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15/06/2009

ESCOLA SUPERIOR DE TURISMO E


TECNOLOGIA DO MAR

Docente Orientador: Professor João Vasconcelos


Discente: Humberto José Luís Morgado - 2006250

[ANÁLISE DO RISCO DE INCÊNDIO DO CENTRO HISTÓRICO DE LEIRIA]

PROJECTO EM PROTECÇÃO CIVIL

LICENCIATURA EM PROTECÇÃO CIVIL


PROJECTO EM [ANÁLISE DO RISCO DE INCÊNDIO DO CENTRO HISTÓRICO
PROTECÇÃO CIVIL DE LEIRIA]

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PROTECÇÃO CIVIL
HUMBERTO MORGADO - 2006250
[ANÁLISE DO RISCO DE INCÊNDIO DO CENTRO HISTÓRICO PROJECTO EM
DE LEIRIA] PROTECÇÃO CIVIL

Agradecimentos

Começo por agradecer à Autarquia de Leiria, à Sra. Dra. Isabel Damasceno,


Presidente da Câmara Municipal, por ter aceite o meu estágio na Divisão de
Protecção Civil e Bombeiros, cedendo alguns dados relativos ao centro
histórico, sem os quais não era possível elaborar este projecto.

Agradeço ao Sr. Tenente-coronel Artur Figueiredo, Chefe da Divisão de


Protecção Civil e Bombeiros, uma vez que, se disponibilizou a fornecer alguns
dos dados e a orientar o meu estágio extra-curricular na referida divisão, de
forma a elaborar um plano prévio de intervenção para o centro histórico, sendo
este projecto um apoio baseado na análise do risco de incêndio.

Agradeço ao Geógrafo Francisco Vasconcelos, funcionário da divisão, pelo


apoio prestado na cedência de dados, na pesquisa de dados nas diversas
divisões da Autarquia de Leiria e por algumas sugestões na elaboração do
projecto.

Agradecimento ao meu colega Miguel Novais pelas observações e conselhos


em assuntos abordados ao longo do projecto.

E também ao meu professor orientador, João Vasconcelos, pela disponibilidade


e pelo “complicar” de forma positiva a elaboração e objectividade do projecto.

Por fim, agradeço à minha namorada Catarina Duque, pela paciência em rever
o projecto e a corrigir a ortografia.

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[ANÁLISE DO RISCO DE INCÊNDIO DO CENTRO HISTÓRICO PROJECTO EM
DE LEIRIA] PROTECÇÃO CIVIL

Resumo

O projecto baseia-se na análise de risco de incêndio na área 1 do Centro


Histórico de Leiria. Para realizar esta análise elaborou-se uma matriz de risco
de incêndio, onde se caracterizou a perigosidade e a vulnerabilidade dos
edifícios existentes nessa área. Recorrendo à fórmula de avaliação de Risco:

RISCO = PERIGOSIDADE X VULNERABILIDADE

Em cada matriz definiu-se cinco graus de risco, onde o grau um corresponde a


risco baixo; o grau dois é risco moderado; o grau três é risco alto; o grau quatro
é considerado risco muito alto e por fim, o grau cinco é risco extremo. A cada
um corresponde uma cor para os diferenciar, azul; verde; amarelo; laranja e
vermelho, respectivamente.

Na Perigosidade caracterizou-se cada edifício relativamente a oito variáveis,


nomeadamente o tipo de ocupação; o estado de conservação; os elementos de
compartimentação e de revestimento; a constituição da cobertura e se possui
electricidade e instalação de gás.

Na Vulnerabilidade caracterizou-se o acesso a viaturas de combate a incêndios


a cada edifício; a altura do edifício; se o edifício é servido por hidrantes; se
possui sistemas automáticos de detecção de incêndio e extintores; a formação
de combate a incêndios por parte dos funcionários dos estabelecimentos
abertos ao público; o número de ocupantes e a existência de aglomerados de
crianças.

O Risco de Incêndio é o resultado da multiplicação da perigosidade pela


vulnerabilidade, obtendo valores que se dividiram em classes de risco.

Cada matriz possui um mapa temático para melhor compreender a localização


dos edifícios consoante a sua classe de risco.

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Abstract

The project is based on analysis of fire risk in the area 1 of the Leiria Historic
Center. This analysis has prepared by a matrix of fire risk, this characterized the
hazard and vulnerability of buildings in that area. Using the formula for risk
assessing:

RISK = HAZARD X VULNERABILITY

Set up five degrees of risk to each matrix, when the degree is one, is a low risk,
the level two is a moderate risk, the risk is high if the grade are three, the grade
four is considered very high risk and finally, the degree five is extreme risk.
Each one is a color to differentiate, blue, green, yellow, orange and red,
respectively.

Hazardousness was characterized in each building for eight variables, including


the type of occupation, the state of conservation, the elements of subdivision
and coating, the coverage and whether it has electricity and gas installation.

Vulnerability was characterized in the access to fire fighting vehicles to each


building, the height of the building, if the building is served by hydrants; it has
automated systems for detecting fire and extinguisher, the training of fire
fighting of employees of establishments open to the public; number of
occupants and the existence of children.

The fire risk is the result of multiplying the hazard by the vulnerability, obtaining
values which are divided into classes of risk.

Each matrix has a thematic map to better understand the location of buildings
according to their class of risk.

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Índice

Agradecimentos .......................................................................................................................... 3
Resumo ........................................................................................................................................ 5
Abstract ........................................................................................................................................ 7
Índice ............................................................................................................................................ 9
Índice de Figuras, Fotografias e Gráficos ............................................................................. 11
Índice de Tabelas ..................................................................................................................... 12
Notação e Glossário................................................................................................................. 13
1. Introdução ........................................................................................................................ 17
1.1. Enquadramento ........................................................................................................ 19
1.2. Apresentação do Projecto ....................................................................................... 20
1.2.1. Local de Estudo .................................................................................................... 21
2. Desenvolvimento ............................................................................................................ 23
2.1. Contexto ..................................................................................................................... 23
2.2. Metodologia ............................................................................................................... 24
2.3. Descrição Técnica .................................................................................................... 25
2.4. PERIGOSIDADE ...................................................................................................... 27
2.4.1. Tipo de Ocupação ................................................................................................ 27
2.4.2. Conservação do Edifício...................................................................................... 31
2.4.3. Elementos Estruturais .......................................................................................... 33
2.4.4. Elementos de Compartimentação...................................................................... 34
2.4.5. Elementos de Revestimento ............................................................................... 36
2.4.6. Cobertura ............................................................................................................... 37
2.4.7. Electricidade .......................................................................................................... 38
2.4.8. Instalação de Gás................................................................................................. 40
2.4.9. Análise dos resultados ......................................................................................... 41
2.5. VULNERABILIDADE ............................................................................................... 43
2.5.1. Acesso a viaturas ................................................................................................. 43
2.5.2. Altura do Edifício ................................................................................................... 46
2.5.3. Hidrantes ................................................................................................................ 47
2.5.4. Sistemas Automáticos de Detecção de Incêndios - SADI ............................. 49
2.5.5. Extintores ............................................................................................................... 50

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2.5.6. Formação em extinção de incêndios ................................................................. 51


2.5.7. Número de Ocupantes ......................................................................................... 52
2.5.8. Crianças ................................................................................................................. 54
2.5.9. Análise dos resultados ......................................................................................... 55
2.6. RISCO DE INCÊNDIO ............................................................................................. 57
3. Conclusão ........................................................................................................................ 59
4. Bibliografia ....................................................................................................................... 61
Mapas Temáticos ..................................................................................................................... 65
Anexos ....................................................................................................................................... 67

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Índice de Figuras, Fotografias e Gráficos

Figuras

Figura 1 - Centro Histórico de Leiria (Fonte: Google Earth) ........................................................ 20


Figura 2 - Mapa do Centro Histórico de Leiria – Área 1 (Fonte: Google Earth) .......................... 22
Figura 3 - Mapa de Portugal Continental (Fonte: Google.pt)...................................................... 22
Figura 4 - Identificação do edificado ........................................................................................... 26
Figura 5 - Tipos de conservação do edifício ................................................................................ 32
Figura 6 – Buffer de um PT .......................................................................................................... 39
Figura 7 - Acesso a viaturas de socorro ....................................................................................... 44
Figura 8 – Buffer hidrantes.......................................................................................................... 48

Fotografias

Fotografia 1 – Estacionamento caótico e desordenado no CHL (Fonte: Humberto Morgado) .. 18


Fotografia 2 – Viatura Ligeira de Combate a Incêndios (Fonte: Humberto Morgado) ............... 43

Gráficos

Gráfico 1 - Resultados do tipo de ocupação ............................................................................... 31


Gráfico 2 - Resultado da conservação dos edifícios (Fonte: CML, 2009) .................................... 32
Gráfico 3 - Resultados dos elementos estruturais do edificado (Fonte: CML, 2009) ................. 34
Gráfico 4 - Resultados dos elementos de compartimentação (Fonte: CML, 2009) .................... 35
Gráfico 5 - Resultado dos elementos de revestimento (Fonte: CML, 2009) ............................... 37
Gráfico 6 - Resultados do tipo de cobertura dos edifícios (Fonte: CML, 2009) .......................... 38
Gráfico 7 - Resultados dos edifícios com electricidade (Fonte: CML, 2009) ............................... 40
Gráfico 8 - Resultados dos edifícios que possuem instalação de gás (Fonte: CML, 2009).......... 41
Gráfico 9 - Resultados da Perigosidade por classes de risco....................................................... 42
Gráfico 10 – Resultados do acesso às viaturas de socorro ......................................................... 45
Gráfico 11 - Resultados das alturas dos edifícios (Fonte: CML, 2009) ........................................ 47
Gráfico 12 – Resultado dos hidrantes ......................................................................................... 49
Gráfico 13 – Resultados dos edifícios com SADI ......................................................................... 50
Gráfico 14 – Resultado relativo aos extintores ........................................................................... 51
Gráfico 15 – Resultado da formação em extinção de incêndios ................................................. 52
Gráfico 16 – Resultados do número de ocupantes por edifício .................................................. 54
Gráfico 17 – Resultado da existência de crianças por edifício .................................................... 55
Gráfico 18 – Resultados da Vulnerabilidade por classes de risco ............................................... 56
Gráfico 19 – Resultado do Risco de Incêndio por classes ........................................................... 57

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Índice de Tabelas

Tabela 1 – Grau de Risco ............................................................................................................. 26


Tabela 2 – Actividades comerciais do Centro Histórico .............................................................. 28
Tabela 3 - Tipo de ocupação........................................................................................................ 30
Tabela 4 - Tipo de conservação ................................................................................................... 32
Tabela 5 - Elementos estruturais do edifício............................................................................... 34
Tabela 6 - Elementos de compartimentação dos edifícios ......................................................... 35
Tabela 7 - Elementos de revestimento ....................................................................................... 36
Tabela 8 - Constituição da cobertura do edifício ........................................................................ 38
Tabela 9 - Electricidade ............................................................................................................... 39
Tabela 10 - Instalação de gás no edificado ................................................................................. 41
Tabela 11 – Acesso a viaturas ..................................................................................................... 44
Tabela 12 – Altura dos edifícios .................................................................................................. 46
Tabela 13 - Hidrantes .................................................................................................................. 48
Tabela 14 – Sistemas Automáticos de Detecção de Incêndios ................................................... 50
Tabela 15 - Extintores.................................................................................................................. 51
Tabela 16 - Formação em extinção de incêndios ........................................................................ 52
Tabela 17 – Número de ocupantes ............................................................................................. 53
Tabela 18 – Existência de crianças por edifícios ......................................................................... 55

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Notação e Glossário

ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil

CHL – Centro Histórico de Leiria

CML – Câmara Municipal de Leiria

PDM – Plano Director Municipal

Altura de um edifício – diferença entre a cota do último piso coberto


susceptível de ocupação e a cota de acesso ao edifício no local de onde seja
possível aos bombeiros lançar eficazmente para todo o edifício as operações
de salvamento de pessoas e o combate ao incêndio.

Área acessível ao público – área útil de um estabelecimento que o público


pode ter acesso.

Boca-de-incêndio – hidrante com uma única saída, podendo ou não ser


armado.

Calor específico – de uma substância é definido como sendo a quantidade de


calor necessária para fazer uma grama de determinada substância elevar 1 ºC
à sua temperatura, as unidades são a cal/gº C, caloria por grama grau Célsius
ou kJ/(kg ºC), kilojoule por quilograma grau célsius.

Carga de incêndio – quantidade de calor, susceptível de ser libertada pela


combustão completa da totalidade de elementos contidos num espaço,
incluindo o revestimento das paredes, divisórias, pavimentos e tectos.

Densidade da carga de incêndio – carga de incêndio por unidade de área útil


de um dado espaço.

Edifício - toda e qualquer edificação destinada à utilização humana que


disponha, na totalidade ou em parte, de um espaço interior utilizável.

Elemento de compartimentação – elemento de construção que exerce função


de separação de áreas num edifício.

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Elemento de construção – componente de um edifício com funções de


suporte ou de compartimentação ou integrado nas suas instalações técnicas.

Extintor – aparelho contendo um agente extintor, que pode ser descarregado


sobre um incêndio por acção de uma pressão interna, é um meio de 1ª
intervenção.

Fogo – Combustão caracterizada por uma emissão de calor acompanhada de


fumo, chama ou de ambos.

Garrafa - recipiente, com a capacidade mínima de 0,500 dm3 e máxima de 150


dm3, adequado para fins de armazenagem, transporte ou consumo de gases
da 3ª família.

Gases de petróleo liquefeitos - butano e propano comerciais (designados por


GPL).

Hidrante – Equipamento permanentemente ligado a uma tubagem de


distribuição de água à pressão, dispondo de órgãos de comando e uma ou
mais saídas, destinado à extinção de incêndios ou ao reabastecimento de
veículos de combate a incêndios.

Incêndio – fogo sem controlo no espaço e no tempo.

Mangueira – equipamento flexível ou semi-rígido, destinado a conduzir no seu


interior, água ou outro agente extintor.

Marco de incêndio – Hidrante instalado na rede pública de abastecimento de


água, dispondo de várias saídas, destinado à extinção de incêndios e a
reabastecer os veículos de combate a incêndio.

Sistema de Informação Geográfica - SIG ou GIS (Geographic Information


System), é um sistema computacional para aquisição, manipulação, consulta e
análise de dados geográficos.

Pé direito – distância medida na vertical entre o pavimento e o tecto ou a


cobertura de um dado espaço de um edifício.

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Plano prévio de intervenção – documento elaborado por um corpo de


bombeiros onde se descrevem os procedimentos, antecipadamente estudados,
para uma intervenção de socorro.

