Você está na página 1de 84

BIOLOGIA PARA A UEMG

A célula é a unidade formadora de todos os seres vivos. Elementos e compostos químicos são importantes na
sua formação e manutenção. Entre os compostos químicos podemos fazer diferenciação entre os inorgânicos e os
orgânicos.

Elementos químicos importantes para a célula


Na+ - K- Sódio e potássio atuam na formação do potencial de membrana que permite geração e condução de
eletricidade. Importante em neurônios e células musculares.
Ca2+ Cálcio endurece ossos, dentes e conchas. Atua na contração muscular e na coagulação do sangue.
I- Iodo é necessário para formação de hormônios da tireóide, que estimulam o funcionamento do
organismo. Sua falta causa hipotireoidismo e bócio.
Fe2+ Ferro é necessário para formar hemoglobina, partícula vermelha das hemácias, que transporta oxigênio
no sangue. Sua falta causa anemia ferropriva.
F- Flúor atua protegendo os dentes das cáries.
P Fósforo que aparece nos seres vivos como fosfato, entra na composição do DNA, RNA e do ATP,
molécula relacionada com armazenamento de energia.
Cl- Cloro atua na formação do ácido clorídrico no estômago. Tem várias funções celulares.
N2 Nitrogênio aparece em DNA, RNA e proteínas. Absorvido na forma de nitrato e excretado na forma de
amônia, amônio, uréia e ácido úrico.
S Enxofre participa da formação de alguns aminoácidos que formam proteínas Absorvido na forma de
sulfato.
Mg2+ Magnésio participa da molécula de clorofila, essencial para a fotossíntese.
Cu2+ Cobre atua como componente de muitas enzimas.

Dentre os compostos inorgânicos importantes para a vida, a água na forma líquida se destaca por suas
características físicas e químicas. Pelo conhecimento atual, é impossível imaginar a vida sem água. Representa de 60%
a 99% do peso corporal dos seres vivos. No ser humano adulto, em média, a água equivale a 75% do peso corporal.
Em indivíduos mais jovens a quantidade de água é maior e vai diminuindo com a idade. É no meio aquoso que os
elementos e compostos químicos da célula se encontram e é o local onde ocorrem reações químicas do metabolismo.
Quanto mais água, maior é a atividade metabólica.

Compostos orgânicos
Carboidratos ou açúcares Ribose e Desoxiribose formam RNA e o DNA. Glicose, frutose, galactose são
armazenadores de energia e são quebrados rapidamente nas células. Lactose é
reserva de energia no leite. Sacarose e reserva de energia em alguns vegetais.
Celulose forma parede celular e Quitina forma o exoesqueleto de artrópodos.
Amido é reserva de energia em vegetais e glicogênio é reserva de energia em
animais.
Lípides Gorduras, mais comuns em animais, e óleos, mais comuns em vegetais,
armazenam em energia. Ceras são impermeabilizadoras e protegem contra perda
de água. Fosfolípides são formadores de membranas celulares. Colesterol,
Estrógeno, Progesterona, Testosterona, Cortisona, Vitamina D e sais biliares são
exemplos de lípides complexos.
Proteínas Formadas por aminoácidos ligados entre si através de ligações peptídicas, são
moléculas que fazem a célula funcionar. Podem formar partes da célula e
organóides, atuam como enzimas, que são catalisadores biológicos. Têm função
de defesa quando atuam como anticorpos. Podem ser hormônios, como é o caso
da insulina.
Ácidos nucléicos Formados por nucleotídeos que podem ser de Adenina, Guanina, Timina, Citosina
e Uracil. Timina só é encontrada no DNA e uracil só é encontrado no RNA. Para
originar a fita dupla, as cadeias de DNA fazem pares perfeitos entre os
nucleotídeos: Adenina com Timina e Guanina com Citosina. DNA é a molécula que
armazena, codificada quimicamente, a informação sobre a vida. É o DNA que
orienta a célula na produção de proteínas. É uma fita dupla em forma de espiral
ou hélice. Alterações no DNA, chamadas de mutações, podem alterar esta
informação e impedir a vida. Para proteger o DNA, durante a evolução, a célula
passou a armazená-lo no núcleo. RNA, molécula de fita simples, existe de três
tipos: transportador, ribossômico e mensageiro. Atua na produção de proteínas.
Vitaminas são compostos orgânicos dos quais precisamos em quantidades diárias muito pequenas. São essenciais para
que nosso organismo funcione adequadamente e sua falta determina o aparecimento das doenças de carência. São
obtidas, normalmente, da dieta. São classificadas como hidrossolúveis (Complexo B e C) e lipossolúveis (A, D, E, K). As
vitaminas A e D, em excesso no organismo, são tóxicas.

Vitaminas
A Obtida em fígado de animais, leite integral, manteiga, óleo de fígado de bacalhau, gema de ovo, cenoura,
tomate, vegetais verdes folhosos ricos em β -caroteno. Sua falta provoca dificuldade para enxergar em
ambiente com pouca luz ou cegueira noturna, cegueira permanente por xeroftalmia, ferimentos na pele,
parada no crescimento e anemia.
B1 Tiamina. Obtida de carne magra de porco, fígado, levedura de cerveja, cereais integrais, cutícula de arroz. Sua
falta provoca o béri-béri (eu não consigo em japonês) com polineurite, dores no corpo, dificuldade de
raciocínio, perda de memória, dificuldade para andar, problemas para funcionamento do coração e pode ser
mortal.
B2 Flavina. Obtida de carne magra de porco, fígado, levedura de cerveja, cereais integrais, cutícula de arroz. Sua
falta provoca rachadura da pele nos ângulos da boca, manchas vermelhas na pele com sensação de
queimação chamada de dermatite, depressão mental e pode ser mortal.
B3 Nicotinamida. Obtida de carne magra de porco, fígado, levedura de cerveja, cereais integrais, cutícula de
arroz. Sua falta causa a pelagra ou “doença dos 3D”: diarréia, dermatite e demência.
B6 Piridoxina. Obtida de carne magra de porco, fígado, levedura de cerveja, cereais integrais, cutícula de arroz.
Sua falta causa anemia, dermatite, “fígado gordo”, perturbação mental e convulsões.
B9 Folato ou ácido fólico. Obtido de fígado. Sua falta causa diminuição de síntese de DNA, anemia, alterações na
medula óssea. Fetos com defeitos no tubo neural.
B12 Hidroxicobalamina e Cianocobalamina. Obtida de carnes, rins, fígado, leite integral, gema de ovo, levedura de
cerveja, verduras e frutas frescas mas em menor quantidade. Sua falta causa anemia perniciosa e afeta a
bainha de mielina dos nervos, com paralisia e convulsões.
C Ácido ascórbico. Obtida de frutos cítricos, goiaba, caju, kiwi, morango, acerola, tomate, verduras. Sua falta
causa insuficiência de cicatrização, anemia, inflamação de mucosas, sangramento gengival e mobilidade
dental, vômito, febre, hemorragia cerebral ou escorbuto.
D Colecalciferol. Obtida de leite integral, gema de ovos, óleo de fígado de peixes, fígado. Necessidade de
exposição ao ultravioleta. Sua falta causa raquitismo e osteomalácia.
E Tocoferol. Obtida de gorduras vegetais, óleo de germe de trigo, verduras. Sua falta causa esterilidade aborto
espontâneo (em cobaias de laboratório), envelhecimento e morte celular, modificação das bainhas de mielina
do sistema nervoso com alterações nas funções nervosas.
K Naftoquinona. Obtida de bactérias do intestino, couve-flor, alho, verduras. Sua falta causa hemorragias.

Questões de fixação

(FCMMG)

O esquema acima representa a composição química percentual da matéria viva. Baseado nos dados, indique o
elemento que, além de não ser um dos quatro mais abundantes, é comum aos lípides da membrana plasmática e aos
ácidos nucléicos.

a) enxofre
b) fósforo
c) carbono
d) nitrogênio

2) (UFMG) – Segundo estudo feito na Etiópia, crianças que comem alimentos preparados em panelas de ferro
apresentaram redução na taxa de anemia de 55% para 13%. Essa redução pode ser explicada pelo fato de que o ferro:

a) proveniente das panelas é misturado aos alimentos e absorvido pelo organismo.


b) aquecido, ativa vitaminas do complexo B presentes nos alimentos, prevenindo a anemia.
c) contido nos alimentos se transforma facilmente durante o cozimento e é absorvido pelo organismo.
d) oriundo das panelas modifica o sabor dos alimentos, aumentando o apetite das crianças.
3) (PUC-SP) O bócio endêmico é o aumento da glândula tireóide, doença muito comum em regiões interioranas do
Brasil. Esta doença relaciona-se com a falta de:

a) cálcio
b) fósforo
c) potássio
d) iodo
e) ferro

4) (PUC-MG) - O cálcio é um elemento fundamental em vários processos fisiológicos dos organismos. Entre eles não
podemos citar:

a) contração muscular
b) síntese de glicose
c) formação de ossos
d) coagulação sanguínea

5) (UFMG) Devem constar da dieta humana íons correspondentes aos seguintes elementos químicos, EXCETO.

a) cálcio
b) cloro
c) ferro
d) sódio
e) mercúrio

6) (UEMG) - A homeostase do nosso organismo depende da integração neuro-endócrina. A figura a seguir ilustra a
exoftalmia, um sintoma de uma disfunção endócrina.

Sobre essa disfunção, NÃO está correto afirmar que


A) um dos hormônios vinculados a ela tem o iodo na sua composição.
B) essa disfunção pode estar associada à hipófise ou à tireóide.
C) quando ocorre antes da adolescência, essa disfunção leva ao nanismo.
D) essa disfunção leva ao aumento do metabolismo basal, causando o emagrecimento.

7) (UEMG) A figura a seguir representa a unidade formadora de uma importante biomolécula.

Sobre o grupo de moléculas representado por essa figura, é CORRETO afirmar que
A) o grupo é base do código genético.
B) o grupo pode ser sintetizado por todos os organismos.
C) sem ele não há atividade celular.
D) esse grupo pode ser fartamente obtido pela ingestão de pão.

8) (UNIUBE)

Na figura acima estão representados dois filamentos de ácidos nucléicos. Considerando as sequências apresentadas,
conclui-se que

a) ambas são de DNA


b) ambas são de RNA
c) I é DNA e II é RNA
d) I é RNA e II é DNA
9) (MACKENZIE – SP) Suponha que uma molécula de DNA esteja constituída por 1.600 nucleotídeos e que destes, 15%
são de Citosina. Assim sendo, qual é a quantidade dos quatro tipos de nucleotídeos nessa molécula?

a) 240 de citosina, 240 de timina, 560 de adenina e 560 de guanina.


b) 240 de citosina, 240 de guanina, 560 de adenina e 560 de timina.
c) 240 de citosina, de adenina, 560 de guanina e 560 de timina.
d) 560 de citosina, 560 de guanina, 240 de adenina e 240 de timina.
e) 560 de citosina, 560 de timina, 240 de adenina e 240 de guanina.

10) (CESCEM-SP) Qual é a substância orgânica que exerce fundamentalmente função energética no metabolismo
celular?

a) proteína
b) carboidratos
c) fosfolípides
d) enzimas
e) vitaminas

11) (UEMG)

A Campanha contra a gripe orienta-se pelo princípio de que

a) o tipo de imunização é de curta duração e sem memória imunológica.


b) o tipo de imunização utiliza anticorpos prontos para agir sobre o vírus da gripe.
c) o tipo de imunização é específico para cepas de vírus específicos.
d) o tipo de imunização atua na cura de gripes anuais.

GABARITO
1 – B – 2 – A – 3 – D - 4 – B – 5 - E - 6 – C – 7 – C – 8 – C – 9 – B – 10 – B – 11 - C

CITOLOGIA
É o estudo da célula. Como todos os seres vivos são formados por células, se elas forem bem conhecidas e
entendidas, pode-se conhecer e entender mais sobre a vida. Existem apenas dois tipos de células: procariotas e
eucariotas. As células apresentam estruturação mínima formada por um envoltório, que é a membrana celular; uma
região onde as atividades gerais acontecem, que é o citoplasma, e uma região de controle, que é o núcleo nas células
eucariotas e o nucleóide nas procariotas. Nem toda célula apresenta todas estas estruturas. A hemácia ou eritrócito de
mamíferos, por exemplo, não tem núcleo nem organóides no citoplasma, mas isto é devido à sua especialização para
transportar oxigênio no sangue.
MEMBRANA CELULAR
Formada por lípides e proteínas = lipoproteica. Limita e contém a célula e realiza trocas de substâncias com o
meio. Água passa livremente pela membrana, de acordo com a diferença de concentração do ambiente ao seu redor.
Outras substâncias entram e saem da célula de acordo com o que ela permite passar pela membrana, o que se chama
permeabilidade seletiva.

Trocas através da membrana


Passivo Ativo
De onde tem mais para onde tem menos (a favor do De onde tem menos para onde tem mais (contra o
gradiente) gradiente)
Não consome energia Consome energia (ATP)
Pode ou não ter proteína de membrana ajudando no Obrigatoriamente tem membrana ajudando no transporte
transporte
Difusão de solvente = Osmose Fagocitose
Difusão de soluto = Diálise Pinocitose
Difusão facilitada Transporte de íons (Bombas de íons)

Organóides celulares

Organóide Função Tipo de célula Observação


RIBOSSOMO Síntese de proteínas Presente em todos os Produzido no nucléolo, dentro
tipos de células do núcleo
RETÍCULO RUGOSO Síntese de proteínas que Animais, protistas, Formado por membrana e
sairão da célula fungos e vegetais ribossomos ligados a ela
(exportação)
RETÍCULO LISO Síntese de lípides e Animais, protistas, Forma o peroxissomo
neutralização de toxinas fungos e vegetais
PEROXISSOMO Neutralização de toxinas Animais, protistas, Formado por vesícula de
fungos e vegetais membrana cheia de enzimas
peroxidades
COMPLEXO DE GOLGI Armazenamento de Animais, protistas, Forma o lisossomo. Origina o
substâncias e secreção fungos e vegetais acrossomo do espermatozóide.
celular Sintetiza polissacarídeos.
LISOSSOMO Digestão celular Animais, protistas e Formado por vesícula de
fungos membrana cheia de ácidos e
enzimas digestivas
CENTRÍOLO Forma cílios e flagelos e o Animais, protistas e Formado por tubos de proteína
fuso mitótico ou fungos Faz autoduplicação
acromático durante as
divisões celulares
MITOCÔNDRIA Obtém energia pela Animais, protistas, Tem DNA e ribossomos.
respiração aeróbica fungos e vegetais Tem gens que influenciam o
funcionamento da célula.
Faz autoduplicação.
São bactérias aeróbicas
primitivas que passaram a viver
em endosimbiose
CLOROPLASTO Fotossíntese Alguns protistas e Tem DNA e ribossomos
vegetais Faz autoduplicação.
São cianobactérias
fotossintetizadoras primitivas
que passaram a viver em
endosimbiose
VACÚOLO Armazena água Alguns protistas e Muito grande dentro da célula.
Troca água com o meio vegetais
CITOESQUELETO Dá forma e sustentação à Animais, protistas, Formado por fios de proteína
célula e permite fungos e vegetais
movimento
Organóides célula animal Organóides célula vegetal

Questões de fixação

1 (UF-AC) Quimicamente, a membrana celular é constituída principalmente por:

a) acetonas e ácidos graxos.


b) carboidratos e ácidos nucleicos.
c) celobiose e aldeídos.
d) proteínas e lipídios.

2) (PUC-RJ) As células animais diferem das células vegetais porque estas contêm várias estruturas e organelas
características. Na lista abaixo, marque a organela ou estrutura comum às células animais e vegetais.

a) vacúolo
b) parede celular
c) cloroplastos
d) membrana celular
e) centríolo

3) (UFES) As moléculas de glicose atravessam a membrana celular das células intestinais, combinadas com moléculas
de proteínas transportadoras denominadas permeases. Esse processo é denominado:

a) difusão facilitada.
b) endocitose.
c) transporte ativo.
d) osmose.

4) (FUVEST) Células vegetais, como as representadas na figura A, foram colocadas em uma determinada solução e, no
fim do experimento, tinham aspecto semelhante ao da figura B.

Comparando as concentrações do interior da célula na situação inicial (I) , da solução externa (II) e do interior da célula
na situação final (III), podemos dizer que:

a) I é maior que II.


b) I é maior que III.
c) I é menor que II.
d) I é igual a III.
e) III é maior que II.

5) (PUC-RJ) Três funis, contendo substâncias diferentes, porém em mesmas quantidades, foram colocados em um
recipiente com uma determinada solução. Após algum tempo, o nível das substâncias no interior dos funis mostrava-se
como no esquema abaixo:

Com base nestes dados, podemos afirmar que a concentração da solução no recipiente é:

a) 0,5 %
b) 1,0 %
c) 1,5 %
d) 2,0 %
e) 2,5 %
6) (UFMG) O esquema abaixo representa a concentração de íons dentro e fora dos glóbulos vermelhos. A entrada de K+
e a saída de Na+ dos glóbulos vermelhos pode ocorrer por:

a) transporte passivo.
b) plasmólise.
c) osmose.
d) difusão.
e) transporte ativo.

7) Observe, abaixo, a ultra-estrutura de uma especialização da superfície celular:

Sobre essa ultra-estrutura só é CORRETO afirmar que

a) ela confere motilidade à superfície celular.


b) é própria de células de angiospermas.
c) a ultra-estrutura permite maior superfície de contato ao ápice celular.
d) ela direciona os cromossomos na divisão celular.

8) A intolerância à lactose produz alterações abdominais, no mais das vezes diarréia. Na superfície mucosa do intestino
delgado há células que produzem, estocam e liberam uma enzima digestiva chamada lactase, responsável pela
digestão da lactose. Quando esta é mal digerida passa a ser fermentada pela flora intestinal, produzindo gás e ácidos
orgânicos, o que resulta na assim chamada diarréia osmótica, com grande perda intestinal dos líquidos orgânicos. O
texto apresentado acima e outros conhecimentos que você possui sobre o assunto PERMITEM AFIRMAR
CORRETAMENTE que

a) a intolerância à lactose pode ser evitada fazendo-se uso do leite de cabra.


b) a enzima digestiva lactase é componente do suco pancreático.
c) o meio intestinal se torna hipertônico após a fermentação da lactose.
d) a intolerância à lactose só acomete recém-nascidos, uma vez que, essa é a idade da lactação.

9) (UFRS) Além de armazenar secreções, como o suco pancreático, essa organela pode sintetizar polissacarídios, como
os que compoõem o muco intestinal, no homem. A organela a que se refere o texto é:
a) ribossomo
b) ergastoplasma
c) retículo endoplasmático
d) condrioma
e) complexo de Golgi

10) (PUC-RS) A inativação de todos os lisossomos de uma célula afetaria diretamente a:

a) síntese proteica.
b) digestão intracelular.
c) síntese de aminoácidos.
d) circulação celular.
e) secreção celular.

11) (FATEC-SP) O esquema a seguir representa basicamente o processo da digestão intracelular. As estruturas
numeradas 1, 2, e 3 representam, respectivamente

a) ergastoplasma, fagossomo e vacúolo digestivo.


b) retículo endoplasmático liso, complexo de Golgi e vacúolo digestivo.
c) retículo endoplasmático liso, ergastoplasma e complexo de Golgi.
d) ribossomos, ergastoplasma e fagossomo.
e) ergastoplasma, complexo de Golgi e vacúolo digestivo.

12) (PUC) Os orgânulos celulares em questão podem ser encontrados, ao mesmo tempo, em uma:

a) hemácia humana.
b) célula bacteriana.
c) célula meristemática de uma
angiosperma.
d) célula embrionária de um mamífero.
e) célula de cianofícea.

GABARITO

1 - D - 2 - D - 3 - A - 4 - C - 5 - B - 6 - E - 7 – A – 8 – C – 9 – E – 10 – B – 11 – E - 12 – D

ATIVIDADES CITOPLASMÁTICAS ESPECIAIS


O citoplasma é o local onde ocorrem as reações do metabolismo celular. Quatro destas atividades, por sua importância
e complexidade, serão estudadas em grau maior de aprofundamento: síntese protéica, fotossíntese, fermentação e
respiração celular aeróbica.

SÍNTESE PROTÉICA

É a produção de proteínas pela célula. Consta de dois fenômenos seqüenciados: informação do DNA para RNA
- transcrição
e ligação entre aminoácidos – tradução. É vital para a célula porque as proteínas é que fazem a célula funcionar. As
informações contidas no DNA e transcritas para o RNAmensageiro, devem ser traduzidas para que se forme a molécula
de proteína. No DNA, a informação é armazenada na forma de um código químico, chamado de Código Genético.

Os codons do RNAmensageiro definemo tipo de aminoácidos, a quantidade de aminoácidos e a seqüência de ligação


entre os aminoácidos. Podem, ainda, sinalizar o início e o final da síntese protéica. Na tradução, os três tipos de RNA
trabalham juntos para ligar os aminoácidos que formarão a proteína. O RNAmensageiro se liga ao ribossomo. Aos seus
codons ligam-se os anticodons dos RNAtransportadores.

FOTOSSÍNTESE

É o mecanismo que permite captar energia luminosa do ambiente e armazená-la na forma de um composto
que pode servir como alimento, como é o caso da glicose. Depende da molécula de clorofila que está no organóide
cloroplasto. É dividida em duas etapas, a fase clara e a fase escura. A fase clara depende diretamente da luz e
acontece nas lamelas em regiões chamadas tilacóides enquanto que a fase escura depende indiretamente da luz
porque precisa de produtos obtidos na fase clara e acontece no estroma. É na fase escura que acontece a produção da
glicose. A equação geral da fotossíntese é

6CO2 + 12H2O C6H12O6 + 6H2O + 6O2

FERMENTAÇÃO
É um processo de obtenção de energia em que se quebra a molécula de glicose e se formam produtos
orgânicos. Pode ser de diversos tipos de acordo com o produto que origina, mas as mais importantes são a alcoólica e
a lática. Sempre acontece no citoplasma e várias células podem executar o processo de fermentação. Não é o melhor
meio de se obter energia. Células humanas, na falta de oxigênio, podem fazer fermentação lática.

GLICOSE + 2 ATP 2 Álcool etílico + 2CO2 + 4 ATP

C6H12O6 + 2 ATP → 2 C2H5O + 2 CO2 + 4 ATP

GLICOSE + 2 ATP 4 ATP + 2 Ácido lático

C6H12O6 + 2 ATP → 2 C3H6O3 + 4 ATP

RESPIRAÇÃO AERÓBICA

É um processo de obtenção de energia que quebra a molécula de glicose mais completamente, originando
CO2 e H2O com ganho energético melhor. Passou a existir depois que o oxigênio molecular foi liberado na atmosfera
pelos fotossintetizadores. Acontece no citoplasma para quebrar a glicose e na mitocôndria para continuar as reações
de quebra e transferir energia para o ATP. O ciclo de Krebs, que acontece na matriz mitocondrial acaba de quebrar a
molécula de glicose e nas cristas micotondriais a energia obtida é transferida para formar ATP. O rendimento
energético é muito bom, na faixa de 40%. É o oposto da fotossíntese.

C6H12O6 + 6H2O + 6O2 6CO2 + 12H2O + energia (38 ATP)

QUESTÕES DE FIXAÇÃO
1) (PUC-RJ) Células do fígado possuem até duas mil mitocôndrias, ocupando cerca de 20% do seu volume. O número
alto de mitocôndrias nestas células pode ser explicado porque as células hepáticas:

a) são maiores que as demais células do corpo.


b) apresentam respiração aeróbica.
c) têm grande atividade metabólica.
d) têm volume citoplasmático maior que o nuclear.
e) produzem enzimas digestivas em grande quantidade.

2) (MOJI-SP) A liberação de O2 e a fixação de CO2 realizadas pelas plantas verdes representam as trocas gasosas da:

a) respiração aeróbica
b) respiração anaeróbica
c) transpiração
d) fermentação alcoólica
e) fotossíntese

3) (UFRN) No interior de cloropastos e mitocôndrias são encontradas pequenas quantidades de DNA, RNA e
ribossomos. Tais componentes permitem que os cloroplastos sejam capazes de realizar:

a) fluorescência e síntese lipídica.


b) fotossíntese e secreção celular.
c) autoduplicação e síntese proteica.
d) ciclo de Krebs e síntese de ATP.
e) fermentação anaeróbica e síntese de clorofila.

4) (PUCCAMP-SP) Observe o esquema e na tabela a seguir, assinale a alternativa que identifica corretamente as
organelas e os processos celulares representados em I e II:

I II
a) ribossomo - síntese de mitocôndria - respiração
açúcares
b) cloroplasto - fotossíntese ribossomo - respiração
c) cloroplasto - fotossíntese mitocôndria - respiração
d) mitocôndria - respiração cloroplasto - fotossíntese
e) mitocôndria - síntese de ribossomo - respiração
açúcares
5) (UEMG) Em 1940 os biólogos George Beadle e Eward Tatum anunciaram:

A divulgação desse anúncio indica que os biólogos descobriram

a) a estrutura da molécula de DNA.


b) a seqüência de bases do DNA.
c) o mecanismo de transcrição do código genético.
d) o papel biológico do Gene.

6) (PUC-RJ)Para responder à questão use as informações a seguir: o aminoácido lisina é codificado pelo códon AAA;
leucina pelo códon CUG; fenilalanina pelo códon UUU e arginina pelo códon AGA. Qual será a seqüência de
nucleotídeos no RNAm para codificar a seqüência de aminoácidos: lisina, lisina, arginina, fenilalanina e arginina?

a) UUU - UUU - AGA - UUU - AGA


b) AAA - UUU - ACA - AAA - ACA
c) UUU - AAA - AGA - AAA - AGA
d) AAA - AAA - AGA - UUU - AGA
e) UUU - UUU - AGA - AAA - AGA
7) (UEMG) A figura a seguir representa etapas da síntese de uma mesma proteína.

As informações contidas na figura acima e os conhecimentos que você possui sobre o assunto SÓ NÃO PERMITEM AFIRMAR que

a) na seqüência serão incorporados 5 aminoácidos.


b) a trinca do DNA para o códon de iniciação da seqüência é UAC.
c) o processo é realizado por todas as células e denomina-se tradução.
d) a trinca livre (AUA) no RNA que leva a tirosina (TYR) é denominada anticódon.

8) (UF-Lavras) Observe o esquema que representa a obtenção de energia pelo ser humano
DIGESTÃO ETAPA 1

RESPIRAÇÃO CELULAR AERÓBICA ETAPA 2

ENERGIA

Com base neste esquema e em seus conhecimentos sobre o assunto, é INCORRETO afirmar-se que:

a) a energia produzida está armazenada na glicose


b) a etapa 1 não tem relação com o a etapa 2
c) a liberação de CO2 ocorre na etapa 2
d) as etapas 1 e 2 envolvem participação de enzimas
e) o oxigênio participa da formação de água na etapa 2.

9) (FMTM) Em um tubo de ensaio fechado e protegido da luz, encontramos água e substância indicadora de pH (que fica
amarela em meio ácido e azul em meio básico), e um ramo de alga Elodea. Há muito CO2 no meio, formando H2CO3.
Quando o tubo é iluminado sua cor passa a ser azul. Pode-se concluir corretamente, EXCETO:

a) O H2CO3 torna o meio ácido e é formado pela reação de CO2 com a água
b) O meio passa de ácido a básico porque o CO2 é removido pela Elodea apenas na presença luz
c) O CO2 é formado pela planta apenas quando ela está no escuro
d) A fotossíntese realizada pela Elodea remove CO2 do meio

10) (PUC-SP) Considere as equações gerais abaixo:

I - C6H12O6 → 2 C3H6O3 + 2 ATP


II - C6H12O6 → 2 C2H5O + 2 CO2 + 2 ATP
III - C6H12O6 + 6 O2 → 6 CO2 + 6 H2O + 38 ATP

São afirmativas corretas, EXCETO:


a) I e II são processos anaeróbios
b) O rendimento energético de III é de aproximadamente 40%
c) I e III acontecem nos músculos dos seres humanos
d) II e III acontecem em células de leveduras e animais, respectivamente
e) Os vegetais só realizam os processos I e II

GABARITO
1 - C - 2 - E - 3 - C - 4 - C - 5 - D - 6 - D - 7 - B - 8 - A - 9 - C - 10 - E

NÚCLEO CELULAR
Nem toda célula tem núcleo, como é o caso dos eritrócitos ou glóbulos vermelhos de
mamíferos, incluindo os humanos, mas o núcleo é presente na maioria das células. O núcleo
armazena a informação genética, armazenada no DNA em locais chamados de locus gênicos.
Controla as funções celulares. Formado por carioteca, nucleoplasma, nucléolo e DNA ligado a
proteína chamada histona. Nucléolo é o local do núcleo onde se formam as subunidades dos
ribossomos. DNA ligado a histona forma cromonemas, fios finos e longos que podem se enrolar
sobre si mesmos, sofrendo o processo de condensação ou espiralização, que origina
cromossomos. Durante a intérfase, que é o momento da vida da célula em que ela não está se
dividindo, os cromonemas ficam desespiralizados e, em conjunto, formam a cromatina.
Cromossomos encontrados durante a divisão celular, na etapa chamada metáfase, com alto
grau de espiralização e boa nitidez ao microscópio, são removidos da célula para estudo e são
montados os cariótipos. No cariótipo podemos identificar cromossomos que não interferem no
sexo do indivíduo (22 pares) e cromossomos sexuais (X e Y). Cromossomos a mais ou a menos
podem originar pessoas com síndromes.

Síndrome de Turner – 44A+X0 – Sexo feminino. O ovário não produz estrógeno nem
progesterona e não se desenvolvem caracteres sexuais secundários. O ovário não produz
óvulos, com infertilidade total. Estatura abaixo da média. Pescoço alado. Pode acontecer
retardo mental em graus variáveis.
Síndrome de Klinefelter – 44A+XXY – Sexo masculino. Testículos não produzem
testosterona nem espermatozóides. Não se desenvolvem caracteres sexuais secundários e a
infertilidade é total. Podem aparecer características femininas. Estatura acima da média.
Tronco curto, desproporcional aos membros. Retardo mental pode acontecer, mas não é
comum.
Síndrome de Down - 45A + XX ou XY. Também chamada de Trissomia do 21 porque o
indivíduo tem um cromossomo 21 a mais. Indivíduos sobrevivem até a puberdade na maioria
das vezes, mas com melhores cuidados, podem ter vida por tempo muito maior. Retardo físico
e mental em graus variáveis. Alterações de esqueleto, coração e intestinos. Hipotonia muscular
e problemas de dentição. Mulheres são férteis, produzindo metade dos gametas normais e
metade alterada para a síndrome. Maioria dos homens é estéril.

DIVISÃO CELULAR

A maioria das células, quando se divide, faz mitose, e podemos falar em ciclo de vida da
célula. Na intérfase, a célula aumenta de tamanho, duplica seus organóides e duplica o seu
DNA. Na divisão celular por mitose, que é uma divisão equacional e só acontece em células
eucariotas, origina duas células-filhas iguais entre si e iguais à célula-mãe. Finalidades da
mitose: reprodução assexuada para organismos unicelulares; crescimento do corpo de
organismos multicelulares; regeneração e cicatrização; formação de indivíduos por clonagem e
formação de gametas em vegetais.

Meiose é divisão celular muito especializada. Nos animais forma gametas enquanto que
nos vegetais, forma esporos. A meiose é divisão reducional porque reduz à metade o número
de cromossomos da célula-mãe. Forma sempre quatro células-filhas e o ideal é que sejam
todas diferentes entre si. As células resultantes da meiose são haplóides e, quando acontece o
fenômeno da fecundação, o número diplóide de cromossomos, que é o normal para as
espécies em suas células somáticas, é reconstituído. A meiose apresenta dois fenômenos
muito importantes para aumentar a mistura do material genético, o que favorece a formação
de indivíduos diferentes nas populações, a chamada variabilidade genética. Um destes
fenômenos é o crossing-over ou permutação ou troca de pedaços entre cromossomos
homólogos e o outro é a separação ou segregação independente dos cromossomos que são
homólogos. Os cromossomos homólogos ficam aos pares nas células diplóides e um deles veio
do pai e o outro veio da mãe. Humanos têm 23 pares de cromossomos homólogos. Nas células
haplóides não há pares de homólogos.

MITOSE
INTÉRFASE ETAPA FENÔMENOS
G1 Cromonemas simples,
desespiralizados formando
cromatina. A célula cresce.
S Duplicação do DNA ou replicação.
G2 Cromonemas duplos
desespiralizados formando
cromatina. Repouso antes da
divisão.
MITOSE ETAPA FENÔMENOS IMAGEM
Prófase No citoplasma há formação do fuso
mitótico e movimentação de
organóides para pólos opostos da
célula. No núcleo há espiralização
dos cromonemas, desaparecimento
do nucléolo e desaparecimento da
carioteca.

Metáfase Os cromossomos, presos pelas


fibras do fuso são posicionados no
centro da célula, na placa
equatorial.

Anáfase Os cromossomos duplos dão origem


a cromossomos simples pela
separação da região do centrômero.
Os cromossomos simples são
puxados pelas fibras do fuso para
pólos opostos da célula. Ficam com
a imagem e letra “V”.

Telófase Cromossomos chegam aos pólos e


se desespiralizam para formar
cromatina. Reaparece nucléolo.
Reaparece carioteca. Desaparece o
fuso mitótico.
CITOCINESE Não é O citoplasma é dividido ao meio
etapa da para formação de duas novas
mitose. células separadas.

MEIOSE

O crossing-over ou permutação acontece na


prófase I, durante a sub-fase chamada
paquíteno.

Durante a anáfase I acontece a separação dos


cromossomos homólogos. Esta separação é que
reduz à metade o número de cromossomos da
célula. A separação dos homólogos está
relacionada com a segunda lei de Mendel, pai da
genética.

A segunda divisão da meiose transforma


cromossomos duplos em dois cromossomos
simples pela divisão da região do centrômero.
Praticamente é uma mitose.

QUESTÕES DE FIXAÇÃO

1) (CESESP-SP) Durante a interfase o DNA é sintetizado:

a) contínua e ativamente
b) no período S
c) somente no período G1
d) somente no período G2

2) (CESGRANRIO-RJ) O ciclo celular corresponde ao processo básico de formação de novas


células. Assim, ele inclui a mitose e a intérfase. Assinale a opção que indica corretamente a
seqüência natural dos períodos do ciclo celular.

(1) período de intensa síntese de RNA e aumento de citoplasma


(2) divisão celular
(3) período de duplicação do DNA
(4) período de discreta síntese de proteínas e RNA

a) 4, 3, 1, 2
b) 2, 3, 1, 4
c) 2, 3, 4, 1
d) 1, 3, 4, 2

3) (PUC-SP) Analise os seguintes enunciados:

(I) A mitose é divisão celular no qual a célula se divide produzindo duas células-filhas iguais
(II) A duplicação do DNA ocorre na interfase
(III) Locus gênico é o local ocupado por um gen no cromossomo

Assinale a alternativa correta:

a) Apenas a afirmativa I está errada


b) Todas as afirmativas estão erradas
c) Todas as afirmativas estão corretas
d) Apenas uma afirmativa está correta
e) Apenas uma afirmativa está errada

4) Crossing-over é:

a) a troca de partes entre cromossomos homólogos


b) a mistura de material genético de duas espécies
c) a formação de poliplóides
d) o cruzamento entre espécies diferentes

5) (UCS-RS) Observando o esquema da mitose de uma célula animal, pode-se concluir que pertence a um
organismo cujas células somáticas e gametas possuem, respectivamente:

a) 8 e 4 cromossomos
b) 4 e 8 cromossomos
c) 4 e 2 cromossomos
d) 2 e 4 cromossomos

6) (UEMG 2008) - Vinokourov suspeito de doping na Volta à França - O ciclista Alexandre


Vinokourov, 33 anos, é suspeito de doping na Volta à França. Um exame efetuado no atleta,
depois da sua vitória, detectou vestígios de dopagem com uma transfusão com sangue de um
doador compatível. O laboratório antidoping de Paris detectou a presença de duas populações
distintas de eritrócitos (glóbulos vermelhos) na amostra de sangue do atleta. Está CORRETO
afirmar que a descoberta de doping utilizando transfusão sangüínea só foi possível devido

a) à análise de DNA nuclear dos eritrócitos encontrados no atleta.


b) à identificação de proteínas superficiais dos eritrócitos encontrados no atleta.
c) ao número de cromossomos dos eritrócitos encontrados no atleta.
d) à ploidia mitocondrial dos eritrócitos encontrados no atleta.

7) (UFRGS) O fenômeno abaixo, verificado na Prófase I da meiose, tem como conseqüência:


a) o surgimento de indivíduos mutantes
b) a manutenção do número de cromossomos da espécie
c) o aparecimento de grande diversidade de indivíduos numa determinada espécie
d) a formação de zigotos diplóides, o que evita o aparecimento de síndromes

8) (UNIP-SP) A figura representa:

a) metáfase I da meiose
b) metáfase da mitose
c) metáfase II da meiose
d) anáfase II da meiose

9) (FUVEST-SP) Os desenhos representam três células em anáfase de divisão celular, pertencentes a um


organismo cujo número 2n de cromossomos é 6. As células 1, 2 e 3 encontram-se, respectivamente em:

a) mitose, meiose I e meiose II


b) meiose I, meiose II e mitose
c) meiose II, mitose e meiose I
d) meiose I, mitose e meiose II

10) 66. (UEL-PR) As figuras abaixo mostram fases da mitose:

A fase não representada é:

a) prófase
b) metáfase
c) anáfase
d) telófase
11) (PUC-MG) - O esquema representa células, 2n= 4 cromossomos, em diferentes fases de um
processo de divisão celular.

Com base no esquema, é correto afirmar, EXCETO:

a) A célula representada em II apresenta cromossomos duplicados.


b) As duas células resultantes da divisão, mostradas em VI, são haplóides.
c) Em III, fase denominada metáfase, não ocorre pareamento de cromossomos.
d) Não se observa no esquema a separação dos cromossomos homólogos.

12) (UNIMASTER) - Observe a figura abaixo:

Considerando seus conhecimentos, todas as alternativas abaixo estão corretas, EXCETO:

a) Ocorreu aneuploidia gerando conseqüências fenotipicas para o espécime analisado.


b) Esse efeito é resultante de recombinação gênica onde apenas partes de cromossomos foram
permutadas
c) Esse efeito pode ser considerado fator evolutivo por ser apresentado em células
germinativas
d) A seleção natural atuaria na transmissão diferencial para esse fator em questão.

GABARITO
1 - B - 2 - D - 3 - C - 4 - A – 5 - C - 6 - B - 7 - C - 8 - A - 9 - B - 10- B - 11 - B - 12 –
B
GENÉTICA

Genética é o ramo da Biologia que trata da hereditariedade e da variação. Estuda a


organização dos gens dentro dos cromossomos e a sua transmissão dos pais para os filhos
através da reprodução assexuada e sexuada. Analisa as interações de diferentes gens e o
papel do ambiente na produção das características do indivíduo. Estuda os diferentes tipos de
diversidade genética que podem ocorrer com suas conseqüências para os indivíduos e para
suas populações. Mais recentemente, através da tecnologia do DNA recombinante, “mistura”
material genético de espécies diferentes para tentar obter organismos geneticamente mais
capazes de responder aos desejos do Homem.

LEIS DE MENDEL

Primeira lei Os fatores se segregam na formação de P Amarelo x verde


gametas F1 100% Amarelo
F2 3 Amarelo : 1 verde
Segunda lei Os fatores de segregam independentemente P Amarelo-liso x verde-
na formação dos gametas rugoso
F1 100% Amarelo-liso
F2 9 Amarelo-liso
3 Amarelo-rugoso
3 Verde-liso
1 Verde-rugoso
A proporção FENOTÍPICA da primeira lei é de 3:1
A proporção FENOTÍPICA de segunda lei é de 9:3:3:1

Amarelo é dominante sobre verde, que é recessivo. Liso é dominante sobre rugoso, que
é recessivo. Quando a relação é de codominância os dois gens se manifestarão. Quando um
organismo tem dois alelos idênticos de um gen é chamado de homozigoto para a
característica que este gen manifesta. Se os alelos são diferentes, o organismo é chamado de
heterozigoto ou híbrido. Genes que determinam a morte do indivíduo são denominados
letais. Nos casos de heranças que envolvem genes letais, as proporções genotípicas e
fenotípicas são variadas, dependendo do gene letal ser dominante ou recessivo.

Primeira lei Os fatores se segregam na formação de gametas P AA x aa


F1 100% Aa
F2 1AA : 2 Aa : 1 aa
Segunda lei Os fatores de segregam independentemente na P AABB x aabb
formação dos gametas F1 100% AaBb
9 A_B_
3 A_bb
3 aaB_
1 aabb
A proporção GENOTÍPICA da primeira lei é de 1:2:1
A proporção GENOTÍPICA da segunda lei depende do número de pares de gens em
heterozigose

Para a segunda lei podem se aplicar:


2n = número de gametas diferentes formados
2n = número de fenótipos obtidos em F2
3n = número de genótipos diferentes em F2
4n = número de combinações obtidas em F2
n = número de gens em heterozigose

BACK-CROSS OU RETROCRUZAMENTO OU CRUZAMENTO–TESTE

Pelo fato de o genótipo homozigoto dominante apresentar o mesmo fenótipo que o


genótipo heterozigoto, usa-se o cruzamento - teste para distinguí-los. Um dos indivíduos
do cruzamento será sempre o homozigoto recessivo para todos os gens que estiverem sendo
considerados. A finalidade do cruzamento - teste é descobrir quantos tipos diferentes de
gametas estão sendo produzidos pelo indivíduo de características dominantes cujo genótipo
queremos determinar.
ALELOS MÚLTIPLOS OU POLIALELIA

Em um mesmo locus pode ocorrer mais de uma mutação, dando origem a vários genes
alelos. Quando há mais de dois alelos para cada locus, fala–se em alelos múltiplos ou
polialelia. Apesar de existirem vários alelos para um mesmo locus, nas células de cada
indivíduo diplóide ocorrem apenas dois deles, pois são apenas dois cromossomos que
formarão o par de homólogos.

HERANÇA DE GRUPOS SANGÜÍNEOS HUMANOS

Os grupos sangüíneos no homem podem ser classificados de acordo com vários


sistemas. Dois deles serão discutidos a título de exemplo: o sistema ABO e o sistema Rh.
Estes sistemas de classificação do sangue reúnem os principais mecanismos de herança: o
sistema ABO é um caso de polialelia; o sistema Rh é um caso de dominância completa entre
dois alelos.

SISTEMA ABO

Existem quatro grupos sangüíneos no sistema ABO, determinados geneticamente. Na


manifestação destes grupos sangüíneos estão envolvidos três alelos, que ocorrem aos pares
nos indivíduos diplóides.

GRUPO OU GENÓTIPO AGLUTINOGÊNIO AGLUTININA RECEBE


FENÓTIPO HEMÁCIA DE
A IA IA - IA i A Anti-B AeO
B IB IB - IB i B Anti-A BeO
AB IA IB AeB NENHUM TODOS
O ii NENHUM AntiA e Anti-B O

SISTEMA RH

A doação de hemácias entre indivíduos de mesmo fator Rh ocorre sem qualquer


problema. Um indivíduo de fator Rh+ pode receber hemácias com Rh- inúmeras vezes,
também sem problemas. Já um indivíduo Rh- até pode receber hemácias Rh+ numa
transfusão, mas a partir daí será sensibilizado e produzirá anticorpos anti-Rh e, numa outra
transfusão de hemácias Rh+ haveria reação de aglutinação.

A ERITROBLASTOSE FETAL OU DOENÇA HEMOLÍTICA DO RECÉM-NASCIDO


Uma mulher Rh-, recebendo hemácias Rh+ em seu organismo, será sensibilizada e
produzirá anticorpos anti-Rh. Ao ficar grávida de um filho que seja Rh+, passará estes
anticorpos pela placenta e atacará hemácias e órgãos do indivíduo em formação. A forma de
uma mulher Rh- receber hemácias Rh+ é por transfusão de sangue ou se ela se casar com
homem Rh+ heterozigoto ou homozigoto. A destruição das hemácias do feto e os problemas
resultantes do ataque a seus órgãos é chamado eritroblastose fetal ou doença hemolítica
do récem-nascido. Esta condição pode ocasionar a morte do feto ou da criança récem–
nascida. Previne–se a eritroblastose fetal injetando na mãe Rh- soro contendo anti–Rh, logo
após o nascimento dos filhos Rh+que ela tiver, evitando assim a sua sensibilização e
conseqüente produção de anticorpos anti-Rh.

GENEALOGIAS OU HEREDOGRAMAS OU ÁRVORES GENEALÓGICAS OU PEDIGREES

Genealogias, heredogramas, árvores genealógicas ou pedigrees são


representações gráficas da herança de uma determinada característica genética em uma
família. São utilizados símbolos padrão para contar a história genética de uma família.

NOÇÕES DE PROBABILIDADE

Probabilidade é utilizada para estimar resultados de eventos que ocorrem “ao acaso”,
como, por exemplo, o lançamento de uma moeda ou de um dado. A probabilidade de um
evento é definida pelo quociente do número de eventos desejados pelo número total de
eventos possíveis.Tomando como exemplo o lançamento de um dado, em que todas as faces têm a
mesma chance de ocorrer (são equiprováveis), pode–se calcular a probabilidade de uma das faces cair
voltada para cima. Por exemplo, a face 6:
A = evento desejado face 6
S = (1,2,3,4,5,6) eventos possíveis ou espaço amostral
P = probabilidade
Números de eventos desejados = 1
Número total de eventos possíveis = 6
Logo: P (face 6) =
Portanto, a probabilidade de sair o número 6 no lançamento de um dado é de uma em
seis.
Os resultados obtidos aproximam–se dos resultados esperados à medida que
aumentamos o número de repetições de eventos. Assim, se lançarmos uma moeda 100 vezes
ou mais, obteremos aproximadamente 50% de cara e 50% de coroa.

Até aqui, referimo–nos à probabilidade de ocorrer apenas um evento. Entretanto, pode–


se desejar saber qual a probabilidade de ocorrer um ou outro evento. Por exemplo: qual a
probabilidade de sair o número 3 ou o número 4, em um lançamento de dado? Neste caso,
consideram–se dois eventos: ou o número 3 ou o 4. Esses eventos não ocorrem juntos, pois se
sair o número 3, não sairá o número 4. Assim, eles são mutuamente exclusivos. A
probabilidade de ocorrerem eventos mutuamente exclusivos é dada pela soma das
probabilidades isoladas de cada evento. No exemplo dado, a probabilidade de sair 3 ou 4 será:
P ( 3 ) = 1/6
P ( 4 ) = 1/6
P ( 3 ou 4 ) = 1/6 + 1/6 = 2/6 = 1/3

Pode–se desejar saber a probabilidade de ocorrerem dois eventos independentes,


por exemplo, sair o número 5 em dois dados lançados ao mesmo tempo. Os eventos são
independentes, pois sair o número 5 em um dado não interfere na chance de sair o número 5
em outro dado. Deseja–se, portanto, saber a chance de ocorrer 5 e 5 ou seja, um evento e
outro. Nestes casos, a probabilidade é dada pela multiplicação das probabilidades isoladas.
P ( 5 ) = 1/6
P ( 5 e 5) = 1/6 X 1/6 = 1/36
No exemplo dado (5 e 5), calculou–se a probabilidade de dois eventos iguais e
independentes.

HERANÇA QUANTITATIVA

Nos casos estudados até agora, os fenótipos são descontínuos, ou seja, os fenótipos
são, por exemplo, verde ou amarelo; branco ou preto. Nunca há gradação entre eles. Existem
certas variações fenotípicas que são contínuas como a cor dos olhos, o peso de um fruto, a
altura e cor da pele. Estes são casos em que ocorre herança quantitativa ou herança
poligênica, ou, ainda, poligenia. Nos casos de herança quantitativa, o que importa é o número
de genes que somam seus efeitos para a formação do fenótipo. Estes são chamados de genes
efetivos e contribuem com uma parcela igual para a modificação do fenótipo, sendo
representados por letra maiúscula. Além deles, há os que não influem na modificação do
fenótipo: os genes não–efetivos, representados por letra minúscula. Exemplo da herança da
cor da pele humana, com dois pares de genes. Rrepresentando os genes de um par pela letra
N e os genes do outro pela letra B, os indivíduos NNBB são negros e os indivíduos nnbb são
brancos; entre eles verifica–se uma gama de classes fenotípicas.

