação, que são:

Tipo de acessibilidade A: restrito somente ao pessoal autorizado.

Tipo de acessibilidade B: acessibilidade irrestrita, incluindo público geral.

Correspondente a estes dois tipos de acessibilidade, são descritas duas condições de ensaio diferentes
na seção A.3.

O conjunto de manobra e controle em invólucro metálico pode ter tipos diferentes de acessibilidade nos
vários lados de seu invólucro.

Para os propósitos de identificação dos diferentes lados do invólucro (ver A.7 e A.8), o código seguinte deve
ser usado:

F Frontal

L Lateral

R Posterior

A face frontal deve ser claramente indicada pelo fabricante.

b) Conjunto de manobra e controle em invólucro metálico montado em poste

Tipo de acessibilidade C: acessibilidade restrita por instalação fora de alcance.

A altura admissível mínima da instalação deve ser declarada pelo fabricante.


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A.3 Arranjos de ensaio

A.3.1 Generalidades

Os pontos seguintes devem ser observados:

A amostra de ensaio deve ser completamente equipada. É permitido utilizar modelos de tamanho real de
componentes internos, contanto que eles tenham o mesmo volume e material externo aos do original e não
afetem os circuitos principal e de aterramento.

Cada compartimento de uma unidade funcional, contendo um componente do circuito principal, deve ser
ensaiado. No caso de conjunto de manobra e controle que consiste em unidades independentes extensíveis
(modulares), a amostra de ensaio deve consistir em duas unidades conectadas juntas como em serviço. O
ensaio deve ser realizado pelo menos em todos os compartimentos da extremidade do conjunto de manobra e
controle adjacente aos indicadores. Porém, se houver uma diferença significativa (a ser declarada pelo
fabricante) em resistência entre o lado de acoplamento das unidades adjacentes e o lado que forma a
extremidade de um conjunto de manobra e controle, devem ser usadas três unidades e o ensaio dos
compartimentos diferentes repetido na unidade central.

NOTA Uma unidade independente é um conjunto que pode conter dentro um invólucro comum ou mais unidades
funcionais na horizontal ou vertical (fileira).

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No caso de equipamento montado em poste, a amostra de ensaio deve ser montada como em serviço à
altura mínima declarada pelo fabricante. Se houver uma caixa de controle e/ou ligação elétrica/mecânica à
base do poste, então estas devem ser instaladas.

Quando a amostra de ensaio é aterrada, isto deve ser no ponto previsto.

Os ensaios devem ser realizados em compartimentos não submetidos previamente ao arco, ou, se
submetidos, em uma condição que não afete o resultado do ensaio.

No caso de compartimentos preenchidos com fluido (diferente de SF6), o ensaio deve ser realizado com o
fluido original em suas condições nominais de preenchimento (± 10 %). É permitido substituir o SF6 por ar em
suas condições nominais de preenchimento (± 10 %).

NOTA Se o ensaio for realizado com ar em vez de SF6, a elevação de pressão é diferente.

A.3.2 Simulação da sala

a) Conjunto de manobra e controle em invólucro metálico para aplicação interna.

A sala deve ser representada por um piso, teto e duas paredes perpendiculares uma à outra. Onde apropriado,
modo de acesso de cabo simulado e/ou dutos de exaustão também devem ser construídos.

Teto

A menos que o fabricante declare um espaço livre mínimo, o teto deve ser colocado a uma distância de
600 mm ± 100 mm da parte superior da amostra de ensaio. Porém, o teto deve ser colocado a uma distância
mínima de 2 m do piso. Isto é aplicável para amostras de ensaio com altura inferior a 1,5 m.

O fabricante pode realizar um ensaio adicional com espaço livre menor para o teto, para avaliar o critério para
condições de instalação.

Parede lateral
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A parede lateral deve ser colocada a 100 mm ± 30 mm da lateral da amostra de ensaio. Um espaço livre
menor pode ser escolhido, contanto que possa ser demonstrado que qualquer deformação permanente da
lateral da amostra de ensaio não é influenciada pela parede.

O fabricante pode realizar um ensaio adicional com espaço livre maior para a parede lateral para avaliar o
critério para condições de instalação.

Parede posterior

A parede posterior deve ser colocada como segue, dependendo do tipo de acessibilidade:

Face posterior não acessível

A menos que o fabricante declare um espaço livre mínimo, a parede deve permitir um espaço livre até a
parte posterior da amostra de ensaio de 100 mm ± 30 mm. Um espaço livre menor pode ser escolhido,
contanto que possa ser demonstrado que qualquer deformação permanente do lado posterior da amostra de
ensaio não é influenciada pela parede.

Este arranjo de ensaio é considerado válido para uma instalação montada mais próxima à parede que o
arranjo de ensaio, desde que duas condições adicionais sejam alcançadas (ver A.6, critério nº 1).

Se estas condições não puderem ser demonstradas, ou o fabricante requerer qualificação direta de
um projeto de parede montada, um ensaio específico sem espaço livre para a parede traseira deve ser
realizado. Porém, não deve ser estendida a validade de tal ensaio a qualquer outra condição de instalação.

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Quando o ensaio for realizado em qualquer espaço livre maior para a parede posterior, como indicado pelo
fabricante, este espaço livre deve ser declarado como um mínimo admissível para os procedimentos de
instalação. Os procedimentos também devem incluir a obrigação de se adotarem medidas que previnam as
pessoas de entrarem naquela área.

Face posterior acessível

A parede posterior deve deixar um espaço livre padrão de 800 mm ( 0"100 mm) do lado posterior da amostra de
ensaio.

Um ensaio adicional pode ser realizado com espaço livre menor, para provar a capacidade do conjunto de
manobra e controle de operar corretamente quando uma sala reduzida está disponível (por exemplo, para
justificar a instalação perto de uma parede, em um arranjo de não acessibilidade posterior).

Quando o ensaio for realizado em qualquer espaço livre maior para a parede posterior, como declarado pelo
fabricante, este espaço livre deve ser declarado como um mínimo admissível para os procedimentos de
instalação.

Caso especial, uso de dutos de exaustão

Se o fabricante declarar que o projeto requer que o modo de acesso de cabo e/ou qualquer outro duto de
exaustão precisa ser usado para evacuar gases gerados durante o arco interno, as dimensões transversais
mínimas deles, localização e características de saída (aba ou grade, com as suas características) devem ser
declaradas pelo fabricante. O ensaio deve ser realizado com simulação de tais dutos de exaustão.
A extremidade de saída dos dutos de exaustão deve estar pelo menos a 2 m de distância do conjunto de
manobra e controle ensaiado.

NOTA Os possíveis efeitos de gases quentes fora da sala que contém o conjunto de manobra e controle não são
contemplados por esta Norma.

b) Conjunto de manobra e controle em invólucro metálico para uso externo

Não são requeridos nem teto nem paredes, se for declarada acessibilidade por todos os lados (F, L, R).
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Uma simulação das formas de acesso de cabo deve ser construída, se necessário, como indicado acima.

Do ponto de vista de arco interno, um conjunto de manobra e controle em invólucro metálico que passa
no ensaio para aplicação interna é considerado válido para aplicação externa com os mesmos requisitos de
acessibilidade.

Em casos onde o conjunto de manobra e controle para aplicação externa é previsto para ser colocado
debaixo de um abrigo (por exemplo, para proteção contra chuva) que está a menos de 1,5 m do conjunto de
manobra e controle, um teto correspondente deve ser considerado.

A.3.3 Indicadores (para avaliar os efeitos térmicos dos gases)

A.3.3.1 Generalidades

Os indicadores são pedaços de tecido de algodão preto, dispostos de tal maneira que as suas extremidades
cortadas não apontem na direção da amostra de ensaio.

Cretone preto (tecido de algodão de aproximadamente 150 g/m2) ou cambraia de linho preto com entretela de
algodão (aproximadamente 40 g/m2) deve ser usado para indicadores, dependendo da condição de acessibilidade.

Deve ser tomado cuidado para que os indicadores verticais não possam inflamar um ao outro. Isto é alcançado
ajustando-os em uma armação de folha de aço, com uma profundidade de 2 x 30 mm ( 0# 3 mm) (ver figura A.1).

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Com os indicadores horizontais deve ser tomado cuidado para que as partículas incandescentes não se
acumulem. Isto é alcançado se os indicadores estiverem montados sem armação (ver figura A.2).

As dimensões do indicador devem ser 150 x 150 mm ( 0"15 mm).

A.3.3.2 Arranjo de indicadores

Os indicadores devem ser colocados em cada lado acessível, sobre um suporte de montagem, a distâncias que
dependem do tipo de acessibilidade.

O comprimento do suporte de montagem deve ser maior que a amostra de ensaio, considerando a possibilidade
de gases quentes que escaparem em ângulos de até 45º da superfície em ensaio. Isto significa que a armação de
montagem em cada lado, se aplicável, deve ser 100 mm mais longo que a unidade em ensaio no caso de tipo de
acessibilidade B, ou 300 mm no caso de acessibilidade tipo A, contanto que a posição da parede no arranjo da
simulação da sala não limite esta extensão.

NOTA Em todos os casos a distância dos indicadores instalados verticalmente ao conjunto de manobra e controle
é medida da superfície do invólucro, desconsiderando elementos salientes (por exemplo, alças, armação de aparelho e assim
por diante). Se a superfície do conjunto de manobra e controle não for regular, convém que os indicadores sejam colocados
para simular a posição que uma pessoa normalmente pode adotar na frente do equipamento, tão realisticamente quanto
possível, à distância indicada acima, de acordo com o tipo de acessibilidade.

a) Acessibilidade tipo A (pessoal autorizado)

Cretone preto (tecido de algodão de aproximadamente 150 g/m2) deve ser usado para os indicadores.

Os indicadores devem ser instalados verticalmente por todos os lados acessíveis do conjunto de manobra e
controle em invólucro metálico até uma altura de 2 m distribuídos uniformemente, organizados em um padrão
quadriculado, cobrindo 40-50% da área (aplicam-se as figuras A.3 e A.4).

A distância dos indicadores ao conjunto de manobra e controle deve ser 300 mm ± 15 mm.

Os indicadores também devem ser organizados horizontalmente a uma altura de 2 m acima do piso, como
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indicado nas figuras A.3 e A.4, e cobrindo toda área entre 300 mm e 800 mm do conjunto de manobra e
controle em invólucro metálico. Quando o teto é colocado a uma altura de 2 m acima do piso (aplica-se a
alínea a) de A.3.2), nenhum indicador horizontal é requerido. Os indicadores devem ser distribuídos
uniformemente, organizados em um padrão quadriculado, cobrindo 40-50% da área (aplicam-se
as figuras A.3 e A.4).

b) Acessibilidade tipo B (público em geral)

Cambraia de linho preto com entretela de algodão (aproximadamente 40 g/m2) deve ser usada para
indicadores.

Os indicadores devem ser instalados verticalmente por todos os lados acessíveis do conjunto de manobra e
controle em invólucro metálico até 2 m acima do piso. Se a altura real da amostra for inferior a 1,9 m, os
indicadores verticais devem ser instalados até uma altura de 100 mm superior à da amostra de ensaio.

Os indicadores devem ser distribuídos uniformemente, organizados em um padrão quadriculado, cobrindo


40-50% da área (aplicam-se as figuras A.3 e A.5).

A distância dos indicadores ao conjunto de manobra e controle deve ser 100 mm ± 5 mm.

Os indicadores também devem ser organizados horizontalmente a uma altura acima do piso, como indicado
na figura A.5, e cobrindo toda área entre 100 mm e 800 mm do conjunto de manobra e controle em invólucro
metálico. Se a amostra de ensaio for menor que 2 m, os indicadores devem ser colocados diretamente no
topo das coberturas como para os lados acessíveis, a uma distância de 100 mm ± 5 mm (ver figura A.6).

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Eles devem ser distribuídos uniformemente, organizados em um padrão quadriculado, cobrindo 40-50% da
área (ver figuras A.5 e A.6).

c) Condição especial de acessibilidade

Cambraia de linho preto com entretela de algodão (aproximadamente 40 g/m2) deve ser usada para
indicadores.

Quando a operação normal exige que pessoas permaneçam ou caminhem no equipamento, devem ser
colocados indicadores horizontais sobre a superfície acessível superior, como descrito na figura A.6,
qualquer que seja a altura do conjunto de manobra e controle.

d) Acessibilidade tipo C – Equipamento montado em poste

Cambraia de linho preto com entretela de algodão (aproximadamente 40 g/m2) deve ser usada para
indicadores.

Os indicadores devem ser organizados horizontalmente, a uma altura de 2 m, cobrindo toda área de 3 x 3 m2,
e centrados ao redor do poste. Eles devem ser distribuídos uniformemente, organizados em um
padrão quadriculado, cobrindo 40-50% da área (ver figura A.7).

A.4 Corrente e tensão aplicadas

A.4.1 Generalidades

Os ensaios em conjunto de manobra e controle em invólucro metálico devem ser realizados em circuito trifásico
(para sistemas trifásicos). A corrente de curto-circuito aplicada durante o ensaio corresponde à corrente suportável
nominal de curta duração. Pode ser inferior, se especificado pelo fabricante.

Um ensaio realizado a uma determinada tensão, corrente e duração é geralmente válido para todos os valores
inferiores de corrente, tensão e duração.
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NOTA Um nível de corrente inferior pode influenciar o comportamento dos dispositivos de alívio de pressão e o
desempenho de perfuração. Para os níveis de corrente de curto-circuito inferiores ao ensaiado, convém que seja tomado
cuidado na interpretação dos resultados.

A.4.2 Tensão

Convém que a tensão aplicada do circuito de ensaio seja igual à tensão nominal do conjunto de manobra e
controle em invólucro metálico. Se a capacidade da instalação de ensaio não permitir isto, uma tensão mais baixa
pode ser escolhida, contanto que as condições seguintes sejam alcançadas durante o ensaio:

a) o valor real da corrente eficaz como calculado por um dispositivo registrador digital satisfaz os requisitos da
corrente de A.4.3;

b) o arco não é extinguido prematuramente em quaisquer das fases nas quais foi iniciado.

A.4.3 Corrente

A.4.3.1 Componente c.a.

A corrente de curto-circuito para a qual o conjunto de manobra e controle em invólucro metálico é especificado
"5
com respeito à formação de arco deve ser fixada dentro de uma tolerância 0 %. Se a tensão aplicada for igual à
tensão nominal, esta tolerância se aplica à corrente presumida.

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Convém que a corrente permaneça constante. Se a capacidade da instalação de ensaio não permitir isto, o ensaio
deve ser estendido até que a integral da componente c.a. da corrente iguale ao valor especificado dentro de uma
tolerância de ( 0"10 %). Neste caso, a corrente deve ser igual ao valor especificado pelo menos durante os três
primeiros meio-ciclos e não deve ser menor que 50% do valor especificado ao término do ensaio.

A.4.3.2 Corrente de crista

O momento do fechamento deve ser escolhido de forma que o valor presumido da corrente de crista, com
uma tolerância de ( 0"5 %), circulando em um das fases externas, seja 2,5 vezes (para freqüências até 50 Hz)
ou 2,6 vezes (para 60 Hz) o valor eficaz da componente c.a. definido em A.4.3.1, e de forma que a maior
alternância ocorra na outra fase externa. Se a tensão for inferior à tensão nominal, o valor de crista da corrente de
curto-circuito para o conjunto de manobra e controle em invólucro metálico sob ensaio não deve ser inferior a 90%
do valor de crista nominal.

NOTA Para valores mais altos de constantes de tempo c.c. da rede de alimentação, convém que um valor uniforme de
2,7 vezes o valor eficaz da componente c.a. seja usado como um valor nominal para aplicações de 50 Hz e 60 Hz.

No caso de um arco iniciando em duas fases, o momento do fechamento deve ser escolhido para prover o máximo
possível da componente c.c.

A.4.4 Freqüência

Para uma freqüência nominal de 50 Hz ou 60 Hz, a freqüência no início do ensaio deve estar entre 48 Hz e 62 Hz.
Para outras freqüências não deve divergir do valor nominal de ± 10%.

Quando a operação de dispositivos de proteção de rápida ação é dependente da freqüência, o ensaio deve ser
realizado com a freqüência nominal destes dispositivos ± 10%.

A.4.5 Duração do ensaio

A duração do ensaio deve ser declarada pelo fabricante. Os valores-padrão recomendados são 1 s, 0,5 s e 0,1 s.
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NOTA Em geral não é possível calcular a duração de arco permissível por uma corrente que difere daquela usada no
ensaio. A pressão máxima durante o ensaio geralmente não diminuirá com um tempo de arco menor e não há uma regra
universal conforme a qual a duração de arco permissível pode ser aumentada com uma corrente de ensaio mais baixa.

A.5 Procedimento de ensaio

A.5.1 Circuito de alimentação

Se aplicável, o circuito de alimentação deve ser trifásico, com exceção dos ensaios em conjunto de manobra e
controle com fases segregadas, se nenhuma influência mútua entre os compartimentos de fases segregadas
for provável. O ponto neutro do circuito de alimentação pode ser isolado ou aterrado por uma impedância, de tal
maneira que a corrente de terra máxima seja menor que 100 A. Nesta situação, o arranjo cobre todas as situações
de configuração do neutro.

NOTA 1 As falhas de arco interno com um neutro diretamente aterrado são menos severas.

Quando o ensaio é realizado em parte do conjunto de manobra e controle onde as fases são segregadas,
o circuito de alimentação deve ser monofásico com um dos terminais aterrado. A corrente de ensaio deve ser igual
ao valor trifásico declarado em A.4.3.1.

Devem ser tomados cuidados para que as conexões não alterem as condições de ensaio.

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O sentido da alimentação deve ser como segue:

para o compartimento de cabos: alimentação pelo barramento, através do dispositivo de manobra principal;

para o compartimento de barramentos: as conexões de alimentação não devem introduzir nenhuma abertura
no compartimento sob ensaio. A alimentação deve ser realizada por uma barreira, se barreiras forem
instaladas para criar compartimentos de barramentos separados entre as unidades funcionais, ou pelo
dispositivo de manobra principal localizado em uma extremidade do dispositivo de manobra e controle, se o
compartimento de barramentos for comum para todo o dispositivo de manobra e controle;

NOTA 2 Em caso de projetos não simétricos de compartimento de barramentos, convém que a iniciação de arco interno
mais severo seja considerada, com respeito à energia de arco e perfuração.

para o compartimento de dispositivo de manobra principal: alimentação pelos barramentos, com o dispositivo
na posição fechada;

para um compartimento contendo vários componentes de circuito principal: alimentação por


um jogo disponível de buchas de passagem, com todos os dispositivos de ligação na posição fechada, com
exceção das chaves de aterramento, se tiver, que devem estar na posição aberta.

A.5.2 Iniciação de arco

O arco deve ser iniciado entre todas as fases por meio de um fio metálico de cerca de 0,5 mm de diâmetro ou,
no caso de condutores de fase segregadas, entre uma fase e terra.

O ponto de iniciação deve ser localizado no ponto acessível mais distante da alimentação, dentro do
compartimento em ensaio.

Em unidades funcionais onde as partes vivas são cobertas por material isolante sólido, o arco deve ser iniciado
entre duas fases adjacentes com um valor de corrente de 87% da corrente nominal ou, no caso de condutores de
fases segregadas, entre uma fase e terra, nos seguintes locais:

a) nos espaços ou superfícies de junção entre o isolamento de partes de isolamento embutido;


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b) por perfuração em junções isoladas realizadas no local quando as partes isolantes pré-fabricadas
não são usadas.

Com exceção do caso b), o isolamento sólido não deve ser perfurado. O circuito de alimentação deve ser trifásico
para permitir que a falha se torne trifásica (se aplicável).

A.5.2.1 Compartimentos de cabos com conectores de encaixe ou de isolação sólida realizada no local

Para compartimentos de cabos em que as conexões sempre são realizadas com conectores de encaixe, blindados
ou não, ou de isolação sólida realizada no local, as duas fases sob ensaio devem ser instaladas com conectores
sem isolação. A terceira fase deve ser instalada com um conector de encaixe como pode ser usado em serviço,
apta a ser energizada.

NOTA A experiência mostra que a falha geralmente não evolui para uma falha trifásica; então, a escolha de instalar a
terceira fase não é crítica.

Em todos estes casos de falta fase-fase, a corrente de ensaio deve ser a corrente de falta fase-fase do circuito de
alimentação trifásica definida de acordo com A.4.3. Isso significa que o valor da corrente real, a menos que a falta
evolua para uma falta trifásica, é reduzido a aproximadamente 0,87% da corrente suportável de arco interno
especificada.

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Em redes solidamente aterradas (neutro não flutuante), ou em redes com proteção de falta a terra, a corrente de
curto-circuito de uma fase para terra, que geralmente é inferior à corrente de falta possível entre duas fases, é
eliminada rapidamente. Para dispositivo de manobra e controle, previsto somente para este uso restrito, é
aceitável realizar o ensaio correspondente, ao invés do ensaio de duas fases como descrito acima. O arco é então
iniciado entre uma fase e terra, contanto que as outras fases estejam energizadas para permitir que o arco se
torne trifásico. Como a corrente admissível de arco interno especificada, o valor monofásico ensaiado se aplica.

A.6 Critérios de aceitação


O dispositivo de manobra e controle em invólucro metálico é qualificado como classificação IAC (de acordo com
o tipo de acessibilidade pertinente), se os critérios seguintes forem alcançados.

Critério Nº 1

As portas e fechamentos corretamente travadas não se abrem. As deformações são aceitas, contanto que
nenhuma parte venha até a posição dos indicadores ou das paredes (o que estiver mais próximo) em todo lado.
O conjunto de manobra e controle não precisa satisfazer seu índice de proteção IP depois do ensaio.

Para estender o critério de aceitação para uma instalação montada mais próxima à parede que o ensaiado
(ver a alínea a) de A.3.2), duas condições adicionais devem ser satisfeitas:

a deformação permanente é menor que a distância pretendida à parede;

os gases de exaustão não são dirigidos para a parede.

Critério Nº 2

Não ocorre qualquer fragmentação do invólucro dentro do tempo especificado para o ensaio.

Projeções de partes pequenas, até uma massa individual de 60 g, são aceitas.

Critério Nº 3
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O arco não causa aberturas nos lados acessíveis até uma altura de 2 m.

Critério Nº 4

Os indicadores não inflamam devido ao efeito de gases quentes.

Se eles começarem a queimar durante o ensaio, o critério de avaliação pode ser considerado satisfatório, se for
estabelecida a prova do fato de que a ignição foi causada pelas partículas incandescentes e não pelos gases
quentes. Fotografias tiradas por máquinas fotográficas de alta velocidade, vídeo ou qualquer
outro meio apropriado podem ser usadas pelo laboratório de ensaio para estabelecer evidência.

Indicadores queimados resultantes da queima de pintura ou adesivos também são excluídos.

Critério Nº 5

O invólucro permanece conectado ao seu ponto de aterramento. Uma inspeção visual é geralmente suficiente para
avaliar a conformidade. Em caso de dúvida, a continuidade da conexão de aterramento deve ser verificada
(ver 6.6, alínea b).

A.7 Relatório de ensaio


As informações seguintes devem ser fornecidas no relatório de ensaio.

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Características nominais e descrição da unidade de ensaio com um desenho que mostre as dimensões
principais, os detalhes pertinentes da resistência mecânica, o arranjo das tampas de alívio de pressão e o
método de fixação do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico ao piso e/ou às paredes. Para
conjunto de manobra e controle em invólucro metálico montado em poste, as características do poste com o
método de fixação dele devem ser fornecidos.

Arranjo das conexões de ensaio.

Ponto e método de iniciação da falta interna.

Desenhos de arranjo de ensaio (simulação de sala, amostra de ensaio e armação de montagem dos
indicadores) com respeito ao tipo de acessibilidade (A, B ou C), lado (F, L ou R) e condições de instalação.

Tensão aplicada e freqüência.

