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Conheca o Tesouro Nacional 2ª Edição Brasília, 2013

Conheca o Tesouro Nacional

Conheca o Tesouro Nacional 2ª Edição Brasília, 2013

2ª Edição

Brasília, 2013

APRESENTACAO Esta publicação tem como objetivo fazer uma apresentação geral do Tesouro Nacional e suas

APRESENTACAO

APRESENTACAO Esta publicação tem como objetivo fazer uma apresentação geral do Tesouro Nacional e suas atribuições

Esta publicação tem como objetivo fazer uma apresentação geral do Tesouro Nacional e suas atribuições essenciais para a manutenção da saúde econômico-financeira do país.

Todos os assuntos aqui tratados são temas merecedores de desdobramentos. No entanto, acreditamos que esta publicação contribuirá para melhor percepção da importância do Tesouro Nacional no âmbito da Administração Pública Federal.

Criado via decreto em 1986, o Tesouro Nacional vem desenvolvendo projetos de destaque, como a gestão da Dívida Pública Federal, o Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI) e o aperfeiçoamento das relações financeiras com Estados e Municípios. Destaca-se também a criação do Fundo Soberano do Brasil, a análise econômico-fiscal dos Projetos de Investimentos Públicos e o Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro - SICONFI.

Esta segunda edição do “Conheça o Tesouro Nacional” visa prover orientações sobre assuntos relacionados à Secretaria do Tesouro Nacional, descrevendo as atribuições de cada área de forma que se possa visualizar sua importância no cenário econômico-financeiro brasileiro.

Finalizando a cartilha apresentamos a atual estrutura da Secretaria, inclusive o trabalho da área corporativa, que proporciona às atividades finalísticas do órgão, soluções em TI, desenvolvimento institucional e também as principais atribuições do Tesouro Nacional como agente promotor da estabilidade da economia.

Arno Hugo Augustin Filho Secretário do Tesouro Nacional

APRESENTACAO Esta publicação tem como objetivo fazer uma apresentação geral do Tesouro Nacional e suas

APRESENTACAO

APRESENTACAO Esta publicação tem como objetivo fazer uma apresentação geral do Tesouro Nacional e suas atribuições

Esta publicação tem como objetivo fazer uma apresentação geral do Tesouro Nacional e suas atribuições essenciais para a manutenção da saúde econômico-financeira do país.

Todos os assuntos aqui tratados são temas merecedores de desdobramentos. No entanto, acreditamos que esta publicação contribuirá para melhor percepção da importância do Tesouro Nacional no âmbito da Administração Pública Federal.

Criado via decreto em 1986, o Tesouro Nacional vem desenvolvendo projetos de destaque, como a gestão da Dívida Pública Federal, o Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI) e o aperfeiçoamento das relações financeiras com Estados e Municípios. Destaca-se também a criação do Fundo Soberano do Brasil, a análise econômico-fiscal dos Projetos de Investimentos Públicos e o Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro - SICONFI.

Esta segunda edição do “Conheça o Tesouro Nacional” visa prover orientações sobre assuntos relacionados à Secretaria do Tesouro Nacional, descrevendo as atribuições de cada área de forma que se possa visualizar sua importância no cenário econômico-financeiro brasileiro.

Finalizando a cartilha apresentamos a atual estrutura da Secretaria, inclusive o trabalho da área corporativa, que proporciona às atividades finalísticas do órgão, soluções em TI, desenvolvimento institucional e também as principais atribuições do Tesouro Nacional como agente promotor da estabilidade da economia.

Arno Hugo Augustin Filho Secretário do Tesouro Nacional

EXPEDIENTE

MINISTÉRIO DA FAZENDA

Ministro, Guido Mantega Secretário-Executivo Interino, Dyogo Henrique de Oliveira

SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL

Secretário, Arno Hugo Augustin Filho

SUBSECRETÁRIOS

Planejamento e Estatísticas Fiscais, Cleber Ubiratan de Oliveira Relações Financeiras Intergovernamentais, Eduardo Coutinho Guerra Contabilidade Pública, Gilvan da Silva Dantas Assuntos Corporativos, Líscio Fábio de Brasil Camargo Política Fiscal, Marcus Pereira Aucélio Dívida Pública, Paulo Fontoura Valle

COORDENAÇÃO-GERAL DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL

Coordenador-Geral, Manuel Augusto Alves Silva Coordenador, Vinícius Mendonça Neiva Gerente de Informação, Vladimir Reis Joaquim Lopes Gerente de Informação, Substituto, Vitor Augusto Nini Jornalista, Maíza Ribeiro da Costa Projeto Gráfico e Diagramação, Higor Faria

geifo.codin.df.stn@fazenda.gov.br

Indice Histórico 7 Tesouro Nacional Hoje 11 Institucional 18 Atribuições do Tesouro Nacional 32

Indice

Histórico

7

Tesouro Nacional Hoje

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Institucional

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Atribuições do Tesouro Nacional

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TESOURO NACIONAL

Conheça o Tesouro Nacional

HISTORICO
HISTORICO

Ao longo de sua existência, a Secretaria do Tesouro Nacional contribuiu para a evolução da institucionalidade de gestão e para o aperfeiçoamento dos controles do gasto público no Brasil. Sua criação, em 1986, como órgão central dos Sistemas de Administração Financeira Federal e de Contabilidade Federal, deu início um processo de modernização institucional que colocou a execução da política fiscal no Brasil no estado da arte dos grandes países democráticos.

Dessa forma, o caminho escolhido para esta tarefa foi o desenvolvimento e a implantação de um sistema informatizado, que integrasse os sistemas de programação financeira, de execução orçamentária e de controle interno do Poder Executivo e que pudesse fornecer informações gerenciais, confiáveis e precisas para todos os níveis da administração.

Desse modo, a STN definiu e desenvolveu, em conjunto com o SERPRO, o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal – SIAFI em menos de um ano, implantando-o em janeiro de 1987, para suprir o Governo Federal de um instrumento moderno e eficaz no controle e acompanhamento dos gastos públicos.

Com a implementação desse sistema, o Governo Federal tem a condição de executar, acompanhar e controlar com eficiência a correta utilização dos recursos da União.

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Conheça o Tesouro Nacional Construção da Esplanada dos Ministérios. A capital federal foi fundada em 21

Construção da Esplanada dos Ministérios. A capital federal foi fundada em 21 de abril de 1960 pelo então presidente da República Juscelino Kubitschek. Foto: Acervo do Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF).

Desde a sua criação, a STN atingiu marcos importantes para a gestão de recursos

públicos: a reunificação orçamentária a partir da substituição da Conta Movimento do Governo no Banco do Brasil pela Conta Única do Tesouro no Banco Central, a implantação do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI), maior eficiência na gestão da dívida pública mobiliária federal interna pelo Tesouro Nacional, a proibição de financiamento do Tesouro pelo Banco Central e a renegociação da dívida externa pública, que delimitaram o formato atual da relação entre políticas monetária, cambial, fiscal e de dívida pública.

A partir do ano de 2000, as atribuições da STN foram

ampliadas pela aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal que, entre outros aspectos, reforçou o relacionamento com os entes subnacionais no gerenciamento do ajuste fiscal e nos limites de endividamento público.

Em 2002, é lançado o programa Tesouro Direto, sistema que permite a venda de títulos públicos a cidadãos, como incentivo à formação de poupança.

Já no ano de 2005, a Secretaria assumiu a gestão da dívida

pública externa da União, até então conduzida pelo Banco

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Central. Também ficou a cargo do Tesouro normatizar os aspectos contábeis e patrimoniais do Governo Federal com

vistas à consolidação das contas públicas. Ainda em 2005,

o Tesouro passou a integrar grupos técnicos voltados ao

aprimoramento da qualidade do investimento público, por intermédio do acompanhamento do Programa Piloto de Investimento (PPI) e das Parcerias Público-Privadas (PPP).

O Programa de Aceleração do Crescimento – PAC –

Instituído pelo Decreto nº 6.025, de 2007, é o conjunto de medidas de estímulo ao investimento privado, ampliação dos investimentos públicos em infraestrutura e voltadas à melhoria da qualidade do gasto público e ao controle da expansão dos gastos correntes no âmbito da Administração Pública Federal realizadas pelo Governo Federal, por meio

do Tesouro Nacional, incluindo os valores relativos às empresas estatais dependentes.

A criação do Fundo Soberano do Brasil - FSB, em 2008, tem

por finalidades a promoção de investimentos em ativos

Brasil e no exterior, a formação poupança pública, a mitigação dos efeitos dos ciclos econômicos e a fomentação de projetos de interesse estratégico do País localizados no exterior.

Buscando aprimorar a gestão da Conta Única do Tesouro, é implantado, em 2009, o Sistema de Operações do Tesouro Nacional – SOTN, sistema que permite a STN interagir diretamente com as instituições financeiras participantes da rede do Sistema Financeiro Nacional, buscando a utilização mais racional e eficiente dos recursos

no

Nacional, buscando a utilização mais racional e eficiente dos recursos no Detalhe do prédio do Ministério

Detalhe do prédio do Ministério da Fazenda

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públicos, com base em informações gerenciais sobre a execução financeira do Tesouro.

Em 2011, é criado o Sistema de Custos do Governo Federal que tem por objetivo subsidiar decisões governamentais e organizacionais que conduzam à alocação mais eficiente

do gasto público, pois o Sistema proporciona instrumentos

de análise para a eficácia, a eficiência, a economicidade e a

avaliação dos resultados do uso dos recursos públicos.

