CONTRIBUIÇÕES DO USO DE DATA WAREHOUSE PARA O ARMAZENAMENTO

DE DADOS EM BIOINFORMÁTICA
Luiz Fernando Picolo
IFMS – Instituto Federal de Mato Grosso do Sul
Nova Andradina – MS, Brasil
luizpicolo@luizpicolo.com.br
RESUMO
Com o aumento das informações provenientes das áreas biológicas, a Biologia e a informática
encontraram um ponto em comum, originando assim, a Bioinformática. Este novo ramo da
ciência tem como objetivo utilizar o poder computacional para organizar e estruturar os dados
de forma compreensível. Neste sentido, as tecnologias computacionais são utilizadas para
facilitar o processo de consulta, cruzamentos e agregações de dados. Este artigo, buscou-se
demonstrar os Data Warehouses e suas contribuições para o armazenamento de dados em
Bioinformática, por serem uma longa série de visões de dados tiradas ao longo do tempo,
proporcionando aos pesquisadores informações por meio da correlação entre os dados.
Palavras chave: Bioinformática, Data Warehouse, Banco de Dados.
1. INTRODUÇÃO
Na sociedade contemporânea a tecnologia não é algo distante ou somente acessível
aos grandes pensadores científicos ou empresas, ela está presente nos afazeres comuns de
todos. A utilização do celular, a televisão, ou o simples fato de se consultar a internet, nada
mas são do que exemplos do crescimento tecnológico que se vive nos tempos atuais. Assim, a
tecnologia gerou mudanças que foram incorporadas e são utilizadas de forma quase
transparente pela sociedade.
Para Mattar Neto (2005), outro fato que merece atenção, e que sofreu mudanças
devido a computação, são os conceitos relacionados ao acúmulo de informações. Para o autor,
acumular informações não deve ser compreendido como sinal de sabedoria, pois na era da
informática, todas as informações são armazenadas, disponibilizadas e transmitidas por
poderosos bancos de dados, os quais fazem parte deste cabedal tecnológico da
contemporaneidade vigente. Para ele, a habilidade de estabelecer conexões entre as
informações é o fato primordial para a geração de informações relevantes sobre o tema que é
pesquisado. Neste sentido, como afirma Mattar Neto (2005), a informática caracteriza-se
como um nova tecnologia intelectual que potencializa não apenas a memória, mas também
diferentes formas de raciocínio e perspectivas sobre a informação. Logo, tratar informações e

para uma compreensão mais minuciosa. toda informação produzida. Neste sentido. de não ser somente uma forma de armazenagem. visto que. e análoga as ideias de Mattar Neto (2005). Por este motivo. REVISÃO TEÓRICA Ao adentrar a teoria que embasa os meios pelos quais a informática se liga as pesquisas biológicas.2 não somente acumulá-las tornou-se a forma mais eficaz de se obter resultados satisfatórios. Um Data Warehouse. foi chamada de Bioinformática. Está nova ciência que seria criada. a tecnologia dos Data Warehouses apresenta uma alternativa para o tratamento das informações em Bioinformática. ambas ciências encontraram entre si um ponto em comum. Logo. a Bioinformática busca utilizar o poder computacional para armazenar e trata as informações obtendo assim novos e relevantes informações. mas também de tratar as memas com equipamentos de alta precisão. nos dias atuais. A Bioinformática pode ser compreendida como uma área multidisciplinar. mas sim uma ferramenta que amplia as possibilidades e auxilia no cruzamento de informações e tomada de decisões. Como na sociedade. seria impossível sem os recursos que a computação proporciona. com o avanço da biologia e da informática. Segundo Queiroz (2012). tratadas e. criada em meados dos anos 90. surgia a partir da necessidade da biologia de não apenas armazenar as informações geradas. tratar-se-á especificadamente sobre os Data Warehouses e suas contribuições para o armazenamento de informações em Bioinformática. ou seja. este artigo tem como objetivo demostrar um dos principais esforços computacionais para sanar alguns destes problemas relacionados ao armazenamento e ao tratamento das informações. posteriormente. Portanto. surge um ponto em comum que une as duas ciências originalizando um novo ramo de pesquisa. este ramo da ciência é um campo de pesquisa que está em rápido crescimento sendo desenvolvida para atender as necessidades da manipulação de grandes volumes de . como no caso das pesquisas genômicas. torna-se claro que a biologia. com o avanço de ambas as partes. Segundo Rocha (2011). a Bioinformática. absorve todos estes conceitos apresentados por Mattar Neto (2005). há está similaridade com os conceitos de Mattar Neto (2005). Dentro deste contexto. como ferramenta computacional. as ciências biológicas também estão incorporadas a tecnologia e ao tratamento de seus dados e a geração de informações relevantes. necessitam ser armazenadas. 2. Tal ciência. sendo que. analisadas.

