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Introdução à disciplina de Administração da Produção
Introdução à disciplina de Administração da Produção

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1. INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO
Quando estudamos “produção”, questionamos até hoje, quando e como o homem começou a produzir.
Administração da Produção evoluiu até a sua forma presente adaptando-se aos desafios de cada Nova Era. A Administração da Produção atual é uma interessante combinação de práticas consagradas do passado e de uma busca de novas maneiras de gerenciar os sistemas de produção.

1.1 - EVOLUÇÃO
Partindo de um abismo do desconhecido, vamos realizar iniciar uma reflexão sobre a evolução do homem no contexto da produção:

2 Bilhões de anos a.C. - Terra
Globo incandescente de matéria líquida.

5 milhões de anos a.C. - Australopithecus
Homem-Macaco viveu na África Ocidental.

2,5 milhões de anos a.C. - Homem 1470
Andava ereto na África.

500.000 anos a.C. - Homo Erectus
Viveu na Ásia, África e Europa: Utilizava o fogo e caçava animais de grande porte.

250.000 anos a.C. - Homo Sapiens
Homem de Neandertal foi uma variante do Homo Sapiens que viveu no período glacial e usava flechas.

35.000 anos a.C. - Homo Sapiens Sapiens
Homem moderno cujos fósseis foram encontrados há cerca de 35.000 anos na Europa e utilizava diversas matérias-primas como o osso, chifre, madeira e pedra para fabricar suas armas de caça.
Quando o homem pré-histórico polia a pedra a fim de transformá-la em utensílio mais eficaz, estava executando uma atividade de produção.

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9000 anos a.C. - Os homens viviam da caça e dos alimentos que recolhiam. 7000 a.C. - Çatal Hüyük na Turquia
Pode ter sido uma das primeiras cidades do mundo.
Os homens desta época descobriram as vantagens da vida urbana com um espantoso planejamento de construção de pequenas casas retangulares de tijolos crus, estendendo-se em degraus pela encosta de uma colina, confinadas como favos de uma colméia, formando grandes blocos de habitação. Nesta época, martelava-se o cobre, o chumbo e apareceu a cerâmica. O tecido mais antigo que se tem notícia é desta época. A fiação limitava-se a friccionar as fibras roladas à mão.

6000 a.C. - Aparece o Fuso
Equipamento que serve para fiar, torcer e enrolar o fio.

4000 a.C. - Susa, centro principal de uma próspera região agrícola, situada numa planície aluvial ao leste da Babilônia.
Susa foi uma grande encruzilhada das rotas percorridas por mercadores que transportavam metais e pedras raras para os povos da planície. A arte tomou forma pelas mãos dos escultores que em suas oficinas produziam vasos, peças e objetos inspirados na mitologia montanhesa e eram exportados para Mesopotâmia e para o norte do Afeganistão.

3500 - 2500 a.C. - Nascimento da Metalurgia
Em Ur na Caldeia com a fabricação de peças e objetos em bronze. ● 3.000 a.C. - A “roda” uma das maiores invenções da humanidade

teve origem na Mesopotânia.

2780 - 2280 a.C. - Egito Ferramentas são obtidas a partir do cobre. O ouro, a prata e o chumbo são trabalhados.
Neste período foi fabricado o vidro provavelmente como subproduto dos fornos de olarias.

Egípcios ao sul do Cairo:
Construção das Pirâmides: O egípcios até hoje impressionam o mundo pela técnica de ereção das pirâmides. Que fantástico sistema de produção de Matéria-Prima, Logística de Transportes, Engenharia e Construção, dispunham este povo na época. Os egípcios foram excelentes agricultores, pecuaristas e artesões: Trigo Cevada e o Linho usado na fabricação do vestuário. Caça, pesca e a criação de gado. Fabricação de vasos, objetos e utensílios eram primorosamente moldados na

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cerâmica e talhados na madeira, cobre e no ouro. O Egito foi uma sociedade poderosa, hierarquizada e conservadora, uma sociedade à imagem da ordem dos deuses, onde o Faraó, filho do Sol e da Natureza Divina tinha a missão de preservar o equilíbrio e fazer reinar a justiça.