DETERMINAÇÃO GENÉTICA DO SEXO

O SISTEMA XY

Os cromossomos sexuais são homólogos, pareando–se na meiose. Como os


cromossomos X e Y têm formas diferentes, seu pareamento na meiose das células
germinativas masculinas é parcial e na feminina é total, pois as células femininas têm 2
cromossomos X.

HERANÇA LIGADA AO SEXO


Um exemplo de herança ligada ao sexo na espécie humana é o daltonismo, anomalia
que impossibilita ao indivíduo distinguir cores. O gene que determina o daltonismo localiza–se
no cromossomo X e é recessivo. Vamos representá–lo pela letra d.
Para uma mulher manifestar daltonismo, ela precisa ser homozigota recessiva, ou seja,
o gene d precisa estar em dose dupla. Para o homem, uma vez presente o gene d, o
daltonismo já se manifesta. Por causa disso, a freqüência de homens daltônicos na população é
maior que a de mulheres daltônicas. Da mesma forma acontece com a hemofilia do tipo A, que
impede a coagulação do sangue por falta de uma proteína chamada de fator VIII da
coagulação.

HERANÇA RESTRITA AO SEXO

Os genes estão localizados na região do cromossomo Y que não tem homologia com o
cromossomo X. Estes genes são denominados genes holândricos (holo = “todos”; andrico =
“masculino”) porque só aparecem nos homens. Um exemplo é a hipertricose auricular, ou seja,
crescimento excessivo de pêlos na orelha.

HERANÇA COM EFEITO LIMITADO AO SEXO

Genes que ocorrem nos dois sexos, mas só se manifestam em um deles, limitado ao
sexo do indivíduo, em função da ação de hormônios sexuais. Um exemplo é a manifestação
dos caracteres sexuais secundários no homem e na mulher.

HERANÇA INFLUENCIADA PELO SEXO

Caracteriza em função do sexo do indivíduo: um gene tem efeito dominante em um


sexo e efeito recessivo em outro. Um exemplo deste tipo de herança é a calvície, que é
determinada por um gene C, que é dominante nos homens e recessivo nas mulheres.

TECNOLOGIA DO DNA RECOMBINANTE

É um conjunto de técnicas que permite a identificação, isolamento, multiplicação e


utilização com interesse humano, de genes de diferentes organismos ou de partes de
organismos. Uma utilização é introduzir gens em bactérias que passam a funcionar na
produção de substâncias que elas não eram capazes de produzir e que são de utilidade para o
ser humano. A produção de insulina, hormônio muito necessário para o controle de alguns
casos de diabetes é feita desta forma. O futuro desenvolvimento de técnicas e de
possibilidades de aplicação desta tecnologia poderá permitir ao Homem o controle de todos os
problemas genéticos que o afligem, inclusive gerando problemas éticos ao permitir a
“montagem” de indivíduos segundo padrões previamente estabelecidos.
Para conseguir os pedaços de DNA que serão multiplicados e depois emprestarão seu
código genético para a síntese protéica, é necessário que se utilizem as chamadas enzimas de
restrição. Elas têm a capacidade de “cortar” o DNA em regiões específicas, sendo comparáveis
a tesouras moleculares.
Depois de obtidos os fragmentos de DNA, eles podem ser separados de outros pedaços
de acordo com sua carga elétrica e seu tamanho com utilização de uma técnica laboratorial
chamada eletroforese. Um padrão de faixas surgirá como resultado desta técnica e há um
padrão especifico para cada indivíduo, exceto os que são geneticamente idênticos, como os
gêmeos univitelinos. Estes procedimentos são largamente empregados na identificação de
paternidade.
Um gene clonado (reproduzido para formar inúmeras moléculas iguais) em bactérias
pode ser transferido para indivíduos de outras espécies. Um gene humano, por exemplo, pode
vir a fazer parte do conjunto de genes de um ser vivo como um camundongo, ou um gene de
planta pode vir a ser incorporado ao gene de um molusco. Os organismos que recebem estes
genes passam a ser chamados de transgênicos. Para se conseguirem estes organismos é
feita a injeção de DNA clonado em ovos e sementes dos organismos da outra espécie.
Quando estes organismos transgênicos se reproduzirem, os genes que foram
incorporados serão transmitidos às gerações seguintes, como se fizessem parte do genoma do
indivíduo. O futuro desta técnica deve estar na “terapia gênica”, quando DNA capaz de
trabalhar normalmente for introduzido em células de indivíduos geneticamente debilitados.

MELHORAMENTO VEGETAL E ANIMAL

Os alimentos básicos utilizados pelos seres humanos são derivados de animais e


vegetais ou processados por microrganismos. O melhoramento genético, quer dizer, as
modificações genéticas introduzidas pelo Homem nestes animais e vegetais para que atendam
a seus interesses, tem permitido o aparecimento de indivíduos mais férteis, resistentes às
condições ambientais e aos ataques de insetos, bem como produção de alimento em maior
quantidade, velocidade e a custo reduzido. A Engenharia Genética em vegetais tem se
mostrado mais fácil do que em animais.

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1) (MAUÁ–SP) A braquidactilia apresenta padrão de herança dominante. Suponha o casamento
entre um homem heterozigoto com braquidactilia e uma mulher normal. Quais as
probabilidades de, no caso de o casal ter três filhos, nenhum deles apresentar braquidactilia?

a) 1/2
b) 1/4
c) 1/8
d) 1/16
e) 1/32

2) (UEMG) - O heredograma a seguir foi estabelecido a partir de casos de daltonismo, uma


herança ligada ao cromossomo X na região não homóloga em Y.

Com base nesta informação e na figura ilustrativa, É POSSÍVEL afirmar que

a) o indivíduo II-5 é normal portador do gen para daltonismo.


b) todas as mulheres são certamente heterozigotas.
c) uma menina, filha de II-1, poderá ser afetada.
d) sendo o pai de I-2 afetado, sua mãe apresentava o fenótipo normal.

3) (CARLOS CHAGAS) Para que um casal possa ter filhos com sangue tipo A, B, AB e O deve ter
a seguinte constituição genética:

a) A e B, sendo pelo menos um deles heterozigoto


b) A e B, sendo ambos heterozigotos
c) AB e B, sendo B heterozigoto
d) AB e A, sendo A heterozigoto
e) AB e O
4) (UEMG) - O heredograma a seguir apresenta um caso familial de daltonismo, herança
determinada por um gene recessivo localizado no cromossomo X.

Pela análise das informações contidas no heredograma e de outros conhecimentos que você
possui sobre o assunto, só se pode afirmar CORRETAMENTE que

a) o indivíduo II.1 tem 50% de chance de apresentar o gene para o caráter.


b) todas as filhas do indivíduo II.2 serão daltônicas.
c) qualquer descendente de II.4 receberá o gene para daltonismo.
d) o indivíduo II.2 herdou o gene de qualquer um dos genitores.

5) PUC–SP) A segunda Lei de Mendel diz que:

a) Na formação dos gametas, os pares de homólogos se segregam.


b) Dois ou mais pares de genes localizados em cromossomos diferentes segregam-se
independentemente.
c) Dois ou mais pares de genes se recombinam em todas as proporções possíveis.
d) Dois pares de genes se recombinam, dando a proporção 9 : 3 : 3 : 1.
e) Dois ou mais pares de genes segregam, formando gametas na proporção 1 : 1 : 1 : 1.

6) (PUC–RS) Num casamento em que o homem é de visão normal para as cores e sua esposa é
também normal, porém filha de um homem daltônico, os seus filhos poderão ser:

a) todas as filhas normais e os filhos daltônicos.


b) todos os filhos normais e as filhas daltônicas.
c) filhas normais, filhas portadoras, filhos normais e filhos daltônicos.
d) filhas portadoras e filhos normais, apenas.
e) filhos portadores e filhas daltônicas.

7) (UEMG) - Considere o heredograma a seguir para uma determinada característica


hereditária.

A análise do heredograma e os conhecimentos que você possui sobre o assunto PERMITEM


AFIRMAR CORRETAMENTE que

a) trata-se de herança restrita ao sexo.


b) os indivíduos III-2 e III-3 são homozigotos.
c) os genótipos de I-1 e IV-1 são iguais.
d) o caráter é condicionado por um gene dominante.

8) (UFMG) - Analise este heredograma, em que está representada a herança do daltonismo,


condicionada por gene recessivo localizado no cromossoma X:
Considerando-se as informações contidas nesse heredograma e outros conhecimentos sobre o
assunto, é CORRETO afirmar que:

a) o indivíduo I.2 apresenta o fenótipo normal e é portador do gene do daltonismo.


b) o indivíduo II.4 recebeu o gene do daltonismo de qualquer um de seus genitores.
c) os casais como I.1 e I.2 têm maior probabilidade de ter filhos do sexo masculino daltônicos.
d) os filhos do sexo masculino de II.2 serão daltônicos, independentemente do genótipo do seu
pai.

9) (UEMG) - Considere o heredograma a seguir.

Com relação ao padrão de herança apresentado, ESTÁ CORRETO afirmar que

a) mães afetadas sempre têm meninos afetados.


b) pais normais não podem ter meninas afetadas.
c) meninos raquíticos têm sempre pais raquíticos.
d) pais raquíticos sempre terão meninas com genótipo para raquitismo.

10) (UFMG) - Nos mamíferos, a presença do cromossoma Y determina o fenótipo masculino. O


gene SRY, presente nesse cromossoma, induz à diferenciação dos testículos. Considerando-se
essas informações e outros conhecimentos sobre o assunto, é CORRETO afirmar que:

a) indivíduos 46, XY que, na idade adulta, sofrem mutação nesse gene perdem as
características sexuais.
b) indivíduos trissômicos com cariótipo 47, XYY apresentam dois testículos a mais.
c) indivíduos trissômicos 47, XXY possuem órgãos reprodutores masculinos e femininos.
d os testículos estão ausentes nos indivíduos 46, XY com deleção do gene SRY.

11) (UFMG) - As pessoas podem detectar a substância química feniltiocarbamida – PTC – como
um gosto amargo ou, mesmo, não sentir qualquer sabor. Observe este heredograma para a
capacidade de sentir o gosto dessa substância.
Com base nesse heredograma e em outros conhecimentos sobre o assunto, é INCORRETO afirmar que

a) o alelo para a capacidade de sentir o gosto do PTC é dominante.


b) o loco do gene em estudo está situado em um cromossomo autossômico.
c) o risco de III.3 nascer incapaz de sentir o gosto do PTC é de 50%.
d) os indivíduos I.1 e II.1 são heterozigotos.
12) (UFMG) - Os indivíduos albinos não possuem melanina – pigmento responsável pela cor e
proteção da pele – e, por isso, são muito sensíveis à luz solar. Neste esquema, está
representada parte da via biossintética para a produção desse pigmento:

Com base nesse esquema e em outros conhecimentos sobre o assunto, é INCORRETO afirmar
que

a) a ausência da Enzima 1 resulta em um aumento da concentração de tirosina.


b) casamentos entre indivíduos albinos podem gerar descendentes com melanina.
c) diferentes genótipos podem dar origem ao albinismo.
d) indivíduos AABB formam gametas do tipo AA e BB.

13) (FUVEST) – Lúcia e João são do tipo sangüíneo Rh positivo e seus irmãos, Pedro e Marina,
são do tipo Rh negativo. Quais dos quatro irmãos podem vir a ter filhos com eritroblastose
fetal?

a) Marina e Pedro.
b) Lúcia e João.
c) Lúcia e Marina.
d) Pedro e João.
e) João e Marina

14) (PUC-MG) - A charge abaixo foi produzida num momento em que no Brasil se discutem as
possíveis vantagens e desvantagens da liberação do plantio e comercialização de plantas
transgênicas. Analisando-se a charge de acordo com os atuais conhecimentos biológicos, é
CORRETO afirmar:
a) O que não faz mal para o homem não fará mal para os insetos.
b) As plantas transgênicas são perigosas para a saúde animal.
c) O que não é bom para os insetos pode não ser bom para os homens.
d) Se os insetos experimentarem, o homem poderá experimentar, pois a ingestão da planta
não fará mal.

15) Cinco mulheres alegaram maternidade de uma determinada criança e, como parte dos
exames, o seqüenciamento das bases em um sítio específico do DNA identificou a mãe
biológica. Em uma das duas cadeias do DNA da criança o sítio apresentou a seguinte
seqüência: GTACTCGA. O padrão de bandas da seqüência de oito bases deste sítio, de uma
das duas cadeias de DNA de cada mulher, está representado abaixo. Assinale a alternativa cujo
padrão com as oito bases corresponde ao da verdadeira mãe da criança:

16) (PUC-MG) - Numa determinada pesquisa científica, um vírus de resfriado, modificado


geneticamente para invadir células cancerosas, foi capaz de eliminar tumores inoperáveis em
camundongos. A preocupação, contudo, é que o vírus possa se espalhar e causar outros
cânceres. Os pesquisadores usaram uma linhagem geneticamente alterada de um adenovírus,
que causa resfriado comum. É o vírus favorito dos cientistas que trabalham com terapia
gênica. Eles o enfraqueceram a ponto de torná-lo incapaz de infectar células saudáveis, então
adicionaram a ele uma “chave genética” para penetrar nas células do tumor.

É correto afirmar que a “chave genética” é:

a) uma proteína inserida nos adenovírus que impede que eles causem resfriado.
b) um gene que determina a produção de uma proteína que vai para a superfície do vírus.
c) uma proteína tumoral produzida por gene implantado na superfície viral.
d) uma proteína introduzida no núcleo viral e capaz de destruir o genoma de células tumorais.

GABARITO
1 – C – 2 – D – 3 – B – 4 – C – 5 – A – 6 – C – 7 – C – 8 – A – 9 – D – 10 – D – 11 – C
– 12 – D – 13 – E – 14 – C – 15 – A 16 - B
EMBRIOLOGIA

Estuda o desenvolvimento do embrião, a partir da fecundação, que origina a


célula-ovo ou zigoto. Vitelo ou lécito, que é alimento armazenado para o embrião, de
acordo com sua quantidade ou localização, classifica os ovos. Só é considerado lécito ou vitelo
o material que está contido no citoplasma da célula-ovo ou zigoto.

Classificação quanto a quantidade do vitelo

Alécito sem vitelo


Oligolécito com pouco vitelo
Mediolécito quantidade média de vitelo
grande quantidade de
Megalécito
vitelo

Classificação quanto a quantidade do vitelo


Isolécito vitelo igualmente distrituído
Telolécito
vitelo distribuído meio a meio
incompleto
Telolécito completo vitelo ocupa quase todo o ovo
Centrolécito Vitelo no centro do ovo

Formada a célula-ovo ou zigoto, inicia-se o


desenvolvimento, com uma série de mitoses, chamadas de
segmentação ou clivagem, que originam blastômeros.
Durante a segmentação, não acontece aumento do volume
das células. A quantidade de vitelo do ovo interfere com
divisão celular porque dificulta a citocinese. Regra de
Balfour: “a velocidade de segmentação é
inversamente proporcional à quantidade de vitelo”.

Após a segmentação surgem as chamadas figuras embrionárias, que representam os passos


iniciais da formação do novo indivíduo.

Mórula - massa compacta de células.

Blástula - cavitação na mórula por absorção de água. Cavidade é blastocele, delimitada por
células que constituem a blastoderme ou trofectoderma ou trofoblasto. O trofectoderma ou
trofoblasto tem células já diferenciadas e buscam alimento ativamente. Tamanho da blastocele
depende da quantidade de vitelo presente no ovo, quanto mais vitelo, menor é a cavidade. As
células do embrioblasto são indiferenciadas e podem se separar dando origem a gêmeos
idênticos e também podem ser utilizadas como células-tronco embrionárias. Blastocisto é o
nome da blástula de mamíferos e é a forma em que o embrião se fixa no interior do útero,
ficando mais seguro o seu desenvolvimento.

Gástrula - proliferação, deslocamento e diferenciação celular. Desenvolvimento dos folhetos


embrionários, da notocorda e do tubo neural. Destinação das células para formação de tecidos
e órgãos. Alguns autores denominam a etapa em que aparece o tubo neural e a notocorda de
nêurula.

Organogênese – a partir da gástrula os folhetos embrionários iniciam a formação de tecidos e


de órgãos que comporão o corpo do indivíduo.
FORMAÇÃO DOS ÓRGÃOS A PARTIR DOS FOLHETOS EMBRIONÁRIOS

Endoderma Mesoderma Ectoderma


Trato digestivo Rins Sistema nervoso
Fígado-pâncreas Gônadas Medula da supra-renal
Ouvido médio Vias genitais Retina
Tuba auditiva Córtex da supra-renal Neuro-hipófise

Tireóide Endotélios Epitélio bucal


Paratireóide Tecidos conjuntivos Epitélio de glândula salivar
Timo Tecidos musculares Esmalte dentário
Laringe Sistema hemocitopoiético Adeno-hipófise
Traquéia Micróglia Epitélio anal
Brônquios Epiderme e anexos da pele

Pulmões Lente e músculo da íris

Bexiga Ouvido interno - fossas


nasais
Vestíbulo vaginal
Anexos embrionários não fazem parte do corpo do embrião, mas ficam ligados a ele.
São destinados à proteção, nutrição, respiração, excreção e, em algumas espécies, fixação do
embrião ao útero materno além de outras funções.

Saco vitelínico ou saco vitelino contém


lécito ou vitelo. Presente a partir de Peixes na
evolução dos Vertebrados, é rudimentar em
Mamíferos placentários. Nos seres humanos persiste
até o nascimento.
Âmnio recobre totalmente o embrião e contém
líquido. É ambiente aquático ao redor do embrião
permitindo, evolutivamente, desenvolvimento em
ambiente terrestre, que é seco. O líquido amniótico
impede desidratação ou ressecamento, permite
movimentos do feto e protege contra choques
mecânicos. Surgiu a partir de Répteis e aparece
também em Aves e Mamíferos. Em humanos, persiste
até o nascimento.
Aspiração do líquido amniótico faz expansão dos
alvéolos pulmonares. Força o âmnio contra o colo do
útero, promovendo sua dilatação para o parto. Antes
do parto o líquido liberado “lava” o canal vaginal e o lubrifica para a passagem do feto.
“Bolsa-das-águas”.
Alantóide é membrana muito desenvolvida e ricamente vascularizada, com função de
se aderir ao cório para trabalharem juntos na troca gasosa (alantocório). Forma cavidade que
recebe excretas nitrogenados - ácido úrico - do embrião de ovos fechados ou cleidóicos,
como o dos Répteis, Aves e dos Mamíferos prototérios. Em humanos é reduzido, mas seus
vasos sangüíneos formam os vasos do cordão umbilical.
Cório ou serosa é o anexo mais externo ao embrião. Associado aos vasos sangüíneos
do alantóide, é responsável pela troca gasosa entre o embrião e o ambiente. Surgiu a partir de
Répteis e é presente também em Aves e Mamíferos. Em Mamíferos eutérios, mantém relações
com o endométrio através das vilosidades coriônicas, e, junto com ele, forma a placenta.

Placenta é anexo com parte relacionada com o feto cório - e parte relacionada com o
útero - endométrio. Faz troca gasosa, nutrição, excreção, proteção e tem função endócrina.
Fica ligada ao embrião ou feto pelo cordão umbilical. Persiste até o final da gravidez e, depois
do nascimento, é expelida do útero. Funciona como filtro e tem área de troca de
aproximadamente 14m2. Normalmente não permite comunicação direta do sangue da mãe
com o sangue do embrião ou feto. Apesar de oferecer barreira de proteção, bactérias da
erisipela, escarlatina, brucelose, sífilis, protozoários da doença de Chagas, malária e
toxoplasmose, além de vírus da varíola, rubéola, AIDS e sarampo a atravessam. Função
endócrina com produção de gonadotropina coriônica (hCG), estrógeno, progesterona e
relaxina.

Formação de gêmeos univitelinos

Gêmeos univitelinos ou idênticos são formados quando há separação


das células que iriam formar apenas um indivíduo. Pode acontecer
até a etapa chamada de blástula ou blastocisto, ou seja, até mais ou
menos o sétimo dia de vida depois da fecundação. Se a separação
das células acontece muito perto do sétimo dia, os embriões ficam
juntos dentro do mesmo âmnio e, apenas neste caso é que podem
aparecer os chamados irmãos siameses ou xifópagos, quando eles
são unidos.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1) (UFES-modificada) - Em relação ao desenvolvimento embrionário nos animais, foram feitos
os sequintes comentários:

I- Ovos telolécitos são ovos com grande quantidade de vitelo, formando um grande pólo
vegetativo em que o núcleo ocupa um espaço mínimo chamado de pólo animal. São
encontrados em mamíferos.

II- Durante o estágio de segmentação, o zigoto, por divisão de suas células, origina
blastômeros que formam uma mórula. Da mórula, origina-se a blástula, caracterizada por uma
camada de células que compõe a blastoderme, e por uma cavidade conhecida como
blastocela, que se apresenta cheia de líquido.

III- A blástula origina a gástrula, caracterizada por quatro folhetos germinativos: ectoderma,
endoderma, mesoderma e deuteroderma.

É CORRETO o que se afirma em apenas

a) I
b) I e II
c) II
d) II e III

2) (PROUNI-modificada) - São considerados triblásticos os animais que formam três folhetos


germinativos na fase embrionária. Na seqüência de desenvolvimento desses folhetos, serão
formados os diferentes tecidos e órgãos animais.

Folheto Tecidos e órgãos originados do folheto embrionário


1. Endoderme fígado, revestimento do aparelho respiratório, gônadas
2. Mesoderme aparelho excretor e aparelho circulatório
3. Ectoderme sistema nervoso, epiderme e esqueleto

Baseado no quadro acima, responda

a) se somente 3 é verdadeira.
b) se somente 2 é verdadeira.
c) se somente 1 e 3 são verdadeiras.
d) se somente 2 e 3 são verdadeiras.

3) (PUC-MG) - As células-tronco embrionárias são uma grande promessa da medicina para o


tratamento de várias doenças humanas pela possibilidade de recuperação de tecidos lesados
ou degenerados. A receita é a seguinte:

· Tire uma célula da pele e transplante o seu núcleo para um óvulo do qual o núcleo foi
removido.
· Dê condições ao clone de se desenvolver até a fase de blastocisto com aproximadamente 140
células.
· A massa celular interna do blastocisto são células-tronco que podem dar origem a qualquer
tecido humano,
menos à placenta.

A esse respeito, é possível afirmar, EXCETO:

a) As células-tronco assim produzidas apresentam o mesmo genoma nuclear da célula da pele.


b) Diferenciação das células-tronco pode depender de fatores que influenciam a expressão
gênica.
c) Na fase de blastocisto, ainda não ocorreu diferenciação celular.
d) Implantadas em outro indivíduo, as células-tronco podem ser rejeitadas.
4) (UEMG) - OS PRIMEIROS PASSOS DE UMA LONGA CAMINHADA - Brasil é pioneiro no uso de
células-tronco no tratamento de acidente vascular cerebral. O uso clínico das células-tronco
não parece mais uma promessa distante: o início de um estudo para avaliar a segurança do
uso de células tronco adultas de medula óssea na fase aguda do acidente vascular cerebral
(AVC) isquêmico é promessa de um novo tratamento para a lesão. A primeira paciente a
receber o implante dessas células não apresentou complicações, recuperou as habilidades
motoras perdidas e compreende bem a linguagem após o tratamento. O procedimento –
pioneiro no mundo – foi realizado por uma equipe do Hospital Pró-cardíaco (HPC) em parceria
com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

NÃO são características das células utilizadas na terapia indicada no texto:

a) Apresentam grande capacidade de diferenciação.


b) Apresentam a mesma carga genética do paciente.
c) Possuem grande potencial mitótico.
d) Originam somente células do sistema nervoso.