Para a corrente presumida ou de ensaio:

a) valor eficaz da componente c.a. durante os três primeiros meio-ciclos;

b) valor de crista mais alto;

c) valor médio da componente c.a. sobre a duração real do ensaio;

d) duração do ensaio.

Registro(s) oscilográfico(s) mostrando as correntes e as tensões.

Avaliação dos resultados de ensaio, inclusive um registro das observações conforme A.6.

Fotografias do objeto em ensaio, antes e depois do ensaio.

Outras observações pertinentes.


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A.8 Designação de classificação IAC


No caso onde a classificação IAC é demonstrada pelos ensaios, de acordo com 6.106, o conjunto de manobra e
controle em invólucro metálico é designado como segue.

Geral: classificação IAC (iniciais de Internal Arc Classified - Arco Interno Classificado)

Acessibilidade: A, B ou C (de acordo com A.2)

Valores de ensaio: corrente de ensaio em quiloamperes (kA) e duração em segundos (s).

Esta designação deve ser incluída na placa de identificação (ver 5.10)

Exemplo 1: Um conjunto de manobra e controle em invólucro metálico ensaiado para uma corrente de
falta (eficaz) de 12,5 kA, durante 0,5 s, previsto para ser instalado em um local de acessibilidade pública e
ensaiado com indicadores colocados no lado da frente, lateral e posterior, é designado como segue:

Classificação IAC BFLR

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Arco interno: 12,5 kA 0,5 s

Exemplo 2: Um conjunto de manobra e controle em invólucro metálico ensaiado para uma corrente de
falta (eficaz) de 16 kA, durante 1 s, previsto para ser instalado nas seguintes condições:

frente: acessibilidade pública

posterior: restrito aos operadores

lateral: não acessível

é designado como segue:

classificação IAC BF-AR

arco interno 16 kA 1 s.
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Dimensões em milímetros

Figura A.1 — Armação de montagem para indicadores verticais

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Figura A.2 — Indicador horizontal


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Legenda

h altura do equipamento

i posição de indicadores

Figura A.3 — Posição dos indicadores

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Dimensões em milímetros

Figura A.4 — Simulação da sala e posição dos indicadores para acessibilidade A,


unidade funcional a 1,5 m ou acima

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Dimensões em milímetros

Figura A.5 — Simulação da sala e posição dos indicadores para acessibilidade B,


unidade funcional acima de 2 m de altura

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Dimensões em milímetros

Figura A.6 — Simulação da sala e posição dos indicadores para acessibilidade B,


unidade funcional abaixo de 2 m

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Dimensões em milímetros

Figura A.7 — Arranjo de ensaio para conjunto de manobra e controle montado em poste

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Anexo B
(normativo)

Medição de descargas parciais

B.1 Generalidades
A medição de descargas parciais é um meio adequado para detectar certos defeitos no equipamento sob ensaio e
é um complemento útil aos ensaios dielétricos. A experiência mostra que descargas parciais podem, em arranjos
particulares, conduzir a uma degradação progressiva na rigidez dielétrica da isolação, especialmente de isolantes
sólidos e dos compartimentos preenchidos com fluido.

Por outro lado, ainda não é possível estabelecer uma relação segura entre os resultados de medição de
descargas parciais e a expectativa de vida do equipamento, devido à complexidade dos sistemas de isolação
usados em conjunto de manobra e controle em invólucro metálico.

B.2 Aplicação
A medição de descargas parciais pode ser apropriada para conjunto de manobra e controle em invólucro metálico,
se forem usados materiais isolantes orgânicos e forem recomendados para compartimentos preenchidos
com fluido.

Devido às variações de projeto, não pode ser dada uma especificação geral para o objeto de ensaio.
Em geral, convém que o objeto de ensaio consista em conjuntos ou subconjuntos com fadiga dielétrica que sejam
idênticas àquelas que aconteceriam no conjunto completo do equipamento.

NOTA 1 Os objetos de ensaio que consistem em um conjunto completo são preferíveis. No caso de projeto de conjunto de
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manobra e controle integrado, especialmente onde várias partes vivas e conexões são embutidas em isolante sólido,
os ensaios necessariamente são realizados em um conjunto completo.

NOTA 2 No caso de projetos que consistem em uma combinação de componentes convencionais


(por exemplo, transformadores de medida, buchas de passagem) que podem ser ensaiados separadamente conforme
as suas normas pertinentes, o propósito deste ensaio de descargas parciais é verificar o arranjo dos componentes no conjunto.

Por razões técnicas e econômicas, é recomendado que os ensaios de descargas parciais sejam realizados nos
mesmos conjuntos ou subconjuntos como são usados para os ensaios dielétricos obrigatórios.

NOTA 3 Este ensaio pode ser realizado em conjuntos ou subconjuntos. Devem ser tomados cuidados para que
descargas parciais externas não afetem a medição.

Os critérios a serem considerados na decisão da necessidade de um ensaio de descargas parciais são, por
exemplo:

a) a experiência prática em serviço inclusive os resultados de tais ensaios sobre um período de produção;

b) o valor da intensidade de campo elétrica na área mais altamente solicitada do isolamento sólido;

c) o tipo de material isolante usado no equipamento como parte do isolamento principal.

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B.3 Circuitos de ensaio e instrumentos de medição


Se os ensaios de descargas parciais forem realizados, eles devem estar em conformidade com a IEC 60270.

O equipamento trifásico é ensaiado em um circuito de ensaio monofásico ou em um circuito de ensaio trifásico


(ver tabela B.1).

a) Circuito de ensaio monofásico

Procedimento A

A ser utilizado como um método geral para equipamento projetado para uso em sistemas com ou
sem neutro aterrado solidamente.

Para medição da quantidade de descargas parciais, cada fase deve ser conectada sucessivamente à fonte
de tensão de ensaio, às outras duas fases e a todas as partes aterradas em serviço sendo aterradas.

Procedimento B

A ser utilizado exclusivamente para equipamento projetado para uso em sistemas com neutro aterrado
solidamente.

Para medição da quantidade de descargas parciais, dois arranjos de ensaio devem ser usados.

Inicialmente, devem ser realizadas medições a uma tensão de ensaio de 1,1 Ur (Ur é a tensão nominal).
Cada fase deve ser conectada sucessivamente à fonte tensão de ensaio e às outras duas fases sendo
aterradas. É necessário isolar ou remover todas as partes metálicas normalmente aterradas em serviço.

Uma medição adicional deve ser realizada a uma tensão de ensaio reduzida de 1,1 Ur / 3 , durante a qual
as partes que são aterradas em serviço são aterradas e as três fases ligadas entre si conectadas à fonte
de tensão de ensaio.

b) Circuito de ensaio trifásico


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Quando estão disponíveis meios de ensaio satisfatórios, os ensaios de descargas parciais podem ser
realizados em um arranjo trifásico.

Neste caso, é recomendado usar três capacitores de acoplamento conectados como mostrado na figura B.1.
Um detector de descargas pode ser usado, o qual é conectado sucessivamente às três impedâncias de
medição.

Para calibração do detector em uma posição de medição do arranjo trifásico, pulsos de corrente de pequena
duração de carga conhecida são injetados entre cada uma das fases por vez, por um lado, e a terra
e as outras duas fases, por outro lado. A calibração que dá a mais baixa deflexão é usada para a
determinação da quantidade de descargas.

No caso de equipamento projetado para uso em sistemas sem neutro solidamente aterrado, deve ser
realizado um ensaio adicional (só como ensaio de tipo). Para este ensaio, cada fase do objeto de ensaio
e a fase correspondente da fonte de tensão devem ser sucessivamente aterradas (ver figura B2).

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B.4 Procedimento de ensaio

A tensão aplicada à freqüência industrial é elevada a um valor de pelo menos 1,3 Ur ou 1,3 Ur / 3 , conforme
o circuito de ensaio (ver tabela B.1), e mantida neste valor por pelo menos 10 s 2). As descargas parciais ocorridas
durante este período devem ser desconsideradas.

A tensão é então diminuída sem interrupção a 1,1 Ur ou 1,1 Ur / 3 , de acordo com o circuito de ensaio, e a
quantidade de descargas parciais é medida nesta tensão de ensaio (ver tabela B.1).

Até onde possível, com respeito ao nível de ruído de fundo real, convém que sejam registradas as tensões do
princípio e da extinção das descargas parciais como informação adicional.

Em geral, convém que os ensaios em conjuntos ou subconjuntos sejam realizados com os dispositivos de
manobra na posição fechada. No caso de secionadores onde a deterioração do isolamento entre os contatos
abertos pelas descargas parciais é perceptível, convém que seja realizada medição adicional de descargas
parciais com o secionador na posição aberta.

Para equipamento preenchido com fluido, os ensaios devem ser realizados ao nível funcional mínimo ou ao nível
de prepreenchimento nominal, o que for mais severo. Para os ensaios de rotina deve ser aplicado o nível de
prepreenchimento nominal.

B.5 Quantidade de descargas parciais máxima permissível


A quantidade de descargas parciais recomendada é a carga aparente que normalmente é expressa em
picocoulombs (pC).

A quantidade de descargas parciais máxima permissível a 1,1 Ur e/ou 1,1 Ur / 3 deve ser acordada entre o
fabricante e o usuário.

Para isolação sólida, os limites aceitáveis podem ser 10 pC a 1,1 Ur de tensão fase-fase (a 1,1 Ur/ 3 de tensão
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fase-terra) e para sistemas sem neutro aterrado solidamente também 100 pC a 1,1 Ur de tensão fase-terra.

NOTA Os valores-limite da quantidade de descargas parciais não são especificados até que informações adicionais
comprovadas estejam disponíveis. Os componentes do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico podem usar uma
ou mais tecnologias diferentes (por exemplo, isolação sólida, gasoso ou fluido), cada uma com requisitos diferentes.
Portanto, seria muito difícil e controverso prescrever níveis máximos aceitáveis para aplicação geral de um conjunto completo
ou parcial. Por enquanto, estes valores permanecem sob a responsabilidade do fabricante ou, no caso de ensaios de aceitação,
estão sujeitos a um acordo entre o fabricante e o usuário.

2) Alternativamente, o ensaio descargas parciais pode ser realizado enquanto a tensão decresce depois dos ensaios de tensão
à freqüência industrial.

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Tabela B.1 – Circuitos e procedimentos de ensaio

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Legenda
N conexão de neutro
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E conexão de terra
L1, L2, L3 terminais para conexão da fonte de tensão trifásica
Z1, Z2, Z3 impedâncias do circuito de ensaio
Ck capacitor de acoplamento
Zm impedância de medição
D detector de descargas parciais

Figura B.1 — Circuito de ensaio de descargas parciais (arranjo trifásico)

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Legenda
E conexão de terra
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L1, L2, L3 terminais para conexão da fonte de tensão trifásica


Z1, Z2, Z3 impedâncias do circuito de ensaio
Ck capacitor de acoplamento
Zm impedância de medição
D detector de descargas parciais

Figura B.2 —Circuito de ensaio de descargas parciais (sistema sem neutro aterrado)

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Anexo C
(informativo)

Notas explicativas

C.1 Mudanças nas classificações, comparadas com a terceira edição (1990)


da IEC 60298
Explicação relativa às mudanças nas classificações, comparadas com a terceira edição da IEC 60298 (1990),
referida como "norma anterior", e outras práticas atuais.

Na terceira edição da IEC 60298, foram definidas três classes:

a) blindado;

b) compartimentado;

c) cubículo.

Foi considerado que estas classificações não eram mais suficientes pelas seguintes razões principais.

A norma anterior foi escrita predominantemente com base em invólucros padrões extraíveis isolados a ar.
As tendências modernas para padrões fixos e equipamento GIS precisavam ser representadas.

A norma anterior classificava o conjunto de manobra e controle com base em três projetos que fornecia
três níveis diferentes de funcionalidade em lugar de se basear na funcionalidade propriamente dita.

Nesta revisão, a classificação está baseada em uma função particular a realizar para manter a alimentação do
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cliente, isto é: na capacidade para manter algum nível de Continuidade de Serviço de um conjunto de manobra e
controle enquanto um compartimento é acessado.

A classe “Cubículo" foi utilizada para cobrir vários tipos de equipamento, cada um tendo distinta e presente
necessidade de mercado em termo de nível exigido de Continuidade de Serviço.

Diferenças entre as definições da IEC e do IEEE tornaram difícil a harmonização.


Tabela C.1 — Comparação da definição da IEC e do IEEE de blindado
IEC 60298 (1990) IEEE C 37.20.2
3 compartimentos 3 compartimentos
Permitido CB fixo Somente CB extraível
Permitido condutores nus Condutores primários cobertos por material isolante
Transformador com dispositivo-fusível e partes extraíveis
PT e CPT em compartimento próprio
Barreiras da barra principal (por painel)
CB = disjuntor, PT = transformador de potencial, CT = transformador de corrente, CPT = transformador de força de comando

A nova versão trata destes pontos e está baseada na funcionalidade em lugar de projeto e características de
construção.
Em particular, uma nova classificação é proposta, baseada na capacidade de manter algum nível de Continuidade
de Serviço de um conjunto de manobra e controle enquanto um compartimento é acessado. Além disso, foi
introduzida uma classificação relacionada à segurança de pessoal no caso de arco interno. Isto é resumido na
tabela C.2.

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Tabela C.2 — Classificação relacionada à segurança de pessoal no caso de arco interno

Tipos de compartimentos relativos à acessibilidade Características


Compartimento acessível Compartimento acessível baseado em Nenhuma ferramenta para abrir –
ao operador intertravamento Intertravamento permitindo acesso
Previsto para ser aberto durante somente quando as partes de alta-tensão
operação normal de inspeção e estiverem desenergizadas e aterradas
manutenção
Compartimento acessível baseado em Nenhuma ferramenta para abrir – Meios
procedimento de travamento vinculados a
Previsto para ser aberto durante procedimentos de inspeção, permitindo
operação normal de inspeção e acesso somente quando as partes de
manutenção alta-tensão estiverem desenergizadas e
aterradas
Compartimento acessível Compartimento acessível baseado em Necessita de ferramenta para abertura.
especial ferramenta. Nenhuma provisão específica para tratar
Possível para o usuário abrir, mas não de procedimento de acesso
previsto para ser aberto durante Procedimentos especiais podem ser
operação normal de inspeção e requeridos para manter os desempenhos
manutenção
Compartimento não Impossível de ser aberto pelo usuário A abertura danifica o compartimento ou
acessível (não previsto para ser aberto) uma informação clara deve ser fornecida
ao usuário. Acessibilidade não pertinente

Categoria do conjunto de manobra relativo à perda de Características


continuidade quando da abertura do compartimento acessível
LSC1 Outras unidades funcionais ou algumas
delas devem ser desconectadas
LSC2 LSC2A Outras unidades funcionais podem ser
energizadas
LSC2B Outras unidades funcionais e todos os
compartimentos de cabos podem
permanecer energizadas
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Classificação do conjunto de manobra relativo à natureza da


barreira entre as partes vivas e o compartimento acessível Características
aberto
PM Obturadores e divisórias metálicas entre
as partes vivas e o compartimento aberto
– (mantida a condição de invólucro
metálico)
PI Isolantes cobertos descontínuos em
divisórias/obturadoes metálicos entre as
partes vivas e o compartimento aberto

Classificação do conjunto de manobra relativo aos riscos


mecânicos, elétricos e de fogo no caso de arco interno durante a Características
operação normal
IAC Nenhuma projeção de partes
Nenhuma ignição de indicadores
Invólucro permanece aterrado

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Na prática, as categorias de Perda de Continuidade de Serviço (LSC) válidas de um conjunto de manobra e


controle são: LSC1, LSC1-PM; LSC1-PI, LSC2A-PM; LSC2A-PI; LSC2B-PM; LSC2B-PI, como detalhado abaixo e
nos seguintes exemplos.

LSC: O LSC representa o nível de Perda de Continuidade de Serviço quando há um compartimento de circuito
principal aberto, isto é, até onde os barramentos/cabos podem permanecer energizados, mas não
necessariamente com corrente circulando por eles.

LSC1: O 1 denota que não há continuidade de serviço pelo menos para uma unidade funcional diferente da que
contém o compartimento de circuito principal aberto.3)

LSC2: O 2 denota que há continuidade de serviço de todas as unidades funcionais diferentes da que contém o
compartimento de circuito principal aberto.3)

LSC2A: O A denota que não há continuidade de serviço da unidade funcional que contém o compartimento de
circuito principal aberto. Esta classe pode ser alcançada com

a) uma divisória entre cada unidade funcional; e

b) com um mínimo de dois compartimentos e um ponto de desconexão por unidade funcional.

LSC2B: O B denota que a continuidade de serviço se aplica a outros compartimentos da unidade funcional que
contém o compartimento de circuito principal aberto. Esta classe pode ser alcançada com

a) uma divisória entre cada unidade funcional;

b) com um mínimo de três compartimentos e dois pontos de desconexão por unidade funcional.

LSC1-PM: O PM denota que as divisórias e os obturadores são metálicos.

LSC2B-PI: O PI denota que pelo menos uma divisória ou um obturador é isolante.

A forma recomendada para especificar ou descrever um conjunto de manobra e controle em invólucro metálico de
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acordo com a norma deve ser de cima para baixo

Funcionalidade

Que padrão é necessário (tipo de funções, fixo ou extraível, arquitetura e compartimentos necessários,
precisa de manutenção)?

Continuidade de serviço e condição para acessibilidade

Quais compartimentos não precisam ser abertos?

Eventualmente, quais compartimentos devem ser do tipo acessível? (3.107)

É necessária acessibilidade controlada, por procedimento ou baseada em ferramenta?

A continuidade de serviço (circulação de corrente) é possível em outras unidades funcionais quando um


compartimento é aberto? (categoria LSC1/2)

3) Se for o compartimento do barramento, em um equipamento de barramentos simples, que é aberto, então o compartimento
aberto está em todas as unidades funcionais naquela seção da barramentos.

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Há possibilidade para manter cabos energizados? (categoria LSC2A/B)

Eliminação de campo elétrico em compartimento aberto é necessária? (classe PM / PI)

C.2 Conjunto blindado definido pela ANSI


Conjunto de manobra blindado definido pela ANSI é, de acordo com esta Norma, classe LSC2B-PM conjunto de
manobra e controle em invólucro metálico caracterizado pelos seguintes requisitos adicionais principais.

Os dispositivos de manobra principais são partes extraíveis equipadas com dispositivos de desconexão
principais de alinhamento e junção automáticos e com circuitos de comando e auxiliares desconectáveis.

Os compartimentos separados são previstos para transformadores de potencial e transformadores de força de


comando. Os compartimentos de barramentos são divididos adicionalmente entre unidades funcionais
adjacentes horizontalmente.

Uma barreira metálica é incluída especificamente na frente da, ou uma parte da, parte extraível, para
assegurar que, quando na posição conectada, nenhuma parte de alta-tensão esteja exposta pela abertura de
uma porta.

Os condutores e as conexões do circuito principal são recobertos com material isolante resistente à chama.

Intertravamentos mecânicos são previstos para proteger os operadores contra descargas acidentais de
energia armazenada de partes extraíveis por quaisquer dos seguintes meios.

a) Intertravamentos no compartimento para impedir a retirada completa do dispositivo de manobra do


compartimento quando o mecanismo de energia armazenado estiver carregado.

b) Um dispositivo apropriado previsto para impedir a retirada completa do dispositivo de manobra até
a função de fechamento ser bloqueada.
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c) Um mecanismo previsto para descarregar automaticamente a energia armazenada antes ou durante


o processo de retirada do dispositivo de manobra do compartimento. Se a energia armazenada for
descarregada antes do dispositivo de manobra ser movido da posição conectada, um bloqueio elétrico
suplementar é exigido para prevenir recarga de energia armazenada.

Sistema de bloqueio é previsto para impedir o movimento do dispositivo de manobra extraível para a posição
inserida.

Os circuitos auxiliares são separados das partes de alta-tensão por barreiras metálicas aterradas,
com exceção dos fios de pequenos comprimentos, tais como os bornes de transformador de medida.

Os circuitos principais de todos os transformadores de potencial incluem fusíveis limitadores de corrente.


Os fusíveis do circuito principal que são previstos para proteção dos transformadores estão montados de
tal modo que eles devem ser desconectados do circuito de alta-tensão antes que o acesso possa ser obtido.
É previsto desconectar ou aterrar automaticamente o circuito de baixa tensão de transformadores de potencial
quando o circuito de alta-tensão é desconectado. É previsto aterramento do enrolamento de alta-tensão e/ou
fusível durante a operação de desconexão para dissipar cargas estáticas.

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C.3 Antiga definição de blindado pela IEC em termos das definições da IEC 62271-200
Para os seguintes projetos comumente usados, desde que as características pertinentes e os requisitos sejam
satisfeitos, as classificações anteriores podem ser relacionadas às novas.

Antigo blindado IEC com disjuntor extraível e obturadores metálicos é agora LSC2B-PM.

Antigo blindado IEC com disjuntor extraível e obturadores isolantes é agora LSC2B-PI.

Antigo compartimentado IEC com disjuntor extraível é agora LSC2B-PI.

Outros anteriores compartimentados IEC ou cubículo é LSC1; LSC2A-PI ou LSC2B-PI, dependendo de


detalhes de construção.

C.4 Exemplo de um tipo de secionador-fusível em solução modular

Legenda

1 compartimento de barramentos

2 compartimento preenchido a gás

3 divisórias metálicas

4 chave/secionador na posição
desconectada e aterrada

5 invólucro de material isolante


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6 compartimento de fusível/cabo

7 fusível

8 porta bloqueada com chaves de


aterramento

9 chave de aterramento intertravada com


chave/secionador

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Lista de compartimento Barramentos Fusível/cabo Chave


Padrão Fixo Fixo Fixo
Fixo/extraível
Tipo de acesso Baseado em ferramenta Bloqueado Não acessível
Controlado por
intertravamento
Baseado em
procedimento
Baseado em ferramenta
Não acessível

Há uma necessidade de acesso ao compartimento de fusíveis/cabo para operação normal de inspeção e


manutenção (isto é, troca de fusível), então deve ser um compartimento acessível intertravado ou baseado em
procedimento. Neste exemplo é baseado em intertravamento.

Parte do conjunto de manobra e controle que pode


permanecer energizada
Cabos da unidade funcional Todas as outras unidades
funcionais
Fusíveis/cabos Não Sim
Não aplicável: equipamento de Não aplicável: equipamento
Compartimento
Barramentos barramentos simples (ver de barramentos simples
a ser aberto
3.131.1) (ver 3.131.1)
Chave Não aplicável: não acessível Não aplicável: não acessível

Quando da abertura do compartimento de fusíveis/cabos em uma unidade funcional, todas as outras unidades
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funcionais podem permanecer energizadas e a continuidade é mantida. Porém, o cabo que corresponde ao
compartimento de fusíveis não pode permanecer energizado.

Há uma descontinuidade na divisória metálica entre o compartimento de fusíveis/cabos aberto e os barramentos


energizados, isto é, a divisória isolante do compartimento da chave.

A nova classificação é LSC2A – PI; a classificação anterior era compartimentado.

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Bibliografia

As publicações seguintes estão listadas nesta Norma para informação.

IEC 60137:1995, Insulating bushings for alternating voltages above 1000 V

IEC 60517:1990, Gas-insulated metal-enclosed switchgear for rated voltages of 72,5 kV and above 4)

IEC 60724:2000, Short-circuit temperature limits of electric cables with rated voltages of 1 kV (Um = 1,2 kV) and
3 kV (Um = 3,6 kV)

EN 50187:1996, Gas-filled compartments for a.c. switchgear and controlgear for rated voltages above 1 kV
and up to and including 52 kV

IEEE C 37.20.7:2001, IEEE Guide for Testing Medium-Voltage Metal-Enclosed Switchgear for Internal Arcing
Faults
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4) Esta publicação está em revisão e será substituída pela 62271-203 assim que estiver disponível.

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