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1ª Sessão – 2ª Tarefa

Comentário fundamentado à análise efectuada pela colega Helena


Correia

Não foi fácil decidir qual o trabalho a comentar. Pensei em vários critérios
de selecção, mas nenhum me parecia suficientemente válido. Decidi então
comentar o trabalho da colega Helena simplesmente por se tratar da análise
a uma biblioteca escolar integrada numa escola de ensino básico e
secundário (realidade diferente da minha) e ser muito recente. Trata-se de
uma escola que nasceu logo com uma BE e que entrou de imediato para a
RBE, o que poderá ser uma mais valia.

Qualquer das formas, da análise que efectuei aos trabalhos das colegas em
geral, verifiquei que existem imensos pontos em comum, o que leva a
concluir que as nossas experiências são, de alguma forma, semelhantes.
Embora, por vezes, expostas de uma forma diferente todos concordamos
que a BE terá que ser um local educativo e incitador de novas
aprendizagens.

O meu comentário ao trabalho da Helena irá incidir no item


“Desafios/Acções a implementar”. A razão para tal prende-se com o facto de
considerar que os outros itens: ”pontos fortes, fraquezas, oportunidades e
ameaças”, são constatações de uma realidade concreta que é a BE da
escola da colega, no contexto em que está inserida. Como tal pouco há a
comentar.

Assim o meu contributo será no sentido de tecer algumas considerações em


relação à perspectiva que faz das práticas a desenvolver/acções a
implementar, no sentido de minimizar as fraquezas e ameaças detectadas.

Em relação ao domínio: “competência do professor bibliotecário”, a Helena


propõe investir na imagem do professor bibliotecário junto de toda a
comunidade escolar, o que subscrevo inteiramente. É preciso que a figura
do PB seja reconhecida por todos. Para isso é necessário investirmos na
nossa formação, adquirirmos cada vez mais competências. Se não
evidenciarmos competências profissionais inerentes ao cargo que
desempenhamos nunca conseguiremos promover a imagem do PB. Se o PB
não souber liderar a mudança, não conseguir realizar um trabalho
colaborativo com os professores, se não tiver conhecimentos sobre os
vários currículos, se não compreender as necessidades dos alunos e
professores, se não souber colocar os recursos humanos e materiais ao
serviço de todos, se não acompanhar a evolução tecnológica e, acima de
tudo, se não souber recolher evidências, reflectir e avaliar o seu trabalho,
nunca conseguirá promover a imagem do PB. O PB poderá até ser muito
simpático e competente em muitas outras áreas, mas se não tiver o perfil
adequado para o cargo, jamais conseguirá impulsionar a BE na escola.

No domínio da “organização e gestão da BE” a Helena elegeu como desafio


promover a continuidade da equipa pelos quatro anos. No meu entender,
isso poderá se uma vantagem ou desvantagem. Será uma vantagem se a
equipa for multifacetada e os elementos que a integram tiverem o perfil
adequado. Por outro lado será uma desvantagem se a equipa for formada
pelos professores que restam, depois de todos os outros cargos já terem
sido atribuídos. Nestes casos, geralmente, são professores sem aptência
para as tarefas, que não têm perfil nem motivação para trabalharem na BE.
Nesta situação será preferível mudar a equipa no ano seguinte, sempre
poderá contemplar algum professor mais motivado.

Em relação à “gestão da colecção” não tenho nenhum comentário a fazer,


concordo que colocar o catálogo on-line é a prioridade.

No ponto seguinte ”BE como espaço de conhecimento…” a Helena não


colocou nenhuma acção a implementar, no entanto, considero que o que a
colega escreveu no item das oportunidades: “promoção de actividades que
envolvam o trabalho de pesquisa e envolvimento dos professores de EA e
AP nessas actividades”, trata-se de uma acção que irá desenvolver para
valorizar a BE como espaço de conhecimento e resultado do trabalho
colaborativo.

Passando ao domínio “formação para a leitura e para as literacias”,


subscrevo inteiramente as acções a implementar, no sentido de apelar à
colaboração e parcerias com entidades exteriores e à lei do mecenato.
Considero que o PB tem que ter a capacidade de planear estratégias que
assegurem o auxílio financeiro para a BE.

“A BE e os novos ambientes digitais”, este é realmente um dos maiores


desafios. A maioria dos professores tem pouca formação nesta área, o que
faz com que estejam sempre dependentes dos técnicos de informática, ou
dos professores de TIC. Por outro lado as coisas nesta área evoluem a um
ritmo estrondoso o que faz com que nunca consigamos estar totalmente
actualizados.

No domínio “ gestão de evidências/ avaliação” a Helena pretende envolver a


comunidade escolar e a direcção na aplicação do novo modelo de auto-
avaliação da BE. Essa é realmente uma prioridade, no entanto, não prevejo
tarefa fácil. Contudo, o facto de o ME e da RBE nos terem reconhecido
institucionalmente poderá ser a porta para que as direcções também nos
dêem maior reconhecimento.

Por fim, as acções que a Helena seleccionou como prioritárias são


realmente os alicerces para que a BE desempenhe o seu papel na perfeição.

Para terminar quero apenas sublinhar, mais uma vez, que a profissão de PB
é uma profissão que exige formação contínua e competências bem
definidas.

Fátima Nunes