BIOLOGIA PARA A UEMG

A célula é a unidade formadora de todos os seres vivos. Elementos e compostos químicos são importantes na sua formação e manutenção. Entre os compostos químicos podemos fazer diferenciação entre os inorgânicos e os orgânicos. Na+ - KCa2+ IFe2+ FP ClN2 S Mg2+ Cu2+ Elementos químicos importantes para a célula Sódio e potássio atuam na formação do potencial de membrana que permite geração e condução de eletricidade. Importante em neurônios e células musculares. Cálcio endurece ossos, dentes e conchas. Atua na contração muscular e na coagulação do sangue. Iodo é necessário para formação de hormônios da tireóide, que estimulam o funcionamento do organismo. Sua falta causa hipotireoidismo e bócio. Ferro é necessário para formar hemoglobina, partícula vermelha das hemácias, que transporta oxigênio no sangue. Sua falta causa anemia ferropriva. Flúor atua protegendo os dentes das cáries. Fósforo que aparece nos seres vivos como fosfato, entra na composição do DNA, RNA e do ATP, molécula relacionada com armazenamento de energia. Cloro atua na formação do ácido clorídrico no estômago. Tem várias funções celulares. Nitrogênio aparece em DNA, RNA e proteínas. Absorvido na forma de nitrato e excretado na forma de amônia, amônio, uréia e ácido úrico. Enxofre participa da formação de alguns aminoácidos que formam proteínas Absorvido na forma de sulfato. Magnésio participa da molécula de clorofila, essencial para a fotossíntese. Cobre atua como componente de muitas enzimas.

Dentre os compostos inorgânicos importantes para a vida, a água na forma líquida se destaca por suas características físicas e químicas. Pelo conhecimento atual, é impossível imaginar a vida sem água. Representa de 60% a 99% do peso corporal dos seres vivos. No ser humano adulto, em média, a água equivale a 75% do peso corporal. Em indivíduos mais jovens a quantidade de água é maior e vai diminuindo com a idade. É no meio aquoso que os elementos e compostos químicos da célula se encontram e é o local onde ocorrem reações químicas do metabolismo. Quanto mais água, maior é a atividade metabólica. Carboidratos ou açúcares Compostos orgânicos Ribose e Desoxiribose formam RNA e o DNA. Glicose, frutose, galactose são armazenadores de energia e são quebrados rapidamente nas células. Lactose é reserva de energia no leite. Sacarose e reserva de energia em alguns vegetais. Celulose forma parede celular e Quitina forma o exoesqueleto de artrópodos. Amido é reserva de energia em vegetais e glicogênio é reserva de energia em animais. Gorduras, mais comuns em animais, e óleos, mais comuns em vegetais, armazenam em energia. Ceras são impermeabilizadoras e protegem contra perda de água. Fosfolípides são formadores de membranas celulares. Colesterol, Estrógeno, Progesterona, Testosterona, Cortisona, Vitamina D e sais biliares são exemplos de lípides complexos. Formadas por aminoácidos ligados entre si através de ligações peptídicas, são moléculas que fazem a célula funcionar. Podem formar partes da célula e organóides, atuam como enzimas, que são catalisadores biológicos. Têm função de defesa quando atuam como anticorpos. Podem ser hormônios, como é o caso da insulina. Formados por nucleotídeos que podem ser de Adenina, Guanina, Timina, Citosina e Uracil. Timina só é encontrada no DNA e uracil só é encontrado no RNA. Para originar a fita dupla, as cadeias de DNA fazem pares perfeitos entre os nucleotídeos: Adenina com Timina e Guanina com Citosina. DNA é a molécula que armazena, codificada quimicamente, a informação sobre a vida. É o DNA que orienta a célula na produção de proteínas. É uma fita dupla em forma de espiral ou hélice. Alterações no DNA, chamadas de mutações, podem alterar esta informação e impedir a vida. Para proteger o DNA, durante a evolução, a célula passou a armazená-lo no núcleo. RNA, molécula de fita simples, existe de três tipos: transportador, ribossômico e mensageiro. Atua na produção de proteínas.

Lípides

Proteínas

Ácidos nucléicos

Vitaminas são compostos orgânicos dos quais precisamos em quantidades diárias muito pequenas. São essenciais para que nosso organismo funcione adequadamente e sua falta determina o aparecimento das doenças de carência. São obtidas, normalmente, da dieta. São classificadas como hidrossolúveis (Complexo B e C) e lipossolúveis (A, D, E, K). As vitaminas A e D, em excesso no organismo, são tóxicas. A Vitaminas Obtida em fígado de animais, leite integral, manteiga, óleo de fígado de bacalhau, gema de ovo, cenoura, tomate, vegetais verdes folhosos ricos em β -caroteno. Sua falta provoca dificuldade para enxergar em ambiente com pouca luz ou cegueira noturna, cegueira permanente por xeroftalmia, ferimentos na pele, parada no crescimento e anemia. Tiamina. Obtida de carne magra de porco, fígado, levedura de cerveja, cereais integrais, cutícula de arroz. Sua falta provoca o béri-béri (eu não consigo em japonês) com polineurite, dores no corpo, dificuldade de raciocínio, perda de memória, dificuldade para andar, problemas para funcionamento do coração e pode ser mortal. Flavina. Obtida de carne magra de porco, fígado, levedura de cerveja, cereais integrais, cutícula de arroz. Sua falta provoca rachadura da pele nos ângulos da boca, manchas vermelhas na pele com sensação de queimação chamada de dermatite, depressão mental e pode ser mortal. Nicotinamida. Obtida de carne magra de porco, fígado, levedura de cerveja, cereais integrais, cutícula de arroz. Sua falta causa a pelagra ou “doença dos 3D”: diarréia, dermatite e demência. Piridoxina. Obtida de carne magra de porco, fígado, levedura de cerveja, cereais integrais, cutícula de arroz. Sua falta causa anemia, dermatite, “fígado gordo”, perturbação mental e convulsões. Folato ou ácido fólico. Obtido de fígado. Sua falta causa diminuição de síntese de DNA, anemia, alterações na medula óssea. Fetos com defeitos no tubo neural. Hidroxicobalamina e Cianocobalamina. Obtida de carnes, rins, fígado, leite integral, gema de ovo, levedura de cerveja, verduras e frutas frescas mas em menor quantidade. Sua falta causa anemia perniciosa e afeta a bainha de mielina dos nervos, com paralisia e convulsões. Ácido ascórbico. Obtida de frutos cítricos, goiaba, caju, kiwi, morango, acerola, tomate, verduras. Sua falta causa insuficiência de cicatrização, anemia, inflamação de mucosas, sangramento gengival e mobilidade dental, vômito, febre, hemorragia cerebral ou escorbuto. Colecalciferol. Obtida de leite integral, gema de ovos, óleo de fígado de peixes, fígado. Necessidade de exposição ao ultravioleta. Sua falta causa raquitismo e osteomalácia. Tocoferol. Obtida de gorduras vegetais, óleo de germe de trigo, verduras. Sua falta causa esterilidade aborto espontâneo (em cobaias de laboratório), envelhecimento e morte celular, modificação das bainhas de mielina do sistema nervoso com alterações nas funções nervosas. Naftoquinona. Obtida de bactérias do intestino, couve-flor, alho, verduras. Sua falta causa hemorragias.

B1

B2 B3 B6 B9 B12 C D E K

Questões de fixação
(FCMMG)

O esquema acima representa a composição química percentual da matéria viva. Baseado nos dados, indique o elemento que, além de não ser um dos quatro mais abundantes, é comum aos lípides da membrana plasmática e aos ácidos nucléicos. a) b) c) d) enxofre fósforo carbono nitrogênio

2) (UFMG) – Segundo estudo feito na Etiópia, crianças que comem alimentos preparados em panelas de ferro apresentaram redução na taxa de anemia de 55% para 13%. Essa redução pode ser explicada pelo fato de que o ferro: a) b) c) d) proveniente das panelas é misturado aos alimentos e absorvido pelo organismo. aquecido, ativa vitaminas do complexo B presentes nos alimentos, prevenindo a anemia. contido nos alimentos se transforma facilmente durante o cozimento e é absorvido pelo organismo. oriundo das panelas modifica o sabor dos alimentos, aumentando o apetite das crianças.

3) (PUC-SP) O bócio endêmico é o aumento da glândula tireóide, doença muito comum em regiões interioranas do Brasil. Esta doença relaciona-se com a falta de: a) b) c) d) e) cálcio fósforo potássio iodo ferro

4) (PUC-MG) - O cálcio é um elemento fundamental em vários processos fisiológicos dos organismos. Entre eles não podemos citar: a) b) c) d) contração muscular síntese de glicose formação de ossos coagulação sanguínea

5) (UFMG) Devem constar da dieta humana íons correspondentes aos seguintes elementos químicos, EXCETO. a) b) c) d) e) cálcio cloro ferro sódio mercúrio

6) (UEMG) - A homeostase do nosso organismo depende da integração neuro-endócrina. A figura a seguir ilustra a exoftalmia, um sintoma de uma disfunção endócrina.

Sobre essa disfunção, NÃO está correto afirmar que A) um dos hormônios vinculados a ela tem o iodo na sua composição. B) essa disfunção pode estar associada à hipófise ou à tireóide. C) quando ocorre antes da adolescência, essa disfunção leva ao nanismo. D) essa disfunção leva ao aumento do metabolismo basal, causando o emagrecimento. 7) (UEMG) A figura a seguir representa a unidade formadora de uma importante biomolécula.

Sobre o grupo de moléculas representado por essa figura, é CORRETO afirmar que A) o grupo é base do código genético. B) o grupo pode ser sintetizado por todos os organismos. C) sem ele não há atividade celular. D) esse grupo pode ser fartamente obtido pela ingestão de pão. 8) (UNIUBE)

Na figura acima estão representados dois filamentos de ácidos nucléicos. Considerando as sequências apresentadas, conclui-se que a) b) c) d) ambas são de DNA ambas são de RNA I é DNA e II é RNA I é RNA e II é DNA

9) (MACKENZIE – SP) Suponha que uma molécula de DNA esteja constituída por 1.600 nucleotídeos e que destes, 15% são de Citosina. Assim sendo, qual é a quantidade dos quatro tipos de nucleotídeos nessa molécula? a) 240 de citosina, 240 de timina, 560 de adenina e 560 de guanina. b) 240 de citosina, 240 de guanina, 560 de adenina e 560 de timina. c) 240 de citosina, de adenina, 560 de guanina e 560 de timina. d) 560 de citosina, 560 de guanina, 240 de adenina e 240 de timina. e) 560 de citosina, 560 de timina, 240 de adenina e 240 de guanina. 10) (CESCEM-SP) Qual é a substância orgânica que exerce fundamentalmente função energética no metabolismo celular? a) b) c) d) e) proteína carboidratos fosfolípides enzimas vitaminas

11) (UEMG)

A Campanha contra a gripe orienta-se pelo princípio de que a) o tipo de imunização é de curta duração e sem memória imunológica. b) o tipo de imunização utiliza anticorpos prontos para agir sobre o vírus da gripe. c) o tipo de imunização é específico para cepas de vírus específicos. d) o tipo de imunização atua na cura de gripes anuais.

GABARITO 1 – B – 2 – A – 3 – D - 4 – B – 5 - E - 6 – C – 7 – C – 8 – C – 9 – B – 10 – B – 11 - C CITOLOGIA
É o estudo da célula. Como todos os seres vivos são formados por células, se elas forem bem conhecidas e entendidas, pode-se conhecer e entender mais sobre a vida. Existem apenas dois tipos de células: procariotas e eucariotas. As células apresentam estruturação mínima formada por um envoltório, que é a membrana celular; uma região onde as atividades gerais acontecem, que é o citoplasma, e uma região de controle, que é o núcleo nas células eucariotas e o nucleóide nas procariotas. Nem toda célula apresenta todas estas estruturas. A hemácia ou eritrócito de mamíferos, por exemplo, não tem núcleo nem organóides no citoplasma, mas isto é devido à sua especialização para transportar oxigênio no sangue.

MEMBRANA CELULAR
Formada por lípides e proteínas = lipoproteica. Limita e contém a célula e realiza trocas de substâncias com o meio. Água passa livremente pela membrana, de acordo com a diferença de concentração do ambiente ao seu redor. Outras substâncias entram e saem da célula de acordo com o que ela permite passar pela membrana, o que se chama permeabilidade seletiva.

Trocas através da membrana
Passivo De onde tem mais para onde tem menos (a favor do gradiente) Não consome energia Pode ou não ter proteína de membrana ajudando no transporte Difusão de solvente = Osmose Difusão de soluto = Diálise Difusão facilitada Ativo De onde tem menos para onde tem mais (contra o gradiente) Consome energia (ATP) Obrigatoriamente tem membrana ajudando no transporte Fagocitose Pinocitose Transporte de íons (Bombas de íons)

Organóides celulares
Organóide RIBOSSOMO RETÍCULO RUGOSO RETÍCULO LISO PEROXISSOMO COMPLEXO DE GOLGI LISOSSOMO CENTRÍOLO Função Síntese de proteínas Síntese de proteínas que sairão da célula (exportação) Síntese de lípides e neutralização de toxinas Neutralização de toxinas Armazenamento de substâncias e secreção celular Digestão celular Forma cílios e flagelos e o fuso mitótico ou acromático durante as divisões celulares Obtém energia pela respiração aeróbica Tipo de célula Presente em todos os tipos de células Animais, protistas, fungos e vegetais Animais, protistas, fungos e vegetais Animais, protistas, fungos e vegetais Animais, protistas, fungos e vegetais Animais, protistas e fungos Animais, protistas e fungos Animais, protistas, fungos e vegetais Observação Produzido no nucléolo, dentro do núcleo Formado por membrana e ribossomos ligados a ela Forma o peroxissomo Formado por vesícula de membrana cheia de enzimas peroxidades Forma o lisossomo. Origina o acrossomo do espermatozóide. Sintetiza polissacarídeos. Formado por vesícula de membrana cheia de ácidos e enzimas digestivas Formado por tubos de proteína Faz autoduplicação Tem DNA e ribossomos. Tem gens que influenciam o funcionamento da célula. Faz autoduplicação. São bactérias aeróbicas primitivas que passaram a viver em endosimbiose Tem DNA e ribossomos Faz autoduplicação. São cianobactérias fotossintetizadoras primitivas que passaram a viver em endosimbiose Muito grande dentro da célula. Formado por fios de proteína

MITOCÔNDRIA

CLOROPLASTO

Fotossíntese

Alguns protistas e vegetais

VACÚOLO CITOESQUELETO

Armazena água Troca água com o meio Dá forma e sustentação à célula e permite movimento

Alguns protistas e vegetais Animais, protistas, fungos e vegetais

Organóides célula animal

Organóides célula vegetal

Questões de fixação
1 (UF-AC) Quimicamente, a membrana celular é constituída principalmente por: a) acetonas e ácidos graxos. b) carboidratos e ácidos nucleicos. c) celobiose e aldeídos. d) proteínas e lipídios. 2) (PUC-RJ) As células animais diferem das células vegetais porque estas contêm várias estruturas e organelas características. Na lista abaixo, marque a organela ou estrutura comum às células animais e vegetais. a) vacúolo b) parede celular c) cloroplastos d) membrana celular e) centríolo 3) (UFES) As moléculas de glicose atravessam a membrana celular das células intestinais, combinadas com moléculas de proteínas transportadoras denominadas permeases. Esse processo é denominado: a) difusão facilitada. b) endocitose. c) transporte ativo. d) osmose. 4) (FUVEST) Células vegetais, como as representadas na figura A, foram colocadas em uma determinada solução e, no fim do experimento, tinham aspecto semelhante ao da figura B.

Comparando as concentrações do interior da célula na situação inicial (I) , da solução externa (II) e do interior da célula na situação final (III), podemos dizer que: a) I é maior que II. b) I é maior que III. c) I é menor que II. d) I é igual a III. e) III é maior que II. 5) (PUC-RJ) Três funis, contendo substâncias diferentes, porém em mesmas quantidades, foram colocados em um

recipiente com uma determinada solução. Após algum tempo, o nível das substâncias no interior dos funis mostrava-se como no esquema abaixo:

Com base nestes dados, podemos afirmar que a concentração da solução no recipiente é: a) 0,5 % b) 1,0 % c) 1,5 % d) 2,0 % e) 2,5 % 6) (UFMG) O esquema abaixo representa a concentração de íons dentro e fora dos glóbulos vermelhos. A entrada de K+ e a saída de Na+ dos glóbulos vermelhos pode ocorrer por:

a) transporte passivo. b) plasmólise. c) osmose. d) difusão. e) transporte ativo. 7) Observe, abaixo, a ultra-estrutura de uma especialização da superfície celular:

Sobre essa ultra-estrutura só é CORRETO afirmar que a) ela confere motilidade à superfície celular. b) é própria de células de angiospermas. c) a ultra-estrutura permite maior superfície de contato ao ápice celular. d) ela direciona os cromossomos na divisão celular. 8) A intolerância à lactose produz alterações abdominais, no mais das vezes diarréia. Na superfície mucosa do intestino delgado há células que produzem, estocam e liberam uma enzima digestiva chamada lactase, responsável pela digestão da lactose. Quando esta é mal digerida passa a ser fermentada pela flora intestinal, produzindo gás e ácidos orgânicos, o que resulta na assim chamada diarréia osmótica, com grande perda intestinal dos líquidos orgânicos. O texto apresentado acima e outros conhecimentos que você possui sobre o assunto PERMITEM AFIRMAR CORRETAMENTE que a) a intolerância à lactose pode ser evitada fazendo-se uso do leite de cabra. b) a enzima digestiva lactase é componente do suco pancreático. c) o meio intestinal se torna hipertônico após a fermentação da lactose. d) a intolerância à lactose só acomete recém-nascidos, uma vez que, essa é a idade da lactação.

9) (UFRS) Além de armazenar secreções, como o suco pancreático, essa organela pode sintetizar polissacarídios, como os que compoõem o muco intestinal, no homem. A organela a que se refere o texto é:

a) ribossomo b) ergastoplasma c) retículo endoplasmático d) condrioma e) complexo de Golgi 10) (PUC-RS) A inativação de todos os lisossomos de uma célula afetaria diretamente a: a) síntese proteica. b) digestão intracelular. c) síntese de aminoácidos. d) circulação celular. e) secreção celular. 11) (FATEC-SP) O esquema a seguir representa basicamente o processo da digestão intracelular. As estruturas numeradas 1, 2, e 3 representam, respectivamente

a) ergastoplasma, fagossomo e vacúolo digestivo. b) retículo endoplasmático liso, complexo de Golgi e vacúolo digestivo. c) retículo endoplasmático liso, ergastoplasma e complexo de Golgi. d) ribossomos, ergastoplasma e fagossomo. e) ergastoplasma, complexo de Golgi e vacúolo digestivo. 12) (PUC) Os orgânulos celulares em questão podem ser encontrados, ao mesmo tempo, em uma:

a) hemácia humana. b) célula bacteriana. c) célula meristemática de uma angiosperma. d) célula embrionária de um mamífero. e) célula de cianofícea.

GABARITO
1 - D - 2 - D - 3 - A - 4 - C - 5 - B - 6 - E - 7 – A – 8 – C – 9 – E – 10 – B – 11 – E - 12 – D

ATIVIDADES CITOPLASMÁTICAS ESPECIAIS

O citoplasma é o local onde ocorrem as reações do metabolismo celular. Quatro destas atividades, por sua importância e complexidade, serão estudadas em grau maior de aprofundamento: síntese protéica, fotossíntese, fermentação e respiração celular aeróbica. SÍNTESE PROTÉICA É a produção de proteínas pela célula. Consta de dois fenômenos seqüenciados: informação do DNA para RNA - transcrição e ligação entre aminoácidos – tradução. É vital para a célula porque as proteínas é que fazem a célula funcionar. As informações contidas no DNA e transcritas para o RNAmensageiro, devem ser traduzidas para que se forme a molécula de proteína. No DNA, a informação é armazenada na forma de um código químico, chamado de Código Genético.

Os codons do RNAmensageiro definemo tipo de aminoácidos, a quantidade de aminoácidos e a seqüência de ligação entre os aminoácidos. Podem, ainda, sinalizar o início e o final da síntese protéica. Na tradução, os três tipos de RNA trabalham juntos para ligar os aminoácidos que formarão a proteína. O RNAmensageiro se liga ao ribossomo. Aos seus codons ligam-se os anticodons dos RNAtransportadores.

FOTOSSÍNTESE É o mecanismo que permite captar energia luminosa do ambiente e armazená-la na forma de um composto que pode servir como alimento, como é o caso da glicose. Depende da molécula de clorofila que está no organóide cloroplasto. É dividida em duas etapas, a fase clara e a fase escura. A fase clara depende diretamente da luz e acontece nas lamelas em regiões chamadas tilacóides enquanto que a fase escura depende indiretamente da luz porque precisa de produtos obtidos na fase clara e acontece no estroma. É na fase escura que acontece a produção da glicose. A equação geral da fotossíntese é 6CO2 + 12H2O C6H12O6 + 6H2O + 6O2

FERMENTAÇÃO

É um processo de obtenção de energia em que se quebra a molécula de glicose e se formam produtos orgânicos. Pode ser de diversos tipos de acordo com o produto que origina, mas as mais importantes são a alcoólica e a lática. Sempre acontece no citoplasma e várias células podem executar o processo de fermentação. Não é o melhor meio de se obter energia. Células humanas, na falta de oxigênio, podem fazer fermentação lática.

GLICOSE

+

2

ATP

2 Álcool etílico + 2CO2 + 4 ATP

C6H12O6 + 2 ATP → 2 C2H5O + 2 CO2 + 4 ATP GLICOSE + 2 → ATP 2 C3H6O3 + 4 ATP 4 ATP + 2 Ácido lático

C6H12O6 + 2 ATP

RESPIRAÇÃO AERÓBICA
É um processo de obtenção de energia que quebra a molécula de glicose mais completamente, originando CO2 e H2O com ganho energético melhor. Passou a existir depois que o oxigênio molecular foi liberado na atmosfera pelos fotossintetizadores. Acontece no citoplasma para quebrar a glicose e na mitocôndria para continuar as reações de quebra e transferir energia para o ATP. O ciclo de Krebs, que acontece na matriz mitocondrial acaba de quebrar a molécula de glicose e nas cristas micotondriais a energia obtida é transferida para formar ATP. O rendimento energético é muito bom, na faixa de 40%. É o oposto da fotossíntese. C6H12O6 + 6H2O + 6O2 6CO2 + 12H2O + energia (38 ATP)

QUESTÕES DE FIXAÇÃO
1) (PUC-RJ) Células do fígado possuem até duas mil mitocôndrias, ocupando cerca de 20% do seu volume. O número alto de mitocôndrias nestas células pode ser explicado porque as células hepáticas: a) são maiores que as demais células do corpo. b) apresentam respiração aeróbica. c) têm grande atividade metabólica. d) têm volume citoplasmático maior que o nuclear. e) produzem enzimas digestivas em grande quantidade. 2) (MOJI-SP) A liberação de O2 e a fixação de CO2 realizadas pelas plantas verdes representam as trocas gasosas da: a) respiração aeróbica b) respiração anaeróbica c) transpiração d) fermentação alcoólica e) fotossíntese 3) (UFRN) No interior de cloropastos e mitocôndrias são encontradas pequenas quantidades de DNA, RNA e ribossomos. Tais componentes permitem que os cloroplastos sejam capazes de realizar: a) fluorescência e síntese lipídica. b) fotossíntese e secreção celular. c) autoduplicação e síntese proteica. d) ciclo de Krebs e síntese de ATP. e) fermentação anaeróbica e síntese de clorofila. 4) (PUCCAMP-SP) Observe o esquema e na tabela a seguir, assinale a alternativa que identifica corretamente as organelas e os processos celulares representados em I e II:

I a) b) c) d) e) ribossomo - síntese de açúcares cloroplasto - fotossíntese cloroplasto - fotossíntese mitocôndria - respiração mitocôndria - síntese de açúcares

II mitocôndria - respiração ribossomo - respiração mitocôndria - respiração cloroplasto - fotossíntese ribossomo - respiração

5) (UEMG) Em 1940 os biólogos George Beadle e Eward Tatum anunciaram:

A divulgação desse anúncio indica que os biólogos descobriram a) a estrutura da molécula de DNA. b) a seqüência de bases do DNA. c) o mecanismo de transcrição do código genético. d) o papel biológico do Gene.