5) (UFMG) - Observe este esquema, em que as representações estão numeradas de I a VI:

Considerando-se esse esquema, é INCORRETO afirmar que

a) a primeira divisão mitótica ocorre entre a fase II e a fase III.


b) as células são totipotentes na fase IV.
c) o número de células é diferente na fase V e na fase VI.
d) os cromossomos homólogos estão pareados na fase I.

6) 8) 11) (Unirio-RJ) O esquema a seguir representa, em corte transversal, o embrião de um


Cordado. A notocorda, o tubo neural, o celoma e o arquêntero são representados,
respectivamente, por:

a) 1, 2, 3, 4
b) 2, 1, 3, 4
c) 4, 3, 2, 1
d) 2, 1, 4, 3

7) (UNIMONTES) – A figura abaixo apresenta algumas etapas do ciclo vital de um mamífero.


Analise-a.

Considerando a figura e o assunto relacionado com ela, analise as afirmativas a seguir e


assinale a alternativa CORRETA.

a) O acesso do embrião a nutrientes ocorre a partir da etapa VI.


b) III e IV representam a fase de organogênese.
c) A etapa ideal para se realizar manipulações gênicas é a V.
d) O embrião fica mais seguro após 6 dias da fertilização.

8) (PUC) O esquema abaixo representa, de maneira simplificada, uma das fases do


desenvolvimento embrionário de uma ave:

Durante o desenvolvimento de um mamífero placentário, encontra(m)-se bem desenvolvido(s)

a) apenas I.
b) apenas II.
c) apenas III.
d) apenas I e lIl.

GABARITO

1–B–2–B–3–C–4–D-5–D–6–D–7-A–8–D
REINO VIRUS

São acelulares. Não têm metabolismo. São formados por capa de proteína (capsídio) e interior
de ácido nucléico. Há vírus com DNA como material genético, há vírus com RNA como material
genético sem terem que produzir DNA para a sua multiplicação e há vírus que têm RNA, mas
que dependem de formar DNA para se multiplicar. Estes são chamados de retrovírus. O vírus
da AIDS é um retrovírus.

Parasita intracelular obrigatório para se


multiplicar. Pode se cristalizar. Altamente
específico. Vírus podem causar doenças como
resfriado, gripe, rubéola, sarampo, caxumba,
hepatites, raiva ou hidrofobia, poliomielite ou
paralisia infantil, herpes simples e herpes zoster,
febre amarela, dengue e AIDS. Não existem
remédios qua tuem contra os vírus, apenas os
que podem interferir com sua multiplicação.
Antibióticos não atuam contra vírus!

Multiplicação de vírus que ataca bactérias chamado bacteriófago.


Quando o vírus se multiplica ele utiliza todos os recursos disponíveis na
célula a seu favor. Quando termina sua multiplicação, que é muito
rápida, a célula acaba sendo destruída. Há vírus que podem alterar a
informação genética do núcleo das células e originar cânceres. A única
defesa de que o organismo dispõe contra os vírus são os anticorpos,
proteínas de defesa. A vacinação é extremamente importante para
evitar doenças causadas por vírus.
DOENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS
Doença Modo de transmissão Modo de infecção Medidas de controle
O vírus penetra pelas
mucosas
das vias respiratórias,
Vacinação
dissemina-
Goticulas de saliva, contato se pela corrente
Varíola
direto, circulatória e
Objetos contaminados - copos instala-se na pele e
e talheres mucosas,
. causando ulcerações
O virus é introduzido
juntamente
Atraves da picada do
com a saliva do mosquito; Vacinação
mosquito
Aedes aegypti. O espalha-se pelo corpo
mosquito através
contamina-se ao picar do sangue e instala-se no Destruição do mosquito
Febre amarela
outro figado, Aedes
baço, rins, medula óssea
mamifero contaminado. .
e
gânglios linfáticos.
O virus penetra pela
mucosa das
vias respiratórias, cai na
Sarampo Goticulas de saliva. Vacinação
corrente
sanguinea e se dissemina
per
diversas partes do corpo.
Virus penetra pela boca e
se multiplica primeiro
Na garganta e nos
intestinos. Dai
dissemina-se pelo corpo
Vacinação
através
Poliomielit do sangue. Ao atingir
Incerto. Salk ou Sabin
e células
nervosas ele as destrói, o
que
Causa paralisia e atrofia
dos
músculos, geralmente das
pernas.
O virus penetra pelo Vacinação dos cães,
ferimento da eliminação
dos cães de rua, vacinação
Mordida ou arranhadura mordida junto com a
de
Raiva de animal infectado, saliva do animal. Atinge o
pessoas mordidas por case
animal geralmente sistema
cão ou o gato ou desconhecidos ou suspeita
nervoso central, onde se
morcegos de
hematófagos causa danos irreparáveis. Portar a doenga.
O virus é introduzido na
corrente
sanguinea pela picada Combate aos artrópodos
Encefalites Picada de mosquitos e de
do vetores.
artrópodo portador.
virais carrapatos. Não existem vacinas.
Atinge as
celulas do cerebro, onde
se
reproduz.
O vírus ataca normalmente
as
Goticulas de saliva, glandulas salivares
contato direto, parótidas,
objetos contaminados podendo, entretanto,
Caxumba Vacinação.
(copos, localizar-se
nos testiculos, ovarios,
talheres).
pâncreas e
cérebro.
O virus ataca os tecidos
das
porções superiores do
Gripe Goticulas de saliva. Vacinação.
aparelho
respiratório. Raramente
atinge os
pulmões.
Contaminação de água e
objetos
por fezes de
Medidas de saneamento;
individuos
contaminados. Supõe-se O virus destrói o Fiscalização dos
que figado. manipuladores de
moscas transportem o alimentos. Soro dá
Hepatite
virus de proteção
infecci
fezes contaminadas Temporária
osa
Modo de transmissão não
é bem definido.
Contaminação pela Fiscalização rigorosa dos
transfusão bancos
de sangue de inidivíduos de sangue.
infectadas pelo HIV. Uso O virus ataca os Esterlização de
de linfócitos, que são instrumental
Sindrome instrumentos cirúrgicos cirúrgico e utilização de
células da defesa do
da ou material
Imunodefici organismo, tornando-o descartável. Uso de
seringas contaminadas.
encia incapaz de preservativos
adquiri Atraves do ato sexual,
resisitir às infecç.ões. para o sexo seguro.
da quando o
virus penetra per fissuras
.
das
(AIDS ou
mucosas e genitália.
SIDA)
Pela placenta ou pelo
leite de
mãe contaminada.

REINO MONERA

Este reino apresenta organismos unicelulares e procariotas, representados pelas bactérias e


cianofíceas. A estrutura destas células é simples, não apresentando núcleo. Seu único
organóide é ribossomo. Podem ser encontrados no ar, na água, na terra e convivendo com
outros seres vivos, causando doenças ou não. Têm capacidade de movimentação. A maioria
das espécies é heterótrofa, algumas são autótrofas quimiossintetizantes e outras
fotossintetizantes, apresentando bacterioclorofila. A reprodução das bactérias pode ser
assexuada por cissiparidade ou divisão binária ou sexuada em três modalidades:
Conjugação: Duas bactérias se unem através de ponte entre seus citoplasmas, havendo a
passagem de segmentos de DNA, chamados de plasmídio, de uma para outra. Há modificação
no genótipo da bactéria que recebe o DNA.
Transformação: Uma bactéria engloba um segmento de DNA de outra bactéria encontrado no
ambiente, passando a exibir as novas características genotípicas do DNA recebido.
Transdução: O material genético é transferido de uma bactéria a outra através de um vírus
bacteriófago.

Esporulação é um fenômeno que não está relacionado com reprodução, mas com a criação de
uma forma de resistência às variações ambientais. Quando o ambiente voltar a ser adequado,
o esporo volta à vida vegetativa e origina outras bactérias.

DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS


Doença Agente Via de Particularidades
transmissão
Ingestao de alimento no qual A doença e causada pela toxina
Botulismo Clostridium houve desenvolvimento da presente no alimento ingerido e nao
botulinum
bacteria com liberação de pela bacteria, uma vez que esta nao
toxina;
geralmente alimentos sobrevive no corpo
enlatados.
Gangrena gasosa Clostridium novyi
Clostridium Germes que normalmente habitam o solo.
perfringens
Clostridium septicum Contaminação acidental de Em causando doença
geral não são parasitas,
ferimentos profundos. quando
acidentalmente penetram no ferimento
Tetano Clostridium tetanii
A pessoa infectada pode, após o
desaparecimento dos sintomas da
doença, continuar portando
indefinidamente alguns germes, isto é,
Contaminação fecal de água tornar-se um portador crônico. Suas
Febre tifóide Salmonella typhi ou
alimentos. fezes constituirão perigo constante
para a população, pois delas poderão
advir epidemias. O controle dessa
doença reside na
identificação e tratamento dos
portadores crônicos.
Qualquer especie de Salmonella
Gastroenterites Salmonella Contaminação de agua ou pode
umproduzir
ou outro tipo de infecção,
alimentos
alimentos erroneamente chamada alimentar.
de intoxicação de

Disenteria bacilar Shigella Contaminação de agua ou A mais grave das infecçõess disentéricas.
alimentos
Streptococcus
pneumoniae
Pneumonia Inalação de ar contaminado. Localiza-se nos pulmoes.
Diplococcus
Intoxicação pneumoniae Ingestao de alimento no qual Os sintomas da doença sao causados
alimentar Micrococcus houve desenvolvimento pela toxina presente no alimento
ecladenes bacteriano com liberação de ingerido e nao pela proliferação das
Gonorreia Neisseria Contato sexual. Doença sexualmente transmissível.
gonorrhoeae
Coqueluche Hemophilus I nalação de ar contaminado. Afeta mais a criangas – a vacinação é
pertussis eficaz.
Tuberculose Mycobacterium Inalação de ar contaminado Ataca pulmões e outras partes do corpo
tuberculosis
Sifilis Treponema pallidum Contato sexual. Doença sexualmente transmissível

Cólera Vibrio cholerae Contaminação de agua ou Infecção intestinal grave que pode matar
alimento por desidratação
Meningite Neisseria Germes instalam-se nas meninges, levados
Inalação de ar contaminado
epidênuca meningitides pelos sangue

Bactérias são importantes agentes decompositores que influenciam na fertilidade do solo.


Algumas participam de ciclos biogeoquímicos do nitrogênio, fundamental para formação de
aminoácidos e de bases nitrogenadas das proteínas e dos ácidos nucléicos, respectivamente.
Bactérias são utilizadas na indústria de laticínios para a fermentação do leite e produção de
iogurtes, leites fermentados e queijos. Bactérias do gênero Acetobacter são utilizadas na
fabricação de vinagre.

Cianobactérias, antigamente chamadas de cianofíceas e de algas azuis, têm grande


distribuição natural, ocorrendo na água ou na terra úmida. Podem se associar a fungos e a
originar liquens, que são importantes para iniciar a colonização de ambientes inóspitos,
atuando como espécies pinoneiras. Podem ser encontradas em fontes termais, suportando
temperaturas acima de 80º graus. Atuam na fixação do nitrogênio atmosférico que são
absorvidos pelas plantas. São pouco exigentes quanto às condições ambientais para se
desenvolverem, necessitando apenas de gás carbônico, nitrogênio, água, alguns minerais e
luz. Apresentam rganização celular semelhante as das
bactérias, possuindo, entretanto, a clorofila a, idêntica à das
plantas. São todas autótrofas fotossíntetizantes. Vivem
isolados ou colônias. Sua reprodução ocorre somente de
forma assexuada.
Um líquen formado pela associação de uma cianobatcéria (poderia ser uma alga) com um
fungo. O número 1 indica as células da cianobactéria e o número 2 indica a estrutura do fungo,
chamada hifa.

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1) (UEMG) - A figura a seguir ilustra um importante processo ocorrido em bactérias.

De acordo com o processo representado e com os seus conhecimentos, NÃO está correto
afirmar que

a) esse processo altera somente qualitativamente uma população de bactérias.


b) é fundamental a participação de vírus bacteriófagos nesse processo.
c) através desse processo uma bactéria pode se tornar resistente a um antibiótico.
d) normalmente ocorre transferência de DNA plasmidial por esse processo.

2) (UEMG) - Notícia extraída do sítio do Ministério da Saúde, em 22/09/2004.


Saúde lança campanha de massa contra a tuberculose. “O ministro da Saúde, Humberto Costa,
e o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, lançaram hoje, em Brasília, a campanha
publicitária “Tuberculose tem remédio”, com o objetivo de levar à população esclarecimentos
sobre a doença, cujo controle é prioridade para o Governo Federal. Protagonizada pelo ator
Pedro Cardoso, a campanha alertará especialmente aquelas pessoas que apresentam tosse
ininterrupta há mais de três semanas: elas podem estar com tuberculose. Dessa forma, devem
procurar, imediatamente, o posto de saúde mais próximo...”

NÃO é característica associada à doença cuja campanha foi lançada:

a) A dispersão do agente etiológico por saliva


b) A ausência de metabolismo próprio do agente etiológico
c) A profilaxia com campanhas de imunização por vacinas
d) A vinculação do HIV ao aumento no número de doentes

3) (UEMG) - Vírus da gripe espanhola pode ter vindo de aves


Um estudo realizado por uma equipe americana sugere que o vírus da gripe espanhola que
matou 50 milhões de pessoas em 1918/1919 provavelmente surgiu nos pássaros. Os autores
do estudo descobriram que o vírus compartilha de características genéticas com o vírus que
circula atualmente na Ásia, causando a gripe do frango. Utilizando as informações do texto e
outros conhecimentos que você possui sobre o assunto, seria CORRETO deduzir que
a) o vírus da gripe espanhola sofreu mutações para se adaptar ao organismo humano.
b) a atual gripe do frango poderá atingir humanos, caso os vírus mutantes rompam a barreira
específica.
c) para se prevenir contra uma nova gripe espanhola, devem ser obtidos eficientes
antibióticos.
d) uma vacina desenvolvida a partir do vírus da gripe espanhola será suficiente para se
prevenir contra uma pandemia da gripe do frango.

4) (UEMG) - Líquens são associações entre dois organismos. São tão específicas que recebem
uma classificação própria como se fossem uma espécie única. A seguir, está representado um
líquen do gênero Coccocarpia, em sua estrutura microscópica. Sobre os líquens e os
componentes representados na figura acima, está CORRETO afirmar que

a) crescem somente em solos ricos em nutrientes.


b) as estruturas 2 representam organismos autótrofos.
c) são altamente tolerantes à poluição atmosférica.
d) são organismos pioneiros nas sucessões ecológicas.

5) (UEMG) - A gripe é uma infecção respiratória causada pelo vírus Influenza. É altamente
contagiosa e ocorre de maneira epidêmica, mais no final do outono, inverno e início da
primavera. Existem três tipos deste vírus: A, B e C. O vírus Influenza A pode infectar humanos e
outros animais, enquanto que o Influenza B e C infectam só humanos. Qualquer pessoa pode
gripar. Contudo, pessoas com alguma doença respiratória crônica, com fraqueza imunológica e
pessoas idosas têm uma tendência a infecções mais graves com possibilidade de complicações
fatais. As informações contidas no texto acima e outros conhecimentos que você possui sobre
o assunto, só NÃO PERMITEM AFIRMAR que

a) pela característica do Influenza A , este deve ser o ancestral dos vírus Influenza B e
Influenza C.
b) afetada pelo Influenza A, a pessoa não poderá ser afetada pelos outros Influenza, pois já
tem imunidade.
c) surtos epidêmicos podem ser explicados pelo comportamento dos humanos no período
referido no texto.
d) embora não curem o individuo doente, as vacinas são importantes para o controle de novos
casos.
6) (UEMG) - As infecções respiratórias são freqüentes durante o inverno. Tosse, espirros e
coriza – corrimento nasal - são sintomas observados nas pessoas infectadas. Utilizando os
conhecimentos que você possui sobre o assunto, NÃO está correto afirmar que

a) vírus, bactérias e fungos são os causadores mais freqüentes de tais infecções.


b) os antibióticos são eficientes na cura das bacterioses e viroses respiratórias.
c) ambientes abertos e ventilados devem ser preferidos para se evitar a transmissão dos
patógenos.
d) coriza é uma resposta do epitélio respiratório à presença de um patógeno.

7) (PUC-MG) - A cárie dentária é um processo de destruição lento e progressivo dos tecidos


dentários. Leia atentamente as afirmações a seguir.

I. Pode ocorrer fermentação com produção de ácido lático que desmineraliza o esmalte
dentário.
II. No processo ocorre infecção bacteriana com destruição de polpa dentária.
III. A placa dentária é produzida por bactéria para sua fixação.
IV. Além da falta de higiene, fatores genéticos e nutricionais podem estar envolvidos com a
cariogênese.

São afirmativas CORRETAS:

a) I, II, III e IV.


b) I, II e IV apenas.
c) II e IV apenas.
d) I, III e IV apenas.

8) (PUC-MG) - A difteria é uma doença resultante da infecção bacteriana por Corynebacterium


diphtheriae, a qual é portadora do bacteriófago corinefago. Até por volta de 1920, quando a
imunização se tornou comum, a difteria foi uma das mais freqüentes causas de mortalidade
infantil. Embora essa infecção bacteriana seja normalmente confinada ao trato respiratório
superior, a bactéria secreta uma proteína codificada pelo fago, conhecida como toxina
diftérica, que é responsável pelos efeitos letais da doença. Os efeitos patogênicos da difteria
são prevenidos pela imunização dos indivíduos com a toxina quimicamente inativada. Além
disso, indivíduos que haviam contraído a difteria eram tratados com a antitoxina do soro
eqüino, que se liga à toxina diftérica, inativando-a. De acordo com o texto e com base em seus
conhecimentos sobre o assunto, assinale a alternativa INCORRETA.

a) O efeito do tratamento com a antitoxina do soro eqüino é temporário e não impede a


infecção.
b) Indivíduos imunizados não contraem a infecção bacteriana.
c) Bactérias não infectadas pelo fago não são capazes de produzir os efeitos letais.
d) Antibióticos podem ser usados para impedir o crescimento dos microorganismos e a
produção da toxina.

9) (PUC-MG) - No dia-a-dia, estamos expostos a infecções diversas, causadas por bactérias,


inclusive pela ingestão de alimentos contaminados. São infecções bacterianas, EXCETO:

a) tétano.
b) botulismo.
c) salmonelose.
d) pneumonia asiática (SARS).

GABARITO
1–B–2–B–3–B–4–D-5–B–6–B–7–A–8–D–9–D
REINO PROTISTA

Constituído por organismos unicelulares eucariotas representados pelos protozoários, e algas.


Podem viver isolados, em colônias, como parasitas ou terem vida livre.

Protozoários
Organismos como ameba e paramecium são protozoários de vida livre. Organismos como o
causador do mal de Chagas ou Trypanosoma cruzi ou como o causador da malária Plasmodium
falciparum são parasitas e causam grande dano à humanidade. Quando as condições
ambientais não estão favoráveis, muitos protozoários apresentam a capacidade de se
transformarem em cistos, uma forma resistente.
PRINCIPAIS DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS

Doença Agente causador Sintomas Forma de contágio


Disenteria Entamoeba
Diarréias com sangue e Ingestão de alimentos (verduras,
amebiana histolytica
ou amebiase (Filo Sarcodina) muco devido a lesões na frutas) ou água contaminada
parede intestinal. por cistos do protozoário.
Leishmania
Úlcera de Bauru ou Ulcerações graves de Picada do mosquito-palha,
brasiliensis
leishmaniose de
(Filo Flagellata) pele, principalmente no tambem conhecido como birigui
pele
rosto, braços e pernas. (gênero Lutzomyia).
Cão doente atua como depósito.
Insuficiência cardiaca de- Picada de barbeiros ou
Doenga de Chagas Trypanosoma cruzi vidas a lesões na muscu- chupanças, insetos Hemipteros.
(Filo Flagellata) latura do coração. Os principals transmissores são
Do gênero Triatoma, que vive
em casas de pau-a-pique.
Trypanosoma
Doenga do sono gambiensis
Sonolência por lesões no Picada da mosca tsé-tsé
(Filo Flagellata) sistema nervoso. (gênero Glossina).
Através de relações sexuais com
Tricomoniase Tricomonas vaginalis Corrimentos e infecções homens transmissores ou pelo
(Filo Flagellata) vaginais e uretrais. Use de instalaçõs sanitárias ou
objetos contaminados.
Diarréias acompanhadas Ingestão de alimentos (verduras,
Giardiase Giardia lamblia de dores abdominais de- frutas) ou água
(Filo Flagellata) vidas a lesões na parede contaminados por cistos do
intestinal. Protozoário.
Febres e mal-estares
cicli-
Malária ou maleita Plasmodium spp cos devido a substâncias Picada da fêmea mosquito-prego,
tóxicas liberadas pelo
ou impaludismo ou (Filo Sporozoa) pernilongo pertencente ao gênero
pro-
mal dos pântanos Tozoario no sangue e por Anopheles.
hemácias rompidas.
Afeta qualquer órgão Ingestão de cistos do
do corpo, mas deixa parasita, quase sempre pelo
Toxoplasmose Toxoplasma gondii consequências maiores convívio com animais como
no sistema nervoso. o gato.
Pode causar abortos.

Algas
Algumas algas são unicelulares e algumas são formadas por várias células, mas nunca formam
tecidos e têm estruturas simples, apesar de muitas vezes lembrarem plantas. Há vários
grupos.

a) Euglenófitas: tem dois tipos de nutrição, ou seja, são mixotróficos, o que significa dizer que
podem fazer fotossíntese e capturar alimento como qualquer animal. Maioria de água doce. O
gênero mais comum é a Euglena. As células não apresentam parede celular.
b) Pirrófitas: são biflagelados e muitos deles são marinhos. Podem ser chamadas de
dinoflagelados. São geralmente, amarelo-pardos ou amarelo-esverdeados. O aumento
excessivo da população de alguns dinoflagelados provoca desequilíbrio ecológico conhecido
como maré-vermelha, pois a água, nos locais em que há excesso desses dinoflagelados,
adquire comumente coloração vermelha ou marrom, e as algas secretam substâncias, como o
ácido domóico, que matam outras formas de vida. Alguns dinoflagelados têm a característica
de serem bioluminescentes, isto é, conseguem originar luz.

c) Crisófitas ou algas douradas: os mais comuns são as diatomáceas, algas microscópicas que
constituem os principais componentes do fitoplâncton marinho e de água doce. Além de
servirem de alimente para outros animais aquáticos, elas produzem a maior parte do oxigênio
do planeta, através de fotossíntese. A carapaça, geralmente impregnada de sílica, quando
depositadas no fundo do mar, formam uma terra muito fina, chamada terra de diatomáceas,
utilizada como abrasivos nos polidores de metais e em pastas de dente.

d) Clorofíceas (do gr. khloros, "verde"; phycon, "alga") ou clorófitas (do gr. phyton, "vegetal"),
são as algas mais comuns, ocorrendo em água doce e do mar, mas também em ambientes
terrestres úmidos, sobre troncos de árvores e associadas a fungos, formando uma estrutura
mutualística denominada líquen. Podem ser unicelulares ou pluricelulares, coloniais ou de vida
livre.

e) Rodofíceas (do gr. rhodon, "vermelho") ou rodófitas são pluricelulares, predominantemente


marinhas, mas com algumas espécies dulcícolas. Delas são retiradas duas mucilagens
importantes. A primeira é o ágar (ágar-ágar) ou gelose, um polímero da glicose, utilizado na
cultura de bactérias e na indústria farmacêutica como laxante. O agar-agar é muito utilizado na
fabricação de geléias, produtos de confeitaria, xaropes, maioneses e queijos, sendo o produto
responsável pela consistência mole, mas suficientemente firme, que apresentam. A segunda é
a carragenina, utilizada pela indústria de alimentos como a de sorvetes.

f) Feofíceas (do gr. phaios, "pardo", "marrom") ou feófitas são pluricelulares e


predominantemente marinhas. Possui o polissacarídeo algina, usado por dentistas com o nome
de alginato. Predominantemente marinhas, muito evoluídas, podem apresentar falsos tecidos.
Formam o "mar dos sargassos", podem ser comestíveis, e são usadas como adubo. Em geral,
são de grande porte e algumas espécies apresentam estruturas especializadas aproximando-se
de folhas, caules e raízes. Podem apresentar estruturas de fixação, flutuação e reprodução.

