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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS DEPARTAMENTO DE FÍSICA MOVIMENTO CIRCULAR UNIFORME Acadêmicos: Vitor

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS DEPARTAMENTO DE FÍSICA

MOVIMENTO CIRCULAR UNIFORME

Acadêmicos: Vitor Yuji Miura

Professora: Carla Machado

RA:82574

Turma: 32

Maringá, 11 de junho de 2013

1.

RESUMO

No experimento realizado a prática abordada foi o Movimento Circular Uniforme. A prática tinha por objetivo determinar a equação do movimento de uma massa M que está em movimento circular e uniforme. Os dados foram coletados através de práticas realizadas com uma plataforma rotatória da Azeheb, com seus respectivos componentes. Foram medidos a força centrípeta e o respectivo tempo de rotação da plataforma e feitos os gráficos e a análise correta foi obtida a relação entre a força centrípeta e a velocidade de rotação

nesse tipo de movimento que é expressa pela equação .

  • 2. INTRODUÇÃO

Mecânica é a parte da Física que estuda os movimentos dos corpos e seu repouso. A Cinemática é a área da Mecânica que procura entender os movimentos dos corpos sem se preocupar com as suas causas e o Movimento Circular e Uniforme (MCU) é um tópico bastante trabalhado nesse tipo de estudo. A análise do movimento de um móvel em MCU é realizada observando-se principalmente, o comportamento de cinco grandezas físicas: a força centrípeta, a velocidade de rotação, o tempo necessário para que ocorra cada rotação, a massa do corpo em estudo e o raio da trajetória. Especificamente no Movimento Circular e Uniforme, temos uma velocidade constante em módulo, mas variável em direção e sentido em cada ponto da trajetória. Para tanto existe aceleração tangencial, mas há uma aceleração centrípeta, que tem por função variar a direção da velocidade tangencial, mantendo o móvel sobre a circunferência, produzindo o movimento circular. Em todo o movimento, o vetor aceleração centrípeta ( ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ ) é perpendicular ao vetor velocidade tangencial ( ), e dirigido para o centro da circunferência.

O módulo da aceleração centrípeta é constante e dado por: ,

onde “

” é a velocidade escalar e “

” é o raio da circunferência. Nesse tipo de

movimento, a

velocidade

escalar

é

a

mesma

em

todos os instantes,

coincidindo, assim, com a velocidade escalar média, qualquer que seja o

intervalo de tempo considerado. Portanto, o móvel percorre distâncias iguais em intervalos de tempos iguais. Nesse trabalho foi analisado o Movimento Circular e Uniforme com o objetivo de verificar experimentalmente tais proposições, por meio da realização de vários testes com um corpo sujeito a forças centrípetas de diferentes intensidades. Os resultados foram comparados a fim de verificar a relação entre as grandezas físicas encontradas no movimento.

  • 3. OBJETIVOS

Este experimento tem por objetivo analisar o movimento de um corpo de massa M em trajetória circular e caracterizar o tipo de movimento circular.

  • 4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Quando uma partícula se move ao longo de uma circunferência com velocidade escalar constante, diz-se que está em movimento circular uniforme (MCU). Nessa situação a velocidade escalar, que é o módulo do vetor velocidade, permanece constante, pois não há componente da aceleração paralelo (tangente) à trajetória. A aceleração atua totalmente perpendicular (normal) à trajetória e tem sentido apontado para o centro da circunferência, causando mudanças apenas na direção do vetor velocidade. Essa aceleração radial é chamada aceleração centrípeta pode ser relacionada de forma simples com o raio da trajetória e com a velocidade

escalar da partícula, sendo seu módulo igual à . A segunda Lei de Newton é expressa por , assim, como no movimento circular uniforme existe uma aceleração, obrigatoriamente deverá existir alguma força resultante que atua no sistema responsável por essa aceleração. Tal força é chamada força centrípeta tem mesma direção e sentido da aceleração centrípeta e é calculada através da expressão: .

