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APOSTILA DE MERGULHO

APOSTILA DE MERGULHO

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APOSTILA DE MERGULHO

HISTÓRICO
As primeiras descobertas de alguma atividade subaquática, foram encontradas nas cavernas de heindrich, (ALEMANHA) no ano de 1.967, onde se via homens armados com arpões e na boca algo parecido ao tubo respirador, na atitude de perseguir alguns peixes. Outro lado interessante é que, nas ruínas do palácio do REI PERSA ASSURBANIPAL II., uma figura em baixo relevo mostra um guerreiro provisto de um odre (saco) de carneiro, este embaixo de seu peito, tal como um saco respirador em natação. Em CRETA houve manifestações de atividades subaquáticas, mas foi na Grécia que atingiu o auge. Na Grécia utilizava-se um aparelho chamado LABETA, um primitivo sino de mergulho. o ar contido em seu interior se comprimia com a água, por isto sempre estava à pressão ambiente. No entanto, o maior problema dos sinos primitivo era o acumulado de CO2 em seu interior, devido uma não renovação de ar. Escritos sobre a conquista de tiro pelas tropas de ALEXANDRE MAGNO, diziam que os gregos levavam mergulhadores a bordo de suas embarcações, na qual logravam destruir as defesas submarinas dos fenícios. Os mergulhadores gregos se distinguiam dos demais devido as incisões que faziam no nariz e na orelha. Nunca foi encontrada uma razão lógica para isso, mas representava uma espécie de distintivo entre os demais homens, ao qual os gregos rendiam tributos de admiração. Introduziam também na boca e nos ouvidos esponjas embebidas em óleo e quando mergulhavam, mordiam a esponja fazendo sair gotas de óleo, consequentemente, estas permaneciam nas cavidades dos olhos por certo tempo; reduzindo assim os erros da refração da água. ARISTÓTELES apresentou alguns estudos sobre os problemas do mergulho, tais como sangramento pelo nariz e ruptura do tímpano. Os romanos, apesar de nenhuma tradição marítima, foram os primeiros a apresentarem uma unidade organizada de mergulhadores de combate: os URINATORES. eram jovens atletas que dominavam a perfeita técnica de natação e de mergulho e suas missões mais importantes eram atacar defesas inimigas, afundar barcos ancorados e levar mensagens por debaixo d’água. Estas unidades chegaram a tal grau de operacionalidade, que foram desenvolvidos engenhos diabólicos, nos quais mutilavam os mergulhadores. Os URINATORES obtiveram a sua primeira atuação nas guerras de CÉSAR contra POMPEU, no porto de ORIQUE, no mar Adriático em 49 a.C.. Depois de obscura idade medieval, o mergulho passa a ter novo destaque com o renascimento, do qual Leonardo da Vincai, foi principal protagonista: criou a primeira nadadeira, um capuz de couro com um tubo acoplado a boca, cuja altura do respirador era praticamente igual ao que utilizamos atualmente, e outros desenhos muito avançados para a época. Em 1648, o famoso físico francês BLAS PASCAL, realizou um experimento denominandoo equilíbrio de líquidos, o que originou, mais tarde, o princípio da hidrostática. Em 1652, físico italiano ALFONSO BORELLI, inventou o primeiro, suposto, equipamento autônomo. Este, era composto por um cilindro comprimido manualmente e era um projeto muito rudimentar, que não pode demonstrar sua eficácia.

O primeiro passo definitivo seria dado em 1819, pelo engenheiro alemão AUGUST SIEBE, inventor do primeiro equipamento clássico, batizado de escafandro. Entretanto este equipamento só permitia ao mergulhador manter uma posição reta, pois se curvasse permitia que o ar saísse pela parte interna do capacete, tendo como conseqüência a entrada da água. Poucos anos depois, o engenheiro inglês WILLIAN HENRY JAMES, inventou o primeiro equipamento de circuito fechado, onde o ar respirado O 2 era reciclado por um filtro de soda causodada. Em 1837, SIEBE concluiu seu segundo escafandro, desta vez mais completo, incorporado ao um traje de goma ligado por sua vez ao um capacete. O êxito foi total, levando muitas marinhas militares e profissionais a adotarem-no. Anos mais tarde, AUGUSTO DENAYROOUSE, oficial da marinha francesa e DENOIT ROUQUAYROL, engenheiro, inventam um aparato denominado AEROFARO, onde pela primeira vez se regulava automaticamente a entrada de ar, liberando o mergulhador da dependência da superfície. foi um aparato muito avançado para a época, entretanto sua autonomia era muito reduzida e a visão do mergulhador restrita, ficando praticamente cego. Em 1925, LE PRIEUR (francês) baseado no aparato de DENAYROOUSE E ROUQUAYROL, inventou novo aparato. este era enchido a 150 atm. e tinha uma capacidade para 6,5 l. Com um mergulhador dotado de duas câmaras. também de pouca autonomia, este aparato chegou a atingir a profundidade de 50 mts, embora sua segurança estivesse aquém dos 12 mts. Apesar de tudo, foi considerado um passo muito importante para o mundo submerso, pois libertou, definitivamente, o mergulhador do cordão umbilical da superfície. 1943, foi o ano histórico para a evolução do mergulho autônomo: um engenheiro chamado EMILE GAGNAM, e o então marinheiro JACQUES YVES COUSTEAU e o jovem esportista que provaria o equipamento, FREDERIC DUMAS, entrariam definitivamente para a história do mundo submerso. Tudo aconteceu numa manhã de julho na costa azul, DUMAS atingiu a profundidade de 63 mts, com um aparato denominado aqualung. curiosamente os alemães desenvolviam o aparato DAVIS (circuito fechado) na mesma época. Dai em diante o mergulho autônomo desenvolveu-se de maneira espantosa. COUSTEAU, juntamente com DUMAS E PHILIPPE TCILLEZ criaram o G.E.R.S. (grupo de estudos recherches sousmarines), a bordo de um caça minas da segunda guerra mundial. Este pesava 360 toneladas medindo 42 mts, batizado de calypso. percorreram todos os setes mares, realizando inumeráveis estudos e descobrimentos científicos, no qual, recuperaram grande quantidade, de peças e tesouros submarinos de incalculável valor histórico. Chegara o dia que a ficção deixaria de ser um sonho distante, onde cidades inteiras habitaram o mundo inteiro. Talvez o homem possa até respirar no meio liquido. A ciência caminha em largos passos, onde o homem estará sempre obrigado a se reciclar e a fantasia se tornará cotidiana.

CONSUMO DE AR
A autonomia dos equipamentos está intimamente ligado as condições físicas do usuário, a atividade que efetuará durante o mergulho e a profundidade que atingirá. Tomando como base estas condições, exibiremos a seguinte tabela: LTS/CIL ATM PSI MTS/ATM LTS/MIN AUT.

12 12 12 12 12 12

200 200 200 200 200 200

2400 2400 2400 2400 2400 2400

00 - 1 10 - 2 20 - 3 30 - 4 40 - 5 50 - 6

20 40 60 80 100 120

120 60 40 30 24 20

Para calcular a quantidade de litros de uma garrafa, pega-se sua capacidade em litros e multiplica-se pela pressão de trabalho, ex.: garrafa de 12 l x 200 atm. = 2400 litros Vamos supor que um indivíduo na superfície pela atmosfera correspondente ao novo mergulho, ex.: 20 l/min x 4 atm. = 80 l/min Agora divide a quantidade total pelo novo consumo: 2400 dividido por 80 l/min = 30 min

EMBOLIA TRAUMÁTICA PELO AR
A E.T.A. é o resultado de uma hiperdistensão alveolar, consequentemente de um aumento de pressão intrapulmonar, sendo um acidente típico de subida. Essencialmente, é quando o mergulhador retorna a superfície prendendo a respiração (ou com a glote fechada). Durante a subida, a diminuição da pressão circunjacente (LEI DE BOYLE) faz com que o volume de ar contido nos pulmões, se expanda a tal ponto, que a pressão intrapulmonar exceda aquele do resto do corpo. Esta hiperdistensão pode-se dar a tal ponto que provoque uma ruptura alveolar, havendo passagem de ar em grande quantidade e sob a forma de bolhas para a circulação sangüínea. Quando nos referimos aos barotraumas, dissemos ser aquela condição mais freqüente e menos grave dos acidentes hiperbáricos. comparativamente a E.T.A. Constitui o mais grave e um dos menos freqüentes dos acidentes. Apesar de ser um acidente típico de mergulho, como assinalamos acima, o quadro clínico da embolia depende da localização final das bolhas e freqüentemente se apresenta sob a forma de embolia cerebral, provocando sinais e sintomas neurológicos comumente encontrados nesta afecção. Os sintomas são: 01- PERDA DA CONSCIÊNCIA 02- TONTURAS 03- DOR TORÁXICA 04- PARESTESIA, AMORTECIMENTO E FORMIGAMENTO 05- PARALISIAS 06- NÁUSEAS E VÔMITOS 07- DISTÚRBIOS VISUAIS 08- CEFALÉIA 09- DOR ABDOMINAL

10- DOR NOS JOELHOS 11- DISTÚRBIOS DE COMPORTAMENTO 12- PERDA DO SENTIDO DA GUSTAÇÃO

DOENÇA DESCOMPRESSIVA OU EMBOLIA GASOSA
Pode ser definida como um conjunto de sinais e sintomas que acomete o indivíduo, quando submetido a condições de hiperpressão, como resultado de descompressão insuficiente. Esta definição não se aplica a todos os casos, como nos aeronautas, que pode apresentar o "MAL DOS AVIADORES" ou DISBARISMO durante vôos a grande altitude, por descompressão a partir da pressão atmosférica. Assim sendo, um piloto em vôo, a altitude de 9000 a 16000 metros, por uma hora ou mais, estará sujeito a apresentar doença descompressiva, se a pressurização da cabine não for correta. O N2, por ser um gás metabolicamente inerte ao organismo, quando submetido a uma grande pressão, ele se dissolve ao sangue para equilíbrio de saturação. A D.D. ocorre, quando o N2 dissolvido sai da solução e forma bolhas nos tecidos e líquidos orgânicos, é causado pelo retorno excessivamente rápido de um mergulhador a superfície depois de um mergulho profundo e prolongado, já que o N2 alcança seu equilíbrio lentamente em vários tecidos, principalmente nos adiposos. Contudo, se o mergulhador emerge numa velocidade prescrita relativamente lenta, todo o excesso corporal de N2 dissolvido dispõe de tempo suficiente para difundir-se dos tecidos para o sangue sem ser eliminado através dos pulmões. Se a subida for excessivamente rápida e a pressão externa exercida contra o corpo do mergulhador sofre uma redução dramática, o excesso de N2 começa a sair do estado dissolvido, e acaba formando bolhas nos tecidos. Este efeito não é diferente do dióxido de carbono nos refrigerantes, ao remover a tampa, enquanto a tampa está no local o gás encontra-se sob pressão e permanece no estado dissolvido, quando a tampa é removida, a pressão diminui bruscamente e formam-se bolhas. Os sintomas começam a aparecer dentro de 4 a 5 horas após o mergulho. Se, contudo, as técnicas de descompressão foi profundamente violadas, como por exemplo, o mergulhador abandonar o equipamento e subir rapidamente, os sintomas podem aparecer rapidamente e progredir para paralisia em minutos. O tratamento consiste em recompressão hiperbárica, para forçar o N2 a entrar novamente em solução. Esta manobra é seguida por descompressão lenta, para que o gás em expansão disponha de tempo suficiente para deixar o corpo a medida que o mergulhador é trazido a superfície.

DOENÇA DESCOMPRESSIVA C/ SINTOMAS A: SINAIS E SINTOMAS: PULGAS DO MERGULHADOR (BOLHAS SOB A PELE) - TONTURAS - PARALISIA - FADIGA - DISPNÉIA - DESMAIO

B: BENDS
DORES NA ARTICULAÇÃO

As bolhas nas articulações ressecam o líquido sinuvial com posteriores artrites e artroses. ARTRITES - Qualquer inflamação de uma junta ou articulação. ARTROSE - Artrite degenerativa com dor tolerável e enrijecimento das juntas.

C: OSTEONECROSE ASSÉPTICA
Obstrução da artéria que irriga ossos longos, produtores das células vermelhas do nosso sangue. OSTEONECROSE - Destruição, gangrena dos ossos ASSÉPTICA - Que não vem de germes ou microorganismo.

EMBRIAGUES DAS PROFUNDIDADES
Também chamada de intoxicação ou narcose de nitrogênio. A causa da embriagues é bastante complexa, não podendo ser relacionada a um único fator. Os sintomas variam amplamente de um indivíduo para o outro e até na mesma pessoa em situações diferentes. Como vimos, as manifestações da embriagues são psíquicas, sensoriais e motoras, assemelhando-se a embriagues alcoólica. Alguns indivíduos tornam-se agressivos, irritados, insolentes ou espalhafatosos, em alguns casos, o indivíduo pode apresentar um quadro de autismo, parecendo desligar-se completamente do ambiente, não respondendo mais a qualquer ordem mesmo quando energicamente solicitado. Não há necessidade de qualquer tratamento especifico para a intoxicação, basta que o indivíduo seja retirado da atmosfera pressurizada para que haja o completo retorno as suas condições normais. Nos casos mais graves da embriagues, a amnésia temporária e a sensação de extremo cansaço podem necessitar de cuidados médicos temporários. NARCOSE: O nitrogênio se instala na bainha de mielina, uma camada gordurosa que envolve as células nervosas, e atrapalha a transferência de cargas elétricas e o caminho dos estímulos nervosos.