450 a.C. – 300 d.C. - Maravilhas arquitetônicas do Império Grego e do Império Romano. Grande Muralha da China, que se estende através de 6.700 quilômetros entre a China e a Mongólia (Construção de maior extensão do
mundo).
A Muralha da China apesar da sua magnitude, foi erguida à força, sob o sacrifício de centenas de milhares de trabalhadores que morreram de esgotamento ou febre.

Até 1453 d.C. - A produção era realizada por processos primários e artesanais.

1.2 - PRECURSORES E DESENVOLVIMENTO

1.600 d.C. - O respeito aos sábios e poderosos do passado
Era tão grande que, quando Giordano Bruno dissera a verdade ao ensinar a teoria de Copérnico nas Universidades afirmando que a Terra era redonda e diariamente realizava um movimento de rotação em torno do seu eixo, foi queimado vivo pela Inquisição em Roma.

1632 d.C. - Galileu Galilei
Considerado o pai da Astronomia, defende as teorias de Ptolomeu e Copérnico é preso pela Inquisição Vaticano e condenado à prisão perpétua.

O Fim dos Deuses e Pedra: A GRANDE MUDANÇA NOS PRINCÍPIOS E CONCEITOS. •

1.637 d.C. - René de Descartes
Grande filósofo francês, considerado o pai da filosofia moderna, criador do Racionalismo, publica o livro “Discurso sobre o método”.
Descartes apresenta quatro preceitos básicos que revolucionaram o conhecimento e os métodos de raciocínio da época. Estes quatro preceitos permitiram ao homem na sua permanente inquietação ir à busca da verdade científica para evitar conclusões erradas, pondo por terra a submissão dos povos às crenças infundadas, preceitos sobrenaturais e fenômenos da natureza.

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Os quatro preceitos básicos são os seguintes: • “Nunca aceitar como verdadeira nenhuma coisa que se não possa considerar evidentemente como tal, evitando-se, com todo o cuidado, a precipitação e a prevenção (Regra da Evidência).” “Dividir cada uma das dificuldades em tantas partes quanto possível e necessário para resolvê-las (Regra da Análise).” “Pôr em ordem os pensamentos, a começar pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer, para chegar, aos poucos, gradativamente, ao conhecimento dos mais complexos, e supondo, também, naturalmente, uma ordem de precedência de uns em relação aos outros (Regra da Síntese).” “Fazer, em cada caso, enumerações tão completas e revisões tão gerais que permitam a certeza de nada se haver omitido (Regra da Enumeração)."

As grandes Eras do Desenvolvimento

De 1700 a 2000 d.C. - As grandes Eras do Desenvolvimento da humanidade. Ao analisarmos estes períodos da história, observamos a incrível evolução do homem e a aceleração dos tempos, conforme ilustramos abaixo.

Evolução das Eras do Desenvolvimento

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Era do Artesanato: 1700 - 1800
Os artesãos foram a primeira forma de produção organizada, já que eles estabeleciam prazos de entrega, conseqüentemente determinando prioridades, atendiam especificações preestabelecidas e fixavam preços em suas encomendas. A produção artesanal evoluiu face ao grande número de encomendas.

1764 – James Watt inventa a moderna máquina a vapor
Fornecendo força motriz para as fábricas vem a ser a base da Revolução Industrial.

1785 - Cartwright inventa o primeiro tear têxtil a força, inicia-se uma grande revolução na história da humanidade e nos processos de produção – A Revolução Industrial.
A Revolução Industrial promovida pela Inglaterra resultou na substituição da força humana pela força mecanizada e deu início ao Sistema Fabril. Surgem as primeiras necessidades de Organizar e Planejar as Fábricas. Neste período houve um rápido desenvolvimento na qualidade do ferro e do aço.