Para responder à questão use as informações a seguir: o aminoácido lisina é codificado pelo códon AAA; leucina pelo códon CUG; fenilalanina pelo códon UUU e arginina pelo códon AGA. Qual será a seqüência de nucleotídeos no RNAm para codificar a seqüência de aminoácidos: lisina, lisina, arginina, fenilalanina e arginina?
6) (PUC-RJ)

a) UUU - UUU - AGA - UUU - AGA b) AAA - UUU - ACA - AAA - ACA c) UUU - AAA - AGA - AAA - AGA d) AAA - AAA - AGA - UUU - AGA e) UUU - UUU - AGA - AAA - AGA
7) (UEMG) A figura a seguir representa etapas da síntese de uma mesma proteína.

As informações contidas na figura acima e os conhecimentos que você possui sobre o assunto SÓ NÃO PERMITEM AFIRMAR que a) na seqüência serão incorporados 5 aminoácidos. b) a trinca do DNA para o códon de iniciação da seqüência é UAC. c) o processo é realizado por todas as células e denomina-se tradução. d) a trinca livre (AUA) no RNA que leva a tirosina (TYR) é denominada anticódon.

8) (UF-Lavras)

Observe o esquema que representa a obtenção de energia pelo ser humano

DIGESTÃO ETAPA 1 ⇓ RESPIRAÇÃO CELULAR AERÓBICA ETAPA 2 ⇓ ENERGIA Com base neste esquema e em seus conhecimentos sobre o assunto, é INCORRETO afirmar-se que: a) a energia produzida está armazenada na glicose b) a etapa 1 não tem relação com o a etapa 2 c) a liberação de CO2 ocorre na etapa 2 d) as etapas 1 e 2 envolvem participação de enzimas e) o oxigênio participa da formação de água na etapa 2. Em um tubo de ensaio fechado e protegido da luz, encontramos água e substância indicadora de pH (que fica amarela em meio ácido e azul em meio básico), e um ramo de alga Elodea. Há muito CO2 no meio, formando H2CO3. Quando o tubo é iluminado sua cor passa a ser azul. Pode-se concluir corretamente, EXCETO:
9) (FMTM)

a) O H2CO3 torna o meio ácido e é formado pela reação de CO2 com a água b) O meio passa de ácido a básico porque o CO2 é removido pela Elodea apenas na presença luz c) O CO2 é formado pela planta apenas quando ela está no escuro d) A fotossíntese realizada pela Elodea remove CO2 do meio
10) (PUC-SP)

Considere as equações gerais abaixo:

I - C6H12O6 → 2 C3H6O3 + 2 ATP II - C6H12O6 → 2 C2H5O + 2 CO2 + 2 ATP III - C6H12O6 + 6 O2 → 6 CO2 + 6 H2O + 38 ATP São afirmativas corretas, EXCETO: a) I e II são processos anaeróbios b) O rendimento energético de III é de aproximadamente 40% c) I e III acontecem nos músculos dos seres humanos d) II e III acontecem em células de leveduras e animais, respectivamente e) Os vegetais só realizam os processos I e II

GABARITO 1 - C - 2 - E - 3 - C - 4 - C - 5 - D - 6 - D - 7 - B - 8 - A - 9 - C - 10 - E

NÚCLEO CELULAR

Nem toda célula tem núcleo, como é o caso dos eritrócitos ou glóbulos vermelhos de mamíferos, incluindo os humanos, mas o núcleo é presente na maioria das células. O núcleo armazena a informação genética, armazenada no DNA em locais chamados de locus gênicos. Controla as funções celulares. Formado por carioteca, nucleoplasma, nucléolo e DNA ligado a proteína chamada histona. Nucléolo é o local do núcleo onde se formam as subunidades dos ribossomos. DNA ligado a histona forma cromonemas, fios finos e longos que podem se enrolar sobre si mesmos, sofrendo o processo de condensação ou espiralização, que origina cromossomos. Durante a intérfase, que é o momento da vida da célula em que ela não está se dividindo, os cromonemas ficam desespiralizados e, em conjunto, formam a cromatina. Cromossomos encontrados durante a divisão celular, na etapa chamada metáfase, com alto grau de espiralização e boa nitidez ao microscópio, são removidos da célula para estudo e são montados os cariótipos. No cariótipo podemos identificar cromossomos que não interferem no sexo do indivíduo (22 pares) e cromossomos sexuais (X e Y). Cromossomos a mais ou a menos podem originar pessoas com síndromes.

Síndrome de Turner – 44A+X0 – Sexo feminino. O ovário não produz estrógeno nem progesterona e não se desenvolvem caracteres sexuais secundários. O ovário não produz óvulos, com infertilidade total. Estatura abaixo da média. Pescoço alado. Pode acontecer retardo mental em graus variáveis. Síndrome de Klinefelter – 44A+XXY – Sexo masculino. Testículos não produzem testosterona nem espermatozóides. Não se desenvolvem caracteres sexuais secundários e a infertilidade é total. Podem aparecer características femininas. Estatura acima da média. Tronco curto, desproporcional aos membros. Retardo mental pode acontecer, mas não é comum. Síndrome de Down - 45A + XX ou XY. Também chamada de Trissomia do 21 porque o indivíduo tem um cromossomo 21 a mais. Indivíduos sobrevivem até a puberdade na maioria das vezes, mas com melhores cuidados, podem ter vida por tempo muito maior. Retardo físico e mental em graus variáveis. Alterações de esqueleto, coração e intestinos. Hipotonia muscular e problemas de dentição. Mulheres são férteis, produzindo metade dos gametas normais e metade alterada para a síndrome. Maioria dos homens é estéril.

DIVISÃO CELULAR
A maioria das células, quando se divide, faz mitose, e podemos falar em ciclo de vida da célula. Na intérfase, a célula aumenta de tamanho, duplica seus organóides e duplica o seu DNA. Na divisão celular por mitose, que é uma divisão equacional e só acontece em células eucariotas, origina duas células-filhas iguais entre si e iguais à célula-mãe. Finalidades da mitose: reprodução assexuada para organismos unicelulares; crescimento do corpo de organismos multicelulares; regeneração e cicatrização; formação de indivíduos por clonagem e formação de gametas em vegetais. Meiose é divisão celular muito especializada. Nos animais forma gametas enquanto que nos vegetais, forma esporos. A meiose é divisão reducional porque reduz à metade o número de cromossomos da célula-mãe. Forma sempre quatro células-filhas e o ideal é que sejam todas diferentes entre si. As células resultantes da meiose são haplóides e, quando acontece o fenômeno da fecundação, o número diplóide de cromossomos, que é o normal para as espécies em suas células somáticas, é reconstituído. A meiose apresenta dois fenômenos muito importantes para aumentar a mistura do material genético, o que favorece a formação de indivíduos diferentes nas populações, a chamada variabilidade genética. Um destes fenômenos é o crossing-over ou permutação ou troca de pedaços entre cromossomos homólogos e o outro é a separação ou segregação independente dos cromossomos que são homólogos. Os cromossomos homólogos ficam aos pares nas células diplóides e um deles veio

do pai e o outro veio da mãe. Humanos têm 23 pares de cromossomos homólogos. Nas células haplóides não há pares de homólogos.

INTÉRFASE

ETAPA G1 S G2

MITOSE

ETAPA Prófase

MITOSE FENÔMENOS Cromonemas simples, desespiralizados formando cromatina. A célula cresce. Duplicação do DNA ou replicação. Cromonemas duplos desespiralizados formando cromatina. Repouso antes da divisão. FENÔMENOS No citoplasma há formação do fuso mitótico e movimentação de organóides para pólos opostos da célula. No núcleo há espiralização dos cromonemas, desaparecimento do nucléolo e desaparecimento da carioteca.

IMAGEM

Metáfase

Os cromossomos, presos pelas fibras do fuso são posicionados no centro da célula, na placa equatorial.

Anáfase

Os cromossomos duplos dão origem a cromossomos simples pela separação da região do centrômero. Os cromossomos simples são puxados pelas fibras do fuso para pólos opostos da célula. Ficam com a imagem e letra “V”.

Telófase

Cromossomos chegam aos pólos e se desespiralizam para formar cromatina. Reaparece nucléolo. Reaparece carioteca. Desaparece o fuso mitótico.

CITOCINESE

Não é etapa da mitose.

O citoplasma é dividido ao meio para formação de duas novas células separadas.

MEIOSE

O crossing-over ou permutação acontece na prófase I, durante a sub-fase chamada paquíteno.

Durante a anáfase I acontece a separação dos cromossomos homólogos. Esta separação é que reduz à metade o número de cromossomos da célula. A separação dos homólogos está relacionada com a segunda lei de Mendel, pai da genética.

A segunda divisão da meiose transforma cromossomos duplos em dois cromossomos simples pela divisão da região do centrômero. Praticamente é uma mitose.

QUESTÕES DE FIXAÇÃO
1) (CESESP-SP) Durante a interfase o DNA é sintetizado: a) contínua e ativamente b) no período S c) somente no período G1 d) somente no período G2 2) (CESGRANRIO-RJ) O ciclo celular corresponde ao processo básico de formação de novas células. Assim, ele inclui a mitose e a intérfase. Assinale a opção que indica corretamente a seqüência natural dos períodos do ciclo celular. (1) (2) (3) (4) período de intensa síntese de RNA e aumento de citoplasma divisão celular período de duplicação do DNA período de discreta síntese de proteínas e RNA

a) 4, 3, 1, 2 b) 2, 3, 1, 4

c) 2, 3, 4, 1 d) 1, 3, 4, 2

3) (PUC-SP) Analise os seguintes enunciados: (I) A mitose é divisão celular no qual a célula se divide produzindo duas células-filhas iguais (II) A duplicação do DNA ocorre na interfase (III) Locus gênico é o local ocupado por um gen no cromossomo Assinale a alternativa correta: a) Apenas a afirmativa I está errada b) Todas as afirmativas estão erradas c) Todas as afirmativas estão corretas d) Apenas uma afirmativa está correta e) Apenas uma afirmativa está errada 4) Crossing-over é: a) a troca de partes entre cromossomos homólogos b) a mistura de material genético de duas espécies c) a formação de poliplóides d) o cruzamento entre espécies diferentes 5) (UCS-RS) Observando o esquema da mitose de uma célula animal, pode-se concluir que pertence a um organismo cujas células somáticas e gametas possuem, respectivamente:

a) 8 e 4 cromossomos b) 4 e 8 cromossomos c) 4 e 2 cromossomos d) 2 e 4 cromossomos 6) (UEMG 2008) - Vinokourov suspeito de doping na Volta à França - O ciclista Alexandre Vinokourov, 33 anos, é suspeito de doping na Volta à França. Um exame efetuado no atleta, depois da sua vitória, detectou vestígios de dopagem com uma transfusão com sangue de um doador compatível. O laboratório antidoping de Paris detectou a presença de duas populações distintas de eritrócitos (glóbulos vermelhos) na amostra de sangue do atleta. Está CORRETO afirmar que a descoberta de doping utilizando transfusão sangüínea só foi possível devido a) à análise de DNA nuclear dos eritrócitos encontrados no atleta. b) à identificação de proteínas superficiais dos eritrócitos encontrados no atleta. c) ao número de cromossomos dos eritrócitos encontrados no atleta. d) à ploidia mitocondrial dos eritrócitos encontrados no atleta. 7) (UFRGS) O fenômeno abaixo, verificado na Prófase I da meiose, tem como conseqüência:

a) o surgimento de indivíduos mutantes b) a manutenção do número de cromossomos da espécie c) o aparecimento de grande diversidade de indivíduos numa determinada espécie d) a formação de zigotos diplóides, o que evita o aparecimento de síndromes 8) (UNIP-SP) A figura representa:

a) metáfase I da meiose b) metáfase da mitose c) metáfase II da meiose d) anáfase II da meiose 9) (FUVEST-SP) Os desenhos representam três células em anáfase de divisão celular, pertencentes a um organismo cujo número 2n de cromossomos é 6. As células 1, 2 e 3 encontram-se, respectivamente em:

a) mitose, meiose I e meiose II b) meiose I, meiose II e mitose c) meiose II, mitose e meiose I d) meiose I, mitose e meiose II 10) 66. (UEL-PR) As figuras abaixo mostram fases da mitose:

A fase não representada é: a) prófase b) metáfase c) anáfase d) telófase

11) (PUC-MG) - O esquema representa células, 2n= 4 cromossomos, em diferentes fases de um processo de divisão celular.

Com base no esquema, é correto afirmar, EXCETO: a) A célula representada em II apresenta cromossomos duplicados. b) As duas células resultantes da divisão, mostradas em VI, são haplóides. c) Em III, fase denominada metáfase, não ocorre pareamento de cromossomos. d) Não se observa no esquema a separação dos cromossomos homólogos. 12) (UNIMASTER) - Observe a figura abaixo:

Considerando seus conhecimentos, todas as alternativas abaixo estão corretas, EXCETO: a) Ocorreu aneuploidia gerando conseqüências fenotipicas para o espécime analisado. b) Esse efeito é resultante de recombinação gênica onde apenas partes de cromossomos foram permutadas c) Esse efeito pode ser considerado fator evolutivo por ser apresentado em células germinativas d) A seleção natural atuaria na transmissão diferencial para esse fator em questão.

GABARITO 1 - B - 2 - D - 3 - C - 4 - A – 5 - C - 6 - B - 7 - C - 8 - A - 9 - B - 10- B - 11 - B - 12 – B

GENÉTICA
Genética é o ramo da Biologia que trata da hereditariedade e da variação. Estuda a organização dos gens dentro dos cromossomos e a sua transmissão dos pais para os filhos através da reprodução assexuada e sexuada. Analisa as interações de diferentes gens e o papel do ambiente na produção das características do indivíduo. Estuda os diferentes tipos de diversidade genética que podem ocorrer com suas conseqüências para os indivíduos e para suas populações. Mais recentemente, através da tecnologia do DNA recombinante, “mistura” material genético de espécies diferentes para tentar obter organismos geneticamente mais capazes de responder aos desejos do Homem. LEIS DE MENDEL Primeira lei Segunda lei P Amarelo x verde F1 100% Amarelo F2 3 Amarelo : 1 verde Os fatores de segregam independentemente P Amarelo-liso x verdena formação dos gametas rugoso F1 100% Amarelo-liso F2 9 Amarelo-liso 3 Amarelo-rugoso 3 Verde-liso 1 Verde-rugoso A proporção FENOTÍPICA da primeira lei é de 3:1 A proporção FENOTÍPICA de segunda lei é de 9:3:3:1 Os fatores se segregam na formação de gametas

Amarelo é dominante sobre verde, que é recessivo. Liso é dominante sobre rugoso, que é recessivo. Quando a relação é de codominância os dois gens se manifestarão. Quando um organismo tem dois alelos idênticos de um gen é chamado de homozigoto para a característica que este gen manifesta. Se os alelos são diferentes, o organismo é chamado de heterozigoto ou híbrido. Genes que determinam a morte do indivíduo são denominados letais. Nos casos de heranças que envolvem genes letais, as proporções genotípicas e fenotípicas são variadas, dependendo do gene letal ser dominante ou recessivo. Primeira lei Segunda lei Os fatores se segregam na formação de gametas Os fatores de segregam independentemente na formação dos gametas P F1 F2 P F1 AA x aa 100% Aa 1AA : 2 Aa : 1 aa AABB x aabb 100% AaBb 9 A_B_ 3 A_bb 3 aaB_ 1 aabb

A proporção GENOTÍPICA da primeira lei é de 1:2:1 A proporção GENOTÍPICA da segunda lei depende do número de pares de gens em heterozigose Para a segunda lei podem se aplicar: 2n = número de gametas diferentes formados 2n = número de fenótipos obtidos em F2 3n = número de genótipos diferentes em F2

4n = número de combinações obtidas em F2 n = número de gens em heterozigose BACK-CROSS OU RETROCRUZAMENTO OU CRUZAMENTO–TESTE Pelo fato de o genótipo homozigoto dominante apresentar o mesmo fenótipo que o genótipo heterozigoto, usa-se o cruzamento - teste para distinguí-los. Um dos indivíduos do cruzamento será sempre o homozigoto recessivo para todos os gens que estiverem sendo considerados. A finalidade do cruzamento - teste é descobrir quantos tipos diferentes de gametas estão sendo produzidos pelo indivíduo de características dominantes cujo genótipo queremos determinar. ALELOS MÚLTIPLOS OU POLIALELIA Em um mesmo locus pode ocorrer mais de uma mutação, dando origem a vários genes alelos. Quando há mais de dois alelos para cada locus, fala–se em alelos múltiplos ou polialelia. Apesar de existirem vários alelos para um mesmo locus, nas células de cada indivíduo diplóide ocorrem apenas dois deles, pois são apenas dois cromossomos que formarão o par de homólogos. HERANÇA DE GRUPOS SANGÜÍNEOS HUMANOS Os grupos sangüíneos no homem podem ser classificados de acordo com vários sistemas. Dois deles serão discutidos a título de exemplo: o sistema ABO e o sistema Rh. Estes sistemas de classificação do sangue reúnem os principais mecanismos de herança: o sistema ABO é um caso de polialelia; o sistema Rh é um caso de dominância completa entre dois alelos. SISTEMA ABO Existem quatro grupos sangüíneos no sistema ABO, determinados geneticamente. Na manifestação destes grupos sangüíneos estão envolvidos três alelos, que ocorrem aos pares nos indivíduos diplóides. GRUPO OU FENÓTIPO A B AB O SISTEMA RH A doação de hemácias entre indivíduos de mesmo fator Rh ocorre sem qualquer problema. Um indivíduo de fator Rh+ pode receber hemácias com Rh- inúmeras vezes, também sem problemas. Já um indivíduo Rh- até pode receber hemácias Rh+ numa transfusão, mas a partir daí será sensibilizado e produzirá anticorpos anti-Rh e, numa outra transfusão de hemácias Rh+ haveria reação de aglutinação. GENÓTIPO IA IA - IA i IB IB - IB i IA IB ii AGLUTINOGÊNIO A B AeB NENHUM AGLUTININA Anti-B Anti-A NENHUM AntiA e Anti-B RECEBE HEMÁCIA DE AeO BeO TODOS O

A ERITROBLASTOSE FETAL OU DOENÇA HEMOLÍTICA DO RECÉM-NASCIDO Uma mulher Rh-, recebendo hemácias Rh+ em seu organismo, será sensibilizada e produzirá anticorpos anti-Rh. Ao ficar grávida de um filho que seja Rh+, passará estes anticorpos pela placenta e atacará hemácias e órgãos do indivíduo em formação. A forma de uma mulher Rh- receber hemácias Rh+ é por transfusão de sangue ou se ela se casar com

homem Rh+ heterozigoto ou homozigoto. A destruição das hemácias do feto e os problemas resultantes do ataque a seus órgãos é chamado eritroblastose fetal ou doença hemolítica do récem-nascido. Esta condição pode ocasionar a morte do feto ou da criança récem– nascida. Previne–se a eritroblastose fetal injetando na mãe Rh- soro contendo anti–Rh, logo

após o nascimento dos filhos Rh+que ela tiver, evitando assim a sua sensibilização e conseqüente produção de anticorpos anti-Rh.

GENEALOGIAS OU HEREDOGRAMAS OU ÁRVORES GENEALÓGICAS OU PEDIGREES Genealogias, heredogramas, árvores genealógicas ou pedigrees são representações gráficas da herança de uma determinada característica genética em uma família. São utilizados símbolos padrão para contar a história genética de uma família.

NOÇÕES DE PROBABILIDADE Probabilidade é utilizada para estimar resultados de eventos que ocorrem “ao acaso”, como, por exemplo, o lançamento de uma moeda ou de um dado. A probabilidade de um evento é definida pelo quociente do número de eventos desejados pelo número total de eventos possíveis.Tomando como exemplo o lançamento de um dado, em que todas as faces têm a

mesma chance de ocorrer (são equiprováveis), pode–se calcular a probabilidade de uma das faces cair voltada para cima. Por exemplo, a face 6: A = evento desejado face 6 S = (1,2,3,4,5,6) eventos possíveis ou espaço amostral P = probabilidade Números de eventos desejados = 1 Número total de eventos possíveis = 6 Logo: P (face 6) = Portanto, a probabilidade de sair o número 6 no lançamento de um dado é de uma em seis. Os resultados obtidos aproximam–se dos resultados esperados à medida que aumentamos o número de repetições de eventos. Assim, se lançarmos uma moeda 100 vezes ou mais, obteremos aproximadamente 50% de cara e 50% de coroa. Até aqui, referimo–nos à probabilidade de ocorrer apenas um evento. Entretanto, pode– se desejar saber qual a probabilidade de ocorrer um ou outro evento. Por exemplo: qual a probabilidade de sair o número 3 ou o número 4, em um lançamento de dado? Neste caso, consideram–se dois eventos: ou o número 3 ou o 4. Esses eventos não ocorrem juntos, pois se sair o número 3, não sairá o número 4. Assim, eles são mutuamente exclusivos. A probabilidade de ocorrerem eventos mutuamente exclusivos é dada pela soma das probabilidades isoladas de cada evento. No exemplo dado, a probabilidade de sair 3 ou 4 será: P ( 3 ) = 1/6 P ( 4 ) = 1/6 P ( 3 ou 4 ) = 1/6 + 1/6 = 2/6 = 1/3 Pode–se desejar saber a probabilidade de ocorrerem dois eventos independentes, por exemplo, sair o número 5 em dois dados lançados ao mesmo tempo. Os eventos são independentes, pois sair o número 5 em um dado não interfere na chance de sair o número 5 em outro dado. Deseja–se, portanto, saber a chance de ocorrer 5 e 5 ou seja, um evento e outro. Nestes casos, a probabilidade é dada pela multiplicação das probabilidades isoladas. P ( 5 ) = 1/6 P ( 5 e 5) = 1/6 X 1/6 = 1/36 No exemplo dado (5 e 5), calculou–se a probabilidade de dois eventos iguais e independentes. HERANÇA QUANTITATIVA Nos casos estudados até agora, os fenótipos são descontínuos, ou seja, os fenótipos são, por exemplo, verde ou amarelo; branco ou preto. Nunca há gradação entre eles. Existem certas variações fenotípicas que são contínuas como a cor dos olhos, o peso de um fruto, a altura e cor da pele. Estes são casos em que ocorre herança quantitativa ou herança poligênica, ou, ainda, poligenia. Nos casos de herança quantitativa, o que importa é o número de genes que somam seus efeitos para a formação do fenótipo. Estes são chamados de genes efetivos e contribuem com uma parcela igual para a modificação do fenótipo, sendo representados por letra maiúscula. Além deles, há os que não influem na modificação do fenótipo: os genes não–efetivos, representados por letra minúscula. Exemplo da herança da cor da pele humana, com dois pares de genes. Rrepresentando os genes de um par pela letra N e os genes do outro pela letra B, os indivíduos NNBB são negros e os indivíduos nnbb são brancos; entre eles verifica–se uma gama de classes fenotípicas. DETERMINAÇÃO GENÉTICA DO SEXO O SISTEMA XY Os cromossomos sexuais são homólogos, pareando–se na meiose. Como os cromossomos X e Y têm formas diferentes, seu pareamento na meiose das células germinativas masculinas é parcial e na feminina é total, pois as células femininas têm 2 cromossomos X. HERANÇA LIGADA AO SEXO

Um exemplo de herança ligada ao sexo na espécie humana é o daltonismo, anomalia que impossibilita ao indivíduo distinguir cores. O gene que determina o daltonismo localiza–se no cromossomo X e é recessivo. Vamos representá–lo pela letra d. Para uma mulher manifestar daltonismo, ela precisa ser homozigota recessiva, ou seja, o gene d precisa estar em dose dupla. Para o homem, uma vez presente o gene d, o daltonismo já se manifesta. Por causa disso, a freqüência de homens daltônicos na população é maior que a de mulheres daltônicas. Da mesma forma acontece com a hemofilia do tipo A, que impede a coagulação do sangue por falta de uma proteína chamada de fator VIII da coagulação. HERANÇA RESTRITA AO SEXO Os genes estão localizados na região do cromossomo Y que não tem homologia com o cromossomo X. Estes genes são denominados genes holândricos (holo = “todos”; andrico = “masculino”) porque só aparecem nos homens. Um exemplo é a hipertricose auricular, ou seja, crescimento excessivo de pêlos na orelha.