CONCEITO DE PRESSÃO
Todos os conjuntos de força que atuam perpendicularmente sobre uma superfície, de forma que seu esforço se encontre dividido, exercendo sobre esta área uma determinada pressão, ou força que atua sobre uma unidade de superfície.

PRESSÃO HIDROSTÁTICA
A pressão hidrostática, difere da pressão atmosférica pelo fato de que a água é um corpo cerca de 800 vezes mais denso que o ar, sendo que seu peso será sempre proporcional a sua massa. Em vista disso, a cada 10 metros, a pressão hidrostática aumenta em uma atmosfera.

PRESSÃO RELATIVA
A pressão relativa, é aquela que a massa líquida exerce sobre si mesma, isto é: PROFUNDIDADE
10 mts

PRESSÃO
1 atm

PROFUNDIDADE
20 mts

PRESSÃO
2 atm

30 mts 50 mts 70 mts 90 mts

3 atm 5 atm 7 atm 9 atm

40 mts 60 mts 80 mts 100 mts

4 atm 6 atm 8 atm 10 atm

PRESSÃO ABSOLUTA
A pressão absoluta, é a soma da pressão relativa com a pressão atmosférica. a pressão atmosférica, como sabemos, é de 1 atm. (1kg/cm2). efetivamente somando-se as duas pressões, relativa + atmosférica teremos o valor da absoluta.

PROF

PRESSÃO RELATIVA ATMOSFÉRICA ABSOLUTA
1 atm 1 atm 1 atm 1 atm 1 atm 2 atm 3 atm 4 atm 5 atm 6 atm

10 mts 20 mts 30 mts 40 mts 50 mts

1 atm 2 atm 3 atm 4 atm 5 atm

BAROTRAUMA DO OUVIDO MÉDIO
Ocorre devido a obstrução da trompa de eustáquio durante o período da compressão, surgindo uma hipotensão relativa do o.m., com lesões da caixa timpánica e da membrana do tímpano. é a mais freqüente das doenças de mergulho, na maioria das vezes menos grave. A trompa de eustáquio permanece quase sempre, ligeiramente fechada e se abre normalmente no ato de deglutir, bocejar, em movimento de laterodidução da mandíbula e principalmente da manobra de valsalva. No período da compressão, um aumento de pressão é aplicado a superfície externa da membrana timpânica. para que se atinja o equilíbrio, o ar comprimido deve alcançar a superfície interna da membrana, através da trompa de eustáquio. se o ósteo-tubário (músculo que se localiza na junção da trompa de eustáquio com a face lateral interna da garganta), sofrer um espasmo ou estiver obstruído por muco, hipertrofia de tecidos adjacentes ou mesmo por má formação, surgirá um gradiente de pressão entre as faces interna e externa da membrana timpánica, que se abalará para dentro da caixa do tímpano.

BAROTRAUMA PULMONAR
Ocorre somente no mergulho livre, quando um indivíduo apesar de submetido a hiperpressão da profundidade, não respira ar comprimido através de fonte artificial, sofrendo por isso compressão do volume gasoso pulmonar. Esta compressão é consequentemente a diminuição de volume, ultrapassam o limite de compressibilidade do pulmão, observamos que a capacidade pulmonar total se igual ao volume de ar residual além deste limite o pulmão passa a se comportar como uma cavidade rígida e incompressivel e a mucosa alveolar começa a reagir com hiperemia e passagem de transudado, desencadeando um quadro de edema pulmonar, esmagamento toráxico e hemorragia, com trágicas conseqüências para o mergulhador.

BAROTRAUMA FACIAL
Também conhecido como barotrauma de máscara, pode ocorrer durante a descida, se o mergulhador não equilibrar a pressão do ar existente no interior de sua máscara facial com a pressão ambiente, soprando pelas narinas. A redução da pressão neste espaço aéreo faz com que se instale um fenômeno de ventosa no interior da máscara, provocando nos tecidos circunjacentes lesões como equimose e edemas faciais e principalmente derrames oculares hemorrágicos com lesão da conjuntiva.

BAROTRAUMA DO OUVIDO EXTERNO
Ocorre quando a abertura do o.m., encontra-se obstruída pela presença de rolhas de cerumem ou tampões auriculares, inadvertidamente utilizados pelo mergulhador para impedir o contato do ouvido diretamente com água, criando-se no interior do condutor auditivo um compartimento estanque, cuja pressão torna-se menor que a do ambiente e a do o.m. equilibrado com a faringe através da trompa de eustáquio. Neste caso ocorre o mesmo fenômeno descrito para o barotrauma do o.m., com a diferença que o abalamento da membrana timpánica, se dá no sentido inverso, ou seja, do interior para o exterior da caixa do tímpano. Quanto ao tratamento, basicamente é o mesmo adotado no barotrauma do o.m., podendo nestes casos, incluir o uso típico de soluções antibióticas ou corticosteóides.

BAROTRAUMA SINUSAL
Os seios da face constituem cavidades aéreas, e estão normalmente conectadas com a nasofaringe através dos estilos e canais sinusais, permitindo o estabelecimento de equilíbrio de pressões entre estas cavidades, e o resto do aparelho respirador durante a compressão. Porém, se ocorrer a obstrução de um desses óstios ou canais, o seio facial correspondente, transforma-se numa cavidade fechada, que não mais se equilibrará com o meio ambiente e com os tecidos circunvizinhos. Estabelece-se no seu interior uma pressão relativamente negativa, dando origem a um processo de edema e congestão da mucosa sinusal, com formação de transudado e hemorragia. Os sintomas consistem de dor continua e de intensidade crescente na região frontal, que cessa com a interrupção da compressão. Pode ocorrer hemorragia nasal. o tratamento compreende o uso da medicação analgésica e antiinflamatória, alem de interrupção temporária de exposição as variações de pressão, até o total desaparecimento dos sintomas.

BAROTRAUMA DENTAL
Ocorre em torno das raízes dentárias. Podemos encontrar, em alguns casos, pequenas bolsas de gás resultantes da fermentação de alimentos que estando isoladas e encapsuladas, podem, durante a compressão, reduzir de volume e o seu espaço ser ocupado por fluidos ou sangue. Durante a descompressão, a bolha estabelecerá um aumento de pressão sobre as raízes nervosas, provocando intensa sintomatologia dolorosa.

BAROTRAUMA DE ROUPA
Caso extremamente peculiar, entretanto não é impossível. ocorre devido a uma má colocação da roupa, onde porventura permanece uma pequena bolsa de ar enclausurada entre a roupa e a pele do mergulhador. Esta bolha como qualquer cavidade aérea, sofre os efeitos da pressão, ao reduzir de volume, poderá provocar pequenas hiperemias e leve compressão do local.

BAROTRAUMA ABDOMINAL
CAUSAS: Retenção de gases nas viceras ocas, durante a subida CONSEQÜÊNCIAS: Distensão abdominal Dores e cólicas Perfuração COMO EVITAR: Alimentação adequada Evitar deglutir saliva Não ingerir bebidas com gás Manobras de compensação

ROUPAS ISOTÉRMICAS
A roupa isotérmica, como é conhecida, tem como principal função evitar a perda de calor do mergulhador para o meio líquido, evitando assim problemas isotérmicos. Além disso, serve de proteção para a pele, contra animais urticantes, plantas venenosas e etc. classificamos como três, os tipos de roupas existentes: A: SECA B: MOLHADA C: DE CIRCULAÇÃO

Para efeitos didáticos, nossa preocupação fica limitada aos itens "A" e "B". A: Roupa seca ou de "VOLUME CONSTANTE": Completamente hermética, o ar em seu interior permanece em equilíbrio com a pressão externa, através de válvulas de ar. O ar mantido em contato com a pele do mergulhador adquire a função de isolante térmico. Além disso, o mergulhador pode usar roupas comuns por debaixo, e adquire uma mobilidade muito grande. Todas estas características, descritas do traje-seco, o tornam ideal para mergulhos profissionais, mergulhos de larga duração ou em locais de águas contaminadas. Este traje é composto por botas e capuz incorporados numa única peça, fechada por meio de um zíper de aço inoxidável de grande resistência. Certas roupas são dotadas de válvula antiretrocesso na altura do joelho, que regulam o possível acúmulo de ar na parte inferior do traje. Na parte superior, existe o mesmo dispositivo. Nos modelos mais sofisticados, levam dentro do capuz, um sistema de comunicação com a superfície. Os trajes mais atuais são confeccionados com o neoprene de 6,5 a 7,0 mm e forrados com nylon. O ar em seu interior, vem através de um tubo de média pressão, que segundo alguns modelos estão colocados na altura do peito do lado esquerdo, se conectando diretamente com o primeiro estágio do regulador. A válvula de segurança vem colocada na parte superior do capuz. Quanto ao volume de ar interior, este se regula perfeitamente por meio de válvulas de admissão. Quando o mergulhador quer eliminar o excesso de ar na roupa, basta apenas, acionar as válvulas de escape. B: Roupa úmida: Pode ser fabricada em borracha sintética microcelular (neoprene) ou borracha sintética comum. Com o aparecimento do neoprene, a borracha tornou-se um pouco obsoleto. O neoprene é fabricado em vários tamanhos, que variam de 2mm a 9mm. Pela sua elasticidade, o neoprene funciona como uma segunda pele, tornando-se assim muito confortável. No brasil, usa-se geralmente neoprene de 5mm, pois nossas águas variam de 12 a 24 graus, sendo esta espessura a mais adaptável a esta amplitude térmica. Devido a confecção do material, o neoprene possui grau de flutuação. Quanto a

manutenção, o carinho deve ser especial: A roupa deve ser lavada com água doce e secada à sombra, e em hipótese alguma deve ser guardada molhada, recomenda-se também, não guardá-la por muito tempo dobrada, mas sim pendurada num cabide de pala grossa. CILINDRO O cilindro, considerado equipamento pesado, é o responsável direto pelo desenvolvimento do mergulho. sua capacidade varia de 3 a 15 litros para garrafa de alumínio e para garrafa de aço de 4 a 18 litros, sendo possível fazer uma dupla do mesmo material. Todas as garrafas levam em seu interior uma proteção anticorrosiva a base de resinas, e no seu exterior, além de ser zincada, aplica-se uma laca nitrosintética garantindo uma duração prolongada (este acabamento varia conforme o critério técnico de cada fabricante). A garrafa deve ser revisada de 5 em 5 anos, e quando vencida não deverá ser recarregada, esta revisão compreende também um teste hidrostático onde a garrafa é submetida a uma pressão de prova a 300kgf/cm 2. Acoplado ao cilindro existe uma torneira onde se liga o regulador. A torneira pode ser com ou sem reserva e precisa de um cuidado especial; ficando muito tempo sem uso, deve-se aplicar uma camada de silicone ou vaselina anti-umidade. Depois de utilizar no mar, o cilindro deverá ser lavado com bastante água doce e secado. Existem hoje em dia garrafas mais modernas apresentando uma carenagem hidrodinâmica de material plástico. COLETE EQUILIBRADOR O colete equilibrador se trata de um acessório relativamente novo, sua utilização requer um aprendizado prévio. seu uso foi declarado obrigatório pela C.M.A.S.. suas utilidades: A: Mantém o equilíbrio hidrostático durante a imersão em qualquer profundidade, em especial, durante a subida. B: É uma potencial reserva de ar na qual podemos dispor para respirar em caso de uma falha no regulador. C: Facilita a subida com toda a comodidade, anulando qualquer esforço. D: Uma vez na superfície eqüivale a um salva-vidas assegurando a flutuação. Possui um volume hidrostático em torno de 17 litros, permitindo que o mergulhador suba a uma velocidade de 1 m/s. Geralmente é o primeiro acessório a ser colocado e o ultimo a ser retirado. PROFUNDIMETRO Esse aparelho tem como função principal, nos indicar a profundidade em que estamos. Existem três tipos de profundimetros: o primeiro, o mais comum, é o de coluna d’água e consiste num tubo aberto em um dos extremos e fechado no outro, o ar em seu interior se comprime conforme a profundidade, lateralmente existe uma escala graduada. O outro consiste numa caixa de aço inoxidável, no qual o sistema é feito por membrana, baseado no mesmo principio dos reguladores de pressão. esta caixa está dividida em dois compartimentos: um fica em contato com a água exterior e o outro fica a membrana, que recebe a pressão da água, que por sua vez, exerce pressão sobre uma agulha marcadora. quanto ao terceiro tipo, trata-se de um sistema a mola, na qual sofre uma determinada pressão, onde registra-se em uma agulha. BÚSSOLA Aparelho necessário para navegação, onde sua direção sempre indicara o norte, na parte superior da bússola existe uma catraca, onde marcamos nossa intenção da direção, zerando, está direção pré determinada chama-se azimute. A bússola em seu interior é

montada com óleo, para resistir a pressão da água. Ao usar a bússola acredite na sua informação. REGULADOR O regulador, peça mais delicada do equipamento de mergulho, necessita de um estudo mais detalhado, que aprofundaremos no próximo guia pedagógico. O regulador tem como função principal, levar o ar à boca do mergulhador numa pressão mais reduzida, composto por mecanismo de precisão a pressão é reduzida duas vezes. A primeira redução, se dá no primeiro estágio reduzindo a 30 atm., já no segundo estágio a pressão cai para 08 atm.. Existem dois tipos de regulador, o monotraquéia e o bitraquéia ou de uma etapa e duas etapas. MANÔMETRO A função principal deste aparelho é nos indicar o volume de ar comprimido que temos dentro do cilindro. Os mostradores, podem se apresentar em bar ou psi. o manômetro é um aparelho de extrema importância, pois com ele sabemos até quando podemos continuar mergulhando. Na parte inferior esquerda do mostrador, tem uma escala em vermelho, quando o ponteiro estiver indicando este local é hora de subirmos, pois o ar que ainda resta no cilindro, é considerado reserva que servirá somente para efetuarmos a subida. OCTOPUS Equipamento de segurança, é montado no primeiro estágio do regulador, no octopus temos um segundo estágio de um regulador reserva, para nosso uso ou de nosso parceiro no mergulho. Hoje algumas operadoras de mergulho, tem seu uso como obrigatório, visto sua utilidade em caso de pane, no regulador principal. alguns fabricantes trazem o octopus em cores fluorescentes, para melhor visualização em baixo d’água e com isso maior segurança, numa eventual necessidade.

MERGULHO PROFUNDO
Mergulhar profundamente pode ser emocionante. Em alguma oportunidade você provavelmente precisará fazer um mergulho profundo. Apesar de toda a excitação que isto pode provocar, tenha em mente sua própria segurança, do seu companheiro e sua responsabilidade para com o esporte. A segurança do mergulho profundo e expressão pelo conhecimento, habilidade e equipamento adequado.

DEFINIÇÕES DE UM MERGULHO PROFUNDO
Se você já mergulhou uns 10 metros em apnéia, provavelmente ao olhar para cima, você imaginou que a superfície parecia bem distante. Imagine-se agora fazendo uma subida livre de 30 metros de profundidade. Haverá uma considerável lamina de água sobre você. Mas o que pode ser considerado um mergulho autônomo? Existe algum limite seguro de profundidade para o mergulhador autônomo? Para responder essas perguntas vamos considerar os seguinte conceitos que se refere a mergulho profundo. 1 - TREINO E EXPERIÊNCIA - Para mergulhadores recém certificados, 8 metros já é fundo, ao menos acompanhados de mergulhadores habilitados e experientes. Supervisão profissional especializada é necessária durante sua exposição inicial ao mergulho profundo para assegurar uma experiência tranqüila e segura. 2 - OBJETIVO - Não importa qual o motivo, qualquer mergulho alem dos 18 metros deveria ter um objetivo. Mergulhar apenas para ver quem vai mais fundo é criancice. Você precisa de uma

justificativa melhor como fotografia, exploração de destroços, observação de vida marinha ou para adquirir experiência. Devido ao diminuto tempo de fundo dos mergulhadores alem dos 18 metros (60 pés), um objetivo especifico é necessário para ajuda-lo a focalizar sua atenção na preparação e planejamento. Um objetivo diminui a distração e aumenta a disciplina, auxiliando os mergulhadores a serem mais eficientes. 3 - PREPARO PSICOLÓGICO - Estar psicologicamente preparado é tão importante quanto ao preparo físico. Treino e experiência são as melhores maneiras de preparar-se mentalmente. O pânico, ansiedade, apreensão e os diversos tipo de tensão estão diretamente relacionados no preparo psicológico. 4 - PREPARO FÍSICO - O mergulho é basicamente um esporte relaxante, mesmo assim podem acontecer momentos de grande esforço físico. Devido ao aumento da pressão ambiental, você vai fazer maior quantidade de ajuste nas suas vias aéreas, concentração e cadencia respiratória. Uma Possível emergência pode solicitar maior resistência FíSICA e esforço a grandes profundidades o preparo físico começa com dieta adequada e exercício físico. Se você vai mergulhar alem dos 18 metros, esteja em boas condições físicas. 5 - CONSIDERAÇÕES AMBIENTAIS - O ambiente a maiores profundidades é consideravelmente diferente do que em águas mais rasas. A profundidade do seu mergulho deveria levar em conta as condições aquáticas locais, como a visibilidade, correntes, temperatura e luz ambiente. Um mergulho a 15 metros em águas com visibilidade limitada contra correnteza pode ser considerado demasiado profundo para mergulhadores esportivos. Como você pode ver, não há uma definição do que é um mergulho profundo. As definições variam de mergulhador para mergulhador e do local para local. Geralmente se considera que mergulhos alem dos 18 metros são profundos. PADI especifica 45 metros aproximadamente (130 pés) como profundidade máxima para o mergulho esportivo. Na realidade, 33 metros (100 pés) deveria ser o limite para mergulho recreativo.

CONSEQÜÊNCIAS DO MERGULHO PROFUNDO
Se você é inexperiente em mergulhos profundos, você pode ficar sem ar antes do esperado. O aumento da pressão a profundidade crescente requer um consumo de ar crescente. Devido ao aumento do consumo de ar, seu tempo de fundo será muito reduzido a profundidades maiores. A sua taxa de consumo de ar será influenciada pela profundidade, experiência e treino prévio, eficiência nadatoria, condição física, tamanho, grau de tensão, resistência a respiração, vazamento de ar do equipamento e compensação da flutuação. Devido a tal quantidade de variáveis imprevisíveis, você deve manter constante vigilância no seu manômetro. Retorne ao barco com pelo menos 25 atm (300 psi) de pressão na garrafa. Certifique-se que tem ar suficiente para uma subida segura, possível parada descompressiva e problemas na superfície. Existe uma resistência maior a respiração ao mergulharmos mais profundamente, devido ao aumento da densidade do ar. Respirar rapidamente pode ficar cansativo. Em um mergulho profundo pode acontecer que você solicite mais ar do que seu regulador pode prover. Pode acontecer de parecer que você tenha pouco ar quando ainda dispuser de muito. Certifique-se de que seu regulador está operando eficientemente. Revise-o se não foi revisado nos últimos 6 meses. Para diminuir a resistência à respiração em profundidade, respire devagar, use um regulador balanceado e evite mergulhos extremamente profundos.

NARCOSE DAS PROFUNDEZAS
Trata-se de um efeito do nitrogênio contido no ar que age sobre os nervos das pessoas quando em certas profundidades (ou submetidas a pressão). O nitrogênio é um gás inerte e, a maior parte dos gases inertes, quando respirados sob pressão, induzem um efeito anestésico.

Os sintomas são similares aos da intoxicação alcoólica. A gravidade sintomática varia no mesmo indivíduo de um dia para o outro e se torna mais pronunciada com o aumento da profundidade e atividade. A ansiedade, inexperiência, apreensão, água fria, ingestão recente de bebidas alcoólicas, pouca visibilidade, níveis anormais de oxigênio ou de dióxido de carbono e descida rápida (mais que 0,5 mts pôr segundo ou 75 pés pôr minuto) agravam os efeitos da narcose. Os sintomas são uma sensação geral de euforia, felação e bem estar além do excesso de confiança, formigamento ou falta de tato nas pernas, braços, lábios e gengivas; coordenação e concentração prejudicadas; vertigem e perda de memória. Com a narcose o maior perigo é a inabilidade de reconhecer exatamente em que grau você está sendo afetado. Os efeitos mais graves da narcose acontecem além dos 33 metros, mas freqüentemente os sintomas aparecem bem antes em um grau mais brando. Ao primeiro sinal de narcose, pare de descer e suba a profundidade menor. Os efeitos desaparecerão assim que você subir a profundidades mais rasas.No caso de seu companheiro comportar-se de forma estranha quando mergulhando mais fundo, comunique-se com ele. Se continuar agindo irracionalmente, conduza-o a profundidades menores. Muitas vezes não é necessário emergir. Se ambos concordarem que situação está sob controle após ascenderem uns metros, poderão continuar o mergulho evitando locais mais profundos.

DOENÇA DESCOMPRESSIVA
É causada pelo excesso de nitrogênio acumulado nos tecidos que não teve tempo de ser liberado pêlos pulmões durante a ascensão à superfície. Como certos tecidos demoram mais tempo para absorver o nitrogênio que se acumula durante o mergulho e demoram mais a liberá-lo, formam-se microbolhas nestes tecidos que podem se expandir, provocando dores. A quantidade de nitrogênio que é absorvida pelo corpo depende da profundidade, duração do mergulho e tipo de tecido. Os tecidos profusamente irrigados de saturação mais rapidamente que as cartilagens e a gordura, cuja afinidade pelo nitrogênio e maior capacidade de absorção é bem reconhecida. Quando o mergulhador sobe, a pressão a pressão ambiente cai e os tecidos mais irrigados (raidos) liberam o nitrogênio mais rapidamente através doar exalado. Os tecidos lentos como as cartilagens e gorduras podem demorar muito tempo para liberar este excesso. Se o sangue não tiver a capacidade de carregar o excesso de nitrogênio dos tecidos com a queda da pressão ambiental, este excesso de nitrogênio pode formar bolhas dentro da corrente sangüínea ou dentro dos próprios tecidos. Isto acontece se a descompressão é muito rápida ou inadequada. Mergulhos de curta duração e profundos provocam absorção grandes quantidades de nitrogênio, ainda assim, devido ao perfil do mergulho, o tempo de fundo foi insuficiente para que muito nitrogênio penetre nos tecidos lentos. Ao final de tais mergulhos, se uma rápida subida acontece ou se o tempo de fundo total exceder rápidos como o cérebro e o sangue. Se tal mergulho deve ser efetuado, gaste pouco de tempo no fundo e use-o para ascender à velocidade recomendada de 30 cm pôr segundo. Evite este tipo após mergulhos mais longos. Estes mergulhos profundos curtos e repetitivos para localizar ancoras ou locais de mergulho podem ser perigosos. A duração e profundidade de um mergulho são fatores importantes para considerar; obesidade, idade e exercício após o mergulho também tem sido apontados como fatores que aumentam a probabilidade de formação de microbolhas. Os fatores seguintes tem sido indicados como agravadores das possibilidades do aparecimento de sintomas de doença descompressiva: 1 - Banhos quentes. O aumento da temperatura provoca liberação mais rápida do nitrogênio armazenado. 2 - O álcool alarga os capilares. Ingerir bebidas alcoólicas antes de mergulhar aumenta a

capacidade de absorção do nitrogênio durante o mergulho. Bebendo após o mergulho vai facilitar a liberação mais rápida do nitrogênio, podendo contribuir para a formação de bolhas. 3 - Desidratação. A perda de líquidos do corpo. Beba bastante líquido antes de mergulhar. 4 - Sexo. Mulheres podem ser mais suscetíveis do que homens. Acredita-se que tal se dá devido as mulheres geralmente terem maior quantidade de tecido adiposo. 5 - Doença. Evidências documentadas indicam que mergulhadores doentes ou em recuperação de uma doença recente, são mais suscetíveis a doença descompressiva. A redução da eficiência circulatória ou fraqueza geral são as causas prováveis. 6 - Voar após mergulhar. A diminuição de pressão atmosférica durante o vôo, logo após mergulhar, pode causar a formação de bolhas. 7 - Frio. Qualquer condição que dificulte a circulação pode aumentar a probabilidade de doença descompressiva devido a diminuição da taxa de eliminação do gás. Temperaturas baixas causam a constrição dos vasos sangüíneos na pele e, pôr sua vez, pode resultar na formação de bolhas logo abaixo da pele. O uso de lentes de contato rígidas durante mergulhos profundos pode causar o aparecimento de bolhas imediatamente acima da córnea. Algumas vezes dificultam a liberação das bolhas durante a subida. Lentes de contato flexíveis são permeáveis e permitem a passagem do nitrogênio. Sintomas pós-mergulho de formação de bolhas sob a lente de contato rígidas incluem olhos doloridos e visão borrada. Tais ferimentos podem infeccionar e dano permanente à córnea pode acontecer. Os sintomas podem persistir pôr até 2 horas após o mergulho. Muitos mergulhadores que usam lentes de contato rígidas nunca apresentam os sintomas independentes do perfil do mergulho. Pesquisadores e oculistas recomendam a mergulhadores que necessitam do uso de auxílio visual, lentes de contato flexíveis. Lentes de contato rígidas podem ter um orifício único de 0,4 mm no centro de cada lente, para permitir a passagem do gás. Uma máscara com lentes pode ser um bom substituto para lentes de contato.

SINAIS E SINTOMAS DA DOENÇA DESCOMPRESSIVA
Dependem da localização e do tamanho da formação de bolhas. Sintomas geralmente aparecem num certo período após o mergulho: 50 % dentro de uma hora após; 95 % dentro de 3 horas e 1% dentro de 6 horas ou mais. Após 24 horas dificilmente o sintoma terá sido causado pôr doença descompressiva. Entretanto, tem havido casos extremamente raros de sintomas que aparecem semanas após o mergulho. O grau de aparecimento dos sintomas depende do tipo de tecidos nos quais as bolhas de nitrogênio se formaram. Sintomas relacionados com o cérebro e medula vertebral geralmente se desenvolvem mais rapidamente que em tecidos como cartilagens e gorduras. Dores nas juntas e membros são os sintomas mais comuns. Inicialmente a área terá uma sensação de amortecimento, após algumas horas a dor será intensa e já foi descrita como forte e latejante. O movimento agrava a dor e as pessoas acometidas tendem a tomar uma posição inclinada para a frente, que é mais confortável. Os ombros são mais afetados, mas a dor também aparece nos pulsos, na pélvis, joelhos e tornozelos. Se a formação de bolhas ocorrer nos tecidos nervosos, os sintomas podem ser visão, dores no estômago, vertigem, náuseas e vômitos, dificuldades na audição e fala, torpor, perda de

equilíbrio, dor de cabeça e inconsciência. Lembre-se que alguns dos sintomas acima, como náusea, dor de cabeça, dor nas costas e fraqueza também podem ser associados a outros problemas. Se há suspeita de doença descompressiva, ministre os primeiros socorros e encaminhe a vítima uma câmara de recompressão imediatamente. A formação de bolhas de nitrogênio nas veias, dentro dos pulmões, causam forte tosse, dificuldade de respirar e dores no peito. Exposições curtas e profundas tem sido a causa de erupções cutâneas. Coceira se segue às erupções e são causadas pelas bolhas bloqueando os capilares sob a pele. Para distinguir os sintomas de doença descompressiva e embolia, observe as características de cada uma abaixo: Doença Descompressiva: 1 - Aparecimento dos sintomas tendem a demorar apesar de poderem surgir ainda na água, quando da emersão; 2 - Dores nas juntas dos ombros, pélvis, joelhos e cotovelos são os sintomas mais comuns; 3 - Os sintomas tendem a acontecer em ambos os lados do corpo; 4 - Os sintomas geralmente pioram ou não mudam com o decorrer do tempo; Embolia: 1 - O aparecimento dos sintomas acontece, quase sempre nos primeiros 10 minutos após a emersão ou enquanto o mergulhador estiver na água; 2 - A perda da consciência, problema com a fala e visão e paralisia súbita são os sintomas mais comuns; 3 - Os sintomas tendem a acontecer em um dos lados do corpo; 4 - Os sintomas podem diminuir antes da vítima chegar a uma câmara de recompressão, entretanto, sintomas que indicam perigo de vida podem aparecer repentinamente.

TRATAMENTO DA DOENÇA DESCOMPRESSIVA
A demora na aplicação dos primeiros socorros ou tratamento médico pode resultar em danos irreversíveis aos tecidos afetados. Respirar oxigênio pode ser o tratamento satisfatório para os problemas menores causados pela doença descompressiva, mas o único procedimento recomendado de tratamento adequado é recompressão imediata em uma câmara de recompressão. A recompressão reduz o tamanho das bolhas, redissolvendo-as para dentro da corrente sangüínea. Siga os procedimentos de primeiros socorros abaixo para minimizar possíveis efeitos crônicos em uma vítima de doença descompressiva enquanto estiver a caminho de câmara de recompressão: 1 - Coloque a vítima de cabeça para baixo sobre as costas, pés elevados a 30 graus. A vítima deveria estar deitada em ângulo de 15 graus a sua esquerda. Esta posição minimiza danos causados pelas bolas; 2 - Ministre oxigênio imediatamente para ajudar a drenar o excesso de nitrogênio do corpo; 3 - Mantenha a temperatura do corpo normal; 4 - Não ministre líquidos nem analgésicos; 5 - Observe cuidadosamente a respiração da vitima e ministre respiração artificial se necessário; 6 - Transporte a vitima rápida e cuidadosamente para a câmara de recompressão mais próxima;

Sempre procure obter assistência medica especializada tão rápido quanto possível. Telefone à câmara de recompressão mais próxima antes da vitima chegar para que seja preparada e um medico requisitado ao local. Importante: JAMAIS tente recomprimir uma vitima de doença descompressiva na água, porque os sintomas podem agravar e desenvolverem-se no fundo. O tratamento de recompressão não deve ser conduzido na água, porque exposição prolongada é perigosa e inconsciência a outros sintomas podem ocorrer. Tratamento adequado requer recompressão a profundidade extrema. A temperatura da água e o suprimento de ar restringem as possibilidades de completar um recompressão sob a água. Nunca tente recomprimir uma vitima de doença descompressiva sob a água.

O MERGULHO PROFUNDO PLANEJAMENTO, PREPARAÇÃO E TÉCNICAS
O mergulho profundo seguro requer planejamento adequado, preparação e técnicas novas importantes. Planejamento contigencial deverá incluir previsão de situações de falta de ar, descompressão de emergência, separação dos companheiros, narcose, perda do cabo auxiliar de subida e desorientação, para nomear umas poucas. Em resumo, o planejamento do mergulho profundo deveria incluir: 1 - Verifique as condições de água do dia anterior r no dia do mergulho; 2 - Seleção do local; 3 - Preparação do equipamento e acessórios de apoio adicionais; 4 - Inspeção cuidadosa do equipamento normal; 5 - Tome informações da câmara de recompressão mais próxima e telefones de emergência local; 6 - Notifique a um não mergulhador sobre seu mergulho e se possível peça a alguém para esperalo na praia ou barco; 7 - Estime o ar necessário; 8 - Resolva qual o objetivo do seu mergulho; 9 - Limite a profundidade e limite de fundo; 10 - delineie o horário de mergulho e planos alternativo; 11 - Discuta as comunicações; 12 - Escolha os métodos de entrada e saídas adequados. A maior parte das técnicas utilizadas pôr mergulhadores esportivos envolvem o controle da compensação dos espaços aéreos, evitar descompressões e prevenção da desorientação durante a subida, descida e durante a permanência no fundo. Antes de descer, relaxe e evite atividades cansativas. Neste momento você deveria reavaliar as condições ambientais, prestando atenção principalmente nas correntes, visibilidade e temperatura da água. Instale o seu equipamento de emergência e informe ao não mergulhador que o acompanha do seu plano de mergulho e procedimentos de emergência. Uma vez dentro da água, sinaliza O.K. ao seu companheiro de mergulho e anote a hora. Pode ser uma boa idéia pre-compensar seus ouvidos antes de descer. Usando um cabo guia para descer e subir, desça com os pés primeiros para evitar a vertigem ou dificuldades de compensar. Desça devagar, (menos que 0.5 metros/segundo), confira seu profundímetro para não exceder a profundidade desejada. Mantenha contato com seu