A decadência da Era Artesanal começou com o advento da Revolução Industrial. Revolução Industrial: 1801 – 1900 Com o nascimento da Engenharia Industrial no início do século XIX, é inventado o “torno”.
A máquina de fazer máquinas, uma fantástica invenção que permitiu o avanço da produção com a criação de novos maquinários.
A Revolução Industrial se espalhou da Inglaterra para outros países europeus e para os Estados Unidos. Avançou mais ainda com o desenvolvimento do motor a gasolina e da eletricidade.

O desenvolvimento da indústria levou ao aparecimento do administrador.
A máquina de combustão só foi inventada no final do século, proporcionando o desenvolvimento dos motores para veículos. O século XIX chega ao fim numa atividade fabril relacionada com o vôo das máquinas mais pesadas do que o ar.

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Administração Científica: 1901 – 1950
O ambiente socioeconômico do novo século formou o caldeirão no qual a administração científica foi formulada. Os primeiros administradores da produção deram grande importância à variável das tecnologias, criando processos eficientes de manufatura. O invento mais importante foi o motor de combustão interna. O primeiro automóvel Benz com patente registrada era na realidade um triciclo motorizado O grande marco da administração científica ocorreu na Ford Motor Company no início do século XX.

1909 – Henry Ford - USA (1863-1947) revoluciona os métodos operacionais na indústria.
Em 1908 nasceu o Ford “modelo T”, o primeiro automóvel concebido para produção econômica em série. Entre 1908 e 1927 sua fábrica da Ford em Michigan, U.S.A., utilizando as técnicas de produção em larga escala, produziu 15 milhões de carros modelo T, e se tornou a maior fábrica do mundo, empregando mais de 14 mil trabalhadores.

1911 – Frederick Winslow Taylor - USA (1856-1917) publica seu livro mais famoso “Princípios da Administração Científica”.
As idéias de Taylor tiveram grande influência nos sistemas de produção em grande escala e representaram um grande passo no aumento da produtividade e na dignidade do trabalho. Pelo brilhantismo de suas idéias foi considerado o “pai da administração científica”.

● 1916 – Henry Fayol - França (1841-1925) - Define as funções básicas

do administrador: planejar, organizar, dirigir e controlar.
Foi um dos mais importantes pensadores da Administração e deixou uma grande contribuição para a teoria clássica da Administração e no controle dos empreendimentos. Fayol formulou princípios e técnicas de administração geral no seu livro “Administração Industrial e Geral” que o consagraram deixando um dos maiores legados para a história da Administração ao definir as funções básicas do administrador: planejar, organizar, dirigir e controlar.

1917 – Henry Laurence Gantt – USA (1861-1919), criador do famoso
“Gráfico de Gantt”, base das modernas técnicas de P.C.P. (Planejamento e Controle da Produção).
Suas idéias foram consideradas de relevante importância nos processos de Planejamento e Controle da Produção. A maior contribuição de Gantt foi a criação do famoso “Gráfico de Gantt”, época em que foi contratado pelo governo norte-americano como consultor na construção de navios e armamentos para a primeira grande guerra mundial. O gráfico de Gantt determinava com muita eficiência a operacionalização das atividades, o tempo de execução, os custos e as metas, e foi a base das modernas técnicas de P.C.P. (Planejamento e Controle da Produção).

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1927 – George Elton Mayo - USA (1880-1949) – Escola das Relações Humanas.
Cientista social australiano, emigrado para os Estados Unidos, foi o fundador da Escola das Relações Humanas e da Sociologia Industrial.

1943 – Abraham Maslow - USA (1908-1970) – Criador da Hierarquia das Necessidades Humanas.
Nascido nos Estados Unidos, psicólogo comportamental, professor e pesquisador, tornou-se famoso ao publicar em 1943 seus estudos sobre a existência de uma escala crescente de necessidades humanas que chamou de “hierarquia das necessidades humanas”, fazendo um paralelo com o ciclo de vida humana.

Pesquisa Operacional: 1951 – 1970
A Ciência da Administração sofreu profundas mudanças pelo impacto das duas grandes guerras mundiais, e forneceu uma vasta contribuição às técnicas de planejamento, através das estratégias de guerra e tomadas de decisões, dando inicio a uma nova etapa aos processos produtivos, a “Pesquisa Operacional”. Na medida em que foram aperfeiçoadas as técnicas de pesquisa operacional e os computadores se tornaram econômicos, a indústria ingressou em uma era de automação sem precedentes. .

1951 – Edward Willian Deming – USA (1900-1993) - Técnicas Industriais Japonesas.
Foi convidado pelo governo japonês do pós-guerra e pela J.U.S.E. (Japanese Union of Scientists and Engineers), para ministrar um Seminário sobre Qualidade no Japão e proferir uma série de conferências sobre o tema. Deming ensinou aos japoneses que quanto maior for a qualidade, menor será o custo do produto produzido e vendido. Os japoneses foram altamente receptivos à sua mensagem. Este acontecimento foi o marco de uma nova era no Japão. Em 1951, foi criado o “Prêmio Deming”, a maior condecoração em Controle de Qualidade no Japão.

1954 – Joseph M. Juran – USA.- Princípios da Qualidade no Japão.
Engenheiro eletricista nasceu na Romênia em 1.904. Na década de 1.920 trabalhou na Western Electric e na AT&T nos Estados Unidos. Em 1.953, foi convidado pela J.U.S.E. (Japão) para realizar cursos de treinamento em Gerenciamento da Qualidade. Os princípios da Qualidade defendidos por Juran se apóiam em 3 pontos: Planejamento, Gerenciamento e Implementação.

1957-1958 – PERT/CPM – Surgem nos U.S.A., uma das mais importantes Técnicas de Planejamento e Controle da Produção, conhecida sob a sigla PERT/CPM (“Progran Evaluation and Review

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Technique / Critical Path Method”), cuja tradução é Técnica de Avaliação e Controle de Programas / Método do Caminho Crítico. • 1960 - Kaoru Ishikawa (Japão) – CCQs.
Engenheiro químico, revoluciona os sistemas de administrar a produção com a implantação de técnicas que mais tarde iriam causar um impacto sem precedentes na economia mundial: “Os Círculos de Controle de Qualidade”.

1960 – Douglas McGregor - USA (1906-1964) – Teoria X e Y.
Um dos pensadores mais influentes das Relações Humanas, ficou famoso por causar um terremoto na teoria clássica da motivação humana ao criar a Teoria X e a Teoria Y. A Teoria X dizia que os trabalhadores não produziam sem ser coagidos e a Teoria Y contradizia afirmando que os trabalhadores tinham satisfação em produzir e o compromisso com os objetivos surgia da recompensa e do prazer em cumprir as metas.

1967 - Peter Drucker – Áustria/USA (1.909-2005) – Pai da Administração Moderna.
Administrador de empresas, consultor, professor e escritor de numerosas obras. É considerado o “Pai da Administração Moderna”. Sistematizador do método de administrar por objetivos em seu mais importante livro “O Gerente Eficaz” recomenda 5 pontos para a eficácia do administrador:

    

1º - Saber onde gastar seu próprio tempo; 2º Concentrar esforços em resultados mais do que em atividades; 3º - Basear-se nas qualidades pessoais mais fortes; 4º - Concentrar-se nas tarefas chaves; 5º - Tomar decisões efetivas.

Era da Qualidade: 1971 – 1990 ● 1970-1974 – Choque do Petróleo.
Crise de conseqüências dramáticas para o mundo, trazendo reflexos incalculáveis à economia. A quadruplicação dos preços do petróleo cru e de seus derivados desencadeia escassez no diesel, gasolina e na energia, estendendo-se a diversas outras matérias-prima. Aço, plástico, alumínio e cobre, desaparecem do mercado, promovendo um colapso na indústria e nos consumidores. Era o fim dos tempos dourados.

Década de 1980 - Início de uma nova Era, a da Qualidade, que perdurou até o final do século XX.

