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‘Segunda-feira, 15 de Outubro de 2001 SERIE — Numero 41 f BOLETIM DA REPUBLICA PUBLICACAO OFICIAL DA REPUBLICA DE MOCAMBIQUE SUPLEMENTO IMPRENSA NACIONAL DE MOGAMBIQUE AVISO ‘A matéria a publicar no «Boletim da Republica» deve ser remetida em cépia devidamente autenticada, uma por cada assunto, donde conste, além das indicagdes necessdrias para esse efeito, o averbamento seguinte, assinado autenticado: Para publicagao no "Boletim da Republica". SUMARIO Consetho de Ministros: ‘Desreio ws saraboi: 'Aprova as Normas de Funcionamento dos Servigos da Admi- 1 “iystragio Pablicae revoga 0 Decreto n” 3618, de 27 de CONSELHO DE MINISTROS Decteto n.? 30/2001 de 15 de Outubro ‘A criagio duma Administragio Pablica ao servigo do desenvolvimento harmonioso do Pais, das necessidades dos Cidadios eda sociedade em geral deve ser uma das preocupagies permanentes da modernizagao administrativa, preconizada no programa do Governo, consubstanciada pela aproximacio da ‘AdministragZo aos utentes, pela prestagao de melhores servigos, pela simplificagao dos procedimentos ¢ ao aurnento da qualidade da gest3o ¢ funcionamento do aparelho admimistratvo do Estado, ‘Convindo introduziras medidas que visem atingr os objectivos referidos, a0 abrigo do disposto na alinea e) don I do artigo 153 da Constituigdo, o Conselho de Ministros decreta Artigo 1. Sio aprovadas as Normas de Funcionamento dos Servigos da Admimistragao Pablica que constam em anexo a0 presente Decreto e que dele fazem parte integrante. ‘Art. 2. E revogado 0 Decreto n.° 36/89, de 27 de Novembro, Art. 3. O presente decreto entra em vigor trés meses apés a sua publicagao. Aprovado pelo Conselho de Ministros Publique-se © Primeiro-Ministro, Pascoal Manuel Mocumbi. Normas de Funcionamento dos Servigos da Administracao Publica capiruLor Disposigées gerais AARTIOO 1 Detinigses Para efeitos do presente diploma, estabelecem-se as seguintes definigdes: 4@) Acto administratvo definitivo e execut6rio: decistio com forga obrigatina dotada de exequibilidade sobre um determinado assunto, tomada por um érgio de uma pessoa colectiva de dirento pablico; +) Agente: funcionério ou outra pessoa que por vinculo Tegal exerga actvidade na Administragio Publica; ©) Impugnagao judicral: recurso de um acto administrative para o Tribunal Administrativo; 4) Indeferimento liminar: decisio sobre um certo pedido ‘expresso num requerimento sem mais formalidades essenciais, negando o pedido; €) Indeferimento técito: presungao legal da negacio do ppedido dada por meio de omissio de prética de um acto administrativo por um érgio competente; ‘A Poder de execusio forgada: capacidade legal de executar actos administrativos definitivos € execut6rios, ‘mesmo perante a contestagio ou resistencia fisica dos destinatirios; 8) Privilégio de execugdo prévia: poder ou capacidade le- gal de executar actos administrativos definitivos e executrios, antes da decisdo jurisdicional sobre 0 recurso interposto pelos interessados; 4) Procedimento administrativo: sucessto de actos € formalidades ordenadas com vista & formacio, expressio erealizagio da vontade da Administragio Pabhica; 4) Proceso administrtivo: conjunto de documentos que traduzam actos e formalidades que constrtuam 0 procedimento administrativo; 4) Reclamagao: impugnacao de um acto administrativo ou decisio perante o tespectivo autor, visando a sua revogagaio ou alteragiio; 48 Recurso contencioso: impugnagao jurisdicional de um acto administrativo definitivo ¢ execut6rio arguido de vicio determmante da sua nutidade, anulabilidade (ou mexisténcia suridica; 22442) 