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Monografia Publicidade O fim da era Interruptiva

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monografia do curso de publicidade e propaganda. apresentação disponivel aqui http://www.slideshare.net/nazareh/apresentao-monografia-o-fim-da-era-interruptiva-2754866 e blog de apoio http://fimdaerainterruptiva.typepad.com. @nazareh. Universidade Católica de Pernambuco. UNICAP
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Published by: Nathalia Cantanhêde on Dec 20, 2009
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Como se não bastasse as empresas midiáticas enfrentarem um novo

ambiente de multiplicação de veículos, surge a internet e as novas plataformas, que

potencializam a fragmentação e acirram ainda mais a disputa pela atenção do

público. Conquistar o tempo da audiência se torna uma tarefa cada vez mais árdua,

pois a população possui um vasto leque de opções, com milhões de mensagens

disponíveis a toda hora e em qualquer lugar, mas a duração do seu dia continua o

mesmo. Por isso, as pessoas começam a filtrar as informações decidindo o que é

mais importante, onde melhor empregar seu tempo e atenção. A capacidade de

personalização por um conteúdo mais alinhado às individualidades de cada um

possibilitado pela rede mundial de computadores, representa uma revolução no

8

streaming: (fluxo, ou fluxo de mídia em português) é uma forma de distribuir informação multimídia
numa rede. Ela é freqüentemente utilizada para distribuir conteúdo multimídia através da Internet. Em
streaming, as informações da mídia não podem ser arquivadas pelo usuário que está recebendo a
stream.

23

modo como se consome mídia e como a população se relaciona com ela; a

audiência se torna mais seletiva obrigando os canais a reverem seus modelos.

Além disso, a velocidade de recepção dos acontecimentos é outro ponto de

vantagem para a internet. Se antes as pessoas teriam que esperar a hora do jornal

para receber noticias, com a web podem acompanhá-las nos momentos seguintes

ao acontecimento ou em tempo real, caso de serviços como o twitter e qik (aplicativo

que permite fazer transmissões ao vivo na internet de vídeos capturados por

celulares). São esses elementos que consolidam uma ruptura no jornalismo atual.

Episódio recente, que demonstra bem como o papel de fonte primária de

informação não pertence mais aos jornais e televisão e, sim, a internet, foi a morte

do cantor Michael Jackson, em junho desse ano. O portal de fofoca TMZ.com

(FIGURA 6) foi o primeiro a noticiar a morte do popstar. A notícia se espalhou pelas

redes sociais e só depois chegou aos grandes veículos comunicação.

É essa falta de agilidade dos meios tradicionais que contribuem para seu

declínio. Dados aferidos nos EUA, indicam que entre os 25 principais jornais do país,

24 sofreram quedas em sua circulação. Declínio também experimentado em toda

parte do globo. (QUALMAN, 2009, p.56). Contudo a mesma pesquisa aponta que

nos últimos cinco anos o número de leitores de jornais online aumentaram em 30

milhões, o que aponta que o conteúdo continua relevante, mas o formato e as

dinâmicas de mercado devem ser revistas.

Figura 6: Home do site TMZ no dia da morte de Michael Jackson.
Fonte: www.tiagodoria.ig.com.br, 2009

24

A informação virou commodity, está espalhada, e todo mundo pode adquiri-la

de graça. Para as empresas de comunicação surge o desafio de descobrir como

cobrar por um conteúdo que está disponível para todos, como se diferenciar e

continuar relevante nesse ambiente. O primeiro passo é aceitar essa mudança e

construir uma comunicação alinhada a uma nova visão. Foi o que algumas

empresas de mídia já fizeram, começando a concentrar seus esforços naquilo que

ainda as diferenciam na internet, credibilidade de conteúdo. Uma vez que não

conseguem mais serem os primeiros a distribuir a notícia, começam a funcionar

como um grande filtro, oferecendo maior verificação e análise dos fatos, através de

matérias mais críticas e aprofundadas.

No entanto, a imensa quantidade de informação disponibilizada pela internet

requer uma curadoria. As pessoas precisam de alguém que entregue a informação

de forma mais organizada, seu tempo é escasso e, por isso, elegem em que

veículos devem confiar. Saem na frente aqueles que melhor filtrarem as notícias e,

além da informação, oferecerem conhecimento, o que realmente agrega valor para a

audiência.

Atentos a popularização da produção de conteúdo, as empresas começam a

abraçar novas possibilidades. O receptor que antes se sentia oprimido pela grande

mídia, onde só ela tinha o poder de produzir e distribuir conteúdo, percebe que

também pode contribuir e divulgar suas idéias através da rede. Quando a grande

mídia compreende que as ferramentas de criação e distribuição também estão nas

mãos de uma grande parte da população, é possível construir um melhor

relacionamento com o público, abrindo espaços onde ele pode se engajar na

construção da notícia. Isso é chamado ”jornalismo cidadão”, como acontece no

FotoRepórter do Estadão (FIGURA 7), aproveitando a popularização de celulares

com câmera ou no iReport da CNN.

25

Figura 7: FotoRepórter. Fonte: www.estadao.com.br/fotoreporter, 2009.

Novas ferramentas são criadas frequentemente, possibilitando essa

capacidade de interação e produção, como a câmera de bolso FLIP, (FIGURA 8)

câmera portátil que faz uploads automáticos para o YouTube, com 2GB de memória

a US$ 120; e o novo iPod nano (FIGURA 9), linha em tamanho reduzido - com

apenas 9 x 4 x 0,62 cm e 36 g. - que entre funções de músicas, vídeos e jogos

também grava vídeos.

Figura 8: Flip câmera.

Fonte: www.theflip.com, 2009

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