No novo sistema de classificação, as “algas” são consideradas da seguinte forma:

REINO EXEMPLOS DE ALGAS

Monera Cianobactérias ou Cianofíceas ou Algas azuis

Protista Euglenofitas, Crisofitas, Pirrofitas

Plantae Clorofitas, Rodofitas, Feofitas

Reino Fungi
O reino fungi é formado pelos fungos organismos com características de planta e de animais e
pelos liquens.
Os fungos são conhecidos como bolores, cogumelos, trufa, champignon. São encontrados na
água ou na terra. Podem ser de vida livre ou podem ser parasitas, por exemplo, causando
micoses. A reprodução por esporos facilita muito a dispersão desses organismos através do ar.
Todos os fungos são heterótrofos e obtêm alimento por absorção. Alguns atuam como
decompositores ou sapróbios ou saprófitas. Alguns se associam a raízes de determinadas
plantas, formando as micorrizas. Filamentos formados pela células dos fungos são chamados
de hifas, que em conjunto formam o micélio. Não há tecido verdadeiros em fungos. Têm
parede celular de quitina. A substância de reserva é o glicogênio. Quando micélios de sexos
diferentes se encontram, suas hifas se organizam para processar a reprodução sexuada.

Classificação dos fungos


Ficomicetos, Ascomicetos, Basidiomicetos e Deuteromicetos. Ficomicetos são os mais simples
em estrutura e os Basidiomicetos formam os cogumelos e orelhas-de-pau. Deuteromicetos não
têm reprodução sexuada conhecida e são os causadores de micoses no homem.

Alguns Ascomicetos apresentam importância para o homem, como a fabricação de antibióticos,


cervejas, queijos Ex.: Penillium, que produz a penicilina e Sacharomyces que atua na
fermentação de várias bebidas alcoólicas e da produção do pão.

Liquens
São formados pela associação do tipo mutualismo entre cianobactérias ou algas e fungos. Os
fungos mais comuns são os ascomicetos e as algas geralmente são unicelulares. Verificou-se
em laboratório que, se colocados em condições favoráveis de desenvolvimento eles podem
viver separados. Porém quando os nutrientes estão escassos ocorre associação. O liquens se
reproduzem assexuadamente por fragmentos que possuem a alga e o fungo. Esses fragmentos
se destacam e são carregados pelo vento, recebendo o nome de sorédios.

Questões de fixação
1) (UEMG) - Belo Horizonte é hoje o município com alta densidade populacional que mais sofre
com a ocorrência da leishmaniose visceral (LV) e também o que mais investe em ações de
controle e prevenção da doença. Os primeiros casos humanos do município ocorreram no ano
de 1994, na Regional Leste. Desde então, a doença atingiu regionais limítrofes como Nordeste,
Norte, Venda Nova e mais recentemente Noroeste. Observe os dados na tabela a seguir:

O avanço da doença na área urbana SÓ NÃO PODE SER EXPLICADO por

a) grande número de cães vadios na área urbana, principalmente nas regiões periféricas.
b) urbanização do vetor uma vez que houve degradação do seu hábitat natural.
c) desinformação da população sobre riscos de manter cão doente assintomático, no ambiente
domiciliar.
d) descaso da população quando das campanhas de vacinação contra o protozoário.

2) (UFMG) - Pretende-se realizar uma pesquisa sobre as possíveis causas de ocorrência de


malária na população humana que habita a Região Metropolitana de Belo Horizonte –
manancial Rio Manso/COPASA –, no verão de 2003. Nesse caso, podem ser considerados todos
os seguintes fatores, EXCETO
a) Contaminação da fauna silvestre pelo protozoário
b) Migração constante de pessoas contaminadas
c) Proliferação do transmissor em ambiente aquático
d) Vacinação da população em épocas de chuva

3) (PUC-MG) - O mais novo aliado dos cientistas para deter a leishmaniose visceral é um verme
nematóide com menos de um milímetro de comprimento, mas que é capaz de infectar apenas
o Lutzomyia longipalpis (mais conhecido como mosquito-palha ou birigui), transmissor da
doença. O verme foi descoberto por biólogos do Centro de Pesquisas René Rachou, em Belo
Horizonte, que coletaram espécimes de mosquito-palha na gruta da Lapinha, município de
Lagoa Santa. Alguns dos insetos coletados se mostravam apáticos, e as fêmeas apresentavam
o abdômen estufado, embora não tivessem ingerido sangue. Investigando o problema ao
microscópio, os pesquisadores encontraram o verme em várias fases de seu ciclo de vida:
ovos, larvas, machos e fêmeas adultos dentro de cistos. A transmissão do nematódio parece
ocorrer quando larvas comem restos de companheiras mortas. (Texto modificado da Folha de
S. Paulo,18.01.2003.) De acordo com o texto e com seus conhecimentos, é correto afirmar,
EXCETO:

a) A doença humana é causada pelo Lutzomyia longipalpis.


b) O verme pode ser usado para controle biológico da população de mosquitos.
c) A hematofagia das fêmeas de Lutzomyia longipalpis é fundamental para propagar a
leishmaniose visceral.
d) O texto fala de parasitas e hospedeiros: Leishmania, nematódio, homem e Lutzomyia
longipalpis.

4) (PUC-MG) - A transmissão da malária depende da interação de diferentes fatores


epidemiológicos: hospedeiros, agente etiológico e meio ambiente. Assim, variações das
condições climáticas, como as relacionadas abaixo, têm profundo efeito sobre a vida do
mosquito e do parasita da malária.

Umidade: Prolonga a vida do mosquito,


importante para o processo de desenvolvimento
do parasita no vetor (permitindo que o parasita
complete o ciclo de vida a tempo de ser
transmitido).

Freqüência de chuva: Aumenta a umidade e a


reprodução – posturas - com maior probabilidade
de sobrevivência das fêmeas de Anopheles entre
as chuvas.

Temperatura: A temperatura do corpo dos


mosquitos está diretamente relacionada com as
temperaturas do meio. Exemplificando: a melhor
condição para o desenvolvimento de Anopheles
ocorre em temperaturas em torno de 30°C, e
Plasmodium falciparum só se desenvolve em
ambiente de temperatura acima de 18°C.

De acordo com o exposto acima, é correto, afirmar, EXCETO:

a) A umidade e a temperatura afetam o desenvolvimento do agente transmissor da malária.


b) O hospedeiro intermediário só se reproduz em temperaturas acima de 18o C.
c) Temperatura também afeta o desenvolvimento do agente etiológico.
d) A umidade afeta o ciclo e a vida do parasita e do hospedeiro definitivo.

6) (UFPA) - O ágar, material gelatinoso usado em laboratórios de pesquisa como meio de


cultura para germes, é obtido de algas:

a) verdes
b) vermelhas
c) pardas
d) douradas
7) (FEI) A fotossíntese é a grande fonte de oxigênio livre e disponível para os seres vivos
terrestres e aquáticos. Sabe-se hoje eu quase 90% desse fenômeno fotobioquimico que ocorre
em nosso planeta é realizado:

a) principalmente pela floresta amazônica


b) pelas florestas que se distribuem pelos continentes
c) pelos microorganismos do zooplancton
d) pelas algas planctônicas

8) (UFV) - “... tomou caldo-de-cana e de troco adquiriu Doença de Chagas!”. Parece


inacreditável, mas na América do Sul cerca de 7 milhões de pessoas ainda sofrem desta
parasitose causada pelo Tripanosoma cruzi. Sobre este parasita é INCORRETO afirmar que:

a) pertence ao filo Mastigophora, cujos membros podem ser parasitas ou ter vida livre.
b) trata-se de um parasita heteroxeno, pois seu ciclo de vida envolve dois ou mais hospedeiros.
c) reproduz-se sexuadamente por esquizogonia com formação de esporozoítos.
d) uma das formas eventuais de transmissão desta parasitose ocorre por transfusão
sangüínea.
e) além da picada e ferimentos externos, mucosas pode ser via de penetração do flagelado no
homem.

GABARITO

1–D–2–D–3–A–4–5–B–6–C–7–D–8-C

ECOLOGIA
Os organismos da Terra não vivem isolados. Interagem uns com os outros e com o meio. E
ecologia é o
estudo das interações na “casa” em que moram os seres vivos, ou seja, a Terra.

Conceitos ecológicos fundamentais


- População é o nome dado ao conjunto formado
pelos organismos de determinada espécie, que vivem
em um lugar perfeitamente delimitado.

- Comunidade é o conjunto de todas as populações


que se encontram em interação num determinado
meio. É a parte biótica do meio.

- Ecossistema é o conjunto formado por uma


comunidade e pelos componentes abióticos do meio
com os quais ela interage. A comunidade de um ecos-
sistema costuma ser formada por três tipos de seres:

- produtores de alimentos – representados pelos


autótrofos;
- consumidores de alimentos – diferentes tipos de
seres vivos heterótrofos que são parasitas,
predadores, canibais;
- decompositores – heterótrofos representados por
bactérias e fungos.

A produtividade e o ecossistema

A atividade de um ecossistema pode ser avaliada pela Produtividade Primária Bruta, que
corresponde ao total de matéria orgânica produzida, durante determinado tempo, numa certa
área ambiental. Descontando-se desse total a quantidade de matéria orgânica consumida pela
comunidade na respiração durante esse período, consegue-se a Produtividade Primária Líquida.
A produtividade de um ecos-sistema depende de diversos fatores, dentre os quais os mais
importantes são a luz, a H2O, o CO2 e a disponibilidade de nutrientes.

- Biosfera: a Terra é um grande ambiente de vida. Os organismos vivem numa fina camada do
Planeta, que inclui a água, o solo e o ar. A biosfera é a reunião de todos os ecossistemas
existentes na Terra.

- Habitat: é o lugar em que vive cada organismo de determinada espécie componente da


comunidade. É a “residência” do organismo.

- Nicho ecológico: é a função ou papel desempenhado pelos organismos de determinada


espécie em seu ambiente de vida. O nicho inclui o hábitat, as necessidades alimentares, a
temperatura ideal de sobrevivência, os locais de refúgio, as interações com os inimigos e
amigos etc. O nicho ecológico é a “profissão” desempenhada pela espécie no ecossistema.

Fluxo de energia no ecossistema

O sol é a fonte de energia utilizada pelos seres


vivos.A energia solar flui ao longo dos
ecossistemas através
das cadeias alimentares. Os elos de uma cadeia
alimentar são os níveis tróficos e incluem:

- produtores – vegetais autótrofos


fotossintetizantes. Transformam a energia solar
na energia química contida nos alimentos. No
ambiente aquático são representados pelo
fitoplâncton.

- consumidores primários – herbívoros, isto é, os


seres comedores de plantas. No ambiente
aquático são os componentes do zooplâncton.

- consumidores secundários – carnívoros que se


alimentam dos herbívoros. Há ainda
consumidores terciários e quaternários que se
alimentam, respectivamente, de consumidores
secundários e terciários.

- decompositores – algumas bactérias e alguns


fungos que se alimentam dos restos orgânicos
dos demais seres vivos. São importantes na
reciclagem dos nutrientes minerais que poderão
ser reutilizados pelos produtores. O conjunto de
todas as cadeias alimentares do ecossistema
constitui uma teia alimentar.

Interações na comunidade

Na comunidade, os seres vivos interagem. Podem-se resumir essas interações como


pertencentes a dois tipos básicos:

- interações harmônicas ou positivas, em que há benefício para uma das duas espécies ou para
ambas e

- interações desarmônicas ou negativas, em que há prejuízo pelo menos para uma das
espécies. Atualmente, alguns autores preferem denominar de simbiose qualquer tipo de
interação biológica interespecífica. Para outros, simbiose seria sinônimo de mutualismo.
COLÔNIAS - Agrupamentos de seres vivos que geralmente surgem de um ancestral comum
por reprodução assexuada. Os indivíduos da colônia podem ou não, apresentar divisão de
trabalho. Podem ser fixas, como é o caso da maioria ou dotadas de mobilidade. Exemplo:
Obélia, Volvox globator, caravela

SOCIEDADES - Agrupamentos de indivíduos que vivem sem contato direto uns com os outros.
Representam reuniões instintivas para a divisão de trabalho. As sociedades podem ser
irregulares, quando os indivíduos não têm modificações no corpo de acordo com a função que
executam (gorilas, alcatéias, cardumes, espécie humana) ou regulares, quando os indivíduos
apresentam alterações no corpo para o desempenho de suas funções (abelhas, cupins,
formigas e vespas).

MUTUALISMO - Associação entre seres vivos de espécies diferentes e que resulta em


benefícios para os dois. É uma troca de favores. Pode ser:

OBRIGATÓRIO
Chamado por alguns autores de SIMBIOSE MUTUALISTICA. Neste caso a coexistência dos
indivíduos é obrigatória, porque, se eles forem separados, ambos morrem. Exemplo: a)
LÍQUEN: união entre uma alga ou cianobactéria e um fungo. A alga ou a cianobactéria dá à
associação o alimento e o fungo dá a água e sais minerais. b) Associação entre cupins e
protozoários chamados hipermatiginos. O cupim consegue celulose, mas é incapaz de digerí-la.
O hipermastigino é incapaz de obter celulose, mas é capaz de digeri-la. O cupim não poderia
viver sem o protozoário nem o protozoário sem o cupim.

FACULTATIVO OU PROTOCOOPERAÇÃO
Quando a coexistência não é obrigatória. Exemplo: crocodilos parasitados por
nematódeos que vivem em suas bocas presos às partes moles e que, eventualmente, podem
lhes perfurar a traquéia e impedir a respiração. Os crocodilos permitem que determinada ave,
o pássaro-paliteiro penetre em sua boca para capturar os nematódeos. É mutualismo porque o
crocodilo é beneficiado por ficar livre dos parasitas e a ave porque obtém seu alimento com
facilidade. Não é relação obrigatória porque o crocodilo poderia ficar com seus parasitas e a
ave poderia buscar alimento em outra fonte.

COMENSALISMO - Tipo de associação em que um indivíduo tira proveito da relação sem


contudo prejudicar o outro. Tem várias subdivisões:

COMENSALIMO propriamente dito - Ocorre quando o indivíduo utiliza em sua alimentação


alimento que foi deixado por outro animal, ou que o outro animal não seria capaz de consumir.
Exemplo: a) urubus que devoram os restos deixados por outros animais. b) a rêmora ou peixe-
piloto que se alimenta das partículas alimentares do repasto do tubarão e que, por serem
pequenas demais e estão afundando, não seriam de interesse para o tubarão.

FORESIA - Ocorre quando um indivíduo fornece transporte a outro ser vivo. Exemplo: Há um
crustáceo chamado Pagurus que se esconde dentro da concha de molusco. Nesta concha
podem se prender inúmeros outros indivíduos. Quando o crustáceo se locomove ele leva
consigo estes indivíduos, “de carona”. A rêmora e o tubarão ou raia também se relacionam na
forma de foresia quando se considera apenas a relação de locomoção.

INQUILINISMO - Estabelecida quando um ser vivo habita o corpo de outro indivíduo ou uma
abrigo ou cavidade produzida por outro ser vivo. Exemplos: 1) Peixe Fierasfer que vive na
cloaca de holotúrias. 2) O Pagurus que vive na concha de molusco. 3) Anelídeos, crustáceos e
peixes que vivem no interior de esponjas. 4) Andorinhas que vivem em ninhos de joão-de-
barro

Há diversas modalidades de inquilinismo:


- EPIZOÍSMO: quando o inquilino se estabelece na superfície externa do corpo do animal.
- ENDOZOÍSMO: quando o inquilinismo se estabelece na superfície interna do corpo do animal.
- EPIFITISMO: quando o inquilinismo se estabelece na superfície externa do vegetal.
Exemplo: Orquídeas ou bromeliáceas sobre troncos de árvores.

CANIBALISMO - Estabelecida quando um animal se utiliza de outro da mesma espécie para


sua alimentação. Exemplos:1) aranhas devoram o macho após o ato sexual. Exemplo: a)
escorpiões-fêmea devoram o macho durante a cópula. c) ratos devoram filhotes recém-
nascidos.

PREDATISMO - Um indivíduo mata outro, rápida e violentamente, para utilizá-lo como


alimento. Geralmente o tamanho do predador é maior que o de sua presa e este predador vive
mais tempo que a presa. Nem sempre o predatismo se enquadra no conceito. Por exemplo,
temos que os Cordados NUNCA são considerados parasitas, mas sempre predadores. Assim é
que, se um morcego suga sangue de um animal sem matá-lo, isto constitui predatismo.
Exemplos: a) Louva-a-deus ataca insetos b) Sapos atacam insetos c) Gambás matam cobras d)
Gaviões atacam outras aves

PARASITISMO - Um indivíduo utiliza-se de outro para sua manutenção sem, contudo, levá-lo à
morte. A idéia é espoliar o indivíduo por maior tempo possível já que, se o indivíduo parasitado
morrer, o parasita também poderá morrer. Relações de parasitismo em que o hospedeiro sofre
alterações drásticas pela ação do parasita indicam que o parasitismo é recente em termos
evolutivos e que a relação ainda precisa sofrer ajustes. Parasitismo FITOFITICO acontece
quando um vegetal parasita outro vegetal. Pode ser: HEMIPARASITISMO - O vegetal parasita
suga seiva BRUTA do outro mas é capaz de fazer sua própria fotossíntese. Exemplo:
erva-de-passarinho; ou HOLOPARASITISMO - O vegetal parasita suga seiva ELABORADA do
outro. É incapaz de fazer fotossíntese. Exemplo: cipó-chumbo

ESCRAVAGISMO - Ocorre quando indivíduos se utilizam de outros para realização de certas


atividades. Exemplo: o homem utilizando-se de outro homem, formigas usando pulgões para
colher seiva vegetal.

COMPETIÇÃO - Ocorre sempre que dois indivíduos, duas comunidades, duas populações, têm um objetivo
em comum, ou seja, ocupam o mesmo nicho ecológico. O mais apto deverá sempre obter o que deseja com
tendência à eliminação do menos apto. Exemplo: a conquista de território para acasalamento em certas
espécies de aves é fatalmente seguida de disputas entre machos.

AMENSALISMO ou ABIOTISMO - Produção de substâncias que impedem o desenvolvimento


de outros indivíduos. É sempre o um caso paralelo à competição. Exemplo: fungos produzem
antibióticos contra bactérias para levar vantagem na competição pelo espaço e nutrientes.
Cactus produzem veneno em suas raízes e o espalham no solo para impedir que qualquer
semente germine no raio de alcance das suas raízes e, com isto, ganham a competição pela
água, que é escassa no deserto.

Populações

Populações são formadas por indivíduos de uma espécie que vivem em uma determinada área.
As populações possuem diversas características. Uma delas é o tamanho populacional, que
pode ser avaliado pela densidade, ou seja, pelo número de indivíduos componentes de uma
população por unidade de área ou volume.

A densidade populacional pode sofrer alterações. Mantendo-se fixa a área de distribuição, a


população pode aumentar devido a nascimentos ou a imigrações de novos indivíduos. A
diminuição da densidade pode ocorrer como conseqüência de mortes ou emigrações. As taxas
de alteração, principalmente as de mortalidade e natalidade, são importantes medidas de
avaliação do tamanho populacional.

O crescimento populacional
Por meio da análise de curvas de crescimento populacional pode-se ter uma noção da dinâmica
do processo. A curva S é a de crescimento populacional padrão e esperada para a maioria das
populações existentes na natureza. Ela é caracterizada por uma fase inicial, de crescimento
lento, em que ocorre um ajuste dos organismos ao meio de vida. A seguir, ocorre um rápido
crescimento, do tipo exponencial, que culmina com uma fase de estabilização, na qual a
população não mais apresenta crescimento. Pequenas oscilações em torno de um valor
numérico máximo acontecem, permanecendo, então, a população num estado de equilíbrio.

Os fatores que regulam o crescimento populacional

Uma vez instalada no meio, a população pode começar a aumentar. A fase geométrica do
crescimento tende a ser ilimitada em função do potencial biótico da espécie, ou seja, a
capacidade que possuem os indivíduos de se reproduzirem e de gerarem descendentes em
quantidade ilimitada. Há, porém, barreiras naturais a esse crescimento sem fim. A
disponibilidade de espaço e de alimentos, o clima e a existência de predatismo e parasitismo
são fatores de resistência ambiental. Assim, o tamanho populacional acaba atingindo um valor
numérico máximo permitido pelo ambiente, a chamada capacidade limite ou capacidade de
carga. O gráfico seguinte ilustra todos esses parâmetros.

Poluição
Podemos entender como poluição qualquer alteração causada no ambiente. Na verdade seu
uso tem sido mais restrito e é classificado como alterações feitas pelo ser humano e tem
diversos tipos: química, radioativa, biológica, mecânica, térmica, sonora e visual. Estes tipos de
poluição afetam a todos os ambientes na forma de impacto ambiental e prejudicam
grandemente os seres vivos. Todo ser vivo, ao interagir com o ambiente é capaz de tirar dele o
de que necessita à sua sobrevivência e é capaz de alterá-lo. A ação modificadora direta do
Homem na Natureza, contudo, difere da dos demais seres vivos em profundidade e extensão,
produzindo grande impacto nos ecossistemas com alteração muito rápida e às vezes
irreversível no ambiente. Atualmente, as formas de intervenção negativa do Homem sobre o
ambiente são os desmatamentos, os aterros, as barragens e a descarga de poluentes na
atmosfera, água e solo. O planeta Terra tem capacidade limitada para suportar estes impactos
Impactos ambientais
Componentes Fonte do impacto Impacto
Ar Indústria Poluição - Camada de ozônio
destruída (problemas de catarata,
câncer de pele, dificuldade para
fotossíntese)
Queimadas Efeito estufa
Água Desmatamentos Efeito estufa
Resíduo tóxico Queda na qualidade e quantidade
Terraplenagem Assoreamento
Capeamento de ruas Impermeabiliza solo
Vegetação Desmatamento Destruição de ecossistemas
Resíduos tóxicos Redução no O2
Capeamento de ruas Aumento do CO2
Solo Desmatamento Poluição
Terraplenagem Erosão
Resíduos tóxicos Empobrecimento do solo
Capeamento de ruas Compactação de terras
agricultáveis
Rebaixamento do lençol freático
Ar Liberação de gás metano - CH4 Efeito estufa
Clima Desmatamento Modificação do ritmo climático
Crescimento urbano Umidade excessiva
Poluição do ar Temperaturas alteradas
Fauna Poluição da água, ar e solo Extinção de espécies
Desmatamento Aumento de espécies nocivas
Perda de alimento
Homem Perda de qualidade de vida

Sucessão ecológica
As comunidades fazem reajustes para conservar sua integridade, com novas
adaptações às condições específicas do local que ocupam, mantendo com o ambiente um
equilíbrio dinâmico, chamado de homeostase. Fatores bióticos e abióticos interferem neste
equilíbrio dinâmico, determinando mudanças contínuas até que o equilíbrio seja atingido,
representando a chamada sucessão ecológica.

A sucessão começa com algumas espécies, chamadas pioneiras, instalando-se no local.


Estas espécies têm o importantíssimo papel de preparar o ambiente para que espécies mais
exigentes possam ocupá-lo em estágios posteriores. As espécies que vão se instalando
sucessivamente neste local recebem o nome de estágios seriais ou series. A comunidade final,
estável e duradoura constitui o climax.

Vários fatores devem ser considerados durante a sucessão. Dentre os mais importantes
estão a velocidade em que a sucessão ocorre, o grau de aproveitamento da energia disponível,
a quantidade de biomassa formada e a diversidade das populações. De modo geral, a energia
vai sendo cada vez mais aproveitada à medida que a comunidade avança para o estágio
climax e a biomassa aumenta. O número de espécies, no início muito pequeno e com grande
número de indivíduos em cada uma delas, passa a ser muito grande no estágio climax e com
pequeno número de indivíduos em cada espécie. Cada tipo de ambiente físico-químico vai
apresentar uma comunidade climax particular.

