ELENY APARECIDA DE OLIVEIRA

LEGISLAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA E POLÍTICAS EDUCACIONAIS

LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL (LDB) Lei n. 9.394/1996.

ESTABELECE: OS NÍVEIS E AS MODALIDADES DE ENSINO

NÍVEIS DE ENSINO

Educação Básica: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio

Educação Superior

MODALIDADES DE ENSINO

Educação de Jovens e Adultos

Educação Profissional

Educação Especial

Educação a Distância

EDUCAÇÃO BÁSICA

EDUCAÇÃO INFANTIL
Objetivo: Desenvolvimento integral da criança, em seus aspectos físico, psicológico,
integral e social, complementando a ação da família e da comunidade.
Atende crianças: 0 a 5 anos
Função do educador: Educar e cuidar. Proporcionando experiências enriquecedoras de
conhecimento, considerando também os aspectos afetivos e psicológicos, sem negligenciar
os cuidados necessários para que a criança possa viver a infância em sua plenitude.
Avaliação: semestralmente por meio de um relatório, não tendo o objetivo de promoção
para o acesso ao ensino fundamental.
Obrigatoriedade: Não é obrigatória, porém com a PEC 96A/2003, a partir de 2016, será
obrigatório para crianças acima de 4 anos.
Reflexão: A rede pública não tem vagas suficientes para atender a demanda de alunos.
Exige profissional qualificado, capaz de compreender o desenvolvimento integral da
criança. Porém, os cursos de formação de professores não estão preparando os profissionais
da EI para atender satisfatoriamente essas exigências.
A EI ainda é vista como assistencialismo.

ENSINO FUNDAMENTAL
Objetivo: aprofundar os conhecimentos trabalhados nas primeiras etapas, visando à
preparação para a cidadania. Este deve ser ministrado em língua portuguesa, garantindo às
comunidades indígenas a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de
aprendizagem.
Faixa etária: 6 anos até os 14 anos, sendo dividida em anos iniciais de 6 a 10 anos, com
duração de cinco anos e anos finais de 11 a 14 anos, com duração de 4 anos.

A Lei n. 11.274/2006: altera o artigo 32 da LDB, determinando que: “O Ensino
Fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, gratuito na escola pública,
iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade [...] (BRASIL, 1996)”. Seu não oferecimento, ou sua
oferta irregular, importa responsabilidade da autoridade competente. Deste modo, a creche
continua a atender crianças de até 3 anos e a pré-escola, de 4 e 5 anos de idade.

Avaliação: Tem um caráter processual, participativa, formativa, cumulativa e diagnóstica e,
portanto, redimensionadora da ação pedagógica.
Reflexão: O Ensino Fundamental foi a etapa mais passou por mudanças, inclusive no que
diz respeito à duração e à idade de ingresso. Em 2006 passou a contar com um ano a mais,
sendo que a proposta de trabalho para os primeiros anos está centrada em atividades
lúdicas, baseadas em jogos e atividades interativas. O letramento ganha espaço nesse
contexto em um trabalho com leitura e escrita na visão sociointeracionista. Ainda
ressaltando que, com a entrada obrigatória da criança no ensino fundamental a partir dos 6
anos, antes com 7 anos, estas são inseridas mais cedo no mundo da leitura e da escrita,
porém, as escolas, o educador, precisam entender, que estes alunos ainda são crianças, por
isso uma articulação entre a educação infantil e o ensino fundamental.
Ainda encontramos, na maioria das escolas brasileira, avaliações quantitativas, somativas,
com tem a função de classificar os alunos ao final da unidade, semestre ou ano letivo,
segundo níveis de aproveitamento apresentados. E não é esta avaliação que propõe-se na
LDB.

ENSINO MÉDIO
Objetos: Aprofundar os conhecimentos adquiridos no ensino fundamental; preparação
básica para o trabalho e para a cidadania do educando; aprimoramento do educando como
pessoa humana; formação ética e desenvolvimento da autonomia intelectual e do
pensamento crítico; compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos
produtivos.
Faixa etária: 15 aos 18 anos

Duração: 3 anos
Princípios pedagógicos estruturantes dos currículos: identidade, diversidade e
autonomia, interdisciplinaridade e contextualização.
ENEM: Forma de ingressar no curso superior em universidades públicas e privadas que
utilizam o desempenho pessoal como forma de seleção.
Reflexão: Vou destacar aqui a discrepância que há entre o ensino, conteúdos ensinados nas
instituições públicas e privadas. Nota-se um descompromisso, por parte de alguns
profissionais da educação, em ensinar com prazer, com responsabilidade nas instituições de
ensino público, além da falta de professores. Então estes alunos estão defasados em relação
aos das escolas particulares.
Nas escolas públicas encontramos salas de aula com número elevado de alunos, escolas
com pouca infraestrutura, professores mal remunerados, comprometendo um bom
desempenho, interesse e aprendizagem dos alunos, causando a evasão escolar.
O objetivo do ENEM é influir e orientar a melhoria do Ensino Médio, servindo também
como um eficiente processo de seleção para o acesso à Educação Superior, sendo também
um dos propulsores de uma grande mudança na educação nacional, embora alguns ajustes
ainda possam ser feitos.

ENSINO SUPERIOR
Objetivo: formar profissionais nas diferentes áreas do saber. Além disso, objetiva a criação
cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo, incentivando
o trabalho de pesquisa e a investigação científica, promovendo a extensão.
Cursos e programas: cursos de graduação; cursos de Pós- Graduação, compreendendo
programas de mestrado e doutorado, cursos de especialização e outros; cursos de extensão.
Reflexão: Com a expansão do ensino superior privado possibilita maior acesso a este nível
de ensino para uma parcela maior da população e em diferentes regiões do país, mas tal
expansão só foi possível porque tais instituições sacrificaram a qualidade, criando, em sua
maioria, grandes escolas de terceiro grau, sem a infraestrutura mínima necessária e sem
corpo docente qualificado conforme preconiza a LDB, num processo de mercadorização da
educação superior que desqualifica, de saída, a formação que será realizada, transformando
o que seria o processo formativo em educação-mercadoria.

MODALIDADES DE ENSINO

Educação de Jovens e Adultos
Funções: Reparadora: refere-se à entrada de jovens e adultos no âmbito dos direitos civis. A
restauração de um direito a eles negado - o direito a uma escola de qualidade;
Equalizadora: relaciona-se à igualdade de oportunidades que possibilite oferecer aos
indivíduos novas inserções no mundo do trabalho, na vida social e nos demais canais de
participação; Qualificadora: diz respeito à educação permanente, com base no caráter
incompleto do ser humano, cujo potencial de desenvolvimento e de adequação pode se
atualizar em quadros escolares ou não-escolares.

Destina-se: Aos que não tiveram, na idade apropriada, acesso ao Ensino Fundamental e
Médio ou continuidade de estudos nesses níveis de ensino.

Prevê: Cursos e exames supletivos para a conclusão do Ensino Fundamental para maiores
de 15 anos, e, no nível de conclusão do Ensino Médio, para maiores de 18 anos.
Reflexão: A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é de grande importância para a
sociedade. Ela transforma o cidadão melhorando sua vida, dando um significado para que
possa aprender e compreender o exercício da cidadania para uma plena participação na
sociedade.
Em relação às pessoas analfabetas ou pouco letradas, essa função reparadora da EJA é de
suma importância para o crescimento psicossocial desses sujeitos. Considerando a
educação, “direito de todos e dever do Estado”, cabe a mesma, pelas políticas públicas,
proporcionar a diminuição das desigualdades não somente no campo da equiparação na
distribuição de renda, como também na oferta de conhecimentos para os que foram
socialmente excluídos na sociedade moderna. Não somente as pessoas analfabetas, mas
também os sujeitos que tiveram sua escolaridade interrompida fazem parte da clientela da
EJA e precisam ter a garantia de acesso à escola e ofertas de vagas para oportunizar a
equalização, ou seja, devem ser garantidas a esse cidadão maiores oportunidades de acesso
e permanência na escola, em função da sua histórica desigualdade social, que impossibilitou
sua permanência regular no ambiente escolar.

Educação Profissional
Não se coloca como um nível de ensino, mas tipo de formação que se integra ao trabalho, à
ciência e à tecnologia e conduz ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida
produtiva. Está regulamentada nos artigos 39, 40 e 41 da LDB. Esta modalidade de

educação deve ser desenvolvida em articulação com o ensino regular, em instituições
especializadas ou no ambiente de trabalho.
Objetivo: o permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva, proporcionando
qualificação ou habilitação profissional aos egressos do Ensino Fundamental e Médio ou aos alunos
do Ensino Médio.

Níveis: Básico, Técnico e Tecnológico.
Reflexão: A educação profissionalizante ganha destaque por formar profissionais
destinados à necessidade do mercado, buscando suprir uma demanda por mão de obra
qualificada e certificada, uma vez muitas instituições hoje trabalham respeitando selos de
certificações internacionais, que requerem métodos e trabalhadores com certificados
profissionais.

Educação Especial
Oferecida preferentemente na rede regular de ensino, para os educandos portadores de
necessidades especiais.
Objetivo: Assegurar a participação de todos os cidadãos em todos os setores da sociedade.
Requer: currículos, métodos e técnicas específicos; terminalidade específica conforme
condições do educando; - professores especializados; oferecimento de formação para o
trabalho e acesso aos benefícios dos programas sociais.
Reflexão: O acesso à escola contribui para o processo de desenvolvimento humano, por
meio dela os portadores de necessidades educativas especiais ou não, desenvolvem suas
habilidades acadêmicas e sociais. Tais habilidades proporcionam uma melhor preparação
para a vida em sociedade. Para que haja inclusão, a escola precisa estar preparada para o
acolhimento dos indivíduos com necessidades especiais, zelando pela efetivação do mesmo
nas turmas escolares e principalmente, preparando para o convívio social, para tanto, é
necessários profissionais preparados, pois o atendimento escolar para esses alunos não se
resume somente a deficientes físicos, mas também, crianças e adolescentes com distúrbios
neuromotores, hiperatividade, que sofrem de diversos outros transtornos ou simplesmente
tem problema de conduta. Para que faça um bom trabalho, o profissional de educação
precisa ter um preparo para saber lidar com o perfil de cada um, afinal, esses alunos não
podem sentir-se excluídos e ou discriminados.

Educação a Distância
Objetivo: Possibilitar ao educando a autoaprendizagem com a mediação de recursos
didáticos ou a veiculação por meios de comunicação.

Característica: Flexibilidade de funcionamento, principalmente quanto ao tempo e local de
estudo, reduzindo ou dispensando a exigência de situações presenciais de ensino.
Cursos: Pode ser desenvolvida no Ensino Fundamental, para jovens e adultos, no ensino
médio e na educação profissional.
Reflexão: A Educação a Distância (EAD) vem de encontro às necessidades das pessoas
que, por falta de tempo ou por longas distâncias a serem percorridas entre trabalho, escola e
residência, optam por este tipo de ensino. Minimizando assim, o deslocamento que irá gerar
economia de tempo e dinheiro. É o próprio aluno que administrará seu tempo, de acordo
com seu ritmo, gerenciando seu processo de ensino-aprendizagem, com atendimento
personalizado e a interatividade entre tutor e alunos.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful