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UMA VISÃO REFLEXIVA DA PROPOSTA DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO

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EDLAYNE SOARES DA SILVA LIMA MARIA JOSÉ FORTUNATO DA FONSECA MARIA JOSÉ ZAILDA GUIMARÃES

UMA VISÃO REFLEXIVA DA PROPOSTA DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO

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TANGARÁ DA SERRA – MT, OUTUBRO DE 2009.

INSTITUTO CUIABANO DE EDUCAÇÃO FACULDADES INTEGRADAS MATOGROSSENSES DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS INSTITUCIONAL MT DE PÓS-GRADUAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA, EDUCAÇÃO INFANTIL E SÉRIES INICIAIS EDLAYNE SOARES DA SILVA LIMA MARIA JOSÉ FORTUNATO DA FONSECA MARIA JOSÉ ZAILDA GUIMARÃES

Monografia apresentada como requisito final para a obtenção de Especialista em Psicopedagogia , Educação Infantil e Séries Iniciais

LICELOTE ARTMANN FRANKE

TANGARÁ DA SERRA – MT, OUTUBRO DE 2009.

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UMA VISÃO REFLEXIVA DA PROPOSTA DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO

EDLAYNE SOARES DA SILVA LIMA MARIA JOSÉ FORTUNATO DA FONSECA MARIA JOSÉ ZAILDA GUIMARÃES

Esta monografia foi julgada adequada para a obtenção do titulo de Especialista em Psicopedagogia, Educação Infantil e Séries Iniciais e aprovada em sua forma final pelo Instituto Cuiabano de Educação, Faculdades Integradas Matogrossenses de Ciências Sociais e Humanas, Institucional MT de PósGraduação através de sua Diretoria de Pós-Graduação.

RAUL DOMINGOS VALLE MONTEIRO COORDENADOR DO CURSO

LICELOTE ARTMANN FRANKE ORIENTADORA

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Dedicamos

as

nossas

famílias

por

entender nossos momentos de ausência e em especial aqueles que nos orientaram nesta monografia.

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Agradeçemos

primeiramente

a

Deus, por ter nos dado forças iluminando nossa mente, durante este trabalho de pesquisa, por estar concluindo mais uma etapa em nossa vida profissional. E em especial ao Hotel Colibri pelo espaço cedido e aos no mestres que nos desta incentivaram caminhada. decorrer

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Saber que ensinar não é transferir conhecimento, a sua construção. (Paulo Freire) mas criar as possibilidades a sua própria produção ou

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APRESENTAÇÃO

O presente trabalho é proposto como tema: “Uma visão Reflexiva na Proposta de Alfabetização e Letramento”. Evidenciando que a aprendizagem da leitura e da escrita em certos contextos educacionais busca a expansão das possibilidades do uso da linguagem, entendido como práticas sociais históricas e culturais. Este trabalho está embasado em teorias que sustentam as Propostas de Alfabetizar letrando, tem como objetivo “reconhecer e valorizar a importância de alfabetizar letrando no processo ensino-aprendizagem” também fizemos uma reflexão em relação as nossas praticas pedagógicas em sala de aula enquanto educadoras. Hoje, entendemos que saber ler e escrever de forma mecânica não garante a uma pessoa interação plena com os diferentes tipos de textos que circulam na sociedade. É preciso ser capaz de não apenas decodificar sons e letras, mas entender os significados e usos das palavras em diferentes contextos.

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Progressivamente, o termo Alfabetização e Letramento, passaram a designar o processo não apenas de ensinar e aprender as habilidades de codificação e decodificação, mas também o domínio dos conhecimentos que permitem o uso dessas habilidades nas praticas sociais de leitura e escrita. Implícita nesse conceito está a idéia de que o domínio e o uso da língua escrita travem conseqüências sociais, culturais, políticas, econômicas, cognitivas, linguísticas, seja para o grupo social ou para o individuo que aprenda a usa-la. Além de estarmos discutindo a Importância da linguagem como forma de interação e os conceitos de alfabetização e letramento abordaremos a importância da Leitura e da escrita na proposta de Alfabetização e Letramento, a fim de que o educador possa incentivar a leitura e a escrita de diferentes gêneros textuais, com o propósito de que os educandos se formem verdadeiros leitores e escritores.

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SUMÁRIO

DEDICATÓRIA ..........................................................................................04 AGRADECIMENTO ...................................................................................05 EPÍGRAFE .................................................................................................06 APRESENTAÇÃO .....................................................................................07 INTRODUÇÃO............................................................................................11 CAPITULO I – A IMPORTANCIA DA LINGUAGEM COMO FORMA DE INTERAÇÃO ..............................................................................................13 CAPITULO II – CONCEITUANDO ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO..15 2.1- ALFABETIZAÇÃO................................................................ 2.2 - LEITURA E ESCRITA NA PROPOSTA DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO..................................................................................... 19 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...........................................................26 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................... ...............28
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INTRODUÇÃO

A linguagem é a expressão do nosso pensamento, idéias e sentimentos e a sua função é permitir que exista a comunicação. Sendo uma habilidade para receber, compreender informações e mostrar significados através da fala gestos e escrita. Portanto, a alfabetização deverá desenvolver em um contexto de letramento como inicio da aprendizagem da escrita, como desenvolvimento de habilidades de uso da leitura e da escrita nas práticas sociais. Alfabetizar letrando é ensinar a ler e escrever o mundo, ou seja, no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita, tendo em vista que a linguagem é um fenômeno social. Partindo desse pressuposto, organiza-se essa monografia da Pós-Graduação em Psicopedagogia - Educação Infantil e Séries Iniciais que será apresentada como requisito final. Justifica-se esse trabalho pela necessidade de obter informações sobre o processo de ensino aprendizagem de leitura e escrita no ambiente escolar. Entendemos que alfabetização não consiste apenas em ensinar, mas diagnosticar, planejar, informar, orientar, exemplificar, entender e comunicar. Com base neste exposto, analisamos com maior seriedade possível as situações que se manifestam nas práticas escolares, optamos por abordar sobre A Proposta de Alfabetização e Letramento. Esta monografia tem como principal objetivo reconhecer e valorizar a importância de se alfabetizar letrando no processo ensino-aprendizagem. Para realizar esta pesquisa tivemos como suporte uma revisão bibliográfica, além de fazermos uma reflexão das nossas práticas pedagógicas em sala de aula.

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Entendemos que ensinar é muito mais que transmitir informações, e foi com esta perspectiva que tivemos uma visão reflexiva acerca desse tema enquanto professoras alfabetizadoras. Percebemos que aprender a ler e a escrever é apropriar-se do código linguístico-gráfico e tornar-se de fato, um usuário da leitura e da escrita. Portanto numa sociedade letrada o objetivo do ensino deve ser o de aprimorar a competência e melhorar o desempenho linguístico do educando, tendo em vista a integração e a mobilidade sociais dos indivíduos, além de desenvolver o ensino numa perspectiva produtiva. Por isso o ensino da leitura e da escrita deve ser entendido como pratica de um sujeito agindo sobre o mundo para transformá-lo e afirmar a sua liberdade e fugir à alienação. Este trabalho encontra-se organizado como o seguinte subtítulo: O primeiro – A importância da Linguagem como forma de Interação e o segundo Conceituando Alfabetização e Letramento e 3 Leitura e Escrita proposta de Alfabetização e Letramento.

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CAPÍTULO – I –

A IMPORTANCIA DA LÍNGUAGEM COMO FORMA DE INTERAÇÃO

A linguagem é um processo de interlocução que se realiza nas praticas sociais existentes nos diversos grupos de uma sociedade. Interagir pela linguagem significa dizer alguma coisa a alguém, de certa forma, num determinado contexto histórico e em determinadas circunstâncias. Os indivíduos se interagem pela linguagem, tanto numa conversa informal quanto pela escrita. Portanto, pela linguagem é possível expressar idéias, pensamentos, intenções estabelecendo intenções interpessoais anteriormente inexistentes e influenciar os outros modificando as representações que fazem da realidade. Com base no PCN “Á língua é um sistema de signos histórico e social que possibilita ao homem significar o mundo e a realidade.” Assim, aprendê-la é aprender não só as palavras, mas também os seus significados culturais e com eles os modos pelos quais as pessoas do seu meio social entendem e interpretam a realidade e a si mesmas. Percebemos que o uso eficaz da linguagem deve atender as necessidades pessoais, determinadas de acordo com as demanda sociais de cada momento h histórico. E ainda, na interação social condição de desenvolvimento da linguagem, que o sujeito se apropria desse sistema linguístico, no sentido de que constrói com os outros, os objetivos lingüísticos, no sentido de que constrói com

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os outros os objetivos lingüísticos de que se vai utilizar na medida em que se constitui a si próprio como locutor e aos outros como interlocutores. As práticas de linguagem que ocorrem no espaço escolar diferem das demais, porque promovem a reflexão. E é por meio dessa reflexão sobre a linguagem é que se dá a construção de instrumentos que permitirão ao sujeito o desenvolvimento da competência discursiva para falar, escutar, ler e escrever nas diversas situações de interação possibilitando ao individuo o acesso aos saberes lingüísticos, necessários para o exercício da cidadania. Ao mesmo tempo em que enriquece as possibilidades de comunicação e expressão, representando um potente veículo de socialização. Considerando que cada língua carrega em sua estrutura, um jeito próprio de ver e compreender o mundo, o qual se relaciona a características de culturas e grupos sociais singulares, construindo um sentido da pertinência social. De acordo com Possari e Neder (2005): “Através da linguagem, o homem representa para si o mundo, sendo, pois sua função refletir seu pensamento e seu conhecimento de mundo.” (p. 21) Com base na citação acima, analisamos que nesta concepção o homem representa para si o mundo, pois já nasce com a capacidade de exteriorizar seu pensamento, que é gerado no seu psiquismo, tendo que haver uma organização lógica para seu pensamento, refletindo também o seu conhecimento. É com esta perspectiva que compreendemos a importância da leitura de mundo, do mundo individual, mas que também não é o suficiente para o ser humano, pois a mesma traz rica experiências de compreensão, mas é necessário fazer parte da alfabetização em uma escola, conhecer o novo mundo, palavras novas se interagir com o meio para que possa aprender a ler, construir, criar ou montar expressões escrita e oral, porque a leitura torna-se a pessoa critica, transformadora e compreensiva. É por isso que a leitura critica da realidade inicia-se num processo de alfabetização, da percepção critica do que é cultura e da transformação do mundo e do trabalho humano.

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Ao longo das ultimas décadas trazem como ponto positivo a introdução ou o resgate de importantes dimensões da aprendizagem significativas e das interações, bem como dos usos sociais da escrita e da leitura, articulados a uma concepção mais ampla de alfabetização e letramento. Entendemos assim, que não se trata de escolher entre alfabetizar ou letrar, trata-se de alfabetizar letrando, também não se trata de pensar os dois processos como seqüenciais, isto é, vindo um depois do outro, como se o letramento fosse uma espécie para a alfabetização, ou como se a alfabetização fosse condição indispensável para o inicio de processo de letramento. Vale ressaltar que o desafio que se coloca para os primeiros anos da Educação Fundamental é o de conciliar esses dois processos, assegurando aos alunos a apropriação do sistema alfabético – ortográfico e condições possibilitadoras do uso da língua nas praticas sociais de leitura e escrita. Considerando que os alfabetizandos vivem numa sociedade letrada, em que a língua escrita está presente de maneira vivível e marcante nas atividades cotidianas, inevitavelmente eles terão contato com textos escritos e formularão hipóteses sobre sua utilidade, seu funcionamento, sua configuração. Excluir essa vivencia da sala de aula, por um lado pode ter o efeito de reduzir e artificializar o de aprendizagem que é a escrita possibilitando que os alunos desenvolvam concepções inadequadas e disposições negativas a respeito desse objeto. Por outro lado deixar de explorar a relação extra-escolar dos alunos como a escrita significa perder oportunidades de conhecer e desenvolver experiências culturais, ricas e importantes para a integração social e o exercício da cidadania. Reconhecemos que a ação pedagógica mais adequada e produtiva é aquela que contempla de maneira articulada e simultânea, a alfabetização é o letramento.

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CAPÍTULO – II –

CONCEITUANDO ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO

Entendemos Alfabetização como o processo especifico e indispensável de apropriação do sistema de escrita, a conquista dos princípios alfabético e ortográfico que possibilita ao aluno ler e escrever com autonomia. Enquanto pode-se entender o letramento como o processo de inserção e participação na cultura escrita. Trata-se de um processo que tem inicio quando a criança começa a conviver com as diferentes manifestações da escrita na sociedade (placas, rótulos, embalagens, comerciais, revistas, etc.) e se prolonga por toda a vida, com a crescente possibilidade de participação nas práticas sociais que envolvem a língua escrita: Segundo Garcia (1992) “O domínio do código escrito-padrão, para participar, discutir, criar e fazer, se preciso, mudar o rumo da história.” (p. 36) Notamos a importância de se trabalhar numa proposta diversificada havendo compreensão e entendimento entre alfabetização e letramento.

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Sabemos que a uma diferença entre saber ler e escrever, ser alfabetizado, e viver na condição ou estado de quem sabe ler e escrever. Ou seja: a pessoa que aprende a ler e a escrever - que se torna alfabetizada - e que passa a fazer uso da leitura e da escrita, a envolver-se nas práticas sociais de leitura e de escrita é diferente de uma pessoa que ou não sabe ler e escrever. É partindo desses conceitos é que podemos entender melhor a definição da palavra letramento. A palavra letramento ainda não está dicionarizada, porque foi introduzida muito recentemente na língua portuguesa, tanto que quase podemos datar com precisão sua entrada na nossa língua, identificar quando e onde essa palavra foi usada pela primeira vez. Esta palavra pressupõe que quem aprende a ler e a escrever e passa a usar a leitura e a escrita, a envolver-se em práticas de leitura e de escrita, torna-se uma pessoa diferente, ou seja torna-se uma pessoa, culturalmente e socialmente uma pessoa letrada já não é a mesma que era quando analfabeta ou iletrada, ela passa a ter uma outra condição social e cultural - não se trata propriamente de mudar de nível ou de classe social, cultural, mas de mudar seu lugar social, seu modo de viver na sociedade, sua inserção na cultura - sua relação com os outros, com o contexto, com os bens culturais torna-se diferente. Há a hipótese de que tornar-se letrado é também tornar-se cognitivamente diferente, a pessoa passa a ter ações diferentes em suas colocações lingüísticas. Portanto letramento é o resultado da ação de ensinar ou de aprender a ler e a escrever bem como o resultado da ação de usar essas habilidades em práticas sociais, é o estado ou condição que adquire um grupo social ou um indivíduo, como conseqüência ter-se apropriado da língua escrita e de ter se inserido num mundo organizado diferente: ou seja, a cultura escrita. Ou seja, ter aprendido a ler e a escrever e ter apropriados e assumidos os mesmos adequadamente.

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Conclui-se que há diferentes tipos e níveis de letramento, dependendo das necessidades, das demandas do indivíduo e de seu meio, do contexto social e cultural.

2.1 Alfabetização

Alfabetização é um processo pelo quais as pessoas aprendem a ler e a escrever. No entanto, esse aprendizado vai muito além de “transcrever” a linguagem oral para a linguagem escrita. Alfabetizar-se não é apenas copiar, saber os nomes das letras, decifrar palavras. Aprender a ler e a escrever é apropriar-se do código lingüístico-gráfico e tornar-se, de fato, um usuário da leitura e da escrita. A alfabetização consiste no aprendizado do alfabeto e de sua utilização como código de comunicação. De um modo mais abrangente, a alfabetização é definida como um processo no qual o indivíduo constrói a gramática e em suas variações. Esse processo não se resume apenas na aquisição dessas habilidades mecânicas (codificação e decodificação) do acto de ler, mas na capacidade de interpretar, compreender, criticar, resignificar e produzir conhecimento.Todas essas capacidades citadas anteriormente só serão concretizadas se os alunos tiverem acesso a todos os tipos de portadores de textos. O aluno precisa encontrar os usos sociais da leitura e da escrita. A alfabetização envolve também o desenvolvimento de novas formas de compreensão e uso da linguagem de uma maneira geral. A alfabetização de um indivíduo promove sua socialização, já que possibilita o estabelecimento de novos tipos de trocas simbólicas com outros indivíduos, acesso a bens culturais e a facilidades oferecidas pelas instituições sociais. A alfabetização é um fator propulsor do exercício consciente da cidadania e do desenvolvimento da sociedade como um todo.

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O processo de alfabetização é um proceso contínuo ele não se restringe á aprendizagem da leitura e escrita ele é muito mais amplo. A alfabetização popde ser compreendida como o aprenddizado do alfabeto e de sua utilização de código de comunicação, sendo definida como um processo que não resume apenas a aquisição das habilidades mecânicas do ato de ler mas da capacidade de interpretar compreender, critticar e produzir conhecimento. Também a alfabetização é um processo permanente que nãose restringe a aprendizagem da leitura e da escrita e que tem forte influência na vida social das pessoas, bem como no desenvolvimento do cidadão. Soares (2003) afirmar que:

A alafabetização é “ em seu sentido próprio, específico, processo de aquisição do código escrito, das habilidades de leitura e escrita.” Além disso afirma que “ a alfabetização é um processo de representação de fonemas e grafemas, e vice –versa, mas é também um processo de compreensão/ expressãode significados por meio do código escrito, assim é preciso reconhecer a alfabetização como necesária como proceso sistemático de ensino e não só de aprendizagem da escrita alfabética.

2.2 - Leitura e Escrita na proposta de Alfabetização e Letramento

Um dos principais desafio pedagógicos a serem enfrentados pela escola é garantir que todos os educandos se alfabetizem na etapa adequada e que se desenvolvam suas habilidades de leitura e escrita ao longo de toda a educação básica. Percebemos que o domínio da leitura e da escrita é condição para o bom desenvolvimento de outros conceitos para que o cidadão possa continuar aprendendo e se desenvolvendo com autonomia.

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Sabemos que ensinar a ler e escrever é uma das principais tarefas da escola. A leitura e a escrita são muito importantes para que os indivíduos exerçam seus direitos, possam trabalhar e participar na sociedade, se informar e aprender coisas novas ao longo de toda a vida. De acordo com Cafliari (1998):

A alfabetização é ensinar a ler e a escrever. O segredo da alfabetização é a leitura (decifração). Escrever é uma decorrência do conhecimento que se tem para ler. Portanto o ponto principal do trabalho é ensinar o aluno a decifrar a escrita e em seguida, a aplicar esse conhecimento para produzir sua própria escrita. (p.104)

Com base nos pressupostos acima, ensinar a ler e a escrever está em primeiro lugar, na compreensão de que as crianças, quando chegam a escola dominam um código oral, aprendido em seus contextos de existência, tendo em vista de que as crianças aprendem a linguagem antes da entrada na escola. O contato com o mundo das letras e as muitas informações que as crianças recebem nos seus processos sociais e culturais constituem os conhecimentos prévios com os quais essas crianças desenvolverão suas competências de leitores, o que permitirá a criança aprender o código e entender o uso social da linguagem escrita e de outras linguagens. Para o desenvolvimento da leitura e da escrita é preciso que a escola tenha uma proposta pedagógica com orientações claras para a alfabetização inicial. É na proposta pedagógica que ficam definidos quais os objetivos, que tipo de atividade precisa ser realizado na sala de aula. Por que reconhecemos que a leitura e a escrita são fundamentais para o aprendizado de todas as áreas de conhecimento, por isso há a necessidade do educando de desenvolver cada vez mais sua capacidade de ler e escrever. Segundo CACLIARI (1998):
A leitura é a extensão da escola na vida das pessoas. A maioria do que se deve aprender na vida terá de ser conseguido através da leitura fora da escola. A leitura é uma herança maior do que qualquer diploma.(p. 148)

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Percebemos que a leitura deve acontecer de uma forma histórico-cultural a onde as figuras, gestos, palavras ou ação que são lidos, discutidos e analisados nos diferentes tipos de vista. Sendo assim, ler é uma atividade extremamente complexa e envolve problemas não só semânticos, culturais, ideológicos, filosóficos, mas até fonéticas. A perspectiva da leitura é a realização do objetivo da escrita. Portanto ler é um processo de descoberta como a busca do saber cientifico. Entendemos que no processo de alfabetização, o educando (aprendiz) desenvolve e descobre como o sistema de escrita funciona, isto é, quando aprende a ler, a decifrar a escrita. Obter os conhecimentos, escrever nada mais é do que colocar no papel esses conhecimentos fornecidos pela leitura. Entretanto, o segredo da alfabetização é a leitura, ou seja, a decifração da escrita. De acordo com Soares (2003):

Dentre outras habilidades e capacidades, a leitura inclui as de fazer previsões sobre o texto, de construir significado combinando conhecimento prévio e informação textual de refletir sobre o significado do que foi lido e tirar conclusões sobre o assunto enfocado. (p. 34)

Consideramos a importância que a leitura tem no processo de construção da aprendizagem, por isso há a necessidade de desenvolver atividades diferenciadas onde ela possa ser contemplara. Portanto é vivenciando as praticas de leitura em sala de aula, ainda que não saiba ler e escrever da forma convencional, que o educando apropria-se, gradativamente do sistema de escrita, em um processo que supõe situações de aprendizagem que o levem a refletir sobre as hipóteses que constrói e reconstrói em relação a leitura e a escrita. Analisamos a abordagem referente a leitura, o desenvolvimento das capacidades necessárias ao processo de alfabetização que habilitam o aluno a participação ativa nas práticas sociais letradas, ou seja, aquelas que contribuem para o seu letramento.

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Sabemos que nossa vida social se organiza em torno da escrita. No dia-adia dos cidadãos, as praticas de leitura e escrita estão presentes em todos os espaços a todos os momentos, cumprindo diferentes funções. Há escritas públicas que funcionam como documentos (a carteira de identidade, o cheque, as contas a pagar) outras que servem como forma de divulgação de informações (o letreiro dos ônibus, os rótulos dos produtos, os avisos, as bulas de remédio, os manuais de instrução) e outras que permitem o registro de compromissos assumidos entre pessoas (o contrato, cadernos com registros). Há também outras que viabilizam a comunicação a distancia (os jornais, as revistas, os livros, cartas, bilhetes, e-mails, etc.). De acordo com a Escola Ciclada (2000)

Essas atividades deverão buscar textos representativos da linguagem verbal e não-verbal e chamar atenção para as formas simbólicas que fazem parte do nosso cotidiano, tais como placas, letreiros, propagandas, rótulos, sinalizações de transito, etc... As atividades podem se constituir, assim, nos primeiros contatos com a língua escrita, como eventos de letramento. (p. 116)

Com base nos pressupostos acima reconhecemos que as praticas pessoais e interpessoais de leitura e escrita nos possibilitam organizar o cotidiano, nos entender, registrar e rememorar vivencias, bem como incrementar as trocas, a comunicação e a convivência. Trabalhar conhecimentos, capacidades e atitudes envolvidas na compreensão dos usos e funções sociais da escrita implica, em primeiro lugar, trazer para a sala de aula e disponibilizar para observação e manuseio pelos alunos, muitos textos, pertencentes a gêneros diversificados, presentes em diferentes suportes, e também orientar exploração desses materiais valorizando os conhecimentos prévios do aluno, possibilitando a ele deduções e descobertas, explicitando informações desconhecidas. Entendemos que quanto mais cedo histórias orais e escritas fazer parte na vida do educando, maiores as chances de ela gostar de ler. Com base na Escola Ciclada (2000) “Nos contatos com o mundo da escrita, a criança se alfabetiza e se apropria da escrita, entendendo-a como prática social e articulando-a as praticas sociais de linguagem oral”. (p. 116) Portanto, o processo de aprendizado

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começa com a percepção da existência de coisas que servem para ser lidas e sinais gráficos. Segundo Soares (2003):
Esse aprendizado chama-se letramento. É o convívio da criança desde muito pequena com a literatura, o livro, a revista, com as práticas de leitura e de escrita. (p. 39)

Notamos que não basta ter acesso aos materiais, é necessário que o educandos sejam envolvidos em praticas para aprender a usá-los, tais como: roda de leitura, contação de historias, leitura de livros, sistema de malas de leitura, cantinhos, mostras literárias, brincadeiras com livros entre outras propostas. A existência de uma biblioteca e seu bom uso por alunos e professores colabora com o processo de aprendizado dos alunos, mas caso contrário enquanto luta para consegui - lá, poderá fazer uso de salas ou cantos de leitura. Não podemos esperar a situação ideal para, somente a partir daí permitirmos o acesso dos educandos aos livros. Percebemos que nos últimos anos a informática tornou-se importante tanto para o trabalho quanto para o acesso a informação, à cultura e ao lazer. Sabemos que hoje em dia muito do que as pessoas leem e escrevem é por meio de um computador. É preciso a escola se equipar com computadores e acesso à internet e desse modo possibilitar as crianças e adolescentes que participem de projetos educativos usando a informática, especialmente no que diz respeito à aprendizagem da leitura e da escrita, favorecendo assim, a alfabetização inicial e ampliação da capacidade de leitura e da escrita, ao longo do ensino fundamental. Um outro aspecto fundamental é propiciar atividades diferencias para que o aluno identifique análise e avalie as relações de gêneros textuais desenvolvendo habilidades de estabelecer compreensão. Ler é uma atividade complexa que envolve uma interação a distancia entre leitor e autor, por meio de um texto. De acordo com o PCN “[...] Eis a primeira e talvez a mais importante estratégia didática para a prática de leitura: o trabalho com a diversidade textual.

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Sem ela, pode-se até ensinar a ler, mas certamente não se formarão leitores competentes”. Analisamos a informação contida no PCN, que a leitura requer um leitor ativo que compreenda o texto e reflita sobre ele. Pois o mesmo, muitos são os objetivos e as finalidades da leitura de um texto: preencher momentos de lazer, seguir instruções, procurar informações entre outras possibilidades. Nesta perspectiva, o alfabetizador deverá viabilizar o acesso do alfabetizando ao universo dos textos que circulam socialmente, orienta-los a analisá-los, a sintetizá-los, a produzi-los e interpreta-los. Por meio de uma ação pedagógica e refletida do professor no dia-a-dia da sala de aula é preciso focar a prática pedagógica no desenvolvimento dos alunos, o que significa observá-los de perto, conhecê-los, compreender suas diferenças, demonstrar interesse por eles, conhecer suas dificuldades e incentivar suas potencialidades e habilidades. Vivemos em um mundo cheio de informações, o que reforça a necessidade de um bom planejamento referente às aulas com base em um conhecimento sobre o que eles já sabem e o que precisam e desejam saber. Com base na Escola Ciclada (2000):
O professor precisa elaborar um bom planejamento de suas atividades, tendo em vista as habilidades especificas envolvidas no processo de interação lingüística mediado pela escrita, definindo os objetivos e os caminhos que precisa percorrer para atingi-los. (p. 23)