Poder calorífico – energia calorífica susceptível de ser libertada pela


combustão completa da massa unitária de um material.

Posto de transformação – é uma instalação eléctrica especial destinada a


transformar níveis de tensão, a uma dada potência.

Primeira intervenção – medida de auto protecção que consiste na intervenção


no combate a um incêndio, desencadeada imediatamente após a sua detecção
pelos ocupantes de um edifício.

Propagação de um incêndio – desenvolvimento do incêndio no espaço,


através dos mecanismos de transmissão de energia.

Protecção contra incêndios – conjunto de medidas e atitudes destinadas a


limitar os efeitos de um incêndio.

Reacção ao fogo – resposta de um produto ao contribuir pela sua própria


decomposição para o inicio e o desenvolvimento de um incêndio, avaliada com
base num conjunto de ensaios normalizados.

Resistência ao fogo – propriedade de um elemento de construção ou de


outros componentes de um edifício, de conservar, durante um período de
tempo determinado, a estabilidade e/ou a estanqueidade e/ou o isolamento
térmico e/ou a resistência mecânica e/ou qualquer outra função específica,
quando sujeito ao processo de aquecimento resultante de um incêndio.

Sistemas automáticos de detecção de incêndio – SADI, sistema eléctrico


que detecta a presença de um fogo mediante a detecção de fumos, calor e/ou
radiações infravermelhas ou ultravioletas, transmitindo o alarme ao ocupantes
do edifício e ao corpo de bombeiros mais próximo.

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1. Introdução

O Centro Histórico de Leiria (CHL) onde está inserido o Castelo são o ex-libris
da cidade, que possui uma dinâmica social, económica e simbólica devido ao
seu estilo arquitectónico que remonta à Idade Média. O Centro Histórico é
muito procurado pelo seu comércio durante o dia, nomeadamente lojas de
roupa, electrodomésticos, informática, entre outras, e frequentado à noite por
pessoas de todas as idades recorrendo ao que melhor o CHL oferece, os seus
bares e cafés, alguns deles com esplanadas com uma vista magnífica para o
Castelo.

O envelhecimento da população residente é um dos factores de vulnerabilidade


que afecta o CHL, segundo um estudo sócio-demográfico realizado pela
Câmara Municipal de Leiria em 2002, concluiu que 74% dos habitantes está
acima dos 50 anos. Este envelhecimento leva a uma diminuição de mobilidade
destes residentes e em caso de incêndio aumenta o seu risco, preocupando a
sociedade em geral e a Protecção Civil em particular.

As condicionantes arquitectónicas existentes no Centro Histórico devido às


ruas estreitas, condicionam os acessos às viaturas de combate a incêndio, não
só a arquitectura mas também o estacionamento abusivo e caótico (fot.1) por
todo o Centro Histórico, agrava a vulnerabilidade face ao risco de incêndio.
Encontramos um vasto interesse por parte da população residente e turistica
nos edifícios públicos ou de instituições, tendo no Centro Histórico a biblioteca
municipal, entre outros, e os cafés e bares, aumentando o movimento diurno e
nocturno de transeuntes. O envelhecimento das construções e a constante
diminuição de habitantes no centro, nomeadamente os edifícios antigos que
são habitados pelos mais idosos, a constituição interior do edifício que na sua
maioria é em madeira, elevando deste modo, a perigosidade de toda a zona
histórica.

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Fotografia 1 – Estacionamento caótico e desordenado no CHL (Fonte: Humberto Morgado)

Alguns dos incêndios que ocorreram de forma ocasional no Centro Histórico


levaram a críticas por parte da população residente devido à falta de segurança
a nível de Protecção Civil. Saindo algumas notícias em relação a toda a
envolvente de prevenção e socorro no Centro Histórico.

“Um pouco mais cedo, cerca da 1h00, um incêndio numa habitação


devoluta no centro histórico de Leiria causou algum pânico entre moradores
vizinhos. A habitação, que estava abandonada (…), estava junto a outras casas
também antigas que estiveram em risco de ser atingidas pelas chamas (…)“
Portugal Diário. (14 Mai. 2008).

“ (…) não existe um plano de protecção civil para a Zona Histórica, (…)
que deixam os seus carros em ruas estreitas impedindo o movimento das
viaturas de combate aos incêndios (…)” Região de Leiria. (21 Jan. 2005).

Estas notícias demonstram a realidade existente na Cidade de Leiria no que


concerne a várias vertentes, nomeadamente a análise de risco na componente
de vulnerabilidade e perigosidade, a sua prevenção, a preparação da resposta

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e a reabilitação, e a inexistência de qualquer plano de intervenção em caso de


incêndio nesta zona de interesse histórico.

Os incêndios urbanos, são designados os que deflagram em infra-estruturas


não industriais que se encontrem no interior de zonas urbanas ou de
povoações, como é o caso do centro histórico. Existe a necessidade de
preservar os edifícios e melhorar a segurança contra incêndios, por parte dos
seus ocupantes, sejam eles, residentes, ou simplesmente os que procuram os
estabelecimentos abertos ao público, tais como, as lojas ou bares.

Os incêndios urbanos são a maior causa de mortes e destruição de


propriedades nas zonas urbanas. No ano de 2008 em Portugal, os incêndios
urbanos fizeram 32 mortes, dos quais 25 foram em habitações, desde o inicio
de 2009 já se registaram 11 vítimas mortais (ANPC, 2009).

1.1. Enquadramento

No âmbito da disciplina de Projecto em Protecção Civil propus-me a elaborar


uma análise de risco de incêndio do Centro Histórico de Leiria. A escolha inicial
para a realização deste estudo incidiu na escolha do Centro Histórico de Leiria,
na medida que, segundo o Decreto-Lei n.º 426/1989 de 6 de Dezembro, que
estabelece a segurança contra risco de incêndio em centros urbanos antigos,
obriga os corpos de bombeiros responsáveis pela área a elaborar e a manter
operacionais planos prévios de intervenção para a ocorrência de incêndios, e
neste caso a autarquia possui um corpo de bombeiros profissional enquadrado
na Protecção Civil Municipal. Reforçado com a Lei n.º 27/2006 de 3 de Julho,
que aprova a Lei de Bases da Protecção Civil e pela Lei n.º 65/2007 de 12
Novembro, que define o enquadramento institucional e operacional da
protecção civil municipal, a Autarquia tem o dever de prever, executar o
levantamento, a avaliação e a prevenção dos riscos existentes, no seu
município, de forma a analisar permanentemente as vulnerabilidades
existentes. O estudo realizado apenas incidiu sobre a área 1 do Centro
Histórico de Leiria, devido a dificuldades de obtenção de dados sobre alguns
edifícios das outras áreas do centro histórico. O Centro Histórico de Leiria está

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consagrado no Plano Director Municipal (PDM), e as respectivas áreas, num


total de três (fig.1).

Figura 1 - Centro Histórico de Leiria (Fonte: Google Earth)

O resultado deste estudo além de académico, é um contributo para a


elaboração do plano prévio de intervenção contra incêndios do Centro Histórico
de Leiria, na medida que alguns dos dados utilizados foram cedidos pela
Autarquia de Leiria resultante de um estágio a decorrer na Divisão de
Protecção Civil e Bombeiros.

1.2. Apresentação do Projecto

A escolha da área 1 para realizar a análise de risco teve como base a área com
o edificado de construção mais antiga, o elevado concentrado de comércio e o
número elevado de pessoas que co-habitam nesta área pelos mais variados
motivos. Outro motivo encontrado e que direccionou a realização do estudo
nesta área, deveu-se à ausência de dados relativos aos edifícios do restante
centro histórico.

O objectivo do estudo é a elaboração de um mapa de risco de incêndio do


centro histórico a partir de uma matriz de risco de incêndio recorrendo à

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elaboração de um mapa de vulnerabilidade e um de perigosidade e respectivas


matrizes.

Ao obter a matriz de risco de incêndio e caracterizar os edifícios de maior risco,


verificar os edifícios contiguos e sugerir formas de prevenção para os mesmos.

Uma das vulnerabilidades que se pretende provar é o acesso ao centro


histórico pelas viaturas de combate a incêndios, não havendo alternativa para a
modificação das ruas estreitas, existe a possibilidade da regulação do
estacionamento no centro, que se for ordenado, diminui a vulnerabilidade e o
consequente risco de propagação de incêndio, uma vez que, existirá um maior
número de ruas acessíveis por parte dos meios de socorro, e acesso pelos
bombeiros aos edifícios.

Relativamente aos hidrantes, um dos objectivos é provar que existe uma


deficiente cobertura aos edifícios da área de estudo.

No que refere aos sistemas automáticos de detecção de incêndios e extintores,


pretende-se comprovar que, apesar de ser obrigatório nos estabelecimentos
comerciais, nem todos os possuem.

Pretende-se provar a ausência de formação dos funcionários que normalmente


trabalham nos estabelecimentos e que a sua formação é uma mais valia em
caso de incêndio, uma vez que, são eles que presenciam e podem suprimir um
foco de incêndio no seu início, utilizando os meios que dispõem ao seu dispor,
nomeadamente os extintores.

1.2.1. Local de Estudo

O Centro Histórico de Leiria está localizado na freguesia de Leiria que ocupa


uma área de cerca de 6,5 Km2 no Centro do Concelho de Leiria, concelho
pertencente ao Distrito de Leiria. Possui uma densidade populacional de 6,42
Km2 e uma taxa de população residente de 13946 habitantes (censos 2002). A
área 1 corresponde à área sombreada da figura 2 indicada com o número 1.

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PROTECÇÃO CIVIL DE LEIRIA]

Figura 2 - Mapa do Centro Histórico de Leiria –


Figura 3 - Mapa de Portugal Continental (Fonte: Google.pt) Área 1 (Fonte: Google Earth)

Ao longo do estudo os 251 edifícios que fazem parte da área 1 vão ser
caracterizados nas diversas variáveis e atributos. Analisando no sistema de
informação geográfica, a área 1 possui uma área de 0,095 Km2 de 0,292 km2
de todo o centro histórico. A área de estudo localiza-se nos 39º 44’ 40.70’’ de
Latitude Norte e os 8º 48’ 29.36’’ de Longitude Oeste.

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DE LEIRIA] PROTECÇÃO CIVIL

2. Desenvolvimento

A realização deste estudo tem como objectivo a elaboração de uma matriz de


risco. Considerando que o Risco (R) corresponde à probabilidade de que um
evento específico ocorra dentro de um período determinado ou em
circunstâncias determinadas (EN1473:1997; DL164/2001), e a Perigosidade (P)
é a propriedade intrínseca de uma situação física de poder provocar danos à
saúde humana ou ao ambiente (DL164/2001), e a Vulnerabilidade (V) reflecte o
potencial afectação de pessoas, bens e ambiente devido à ocorrência de um
determinado evento (UNE150008 EX2000), remete-nos a:

RISCO=PERIGOSIDADE X VULNERABILIDADE

O Risco é igual à Perigosidade a multiplicar pela Vulnerabilidade, logo,


encaminha para o objectivo final de elaborar duas matrizes, uma de
perigosidade e outra de vulnerabilidade. Pretendendo cruzar os dados das
duas matrizes, obtendo a Matriz de Risco de Incêndio da área de estudo.

2.1. Contexto

Para sustentar o estudo, baseou-se na legislação nacional e internacional,


recorrendo também a literatura relacionada com o tema, de modo a ter uma
base consistente e validada.

A nível da legislação nacional baseou-se no Decreto-Lei n.º 426/1989 de 6 de


Dezembro, que estabelece a segurança contra risco de incêndio em centros
urbanos antigos, esta legislação é a base de trabalho na prevenção de centros
históricos ou centros urbanos antigos em diversas cidades e vilas, que foi
revogado pelo Decreto-Lei n.º 220/2008 de 12 de Novembro, que estabelece o
regime jurídico da segurança contra incêndios em edifícios (SCIE) e consultou-
se diversa legislação que está referida ao longo do estudo. Não estando
referenciada uma medida de avaliação para os Centros Históricos no Decreto-
Lei n.º 220/2008, deixa ao critério dos técnicos responsáveis a avaliação de
risco, dependendo de cada técnico uma adaptação de medidas de prevenção e
realização de matrizes de risco de incêndio, desse modo levou a que seja
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estabelecido neste estudo um critério simples de avaliação da Perigosidade e


Vulnerabilidade, que dê um resultado fácil de interpretar, seja pelos diversos
técnicos e cadeia hierárquica ou pelos políticos, que são as pessoas a
sensibilizar e que directamente decidem sobre a organização, reestruturação e
prevenção destes centros. Recorrendo ao Decreto-Lei n.º 426/89 que define:

“Centro Urbano Antigo: o conjunto edificado cuja homogeneidade permite


considerá-lo como representativo de valores culturais, nomeadamente
históricos, arquitectónicos, urbanísticos ou simplesmente afectivos, cuja
memória importa preservar”

Define ainda, um conjunto de medidas cautelares para a melhoria das


condições de segurança contra incêndios em centros urbanos antigos
aplicáveis à generalidade dos edifícios existentes com altura até 20 metros e
para qualquer tipo de ocupação, encaminhando a responsabilidade de medidas
preventivas para as autarquias. Deste modo dá-se a necessidade de preservar
os edifícios com história e a protecção do património, da mesma forma que se
deve salvaguardar a segurança dos habitantes ou visitantes do centro histórico.

2.2. Metodologia

Os dados neste estudo foram analisados e tratados no programa de Sistema


de Informação Geográfica – ArcGis. Recorreu-se ao software Excel para
elaboração da avaliação da perigosidade e vulnerabilidade e na resolução da
matriz final de risco de incêndio.

Realizou-se um trabalho de campo para verificar as ruas que serviam veículos


de combate a incêndios, as bocas-de-incêndio e os marcos de incêndio, como
também alguns dados em falta cedidos pela autarquia nomeadamente da
construção do edificado.

Realizou-se um inquérito (anexo II) a todos os edifícios que possuem


estabelecimentos abertos ao público, num total de 117, e dai retirar os dados
necessários na elaboração da matriz de risco. O objectivo deste inquérito
baseou-se na recolha de dados do tipo de ocupação do edifício, se o edifício

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dispunha de extintores ou Sistemas Automáticos de Detecção de Incêndio


(SADI), qual o número de ocupantes do edifício e se estes possuíam formação
em extinção de incêndios e se existiam crianças, nomeadamente creches ou
infantários.

Esta análise de risco teve como base um estudo realizado no Bangladesh pela
Universidade de Engenharia e Tecnologia (BUEDT), intitulado “Analyzing
Vulnerability of a Community to Fire Hazard”, que incidiu numa área de uma
comunidade conhecida como “Ward 72 of Dhaka” definindo critérios de
elaboração de um mapa de vulnerabilidade face ao incêndio.

