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A

DEPRESSO

INSTRUMENTO

COMO
DE

CONSEQUNCIA

COERO

SOCIAL

DA

IDEOLOGIA

NA

RELAO

COMO
COM

INCONSCIENTE
A individualidade na modernidade tem uma relao direta com a depresso, j que esta
analisada enquanto uma doena do indivduo. Utilizando estudos de Lacan, Althusser,
Freud e Maria Rita Khel, pretendemos entender a depresso como um fenmeno social
que acomete cada um individualmente. Para isso, utilizaremos da interseco de textos,
artigos e produes relacionadas. Criando uma ponte entre o social e o particular,
compreendemos como as estruturas sociais so internalizadas pelos indivduos devido a
prpria evoluo do capitalismo, gerando a coero interna do indivduo, por meio da
ideologia, se tornando cada vez mais eficazes do que a coero externa por meio da
fora, de forma que o sistema cria uma cadeia de significantes que atua de fora para
dentro. A ideologia vai interpelar por todos de forma individual devido a uma prpria
condio humana, o supereu: capacidade de acolher coero externa a seus
mandamentos, se configurando ento o pice da interiorizao da ordem vigente.
Apresentando a tese Lacaniana do que ele chamou de demisso subjetiva, o deprimido
carrega consigo um sentimento de traio de si mesmo, quando ele cede de seu desejo.
Seu desejo, inconsciente, no realizado devido a atividade da funo simblica, que
reprimido em funo dos ideais da sociedade. este o depressivo que nos interessa. A
necessidade de reinsero do indivduo no corpo social se d atravs da promessa da
felicidade sem reflexo. Dessa forma, o capitalismo se apropria dessa condio do
sujeito, e tira a carga social que ele carrega consigo, culpabilizando o indivduo pela sua
incapacidade de ser feliz. A sada usar o fetichismo da mercadoria enquanto
fetichismo da vontade de viver. forma que o sistema se molda para que os indivduos
possam se reinserir na ideologia predominante sem causar nenhum dado ao corpo
social.