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Análise e Comentário Crítico à presença de

Referências à BE nos Relatórios da Avaliação


Externa

T
anto o modelo de avaliação externa sugerido pela IGE
como o MAABE pretendem constituir-se como uma
oportunidade de aperfeiçoamento para a escola, como um
instrumento de reflexão e de melhoria. Ambos visam a
identificação de pontos fracos e pontos fortes, bem como
oportunidades e constrangimentos. Ambos os modelos de
avaliação baseiam-se em recolha de evidências. Assim, podemos
concluir que, na sua estrutura e nos seus objectivos, os modelos
são muito semelhantes.

No entanto nos relatórios do IGE dos anos anteriores as


referências à BE são quase inexistentes.

No relatório da Escola Secundária com 3º Ciclo do Ensino Básico


Padre António Martins de Oliveira de Lagoa apenas há referência
à BE no ponto 3.3 Gestão dos recursos e materiais financeiros
onde informa que a BE sofreu obras e não oferece, de momento,
condições para os alunos usufruírem de todas as condições.
Também no relatório do Agrupamento Vertical de S. Brás de
Alportel a BE apenas é mencionada no mesmo ponto:3.3 e no 4.4
Parcerias, protocolos e projectos . As referências são tão ténues
que quase não se notam.

Quero crer que nos relatórios deste ano e dos anos seguintes
esta situação irá alterar-se e acredito que a BE irá ser alvo de
maior protagonismo na avaliação externa.

Esta minha convicção baseia-se no facto de a minha escola ter


sido alvo de uma avaliação externa já este ano lectivo. Nos dias
10, 11 e 12 de Novembro de 2009 esteve presente uma equipa da
IGE na minha escola para proceder à avaliação. O facto de ter

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sido convocada, enquanto Professora Bibliotecária, para uma
entrevista, indicia que estão a reconhecer mais o papel da BE. As
questões que me colocaram nessa entrevista deixaram-me
bastante satisfeita, uma vez que reconhecia a BE como um
recurso para atingir melhores resultados na escola. Ainda não
chegou o relatório, mas estou expectante quanto às conclusões
da IGE.

Fátima Nunes