companheiro e compense a sua flutuabilidade negativa crescente. A se aproximar do fundo pare o movimento de pernas para evitar agitar o sedimento do fundo. Quando estiver no fundo verifique a posição do seu equipamento e neutralize a sua flutuabilidade. Comunique-se com seu companheiro para segurar-se que tudo esta em ordem. Atente especialmente pêlos sintomas de narcose das profundezas. Se você tenha de separar-se de seu cabo de referencia (subida e descida), marque sua localização em referencia ao ambiente. Faça uma marcação na bússola e siga um rumo para longe do cabo e, cuidadosamente, observe a distância que nadar e as voltas que fizer. Mantenha um ritmo, evite serviço cansativo que o leve a aumentar o nível de dioxido de carbono e falta de ar. Constantemente verifique seu suprimento de ar e profundidade. Quando chegar a hora de subir ou se tiver completado seu objetivo, volte ao cabo de referência (ou cabo de ancora), usando as bússolas e as referencias naturais. Antes de começar a ascender, anote o tempo de fundo. Remova um pouco de ar do colete e comece a ascensão a 18 metros pôr minuto. Sempre permaneça antes da sua menor bolha de ar para assegurar-se não estar subindo demasiadamente rápido. Relaxe, mantenha contato e comunicação com seu companheiro enquanto verifica a área acima. Confira seus instrumentos constantemente. Antes de chegar a marca dos três metros resolva se uma para de segurança e necessária. Assim que tiver retornado a superfície, comunique-se e verifique as reações de cada um. Evite nadar rapidamente para praia ou barco. Relaxe e nade devagar. Após remover o equipamento evite atividades cansativas, como puxar o cabo da ancora ou caminhar em ladeiras ou rochas. Evite chuveiros quentes e álcool logo após o mergulho. Se você estiver com frio, aqueça-se vagarosamente tomando líquidos quentes e vestindo casacos. Espere um prazo adequado de fazer outro mergulho dentro das próximas 24 horas. Sempre faça mergulhos repetitivos a profundidades menores. Tome bastante liquido antes de um mergulho subsequente. Abaixo estão listadas técnicas importantes que devem ser usadas para corrigir um plano de mergulho profundo que não deu certo. 1 - Dificuldade em compensar: Suba até a dor parar, tente compensar novamente. Se não conseguir, não force e aborte o mergulho; 2 - Se o fundo é mais longe que o planejado: Reavalie a situação cuidadosamente. Verifique na sua tabela de mergulho qual o tempo de fundo máximo de não descompressão a profundidade em questão; 3 - Suspensão de sedimentos: Se você desagregou muito sedimento, mova o peso do flutuador para outro local, aborte o mergulho se a visibilidade chegar a zero; 4 - Perda do cabo de ascensão: Juntos iniciem uma procura curta. Se não forem bem sucedidos, comecem a ascender prestando atenção nos instrumentos; Permaneçam abaixo das bolhas menores, mantenha o volume pulmonar neutro e equalize sua flutuabilidade. Coloque uma mão acima da cabeça e mantenha contato constante com seu parceiro enquanto observa a área acima. Antes de emergir, pare, escute e observe para o caso de haver barcos na superfície; 5 - Sem ar: Dependendo da situação, você pode resolver iniciar uma subida de emergência, respiração em 2 em 1 (cachimbo) com o companheiro ou usar o 2º estagio de reserva do seu companheiro. Esta situação não deveria acontecer nunca em mergulhos profundos. Sempre consulte seu manômetro submersível; 6 - Mergulho cansativo ou frio: Use a profundidade e tempo de fundo seguinte da sua tabela;

7 - Variações na velocidade de subida: No caso de demora em subir de profundidade abaixo de 15 metro (50 pés), aumente o tempo de fundo total pela diferença entre o tempo de subida e taxa normal de subida. Pôr uma ascensão rápida numa situação de não descompressão, onde o tempo de fundo total (TFT) esta dentro de deis minutos do tempo de descompressão, pare a 3 metro (10 pés) pela diferença entre a taxa de subida normal e real; 8 - Separação do companheiro: Inicie uma busca curta. Se não for capaz de localiza-lo suba e emerja. Não Volte a descer para continuar a busca. Se seu companheiro não emergir dentro de um período razoável de tempo, procure auxilio com as autoridades de emergência locais; 9 - Narcose das profundezas: Sempre suba a profundidades menores quanto sentir os efeitos da narcose; 10 - Parada descompressiva omitida: Se o mergulhador emergir e descobrir que era necessário a aparada descompressiva, mas esta não foi feita, devido a distração ou falta de ar que forçou a superfície, uma descompressão pode ser reentrando na água, desde que o mergulhador não apresentou os sintomas de doenças descompressiva e que o intervalo de superfície não foi superior a 5 minutos. O mergulhador poderá então, reentra na água e descomprimir a: 40 pés (13,5 mts) pôr ¼ do tempo de parada a 10 pés (3 mts) 30 pés (9,0 mts) pôr 1/3 do tempo de parada a 10 pés (3 mts) 20 pés (6,0 mts) pôr ½ do tempo de parada a 10 pés (3 mts) 10 pés (3,0 mts) pôr 1 ½ do tempo de parada a 10 pés (3 mts)

TÉCNICAS DE DESCOMPRESSÃO DE EMERGÊNCIA
Um mergulho bem planejado é executado com segurança e nunca requer parada descompressiva de emergência. Entretanto, se um planejamento de mergulho é alterado e o tempo de descompressão é necessário, existem diversas técnicas que você pode usar para evitar dificuldades de descompressão. Consulte sua tabela de mergulho. Se tudo foi arranjado adequadamente antes do mergulho profundo, uma parada descompressiva de emergência no cabo de subida equipado com cilindro e regulador, pesos e tabelas de mergulho extras será mais fácil. Verifique o seu tempo de descompressão e permaneça lá pelo período adequado. Sempre mantenha seu peito ou linha media do corpo a 10 pés (3 mts). Se você não conseguir localizar seu cabo de subida, você pode, ou subir a 10 pés e pairar durante o seu período de recompressão, ou, se tiver perto de águas rasas, nadar devagar ate a profundidade de 10 pés até o tempo de recompressão esgotar. Ambas as técnicas exigem esforço e concentração para manter a posição a 10 pés da superfície. Porque você esta longe dos seus cilindros de reserva, estas técnicas são perigosas e deveriam ser usadas apenas em condições extrema emergência.

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