Tentou-se comprovar todas as variáveis com a análise de legislação, seja ela,


nacional ou internacional.

Não descurando toda a matéria leccionada nos três anos da licenciatura em


Protecção Civil, que contribuiu para um enriquecimento técnico, o saber
empírico e as diversas formações profissionais ao longo da vida.

2.3. Descrição Técnica

Nas matrizes foram consideradas variáveis para quantificar o seu risco


repartido por várias temáticas.

Em cada variável utilizou-se uma escala de 1 a 5 para quantificar o seu grau de


perigosidade ou vulnerabilidade consoante os atributos estabelecidos em cada
tabela. O número um caracterizado com a cor azul tem um risco baixo; o
número dois possui risco moderado, corresponde à cor verde; o número três
possui risco alto com a cor amarelo; o número quatro com a cor laranja designa
o risco muito alto e por último, o número cinco com o risco extremo é
identificado com a cor vermelha, como se pode observar na tabela 1.

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5 - Extremo
4 - Muito Alto
3 - Alto
2 - Moderado
1 - Baixo
Tabela 1 – Grau de Risco

Para identificar cada edifício usou-se um código, que relaciona o edifício com o
quarteirão e a sua localização no SIG. O código Q0034-005, por exemplo,
representa o quarteirão 34 e o lote 05 (fig.4) em que o lote corresponde ao
edifício. Este código foi cedido pela Autarquia e é utilizado na identificação dos
edifícios do Centro Histórico de Leiria.

Figura 4 - Identificação do edificado

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2.4. PERIGOSIDADE

Na elaboração da matriz de perigosidade usou-se as seguintes variáveis: o tipo


de ocupação, a conservação, os elementos estruturais, os elementos de
compartimentação, os elementos de revestimento, a cobertura, a existência de
electricidade e gás para cada edifício. A escolha destas variáveis incidiu na
resistência dos materiais de construção à acção do fogo, são enunciados
apenas os que foram considerados mais importantes neste contexto. A
existência de electricidade e da instalação gás é um factor de perigosidade, na
medida em que, o edifício possui um perigo adicional em caso de incêndio
aumentando o seu risco.

2.4.1. Tipo de Ocupação

Na variável tipo de ocupação distingue-se as diferentes ocupações de cada


edifício, com base no inquérito realizado (anexo II). Tentando recorrer à
legislação e transposto do Decreto-lei n.º 220/2008, de 12 de Novembro, que
estabelece o regime jurídico da segurança contra incêndios em edifícios, no
Despacho n.º 2074/2009, que define os critérios técnicos para a determinação
da carga de incêndio e na Lei n.º 6/2006, de 27 de Fevereiro, que diz respeito
ao Novo Regime do Arrendamento Urbano. Tendo como base a legislação
referenciada diferenciou-se o edifício consoante diversos atributos,
identificando cada um com uma tipologia, designando desde o Tipo I até ao
Tipo V.

Baseando-se nos termos da alínea b), do nº1 e do n.º 3 do artigo 63.º da Lei n.º
6/2006, de 27 de Fevereiro, designou-se como Tipo I o edifício devoluto, ou
seja, todo o edifício que não apresenta habitabilidade, ou outro género de uso,
que se encontra desabitado ou que não possui qualquer tipo de serviço de
atendimento ao público. Quantificou-se com o grau de risco 1, sendo risco
baixo e caracterizado com a cor azul.

Os restantes tipos de ocupação (anexo III) foram atribuídos com base no


Despacho n.º 2074/2009, onde define a densidade de carga de incêndio
relativa ao tipo de actividade, diferenciando por densidade de carga de incêndio

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todos os tipos de actividade existentes na área 1 do centro histórico. O


inquérito realizado revelou que dos 251 edifícios do centro histórico, 117
edifícios são estabelecimentos abertos ao público onde existem 44 actividades
diferentes, como se pode constatar na tabela abaixo enunciada.

Armazém Lavandaria
Artesanato Livraria
Banco Loja
Bar Malas
Biblioteca Mercearia
Cabeleireiro Móveis
Café Oficina
Calçado Óptica
Cestaria Ourivesaria
Cosmética Pastelaria
Costura Plásticos
Decoração Pousada
Electrodomésticos Reparação Calçado
Ervanária Residencial
Escritórios Restaurante
Estofador Restaurante/Bar
Farmácia Retrosaria
Fotografia Sapataria
Funerária Talho
Habitação Têxteis
Igreja Tipografia
Infantário Vestuário
Tabela 2 – Actividades comerciais do Centro Histórico

No Tipo II considerou-se os edifícios que possuem a actividade, ervanárias ou


talho, com densidade de carga de incêndio (qsi) baixa, 40 MJ/m2.

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No Tipo III caracterizou-se os edifícios com qsi entre os 200 e os 400 MJ/m2,
que incluíam artesanato, bancos, bares, cabeleireiros, cafés, cestaria, costura,
electrodomésticos, habitação, igreja, infantários, lavandarias, lojas não
definidas, lojas de malas, mercearias, oficinas, ópticas, ourivesarias,
pastelarias, pousada da juventude, residenciais, restaurante e restaurante bar,
sapataria e vestuário.

Considerou-se habitação, todo o edifício destinado a habitação, incluindo os


espaços comuns de acessos e as áreas não residenciais reservadas ao uso
exclusivo dos residentes, segundo o artigo 8.º, capítulo II do Decreto-lei n.º
220/2008 de 12 de Novembro. Os dados inseridos foram retirados do estudo
sócio-demográfico realizado pela autarquia em 2002, que contabilizava os
agregados existentes na área de estudo.

Caracterizou-se os edifícios que possuem estabelecimentos hoteleiros,


restauração, comércio, segundo o artigo 8º, capitulo II do Decreto-Lei n.º
220/2008 de 12 de Novembro, estabelece que os edifícios hoteleiros e
restauração são edifícios ou parte de edifícios que recebem público,
fornecendo alojamento temporário ou exercendo actividades de restauração e
bebidas, e os considerados comerciais correspondem a edifícios ou partes de
edifícios que recebem público, ocupados por estabelecimentos comerciais
onde se exponham ou vendam materiais, produtos ou outros bens, destinados
a ser consumidos no exterior desse estabelecimento. Seguindo o artigo atrás
mencionado descreve o edifício tipo escolar, um edifício ou parte de edifício
que recebe público, onde se ministrem acções de educação, ensino e formação
ou exerçam actividades lúdicas ou educativas para crianças e jovens, inclui
escolas de todo os níveis de ensino, creches, jardins-de-infância, centros de
formação, centros de ocupação de tempos livres destinados a crianças e
jovens e os centros de juventude.

No Tipo IV caracterizou-se os edifícios com qsi entre os 500 e os 800 MJ/m2,


destaca-se no CHL as lojas de calçado, espaços de cosmética, decoração
escritórios, estofador, farmácias, funerária, lojas de móveis, plásticos e
reparação de calçado.

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No Tipo V caracterizou-se os edifícios com qsi entre os 1000 e os 3000 MJ/m2,


os armazéns, a biblioteca, fotografia, livrarias, retrosarias, têxteis e tipografias.
Quantificou-se como grau extremo devido á densidade de carga de incêndio
relativa ao tipo de actividade, correspondendo ao grau de risco 5 com a cor
vermelha.

Considera-se armazém, todo o edifício ou parte de edifício, destinados ao


armazenamento de materiais, substâncias ou equipamentos auxiliares ou
complementares necessárias a estas actividades. Incluiu-se as bibliotecas,
livrarias e tipografias neste tipo, uma vez que, são edifícios destinados a
arquivo documental, logo possuem uma densidade elevada de carga de
incêndio.

Pode-se observar na tabela 3 os graus de risco correspondentes a cada


atributo.

Tipo Ocupação Perigosidade

Tipo V 5 - Extremo

Tipo IV 4 - Muito Alto

Tipo III 3 - Alto

Tipo II 2 - Moderado

Tipo I 1 - Baixo

Tabela 3 - Tipo de ocupação

Nesta variável os resultados obtidos foram:

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Nº Edifícios
13 Tipo de Ocupação

16 Tipo V
Tipo IV
89
Tipo III
Tipo II
131
Tipo I

Gráfico 1 - Resultados do tipo de ocupação

Verificamos que o resultado por tipo de ocupação, remete-nos a uma maioria


de 131 edifícios no Tipo III, e que 89 dos edifícios estão devolutos, inseridos no
Tipo I. Em menor representação estão os edifícios do Tipo II, apenas com 2
edifícios.

2.4.2. Conservação do Edifício

Seguindo a estrutura da matriz de perigosidade a variável a ter em conta é a


conservação do edifício. A tabela da conservação do edifício (tab.4) foi
elaborada pelos técnicos da autarquia e disponibilizada tendo como base o SIG
(fig.4), onde se caracterizou como ruína, mau, razoável e bom. Tendo feito uma
observação de todos os edifícios e verificado que existem alguns que foram
reconstruídos, decidiu-se atribuir o atributo muito bom, tendo como base o
Decreto-Lei n.º156/2006, de 8 de Agosto, que integra a regulamentação da Lei
n.º 6/2006, de 27 de Fevereiro, a qual aprovou o Novo Regime do
Arrendamento Urbano e estabelece o modo de fixação do nível de conservação
dos edifícios. A cada um deles foi dado um grau de risco associado como se
pode observar na tabela 5, onde o edifício localizado no quarteirão 39 e
identificado como lote 01 possui um estado de conservação razoável (fig.5).

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Figura 5 - Tipos de conservação do edifício

Conservação Perigosidade

Ruína 5 - Extremo

Mau 4 - Muito Alto

Razoável 3 - Alto

Bom 2 - Moderado

Muito Bom 1 - Baixo

Tabela 4 - Tipo de conservação

Nesta variável os resultados obtidos foram:

113 Conservação
120
93
100

80
Nº Edifícios

60

40 25
15
20 5

Ruína Mau Razoável Bom Muito Bom

Gráfico 2 - Resultado da conservação dos edifícios (Fonte: CML, 2009)

Consoante o tipo de conservação, nos 251 edifícios contabilizados, 113 estão


em estado razoável e 93 estão em mau estado. Apenas 5 desses edifícios
estão em muito bom estado.

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2.4.3. Elementos Estruturais

Outra variável escolhida foi a constituição dos elementos estruturais do edifício,


contabilizando os materiais de construção definidos no artigo 9º, capítulo II do
Decreto-lei n.º 220/2008 de 12 de Novembro. Os elementos de construção
estruturais escolhidos foram: a alvenaria em pedra; o betão armado e alvenaria
em tijolo e por fim, o betão. Estes elementos devem possuir segundo o artigo
15.º do capítulo I da Portaria n.º 1532/2008 de 29 de Dezembro, resistência ao
fogo que garanta as suas funções de suporte de cargas, de isolamento térmico
e de estanquidade durante todas as fases de combate ao incêndio, incluindo o
rescaldo. A resistência ao fogo por um elemento de construção define-se como
a duração medida desde o inicio do aquecimento até que este se comece a
deformar.

Considerou-se baseado no Decreto-Lei n.º 426/89, que o betão, o betão


armado e alvenaria de tijolo, e a alvenaria de pedra são considerados M0, ou
seja, são materiais não combustíveis, que segundo a classificação europeia
designam-se A1 e A2 (DL n.º 220/2008). A ordenação do grau de risco teve em
conta a sua resistência perante a acção do calor e o calor específico de cada
substância. O betão possui uma grande capacidade térmica, e por conseguinte
absorve muito calor, possuindo calor específico de 0,88 kJ/(kg ºC) a 20ºC, o
betão com a alvenaria de tijolo possui uma maior resistência devido ao tijolo ser
um material cerâmico e ter 0,84 kJ/(kg ºC) a 20ºC, elevando assim a sua
resistência. Considera-se também a densidade do betão como 2300 kg/m3 e a
do tijolo de 1000 kg/m3. A alvenaria em pedra possui um calor específico de
0,84 kJ/(kg ºC) a 20ºC, considera-se neste caso a pedra calcária, uma vez que,
é a pedra em uso no centro histórico. Assim temos grau 1 até grau 3 (tab.5).

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Elementos Estruturais Perigosidade

Alvenaria Pedra 3 - Alto

Betão Armado e Alvenaria Tijolo 2 - Moderado

Betão 1 - Baixo

Tabela 5 - Elementos estruturais do edifício

Nesta variável os resultados obtidos foram:

Elementos Estruturais

7 Alvenaria Pedra
19
Betão Armado e
225 Alvenaria Tijolo
Betão
0 100 200 300
Nº Edifícios

Gráfico 3 - Resultados dos elementos estruturais do edificado (Fonte: CML, 2009)

Verificou-se que 225 edifícios possuem a estrutura em alvenaria em pedra e


apenas 7 possuem em betão.

2.4.4. Elementos de Compartimentação

Na tabela de atributos dos elementos de compartimentação, usou-se os


mesmos referenciados na tabela dos elementos estruturais (tab.5), adicionando
os metais e a madeira aos três anteriormente enunciados. Nos metais foi
considerado o ferro, que possui um calor específico de 0,11 cal/g.ºC, tal como
os elementos estruturais, os metais são considerados M0. A madeira possui
um calor específico de 0,42 cal/g.ºC. O ferro tem um calor específico inferior ao
da madeira, quanto menor for o calor específico maior facilidade de receber
calor, ou seja, sofre deformação de estrutura mais rápido. O ferro quando
exposto a um incêndio perde em menos de 15 minutos as suas propriedades

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resistentes, colocando em risco a estabilidade do edifício. Os metais sofrem


uma dilatação significativa sobre o efeito do calor. Considerou-se os mesmos
graus de risco adicionando o grau 4 aos metais e o grau cinco à madeira,
sendo deste modo caracterizada como risco extremo, definida com a cor
vermelha (tab.6).

Elementos Compartimentação Perigosidade

Madeiras 5 - Extremo

Metais 4 - Muito Alto

Alvenaria Pedra 3 - Alto

Betão Armado e Alvenaria Tijolo 2 - Moderado

Betão 1 - Baixo

Tabela 6 - Elementos de compartimentação dos edifícios

Nesta variável os resultados obtidos foram:

Elementos de Compartimentação

64 Madeiras

4
Nº Edifícios

Metais
1
Alvenaria Pedra
1

Betão Armado Alvenaria


181 tijolo
0
50 Betão
100
150
200

Gráfico 4 - Resultados dos elementos de compartimentação (Fonte: CML, 2009)

Relativamente aos elementos de compartimentação a maioria, 181 edifícios


possuem madeira, elevando a sua perigosidade e 64 já possuem a
compartimentação em betão, diminuindo a perigosidade.
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2.4.5. Elementos de Revestimento

Considerou-se os elementos de revestimento das paredes interiores, na


medida em que, são elementos retardários da acção do fogo. Os materiais
usados nos diversos edifícios são: o tijolo; o reboco pintado e pedra; o reboco
pintado e os polímeros. O tijolo como já foi referido é um material cerâmico que
suporta elevadas temperaturas. Em relação ao reboco pintado e pedra, perde a
capacidade de suportar elevadas temperaturas, em comparação ao anterior
devido á baixa resistência da pedra e das tintas. Os polímeros considerados
são os plásticos, nomeadamente o PVC, usados como revestimento, possuem
uma temperatura de fusão a partir dos 150º C, são materiais facilmente
inflamáveis, que ao entrar em combustão produzem gases muito tóxicos e
corrosivos, os plásticos facilitam a progressão das chamas. Possuem um calor
específico de 0,96 kJ/(kg ºC) a 20ºC. Desta forma ordenou-se por grau de
risco, como se pode observar na tabela 7.

Elementos Revestimento Perigosidade

Polímeros (plásticos) 4 - Muito Alto

Reboco Pintado 3 - Alto

Reboco Pintado e Pedra 2 - Moderado

Tijolo 1 - Baixo

Tabela 7 - Elementos de revestimento

Nesta variável os resultados obtidos foram:

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Elementos de Revestimento
Tijolo 4

Reboco Pintado e Pedra 7

Reboco Pintado 239

Polímeros (plásticos) 1

Nº Edifícios

Gráfico 5 - Resultado dos elementos de revestimento (Fonte: CML, 2009)

O reboco pintado é o elemento de eleição no centro histórico, tendo um total de


239 edifícios e apenas 1 com polímeros.

2.4.6. Cobertura

Uma vez que o edifício é constituído por várias estruturas e considerando a


reacção ao fogo, faz-se referência à cobertura do edifício, ou seja, o telhado.
As coberturas devem cumprir uma dupla função, de impedir que um incêndio
que se verifique no interior do edifício, se possa propagar para o exterior e de
proteger dos riscos provenientes do exterior.
A sua constituição pode ser de zinco, em telha ou betão. Caracterizou-se a
cobertura de zinco em grau de risco 5 devido à sua reacção ao calor, por ter
um calor específico de 0,39 kJ/(kg ºC) a 20ºC, a telha de grau 3 com a cor
amarela, por possuir um calor específico de 0,63 kJ/kgºC e por último com grau
um, temos o betão nomeadamente nos edifícios mais modernos, ou seja, os
que foram reconstruídos recentemente, com 0,88 kJ/(kg ºC) a 20ºC. Seguindo
estes dados classificou-se os materiais consoante o seu calor específico (tab.
8).

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Cobertura Perigosidade

Zinco 5 - Extremo

Telha 3 - Alto

Betão 1 - Baixo

Tabela 8 - Constituição da cobertura do edifício

Nesta variável os resultados obtidos foram:

Cobertura
239
250

200
Nº Edifícios

Zinco
150
Telha
100
Betão
50 4 8

0
Zinco Telha Betão

Gráfico 6 - Resultados do tipo de cobertura dos edifícios (Fonte: CML, 2009)

A maioria da cobertura é constituída por telha, 239 edifícios.

2.4.7. Electricidade

Uma relação necessária para definir a perigosidade dos edifícios é se possui


electricidade. Definiu-se consoante o observado e os dados cedidos, se o
edifício possui posto de transformação (PT) num raio de 4 metros, segundo a
metodologia do estudo “Analyzing Vulnerability of a Community to Fire Hazard”
realizando um buffer1 de todos os PT (fig.6), classificando-se como grau de
risco extremo. Se possuir electricidade classifica-se como grau alto e se não

1
Buffer – é uma circunferência em torno de um local ou objecto no mapa, medido em distância. Analisa
a proximidade.
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possuir electricidade o risco desce para grau baixo (tab.9). Nos dados relativos
a não ter electricidade, foram considerados todos os edifícios que estivessem
no estado de devoluto, considerado no tipo de ocupação como Tipo I.
Relativamente aos dados dos PT foram resultado de trabalho de campo.

Figura 6 – Buffer de um PT

Electricidade Perigosidade

Posto de Transformação 5 - Extremo

Sim 3 - Alto

Não 1 - Baixo

Tabela 9 - Electricidade

Nesta variável os resultados obtidos foram:

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Electricidade
161
180
160
140
120 Posto de Transformação
Nº Edifícios

89
100 Sim
80 Não
60
40
1
20
0

Gráfico 7 - Resultados dos edifícios com electricidade (Fonte: CML, 2009)

Nos 251 edifícios, 161 possui electricidade e 89 não possuem, sendo a sua
maioria mais perigosos. Apenas 1 possui um PT associado, elevando desta
forma a sua perigosidade.

2.4.8. Instalação de Gás

Por fim, para caracterizar a matriz de perigosidade caracterizou-se o tipo de


instalação de gás nos edifícios. Definiu-se como grau de risco extremo se o
edifício possui GPL, ou seja, garrafas de gás de butano, que possuem um
poder calorífico de 46 Mj/Kg e garrafas de gás propano com 48 Mj/Kg, estas
instalações são mais perigosas que as de gás natural. Se o edíficio possuir gás
canalizado, ou seja, gás natural, este torna-se mais seguro na medida em que
é obrigatório inspecções periódicas, segundo a Portaria n.º 362/2000. O gás
natural possui 25, 84 Mj/Kg de poder calorífico segundo o anexo do despacho
nº 2074/2009. Se o edifício não tiver instalação gás é menos perigoso,
correspondendo grau de risco baixo, se possuir gás natural o risco será alto e
se possuir GPL será risco extremo (tab.10). Os dados relativos a este atributo
foram retirados de uma tabela cedida pela autarquia.

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Instalação Gás Perigosidade


GPL (Butano / Propano) 5 - Extremo
Gás Natural 3 - Alto
Não 1 - Baixo
Tabela 10 - Instalação de gás no edificado

Nesta variável os resultados obtidos foram:

Instalação Gás

140 133
120
100 89
Nº Edifícios

80
60
29
40
20
0
GPL (Butano / Gás Natural Não
Propano)

Gráfico 8 - Resultados dos edifícios que possuem instalação de gás (Fonte: CML, 2009)

Existem no centro histórico 133 edifícios com instalação gás natural,


diminuindo a sua perigosidade em relação aos 29 com GPL.

2.4.9. Análise dos resultados

Nos 251 edifícios analisados, estabeleceu-se pelos graus de risco a


distribuição em classes. Para estabelecer a distribuição por classes recorreu-se
à distribuição das frequências absolutas e achou-se o mínimo de edifícios que
correspondiam a 8 e um máximo que correspondia a 40, uma vez que, se as
variáveis são oito, leva a que o mínimo possível seja 8, pois o grau mais baixo
é 1 e a sua soma corresponde a 8. O máximo possível é 40, na medida em
que, as classes estudadas possuem o grau 5 como o mais elevado,
estabelecendo que a soma de 8 variáveis é igual a 40.
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O grau de risco de perigosidade baixo, corresponde a classe de 8 a 14, 4, onde


estão inseridos os valores correspondentes a cada edifício, apenas existem
três neste grau. No grau moderado, está contabilizado o número de edifícios
desde 14,4 a 20,8, correspondendo a 44 edifícios. Verifica-se que é nesta
classe, de 20,8 a 27,2 que se enquadra a maioria dos edifícios, na totalidade
de 171, correspondendo ao grau de perigosidade alto. Na classe 27,2 a 33,5,
correspondente a grau muito alto, existem nestas condições 33 edifícios,
enquanto o grau extremo, não possui nenhum edifício nesta categoria. Pode-se
observar o resultado dos dados no gráfico 9 e no mapa temático nº 1. Na
matriz de risco de incêndio (anexo I) pode verificar-se a distribuição da
perigosidade por edifícios.

PERIGOSIDADE
4 – Muito Alto 5 - Extremo

[33,5-40] 0

[27,2-33,5[ 33
3 - Alto

[20,8-27,2[ 171
2 - Moderado

[14,4-20,8[ 44
1 - Baixo

[8-14,4[ 3

0 20 40 60 80 100 120 140 160 180

Gráfico 9 - Resultados da Perigosidade por classes de risco

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2.5. VULNERABILIDADE

A matriz de vulnerabilidade possui as seguintes variáveis: o acesso a viaturas


de combate a incêndios; a altura do edifício; se os edifícios são servidos por
hidrantes; se possui extintores e/ou sistemas automáticos de detecção de
incêndios (SADI); se os ocupantes possuem alguma formação de extinção de
incêndios; qual o número de ocupantes e se existem crianças.

2.5.1. Acesso a viaturas

Nesta matriz de vulnerabilidade considerou-se primeiramente o acesso a


viaturas, uma vez que, se uma viatura de combate a incêndios não acede a um
edifício, ele tornar-se-á mais vulnerável perante o risco de incêndio. Este
acesso foi verificado com trabalho de campo, onde se observou a
acessibilidade de uma viatura ligeira de combate a incêndios, designada por
VLCI (fot.2). Considerou-se a acessibilidade do VLCI às fachadas do edifício.
Se a viatura acede às quatro fachadas do edifício o grau de vulnerabilidade é
baixo, se aceder a três fachadas, possui grau moderado, se for duas fachadas
o grau é alto, se só aceder a uma, o grau é muito alto e se não tiver acesso, é
grau vulnerável extremo (tab.11).

Fotografia 2 – Viatura Ligeira de Combate a Incêndios (Fonte: Humberto Morgado)

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Acesso Viaturas Vulnerabilidade

Não 5 - Extremo

1 Fachada 4 – Muito Alto

2 Fachadas 3 – Alto

3 Fachadas 2 - Moderado

4 Fachadas 1 - Baixo

Tabela 11 – Acesso a viaturas

Uma das razões que levou a escolher umas ruas em detrimento de outras,
mesmo que algumas tivessem largura suficiente para uma viatura ligeira, a
mesma não consegue entrar na rua devido ao ângulo de entrada como se pode
observar na figura 7.

Figura 7 - Acesso a viaturas de socorro

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A escolha desta váriavel levou a considerar o artigo 4.º do Decreto-Lei n.º


220/2008, em que estabelece as vias de acesso aos edifícios. No número 2.º
do artigo 4.º refere que “ nos edifícios situados em centros urbanos antigos e
em locais onde a rede viária existente não possa ser corrigida de forma a
satisfazer o disposto no número anterior (30 metros), essa distância máxima
pode ser aumentada para 50 metros.

Ao realizar um buffer de 50 metros, toda a área fica abrangida, levando a


escolher o acesso por fachada, uma vez que, um edifício que tem acesso por
uma viatura de incêndio é diferente de um que não tem acesso a essa mesma
viatura, na medida em que, os bombeiros realizam as operações de combate a
incêndio pela fachada do edifício. Tomando como medida o comprimento das
mangueiras de incêndio com uma medida padrão de 20 metros, considerou-se
o número de fachadas abrangidas pelas viaturas de combate a incêndios.
Realizou-se um buffer de 20 metros para cada lado, da rua com acesso a
viaturas de socorro (mapa temático 2).

Nesta variável os resultados obtidos foram:

Acesso Viaturas Socorro

120 105

100
78

80
Nº Edifícios

60
43

40
21

20
4

0
Não 1 Fachada 2 Fachadas 3 Fachadas 4 Fachadas

Gráfico 10 – Resultados do acesso às viaturas de socorro

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O acesso pelas viaturas de combate a incêndios aos edifícios do centro


histórico pode ser feito a 105 edifícios numa só fachada e nas 4 fachadas,
apenas em 4 edifícios. Não existe acesso a 43 edifícios, elevando a sua
vulnerabilidade.

2.5.2. Altura do Edifício

A altura dos edifícios foi estabelecida pela tabela cedida pela autarquia, em que
definia o número de andares por edifício. A referida tabela não refere a altura
padrão relativamente ao pé direito de cada andar, estabelecendo então um
valor padrão de 3 metros por piso, tendo como base no artigo 65.º do
regulamento geral da edificação urbana, do Decreto-Lei n.º 650/75 de 18 de
Novembro. Considera-se a altura de um edifício a diferença de cota entre o
piso mais desfavorável susceptível de ocupação e o plano de referência, ou
seja, o piso térreo até à cobertura. O piso rés de chão considera-se até 3
metros de altura caracterizado com grau baixo. O piso 1 corresponde uma
altura entre os 3 metros e os 6. O piso 2 está entre os 6 e os 9 metros. Dos 9
aos 12 metros considera-se o piso 3 e com mais de 12 metros de altura
considera-se grau de vulnerabilidade extremo, onde se insere os edifícios com
4 ou mais andares (tab.12). Se o edifício tiver cave ou sub-cave considera-se
mais um andar, ou mais dois respectivamente, segundo o Decreto-Lei n.º
220/2008.

Altura Edifício Vulnerabilidade

>12 5 - Extremo

9_12 4 - Muito Alto

6_9 3 - Alto

3_6 2 - Moderado

<3 1 - Baixo

Tabela 12 – Altura dos edifícios

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Nesta variável os resultados obtidos foram:

Altura Edifício
142
160
140
120
Nº Edifícios

100
80 48
44
60
40 13
4
20
0
>12 9_12 6_9 3_6 <3

Gráfico 11 - Resultados das alturas dos edifícios (Fonte: CML, 2009)

Contabilizou-se 142 edifícios com a altura de 9 metros e apenas 4 com altura


superior a 12 metros.

2.5.3. Hidrantes

Relativamente ao abastecimento de água das viaturas de combate a incêndio,


é necessário um abastecimento por hidrantes, sejam eles marco de incêndio ou
por bocas de incêndio. Segundo o Decreto Regulamentar n.º 23/95 de 23 de
Agosto, que estabelece o Regulamento Geral dos Sistemas Públicos e Prediais
de Distribuição de Água e de Drenagem de Águas Residuais, no seu artigo 18.º
define que “os volumes de água para combate a incêndios são função do risco
da sua ocorrência e propagação na zona em causa e que a zona urbana de
elevado risco caracterizada pela existência de construções antigas (…)”. No
artigo 55.º refere que a localização dos hidrantes, nomeadamente as bocas de
incêndio devem estar a uma distância de 25 metros em construções de banda
contínua e devem ser substituídas por marcos de incêndio. Relativamente aos
marcos de incêndio não define uma distância entre eles, referindo que deve ser
definido caso a caso, mas recorrendo à Portaria n.º 1532/2008 de 29 de
Novembro, que estabelece o Regulamento Técnico de SCIE, no seu artigo

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12.º, refere que “os marcos de incêndio devem ser instalados junto ao lancil
(…) de forma a ficarem localizados a uma distância não superior a 30 metros
das saidas dos edifícios”. Para considerar que se o edifício é ou não servido
por hidrantes, recorreu-se a um buffer para verificar quais os edifícios
abrangidos neste atributo. Considerou-se se o buffer sobrepunha o edificio, não
sendo necessário sobrepor todo edificio como podemos ver na figura 8 e no
mapa temático 3. Para a boca de incêndio recorreu-se a um buffer de 25
metros de raio (cor amarela) e para os marcos de incêndio o buffer possui 30
metros de raio (cor verde).

Figura 8 – Buffer hidrantes

Podemos observar na tabela 13, o grau de risco de vulnerabilidade se o edifício


é servido ou não por hidrantes. A verificação da existência dos hidrantes foi
realizada com trabalho de campo.

Hidrantes Vulnerabilidade

Não 5 - Extremo

Sim 1 – Baixo

Tabela 13 - Hidrantes

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Nesta variável os resultados obtidos foram:

Hidrantes

172
200 Não
Nº Edifícios

79
Sim

Gráfico 12 – Resultado dos hidrantes

Verificou-se que 172 edifícios são abrangidos por hidrantes e que 79 edifícios
não têm cobertura de hidrantes.

2.5.4. Sistemas Automáticos de Detecção de Incêndios - SADI

Na medida em que o Decreto-Lei n.º 368/99 de 18 de Setembro, estabelece as


medidas de segurança para riscos de incêndio aplicável aos estabelecimentos
comerciais, no seu anexo no n.º 9.º refere as medidas a implementar obrigando
os estabelecimentos abertos ao público a possuir SADI. Sendo os edifícios do
centro histórico na sua maioria constituídos por madeira na sua estrutura de
compartimentação, o que eleva o seu grau de perigosidade, logo é um atributo
que deve ser considerado para avaliar a vulnerabilidade dos edifícios. A
instalação deste sistema permite a detecção precoce de incêndio, na medida
que transmite a informação detectada, podendo ser transmitida ao proprietário
e/ou ao corpo de bombeiros mais próximo do local.

Para a elaboração da váriável SADI optou-se por atribuir grau baixo, se o


edifício possuía SADI e um grau extremo se o edifício não dispunha deste
sistema (tab.14). No inquérito realizado verificou-se esta variável.

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SADI Vulnerabilidade

Não 5 - Extremo

Sim 1 - Baixo

Tabela 14 – Sistemas Automáticos de Detecção de Incêndios

Nesta variável os resultados obtidos foram:

Sistemas Automáticos Extinção


Incêndios

80
Nº Edifícios

Não
100 37
Sim
0

Gráfico 13 – Resultados dos edifícios com SADI

Nos 117 estabelecimentos inquiridos, verificou-se que 37 possuem SADI,


diminuindo a sua vulnerabilidade e que 80 não possuem este sistema.

2.5.5. Extintores

A segurança dos utentes dos variados edifícios deve ter ao seu alcance meios
de intervenção, neste caso considerou-se os extintores. Segundo o Decreto-Lei
n.º 220/2008, estabelece no artigo 162.º que os edifícios devem ter no seu
interior meios próprios de intervenção para actuação dos ocupantes, definindo
como meio de extinção os extintores. Excepto nas habitações, este meio de
extinção não é obrigatório, mas aconselha-se a sua posse. No inquérito
realizado contabilizou-se nos estabelecimentos abertos ao público quais
possuíam meio extintor. Nesta variável designou-se, se o edifício possuía
extintor considera-se grau baixo, se não possuir, o grau é extremo (tab.15). A
existência de extintor foi comprovada por inquérito.

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Extintor Vulnerabilidade

Não 5 - Extremo

Sim 1 - Baixo

Tabela 15 - Extintores

Nesta variável os resultados obtidos foram:

Extintor
98

100

80
Não
Nº Edifícios

60
Sim
40 19

20

Gráfico 14 – Resultado relativo aos extintores

Nos 117 estabelecimentos inquiridos, 98 possui extintor e 19 não possui meio


de extinção de incêndios, aumentando a sua vulnerabilidade face ao risco de
incêndio.

2.5.6. Formação em extinção de incêndios

A formação em extinção de incêndios é uma forma de mitigar um foco de


incêndio aquando do seu início, uma vez que, os executantes dos meios de
primeira intervenção são os habituais utilizadores do espaço. Contabilizou-se
através de inquérito, a formação dos funcionários dos diversos
estabelecimentos abertos ao público do centro histórico. Com base no Decreto-
Lei n.º 220/2008, no artigo 206.º define que os funcionários e colaboradores, ou
pessoas que num período superior a 30 dias exerçam actividades profissionais
num certo espaço, devem possuir formação de combate a incêndios. Se um
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dos funcionários possui formação, o edifício caracteriza-se, relativamente à


vulnerabilidade como grau baixo, se não existir nenhum funcionário com
formação em extinção de incêndios, a vulnerabilidade é extrema.

Formação Extinção Vulnerabilidade

Não 5 - Extremo

Sim 1 - Baixo

Tabela 16 - Formação em extinção de incêndios

Nesta variável os resultados obtidos foram:

Formação em Extinção
94
100

80
Nº Edifícios

60 Não
23 Sim
40

20

0
Não Sim

Gráfico 15 – Resultado da formação em extinção de incêndios

O resultado do inquérito realizado a 117 estabelecimentos abertos ao público,


revelou que 94 desses estabelecimentos não possuem funcionários com
formação em extinção, aumentando a sua vulnerabilidade face ao risco de
incêndio. Apenas 23 estabelecimentos possuem funcionários com formação em
extinção de incêndios.

2.5.7. Número de Ocupantes

No número de ocupantes, teve-se em conta os funcionários dos espaços


comerciais e os residentes dos edifícios de habitação. Considerou-se como um

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todo, uma vez que, o importante é o número total de ocupantes por edifício.
Distinguiu-se os edifícios consoante o número total de ocupantes, divididos por
cinco classes, onde o edifício devoluto não possui ocupantes, logo é
caracterizado com o grau 1, ou seja vulnerabildiade baixa. Para o grau 2
colocou-se os edifícios que possuem de uma pessoa a 10 pessoas, risco
moderado. De 11 a 20 pessoas caracterizou-se com grau alto, de 21 a 30
pessoas o grau de vulnerabilidade corrresponde a muito alto, e mais de 31
pessoas, a vulnerabilidade é extrema (tab.17). O número de residentes por
habitação teve em conta o estudo sócio-demográfico cedido pela autarquia,
enquanto que o número de funcionários e lotação dos espaços comerciais
foram recolhidos através de inquérito.

Número Ocupantes Vulnerabilidade

>31 5 - Extremo

21_30 4 - Muito Alto

11_20 3 - Alto

1_10 2 - Moderado

0 1 - Baixo

Tabela 17 – Número de ocupantes

Nesta variável os resultados obtidos foram:

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Número Ocupantes
117
120
89
100
Nº Edifícios

80
60
16 23
40
6
20
0
0 1_10 11_20 21_30 >31

Gráfico 16 – Resultados do número de ocupantes por edifício

A maioria dos edifícios, num total de 117, possui de uma a dez pessoas,
enquanto 23 edifícios possuem mais de 31 pessoas. Os 89 edifícios que não
possuem ocupantes, corresponde aos edifícios devolutos.

2.5.8. Crianças

A última variável escolhida foi a presença de crianças, nomeadamente creches


ou infantários. Se existissem lares de idosos, seriam colocados nesta variável.
Esta variável caracteriza um factor muito vulnerável que são as crianças e os
idosos, a verificação desta variável foi obtida por inquérito. Os idosos e as
crianças podem não ser capazes de responder perante os desastres pelos
seus próprios meios (Clark et al., 1998). Na eventualidade, de existir
aglomerados de crianças, este grupo é mais vulnerável que uma só, pois
certamente está com os pais ou com alguém responsável que a guie e a retire
do local em caso de incêndio, mas se for um grupo, de uma creche por
exemplo, a vulnerabilidade aumenta, uma vez que, as funcionárias não
conseguem ter atenção em todas elas. Se existir crianças o grau de
vulnerabilidade é extremo, se não existir é baixo (tab.18).

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Crianças Vulnerabilidade

Não 5 - Extremo

Sim 1 - Baixo

Tabela 18 – Existência de crianças por edifícios

Nesta variável os resultados obtidos foram:

250
Crianças
250

200
Não
Nº Edifícios

150
Sim
100
1
50

Gráfico 17 – Resultado da existência de crianças por edifício

Nos 251 edifícios apenas um dos edifícios aglomera crianças.

2.5.9. Análise dos resultados

Caracterizou-se nos 251 edifícios a sua vulnerabilidade face ao risco de


incêndio, nas distintas variáveis apresentadas, onde se distribuiu os resultados
por classes. O máximo e mínimo estabelecido é 8 e 40, respectivamente,
encontrado da mesma forma que anteriormente na perigosidade (pág. 35).

Relativamente à primeira classe, de grau baixo, estabelecida de 8 a 14,4,


apenas um edifício se insere nesta categoria. No grau moderado, com a classe
14,4 a 20,8, insere-se 38 edifícios. A maioria dos edifícios encontra-se na
classe de grau alto, que se estabelece de 20,8 a 27,2, onde existem 163
edifícios. No grau muito alto, distribuído de 27,2 a 33,6 insere-se 49 edifícios,
não havendo nenhum inserido na classe de grau extremo. Pode-se verificar

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estes dados no gráfico 18 e no mapa temático 4. Todos os dados da matriz


encontram-se no anexo I.

VULNERABILIDADE
Extremo
5-

[33,5-40] 0
4 – Muito
Alto

[27,2-33,5[ 49
1 - Baixo Moderado 3 - Alto

[20,8-27,2[ 163
2-

[14,4-20,8[ 38

[8-14,4[ 1

0 20 40 60 80 100 120 140 160 180


Edifícios

Gráfico 18 – Resultados da Vulnerabilidade por classes de risco

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2.6. RISCO DE INCÊNDIO

Para obter estes dados efectuou-se, como nos anteriores, a divisão em cinco
classes. Obteve-se um mínimo de 64 e um máximo de 1600. Sendo 8 o mínimo
da Perigosidade e da Vulnerabilidade, logo o máximo do risco de incêndio é 64.
O máximo de 1600 derivou da multiplicação do máximo da Perigosidade e da
Vulnerabilidade, ou seja, 40.

Do resultado da matriz de risco de incêndio (anexo I), derivado da multiplicação


da Perigosidade pela Vulnerabilidade, conclui-se que não existem edifícios no
estado de risco muito alto ou extremo. O risco alto possui 39 edifícios,
enquanto a maioria dos edifícios situa-se no risco moderado, contabilizando
202 edifícios. Obteve-se 10 edifícos no risco baixo, como podemos observar no
gráfico 19 e no mapa temático 5.

RISCO DE INCÊNDIO
5 - Extremo

[1292,8-1600] 0
4 – Muito
Alto

[985,6-1292,8[ 0
3 - Alto

[678,4-985,6[ 39
1 - Baixo Moderado
2-

[371,2-678,4[ 202

[64-371,2[ 10

0 50 100 150 200 250


Edifícios

Gráfico 19 – Resultado do Risco de Incêndio por classes

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3. Conclusão

A conclusão incide na opinião formada relativamente aos objectivos que se


queriam atingir e provar.

A partir do risco de incêndio verifica-se que a maioria dos edifícios possui um


risco moderado face ao risco de incêndio. O grau mais elevado é o risco alto,
em 39 edifícios dispersos pela área de estudo (gráfico 19 e mapa temático 5).
Esses edifícios são contíguos a outros de diferentes graus de risco, onde se
contabilizou 58 edifícios (mapa temático 6, contorno a cor azul claro). Devem
ser propostas medidas de prevenção nos edifícios contíguos e também nos de
maior risco, nomeadamente a instalação de SADI, extintores e a formação dos
ocupantes desses edifícios.

No acesso às viaturas de socorro contabilizou-se que 43 edifícios não possuem


acesso e que apenas 4 dispõem de acesso às 4 fachadas (gráfico 10 e mapa
temático 2). Se o estacionamento de veículos não for condicionado no centro e
continuar a existir um caótico estacionamento, eleva a vulnerabilidade dos
edifícios, na medida em que não se consegue aceder por veículo de combate a
incêndios ou pelo material de combate a incêndios aos edifícios referidos.

No que respeita à cobertura dos hidrantes, dos 251 edifícios da área de estudo,
79 não estão abrangidos (gráfico 12), elevando a sua vulnerabilidade face ao
risco de incêndio. Pela sua localização (mapa temático 3) propõe-se a
colocação de mais marcos de incêndio distribuídos, de forma a cobrir os
edifícios referidos.

Os sistemas automáticos de detecção de incêndio, apesar de serem


obrigatórios nos estabelecimentos comerciais, só existem em 37 edifícios dos
117 inquiridos. Em relação aos extintores, aumenta a sua posse, distribuídos
por 98 edifícios. Deverá existir um maior controlo por parte das entidades
fiscalizadoras, neste caso a autarquia, de fazer cumprir a lei.

Relativamente á formação dos funcionários, em extinção de incêndios, o


estudo revela que dos 117 estabelecimentos inquiridos, apenas 23 possui

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PROTECÇÃO CIVIL DE LEIRIA]

funcionários com a referida formação (gráfico 15). Estes dados revelam que a
vulnerabilidade aumenta, na medida que, além de ser obrigatório a formação
em extinção de incêndios por parte dos funcionários, não se cumpre a
legislação e em caso de incêndio é uma mais valia na supressão desta
casualidade.

Esta matriz de fácil utilização pode ser utilizada em todo o centro histórico para
a determinação do risco de incêndio, ou isoladamente, na determinação da
perigosidade e da vulnerabilidade face ao risco de incêndio.

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DE LEIRIA] PROTECÇÃO CIVIL

4. Bibliografia

ABRANTES, José Barreira & Carlos Ferreira Castro. Manual de Segurança


contra Incêndio em Edifícios. Escola Nacional de Bombeiros, Sintra, 2004.

BOMBEIROS, Corpo de. Carga de Incêndio nas Edificações e Áreas de


Risco - Instrução Técnica, Polícia Militar do Estado de São Paulo, Secretaria
de Estado dos Negócios da Segurança Pública, São Paulo, 2004.

NUNES, Luís Batista. Manual de formação Inicial do Bombeiro –


Construção Civil. Escola Nacional de Bombeiros, Sintra. 2003.

PEREIRA, Alexandre, POUPA, Carlos. Como Escrever uma Tese,


Monografia ou Livro Científico, Edições Sílabo. 2006.

REAL, Paulo Vila, Incêndio em Estruturas Metálicas – Cálculo Estrutural.


Edições Orion. 2003.

Legislação

Despacho nº 2074/2009 de 15 de Janeiro - que estabelece os critérios


técnicos para a determinação da carga de incêndio.
Decreto-Lei n.º 220/2008 de 12 de Novembro - Regime Jurídico da Segurança
Contra Incêndios em Edifícios (SCIE).
Portaria nº 1532/2008 de 29 de Novembro, que estabelece o Regulamento
Técnico de SCIE.
Lei 65/2007 de 12 Novembro, define o enquadramento institucional e
operacional da protecção civil municipal, estabelece a organização dos
serviços municipais de protecção civil e determina as competências do
comandante operacional municipal.
Lei 6/2006 de 27 de Fevereiro, que estabelece o Novo Regime do
Arrendamento Urbano.
Portaria n.º 460/2001 de 8 de Maio - regulamentos de segurança das
instalações de armazenagem de gases de petróleo liquefeitos.

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PROJECTO EM [ANÁLISE DO RISCO DE INCÊNDIO DO CENTRO HISTÓRICO
PROTECÇÃO CIVIL DE LEIRIA]

Portaria nº 362/2000 de 20 de Junho – estabelece as normas a que ficam


sujeitos os projectos de instalação de gás a incluir nos projectos de construção,
ampliação ou reconstrução de edifícios.
Decreto-Lei nº 368/99 de 18 de Setembro, estabelece as medidas de
segurança para riscos de incêndio aplicável aos estabelecimentos comerciais.
Decreto Regulamentar nº 23/95 de 23 de Agosto, que estabelece o
Regulamento Geral dos Sistemas Públicos e Prediais de Distribuição de Água
e de Drenagem de Águas Residuais.
Decreto-Lei nº 650/75 de 18 de Novembro, estabelece o Regulamento Geral
da Edificação Urbana.
Decreto-Lei nº 426/1989 de 6 de Dezembro – estabelece a segurança contra
risco de incêndio em centros urbanos antigos.

Sebentas

Como Elaborar um Relatório, Instituto Superior do Porto, Departamento de


Engenharia Informática.

Estatística Aplicada à Protecção Civil, Escola Superior de Tecnologia do


Mar, Curso de Protecção Civil.

Física das Construções, Universidade Nova de Lisboa, Curso de Engenharia


Civil.

Perigo, Risco e Vulnerabilidade, Escola Superior de Tecnologia do Mar,


Curso de Protecção Civil.

Planeamento de Emergência, Escola Superior de Tecnologia do Mar, Curso


de Protecção Civil.

Sistemas de Informação Geográfica e Detecção Remota, Escola Superior


de Tecnologia do Mar, Curso de Protecção Civil.

Tecnologias de Informação, Escola Superior de Tecnologia do Mar, Curso de


Protecção Civil.

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DE LEIRIA] PROTECÇÃO CIVIL

Tecnologias dos Materiais, Escola Superior de Tecnologia do Mar, Curso de


Protecção Civil.

Pesquisa Internet

ANPC, Autoridade Nacional de Protecção Civil, [Consult. 15 Abr. 2009]


Disponível na WWW: <URL: http://www.proteccaocivil.pt >.

Apoio ao Curso de Física. [Consult. 13 Abr. 2009] Disponível na WWW: <URL:


http://br.geocities.com/galileon/2/termo/quant_calor.htm>.

CML, Câmara Municipal Leiria, [Consult. 1 Jun. 2009] Disponível na WWW:


<URL: http://cmleiria.wiremaze.com>.

ISLAM, Md. Sayeedul, RAZA, Debasis Roy, Analyzing Vulnerability of a


Community to Fire Hazard”, Bangladesh: Universidade de Engenharia e
Tecnologia. [Consult. 1 Mar. 2009] Disponível na WWW: <URL:
http://www.scribd.com/doc/6143504/Vulnerability-analysis-of-a-community-to-
Fire-Hazard>.

MSPC, Ciência dos Materiais. [Consult. 18 Mai. 2009] Disponível na WWW:


<URL: http://www.mspc.eng.br/>.

PRIBERAM, Dicionário on-line, Disponível na WWW: <URL:


http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx>.

SILVA, Valdir Pignatta. Carga de Incêndio dos Edifícios [Consult. 21 Abr.


2009] Disponível na WWW: <URL:
http://www.lmc.ep.usp.br/people/valdir/pef5705/carginc/Btcarin2.html>.

WIKIPEDIA, Enciclopédia on-line, Disponível na WWW:


<URL:http://pt.wikipedia.org>.

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Mapas Temáticos

Mapa Temático 1 – Mapa de Perigosidade

Mapa Temático 2 – Acesso a Viaturas de Socorro

Mapa Temático 3 – Hidrantes

Mapa Temático 4 – Mapa de Vulnerabilidade

Mapa Temático 5 – Mapa de Risco de Incêndio

Mapa Temático 6 – Edifícios Contíguos

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Anexos

Anexo I – Resultados da Matriz de Risco de Incêndio

Anexo II – Inquérito da zona de estudo

Anexo III – Densidades de carga de incêndio por tipo de actividade

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Anexo I – Resultados da Matriz de Risco de Incêndio

QUARTEI_ID P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8 PT V1 V2 V3 V4 V5 V6 V7 V8 VT RI
Q0001-001 3 4 3 5 3 3 3 3 27 1 3 5 5 5 5 2 1 27 729
Q0002-001 3 1 1 1 1 1 5 3 16 1 4 5 5 5 5 5 1 31 496
Q0003-001 3 3 3 5 3 3 3 3 26 3 2 5 5 5 5 3 1 29 754
Q0003-002 3 3 3 5 3 3 3 3 26 4 2 5 5 1 5 2 1 25 650
Q0003-003 3 4 3 5 3 3 3 3 27 4 3 5 5 1 5 5 1 29 783
Q0003-004 3 3 3 5 3 3 3 3 26 3 2 5 5 1 5 5 1 27 702
Q0003-005 3 2 2 1 3 5 3 3 22 3 4 5 5 1 5 5 1 29 638
Q0003-006 3 4 2 5 3 3 3 3 26 4 1 1 5 1 1 2 1 16 416
Q0003-007 5 4 3 5 3 3 3 3 29 3 3 1 5 1 5 3 1 22 638
Q0003-008 1 4 3 5 3 3 1 1 21 4 3 1 5 5 5 1 1 25 525
Q0003-009 3 3 3 1 3 3 3 3 22 4 3 1 5 1 5 2 1 22 484
Q0004-001 4 3 3 5 3 3 3 3 27 3 3 5 5 5 5 2 1 29 783
Q0004-002 3 3 3 5 3 3 3 3 26 3 3 1 1 1 5 2 1 17 442
Q0004-003 5 4 3 5 3 3 3 3 29 4 3 1 1 1 5 2 1 18 522
Q0004-004 3 3 3 5 3 3 3 3 26 4 4 1 1 1 5 2 1 19 494
Q0004-005 3 3 3 5 3 3 3 3 26 4 3 5 5 1 5 2 1 26 676
Q0004-006 4 3 3 5 3 3 3 3 27 4 3 1 5 5 5 2 1 26 702
Q0005-001 3 2 3 5 3 3 3 3 25 3 3 1 5 1 5 2 1 21 525
Q0005-002 3 3 3 1 3 3 3 3 22 4 4 1 5 1 5 2 1 23 506
Q0005-003 1 4 3 5 3 3 1 1 21 4 2 1 5 5 5 1 1 24 504
Q0005-004 5 4 3 5 3 3 3 5 31 4 4 1 5 1 5 2 1 23 713
Q0005-005 5 4 3 5 3 3 3 3 29 4 4 1 5 1 5 2 1 23 667
Q0005-006 1 4 3 5 3 3 1 1 21 4 4 1 5 5 5 1 1 26 546
Q0005-007 3 4 3 5 3 3 3 3 27 3 4 1 5 1 1 3 1 19 513
Q0005-008 5 4 3 5 3 3 3 3 29 4 3 1 5 1 5 2 1 22 638
Q0005-009 3 2 3 1 3 3 3 3 21 4 5 1 5 1 5 2 1 24 504
Q0005-010 2 3 3 5 3 3 3 3 25 5 3 1 5 1 1 2 1 19 475
Q0005-011 1 4 3 5 3 3 1 1 21 5 3 1 5 5 5 1 1 26 546
Q0005-012 3 3 3 1 3 3 3 3 22 3 4 5 1 1 5 2 1 22 484
Q0005-013 3 3 2 1 3 3 3 3 21 4 4 1 1 1 5 3 1 20 420

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Q0005-014 1 4 3 5 3 3 1 1 21 4 4 1 5 5 5 1 1 26 546
Q0006-001 3 3 3 5 3 3 3 3 26 3 3 1 1 1 1 4 1 15 390
Q0006-002 5 2 3 5 3 3 3 3 27 3 4 1 5 5 5 2 1 26 702
Q0006-003 1 3 3 5 3 3 1 1 20 4 4 1 5 5 5 1 1 26 520
Q0006-004 3 4 3 5 3 3 3 3 27 4 3 1 5 1 5 2 1 22 594
Q0006-005 5 3 3 5 2 3 3 3 27 4 3 1 1 1 5 2 1 18 486
Q0006-006 3 4 3 5 3 3 3 3 27 4 3 1 5 1 1 4 1 20 540
Q0006-007 3 3 3 1 3 3 3 3 22 4 3 1 5 1 5 5 1 25 550
Q0006-008 3 4 3 5 3 3 3 3 27 3 4 1 5 1 5 2 1 22 594
Q0006-009 4 3 2 1 3 3 3 3 22 3 3 1 1 1 5 2 1 17 374
Q0006-010 1 4 3 5 3 3 1 1 21 4 3 1 5 5 5 1 1 25 525
Q0006-011 1 2 3 5 3 3 1 1 19 4 2 1 5 5 5 1 1 24 456
Q0007-001 1 4 3 5 3 3 1 1 21 4 3 1 5 5 5 1 1 25 525
Q0007-002 4 4 3 5 3 3 3 3 28 5 2 1 5 1 5 2 1 22 616
Q0007-003 3 3 3 5 3 3 3 3 26 5 2 1 5 5 5 2 1 26 676
Q0007-004 3 3 2 1 3 3 3 3 21 3 3 1 5 5 5 2 1 25 525
Q0007-005 3 4 3 5 3 3 3 3 27 3 3 1 5 5 5 2 1 25 675
Q0007-006 3 4 3 5 3 3 3 3 27 2 3 1 5 5 5 3 1 25 675
Q0008-001 4 2 3 1 2 3 3 3 21 3 3 1 1 1 5 2 1 17 357
Q0008-002 3 4 3 5 3 3 3 3 27 3 2 1 1 1 5 5 1 19 513
Q0008-003 1 5 3 1 1 1 1 1 14 4 1 1 5 5 5 1 1 23 322
Q0009-001 1 2 3 1 3 3 1 1 15 5 4 1 5 5 5 1 1 27 405
Q0009-002 1 3 3 5 3 3 1 1 20 5 3 1 5 5 5 1 1 26 520
Q0009-003 3 3 3 5 3 3 3 3 26 4 3 5 5 1 5 2 1 26 676
Q0009-004 3 3 3 5 3 3 3 3 26 5 1 1 5 5 5 2 1 25 650
Q0010-001 4 3 2 1 3 3 3 3 22 5 3 1 1 1 5 2 1 19 418
Q0010-002 3 3 3 5 3 3 3 3 26 4 3 1 5 5 5 2 1 26 676
Q0010-003 3 3 3 5 2 3 3 3 25 3 3 1 5 5 5 2 1 25 625
Q0010-004 1 4 3 5 3 3 1 1 21 3 3 1 5 5 5 1 1 24 504
Q0010-005 4 4 3 5 3 3 3 3 28 4 3 1 5 5 5 2 1 26 728
Q0010-006 1 4 3 5 3 3 1 1 21 5 3 1 5 5 5 1 1 26 546
Q0010-007 3 3 3 1 3 3 3 3 22 5 3 1 5 5 5 2 1 27 594

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[ANÁLISE DO RISCO DE INCÊNDIO DO CENTRO HISTÓRICO PROJECTO EM
DE LEIRIA] PROTECÇÃO CIVIL

Q0012-001 1 5 3 5 3 3 1 1 22 2 3 1 5 5 5 1 1 23 506
Q0012-002 3 4 3 5 3 3 3 3 27 3 3 1 5 1 5 2 1 21 567
Q0012-003 1 3 3 5 3 3 1 1 20 3 3 1 5 5 5 1 1 24 480
Q0012-004 1 5 3 5 3 3 1 1 22 4 2 1 5 5 5 1 1 24 528
Q0013-001 3 3 3 1 3 3 3 3 22 3 3 1 5 1 5 2 1 21 462
Q0013-002 1 3 3 5 3 3 1 1 20 4 3 1 5 5 5 1 1 25 500
Q0013-003 1 3 3 1 3 3 1 1 16 3 5 1 5 5 5 1 1 26 416
Q0014-001 3 3 3 5 3 3 3 3 26 3 3 1 5 1 5 2 1 21 546
Q0014-002 1 4 3 5 3 3 1 1 21 4 4 1 5 5 5 1 1 26 546
Q0014-003 4 3 3 5 3 3 3 3 27 4 4 1 5 5 5 2 1 27 729
Q0014-004 1 3 3 5 3 3 1 1 20 4 2 1 5 5 5 1 1 24 480
Q0014-005 1 3 3 5 3 3 1 1 20 3 3 1 5 5 5 1 1 24 480
Q0014-006 4 3 3 5 3 3 3 3 27 3 3 1 5 5 5 2 1 25 675
Q0015-001 1 4 3 5 3 3 1 1 21 3 3 1 5 5 5 1 1 24 504
Q0015-002 1 4 3 5 3 3 1 1 21 4 2 1 5 5 5 1 1 24 504
Q0015-003 1 4 3 5 3 3 1 1 21 3 2 1 5 5 5 1 1 23 483
Q0015-004 1 3 3 5 3 3 1 1 20 4 2 1 5 5 5 1 1 24 480
Q0015-005 3 3 3 1 3 3 3 3 22 4 3 1 5 5 5 2 1 26 572
Q0015-006 3 2 3 5 3 3 3 3 25 2 2 1 5 5 5 2 1 23 575
Q0016-001 1 4 3 5 3 3 1 1 21 1 3 1 5 5 5 1 1 22 462
Q0024-001 3 3 3 5 3 3 3 3 26 3 3 5 5 5 5 2 1 29 754
Q0024-002 1 3 3 5 3 3 1 1 20 4 3 5 5 5 5 1 1 29 580
Q0024-003 1 3 3 5 3 3 1 1 20 2 1 5 5 5 5 1 1 25 500
Q0024-004 1 3 3 5 3 3 1 1 20 4 3 5 5 5 5 1 1 29 580
Q0025-001 1 2 3 1 3 3 1 1 15 2 3 5 5 5 5 1 1 27 405
Q0025-002 1 3 3 5 3 3 1 1 20 4 2 5 5 5 5 1 1 28 560
Q0025-003 1 2 3 5 3 3 1 1 19 3 5 5 5 5 5 1 1 30 570
Q0025-004 3 3 3 5 3 3 3 3 26 2 3 1 1 1 5 5 1 19 494
Q0026-001 3 4 3 5 3 3 3 3 27 1 3 1 5 1 5 2 1 19 513
Q0027-001 3 4 3 5 3 3 3 3 27 3 3 5 5 5 5 2 1 29 783
Q0027-002 3 4 3 5 3 3 3 3 27 3 3 5 5 5 5 2 1 29 783
Q0027-003 1 5 3 1 3 1 1 1 16 4 2 5 5 5 5 1 1 28 448