A posição instantânea P de uma partícula em MCU fica definida pelo ângulo θ entre o

A posição instantânea P de uma partícula em MCU fica definida pelo

ângulo θ entre o vetor deslocamento,

, e o eixo

(Figura 01). O arco

correspondente do ângulo θ (medido em radianos), e é dado pela relação:

A

velocidade

angular

(ω)

é

definida

percorrido em certo intervalo de tempo:

como a variação do ângulo

A velocidade linear ( ) é a razão entre a variação do espaço percorrido pela variação do tempo (t):

Como

depende de

e de θ, a equação anterior da velocidade linear,

pode ser relacionada com a velocidade angular:

Sendo que no movimento circular uniforme a velocidade linear é constante, podemos constatar que a velocidade angular ω também é constante. Todo movimento periódico que se repete em intervalos de tempos iguais, como o MCU, tem características para as quais se definem grandezas físicas próprias, como o período e a frequência. O período T do movimento é o tempo necessário para dar uma volta completa, realizar um ciclo, e é definido por:

(s).

Onde

é o comprimento de uma volta. A unidade de T é o segundo

A frequência f é o número de ciclos realizados por unidade de tempo, ou o inverso do período, definida por:

A unidade de frequência é o Hz (hertz). Utiliza-se também como unidade prática de medida do RPM (rotação por minuto). Convém ressaltar a relação:

1RPM 60Hz.

5.DESENVOLVIMENTO EXPERIMENTAL

5.1 MATERIAIS UTILIZADOS

  • - Conjunto experimental Azeheb, contendo uma plataforma rotatória com

roldana, massa de aproximadamente 0,15Kg (corpo em estudo), contra peso, dinamômetro de 2N;

  • - Fonte de alimentação;

  • - Fios condutores com conectores;

  • - Fio inextensível;

  • - Nível;

  • - Régua ou trena.

  • - Cronômetro

5.2

MONTAGEM EXPERIMENTAL

5.2 MONTAGEM EXPERIMENTAL Figura 1 – Acima, alguns instrumentos utilizados: base metálica (1), eixo (2), suporte

Figura 1 Acima, alguns instrumentos utilizados: base metálica (1), eixo (2), suporte central (3), suporte lateral (4), massas de contra peso (5), dinamômetro (6), sistemas para zerar o dinamômetro (7), massa em estudo (8), fonte (9), roldana (10), cronômetro (11), trena (12) e fio inextensível (13).

  • 5.3 DESCRIÇÃO DO EXPERIMENTO

Na realização deste trabalho, foi utilizado um conjunto experimental da marca Azeheb, primeiramente foi ajustado o raio da trajetória e o valor foi anotado, a massa do corpo de estudo foi devidamente encontrada e a polia foi alinhada. Em uma das extremidades da plataforma, na barra horizontal, foi fixada uma massa de 100g para estabelecer o equilíbrio, ou contra peso. Então o dinamômetro foi fixado no suporte central de maneira que o gancho ficasse situado em uma de suas extremidades, o mais próximo possível da roldana sem tocá-la. Um fio foi conectado ao gancho do dinamômetro até o gancho lateral do corpo de prova (M) situado suspenso no suporte lateral. O comprimento do foi devia ser suficiente para que o corpo M ficasse na vertical.

O dinamômetro foi zerado segurando o corpo de prova de maneira que o fio permanecesse na vertical, e a “altura interna” do dinamômetro foi ajustada até o zero soltando o parafuso que se encontra na extremidade oposta ao gancho no dinamômetro. Após o conjunto ter sido preparado, a força centrípeta foi ajustada no dinamômetro, primeiramente, para 0,20N, então a fonte de tensão foi ligada e sua intensidade foi aumentada gradativamente para que a força no dinamômetro permanecesse igual à 0,20N. Mantendo a massa na vertical, o conjunto permaneceu girando para que se pudesse marcar o tempo médio necessário para o conjunto completar 10 voltas. Esse processo foi repetido mais duas vezes e então as medidas foram repetidas para as forças de 0,40N, 0,60N e 0.80N.

