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Golpes Da Capoeira

Movimentos Básicos

• Ginga (peneirar ou pentear)

É a troca constante de base. É uma característica da capoeira que consiste


na movimentação constante de braços e pernas executados pelo
capoeirista, em movimentos de vai e vem, avanços e recuos, iludindo o
adversário e buscando a melhor oportunidade para desferir seus golpes.

Esquivas

• Aú

É um movimento característico de capoeira no qual o praticante leva as


duas mão ao solo subindo imediatamente as duas pernas, geralmente
esticadas e caindo geralmente de pé. É sempre feito para um dos lados,
sendo que possui diversas variações, pois uma das pernas ou mesmo as
duas poderão, também passar encolhidas para maior defesa do corpo. A
perna que dá o impulso é a perna para o lado que se vai aplicar o aú. A
perna que primeiro atinge o chão é justamente a outra, que ao fim do golpe
se dobra um pouco para melhor atingir o chão. Também pode ser um golpe
ofensivo.

• Queda de Quatro

É uma esquiva em que o praticante desce ao solo, para trás, e se apoia nas
duas mãos, ficando portanto com um total de 4 apoios ao solo: as duas
mãos e os dois pés. Se o capoeira de locomover nesta posição, dá-se o
nome de ARANHA.

• Cocorinha

É uma esquiva na qual o praticante se abaixa de frente para o adversário,


com os braços protegendo o rosto, não sendo admitido que nenhuma das
mãos vá ao chão. O apoio do corpo deverá ser apenas sobre os dois pés,
podendo estar estes sobre as pontas ou não.
• Negativa

É uma esquiva que o praticante faz descendo ao solo apoiado em uma das
pernas e com a outra esticada. As duas mãos vão ao chão, sendo que, se
estiverem do lado da perna esticada, sua característica é quase que
exclusivamente de defesa, porém se as mão estiverem para o lado da perna
dobrada, propicia ao executor a oportunidade de aplicar uma rasteira logo
em seguida. Em uma de suas variações, quando as mãos estiverem viradas
para o lado da perna dobrada, elas poderão não ir ao solo, permanecendo à
altura do rosto e do tórax, em posição de defesa.

• Queda de Rim

É uma esquiva em forma de rolamento, na qual o praticante de capoeira


vai ao chão, rola por cima da cabeça, mas apoiado em um dos braços que
está a altura do seu rim. Ao fim do movimento, estará normalmente em
posição de negativa ou resistência. Também pode ser umgolpe ofensivo.

• Resistência

É uma esquiva na qual o praticante desce ao solo em três pontos de apoio,


os dois pés e uma das mãos. As duas pernas deverão estar dobradas e a
mão que vai ao solo poderá estar por trás do corpo, pela direita ou pela
esquerda. O corpo poderá estar curvado para trás ou mesmo erguido. O
que caracteriza a resistência são os três pontos de apoio com as duas
pernas dobradas.

Golpes Desequilibrantes

• Arrastão Negativa

Quando se cair em negativa, na situação em que a perna esticada estiver


por trás da perna de base do adversário, dá-se um puxão com a mesma,
procurando derruba-lo

• Banda

É uma rasteira com a perna semi-flexionada. Aplica-se em pé.


• Banda Jogada

É um golpe de capoeira no qual o praticante se aproxima do adversário,


aplica-lhe uma batida na coxa com o joelho, prosseguindo o movimento
desequilibrante com uma banda.

• Banda Trançada

É um golpe aplicado estando-se em pé. Aplica-se o pé por trás do pé da


perna de base do adversário. Introduz-se o joelho pela frente da perna do
adversário, empurrando-a para trás e ajudando ao empurrão com o peso do
corpo, para frente.

• Benção

O capoeirista em base, procura atingir o adversário com a perna de trás,


com a planta do pé.

• Chulipa

Aplica-se uma rasteira na frente do adversário como se quisesse derruba-


lo. Se a rasteira for dada com a perna esquerda, antes de completar o giro,
deve-se dar um telefone ou um galopante no oponente.

• Crucifixo

É um golpe no qual o praticanteao receber um pé de giro alto, ele "entra no


adversário" colocando seu braço por baixo da perna elevada do oponente,
lhe tirando o equilíbrio ao elevar mais ainda sua perna.

• Escala de Pé

É um golpe constituído de diversas variações que buscam desequilibrar o


adversário da seguinte forma básica: o praticante desce na posição de rolê
ou ponte, introduz os dois pés entre os pés do adversário e puxando,
abrindo ou fazendo os dois ao mesmo tempo, derruba o oponente.

• Gancho

Aplica-se com a perna em forma de gancho, puxando por trás a perna do


adversário.
• Paulista ou Letra

O capoeirista, quando o adversário der um golpe alto, escora e entra


aplicando um rapa com a perna cruzada, em forma de letra, passo
conhecido no futebol.

• Rasteira de Mão

É um golpe aplicado em raríssimas oportunidades. Consiste em agarrar e


puxar o pé de apoio do oponente quando se estiver executando algum
golpe de giro alto.

• Rasteira de Meia Lua Presa

É um golpe no qual o capoeirista agacha-se sobre uma das pernas, põe as


mãos no chão e com a outra perna esticada aplica uma meia lua
tradicional. Entretanto, o pé que faz o semicírculo da meia lua segue uma
trajetória rasteira ao chão. Como este golpe só é empregado quando o
oponente está com uma das pernas levantadas, o objetivo é alcançar a
outra e com sua passagem desequilibrar o oponente.

• Rasteira Deitada

É um movimento de capoeira com o qual o praticante busca desequilibrar


seu adversário, abaixando-se e aplicando um rapa com o pé, o pé passa
rente ao chão.

• Rasteira em Pé

É um movimento identico ao anterior, só que o praticante permanece de pé


para efetuar o rapa com o pé. Sempre visando desequilibrar o oponente

• Tesoura no Chão

É um movimento no qual o capoeirista procura envolver o corpo de seu


oponente com suas pernas em forma de tesoura, procurando desequilibar o
adversário. A entrada pode ser efetuada de frente ou de costas, tanto faz.

• Tesoura do Aú

Aplica-se primeiramente um aú bem próximo do adversário. As pernas se


separam e envolvem-no aplicando-se a tesoura.
• Tesoura voadora

Aplica-se contra um adversário após um salto para frente. Envolve-se o


adversário com as pernas e gira-se o corpo para desequilibra-lo.

• Vingativa

É um movimento onde o aplicante se aproxima rapidamente do adversário,


coloca-se lado a lado com ele e com uma das pernas atrás servindo de
apoio e um empurrão com o cotovelo para trás. A perna que fica por trás
do adversário é a que estiver lado a lado com a perna do oponente.

Golpes Ofensivos

• Armada

Aplica-se estando em pé, e consiste em firmar-se com um pé no chão e


com a outra perna livre, fazer um movimento de rotação, varrendo na
horizontal, atingindo o adversário com a parte lateral externa do pé.

• Arpão

Golpe desferido com o joelho contra o adversário, de baixo para cima ou


lateralmente.

• Arrastão Negativa Batendo

É um golpe traumático. Quando cair-se em negativa na situação em que a


perna esticada estiver por trás da perna de base do adversário e o pé
envolvendo o seu calcanhar, aplica-se uma forte pancada, com o calcanhar
da outra perna (a que está encolhida). A pancada é efetuada em forma de
gancho, de fora para dentro, na parte lateral da perna do adversário.

• Arrastão Negativa Empurrando

Quando cair-se em negativa na situação em que a perna esticada estiver


por trás da perna de base do adversário, aplica-se um chapa de frente com
a outra perna na canela do adversário.
• Aú Chapa de Costas

Consiste na aplicação de um aú e logo em seguida cortar o mesmo, ou seja,


dar um giro no corpo, batendo com a planta do pé no adversário e caindo
em base de rolê.

• Aú Chapa Lateral

Consiste na aplicação de um aú na direção do adversário, aplicando-lhe um


golpe com a planta de um ou dos dois pés, completando o movimento com
um rolê.

• Aú Chibata

É um golpe aplicado estando-se em base de aú. Aplica-se o aú e desta


posição aplica-se a chibata com uma ou com as duas pernas, ou seja,
atinge-se o adversário com os peitos dos pés.

• Aú Cortado

Consiste em aplicar um aú quando o adversário estiver no chão. Aplica-se


o aú por um dos lados do adversário e quando as pernas estiverem
esticadas no alto, dá-se uma torção no corpo, indo cair sobre o oponente
com uma das pernas esticadas, atingindo-o com o calcanhar.

• Chapa em Pé

É a interrupção de uma armada ou uma meia lua presa. Encolhe-se e


distende-se a perna contra o adversário. Aplica-se a armada ou a meia lua
presa e no meio do giro, aplica-se a chapa em pé.

• Chapa no chão

É um golpe aplicado de frente ou de costas, tendo-se como base as duas


mãos e um pé. Aplicando-se de frente e estando em negativa com a perna
direita esticada, a perna que toca o adversário é a esquerda. Para aplica-la
de costas, caso a negativa seja com a perna direita esticada, faz-se um
meio rolê, ficando de costas para o adversário, encolhe-se a perna direita e
aplica-se a pancada com a mesma. A pancada é aplicada com a planta do
pé ou calcanhar, distendendo a perna na horizontal ou de baixo para cima.
• Cotovelada

Consiste em aplicar o cotovelo em qualquer parte do corpo do adversário.

• Forquilha

É a ação de introduzir um ou mais dedos nos olhos do adversário.

• Escala de Mão

Golpe semelhante ao soco. Aplica-se com a base da mão, no ombro, plexo,


queixo ou nariz do adversário. A palma deve estar voltada para o
adversário e a ponta dos dedos deve ser encolhidas. No ombro e no plexo,
aplica-se na horizontal; no queixo e no nariz, de baixo para cima.

• Galopante

É um golpe traumático que consiste na aplicação de uma das mãos em


forma de concha, no ouvido do adversário.

• Martelo em Pé

Estando-se em base, a perna de trás sobe lateralmente e flexionada,


distendendo-se para tocar o adversário.

• Martelo de Chão

É o martelo aplicado tendo-se como base uma das mãos no solo. A mão
que vai ao solo é a oposta à perna que aplica o martelo.

• Meia Lua de Compasso

É um golpe no qual o praticante agacha-se sobre a perna da frente, e com a


outra perna livre, faz um movimento de rotação, varrendo na horizontal ou
diagonal. Quando inicia-se o movimento de rotação, as duas mãos vão ao
solo para melhor equilíbrio. Atinge-se o adversário com o calcanhar.

• Meia Lua Presa

É a meia lua de compasso com apenas uma das mãos no chão. A mão que
vai ao chão é a mão oposta à da perna que vai desferir o golpe.
• Meia Lua Solta

É a meia lua de compasso sem nenhuma das mãos no chão. Não se pode
levantar o tronco. A posição do tronco deve continuar baixa, como se
estivesse com as mãos no solo.

• Meia Lua de Frente

Consiste em lançar a perna de trás, esticada, num movimento de rotação,


de fora para dentro. A parte que toca o adversário é a parte interna do pé.

• Pisão

É um golpe que se aplica de pé, distendendo a perna de trás contra o


oponente, em movimento de "coice". Aplica-se o pisão na horizontal ou de
baixo para cima, e bate-se com a planta do pé ou calcanhar.

• Queixada

É um golpe traumático que se aplica de pé, estando-se em base em uma


das pernas e suspendendo a outra contra o oponente em forma de giro, de
dentro para fora, visando especialmente seu queixo. A perna é deslocada e
retesada e a parte que toca o adversário é a parte lateral externa do pé.

• Rabo de Arraia

É um salto mortal dado para frente. No giro, os calcanhares visam a cabeça


ou o tórax do adversário. Pode ser aplicado com as mãos no solo ou não.

• Asfixiante

É um golpe desferido com a mão fechada (soco), pegando entre o nariz e a


boca.

• Vôo do Morcego

Dá-se um salto para cima, distendendo uma ou as duas pernas contra o


adversário.
Contragolpes

• Queda de Ladeira

É a aplicação de um contragolpe, escora ou tranco, de um golpe solto no ar


aplicao pelo seu adversário, desequilibrando-o.

• Boca de Calça ou Arrastão

É um golpe no qual o praticante leva as duas mãos aos pés ou pernas do


adversário, puxando-os com as mãos para a frente, fazendo com que ele
caia para trás. Uma cabeçada ajuda a derruba-lo.

• Caçuá

Contragolpe para a benção. Com a mão em forma de concha, procuramos


encaixa-la no calcanhar do adversário e suspendê-lo, desequilibrando-o.

• Cutila (palma)

É o ato de aparar ou contragolpear um martelo com a mão fechada, contra


a perna do adversário. Faz-se um movimento de giro com o antebraço, de
cima para baixo e de dentro para fora. A parte que apara ou golpeia é a
parte lateral externa do punho.

• Passo da Cegonha

Contragolpe aplicado contra a armada. Aplica-se primeiramente um tranco


e imediatamente um gancho.

Floreios e outros

• Aú Agulha

É um aú no qual o praticante leva as duas mãos ao chão subindo


imediatamente as duas pernas, juntando-as no alto, esticadas. Ainda no
alto, dá-se uma torção no corpo, tocando o chão com a ponta dos pés.
Inicia-se o aú de lado, mas ao tocar o chão, o capoeirista estará com a
frente voltada para onde iniciou o aú.
• S Dobrado

Chama-se S dobrado porque para aplica-lo necessita-se executar um


movimento em forma de S ao contrário. Inicia-se com uma rasteira, com a
perna esqueda, por exemplo: a perna esquerda sai de trás, perfaz três
quartos de um giro, indo situar-se esticada, sem tocar no chão, no lado
direito, ou seja, o lado contrário ao que se iniciou o movimento. Nesse
momento faz-se dois pontos de apoio, um com a mão esquerda colocada a
frente e junto ao corpo, e o outro é o da perna direita; já dobrada. Aí temos
uma posição bastante parecida com a negativa, sendo que estamos de lado
para o adversário, e a perna esquerda não tocando o chão. Iniciamos a
primeira volta do S. Agora devemos dar um impulso para cima e para trás,
rodando por cima da cabeça, tendo-se como base as duas mãos paralelas.
A perna que toca primeiro o chão é a direita.

• Macaco

Consiste na aplicação de um salto para trás, cujo movimento inicia-se com


o agachamento, e a colocação da mão no chão, para trás, e próxima ao
corpo. Dá-se um impulso no corpo para trás e executa-se um giro
completo, terminando o movimento com a perna oposta a da mão que
tocou primeiro o chão.

• Volta ao Mundo

Ritual existente na Capoeira Regional. Quando um dos capoeiristas está


cansado, convida o oponente para se dar a volta ao mundo. É obrigatório
acompanha-lo sendo que o que é convidado não deve atacar.

• Chamada ou Passo a Dois

Ritual existente na Capoeira Angola em que se realiza uma parada com os


braços abertos, ligeiramente elevados, e o adversário se dirige ao seu
oponente apoiando as mãos no mesmo, e por um breve tempo caminham
compassadamente pela roda até que o chamante autorize o reinício do
jogo.