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Qual o remédio constitucional cabível para questionar quebra de sigilo

bancário?

Analisando os remédios constitucionais previstos na constituição


Federal de 1988 (CF/88) – mandado de injunção, habeas corpus, habeas
data, mandado de segurança e ação popular –, numa situação de quebra de
sigilo bancário seria cabível a impetração do mandado de segurança.
O sigilo bancário é protegido pela CF/88, no artigo 5º, em dois
incisos: proteção à vida privada, intimidade e honra; e inviolabilidade do
sigilo de correspondência, de dados e comunicações telefônicas.
O mandado de segurança tem como requisito a ocorrência de
ilegalidade ou abuso de poder, ser ato de autoridade pública ou pessoa
jurídica no exercício de atribuição do Poder Público e a visar à proteção de
direito líquido e certo. Nesse último requisito, é necessário que esse direito
não seja amparado por habeas corpus ou habeas data.
Habeas corpus visa proteger a liberdade de locomoção contra
ilegalidade ou abuso de poder. Habeas data assegura a acesso à informação
e, se for o caso, sua retificação no banco de dados de entidades
governamentais ou de caráter público.
Assim, por não se enquadrar em habeas corpus ou habeas data, a
situação descrita no enunciado seria questionada por meio de um mandado
de segurança.