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PROTECÇÃO CIVIL
HUMBERTO MORGADO - 2006250
PROJECTO EM [ANÁLISE DO RISCO DE INCÊNDIO DO CENTRO HISTÓRICO
PROTECÇÃO CIVIL DE LEIRIA]

Q0027-004 1 4 3 5 3 3 1 1 21 4 3 1 5 5 5 1 1 25 525
Q0027-005 3 3 3 5 3 3 3 3 26 4 3 1 5 5 5 2 1 26 676
Q0027-006 1 3 3 5 3 3 1 1 20 3 3 1 5 5 5 1 1 24 480
Q0027-007 3 3 3 5 3 3 3 3 26 3 3 1 5 5 5 2 1 25 650
Q0027-008 1 4 3 5 3 3 1 1 21 4 2 1 5 5 5 1 1 24 504
Q0027-009 1 3 3 5 3 3 1 1 20 4 3 1 5 5 5 1 1 25 500
Q0028-001 3 4 3 5 3 3 3 5 29 3 3 1 5 1 5 2 1 21 609
Q0028-002 3 4 3 5 3 1 3 5 27 4 2 5 5 1 5 2 1 25 675
Q0028-003 5 3 3 5 3 3 3 3 28 2 3 5 5 1 5 2 1 24 672
Q0028-004 1 3 3 5 3 3 1 1 20 2 3 5 5 5 5 1 1 27 540
Q0028-005 1 3 3 5 3 3 1 1 20 4 2 5 5 5 5 1 1 28 560
Q0028-006 1 4 3 5 3 3 1 1 21 4 3 1 5 5 5 1 1 25 525
Q0029-001 3 4 3 5 3 3 3 3 27 3 3 1 5 5 5 3 1 26 702
Q0029-002 1 4 3 1 3 1 1 1 15 4 3 1 5 5 5 1 1 25 375
Q0029-003 1 4 3 5 3 3 1 1 21 4 2 1 5 5 5 1 1 24 504
Q0029-004 1 4 3 5 3 3 1 1 21 4 3 5 5 5 5 1 1 29 609
Q0029-005 3 4 3 1 3 5 3 5 27 4 2 5 5 5 5 2 1 29 783
Q0029-006 3 4 3 5 3 3 3 3 27 4 3 5 5 5 5 2 1 30 810
Q0029-007 3 4 3 5 3 3 3 3 27 4 1 5 5 1 1 2 1 20 540
Q0029-008 2 4 3 5 3 3 3 3 26 3 3 1 5 5 5 2 1 25 650
Q0030-001 4 2 3 5 3 3 3 3 26 3 4 1 5 5 5 2 1 26 676
Q0030-002 3 4 3 5 3 3 3 3 27 3 3 1 5 5 5 2 1 25 675
Q0030-003 1 3 3 5 3 3 1 1 20 4 3 1 5 5 5 1 1 25 500
Q0030-004 1 4 3 5 3 3 1 1 21 4 2 1 5 5 5 1 1 24 504
Q0030-005 3 3 2 1 3 3 3 3 21 3 4 1 5 5 5 2 1 26 546
Q0030-006 1 4 3 5 3 3 1 1 21 2 3 1 5 5 5 1 1 23 483
Q0030-007 1 5 3 5 3 3 1 1 22 4 3 1 5 5 5 1 1 25 550
Q0030-008 1 2 3 1 3 3 1 1 15 3 3 1 5 5 5 1 1 24 360
Q0030-009 1 3 3 1 3 3 1 1 16 4 3 1 5 5 5 1 1 25 400
Q0030-010 3 3 3 1 3 3 3 3 22 4 2 1 5 5 5 2 1 25 550
Q0030-011 4 3 3 5 3 3 3 3 27 3 3 1 5 1 5 2 1 21 567
Q0030-012 1 4 3 5 3 3 1 1 21 4 3 1 5 5 5 1 1 25 525

ESCOLA SUPERIOR DE TURISMO E TECNOLOGIA DO MAR - LICENCIATURA EM


72
PROTECÇÃO CIVIL
HUMBERTO MORGADO - 2006250
[ANÁLISE DO RISCO DE INCÊNDIO DO CENTRO HISTÓRICO PROJECTO EM
DE LEIRIA] PROTECÇÃO CIVIL

Q0031-001 1 4 3 5 3 3 1 1 21 3 4 5 5 5 5 1 1 29 609
Q0031-002 3 3 3 5 3 3 3 3 26 5 3 5 1 1 5 2 1 23 598
Q0031-003 3 3 3 1 3 3 3 3 22 5 4 5 5 1 5 2 1 28 616
Q0031-004 3 3 2 1 3 3 3 3 21 5 4 1 5 1 5 2 1 24 504
Q0031-005 5 3 2 5 3 3 3 3 27 4 4 1 5 5 5 2 1 27 729
Q0031-006 3 3 2 1 3 3 3 3 21 2 3 1 5 1 5 3 1 21 441
Q0031-007 3 2 3 1 3 3 3 3 21 5 3 5 1 1 5 3 1 24 504
Q0031-008 1 3 3 1 3 5 1 1 18 5 1 5 5 5 5 1 1 28 504
Q0032-001 3 3 3 5 3 3 3 3 26 3 3 1 5 1 5 2 1 21 546
Q0032-002 1 3 3 5 3 3 1 1 20 4 3 5 5 5 5 1 1 29 580
Q0032-003 3 2 3 5 3 3 3 3 25 3 4 5 5 1 5 2 1 26 650
Q0032-004 1 4 3 5 3 3 1 1 21 4 3 5 5 5 5 1 1 29 609
Q0032-005 3 2 3 1 3 3 3 3 21 5 4 5 1 1 5 2 1 24 504
Q0032-006 3 3 2 1 3 3 3 3 21 5 3 5 5 1 5 2 1 27 567
Q0032-007 3 3 2 1 3 3 3 3 21 5 2 5 1 1 5 5 1 25 525
Q0032-008 3 3 3 5 3 3 3 3 26 3 3 1 1 1 1 5 1 16 416
Q0032-009 3 4 3 5 3 3 3 3 27 3 3 5 1 1 1 5 1 20 540
Q0032-010 3 4 3 5 3 3 3 3 27 5 3 5 1 1 5 5 1 26 702
Q0032-011 3 3 3 1 3 3 3 3 22 5 3 5 5 5 5 2 1 31 682
Q0032-012 3 4 3 1 3 3 3 3 23 4 3 5 5 1 5 2 1 26 598
Q0033-001 3 3 3 1 3 3 3 3 22 2 4 1 1 1 5 2 1 17 374
Q0033-002 3 2 3 1 3 3 3 3 21 4 3 1 5 5 5 2 1 26 546
Q0033-003 1 5 3 5 3 3 1 1 22 5 3 5 5 5 5 1 1 30 660
Q0033-004 3 2 3 1 3 3 3 3 21 5 4 5 5 1 5 4 1 30 630
Q0033-005 1 3 3 1 4 3 1 1 17 5 2 5 5 5 5 1 1 29 493
Q0033-006 1 3 3 5 3 3 1 1 20 3 2 1 5 5 5 1 1 23 460
Q0034-001 1 3 3 1 3 3 1 1 16 2 3 1 5 5 5 1 1 23 368
Q0034-002 3 3 3 1 3 3 3 5 24 5 3 1 5 1 1 4 1 21 504
Q0034-003 3 3 3 1 3 3 3 3 22 5 3 1 5 5 5 2 1 27 594
Q0034-004 3 5 3 5 3 3 3 3 28 5 4 1 5 1 5 5 1 27 756
Q0034-005 1 3 3 1 3 3 1 1 16 2 3 1 5 5 5 1 1 23 368
Q0035-001 1 4 3 5 3 3 1 1 21 3 3 1 5 5 5 1 1 24 504

ESCOLA SUPERIOR DE TURISMO E TECNOLOGIA DO MAR - LICENCIATURA EM


73
PROTECÇÃO CIVIL
HUMBERTO MORGADO - 2006250
PROJECTO EM [ANÁLISE DO RISCO DE INCÊNDIO DO CENTRO HISTÓRICO
PROTECÇÃO CIVIL DE LEIRIA]

Q0035-002 1 4 3 5 3 3 1 1 21 4 3 1 5 5 5 1 1 25 525
Q0035-003 3 4 3 5 3 3 3 3 27 5 3 1 5 5 5 2 1 27 729
Q0035-004 1 4 3 5 3 3 1 1 21 5 3 1 5 5 5 1 1 26 546
Q0035-005 3 3 3 5 3 3 3 3 26 3 3 1 5 1 5 3 1 22 572
Q0035-006 3 3 3 1 3 3 3 3 22 3 3 1 5 5 5 2 1 25 550
Q0035-007 3 3 3 1 3 3 3 5 24 5 4 1 1 1 1 5 1 19 456
Q0035-008 1 4 3 5 3 3 1 1 21 5 3 1 5 5 5 1 1 26 546
Q0035-009 5 4 3 5 3 3 3 5 31 4 3 1 5 1 5 2 1 22 682
Q0035-010 3 5 3 1 3 1 3 3 22 4 2 1 1 1 5 5 1 20 440
Q0035-011 1 5 3 1 3 3 1 1 18 5 2 1 5 5 5 1 1 25 450
Q0035-012 1 4 3 5 3 3 1 1 21 5 1 1 5 5 5 1 1 24 504
Q0035-013 1 4 3 5 3 3 1 1 21 5 2 1 5 5 5 1 1 25 525
Q0035-014 1 3 3 1 3 3 1 1 16 5 2 1 5 5 5 1 1 25 400
Q0035-015 3 3 3 5 3 3 3 3 26 2 3 1 5 1 1 2 1 16 416
Q0035-016 3 3 1 2 3 3 3 5 23 4 3 1 1 1 5 2 1 18 414
Q0035-017 3 4 3 5 3 3 3 5 29 5 3 5 5 1 1 4 1 25 725
Q0036-001 1 1 3 1 3 3 1 1 14 2 3 1 5 5 5 1 1 23 322
Q0036-002 1 4 3 5 3 3 1 1 21 3 2 1 5 5 5 1 1 23 483
Q0036-003 1 4 3 5 3 3 1 1 21 4 2 1 5 5 5 1 1 24 504
Q0036-004 3 3 2 1 2 3 3 5 22 4 3 1 1 1 5 4 5 24 528
Q0037-001 3 3 3 5 3 3 3 5 28 2 4 1 1 1 5 5 1 20 560
Q0037-002 3 4 3 5 3 3 3 5 29 3 4 1 5 1 5 5 1 25 725
Q0037-003 3 3 3 5 3 3 3 5 28 3 4 1 1 1 5 3 1 19 532
Q0037-004 3 2 3 5 3 3 3 5 27 2 3 1 1 1 5 2 1 16 432
Q0037-005 1 3 3 5 3 3 1 1 20 3 4 1 5 5 5 1 1 25 500
Q0037-006 3 5 3 5 3 3 3 3 28 4 3 1 1 1 5 2 1 18 504
Q0037-007 1 2 3 5 3 3 1 1 19 4 4 1 5 5 5 1 1 26 494
Q0037-008 1 4 3 5 3 3 1 1 21 4 3 1 5 5 5 1 1 25 525
Q0037-009 4 2 3 5 3 3 3 3 26 3 3 1 5 1 5 2 1 21 546
Q0037-010 3 2 3 5 3 3 3 3 25 3 3 1 5 5 5 2 1 25 625
Q0037-011 3 3 3 5 3 3 3 5 28 4 3 1 5 5 5 2 1 26 728
Q0037-012 3 4 3 5 3 3 3 3 27 4 1 1 5 1 5 2 1 20 540

ESCOLA SUPERIOR DE TURISMO E TECNOLOGIA DO MAR - LICENCIATURA EM


74
PROTECÇÃO CIVIL
HUMBERTO MORGADO - 2006250
[ANÁLISE DO RISCO DE INCÊNDIO DO CENTRO HISTÓRICO PROJECTO EM
DE LEIRIA] PROTECÇÃO CIVIL

Q0037-013 5 4 3 5 3 3 3 3 29 4 2 5 5 5 5 2 1 29 841
Q0037-014 3 3 3 5 3 3 3 3 26 3 1 1 5 1 5 2 1 19 494
Q0037-015 3 3 3 5 3 3 3 5 28 4 2 1 5 5 5 2 1 25 700
Q0038-001 3 3 3 5 3 3 3 3 26 3 4 1 1 1 1 5 1 17 442
Q0038-002 3 3 1 2 3 3 3 3 21 3 4 1 5 1 5 2 1 22 462
Q0038-003 3 3 1 2 1 3 3 3 19 3 5 1 1 1 5 2 1 19 361
Q0038-004 4 1 1 2 3 3 3 3 20 4 4 1 1 1 5 2 1 19 380
Q0039-001 3 3 3 5 3 3 3 3 26 2 4 1 1 1 1 5 1 16 416
Q0039-002 3 2 3 5 3 3 3 3 25 4 4 5 1 1 5 2 1 23 575
Q0039-003 3 2 1 3 3 3 3 3 21 3 3 5 5 1 5 2 1 25 525
Q0039-004 3 3 3 5 3 3 3 3 26 4 2 5 5 1 1 2 1 21 546
Q0043-001 1 5 3 5 3 3 1 1 22 3 2 5 5 5 5 1 1 27 594
Q0043-002 1 5 3 1 3 1 1 1 16 4 2 5 5 5 5 1 1 28 448
Q0043-003 4 4 3 5 3 3 3 3 28 4 2 5 5 5 5 2 1 29 812
Q0043-004 1 4 3 5 3 3 1 1 21 4 3 5 5 5 5 1 1 29 609
Q0044-001 3 3 3 5 3 3 3 5 28 3 2 5 1 1 1 5 1 19 532
Q0044-002 5 3 3 5 3 3 3 3 28 3 2 1 5 1 5 5 1 23 644
Q0044-003 3 3 3 1 3 3 3 3 22 4 4 1 5 5 5 2 1 27 594
Q0044-004 1 4 3 5 3 3 1 1 21 4 3 1 5 5 5 1 1 25 525
Q0044-005 1 4 3 5 3 3 1 1 21 3 3 1 5 5 5 1 1 24 504
Q0044-006 3 3 3 1 3 3 3 3 22 4 3 1 5 5 5 2 1 26 572
Q0044-007 3 3 3 5 2 3 3 5 27 4 2 1 5 1 1 5 1 20 540
Q0044-008 3 4 3 5 3 3 3 3 27 4 3 5 5 5 5 2 1 30 810
Q0045-001 3 3 3 5 3 3 3 5 28 3 2 1 5 1 1 5 1 19 532
Q0045-002 3 3 3 1 3 3 3 5 24 4 3 1 5 5 5 3 1 27 648
Q0045-003 3 4 3 5 3 3 3 3 27 3 3 1 5 1 5 2 1 21 567
Q0045-004 3 5 3 5 3 3 3 3 28 5 3 1 5 5 5 2 1 27 756
Q0045-005 3 3 3 1 3 3 3 5 24 3 4 1 5 5 5 3 1 27 648
Q0046-001 3 3 2 1 3 3 3 5 23 3 3 5 5 5 5 2 1 29 667
Q0046-002 3 3 3 5 3 3 3 5 28 5 3 5 5 5 5 2 1 31 868
Q0046-003 1 5 3 5 3 3 1 1 22 5 1 5 5 5 5 1 1 28 616
Q0046-004 3 4 3 5 3 3 3 5 29 4 3 5 5 5 5 2 1 30 870