HERANÇA COM EFEITO LIMITADO AO SEXO Genes que ocorrem nos dois sexos, mas só se manifestam em um deles, limitado ao sexo do indivíduo, em função da ação de hormônios sexuais. Um exemplo é a manifestação dos caracteres sexuais secundários no homem e na mulher. HERANÇA INFLUENCIADA PELO SEXO Caracteriza em função do sexo do indivíduo: um gene tem efeito dominante em um sexo e efeito recessivo em outro. Um exemplo deste tipo de herança é a calvície, que é determinada por um gene C, que é dominante nos homens e recessivo nas mulheres. TECNOLOGIA DO DNA RECOMBINANTE É um conjunto de técnicas que permite a identificação, isolamento, multiplicação e utilização com interesse humano, de genes de diferentes organismos ou de partes de organismos. Uma utilização é introduzir gens em bactérias que passam a funcionar na produção de substâncias que elas não eram capazes de produzir e que são de utilidade para o ser humano. A produção de insulina, hormônio muito necessário para o controle de alguns casos de diabetes é feita desta forma. O futuro desenvolvimento de técnicas e de possibilidades de aplicação desta tecnologia poderá permitir ao Homem o controle de todos os problemas genéticos que o afligem, inclusive gerando problemas éticos ao permitir a “montagem” de indivíduos segundo padrões previamente estabelecidos. Para conseguir os pedaços de DNA que serão multiplicados e depois emprestarão seu código genético para a síntese protéica, é necessário que se utilizem as chamadas enzimas de restrição. Elas têm a capacidade de “cortar” o DNA em regiões específicas, sendo comparáveis a tesouras moleculares. Depois de obtidos os fragmentos de DNA, eles podem ser separados de outros pedaços de acordo com sua carga elétrica e seu tamanho com utilização de uma técnica laboratorial chamada eletroforese. Um padrão de faixas surgirá como resultado desta técnica e há um padrão especifico para cada indivíduo, exceto os que são geneticamente idênticos, como os gêmeos univitelinos. Estes procedimentos são largamente empregados na identificação de paternidade. Um gene clonado (reproduzido para formar inúmeras moléculas iguais) em bactérias pode ser transferido para indivíduos de outras espécies. Um gene humano, por exemplo, pode vir a fazer parte do conjunto de genes de um ser vivo como um camundongo, ou um gene de planta pode vir a ser incorporado ao gene de um molusco. Os organismos que recebem estes genes passam a ser chamados de transgênicos. Para se conseguirem estes organismos é feita a injeção de DNA clonado em ovos e sementes dos organismos da outra espécie. Quando estes organismos transgênicos se reproduzirem, os genes que foram incorporados serão transmitidos às gerações seguintes, como se fizessem parte do genoma do

indivíduo. O futuro desta técnica deve estar na “terapia gênica”, quando DNA capaz de trabalhar normalmente for introduzido em células de indivíduos geneticamente debilitados. MELHORAMENTO VEGETAL E ANIMAL Os alimentos básicos utilizados pelos seres humanos são derivados de animais e vegetais ou processados por microrganismos. O melhoramento genético, quer dizer, as modificações genéticas introduzidas pelo Homem nestes animais e vegetais para que atendam a seus interesses, tem permitido o aparecimento de indivíduos mais férteis, resistentes às condições ambientais e aos ataques de insetos, bem como produção de alimento em maior quantidade, velocidade e a custo reduzido. A Engenharia Genética em vegetais tem se mostrado mais fácil do que em animais.

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1) (MAUÁ–SP) A braquidactilia apresenta padrão de herança dominante. Suponha o casamento entre um homem heterozigoto com braquidactilia e uma mulher normal. Quais as probabilidades de, no caso de o casal ter três filhos, nenhum deles apresentar braquidactilia? a) b) c) d) e) 1/2 1/4 1/8 1/16 1/32

2) (UEMG) - O heredograma a seguir foi estabelecido a partir de casos de daltonismo, uma herança ligada ao cromossomo X na região não homóloga em Y.

Com base nesta informação e na figura ilustrativa, É POSSÍVEL afirmar que a) o indivíduo II-5 é normal portador do gen para daltonismo. b) todas as mulheres são certamente heterozigotas. c) uma menina, filha de II-1, poderá ser afetada. d) sendo o pai de I-2 afetado, sua mãe apresentava o fenótipo normal. 3) (CARLOS CHAGAS) Para que um casal possa ter filhos com sangue tipo A, B, AB e O deve ter a seguinte constituição genética: a) A e B, sendo pelo menos um deles heterozigoto b) A e B, sendo ambos heterozigotos c) AB e B, sendo B heterozigoto d) AB e A, sendo A heterozigoto e) AB e O

4) (UEMG) - O heredograma a seguir apresenta um caso familial de daltonismo, herança determinada por um gene recessivo localizado no cromossomo X.

Pela análise das informações contidas no heredograma e de outros conhecimentos que você possui sobre o assunto, só se pode afirmar CORRETAMENTE que a) o indivíduo II.1 tem 50% de chance de apresentar o gene para o caráter. b) todas as filhas do indivíduo II.2 serão daltônicas. c) qualquer descendente de II.4 receberá o gene para daltonismo. d) o indivíduo II.2 herdou o gene de qualquer um dos genitores. 5) PUC–SP) A segunda Lei de Mendel diz que: a) Na formação dos gametas, os pares de homólogos se segregam. b) Dois ou mais pares de genes localizados em cromossomos diferentes segregam-se independentemente. c) Dois ou mais pares de genes se recombinam em todas as proporções possíveis. d) Dois pares de genes se recombinam, dando a proporção 9 : 3 : 3 : 1. e) Dois ou mais pares de genes segregam, formando gametas na proporção 1 : 1 : 1 : 1. 6) (PUC–RS) Num casamento em que o homem é de visão normal para as cores e sua esposa é também normal, porém filha de um homem daltônico, os seus filhos poderão ser: a) todas as filhas normais e os filhos daltônicos. b) todos os filhos normais e as filhas daltônicas. c) filhas normais, filhas portadoras, filhos normais e filhos daltônicos. d) filhas portadoras e filhos normais, apenas. e) filhos portadores e filhas daltônicas. 7) (UEMG) - Considere o heredograma a seguir para uma determinada característica hereditária.

A análise do heredograma e os conhecimentos que você possui sobre o assunto PERMITEM AFIRMAR CORRETAMENTE que a) trata-se de herança restrita ao sexo. b) os indivíduos III-2 e III-3 são homozigotos. c) os genótipos de I-1 e IV-1 são iguais. d) o caráter é condicionado por um gene dominante. 8) (UFMG) - Analise este heredograma, em que está representada a herança do daltonismo, condicionada por gene recessivo localizado no cromossoma X:

Considerando-se as informações contidas nesse heredograma e outros conhecimentos sobre o assunto, é CORRETO afirmar que: a) o indivíduo I.2 apresenta o fenótipo normal e é portador do gene do daltonismo. b) o indivíduo II.4 recebeu o gene do daltonismo de qualquer um de seus genitores. c) os casais como I.1 e I.2 têm maior probabilidade de ter filhos do sexo masculino daltônicos. d) os filhos do sexo masculino de II.2 serão daltônicos, independentemente do genótipo do seu pai. 9) (UEMG) - Considere o heredograma a seguir.

Com relação ao padrão de herança apresentado, ESTÁ CORRETO afirmar que a) mães afetadas sempre têm meninos afetados. b) pais normais não podem ter meninas afetadas. c) meninos raquíticos têm sempre pais raquíticos. d) pais raquíticos sempre terão meninas com genótipo para raquitismo. 10) (UFMG) - Nos mamíferos, a presença do cromossoma Y determina o fenótipo masculino. O gene SRY, presente nesse cromossoma, induz à diferenciação dos testículos. Considerando-se essas informações e outros conhecimentos sobre o assunto, é CORRETO afirmar que: a) indivíduos 46, XY que, na idade adulta, sofrem mutação nesse gene perdem as características sexuais. b) indivíduos trissômicos com cariótipo 47, XYY apresentam dois testículos a mais. c) indivíduos trissômicos 47, XXY possuem órgãos reprodutores masculinos e femininos. d os testículos estão ausentes nos indivíduos 46, XY com deleção do gene SRY. 11) (UFMG) - As pessoas podem detectar a substância química feniltiocarbamida – PTC – como um gosto amargo ou, mesmo, não sentir qualquer sabor. Observe este heredograma para a capacidade de sentir o gosto dessa substância.

Com base nesse heredograma e em outros conhecimentos sobre o assunto, é INCORRETO afirmar que a) o alelo para a capacidade de sentir o gosto do PTC é dominante. b) o loco do gene em estudo está situado em um cromossomo autossômico. c) o risco de III.3 nascer incapaz de sentir o gosto do PTC é de 50%. d) os indivíduos I.1 e II.1 são heterozigotos. 12) (UFMG) - Os indivíduos albinos não possuem melanina – pigmento responsável pela cor e proteção da pele – e, por isso, são muito sensíveis à luz solar. Neste esquema, está representada parte da via biossintética para a produção desse pigmento:

Com base nesse esquema e em outros conhecimentos sobre o assunto, é INCORRETO afirmar que a) a ausência da Enzima 1 resulta em um aumento da concentração de tirosina. b) casamentos entre indivíduos albinos podem gerar descendentes com melanina. c) diferentes genótipos podem dar origem ao albinismo. d) indivíduos AABB formam gametas do tipo AA e BB. 13) (FUVEST) – Lúcia e João são do tipo sangüíneo Rh positivo e seus irmãos, Pedro e Marina, são do tipo Rh negativo. Quais dos quatro irmãos podem vir a ter filhos com eritroblastose fetal? a) Marina e Pedro. b) Lúcia e João. c) Lúcia e Marina. d) Pedro e João. e) João e Marina 14) (PUC-MG) - A charge abaixo foi produzida num momento em que no Brasil se discutem as possíveis vantagens e desvantagens da liberação do plantio e comercialização de plantas transgênicas. Analisando-se a charge de acordo com os atuais conhecimentos biológicos, é CORRETO afirmar:

a) O que não faz mal para o homem não fará mal para os insetos. b) As plantas transgênicas são perigosas para a saúde animal. c) O que não é bom para os insetos pode não ser bom para os homens. d) Se os insetos experimentarem, o homem poderá experimentar, pois a ingestão da planta não fará mal.

15) Cinco mulheres alegaram maternidade de uma determinada criança e, como parte dos exames, o seqüenciamento das bases em um sítio específico do DNA identificou a mãe biológica. Em uma das duas cadeias do DNA da criança o sítio apresentou a seguinte seqüência: GTACTCGA. O padrão de bandas da seqüência de oito bases deste sítio, de uma das duas cadeias de DNA de cada mulher, está representado abaixo. Assinale a alternativa cujo padrão com as oito bases corresponde ao da verdadeira mãe da criança:

16) (PUC-MG) - Numa determinada pesquisa científica, um vírus de resfriado, modificado geneticamente para invadir células cancerosas, foi capaz de eliminar tumores inoperáveis em camundongos. A preocupação, contudo, é que o vírus possa se espalhar e causar outros cânceres. Os pesquisadores usaram uma linhagem geneticamente alterada de um adenovírus, que causa resfriado comum. É o vírus favorito dos cientistas que trabalham com terapia gênica. Eles o enfraqueceram a ponto de torná-lo incapaz de infectar células saudáveis, então adicionaram a ele uma “chave genética” para penetrar nas células do tumor. É correto afirmar que a “chave genética” é: a) uma proteína inserida nos adenovírus que impede que eles causem resfriado. b) um gene que determina a produção de uma proteína que vai para a superfície do vírus. c) uma proteína tumoral produzida por gene implantado na superfície viral. d) uma proteína introduzida no núcleo viral e capaz de destruir o genoma de células tumorais.

GABARITO

1 – C – 2 – D – 3 – B – 4 – C – 5 – A – 6 – C – 7 – C – 8 – A – 9 – D – 10 – D – 11 – C – 12 – D – 13 – E – 14 – C – 15 – A 16 - B

EMBRIOLOGIA
Estuda o desenvolvimento do embrião, a partir da fecundação, que origina a célula-ovo ou zigoto. Vitelo ou lécito, que é alimento armazenado para o embrião, de acordo com sua quantidade ou localização, classifica os ovos. Só é considerado lécito ou vitelo o material que está contido no citoplasma da célula-ovo ou zigoto. Classificação quanto a quantidade do vitelo Alécito Oligolécito Mediolécito Megalécito sem vitelo com pouco vitelo quantidade média de vitelo grande quantidade de vitelo

Classificação quanto a quantidade do vitelo

Isolécito Telolécito incompleto Centrolécito

vitelo igualmente distrituído vitelo distribuído meio a meio

Telolécito completo vitelo ocupa quase todo o ovo Vitelo no centro do ovo

Formada a célula-ovo ou zigoto, inicia-se o desenvolvimento, com uma série de mitoses, chamadas de segmentação ou clivagem, que originam blastômeros. Durante a segmentação, não acontece aumento do volume das células. A quantidade de vitelo do ovo interfere com divisão celular porque dificulta a citocinese. Regra de Balfour: “a velocidade de segmentação é inversamente proporcional à quantidade de vitelo”.

Após a segmentação surgem as chamadas figuras embrionárias, que representam os passos iniciais da formação do novo indivíduo. Mórula - massa compacta de células. Blástula - cavitação na mórula por absorção de água. Cavidade é blastocele, delimitada por células que constituem a blastoderme ou trofectoderma ou trofoblasto. O trofectoderma ou trofoblasto tem células já diferenciadas e buscam alimento ativamente. Tamanho da blastocele depende da quantidade de vitelo presente no ovo, quanto mais vitelo, menor é a cavidade. As células do embrioblasto são indiferenciadas e podem se separar dando origem a gêmeos idênticos e também podem ser utilizadas como células-tronco embrionárias. Blastocisto é o nome da blástula de mamíferos e é a forma em que o embrião se fixa no interior do útero, ficando mais seguro o seu desenvolvimento. Gástrula - proliferação, deslocamento e diferenciação celular. Desenvolvimento dos folhetos embrionários, da notocorda e do tubo neural. Destinação das células para formação de tecidos e órgãos. Alguns autores denominam a etapa em que aparece o tubo neural e a notocorda de nêurula. Organogênese – a partir da gástrula os folhetos embrionários iniciam a formação de tecidos e de órgãos que comporão o corpo do indivíduo.

FORMAÇÃO DOS ÓRGÃOS A PARTIR DOS FOLHETOS EMBRIONÁRIOS Endoderma Trato digestivo Fígado-pâncreas Ouvido médio Tuba auditiva Tireóide Paratireóide Timo Laringe Traquéia Brônquios Pulmões Bexiga Vestíbulo vaginal Mesoderma Rins Gônadas Vias genitais Córtex da supra-renal Endotélios Tecidos conjuntivos Tecidos musculares Sistema hemocitopoiético Micróglia Ectoderma Sistema nervoso Medula da supra-renal Retina Neuro-hipófise Epitélio bucal Epitélio de glândula salivar Esmalte dentário Adeno-hipófise Epitélio anal Epiderme e anexos da pele Lente e músculo da íris Ouvido interno - fossas nasais

Anexos embrionários não fazem parte do corpo do embrião, mas ficam ligados a ele. São destinados à proteção, nutrição, respiração, excreção e, em algumas espécies, fixação do embrião ao útero materno além de outras funções. Saco vitelínico ou saco vitelino contém lécito ou vitelo. Presente a partir de Peixes na evolução dos Vertebrados, é rudimentar em Mamíferos placentários. Nos seres humanos persiste até o nascimento. Âmnio recobre totalmente o embrião e contém líquido. É ambiente aquático ao redor do embrião permitindo, evolutivamente, desenvolvimento em ambiente terrestre, que é seco. O líquido amniótico impede desidratação ou ressecamento, permite movimentos do feto e protege contra choques mecânicos. Surgiu a partir de Répteis e aparece também em Aves e Mamíferos. Em humanos, persiste até o nascimento. Aspiração do líquido amniótico faz expansão dos alvéolos pulmonares. Força o âmnio contra o colo do útero, promovendo sua dilatação para o parto. Antes do parto o líquido liberado “lava” o canal vaginal e o lubrifica para a passagem do feto. “Bolsa-das-águas”. Alantóide é membrana muito desenvolvida e ricamente vascularizada, com função de se aderir ao cório para trabalharem juntos na troca gasosa (alantocório). Forma cavidade que recebe excretas nitrogenados - ácido úrico - do embrião de ovos fechados ou cleidóicos, como o dos Répteis, Aves e dos Mamíferos prototérios. Em humanos é reduzido, mas seus vasos sangüíneos formam os vasos do cordão umbilical. Cório ou serosa é o anexo mais externo ao embrião. Associado aos vasos sangüíneos do alantóide, é responsável pela troca gasosa entre o embrião e o ambiente. Surgiu a partir de Répteis e é presente também em Aves e Mamíferos. Em Mamíferos eutérios, mantém relações com o endométrio através das vilosidades coriônicas, e, junto com ele, forma a placenta. Placenta é anexo com parte relacionada com o feto cório - e parte relacionada com o útero - endométrio. Faz troca gasosa, nutrição, excreção, proteção e tem função endócrina. Fica ligada ao embrião ou feto pelo cordão umbilical. Persiste até o final da gravidez e, depois do nascimento, é expelida do útero. Funciona como filtro e tem área de troca de aproximadamente 14m2. Normalmente não permite comunicação direta do sangue da mãe com o sangue do embrião ou feto. Apesar de oferecer barreira de proteção, bactérias da erisipela, escarlatina, brucelose, sífilis, protozoários da doença de Chagas, malária e toxoplasmose, além de vírus da varíola, rubéola, AIDS e sarampo a atravessam. Função endócrina com produção de gonadotropina coriônica (hCG), estrógeno, progesterona e relaxina. Formação de gêmeos univitelinos

Gêmeos univitelinos ou idênticos são formados quando há separação das células que iriam formar apenas um indivíduo. Pode acontecer até a etapa chamada de blástula ou blastocisto, ou seja, até mais ou menos o sétimo dia de vida depois da fecundação. Se a separação das células acontece muito perto do sétimo dia, os embriões ficam juntos dentro do mesmo âmnio e, apenas neste caso é que podem aparecer os chamados irmãos siameses ou xifópagos, quando eles são unidos.

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1) (UFES-modificada) - Em relação ao desenvolvimento embrionário nos animais, foram feitos os sequintes comentários: I- Ovos telolécitos são ovos com grande quantidade de vitelo, formando um grande pólo vegetativo em que o núcleo ocupa um espaço mínimo chamado de pólo animal. São encontrados em mamíferos. II- Durante o estágio de segmentação, o zigoto, por divisão de suas células, origina blastômeros que formam uma mórula. Da mórula, origina-se a blástula, caracterizada por uma camada de células que compõe a blastoderme, e por uma cavidade conhecida como blastocela, que se apresenta cheia de líquido. III- A blástula origina a gástrula, caracterizada por quatro folhetos germinativos: ectoderma, endoderma, mesoderma e deuteroderma. É CORRETO o que se afirma em apenas a) I b) I e II c) II d) II e III 2) (PROUNI-modificada) - São considerados triblásticos os animais que formam três folhetos germinativos na fase embrionária. Na seqüência de desenvolvimento desses folhetos, serão formados os diferentes tecidos e órgãos animais. 1. 2. 3. Folheto Tecidos e órgãos originados do folheto embrionário Endoderme fígado, revestimento do aparelho respiratório, gônadas Mesoderme aparelho excretor e aparelho circulatório Ectoderme sistema nervoso, epiderme e esqueleto

Baseado no quadro acima, responda a) se somente 3 é verdadeira. b) se somente 2 é verdadeira. c) se somente 1 e 3 são verdadeiras. d) se somente 2 e 3 são verdadeiras. 3) (PUC-MG) - As células-tronco embrionárias são uma grande promessa da medicina para o tratamento de várias doenças humanas pela possibilidade de recuperação de tecidos lesados ou degenerados. A receita é a seguinte: · Tire uma célula da pele e transplante o seu núcleo para um óvulo do qual o núcleo foi removido. · Dê condições ao clone de se desenvolver até a fase de blastocisto com aproximadamente 140 células. · A massa celular interna do blastocisto são células-tronco que podem dar origem a qualquer tecido humano, menos à placenta. A esse respeito, é possível afirmar, EXCETO: a) As células-tronco assim produzidas apresentam o mesmo genoma nuclear da célula da pele. b) Diferenciação das células-tronco pode depender de fatores que influenciam a expressão gênica. c) Na fase de blastocisto, ainda não ocorreu diferenciação celular. d) Implantadas em outro indivíduo, as células-tronco podem ser rejeitadas.

