Você está na página 1de 1

PORTUGUS - 11 Ano

Frei Lus de Sousa - Caractersticas Romnticas




Os aspetos mais evidentes da insero de Frei Lus de Sousa na esttica romntica so o
Sebastianismo de algumas personagens, O tema da morte, a religiosidade, os agouros e
supersties, o patriotismo e nacionalismo, o individualismo.
Telmo e Maria so duas personagens que acreditam e esperam convictamente o regresso de D.
Sebastio que ir salvar a ptria das mos dos espanhis. Maria sebastianista por influncia de
Telmo que, ao duvidar da morte do rei, est tambm a duvidar da morte do seu amo, D. Joo de
Portugal. A cena mais representativa do Sebastianismo que caracteriza estas personagens a cena
III do I ato, quando Maria surge pele primeira vez em palco e se refere ao nosso bravo rei, nosso
santo rei D. Sebastio, meu querido rei D. Sebastio.
O tema da morte, to ao gosto dos romnticos, percorre toda a obra. Ora temida, ora desejada, a
morte tida como a melhor soluo para os conflitos. No final, Garrett faz uma concesso ao gosto
romntico da poca com a morte pattica de Maria em cena e a separao de Manuel e Madalena
que, entrando cada um para o seu convento, morrem para o mundo.
As constantes referncias ao cristianismo e ao culto conferem s personagens uma dimenso
religiosa bastante significativa, mas misturam-se romanticamente com agouros, supersties, vises
e sonhos. Telmo a personagem que mais se identifica com o agouro e a sua funo na intriga a
do Coro nas tragdias clssicas pelos comentrios e profecias que faz.
A atitude insubmissa de Manuel de Sousa Coutinho face aos governadores espanhis e o idealismo
de Maria inserem-se do mesmo modo na esttica romntica por revelarem sentimentos patriticos
e nacionalistas.
Finalmente, o individualismo revela-se no confronto permanente entre o indivduo e a sociedade. A
procura da felicidade individual contrariada pelas normas da sociedade: Maria morre e Manuel de
Sousa Coutinho, que j no ato II se sentira na obrigao de incendiar o seu prprio palcio, entra, tal
como D. Madalena, para o convento