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Apostila de Direito Penal, Penha

Apostila de Direito Penal, Penha

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Pelo aspecto formal, para que exista o crime, basta que haja um
fato típico e antijurídico. Porém, para a aplicação da pena é
necessário que o fato, além de típico e antijurídico, seja também
culpável, isto é, reprovável.

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Fato típico - É o comportamento humano (positivo ou negativo)
que provoca, em regra, um resultado, e é previsto como infração
penal.

Exemplo: A esfaqueia B, que vem a morrer em consequência das
lesões. O fato se enquadra na descrição legal simples do artigo 121 do
Código Penal: “Matar alguém”.

Assim, observamos que o fato típico é composto dos seguintes
elementos:

1)conduta humana dolosa ou culposa;
2)resultado (salvo nos casos de crimes de mera conduta);
3)nexo de causalidade entre a conduta e o resultado;
4)enquadramento do fato material, ou seja, conduta, resultado e
nexo, a uma norma penal incriminadora.

No exemplo, encontramos os três elementos, ou seja, há uma
conduta, que é representada pelo ato do sujeito esfaquear a
vítima; o resultado morte e, complementando os elementos
necessários, observamos o nexo entre a conduta e o resultado,
uma vez que a vítima faleceu em decorrência das lesões
produzidas pelas facadas. Portanto, o acontecimento enquadra-se
no art. 121, do Código Penal.

Fato antijurídico - É aquele que contraria o ordenamento
jurídico. Exemplificando: matar alguém é fato típico se o agente
o fez dolosa ou culposamente, mas não será antijurídico (ou não
será crime) se o agente pratica a conduta acobertado por causas
de exclusão da antijuridicidade, ou seja, em estado de
necessidade, em legítima defesa etc.

A culpabilidade não é característica, aspecto ou elemento do
crime, e sim mera condição para se impor a pena pela
reprovabilidade da conduta. Ao agente cumpre conformar a sua
conduta com o mandamento do ordenamento jurídico, ao violar
demonstra que tinha a possibilidade de fazê-lo e não o fez, e,
portanto, seu comportamento exprime uma contradição entre a
sua vontade e a vontade da norma.

A punibilidade é apenas a conseqüência jurídica do delito e não
uma de suas características.

Com a violação do preceito penal, surge para o Estado o direito
de exercer o jus puniendi ao sujeito. Dessa forma, a punibilidade
nada mais é do que a aplicabilidade da sanção, representando o
efeito jurídico do comportamento típico e ilícito, desde que
culpado o sujeito.

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