4) (UEMG) - OS PRIMEIROS PASSOS DE UMA LONGA CAMINHADA - Brasil é pioneiro no uso de células-tronco no tratamento de acidente vascular cerebral. O uso clínico das células-tronco não parece mais uma promessa distante: o início de um estudo para avaliar a segurança do uso de células tronco adultas de medula óssea na fase aguda do acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico é promessa de um novo tratamento para a lesão. A primeira paciente a receber o implante dessas células não apresentou complicações, recuperou as habilidades motoras perdidas e compreende bem a linguagem após o tratamento. O procedimento – pioneiro no mundo – foi realizado por uma equipe do Hospital Pró-cardíaco (HPC) em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). NÃO são características das células utilizadas na terapia indicada no texto: a) Apresentam grande capacidade de diferenciação. b) Apresentam a mesma carga genética do paciente. c) Possuem grande potencial mitótico. d) Originam somente células do sistema nervoso. 5) (UFMG) - Observe este esquema, em que as representações estão numeradas de I a VI:

Considerando-se esse esquema, é INCORRETO afirmar que a) a primeira divisão mitótica ocorre entre a fase II e a fase III. b) as células são totipotentes na fase IV. c) o número de células é diferente na fase V e na fase VI. d) os cromossomos homólogos estão pareados na fase I. 6) 8) 11) (Unirio-RJ) O esquema a seguir representa, em corte transversal, o embrião de um Cordado. A notocorda, o tubo neural, o celoma e o arquêntero são representados, respectivamente, por:

a) 1, 2, 3, 4

b) 2, 1, 3, 4 c) 4, 3, 2, 1 d) 2, 1, 4, 3

7) (UNIMONTES) – A figura abaixo apresenta algumas etapas do ciclo vital de um mamífero. Analise-a.

Considerando a figura e o assunto relacionado com ela, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa CORRETA. a) O acesso do embrião a nutrientes ocorre a partir da etapa VI. b) III e IV representam a fase de organogênese. c) A etapa ideal para se realizar manipulações gênicas é a V. d) O embrião fica mais seguro após 6 dias da fertilização. 8) (PUC) O esquema abaixo representa, de maneira simplificada, uma das fases do desenvolvimento embrionário de uma ave:

Durante o desenvolvimento de um mamífero placentário, encontra(m)-se bem desenvolvido(s) a) apenas I. b) apenas II. c) apenas III. d) apenas I e lIl.

GABARITO 1–B–2–B–3–C–4–D-5–D–6–D–7-A–8–D

REINO VIRUS
São acelulares. Não têm metabolismo. São formados por capa de proteína (capsídio) e interior de ácido nucléico. Há vírus com DNA como material genético, há vírus com RNA como material genético sem terem que produzir DNA para a sua multiplicação e há vírus que têm RNA, mas que dependem de formar DNA para se multiplicar. Estes são chamados de retrovírus. O vírus da AIDS é um retrovírus. Parasita intracelular obrigatório para se multiplicar. Pode se cristalizar. Altamente específico. Vírus podem causar doenças como resfriado, gripe, rubéola, sarampo, caxumba, hepatites, raiva ou hidrofobia, poliomielite ou paralisia infantil, herpes simples e herpes zoster, febre amarela, dengue e AIDS. Não existem remédios qua tuem contra os vírus, apenas os que podem interferir com sua multiplicação. Antibióticos não atuam contra vírus!

Multiplicação de vírus que ataca bactérias chamado bacteriófago. Quando o vírus se multiplica ele utiliza todos os recursos disponíveis na célula a seu favor. Quando termina sua multiplicação, que é muito rápida, a célula acaba sendo destruída. Há vírus que podem alterar a informação genética do núcleo das células e originar cânceres. A única defesa de que o organismo dispõe contra os vírus são os anticorpos, proteínas de defesa. A vacinação é extremamente importante para evitar doenças causadas por vírus.

DOENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS
Doença Modo de transmissão Modo de infecção O vírus penetra pelas mucosas das vias respiratórias, disseminase pela corrente circulatória e instala-se na pele e mucosas, causando ulcerações O virus é introduzido juntamente com a saliva do mosquito; espalha-se pelo corpo através do sangue e instala-se no figado, baço, rins, medula óssea e gânglios linfáticos. O virus penetra pela mucosa das vias respiratórias, cai na corrente sanguinea e se dissemina per diversas partes do corpo. Virus penetra pela boca e se multiplica primeiro Na garganta e nos intestinos. Dai dissemina-se pelo corpo através do sangue. Ao atingir células nervosas ele as destrói, o que Causa paralisia e atrofia dos músculos, geralmente das pernas. O virus penetra pelo ferimento da mordida junto com a saliva do animal. Atinge o sistema nervoso central, onde se causa danos irreparáveis. O virus é introduzido na corrente sanguinea pela picada do artrópodo portador. Atinge as celulas do cerebro, onde se reproduz. O vírus ataca normalmente Medidas de controle

Vacinação

Varíola

Goticulas de saliva, contato direto, Objetos contaminados - copos e talheres .

Febre amarela

Atraves da picada do mosquito Aedes aegypti. O mosquito contamina-se ao picar outro mamifero contaminado.

Vacinação

Destruição do mosquito Aedes .

Sarampo

Goticulas de saliva.

Vacinação

Vacinação Salk ou Sabin

Poliomielit e

Incerto.

Mordida ou arranhadura Raiva animal de animal infectado, geralmente cão ou o gato ou morcegos hematófagos

Vacinação dos cães, eliminação dos cães de rua, vacinação de pessoas mordidas por case desconhecidos ou suspeita de Portar a doenga.

Encefalites virais

Picada de mosquitos e de carrapatos.

Combate aos artrópodos vetores. Não existem vacinas.

as Goticulas de saliva, contato direto, objetos contaminados (copos, talheres).

Caxumba

glandulas salivares parótidas, podendo, entretanto, localizar-se nos testiculos, ovarios, pâncreas e cérebro. O virus ataca os tecidos das

Vacinação.

Gripe

Goticulas de saliva.

porções superiores do aparelho respiratório. Raramente atinge os pulmões.

Vacinação.

Hepatite osa infecci

Contaminação de água e objetos por fezes de individuos contaminados. Supõe-se que moscas transportem o virus de fezes contaminadas

Medidas de saneamento; O virus destrói o figado. Fiscalização dos manipuladores de alimentos. Soro dá proteção Temporária

Modo de transmissão não é bem definido. Contaminação pela transfusão de sangue de inidivíduos infectadas pelo HIV. Uso de Sindrome instrumentos cirúrgicos da ou Imunodefici seringas contaminadas. encia adquiri Atraves do ato sexual, da quando o virus penetra per fissuras das (AIDS ou mucosas e genitália. SIDA) Pela placenta ou pelo leite de mãe contaminada.

O virus ataca os linfócitos, que são células da defesa do organismo, tornando-o incapaz de resisitir às infecç.ões.

Fiscalização rigorosa dos bancos de sangue. Esterlização de instrumental cirúrgico e utilização de material descartável. Uso de preservativos para o sexo seguro. .

REINO MONERA
Este reino apresenta organismos unicelulares e procariotas, representados pelas bactérias e cianofíceas. A estrutura destas células é simples, não apresentando núcleo. Seu único organóide é ribossomo. Podem ser encontrados no ar, na água, na terra e convivendo com outros seres vivos, causando doenças ou não. Têm capacidade de movimentação. A maioria das espécies é heterótrofa, algumas são autótrofas quimiossintetizantes e outras fotossintetizantes, apresentando bacterioclorofila. A reprodução das bactérias pode ser assexuada por cissiparidade ou divisão binária ou sexuada em três modalidades: Conjugação: Duas bactérias se unem através de ponte entre seus citoplasmas, havendo a passagem de segmentos de DNA, chamados de plasmídio, de uma para outra. Há modificação no genótipo da bactéria que recebe o DNA. Transformação: Uma bactéria engloba um segmento de DNA de outra bactéria encontrado no ambiente, passando a exibir as novas características genotípicas do DNA recebido. Transdução: O material genético é transferido de uma bactéria a outra através de um vírus bacteriófago. Esporulação é um fenômeno que não está relacionado com reprodução, mas com a criação de uma forma de resistência às variações ambientais. Quando o ambiente voltar a ser adequado, o esporo volta à vida vegetativa e origina outras bactérias.

DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS
Doença
Botulismo

Agente
Clostridium botulinum

Via de transmissão Ingestao de alimento no qual
houve desenvolvimento da

Particularidades
A doença e causada pela toxina presente no alimento ingerido e nao

Gangrena gasosa

Clostridium novyi Clostridium perfringens Clostridium septicum Contaminação acidental de ferimentos profundos. Clostridium tetanii

bacteria com liberação de toxina; geralmente alimentos enlatados.

pela bacteria, uma vez que esta nao sobrevive no corpo Germes que normalmente habitam o solo. Em geral não são parasitas, causando doença quando acidentalmente penetram no ferimento A pessoa infectada pode, após o desaparecimento dos sintomas da doença, continuar portando indefinidamente alguns germes, isto é, tornar-se um portador crônico. Suas fezes constituirão perigo constante para a população, pois delas poderão advir epidemias. O controle dessa doença reside na identificação e tratamento dos portadores crônicos.

Tetano

Febre tifóide

Salmonella typhi

Contaminação fecal de água ou alimentos.

Gastroenterites Disenteria bacilar Pneumonia Intoxicação alimentar Gonorreia Coqueluche Tuberculose Sifilis Cólera Meningite epidênuca

Salmonella Shigella Streptococcus pneumoniae Diplococcus pneumoniae Micrococcus ecladenes

Qualquer especie de Salmonella Contaminação de agua ou pode produzir tipo de infecção, um ou outro alimentos erroneamente chamada alimentar. alimentos de intoxicação de Contaminação de agua ou A mais grave das infecçõess disentéricas. alimentos Inalação de ar contaminado. Ingestao de alimento no qual houve desenvolvimento bacteriano com liberação de Localiza-se nos pulmoes. Os sintomas da doença sao causados pela toxina presente no alimento ingerido e nao pela proliferação das

Neisseria Contato sexual. Doença sexualmente transmissível. gonorrhoeae Hemophilus Afeta mais a criangas – a vacinação é I nalação de ar contaminado. pertussis eficaz. Mycobacterium Inalação de ar contaminado Ataca pulmões e outras partes do corpo tuberculosis Treponema pallidum Contato sexual. Doença sexualmente transmissível Vibrio cholerae Neisseria meningitides Infecção intestinal grave que pode matar por desidratação Germes instalam-se nas meninges, levados Inalação de ar contaminado pelos sangue Contaminação de agua ou alimento

Bactérias são importantes agentes decompositores que influenciam na fertilidade do solo. Algumas participam de ciclos biogeoquímicos do nitrogênio, fundamental para formação de aminoácidos e de bases nitrogenadas das proteínas e dos ácidos nucléicos, respectivamente. Bactérias são utilizadas na indústria de laticínios para a fermentação do leite e produção de iogurtes, leites fermentados e queijos. Bactérias do gênero Acetobacter são utilizadas na fabricação de vinagre. Cianobactérias, antigamente chamadas de cianofíceas e de algas azuis, têm grande distribuição natural, ocorrendo na água ou na terra úmida. Podem se associar a fungos e a originar liquens, que são importantes para iniciar a colonização de ambientes inóspitos, atuando como espécies pinoneiras. Podem ser encontradas em fontes termais, suportando temperaturas acima de 80º graus. Atuam na fixação do nitrogênio atmosférico que são absorvidos pelas plantas. São pouco exigentes quanto às condições ambientais para se desenvolverem, necessitando apenas de gás carbônico, nitrogênio, água, alguns minerais e luz. Apresentam rganização celular semelhante as das bactérias, possuindo, entretanto, a clorofila a, idêntica à das plantas. São todas autótrofas fotossíntetizantes. Vivem isolados ou colônias. Sua reprodução ocorre somente de forma assexuada.

Um líquen formado pela associação de uma cianobatcéria (poderia ser uma alga) com um fungo. O número 1 indica as células da cianobactéria e o número 2 indica a estrutura do fungo, chamada hifa.

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1) (UEMG) - A figura a seguir ilustra um importante processo ocorrido em bactérias.

De acordo com o processo representado e com os seus conhecimentos, NÃO está correto afirmar que a) esse processo altera somente qualitativamente uma população de bactérias. b) é fundamental a participação de vírus bacteriófagos nesse processo. c) através desse processo uma bactéria pode se tornar resistente a um antibiótico. d) normalmente ocorre transferência de DNA plasmidial por esse processo.

2) (UEMG) - Notícia extraída do sítio do Ministério da Saúde, em 22/09/2004. Saúde lança campanha de massa contra a tuberculose. “O ministro da Saúde, Humberto Costa, e o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, lançaram hoje, em Brasília, a campanha publicitária “Tuberculose tem remédio”, com o objetivo de levar à população esclarecimentos sobre a doença, cujo controle é prioridade para o Governo Federal. Protagonizada pelo ator Pedro Cardoso, a campanha alertará especialmente aquelas pessoas que apresentam tosse ininterrupta há mais de três semanas: elas podem estar com tuberculose. Dessa forma, devem procurar, imediatamente, o posto de saúde mais próximo...” NÃO é característica associada à doença cuja campanha foi lançada: a) A dispersão do agente etiológico por saliva b) A ausência de metabolismo próprio do agente etiológico c) A profilaxia com campanhas de imunização por vacinas d) A vinculação do HIV ao aumento no número de doentes 3) (UEMG) - Vírus da gripe espanhola pode ter vindo de aves Um estudo realizado por uma equipe americana sugere que o vírus da gripe espanhola que matou 50 milhões de pessoas em 1918/1919 provavelmente surgiu nos pássaros. Os autores do estudo descobriram que o vírus compartilha de características genéticas com o vírus que circula atualmente na Ásia, causando a gripe do frango. Utilizando as informações do texto e outros conhecimentos que você possui sobre o assunto, seria CORRETO deduzir que

a) o vírus da gripe espanhola sofreu mutações para se adaptar ao organismo humano. b) a atual gripe do frango poderá atingir humanos, caso os vírus mutantes rompam a barreira específica. c) para se prevenir contra uma nova gripe espanhola, devem ser obtidos eficientes antibióticos. d) uma vacina desenvolvida a partir do vírus da gripe espanhola será suficiente para se prevenir contra uma pandemia da gripe do frango. 4) (UEMG) - Líquens são associações entre dois organismos. São tão específicas que recebem uma classificação própria como se fossem uma espécie única. A seguir, está representado um líquen do gênero Coccocarpia, em sua estrutura microscópica. Sobre os líquens e os componentes representados na figura acima, está CORRETO afirmar que

a) crescem somente em solos ricos em nutrientes. b) as estruturas 2 representam organismos autótrofos. c) são altamente tolerantes à poluição atmosférica. d) são organismos pioneiros nas sucessões ecológicas. 5) (UEMG) - A gripe é uma infecção respiratória causada pelo vírus Influenza. É altamente contagiosa e ocorre de maneira epidêmica, mais no final do outono, inverno e início da primavera. Existem três tipos deste vírus: A, B e C. O vírus Influenza A pode infectar humanos e outros animais, enquanto que o Influenza B e C infectam só humanos. Qualquer pessoa pode gripar. Contudo, pessoas com alguma doença respiratória crônica, com fraqueza imunológica e pessoas idosas têm uma tendência a infecções mais graves com possibilidade de complicações fatais. As informações contidas no texto acima e outros conhecimentos que você possui sobre o assunto, só NÃO PERMITEM AFIRMAR que a) pela característica do Influenza A , este deve ser o ancestral dos vírus Influenza B e Influenza C. b) afetada pelo Influenza A, a pessoa não poderá ser afetada pelos outros Influenza, pois já tem imunidade. c) surtos epidêmicos podem ser explicados pelo comportamento dos humanos no período referido no texto. d) embora não curem o individuo doente, as vacinas são importantes para o controle de novos casos. 6) (UEMG) - As infecções respiratórias são freqüentes durante o inverno. Tosse, espirros e coriza – corrimento nasal - são sintomas observados nas pessoas infectadas. Utilizando os conhecimentos que você possui sobre o assunto, NÃO está correto afirmar que

a) vírus, bactérias e fungos são os causadores mais freqüentes de tais infecções. b) os antibióticos são eficientes na cura das bacterioses e viroses respiratórias.

c) ambientes abertos e ventilados devem ser preferidos para se evitar a transmissão dos patógenos. d) coriza é uma resposta do epitélio respiratório à presença de um patógeno. 7) (PUC-MG) - A cárie dentária é um processo de destruição lento e progressivo dos tecidos dentários. Leia atentamente as afirmações a seguir. I. Pode ocorrer fermentação com produção de ácido lático que desmineraliza o esmalte dentário. II. No processo ocorre infecção bacteriana com destruição de polpa dentária. III. A placa dentária é produzida por bactéria para sua fixação. IV. Além da falta de higiene, fatores genéticos e nutricionais podem estar envolvidos com a cariogênese. São afirmativas CORRETAS: a) I, II, III e IV. b) I, II e IV apenas. c) II e IV apenas. d) I, III e IV apenas. 8) (PUC-MG) - A difteria é uma doença resultante da infecção bacteriana por Corynebacterium diphtheriae, a qual é portadora do bacteriófago corinefago. Até por volta de 1920, quando a imunização se tornou comum, a difteria foi uma das mais freqüentes causas de mortalidade infantil. Embora essa infecção bacteriana seja normalmente confinada ao trato respiratório superior, a bactéria secreta uma proteína codificada pelo fago, conhecida como toxina diftérica, que é responsável pelos efeitos letais da doença. Os efeitos patogênicos da difteria são prevenidos pela imunização dos indivíduos com a toxina quimicamente inativada. Além disso, indivíduos que haviam contraído a difteria eram tratados com a antitoxina do soro eqüino, que se liga à toxina diftérica, inativando-a. De acordo com o texto e com base em seus conhecimentos sobre o assunto, assinale a alternativa INCORRETA. a) O efeito do tratamento com a antitoxina do soro eqüino é temporário e não impede a infecção. b) Indivíduos imunizados não contraem a infecção bacteriana. c) Bactérias não infectadas pelo fago não são capazes de produzir os efeitos letais. d) Antibióticos podem ser usados para impedir o crescimento dos microorganismos e a produção da toxina. 9) (PUC-MG) - No dia-a-dia, estamos expostos a infecções diversas, causadas por bactérias, inclusive pela ingestão de alimentos contaminados. São infecções bacterianas, EXCETO: a) tétano. b) botulismo. c) salmonelose. d) pneumonia asiática (SARS).

GABARITO 1–B–2–B–3–B–4–D-5–B–6–B–7–A–8–D–9–D
REINO PROTISTA
Constituído por organismos unicelulares eucariotas representados pelos protozoários, e algas. Podem viver isolados, em colônias, como parasitas ou terem vida livre. Protozoários Organismos como ameba e paramecium são protozoários de vida livre. Organismos como o causador do mal de Chagas ou Trypanosoma cruzi ou como o causador da malária Plasmodium falciparum são parasitas e causam grande dano à humanidade. Quando as condições ambientais não estão favoráveis, muitos protozoários apresentam a capacidade de se transformarem em cistos, uma forma resistente.

PRINCIPAIS DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS

Doença
Disenteria amebiana ou amebiase Úlcera de Bauru ou leishmaniose de pele

Agente causador
Entamoeba histolytica (Filo Sarcodina) Leishmania brasiliensis (Filo Flagellata)

Sintomas
Diarréias com sangue e muco devido a lesões na parede intestinal. Ulcerações graves de pele, principalmente no rosto, braços e pernas.

Forma de contágio
Ingestão de alimentos (verduras, frutas) ou água contaminada por cistos do protozoário. Picada do mosquito-palha, tambem conhecido como birigui

Doenga de Chagas

Trypanosoma cruzi (Filo Flagellata)

(gênero Lutzomyia). Cão doente atua como depósito. Insuficiência cardiaca dePicada de barbeiros ou vidas a lesões na muscu- chupanças, insetos Hemipteros. latura do coração. Os principals transmissores são Do gênero Triatoma, que vive em casas de pau-a-pique. Sonolência por lesões no sistema nervoso. Picada da mosca tsé-tsé (gênero Glossina). Através de relações sexuais com homens transmissores ou pelo

Doenga do sono

Trypanosoma gambiensis

(Filo Flagellata) Tricomoniase

Tricomonas vaginalis Corrimentos e infecções (Filo Flagellata) vaginais e uretrais.

Giardiase

Giardia lamblia (Filo Flagellata)

Malária ou maleita ou impaludismo ou mal dos pântanos

Plasmodium spp (Filo Sporozoa)

Toxoplasmose

Toxoplasma gondii

Use de instalaçõs sanitárias ou objetos contaminados. Diarréias acompanhadas Ingestão de alimentos (verduras, de dores abdominais defrutas) ou água vidas a lesões na parede contaminados por cistos do intestinal. Protozoário. Febres e mal-estares ciclicos devido a substâncias Picada da fêmea mosquito-prego, tóxicas liberadas pelo pernilongo pertencente ao gênero proTozoario no sangue e por Anopheles. hemácias rompidas. Afeta qualquer órgão Ingestão de cistos do do corpo, mas deixa parasita, quase sempre pelo consequências maiores convívio com animais como no sistema nervoso. o gato. Pode causar abortos.

Algas
Algumas algas são unicelulares e algumas são formadas por várias células, mas nunca formam tecidos e têm estruturas simples, apesar de muitas vezes lembrarem plantas. Há vários grupos. a) Euglenófitas: tem dois tipos de nutrição, ou seja, são mixotróficos, o que significa dizer que podem fazer fotossíntese e capturar alimento como qualquer animal. Maioria de água doce. O gênero mais comum é a Euglena. As células não apresentam parede celular.

b) Pirrófitas: são biflagelados e muitos deles são marinhos. Podem ser chamadas de dinoflagelados. São geralmente, amarelo-pardos ou amarelo-esverdeados. O aumento excessivo da população de alguns dinoflagelados provoca desequilíbrio ecológico conhecido como maré-vermelha, pois a água, nos locais em que há excesso desses dinoflagelados, adquire comumente coloração vermelha ou marrom, e as algas secretam substâncias, como o ácido domóico, que matam outras formas de vida. Alguns dinoflagelados têm a característica de serem bioluminescentes, isto é, conseguem originar luz. c) Crisófitas ou algas douradas: os mais comuns são as diatomáceas, algas microscópicas que constituem os principais componentes do fitoplâncton marinho e de água doce. Além de servirem de alimente para outros animais aquáticos, elas produzem a maior parte do oxigênio do planeta, através de fotossíntese. A carapaça, geralmente impregnada de sílica, quando depositadas no fundo do mar, formam uma terra muito fina, chamada terra de diatomáceas, utilizada como abrasivos nos polidores de metais e em pastas de dente. d) Clorofíceas (do gr. khloros, "verde"; phycon, "alga") ou clorófitas (do gr. phyton, "vegetal"), são as algas mais comuns, ocorrendo em água doce e do mar, mas também em ambientes terrestres úmidos, sobre troncos de árvores e associadas a fungos, formando uma estrutura mutualística denominada líquen. Podem ser unicelulares ou pluricelulares, coloniais ou de vida livre. e) Rodofíceas (do gr. rhodon, "vermelho") ou rodófitas são pluricelulares, predominantemente marinhas, mas com algumas espécies dulcícolas. Delas são retiradas duas mucilagens importantes. A primeira é o ágar (ágar-ágar) ou gelose, um polímero da glicose, utilizado na cultura de bactérias e na indústria farmacêutica como laxante. O agar-agar é muito utilizado na fabricação de geléias, produtos de confeitaria, xaropes, maioneses e queijos, sendo o produto responsável pela consistência mole, mas suficientemente firme, que apresentam. A segunda é a carragenina, utilizada pela indústria de alimentos como a de sorvetes. f) Feofíceas (do gr. phaios, "pardo", "marrom") ou feófitas são pluricelulares e predominantemente marinhas. Possui o polissacarídeo algina, usado por dentistas com o nome de alginato. Predominantemente marinhas, muito evoluídas, podem apresentar falsos tecidos. Formam o "mar dos sargassos", podem ser comestíveis, e são usadas como adubo. Em geral, são de grande porte e algumas espécies apresentam estruturas especializadas aproximando-se de folhas, caules e raízes. Podem apresentar estruturas de fixação, flutuação e reprodução. No novo sistema de classificação, as “algas” são consideradas da seguinte forma: REINO Monera Protista Plantae EXEMPLOS DE ALGAS Cianobactérias ou Cianofíceas ou Algas azuis Euglenofitas, Crisofitas, Pirrofitas Clorofitas, Rodofitas, Feofitas

Reino Fungi
O reino fungi é formado pelos fungos organismos com características de planta e de animais e pelos liquens. Os fungos são conhecidos como bolores, cogumelos, trufa, champignon. São encontrados na água ou na terra. Podem ser de vida livre ou podem ser parasitas, por exemplo, causando

micoses. A reprodução por esporos facilita muito a dispersão desses organismos através do ar. Todos os fungos são heterótrofos e obtêm alimento por absorção. Alguns atuam como decompositores ou sapróbios ou saprófitas. Alguns se associam a raízes de determinadas plantas, formando as micorrizas. Filamentos formados pela células dos fungos são chamados de hifas, que em conjunto formam o micélio. Não há tecido verdadeiros em fungos. Têm parede celular de quitina. A substância de reserva é o glicogênio. Quando micélios de sexos diferentes se encontram, suas hifas se organizam para processar a reprodução sexuada. Classificação dos fungos Ficomicetos, Ascomicetos, Basidiomicetos e Deuteromicetos. Ficomicetos são os mais simples em estrutura e os Basidiomicetos formam os cogumelos e orelhas-de-pau. Deuteromicetos não têm reprodução sexuada conhecida e são os causadores de micoses no homem. Alguns Ascomicetos apresentam importância para o homem, como a fabricação de antibióticos, cervejas, queijos Ex.: Penillium, que produz a penicilina e Sacharomyces que atua na fermentação de várias bebidas alcoólicas e da produção do pão.

Liquens
São formados pela associação do tipo mutualismo entre cianobactérias ou algas e fungos. Os fungos mais comuns são os ascomicetos e as algas geralmente são unicelulares. Verificou-se em laboratório que, se colocados em condições favoráveis de desenvolvimento eles podem viver separados. Porém quando os nutrientes estão escassos ocorre associação. O liquens se reproduzem assexuadamente por fragmentos que possuem a alga e o fungo. Esses fragmentos se destacam e são carregados pelo vento, recebendo o nome de sorédios.

Questões de fixação
1) (UEMG) - Belo Horizonte é hoje o município com alta densidade populacional que mais sofre com a ocorrência da leishmaniose visceral (LV) e também o que mais investe em ações de controle e prevenção da doença. Os primeiros casos humanos do município ocorreram no ano de 1994, na Regional Leste. Desde então, a doença atingiu regionais limítrofes como Nordeste, Norte, Venda Nova e mais recentemente Noroeste. Observe os dados na tabela a seguir:

O avanço da doença na área urbana SÓ NÃO PODE SER EXPLICADO por a) grande número de cães vadios na área urbana, principalmente nas regiões periféricas. b) urbanização do vetor uma vez que houve degradação do seu hábitat natural. c) desinformação da população sobre riscos de manter cão doente assintomático, no ambiente domiciliar. d) descaso da população quando das campanhas de vacinação contra o protozoário. 2) (UFMG) - Pretende-se realizar uma pesquisa sobre as possíveis causas de ocorrência de malária na população humana que habita a Região Metropolitana de Belo Horizonte – manancial Rio Manso/COPASA –, no verão de 2003. Nesse caso, podem ser considerados todos os seguintes fatores, EXCETO

a) Contaminação da fauna silvestre pelo protozoário b) Migração constante de pessoas contaminadas c) Proliferação do transmissor em ambiente aquático d) Vacinação da população em épocas de chuva 3) (PUC-MG) - O mais novo aliado dos cientistas para deter a leishmaniose visceral é um verme nematóide com menos de um milímetro de comprimento, mas que é capaz de infectar apenas o Lutzomyia longipalpis (mais conhecido como mosquito-palha ou birigui), transmissor da doença. O verme foi descoberto por biólogos do Centro de Pesquisas René Rachou, em Belo Horizonte, que coletaram espécimes de mosquito-palha na gruta da Lapinha, município de Lagoa Santa. Alguns dos insetos coletados se mostravam apáticos, e as fêmeas apresentavam o abdômen estufado, embora não tivessem ingerido sangue. Investigando o problema ao microscópio, os pesquisadores encontraram o verme em várias fases de seu ciclo de vida: ovos, larvas, machos e fêmeas adultos dentro de cistos. A transmissão do nematódio parece ocorrer quando larvas comem restos de companheiras mortas. (Texto modificado da Folha de S. Paulo,18.01.2003.) De acordo com o texto e com seus conhecimentos, é correto afirmar, EXCETO: a) A doença humana é causada pelo Lutzomyia longipalpis. b) O verme pode ser usado para controle biológico da população de mosquitos. c) A hematofagia das fêmeas de Lutzomyia longipalpis é fundamental para propagar a leishmaniose visceral. d) O texto fala de parasitas e hospedeiros: Leishmania, nematódio, homem e Lutzomyia longipalpis. 4) (PUC-MG) - A transmissão da malária depende da interação de diferentes fatores epidemiológicos: hospedeiros, agente etiológico e meio ambiente. Assim, variações das condições climáticas, como as relacionadas abaixo, têm profundo efeito sobre a vida do mosquito e do parasita da malária. Umidade: Prolonga a vida do mosquito, importante para o processo de desenvolvimento do parasita no vetor (permitindo que o parasita complete o ciclo de vida a tempo de ser transmitido). Freqüência de chuva: Aumenta a umidade e a reprodução – posturas - com maior probabilidade de sobrevivência das fêmeas de Anopheles entre as chuvas. Temperatura: A temperatura do corpo dos mosquitos está diretamente relacionada com as temperaturas do meio. Exemplificando: a melhor condição para o desenvolvimento de Anopheles ocorre em temperaturas em torno de 30°C, e Plasmodium falciparum só se desenvolve em

ambiente de temperatura acima de 18°C.

De acordo com o exposto acima, é correto, afirmar, EXCETO: a) A umidade e a temperatura afetam o desenvolvimento do agente transmissor da malária. b) O hospedeiro intermediário só se reproduz em temperaturas acima de 18o C. c) Temperatura também afeta o desenvolvimento do agente etiológico. d) A umidade afeta o ciclo e a vida do parasita e do hospedeiro definitivo. 6) (UFPA) - O ágar, material gelatinoso usado em laboratórios de pesquisa como meio de cultura para germes, é obtido de algas: a) verdes b) vermelhas

c) pardas d) douradas 7) (FEI) A fotossíntese é a grande fonte de oxigênio livre e disponível para os seres vivos terrestres e aquáticos. Sabe-se hoje eu quase 90% desse fenômeno fotobioquimico que ocorre em nosso planeta é realizado:

a) b) c) d)

principalmente pela floresta amazônica pelas florestas que se distribuem pelos continentes pelos microorganismos do zooplancton pelas algas planctônicas

8) (UFV) - “... tomou caldo-de-cana e de troco adquiriu Doença de Chagas!”. Parece
inacreditável, mas na América do Sul cerca de 7 milhões de pessoas ainda sofrem desta parasitose causada pelo Tripanosoma cruzi. Sobre este parasita é INCORRETO afirmar que: a) pertence ao filo Mastigophora, cujos membros podem ser parasitas ou ter vida livre. b) trata-se de um parasita heteroxeno, pois seu ciclo de vida envolve dois ou mais hospedeiros. c) reproduz-se sexuadamente por esquizogonia com formação de esporozoítos. d) uma das formas eventuais de transmissão desta parasitose ocorre por transfusão sangüínea. e) além da picada e ferimentos externos, mucosas pode ser via de penetração do flagelado no homem.

GABARITO 1–D–2–D–3–A–4–5–B–6–C–7–D–8-C
ECOLOGIA
Os organismos da Terra não vivem isolados. Interagem uns com os outros e com o meio. E ecologia é o estudo das interações na “casa” em que moram os seres vivos, ou seja, a Terra. Conceitos ecológicos fundamentais - População é o nome dado ao conjunto formado pelos organismos de determinada espécie, que vivem em um lugar perfeitamente delimitado. - Comunidade é o conjunto de todas as populações que se encontram em interação num determinado meio. É a parte biótica do meio. - Ecossistema é o conjunto formado por uma comunidade e pelos componentes abióticos do meio com os quais ela interage. A comunidade de um ecossistema costuma ser formada por três tipos de seres: - produtores de alimentos – representados pelos autótrofos; - consumidores de alimentos – diferentes tipos de seres vivos heterótrofos que são parasitas, predadores, canibais; - decompositores – heterótrofos representados por bactérias e fungos. A produtividade e o ecossistema A atividade de um ecossistema pode ser avaliada pela Produtividade Primária Bruta, que corresponde ao total de matéria orgânica produzida, durante determinado tempo, numa certa área ambiental. Descontando-se desse total a quantidade de matéria orgânica consumida pela

comunidade na respiração durante esse período, consegue-se a Produtividade Primária Líquida. A produtividade de um ecos-sistema depende de diversos fatores, dentre os quais os mais importantes são a luz, a H2O, o CO2 e a disponibilidade de nutrientes.

- Biosfera: a Terra é um grande ambiente de vida. Os organismos vivem numa fina camada do Planeta, que inclui a água, o solo e o ar. A biosfera é a reunião de todos os ecossistemas existentes na Terra. - Habitat: é o lugar em que vive cada organismo de determinada espécie componente da comunidade. É a “residência” do organismo. - Nicho ecológico: é a função ou papel desempenhado pelos organismos de determinada espécie em seu ambiente de vida. O nicho inclui o hábitat, as necessidades alimentares, a temperatura ideal de sobrevivência, os locais de refúgio, as interações com os inimigos e amigos etc. O nicho ecológico é a “profissão” desempenhada pela espécie no ecossistema. Fluxo de energia no ecossistema O sol é a fonte de energia utilizada pelos seres vivos.A energia solar flui ao longo dos ecossistemas através das cadeias alimentares. Os elos de uma cadeia alimentar são os níveis tróficos e incluem: produtores – vegetais autótrofos fotossintetizantes. Transformam a energia solar na energia química contida nos alimentos. No ambiente aquático são representados pelo fitoplâncton. - consumidores primários – herbívoros, isto é, os seres comedores de plantas. No ambiente aquático são os componentes do zooplâncton. - consumidores secundários – carnívoros que se alimentam dos herbívoros. Há ainda consumidores terciários e quaternários que se alimentam, respectivamente, de consumidores secundários e terciários. - decompositores – algumas bactérias e alguns fungos que se alimentam dos restos orgânicos dos demais seres vivos. São importantes na reciclagem dos nutrientes minerais que poderão ser reutilizados pelos produtores. O conjunto de todas as cadeias alimentares do ecossistema

constitui uma teia alimentar. Interações na comunidade

Na comunidade, os seres vivos interagem. Podem-se resumir essas interações como pertencentes a dois tipos básicos: - interações harmônicas ou positivas, em que há benefício para uma das duas espécies ou para ambas e - interações desarmônicas ou negativas, em que há prejuízo pelo menos para uma das espécies. Atualmente, alguns autores preferem denominar de simbiose qualquer tipo de interação biológica interespecífica. Para outros, simbiose seria sinônimo de mutualismo.

COLÔNIAS - Agrupamentos de seres vivos que geralmente surgem de um ancestral comum por reprodução assexuada. Os indivíduos da colônia podem ou não, apresentar divisão de trabalho. Podem ser fixas, como é o caso da maioria ou dotadas de mobilidade. Exemplo: Obélia, Volvox globator, caravela

SOCIEDADES - Agrupamentos de indivíduos que vivem sem contato direto uns com os outros. Representam reuniões instintivas para a divisão de trabalho. As sociedades podem ser irregulares, quando os indivíduos não têm modificações no corpo de acordo com a função que executam (gorilas, alcatéias, cardumes, espécie humana) ou regulares, quando os indivíduos apresentam alterações no corpo para o desempenho de suas funções (abelhas, cupins, formigas e vespas). MUTUALISMO - Associação entre seres vivos de espécies diferentes e que resulta em benefícios para os dois. É uma troca de favores. Pode ser: OBRIGATÓRIO Chamado por alguns autores de SIMBIOSE MUTUALISTICA. Neste caso a coexistência dos indivíduos é obrigatória, porque, se eles forem separados, ambos morrem. Exemplo: a) LÍQUEN: união entre uma alga ou cianobactéria e um fungo. A alga ou a cianobactéria dá à associação o alimento e o fungo dá a água e sais minerais. b) Associação entre cupins e protozoários chamados hipermatiginos. O cupim consegue celulose, mas é incapaz de digerí-la. O hipermastigino é incapaz de obter celulose, mas é capaz de digeri-la. O cupim não poderia viver sem o protozoário nem o protozoário sem o cupim. FACULTATIVO OU PROTOCOOPERAÇÃO Quando a coexistência não é obrigatória. Exemplo: crocodilos parasitados por nematódeos que vivem em suas bocas presos às partes moles e que, eventualmente, podem lhes perfurar a traquéia e impedir a respiração. Os crocodilos permitem que determinada ave, o pássaro-paliteiro penetre em sua boca para capturar os nematódeos. É mutualismo porque o crocodilo é beneficiado por ficar livre dos parasitas e a ave porque obtém seu alimento com facilidade. Não é relação obrigatória porque o crocodilo poderia ficar com seus parasitas e a ave poderia buscar alimento em outra fonte. COMENSALISMO - Tipo de associação em que um indivíduo tira proveito da relação sem contudo prejudicar o outro. Tem várias subdivisões: COMENSALIMO propriamente dito - Ocorre quando o indivíduo utiliza em sua alimentação alimento que foi deixado por outro animal, ou que o outro animal não seria capaz de consumir. Exemplo: a) urubus que devoram os restos deixados por outros animais. b) a rêmora ou peixepiloto que se alimenta das partículas alimentares do repasto do tubarão e que, por serem pequenas demais e estão afundando, não seriam de interesse para o tubarão. FORESIA - Ocorre quando um indivíduo fornece transporte a outro ser vivo. Exemplo: Há um crustáceo chamado Pagurus que se esconde dentro da concha de molusco. Nesta concha podem se prender inúmeros outros indivíduos. Quando o crustáceo se locomove ele leva consigo estes indivíduos, “de carona”. A rêmora e o tubarão ou raia também se relacionam na forma de foresia quando se considera apenas a relação de locomoção. INQUILINISMO - Estabelecida quando um ser vivo habita o corpo de outro indivíduo ou uma abrigo ou cavidade produzida por outro ser vivo. Exemplos: 1) Peixe Fierasfer que vive na cloaca de holotúrias. 2) O Pagurus que vive na concha de molusco. 3) Anelídeos, crustáceos e peixes que vivem no interior de esponjas. 4) Andorinhas que vivem em ninhos de joão-debarro Há diversas modalidades de inquilinismo: - EPIZOÍSMO: quando o inquilino se estabelece na superfície externa do corpo do animal. - ENDOZOÍSMO: quando o inquilinismo se estabelece na superfície interna do corpo do animal.

- EPIFITISMO: quando o inquilinismo se estabelece na superfície externa do vegetal. Exemplo: Orquídeas ou bromeliáceas sobre troncos de árvores. CANIBALISMO - Estabelecida quando um animal se utiliza de outro da mesma espécie para sua alimentação. Exemplos:1) aranhas devoram o macho após o ato sexual. Exemplo: a) escorpiões-fêmea devoram o macho durante a cópula. c) ratos devoram filhotes recémnascidos.

PREDATISMO - Um indivíduo mata outro, rápida e violentamente, para utilizá-lo como alimento. Geralmente o tamanho do predador é maior que o de sua presa e este predador vive mais tempo que a presa. Nem sempre o predatismo se enquadra no conceito. Por exemplo, temos que os Cordados NUNCA são considerados parasitas, mas sempre predadores. Assim é que, se um morcego suga sangue de um animal sem matá-lo, isto constitui predatismo. Exemplos: a) Louva-a-deus ataca insetos b) Sapos atacam insetos c) Gambás matam cobras d) Gaviões atacam outras aves PARASITISMO - Um indivíduo utiliza-se de outro para sua manutenção sem, contudo, levá-lo à morte. A idéia é espoliar o indivíduo por maior tempo possível já que, se o indivíduo parasitado morrer, o parasita também poderá morrer. Relações de parasitismo em que o hospedeiro sofre alterações drásticas pela ação do parasita indicam que o parasitismo é recente em termos evolutivos e que a relação ainda precisa sofrer ajustes. Parasitismo FITOFITICO acontece quando um vegetal parasita outro vegetal. Pode ser: HEMIPARASITISMO - O vegetal parasita suga seiva BRUTA do outro mas é capaz de fazer sua própria fotossíntese. Exemplo: erva-de-passarinho; ou HOLOPARASITISMO - O vegetal parasita suga seiva ELABORADA do outro. É incapaz de fazer fotossíntese. Exemplo: cipó-chumbo ESCRAVAGISMO - Ocorre quando indivíduos se utilizam de outros para realização de certas atividades. Exemplo: o homem utilizando-se de outro homem, formigas usando pulgões para colher seiva vegetal. COMPETIÇÃO - Ocorre sempre que dois indivíduos, duas comunidades, duas populações, têm um objetivo em comum, ou seja, ocupam o mesmo nicho ecológico. O mais apto deverá sempre obter o que deseja com tendência à eliminação do menos apto. Exemplo: a conquista de território para acasalamento em certas espécies de aves é fatalmente seguida de disputas entre machos. AMENSALISMO ou ABIOTISMO - Produção de substâncias que impedem o desenvolvimento  de outros indivíduos. É sempre o um caso paralelo à competição. Exemplo: fungos produzem antibióticos contra bactérias para levar vantagem na competição pelo espaço e nutrientes. Cactus produzem veneno em suas raízes e o espalham no solo para impedir que qualquer semente germine no raio de alcance das suas raízes e, com isto, ganham a competição pela água, que é escassa no deserto. Populações Populações são formadas por indivíduos de uma espécie que vivem em uma determinada área. As populações possuem diversas características. Uma delas é o tamanho populacional, que pode ser avaliado pela densidade, ou seja, pelo número de indivíduos componentes de uma população por unidade de área ou volume. A densidade populacional pode sofrer alterações. Mantendo-se fixa a área de distribuição, a população pode aumentar devido a nascimentos ou a imigrações de novos indivíduos. A diminuição da densidade pode ocorrer como conseqüência de mortes ou emigrações. As taxas de alteração, principalmente as de mortalidade e natalidade, são importantes medidas de avaliação do tamanho populacional. O crescimento populacional

Por meio da análise de curvas de crescimento populacional pode-se ter uma noção da dinâmica do processo. A curva S é a de crescimento populacional padrão e esperada para a maioria das populações existentes na natureza. Ela é caracterizada por uma fase inicial, de crescimento lento, em que ocorre um ajuste dos organismos ao meio de vida. A seguir, ocorre um rápido crescimento, do tipo exponencial, que culmina com uma fase de estabilização, na qual a população não mais apresenta crescimento. Pequenas oscilações em torno de um valor numérico máximo acontecem, permanecendo, então, a população num estado de equilíbrio.

Os fatores que regulam o crescimento populacional Uma vez instalada no meio, a população pode começar a aumentar. A fase geométrica do crescimento tende a ser ilimitada em função do potencial biótico da espécie, ou seja, a capacidade que possuem os indivíduos de se reproduzirem e de gerarem descendentes em quantidade ilimitada. Há, porém, barreiras naturais a esse crescimento sem fim. A disponibilidade de espaço e de alimentos, o clima e a existência de predatismo e parasitismo são fatores de resistência ambiental. Assim, o tamanho populacional acaba atingindo um valor numérico máximo permitido pelo ambiente, a chamada capacidade limite ou capacidade de carga. O gráfico seguinte ilustra todos esses parâmetros.

Poluição
Podemos entender como poluição qualquer alteração causada no ambiente. Na verdade seu uso tem sido mais restrito e é classificado como alterações feitas pelo ser humano e tem diversos tipos: química, radioativa, biológica, mecânica, térmica, sonora e visual. Estes tipos de poluição afetam a todos os ambientes na forma de impacto ambiental e prejudicam grandemente os seres vivos. Todo ser vivo, ao interagir com o ambiente é capaz de tirar dele o de que necessita à sua sobrevivência e é capaz de alterá-lo. A ação modificadora direta do Homem na Natureza, contudo, difere da dos demais seres vivos em profundidade e extensão, produzindo grande impacto nos ecossistemas com alteração muito rápida e às vezes irreversível no ambiente. Atualmente, as formas de intervenção negativa do Homem sobre o ambiente são os desmatamentos, os aterros, as barragens e a descarga de poluentes na atmosfera, água e solo. O planeta Terra tem capacidade limitada para suportar estes impactos

Impactos ambientais
Componentes Ar Impacto Poluição - Camada de ozônio destruída (problemas de catarata, câncer de pele, dificuldade para fotossíntese) Queimadas Efeito estufa Desmatamentos Efeito estufa Resíduo tóxico Queda na qualidade e quantidade Terraplenagem Assoreamento Capeamento de ruas Impermeabiliza solo Desmatamento Destruição de ecossistemas Resíduos tóxicos Redução no O2 Capeamento de ruas Aumento do CO2 Desmatamento Poluição Terraplenagem Erosão Resíduos tóxicos Empobrecimento do solo Capeamento de ruas Compactação de terras agricultáveis Rebaixamento do lençol freático Liberação de gás metano - CH4 Efeito estufa Desmatamento Modificação do ritmo climático Crescimento urbano Umidade excessiva Poluição do ar Temperaturas alteradas Poluição da água, ar e solo Extinção de espécies Desmatamento Aumento de espécies nocivas Perda de alimento Perda de qualidade de vida Fonte do impacto Indústria

Água

Vegetação

Solo

Ar Clima Fauna Homem

Sucessão ecológica

As comunidades fazem reajustes para conservar sua integridade, com novas adaptações às condições específicas do local que ocupam, mantendo com o ambiente um equilíbrio dinâmico, chamado de homeostase. Fatores bióticos e abióticos interferem neste equilíbrio dinâmico, determinando mudanças contínuas até que o equilíbrio seja atingido, representando a chamada sucessão ecológica. A sucessão começa com algumas espécies, chamadas pioneiras, instalando-se no local. Estas espécies têm o importantíssimo papel de preparar o ambiente para que espécies mais exigentes possam ocupá-lo em estágios posteriores. As espécies que vão se instalando sucessivamente neste local recebem o nome de estágios seriais ou series. A comunidade final, estável e duradoura constitui o climax. Vários fatores devem ser considerados durante a sucessão. Dentre os mais importantes estão a velocidade em que a sucessão ocorre, o grau de aproveitamento da energia disponível, a quantidade de biomassa formada e a diversidade das populações. De modo geral, a energia vai sendo cada vez mais aproveitada à medida que a comunidade avança para o estágio climax e a biomassa aumenta. O número de espécies, no início muito pequeno e com grande número de indivíduos em cada uma delas, passa a ser muito grande no estágio climax e com pequeno número de indivíduos em cada espécie. Cada tipo de ambiente físico-químico vai apresentar uma comunidade climax particular.

Exercícios de fixação
1) (UEMG) - Analise o gráfico a seguir: AUMENTO DA TAXA DE CO2 ATMOSFÉRICO

Considerando as informações contidas no gráfico e os conhecimentos que você possui sobre o assunto, a possível explicação para o gráfico é: a) A taxa de respiração durante o verão deve ser menor. b) O aumento na concentração de CO2 deve-se somente à atividade respiratória dos seres vivos. c) Durante o inverno, a temperatura deve influenciar a captação de CO2 para fotossíntese. d) As Florestas Tropicais, principais sumidouros de CO2 atmosférico, perdem suas folhas durante o inverno, captando menos esse gás. 2) (UEMG) - Problemas atmosféricos são um mal que vem assolando a humanidade.

Só NÃO é conseqüência do problema acima representado: a) A inundação de cidades litorâneas b) O aumento na incidência de câncer de pele c) A interrupção de processos fotossintéticos das plantas d) O aumento no número de casos de cataratas em humanos 3) (PUC-MG) - Em uma lagoa, duas espécies de insetos aquáticos vivem numa mesma região de águas pouco profundas. Um deles é predador de animais vivos e o outro é detritívoro. É correto afirmar que essas espécies de insetos apresentam, EXCETO: a) mesmo habitat. b) nichos diferentes. c) níveis tróficos diferentes. d) competição interespecífica.

4) (UEMG) - Observe, a seguir, a ilustração e as informações nela contidas.

Com base nas informações e nos conhecimentos que você possui, marque a alternativa que completa CORRETAMENTE o enunciado abaixo. São possíveis causas para o status do animal: a) As pesquisas com a espécie que demandam grande número de coletas. b) O desenvolvimento de atividades agrícolas nas regiões de ocorrência. c) Os planos de manejo de áreas utilizadas para reflorestamento. d) A dificuldade de observação por se tratar de um animal que vive enterrado. 5) (UEMG) - Analise a figura seguinte:

Utilizando-se das informações contidas na figura e de outros conhecimentos que você possui sobre o assunto, só NÃO está CORRETO afirmar que: a) o derretimento das calotas é um processo natural que ocorre de maneira cíclica ao longo dos anos. b) o fenômeno pode ser agravado por gases oriundos da pecuária brasileira e de plantações de arroz na Ásia c) a redução das calotas é acompanhada da redução da temperatura nas águas árticas. d) a redução das calotas coloca em risco de inundação muitas cidades litorâneas.

6) (UEMG) - Nos últimos anos cresce o interesse em avaliar o equilíbrio do fluxo de carbono devido ao fato das emissões de CO2 na atmosfera estarem aumentando, devido à combustão de combustíveis fósseis, desmatamento e mudanças do uso da terra. A preocupação com a redução das emissões de CO2 resultou na realização da conferência de Kyoto, em dezembro 1997, para definir metas de redução de dióxido de carbono na atmosfera. Nessa ocasião já existia a preocupação com o efeito estufa e a elevação da temperatura global, os quais produzem mudanças de clima, tais como furacões, enchentes, secas e a elevação dos níveis dos oceanos. Considerando o que foi exposto no texto acima e outros conhecimentos que você possui sobre o assunto, PODE-SE AFIRMAR CORRETAMENTE que: a) os desmatamentos têm contribuído para o efeito estufa uma vez que representam perda de superfície assimiladora de CO2. b) a emissão de CO2, originado na respiração é processo exclusivo dos organismos heterótrofos. c) o CO2 associado ao efeito estufa é, ainda, a origem do O2 liberado para a atmosfera no processo fotossintético. d) a combustão é a única forma de retornar para a atmosfera o carbono retido no corpo dos vegetais. 70 (UFMG) - Observe esta seqüência de ambientes numerados de I a IV:

Considerando-se as características desses ambientes, é CORRETO afirmar que o parâmetro que aumenta na seqüência indicada é a: a) concentração de CO2 atmosférico. b) diversidade de nichos ecológicos. c) temperatura média anual. d) velocidade de evaporação da água de chuva. 8) (PUC-MG) - Q U E S

ÃO2
Com base no texto dado, assinale a afirmativa INCORRETA. a) A esterilidade deve-se possivelmente à ação mutagênica da radiação. b) Insetos estéreis não copulam com insetos férteis na natureza. c) Insetos estéreis podem competir pelo alimento com os férteis contribuindo para a devastação da lavoura. d) Esse procedimento exemplifica um controle biológico de pragas. 9) (UNIMONTES) - Um dos problemas resultantes da poluição por pesticidas organoclorados é a bioacumulação. Esse fenômeno está representado pela figura abaixo. Observe-a.

Considerando que os seres vivos apresentados na figura tenham permanecido em contato com o poluente, durante o mesmo período de tempo, assinale a alternativa QUE REPRESENTA em qual ser vivo houve maior acúmulo do poluente.

a) Zooplâncton. b) Peixes herbívoros. c) Fitoplâncton. d) Aves. 10) (UNIMONTES) – Os gráficos abaixo mostram a variação na densidade populacional de duas espécies que utilizam recursos semelhantes quando cultivadas isoladas ou em cultura mista. Observe-os.

Com base nos gráficos e em seus conhecimentos, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA. a) O mutualismo estabelecido entre as espécies permite que ambas sobrevivam em cultura mista. b) O potencial biótico da espécie I é maior em cultura mista do que em cultura isolada. c) A resistência do meio é mínima quando a população da espécie I atinge densidade máxima. d) Em cultura mista, a espécie I apresenta maior habilidade competitiva que a espécie II.

GABARITO 1- C - 2 - A - 3 - B - 4 - B - 5 - C - 6 - A - 7 - B - 8 - B - 9 – D – 10 – D

ZOOLOGIA – REINO METAZOA
PORÍFERO TUBO DIGESTIVO Ausente Digestão coanócitos CELENTERADOSPLATELMINTOS ASQUELMINTOS Incompleto Tubo incompleto. Digestão Completo Digestão extracelula Digestão extracelular r. extracelular eem cestódios Ganglionar ventral anterior Ganglionar ventral MOLUSCOS Tubo comleto, Orgãos, glândulas e rádula

ARTRÓPODO

Completo, Aparelho buc Complexo

SISTEMA NERVOSO

Ausente

Difuso

Ganglionar ventral

Ganglio Ventral

Sem estrutura. SISTEMA Amônia é liberada pelas EXCRETOR células

Ausente Difusão.

Células-flama ou solenócitos

Ausente ou Sistema em H

Nefrídeos

Crustáceos: glândulas verd Aracnídeos: glândulas cox Insetos: túbulos de Malp

APARELHO Ausente. Sexuada e REPRODUTOR Assexuada

Metagênese: monóicos e dióicos. .

Monóicos e dióicos.

Dióicos. Dimorfismo sexual

Monóicos e Dióicos. Dióica com fecundação interna. Aberto. Fechado e Cefalópodos (sangue com Pigmentos) Branquial “Pulmonar” cutânea Epiderme simples ciliada com glândulas mucosas, concha e manto

Dióicos com dimorfismo sexual. Fecundação interna

SISTEMA CIRCULATÓRIO

Ausente

Ausente

Ausente

Ausente

Aberto (sangue incol Exceto Crustaceos Pulmonar, traqueal, branqueal,

Sem estrutura. Sem estrutura. SISTEMA Difusão direta de água Trocas gasosas RESPIRATÓRIO pata as células (difusão)

Cutânea direta

Cutânea

Pinacócitos. Parede Epiderme simples, Epiderme, células mioepiteliais, glandulares, externa sem epiderme, ciliada nos TEGUMENTO nãosensoriais, cnidoblasto forma tecidos turbelários verdadeiros

Epiderme Cutícula

Epiderme fin exoesquelet

Cnidoblasto ou Coanócito: captam conidócito: renetes Traquéia e ESTRUTURA rádula (língua alimento através de um paralisa a presa e Células-flama (uma única célula em Tubos de Malp DE DESTAQUE manto flagelo tem função de forma de H) (excreção) defesa Diblástico Triblástico(ecto, Triblástico (ecto, (ectoderme e endo e Diblástico (ectoderme e endo e mesoderme), DESENVOL. endoderme), mesoderme), Triblástico (ecto, endo e Triblástico(ecto, endoderme), simetria pseudocelomados, EMBRIONÁRIO acelomados e acelomados e mesoderme) e mesoderm radial ou assimétricos protostômios, protostômios, protostômios, simetria bilateral simetria radial simetria bilateral MOSC/ EXEMPLOS ESPONJAS ÁGUAS-VIVAS VERMES LOMBRIGA LULAS, POLVOS ESCOR/ ARAN

BOTÂNICA – REINO METÁFITA
Inclui seres pluricelulares fotossintetizantes, eucarióticas com tecidos organizados. A reprodução típica ocorre por ciclos alternantes, haplóides e diplóides. Esse reino inclui os vegetais normalmente encontrados no ambiente terrestre: briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas. As Briófitas. As briófitas são pequenos vegetais que crescem sobre solo úmido, pedras ou troncos de árvores e, às vezes, na água doce. Os musgos, hepáticas e antóceros constituem seus principais representantes. Maioria tem dimensões inferiores a dois centímetros. A planta duradoura é o gametófito haplóide, que apresenta estruturas de rizóide, caulóide e filóide. As briófitas são avasculares, ou seja, sem vasos condutores de seiva. No gametófito, encontramos também órgãos responsáveis pela produção de gametas: o anterídio e o arquegônio. O anterídio produz gametas masculinos, os anterozóides, e o arquegônio produz o gameta feminino, de nome oosfera. O esporófito diplóide, temporário, cresce sobre o gametófito feminino e depende dele para a sua nutrição. No esporófito existem células que sofrem meiose, produzindo esporos. O pequeno porte dessas plantas é consequência da falta não só de estruturas rígidas de sustentação, mas também de um sistema de condução de seiva. Reprodução Muitas briófitas apresentam reprodução assexuada, à custa de gemas ou propágulos. O ciclo reprodutivo é haplodiplobiôntico. Na maioria dos musgos, o sexo é separado: cada gametófito possui apenas anterídios ou apenas arquegônios. O anterozóide chega até o arquegônio nadando em uma película de água da chuva ou de orvalho. Ao alcançar o arquegônio, os anterozóides nadam até a oosfera, ocorrendo então a fecundação. Após a fecundação, o zigoto origina um embrião que permanece protegido no arquegônio. O embrião se desenvolve, formando um esporófito diplóide, aclorofilado, que possui uma haste e uma dilatação na extremidade, a cápsula. A cápsula é um órgão no qual se dá a produção de esporos. A germinação do esporo origina filamentos chamados de protonema que levam à formação de um novo gametófito, fechando o ciclo. Pteridófitas As pteridófitas são vegetais vasculares, isto é, possuem vasos condutores de seiva. A presença desses vasos caracteriza os vegetais traqueófitos, representados pelas pteridófitas, gimnospermas e angiospermas, que já apresentam raíz, caule e folhas. Samambaias e as avencas vivem em ambiente úmido. A fase duradoura é o esporófito. Possui folhas grandes divididas em folíolos. De modo geral, a folha é a única parte visível da planta, pois o caule é subterrâneo (rizoma) ou fica rente ao solo, com crescimento horizontal. O esporófito possui esporângios, produtores de esporos que se agrupam em estruturas chamadas soros. Estes se distribuem na face inferior ou na borda dos folíolos. O gametófito ou protalo é bem menos desenvolvido que o esporófito e, na maioria das espécies, é hermafrodita ou monóico. Reprodução Além da reprodução assexuada por fragmentação, as pteridófitas apresentam um ciclo haplodiplobiôntico típico. No interior dos esporângios, são produzidos esporos que são levados pelo vento, germinando ao encontrar substrato suficientemente úmido, formando o gemetófito ou protalo. O protalo, medindo cerca de um centímetro, tem vida autônoma. Por ser pequeno, o prótalo fica facilmente coberto pela água da chuva ou pelo orvalho, possibilitando a fecundação, uma vez que os anterozóides multiflagelados devem nadar até a oosfera. O zigoto formado desenvolve-se num esporófito e o gametófito regride. Outras pteridófitas: licopodios e fetos arborescentes. As gimnospermas Gimnosperma significa que as sementes estão descobertas ou expostas. Elas não se encontram protegidas dentro de frutos, como nas angiospermas. Exemplares: pinheiroeuropeu, o pinheiro-do-paraná, cipreste, cedro do Líbano e a gigantesca sequóia. Entre as coníferas, o pinheiro é o mais familiar. A planta, que é o esporófito, possui feixes de folhas em forma de agulha para perder menos água. Existem folhas modificadas como estruturas reprodutoras. As sementes se formam na superfície dessas folhas, que apresentam a forma de

escamas e que estão em estruturas chamadas estróbilos ou cones, de onde vem o nome coníferas.

Reprodução Nas gimnospermas, encontramos folhas modificadas para a produção de esporos pequenos (micrósporos) e folhas especializadas na produção de esporos maiores (megásporos). Há dois tipos de gametófitos: o masculino, vindo do micrósporo, que se chama grão de pólen; e o feminino, originado do megásporo. Esses gametófitos são reduzidos e crescem dentro do esporófito. No cone masculino formam-se os micrósporos haplóides. O micrósporo origina o grão de pólen. O micrósporo tem duas células: a célula do tubo polínico, e a célula geradora, também chamada núcleo reprodutor. Em volta do grão de pólen, há uma parede protetora com duas expansões laterais em forma de asa. Os grãos de pólen são eliminados e facilmente arrastados pelo vento (polinização anemófila), graças às "asas" que possuem e alguns deles atingirão o cone feminino. Cones femininos contêm óvulos, que possuem uma abertura, a micrópila. Em seu interior há uma célula-mãe de esporos, que origina o megásporo. O núcleo do megásporo sofre mitose dando uma massa plurinucleada, com cerca de 2 mil núcleos, o que corresponde ao gametófito feminino. Nessa massa, surgem dois ou mais arquegônios, cada um com uma oosfera. Os grãos de pólen chegam até os óvulos e penetram pela micrópila. Mais tarde, começam a germinar, formando o tubo polínico, que cresce em direção ao arquegônio. No interior do tubo, a célula geradora produz dois núcleos espermáticos, que funcionam como gametas masculinos. Um dos núcleos espermáticos se une à oosfera originando um zigoto. Após a fecundação, o óvulo se transforma em semente. A semente contém, no interior, um embrião do esporófito. O crescimento do tubo polínico torna a fecundação independente da água e é um fator importante na conquista do meio terrestre pelas gimnospermas. O embrião fica no meio de um tecido haplóide, o endosperma, que serve de reserva de alimento e é formado a partir de restos do gametófito feminino. As escamas com sementes formam o que damos o nome de pinhão e o cone, depois de fecundado, é chamado de pinha. As sementes ajudam na adaptação à vida terrestre, protegendo o embrião contra a perda de água. Em condições favoráveis, elas germinam dando um novo esporófito. As angiospermas As angiospermas são fanerógamas com flores típicas. No interior das flores, há folhas reprodutoras, os carpelos, que se fecham formando um vaso, onde as sementes irão se desenvolver. Após a fecundação, parte do carpelo se transforma em fruto, uma estrutura exclusiva desses vegetais. Como todas as outras plantas vasculares, as angiospermas apresentam clorofilas a e b, carotenos, cutícula impermeável com estômatos para o arejamento e um sistema de vasos condutores de seiva bem desenvolvido. A planta propriamente dita é o esporófito; o gametófito, extremamente reduzido, encontra-se incluso nos tecidos do esporófito. O tamanho das angiospermas é muito variável: há desde pequenas ervas até grandes árvores. O corpo dessas plantas apresenta raiz, caule, folha e flor. A flor Uma flor completa é formada por partes: pedúnculo - haste de sustentação que prende a flor ao caule; receptáculo - extremidade do pedúnculo, geralmente dilatada, onde se prendem os verticilos; verticilos - conjunto de peças (folhas modificadas ou esporófitas) geralmente dispostas em círculo. Observando a flor da periferia para o centro, encontramos quatro verticilos; . cálice - mais externo, é um conjuntode folhas protetoras, geralmente verdes, chamadas sépalas; · corola - verticilo seguinte, é formada por pétalas. De colorido vivo, embora às vezes possuam cor pálida ou branca, as pétalas servem indiretamente à reprodução, atraindo os animais polinizadores com suas cores, aromas ou secreções adocicadas; · androceu - é formado de folhas profundamente modificadas - os estames -, especializadas na produção de esporos - os micrósporos -, irão dar origem ao gametófito masculino. O estame possui um pedúnculo, chamado filete, com uma dilatação na extremidade - a antera - e um tecido que une as duas partes da antera - o conectivo; · gineceu - último verticilo, é formado por folhas modificadas - os carpelos ou pistilos -, encarregadas da produção de megásporos, que irão originar o gametófito feminino. A base

dilatada é o ovário e na extremidade oposta há uma dilatação - o estigma. Ligando o ovário ao estigma, há uma haste - o estilete.

Reprodução sexuada As angiospermas possuem um ciclo haplodiplobiôntico com a fase haplóide muito reduzida. A produção de micrósporos ocorre nos estames, onde há os sacos polínicos, eu correspondem a microesporângios. Em cada saco polínico existem várias células-mães dos esporos, que sofrem meiose e formam esporos haplóides. O esporo dentro do saco polínico, sofre mitose formando um gametófito masculino ou grão de pólen. nessa mitose originam-se duas células: a célula reprodutora ou geradora e a célula vegetativa, também chamada célula do tubo. O conjunto é revestido por uma capa de duas paredes: a parede interna, celulósica, chamada intima, e a parede externa, mais resistente, a exina) A produção de megásporos ocorre no carpelo, No interior do ovário podem-se encontrar um ou vários macrosporângios - os óvulos - presos ao ovário por um pedúnculo. Cada óvulo possui um tecido, a nucela, protegido por tegumentos. O tegumento externo é a primina, e o interno, a secundina. Esses tegumentos apresentam uma abertura, a micrópila. Na nucela, a célula-mãe do esporo sofre meiose e dá origem a quatro células haplóides - os magásporos -, das quais só uma sobrevive. O megásporo restante sofre divisões nucleares, formando uma massa citoplasmática, com oito núcleos haplóides. Dois núcleos migram do pólo para o centro, formando a célula central com dois núcleos, que por terem migrado dos pólos, são chamados núcleos polares. Desse modo, surge o gemetófito feminino, chamado de saco embrionário, constituído por sete células: uma célula central, três antípodas e uma oosfera ladeada por duas sinérgides. A polinização A polinização pode ser feita pelo vento (gramíneas) ou por insetos e outros animais, que se alimentam do néctar de um determinado tipo de flor. Com isso, há mais chances de um grão de pólen ser levado justamente para outra planta da mesma espécie. Esse sistema de "polinização dirigida" permite uma economia na produção de grãos de pólen. Quando feita pelo vento, a polinização é chamada anemófila; por insetos, entomófila; por aves, ornitófila e, por morcegos, quiropfila. Quando o grão de pólen entra em contato com o estigma, ele desenvolve um tubo de citoplasma, o tubo polínico, formado a partir da célula do tubo. O tubo polínico cresce em direção ao ovário. Dentro do tubo, o núcleo da célula geradora se divide, originando, duas células espermáticas haplóides, que funcionam como gametas masculinos. Chegando ao ovário, o tubo penetra no óvulo pela micrópila, promovendo então uma dupla fecundação, característica das angiospermas. Uma célula espermática funde-se com a oosfera, originando o zigoto que através de mitose, desenvolve um embrião diplóide. A outra célula espermática funde-se com os dois núcleos da célula central, originando uma célula triplóide, a célula-mãe do albúmen. Esta célula sofre mitose e forma um tecido triplóide - o albúmen ou endosperma -, que representa uma reserva nutritiva para o embrião (figura 15.8). Como já mencionamos no estudo de gimnospermas, o tubo polínico permite que a fertilização seja independente da água. O fruto e a germinação da semente Após a fecundação, o ovário transforma-se em fruto e os óvulos, no seu interior, transformamse em sementes. O fruto apresentará uma parede - o pericarpo -, formada de três regiões: epicarpo, mesocarpo e endocarpo. O mesocarpo é geralmente a parte comestível, devido ao acúmulo de reserva nutritiva. A dispersão da semente promove a conquista de novos ambientes pela planta. Uma das maneiras pelas quais o fruto colabora na dispersão da semente é por meio do acúmulo de reservas nutritivas, que atraem animais consumidores dessas reservas. A semente passa intacta pelo tubo digestivo do animal e é eliminada junto com as fezes. Outras vezes, o fruto ou a própria semente são transportados pelo vento, pela água ou agarrados ao pêlo dos animais. Em condições adequadas, a semente germina, originando um novo esporófito.

O embrião é formado pela radícula, caulículo, gêmula e cotilédone (folha com reserva nutritiva). À medida que ele se desenvolve, as reservas do cotilédone ou do endosperma são consumidas pela planta. Quando essas reservas se esgotam, já existe uma pequena raiz originada da radícula. O caulículo dá origem à parte do caule - o hipocótilo -, e a gêmula origina a parte superior do caule - o epicótilo -, bem como as primeiras folhas. Reprodução assexuada Em algumas angiospermas, como a grama e o morangueiro, o caule cresce horizontalmente e os ramos laterais produzem raízes, tornam-se independentes e formam uma nova planta, que assim vai se multiplicando pelo terreno. Um caule com vários pés de planta forma o que se chama de estolão. Fato semelhante ocorre com caules subterrâneos como o da bananeira - os rizomas. O caule subterrâneo da batata, por exemplo, forma tubérculos providos de gemas; depois que o caule morre, as gemas dos tubérculos dão origem a uma nova planta. Na planta conhecida fortuna, existem gemas nos bordos das folhas que originam novas plantas quando a folha se desprende e cai. Além de ser mais rápida, a reprodução assexuada produz indivíduos geneticamente idênticos ao original. Desse modo preservam-se características que se quer manter ao cultivar uma planta. Classificação das angiospermas As angiospermas correspondem modernamente à divisão Anthophyta e podem ser subdivididas em duas classes: Monocotyledoneae (monocotiledôneas) e Dicotyledoneae (dicotiledôenas). No primeiro grupo estão as plantas cujos embriões possuem apenas um cotilédone; no segundo grupo, as plantas com embriões dotados de dois cotilédones. Vejamos outras diferenças: - As monocotiledôneas têm folhas com nervuas paralelas (folhas paralelinérveas), enquanto as dicotiledôneas apresentam folhas com nervuras ramificadas(folhas reticuladas). - As monocotiledôneas apresentam flores trímeras, isto é, suas pétalas são sempre três ou um número múltiplo de três, o que é válido também para os outros elementos da flor (sépalas, estames e carpelos). Já as flores das dicotiledôneas apresentam quatro, cinco ou múltiplos de quatro ou cinco elementos florais. São as chamadas flores tetrâmeras e pentâmeras. - A raiz das monocotiledôneas é fasciculada (não há uma raiz principal ), enquanto na raiz das dicoiledôneas há um eixo principal do qual partem ramificações secundárias (raiz axial ou pivotante). - Nas monocotiledôneas, os feixes de vasos que levam a seiva estão espalhados pelo caule; nas dicotiledôneas , os feixes estão dispostos em círculos na periferia do caule. - Entre as monocotiledôneas, podemos citar; trigo, centeio, arroz, milho, cana-de-açucar, capins, alho, cebola, coqueiro e orquídeas. Como exemplo de dicotiledôneas, temos: feijão, ervilha, soja, amendoim, lentilha, tomate, pimentão, algodão, couve, agrião, repolho, rosa, morango, maçã, pêra, café, cenoura, mandioca, girassol e margarida.

TECIDOS E SISTEMAS DE VEGETAIS SUPERIORES - FISIOLOGIA

Histologia Vegetal Epiderme Periderme Xilema Floema Parênquima Colênquima Esclerênqui ma células parenquimatosas em geral, incluindo células-guarda e tricomas; células esclerenquimatosas células parenquimatosas em geral; células esclerenquimatosas traqueídes; membros dos vasos; células esclerenquimatosas; células parenquimatosas células crivadas ou membros do tubo crivado; células albuminosas ou células companheiras; células parenquimatosas; células esclerenquimatosas células parenquimatosas células colenquimatosas fibras ou esclerócitos (ambos os tipos podem ser denominados de célula esclerenquimatosa)

Meristemas (merizo = dividir) são tecidos embrionários de organização muito primitiva. Formam os vegetais. Produzem, por diferenciação, todos os outros tipos de tecidos e fazem crescer e desenvolver as plantas. Sua característica principal é a freqüência e rapidez das divisões celulares (mitoses). Tem células pequenas e poligonais, tendendo para a forma cúbica. Muitos meristemas têm sua origem no embrião e continuam funcionando nas plantas adultas (primários). Outros se formam nas plantas adultas por transformação secundária de tecidos diferenciados em tecidos embrionários e denominam-se meristemas secundários. O crescimento em comprimento dos vegetais é relacionado com o meristema primário e o crescimento em espessura com os meristemas secundários ou câmbios. Estes podem ser o câmbio vascular e o felogênio. A rigor, devem ser considerados secundários os meristemas encontrados nas pontas de ramificações dos galhos e das raízes e nos botões foliares de vegetais adultos, apesar de apresentarem a estrutura dos primários. Os caules e as raízes das espermatófitas crescem pelas pontas, formadas por um cone de várias camadas de células embrionárias. Nas pontas do cone há células iniciais, em camadas sobrepostas. Às vezes se destacam três camadas: a exterior, denominada dermatógena porque produz a epiderme e por dentro, o periblema e o pleroma. O periblema fornece as camadas da casca viva e o pleroma o corpo central dos caules. O cilindro cambial ou câmbio encontra-se no interior dos caules e das raízes das gimnospermas e das dicotiledôneas. Define o crescimento em espessura de caules e raízes. Fornece, anualmente aos caules uma camada de líber para fora e outra de lenho para dentro. O felogênio (phellós = cortiça, gígnomai = produzir) encontra-se nas camadas interiores da casca. Forma placas meristemáticas que renovam e aumentam a armadura de cortiça da planta. Parênquimas (parenchéo = preencher). Pode ser de três tipos: conjuntivo, clorofílico e o de reserva. O conjuntivo é o menos diferenciado. O clorofílico ou clorofilado é um tecido de assimilação. Difere do anterior pela presença de cloroplastos. O parênquima de reserva se caracteriza pelas substâncias de reserva armazenadas nas suas células (amido ou grãos de aleurona). Além destes, outros tecidos derivados diretamente destes ou que com eles mantêm características coincidentes, são também considerados parênquimas. São eles: paliçádico, lacunoso ou esponjoso, medular, aerênquima, lenhoso e escleroso. Os parênquimas clorofílico, o paliçádico e o lacunoso são os parênquimas de assimilação do vegetal. O parênquima medular é formado por células mortas que constituem a medula dos caules vegetais. O aerênquima tem muito espaços intercelulares e é especializado em garantir a ventilação interna da planta. O parênquima lenhoso é resultado da lignificação das membranas celulares das células do parênquima. Suas células morrem devido à impermeabilização dada pela lignina. Dá maior resistência mecânica aos órgãos dos vegetais e participa na condução da seiva bruta. Forma a madeira. O parênquima escleroso é o mais duro de todos os tecidos vegetais. Suas células são mortas, ricas em lignina. Colênquimas (kolla = cola) são tecidos de resistência semelhante aos parênquimas. São encontrados em caules novos e pecíolos de folhas. Dão reforço elástico para os vegetais. Podem estar relacionados com iluminação interna por serem refletores. Esclerênquimas (escleros = duro) são os tecidos de resistência propriamente ditos. As fibras esclerenquimáticas são aproveitadas como fibras têxteis. Líber = floema = leptoma Xilema = lenho = hadroma

Tipo celular Parênquima

Colênquima

Características forma: poliédrica; variável. Parede celular: primária ou primária e secundária; pode ser lignificada, suberificada ou cutinizada. Vivo na maturidade forma: alongada. Parede celular: apenas primária nunca lignificada. Vivo na maturidade

Localização em qualquer região da planta, como o tecido parenquimatoso do córtex, a medula e os raios medulares, ou no xilema e floema

Função processos metabólicos como respiração, digestão e fotossíntese; armazenamento e condução; cicatrização de lesões e regeneração

Fibras

forma: muito longa. Parede celular: primária e secundária espessa e lignificada. Podem ser mortas na maturidade Esclerócitos forma: variável; mais curtos que as fibras. Parede celular: primária e secundária espessas, lignificadas. Vivo ou morto na maturidade Traqueídes forma: alongada e afilada. Parede celular: primária e secundária lignificadas. Tem pontuações mas nenhuma perfuração. Morto na maturidade Membro dos forma: alongada, mas vasos não tão comprida quanto as traqueídes. Parede celular: primária e secundária lignificadas. Tem pontuações além de perfurações. Vários membros dos vasos, ponta com ponta, constituem um vaso. Morto na maturidade Célula crivada forma: alongada e afilada. Parede celular: primária na maioria, com áreas crivadas (áreas da parede com poros através dos quais o protoplasma de células adjacentes está ligado). Calose associada às paredes e poros. Viva na

na periferia (abaixo sustentação no corpo da epiderme) em primário da planta caules jovens em fase de alongamento; em nervuras de algumas folhas no córtex de caules, sustentação mas freqüentemente associadas ao xilema e floema; nas folhas de monocotiledôneas em qualquer região mecânica, da planta proteção de

xilema

principal elemento condutor de água nas gimnospermas e plantas vasculares inferiores. Encontrado também em angiospermas principal elemento condutor de água nas angiospermas

xilema

floema

principal elemento condutor de alimentos nas gimnospermas e plantas vasculares inferiores

maturidade, carece de núcleo ou contém apenas remanescentes. Não há distinção entre o conteúdo do vacúolo e do citoplasma Célula forma: alongada. floema albuminosa Parede celular: primária. Viva na maturidade. Associada com célula crivada, mas não se origina da mesma célula-mãe que a célula crivada. Possui muitas conexões com a célula crivada Membro tubo forma: alongada. floema crivado Parede celular: primária, com áreas crivadas sobre a parede terminal com poros muito maiores que os das paredes laterais (“placa crivada”). Calose associada com parede e poros. Vivo na maturidade. Carece de núcleo na maturidade ou contém apenas seus remanescentes. Vários membros em série vertical constituem um tubo crivado Célula forma: variável, floema companheira geralmente alongada. Parede celular: primária. Viva na maturidade. Associada ao tubo crivado. Derivada da mesma célula-mãe que o membro do tubo crivado. Tem muitas conexões com o membro do tubo crivado

acredita-se que desempenha um papel no movimento do alimento para dentro e para fora da célula crivada

principal elemento condutor de alimento nas angiospermas

acredita-se que desempenha um papel no movimento do alimento para dentro e para fora do membro do tubo crivado

SISTEMAS HUMANOS EVOLUÇÃO

Até a década de 50, as preocupações quanto à origem da vida eram consideradas assunto especulativo, incapaz de levar a conclusões mais decisivas. Era comum que posições religiosas e dogmáticas impedissem uma abordagem científica do tema. Hoje, não só muitas perguntas relativas à origem dos seres vivos foram respondidas como incontáveis experimentos de laboratório reproduziram condições supostamente vigentes na época. Obteve-se assim um conjunto de informações que permitiu formular teorias coerentes e plausíveis. Os "tijolos" básicos A Terra formou-se há cerca de quatro a cinco bilhões de anos. Há fósseis de criaturas microscópicas de um tipo de bactéria que prova que a vida surgiu há cerca de três bilhões de anos. Em algum momento, entre estas duas datas - a evidência molecular indica que foi há cerca de quatro bilhões de anos - deve ter ocorrido o incrível acontecimento da origem da vida. Entretanto, antes de surgir qualquer forma de vida sobre a Terra não havia o oxigênio atmosférico (que é produzido pelas plantas), mas sim vapor d'água. É provável que no princípio a atmosfera da Terra contivesse apenas vapor d'água (H2O), metano (CH4), gás carbônico (CO2), hidrogênio (H2) e outros gases, hoje abundantes em outros planetas do sistema solar. Nesse ambiente, surgiram espontaneamente os "tijolos" químicos que formam as grandes moléculas da vida. Quando a vida se formou, há 3,5 bilhões de anos, Esses "tijolos" são: os aminoácidos, que formam as o ácido desoxirribonucleico, o DNA (acima, um modelo molecular), funcionou como elemento proteínas; os ácidos graxos, que compõem as gorduras; e seletivo na manutenção da individualidade dos os açúcares, que constituem os carboidratos. seres vivos. Carboidratos e gorduras são compostos de carbono, hidrogênio e oxigênio. Das proteínas faz parte também o nitrogênio. Algumas provas da existência, na atmosfera primitiva, de água, hidrogênio, metano e amoníaco são fornecidas pela análise espectroscópica das estrelas; outras, pela observação de meteoritos provenientes do espaço interestelar. A análise das estrelas revela também a existência, em vários pontos do Universo, de pequenas moléculas orgânicas que estariam numa etapa primitiva de formação da vida. Os químicos reconstruíram em laboratórios, a nível experimental, estas condições primitivas, misturando os gases adequados e água num recipiente de vidro e adicionando energia, através de uma descarga elétrica. Desta forma, sintetizaram substâncias orgânicas de forma espontânea. É claro que o fato de as moléculas orgânicas aparecerem nesse caldo primitivo não seria suficiente. O passo mais importante foi o aparecimento de moléculas que se autoduplicavam, produzindo cópias de si mesmas. Outro passo importante foi o aparecimento de estruturas anteriores às membranas, que proporcionaram espaços circunscritos onde aconteciam as reações químicas. Pode ter sido pouco

depois deste estágio que criaturas simples, como as bactérias, deram lugar aos primeiros fósseis, há mais de três bilhões de anos.

Numa experiência pioneira, no início dos anos 50, o cientista americano Stanley Miller recriou a provável atmosfera primitiva. Misturou num recipiente hermeticamente fechado hidrogênio (H2), vapor d'água (H2O), amônia (NH3) e metano (CH4). Fez passar através dessa mistura fortes descargas elétricas para simular os raios das tempestades ocorridas continuamente na época e obteve então aminoácidos "tijolos" básicos das proteínas. Outras experiências testaram os efeitos do calor, dos raios ultravioleta e das radiações ionizantes sobre misturas semelhantes à de Miller - todas simulando a atmosfera primitiva. O canibalismo inicial No início, grande número de lagoas e oceanos foi se convertendo numa "sopa" de "tijolos da vida". Como não existiam ainda os seres vivos para comê-los, nem oxigênio livre para decompô-los, sua concentração só aumentava. A energia necessária à combinação entre essas pequenas moléculas (que leva à síntese de grandes moléculas como proteínas, gorduras e carboidratos) era proveniente sobretudo do calor do Sol, mas também da eletricidade. O problema da síntese das grandes moléculas subdividese em dois, interdependentes: o primeiro trata apenas do O problema de como se formaram os tijolos da aparecimento das moléclas que se conhecem atualmente; vida não se resolve pelo simples aparecimento de hidrogênio e de compostos de carbono e o segundo refere-se ao modo pelo qual se deu a nitrogênio. Era preciso que eles se tivessem passagem do estado de uma simples "sopa" de moléculas combinado de uma certa maneira. orgânicas para o aparecimetno de formas celulares organizadas.

Para o primeiro problema, a resposta é aparentemente paradoxal. Imaginemos uma pequena proteína formada por cinqüenta aminoácidos, de vinte variedades. Desmontando-se essa proteína e reagrupando-se seus aminoácidos, de todas as formas possíveis, isso resulta num número altíssimo: a unidade seguida de 48 zeros. Portanto, se nos mares primitivos eram possíveis todas as combinações (e eram, sem dúvida), por que razão vingaram as que produziram a vida? O paradoxo está em que vingaram exatamente porque produziram vida. Apareceram macromoléculas de diversos tipos, mas as que conseguiram organizar-se em pequenas unidades autoreprodutoras (como o DNA) usaram as outras como alimento. Isso permite saber que tipo de seres povoou primeiramente o Universo. Foram os heterótrofos, seres vivos, como animais e fungos, que comem outros seres vivos. Só depois surgiram os seres autótrofos, aqueles que, como as plantas, sintetizam seu próprio alimento.

Os primeiros seres vivos, unicelulares e muito simples, começaram a obter sua energia da ruptura das moléculas da "sopa" à sua volta; esgotada esta, passaram a tirar energia de outros seres vivos. Mas nesse ponto já deviam encontrar-se num estágio de complexidade que permitia o aproveitmanto das reações fotoquímicas: se não tivessem existido, nesta fase, seres capazes de explorar a luz solar, o período inicial de canibalismo teria acabado com a vida incipiente. Assim, a resposta para o primeiro problema - por que vingaram apenas certos tipos de macromoléculas - depende da resolução do segundo: como apareceram indivíduos que eliminaram aqueles incapazes de formar seus próprios sistemas de auto-reprodução.

Gotículas de coacervado obtidas artificialmente e fotografadas ao microscópio sugerem como devem ter se organizado as substâncias orgâmicas nos mares primitivos para o aparecimento das primeiras formas de vida.

A individualização Primeiro, é preciso entender como surgiram as primeiras macromoléculas não dissolvidas no ambiente, mas agrupadas numa unidade constante e auto-reprodutora. O cientista soviético Alexander Oparin foi o primeiro a dar uma resposta aceitável: com raríssimas exceções as moléculas da vida são insolúveis na água e, nela colocadas, ou se depositam ou formam uma suspensão coloidal, o que é um fenômeno de natureza elétrica. Há dois tipos de colóides: os que não têm afinidade elétrica com a água e os que têm afinidade. Devido a essa afinidade, os colóides hidrófilos permitem que se forme á volta de suas moléculas uma película de água difícil de romper. Existe ainda um tipo especial de colóide orgânicos. São os coacervados: possuem grande número de moléculas, rigidamente licalizadas e isoladas do meio ambiente por uma película superficial de água. Desse modo, os coacervados adquirem sua "individualidade". Tudo era favorável para que na "sopa" oceânica primitiva existissem muitos coacervados. Sobre eles atuou a seleção natural: somente as gotas capazes de englobar outras, ou de devorá-las, puderam sobreviver. Imagine um desses coacervados absorvendo substâncias do meio exterior ou aglutinando outras gotas. Ele aumenta e ao mesmo tempo que engloba substâncias elimina outras. Esse modelo de coacervado, que cresce por aposição, não bastaria, porém, para que a vida surgisse. Era preciso que entre os coacervados aparecesse algum capaz de se auto-reproduzir, preservando todos os seus componentes. A esta etapa do processo evolutivo, a competição deve ter sido decisiva. As gotas que conseguiram auto-reproduzir-se ganharam a partida. Elas tinham uma memória que lhes permitia manter sua individualidade. Era o ácido desoxirribonucleico (DNA). As que não eram

governadas pelo DNA reproduziram-se caoticamente.

Enfim, pode-se caracterizar os primeiros seres vivos como: · simples · unicelulares · abiogenéticos · heterótrofos · fermentadores · anaeróbicos. "Dicionário" Abiogênese: teoria de origem da vida baseada na geração
espontânea, sendo que um ser não vivo trsnformaria-se em um ser vivo através de um princípio ativo. Foi defendida por grandes cientistas como Aristóteles, Van Helmont, Newton, Harwey, Descartes e John Needham. Autótrofo: ser capaz de sintetizar seu próprio alimento, através da fotossíntese. Biogênese: teoria de baseada na origem de um ser vivo apenas oriundo de outro ser vivo. Defendida por Francisco Redi, Lázaro Spallanzani e Louis Pasteur. Coacervado: é um aglomerado de moléculas proteicas circundadas por uma camada de água; foram, possivelmente, as formas mais próximas dos primeiros seres vivos. Cosmozoários: são os primeiros seres do planeta, vindos de outros planetas do Sistema Solar. Criacionismo: teoria religiosa sobre a origem da vida, baseada na criação divina dos seres, Adão e Eva. Fermentador: ser que realiza fermentação para obtenção de energia. Heterótrofo: ser incapaz de sintetizar seu próprio alimento. Panspermia cósmica: teoria de Arrhenius sobre a origem da vida, baseada no surgimento da vida em outro planeta, sendo que os cosmozoários teriam alcançado a Terra através de meteoritos. Unicelular: ser constituído de uma única célula

Quem foi ... Francisco Redi? Cientista que demonstrou que os vermes da carne em putrefação eram originados de ovos deixados por moscas e não da transformação da carne. Lázaro Spallanzani? Cientista que demonstrou que o aquecimento de frascos até a fervura (esterilização), se mantidos hermeticamente fechados, evitava o aparecimento de micróbios. Louis Pasteur? Cientista que demonstrou que germes microscópicos estão no ar e com experências com frascos tipo "pescoço de cisne demonstrou que uma solução nutritiva, previamente esterilizada, nmantém-se estéril indefinidamente, memso na presença do ar (pausterização). Alexander Oparin? Cientista que desenvolveu a teoria de que a vida teria surgido de forma lenta e ocasional nos oceanos primitivos. Os gases existentes na atmosfera primitiva eram provenientes da ação vulcânica e entre eles não havia oxigênio. Stanley Miller? Cientista que comprovou a teoria de Oparin em laboratório, demonstrando a possibilidade da formação de moléculas orgânicas na atmosfera primitiva e sem a participação direta de um ser vivo.

. O que é a evolução? Evolução é o processo através no qual ocorrem as mudanças ou transformações nos seres vivos ao

longo do tempo, dando origem a espécies novas. 2. Evidências da evolução A evolução tem suas bases fortemente corroboradas pelo estudo comparativo dos organismos, sejam fósseis ou atuais. Os tópicos mais importantes desse estudo serão apresentados de forma resumida.

2.1 Homologia e analogia Por homologia entende-se semelhança entre estruturas de diferentes organismos, devida unicamente a uma mesma origem embriológica. As estruturas homólogicas podem exercer ou não a mesma função. O braço do homem, a pata do cavalo, a asa do morcego e a nadadeira da baleia são estruturas homólogicas entre si, pois todas têm a mesma origem embriológica. Nesses casos, não há similaridade funcional. Ao analisar, entretanto, a asa do morcego e a asa da ave, verifica-se que ambas têm a mesma origem embriológica e estão, ainda associadas á mesma função. A homologia entre estruturas de 2 organismos diferentes sugere que eles se originaram de um grupo ancestral comum, embora não indique um grau de proximidade comum, partem várias linhas evolutivas que originaram várias espécies diferentes, fala-se em irradiação adaptativa.

Homologia: mesma origem embriológica de estruturas de diferentes organismos, sendo que essas estruturas podem ter ou não a mesma função. As estruturas homólogas sugerem ancestralidade comum. A analogia refere-se à semelhança morfológica entre estruturas, em função de adaptação à execução da mesma função. As asas dos insetos e das aves são estruturas diferentes quanto à origem embriológica, mas ambas estão adaptadas à execução de uma mesma função: o vôo. São , portanto, estruturas análogas. As estruturas análogas não refletem por si sós qualquer grau de parentesco. Elas fornecem indícios da adaptação de estruturas de diferentes organismos a uma mesma variável ecológica. Quando organismos não intimamente aparentados apresentam estruturas semelhantes exercendo a mesma função, dizemos que eles sofreram evolução convergente. Ao contrário da irradiação adaptativa ( caracterizada pela diferenciação de organismos a partir de um ancestral comum. dando origem a vários grupos diferentes adaptados a explorar ambientes diferentes.) a evolução convergente ou convergência evolutiva é caracterizada pela adaptação de diferentes organismos a uma condição ecológica igual. assim, as formas do corpo do golfinho, dos peixes, especialmente tubarões, e de um réptil fóssil chamado ictiossauro são bastante semelhantes, adaptadas à natação. Neste caso, a semelhança não é sinal de parentesco, mas resultado da adaptação

desses organismos ao ambiente aquático.

Analogia: semelhança entre estruturas de diferentes organismos, devida unicamente à adaptação a uma mesma função. São consideradas resultado da evolução convergente. 2.2 Órgãos vestigiais Órgãos vestigiais são aqueles que, em alguns organismos, encontram-se com tamanho reduzido e geralmente sem função, mas em outros organismos são maiores e exercem função definitiva. A importância evolutiva desses órgãos vestiginais é a indicação de uma ancestralidade comum. Um exemplo bem conhecido de órgão vestigial no homem é o apêndice vermiforme , estrutura pequena e sem função que parte do ceco ( estrutura localizada no ponto onde o intestino delgado liga-se ao grosso). Nos mamíferos roedores, o ceco é uma estrutura bem desenvolvida, na qual o alimento parcialmente digerido á armazenado e a celulose, abundante nos vegetais ingeridos, é degradada pela ação de bactérias especializadas. Em alguns desses animais o ceco é uma bolsa contínua e em outros, como o coelho, apresenta extremidade final mais estreita, denominada apêndice. que corresponde ao apêndice vermiforme humano. Órgãos vestigiais : órgãos reduzidos em tamanho e geralmente sem função, que correspondem a órgãos maiores e funcionais em outros organismos. Indicam ancestralidade comum. 2.3 Embriologia comparada. O estudo comparado da embriologia de diversos vertebrados mostra a grande semelhança de padrão de desenvolvimento inicial. À medida que o embrião se desenvolve, surgem características individualizantes e as semelhanças diminuem. Essa semelhança também foi verificada no desenvolvimento embrionário de todos animais metazoários. Nesse caso, entretanto, quando mais diferentes são os organismos, menor é o período embrionário comum entre eles.

2.4 Estudo dos fósseis É considerado fóssil qualquer indício da presença de organismos que viveram em tempos remotos da Terra. As partes duras do corpo dos organismos são aquelas mais freqüentemente conservadas nos processos de fossilização, mas existem casos em que a parte mole do corpo também é preservada. Dentre estes podemos citar os fosseis congelados, como, por exemplo, o mamute encontrado na Sibéria do norte e os fosseis de insetos encontrados em âmbar. Neste último caso, os insetos que penetravam na resina pegajosa, eliminada pelos pinheiros, morriam, A resina endurecia, transformando-se em âmbar. , e o inseto aí contido era preservado nos detalhes de sua estrutura.

Também são consideradas fósseis impressões deixadas por organismos que viveram em eras passadas , como , por exemplo, pegadas de animais extintos e impressões de folhas, de penas de aves extintas e da superfície da pele dos dinossauros. A importância do estudo dos fósseis para a evolução está na possibilidade de conhecermos organismos que viveram na Terra em tempos remotos, sob condições ambientais distintas das encontradas atualmente, e que podem fornecer indícios de parentesco com as espécies atuais. Por isso, os fósseis são considerados importantes testemunhos da evolução. 3. As Teorias evolutivas Várias teorias evolutivas surgiram, destacando-se , entre elas, as teorias de Lamarck e de Darwin. Atualmente, foi formulada a Teoria sintética da evolução, também denominada Neodarwinismo, que incorpora os conceitos modernos da genética ás idéias essenciais de Darwin sobre seleção natural. 3.1 A teoria de Lamarck Jean-Baptiste Lamarck ( 1744-1829 ), naturalista francês, foi o primeiro cientista a propor uma teoria sistemática da evolução. Sua teoria foi publicada em 1809, em um livro denominado Filosofia zoológica. Segundo Lamarck, o principio evolutivo estaria baseado em duas Leis fundamentais: Lei do uso ou desuso: o uso de determinadas partes do corpo do organismo faz com que estas se desenvolvam, e o desuso faz com que se atrofiem. Lei da transmissão dos caracteres adquiridos : alterações provocadas em determinadas características do organismo, pelo uso e desuso, são transmitidas aos descendentes. Lamarck utilizou vários exemplos para explicar sua teoria. Segundo ele, as aves aquáticas tornaramse pernaltas devido ao esforço que faziam no sentido de esticar as pernas para evitarem molhar as penas durante a locomoção na água. A cada geração, esse esforço produzia aves com pernas mais altas, que transmitiam essa característica à geração seguinte. Após várias gerações, teriam sido originadas as atuais aves pernaltas. A teoria de Lamarck não é aceita atualmente, pois suas idéias apresentam um erro básico: as características adquiridas não são hereditárias. Verificou-se que as alterações em células somáticas dos indivíduos não alteram as informações genéticas contida nas células germinativas, não sendo, dessa forma, hereditárias.

3.2 A teoria de Darwin Charles Darwin ( 1809-1882 ), naturalista inglês, desenvolveu uma teoria evolutiva que é a base da moderna teoria sintética: a teoria da seleção natural. Segundo Darwin, os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência do que os menos adaptados, deixando um número maior de descendentes. Os organismos mais bem adaptados são, portanto, selecionados para aquele ambiente. Os princípios básicos das idéias de Darwin podem ser resumidos no seguinte modo: · Os indivíduos de uma mesma espécie apresentam variações em todos os caracteres, não sendo, portanto, indenticos entre si. · Todo organismo tem grande capacidade de reprodução, produzindo muitos descendentes. Entretanto, apenas alguns dos descendentes chegam à idade adulta. · O número de indivíduos de uma espécie é mantido mais ou menos constante ao longo das gerações. · Assim, há grande "luta" pela vida entre os descendentes, pois apesar de nascerem muitos indivíduos poucos atingem a maturalidade, o que mantém constante o número de indivíduos na espécie. · Na "luta" pela vida, organismos com variações favoráveis ás condições do ambiente onde vivem têm maiores chances de sobreviver, quando comparados aos organismos com variações menos favoráveis. · Os organismos com essas variações vantajosas têm maiores chances de deixar descendentes. Como há transmissão de caracteres de pais para filhos, estes apresentam essas variações vantajosas. · Assim , ao longo das gerações, a atuação da seleção natural sobre os indivíduos mantém ou melhora o grau de adaptação destes ao meio. A abordagem de Darwin sobre a evolução era bastante distinta daquela de Lamarck, como pode ser visto no esquema a seguir:

3.3 A teoria sintética da evolução A Teoria sintética da evolução ou Neodarwinismo foi formulada por vários pesquisadores durante anos de estudos, tomando como essência as noções de Darwin sobre a seleção natural e incorporando noções atuais de genética. A mais importante contribuição individual da Genética, extraída dos trabalhos de Mendel, substituiu o conceito antigo de herança através da mistura de sangue pelo conceito de herança através de partículas: os genes. A teoria sintética considera, conforme Darwin já havia feito, a população como unidade evolutiva. A população pode ser definida como grupamento de indivíduos de uma mesma espécie que ocorrem em uma mesma área geográfica, em um mesmo intervalo de tempo. Para melhor compreender esta definição , é importante conhecer o conceito biológico de espécie:

agrupamento de populações naturais, real ou potencialmente intercruzantes e reprodutivamente isolados de outros grupos de organismos. Quando, nesta definição, se diz potencialmente intercruzantes, significa que uma espécie pode ter populações que não cruzem naturalmente por estarem geograficamente separadas. Entretanto, colocadas artificialmente em contato, haverá cruzamento entre os indivíduos, com descendentes férteis. Por isso, são potencialmente intercruzantes. A definição biológica de espécie só é valida para organismos com reprodução sexuada, já que, no caso dos organismos com reprodução sexuada, já que, no caso dos organismos com reprodução assexuada, as semelhanças entre características morfológicas é que definem os agrupamentos em espécies. Observando as diferentes populações de indivíduos com reprodução sexuada, pode-se notar que não existe um indivíduo igual ao outro. Execeções a essa regra poderiam ser os gêmeos univitelínicos, mas mesmo eles não são absolutamente idênticos, apesar de o patrimônio genético inicial ser o mesmo. Isso porque podem ocorrer alterações somáticas devidas á ação do meio. A enorme diversidade de fenótipos em uma população é indicadora da variabilidade genética dessa população, podendo-se notar que esta é geralmente muito ampla. A compeensão da variabilidade genética e fenotípica dos indivíduos de uma população é fundamental para o estudo dos fenômenos evolutivos, uma vez que a evolução é, na realidade, a transformação estatística de populações ao longo do tempo, ou ainda, alterações na freqüência dos genes dessa população. Os fatores que determinam alterações na freqüência dos genes são denominados fatores evolutivos. Cada população apresenta um conjunto gênico, que sujeito a fatores evolutivos , pode ser alterado. O conjunto gênico de uma população é o conjunto de todos os genes presentes nessa população. Assim , quanto maior é a variabilidade genética. Os fatores evolutivos que atuam sobre o conjunto gênico da população podem ser reunidos duas categorias Fatores que tendem a aumentar a variabilidade genética da população: mutação gênica, mutação cromossônica , recombinação; Fatores que atuam sobre a variabilidade genética jás estabelecida : seleção natural, migração e oscilação genética. A integração desses fatores associada ao isolamento geográfico pode levar, ao longo do tempo, ao desenvolvimento de mecanismos de isolamento reprodutivo, quando, então, surgem novas espécies. Nos capítulos seguintes , esses tópicos serão abordados com maiores detalhes. SURGIMENTO DAS ESPÉCIES Nos capítulos anteriores, foram estudados os fatores evolutivos que promovem a variabilidade genética e os que atuam sobre a variabilidade já estabelecida .Foi visto. Também que se pode considerar natural atuando sobre a variabilidade genética. Assim populações de uma mesma espécie podem desenvolver características novas em função de alterações na relação organismo – ambiente . Neste capítulo , discutiremos como a interação de todos esses fatores pode originar espécies novas. 2. A origem das espécies. Mecanismos de especiação são aqueles que determinam a formação de espécies novas. O mecanismo de especiação mais conhecido é o da especiação geográfica. Este mecanismo pode de ser simplificadamente explicado, tomando-se como exemplo uma população com conjunto gênico grande, que vive em determinada área geográfica em um dado momento . Suponhamos que o ambiente onde essa população ocorre sofra alterações bruscas, tais como

modificações climáticas ou eventos geológicos (terremotos , formações de montanhas etc.). Essas alterações podem determinar o surgimento de faixas de território em que a existência dos indivíduos da população torna-se impossível. Quando essas faixas desfavoráveis separam áreas que ainda reúnem condições favoráveis à sobrevivência dos indivíduos que formavam a população inicial elas são denominadas barreiras ecológicas ou barreiras geográficas . As barreiras ecológicas impedem a troca de genes entre os indivíduos das populações por elas separadas, fazendo com que variabilidades genéticas novas surgidas em uma população , não sejam transmitidas para outra. Além disso , as condições do ambiente , nas áreas separadas pela barreira, dificilmente são exatamente as mesmas , o que determina diferente pressões seletivas. Então as populações assim separadas vão acumulando ao longo do tempo, podendo chegar a desenvolver mecanismos de isolamento reprodutivo. Quando isto ocorre , considera-se que essas populações pertencem a espécies distintas. As espécies são portanto, como já vimos, populações de indivíduos potencialmente intercruzantes e reprodutivamente isolados de outras populações.

HISTOLOGIA ANIMAL TECIDO EPITELIAL Tecido que compõe-se quase exclusivamente de células, apresenta pouca substancia intersticial a cimentar as células (do grego, epithelein construir sobre um supor). Do ponto de vista fisiológico, o tecido epitelial tem por função atapetar superfícies. Na função especifica, existem três tipos de tecido, mas para nós só interessa dois: * Tecido epitelial de revestimento; * Tecido epitelial glandular.

TECIDO EPITELIAL DE REVESTIMENTO OU EPITÉLIO DE REVESTIMENTO A superfície externa do corpo e as cavidades corporais internas dos animais são revestidas por este tecido sendo constituídas as glândulas .Sua principais característica e ser formado por células justapostas, isto e, bem encaixado entre si de modo a não deixar espaços entre elas, a fim de evitar penetração de microrganismos, e expresso (com muitas camadas de células, e, a fim de evitar a perda excessiva de água, e impermeabilizado por queratina. Nos epitélios nunca se encontram vasos sangüíneos. Quanto ao numero de camadas celulares os tecido epitelial de revestimento são classificados em:

simples ou uniestratificados (formados por uma única camada de células. Os tecidos de revestimento externo protegem o organismo contra desidratação, atrito e invasão bacteriana já o tecido de revestimento externo, podem ser classificados: Estratificado, composto ou multiestratificada (formado por várias camadas de células ); e pseudo-estratificado (uma só camada de células com alturas diferentes).Os epitélios de revestimento podem ter diversas origens embrionárias, dependendo de sua localização, e o epitélio que reveste internamente o intestino tem origem endodérmica, e o que reveste o coração tem origem mesodérmica.O tecido epitelial de revestimento forma em primeiro lugar a pele, também forma as mucosas(membranas que foram as órgãos ocos, e sua superfície e muito úmida devida a secreção de mucinogenos, que, ao hidratar-se transforma-se em muco que produz e forma uma camada protetora, e encontrada no tubo digestivo, urinário genital, fossas nasais, boca, etc. Os epitélios ainda podem ser classificados quanto a forma de suas células as quais variam alguns casos as células são cúbicas(epitélios cúbicos ocorrendo no ovário); outros achatados com os de um pavimento (epitélio pavimentoso, ocorre, Endotélio (revestimento dos vasos sangüíneos); Mesotélio reveste as serosas: pleura (pulmão), pericárdio (coração), peritônio (estômago), etc; outros ainda são prismáticas (epitélis prismáticos ).

TECIDO EPITELIAL GLANDULAR OU SECRETOR É o segundo tipo de tecido, sua além de ser revestidora forma glândulas, produzem e eliminam substâncias necessárias nas superfícies do tecido. Estas glândulas podem ser exócrinas(eixos, fora), que tem origem através de um canal ou ducto e lança o produto de secreção na superfície ou seja eliminam suas secreções para fora do corpo ou para a cavidade dos órgãos, tais como: as sudoríparas, as lacrimais; outras conduzem a secreção para um órgão oco com as salivares e o pâncreas. No aspecto morfológico, as glândulas exócrinas podem ser tubulosas sendo as glândulas do aparelho digestivo; As acinosas sendo as glândulas salivares, e as túbulo-acinosa sendo as glândulas parótidas; E as alveolares sendo as glândulas mamárias. As glândulas também podem ser endócrinas(endo, dentro), não há formação de canal ou de ducto e a glândula não pode lançar produtos de secreção na superfície do epitélio de origem mas elimina a secreção diretamente nos vasos sangüíneos. Estas glândulas são geneticamente denominadas hormônios, pôr exemplo: são a tireóide , que produz e libera no sangue o hormônio tiroxina, e a hipófise, que libera, entre outros, o hormônio de crescimento (somatotrofina).No aspecto morfológico as glândulas endócrinas podem ser cordonais ou vesiculares. As glândulas se formam ainda no estágio embrionário, a partir de superfícies epiteliais. Glândulas exócrinas e endócrinas formam-se de maneira parecida: células da superfície epitelial multiplicamse e aprofundam-se nos tecidos mais internos, formando um cor dão celular. Existem ainda glândulas que possuem ao mesmo tempo uma parte exócrina, tais como mistas ou mesócrinas ou anfícrinas, possuem funções exócrinas e endócrinas ao mesmo tempo , como é o caso do pâncreas. As unidades glandulares chamadas ácinos pancreáticos que liberam no intestino o suco pancreático (função exócrina), enquanto outras unidades secretoras, as ilhotas de Langerhans, secretam os hormônios insulina e glucagon na corrente sangüínea (função endócrina).

TECIDO CONJUNTIVO Esse tecido forma o arcabouço que sustenta as partes moles do corpo, apoiando e ligando os outros tipos de tecido. Caracterizam-se pela grande quantidade de material intracelular e pelo distanciamento das suas células e fibras. Outros tecidos de sustentação possuem a função importante na difusão e fluxo de metabolismo. Por fim., os tecidos de sustentação participam ativamente nas funções de defesa do organismo. Todos esses tecidos de sustentação têm a mesma origem embrionária: origem mesodérmica. Os tecidos de sustentação dividem-se em vários grupos dentre eles os principais são: Tecido conjuntivo, adiposo, cartilaginoso e ósseo. Têm como principal função o preenchimento de espaços e ligação de outros tecidos e órgãos. material intracelular é abundante e as células se mantêm bem afastadas umas da outras .material intracelular compreende uma matriz onde se encontram fibras colágenas, reticulares e elásticas. A matriz é uma massa amorfa, de aspecto gelatinoso e transparente. É constituída principalmente por água e glicoproteínas. São encontradas abaixo do epitélio e tem a função de sustentar e nutrir tecidos não vascularizados. Pode ser denso ou frouxo. As fibras colágenas são grossas, flexíveis e resistentes; são formadas por uma proteína denominada colágeno. As fibras elásticas, são mais finas que as colágenas, têm grande elasticidade e são formadas por uma proteína denominada elastina. As células conjuntivas são de diversos tipos. As principais são: Fibroblastos: com função de produzir material intracelular; Macrófagos: com função de defesa do organismo; Plasmócitos: com função de fabricação de anticorpos; Adipócitos: com função a reserva de gordura; Mastócitos: com função elaborar a histamina, substância que envolve reações alérgicas, inflamatórias e a heparina. À variedades de tecidos conjuntivos assim com o frouxo que tem seus componentes igualmente distribuídos: células, fibras e material intracelular. Ele preenche os espaços entre feixes musculares e serve de apoio aos tecidos epiteliais, encontrando-se na pele, nas mucosas e nas glândulas. É praticamente todos os órgãos do corpo, ele por exemplo forma a derme, a camada mais interna da pele, e o tecido subcutâneo, ainda mais interno que a derme.

Tecido conjuntivo denso

É rico em fibras colagens que orientadas na mesma direção fazem com que esse tecido seja pouco flexível, muito resistente ao estiramento, foram tendões e aponevroses que unem os músculos aos ossos. Tecido conjuntivo adiposo É constituído principalmente por células adiposas. São acúmulos de tecido adiposo localizado sob a pele ou nas membranas que revestem os órgãos internos por exemplo no tecido subcutâneo do abdome e das nádegas, ele funciona como reservatório de gordura, amortecedor de choques e contribuiu para o equilíbrio térmico dos organismos. As células (adipócitos) são encontradas no tecido conjuntivo frouxo e ao longo dos vasos. Tecido hemapoiético ou sangüíneo Tem este nome hemapoiético (hematos, sangue; poiese, formação), sua função é produção de células do sangue. Localizado principalmente na medula dos ossos, recebendo nome de tecido mielóide (mielos, medula). Nesse tecido encontram-se células sangüíneas sendo produzidas, em diversos estágios de maturação. Há duas variedades desse tecido: o linfóide, encontrado no baço, timo e gânglios linfáticos, e o mielóide, que forma a medula óssea. Tecido linfóide produz alguns tipos de leucócito e o tecido mielóide, além de vários tipos de leucócito, produz hemácias (ou glóbulos vermelhos) e plaquetas. Sangue é um tipo especial de tecido que se movimenta por todo o corpo, servindo como meio de transporte de materiais entre as células. É formado por uma parte líquida, o plasma, e por diversos tipos de célula. O plasma contém inúmeras substâncias dissolvidas: aproximadamente 90% de água e 10% sais (Na,Cl,Ca,etc.), glicose, aminoácidos, colesterol, uréia, hormônios, anticorpos etc. As hemácias apresentam, dissolvido no seu citoplasma, importante para o transporte do oxigênio. As hemácias dos mamíferos têm a forma disco bicôncavo e não apresentam núcleo nem organelas, e os demais vertebrados têm hemácias esféricas ou elipsóides, nucleadas e com organelas, e sua forma facilita a penetração e saída de oxigênio, o que é importante para a função dessas células, que é transportar oxigênio. Os leucócitos são células incolores nucleadas e com os demais organóides celulares, tendo quase o dobro do tamanho das hemácias. Encarregados da despesa do organismo, eles produzem anticorpos e fagocitam microorganismos invasores e partículas estranhas. Apresentam a capacidade de passar pelas paredes dos vasos sangüíneos para o tecido conjuntivo, sem rompê-los, fenômeno este denominado diapedese. Distribuem-se em dois grupos: granulócitos e agranulócitos, conforme tenham ou não, granulações específicas no citoplasma. Os leucócitos granulócitos são: *Neutrófilos: coram-se por corantes neutros. O núcleo é polimórfico e apresentam-se dividido em segmentos unidos entre si por delicados filamentos. São os leucócitos mais abundantes do sangue circulante (65%); realizam diapedese, indo fazer a defesa através da fagocitose. *Eosinófilos: apresentam geralmente dois segmentos ligados ou não por um filamento delicado e material nuclear. Também realizam diapedese e fagocitose. *Basófilos: apresentam núcleos parcialmente dividido em dois segmentos; encerram metade da histamia existe no sangue circulante e possuem também heparina. Estão relacionados com reações

alérgicas. Os leucócitos agranulados são: # Linfócitos: apresentam núcleo arredondado e citoplasma escasso. Os linfócitos B passam para o Tecido conjuntivo e se transformam em plasmócitos que produzem anticorpos. Os linfócitos T produzidos no timo, também estão relacionados com a defesa imunitário. # Monócitos: são as maiores células do sangue circulante normal; o citoplasma é abundante, o núcleo é arredondado, oval ou uniforme. Em células mais velhas o núcleo pode apresentar a forma de ferradura. Os monócitos têm capacidade de emitir e retrair pseudópodos; são portanto, móveis e tendem a abandonar a corrente sangüínea e ingressar nos tecidos onde fagocitam e são denominados macrófagos. Representam 6% dos leucócitos. As plaquetas (ou trombócitos), são pequenos corpúsculos que resultam da fragmentação de células especiais produzidas pela medula óssea. Elas detêm as hemorragias, pois desencadeiam o processo de coagulação do sangue que é o fenômeno da maior importância para os animais vertebrado: quando há um ferimento, externo ou interno, forma-se um coágulo, que age como um tampão para deter a hemorragia. Apesar de aparentemente simples, sabe-se atualmente que a coagulação é controlada por inúmeros fatores, incluindo-se aí fatores genéticos. Tecido cartilaginoso O tecido cartilaginoso tem consistência bem mais rígida que os tecidos conjuntivos. Ele forma as cartilagens dos esqueléticos dos vertebrados, como, por exemplo, as orelhas a extremidade do nariz, a laringe, a traquéia, os brônquios e as extremidades ósseas. As células são os condrócitos, que ficam mergulhados numa matriz densa e não se comunicam. A matriz pode apresentar fibras colágenas e elásticas, em diferentes proporções, que lhe conferem maior rigidez ou maior elasticidade. A cartilagem pode ser hialina quando tem somente fibras colágenas; elásticas, quando também fibras elásticas; fibrosa, quando tem ambos os tipos de fibra, com predomínio das colágenas. Tecido ósseo O tecido é o tecido se sustentação que apresenta maior rigidez forma os ossos dos esqueletos dos vertebrados. É constituído pelas células ósseas, os osteócitos e por uma matriz compacta e resistente. Os osteócitos são dispostos ao redor de canais formam os sistemas de Havers, dispõe-se em círculos concêntricos ao redor de um canal, por onde passam vasos sangüíneos e nervos. As células se acham alojados em cavidades na matriz e se comunicam umas com as outras por meio de prolongamentos finos. A matriz é constituída por grande quantidade de fibras colágenas, dispostas em feixes, entre os quais se depositam cristais, principalmente de fosfato de cálcio. A grande resistência do tecido ósseo resulta dessa associação de fibras colágenas com o fosfato de cálcio.

TECIDO MUSCULAR O tecido muscular é constituído por células alongadas, em forma de fibras, que se dispõe agrupadas, em forma de fibras, que se dispõe agrupadas em feixes. Essas células são capazes de se contrair e conferem ao tecido muscular a capacidade de movimentar o corpo.

Há três variedades de tecido muscular: liso, estriado e cardíaco. O tecido muscular liso tem células mononucleadas, alongadas, de extremidades afiladas. O citoplasma apresenta miofibrilas (Miofibrila:mio, músculo, fibrila, pequena fibra),dispostas longitudinalmente, formadas por proteínas contráteis. É o tecido que forma as paredes de vários órgãos, com intestino, vasos sangüíneos, bexiga etc. O tecido muscular estriado é capaz de contrações rápidas, sob o controle da vontade, denominado esquelético, por se prender aos ossos. Suas células são alongadas cilíndricas e multinucleadas. Apresentam estrias transversais típicas, formadas pela disposição paralela e regular das miofibrilas no citoplasma. Essas miofibrilas são constituídas por duas proteínas contráteis: a actina forma filamentos finos e a miosina filamentos mais grossos.

O tecido muscular cardíaco é um tecido estriado especial, cujas células apresentam estrias como as do tecido esquelético, mas têm apenas um ou dois núcleos e são mais curtas. Além disso, as fibras se fundem umas com as outras pelas extremidades. TECIDO NERVOSO O tecido nervoso forma os órgãos dos sistemas nervosos central, periférico e autônomo. Ele tem por função coordenar as atividades de diversos órgãos, receber informações do meio externo e responder aos estímulos recebidos. É constituído por células nervosas ou neurônios e células de apoio ou células da glia. As células nervosas ou neurônios que é uma célula altamente diferenciada, de ciclo vital longo, sem capacidade de divisão e de regeneração, têm prolongamentos ramificados, os dendritos, e um cilindro-eixo, o axônio, geralmente mais longos que os dendritos. Muitas vezes o axônio é protegido por um envoltório denominado bainha de mielina. Os neurônios tem uma forma especial de reação, que consiste no impulso nervoso, produzido sempre na mesma direção: dos dentritos são prolongados e partem do corpo celular, recolhem impulsos nervosos e deste para o axônio. Os neurônios relacionam-se uns com os outros pelas extremidades de suas ramificações, que não se tocam mas ficam bem próximas. Essas áreas de conexão são denominadas sinapses. É através das sinapses que o impulso passa do axônio de uma célula para os dentritos de outra. Feixes de axônios revestidos por tecido conjuntivo formam os nervos. Conforme os axônios apresentam ou não a bainha de mielina, os nervos são classificados em mielínicos ( nervos brancos) e a amielínicos (nervos cinzentos).

Encaixadas entre os neurônios, com função de apoio e preenchimento, encontram-se células especiais que constituem a neuróglia.

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