O SICONFI será o sistema estruturante da Secretaria do

Tesouro Nacional responsável pela coleta, tratamento

e divulgação de informações contábeis, orçamentárias,

financeiras, fiscais, econômicas, de operações de crédito e

de

estatísticas de finanças públicas dos entes da Federação.

O

sistema está sendo desenvolvido em quatro frentes de

trabalho: Taxonomia; Matriz de Saldos Contábeis – MSC; Desenvolvimento do Sistema e; Implantação do Sistema.

O modelo de coleta de informações utiliza a linguagem

Extensible Business Reporting Language – XBRL, usada para representar e transmitir informações financeiras, amparado

nas experiências internacionais bem sucedidas para tratamento de dados contábeis, financeiros e fiscais.

O lançamento do Novo SIAFI, em 2012, visa o aprimoramento

do processamento, controle e execução financeira, patrimonial

e contábil do governo brasileiro, ao mesmo tempo que oferece um instrumento técnico, executivo e de cidadania, amadurecido em sincronismo com o uso e pelas necessidades crescentes e complexas do país.

Nos próximos anos, o Tesouro continuará a contribuir para que o País avance, ainda mais, na direção do desenvolvimento sustentável com estabilidade e crescimento do bem-estar social.

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TESOURO NACIONAL HOJE
TESOURO NACIONAL
HOJE

Missão

O Tesouro Nacional tem como missão defender o cidadão-

contribuinte, de hoje e de amanhã, por meio da busca

permanente do equilíbrio dinâmico entre receitas e despesas e

da transparência e da qualidade do gasto público.

Valores

São valores da Secretaria do Tesouro Nacional:

Valores São valores da Secretaria do Tesouro Nacional: • participaçãoefetiva na definição da política de

participaçãoefetiva na definição da política de financiamento do setor público;

eficiência na administração da

dívida pública, interna e externa;

garantia da transparência e da qualidade do gasto público;

empenho na recuperação dos haveres do Tesouro Nacional.

As Coordenações-Gerais da Secretaria do Tesouro Nacional encontram-se no Edifício Anexo do Ministério da Fazenda, em Brasília. Foto: Acervo do Tesouro Nacional.

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Marca Tesouro

Com importante papel no desempenho de atividades voltadas para finanças públicas, a Secretaria do Tesouro Nacional trabalha com ações para o fortalecimento da sua imagem junto aos diferentes públicos. Agente do equilíbrio econômico, o Tesouro tem como premissas de atuação a eficácia e a modernidade, aliadas à sobriedade requerida ao órgão.

Nossa marca, formada por um símbolo combinado com

logotipo, é o elemento visual identificador da Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda. A disposição dos elementos gráficos que compõem o símbolo transmite

o ideário do equilíbrio das Contas Públicas. O primeiro (em

amarelo) representando a Receita, o segundo (em verde), a Despesa e o terceiro, apoiado sobre estes, figurando o perfeito

Equilíbrio Econômico.

sobre estes, figurando o perfeito Equilíbrio Econômico. Aplicação vertical da logomarca do Tesouro Nacional,
sobre estes, figurando o perfeito Equilíbrio Econômico. Aplicação vertical da logomarca do Tesouro Nacional,

Aplicação vertical da logomarca do Tesouro Nacional, criada em 1998.

Organograma

Atualmente a Secretaria do Tesouro Nacional está dividida em 6 Subsecretarias: de Assuntos Corporativos, de Política Fiscal, da Dívida Pública, de Relações Financeiras e

Intergovernamentais, de Planejamento e Estatísticas Fiscais

e de Contabilidade Pública.

Adicionalmente fazem parte da estrutura da STN a Assessoria Econômica (ASSEC) e a Coordenação-Geral de Gestão de Riscos Operacionais (COGER).

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Conheça o Tesouro Nacional Organograma da Secretaria do Tesouro Nacional 13

Organograma da Secretaria do Tesouro Nacional

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SUBSECRETARIAS

Subsecretaria de Assuntos Corporativos – SUCOP

Responsável por viabilizar e implementar as ações estratégicas da STN mediante a melhor adequação dos Recursos Humanos

e Orçamentários, de soluções e serviços de TI, de Logística, e do aprimoramento contínuo dos processos organizacionais.

É responsável também pela definição, implementação, gerência, manutenção e regulamentação do uso do SIAFI, bem como dos demais sistemas e da infraestrutura tecnológica sob responsabilidade da STN.

é

pelas

Coordenações-Gerais:

de

seguintes

composta

A Subsecretaria

Coordenações-Gerais: de seguintes composta A Subsecretaria Sistemas e Tecnologia de • Coordenação-Geral

Sistemas

e

Tecnologia

de

Coordenação-Geral

Desenvolvimento Institucional (CODIN);

Coordenação-Geral

Informação (COSIS).

de

Subsecretaria de Política Fiscal – SUPOF

Responsável pela gestão da despesa pública e da Conta Única, bem como pela formulação da política de financiamento da despesa pública e dos fundos e dos programas oficiais que estejam sob a responsabilidade do Tesouro Nacional.

Efetua o acompanhamento das matérias societárias relativas

às empresas estatais das quais a União tenha participação, das operações de crédito ao setor produtivo de fomento às exportações. Acompanha os investimentos da União e a gestão do Fundo Garantidor de Parcerias Público-Privadas (FGP). Além disso, monitora e participa de decisões e formulação de políticas que impactam nos Fundos de Pensão patrocinados por empresas controladas direta ou indiretamente pela União.

É composta pelas seguintes Coordenações-Gerais:

Coordenação-Geral de Análise Econômico-Fiscal de Projetos de Investimento Público (COAPI);

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Coordenação-Geral de Programação Financeira (COFIN);

Coordenação-Geral de Participações Societárias (COPAR);

Coordenação-Geral das Operações de Crédito do Tesouro Nacional (COPEC);

Coordenação-Geral de Gerenciamento de Fundos e Operações Fiscais (COFIS).

Subsecretaria da Dívida Pública – SUDIP

A gestão da Dívida Pública Federal, incluindo as estratégias

de financiamento são competências da SUDIP. Para tanto, elabora o planejamento estratégico de curto, médio e longo prazo, conduz as estratégias de financiamento interno e

externo da União, elabora sua proposta orçamentária atual

e realiza sua execução financeira.

O processo de planejamento estratégico da Dívida Pública Federal se divide em três fases. Na primeira, ocorre a definição de sua composição ótima, também chamada de benchmark, que representa o perfil desejado para a estrutura da dívida no longo prazo, tanto em termos de composição quanto de estrutura de maturação.

A seguir, elabora-se a estratégia de médio prazo, que permite

mapeamento mais completo dos riscos, oportunidades e

restrições que podem surgir ao longo da trajetória em direção

à composição desejada de longo prazo.

em direção à composição desejada de longo prazo. Finalmente, aprovada a estratégia de médio prazo,

Finalmente, aprovada a estratégia de médio prazo, define-se a estratégia de curto prazo, materializada por meio do Plano Anual de Financiamento e monitorada ao longo do ano pelo Comitê de Gerenciamento da Dívida Pública.

A gestão da Dívida Pública Federal é realizada, desde 1999, por meio de três coordenações-gerais, integrantes da Subsecretaria da Dívida Pública:

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Coordenação Geral de Operações da Dívida Pública (CODIP);

Coordenação Geral de Planejamento Estratégico da Dívida Pública (COGEP); e

Coordenação Geral de Controle da Dívida Pública (CODIV).

Subsecretaria de Relações Financeiras Intergovernamentais–SURIN

As relações financeiras entre a União e os Estados e Municípios são de responsabilidade da SURIN que, para tanto, administra os haveres financeiros do Tesouro Nacional junto aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, monitorando os Programas de Reestruturação e Ajuste Fiscal dos Estados e demais compromissos fiscais assumidos por entes federados em contratos firmados com a União.

Adicionalmente, realiza a verificação dos limites e condições para a execução de operações de crédito pelos entes federados, bem como a concessão de garantias da União a esses entes e realiza controle das transferências constitucionais e convênios firmados entre a União e os Estados, Distrito Federal e Municípios.

ÉcompostapelasseguintesCoordenações-

Gerais:

Haveres

Financeiros (COAFI);

Coordenação-Geral das Relações e Análise Financeira dos Estados e Municípios (COREM);

Coordenação-Geral de Operações de Crédito de Estados e Municípios (COPEM);

Coordenação-Geral de Análise e Informações das Transferências Financeiras Intergovernamentais (COINT).

das Transferências Financeiras Intergovernamentais (COINT). Coordenação-Geral de Subsecretaria de Planejamento e

Coordenação-Geral

de

Subsecretaria de Planejamento e Estatísticas Fiscais

Coordena a elaboração, edição e divulgação de estatística e indicadores fiscais, demonstrativos e relatórios, visando adequar o sistema brasileiro de estatísticas fiscais às melhores práticas internacionais. Promove estudos e pesquisas em matéria

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fiscal. Elabora cenários de médio e longo prazo das finanças públicas. É responsável pela gestão do Fundo Soberano do Brasil, com vistas a promover os investimentos em ativos no Brasil e no exterior, formar poupança pública, mitigar efeitos dos ciclos econômicos e fomentar projetos de interesse estratégico do País.

seguintes

projetos de interesse estratégico do País. seguintes Composta pelas Coordenações- Gerais: •

Composta

pelas

Coordenações-Gerais:

Coordenação-Geral

de

Estudos

Econômico-Fiscais

(CESEF);

Coordenação-Geral de

Gestão do Fundo Soberano do Brasil (COFSB).

