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MORTE E VIDA DE GRANDES CIDADES

OS USOS DAS CALÇADAS: SEGURANÇA

Kelly Daiane Periera Borba Carolina Viviane Nunes - Daniel Pires Stolaruk MEC - Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI Arquitetura e Urbanismo (ARQ-16) Teoria e Projeto de Arquitetura VI

27/08/14

RESUMO

As ruas por si só nada significam, pois precisam estar junto a alguma coisa, seja

um edifício, uma casa, calçadas, etc. Basicamente tanto as ruas como as calçadas

possuem diversos fins, pois abrigam pedestres, ao mesmo tempo em que permitem a

circulação dos mesmos, estejam eles ou não em veículos automotores ou

compartilhados, e portanto são partes vitais da cidade. Se a rua é segura e tranquila, a

cidade também será, mas para isso necessita de diversas atividades que possam manter

uma constante movimentação tanto nas ruas como nas calçadas, e consequentemente

todo o seu entorno, tornando a cidade um lugar mais convidativo e seguro de se viver.

Segundo o livro de Jane Jacobs, "Mesmo morando próximas umas das outras, as

pessoas são desconhecidas, e não poderiam deixar de ser, devido ao enorme número de

pessoas numa área geográfica pequena", um exemplo disso, são os moradores de bairros

residenciais, que são cercados por muros, com guardas e vigilantes que "mantém a

ordem e a segurança" das mesmas, mas na verdade, essas pessoas estão se excluindo de

todo o resto, cria-se uma insegurança e dependência de que se elas não estiverem

cercadas e vigiadas, elas não estarão seguras. Outro ponto é que as cidades criaram esse

meio de viver, e hoje é aceito por todos como algo comum, e infelizmente o

planejamento urbano e reurbanização das cidades por si só não resolvem todos os

problemas, seja de circulação, a vitalidade ou a violência nas ruas, onde a especulação

imobiliária é um dos fatores que mais influenciam essa segregação e exclusão das

pessoas e espaços públicos. O fato é que pessoas atraem pessoas, devemos criar espaços

que possam atender toda a população independente de sua classe social, deve-se

urbanizar e revitalizar ainda mais a cidade com locais de permanência, como

restaurantes, e lojas, ou seja, locais que possam atrair pessoas, que sejam acessíveis e

agradáveis de se passar, tornando-as sempre vivas e seguras, e como consequência as

pessoas que ali vivem tornam-se os olhos que vigiam e cuidam do espaço urbano seja

ele público ou não.

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