  • 5.4 DADOS OBTIDOS EXPERIMENTALMENTE

Os tempos para cada intensidade de força centrípeta, coletados com a prática foram anotados na tabela 01, a seguir:

F (N) ± 0,02

t 1 (s)

± 0,01

t 2 (s)

± 0,01

t 3

(s) ± 0,01

0,20

17,78

17,81

 

17,84

0,40

12,75

12,50

 

13,22

0,60

10,90

10,60

 

10,83

0,80

8,00

7,87

 

7,88

M= 0,15065 kg

   

R= 0,15m

 

Tabela 01 - Dados experimentais da força centrípeta (F) em Newton, e tempos (t) em segundos, com seus respectivos desvios.

  • 5.5 INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS

Com os dados da tabela 01, fora calculados os valores do tempo médio (t m ), do período médio (T m ) e das velocidades (V) para as respectivas forças, por meio das seguintes equações:

e

Onde F representa a força centrípeta

(N),

M

a

massa do corpo em

estudo (Kg), V a velocidade (m/s), R o raio da trajetória (m) e T o período (s).

Os resultados foram anotados na tabela 02.

F (N) ± 0,02

t m

(s)

T m (s)

V (m/s)

0,20

17,81 ± 0,03

2,13

0,44

0,40

12,63 ±0,12

1,49

0,63

0,60

10,77 ±0,15

1,22

0,77

0,80

7,91 ± 0,07

1,05

0,89

Tabela 02 - Dados de tempo médio (t m ) em segundos, período médio (T m ) em segundos e velocidade (V) em metros por segundo.

De acordo com os dados da tabela 02 foi confeccionado o gráfico de Força versus velocidade em papel milimetrado como apresentado a seguir:

De acordo com os dados da tabela 02 foi confeccionado o gráfico de Força versus velocidade

Gráfico 01 Força (N) x Velocidade (m/s), confeccionado com os dados da tabela 02.

Obsevando o gráfico 01, pôde-se perceber que este era representado pó uma curva, dessa maneira foi necessário um ajuste via papel dilog, representado no gráfico a seguir:

Gráfico 02 - Força (N) x Velocidade (m/s), linearizado via papel dilog. Dessa maneira, sabe-se que

Gráfico 02 - Força (N) x Velocidade (m/s), linearizado via papel dilog.

Dessa maneira, sabe-se que a equação referente a curva do gráfico 02 é

representada por

, sendo

e

efetuando os seguintes cálculos:

constantes, que pode ser encontradas

Efetuando uma análise da equação

e sabendo-se

que

, relação entra força centrípeta e velocidade é dada por

, foi possível

a

concluir que a constante

teórica, é encontrada pela equação

, onde

é a massa do corpo em estudo, e

o raio da trajetória, portanto, tem-se:

Por

meio

do

gráfico,

pode-se

obter

a

constante

escolhendo um dos pontos do gráfico FxV:

experimental,

Para análise do erro percentual gerado no experimento, efetuou-se o seguinte cálculo:

|

|

  • 6. CONCLUSÕES

|

|

|

|

|

|

Pode-se concluir analisando os gráficos que o movimento é circular uniforme, que apresenta e que a relação entre força centrípeta e velocidade

escalar é representada pela equação , sendo F a força resultante

centrípeta do sistema. Pelo gráfico e análise das equações podemos encontrar a constante K experimental que tinha valor igual a 1,033, valor esse que apresentou variação de 2,9% da constante K teórica cujo valor era de 1,003.

  • 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

H. Mukai, P. R. G. Fernandes, Apostila de laboratório DFI/UEM 2013.