Subsecretaria de Contabilidade Pública

Área que supervisiona, contabiliza e avalia os atos e fatos da gestão financeira, orçamentária e patrimonial da União. Coordena a edição do Plano de Contas Aplicado ao Setor Público–PCASP e MCASP e efetua o registro dos atos e fatos da Administração Pública.

Define os procedimentos relacionados com a disponibilização de informações da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, para fins de responsabilidade, transparência, controle da gestão fiscal.

Estabelece normas e procedimentos contábeis para os órgãos e entidades da Administração Pública, promove o acompanhamento, a sistematização e a padronização da execução contábil. Mantém um sistema de custos que permite avaliar e acompanhar a gestão orçamentária, financeira e patrimonial.

Composta pelas seguintes Coordenações-Gerais:

Coordenação-Geral de Normas de Contabilidade Aplicadas a Federação (CCONF);

Coordenação-Geral de Contabilidade e Custos da União (CCONT).

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GESTAO INSTITUCIONAL
GESTAO
INSTITUCIONAL

As atividades de gestão institucional da Secretaria do Tesouro Nacional são conduzidas pela Coordenação- Geral de Desenvolvimento Institucional, tendo sob sua responsabilidade os macroprocessos de gestão de pessoas,

gestão da comunicação organizacional, gestão de logística

e execução financeira e o suporte ao planejamento, modernização e organização do Tesouro Nacional.

Planejamento

O Tesouro Nacional tem promovido nos últimos anos a

consolidação de uma nova metodologia de Planejamento

Institucional, de forma a obter maior alinhamento estratégico entre as ações desenvolvidas em suas diversas unidades, atuando proativamente perante os problemas e desafios

a serem enfrentados no cotidiano da Instituição. As

Subsecretarias da STN participam de diversos seminários internos, com o apoio de moderadores especializados em planejamento, para definir objetivos estratégicos, assim como metas anuais e iniciativas institucionais a serem empreendidas para o seu alcance.

Após esforço coletivo e participativo em prol do objetivo comum de desenvolvimento organizacional, concluiu-se com sucesso o 1º Ciclo de Planejamento Institucional da

STN em dezembro de 2009, a partir da validação e divulgação

do plano para 2010 a 2014. Em sequência, no ano de 2010,

iniciou-se o processo de monitoramento e avaliação da gestão institucional do Tesouro Nacional, contando com

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o desenvolvimento e implantação do sistema de gestão estratégica da STN, o Strategía, acompanhado de uma série de novas práticas de gestão voltadas para o controle do desempenho institucional, baseando-se sempre nas definições acordadas durante o processo de planejamento

Todas essas ações se fundamentam nos esforços da Secretaria do Tesouro Nacional para a consolidação de um modelo gerencial cada vez mais aderente às modernas práticas de gestão pública.

Gestão de Processos

A Gestão de Processos Organizacionais do Tesouro

Nacional tem como objetivo implementar ações que promovam, de forma sistematizada, o diagnóstico, a proposição, a implantação, a monitoração e a avaliação contínua de melhorias dos serviços que a instituição presta e das condições de trabalho de seus servidores, no intuito de conduzi-la à excelência de sua gestão.

Para atender a este objetivo a Secretaria do Tesouro Nacional executa projetos de análise e proposição de melhorias, com a participação de equipe técnica formada por servidores da área institucional (CODIN), de tecnologia (COSIS) e de riscos operacionais (COGER), e conta ainda com analistas de processos para as atividades de planejamento, controle e manutenção do ciclo de melhoria contínua de processos.

e manutenção do ciclo de melhoria contínua de processos. Na busca da melhor forma de execução

Na

busca da melhor forma de execução das atividades utiliza-

se

o mapeamento de processos como ferramenta de apoio,

minimizando problemas, gargalos e ineficiências. O resultado buscado é a melhoria do desempenho da organização para

alcançar seus objetivos sob a ótica da gestão de Riscos Operacionais. O mapeamento de processos é um insumo

para a avaliação dos riscos inerentes a cada atividade do processo. Os mapas de processos são insumos para o desenvolvimento de sistemas e adequação dos ativos de TI

às necessidades da STN.

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Gestão de Pessoas

A Gestão de Pessoas no setor público possui algumas

particularidades. Ao contrário do que acontece no setor privado, onde o gestor pode contratar indivíduos que apresentem características vantajosas para a empresa, no

setor público, a lei exige que as contratações sejam feitas mediante concursos públicos. É por esse motivo que ações de desenvolvimento profissional são cruciais para expandir

as competências requeridas, de forma a gerar maior valor e

resultado para o Estado como um todo e para Secretaria do Tesouro Nacional em particular.

A Gestão de Pessoas é caracterizada pela participação,

capacitação, envolvimento e desenvolvimento do bem mais precioso de uma organização, o Capital Humano. Na gestão do nosso capital humano, somos responsáveis por incrementar continuamente a estratégia de RH e por oferecer soluções em gestão de pessoas e atuar na execução e na condução das atividades que envolvem os diferentes subsistemas de RH.

Assim, compete à Gerência de Recursos Humanos promover, planejar, coordenar e controlar as atividades desenvolvidas relacionadas à seleção, orientação, avaliação de desempenho funcional e comportamental, capacitação, qualificação, acompanhamento do pessoal da instituição como um todo, assim como as atividades relativas à preservação da saúde e à segurança no ambiente de trabalho.

A execução conjunta dessas ações na Secretaria, tem nos conduzido a um novo patamar de maturidade em gestão de RH. Abaixo, destacamos as ações mais relevantes.

Concurso Público – A atuação da Coordenação-Geral de Desenvolvimento Institucional começa antes mesmo do pedido de autorização ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão - MPOG, com a verificação da necessidade e do quantitativo de novas vagas. Adicionalmente, cabe a esta Coordenação a participação na elaboração do edital e do programa de formação profissional, objetivando

a esta Coordenação a participação na elaboração do edital e do programa de formação profissional, objetivando
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a complementação dos conhecimentos e a preparação

dos servidores recém-nomeados na área para a qual estão sendo designados.

Constituído de duas etapas: provas e títulos; e curso de formação, segmentadas em áreas de conhecimento

(Econômico-Financeira, Contábil, Tecnologia da Informação

e Desenvolvimento Institucional).

As duas primeiras etapas são executadas pela ESAF – Escola de Administração Fazendária, sob supervisão da STN.

Concluída a segunda etapa e homologado o resultado final do concurso, os candidatos aprovados são nomeados pelo Coordenador-Geral de Recursos Humanos da Secretaria Executiva do Ministério da Fazenda.

Com base na análise de perfis, alocamos os servidores nas unidades da Secretaria do Tesouro Nacional após a nomeação.

Capacitação – A capacitação do servidor público tem adquirido grande importância em uma realidade cada vez mais automatizada e requer das pessoas novas abordagens profissionais, exigindo- se novas competências. Dedicamos especial atenção à capacitação, trabalhando com a valorização dos servidores e com a profissionalização da Administração Pública, situando a Secretaria do Tesouro Nacional como órgão de excelência na administração das finanças públicas. Optamos por uma filosofia de educação permanente, que impulsiona os servidores na busca constante de conhecimentos e ideias inovadoras. Para tanto, promovemos quatro abordagens diferenciadas de capacitação: cursos abertos (do mercado) e fechados (ad hoc), cursos de pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado) e cursos internacionais.

Gestão por Competências - Adotamos um modelo que integra, sob um único referencial teórico, os diferentes subsistemas de RH, por meio do mapeamento das

um modelo que integra, sob um único referencial teórico, os diferentes subsistemas de RH, por meio
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funções profissionais e de suas competências técnicas e comportamentais, possibilitando a otimização dos processos

de RH, a identificação e alocação dos talentos da organização,

a estruturação da trilha de carreira, a supressão dos gaps

de competências, a implementação de plano de mobilidade meritocrático e de sucessão planejada.

Mobilidade Interna - Além de permuta e liberação de servidores, realizamos, anualmente, Processo Integrado de Mobilidade Interna, no qual são ofertadas vagas em funções de trabalho de todas as unidades da Secretaria do Tesouro. A mobilidade interna é incentivada pelo regulamento que assegura a movimentação de pelo menos um servidor por unidade.

Mobilidade Externa - Favorecemos o intercâmbio de conhecimentos e experiências na Administração Pública, por meio de normas relacionadas à movimentação externa dos integrantes da Carreira lotados na Secretaria do Tesouro Nacional, que nos permitem ceder até 20 % de nosso quadro funcional para outros órgãos da Administração Pública Direta e Indireta.

Sucessão - Realizamos seleção interna para a escolha dos servidores que ocuparão cargos de direção e assessoramento superiores, DAS 1 a DAS 4. A seleção compreende duas etapas: Avaliação Curricular, ocasião em que a qualificação técnica do candidato é verificada em comparação com a função de trabalho pleiteada, e entrevista, por meio da qual verificamos os requisitos comportamentais essenciais ao exercício daquela função.

Clima Organizacional - Por meio de pesquisa sobre

a percepção do corpo funcional sobre o ambiente de

trabalho, somos capazes de auxiliar gestores e servidores

a visualizarem as oportunidades de melhoria no ambiente

relacional, na comunicação, nos perfis de liderança, no suporte organizacional e no tocante à sua valorização. É nessa oportunidade que, conjuntamente, discutimos ações para correção do rumo institucional.

Ética - Formalizamos nosso compromisso público com a ética e a transparência por meio do Código de Ética e de Padrões de Conduta dos Servidores da STN, como forma de particularizar

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as diretrizes estabelecidas pela legislação superior da

Administração Pública Federal às especificidades da

Secretaria do Tesouro Nacional. Todo servidor, ao tomar posse ou ser investido em cargo ou função pública na STN deverá prestar, perante a Instituição, compromisso

de acatamento e observância das normas estabelecidas

por este Código e de todos os princípios éticos e morais

estabelecidos pela tradição e bons costumes.

Comitês - O Tesouro Nacional é um órgão dotado de estruturas institucionalizadas de gestão com seis comitês internos que servem de base para suas tomadas de decisões sempre com a participação dos servidores.

O

Comitê de Capacitação do Tesouro Nacional possui

as

diretrizes gerais sobre as atividades de capacitação; a

concessão de autorização aos candidatos indicados para participar nos cursos de pós-graduação; a concessão de

autorização aos candidatos indicados para participar nos eventos de capacitação no exterior com duração superior

a 30 dias; fixar, até o fim de cada exercício para o ano

subsequente, as áreas de estudo de interesse estratégico para o Tesouro Nacional, com vistas às autorizações de

participações dos servidores em eventos de capacitação nas modalidades de pós-graduação stricto sensu.

O Comitê de Cessão delibera sobre os pedidos de requisição,

de cessão, de exercício em outros órgãos do Ministério da

Fazenda, de exercício em áreas de programação financeira

e contábil dos Ministérios Civis, de afastamentos superiores

a seis meses e outros assuntos correlatos. Toda e qualquer

movimentação de servidor entre órgãos ou entidades depende de prévia anuência do Comitê de Cessão.

O Comitê de Ética tem a missão de zelar pela divulgação e

cumprimento do Código de Ética e de Padrões de Conduta Profissional dos Servidores da Secretaria do Tesouro Nacional, orientando sobre a prática ética no compromisso com o serviço público.

O Comitê Diretivo de Tecnologia da Informação é

responsável pelo estabelecimento de diretrizes e prioridades relacionadas à Tecnologia da Informação no âmbito da Secretaria do Tesouro Nacional.

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O Comitê de Análise de Demandas do SIAFI (Comitê SIAFI)

foi criado com vistas a alinhar as ações relacionadas à

Tecnologia da Informação com os objetivos estratégicos da Secretaria do Tesouro Nacional, aperfeiçoando o processo

de

desenvolvimento e manutenção do SIAFI.

O

Comitê de Regulamentação e Gestão da Internet e

Intranet (Comitê WEB) visa facilitar à sociedade a obtenção

das informações produzidas pela Secretaria do Tesouro Nacional ou cuja divulgação seja de sua responsabilidade,

resguardados os aspectos de integridade, confidencialidade

e restrições administrativas ou previstas em dispositivos legais; estimular o desenvolvimento, a padronização, a integração e a normalização dos serviços de produção

e disseminação eletrônica de informações de forma

desconcentrada e descentralizada e garantir a observância

do conjunto de diretrizes, normas e procedimentos relativos

à publicação de informações em meio eletrônico no âmbito

da Secretaria do Tesouro Nacional.

Comunicação Institucional

A comunicação da Secretaria do Tesouro Nacional é pautada

essencialmente pelas diretrizes estabelecidas na estratégia

institucional. Nesse sentido, é a partir da missão de “defender

o cidadão contribuinte, de hoje e de amanhã, por meio da

busca do equilíbrio dinâmico entre receitas e despesas e da transparência do gasto público” que são traçados os objetivos estratégicos da instituição, e a comunicação trabalhará de forma a contribuir para o seu cumprimento, além de, principalmente, buscar favorecer as relações internas e o clima organizacional.

Cumpre ressaltar, dessa forma, o papel da política de Comunicação Interna da STN, que define os objetivos da área, bem como fornece as bases para a criação e a manutenção de canais e veículos a serem utilizados, de acordo com os princípios de:

- Utilização de forma integrada;

- Resguardo e respeito à identidade visual da instituição;

- Busca pela simetria de informação.

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Existem na STN atualmente alguns veículos que visam atender às necessidades de comunicação interna, sem prejuízo de novos veículos ou soluções que poderão vir a ser utilizados. Atualmente, os principais veículos são:

Intranet: A intranet da STN é considerada uma importante ferramenta de comunicação interna, devido à sua capilaridade e também sua tempestividade. Atualmente, são publicadas na intranet matérias que abordam os seguintes assuntos: comitês internos, conselhos fiscais (participação da União em empresas), mensagens institucionais, instalações e serviços, recursos humanos, informações de interesse do servidor e variedades, dentre outros. Além disso, são disponibilizados conteúdos sobre estratégia e planejamento organizacionais, informações sobre a Carreira Finanças e Controle, e serviços como catálogo telefônico, crachás, viagens a trabalho, manutenção, transporte e telefonia;

Correio eletrônico: Sua utilização é regida pela Política de Administração do Correio Eletrônico da STN. As mensagens de e-mail devem conter assinatura padronizada definida pela Gerência de Informação (GEIFO), constante do Manual de Identidade Visual.

por

e-mail para todos os servidores da STN. Apresenta um resumo das notícias da semana em linguagem

Informativo

Tesouro:

boletim

semanal

enviado

jornalística;

Mural STN: jornal mural de periodicidade semanal com linha editorial dedicada a temas relacionados a

qualidade de vida, utilidade pública, variedades (cultura

e lazer, esportes, ciência, curiosidades, gastronomia), classificados e eventos, dentre outros;

Protocolo/Arquivo:Responsávelpelagestãodocumental da Secretaria, compreendendo o recebimento, trâmite e armazenamento de documentos e processos;

Fale com a CODIN: canal de ouvidoria interna da STN, disponível na intranet. Neste canal são recebidas

críticas, comentários e sugestões relacionados a arquivo

e documentação, capacitação de servidores, cessão,

sistemas, instalações, logística, dentre outros temas, em

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25

Conheça o Tesouro Nacional

que buscar-se responder a todas as mensagens em um prazo determinado. O Fale com a CODIN é administrado por um ouvidor, ligado ao Gabinete da Coordenação-Geral de Desenvolvimento Institucional, e distribui as demandas para cada uma das quatro gerências da CODIN, de acordo com suas atribuições regimentais;

Eventos internos: Ao longo do ano, as áreas de negócio da STN e a área institucional realizam eventos internos como apresentações, colóquios, fóruns, seminários, reuniões de planejamento, entre outros, com temas técnicos e/ou de aperfeiçoamento dos servidores. Os eventos internos são divulgados previamente, e quando houver material (didático ou de divulgação) certifica-se de que esteja em conformidade com a identidade visual da STN, além da adequação da linguagem ao público ao qual se destina;

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Logomarca do Prêmio Tesouro Nacional Conheça o Tesouro Nacional Publicações: A Secretaria do Tesouro divulga,

Logomarca do

Prêmio Tesouro

Nacional

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Publicações: A Secretaria do Tesouro divulga, todos os anos, publicações com o resultado de suas atividades nas mais diversas áreas de atuação, além de conteúdos voltados à informação dos servidores. São exemplos de publicações editadas regularmente. Os documentos são disponibilizados no sítio da STN na Internet e contribuem para que tanto o público interno quanto o externo melhor conheça as atividades da instituição:

- Manuais de Contabilidade do Tesouro Nacional;

- Resultado do Tesouro Nacional;

- Balanço do Tesouro Direto;

- Balanço Geral da União (BGU);

- Manuais Técnicos de Contabilidade Aplicada ao Setor Público;

Dívida

- Pública Federal;

- Relatório Anual da Dívida Pública Federal;

- Relatório Mensal da Dívida Pública Federal;

- Código de Ética da Secretaria do Tesouro Nacional; e

- Textos para Discussão.

Plano

Anual

de

Financiamento

da

Outras Ações

Prêmio Tesouro Nacional de Monografias: Criado em 1996 como parte da comemoração dos 10 anos da Secretaria, o Prêmio Tesouro Nacional tem a finalidade de estimular a pesquisa na área de Finanças Públicas, reconhecendo os trabalhos de qualidade técnica e aplicabilidade na Administração Pública. O Prêmio Tesouro Nacional é pioneiro nessa modalidade de premiação e serve de modelo aos demais prêmios que surgiram após sua criação.

O concurso é realizado anualmente pela Escola de Administração Fazendária (ESAF) e conta com patrocínios de instituições que apoiam a iniciativa. Podem participar trabalhos individuais e em grupo, de candidatos de qualquer nacionalidade que sejam formados ou que estejam cursando, no mínimo, o último

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Conheça o Tesouro Nacional

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ano da graduação em qualquer área. Com os temas propostos em regulamento, a monografia do candidato deve apresentar enfoque atual e versar sobre a realidade brasileira, podendo ser aplicada aos três níveis de governo: União, Estados e Municípios, simultaneamente ou separadamente. A cada ano os temas são atualizados conforme o delinear do cenário econômico. A entrega das premiações é feita em solenidade, sendo premiados os três primeiros colocados em cada tema, os quais ainda têm direito a certificado de vencedor, além da publicação da monografia. O concurso também premia três menções honrosas com certificado e publicação do trabalho.

Mais que incentivo à reflexão e à pesquisa, o Prêmio Tesouro Nacional de Monografia representa a busca permanente de ideias e análises científicas voltadas ao aperfeiçoamento da gestão das Finanças Públicas no Brasil.

Publicações do Tesouro Nacional - A Secretaria do

Tesouro

o

resultado de suas atividades em diversas áreas de atuação.

Seguem algumas das publicações que são divulgadas no sítio do Tesouro Nacional, visando acesso fácil e igualitário aos interessados e obedecendo ao princípio da economicidade da Administração Pública. Ao lado do título das publicações, destacamos as Coordenações- Gerais responsáveis:

divulga,

todos

os

anos,

publicações

com

- Resultado do Tesouro Nacional (CESEF);

- Balanço do Tesouro Direto (COGEP);

- Demonstrações Contábeis da União – DCON que

compõem o Balanço Geral da União – BGU (CCONT);

- Balanço do Setor Público Nacional – BSPN (CCONF);

- Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público – MCASP (CCONF);

- Manual de Demonstrativos Fiscais – MDF (CCONF);

- Manual da Guia de Recolhimento da União (COFIN);

Pública

Financiamento

-

Federal (COGEP);

- Relatório Anual da Dívida Pública Federal (COGEP);

Plano

Anual

de

da

Dívida

Conheça o Tesouro Nacional

Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público 5ª Edição SÉRIE MANUAIS
Manual de
Contabilidade
Aplicada ao Setor Público
5ª Edição
SÉRIE MANUAIS

Manuais de

Contabilidade do

Tesouro Nacional

Manual de Demonstrativos Fiscais 5ª Edição MCASP CASP MDF SÉRIE MANUAIS
Manual de
Demonstrativos Fiscais
5ª Edição
MCASP
CASP
MDF
SÉRIE MANUAIS

- Relatório de Gestão Fiscal (CCONT);

- Relatório Mensal da Dívida Pública Federal (CODIV);

- Relatório Resumido da

Execução Orçamentária do Governo Federal (CCONT);

Leilões

(CODIP);

-

Resultados

de

- Revista das Demonstrações Contábeis da União – DCON em Revista (CCONT).

Resultado do Tesouro Nacional - O Tesouro Nacional é responsável pela consolidação e divulgação das estatísticas do Governo Central. O principal veículo de comunicação dessas estatísticas é o relatório intitulado Resultado do Tesouro Nacional, que é uma publicação mensal, editada desde 1995, e que apresenta o resultado primário do Governo Central composto pelo Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, além de uma descrição de receitas e despesas primárias, assim como a evolução da dívida líquida do Tesouro Nacional.

A Secretaria do Tesouro Nacional

– STN apura o resultado a partir da

mensuração dos fluxos de ingressos (receitas) e saídas (despesas), conforme

metodologia conhecida como “Acima da Linha”. A estatística fiscal “acima da linha” permite ao gestor público avaliar os resultados da política fiscal corrente por meio de um retrato amplo

e detalhado da atual situação fiscal do

país. Esse conjunto de informações constitui um ferramental essencial para as tomadas de

decisões em termos de políticas públicas.

No Brasil, o resultado primário adotado para fins de verificação do cumprimento da meta estabelecida na

Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é o mensurado

por meio da metodologia conhecida como “abaixo

estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é o mensurado por meio da metodologia conhecida como
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da linha”, apurada pelo Banco Central do Brasil. Não obstante, a análise das fontes dos desvios é feita a partir dos componentes do resultado (receitas e despesas), cuja apuração é realizada pelo critério “acima da linha”.

Textos para Discussão - A STN publicou no

Boletim de Pessoal nº 53, de 31 de dezembro

STN publicou no Boletim de Pessoal nº 53, de 31 de dezembro de 2010, a Portaria

de

2010, a Portaria nº 732, que instituiu a Série

de

Textos para Discussão. A iniciativa visa

promover o debate sobre temas de interesse

da Secretaria, estimulando a produção e a

disseminação do conhecimento científico do

corpo funcional. A série surgiu da necessidade

de valorizar e dar visibilidade aos trabalhos

desenvolvidos por servidores, aproximando-

os por meio do debate sobre política fiscal e

outros temas de interesse.

O

do Planejamento Estratégico. Foram estudadas as experiências do Bacen, Ipea, BNDES, Banco Mundial, FMI, Tesouros do Reino Unido, Nova Zelândia, Austrália, Chile e México e o Ministério das Finanças da Índia. O padrão

de governança adequou a experiência dos órgãos às especificidades do Tesouro Nacional, principalmente em função do seu papel executivo.

A Série destina-se à publicação de artigos técnico-

científicos, com permissão de acesso aberto e gratuito por meio dos sítios da Secretaria na internet e na intranet,

podendo haver a divulgação impressa destinada a centros

de pesquisas, bibliotecas e universidades do país.

Os trabalhos submetidos à Serie são, preliminarmente, examinados por um Conselho Editorial, formado por um representante de cada Subsecretaria e Assessoria Econômica, que avalia a pertinência do conteúdo, a qualidade científica e o cumprimento dos critérios de publicação da Série. No processo de avaliação dos trabalhos, o Conselho conta com auxílio do parecerista interno, escolhido em processo seletivo, que avalia a qualidade técnica do texto. Esse poderá convidar pareceristas externos, a seu critério.

projeto

começou

em

2010

no

âmbito

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30

Conheça o Tesouro Nacional

Após aprovação pelo Conselho Editorial e pelo Comitê de Ética e Padrões de Conduta dos Servidores da Secretaria do Tesouro Nacional, os artigos são encaminhados para publicação, promovendo o debate através de um canal de comunicação externa de textos técnicos sem a vinculação institucional da STN.

Neste sentido, deve-se ressaltar que as opiniões expressas nos trabalhos são exclusivamente dos autores e não refletem necessariamente a visão da Secretaria do Tesouro Nacional ou do Ministério da Fazenda.

Secretaria do Tesouro Nacional ou do Ministério da Fazenda. Gestão Estratégica de TI A Secretaria do

Gestão Estratégica de TI

A Secretaria do Tesouro Nacional,

como órgão central da execução financeira e orçamentária do Governo Federal, sempre teve sua atuação apoiada por uma plataforma tecnológica de grande complexidade e importância.

O alinhamento das ações de TI aos

objetivos estratégicos da organização

é fator crítico para o sucesso de

grande parte das iniciativas e projetos que o Tesouro Nacional empreende. Assim, a maturidade em governança de Tecnologia da Informação é determinante para a eficácia e a eficiência dos serviços prestados pela Secretaria do Tesouro Nacional aos diversos órgãos da Administração Pública Federal, bem como à sociedade brasileira e internacional.

O alinhamento das principais ações de TI realizadas no

âmbito do Tesouro Nacional é proporcionado atualmente por três principais iniciativas: a atuação do Comitê de Análise de Demandas do SIAFI; a atuação do Comitê Diretivo de Tecnologia da Informação; e a execução do processo de planejamento estratégico institucional. Estes fóruns contam com a participação da alta direção da

instituição e dos gestores de TI, propiciando a priorização

de ações de maneira integrada entre as áreas de negócio e

a área de tecnologia.

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Conheça o Tesouro Nacional

ATRIBUICOES DO TESOURO NACIONAL
ATRIBUICOES DO
TESOURO NACIONAL

Política Fiscal

O Tesouro Nacional acompanha a formulação e a execução

da política fiscal, visando identificar riscos ao cumprimento das metas fiscais do setor público. Além disso, realiza e fomenta estudos em temas econômico-fiscais que subsidiem

o planejamento e as decisões da política fiscal no médio

e longo prazos, visando contribuir para a melhoria das condições de sustentabilidade das contas públicas.

Programação Financeira

A Secretaria do Tesouro Nacional também tem as atribuições

de gerenciar a Conta Única do Tesouro Nacional, de zelar pelo equilíbrio financeiro do Tesouro Nacional, de atuar como órgão central do sistema de administração financeira do Governo Federal, além de propor e executar a programação financeira da União.

Nesse sentido, compete à STN o planejamento dos fluxos de entrada e saída de recursos da Conta Única, atribuição fundamental para o bom gerenciamento das finanças públicas. Para isso, o Tesouro Nacional elabora e executa a programação financeira mensal e anual do Governo Central, por meio do acompanhamento, apuração e previsão de todas as receitas e despesas da União, estabelecendo limites para a execução financeira, com vistas ao cumprimento das metas de Resultado Primário fixadas na Lei de Diretrizes Orçamentárias e em decreto anual de programação orçamentária e financeira. Por meio do atingimento dessas metas de resultado, o Governo Federal obtém o equilíbrio

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Conheça o Tesouro Nacional

necessário entre a realização dos gastos e as receitas públicas e o controle do endividamento público, viabilizando a administração da dívida pública.

É

por meio do Decreto de Programação Orçamentária

e

Financeira que a STN adequa o fluxo de pagamento

de despesas obrigatórias e discricionárias à efetiva arrecadação que ingressa nos cofres públicos, bem como estabelece mecanismos de controle de gastos que viabilizam o alcance dos objetivos das políticas públicas desenvolvidas, com responsabilidade fiscal. Assim, o Tesouro Nacional administra a Conta Única do Governo Federal de forma a disponibilizar recursos para a realização dos serviços públicos sem prejudicar o equilíbrio financeiro.

Cumpre ao Tesouro Nacional, como órgão central do Sistema de Administração Financeira da União, promover as liberações de recursos a todos os órgãos da Administração Pública Federal, levando em consideração as necessidades financeiras dos mesmos para executar seus programas de trabalho e as metas fiscais a serem atingidas, bem como proceder na distribuição de receitas constitucionais e legais destinadas aos Estados, ao DF e aos Municípios.

Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI)

O Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal foi implantado pelo Tesouro Nacional em 1987 para suprir o Governo Federal de um instrumento eficaz no controle e acompanhamento dos gastos públicos.

Atualmente, o cidadão tem a facilidade de acessar as receitas e despesas da União diretamente e em qualquer parte do mundo, por meio de consultas disponíveis no sítio do Tesouro Nacional e no Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União, ambos carregados com dados extraídos do SIAFI.

Estatísticas Fiscais

A Secretaria ainda elabora e consolida projeções fiscais

de médio e longo prazo, visando contribuir para a definição de diretrizes que orientem a formulação da

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Conheça o Tesouro Nacional

programação financeira do Tesouro Nacional. Desenvolve e aperfeiçoa os métodos de apuração das estatísticas de

finanças públicas do Brasil, promovendo

a introdução em nosso país das melhores

práticas e padrões internacionais e divulgando-as entre os demais entes da Federação.

e divulgando-as entre os demais entes da Federação. O Tesouro também apura e divulga as estatísticas

O

Tesouro também apura e divulga as estatísticas referentes

às

finanças públicas do Brasil, em obediência a disposições

legais e acordos internacionais. Destaca-se, nesse campo,

a publicação mensal do Resultado Primário do Tesouro Nacional, disponível em nosso sítio na internet.

Tesouro Direto

Um dos principais programas do Tesouro Nacional no que tange à Dívida Pública Federal é o Tesouro Direto, que

possibilita a aquisição de títulos públicos por pessoas físicas pela internet. Basta o investidor se associar a um dos vários agentes de custódia disponíveis (bancos ou corretoras). Em funcionamento desde 2002, o programa possui os seguintes objetivos: democratizar o acesso a investimentos em títulos federais; incentivar a formação de poupança de longo prazo

e facilitar o acesso às informações sobre a administração e

a estrutura da dívida pública federal brasileira.

No Tesouro Direto, o próprio investidor gerencia seus investimentos, que podem ser de curto, médio ou longo prazo (por exemplo: de 3 a 40 anos). É um investimento com flexibilidade de prazos e rendimentos (prefixados, atrelados a índice de preços ou à taxa Selic), rentabilidade competitiva e liquidez semanal. O investidor

pode resgatar os títulos antes do vencimento pelo seu valor

de mercado, uma vez que o Tesouro Nacional garante a

recompra dos títulos todas as quartas-feiras.

O rendimento da aplicação em títulos públicos possui

baixos custos e é bastante vantajoso se comparado com

baixos custos e é bastante vantajoso se comparado com as outras aplicações financeiras de renda fixa

as

outras aplicações financeiras de renda fixa existentes

no

mercado. As taxas de administração e de custódia são

baixas (algumas corretoras não cobram por seus serviços) e

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Conheça o Tesouro Nacional

o Imposto de Renda só é cobrado no momento da venda

ou vencimento do título (quanto aos títulos que pagam cupom de juros, também é descontado Imposto de Renda no pagamento do cupom).

O Tesouro Direto é marcado por baixos custos e elevada

flexibilidade, dando a chance aos investidores de adequarem seus investimentos aos seus objetivos pessoais. Todas as informações sobre o Programa podem ser encontradas em www.tesourodireto.gov.br.

Dívida Pública Federal (DPF)

Assim como o bom uso do crédito por um cidadão facilita o alcance de grandes conquistas, o endividamento público, se bem administrado, permite ampliar o bem-estar da sociedade e o bom funcionamento da economia.

DÍVIDA PÚBLICA F E D E R A L Relatório Anual 2 0 1 2
DÍVIDA PÚBLICA
F E
D E R A L
Relatório Anual
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As receitas e as despesas de um governo

passam por ciclos e sofrem choques frequentes. Na ausência do crédito público, estes teriam

de ser absorvidos por aumentos inesperados

nos impostos do governo ou em cortes

excessivos de gastos. Além disso, o acesso ao endividamento público permite atender

a despesas emergenciais (tais como as

relacionadas a calamidades públicas, desastres

naturais e guerras) e assegurar o financiamento t tempestivo de grandes projetos com horizonte

de retorno no médio e no longo prazo (na área

de infraestrutura, por exemplo).

O endividamento público pode exercer funções ainda mais amplas para o bom funcionamento da economia, auxiliando a condução da política monetária e favorecendo a consolidação do sistema financeiro. Títulos públicos são instrumentos essenciais na atuação diária do Banco Central para o controle da liquidez de mercado e para o alcance de seu objetivo de garantir a estabilidade da moeda, além de

DÍVIDA PÚBLICA F E D E R A L Plano Anual de Financiamento 2 0
DÍVIDA PÚBLICA
F E D
E R A L
Plano Anual de
Financiamento
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Conheça o Tesouro Nacional

representarem referencial importante para emissões de títulos privados. O desenvolvimento do mercado de títulos, público

e privado, pode ampliar a eficiência do sistema financeiro na

alocação de recursos e fortalecer a estabilidade financeira e macroeconômica de um país.

NocasodoGovernoFederal,suascondiçõesdefinanciamento

estão intimamente relacionadas à sua credibilidade, à sua

capacidade de pagamento e à qualidade de gestão da

dívida. Quanto aos dois primeiros, estas são fortalecidas por intermédio de bons fundamentos econômicos, associados a políticas fiscal, monetária e cambial prudentes. É por intermédio de uma política fiscal equilibrada que se garante

a confiança de uma trajetória sustentável de endividamento.

No Brasil, o Tesouro Nacional é o órgão responsável pela administração da dívida pública doméstica e externa. A Dívida Pública Federal é a dívida contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do Governo Federal, nele incluído o refinanciamento da própria dívida, bem como para realizar operações com finalidades específicas definidas em lei.

Os objetivos da gestão da Dívida Pública Federal, definidos no Plano Anual de Financiamento (PAF), consistem em suprir de forma eficiente as necessidades de financiamento do Governo Federal, ao menor custo de financiamento no longo prazo, respeitando a manutenção de níveis prudentes de risco. Adicionalmente, busca-se contribuir para o bom funcionamento do mercado de títulos públicos.

As diretrizes que norteiam a gestão da Dívida Pública Federal, observadas as condições de mercado, são:

substituição gradual dos títulos remunerados por taxas de juros flutuantes por títulos com rentabilidade prefixada ou vinculada a índices de preços; suavização da estrutura de vencimentos, com especial atenção para a dívida que vence no curto prazo; aumento do prazo médio do estoque; desenvolvimento da estrutura a termo de taxas de juros nos mercados interno e externo; aumento da liquidez dos títulos públicos federais no mercado secundário; ampliação da base de investidores; e aperfeiçoamento do perfil da Dívida

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Conheça o Tesouro Nacional

Pública Federal externa, por meio de emissões de títulos com prazos de referência (benchmarks), do programa de resgate antecipado e de operações estruturadas.

A divulgação dos objetivos, diretrizes, estratégias e

resultados da administração da Dívida Pública Federal é essencial para garantir credibilidade às ações do governo e reduzir assimetria de informações, permitindo redução dos custos e riscos desta dívida ao longo do tempo.

Dentre os instrumentos divulgados pelo Tesouro Nacional

com objetivo de dar transparência e previsibilidade à gestão

da Dívida Pública Federal destacam-se o Plano Anual de

Financiamento, que traz as diretrizes, o planejamento e

as

metas para a gestão da Dívida Pública Federal (DPF);

o

Relatório Anual, que propõe uma análise retrospectiva

dos resultados alcançados no gerenciamento da DPF no ano anterior; e o Relatório Mensal da Dívida, documento que contém estatísticas e dados relevantes sobre a DPF para o público, como emissões, resgates, evolução da dívida, prazo médio, perfil de vencimentos, custo médio e outras estatísticas para a dívida interna e externa de responsabilidade do Tesouro Nacional. Essas são publicações periódicas disponibilizadas ao público em nosso sítio na internet.

Consolidação e Transparência das Contas Públicas - O Tesouro Nacional gerencia as atividades de sistematização, definição, coordenação e acompanhamento dos procedimentos de consolidação das contas públicas da Federação, com vistas à elaboração do Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) e sua divulgação ao pleno conhecimento e acompanhamento da sociedade de informações sobre a execução orçamentária e financeira, além de coordenar o Grupo Técnico de Sistematização de Informações Contábeis e Fiscais (GTSIS).

Contabilidade Governamental

A Secretaria do Tesouro Nacional, na condição de órgão

central de Contabilidade Federal, atua junto à sociedade de modo a definir e normatizar procedimentos que possibilitem

a evidenciação orçamentária, financeira e patrimonial dos

entes da Administração Pública, bem como a padronização dos demonstrativos estabelecidos pela LRF. Caminha,

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Conheça o Tesouro Nacional

assim, ao encontro de uma harmonização contábil de toda

a Federação, atendendo à base legal, aos princípios da

Ciência Contábil e aos esforços na convergência às Normas Internacionais de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público, destacando-se as seguintes atribuições:

Elaboração de Demonstrações Contábeis - O Tesouro Nacional elabora as Demonstrações Contábeis da União (DCON) que compõem o Balanço Geral da União (BGU), o Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) e o

Relatório de Gestão Fiscal (RGF). O BGU integra a Prestação de Contas do Presidente da República e traz informações sobre a execução orçamentária, a situação patrimonial

e financeira da União. A DCON em Revista é um resumo

das informações contidas nas Demonstrações Contábeis

da União, porém em uma linguagem mais acessível para

o cidadão. O RREO e RGF são elaborados para atender às

exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal. O primeiro é

publicado mensalmente e apresenta, de forma resumida, a execução orçamentária da União. O segundo é publicado

a cada quatro meses e informa, entre outros, os limites da

despesa com pessoal da União.

Sistema de Informações de Custos do Governo Federal

- A Secretaria também gerencia as atividades referentes

à implantação do Sistema de Informação de Custos, bem

como à prestação de apoio técnico aos órgãos da União para melhoria da qualidade da informação de custos.

Normas e Procedimentos Contábeis e de Gestão Fiscal - À STN compete gerenciar as atividades

referentes à elaboração de normas e procedimentos contábeis visando à consolidação das contas públicas, ao Plano de Contas Aplicado ao Setor Público (PCASP), ao Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP), e à convergência aos padrões internacionais de contabilidade aplicados

ao setor público, além de coordenar o Grupo Técnico

de Procedimentos Contábeis (GTCON).

Compete também gerenciar as atividades referentes

à elaboração de normas e procedimentos visando à

padronização dos relatórios e demonstrativos de gestão fiscal, ao Manual de Demonstrativos Fiscais (MDF), bem

à padronização dos relatórios e demonstrativos de gestão fiscal, ao Manual de Demonstrativos Fiscais (MDF), bem
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Conheça o Tesouro Nacional como referentes ao cumprimento dos dispositivos da Lei Complementar nº 101,

Conheça o Tesouro Nacional

como referentes ao cumprimento dos dispositivos da Lei Complementar nº 101, de 2000, e de outras normas gerais, além de coordenar o Grupo Técnico de Padronização de Relatórios (GTREL).

CADIN

O Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor

Público Federal (CADIN) é um banco de dados que contém os nomes de pessoas físicas e jurídicas em débito para com órgãos e entidades federais, a quem cabe realizar as inclusões e exclusões de registros. De acordo com a Lei nº 10.522/2002, compete ao Tesouro Nacional expedir orientações de natureza normativa sobre o Cadastro, e ao Banco Central do Brasil administrar e disponibilizar, por meio do SISBACEN, as informações que compõem o banco de dados.

do SISBACEN, as informações que compõem o banco de dados. Plataforma P-52 (Agência Petrobras) Empresas Estatais

Plataforma P-52 (Agência Petrobras)

Empresas Estatais

O Tesouro Nacional é o responsável pela administração dos valores mobiliários representativos de participações da União e seus respectivos rendimentos e direitos. Essas participações são compostas por investimentos estratégicos em empresas públicas e sociedades de economia mista f federais, cotas em fundos específicos e organismos internacionais, bem como participações minoritárias em empresas públicas estaduais e sociedades privadas.

A administração de haveres mobiliários não se restringe

ao controle das participações, mas envolve uma atuação efetiva nas decisões inerentes ao acionista ou cotista, seja na condição de controlador ou minoritário. As manifestações desta Secretaria se processam normalmente no âmbito da assembleia geral, órgão de instância máxima que tem poderes para decidir todos os negócios relativos ao objeto da companhia.

A atuação das empresas estatais federais está voltada para

a exploração de atividades econômicas, bem como para a

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Conheça o Tesouro Nacional

prestação de serviços públicos, principalmente nos seguintes setores: petróleo e gás, energia elétrica, transporte, sistema financeiro, agricultura e abastecimento, comunicação e ciência e tecnologia.

Outra atribuição desta Secretaria é indicar, acompanhar, orientar e avaliar a atuação dos representantes do Tesouro Nacional nos conselhos fiscais ou órgãos equivalentes das empresas estatais federais e de outras entidades, inclusive empresas de cujo capital a União participe minoritariamente. Trata-se de relevante instrumento na defesa dos interesses da União, na condição de acionista, assim como dos contribuintes e de toda a sociedade, de um modo geral.

Estados e Municípios

Operações de Crédito de Estados e Municípios - O Tesouro Nacional também é responsável pela verificação dos limites e condições para contratação de operações de crédito por parte de Estados e Municípios. Tal atribuição deriva de diversos dispositivos legais, dentre eles a Lei de Responsabilidade Fiscal e alguns normativos do Senado Federal.

Entende-se por operações de crédito aquelas relativas aos contratos de financiamento, empréstimo ou mútuo. A legislação englobou no mesmo conceito as operações “assemelhadas”, tais como a compra financiada de bens ou serviços, o arrendamento mercantil e as operações de derivativos financeiros. Incluem-se também nessa categoria operações realizadas com instituição não financeira.

Por exemplo, caso algum ente decida utilizar linha de financiamento de uma instituição financeira para adquirir máquinas e equipamentos, tal operação de crédito deverá ser analisada e obter parecer favorável do Tesouro Nacional para que possa ser concretizada.

Concessão de garantias - Cabe também ao Tesouro Nacional, avaliar as garantias oferecidas por estados e municípios em contrapartida às garantias que lhes forem prestadas pela União, as chamadas contra- garantias. Nesse caso, o Tesouro Nacional deve examinar a suficiência e a liquidez Cidade de Goiás (GO). Foto: Rui

a liquidez C i d a d e d e G o i á s (

Faquini (Embratur)

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Conheça o Tesouro Nacional

dos bens e direitos oferecidos à União para esse fim, e providenciar a celebração de contrato pertinente.

A concessão de garantia pela União em operações de

empréstimos tomados pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios também está condicionada à análise da capacidade de pagamento desses entes pela Secretaria do Tesouro Nacional.

Acompanhamento de Programas de Ajuste Fiscal - Em meados da década de 90, a crise financeira dos Estados chegará a um ponto crítico. Após sucessivos refinanciamentos realizados pela União, fazia-se necessário um plano de ajuste duradouro das finanças estaduais, que debelasse as causas do endividamento irresponsável e incentivasse a adesão a compromissos de austeridade fiscal. Entre as diversas medidas tomadas pela União, coube à STN coordenar o último grande refinanciamento da dívida estadual (Lei nº 9.496/97), que exigiu como contrapartida um pacto de atendimento de metas fiscais.

Os Programas de Reestruturação e de Ajuste Fiscal foram

firmados pelos 25 Estados que refinanciaram suas dívidas,

a partir de 1997, no âmbito da Lei n. 9.496. Somente não

refinanciaram dívidas os estados do Amapá e Tocantins.

Os programas são revisados, pelo menos, a cada dois anos

e apresentam metas anuais para um triênio. Consideram

a evolução das finanças estaduais, os indicadores

macroeconômicos para o novo período e a política fiscal

adotada pelos governos estaduais.

A cada ano é avaliado o cumprimento das metas e

compromissos do exercício anterior. Também anualmente poderá ser realizada a atualização de metas para o novo triênio.

É obrigatória a manutenção dos programas enquanto

perdurar o contrato de refinanciamento. Os estados do Piauí e do Rio Grande do Norte não se obrigam mais a firmar um programa de ajuste fiscal com a União, tendo em vista já terem quitado suas obrigações financeiras.

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Conheça o Tesouro Nacional

Financiamento à Atividade Produtiva e o Comércio Externo Brasileiro

O Tesouro Nacional tem como objetivo

financiar e/ou implementar subvenções econômicas para viabilizar programas de governo voltados à sociedade e ao setor produtivo no Brasil e no exterior, observando a sustentabilidade e a transparência das contas públicas, contribuindo para o desenvolvimento do país e a redução da desigualdade social.

Os programas são realizados, geralmente, por meio das

instituições financeiras. Atualmente, o TN contribui para

o fomento das atividades agropecuárias, agroindustriais,

industriais, de infraestrutura habitacional e urbana. Esta contribuição se dá por meio de concessão de subvenções econômicas sob a forma de equalização de taxas de juros, encargos financeiros ou de preços. A concessão de subvenção econômica permite a contratação de operações de crédito com taxas de juros mais competitivas que às praticadas pelo mercado financeiro e/ou com descontos (bônus de adimplência, rebates e bônus de garantia de preços).

Esta atuação do Tesouro Nacional garante preços mínimos aos produtores rurais e/ou amplia o acesso ao crédito para o setor produtivo com taxas de juros competitivas, possibilitando, entre outros, inovação tecnológica, renovação de bens de capital e melhoria da infraestrutura produtiva, gerando incremento na produtividade e redução de custos. Tudo isto reflete diretamente na economia como, por exemplo, no controle da inflação, no aumento do mercado de trabalho, na fixação da população rural no campo, na redução da desigualdade social e no aumento da oferta agregada, bem como expansão do PIB potencial do país.

Nesse contexto, destacam-se as operações realizadas no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), Custeio Agropecuário, Investimento Rural e Agroindustrial, Garantia e Sustentação de Preços, Programa de Sustentação do Investimento (PSI-BNDES), Programa de Financiamento às Exportações (PROEX), Programa Minha

de Sustentação do Investimento (PSI-BNDES), Programa de Financiamento às Exportações (PROEX), Programa Minha 42
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Casa Minha Vida (infraestrutura), Programa Crescer e Programa Viver sem Limites, entre outros.

