11º ano

quinta-feira, 2 de Outubro de 2008
21:41
I - Crescimento e renovação celular

As células são unidades estruturais e funcionais dos organismos. Utilizando o seu
programa genético, produzem moléculas específicas, que permitem o crescimento e a
renovação celulares.

E DNA e síntese de proteínas

O programa genético está presente no ácido desoxirribonucleico, molécula que coordena
toda a actividade celular.

Só na década de 40 do século XX, na sequência de trabalhos realizados com bactérias e
vírus, o ácido desoxirribonucleico foi considerado o material genético.



E Universalidade e variabilidade da molécula de DNA

As moléculas de DNA são invariáveis do ponto de vista químico, qualquer que seja o tipo
celular ou o tipo de ser vivo.

Nas células eucarioticas existe uma compartimentação membranar, estando a quase
totalidade do material genético confinado ao núcleo. O núcleo possui duas membranas,
membrana nuclear interna e membrana nuclear externa, que constituem o invólucro
nuclear, com inúmeros poros nucleares que permitem a comunicação entre o interior do
núcleo e o citoplasma.

No interior, o núcleo contém o nucleoplasma, onde se encontram os cromossomas,
massas de material facilmente corável, constituídos por filamentos de DNA e proteínas.

No núcleo pode ainda existir um ou mais nucleolos, estruturas em cuja constituição
entram ácidos nucleicos e proteínas.

DNA, um polímero de nucleótidos em dupla hélice

Cada organismo possui um património genético que o torna único.
O DNA é o suporte molecular da informação genética que coordena todas as actividades
celulares e que é transmitida a todas as células - filhas no decurso do desenvolvimento.

Como é constituída a molécula de DNA?

A molécula de DNA é formada por diferentes tipos de nucleótidos. Cada nucleótido é
constituído por três componentes: um grupo fosfato, uma pentose e uma base azotada.

Os nucleótidos têm designações de acordo com as bases azotadas que entra na sua
constituição.
Por reacções de condensação, os nucleótidos podem ligar-se sequencialmente e formar
uma cadeia polinucleotidica.

Cada novo nucleótido liga-se pelo grupo fosfato ao carbono 3' da pentose do último
nucleótido da cadeia, repetindo-se o processo na direcção 5' ¬ 3'. Deste modo, ao
ultimo nucleótido que tem o carbono 3' com o grupo OH livre, pode ligar-se um novo
nucleotido pelo grupo fosfato.

Os constituintes identificados em cada nucleótido são:
Um grupo fosfato, que confere à molécula características ácidas;
Um açúcar com cinco átomos de carbono - a desoxirribose.
Uma base azotada - das quatro bases azotadas que podem encontrar-se a timina e a
citosina têm anel simples, e que chamam pirimídicas e a adenina e a guanina têm anel
duplo chamando-se púricas.

A sequência de nucleótidos numa cadeia de DNA é muito importante, pois é nessa
sequência que está codificada a informação genética que define as características de cada
individuo.

Análises relativas à composição quantitativa perceptual dos diferentes nucleotidos
revelam que, em cada espécie, os valores da guanina são muito próximos dos da citosina.

Qual é a estrutura da molécula de DNA?



A proposta de um modelo em dupla hélice foi efectuada por Watson e Crick.

A longa molécula, em forma de dupla hélice, assemelha-se a uma escada de corda
enrolada helicoidalmente. As bandas laterais da hélice são formadas por grupo fosfato,
alternando com a molécula de açúcar, e os degraus centrais são pares de bases ligadas
entre si por pontes de hidrogénio.

☻ A adenina liga-se à timina (A = T) por 2 ligações hidrogénio.
☺ A guanina liga-se à citosina (G ≡ C) por 3 ligações de hidrogénio.

A especificidade de ligações entre bases, complementaridade de bases, permite que, a
partir da sequência de nucleotidos de uma cadeia, se conheça a sequência da outra
cadeia. As cadeias complementares da molécula de DNA são cadeias antiparalelas, ou
seja, à extremidade 3' livre de uma cadeia corresponde a extremidade 5' da outra.

A mensagem informativa está codificada pela sequência de nucleótidos em cada gene.

O número de nucleótidos, a sua natureza e sequência diferem de gene para gene,
podendo falar-se em universalidade e variabilidade da molécula de DNA.

Replicação do DNA

A descoberta da estrutura do DNA foi um momento decisivo no estudo da
hereditariedade. Rapidamente, começou a tornar-se claro como as células, antes de se
dividirem, duplicam o seu DNA, assegurando a conservação do património genético ao
longo das gerações. A estrutura molecular do DNA e o repectivo modo de replicação estão
intimamente relacionados.

Actualmente sabe-se que a duplicação do DNA é um processo com alguma complexidade
que envolve a acção de algumas enzimas. A figura abaixo pretende representar, de forma
simplificada, o mecanismo de replicação do DNA.

Colado de <http://www.esec-odivelas.rcts.pt/BioGeo/ficha_trab2.htm>

No processo de replicação semiconservativa, cada uma das cadeias formadas é réplica de
uma cadeia originais. Assim, as novas moléculas de DNA são idênticas às moléculas
originais, sendo cada uma portadora de uma cadeia da molécula mãe e de uma outra
recém- formada.

O mecanismo de replicação envolve:
C Desenrolamento do DNA
C Rompimento por acção enzimática de pontes de hidrogénio entre bases
complementares.
C Incorporação de nucleótidos do meio, por complementaridade, com formação de
novas cadeias.

No meio envolvente existem nucleótidos livres que se vão ligar por pontes de hidrogénio
às bases que se separaram, formando assim uma nova cadeia nucleótidica.

Video youtube: http://www.youtube.com/watch?v=teV62zrm2P0

E Experiência de Meselson e Sthal





Colado de <http://www.esec-odivelas.rcts.pt/BioGeo/ficha_trab2.htm>

Conclusão:
Os resultados obtidos por Meselson e Stahl apoiam, inequivocamente, a hipótese
semiconservativa, e podem ser interpretados da seguinte forma:
- As bactérias cultivadas em 15N incorporam esse azoto nos seus nucleótidos,
formando um DNA com maior densidade, que se deposita mais próximo do fundo
do tubo sujeito a centrifugação.
- Quando as bactérias são transferidas para um meio de cultura com 14N, utilizam
esse azoto para produzirem novas cadeias de DNA. Assim, na primeira geração, cada
molécula de DNA apresenta uma cadeia de nucleótidos com 15N (que provinha da
geração parental) e outra com 14N (formada com nucleótidos que incorporaram o
azoto presente no meio). Desta forma as moléculas de DNA apresentam uma
densidade intermédia entre DNA com 15N e DNA com 14N.

Colado de <http://www.esec-odivelas.rcts.pt/BioGeo/ficha_trab2.htm>

Alguns exercicios:
www.netxplica.com/Verifica/dna_replicacao.htm

Algumas questões frequentes:
Porquê o azoto?
Porque é o elemento essencial para produzir as bases azotadas.

Qual é a conclusão da variabilidade do azoto?
Verificaram que as cadeias de DNA das bactérias cultivadas com 15N eram mais densas do
que as cadeias de DNA de 14N.

Quais são as percentagens nas gerações de 15N, hibrido e de 14N?

G
0
- 100 %
15
N
G1 - 100 % hibrido
G
2
- 50 % hibrido, 50 %
14
N
G
3
- 25 % hibrido, 75 %
14
N

E Composição do RNA

O RNA tem uma constituição semelhante ao do DNA diferenciando na pentose que é a
ribose e uma base azotada que só existe no RNA, o uracilo, substituindo a timina. De resto
é constituído pelo grupo fosfato e as outras 3 bases.
Uracilo é uma base de anel simples, pirimidica.

O ácido ribonucleico apresenta moléculas de dimensões muito inferiores ás dimensões
das moléculas de DNA.