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Neste período, foram os orientais que ditaram as regras, mudaram as técnicas e criaram novos conceitos. Em 1984, o mundo ficou assombrado quando o Japão, um país destruído pela 2ª Grande Guerra Mundial, surge das cinzas e, em apenas quatro décadas, se apresenta como a segunda maior economia do sistema capitalista, trazendo modernidade, eletrônica avançada e qualidade superior. Nesta época, o Japão foi considerado “o império da eficiência”. Gigantes como a General Motors, Ford e Chrysler quase se quebraram.

As novas técnicas de administrar a produção:
       CCQ (Círculos de Controle da Qualidade) CEP (Controle Estatístico do Processo) JIT (Just in Time) Kanban (Técnica de puxar a produção) TQC (Controle de Qualidade Total) DZ (Defeito Zero) Kaizen (Melhoramento Contínuo).

Surgem os “Tigres Asiáticos” e a CHINA, com isto a Ásia se torna o novo pólo do poder econômico do Mundo.

Reengenharia: 1991 – 2000 Uma grande reestruturação nas empresas do final do século XX se fez necessário. As empresas precisavam ser reinventadas, os administradores tiveram de abandonar os princípios e procedimentos organizacionais usados e criar outros inteiramente novos. A partir daí veio resposta ao avanço do Japão e dos Tigres Asiáticos.
As empresas precisavam ser enxutas, ágeis, flexíveis, receptivas, competitivas, inovadoras e eficientes com foco nos clientes e rentáveis para enfrentar a concorrência. Passou a ser necessário ter rapidez na mudança tecnológica para promover a “inovação”, porque os ciclos de vida dos produtos passaram de anos para meses. Michael Hammer, professor em Tecnologia da Informação do MIT-Massachussets Institute of Tecnology – U.S.A. cria uma nova técnica chamada de “Reengenharia”. A técnica propunha mudanças profundas nas estruturas das empresas, minimizando os níveis hierárquicos, estruturandose por processos e visando a fazer mais com menos em busca de vantagens competitivas. A Reengenharia foi adotada por muitas empresas, promoveu o “desmonte” das estruturas existentes e a maioria se deu mal. Neste novo cenário os Estados Unidos tornaram-se a grande locomotiva do mundo, vivendo a mais longa fase de crescimento dos últimos 50 anos, enquanto vários outros paises enfrentavam uma série de crises financeiras.

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A Robótica assustou a empregabilidade, reduziu significativamente os custos, a informática teve um desenvolvimento espantoso nos programas e nas máquinas de manufatura. As Eras do Desenvolvimento registradas neste rápido relato dos últimos 300 anos foram impactadas pelas grandes invenções e por duas Grandes Guerras Mundiais. Nos últimos 100 anos tivemos:

   

Aperfeiçoamento dos aviões com motores de combustão interna; A propulsão a jacto; As novas tecnologias: nuclear e eletrônica; A conquista espacial.

A cada momento de nossas vidas novas tecnologias são criadas e desenvolvidas.

Século XXI - Era do Conhecimento

Na passagem do milênio, o mundo mudou novamente: A questão passou a ser “velocidade”. Inicio de um novo ciclo na história da humanidade: A Era do Conhecimento.

A nova sociedade do conhecimento exigiu:
• • • • • • • • Rapidez nas estratégias, processos, transações comerciais, relacionamento com os clientes; logística, acesso às informações e

Melhorar a tecnologia, os sistemas produtivos, produtos e serviços; Inovar as ferramentas digitais para controle das atividades básicas de produção. Tecnologia digital de alta velocidade nos conhecimentos para competir no mundo dos negócios. Incrementar a qualidade e a produtividade. Uma especial atenção no modo de administrar essas exigências emanadas dos clientes (RELACIONAMENTO). Flexibilizar ofertas e eliminar as atividades que não agregam valor aos produtos e serviços. Modificar a visão empreendedora.

Priorizar e valorizar o principal capital das empresas: seus funcionários.

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Junto com a Era do Conhecimento veio a Gestão do Conhecimento, para gerir o capital intangível das empresas.
A chave do sucesso empresarial nestes novos tempos é: O reconhecimento da valorização do capital humano nas organizações (O individuo como personagem gerador de conhecimento e agente do processo de inovação, interagindo e compartilhando seus conhecimentos com os demais membros do grupo ao qual ele está inserido no processo).

Artigos Publicados: - Reflexão sobre a evolução da Administração da Produção – ADM 2004. - A evolução do trabalho do homem no contexto da civilização: da submissão à participação - IX Simpósio Internacional Processo Civilizador - 2005.

1.3 - CONCEITOS DE ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO
Pergunta: Administração é arte ou ciência? Resposta: A Administração é uma arte e uma ciência. Na característica “arte”, cita-se três aspectos importantes: 1 – Simples intuição – Quando o administrador acha que vai dar certo e acaba acertando. 2 – Capacidade Natural de Administrar – Quando a pessoa tem o “dom”. 3 – Acaso – Quando os acertos não têm base científica. A pessoa acerta por acaso e com as sucessões de
acasos, adquire prática e passa acertar com freqüência.

Na característica “ciência”, tem-se também outros três aspectos: 1 – Capacidade adquirida de administrar – É quando se vai a busca dos conhecimentos.
Na escola aprende-se a administrar e nela se adquirem os métodos científicos para o exercício da profissão.

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2 – Conhecimentos especializados de Administração –

Como em qualquer outra profissão, após obter o grau de administrador, necessita-se de especialização, por causa da complexidade da ciência da Administração.

3 – Aplicação sistemática dos conhecimentos adquiridos –

A Administração trabalha com “sistemas”. A aplicação dos sistemas é de extrema importância no processo, pois orienta os métodos de ação para a execução das atividades. Estas características proporcionam as seguintes definições de Administração:

1 - Administração é a arte de realizar a coisas. 2 - Administração é uma tarefa que depende de conhecimentos sistemáticos sobre as funções básicas do administrador que são: planejamento, organização, direção e controle.
Embora o próprio nome “Administração da Produção” explicite seu significado, verificaremos como ao longo dos tempos os conceitos se modificaram com a evolução das técnicas de administração e dos rumos dos negócios. Foi muito comum no passado, a maioria dos estudiosos focarem conceitos e técnicas da Administração da Produção, quase que exclusivamente voltada aos processos industriais, deixando de lado as organizações rurais e a comercial/serviços.

Definições de alguns autores:
Alford (1965, p. 3), no livro “Manual de la Produccion”, diz que o gerente de Direção na Indústria ocupa a função de executar o plano de ação da empresa, de coordenar e fiscalizar a produção e a distribuição, de estabelecer limites de atuação em marcha na organização e do controle final do executivo. Zeyer (1974, p. 17) diz que o administrador de uma atividade de produção ou fabricação é responsável pela constante melhoria da eficiência das operações que dirige. Starr (1976, p. 45-46) afirma que a responsabilidade da administração da produção centraliza-se em duas áreas: l – projeto do sistema de produção que inclui produto, processo, fábrica e equipamentos. 2 – projeto dos sistemas de controle para administrar estoques, qualidade do produto e esquemas de produção e produtividade. Harding (1981, p. 22) diz que a Administração da Produção na fabricação de produtos, espera combinar o melhor do método científico com a experiência e aptidão em tomar decisões efetivas. Machline (1981, p. 1; 5-6) expressa que Administração da Produção é o conjunto de atividades auxiliares de planejamento e controle, indispensáveis à fabricação bem sucedida dos produtos industriais. Silva (1982, p. 93) define Administração da Produção como sendo a especialização administrativa que trata do planejamento, organização, direção e controle do setor de produção de uma empresa. Mayer (1984, p. 16-19) relata que em uma organização industrial, produção é a fabricação de um objeto material, mediante a utilização de homens, materiais e equipamentos. Em uma organização de serviços,

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Produção é o desempenho de uma função que tenha alguma utilidade; esta função varia, desde o concerto de um automóvel até a prestação de assessoria jurídica. Para Monks (1987, p. 4-5), Administração da Produção é a atividade pela qual os recursos, fluindo dento de um sistema definido, são reunidos e transformados de uma forma controlada, a fim de agregar valor, de acordo com os objetivos empresariais. Chiavenato (1991, p. 13): Administração da Produção (AP) é a área da Administração que cuida dos recursos físicos e materiais da empresa que realizam o processo produtivo. É a AP que executa a produção ou as operações da empresa. Rocha (1995, p. 5) define Administração da Produção como sendo a parte da Administração que comanda o processo produtivo pela utilização dos meios de produção e dos processos administrativos, buscando a elevação da produtividade. Os administradores da produção devem preocupar-se com as operações, a qualidade dos produtos, as necessidades dos clientes e com a valorização profissional e humana dos empregados, motivando as pessoas que, assim, desenvolvem melhor seus trabalhos. Por três décadas, ficou evidente nos conceitos de administrar a produção que a preocupação dos administradores era com as operações manufatureiras e ações voltadas para o planejamento e o controle. As afirmações dos autores citados focavam os processos de “fabricação” e os administradores da produção deste período eram indivíduos que conseguiam resolver os problemas após o seu surgimento, sem compreender os fundamentos e a complexidade dos processos.

Esta interpretação é comprovada por Martins (1998, p. 4), quando afirma que até meados da década de 1950 a indústria de transformação era a que mais se destacava no cenário político e econômico mundial. As chaminés das fábricas eram símbolos de poder, pois empregavam mais pessoas e eram responsáveis pela maior parte do produto interno bruto dos países industrializados. Os manuais e trabalhos acadêmicos sobre produção referiam-se ao “chão de fábrica” e abordavam temas relativos à fabricação de bens tangíveis, tais como: arranjo físico, processos de fabricação, planejamento e controle da produção, controle de qualidade, manutenção das instalações fabris, manuseio e armazenamento de materiais, produtividade da mão-de-obra direta etc.
No final do século XX, as terminologias operações e serviços começaram a ser incluídas nos manuais de Administração da Produção, dando nova versão para os conceitos.

Slack no prefácio de seu livro diz que, Administração da Produção está na essência da vida empresarial, uma vez que representa o ato de criação. Está preocupada com a criação de produtos e serviços de que todos nós dependemos. Uma vez que a criação de produtos e serviços é a principal razão da existência de qualquer organização, a Administração da Produção deve ser o centro de suas atividades. (1997, p. 21).

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Diz Martins (1998) que, atualmente, o setor de serviços emprega mais pessoas e gera maior parcela do produto interno bruto na maioria das nações do mundo. Dessa forma, passou-se a dar ao fornecimento de serviços uma abordagem semelhante à dada à fabricação de bens tangíveis. Foram incorporadas praticamente todas as técnicas até então usadas pela engenharia industrial. Houve, pois, uma ampliação do conceito de produção, que passou a incorporar os serviços. Moreira (1998, p. 1-2) afirma que Administração da Produção e Operações diz respeito àquelas atividades orientadas para a produção de um bem físico ou a prestação de um serviço. Gaither (2001, p. 5; 16) diz que Administração da Produção e Operações (APO) é a administração do sistema de produção de uma organização, que transforma os insumos nos produtos e serviços da organização. O coração de um sistema de produção é seu subsistema de transformação, onde trabalhadores, matérias-primas e máquinas são utilizados para transformar insumos em produtos e serviços. O processo de transformação está no âmago da administração da produção e operações e está presente de alguma forma em todas as organizações. Após analisar as definições dos diversos autores citados, registramos nossa contribuição à Administração da Produção, oferecendo a seguinte definição:

ESCORSIM (2006) “Administração da Produção são as estratégias e os sistemas de planejamento, organização, direção e controle, utilizados pelo administrador para atingir o objetivo principal da empresa, que é: Produzir produtos ou executar serviços com inovação, tecnologia, qualidade, baixo custo e máxima rentabilidade visando proporcionar competitividade ao empreendedor e que possam garantir a satisfação completa dos clientes”.
* Publicado na Revista Capital Cientifico

Artigos Publicados: - Evolução conceitual da Administração da Produção – Revista Capital Científico – 2006.

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