Um exemplo. Outro exemplo deste crescimento absurdo de dados genômicos é o GenBank3 o qual armazenava quase 15 bilhões de dados e. os quais. p.sanger. No Sanger Center2 já existem algumas dezenas de terabytes armazenados com uma estimativa de crescimento. distribuição. ou seja. a sequência completa de um indivíduo tem cerca de 3 bilhões de bancos de DNA. em Janeiro de 2011. originam-se a partir dos esforços individuais de vários pesquisadores. ciência da computação. da biologia molecular e da bioquímica” (WIECZOREK e LEAL.uk/> GenBank é […] uma coleção anotada de todas as sequências de DNA publicamente disponíveis. 2006. 03). que é responsável pelo estudo da reprodução. 05) expõem que: o grande volume de informação gerado pelos projetos de análise de 1 2 3 O genoma (conjunto de genes de uma espécie) está contido na área da ciência denominada genética. o volume de informações derivadas do conhecimento genômico tornou-se exponencialmente crescente. Disponível em: <http://educar.ac. Com o início deste projeto em 1990. Outra característica da Bioinformática define-se por ser uma modalidade que envolve aspectos de aquisição.html>. Com tamanha quantidade de informações necessitou-se de ferramentas computacionais que pudessem sistematicamente armazenar tal quantidade de dados para que os mesmos se tornassem fontes de estudos. Acessado em: 20 Dez 2012 . Sua abrangência se faz em diversos aspectos e em vários campos científicos como: na física.3 dados genéticos e bioquímicos. passou a conter quase 130 bilhões. Assim. organizar e estruturar estas informações em uma entidade compreensiva e extremamente importante para a biologia” (ROCHA. Disponíveis em: <http://www. Outro fato interessante que impõe o uso de ferramentas computacionais é a grande escala de dados originados das pesquisas realizadas por meio do projeto genoma 1.nlm. armazenamento.gov/genbank/>.sc. variação e de aspectos relacionados à descendência. foi a publicação do genoma humano o qual contém cerca de 30 mil genes. processamento. “a Bioinformática […] tem como objetivo desenvolver e aplicar técnicas computacionais no estudo da genética. segundo Lifchitz (2006). herança. e que. na química. Neste sentido. Acessado em: 05 Dez 2012 Centro de Pesquisa e de sequenciamento de DNA britânico.br/licenciatura/2001/genoma/genoma. p. Felix et al (2002. Portanto. seguindo assim em ritmo de crescimento constante.ncbi. <http://www.usp. 2011. podem crescer na ordem de um petabyte por ano. na biologia. p. e consequentemente confirmação deste fato. entre outros. 01) buscando a compreensão e a relação das diversas informações fracionadas e oriundas destas diversas áreas biológicas. “a Bioinformática usa o poder computacional para catalogar. análise e interpretação das informações.nih.

Ao contrário da proposta feita para os bancos de dados. Para contornar tal dificuldade. o “míni mundo”. a afirmação de Lifschitz (2006) neste ponto entra em concordância com a de Taki. Segundo Takai. o qual inclui todos os componentes que são envolvidos na organização dos recursos. ou como os próprios dizem. 2005. benefícios para o objetivo que o mesmo foi criado. Italiano e Ferreira (2005) com o tempo. p. . são a coleção de dados logicamente relacionados que contém algum significado. Já os “Sistemas Gerenciadores de banco de Dados ou (SGBDs) são uma coleção de programas que permitem aos usuários criarem e manipularem um banco de dados” (TAKAI.4 transcriptomas4 tem tornado cada vez mais complexo o armazenamento e a análise dos dados. Esses incluem os próprios dados. segundo Takai. p. o software do SGBD. Structured Query Language ou Linguagem de Consulta Estruturada. e toda alteração no “míni mundo” provoca alteração em sua base de dados. de modo confiável. Outra característica apontada pelos autores é que os bancos de dados representam aspectos do mundo real. ou seja. gerando assim. o ciclo de vida um sistema de informação deve também incluir o ciclo de vida de um banco de dados. Além dos softwares. apoiando-se na afirmação acima. o sistema de banco de dados é parte importante da organização de um sistema de informação.usp. a mídia de armazenamento e os aplicativos que acessam e atualizam os dados. Desta forma. (LIFSCHITZ. bancos de dados. 05) por meio de uma interface de alto nível. construir e manipular bancos de dados de diversas aplicações.br/posbioinfo/cv2011/eduardoreis. 05) Justamente neste ponto. p. os SGBDs passaram a utilizar diferentes formas de representação ou modelos 4 5 Para maiores informações visite: http://www. 03) afirma que: um sistema de banco de dados é […] parte de um sistema de informação. 03) Bancos de dados. pode-se firmar que há a premência de bancos de dados robustos e sistemas gerenciadores de bancos de dados (SGBDs) que possam suportar tamanha grandeza de informações. Por isto. elas são estruturas construídas e posteriormente preenchidas para um propósito específico. (FELIX. Lifschitz (2006. Logo. que disponibilizem. o SGDB tem propósito mais genérico direcionado à facilitar o processo de definir. 2006. o desafio apresentado pela Bioinformática é encontrar a melhor forma de armazenamento e de pesquisa (SQL5) para os dados gerados. p. ITALIANO E FERREIRA. os dados e ferramentas de análise.ime. 2002. devem ser implementados. em que ambos os autores atribuem aos bancos de dados a importância na organização e na posterior utilização dos dados. ou seja. Italiano e Ferreira (2005). o hardware do sistema.pdf Acessado em: 20 Dez 2012 Do inglês. Italiano E Ferreira (2005). a de ser estruturado para determinado fim.

Em primeiro momento foi feita a abordagem dos estudos referentes a Bioinformática e banco de dados. OBJETIVOS O presente artigo apresenta os resultados de uma pesquisa que teve como objetivo principal compreender o uso dos Data Warehouses para o armazenamento das informações provenientes da Bioinformática atentando assim às discussões relacionadas aos aspectos deste ramo científico e. . Descobrir como estão sendo estruturados os Data Warehouses para atender os requisitos da Bioinformática. toda pesquisa acadêmica requer em determinados momentos a realização do trabalho caracterizado como pesquisa bibliográfica. Segundo o autor. Demostrar a contribuição dos Data Warehouses para a tomada de decisões em Bioinformática. Logo após. buscando a relação entre estas duas linhas de pesquisa. A primeira etapa. com base nos conceitos de Gil (2010). foi a busca de fontes referentes ao tema proposto. Para a melhor compreensão do objetivo geral. permitindo ao investigador a cobertura de uma gama de fenômenos maior que o mesmo poderia pesquisar diretamente. A maioria das pesquisas são realizadas com base principalmente em materiais obtidos em fontes bibliográficas. A última etapa foi o relacionamento de todas as ideias e a criação deste artigo. adotada para a elaboração deste artigo foi constituída da pesquisa bibliográfica. de forma ágil e objetiva. a qual foi divida em duas sub-etapas. 4. em particular. A segunda etapa se deu a leitura do material e o fichamento do mesmo. 3. o objetivo de se projetar um banco de dados é acomodar informações para que usuários em potencial possam usufruir dos dados que o mesmo contém. para o auxílio do mesmo para futuras tomadas de decisões e conexão entre informações. foram definidos alguns objetivos específicos: Compreender os relevantes que fazem a conexão entre a ciência biológica e a computação.5 de dados para descrever a estrutura das informações contidas em seus bancos de dados. Assim. realizou-se a busca de textos sobre os conceitos de Data Warehouses e como os mesmos estavam sendo utilizados e estruturados para o armazenamento dos dados. Após o fichamento se fez a organização lógica dos assunto. METODOLOGIA A metodologia.