Como exemplo pode-se apresentar o PROEX, que conta com recursos do Tesouro Nacional para fornecer apoio às exportações de bens e serviços brasileiros em duas modalidades: (i) Financiamento direto ao exportador brasileiro (supplier’s credit) ou ao importador (buyer’s credit) para pagamento à vista ao exportador; e (ii) Equalização de taxas de juros, na qual a exportação brasileira é financiada pelas instituições financeiras e o Tesouro Nacional assume parte dos encargos financeiros incidentes, de forma a tornar as taxas de juros equivalentes às praticadas internacionalmente.

de juros equivalentes às praticadas internacionalmente. Fundo Soberano Brasileiro O Fundo Soberano do Brasil é um

Fundo Soberano Brasileiro

O Fundo Soberano do Brasil é um fundo especial criado

pela Lei nº 11.887, de 2008, e regulamentado pelo Decreto

nº 7.055, de 2009, para promover investimentos em ativos

no Brasil e no exterior, assim como formar e gerir poupança pública para mitigar os efeitos de ciclos econômicos sobre

a economia brasileira e estimular projetos de interesse

estratégico do Brasil localizados no exterior.

A

gestão do Fundo Soberano do Brasil, que compreende

o

exercício dos direitos inerentes a seu patrimônio e

a

operacionalização de atos que se relacionem ao

cumprimento de seus fins, é de responsabilidade da Secretaria do Tesouro Nacional desde o advento do Decreto nº 6.764, posteriormente substituído pelo Decreto

nº 7.050, ambos de 2009.

À Secretaria do Tesouro Nacional compete também a

função de assessoramento ao Conselho Deliberativo do Fundo Soberano do Brasil, órgão máximo de deliberação composto pelo Ministro da Fazenda, pelo Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão e pelo Presidente do Banco Central, e ao qual cabe orientar a aplicação

e o resgate dos recursos do Fundo, aprovar projetos de

interesse estratégico nacional a serem financiados com seus recursos, e definir os limites de exposição de suas

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aplicações por classe de ativos, entre outras atribuições previstas no Decreto nº 7.113, de 2010, que o instituiu.

Acompanhamento de Fundos Federais

A STN acompanha a gestão de determinados fundos públicos e

privados de importância estratégica para a União, com vistas a

mitigar os riscos de passivos contingentes, buscar a eficiência,

a eficácia e a transparência na aplicação de recursos públicos. Entre os fundos acompanhados, destacam-se:

fundos de custeio ou de financiamentos, como o

Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT, o Fundo da Marinha Mercante – FMM e o Fundo de Financiamento Estudantil – FIES;

fundos de poupança compulsória: o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS e o Fundo PIS-PASEP;

fundos públicos de finalidade específica, como o Fundo de Compensação de Variações Salariais – FCVS e o Fundo Contingente da ex-RFFSA;

fundos de pensão patrocinados por entes e entidades da

Administração Federal, como Postalis (ECT), Cifrão (Casa da Moeda), Portus (Cias Docas), Previ (Banco do Brasil), Funcef (Caixa Econômica Federal), bem como a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal

do Poder Executivo - Funpresp-Exe;

fundos garantidores de natureza privada que a União

participa como cotista com objetivo de garantir o risco de operações em programas de políticas públicas como o Fundo Garantidor da Habitação Popular – FGHab, Fundo de Garantia para a Construção Naval – FGCN, Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo – FGEDUC, Fundo de Garantia de Operações – FGO e o Fundo Garantidor de Investimentos – FGI;

Tendo por princípio a prevenção de riscos fiscais e a diminuição de custos de operação para a União, o acompanhamento de Fundos envolve:

a análise de propostas de alteração em leis, decretos e regulamentos que os regem, e/ou contratos de prestação de serviços com agentes financeiros oficiais;

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a participação, como representantes do Ministério da Fazenda, em reuniões de conselhos gestores de Fundos

e grupos técnicos a eles vinculados;

o desenvolvimento das atividades de secretaria- executiva de Fundos vinculados ao Ministério da Fazenda, caso do FCVS, Fundo PIS-PASEP e determinados fundos garantidores;

o fornecimento de informações técnicas para subsidiar

a atuação de representantes do Ministério da Fazenda

em reuniões de governo que tratem de Fundos;

a avaliação do desempenho operacional dos fundos

com ênfase nos indicadores econômico-financeiros.

Gestão e acompanhamento de Haveres

A STN também é responsável pela contratação,

acompanhamento e gestão dos haveres financeiros do Tesouro Nacional, não relacionadas a Estados e Municípios, envolvendo a participação na elaboração de instrumentos legais vinculados, cobranças dos valores devidos e análise dos impactos fiscais associados às medidas/políticas de financiamento implementadas pelo Tesouro Nacional.

Haveres Contratuais

Os haveres contratuais são créditos da União junto a Estados, Municípios, e entidades a eles vinculadas, originários da reestruturação de dívida externa garantida pela União, de refinanciamento de dívidas, de empréstimos destinados à modernização fiscal, de aquisição de direitos sobre compensações financeiras, e de outros programas regidos por legislação específica.

Como gestor de tais ativos, cabe ao Tesouro Nacional coordenar e controlar, junto aos agentes financeiros, a atualização dos saldos devedores e o recebimento dos valores devidos, bem como manter os registros contábeis pertinentes no SIAFI.

Os valores recebidos dos devedores são destinados à

amortização da Dívida Pública Mobiliária Federal Interna.

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Investimento Público

O investimento público, especialmente o realizado em

infraestrutura, é essencial para sustentar o crescimento da economia brasileira a médio e longo prazo, com reflexos positivos inclusive sobre a política fiscal.

A Secretaria do Tesouro

Nacional integra diferentes instâncias e processos de Governo relacionados ao investimento público,

participando das atividades de seleção, avaliação e monitoramento de projetos

de investimento público, de

forma a contribuir para a melhoria da qualidade do gasto público. Estas instâncias e processos contemplam diferentes modalidades de execução dos investimentos públicos realizados: diretamente pela União; de forma

descentralizada (com o repasse de recursos financeiros para

os demais entes da federação) ou por meio de empresas

públicas federais, fundos públicos e concessões federais.

públicas federais, fundos públicos e concessões federais. Sistema de Operações do Tesouro Nacional (SOTN) Todas as

Sistema de Operações do Tesouro Nacional (SOTN)

Todas as receitas e despesas do Governo Federal transitam pela Conta Única do Tesouro Nacional, a qual é administrada pela Secretaria do Tesouro Nacional, ou seja, todo débito e crédito nessa conta é monitorado pela Secretaria, por meio do SOTN.

A participação da STN, no Sistema de Pagamentos

Brasileiro (SPB), por meio do SOTN, permite liquidações de pagamentos, direto na Conta Única do Tesouro Nacional, sem intermediações financeiras. Assim, desde agosto de

2002, é possível a quitação de tributos, taxas e pagamentos

em geral diretamente para o Tesouro Nacional.

Dentro do SPB, o Tesouro Nacional comunica-se com

o Banco Central e com todas as Instituições Financeiras

integrantes do STR (Sistema de Transferência de Reserva) para movimentar os recursos.

O SOTN entrou em produção em julho de 2009 e permitiu,

entre outras, as seguintes evoluções: a manutenção de relação

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direta com os participantes da RSFN, sem dependência do BACEN; o aprimoramento da gestão da Conta Única, mediante monitoramento online da movimentação e controle de saldo e a separação do sistema financeiro do sistema contábil, possibilitando a conciliação financeira independente da conciliação contábil, e garantindo que a movimentação da Conta Única não seja prejudicada no caso de indisponibilidade do sistema contábil (SIAFI).

Transferências Governamentais

Transferências Constitucionais e Legais - As transferências constitucionais e legais são parcelas de recursos arrecadados

pela União que são distribuídas aos Estados, Distrito Federal

e Municípios por determinação da Constituição Federal e de

Leis Federais. O Tesouro Nacional divulga as transferências realizadas para cada unidade da federação, as estimativas anuais individualizadas das transferências constitucionais e, mensalmente, divulga também as estimativas trimestrais, relatórios e boletins destas transferências. Todas as informações sobre o assunto estão disponíveis no sítio do Tesouro Nacional.

Transferências Voluntárias - Transferência Voluntária é, de acordo com o caput do artigo 25 da Lei de Responsabilidade Fiscal, a entrega de recursos correntes ou de capital a outro Ente da Federação, a título de cooperação, auxílio ou assistência financeira, que não decorra de determinação constitucional, legal ou que não sejam destinados ao Sistema Único de Saúde.

Para a realização de transferências voluntárias pela

União, foram estabelecidas diversas exigências legais e constitucionais, cujo atendimento, pelos Entes da Federação,

é pré-condição para a celebração de convênios e contratos de repasse.

CAUC - A Secretaria do Tesouro Nacional desenvolveu e gerencia um sistema informatizado denominado Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias (CAUC) que presta serviços aos gestores dos Órgãos e Entidades Concedentes, no sentido de simplificar a verificação do cumprimento da maior parte daquelas exigências pelos potenciais convenentes e Entes Federativos beneficiários de transferências voluntárias de recursos da União.

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