Exercícios de fixação

1) (UEMG) - Analise o gráfico a seguir:


AUMENTO DA TAXA DE CO2 ATMOSFÉRICO

Considerando as informações contidas no gráfico e os conhecimentos que você possui sobre o


assunto, a possível explicação para o gráfico é:

a) A taxa de respiração durante o verão deve ser menor.


b) O aumento na concentração de CO2 deve-se somente à atividade respiratória dos seres
vivos.
c) Durante o inverno, a temperatura deve influenciar a captação de CO2 para fotossíntese.
d) As Florestas Tropicais, principais sumidouros de CO2 atmosférico, perdem suas folhas
durante o inverno, captando menos esse gás.

2) (UEMG) - Problemas atmosféricos são um mal que vem assolando a humanidade.


Só NÃO é conseqüência do problema acima representado:

a) A inundação de cidades litorâneas


b) O aumento na incidência de câncer de pele
c) A interrupção de processos fotossintéticos das plantas
d) O aumento no número de casos de cataratas em humanos

3) (PUC-MG) - Em uma lagoa, duas espécies de insetos aquáticos vivem numa mesma região
de águas pouco profundas. Um deles é predador de animais vivos e o outro é detritívoro. É
correto afirmar que essas espécies de insetos apresentam, EXCETO:

a) mesmo habitat.
b) nichos diferentes.
c) níveis tróficos diferentes.
d) competição interespecífica.

4) (UEMG) - Observe, a seguir, a ilustração e as informações nela contidas.

Com base nas informações e nos conhecimentos que você possui, marque a alternativa que
completa CORRETAMENTE o enunciado abaixo.

São possíveis causas para o status do animal:


a) As pesquisas com a espécie que demandam grande número de coletas.
b) O desenvolvimento de atividades agrícolas nas regiões de ocorrência.
c) Os planos de manejo de áreas utilizadas para reflorestamento.
d) A dificuldade de observação por se tratar de um animal que vive enterrado.

5) (UEMG) - Analise a figura seguinte:


Utilizando-se das informações contidas na figura e de outros conhecimentos que você possui
sobre o assunto, só NÃO está CORRETO afirmar que:

a) o derretimento das calotas é um processo natural que ocorre de maneira cíclica ao longo
dos anos.
b) o fenômeno pode ser agravado por gases oriundos da pecuária brasileira e de plantações de
arroz na Ásia
c) a redução das calotas é acompanhada da redução da temperatura nas águas árticas.
d) a redução das calotas coloca em risco de inundação muitas cidades litorâneas.

6) (UEMG) - Nos últimos anos cresce o interesse em avaliar o equilíbrio do fluxo de carbono
devido ao fato das emissões de CO2 na atmosfera estarem aumentando, devido à combustão
de combustíveis fósseis, desmatamento e mudanças do uso da terra. A preocupação com a
redução das emissões de CO2 resultou na realização da conferência de Kyoto, em dezembro
1997, para definir metas de redução de dióxido de carbono na atmosfera. Nessa ocasião já
existia a preocupação com o efeito estufa e a elevação da temperatura global, os quais
produzem mudanças de clima, tais como furacões, enchentes, secas e a elevação dos níveis
dos oceanos. Considerando o que foi exposto no texto acima e outros conhecimentos que você
possui sobre o assunto, PODE-SE AFIRMAR CORRETAMENTE que:

a) os desmatamentos têm contribuído para o efeito estufa uma vez que representam perda de
superfície assimiladora de CO2.
b) a emissão de CO2, originado na respiração é processo exclusivo dos organismos
heterótrofos.
c) o CO2 associado ao efeito estufa é, ainda, a origem do O2 liberado para a atmosfera no
processo fotossintético.
d) a combustão é a única forma de retornar para a atmosfera o carbono retido no corpo dos
vegetais.

70 (UFMG) - Observe esta seqüência de ambientes numerados de I a IV:


Considerando-se as características desses ambientes, é CORRETO afirmar que o parâmetro
que aumenta na seqüência indicada é a:

a) concentração de CO2 atmosférico.


b) diversidade de nichos ecológicos.
c) temperatura média anual.
d) velocidade de evaporação da água de chuva.

8) (PUC-MG) - Q U E S

ÃO2
Com base no texto dado, assinale a afirmativa INCORRETA.

a) A esterilidade deve-se possivelmente à ação mutagênica da radiação.


b) Insetos estéreis não copulam com insetos férteis na natureza.
c) Insetos estéreis podem competir pelo alimento com os férteis contribuindo para a
devastação da lavoura.
d) Esse procedimento exemplifica um controle biológico de pragas.
9) (UNIMONTES) - Um dos problemas resultantes da poluição por pesticidas organoclorados é a
bioacumulação. Esse fenômeno está representado pela figura abaixo. Observe-a.

Considerando que os seres vivos apresentados na figura tenham permanecido em contato com
o poluente, durante o mesmo período de tempo, assinale a alternativa QUE REPRESENTA em
qual ser vivo houve maior acúmulo do poluente.
a) Zooplâncton.
b) Peixes herbívoros.
c) Fitoplâncton.
d) Aves.

10) (UNIMONTES) – Os gráficos abaixo mostram a variação na densidade populacional de duas


espécies que utilizam recursos semelhantes quando cultivadas isoladas ou em cultura mista.
Observe-os.

Com base nos gráficos e em seus conhecimentos, analise as afirmativas abaixo e assinale a
alternativa CORRETA.

a) O mutualismo estabelecido entre as espécies permite que ambas sobrevivam em cultura


mista.
b) O potencial biótico da espécie I é maior em cultura mista do que em cultura isolada.
c) A resistência do meio é mínima quando a população da espécie I atinge densidade máxima.
d) Em cultura mista, a espécie I apresenta maior habilidade competitiva que a espécie II.

GABARITO

1- C - 2 - A - 3 - B - 4 - B - 5 - C - 6 - A - 7 - B - 8 - B - 9 – D – 10 – D

ZOOLOGIA – REINO METAZOA


PORÍFERO CELENTERADOSPLATELMINTOS ASQUELMINTOS MOLUSCOS ARTRÓPODO
Incompleto Tubo comleto,
Tubo incompleto.
Ausente Digestão Completo Orgãos, Completo,
TUBO Digestão
Digestão extracelula Digestão glândulas Aparelho buc
DIGESTIVO extracelular
coanócitos r. extracelular e rádula Complexo
eem cestódios

Ganglionar Ganglionar
SISTEMA Ganglionar Ganglio
Ausente Difuso ventral ventral
NERVOSO ventral Ventral
anterior

Crustáceos:
glândulas verd
Sem estrutura.
SISTEMA Ausente Células-flama Ausente ou Aracnídeos:
Amônia é liberada pelas Nefrídeos
EXCRETOR Difusão. ou solenócitos Sistema em H glândulas cox
células
Insetos:
túbulos de Malp
Monóicos Dióicos com
Metagênese: Dióicos.
APARELHO e Dióicos. dimorfismo
Ausente. Sexuada e monóicos Monóicos Dimorfismo
REPRODUTOR Dióica com sexual.
Assexuada e dióicos. e dióicos. sexual
fecundação Fecundação
.
interna. interna
Aberto.
Aberto
Fechado e
SISTEMA (sangue incol
Ausente Ausente Ausente Ausente Cefalópodos
CIRCULATÓRIO Exceto
(sangue com
Crustaceos
Pigmentos)
Branquial Pulmonar,
Sem estrutura. Sem estrutura.
SISTEMA Cutânea “Pulmonar” traqueal,
Difusão direta de água Trocas gasosas Cutânea
RESPIRATÓRIO direta cutânea branqueal,
pata as células (difusão)

Pinacócitos. Parede Epiderme simples, Epiderme simples


Epiderme,
externa
células
sem mioepiteliais,
epiderme, glandulares, ciliada nos Epiderme ciliada com Epiderme fin
TEGUMENTO
nãosensoriais,
forma tecidos
cnidoblasto turbelários Cutícula glândulas mucosas, exoesquelet
verdadeiros concha e manto
Cnidoblasto ou
Coanócito: captam conidócito: renetes Traquéia e
ESTRUTURA rádula (língua
alimento através de um paralisa a presa e Células-flama (uma única célula em Tubos de Malp
DE DESTAQUE manto
flagelo tem função de forma de H) (excreção)
defesa
Diblástico Triblástico(ecto,
Triblástico (ecto,
(ectoderme e endo e
Diblástico (ectoderme e endo e mesoderme),
DESENVOL. endoderme), mesoderme), Triblástico (ecto, endo e Triblástico(ecto,
endoderme), simetria pseudocelomados,
EMBRIONÁRIO acelomados e acelomados e mesoderme) e mesoderm
radial ou assimétricos protostômios,
protostômios, protostômios,
simetria bilateral
simetria radial simetria bilateral
MOSC/
EXEMPLOS ESPONJAS ÁGUAS-VIVAS VERMES LOMBRIGA LULAS, POLVOS ESCOR/
ARAN
BOTÂNICA – REINO METÁFITA

Inclui seres pluricelulares fotossintetizantes, eucarióticas com tecidos organizados. A


reprodução típica ocorre por ciclos alternantes, haplóides e diplóides. Esse reino inclui os
vegetais normalmente encontrados no ambiente terrestre: briófitas, pteridófitas,
gimnospermas e angiospermas.

As Briófitas.
As briófitas são pequenos vegetais que crescem sobre solo úmido, pedras ou troncos de
árvores e, às vezes,
na água doce. Os musgos, hepáticas e antóceros constituem seus principais representantes.
Maioria tem dimensões inferiores a dois centímetros. A planta duradoura é o gametófito
haplóide, que apresenta estruturas de rizóide, caulóide e filóide. As briófitas são avasculares,
ou seja, sem vasos condutores de seiva. No gametófito, encontramos também órgãos
responsáveis pela produção de gametas: o anterídio e o arquegônio. O anterídio produz
gametas masculinos, os anterozóides, e o arquegônio produz o gameta feminino, de nome
oosfera. O esporófito diplóide, temporário, cresce sobre o gametófito feminino e depende dele
para a sua nutrição. No esporófito existem células que sofrem meiose, produzindo esporos. O
pequeno porte dessas plantas é consequência da falta não só de estruturas rígidas de
sustentação, mas também de um sistema de condução de seiva.

Reprodução
Muitas briófitas apresentam reprodução assexuada, à custa de gemas ou propágulos. O ciclo
reprodutivo é haplodiplobiôntico. Na maioria dos musgos, o sexo é separado: cada gametófito
possui apenas anterídios ou apenas arquegônios. O anterozóide chega até o arquegônio
nadando em uma película de água da chuva ou de orvalho. Ao alcançar o arquegônio, os
anterozóides nadam até a oosfera, ocorrendo então a fecundação. Após a fecundação, o zigoto
origina um embrião que permanece protegido no arquegônio. O embrião se desenvolve,
formando um esporófito diplóide, aclorofilado, que possui uma haste e uma dilatação na
extremidade, a cápsula. A cápsula é um órgão no qual se dá a produção de esporos. A
germinação do esporo origina filamentos chamados de protonema que levam à formação de
um novo gametófito, fechando o ciclo.

Pteridófitas
As pteridófitas são vegetais vasculares, isto é, possuem vasos condutores de seiva. A presença
desses vasos caracteriza os vegetais traqueófitos, representados pelas pteridófitas,
gimnospermas e angiospermas, que já apresentam raíz, caule e folhas. Samambaias e as
avencas vivem em ambiente úmido. A fase duradoura é o esporófito. Possui folhas grandes
divididas em folíolos. De modo geral, a folha é a única parte visível da planta, pois o caule é
subterrâneo (rizoma) ou fica rente ao solo, com crescimento horizontal. O esporófito possui
esporângios, produtores de esporos que se agrupam em estruturas chamadas soros. Estes se
distribuem na face inferior ou na borda dos folíolos. O gametófito ou protalo é bem menos
desenvolvido que o esporófito e, na maioria das espécies, é hermafrodita ou monóico.

Reprodução
Além da reprodução assexuada por fragmentação, as pteridófitas apresentam um ciclo
haplodiplobiôntico típico. No interior dos esporângios, são produzidos esporos que são levados
pelo vento, germinando ao encontrar substrato suficientemente úmido, formando o gemetófito
ou protalo. O protalo, medindo cerca de um centímetro, tem vida autônoma. Por ser pequeno,
o prótalo fica facilmente coberto pela água da chuva ou pelo orvalho, possibilitando a
fecundação, uma vez que os anterozóides multiflagelados devem nadar até a oosfera. O zigoto
formado desenvolve-se num esporófito e o gametófito regride. Outras pteridófitas: licopodios e
fetos arborescentes.

As gimnospermas
Gimnosperma significa que as sementes estão descobertas ou expostas. Elas não se
encontram protegidas dentro de frutos, como nas angiospermas. Exemplares: pinheiro-
europeu, o pinheiro-do-paraná, cipreste, cedro do Líbano e a gigantesca sequóia. Entre as
coníferas, o pinheiro é o mais familiar. A planta, que é o esporófito, possui feixes de folhas em
forma de agulha para perder menos água. Existem folhas modificadas como estruturas
reprodutoras. As sementes se formam na superfície dessas folhas, que apresentam a forma de
escamas e que estão em estruturas chamadas estróbilos ou cones, de onde vem o nome
coníferas.

Reprodução
Nas gimnospermas, encontramos folhas modificadas para a produção de esporos pequenos
(micrósporos) e folhas especializadas na produção de esporos maiores (megásporos). Há dois
tipos de gametófitos: o masculino, vindo do micrósporo, que se chama grão de pólen; e o
feminino, originado do megásporo. Esses gametófitos são reduzidos e crescem dentro do
esporófito. No cone masculino formam-se os micrósporos haplóides. O micrósporo origina o
grão de pólen. O micrósporo tem duas células: a célula do tubo polínico, e a célula geradora,
também chamada núcleo reprodutor. Em volta do grão de pólen, há uma parede protetora com
duas expansões laterais em forma de asa. Os grãos de pólen são eliminados e facilmente
arrastados pelo vento (polinização anemófila), graças às "asas" que possuem e alguns deles
atingirão o cone feminino. Cones femininos contêm óvulos, que possuem uma abertura, a
micrópila. Em seu interior há uma célula-mãe de esporos, que origina o megásporo. O núcleo
do megásporo sofre mitose dando uma massa plurinucleada, com cerca de 2 mil núcleos, o
que corresponde ao gametófito feminino. Nessa massa, surgem dois ou mais arquegônios,
cada um com uma oosfera. Os grãos de pólen chegam até os óvulos e penetram pela
micrópila. Mais tarde, começam a germinar, formando o tubo polínico, que cresce em direção
ao arquegônio. No interior do tubo, a célula geradora produz dois núcleos espermáticos, que
funcionam como gametas masculinos. Um dos núcleos espermáticos se une à oosfera
originando um zigoto. Após a fecundação, o óvulo se transforma em semente. A semente
contém, no interior, um embrião do esporófito. O crescimento do tubo polínico torna a
fecundação independente da água e é um fator importante na conquista do meio terrestre
pelas gimnospermas. O embrião fica no meio de um tecido haplóide, o endosperma, que serve
de reserva de alimento e é formado a partir de restos do gametófito feminino. As escamas com
sementes formam o que damos o nome de pinhão e o cone, depois de fecundado, é chamado
de pinha. As sementes ajudam na adaptação à vida terrestre, protegendo o embrião contra a
perda de água. Em condições favoráveis, elas germinam dando um novo esporófito.

As angiospermas
As angiospermas são fanerógamas com flores típicas. No interior das flores, há folhas
reprodutoras, os carpelos, que se fecham formando um vaso, onde as sementes irão se
desenvolver. Após a fecundação, parte do carpelo se transforma em fruto, uma estrutura
exclusiva desses vegetais. Como todas as outras plantas vasculares, as angiospermas
apresentam clorofilas a e b, carotenos, cutícula impermeável com estômatos para o
arejamento e um sistema de vasos condutores de seiva bem desenvolvido. A planta
propriamente dita é o esporófito; o gametófito, extremamente reduzido, encontra-se incluso
nos tecidos do esporófito. O tamanho das angiospermas é muito variável: há desde pequenas
ervas até grandes árvores. O corpo dessas plantas apresenta raiz, caule, folha e flor.

A flor
Uma flor completa é formada por partes:
pedúnculo - haste de sustentação que prende a flor ao caule;
receptáculo - extremidade do pedúnculo, geralmente dilatada, onde se prendem os verticilos;
verticilos - conjunto de peças (folhas modificadas ou esporófitas) geralmente dispostas em
círculo. Observando a flor da periferia para o centro, encontramos quatro verticilos;
. cálice - mais externo, é um conjuntode folhas protetoras, geralmente verdes, chamadas
sépalas;
· corola - verticilo seguinte, é formada por pétalas. De colorido vivo, embora às vezes possuam
cor pálida ou branca, as pétalas servem indiretamente à reprodução, atraindo os animais
polinizadores com suas cores, aromas ou secreções adocicadas;
· androceu - é formado de folhas profundamente modificadas - os estames -, especializadas na
produção de esporos - os micrósporos -, irão dar origem ao gametófito masculino. O estame
possui um pedúnculo, chamado filete, com uma dilatação na extremidade - a antera - e um
tecido que une as duas partes da antera - o conectivo;
· gineceu - último verticilo, é formado por folhas modificadas - os carpelos ou pistilos -,
encarregadas da produção de megásporos, que irão originar o gametófito feminino. A base
dilatada é o ovário e na extremidade oposta há uma dilatação - o estigma. Ligando o ovário ao
estigma, há uma haste - o estilete.

Reprodução sexuada
As angiospermas possuem um ciclo haplodiplobiôntico com a fase haplóide muito reduzida.
A produção de micrósporos ocorre nos estames, onde há os sacos polínicos, eu correspondem
a microesporângios. Em cada saco polínico existem várias células-mães dos esporos, que
sofrem meiose e formam esporos haplóides. O esporo dentro do saco polínico, sofre mitose
formando um gametófito masculino ou grão de pólen. nessa mitose originam-se duas células: a
célula reprodutora ou geradora e a célula vegetativa, também chamada célula do tubo. O
conjunto é revestido por uma capa de duas paredes: a parede interna, celulósica, chamada
intima, e a parede externa, mais resistente, a exina)
A produção de megásporos ocorre no carpelo, No interior do ovário podem-se encontrar um ou
vários macrosporângios - os óvulos - presos ao ovário por um pedúnculo. Cada óvulo possui um
tecido, a nucela, protegido por tegumentos. O tegumento externo é a primina, e o interno, a
secundina. Esses tegumentos apresentam uma abertura, a micrópila.
Na nucela, a célula-mãe do esporo sofre meiose e dá origem a quatro células haplóides - os
magásporos -, das quais só uma sobrevive. O megásporo restante sofre divisões nucleares,
formando uma massa citoplasmática, com oito núcleos haplóides. Dois núcleos migram do pólo
para o centro, formando a célula central com dois núcleos, que por terem migrado dos pólos,
são chamados núcleos polares. Desse modo, surge o gemetófito feminino, chamado de saco
embrionário, constituído por sete células: uma célula central, três antípodas e uma oosfera
ladeada por duas sinérgides.
A polinização
A polinização pode ser feita pelo vento (gramíneas) ou por insetos e outros animais, que se
alimentam do néctar de um determinado tipo de flor. Com isso, há mais chances de um grão
de pólen ser levado justamente para outra planta da mesma espécie. Esse sistema de
"polinização dirigida" permite uma economia na produção de grãos de pólen.
Quando feita pelo vento, a polinização é chamada anemófila; por insetos, entomófila; por aves,
ornitófila e, por morcegos, quiropfila.
Quando o grão de pólen entra em contato com o estigma, ele desenvolve um tubo de
citoplasma, o tubo polínico, formado a partir da célula do tubo. O tubo polínico cresce em
direção ao ovário. Dentro do tubo, o núcleo da célula geradora se divide, originando, duas
células espermáticas haplóides, que funcionam como gametas masculinos.
Chegando ao ovário, o tubo penetra no óvulo pela micrópila, promovendo então uma dupla
fecundação, característica das angiospermas. Uma célula espermática funde-se com a oosfera,
originando o zigoto que através de mitose, desenvolve um embrião diplóide. A outra célula
espermática funde-se com os dois núcleos da célula central, originando uma célula triplóide, a
célula-mãe do albúmen. Esta célula sofre mitose e forma um tecido triplóide - o albúmen ou
endosperma -, que representa uma reserva nutritiva para o embrião (figura 15.8).
Como já mencionamos no estudo de gimnospermas, o tubo polínico permite que a fertilização
seja independente da água.
O fruto e a germinação da semente
Após a fecundação, o ovário transforma-se em fruto e os óvulos, no seu interior, transformam-
se em sementes. O fruto apresentará uma parede - o pericarpo -, formada de três regiões:
epicarpo, mesocarpo e endocarpo. O mesocarpo é geralmente a parte comestível, devido ao
acúmulo de reserva nutritiva.
A dispersão da semente promove a conquista de novos ambientes pela planta. Uma das
maneiras pelas quais o fruto colabora na dispersão da semente é por meio do acúmulo de
reservas nutritivas, que atraem animais consumidores dessas reservas. A semente passa
intacta pelo tubo digestivo do animal e é eliminada junto com as fezes. Outras vezes, o fruto
ou a própria semente são transportados pelo vento, pela água ou agarrados ao pêlo dos
animais. Em condições adequadas, a semente germina, originando um novo esporófito.
O embrião é formado pela radícula, caulículo, gêmula e cotilédone (folha com reserva
nutritiva). À medida que ele se desenvolve, as reservas do cotilédone ou do endosperma são
consumidas pela planta. Quando essas reservas se esgotam, já existe uma pequena raiz
originada da radícula. O caulículo dá origem à parte do caule - o hipocótilo -, e a gêmula origina
a parte superior do caule - o epicótilo -, bem como as primeiras folhas.

Reprodução assexuada
Em algumas angiospermas, como a grama e o morangueiro, o caule cresce horizontalmente e
os ramos laterais produzem raízes, tornam-se independentes e formam uma nova planta, que
assim vai se multiplicando pelo terreno. Um caule com vários pés de planta forma o que se
chama de estolão. Fato semelhante ocorre com caules subterrâneos como o da bananeira - os
rizomas. O caule subterrâneo da batata, por exemplo, forma tubérculos providos de gemas;
depois que o caule morre, as gemas dos tubérculos dão origem a uma nova planta. Na planta
conhecida fortuna, existem gemas nos bordos das folhas que originam novas plantas quando a
folha se desprende e cai.
Além de ser mais rápida, a reprodução assexuada produz indivíduos geneticamente idênticos
ao original. Desse modo preservam-se características que se quer manter ao cultivar uma
planta.
Classificação das angiospermas
As angiospermas correspondem modernamente à divisão Anthophyta e podem ser
subdivididas em duas classes: Monocotyledoneae (monocotiledôneas) e Dicotyledoneae
(dicotiledôenas). No primeiro grupo estão as plantas cujos embriões possuem apenas um
cotilédone; no segundo grupo, as plantas com embriões dotados de dois cotilédones. Vejamos
outras diferenças:
- As monocotiledôneas têm folhas com nervuas paralelas (folhas paralelinérveas), enquanto as
dicotiledôneas apresentam folhas com nervuras ramificadas(folhas reticuladas).
- As monocotiledôneas apresentam flores trímeras, isto é, suas pétalas são sempre três ou um
número múltiplo de três, o que é válido também para os outros elementos da flor (sépalas,
estames e carpelos). Já as flores das dicotiledôneas apresentam quatro, cinco ou múltiplos de
quatro ou cinco elementos florais. São as chamadas flores tetrâmeras e pentâmeras.
- A raiz das monocotiledôneas é fasciculada (não há uma raiz principal ), enquanto na raiz das
dicoiledôneas há um eixo principal do qual partem ramificações secundárias (raiz axial ou
pivotante).
- Nas monocotiledôneas, os feixes de vasos que levam a seiva estão espalhados pelo caule;
nas dicotiledôneas , os feixes estão dispostos em círculos na periferia do caule.
- Entre as monocotiledôneas, podemos citar; trigo, centeio, arroz, milho, cana-de-açucar,
capins, alho, cebola, coqueiro e orquídeas. Como exemplo de dicotiledôneas, temos: feijão,
ervilha, soja, amendoim, lentilha, tomate, pimentão, algodão, couve, agrião, repolho, rosa,
morango, maçã, pêra, café, cenoura, mandioca, girassol e margarida.