ESCOLA SUPERIOR DE TURISMO E TECNOLOGIA DO MAR - LICENCIATURA EM


75
PROTECÇÃO CIVIL
HUMBERTO MORGADO - 2006250
PROJECTO EM [ANÁLISE DO RISCO DE INCÊNDIO DO CENTRO HISTÓRICO
PROTECÇÃO CIVIL DE LEIRIA]

Q0046-005 4 3 3 5 3 3 3 5 29 4 3 5 5 1 1 2 1 22 638
Q0046-006 3 4 3 5 2 3 3 5 28 4 3 5 5 1 1 2 1 22 616
Q0046-007 3 4 3 5 3 3 3 5 29 4 3 5 5 5 5 2 1 30 870
Q0046-008 1 4 3 5 3 3 1 1 21 5 1 5 5 5 5 1 1 28 588
Q0046-009 1 4 3 5 3 3 1 1 21 5 1 5 5 5 5 1 1 28 588
Q0046-010 3 4 3 5 3 3 3 5 29 3 3 5 5 5 5 2 1 29 841
Q0046-011 1 4 3 5 3 3 1 1 21 4 3 5 5 5 5 1 1 29 609
Q0046-012 1 5 3 5 3 3 1 1 22 4 3 5 5 5 5 1 1 29 638
Q0047-001 4 2 2 1 3 3 3 3 21 3 4 1 5 5 5 3 1 27 567
Q0047-002 3 3 3 5 3 3 3 3 26 3 3 5 5 5 5 2 1 29 754
Q0047-003 3 4 3 4 3 5 3 3 28 4 2 5 5 5 5 2 1 29 812
Q0047-004 1 4 2 1 3 3 1 1 16 5 1 1 5 5 5 1 1 24 384
Q0047-005 1 3 3 5 3 3 1 1 20 5 3 5 5 5 5 1 1 30 600
Q0047-006 3 3 3 5 3 3 3 3 26 4 3 1 5 5 5 2 1 26 676
Q0047-007 3 4 3 5 3 3 3 3 27 5 2 5 5 5 5 2 1 30 810
Q0047-008 1 1 2 1 1 3 1 1 11 4 3 5 5 5 5 1 1 29 319
Q0047-009 3 3 3 5 3 3 3 3 26 3 3 5 5 5 5 2 1 29 754
Q0047-010 3 4 3 5 3 3 3 3 27 2 3 1 1 1 1 2 1 12 324
Q0047-011 3 3 3 5 3 3 3 5 28 4 3 5 5 5 5 2 1 30 840
Q0047-012 3 2 2 1 3 3 3 3 20 4 4 1 5 5 5 2 1 27 540
Q0047-013 3 3 2 1 3 3 3 3 21 4 4 1 5 5 5 2 1 27 567
Q0048-001 3 3 3 5 3 3 3 3 26 3 2 1 5 5 5 2 1 24 624
Q0048-002 3 4 3 5 3 3 3 3 27 4 2 1 5 5 5 2 1 25 675
Q0048-003 1 4 3 1 3 3 1 1 17 3 2 1 5 5 5 1 1 23 391
Q0048-004 5 4 3 5 3 3 3 3 29 3 2 1 5 1 5 3 1 21 609
Q0049-001 3 3 3 5 3 3 3 3 26 2 3 1 5 1 5 5 1 23 598
Q0049-002 3 3 3 5 3 3 3 3 26 2 3 1 5 1 5 3 1 21 546
Q0068-009 1 4 3 5 3 3 1 1 21 4 3 5 5 5 5 1 1 29 609
Q0068-010 3 1 1 1 2 1 3 3 15 3 3 5 1 1 1 3 1 18 270

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[ANÁLISE DO RISCO DE INCÊNDIO DO CENTRO HISTÓRICO PROJECTO EM
DE LEIRIA] PROTECÇÃO CIVIL

Perigosidade
Elementos
Tipo Conservaçã Elementos Elementos Cobertur Electricidad Instalação
Compartimentaçã
Ocupação o Estruturais Revestimento a e Gás
o
P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8
GPL
Tipo V Ruina Madeiras Zinco PT (Butano /
Propano)
Tipo IV Mau Metais Metais Polímeros (plásticos)
Gás
Tipo III Razoável Alvenaria Pedra Alvenaria Pedra Reboco Pintado Telha Sim
Natural
Betão Arm Alv Betão Arm Alv Reboco Pintado e
Tipo II Bom
tijolo Tijolo Pedra
Tipo I Mto Bom Betão Betão Tijolo Betão Não Não

Vulnerabilidade
Formaçã
Altura Número
Acesso o
Edifício Ocupantes
Viaturas Hidrantes SADI Extintores Extinção Crianças
V1 V2 V3 V4 V5 V6 V7 V8
Não >12 Não Não Não Não >31 Sim
1 Fachada 9_12 21_30
2
6_9
Fachadas 11_20
3
3_6
Fachadas 1_10
4
<3
Fachadas Sim Sim Sim Sim 0 Não

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PROJECTO EM [ANÁLISE DO RISCO DE INCÊNDIO DO CENTRO HISTÓRICO
PROTECÇÃO CIVIL DE LEIRIA]

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[ANÁLISE DO RISCO DE INCÊNDIO DO CENTRO HISTÓRICO PROJECTO EM
DE LEIRIA] PROTECÇÃO CIVIL

Anexo II – Inquérito da zona de estudo

Formação Extinção
Nº Funcionários

Nº Ocupantes
QUARTEI_ID

Extintor
SADI
Tipo/Actividade

Q0002-001 Vestuário 31 nd s s s
Q0003-001 Vestuário 3 nd n n n
Q0003-002 Vestuário 2 nd n s n
Q0003-003 Restaurante 2 40 n s n
Q0003-004 Restaurante 2 120 n s n
Q0003-005 Bar 3 30 n s n
Q0003-006 Oficina Auto 3 nd n s s
Q0003-007 Tipografia 4 nd n s n
Q0003-009 Electrodomésticos 1 nd n s n
Q0004-001 Plásticos 2 nd n n n
Q0004-002 Vestuário 3 nd s s n
Q0004-003 Livraria 3 nd s s n
Q0004-004 Electrodomésticos 3 nd s s n
Q0004-005 Electrodomésticos 1 nd n s n
Q0004-006 Agência Viagens 2 nd n n n
Q0005-001 Vestuário 5 nd n s n
Q0005-002 Ourivesaria 3 nd n s n
Q0005-004 Retrosaria 1 nd n s n
Q0005-005 Livraria 1 nd n s n
Q0005-007 Pastelaria 1 15 n s s
Q0005-008 Armazém 1 nd n s n
Q0005-009 Cabeleireiro 2 nd n s n
Q0005-010 Talho 1 nd n s s
Q0005-012 Cabeleireiro 2 nd s s n
Q0005-013 Pastelaria 1 14 s s n
Q0006-001 Café 2 24 s s s
Q0006-002 Texteis 1 nd n n n
Q0006-004 Cabeleireiro 1 nd n s n
Q0006-005 Retrosaria 1 nd s s n
Q0006-006 Café 3 26 n s s
Q0006-007 Bar 3 120 n s n
Q0006-008 Lavandaria 1 nd n s n
Q0006-009 Escritório 5 nd s s n
Q0007-002 Estofador 1 nd n s n
Q0008-001 Farmácia 4 nd s s n
Q0008-002 Residencial 3 48 s s n

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PROJECTO EM [ANÁLISE DO RISCO DE INCÊNDIO DO CENTRO HISTÓRICO
PROTECÇÃO CIVIL DE LEIRIA]

Q0009-003 Pronto Vestir 1 nd n s n


Q0010-001 Móveis 2 nd s s n
Q0010-003 Sapataria 1 nd n n n
Q0010-005 Oficina Sapataria 1 nd n n n
Q0012-002 Vestuário 1 nd n s n
Q0013-001 Artesanato 1 nd n s n
Q0014-001 Cestaria 1 nd n s n
Q0014-003 Calçado 1 nd n n n
Q0014-006 Reparação Calçado 1 nd n n n
Q0025-004 Restaurante/Bar 2 36 s s n
Q0026-001 Vestuário 1 nd n s n
Q0028-001 Loja 2 nd n s n
Q0028-002 Loja 2 nd n s n
Q0028-003 Livraria 2 nd n s n
Q0029-007 Oficina bicicletas 1 nd n s s
Q0029-008 Ervanária 1 nd n n n
Q0030-001 Móveis 1 nd n n n
Q0030-011 Funerária 1 nd n s n
Q0031-002 Galeria 2 nd s s n
Q0031-003 Pronto Vestir 2 nd n s n
Q0031-004 Sapataria 1 nd n s n
Q0031-005 Fotografia 1 nd n n n
Q0031-006 Vestuário 1 nd n s n
Q0031-007 Bar 1 16 s s n
Q0032-001 Ourivesaria 2 nd n s n
Q0032-003 Vestuário 2 nd n s n
Q0032-005 Ferragens 2 nd s s n
Q0032-006 Lavandaria 2 nd n s n
Q0032-007 Café 4 85 s s n
Q0032-008 Café 3 70 s s s
Q0032-009 Restaurante 3 50 s s s
Q0032-010 Restaurante/Bar 4 47 s s n
Q0032-012 Loja 1 nd n s n
Q0033-001 Banco 5 nd s s n
Q0033-004 Residencial 3 20 n s n
Q0034-002 Pastelaria 1 22 n s s
Q0034-003 Costura 1 nd n n n
Q0034-004 Restaurante 4 50 n s n
Q0035-005 Café 3 12 n s n
Q0035-007 Restaurante 4 30 s s s
Q0035-009 Texteis 5 nd n s n
Q0035-010 Casa Cafés 2 36 s s n
Q0035-015 Oficina motos 2 nd n s s

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[ANÁLISE DO RISCO DE INCÊNDIO DO CENTRO HISTÓRICO PROJECTO EM
DE LEIRIA] PROTECÇÃO CIVIL

Q0035-016 Cabeleireiro 1 nd s s n
Q0035-017 Restaurante 2 20 n s s
Q0036-004 Infantário 4 20 s s n
Q0037-001 Café/Bar 3 84 s s n
Q0037-002 Café/Bar 4 36 n s n
Q0037-003 Café 4 16 s s n
Q0037-004 Óptica 3 nd s s n
Q0037-006 Óptica 5 nd s s n
Q0037-009 Plásticos 1 nd n s n
Q0037-010 Vestuário 1 nd n n n
Q0037-012 Electrodomésticos 1 nd n s n
Q0037-014 Loja/Vestuário 1 nd n s n
Q0038-001 Restaurante/café 6 64 s s s
Q0038-002 Vestuário 2 nd n s n
Q0038-003 Vestuário 3 nd s s n
Q0038-004 Agência Viagens 3 nd s s s
Q0039-001 Café/Bar 3 100 s s s
Q0039-002 Vestuário 2 nd s s n
Q0039-003 Vestuário 2 nd n s n
Q0039-004 Ourivesaria 2 nd n s s
Q0043-003 Reparação Calçado 1 nd n n n
Q0044-001 Pousada 5 50 s s s
Q0044-002 Biblioteca 23 282 n s n
Q0044-007 Bar 1 30 n s s
Q0045-001 Restaurante/Bar 3 70 n s s
Q0045-003 Vestuário 1 nd n s n
Q0045-004 Armazém 1 nd n n n
Q0046-005 Decoração 1 nd n s s
Q0046-006 Vestuário 3 nd n s s
Q0047-001 Cosmética 2 nd n n n
Q0047-010 Malas Carteiras 3 nd s s s
Q0047-011 Mercearia 2 nd n n n
Q0047-012 Ourivesaria 1 nd n n n
Q0047-013 Electrodomésticos 1 nd n n n
Q0048-004 Tipografia 14 nd n s n
Q0049-001 Café/Bar 2 29 n s n
Q0049-002 Vestuário 2 nd n s n
Q0068-010 Vestuário 12 nd s s s

nd – não definido; n – não; s - sim

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PROTECÇÃO CIVIL DE LEIRIA]

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DE LEIRIA] PROTECÇÃO CIVIL

Anexo III – Densidades de carga de incêndio por tipo de actividade


2
Tipo Ocupação Densidade (qsi- MJ/m ) Tipologia
Ervanária 40
TIPO II
Talho 40
Artesanato 200
Cabeleireiro 200
Cestaria 200
Costura 200
Electrodomésticos 200
Igreja 200
Lavandaria 200
Óptica 200
Bar 300
Banco 300
Habitação 300
Infantário 300
Loja 300 TIPO III
Mercearia 300
Ourivesaria 300
Pastelaria 300
Pousada 300
Residencial 300
Restaurante 300
Restaurante/Bar 300
Café 300
Malas 400
Oficina 400
Sapataria 400
Vestuário 400
Calçado 500
Cosmética 500
Decoração 500
Funerária 500
Reparação Calçado 500
TIPO IV
Plásticos 600
Escritórios 700
Estofador 800
Farmácia 800
Móveis 800
Fotografia 1000
Livraria 1000
Têxteis 1000
Retrosaria 1400 TIPO V
Armazém 2000
Biblioteca 2000
Tipografia 3000

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