Figura 1: Etapas realizadas para armazenar um segmento (sucessão de genes) de DNA em um banco de dados. 04) Banerjee (2000) relata em suas explanações sobre plataformas de banco de dados para Bioinformática que. Poucos bancos de dados tiveram uma habilidade nativa para lidar com dados complexos. como dados multimídia. como a descoberta de doenças hereditárias ou a cura de males já existentes por exemplo. não por ser somente um fato. as quais acarretarão mudanças benignas na área da medicina. têm sido em grande parte usados para administrar dados empresariais. bem como a integração software para a unificação das fatias de conhecimento desenvolvidas nas diversas instituições. 2006. Neste sentido. ou dados genéticos (sucessão de genes). a comparação e o armazenamento. todos os genes serão encontrados. segundo Wieczorek e Leal (2006). Entretanto. mas um tendência com o volume de dados gerados. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Um problema a ser superado ao se tratar sobre banco de dados para Bioinformática é que bancos de dados. mas em plataformas computacionais de alto desempenho. identificando semelhanças e padrões. dados espaciais. . Existem quatro tecnologias que tendem a resolver os problemas referentes a armazenamento de dados biológicos. como pode ser visualizado na Figura 1. as quais são: tecnologias de Warehousing6 para dados 6 O termo Warehousing não possui tradução adequada para o português. com sistemas de armazenamento em massa que conterão os dados genômicos. consequentemente.6 5. bancos de dados para pesquisar os dados. texto. (WIECZOREK e LEAL. a busca. não serão feitas dentro de laboratórios biológicos. números simples. muitos dos desenvolvimentos paralelos a estas descobertas. de grandes cadeias de caracteres se torna difícil de ser executada. p. caráter ou datas.

 Facilitar o processo de consulta. 89). pois o mesmo contém dados históricos de anos. Desta forma. Um Data Warehouse sumaria os dados que são organizados em dimensões. armazena dados das transações diárias nas quais são executadas operações prédefinidas. Italiano e Ferreira (2005) um Warehousing pode ser definido como uma técnica utilizada para recuperação e integração de dados a partir de fontes distribuídas. pode-se afirmar que “os dados armazenados no Data Warehouse são. autônomas e. Logo. para este artigo. Sendo que. disponibilizando-os para consultas e análises por meio de aplicações OLAP (On-Line Analytical Processing ou processamento analítico online) e sistemas de suporte à decisão. uma longa série de visões do banco de dados. uma base concreta de agregação de dados para futuras análises. algumas características necessárias para este ambiente de armazenamentos são:  Integração de dados de múltiplas fontes. Segundo Takai. tecnologias de integração de dados para habilitar questões heterogêneas por fontes biológicas distribuídas. se focará apenas nas tecnologias de Warehousing para dados em padrões genéticos.7 em padrões genéticos. ITALIANO E FERREIRA. para todos os propósitos práticos. os Data Warehouses proporcionam tanto á Bioinformática como para empresas. tiradas ao longo do tempo” (TAKAI. dentre outras. e tecnologias de portal de Internet que possam permitir a publicação das informações de pesquisas. Já um Data Warehouse armazena dados para análise e tomada de decisão. Para Bongiolo (2006) uma diferencial que se destaca entre um Data Warehouse e um banco de dados transacional está no fato de que o segundo. p. 2005. Neste sentido. Os dados contidos em um Data Warehouse são organizados e armazenados com a perspectiva de longo prazo.  Estar disponível para o acesso para que os usuários possam interagir com os dados de forma rápida e objetiva. como a própria denominação informa. cruzamentos e agregações de dados.  Ser flexível para suportar grandes mudanças e quantidade de informação. Por este motivo os dados podem sofrer mudanças. a arquitetura de extensibilidade para armazenamento de dados nativamente e execução de estruturas de procura. Isso pode envolver consultas que variam em sua complexidade. visando desta forma a . possivelmente. Estes dados são armazenados em um grande depósito chamado de Data Warehouse. heterogêneas.