E Principais diferenças

DNA RNA
Pentose Desoxirribose Ribose
Bases púricas Adenina e Guanina Adenina e Guanina
Bases pirimídicas Citosina e Timina Citosina e Uracilo
Estruturas Duas cadeias Helicoidais Uma cadeia
Enzima hidrolítica Desoxirribonuclease (DNAase) Ribonuclease (RNAase)
Origem Replicação Transcrição
Enzima sintética DNA - polimerase RNA - polimerase
Função Informação genética Síntese de proteínas
tempo Permanente Pode ser temporário
Quantidade Não varia Varia de célula para célula
quimicamente Muito estável Pouco estável

Colado de <http://br.geocities.com/genio_da_ciencias/arq/dna_e_rna.htm>

E Fluxo de informação genética - biossintese de proteínas

Dogma central

Numa célula, a informação para a sequência de aminoácidos de cada proteína está contida
nos genes, que, como sabe, são segmentos de DNA. A ordem dos nucleótidos de um gene
determina a ordem dos aminoácidos numa proteína.



AsequênciadebasesdoDNAdeterminaasequênciadeaminoácidosdasproteínas

Embora a sequência de bases no DNA determine a sequência e aminoácidos na proteína,
as células não usam directamente a informação contida no DNA. É o ácido ribonucleico
(RNA) que estabelece a transferência da informação.

Pesquisas revelaram que a célula utiliza moléculas de RNA formadas no núcleo que
migram para o citoplasma, transportando a mensagem que estava contida no gene. Esse
RNA funciona como um mensageiro, RNA mensageiro (mRNA), entre o DNA e os
ribossomas, componentes celulares que fazem a leitura da mensagem para síntese de
proteínas.

Os ribossomas podem encontrar-se livres no citoplasma ou estar associados ao reticulo
endoplasmático.

Um ribossoma é formado por duas subunidades de tamanhos diferentes em cuja
constituição entram as proteínas e um tipo de RNA chamado RNA ribossómico (rRNA).

É nos ribossomas que é lida a mensagem contida no mRNA.


E Código genético

A informação contida no DNA, sob a forma de uma sequência nucleotídica, é copiada para
o RNA mensageiro, sendo postiormente descodificada e traduzida ao nível dos ribossomas
numa sequência de aminoácidos que constituem uma determinada proteína.

Na linguagem de quatro nucleótidos (C,U,G,A) é impossível codificar os 20 aminoácidos,
pois só havia quatro possibilidades de aminoácidos diferentes mas se o código constituir
numa sequencia de três nucleótidos, passam a existir 64 possibilidades, o que é mais do
que suficiente para codificar os 23 aminoácidos conhecidos.

Assim, 3 nucleótidos consecutivos do DNA constituem um tripleto.
Cada grupo de três nucleotidos do RNA mensageiro que codifica um determinado
aminoácido ou o inicio ou o fim da síntese de proteínas tem um nome de codão.

O código da vida começa assim a ser conhecido:



Colado de <http://formacao.es-loule.edu.pt/biogeo/biogeo11/bio/unid05/imagens/codigo.gif>

Características do código genético

+ Universalidade - cada codão tem a mesma função em quase todos os seres vivos.
+ Redundância - codões diferentes podem codificar o mesmo aminoácido.
+ Precisão - a cada codão só corresponde um e só um aminoácido.
+ Especificidade dos nucleótidos - os dois primeiros nucleotidos de cada codão são
mais específicos que o terceiro.
+ Codão de iniciação - o codão AUG inicia a leitura do código e também codifica o
metionina ( aminoácido correspondente).
+ Codão de terminação - os codões UAA, UAG e UGA terminam a síntese de proteínas.

E Mecanismo da síntese de proteínas

Numa visão global da síntese de proteínas consideram-se essencialmente duas etapas:
 Transcrição - A informação contida em cada gene é copiada para o mRNA.
Tradução - A informação contida nas moléculas de mRNA é traduzida em sequências
de aminoácidos.



Colado de <http://formacao.es-loule.edu.pt/biogeo/biogeo11/bio/unid05/imagens/sint_prot2.jpg>

E Transcrição da informação genética

A primeira etapa da transferência da informação genética corresponde à síntese de RNA
mensageiro a partir de uma cadeia de DNA que lhe serve de mole.

Chama-se transcrição do DNA porque a informação do DNA é transcrita para mRNA, por
complementaridade de bases.

- Alguns intervenientes


- Etapas da transcrição

1º ligação da RNA polimerase a locais específicos do DNA, no núcleo;
2º rompimento das pontes de hidrogénio e separação das cadeias de DNA (B);
3º ligação de nulceótidos livres a uma cadeia do DNA, que funciona como molde, no
sentido 5'- 3', formando o mRNA ( C)
4º libertação do mRNA sintetizado; (D)
5º Restabelecimento das pontes de hidrogénio e da estrutura do DNA. (D)




Nas células eucarióticas, a transcrição realiza-se no núcleo e os produtos primários desta
transcrição, pré - mRNA, experimentam, postiormente , processamento, que é um
conjunto de trasnformações que conduzem à formação de um RNA funcional.

Nas células eucariontes cada gene no DNA contém sequências de nucleótidos que não
codificam informação, chamados intrões, intercalados com sequências que codificam,
designados exões.

No processamento do RNA pré mensageiro, por acção de enzimas é retirado os intrões,
havendo, posteriormente, a união dos exões. Estas transformações formam o RNA
mensageiro maturo que migra para o citoplasma fixando-se nos ribossomas.


ETradução da informação genética

Neste processo, a informação genética contida no mRNA é traduzida numa sequência de
aminoácidos.

Alguns intervenientes


É nos ribossomas que se efectua a tradução da mensagem contida no mRNA que
especifica a sequência de amoniácidos na proteína. O RNA transferência (tRNA) funciona
como um interprete dessa mensagem. Ele selecciona e transfere aminoácidos para os
locais de síntese, os ribossomas. Cada tRNA tem numa zona especial um sequência de três
nucleótidos, o anticodão, que é complementar de um dos codões do mRNA.

Na extremidade 3' da molécula de tRNA liga-se o respectivo aminoácido.


Etapas da tradução

A - iniciação

1º Ligação do mRNA e do tRNA iniciador, que transporta o aminoácido metionina, á
subunidade pequena do ribossoma;
2º junção da subunidade grande ao conjunto.


1


B - alongamento

1º ligação de um novo tRNA, com outro aminoácido, ao segundo codão do mRNA;
2º formação de uma ligação peptídica entre os dois aminoácidos;
3º avanço de três bases pelo ribossoma;
4º repetição do processo ao longo do mRNA.




C - finalização

1º chegada do ribossoma a um dos codões de finalização;
2º libertação da proteína;
3º separação do ribossoma nas suas subunidades.




Na síntese de proteínas, processo complexo em que participam vários intervenientes,
podem salientar-se como características importantes a rapidez, a complexidade e a
amplificação.

Uma célula como por exemplo o glóbulo vermelho é capaz de sintetizar a hemoglobina
que é constituída por 140 aminoácidos, em 3 a 4 minutos.

A complexidade vem que muitos agentes podem actuar no mesmo DNA.

A amplificação - a mesma zona de DNA pode trascrever e o mesmo ribossoma traduzir
muitas vezes consecutivas.

E Polirribossoma

Um polirribossoma é um conjunto de ribossomas que estão ligados por um filamento de
RNA.
Cada ribossoma traduz a informação genética contida no mRNA e sintetiza a
correspondente proteína.

E Alteração do material genético

Em todos os organismos, a informação genética está codificada na sequência de
nucleótidos dos genes. Mas o material não permanece imutável, pode, em situações
diversas, ser modificado.
As alterações na sequência nucleotídica do DNA têm o nome de mutações e os indivíduos
que a manifestam dizem-se mutantes.

Uma alteração na sequência de bases na molécula de DNA pode conduzir a mudanças na
proteína sintetizada. Se essa proteína assegura uma função-chave no organismo, a
realização desta função pode ser muito afectada.

No caso da drepanocitose, o gene da molécula de DNA que determina a síntese da cadeia
beta da hemoglobina foi modificado num ponto preciso, passando a existir uma outra
forma desse gene. Ocorreu então uma mutação génica.

Se a alteração ocorrer ao nível dos cromossomas intervindo só no número e na estrutura é
uma mutação cromossómica.

Quando as alterações ocorrem ao nível dos gâmetas, mutações germinais, pode ser
transmitidas à geração seguinte;
Se as alterações ocorrerem noutro tipo de célula então são mutações somáticas, ou seja,
não são transmissíveis à descendência.

Factores que favorecem o aparecimento de mutações são:
O Exposição a raios X, ultra-violeta e gama.
O Calor excessivo;
O Alterações ambientais;
O Corantes alimentares.

As mutações podem por vezes ser a chave para a evolução da espécie.

E Ciclo celular

Da divisão da célula depende a manutenção e continuidade da vida. A este processo está
sempre associado a a replicação da informação genética. Ao conjunto de transformações
que decorrem desde a formação de uma célula até ao momento em que ela própria se
divide originando duas células filhas chama-se ciclo celular.

E Estrutura dos cromossomas

O material genético está distribuído por várias moléculas de DNA.
Cada molécula está associada a histonas (proteína), constitui um filamento de cromatina
dispersa, que quando se enrola forma um cromossoma.

Quando o DNA se duplica o cromossoma passa a ser constituído por dois cromatídios
ligados por um centrómero.



Colado de <http://manipulacaodavida.blogspot.com/2008_02_01_archive.html>

E Fases do ciclo celular

No ciclo celular consideram-se duas fases:

Interfase - ocorre a duplicação do DNA
Fase mitótica - o núcleo divide-se e a célula também.



E A interfase

A replicação do DNA de uma célula ocorre durante uma parte limitada da interfase,
denominada período S que é precedido e seguido respectivamente por dois intervalos, G1
e G2.
Este é o período que decorre entre o fim de uma divisão e o inicio da divisão seguinte.

Intervalo G1 - corresponde ao período que decorre entre o fim da mitose e o inicio da
síntese de DNA. Biossíntese de novos organelos e de RNA.

Fase S - ocorre a auto-replicação de cada uma das moléculas de DNA que se associam a
proteínas. Cada cromossoma passa a ser constituído por dois cromatídios ligados por um
centrómero. Ocorre ainda a duplicação dos centríolos.

Intervalo G2 - Decorre entre o final da síntese de DNA e o ini6cio da mitose. Dá-se
sobretudo a síntese de biomoléculas essenciais para a divisão celular.



Colado de
<http://www.webciencia.com/11_03d
ivisao.htm>
Na interfase há um grande novelo de DNA

E Fase mitótica

Nesta fase ainda podemos dividir em outras duas sub-fases:
Mitose
Citocinese

Mitose diz respeito ao conjunto de transformações durante as quais o núcleo das células
se divide pelo que formam núcleos iguais ao inicial.
Nesta fase vão actuar ainda outros organelos chamados centríolos que são estruturas
cilíndricas por mitrotubulos altamente organizados.

Embora a mitose seja um processo contínuo costumam distinguir-se quatro sub-fases:
Prófase, metáfase, anáfase e a telófase.

Ò Prófase

+ Etapa mais longa
ó Individualização dos cromossomas sendo que cada cromossoma é constituído por 2
cromatídios unidos pelo centrómero.
ó Afastamento dos centríolos para sentidos opostos e formação do fuso acromático.
+ Desaparecimento dos nucléolos e da membrana nuclear quando os centríolos
atingem os polos.





Ò Metáfase

+ Máxima condensação dos cromossomas;
+ O fuso acromático completa o seu desenvolvimento;
+ Disposição dos cromossomas no plano equatorial da célula virados para o centro
havendo ligações químicas entre os centrómeros e as fibras do fuso acromático;
+ Formação da placa equatorial.


Ò Anáfase

ó Rompimento dos centrómeros e separação dos cromatídios;
ó Ascensão polar dos cromossomas-filhos.


Ò Telófase

+ Dissolução do fuso acromático;
+ Reorganização da membrana nuclear em cada núcleo - filho;
+ Descondensação dos cromossomas;
+ Reaparecimento dos nucléolos.
+ A célula fica constituída por dois núcleos.




Citocinese

Este processo diz respeito à divisão do citoplasma e, consequente individualização das
duas células-filhas.
Ocorre o estrangulamento do citoplasma até as duas células filhas se separarem.



E Aspectos comparativos da fase mitótica em células animais e em células
vegetais

Nas células vegetais não existe centríolos. Os microtubulos auto reorganizam-se.
Na citocinese, como a parede é muito riga ela não se consegue dividir. Então vesículas
derivadas do complexo de golgi alinham-se na região equatorial e fundem-se para formar
uma estrutura plana. Nesta estrutura as membranas das vesículas originam membranas
plasmáticas - plasmodesmos e o conteúdo possui os precursores da parede celular.



E A importância da mitose

Assegurar a estabilidade genética ao longo das gerações
Crescimentos dos organismos pluricelulares
Regeneração de estruturas e renovação de tecidos.


E Regulação do ciclo celular

Os mecanismos de regulação actuam fundamentalmente em três sítios:
¬ No final do G1, no final do G2 e na meio da mitose.

Na etapa G1, as células fazem uma avaliação interna relativamente ao processo de
mitose. Se a avaliação for negativa, as células não se dividem permanecendo no estado
G0.
Quando a avaliação é positiva e quando são bem estimuladas podem assim prosseguir o
ciclo celular.
No caso de prosseguir e ainda no final da fase G1, se as moléculas de DNA não se
apresentam de forma adequada, desencadeia-se a apoptose ou a morte celular.

No final do G2 também há um momento de controlo em que este verifica se a replicação
do DNA foi feita correctamente. E se foi, prosseguirá para a mitose.

Durante a mitose ocorre o último momento de controlo, em que se não se verificar a
divisão equitativa dos cromossomas pelas células filhas, esta pode sofrer a apoptose.

Quando estes mecanismos de controlo falham pode ocorrer um cancro ou uma neoplasia
maligna.
Numa neoplasia as células dividem-se descontroladamente e podem adquirir
características de malignidade.
As células dos tumores malignos podem invadir os tecidos vizinhos e espalhar-se por
outras partes do corpo - metastização.



E Diferenciação celular

As células de um organismo que provieram da célula - ovo contêm os mesmos
cromossomas e consequentemente a mesma informação genética.

Ao longo do desenvolvimento de um indivíduo ocorre um conjunto de processos através
dos quais células geneticamente idênticas se especializavam no sentido de
desempenharem uma ou mais funções. Esta especialização bioquímica chama-se
diferenciação celular, que leva não só a alterações a nível da função mas também da
composição e de estrutura.

Calcula-se que cada célula diferenciada tenha apenas, num determinado momento, 5% a
10% do seu DNA activo, tendo o resto conservado lá mas apenas adormecido.

As células ao especializarem-se numa função apenas precisam de determinadas
características que existem nos genes e assim activam só os genes que necessitam para
exercer essa função.

A partir de estudos comprovou-se que as células diferenciadas podem perder a sua
especialização, transformando em células indiferenciadas. Estas células readquirem a
capacidade de originar um indivíduo completo e dizem-se totipotentes, o que quer dizer
que tem todo o seu DNA activo.

Actualmente, a partir deste estudo, com as células totipotentes podemos não formar
novos indivíduos mas sim tecidos e órgãos específicos.

Nestas manipulações, as células totipotentes podem ter duas origens:
Podem vir das células totipotentes dos embriões, chamadas células estaminais
embrionárias ou a partir de células estaminais presentes em órgãos dos indivíduos
adultos, como a pele ou a medula óssea.

Então a única diferença entre as células diferenciadas está nos genes que estão activos.


II - Reprodução nos seres vivos

A continuidade da vida e da espécie é assegurada pela reprodução, conjunto de processos
pelos quais os seres vivos originam novos indivíduos idênticos a si próprios, transmitindo
assim a informação genética de geração em geração.

Podem ser:
O Reprodução assexuada
O Reprodução sexuada

E Reprodução assexuada

Esta consiste em:
¯ reproduzir sem a intervenção de células sexuais e sem fecundação;
¯ Descendência a partir de um único progenitor
¯ Os descendentes são geneticamente idênticos entre si e o progenitor.

E Estratégias de reprodução assexuada

Processos Algumas características Exemplos
Bipartição Divisão de um ser em dois com idênticas
dimensões
Amiba, paramécia,
planária
Gemulação Formação de uma ou mais saliências, gomos
ou gemas, que se desenvolvem e separam,
originando novos seres.
Leveduras, hidra de
água doce,
anémonas do mar
Esporulação Formação de células reprodutoras, os
esporos, cada um dos quais pode originar
um novo individuo
Bolores do pão ou
da fruta
Multiplicação
vegetativa
Formação de novos seres a partir do
desenvolvimento de certas estruturas
vegetativas, como raízes, caules e folhas
Batateira, lírio,
cenoura,
morangueiro
Fragmentação Separação de fragmentos do corpo,
originando cada fragmento um novo
indivíduo por regeneração
Estrela do mar,
algas, plantas
Partenogénese Formação de novos indivíduos
exclusivamente a partir do desenvolvimento
de gâmetas femininos
Rotíferos, pulgões

A reprodução assexuada está associada à divisão celular por mitose uma vez que o um
único progenitor dá origem a um conjunto de indivíduos que lhe são geneticamente
idênticos - clones.

Clone - grupo de células ou indivíduos geneticamente idênticas e descendentes de uma
única célula.
Clonagem é o processo através do qual se forma clones.

E Clonagem nas plantas

Usando a técnica de micropropagação em cultura in vitro, podem ser produzidas
rapidamente milhares de plantas a partir de uma planta original.

Actualmente este tipo de clonagem é largamente utilizado em floricultura, fruticultura e
silvicultura.

Ò Vantagens e desvantagens da micropropagação

Vantagens Desvantagens
É utilizado um só indivíduo, seleccionado pelos
seus caracteres. As plantas obtidas são robustas e
saudáveis.
Requer uma técnica especializada .
Equipamentos sofisticados.
Pessoal qualificado.
Os caracteres pretendidos prevalecem em todos
os indivíduos novos.

O rendimento é elevado
Aumenta a probabilidade de uma
vasta plantação ser totalmente
dizimada por parasitas, uma vez que
os indivíduos são geneticamente
iguais.

E Clonagem nos animais

A clonagem de animais complexos tem levados alguns problemas, sendo que ainda
existem dificuldades técnicas significativas nestes processos de transferência de núcleos.

E Reprodução sexuada

Neste tipo de reprodução, os indivíduos das sucessivas gerações não apresentam uma
uniformidade de informação genética.
Os descendentes possuem caracteres comuns entre si e os progenitores, de acordo com a
espécie a que pertencem, mas apresentam também diferenças significativas em
consequência da fecundação e da meiose.

E Fecundação e meiose

A reprodução sexuada implica que ocorra a fusão de dois gâmetas, o gâmeta masculino e
o gâmeta feminino, que vão originar o ovo ou zigoto que tem, desse modo, um conjunto
de cromossomas que provêm de cada um dos gâmetas.

Cada par de cromossomas, um de origem materna e outra de origem paterna, são
chamados cromossomas homólogos. Estes cromossomas têm forma e estrutura
semelhante e são portadores de genes para as mesmas características. Todas as células
cujos núcleos possuem cromossomas homólogos designam-se por diplóides.

A constância do numero de cromossomas ao longo das gerações implica que, em
determinado momento, ocorra um processo de divisão nuclear, em que o numero de
cromossomas seja reduzido para metade. As células resultantes dessa divisão contêm
apenas um cromossoma de casa par de homólogos, sendo designado por células
haplóides.

Na reprodução sexuada, a fecundação e a meiose alternam-se.

Meiose - redução cromossómica

A meiose é um processo de divisão nuclear através do qual, a partir de uma célula com
núcleo diploide, se podem formar células com núcleo haploide.

Estes núcleos possuem metade do numero de cromossomas do núcleo inicial, possuindo
um só cromossoma de cada par de homólogos.

Na meiose ocorrem duas divisões sequenciais, a divisão I e a divisão II, sendo que a I é
precedida pela interfase.

Þ Divisão I - divisão reducional

O Prófase I
+ Emparelhamento dos cromossomas homólogos.
+ Junção dos cromossomas gene a gene formando os bivalentes.
+ Encurtamento dos cromossomas até se tornarem visíveis - tétradas cromatídicas.
+ Cruzamento entre cromatídios de cromossomas homólogos diferentes - pontos de
quiasma.
+ Entre os pontos de quiasma pode ocorrer troca de segmentos de DNA entre
cromatídios - crossing-over.
+ Membrana nuclear desorganiza-se e à formação do fuso acromático

O Metáfase I
+ Os tretadas cromatídicos ligam-se às fibras do fuso acromático e situam-se no plano
equatorial.
+ Estabelecem-se mais pontos de quiasma e a orientação dos cromatidios é
independente.


O Anáfase I
+ Separação dos cromossomas homólogos.
+ Rompimento dos pontos de quiasma.
+ Ascensão polar.

O Telófase I
+ Os cromossomas atingem os pólos da célula, tornando-se mais finos e mais longos. O
fuso acromático desaparece e forma-se o invólucro nuclear em volta de cada conjunto de
cromossomas.
+ Cada núcleo passa a ter metade do numero de cromossomas do núcleo diplóide
inicial.

O Citocinese

Þ Divisão II - divisão equacional

O Prófase II
+ Os dois cromossomas condensam-se.
+ O invólucro nuclear desaparece.
+ Formação do fuso acromático.

O Metáfase II
+ Os cromossomas dispõem-se no plano equatorial e ligam-se às fibras do fuso
acromático pelos centrómeros.

O Anáfase II
+ Há rotura dos centrómeros.
+ Ascensão polar dos cromatídeos.

O Telófase II
+ OS cromossomas chegam aos pólos e vão tornando-se mais finos e longos. Organiza-
se o invólucro nuclear em volta dos cromossomas

O Citocinese
+ Formam-se duas células como a mesma constituição que aquela que deu origem.

No final formam-se 4 células haplóides.


E Alterações ao nível dos cromossomas

Durante os fenómenos de meiose podem ocorrer erros que conduzem a alterações na
estrutura ou no numero de cromossomas das células resultantes. Estas alterações podem
ser:
+ Mutações numéricas
+ Mutações estruturais

* Mutações numéricas - anomalias em que há alteração do número de cromossomas.

Este tipo de mutações podem acontecer em apenas dois locais:
Durante a anáfase I, em que não ocorre a disjunção dos cromossomas homólogos;
Durante a anáfase II, em que não ocorre a rotura do centrómero.

Estas alterações podem implicar problemas para os organismos resultantes do
desenvolvimento destes gâmetas.

* Mutações estruturais - envolvem alterações no número ou no arranjo dos genes,
mas mantêm-se o numero de cromossomas.

As mutações podem ser espontâneas ou induzidas por agentes exteriores. A maioria das
mutações cromossómicas são prejudiciais para o individuo. Por outro lado as mutações
são uma fonte importante de variabilidade genética, que permite a diversidade de
organismos.

E Mitose e meiose - aspectos comparativos

Características Mitose Meiose
Número de núcleos formados 2 4
Numero de divisões 1 2
Emparelhamento de cromossomas homólogos Não ocorre Ocorre
Numero de cromossomas das células filhas em
relação à
Célula mãe
igual Metade
Fenómenos de crossing-over Não se efectuam Efectuam-se


E Reprodução sexuada e variabilidade genética

A meiose e a fecundação para alem de assegurarem a manutenção do numero de
cromossomas de uma espécie de geração em geração, também contribui para a
variabilidade genética.

Os contributos para esta variabilidade genética podem ser:
º A disposição independente dos pares de homólogos. O numero de casos possíveis
são 2n, em que n é o numero de pares de cromossomas homólogos.

º O crossing over que é a troca de segmentos entre cromossomas homólogos também
leva a uma aumento de variabilidade genética, o que permite novas combinações
possíveis.

Por isso a meiose para além de assegurar o numero típico de cromossomas por espécie,
também contribui para uma grande variabilidade genética.

º A fecundação também é um dos fenómenos que contribuem para o aumento da
variabilidade genética pois a fecundação é feita ao acaso com gâmetas que têm
informação genérica diferente. O numero de casos possíveis para a fecundação é o
produto do numero de combinações possíveis dos gâmetas.

E Diversidade de estratégias na reprodução sexuada

Reprodução sexuada nos animais

As estruturas em que os gâmetas dos animais são produzidos designam-se por gónadas.
Os animais que possuem os dois tipos de gâmetas são designados por hermafroditas.
Os animais que só possuem um tipo de gâmetas e que precisam de outro para procriar são
designados por unissexuados.

Tipos de fecundação

No caso dos organismos que vivem isolados, como acontece com a ténia, verifica-se
autofecundação, ou seja, o mesmo individuo consegue produzir os dois tipos de gâmetas
que fecundam nesse individuo - hermafroditismo suficiente, sendo de maior importância
para a continuidade da espécie.
No entanto, existe ainda outro tipo de hermafroditismo que é o hermafroditismo
insuficiente em que o individuo necessita de outro para reproduzir. Apesar destes
produzirem os dois tipos de gâmetas, um dos gâmetas não está maduro o suficiente sendo
assim necessário outro individuo para fornecer o outro tipo de gâmetas. Esta
hermafroditismo garante assim uma maior variabilidade genética.

Nos animais que ocorre unissexualismo a união de espermatozóides com óvulos pode
ocorrer externamente ao corpo como internamente sendo fecundação externa e
fecundação interna.

A fecundação externa acontece principalmente dentro de água, ou seja, em meios
líquidos.

Reprodução sexuada das plantas

Nas plantas, as estruturas onde são formados os gâmetas designam-se por gametângios,
havendo gametângios masculinos e gametângios femininos.

Plantas com flores

Os órgãos reprodutores masculinos são os estames e os órgãos reprodutores femininos
são os carpelos.
As flores pode ser hermafroditas ou unissexuadas. As flores hermafroditas possuem
estames e carpelos e as flores unissexuados possuem só um deles. Na época de
reprodução, desabrocham as flores. Nas anteras existem sacos polinicos, estruturas
pluricelulares onde se encontram os grãos de pólen. Nos carpelos, ao nível dos ovários,
existem entidades pluricelulares, os óvulos.

Para que ocorra a reprodução é necessário que se verifique a polinização, isto é, que haja
transporte de grãos de pólen para os órgãos femininos da mesma flor, se for polinização
directa ou para flores pertencentes a outras plantas, polinização cruzada.

Aqui actuam vários agentes como as aves, os insectos e o vento.

Os grãos de pólen ao caírem sobre os estigmas, se as condições forem propicias
germinam, formando os tubos polinicos.

O tubo polinico cresce ao longo do estilete, penetrando no ovário. Aí, os gâmetas
masculinos e os gâmetas femininos entram em contacto e conjugam-se.

E Ciclos de vida - unidade e diversidade

A sequência de etapas de desenvolvimento que ocorrem numa vida de um organismo,
desde que se forma até que produz descendência constitui o seu ciclo e vida.

Alternância de fases - num ciclo de vida a fase haplóide alterna com a fase diplóide.

Fase haplóide - Fase compreendida entre a meiose e a fecundação.
Fase diplóide - fase compreendida entre a fecundação e a meiose.

Existem 3 tipos de ciclo de vida:
4 O ciclo haplonte
4 O ciclo haplodiplonte
4 O ciclo diplonte

No Ciclo haplonte a meiose é pos-zigótica pois acontece após a formação do zigoto. O
organismo adulto é haplonte.

No ciclo haplodiplonte a meiose é pré- espórica, ou seja, ocorre na formação dos esporos.
O organismo adulto é haplodiplonte.

No ciclo diplonte a meiose é pré-gamética pois ocorre antes da formação dos gâmetas.
Todas as estruturas são diploides à excepção dos gâmetas. O organismo adulto é diplonte.


E Ciclo de vida de uma alga - espirogira

Na espirogira, quando ocorre a reprodução sexuada, são os conteúdos das células que
constituem os filamentos que vão funcionar como gâmetas.

Quando os filamentos de espirogira se encontram próximos, formam-se nas células desses
filamentos, saliências que crescem e entram em contacto designados por tubos de
conjugação.

O conteúdo de cada célula de um dos filamentos condensa-se e desloca-se pelo tubo de
conjugação até à célula do outro filamento. O conteúdo celular que se movimenta é o
gâmeta dador e o que permanece imóvel e o gâmeta receptor.

Após a fecundação, os filamentos desagregam-se, ficando cada ovo rodeado por uma
parede espessa, em estado de vida latente até que as condições ambientais sejam
favoráveis.

Então o núcleo de cada ovo divide-se por meiose, formando quatro núcleos haplóides.
Três desses núcleos degeneram, ficando a célula com um único núcleo haplóide. Por
divisões mitóticas sucessivas, a partir dessa célula forma-se um novo filamento de
espirogira.


Colado de <http://curlygirl.naturlink.pt/spirogira.jpg>

E Ciclo de vida de um feto - o polipódio

O polipódio reproduz-se assexuadamente, por multiplicação vegetativa e por reprodução
sexuada.

Na época de reprodução surgem na pagina inferior do limbo das folhas, formações
amareladas, os esporângios que contêm células-mães de esporos. Essas células-mães
dividem-se por meiose, originando esporos que são libertados. Quando caem em solo
favorável germinam e cada um origina uma estrutura laminar, o protalo.

Na face inferior do protalo, onde existem rizóides, formam-se os gametângios femininos e
os gametângios masculinos. Os gâmetas masculinos movimentam-se na água até chegar
ao gametângio feminino, onde ocorre a fecundação. O zigoto resultante desenvolve-se
sobre o protalo, originando uma planta adulta.

A fase nuclear mais desenvolvida é a fase diplóide estando nela incluído o ser adulto. A
fase haplóide começa com o esporo incluindo o protalo com vida independente da planta
adulta.

As características principais são:
 O polipódio é um ser haplodiplonte
 Tem uma meiose pré-espórica.
 A fecundação é dependente da água

E Ciclo de vida de um mamífero

Nos mamíferos, a reprodução é exclusivamente sexuada, existindo unissexualismo.
Os gónadas masculinos são os testículos e os gónadas femininos são os ovários.
A fase mais desenvolvida é a fase diplonte, onde se encontra o organismo adulto, sendo
que a fase haplonte está reduzida aos gâmetas.
A meiose é pré-gamética.

E Relações entre o ciclo de vida dos organismos e o meio

As condições do meio interferem nas soluções de reprodução.
Nos seres que são capazes de ambas ar reproduções, quando o meio é propicio eles
reproduzem-se a partir da reprodução assexuada pois conseguem assim um grande
numero de indivíduos num curto espaço de tempo. Quando as condições do meio são
desfavoráveis, reproduzem-se por reprodução sexuada pois assim há uma variabilidade
genética que faz com que os novos organismos se adaptem melhor ao ambiente,
garantindo assim a continuidade da espécie.

Ò Vantagens e desvantagens

Tipo de
reprodução
Vantagens Desvantagens
Reprodução ¤ Assegura a formação de ¤ A diversidade dos indivíduos
assexuada clones, visto que a mitose
é o processo de divisão nuclear
que ocorre.
¤ Todos os indivíduos podem
originar descendentes
¤ Processo rápido e com
pequeno dispêndio de
energia
¤ Um só individuo pode originar
muitos descendentes
produzidos é praticamente nula.
¤ Difícil adaptação dos novos
indivíduos a mudanças do meio.
¤ Não favorece a evolução das
espécies.
Reprodução
sexuada
¤ Proporciona uma grande
variabilidade de características na
descendência.
¤ A diversidade de
características permite às espécie
não só maior capacidade de
sobrevivência, caso haja
mudanças ambientais, mas
também proporciona evolução
para novas formas.
¤ Processo lento
¤ Grande dispêndio de energia,
quer na formação dos gâmetas quer
no processo
que desencadeiam a fecundação.


E Intervenção humana no ciclo de vida dos seres vivos

O numero de indivíduos de muitas espécies pode ser modificado pela actuação humana
como resultado de interferências directas na reprodução sexuada:
As actividades industriais ou agro-pecuárias provocam poluição química que põe em risco
o desenvolvimento dos ovos de muitas espécies ou impede mesmo a formação dos
gâmetas.
A eliminação de habitats e, portanto, de locais de reprodução de muitos organismos.

Também tem surgido problemas graves nos ciclos de vida de diversas espécies devido às
alterações do ambiente ao nível global, como é o caso do aumento do efeito de estufa.

Há espécies que se conseguem adaptar as estas alterações, mas outras podem mesmo
entrar em riscos de extinção.

E Evolução Biológica

E Dos seres procariontes aos seres eucariontes

As primeiras células encontradas no registo fóssil devem ter surgido num período que
oscila entre os 3800 milhões e os 2500 milhões de anos e assemelham-se aos actuais
procariontes (bactérias, cianobactérias).

Características de uma célula procariótica

Características Célula procariótica
Tamanho 5 nanómetros, em média
Parede celular Rígida
Material genético Sem invólucro nuclear. O DNA está disperso no citoplasma.
Organelos Não possui organelos. Apresenta ribossomas de pequenas dimensões.
Fotossíntese Nos procariontes fotossintéticos, os pigmentos localizam-se nas
membranas.

As células procarióticas são estruturalmente simples.



Os dados fornecidos pelos fosseis e a simplicidade estrutural e funcional das células
procarióticas constituem os dois principais argumentos que sustentam a hipótese dos
seres procariontes terem estado na origem da grande diversidade de vida na Terra.

As células eucarióticas apresentam uma constituição bem mais complexa, nomeadamente
no que respeita ao material genético , que se encontra no núcleo, e à grande abundância
de estruturas membranares.

Características Célula eucariótica
tamanho 40 nanometros de diâmetro
Parede celular Rígida. Presente nas plantas, em alguns protistas e na maioria dos
fungos.
Material genético Está encerrado no núcleo. Apresenta várias moléculas de DNA
associadas a proteínas
Organelos Diversos organelos, como mitocôndrias, reticulo endoplasmático e o
complexo de golgi.
Fotossíntese As fotossintéticas apresentam cloroplastos.

De acordo com as informações obtidas a partir dos fosseis, os seres eucariontes só terão
surgido há cerca de 1500 milhões de anos.
Isto mete em questão como é que as células eucarióticas apareceram, a partir das células
procarióticas.

Existem três hipóteses explicativas:
· O modelo autogénetico
· O modelo endossimbiótico
· Modelo endossimbiótico reformulado.

O modelo autogenético admite que a célula eucariótica tenha surgido a partir de
organismos procariontes por invaginações sucessivas de zonas da membrana plasmática,
seguidas de especialização.

O modelo endossimbiótico admite que a célula eucariótica terá surgido a partir de
associações entre organismos diferentes por simbiose, sendo que um vive dentro do outro
e ambos se beneficiam.

Resumindo:
< Uma célula procariótica terá capturado outras células procarióticas, que
permaneceram no interior da célula hospedeira, resistindo à digestão.
< As células capturadas estabeleceram com a célula hospede relações de simbiose.
< A cooperação foi tão intima que passaram a depender uma da outra.

O modelo endossimbiótico é o mais aceite, pois tem vários argumentos que o apoiam:
- As mitocôndrias e cloroplastos assemelham-se a bactérias, quer na forma, quer no
tamanho, quer na composição membranar.
+ Os cloroplastos e mitocôndrias têm o seu próprio genoma e produzem as suas
próprias membranas internas.
* Os ribossomas dos cloroplastos e mitocôndrias são muito semelhantes em tamanho e
em características bioquímicas.
* É possível encontrar hoje em dia associações entre bactérias e alguns eucariontes.

O ponto fraco deste modelo foi que não explica a origem do núcleo da célula eucariótica.

Assim, alguns investigadores juntaram os dois modelos, em que o núcleo formou-se pelas
invaginações da membrana plasmática e os organelos foram capturados do meio.

E Origem da multicelularidade

É fácil de admitir que o nosso planeta passado algum tempo após o aparecimento dos
primeiros seres unicelulares, se tenham tornado frequentes os fenómenos de predação.
Nesta situação, os organismos que apresentavam um aumento de tamanho estavam em
clara vantagem. Um célula maior pode capturar facilmente outras células. Mas as células
não podem, contudo, aumentar indefinidamente o seu tamanho.

Quando uma célula aumenta de tamanho, verifica-se que a razão entre o volume e a
superfície diminui, isto é, o volume aumenta a um ritmo maior que a área de superfície.
Ora, isto significa que quando há um aumento de volume, aumenta também o
metabolismo, mas a célula não conta com um aumento equivalente na eficácia das trocas
com o meio exterior pois a área de superfície não aumenta na mesma proporção.

Quanto maior for a célula, menor é a superfície da membrana por unidade de volume
capaz de realizar trocas com o meio exterior.
Acima do tamanho crítico, as trocas gasosas entre a célula e o meio não ocorrem com a
celeridade necessária para a vida e a célula por fim acaba por morrer.

Os seres eucariontes unicelulares constituem agregados. Quando essas associações dizem
respeito a seres da mesma espécie que estabelecem entre si ligações estruturais entre si,
designam-se por agregados coloniais ou colónias.

Volvox é um género de algas verdes que forma colónias com células de dois flagelos. Os
flagelos das células da camada externa imprimem movimento à colónia. As células
maiores da colónia desempenham a função de reprodução.

Apesar da Volvox ser constituída por varias células estruturalmente interdependentes,
pois estão ligadas entre si sob o ponto de vista funcional não ocorreu diferenciação, já que
são todas semelhantes aparte das células reprodutoras. Esta especialização não é
suficiente para considerar a Volvox como um ser pluricelular.

Facto de admitir que a multicelularidade possa ter surgido na Terra por evolução de seres
coloniais do tipo considerado. Assim os seres coloniais podem estar na origem de algas
verdes pluricelulares que evoluíram mais tarde para plantas.

Na verdade, a alga verde possui pigmentos fotossintéticos, substância de reserva e
paredes celulares muito semelhantes às das plantas, o que constitui um argumento
favorável para esta hipótese.

Pode afirmar-se que actualmente, a multicelularidade ocorre apenas nos seres
eucariontes.

A multicelularidade caracteriza-se por uma associação de células em que há
interdependência estrutural e funcional entre elas. Um dos aspectos mais relevantes da
multicelularidade decorre do facto de a sua existência ter permitido a ocorrência de
mecanismos de regulação que conduziram à diferenciação celular, o que gerou um
impulso na evolução dos seres vivos.

Resumindo:
O A grande diversidade de formas e de funcionalidades possibilitou a adaptação a
diferentes ambientes.
O Foi possível a sobrevivência de seres de maiores dimensões sem comprometer as
trocas com o meio externo, uma vez que surgiram células ou órgãos especializados na
realização dessas trocas.
O Foi possível aumentar a eficácia na utilização de energia.
O Os organismos puderam usufruir de uma maior independência em relação ao meio
externo, pois os vários sistemas de órgãos passaram a contribuir do meio interno em
condições favoráveis à vida.

E Evolucionismo e fixismo

Durante séculos, admitiu-se que as espécies surgiram tal como hoje as conhecemos e se
mantiveram imutáveis ao longo do tempo. Esta visão das espécies, conhecida por fixismo,
prevaleceu e, em alguns casos, ainda prevalece fortemente apoiada por princípios
religiosos.
A interpretação á letra do "livro do genesis" influenciou de forma determinante o
pensamento cientifico, confundido como o criacionismo.
Apesar da força das ideias fixistas , no século XIX vai transitar-se num ambiente de grande
controvérsia para uma visão evolucionista, isto é, admite-se que as espécies se alteram de
forma lenta e progressiva ao longo do tempo, originando outras espécies.

Os evolucionistas admitem a existência de mudanças progressivas nos seres vivos a partir
de ancestrais comuns, e são essas mudanças que ao longo do tempo geológico, vão dar
origem às diferentes espécies.

E Mecanismos da evolução

As primeira teoria explicativa fundamentada acerca dos mecanismos da evolução dos
seres vivos surgiu em 1809.

Lamarckismo

As ideias de Lamarck, para explicar a existência da evolução, podem resumir-se em dois
princípios fundamentais:
© Lei do uso e do desuso
© Lei da herança dos caracteres adquiridos

Os seres vivos apresentam modificações que dependem do ambiente em que esses seres
se desenvolvem. O ambiente condiciona a evolução, levando ao aparecimento de
características que permitem aos indivíduos adaptar-se às condições que vivem.

A adaptação, segundo Lamarck, representa a faculdade que os seres vivos possuiriam de
desenvolver características estruturais ou funcionais que lhes permitissem sobreviver e
reproduzir-se num determinado ambiente. As modificações que levam à adaptação são
explicadas pela lei do uso e do desuso.

De acordo com esta lei, a necessidade de um órgão em determinado ambiente cria esse
órgão e a função modifica-o, isto é, a função faz o órgão.

Se um órgão é muito utilizado, desenvolve-se, tornando-se mais forte, vigoroso ou de
maior tamanho; se pelo contrário, esse órgão não se usa, degenera e atrofia.

Segundo a lei da herança dos caracteres adquiridos, as modificações que se produzem nos
indivíduos ao longo da sua vida, como consequência do uso ou do desuso dos órgãos, são
hereditárias, originando mudanças morfológicas no conjunto da população.

A adaptação é progressiva e um organismo pode desenvolver qualquer adaptação, desde
que seja necessária, caminhando assim para a perfeição em interacção com os factores
ambientais.

O ponto fraco da sua teoria é:
Na reprodução sexuada apenas as alterações no DNA transportadas nos gâmetas são
transmitidas aos descendentes.

Darwinismo

Darwin faz uma viagem á volta do mundo onde recolhe uma boa parte dos dados que
mais tarde utilizou na fundamentação da sua teoria.

Dados da geologia:
As leis naturais são constantes no espaço e no tempo;
Deve explicar-se o passado a partir dos dados do presente;
Na longa história da Terra ocorreram mudanças geológicas lentas e graduais
Apoiava o uniformitarismo.

Dados da biogeografia:
Darwin apercebeu-se da imensa biodiversidade de seres vivos, o que constituem
elementos relevantes na formulação da teoria de Darwin.

E Selecção artificial, selecção natural e variabilidade

Se um tratador tiver especial apreço por uma característica na sua criação pode preserva-
la recorrendo a cruzamentos selectivos previamente planeados, é possível obter
indivíduos com as características desejadas.

Se se pode obter tanta diversidade por selecção artificial, de um modo análogo é possível
que ocorra na natureza uma selecção consumada pelos factores ambientais, designada
por selecção natural.

Selecção natural: o meio selecciona os indivíduos que possuem características favoráveis,
sendo estes que tem mais hipóteses de deixar descendentes e a frequência dessas
características aumenta na população. Os indivíduos que possuem características
desfavoráveis são eliminados progressivamente.

Eis alguns pontos fundamentais na teoria de Darwin:
¦ Os seres vivos, mesmo os da mesma espécie, apresentam variações entre si
¦ Em cada geração, uma boa parte dos indivíduos é naturalmente eliminada, porque
estabelece entre eles uma luta pela sobrevivência;
¦ Sobrevivem os indivíduos que estiverem mais bem adaptados;
¦ Os indivíduos mais bem adaptados vivem durante mais tempo e reproduzem-se mais,
transmitindo assim as suas características à descendência. Há pois reprodução diferencial.

E Confronto entre o lamarckismo e o Darwinismo

Ò Segundo o Lamarckismo, o meio cria necessidades que determinam mudanças na
morfologia dos indivíduos que , pelo uso, se estabelecem, tornando-os mais bem
adaptados e sendo transmitidos aos descendentes.
Ò Segundo o Darwinismo, entre os indivíduos de uma espécie existem variações. O
meio exerce uma selecção natural que favorece os indivíduos que possuem características
mais apropriadas para um determinado ambiente e num determinado tempo, tornando-
os mais aptos e eliminando gradualmente os menos aptos.

E Argumentos do evolucionismo

Argumentos de anatomia comparada

A grande diversidade do mundo despertou, desde cedo, nos cientistas a necessidade de
organizarem sistemas de classificação. Alguns dos mais primitivos baseiam-se no grau de
semelhança dos caracteres morfológicos, ou seja, analogia comparada.

Estruturas homólogas - são estruturas com origens embrionárias semelhantes,
constituídas por ossos idênticos, com um plano de organização semelhante embora
apresentem um aspecto diferente, desempenhem funções diferentes e podem diferir no
desenvolvimento dos ossos.

Estas estruturas apoiam a perspectiva evolucionista uma vez que sugere, que os indivíduos
que a apresentam têm algures no tempo um ancestral em comum.

São resultado de uma evolução divergente - resultado da selecção natural efectuada
sobre os indivíduos que conquistaram ambientes diferentes.

Resumindo:
+ Origem embrionária idêntica
+ Posição relativa idêntica
+ Organização estrutural idêntica
+ Pode desempenhar funções diferentes.

Estruturas análogas - Estruturas com funções idênticas mas com origens muito diferentes.

São o resultado de uma evolução convergente não evidenciando parentesco - resultado
de pressões selectivas idênticas sobre indivíduos de diferentes grupos que conquistaram
ambientes semelhantes.

Resumindo:
ó Origem embrionária diferente
ó Organização estrutural diferente
ó Funções semelhantes em ambientes semelhantes

Estruturas vestigiais - Estruturas atrofiadas com função não evidente e desprovida de
significado fisiológico em determinados grupos. Noutros grupos, porém, existem
estruturas equivalentes que são desenvolvidas e funcionais.

As estruturas vestigiais evidenciam que, contrariamente ao que defendem os fixistas, os
indivíduos de uma dada espécie não se mantém imutáveis, mas foram alterando ao longo
do tempo, sendo seleccionados de acordo com as condições ambientais.

Argumentos paleontológicos

O registo fóssil é um dos dados que melhor apoiam o evolucionismo.
Através da paleontologia conclui-se que o nosso planeta foi habitado no passado por seres
diferentes dos actuais.
Existem fosseis que possuem características que correspondem, actualmente a dois
grupos diferentes de organismos, sendo denominados por formas intermédias ou formas
sintéticas.

Estas formas constituem um importante argumento a favor do evolucionismo. Elas
permitem documentar que os organismos que se conhecem não são totalmente
independentes uns dos outros quanto à origem.

Argumentos citológicos

Apesar das diferenças consideráveis que se podem observar entre os indivíduos, os dados
microscópicos revelam que todos os seres vivos são constituídos por unidades estruturais,
as células. Não só as células eucarióticas obedecem todas a um plano estrutural comum,
como os processos metabólicos que nelas se desenvolvem são igualmente semelhantes.

A universalidade estrutural e funcional do mundo vivo constitui um forte argumento a
favor de uma origem em comum.

Argumentos bioquímicos

No modo global sob o ponto de vista bioquímico, pode recordar-se, que todos os
organismos são basicamente constituídos pelo mesmo tipo de biomoléculas e que o DNA
e o RNA são centrais no mecanismo global de produção de proteínas onde intervêm um
código genético, que é universal.

A proteínas diferentes correspondem, nos indivíduos, características também diferentes. É
assim de prever que quanto mais próximas evolutivamente se encontrarem as espécies,
mais semelhanças apresentam ao nível das proteínas.

E Neodarwinismo - teoria sintética da evolução

Variabilidade - base do processo evolutivo

A diversidade do mundo vivo é a base sobre a qual actua a selecção natural.
Esta diversidade tem como fonte primária a ocorrência de mutações e como fonte mais
próxima a recombinação genética.

Mutações - as alterações hereditárias no genoma dos indivíduos podem levar ao
aparecimento de características novas e favoráveis, na medida em que permitem aos seus
portadores, por exemplo, viver mais tempo ou reproduzir-se mais. As mutações são assim
a fonte primária de variabilidade genética, introduzindo assim novos genes ou alteração
dos genes existentes.

Recombinação genética - Apesar das mutações serem a fonte primária, a fonte mais
próxima é a recombinação genética que se obtém através da reprodução sexuada.
Esta recombinação genética ocorre na meiose e na fecundação.

Selecção natural e fundo genético

A unidade evolutiva é a população, isto é, um conjunto de indivíduos da mesma espécie
que vive num determinado local e ao mesmo tempo.
Numa população, quanto maior for a diversidade, maior será a probabilidade de ela se
adaptar a mudanças que ocorrem no meio, pois, entre toda essa diversidade, podem
aparecer indivíduos portadores de conjuntos génicos que sejam favorecidos pela selecção
natural.

Quando as características do meio alteram, o conjunto génico mais favorável pode deixar
de o ser no novo ambiente.
Em termos globais, há genes que se tornam mais frequentes , enquanto que outros vão
sendo progressivamente eliminados.


Define-se fundo genético como o conjunto de todos os genes presentes numa população
num dado momento.

Apesar de a selecção natural actuar sobre o fenótipo dos indivíduos de uma população, os
biólogos definem evolução como uma alteração no fundo genético das populações.

E Sistemática dos seres vivos

No esforço de discernir ordem na incrível diversidade da vida, nasceu a sistemática,
ciência que faz o estudo cientifico dos seres vivos, das suas relações evolutivas e
desenvolve sistemas de classificação que reflectem essas relações. O ramo da sistemática
que se ocupa da classificação dos seres vivos é a taxonomia.

E Diversidade de critérios de classificação

As primeiras classificações privilegiavam as características estruturais e não tinham em
conta o factor tempo.
Eram portanto, classificações horizontais. Dentro das classificações horizontais podemos
englobar:
¯ Classificações práticas
¯ Classificações racionais

Classificações práticas - agrupam os seres vivos de acordo com a sua utilidade para o
Homem.

Classificações racionais - agrupam os seres vivos de acordo com as características que
apresentam

As classificações racionais podem ser artificiais ou naturais.
As artificiais baseiam-se em apenas numa característica ou num pequeno numero de
características estruturais enquanto as naturais baseiam-se no maior numero possível de
características, pelo que transmitem maior quantidade de informação.

Quando Darwin apresentou a sua teoria para termos evolutivos, a diversificação passou a
ser classificada em relação aos graus de parentesco. Este tipo de classificação é chamado
classificação evolutiva ou filogenética.

Esta classificação tem o nome de classificação vertical pois consideram o factor tempo e as
relações de parentesco.

As relações de parentesco podem-se representar por árvores filogenéticas.

E Hierarquia das categorias taxonómicas


No reino das plantas, certos taxonomistas designam divisão para a taxa filo.

A espécie é a unidade básica da classificação e representa um grupo natural constituído
pelo conjunto de indivíduos morfologicamente semelhantes e, que, partilhando o mesmo
fundo genético, podem cruzar-se entre si e originar descendentes férteis.

Quanto mais semelhantes forem os organismos, maior é o numero de taxas em comum.

E Nomenclatura - regras básicas

¯ O nome das espécies constam sempre duas palavras em latim. A primeira
correspondem ao género da espécie e a segunda ao restrito especifico.
¯ A designação dos grupos superiores à espécie é uninominal.
¯ O nome da família obtêm-se acrescentando ao reino dos animais -idae e ao reino das
plantas -aceae.
¯ Quando as espécies têm subespécies, utiliza-se uma nomenclatura trinominal, sendo
o terceiro nome restrito subespecifico.
¯ Os nomes são escritos em itálico ou são sublinhados.
¯ À frente do nome da espécie vem o nome do descobridor e o ano em que se fez a
descoberta.

E Os reinos da vida

Sistema de classificação de whittaker



Colado de <http://e-porteflio.blogspot.com/2009/01/sistemtica-dos-seres-vivos-reinos-da.html>



São três os critérios em que se fundamenta a classificação em cinco reinos:
· Níveis de organização celular - considera essencialmente o tipo de estruturas celular
procarioticas ou eucariotica e se há unicelularidade ou multicelularidade.
· Tipo de nutrição - tem como bases o processo de obtenção de alimento.
· Interacção nos ecossistemas -os tipos de nutrição relacionam-se com as interacções
alimentares que os organismos estabelecem nos ecossistemas.

Tabela seguinte tem resumido as características de cada reino:

Reinos Níveis de organização
celular
Tipo de nutrição Interacção nos ecossistemas
Monera Procariótico e unicelular

Autotrofismo
heterotrofismo
Produtores (foto e quimio)
Microconsumidores
(absorção)
Protista Eucariótico. A maioria
unicelular.
Autotrofismo
heterotrofismo
Produtores (foto)
Macroconsumidores
(ingestão)
Microconsumidores
(absorção)
Fungi Eucariotico. Multicelular
Parede celular quitinosa
heterotrófico Microconsumidores
(absorção)
Plantae Eucariótico, multicelular
Parede celular celulotica
autotrofismo Produtores (foto)
animalia Eucariotica, multicelular
Sem parede celular
heterotrofismo Macroconsumidores
(ingestão)

Presentemente, a maioria dos sistematas usam um nível de classificação superior ao reino,
chamado Domínio, baseado nas diferenças moleculares entre eubactéria, arquebactéria e
eucariontes.

Esses sistemas classificam os organismos em três domínios:
+ Domínio Bacteria
+ Domínio Archaea
+ Domínio Eukarya

O reino Monera foi assim divido em dois domínios em que o domínio Bacteria incluia só as
eubacterias que constituem o reino eubacteria.

Dominio Archaea inclui as arquebactérias no reino arquebacteria.

O dominio Eukarya inclui os restantes reinos: fungi, protista, animalia e plantae.



















2


1 e 2
3 e 4


1
2 e 3

Os centríolos movem-se
para os pólos

Chegada dos centríolos aos polos
E desaparecimento da membrana


Formação do fuso
acromático


No sistema de classificação que se
desenvolveu, os seres vivos são agrupados
em reinos que se subdividem em categorias progressivamente de menor amplitude.

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