TECIDOS E SISTEMAS DE VEGETAIS SUPERIORES - FISIOLOGIA

Histologia Vegetal

Epiderme células parenquimatosas em geral, incluindo células-guarda e


tricomas; células esclerenquimatosas
Periderme células parenquimatosas em geral; células esclerenquimatosas
Xilema traqueídes; membros dos vasos; células esclerenquimatosas; células
parenquimatosas
Floema células crivadas ou membros do tubo crivado; células albuminosas ou
células companheiras; células parenquimatosas; células
esclerenquimatosas
Parênquima células parenquimatosas
Colênquima células colenquimatosas
Esclerênqui fibras ou esclerócitos (ambos os tipos podem ser denominados de
ma célula esclerenquimatosa)
Meristemas (merizo = dividir) são tecidos embrionários de organização muito primitiva.
Formam os vegetais. Produzem, por diferenciação, todos os outros tipos de tecidos e fazem
crescer e desenvolver as plantas. Sua característica principal é a freqüência e rapidez das
divisões celulares (mitoses). Tem células pequenas e poligonais, tendendo para a forma
cúbica. Muitos meristemas têm sua origem no embrião e continuam funcionando nas plantas
adultas (primários). Outros se formam nas plantas adultas por transformação secundária de
tecidos diferenciados em tecidos embrionários e denominam-se meristemas secundários. O
crescimento em comprimento dos vegetais é relacionado com o meristema primário e o
crescimento em espessura com os meristemas secundários ou câmbios. Estes podem ser o
câmbio vascular e o felogênio. A rigor, devem ser considerados secundários os meristemas
encontrados nas pontas de ramificações dos galhos e das raízes e nos botões foliares de
vegetais adultos, apesar de apresentarem a estrutura dos primários. Os caules e as raízes das
espermatófitas crescem pelas pontas, formadas por um cone de várias camadas de células
embrionárias. Nas pontas do cone há células iniciais, em camadas sobrepostas. Às vezes se
destacam três camadas: a exterior, denominada dermatógena porque produz a epiderme e por
dentro, o periblema e o pleroma. O periblema fornece as camadas da casca viva e o pleroma o
corpo central dos caules. O cilindro cambial ou câmbio encontra-se no interior dos caules e das
raízes das gimnospermas e das dicotiledôneas. Define o crescimento em espessura de caules e
raízes. Fornece, anualmente aos caules uma camada de líber para fora e outra de lenho para
dentro. O felogênio (phellós = cortiça, gígnomai = produzir) encontra-se nas camadas
interiores da casca. Forma placas meristemáticas que renovam e aumentam a armadura de
cortiça da planta.

Parênquimas (parenchéo = preencher). Pode ser de três tipos: conjuntivo, clorofílico e o de


reserva. O conjuntivo é o menos diferenciado. O clorofílico ou clorofilado é um tecido de
assimilação. Difere do anterior pela presença de cloroplastos. O parênquima de reserva se
caracteriza pelas substâncias de reserva armazenadas nas suas células (amido ou grãos de
aleurona). Além destes, outros tecidos derivados diretamente destes ou que com eles mantêm
características coincidentes, são também considerados parênquimas. São eles: paliçádico,
lacunoso ou esponjoso, medular, aerênquima, lenhoso e escleroso. Os parênquimas clorofílico,
o paliçádico e o lacunoso são os parênquimas de assimilação do vegetal. O parênquima
medular é formado por células mortas que constituem a medula dos caules vegetais. O
aerênquima tem muito espaços intercelulares e é especializado em garantir a ventilação
interna da planta. O parênquima lenhoso é resultado da lignificação das membranas celulares
das células do parênquima. Suas células morrem devido à impermeabilização dada pela
lignina. Dá maior resistência mecânica aos órgãos dos vegetais e participa na condução da
seiva bruta. Forma a madeira. O parênquima escleroso é o mais duro de todos os tecidos
vegetais. Suas células são mortas, ricas em lignina.

Colênquimas (kolla = cola) são tecidos de resistência semelhante aos parênquimas. São
encontrados em caules novos e pecíolos de folhas. Dão reforço elástico para os vegetais.
Podem estar relacionados com iluminação interna por serem refletores.

Esclerênquimas (escleros = duro) são os tecidos de resistência propriamente ditos. As fibras


esclerenquimáticas são aproveitadas como fibras têxteis.

Líber = floema = leptoma

Xilema = lenho = hadroma


Tipo celular Características Localização Função
Parênquima forma: poliédrica; em qualquer região processos
variável. Parede da planta, como o metabólicos como
celular: primária ou tecido respiração, digestão
primária e parenquimatoso do e fotossíntese;
secundária; pode ser córtex, a medula e os armazenamento e
lignificada, raios medulares, ou condução;
suberificada ou no xilema e floema cicatrização de lesões
cutinizada. Vivo na e regeneração
maturidade
Colênquima forma: alongada. na periferia (abaixo sustentação no corpo
Parede celular: da epiderme) em primário da planta
apenas primária - caules jovens em
nunca lignificada. fase de alongamento;
Vivo na maturidade em nervuras de
algumas folhas
Fibras forma: muito longa. no córtex de caules, sustentação
Parede celular: mas freqüentemente
primária e secundária associadas ao xilema
espessa e lignificada. e floema; nas folhas
Podem ser mortas na de monocotiledôneas
maturidade
Esclerócitos forma: variável; mais em qualquer região mecânica, de
curtos que as fibras. da planta proteção
Parede celular:
primária e secundária
espessas,
lignificadas. Vivo ou
morto na maturidade
Traqueídes forma: alongada e xilema principal elemento
afilada. Parede condutor de água nas
celular: primária e gimnospermas e
secundária plantas vasculares
lignificadas. Tem inferiores.
pontuações mas Encontrado também
nenhuma perfuração. em angiospermas
Morto na maturidade
Membro dos forma: alongada, mas xilema principal elemento
vasos não tão comprida condutor de água nas
quanto as traqueídes. angiospermas
Parede celular:
primária e secundária
lignificadas. Tem
pontuações além de
perfurações. Vários
membros dos vasos,
ponta com ponta,
constituem um vaso.
Morto na maturidade
Célula crivada forma: alongada e floema principal elemento
afilada. Parede condutor de
celular: primária na alimentos nas
maioria, com áreas gimnospermas e
crivadas (áreas da plantas vasculares
parede com poros inferiores
através dos quais o
protoplasma de
células adjacentes
está ligado). Calose
associada às paredes
e poros. Viva na
maturidade, carece
de núcleo ou contém
apenas
remanescentes. Não
há distinção entre o
conteúdo do vacúolo
e do citoplasma
Célula forma: alongada. floema acredita-se que
albuminosa Parede celular: desempenha um
primária. Viva na papel no movimento
maturidade. do alimento para
Associada com célula dentro e para fora da
crivada, mas não se célula crivada
origina da mesma
célula-mãe que a
célula crivada. Possui
muitas conexões com
a célula crivada
Membro tubo forma: alongada. floema principal elemento
crivado Parede celular: condutor de alimento
primária, com áreas nas angiospermas
crivadas sobre a
parede terminal com
poros muito maiores
que os das paredes
laterais (“placa
crivada”). Calose
associada com
parede e poros. Vivo
na maturidade.
Carece de núcleo na
maturidade ou
contém apenas seus
remanescentes.
Vários membros em
série vertical
constituem um tubo
crivado
Célula forma: variável, floema acredita-se que
companheira geralmente desempenha um
alongada. Parede papel no movimento
celular: primária. do alimento para
Viva na maturidade. dentro e para fora do
Associada ao tubo membro do tubo
crivado. Derivada da crivado
mesma célula-mãe
que o membro do
tubo crivado. Tem
muitas conexões com
o membro do tubo
crivado

SISTEMAS HUMANOS

EVOLUÇÃO
Até a década de 50, as preocupações quanto à origem da
vida eram consideradas assunto especulativo, incapaz de
levar a conclusões mais decisivas. Era comum que
posições religiosas e dogmáticas impedissem uma
abordagem científica do tema. Hoje, não só muitas
perguntas relativas à origem dos seres vivos foram
respondidas como incontáveis experimentos de
laboratório reproduziram condições supostamente
vigentes na época. Obteve-se assim um conjunto de
informações que permitiu formular teorias coerentes e
plausíveis.

Os "tijolos" básicos
A Terra formou-se há cerca de quatro a cinco bilhões de
anos. Há fósseis de criaturas microscópicas de um tipo
de bactéria que prova que a vida surgiu há cerca de três
bilhões de anos. Em algum momento, entre estas duas
datas - a evidência molecular indica que foi há cerca de
quatro bilhões de anos - deve ter ocorrido o incrível
acontecimento da origem da vida.

Entretanto, antes de surgir qualquer forma de vida sobre


a Terra não havia o oxigênio atmosférico (que é
produzido pelas plantas), mas sim vapor d'água. É
provável que no princípio a atmosfera da Terra
contivesse apenas vapor d'água (H2O), metano (CH4),
gás carbônico (CO2), hidrogênio (H2) e outros gases,
hoje abundantes em outros planetas do sistema solar.

Nesse ambiente, surgiram espontaneamente os "tijolos"


químicos que formam as grandes moléculas da vida. Quando a vida se formou, há 3,5 bilhões de anos,
Esses "tijolos" são: os aminoácidos, que formam as o ácido desoxirribonucleico, o DNA (acima, um
proteínas; os ácidos graxos, que compõem as gorduras; e modelo molecular), funcionou como elemento
os açúcares, que constituem os carboidratos. seletivo na manutenção da individualidade dos
Carboidratos e gorduras são compostos de carbono, seres vivos.
hidrogênio e oxigênio. Das proteínas faz parte também o
nitrogênio.
Algumas provas da existência, na atmosfera primitiva, de água, hidrogênio, metano e amoníaco são
fornecidas pela análise espectroscópica das estrelas; outras, pela observação de meteoritos
provenientes do espaço interestelar. A análise das estrelas revela também a existência, em vários
pontos do Universo, de pequenas moléculas orgânicas que estariam numa etapa primitiva de
formação da vida.

Os químicos reconstruíram em laboratórios, a nível experimental, estas condições primitivas,


misturando os gases adequados e água num recipiente de vidro e adicionando energia, através de
uma descarga elétrica. Desta forma, sintetizaram substâncias orgânicas de forma espontânea. É claro
que o fato de as moléculas orgânicas aparecerem nesse caldo primitivo não seria suficiente. O passo
mais importante foi o aparecimento de moléculas que se autoduplicavam, produzindo cópias de si
mesmas.

Outro passo importante foi o aparecimento de estruturas anteriores às membranas, que


proporcionaram espaços circunscritos onde aconteciam as reações químicas. Pode ter sido pouco
depois deste estágio que criaturas simples, como as bactérias, deram lugar aos primeiros fósseis, há
mais de três bilhões de anos.

Numa experiência pioneira, no início dos anos 50, o


cientista americano Stanley Miller recriou a provável
atmosfera primitiva. Misturou num recipiente
hermeticamente fechado hidrogênio (H2), vapor d'água
(H2O), amônia (NH3) e metano (CH4).

Fez passar através dessa mistura fortes descargas


elétricas para simular os raios das tempestades ocorridas
continuamente na época e obteve então aminoácidos -
"tijolos" básicos das proteínas. Outras experiências
testaram os efeitos do calor, dos raios ultravioleta e das
radiações ionizantes sobre misturas semelhantes à de
Miller - todas simulando a atmosfera primitiva.

O canibalismo inicial
No início, grande número de lagoas e oceanos foi se
convertendo numa "sopa" de "tijolos da vida". Como não
existiam ainda os seres vivos para comê-los, nem
oxigênio livre para decompô-los, sua concentração só
aumentava. A energia necessária à combinação entre
essas pequenas moléculas (que leva à síntese de grandes
moléculas como proteínas, gorduras e carboidratos) era
proveniente sobretudo do calor do Sol, mas também da
eletricidade.

O problema da síntese das grandes moléculas subdivide-


se em dois, interdependentes: o primeiro trata apenas do O problema de como se formaram os tijolos da
aparecimento das moléclas que se conhecem atualmente; vida não se resolve pelo simples aparecimento de
o segundo refere-se ao modo pelo qual se deu a hidrogênio e de compostos de carbono e
passagem do estado de uma simples "sopa" de moléculas nitrogênio. Era preciso que eles se tivessem
combinado de uma certa maneira.
orgânicas para o aparecimetno de formas celulares
organizadas.

Para o primeiro problema, a resposta é aparentemente paradoxal. Imaginemos uma pequena proteína
formada por cinqüenta aminoácidos, de vinte variedades. Desmontando-se essa proteína e
reagrupando-se seus aminoácidos, de todas as formas possíveis, isso resulta num número altíssimo:
a unidade seguida de 48 zeros. Portanto, se nos mares primitivos eram possíveis todas as
combinações (e eram, sem dúvida), por que razão vingaram as que produziram a vida? O paradoxo
está em que vingaram exatamente porque produziram vida.

Apareceram macromoléculas de diversos tipos, mas as que conseguiram organizar-se em pequenas


unidades autoreprodutoras (como o DNA) usaram as outras como alimento. Isso permite saber que
tipo de seres povoou primeiramente o Universo. Foram os heterótrofos, seres vivos, como animais e
fungos, que comem outros seres vivos. Só depois surgiram os seres autótrofos, aqueles que, como as
plantas, sintetizam seu próprio alimento.
Os primeiros seres vivos, unicelulares e muito simples, começaram a obter sua energia da ruptura
das moléculas da "sopa" à sua volta; esgotada esta, passaram a tirar energia de outros seres vivos.
Mas nesse ponto já deviam encontrar-se num estágio de complexidade que permitia o aproveitmanto
das reações fotoquímicas: se não tivessem existido, nesta fase, seres capazes de explorar a luz solar,
o período inicial de canibalismo teria acabado com a vida incipiente.

Assim, a resposta para o primeiro problema - por que vingaram apenas certos tipos de
macromoléculas - depende da resolução do segundo: como apareceram indivíduos que eliminaram
aqueles incapazes de formar seus próprios sistemas de auto-reprodução.

Gotículas de coacervado obtidas artificialmente e fotografadas ao microscópio sugerem como devem


ter se organizado as substâncias orgâmicas nos mares primitivos para o aparecimento das primeiras
formas de vida.

A individualização
Primeiro, é preciso entender como surgiram as primeiras macromoléculas não dissolvidas no
ambiente, mas agrupadas numa unidade constante e auto-reprodutora. O cientista soviético
Alexander Oparin foi o primeiro a dar uma resposta aceitável: com raríssimas exceções as moléculas
da vida são insolúveis na água e, nela colocadas, ou se depositam ou formam uma suspensão
coloidal, o que é um fenômeno de natureza elétrica. Há dois tipos de colóides: os que não têm
afinidade elétrica com a água e os que têm afinidade. Devido a essa afinidade, os colóides hidrófilos
permitem que se forme á volta de suas moléculas uma película de água difícil de romper.

Existe ainda um tipo especial de colóide orgânicos. São os coacervados: possuem grande número de
moléculas, rigidamente licalizadas e isoladas do meio ambiente por uma película superficial de água.
Desse modo, os coacervados adquirem sua "individualidade".

Tudo era favorável para que na "sopa" oceânica primitiva existissem muitos coacervados. Sobre eles
atuou a seleção natural: somente as gotas capazes de englobar outras, ou de devorá-las, puderam
sobreviver. Imagine um desses coacervados absorvendo substâncias do meio exterior ou aglutinando
outras gotas. Ele aumenta e ao mesmo tempo que engloba substâncias elimina outras. Esse modelo
de coacervado, que cresce por aposição, não bastaria, porém, para que a vida surgisse.

Era preciso que entre os coacervados aparecesse algum capaz de se auto-reproduzir, preservando
todos os seus componentes. A esta etapa do processo evolutivo, a competição deve ter sido decisiva.
As gotas que conseguiram auto-reproduzir-se ganharam a partida. Elas tinham uma memória que
lhes permitia manter sua individualidade. Era o ácido desoxirribonucleico (DNA). As que não eram
governadas pelo DNA reproduziram-se caoticamente.

Enfim, pode-se caracterizar os primeiros seres vivos Quem foi ...


como:
Francisco Redi?
· simples Cientista que demonstrou que os vermes
da carne em putrefação eram originados de
· unicelulares ovos deixados por moscas e não da
transformação da carne.
· abiogenéticos
Lázaro Spallanzani?
· heterótrofos Cientista que demonstrou que o
aquecimento de frascos até a fervura
· fermentadores (esterilização), se mantidos
hermeticamente fechados, evitava o
· anaeróbicos. aparecimento de micróbios.

"Dicionário" Louis Pasteur?


Cientista que demonstrou que germes
Abiogênese: teoria de origem da vida baseada na geração microscópicos estão no ar e com
espontânea, sendo que um ser não vivo trsnformaria-se em um ser experências com frascos tipo "pescoço de
vivo através de um princípio ativo. Foi defendida por grandes cisne demonstrou que uma solução
cientistas como Aristóteles, Van Helmont, Newton, Harwey,
nutritiva, previamente esterilizada,
Descartes e John Needham.
Autótrofo: ser capaz de sintetizar seu próprio alimento, através nmantém-se estéril indefinidamente,
da fotossíntese. memso na presença do ar (pausterização).
Biogênese: teoria de baseada na origem de um ser vivo apenas
oriundo de outro ser vivo. Defendida por Francisco Redi, Lázaro Alexander Oparin?
Spallanzani e Louis Pasteur. Cientista que desenvolveu a teoria de que
Coacervado: é um aglomerado de moléculas proteicas a vida teria surgido de forma lenta e
circundadas por uma camada de água; foram, possivelmente, as ocasional nos oceanos primitivos. Os
formas mais próximas dos primeiros seres vivos.
gases existentes na atmosfera primitiva
Cosmozoários: são os primeiros seres do planeta, vindos de eram provenientes da ação vulcânica e
outros planetas do Sistema Solar.
Criacionismo: teoria religiosa sobre a origem da vida, baseada entre eles não havia oxigênio.
na criação divina dos seres, Adão e Eva.
Fermentador: ser que realiza fermentação para obtenção de Stanley Miller?
energia. Cientista que comprovou a teoria de
Heterótrofo: ser incapaz de sintetizar seu próprio alimento. Oparin em laboratório, demonstrando a
Panspermia cósmica: teoria de Arrhenius sobre a origem da possibilidade da formação de moléculas
vida, baseada no surgimento da vida em outro planeta, sendo que orgânicas na atmosfera primitiva e sem a
os cosmozoários teriam alcançado a Terra através de meteoritos. participação direta de um ser vivo.
Unicelular: ser constituído de uma única célula

. O que é a evolução?

Evolução é o processo através no qual ocorrem as mudanças ou transformações nos seres vivos ao
longo do tempo, dando origem a espécies novas.

2. Evidências da evolução

A evolução tem suas bases fortemente corroboradas pelo estudo comparativo dos organismos, sejam
fósseis ou atuais. Os tópicos mais importantes desse estudo serão apresentados de forma resumida.

2.1 Homologia e analogia

Por homologia entende-se semelhança entre estruturas de diferentes organismos, devida unicamente
a uma mesma origem embriológica. As estruturas homólogicas podem exercer ou não a mesma
função.
O braço do homem, a pata do cavalo, a asa do morcego e a nadadeira da baleia são estruturas
homólogicas entre si, pois todas têm a mesma origem embriológica. Nesses casos, não há
similaridade funcional.
Ao analisar, entretanto, a asa do morcego e a asa da ave, verifica-se que ambas têm a mesma origem
embriológica e estão, ainda associadas á mesma função.
A homologia entre estruturas de 2 organismos diferentes sugere que eles se originaram de um grupo
ancestral comum, embora não indique um grau de proximidade comum, partem várias linhas
evolutivas que originaram várias espécies diferentes, fala-se em irradiação adaptativa.

Homologia: mesma origem embriológica de estruturas de diferentes organismos, sendo que essas
estruturas podem ter ou não a mesma função. As estruturas homólogas sugerem ancestralidade
comum.

A analogia refere-se à semelhança morfológica entre estruturas, em função de adaptação à execução


da mesma função.
As asas dos insetos e das aves são estruturas diferentes quanto à origem embriológica, mas ambas
estão adaptadas à execução de uma mesma função: o vôo. São , portanto, estruturas análogas.
As estruturas análogas não refletem por si sós qualquer grau de parentesco. Elas
fornecem indícios da adaptação de estruturas de diferentes organismos a uma
mesma variável ecológica. Quando organismos não intimamente aparentados
apresentam estruturas semelhantes exercendo a mesma função, dizemos que eles
sofreram evolução convergente.
Ao contrário da irradiação adaptativa ( caracterizada pela diferenciação de organismos a partir de
um ancestral comum. dando origem a vários grupos diferentes adaptados a explorar ambientes
diferentes.) a evolução convergente ou convergência evolutiva é caracterizada pela adaptação de
diferentes organismos a uma condição ecológica igual. assim, as formas do corpo do golfinho, dos
peixes, especialmente tubarões, e de um réptil fóssil chamado ictiossauro são bastante semelhantes,
adaptadas à natação. Neste caso, a semelhança não é sinal de parentesco, mas resultado da adaptação
desses organismos ao ambiente aquático.

Analogia: semelhança entre estruturas de diferentes organismos, devida unicamente


à adaptação a uma mesma função. São consideradas resultado da evolução
convergente.
2.2 Órgãos vestigiais

Órgãos vestigiais são aqueles que, em alguns organismos, encontram-se com tamanho reduzido e
geralmente sem função, mas em outros organismos são maiores e exercem função definitiva. A
importância evolutiva desses órgãos vestiginais é a indicação de uma ancestralidade comum.
Um exemplo bem conhecido de órgão vestigial no homem é o apêndice vermiforme , estrutura
pequena e sem função que parte do ceco ( estrutura localizada no ponto onde o intestino delgado
liga-se ao grosso).
Nos mamíferos roedores, o ceco é uma estrutura bem desenvolvida, na qual o alimento parcialmente
digerido á armazenado e a celulose, abundante nos vegetais ingeridos, é degradada pela ação de
bactérias especializadas. Em alguns desses animais o ceco é uma bolsa contínua e em outros, como o
coelho, apresenta extremidade final mais estreita, denominada apêndice. que corresponde ao
apêndice vermiforme humano.

Órgãos vestigiais : órgãos reduzidos em tamanho e geralmente sem função, que


correspondem a órgãos maiores e funcionais em outros organismos. Indicam
ancestralidade comum.

2.3 Embriologia comparada.

O estudo comparado da embriologia de diversos vertebrados mostra a grande semelhança de padrão


de desenvolvimento inicial. À medida que o embrião se desenvolve, surgem características
individualizantes e as semelhanças diminuem. Essa semelhança também foi verificada no
desenvolvimento embrionário de todos animais metazoários. Nesse caso, entretanto, quando mais
diferentes são os organismos, menor é o período embrionário comum entre eles.

2.4 Estudo dos fósseis


É considerado fóssil qualquer indício da presença de organismos que viveram em
tempos remotos da Terra. As partes duras do corpo dos organismos são aquelas
mais freqüentemente conservadas nos processos de fossilização, mas existem
casos em que a parte mole do corpo também é preservada. Dentre estes podemos
citar os fosseis congelados, como, por exemplo, o mamute encontrado na Sibéria
do norte e os fosseis de insetos encontrados em âmbar. Neste último caso, os
insetos que penetravam na resina pegajosa, eliminada pelos pinheiros, morriam, A
resina endurecia, transformando-se em âmbar. , e o inseto aí contido era
preservado nos detalhes de sua estrutura.
Também são consideradas fósseis impressões deixadas por organismos que
viveram em eras passadas , como , por exemplo, pegadas de animais extintos e
impressões de folhas, de penas de aves extintas e da superfície da pele dos
dinossauros.

A importância do estudo dos fósseis para a evolução está na possibilidade de


conhecermos organismos que viveram na Terra em tempos remotos, sob
condições ambientais distintas das encontradas atualmente, e que podem
fornecer indícios de parentesco com as espécies atuais. Por isso, os fósseis são
considerados importantes testemunhos da evolução.

3. As Teorias evolutivas

Várias teorias evolutivas surgiram, destacando-se , entre elas, as teorias de Lamarck e de Darwin.
Atualmente, foi formulada a Teoria sintética da evolução, também denominada Neodarwinismo, que
incorpora os conceitos modernos da genética ás idéias essenciais de Darwin sobre seleção natural.

3.1 A teoria de Lamarck

Jean-Baptiste Lamarck ( 1744-1829 ), naturalista francês, foi o primeiro cientista a propor uma
teoria sistemática da evolução. Sua teoria foi publicada em 1809, em um livro denominado Filosofia
zoológica.
Segundo Lamarck, o principio evolutivo estaria baseado em duas Leis fundamentais:

Lei do uso ou desuso: o uso de determinadas partes do corpo do organismo faz com que estas se
desenvolvam, e o desuso faz com que se atrofiem.

Lei da transmissão dos caracteres adquiridos : alterações provocadas em determinadas características


do organismo, pelo uso e desuso, são transmitidas aos descendentes.

Lamarck utilizou vários exemplos para explicar sua teoria. Segundo ele, as aves aquáticas tornaram-
se pernaltas devido ao esforço que faziam no sentido de esticar as pernas para evitarem molhar as
penas durante a locomoção na água. A cada geração, esse esforço produzia aves com pernas mais
altas, que transmitiam essa característica à geração seguinte. Após várias gerações, teriam sido
originadas as atuais aves pernaltas.
A teoria de Lamarck não é aceita atualmente, pois suas idéias apresentam um erro básico: as
características adquiridas não são hereditárias.
Verificou-se que as alterações em células somáticas dos indivíduos não alteram as informações
genéticas contida nas células germinativas, não sendo, dessa forma, hereditárias.
3.2 A teoria de Darwin

Charles Darwin ( 1809-1882 ), naturalista inglês, desenvolveu uma teoria evolutiva que é a base da
moderna teoria sintética: a teoria da seleção natural. Segundo Darwin, os organismos mais bem
adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência do que os menos adaptados, deixando um
número maior de descendentes. Os organismos mais bem adaptados são, portanto, selecionados para
aquele ambiente.
Os princípios básicos das idéias de Darwin podem ser resumidos no seguinte modo:

· Os indivíduos de uma mesma espécie apresentam variações em todos os caracteres, não sendo,
portanto, indenticos entre si.

· Todo organismo tem grande capacidade de reprodução, produzindo muitos descendentes.


Entretanto, apenas alguns dos descendentes chegam à idade adulta.

· O número de indivíduos de uma espécie é mantido mais ou menos constante ao longo das gerações.

· Assim, há grande "luta" pela vida entre os descendentes, pois apesar de nascerem muitos
indivíduos poucos atingem a maturalidade, o que mantém constante o número de indivíduos na
espécie.

· Na "luta" pela vida, organismos com variações favoráveis ás condições do ambiente onde vivem
têm maiores chances de sobreviver, quando comparados aos organismos com variações menos
favoráveis.

· Os organismos com essas variações vantajosas têm maiores chances de deixar descendentes. Como
há transmissão de caracteres de pais para filhos, estes apresentam essas variações vantajosas.

· Assim , ao longo das gerações, a atuação da seleção natural sobre os indivíduos mantém ou
melhora o grau de adaptação destes ao meio.

A abordagem de Darwin sobre a evolução era bastante distinta daquela


de Lamarck, como pode ser visto no esquema a seguir:

3.3 A teoria sintética da evolução

A Teoria sintética da evolução ou Neodarwinismo foi formulada por vários pesquisadores durante
anos de estudos, tomando como essência as noções de Darwin sobre a seleção natural e
incorporando noções atuais de genética. A mais importante contribuição individual da Genética,
extraída dos trabalhos de Mendel, substituiu o conceito antigo de herança através da mistura de
sangue pelo conceito de herança através de partículas: os genes.
A teoria sintética considera, conforme Darwin já havia feito, a população como unidade evolutiva. A
população pode ser definida como grupamento de indivíduos de uma mesma espécie que ocorrem
em uma mesma área geográfica, em um mesmo intervalo de tempo.
Para melhor compreender esta definição , é importante conhecer o conceito biológico de espécie:
agrupamento de populações naturais, real ou potencialmente intercruzantes e reprodutivamente
isolados de outros grupos de organismos.
Quando, nesta definição, se diz potencialmente intercruzantes, significa que uma espécie pode ter
populações que não cruzem naturalmente por estarem geograficamente separadas. Entretanto,
colocadas artificialmente em contato, haverá cruzamento entre os indivíduos, com descendentes
férteis. Por isso, são potencialmente intercruzantes.
A definição biológica de espécie só é valida para organismos com reprodução sexuada, já que, no
caso dos organismos com reprodução sexuada, já que, no caso dos organismos com reprodução
assexuada, as semelhanças entre características morfológicas é que definem os agrupamentos em
espécies.
Observando as diferentes populações de indivíduos com reprodução sexuada, pode-se notar que não
existe um indivíduo igual ao outro. Execeções a essa regra poderiam ser os gêmeos univitelínicos,
mas mesmo eles não são absolutamente idênticos, apesar de o patrimônio genético inicial ser o
mesmo. Isso porque podem ocorrer alterações somáticas devidas á ação do meio.
A enorme diversidade de fenótipos em uma população é indicadora da variabilidade genética dessa
população, podendo-se notar que esta é geralmente muito ampla.
A compeensão da variabilidade genética e fenotípica dos indivíduos de uma população é
fundamental para o estudo dos fenômenos evolutivos, uma vez que a evolução é, na realidade, a
transformação estatística de populações ao longo do tempo, ou ainda, alterações na freqüência dos
genes dessa população. Os fatores que determinam alterações na freqüência dos genes são
denominados fatores evolutivos. Cada população apresenta um conjunto gênico, que sujeito a fatores
evolutivos , pode ser alterado. O conjunto gênico de uma população é o conjunto de todos os genes
presentes nessa população. Assim , quanto maior é a variabilidade genética.
Os fatores evolutivos que atuam sobre o conjunto gênico da população podem ser reunidos duas
categorias

Fatores que tendem a aumentar a variabilidade genética da população: mutação gênica, mutação
cromossônica , recombinação;

Fatores que atuam sobre a variabilidade genética jás estabelecida : seleção natural, migração e
oscilação genética.

A integração desses fatores associada ao isolamento geográfico pode levar, ao longo do tempo, ao
desenvolvimento de mecanismos de isolamento reprodutivo, quando, então, surgem novas espécies.
Nos capítulos seguintes , esses tópicos serão abordados com maiores detalhes.
SURGIMENTO DAS ESPÉCIES

Nos capítulos anteriores, foram estudados os fatores evolutivos que promovem a variabilidade
genética e os que atuam sobre a variabilidade já estabelecida .Foi visto. Também que se pode
considerar natural atuando sobre a variabilidade genética. Assim populações de uma mesma espécie
podem desenvolver características novas em função de alterações na relação organismo – ambiente .
Neste capítulo , discutiremos como a interação de todos esses fatores pode originar espécies novas.

2. A origem das espécies.

Mecanismos de especiação são aqueles que determinam a formação de espécies novas. O


mecanismo de especiação mais conhecido é o da especiação geográfica.
Este mecanismo pode de ser simplificadamente explicado, tomando-se como exemplo uma
população com conjunto gênico grande, que vive em determinada área geográfica em um dado
momento .
Suponhamos que o ambiente onde essa população ocorre sofra alterações bruscas, tais como
modificações climáticas ou eventos geológicos (terremotos , formações de montanhas etc.). Essas
alterações podem determinar o surgimento de faixas de território em que a existência dos indivíduos
da população torna-se impossível. Quando essas faixas desfavoráveis separam áreas que ainda
reúnem condições favoráveis à sobrevivência dos indivíduos que formavam a população inicial elas
são denominadas barreiras ecológicas ou barreiras geográficas .
As barreiras ecológicas impedem a troca de genes entre os indivíduos das populações por elas
separadas, fazendo com que variabilidades genéticas novas surgidas em uma população , não sejam
transmitidas para outra. Além disso , as condições do ambiente , nas áreas separadas pela barreira,
dificilmente são exatamente as mesmas , o que determina diferente pressões seletivas. Então as
populações assim separadas vão acumulando ao longo do tempo, podendo chegar a desenvolver
mecanismos de isolamento reprodutivo. Quando isto ocorre , considera-se que essas populações
pertencem a espécies distintas.
As espécies são portanto, como já vimos, populações de indivíduos potencialmente intercruzantes e
reprodutivamente isolados de outras populações.

HISTOLOGIA ANIMAL

TECIDO EPITELIAL
Tecido que compõe-se quase exclusivamente de células, apresenta pouca substancia intersticial a
cimentar as células (do grego, epithelein construir sobre um supor).
Do ponto de vista fisiológico, o tecido epitelial tem por função atapetar superfícies. Na função
especifica, existem três tipos de tecido, mas para nós só interessa dois:

* Tecido epitelial de revestimento;


* Tecido epitelial glandular.

TECIDO EPITELIAL DE REVESTIMENTO OU

EPITÉLIO DE REVESTIMENTO

A superfície externa do corpo e as cavidades corporais internas dos animais são revestidas por este
tecido sendo constituídas as glândulas .Sua principais característica e ser formado por células
justapostas, isto e, bem encaixado entre si de modo a não deixar espaços entre elas, a fim de evitar
penetração de microrganismos, e expresso (com muitas camadas de células, e, a fim de evitar a
perda excessiva de água, e impermeabilizado por queratina. Nos epitélios nunca se encontram vasos
sangüíneos.
Quanto ao numero de camadas celulares os tecido epitelial de revestimento são classificados em:
simples ou uniestratificados (formados por uma única camada de células. Os tecidos de
revestimento externo protegem o organismo contra desidratação, atrito e invasão bacteriana já o
tecido de revestimento externo, podem ser classificados: Estratificado, composto ou
multiestratificada (formado por várias camadas de células ); e pseudo-estratificado (uma só camada
de células com alturas diferentes).Os epitélios de revestimento podem ter diversas origens
embrionárias, dependendo de sua localização, e o epitélio que reveste internamente o intestino tem
origem endodérmica, e o que reveste o coração tem origem mesodérmica.O tecido epitelial de
revestimento forma em primeiro lugar a pele, também forma as mucosas(membranas que foram as
órgãos ocos, e sua superfície e muito úmida devida a secreção de mucinogenos, que, ao hidratar-se
transforma-se em muco que produz e forma uma camada protetora, e encontrada no tubo digestivo,
urinário genital, fossas nasais, boca, etc.
Os epitélios ainda podem ser classificados quanto a forma de suas células as quais variam alguns
casos as células são cúbicas(epitélios cúbicos ocorrendo no ovário); outros achatados com os de um
pavimento (epitélio pavimentoso, ocorre, Endotélio (revestimento dos vasos sangüíneos); Mesotélio
reveste as serosas: pleura (pulmão), pericárdio (coração), peritônio (estômago), etc; outros ainda são
prismáticas (epitélis prismáticos ).

TECIDO EPITELIAL GLANDULAR OU SECRETOR

É o segundo tipo de tecido, sua além de ser revestidora forma glândulas, produzem e eliminam
substâncias necessárias nas superfícies do tecido. Estas glândulas podem ser exócrinas(eixos, fora),
que tem origem através de um canal ou ducto e lança o produto de secreção na superfície ou seja
eliminam suas secreções para fora do corpo ou para a cavidade dos órgãos, tais como: as
sudoríparas, as lacrimais;
outras conduzem a secreção para um órgão oco com as salivares e o pâncreas.
No aspecto morfológico, as glândulas exócrinas podem ser tubulosas sendo as glândulas do
aparelho digestivo;
As acinosas sendo as glândulas salivares, e as túbulo-acinosa sendo as glândulas parótidas; E as
alveolares sendo as glândulas mamárias.
As glândulas também podem ser endócrinas(endo, dentro), não há formação de canal ou de ducto e
a glândula não pode lançar produtos de secreção na superfície do epitélio de origem mas elimina a
secreção diretamente nos vasos sangüíneos. Estas glândulas são geneticamente denominadas
hormônios, pôr exemplo: são a tireóide , que produz e libera no sangue o hormônio tiroxina, e a
hipófise, que libera, entre outros, o hormônio de crescimento (somatotrofina).No aspecto
morfológico as glândulas endócrinas podem ser cordonais ou vesiculares.
As glândulas se formam ainda no estágio embrionário, a partir de superfícies epiteliais. Glândulas
exócrinas e endócrinas formam-se de maneira parecida: células da superfície epitelial multiplicam-
se e aprofundam-se nos tecidos mais internos, formando um cor dão celular.
Existem ainda glândulas que possuem ao mesmo tempo uma parte exócrina, tais como mistas ou
mesócrinas ou anfícrinas, possuem funções exócrinas e endócrinas ao mesmo tempo , como é o
caso do pâncreas. As unidades glandulares chamadas ácinos pancreáticos que liberam no intestino o
suco pancreático (função exócrina), enquanto outras unidades secretoras, as ilhotas de Langerhans,
secretam os hormônios insulina e glucagon na corrente sangüínea (função endócrina).
TECIDO CONJUNTIVO

Esse tecido forma o arcabouço que sustenta as partes moles do corpo, apoiando e ligando os outros
tipos de tecido. Caracterizam-se pela grande quantidade de material intracelular e pelo
distanciamento das suas células e fibras.
Outros tecidos de sustentação possuem a função importante na difusão e fluxo de metabolismo.
Por fim., os tecidos de sustentação participam ativamente nas funções de defesa do organismo.
Todos esses tecidos de sustentação têm a mesma origem embrionária: origem mesodérmica.
Os tecidos de sustentação dividem-se em vários grupos dentre eles os principais são: Tecido
conjuntivo, adiposo, cartilaginoso e ósseo.
Têm como principal função o preenchimento de espaços e ligação de outros tecidos e órgãos.
material intracelular é abundante e as células se mantêm bem afastadas umas da outras .material
intracelular compreende uma matriz onde se encontram fibras colágenas, reticulares e elásticas.
A matriz é uma massa amorfa, de aspecto gelatinoso e transparente. É constituída principalmente
por água e glicoproteínas. São encontradas abaixo do epitélio e tem a função de sustentar e nutrir
tecidos não vascularizados. Pode ser denso ou frouxo.
As fibras colágenas são grossas, flexíveis e resistentes; são formadas por uma proteína denominada
colágeno.
As fibras elásticas, são mais finas que as colágenas, têm grande elasticidade e são formadas por uma
proteína denominada elastina.

As células conjuntivas são de diversos tipos. As principais são:


Fibroblastos: com função de produzir material intracelular;
Macrófagos: com função de defesa do organismo;
Plasmócitos: com função de fabricação de anticorpos;
Adipócitos: com função a reserva de gordura;
Mastócitos: com função elaborar a histamina, substância que envolve reações alérgicas,
inflamatórias e a heparina.

À variedades de tecidos conjuntivos assim com o frouxo que tem seus componentes igualmente
distribuídos: células, fibras e material intracelular. Ele preenche os espaços entre feixes musculares
e serve de apoio aos tecidos epiteliais, encontrando-se na pele, nas mucosas e nas glândulas. É
praticamente todos os órgãos do corpo, ele por exemplo forma a derme, a camada mais interna da
pele, e o tecido subcutâneo, ainda mais interno que a derme.

Tecido conjuntivo denso


É rico em fibras colagens que orientadas na mesma direção fazem com que esse tecido seja pouco
flexível, muito resistente ao estiramento, foram tendões e aponevroses que unem os músculos aos
ossos.

Tecido conjuntivo adiposo


É constituído principalmente por células adiposas. São acúmulos de tecido adiposo localizado sob a
pele ou nas membranas que revestem os órgãos internos por exemplo no tecido subcutâneo do
abdome e das nádegas, ele funciona como reservatório de gordura, amortecedor de choques e
contribuiu para o equilíbrio térmico dos organismos. As células (adipócitos) são encontradas no
tecido conjuntivo frouxo e ao longo dos vasos.

Tecido hemapoiético ou sangüíneo


Tem este nome hemapoiético (hematos, sangue; poiese, formação), sua função é produção de
células do sangue. Localizado principalmente na medula dos ossos, recebendo nome de tecido
mielóide (mielos, medula). Nesse tecido encontram-se células sangüíneas sendo produzidas, em
diversos estágios de maturação.

Há duas variedades desse tecido: o linfóide, encontrado no baço, timo e gânglios linfáticos, e o
mielóide, que forma a medula óssea.
Tecido linfóide produz alguns tipos de leucócito e o tecido mielóide, além de vários tipos de
leucócito, produz hemácias (ou glóbulos vermelhos) e plaquetas.
Sangue é um tipo especial de tecido que se movimenta por todo o corpo, servindo como meio de
transporte de materiais entre as células. É formado por uma parte líquida, o plasma, e por diversos
tipos de célula.

O plasma contém inúmeras substâncias dissolvidas: aproximadamente 90% de água e 10% sais
(Na,Cl,Ca,etc.), glicose, aminoácidos, colesterol, uréia, hormônios, anticorpos etc.
As hemácias apresentam, dissolvido no seu citoplasma, importante para o transporte do oxigênio.
As hemácias dos mamíferos têm a forma disco bicôncavo e não apresentam núcleo nem organelas, e
os demais vertebrados têm hemácias esféricas ou elipsóides, nucleadas e com organelas, e sua
forma facilita a penetração e saída de oxigênio, o que é importante para a função dessas células, que
é transportar oxigênio.
Os leucócitos são células incolores nucleadas e com os demais organóides celulares, tendo quase o
dobro do tamanho das hemácias. Encarregados da despesa do organismo, eles produzem anticorpos
e fagocitam microorganismos invasores e partículas estranhas.
Apresentam a capacidade de passar pelas paredes dos vasos sangüíneos para o tecido conjuntivo,
sem rompê-los, fenômeno este denominado diapedese. Distribuem-se em dois grupos: granulócitos
e agranulócitos, conforme tenham ou não, granulações específicas no citoplasma.

Os leucócitos granulócitos são:

*Neutrófilos: coram-se por corantes neutros. O núcleo é polimórfico e apresentam-se dividido em


segmentos unidos entre si por delicados filamentos. São os leucócitos mais abundantes do sangue
circulante (65%); realizam diapedese, indo fazer a defesa através da fagocitose.

*Eosinófilos: apresentam geralmente dois segmentos ligados ou não por um filamento delicado e
material nuclear. Também realizam diapedese e fagocitose.

*Basófilos: apresentam núcleos parcialmente dividido em dois segmentos; encerram metade da


histamia existe no sangue circulante e possuem também heparina. Estão relacionados com reações
alérgicas.

Os leucócitos agranulados são:

# Linfócitos: apresentam núcleo arredondado e citoplasma escasso. Os linfócitos B passam para o


Tecido conjuntivo e se transformam em plasmócitos que produzem anticorpos. Os linfócitos T
produzidos no timo, também estão relacionados com a defesa imunitário.

# Monócitos: são as maiores células do sangue circulante normal; o citoplasma é abundante, o


núcleo é arredondado, oval ou uniforme. Em células mais velhas o núcleo pode apresentar a forma
de ferradura. Os monócitos têm capacidade de emitir e retrair pseudópodos; são portanto, móveis e
tendem a abandonar a corrente sangüínea e ingressar nos tecidos onde fagocitam e são denominados
macrófagos. Representam 6% dos leucócitos.

As plaquetas (ou trombócitos), são pequenos corpúsculos que resultam da fragmentação de células
especiais produzidas pela medula óssea. Elas detêm as hemorragias, pois desencadeiam o processo
de coagulação do sangue que é o fenômeno da maior importância para os animais vertebrado:
quando há um ferimento, externo ou interno, forma-se um coágulo, que age como um tampão para
deter a hemorragia. Apesar de aparentemente simples, sabe-se atualmente que a coagulação é
controlada por inúmeros fatores, incluindo-se aí fatores genéticos.
Tecido cartilaginoso
O tecido cartilaginoso tem consistência bem mais rígida que os tecidos conjuntivos. Ele forma as
cartilagens dos esqueléticos dos vertebrados, como, por exemplo, as orelhas a extremidade do nariz,
a laringe, a traquéia, os brônquios e as extremidades ósseas.
As células são os condrócitos, que ficam mergulhados numa matriz densa e não se comunicam. A
matriz pode apresentar fibras colágenas e elásticas, em diferentes proporções, que lhe conferem
maior rigidez ou maior elasticidade.
A cartilagem pode ser hialina quando tem somente fibras colágenas; elásticas, quando também
fibras elásticas; fibrosa, quando tem ambos os tipos de fibra, com predomínio das colágenas.
Tecido ósseo
O tecido é o tecido se sustentação que apresenta maior rigidez forma os ossos dos esqueletos dos
vertebrados. É constituído pelas células ósseas, os osteócitos e por uma matriz compacta e
resistente.
Os osteócitos são dispostos ao redor de canais formam os sistemas de Havers, dispõe-se em círculos
concêntricos ao redor de um canal, por onde passam vasos sangüíneos e nervos. As células se
acham alojados em cavidades na matriz e se comunicam umas com as outras por meio de
prolongamentos finos.
A matriz é constituída por grande quantidade de fibras colágenas, dispostas em feixes, entre os
quais se depositam cristais, principalmente de fosfato de cálcio. A grande resistência do tecido
ósseo resulta dessa associação de fibras colágenas com o fosfato de cálcio.

TECIDO MUSCULAR

O tecido muscular é constituído por células alongadas, em forma de fibras, que se dispõe agrupadas,
em forma de fibras, que se dispõe agrupadas em feixes. Essas células são capazes de se contrair e
conferem ao tecido muscular a capacidade de movimentar o corpo.
Há três variedades de tecido muscular: liso, estriado e cardíaco.
O tecido muscular liso tem células mononucleadas, alongadas, de extremidades afiladas. O
citoplasma apresenta miofibrilas (Miofibrila:mio, músculo, fibrila, pequena fibra),dispostas
longitudinalmente, formadas por proteínas contráteis. É o tecido que forma as paredes de vários
órgãos, com intestino, vasos sangüíneos, bexiga etc.
O tecido muscular estriado é capaz de contrações rápidas, sob o controle da vontade, denominado
esquelético, por se prender aos ossos. Suas células são alongadas cilíndricas e multinucleadas.
Apresentam estrias transversais típicas, formadas pela disposição paralela e regular das miofibrilas
no citoplasma. Essas miofibrilas são constituídas por duas proteínas contráteis: a actina forma
filamentos finos e a miosina filamentos mais grossos.

O tecido muscular cardíaco é um tecido estriado especial, cujas células apresentam estrias como as
do tecido esquelético, mas têm apenas um ou dois núcleos e são mais curtas. Além disso, as fibras
se fundem umas com as outras pelas extremidades.

TECIDO NERVOSO

O tecido nervoso forma os órgãos dos sistemas nervosos central, periférico e autônomo. Ele tem por
função coordenar as atividades de diversos órgãos, receber informações do meio externo e
responder aos estímulos recebidos. É constituído por células nervosas ou neurônios e células de
apoio ou células da glia.
As células nervosas ou neurônios que é uma célula altamente diferenciada, de ciclo vital longo, sem
capacidade de divisão e de regeneração, têm prolongamentos ramificados, os dendritos, e um
cilindro-eixo, o axônio, geralmente mais longos que os dendritos. Muitas vezes o axônio é
protegido por um envoltório denominado bainha de mielina.
Os neurônios tem uma forma especial de reação, que consiste no impulso nervoso, produzido
sempre na mesma direção: dos dentritos são prolongados e partem do corpo celular, recolhem
impulsos nervosos e deste para o axônio.
Os neurônios relacionam-se uns com os outros pelas extremidades de suas ramificações, que não se
tocam mas ficam bem próximas. Essas áreas de conexão são denominadas sinapses. É através das
sinapses que o impulso passa do axônio de uma célula para os dentritos de outra.
Feixes de axônios revestidos por tecido conjuntivo formam os nervos. Conforme os axônios
apresentam ou não a bainha de mielina, os nervos são classificados em mielínicos ( nervos brancos)
e a amielínicos (nervos cinzentos).

Encaixadas entre os neurônios, com função de apoio e preenchimento, encontram-se células


especiais que constituem a neuróglia.