como . Este sistema fornece uma visão uniforme dos recursos que estão disponíveis para usuários. baseando-se na afirmação já citada. para a criação de um Data Warehouse deve-se criar uma estrutura com alto grau de flexibilidade para lidar com a natureza dinâmica do domínio. uma das camadas presentes em um Data Warehouse são os Wrappers. Logo. para sanar este problema. mesmo sendo bem aceita está abordagem para o tratamento dos problemas da integração de dados vindouros de fontes de dados distribuídas e heterogêneas. Uma arquitetura baseada na abordagem wrapper-mediador difere fundamentalmente da abordagem Data Warehouse pelo fato de que os dados. os quais permitem “o acesso às fontes de dados distribuídas e heterogêneas e promovem a transformação entre o modelo de dados da fonte e o modelo de dados interno” (CÔCO. p. e outra são os Mediators (Mediadores) que oferecem o acoplamento entre provedores e consumidores de dados por envio de serviços que tratam a questão semântica e sintaxe entre os objetos dos sistemas locais. permitindo manipular esses recursos por meio de uma linguagem de alto nível. não são materializados. a qual pode ser visualizada na Figura 2. na primeira. Seibel (2000) aponta que está forma de integração também não atende à integração de informações biológicas com relação à atualização dos esquemas e também com relação à atualização das instâncias de dados (os pesquisadores precisam ter acesso aos dados mais recentes). Logo. Entretanto. 04). a integração de dados proporcionada por um Data warehouse uma infra estrutura que permite criar e manter uma visão consistente de várias fontes de dados autônomas. são extremamente dinâmicas e. Porém. Ao contrário de aplicações comerciais. Em 1996 o Lawrence Livermore National Laboratory deu inicio ao projeto DataFoundry para a criação de um Data Warehouse para o armazenamentos de dados genômicos. fontes de dados científicos. Como as informações provenientes da Bioinformática não são oriundas apenas de uma fonte e sim de uma aglomeração de dados vindouros de laboratórios biológicos espalhados em vários centros universitários e laboratórios de pesquisa. Segundo Critchlow (2000). oriundas de diversas localidades e banco de dados diferentes. dando enfase a dados genômicos. os Wrappers e os Mediators. Sempre que uma fonte de dados muda suas informações.8 realização de comparações e pesquisas nas informações contidas. p. Outra característica básica está na sua integração de dados. Seibel (2000) propõe uma complementação ã abordagem do Data Warehouse. 14). estas abordagens podem ser complementares pois o mediador pode ser usado como fonte de dados para a implementação do Data Warehouse (SEIBEL. 2000. 2005. em sua grande maioria.

2000. Figura 2: Arquitetura de um Data Warehouse. O Data Warehouse. 2006. os pesquisadores precisam de uma forma fácil e intuitiva de acessar todos estes dados” (BONGIOLO. 08) Wieczorek e Leal (2006) expõe que. como foi afirmado por Banerjee (2000). mas espalhados em diversas instituições de pesquisas espalhadas pelo mundo. “Com a proliferação destes bancos de dados públicos que tem sido observado nos últimos anos. Logo. preocupação com a segurança dos dados [.] pela rede. baseandose nestas informações. mesmo integrando várias fontes de dados que sofram mudanças constantemente. como restrições de recursos do servidor remoto. Outro fato que justifica a utilização dos Data Warehouse é que: consultar [. pois os dados gerados não são armazenados apenas em um banco de dados. Contudo. p. p.. além da logística inerente a . vários pesquisadores se debruçam sobre o assunto para criar soluções para tal situação. além dos vários problemas e soluções já citados.. pois deve-se manter um Data Warehouse extremamente funcional. é uma tendência para o armazenamento de dados oriundos das pesquisas genômicas.9 mostra a Figura 2. nada mais plausível que. (CRITCHLOW et al . ainda há grandes desafios para a introdução desta abordagem. 85). devem ser atualizados para que estas modificações sejam espelhadas no Data Warehouse...] dados de forma distribuída tem seus problemas e limitações. com as cargas e recargas feitas em um Data Warehouse. todos os laboratórios de pesquisas possam ter em mãos uma cópia das informações para que os mesmos possam realizar suas pesquisas mediante aos dados coletados.

segundo Bongiolo (2006). seria de grande importância para futuras discussões sobre o assunto. Redwood Shores.pdf> Acessado em: 05 Dez 2012. análises e cruzamentos entre várias informações. como estão sendo utilizados os bancos de dados para o armazenamento das informações provenientes das pesquisas feitas no Brasil. p. 2006. 2000.grandpoohbah. consultas distribuídas que gerem um grande volume de dados são difíceis de processar. uma consulta pode ser falha devido a está circunstância. por meio deste cruzamentos de dados é que se obtêm resultados que levarão os pesquisadores a descobertas para cura de doenças e prevenção de males hereditários. Sandeepan. a disponibilidade dos mesmos não pode ser garantida e. A Database Platform for Bioinformatics. sendo que. pois os mesmos. buscou demostrar um panorama geral. além de requerer que consultas complexas integrem dados heterogêneos de fontes distintas.net/Sandeepan/VLDB_Bioinformatics. Oracle Corporation. uma pesquisa que volte a visão para o Brasil. 6.10 consulta de bancos distribuídos. os mesmos convertem e limpam seus dados e implementam ferramentas que facilitam a navegação pelos mesmos. as quais são tão importantes para as pesquisas biológicas. Assim um Data Warehouse é uma ferramenta importante para a Bioinformática. (BONGIOLO. os pesquisadores podem fazer comparações. são construídos para que tais dados sejam armazenados e acessados de forma a não serem limitados por tabelas e linhas estritamente relacionais. 7. além de integrar vários bancos heterogêneos. permitindo cruzamentos e agregações. Assim. REFERÊNCIAS BANERJEE. CONSIDERAÇÕES FINAIS Este artigo procurou evidenciar como os Data Warehouses contribuem para o armazenamento e a pesquisa dos dados em Bioinformática. Disponível em: <http://www. Outro adendo é que. pois. este artigo. Com está ferramenta tecnológica. 85) Além da limitação citada. o maior interesse em utilizar os Data Warehouses está também no fato que. na linha de pesquisa sobre banco de dados. Como os dados estão distribuídos em servidores remotos. Para trabalhos futuros pode-se mencionar. Num ambiente assim. . pode-se incluir a possibilidade de erros ao se retornar certa quantidade de dados.