1 SERIE — NOMERO 41 1) Recurso de revisio: impugnagio de um acto ‘administrativo quando se venham a verificar factos supervenientes ou surjam meios de prova susceptivers de demonstrar a inexistencia ou inexactiddo de factos que influiram na decisio; 1m) Recurso hierérquico ou gracioso: impugnagio de um acto administrativo ou decisio perante 0 superior hierérquico do respectivo autor, com fundamento na ilegalidade ou na mera injustiga do acto impugnado; 1) Recurso tutelar: impugnagdo de um acto adminustrativo ou decisto de um 6rgio de Administragdo Pablica de uma entidade auténoma, nomeadamente de uma autarquia local, perante 0 rgio responsével pela tutela administrativa dessa entidade auténoma; 0) Regime juridico: conjunto de prinefpios, regras 6 formalidades essenciais que devem ser observadas na prossecugo de um determinado interesse piblico ou direito ‘Annigo2 Objecto presente diploma estabelece 0 regime jurfdico do fun- cionamento dos servigos da Administragio Pablica. ‘Awtigo 3 ‘Ambito de aplicagso 1. As presentes normas de funcionamento dos servigos da Administragio Pablica aplicam-se aos Grgios e instituigdes da Administracdo PGblica que no desempenho das respectivas fungdes se relacionem com particulares, pessoas singulares ou colectivas, 2. Para os efeitos do presente diploma, sdo érgios ou instituigdes da Administragao Pablica, aquelas que desempenhem fungoes adminisrativas do Estado, tars como: 4a) Os rgiios centrais ¢ locais do aparetho do Estado e insttuig6es subordinadas ou dependentes; ») Os insttutos pablicos:institutos de investigagao cientifica € tecnolégica ¢ as demais instituigdes auténomas, tuteladas pelos érgios do Estado; 6) Os Greios ¢ institutos das autarquias locais CAPITULO ML Principlos da actuagao da Administragdo Publica ‘Antigo 4 Prinefplo da Legalidade 1. No desempenho das respectivas fungdes, os érga0s da Administragto Pablica obedecem ao princfpio da legalidade administrativa, 2.A obediéncia ao prinefpio da legalidade administrativa implica, necessariamente, a conformidade da acgo administrative com alei eo direito. 3. Os poderes dos érgios da Administragdo Pablica nto poderio ser usados para a prossecugao de fins diferentes dos atribuidos por Iei 4. Os actos administrativos praticados em estado de neces- sidade com preterigfo das regras estabelecidas neste diploma sio vidos, desde que 0s resultados ndo pudessem ter sido alcangados de outro modo. 5. Os lesados terBo direito a ser indemnizados nos termos gerais da responsabilidade civil do Estado. 6. O estado de necessidade é verificado no momento da decisio de se sacrificar um direito ou interesse protegido por lei a fim de prevenir 0 perigo de lesar um dirento ou interesse superior. Arrico 5 Prinefplo da prossecucao do interesse pabilco e proteceao dos direitos interesses dos cldados s érgios da Administragio Piblica, observando o prinefpio da boa-fé, prosseguem o interesse piblico, sem prejulzo dos direitos ¢ interesses dos particulares protegidos por lei Anrico 6 Principio da Justiga e da Imparcialidad 1. No exercicio das suas fungies ¢ no seu relacionamento com as pessoas singulares ou colecttvas, a Administragdo Publica deve actuar de forma justa e imparcial 2. A imparcialidade impde que os titulares os membros dos drgiios da Administragdo Publica se abstenham de praticar ‘ou participar na prética de actos ou contratos administrativos, nomeadamente de tomar decisées que visem interesse prOprio, do seu conjuge, parente ou afim, bem como de outras entidades ‘com as quais possa ter conflitos de interesse, nos termos da les, ‘ARnigo7 Principio da transparénela da Administragao Pibilca 1. O prinefpio da transparéncia implica a publicidade da actividade administrativa, 2. Os actos administrativos dos drgios ¢ de instituigdes da ‘Administrago Pablica, nomeadamente os regulamentos, norntas «e regras processuas, so publicados de tal modo que as pessoas singulares ¢ colectivas possam saber antecipadamente, as ccondigdes jurfdicas em que poderto realizar os seus interesses & exercer 0s seus direitos. 3. Os érgios da Administragao Pablica esto sujeitos a fiscalizagdo e auditoria periddicas pelas entidades competentes. ‘Awrigo 8 Prineiplo da colaboragdo da Administragto com os partculares, 1. No desempenho das suas fungGes, os Grgios e insttuigSes ‘da Administragio Pablica colaboram com os particulares, devendo designadamente: 4@) Prestar as informagdes orais ou escritas, bem como os esclarecimentos que os particulares Ihes solicitem; ) Apoiat eestimular as iniiativas dos particulares, receber as suas informagGes ¢ considerar as suas sugestdes. 2. A Administragio Pablica 6 responsével pelas informagdes prestadas por escrito aos particulares, ainda que nao obrigatoria. ‘Agrio0 9 Prineiplo da participagdo dos partculares Os 6rgiios ¢ mstituigdes da Administragio Pablica promovem a participacio das pessoas singulares e colectivas que tenham ‘por objecto a defesa dos seus interesses, na formagao de decisdes que Ihes disserem respeit. ‘Antigo 10 Principio da decieso 1. Os 6rgios da Administragdo Piblica devem decidir sobre todos os assuntos que Ihes sejam apresentados pelos particulares. 2. Se um assunto for apresentado a um érgio no competente em raziio da matéria, este emitiré um despacho a mandar remeter © expediente ao 6rgio competente, com conhecimento do snteressado, 15 DE OUTUBRO DE 2001 3. Se 0 6rgio for incompetente em razio da hierarquia, este devers oficiosamente remeter o expediente ao Srgio competente informar desse procedimento ao interessado ARTIGO 11 Principio da eeleridade do procedimento administrative 0 procedimento administrativo deve ser eélere, de modo a assegurar a economia e a eficicia das decisOes. Arico 12 Principio da fundamentagao dos actos administrativos A Administraglo Péblica deve fundamentar os seus actos admumistrativos que impliquem designadamente o indefenmento do pedido ou a revogacio, alteragdo ou suspensio de outros actos admumistrativos anteriores. ‘Agnico 13 Principio da responsabilidade da Administragio Publica ‘A Admimstragio Pablica responde pela conduta dos agentes dos seus Grgis ¢instituigdes de que resultem danos a terceiros, ‘nos mesmos termos da responsabilidade civil do Estado, sem prejuizo do seu dreito de regresso, conforme as disposig@es do e64igo civ ARrigo 14 Prineipo da Igualdade e da proporcionalidade 1. Nas suas relagdes com os particulares, os drgios da Administragao Pablica tegem-se pelo principio da igualdade dos adios perante a lei e da proporcionalidade dos meios. 2.8 vedado aos 6rglos ¢instituigbes da Adi privilegnar, prejudicar, privar de qualquer di qualquer dever juridico um cidadio por motivo da sua cor raga, sexo, origem éinica, lugar de nascimento, estado cwvil dos pais, situagao econémica, posigao social, filiagdo partidéria ou religiosa. 3. A proporcionalidade implica que, de entre as medidas convenientes para a prossecucio de qualquer fim legal, os agentes da Administragao Publica deverio adoptar as que acarretem consequéncias menos graves para a esfera yuridica do particular. capfruLo mt Garantias dos particulares e da Administragao Publica ARTiGo 15 Garantias dos partculares ‘Sao garantias dos direitos das pessoas singulares ou colectivas, as seguintes: 4) O requerimento; b) Areclamagio; ©) O recurso hierérquico; 4) O recurso tutelar, €) O recurso da revisio; J) recurso contencioso. ‘Annioo 16 Garantias da Administragio Piblica ‘Sao garantias da Administragdo Piblica, designadamente: 4a) O privilégio da execugio prévia dos actos definitivos & executbrios; b) Aobrigatonedade da apresentagdo imediata do funcioné-* no da Administragdo Pablica ao tespectivo superior hierérquico para efeitos de entrega do servigo a seu 2243) ‘cargo, por motivo da cessagio da relagio de trabalho, transferéncia, destacemento, icenga de longa durago ‘ou quando tenha de ser sujito i privagao de hiberdade; 6) dhresto de regresso em caso de indemnizacioaterceitos, pelos danos causados por actos dos agentes da ‘Administragdo Pablica no exercicio das suas fungdes; 4) O poder de execusio forgada dos actos administrativos definitivos e executrios, capfruow Garantias de imparcialidade ‘AgriGo 17 Impedimentos £ vedado a0 agente da Admmmstragdo Pblica, praticar ou partirpar em procedimento administrativo ou em acto ou contrato de diresto piblico ou privado em que a Administragio Publica faz parte nos seguintes casos: ‘@) Quando nele tenha interesse, por st, como representante ‘ou gestor de negécios de outra pessoa; +) Quando, por si ou como representante ou gestor de negécios de outra pessoa, nele tena interesse 0 seu ‘cOnjuge, algum parente ou afim em linha recta ou até 2.°grau da linha colateral, bem como qualquer pessoa ‘com quem viva em economia comum; ©) Quando nele tena interesse uma sociedade em cujo capi- tal tenha, por si ou conjuntamente com as pessoas referdas na alinea anterior uma participagdo no seu capital; <4) Quando tenha intervido no procedimento como perito ‘ou mandatério ou haja dado parecer sobre a questi a resolver, €) Quando contra ele, seu cOnjuge ou parente em linha recta esteja intentada acco judicial proposta por interessado ou pelo respectivo cOnjuge: J) Quando se trate de recurso de decisio proferida por ‘qualquer das pessoas referidas na alinea b) ou com intervengio delas. Arico 18 ‘Arguigdo e declaragio do impedimento 1. O impedimento deve ser imediatamente comunicado, sob pena de falta disciplinar grave, pelo agente da Administragao iblica que se considere impedido, 20 respectivo superior hierdr- quico ou a0 presidente do érgio colegial de que seja titular Cconsoante 0s casos. 2. O impedimento pode também ser suscitado por qualquer interessado, até ser proferida decisao definitiva ou praticado 0 ‘acto, em requerimento onde se especifique os factos que constituam a sua causa, 3. Compete ao superior hierdrquico ou ao presidente do érgio colegial conhecer da existéncia do impedimento e declaré-lo, no prazo de 8 dias, ouvindo se considerar necessério, o agente da ‘Administragio Péblica. Tratando-se de impedimento do presidente do Srgao colegial, a decisao compete ao proprio Grgio, sem intervengio do presidente. Agrico 19 Eteitos da arguigto © declaragao de impedimento 1 Sem prejuizo da tomada de medidas inadiaveis em caso de urgéncra, o agente-da Administracao Piblica deve suspender a sua actividade no procedimento logo que faca a comunicagao referida ‘non. I do artigo anteror ou tenha conhecimento do requerimento aque se refere 0 n.°2 do mesmo artigo, até decisio sobre-oimpedi- ‘mento, salvo ordem escrita em contranio do respec-tivo superior hterrquico ou deliberacio em contrério do érgio colegial 22414) 2. Declarado 0 impedimento, seré o agente da Administragio Pablica imediatamente substitufdo no procedimento. Tratando- se de Grpio colegial, se nfio houver ou niio puder ser designado substituto, funcionard o Orgdo sem a presenga do membro impedido, ‘Axrigo 20 Escusa © suspelgso 1. 0 agente da Administragao Pablica deve pedir dispensa de intervir no procedimento, acto ou contrato quando ocorra circunstancia em virtude da qual possa suspeitar-se da sua isengio ‘ou da rectidao da sua conduta e, designadamente: @) Quando, por si ou como representante ou gestor de negocios de outra pessoa, nele tenha interesse parente fem linha recta ou até o 2.° grau da linha colateral, dele ou do seu cOnjuge; +) Quando ele ou seu cOnjuge, algum parente ou afim em linha recta ou até ao 2° grau da linha colateral for ctedor ou devedor de pessoa singular ou colectiva com interesse directo no procedimento, acto ou contrato; ©) Quando ele ou seu cOnjuge ou patente em linha recta haja recebido dédivas, antes ou depois de instaurado © procedimento, de qualquer pessoa singular ou colectiva com interesse directo no procedimento, acto ou contrato; 4) Se houver inimizade grave ou grande intimidade entre tle ou 0 seu cOnjuge e a pessoa com interesse directo 'no procedimento, acté ou contrato; 2. Com fundamento semelhante aos do n. le até ser proferida decisdo definitiva, qualquer interessado pode, mediante requerimento, invocar a suspeigao do agente da Administracio Piblica que intervenha no procedimento, acto ou contrato. 3.0 pedido de dispensa ¢ o requerimento de suspeigao devem indicar com preciso os factos que os justifiquem. 4. O agente da Administragio Pablica seré sempre ouvido sobre ‘8 requerimentos de suspeicio contra ele deduzidos. 5. A decisto sobre o petido de dispensa ou requerimento de suspeigto é tomada no prazo de dez dias pelas entidades refe- tidas no n2 3 do artigo 18. captruLov Competéncia e delegagéo ‘Anrigo 21 ‘Competéncia 1. Os 6rgiios da Administracdo Pablica tm os poderes © autoridade para praticar actos administrativos decorrentes das fungies e aribuigdes definidas nos seus estatutos e egulamentos. 2. Os agentes da Administragdo Pablica tém o poder de praticar (65 actos administrativos decorrentes das actividades contidas ‘nos respectivos qualificadores de carreiras profissionais e, em especial, das relativas as fungSes ¢ atribuigbes do Grgio em que esto afectos, bem como cumprir as ditectivas e instrugbes superiores e exercer os poderes que Ihes sejam conferidos por delegacio. ‘Arrigo 22 Delegagto de competincia 1. Os 6rgios e os agentes da Administragdo Pablica com- petentes para decidir determinadas matérias podem, nos limites da lei, delegar os poderes delegéveis a outros Grgdos ou agentes de escalio mnferior para a prética de actos administrattvos sobre as mesmas matérias. 1 SERIE — NUMERO 41 2, O acto de delegagio de poderes deve conter os poderes que se delega e especificar aqueles que, com a anvéncia dodelegante, poderao ser subdelegados. 3. O Srgio delegado ou subdelegado deve mencionar tal qualidade no uso da delegagio ou subdelegacio. ‘Anriao 23 Publcidade do acto de delegagso ou subdelegagso Octo de delegacio ou de subdelegacio de poderes est sujeito A publicagdo no Boletim da Repiblica e divulgagdo por outra forma em uso na érea do delegante ¢ do delegado ou afixagio em lugares habitus. ‘Awriao 24 Poderes do delegante 1. 0 drgio ou agente da Administragio Pablica delegante ou subdelegante pode emitir directivas ou instrugdes vinculativas para o delegado ou subdelegado sobre o modo como devem ser ‘exercidos os poderes delegados on subdelegados. 2. O érgio ou agente da Administragio Pablica delegante ou subdelegante tem 0 poder de avocar e de revogar os actos Praticados pelo delegavto ou subdelegado ao abrigo da delegagio ‘ou sudelegagao. ‘AgTig0 25 Substitulgso du scumulagso de fungses O eexerefcio de fung6es em substituigdo ou acumutagto de fungOes abrange os poderes delegados ou subdelegados no titular. ‘ARTIG0 26 Extingto da delegagiio A delegagio ¢ a subdelegacio de poderes extinguem-se: 4) Por revogagao do acto de delegacio; +b) Por mudanga dos ttulares do Grgio ou agente delegante ou subdelegante; ¢) Por caducidade, quando se tenham esgotado 0s efeitos pretendidos. caPfTULO Vi Organtzagao dos servigos secgho1 Goneralidades ‘Anrico 27 ‘Organizagio 1. Os servigos pablicos devem estar convenieritemente stificados ¢ conter afixada a localizagaio dos seus Grgtios ou ‘unidades orgfnicas. 2. O piblico deverd ser atendido em local devidamente corganizado e identificado. Arnico 28 ‘Assiduldade e pontualidac 1. Para o registo da assiduidade dos funcionsrios haveré em cada local de trabalho um livro de ponto de modelo uniforme, ‘com as folhas numeradas e rubricadas pelo funcionério de chefia, competente, que assinaré também os termos de abertura ¢ de encerramento do livro, no qual cada funcionériorubricaré o nome, no espaco para oefetoassinalado, no inicio e fim de cada perfodo e trabalho; 15 DE QUTUBRO DE 2001 2. No inicio de trabalho o livro do ponto seré recolhido pelo funciondrio para o efeito designado e entregue ao superior hierérquico. 3.,0 funcionério que se apresentar a0 servigo apés a hora do rnicio do trabalho deverd apresentar-se a0 superior hierdrquico e {ustficaro atraso, competindo a este registar no livro do pontoo perfodo de atraso. 4, Os atrasos so acumulados até completarem um dia de falta justificada ou injustificada, averbando-se em conformidade. 5. Serd marcada falta injustificada ao funciondrio que. depois de assinar o livro do ponto, se ausentar do local de trabalho sem autorizagto. 6. As faltas injustificadas carecem de confitmagio do supe- rior hierérquico do funciondrio que as marcou, com excepgo das que foram marcadas por directores nacionais, provinciais e distritais, administradores de distrito, chefes de posto administrative ou dirigentes de institudes subordinadas ou dependentes. 7. 0 livro do ponto podera ser substituido por uma forma de registo mecénico ou electrénico, que assegure a verificagio do cumprimento do horério ¢ a assiduidade. AgTIG0 29 DDispensa de assinatura do livro do ponto L. Poderao ser isentos da assinatura de livro do ponto os funcionérios ou agentes que exergam fungdes de direcgio ou chefia ¢ outros que pela natureza do trabalho ou especificidade téenica o justfiquem. 2. Os dirigentes competentes de cada sector determinario, por ordem de servigo, as fungdes etéentcos isentos da assinatura do livro do ponto. seccho Horério de trabatno ‘AgTiGo 30 Jornada faboral 1. A duragdo semanal de trabalho nos servigos abrangidos pelo presente diploma é de 40 horas, distribuidas de 2* feira a 6 feira, das 7.30 as 15.30 horas. 2. © periodo de trabalho diério serd interrompido, escalonadamente, entre as 1.00 14.00 horas, por um intervalo de descanso de duragio nio superior a 30 minutos que, para todos 0s efeitos, se considera tempo de trabalho, a fim de garantir a continuidade de prestagio do atendimento do piblico. ‘Agnico 31 Regime especial Sempre que as caracterfsticas de penosidade e perigosidade decorrentes da actividade exercida o justifiquem, podem ser fixados, apés concordincia do Mimistro da Admmstragao Es- tatal, regimes de duragio semanal inferior ao previsto no artigo anterior. Annico 32 Descanso semanal 1. Asemana de trabalho 6, em regra, de 5 dias. 2. Os funcionsrios tém dirento a um dia de descanso semanal, acrescido de um dia de descanso compfementar, que, em principto,