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DIRLEY DA CUNHA JUNIOR CURSO DE DIREITO CONSTITUCIONAL (watpodsny exoypa) (sap soqtey wea cise seasina4 9 Seat9[00 Seago wa soped|iand SoBe sossonqp ap soyny (aoa) e14eg ep euopransue) Caen 1 (dP o3mpsu] op JopepuTy axtepIsa yomansuo) ovastg ap oxrapseig oxmnsty op o1quuayy (aoav) Ypmswe] 9p wujoHSeG oSeosey ep osGOH| cnreui ap euetea apepinoes ep opeisa op oxasia ap 03—94 oP JopeU -2p1009 9 20ss9jeug tuaspodsn/ sosin9 Sop onnensTarpy 9 euo!MaAStO) ontesta 9p 20389}034 "wafpodsn{osang op 2 oxic ap eueIes aPEpIOeA ED 3 9p ONAN 9 aeseNpedg-s9g 9p OFIN9 op sOpeUapA0gD roeSa}2%9 (svo8e(y) opioy cor ep LL opiBay 25 LAU, op [eEpN| N0289 EP INS) HEA EP ooNNA ‘op zo}odng 0083 0 rwwa) enfea ep opeisg op e1 ED e105 ep [evo dap msioarastoy-s08595024 ‘Cvan) SeoReIy 9p Tet9pag ApepISIANUN RP opeRsoy_ op anMmSTA~OSso}OU (aan) ered ep tesopea ape) seiesoweg se anu ep evauig wie pperomod a opesisayy 19 EHELIG ap | ewUNIPY 20ss2jO4g Jepissaatun ep opeioinog a opensayy ap unpy s0ssajoug (6661-3661) eoriqnday ep sopemoorgxg (s66t-zo61) erea ep opesg op eénsn{ ap anowoig xg ‘ised ep oxtatig 2p apepinoey oBsepuny eyed 9 (je8m0g/ou0g) epessn opeprsiantun vlad oxjasia we openpeld-sog “valan ead oomguocg oyanq we ansoyy as-ond eed 1 tla sonnog erYeq BP eUPEIPN| OBSag vp [BIaPA4 ZIA{ YOLNV O auaOS waidoat VeuOLIGd Zl “waaid~ $1 985005 ere ee lor agp sats sogSuns sep ozpnid mane no wo ogee OLDS OTOL wziA}NAPD SIO up sop OFSUlOts Y HARTOH S805:P 8p 9 0] op opSEZ LON essoudND Vas ‘to00x1 nd no THO ORSnpOIEEL 8 VE WAIGOaY s9961Pa oy SopEAIREe: ee i, O09 39 ISCO oe OBC, nop abe 907 oe DC OPAL spo elo 0D coe EE POU EAL rec ‘amep sonpp2y4 3p opmEOTT ouuriog ano a HERD BP ALCL ON. pip owen reson ou9st00) yuo oes @ouonpass ‘ome09 o> sop SeunesBeE ypred ooueig ory sOUED rede AGRADECIMENTOS Hi uma parabola que noticia que hé muitos anos, um Rei criou um con~ curso para premiar o artista que melhor captasse, numa pintura, a paz per~ feita: Muitos tentaram e, ao final, o Rei gostou de apenas duas. A primeira ‘era um lago calmo e cristalino onde refletiam as imagens de montanhas ‘rvores que o ladeavam. O céu era de um azul perfeito e tados os que fita- vvarn a pintura, enxergavam nela um profundo contetdo de paz, A segunda pintura tinha um quebra-mar sobre rochas escuras e sem vegetagao. 0 céu ‘enegrecido, pontilhado por raios e travGes, precipitava uma grande tempes- tade, Definitivamente, essa pintura nao revelava nenhum contetido de paz fe tranqililidade. Mas, quando o Rei observou mais atentamente, verificou ‘que no alto das rochas, havia um pequeno arbusto crescendo de uma fenda. Neste arbusto, encontrava-se um pequeno ninho e ali, no meio do mar re- volto e céu tempestuoso, um pequeno passarinho descansava calmamente. (© Rei ento escolheu a segunda pintura e, diante de uma platéia surpresa, explicou, com grande sabedoria: A verdadeira paz ndo é estar num lugar cal- ‘mo e tranqiiilo, sem trabalho drduo ou sem dor. Paz significa que, apesar de cestarmos no meio das adversidades e das turbuléncias da vida, permanecemos ccalmos em nossos coragées. Esta é a verdadeira paz! Agradeso tudo aos meus Reis: os meus pais. Com sabedoria, eles me ensi- naram essa verdadeira paz, e que a minha felicidade dependia da felicidade dos outros; e que para eu ser feliz, era preciso que eu promovesse o bem e idade das pessoas. A vocés, meus pais, segue a minha eterna gratidao, pelas incansdveis orientacdes. Ao meu pai Dirley, pelas ligdes de ética e ho- nestidade, que, como ele sempre diz e enfatiza, s4o 0 maior patriménio que n, pelo conforto das amaveis pa- lavras de incentivo e pela ternura do sorriso sempre presente. Agradeso também aos amigos-irmaos, Acioly, Deisimar, Josilton e Rels, pois com vocés eu aprendi o que realmente é amizade, ‘Aos meus eternos Mestres, Professor Edvaldo Brito (UFBA) e Professor Luiz Alberto David Araujo (PUC/SP), com os quais aprendi o verdadeiro Di- reito Constitucional, que ndo é 0 ditado pelos tribunais, nem o plasmado na letra fria do texto, mas aquele qu est em nossos coragées, pronto para atender e servir a todos que anseiam por liberdade e dignidade. ‘Ao amigo Ricardo Didier, da editora Juspodivm, que praticamente parou ‘a editora para se dedicar exchisivamente & diagramacio e publicaso deste livro, receba o meu agradecimento especial. er ~ ropiuad a 9 oauox09 epepreny eanKeN -5°2 a nomi 9 nanaiuisesUeNND eaXMEND) “SL 29 jpg ‘np tos ong ese penueN ye eowend eZ ~mu359-00 pewend “22 ~~~ youuoy 3 jousyBA opHaIUOD Ve CALER) "TL " saqsimmisuoy sep OBSEDUISSEI) ‘sagsinanstuop sep opnzauos > 21g) ~-opStrunstog ep eaneuniou apeprun y am reer pS NSHOD UP BREWALENS {(sasouayue ssasdsouvo sep ogous) jextyyMD OBSEDUODY FE Senne opsdaaueay “Ee ed agsdooue> y Zo “nssnannnnnnnnmgn glo OpSd00409 T'S ~-ogSiransuoy vasgos sooSdaouo3 ¢ 60 ~ ~r~ ewornapstog anauig op sawwog 9 89 19 3p suye seuteostp mod feeopman suey ayaaKd op seeseIR —S ws » os er 6 oo e ov z sb if sr TWNOIDNLILSNOD OLR ewnawavy, fe suopmansuog owsnouned “TE ee ~~ ouISHEUODMARSUODODN “E yoo snes ~menmequsunAfOaNeso Bei 7 owas await ee Ste ‘OWSTIVNOINLLLSNOD Tomnyavy eee ~ oem OV SVENESETIAY 62 ~ ‘Oy31aa LAV ¥ VLON a comeemmeeemeen QYSEGE VLNIN ¥ WLON OriyvAns ‘apepian ajo ens sod wean} 2 ogStmasuey e ureute ‘no owtos ‘onb seyenbe sopos y -eaduios op oanusauto orode ojad ‘watpodsnf osino op ‘jueruyjag aULIaYEND 2 saqfes oasPUeLY SOsTUIE Soy VoInat wang va xatatg or 12 Dinu DA Conia JONIOR suneéni0, 13 7.7. Quanto ao mode de elaborasdo: Dagmética € Histricduvnromwnwmnnmn 324 222 78. Quanto &ideologla: Ortadoxa © Beli nnn nnnnrnnrnninnn 124 228 78, Quanto 20 modo de ser (classiicago ontoldgica): 224 Normativa, Nominal eSemdtied wm erent aes: 235 7:10. Classfcagio da Constitugo brasileira de 1968. awnennnoeneen 126 226 a arate ne co 126 227 8 229 10. 230 it 6 231 cartrunolv "TEORIA DA NORMA CONSTITUCIONAL oc wwnevnu 343 caréruto vi L 343 PODER CONSTITUINTE.. 233 2 44 1 233 3. As condigées de aplicabilidade da norma consti 347 2 234 4, Asespécies de norma constitacional: os pri 3. 236 ‘A°narmatividade” dos priNe{p0s nem 180 4 237 5, A-ficdcta jurfdica da norma constitlonal en mennnen ns 457 5. 239 ‘5.1. Oproblema ds efcicia das normas constitUCIONaIS wn 157 6. Espécies de Poder Constituinte: Origindro e Derivado, 241 ‘52. Normas consttucionais mandatérias enormas constitucionalsdiretirias..._ 158 7. Poder Consttuinte OriginT0.unwrssnennnnenenrernnnnnnnnnincnns 242 ‘53. Normas constibuclonas selfexecuting enotselfeX6CUtINGmrmrmnmone 164 Tike COMED nner 242 54. 4 - 163 242 55. 165 245 56. 166 248 57, wi 8 246. 58, Aclassficagio de Maria Helena Dinitneennenemvnmenennnnnns 73 246 39, Reflexdes acerca das classiicacbes eaminadasetomada de posi pessoal... 174 247 5.10, Bficiclajuridica das normas constitucionals programsticaSnwnnanws 176 247 6 Os principio constitucion as nenrnmnennnnnnn 183 2aT 64. Tipologia de prinet a 186 247 662. Sistema interno de prineipiose regras constitucionais 42, Limltapbes meses 248, uma hierarqulaaxfolégica dos principles constitucionalsw-eeernenwe 187 184.3, Processo Legisiative de Emenda 63. Hlerarghla de priMelpl0Sennenrneesennnenninnintennnenene 109 a Constitusio: processo de reforma constitucional muni 253 4.4, Controle de constitucionalidade da reforma constitucional.. 255 carinuLo V 85, Poder Constituinte Decorrentemiawnevennneinewnenemnrnnnns 255 INTERPRETAGAO CONSTITUCIONAL wreorerenrnnecnnrnnennnmtnin 198 1, Hermendutica e interpretagloJuridl¢aecwnrercncnmennnnnnns 198 2. Interpretagojuridica einterpretacso constuacional, ‘Aespesificidade da interprotaed0 constituclONal eng v ncn 197 3. As correntes interpretatvistas 4 capirmo VL ‘CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDAD Eevee 1. Consideragies inci eenenennennnnnnnnnnennn 2 Conese pressupstos do Gntele de nettle on COM CE 22. Presson - 2.2.1, A Constitulgao formal... = 2.22. AConsttuigo como norma juridia fandamenta,rigida esuprema 2.23, Aprevisto de umm Srglo competent emma