br/sbc2006/pdf/arq0271. São Paulo: Atlas.usp. Ron.esalq. Bio-AXS: Uma Arquitetura para Integração de Fontes de Dados e Aplicações de Biologia Molecular.33. Elisângela.unesc..br/publicacoes/Monografia_Tatiana. Fábio Tebaldi Silveira..inf. Luiz Fernando Bessa.unicamp. TAKAI.pdf> Acessado em: 14 Dez 2012. 2005. Criciúma. Isabel Cristina. An Overview of Bioinformatics Research at Lawrence Livermore National Laboratory. 2011.pdf> Acessado em: 20 Dez 2012 CÔCO. Disponível em: <http://genfis40.natalnet. Disponível em: <http://artigocientifico.br/cafe/pub/felix-gf. NOGUEIRA. DRUMMOND.. João Eduardo.. Caminhos e Tendências do uso de Bando de Dados em Bioinformática. São Paulo: Saraiva. Disponível em: <ftp://ftp.net/biblioteca/sumario/00002E/00002E38. Tatiana Mara.br/uploads/artc_1194549401_86. 2005.ist. Marcelo.pdf> Acessado em: 01 Dez 2012.psu.ime. Emilio Mario.inf. 5. Introdução a Banco de Dados.br/pub/docs/theses/02_PhD_seibel. 2010. Disponível em: <http://ipe. 2000.pdf> Acessado em: 09 Dez 2012. Implementando wrappers xml e relacional para o Codims. CRITCHLOW.pdf> Acessado em: 10 Dez 2012.br/genfis/index. Paulo. LEAL. Disponível em: <http://www. JORGE. Disponível em: <http://codims. PUC-Rio. FERREIRA. Cícero Pinho. Algumas Pesquisas em Bancos de Dados e Bioinformática. UESPI. São Paulo: USP. GIL. 2.. BANCO DE DADOS EM BIONINFORMÁTICA. Sérgio. MUSICK. Juliana de Maria. SLEZAK. MENOSSI.pucrio. 2002.bib. SEIBEL. JUNIOR.php? option=com_phocadownload&view=category&download=10:introducao-abioinformatica&id=7:apostilas-e-artigos&Itemid=68> Acessado em: 11 Dez 2012.cbmeg.usp. 2005.ufv. MATTAR NETO. 2006. FELIX. Disponível em: <ftp://www. Terence. Análise panorâmica da Bioinformática no Brasil: Proposta da gestão de pessoas para os laboratórios de pesquisa. CEULP. Alexandre.edu/viewdoc/download?doi=10.939&rep=rep1&type=pdf> Acessado em: 20 Dez 2012.1. Osvaldo Kotaro. 2006. ARRUDA. ed. Tom. Disponível em: <http://www.pdf> Acessado em: 10 Dez 2012.. ..1. ROCHA. Metodologia Científica na Era da Informática. 2002. 2006.com.ufes. QUEIROZ.. Ed. Como elaborar projetos de pesquisa.. Genoma Funcional. Disponível em: <http://citeseerx. Antônio Carlos. Apostila de Introdução à Bioinformática. Disponível em: <http://www. LIFSCHITZ. Vicente Eugenio de Rosa. Rodrigo Duarte.11 BONGIOLO. WIECZOREK. Rio Grande do Norte: UFRN.br/~jef/apostila.uol. Eduardo..pdf> Acessado em: 17 Dez 2012.pdf> Acessado em: 03 Dez 2012.br/DBG/material%20curso%20bioinfo/Leitura %20Complementar/artigos/Caminhos%20e%20Tend%EAncias%20do%20uso%20de %20Banco%20de20Dados%20em%20Bioinform%E1tica. João Augusto. Renato Atílio.lprm. ITALIANO.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful