P. 1
Impacto ambiental dum aterro sanitário de RSU

Impacto ambiental dum aterro sanitário de RSU

|Views: 2.656|Likes:
Apresentação Power Point sobre aterro sanitário de RSU: tecnologias e impactos ambientais, análise de ciclo de vida (LCA)
Apresentação Power Point sobre aterro sanitário de RSU: tecnologias e impactos ambientais, análise de ciclo de vida (LCA)

More info:

Categories:Types, Research, Science
Published by: Fernando J.M. Antunes Pereira on Jan 19, 2010
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PPS, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

01/11/2013

pdf

text

original

Sections

“IMPACTO AMBIENTAL DE UM ATERRO SANITÁRIO”

Fernando J.M. Antunes Pereira Professor Catedrático Universidade de Aveiro, Aveiro, Portugal antunes@dao.ua.pt

OBJECTIVO

• Revisão crítica de métodos quantitativos para avaliação dos impactos dum aterro sanitário no ambiente e na saúde pública, com utilidade para os decisores • Métodos analisados: – ACV (Avaliação do Ciclo de Vida) – AR (Análise de Risco) – EE (Estudos Epidemiológicos) – ACB (Análise Custos Benefícios) de externalidades – Modelos de Emissões

PLANO Analizaremos sucessivamente: 1-Constituição dum aterro 2-Emissões 3-Tipos de impacto 4-ACV (Avaliação de Ciclo de Vida) ´ 5-ACB (Análise Custo Benefício) 6-AR (Avaliação de Risco) 7-EE (Estudos Epidemiológicos) 8-Modelos de Emissões

1-CONSTITUIÇÃO DUM ATERRO SANITÁRIO

1-CONSTITUIÇÃO DUM ATERRO SANITÁRIO

2-EMISSÕES DUM ATERRO • Uma vez colocados em aterro os resíduos sofrem um conjunto de transformações físicas, químicas e biológicas (fermentativas) • Originam-se essencialmente dois tipos de emissões: • Biogás • Lixiviados

2-EMISSÕES DUM ATERRO

2-EMISSÕES DUM ATERRO

3-TIPOS DE IMPACTO

3-TIPOS DE IMPACTO

3-TIPOS DE IMPACTO

3-TIPOS DE IMPACTO

4-AVALIAÇÃO DE CICLO DE VIDA (ACV) • Consiste na inventariação e sistematização dos impactos ambientais dum sistema (processo, produto) ao longo de todo o seu ciclo de vida (“from craddle to grave”) • O ciclo de vida inclui todos os estados consecutivos e interligados do sistema, desde a extracção e transformação de matérias primas e recursos energéticos, até à deposição final no ambiente • Os impactos são calculados a partir das emissões para atmosfera, água e solo através da “fronteira” do sistema

4-AVALIAÇÃO DE CICLO DE VIDA (ACV)

“Fronteira” de ACV para um aterro sanitário

4-AVALIAÇÃO DE CICLO DE VIDA (ACV)

4-AVALIAÇÃO DE CICLO DE VIDA (ACV) EMISSÕES ESPECÍFICAS: gases de aterro e de combustão
P r mtr aâ e o P rtíc la a u s C O C 2 O C 4 H Nx O N2O S x O Hl C H F H2S HC(h ro a o e s) id c rb n to H (c ra o C lo d s) D x a F ra o (I io in s, u n s -T Q E ) N 3 H A s C d C r C u P b H g N i Z n (* D to h , o d m to d c m u oin ) e c a u e o r e o b stã te C m o ã g so o p siç o a sa G sd á e G se d a s e a ro te r c mu o o b stã (* ) (m /m 3N) g (m /m 3N g d gs e á qe ao u im d ) 4 ,3 1 ,5 2 80 0 8 39 0 8 3 19 42 0 6 9 3 28 0 9 6 0 10 0 6 5 1 3 20 0 20 0 0 3 5 2 5 1 2 0 2 ,0 1 0 3 ,3 6 0 1 0 8 E -7 ,0 9 E -6 ,4 1 E -6 ,1 8 E -6 ,5 6 E -8 ,9 1 E -4 ,3 rn a

5 E -3 ,6 6 E -4 ,6 5 E -3 ,1 4 E -5 ,1 7 E -2 ,5

(White et al., 1996)

4-AVALIAÇÃO DE CICLO DE VIDA (ACV) EMISSÕES ESPECÍFICAS: lixiviados (White et al., 1996)
Parâmetro Papel Biogás (m3N/ton*) 250 Lixiviado (m3/ton*) 0,15 Composição do lixiviado (g/m3): BOD 3167 COD 6000 SS 100 Orgânicos totais 2 AOX 2 Hidrocarbonetos clorados 1,03 Dioxinas/Furanos (ITEQ) 3,2E-7 Fenol 0,38 Amónia 210 Metais (total) 96,1 As 0,014 Cd 0,014 Cr 0,06 Cu 0,054 Pb 0,063 Hg 0,0006 Ni 0,17 Zn 0,68 Cloretos 590 Fluoretos 0,39 Resíduo sólido do tratamento de 15 lixiviado (Kg/m3 tratado) * Ton de cada componente Vidro 0 0,15 0 0 100 2 2 1,03 3,2E-7 0,38 210 96,1 0,014 0,014 0,06 0,054 0,063 0 0,17 0,68 590 0,39 15 Componentes de RSU Metal Plástico Têxteis 0 0 250 0,15 0,15 0,15 0 0 100 2 2 1,03 3,2E-7 0,38 210 96,1 0,014 0,014 0,06 0,054 0,063 0 0,17 0,68 590 0,39 15 0 0 100 2 2 1,03 3,2E-7 0,38 210 96,1 0,014 0,014 0,06 0,054 0,063 0,0006 0,17 0,68 590 0,39 15 3167 6000 100 2 2 1,03 3,2E-7 0,38 210 96,1 0,014 0,014 0,06 0,054 0,063 0,0006 0,17 0,68 590 0,39 15 Orgânicos 250 0,15 3167 6000 100 2 2 1,03 3,2E-7 0,38 210 96,1 0,014 0,014 0,06 0,054 0,063 0,0006 0,17 0,68 590 0,39 15 Outros 0 0,15 0 0 100 2 2 1,03 3,2E-7 0,38 210 96,1 0,014 0,014 0,06 0,054 0,063 0 0,17 0,68 590 0,39 15 Resíduos de tratamento Composto Escórias Cinzas 100 0 0 0,15 0,15 0,15 1900 3800 100 0,39 0,86 0,18 1,6E-7 0,1 10 1,37 0,007 0,001 0,05 0,044 0,12 2E-5 0,12 0,3 95 0,14 15 24 48 100 0,021 0,011 0,01 3,2E-9 0,005 0,06 0,21 0,001 0,0002 0,011 0,06 0,001 0,001 0,0075 0,03 75 0,44 15 24 48 100 0,021 0,011 0,01 3,2E-7 0,005 0,06 0,21 0,001 0,0002 0,011 0,06 0,001 0,001 0,0075 0,03 75 0,44 15

4-AVALIAÇÃO DE CICLO DE VIDA (ACV) CATEGORIAS DE IMPACTO:
•ADP (Abiotic Depletion Potential) - DEPLEÇÃO ABIÓTICA •EDP (Energy Depletion Potencial): - DEPLEÇÃO DE ENERGIA •GWP (Global Warming Potencial): - AQUECIMENTO GLOBAL •POCP (Photochemical Oxidant Formation Potencial): Formação de OXIDANTE FOTOQUÍMICOS •AP (Acidification Potencial): •HT (Human Toxicity): •ECA (Ecotoxicity, Aquatic): •NP (Nutrification Potencial): •ODP (Ozone Depletion Potencial): ACIDIFICAÇÃO TOXICIDADE HUMANA ECOTOXICIDADE AQUÁTICA EUTROFIZAÇÃO DEPLEÇÃO DE OZONO (estratosférico)

>Ver Normas ISO 14 040

4-AVALIAÇÃO DE CICLO DE VIDA (ACV) CATEGORIAS DE IMPACTO:

4-AVALIAÇÃO DE CICLO DE VIDA (ACV) CATEGORIAS DE IMPACTO:

4-AVALIAÇÃO DE CICLO DE VIDA (ACV)
POR SUBSTÂNCIA:

4-AVALIAÇÃO DE CICLO DE VIDA (ACV)

EMISSÕES GLOBAIS: (30 anos)
-Consumo de energia:

0,6 dm3(gasóleo)/m3 de aterro

-Produção de lixiviados: 0,150 m3 / ton RS btq -Emissões gasosas: 150 m3N (biogás)/ton RS btq -Electricidade produzida: 260 kWh(e)/ton RSUbtq (White et al., 1996)

4-AVALIAÇÃO DE CICLO DE VIDA (ACV)

ESTUDOS DE ACV REALIZADOS SOBRE ATERROS: • Denison (1996) • Camobreco (1999) • Tsilyanis (1999) • Finnveden (2000)

5-AVALIAÇÃO DE RISCO (AR) Risco: probabilidade de ocorrência de um dano como resultado duma acção. Exemplo Concentração limite de benzo–α -pireno na água para protecção contra cancro = 2 10-4 g/m3: um adulto em 1 milhão contrairá cancro, se exposto toda a vida (70 anos) a essa concentração. >>>>>Valores de risco aceitáveis: se menores que 10 -6

5-AVALIAÇÃO DE RISCO (AR)

FASES DE UM ESTUDO DE AR: • A-Identificação do tipo de risco (tipos de poluentes) • B-Avaliação da relação dose/resposta (para cada poluente) • C-Avaliação da exposição (trajectória do poluente desde a fonte ao receptor; vias inalação, ingestão, dérmica • D-Caracterização do risco (comparação do valor de exposição com vários cenários de dose/resposta, para cálculo dos riscos)

5-AVALIAÇÃO DE RISCO (AR)

A-IDENTIFICAÇÃO DO TIPO DE RISCO: Bases de dados de risco químico/toxicológico (USEPA):

 IRIS (Integrated Risk Information System) http://www.epa.gov/iris  ATDSR (Agency for Toxic Substances and Disease Registry) http://www.atdsr.cdc.gov

5-AVALIAÇÃO DE RISCO (AR) B-AVALIAÇÃO DOSE/RESPOSTA: • Dados toxicológicos variam consoante base considerada • Nem sempre se encontram dados para todos os poluentes de interesse • Número muito grande de poluentes nas emissões de aterro, e dificuldade em fazer uma triagem para considerar os mais relevantes para cada estudo

5-AVALIAÇÃO DE RISCO (AR) C-AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO: Elementos na modelização

5-AVALIAÇÃO DE RISCO (AR) C-AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO: elementos na modelização

5-AVALIAÇÃO DE RISCO (AR) D-CARACTERIZAÇÃO DO RISCO: • Utilização de modelos probabilísticos para a mobilização dos gases e lixiviados: algoritmo de Simulação de Monte Carlo • Modelização da dispersão atmosférica: GasSim, IWAIR (modelos Gaussianos: gases, vapores, partículas) • Modelização do escoamento na geosfera (lixiviado): LandSim, IWEM

5-AVALIAÇÃO DE RISCO (AR)

• Existem poucos estudos de AR específicamente para aterros sanitários • Foram encontrados na literatura: LQM (1998), UKEA (1997), LQM (1998), UKEA (1997), Eduljee (1998), Birmingham et al. (1999). • Numa publicação recente a OMS establece o protocolo standard para realização de estudos de AR (WHO, 2000)

5-AVALIAÇÃO DE RISCO (AR)
Avaliação de risco: "on-site", e em fase activa

1,2 Índice de risco (HI) 1 0,8 0,6 0,4 0,2
Camionista (externo)

• Índice de Risco (HI)
Ingestão

para trabalhadores locais num aterro durante a fase activa (Eduljee, 1998) •Valores de HI > 1 correspondem a percentil >95% no algoritmo de Simulação de Monte Carlo (risco elevado)

Dérmico

0

Operário local

Técnico energia

Inalação

TO

Técnico monitorização

TA

Supervisor

Administrativo

HI ( HazardIndex) =

ADE ( AverageDailyExposure) TDI (TolerableDailyIntake)

L

TOTAL

5-AVALIAÇÃO DE RISCO (AR)
Avaliação de risco: "on-site", fase de encerramento

• Índice de Risco (HI)
0,18 0,16 0,14 0,12 0,1 0,08 0,06 0,04 0,02 0

Índice de risco (HI)

Ingestão

para trabalhadores locais num aterro após o encerramento (Eduljee, 1998) •Valores de HI > 1 correspondem a percentil >95% no algoritmo de Simulação de Monte Carlo (risco elevado)

Dérmico

TO T

AL

Camionista (externo)

Operário local

Inalação

Técnico energia

Técnico monitorização

Supervisor

Administrativo

TOTAL

HI ( HazardIndex) =

ADE ( AverageDailyExposure) TDI (TolerableDailyIntake)

5-AVALIAÇÃO DE RISCO (AR)
Avaliação de risco: "off-site" (residentes), em fase activa Adulto Criança

• Índice de Risco (HI)
para residentes vizinhos dum aterro durante a fase activa (Eduljee, 1998) •Valores de HI > 1 correspondem a percentil >95% no algoritmo de Simulação de Monte Carlo (risco elevado)

Ìndice de risco (HI)

0,07 0,06 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 0 Inalação Ingestão(peixe) Ingestão(água) TOTAL
Ad u lto

HI ( HazardIndex) =

ADE ( AverageDailyExposure) TDI (TolerableDailyIntake)

5-AVALIAÇÃO DE RISCO (AR)
Avaliação de risco: "off-site" (residentes), fase encerramento Adulto 0,07 Criança

• Índice de Risco (HI)
para residentes vizinhos dum aterro após encerramento (Eduljee, 1998) •Valores de HI > 1 correspondem a percentil >95% no algoritmo de Simulação de Monte Carlo (risco elevado)

índice de risco

0,06 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 0 Inalação Ingestão(peixe) Ingestão(água) TOTAL
Ad ult o

HI ( HazardIndex) =

ADE ( AverageDailyExposure) TDI (TolerableDailyIntake)

6-ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS (EE) • Estudo epidemiológico: realização de testes de hipóteses para verificação de correlação entre factores ambientais e alterações na saúde Exemplo Prevalência (ou incidência) de cancro por exposição adulta a 2,3,7,8-PCDD/Fs de poluição atmosférica a juzante da pluma dum incinerador de RSU (via inalação)

6-ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS (EE) • Centenas (cerca de 200) de estudos EE na literatura, relativos a impactos de aterros (revisão crítica feita por Saffron et al., 2002)

• Apenas 7 de saúde ocupacional; restantes de saúde pública de residentes na vizinhança

6-ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS (EE)
TIPOS DE EFEITOS NA SAÚDE PESQUISADOS:
Crianças Nados-mortos Defict de peso corporal Prematuros Anomalias congénitas Anomalias cromossomáticas Adultos Anomalias da quantidade e mobilidade do esperma Infertilidade Abortos

Sistema reprodutor (xenobióticos)

• • • • •

• •

Sistema respiratório: asma, deficiências respiratórias Sistema neurológico: neurologias degenerativas Sistema endócrino: diabetes, leucemia, cancro) Sistema imunitário: patogénicos, doenças infecciosas

6-ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS (EE)
TIPOS DE POLUENTES PESQUISADOS:
ORGANOCLORADOS
• • • • • • • •

Pesticidas Insecticidas PCBs PCDD/Fs PAHs BTEX (benzeno, tolueno, etilbenzeno, xileno) VOCs Produtos farmacêuticos

ORGÂNICOS

PATOGÉNICOS INORGÂNICOS
• • •

Poeiras H2 S Compostos metálicos (Hg, Cr, Cd, Ni, Pb, As)

6-ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS (EE)
CONCLUSÕES:

•Dados recolhidos são insuficientes para se concluir sobre o impacto do aterro na saúde de residentes na vizinhança •Causa principal: impossibilidade de se ter realizado uma avaliação de exposição fiável, por desconhecimento de: •Composição dos RSU •Taxas de emissão de poluentes •Rotas de exposição (transporte atmosférico e hídrico) •Vias de exposição dos receptores

6-ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS (EE)
CONCLUSÕES:

• Uma correlação positiva (mesmo que estatísticamente
significativa) entre um agente ambiental e uma doença, não constitui necessáriamente prova de causalidade • Para isso seria necessário a causa preceder o efeito, e a correlação ser consistente, reprodutível, previsível, plausível e coerente •Relação causa-efeito também prejudicada por: •Variabilidade da amostra: idade, sexo •Interferência de agentes externos (“confounding factors”): tabaco, droga, álcool, produtos farmacêuticos, ambiente de fundo (“background”) •Falta de dados ambientais toxicológicos para muitos poluentes

6-ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS (EE)

CONCLUSÕES:
• Nestas condições, a ausência de prova de impacto não

pode ser tomada como prova da ausência •Consequentemente é recomendável a aderência estrita ao Princípio da Precaução e às normas de correcta gestão integrada de RSU

7-ANÁLISE CUSTO-BENEFÍCIO (ACB)

Externalidades são custos e benefícios do impacto causado numa comunidade pelas actividades sócioeconómicas de outra comunidade e que esta não contabilizou devidamente (Extern E, 1995). Exemplo: Danos (benefícios) que não são pagos (recebidos) por um poluidor (beneficiário) à Sociedade, nas condições normais do mercado; esses danos deveriam ter sido internalizados pelo poluidor, suportando os respectivos custos financeiros.

7-ANÁLISE CUSTO-BENEFÍCIO (ACB)

• Monetarização das externalidades geralmente calculada duma maneira diferente dos custos financeiros (internos) duma empresa • Envolve os conceitos de WTP (“willingness to pay”: receptividade para pagar uma dada melhoria ambiental) ou WPA (“willingness to accept”: receptividade para aceitar uma compensação por danos ambientais) • Grande parte dos custos de externalidades consta na base de dados do Programa Extern E da DG XII que pode ser acedido em: http://externe.jrc.es

7-ANÁLISE CUSTO-BENEFÍCIO (ACB)
Externalidades das emissões para o AR

(€/kg)

Externalidades das emissões para o SOLO e ÁGUA (€)

7-ANÁLISE CUSTO-BENEFÍCIO (ACB)
Externalidades na operação de aterro sanitário: comparação de dois cenários (com e sem recuperação de energia). (Pearce, D.W. and Brisson, I. (1995)).
Sem recuperação de Com recuperação energia de energia Impacto Emissão Custo, Emissão Custo, Benefício Benefício [€/Mg(emissão)] [€/Mg [€/Mg (RSU)] (RSU)] CUSTOS Aquecimento C (CO2) 7-53 0,024 0,6 0,035 0,8 global [Mg] CH4 55-236 0,033 4,1 0,019 2,3 Transporte [g/Mg.ciclo] Acidentes [1/Mg.ciclo] Lixiviado Emissões evitadas [Kg] C (CO2) NOx SO2 CH4 Partíc. BALANÇO: Custos - Benefícios 6 CO2 NOx Partíc. Mortais Severos Ligeiros 723 556 24176 1,2E6 – 3,4E6 127126 10336 2256 30,3 4,3 0,15E-6 0,77E-6 2,51E-6 0,1 2256 30,3 4,3 0,15E-6 0,77E-6 2,51E-6 23,4 0,4 1,1 0,01 0,3 0,1 Custo ou Benefício unitário

0,27 0,45

0,27 -

0 – 1,6 BENEFÍCIOS

1,12

1,8

7-ANÁLISE CUSTO-BENEFÍCIO (ACB)
Externalidades em aterros sanitários (COWI, 2000)
Aterro "estado de arte" Aterro sem recuper. de energia

20 € / Mg (RSU) 15 10 5 0
Poluição atmosférica Lixiviados Aquecimento global Poluição evitada Desamenidades Global

-5

Externalidades em dois cenários de aterro sanitário (COWI, 2000).

8-MODELOS DE EMISSÕES • Quantificação das emissões poluentes de sistemas de tratamento exigida pela seguinte legislação:
– Directiva IPPC (96/61/CE)-Prevenção e Controlo Integrado de Poluição – Directiva Aterro (1999/31/EC)

• Quantificação por:
– medição directa – estimativa de cálculo

• Utilização de modelos matemáticos de previsão de emissões será útil no segundo caso

8-MODELOS DE EMISSÕES
• Directiva aterro (1999/31/EC): N.º 4 do Anexo I exige recolha e queima de biogás: projecto, dimensionamento e operação do sistema de recolha e queima (tocha, ou grupos motogeradores) requerem utilização de modelos de balanços mássicos e energéticos para a previsão das emissões Directiva IPPC (96/61/EC): exige a apresentação periódica dum inventário de poluentes (art.os 9º e 15º), aquando do licenciamento e após a entrada em funcionamento das instalações (Decisão 2000/479/EC, 17 Julho); o inventário é apresentado ao Cadastro Europeu de Emissões Poluentes (EPER) (http://eippcb.jrc.es/pages/Fabout.htm)

8-MODELOS DE EMISSÕES
AR ATMOSFÉRICO
COMPARTIMENTO AMBIENTAL MODELIZADO ORIGEM MODELO (VERSÃO) LandGEM (v 2.01) IWAIR (v 1.05) CHEMDAT 8 (WATER 9 ) GasSIM (v 1.01) HELP (v 3.07) Gas Simulation Model Hydrologic Evaluation of Landfill Performance Industrial Waste Management Evaluation Land Simulation DESIGNA ÇÃO Landfill Emissions Model Industrial Waste Air Model SIST. OPER. DESCRIÇÃO Det erminista pontual Probabilista (Análise de Risco; algoritmo de simulação de Monte Carlo) Determinista pontual Probabilista (Análise de Risco; algoritmo de simulação de Monte Carlo) Determinista pontual Prob abilista (Análise de Risco; algoritmo de simulação de Monte Carlo) Probabilista (Análise de Risco; algoritmo de simulação de Monte Carlo)

WIN WIN DOS WIN

USEPA

UKEA (sup, sub)

DOS

USEPA
IWEWM (v 1.0) LandSIM (v 2.01)

ÁGUA

WIN

WIN

UKEA

8-MODELOS DE EMISSÕES • Modelos mais recentes baseados em métodos probabilísticos (algoritmo de Simulação de Monte Carlo), para lidar com a incerteza dos dados de entrada • Dados de entrada na forma de distribuições estatísticas (NOR, LOGNOR, Poisson, triangular,etc); resultados na forma de curvas de distribuição (percentis 25, 50, 95, etc) • Quase todos fazem uma Análise de Risco

8-MODELOS DE EMISSÕES
Modelo LandGEM
http://www.epa.gov/ttn/catc/products.html#software http://www.epa.gov/oar/oaqps/landfill.html

8-MODELOS DE EMISSÕES
Modelo LandGEM :

8-MODELOS DE EMISSÕES
Modelo LandGEM :

8-MODELOS DE EMISSÕES Modelo GasSIM :
http://www.gassim.co.uk

8-MODELOS DE EMISSÕES
Modelo GasSIM :

8-MODELOS DE EMISSÕES
Modelo GasSIM :

DESCRIÇÃO Avaliação do risco resultante da emissão, transporte e exposição de vários tipos de receptores aos gases de aterro

•Modelo dispersão atmosférica NRPB R91 •Modelo de Análise de Risco de exposição CLEA 2002

8-MODELOS DE EMISSÕES
Modelo GasSIM :

8-MODELOS DE EMISSÕES Modelo IWAIR
http://www.epa.gov/epaoswer/non-hw/industd/air/index.htm DESCRIÇÃO Avaliação do risco resultante da emissão, transporte e exposição de vários tipos de receptores aos gases de aterro

8-MODELOS DE EMISSÕES
Modelo IWAIR

8-MODELOS DE EMISSÕES
Modelo IWAIR

8-MODELOS DE EMISSÕES
Modelo IWAIR
Módulos constitutivos: 1-EMISSÕES: Base de dados de 95 poluentes; modelo CHEMDAT 8 (WATER 9) da USEPA http://www.epa.gov/ttn/chief/software/water/index.html

2-DISPERSÃO ATMOSFÉRICA: modelo ISCT 3 da USEPA http://www.epa.gov/scram001/tt22.htm

3-AVALIAÇÃO DE RISCO: base de dados IRIS (Integrated Risk Information System): http://www.epa.gov/iris

8-MODELOS DE EMISSÕES
Modelo HELP
http://www.wes.army.mil/el/elmodels/index.html#landfill http://www.scisoftware.com/products/help_overview/help_overview.html

8-MODELOS DE EMISSÕES
Modelo HELP

8-MODELOS DE EMISSÕES
Modelo HELP

8-MODELOS DE EMISSÕES Modelo IWEM
http://www.epa.gov/epaoswer/nonhw/industd/water/index.htm

DESCRIÇÃO Avaliação de risco resultante da emissão, transporte, e exposição de um receptor aos lixiviados

8-MODELOS DE EMISSÕES Modelo IWEM

CL ; LCTV = DAF * TRL CX DAF=Dilution Attenuation Factor; TRL=Toxicity reference Level; LCTV=Lecheate Concentration Threshold Value DAF =

8-MODELOS DE EMISSÕES Modelo IWEM Módulos constitutivos: 1-PRODUÇÃO DE LIXIVIADOS: modelo HELP (para balanço hidrológico) e MINTEQ A2 (para dispersão de metais e adsorção) 2-DISPERSÃO NO SUBSOLO: modelo EMPACMTP (USEPA, 1999t, 1997p); usa um modelo neural (NNMODEL) para calcular o factor de atenuação (DAF); com este valor calcula a LCTV (valor de segurança, máximo admissível) na fonte, e compara com o valor real CL concluindo sobre o risco de falha do impermeabilizante.

8-MODELOS DE EMISSÕES Modelo IWEM
O valor de CL (concentração do lixiviado à saída do impermeabilizante) é superior ao valor de segurança LCTV, calculado pelo modelo, para o antimínio e o diclorometano, pelo que o risco de contaminação é grande

8-MODELOS DE EMISSÕES Modelo LandSIM
http://www.landsim.co.uk

8-MODELOS DE EMISSÕES Modelo LandSIM Modelo idêntico ao HELP, mas usando um algoritmo de simulação de Monte Carlo, para dar uma distribuição probabilística dos resultados

CONCLUSÕES
• Existem várias ferramentas metodológicas que permitem quantificar o impacto de aterros sanitários no ambiente e saúde pública Usam princípios diferentes e chegam a resultados diferentes:
» Económicos > Poder decisório » Saúde pública > Estatísticos > Carga ambiental

(ver slide seguinte)

CONCLUSÕES
METODOLOGIA AR ESTUDO (Avaliação EPIDEMIOde LÓGICO Risco)

Critério avaliado

ACV (Avaliação de Ciclo de Vida)

ACB (Análise Custo Benefício)

MODELOS DE EMISSÃO

Carga ambiental Impacto na saúde Económico Processo decisório É o objectivo central Indirectamente; não é o objectivo central Não é o objectivo central

BIBLIOGRAFIA
August, H., Holzlohner, U. and Meggyes, T., Ed.s (1997). “Advanced landfill liner systems”. Thomas Telford Birmingham, B., Duff, R., Eng, P. and Harper, H. (1999). “Environmental risks of municipal nonhazardous waste landfilling and incineration”. Report PIBS 3795E01 (ISBN 0777889587, Ministério do Ambiente (Canadá). Camobreco, V., Ham, R., Barlaz, M., Repa, E., Felker, M., Rousseau, C. and Rathle, J. (1999). “Life cycle inventory of a modern MSW landfill”. Waste Manage. Res., 17, 394:408. Carra, J. S., Cossu, R., Ed.s (1990). “International perspectives on municipal solid wastes and sanitary landfilling”. Academic Press Christensen, T. H., Cossu, R, Stegmann, R., Ed.s (1989). “Sanitary landfilling : process, technology and environmental impact”. Academic Press Christensen, T. H., Cossu, R, Stegmann, R., Ed.s (1996). “Landfilling of waste : biogas”. E & FN Spon COWI (2000). “A study of economic valuation of environmental externalit ies from landfill disposal and incineration of waste”. Final Main Report, EU-DG XI http://europa.eu.int/comm/environment/enveco/waste/cowi_ext_from_landfill.pdf http://europa.eu.int/comm/environment/enveco/waste/cowi_ext_from_landfill_appendix.pdf

BIBLIOGRAFIA
CSERGE (1993). “The externalities of landfill and incineration”. HMSO, London. Dalemo, M. (1999). “Environmental systems analysis of organic waste management. The ORWARE model”. Ph.D. thesis, Swedish University of Agricultural Sciences, Uppsala. Denison, R. (1996). “Environmental life cycle comparisons of recyclin g, landfilling and incineration: a review of recent studies”. Annu. Rev. Energy Environ., 21, 191:237. Directiva 1999/31/CE de 16 de Julho. JOL #182 (16/7/99) Eduljee, G. (1998). “Assessment of risks to human health from landfilling of household waste s”. In: Hester, R. (Ed.). “Risk assessment and risk management”. Royal Society of Chemistry, Cambridge, UK. http://fast.ebrary.com/Doc?id=5006980&page=113. EEA (2000). “Dangerous substances in waste”. Extern E (1995). “Externalities of Fuel Cycles ‘ExternE’ Project”. European Commission, DGXII, Science, Research and Development, JOULE (1995). http://externe.jrc.es/ Finnvenden, G., Johanson, J., Lind, P. and Moberg, A. (2000). “LCA of energy from solid waste”. Univ. Stokholm, report FOA-B-00-0062-222-SE, August. Gendebien, A. (1992). “Landfill gas : from environment to energy”. Commission of the European Communities Guinée, J.B, Huppes, G., Udo de Haes, H.A, R., Heijungs, R., Gorree, M., Kleijn, R., van der Voet, E. and Wrisbergt, M.N. (2000). “Life cycle assessment. An operational guide to the ISO standard (3 vols)”. CML centre of Environmental Science, Leiden University. http://www.leidenuniv.nl/interfac/cml/lca2/index.html

BIBLIOGRAFIA
Jensen, A.A, Elkington, J., Christiansen, K., Hoffmann, L.T., Møller, B., Schmidt, A. and van Dijk; F. (1999). “Life Cycle Assessment LCA-A guide to approaches, experiences and information sources”. dk-Teknik Energy & Environment. (http://themes.eea.eu.int/improvement/management) LQM (1998). “Risk assessment for contaminated sites in Europe” (2 vol.s). LQM Press. McBean, E.A., Rovers, F. A., Farquhar, G. J. (1995). “Solid waste landfill engineering and design”. Prentice Hall Pearce, D.W. and Brisson, I. (1995). “The economics of waste management”. In: Hester, R. (Ed.) “Waste treatment and disposal”, p. 131, Royal Society of Chemistry, Cambridge, UK. http://fast.ebrary.com/Doc?id=5006963&page=137 Pelt, R. et al. (1998). “User's Manual: Landfill Gas Emissions Model -Version 2.01”. Report USEPA-600/R-98-054. Reinhart, D. R. and Townsend, T. G. (1998). “Landfill bioreactor design and operation”. Lewis Publishers Sara, Martin N. (1993). “Standard handbook for solid and hazardous waste facility assessments” . Lewis Publishers

BIBLIOGRAFIA
Schroeder, P. R. (1983). “The hydrologic evaluation of landfill performance (HELP) model”. US Environmental Protection Agency Tsiliyannis, C. (1999). “Report: Comparison of environmental impacts from solid waste treatment and disposal facilities”. Waste Manage. Res., 17, 231:241. UKEA (1997). “An assessment of the risk to human health from landfilling of household wastes”. Report CWM 143/97, UK Environmental Agency, London. Weiss, S. (1974). “Sanitary landfill technology”. Noyes Data Corporation Weitz, K., Barlaz, M., Ranjithan, R., Brill, D., Thorneloe, S. and Ham, R. (1999). “Life cycle management of MSW”. Int. J. LCA, 4, 195:201. Westlake, Kenneth (1995). “Landfill waste pollution and control”. Albion Publishing White, P., Franke, M. and Hindle, P. (1996). “Integrated solid waste management. A Life Cycle Inventory”. Blackie Academic & Professional. WHO (2000). “Methods of assessing risk health from exposure to hazards released from waste landfills”. Report Meeting Lodz, 10-12 April.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->