Analisando o citado acima, percebemos que o objetivo de ensinar a ler e a escrever deve estar centrado em propiciar ao alfabetizando a aquisição da língua portuguesa, de maneira que ele possa exprimir-se corretamente, por meio de estímulos a leitura de variados textos e atividades diferenciadas, para que o educando possa ser capaz de interferir socialmente nas diversas situações a que for submetido. Entendemos que letrar é função de todos os educadores em cada área de conhecimento, porque a leitura e escrita está sempre inserida na construção de

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conhecimento de cada educando. Enfim, nos dias atuais o conhecimento é uma das ‘ferramentas’ para se conquistar oportunidades de trabalho e renda. Portanto, o educador deve estimular no educando o pensamento critico, de modo que ele possa atuar na sociedade como um individuo pensante e questionador.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao concluirmos este trabalho da proposta de Alfabetização e Letramento ficou registrada intimamente em cada um de nós a certeza de que ela é fundamental para o desenvolvimento da linguagem oral e escrita. Reconhecemos que a linguagem oral possibilita comunicar idéias, pensamentos e intenções de diversas naturezas, influenciando o outro e estabelecendo relações interpessoais. Tendo em vista que seu aprendizado acontece dentro de contexto. A linguagem tende a reconhecer que o processo de letramento está associado tanto a construção do discurso oral como discurso escrito. As grandes partes das crianças, desde pequenos, estão em contato com a linguagem escrita por meio de seus diferentes portadores de textos, como livros, jornais, embalagens, cartazes, etc., iniciando-se no conhecimento desses materiais gráficos antes mesmo de ingressarem na instituição educativa. Sendo assim, elas começam a aprender a partir de informações provenientes de diversos tipos de intercâmbios sociais e a partir das próprias ações. Evidencia-se que é a partir desse intenso contato, que as crianças começam a elaborar hipóteses sobre a leitura e a escrita. É por isso que a leitura

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critica da realidade inicia-se num processo de alfabetização, da percepção critica do que é cultura da transformação do mundo e do trabalho humano. Ficou evidente para nós, enquanto alfabetizadoras o quanto é importante e necessário o professor despertar no aluno e todas as áreas do conhecimento o interesse, criatividade e gosto, tendo em vista que o pensamento é expresso por palavras, gestos, oralidades, que se transforma em escrita. É preciso que possibilite ao educando momentos de leitura com prazer, interesse, critica e que o mesmo adquira o habito de ler durante toda a sua vida. Portanto, a leitura não so nos ensina os mecanismos da linguagem escrita, e oral, mas também é fonte inesgotável de idéias que nos ajudarão na tarefa de escrever, produzir, interpretar e ampliar os conhecimentos adquiridos. Compreendemos que aprender a ler e a escrever fazem parte de um longo processo ligado à participação em praticas sociais de leitura e escrita. E é nesta proposta de Alfabetização e Letramento que o alfabetizando seja capaz de não apenas decodificar sons e letras, mas entender os significados e usos das palavras em diferentes contextos.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. CACLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização & Lingüística e Alfabetizando sem o Ba – Be – Bi – Bo- Bu. São Paulo: ed. Scipione, 1998. 2. ESCOLA CICLADA DE MATO GROSSO - Novos Espaços para Ensinar-aprender a sentir, ser e fazer. Cuiabá, 2001. 3. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia, saberes necessários a prática Educativa. São Paulo, 1996. 4. GARCIAL, Edson Gabriel. A leitura na escola de 1° grau. São Paulo: Loyola, 2° ed. 1992. 5. PARAMETROS CURRICULARES NACIONAIS. Língua Portuguesa. Brasília, 1997. 6. REVISTA CRIANÇA. O Prazer da leitura se ensina. 7. SOARES, Magda. Alfabetização e Letramento. São Paulo, 2003.

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