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2ª parte da Tarefa 1 : comentário à proposta de Planificação de um Workshop

formativo de apresentação do Modelo de Auto-Avaliação elaborada pela colega


Graça Ribeiro

Gostaria de referir, antes de mais, que este comentário enferma do desconhecimento da


realidade da Escola / Biblioteca da Escola / Agrupamento de Escolas Finisterra, pelo que
traduzirá mais uma reflexão pessoal / subjectiva, assente na minha experiência e nas leituras
realizadas sobre a avaliação das BEs (no contexto desta sessão). Ainda assim, procurarei na
proposta em análise encontrar dois pontos fortes e dois constrangimentos inerentes ao sucesso
do Workshop formativo desenhado pela colega Graça Ribeiro.

Pontos fortes:

- Objectivos / conteúdos programáticos apresentados


Os objectivos elencados para esta acção afiguram-se, todos eles, de extrema
pertinência, uma vez que contextualizam o Modelo de Avaliação da BE num âmbito mais
lato de mudança de paradigma e da importância que esta deve assumir nas
aprendizagens dos alunos.
Os conteúdos do programa estão em consonância com os objectivos
delineados, permitindo uma cobertura completa daquilo que, quanto a mim, deve ser
dado a conhecer aos destinatários da acção e que vai legitimar as práticas da Biblioteca
Escolar – das quais todos deverão participar e beneficiar, tornando-se a avaliação, desta
forma, um processo pedagógico integrado e conducente à melhoria da própria escola.

- Instrumentos a conceber para a referida acção


Considero a elaboração e distribuição de um folheto sobre a acção um aspecto
muito positivo, pois o mesmo permitirá aos destinatários perceber, de antemão, os
objectivos, programa e metodologia da acção que irão frequentar.
Quanto à apresentação em MS PowerPoint (que vai ser construída, mas que
integra os elementos que a colega identificou como “Explicitação do Modelo”), julgo ser
um recurso muito válido, pois focará a atenção dos participantes em diversos aspectos-
chave inerentes ao Modelo de Avaliação. O nível de detalhe de alguns itens e a
exemplificação de determinados pontos constituem uma mais valia para a comunicação
com os destinatários da acção, ficando tudo muito bem sistematizado.
Constrangimentos inerentes ao sucesso da iniciativa:

- Destinatários
Parece-me correcto dinamizar uma sessão que abranja tão variados públicos-
alvo, já que cada um terá oportunidade de adquirir uma perspectiva sobre os novos
desafios que se colocam à BE e sobre a aplicação do Modelo de Auto-Avaliação
(processo no qual também são chamados a intervir). Questiono, apenas, se não será
muito ambicioso reunir estas pessoas… Como será feita a divulgação da sessão, as
inscrições e a sessão propriamente dita (horário, local,…)?

- Metodologia
Depreendo, da sequência proposta, que a acção de formação tenha um cariz
teórico-prático, desenvolvendo-se inicialmente uma abordagem mais expositiva “mas
com permanente reflexão com os “formandos” na capitalização dos seus saberes
empíricos ou de experiência” e, num segundo momento, se proceda à aplicação prática
do modelo, recorrendo-se, para o efeito, ao trabalho de grupo. Receio, aqui também, que
possa haver alguma dificuldade na indicação da tarefa, bem como na sua execução…
Como se processará a “simulação”? Serão os destinatários da acção capazes de
“simularem a avaliação de um domínio”? Como aderirão à proposta de trabalho e como
irão apresentar as conclusões a que chegaram no seio dos pequenos grupos?
Em sintese
Planificar um Workshop formativo sobre um conteúdo tão complexo e vasto,
como é o universo das Bibliotecas Escolares e o modelo de Auto-Avaliação, exige muito
poder de síntese e comunicação clara da informação… O sucesso de iniciativas como
esta dependerá sempre, também, em grande medida, do grau de adesão do público alvo
aos conteúdos e dinâmicas propostas., bem como dos instrumentos / recursos criados e
mobilizados para a formação (folheto, apresentação PPT,…) Deverá, finalmente, existir
oportunidade para fazer uma sistematização dos conceitos fulcrais e da mudança de
práticas, sublinhando-se continuamente “a importância da avaliação como um processo
conducente à melhoria, à cultura de excelência” que devem ser perseguidas não só pela
BE, mas por toda a Escola.
Os constrangimentos apresentados serão certamente questões menores a ter
em conta, mas que, na minha humilde opinião, poderão, sem comprometer a sessão,
reduzir a eficácia do Workshop.

O formando,
João Paulo Martins

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