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MÓDULO I- INFORMAÇÕES INDISPENSÁVEIS

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A indústria petrolífera é potencialmente poluidora durante todo o seu processo que vai
da extração, tanto em terra com no mar, até a utilização de seus derivados como a gasolina e
o óleo diesel, passado pela sua atividade de refino. Entretanto, os dois principais focos de
preocupação sobre a poluição causada pela indústria petrolífera são os que se referem ao
vazamento de óleos nos ambientes marinhos e poluição do ar pela queima dos derivados de
petróleo.

A poluição do mar por óleo

Temos apenas a mais vaga das idéias de quanto ela ocorre, e apenas uma pequena
fração é vista por gente em terra. Embora o óleo seja o poluente mais aparente dos oceanos,

TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP

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as propriedades mecânicas e químicas do óleo variam muito de acordo com sua origem, grau
de processamento (se houver), temperatura e condições do mar. Sabemos que o petróleo é
tóxico, mas é arriscado fazer generalizações porque ele consiste em muitos componentes
que, por sua vez, formam outros compostos no ambiente.

Origens

A quantidade de óleo derramado no meio marinho é provavelmente entre 3 a 6 bilhões
de litros por ano, cerca de um milésimo do total extraídos na exploração. A maior parte da
poluição dos mares, todavia, está associada com transporte do petróleo dos poços para os
centros industriais.

Os navios são considerados responsáveis pela maior parte do derramamento durante:

1) ajustagem do peso e lastro do navio;
2) carga e descarga;
3) acidentes.

Até há pouco tempo parte da poluição era causada por uma operação rotineira. Os
petroleiros que transportam óleo Bruto, não podem navegar vazios. As hélices e o leme
estariam parcialmente expostos, perdendo perigosamente sua estabilidade. A solução era
bombear água do mar para dentro dos tanques de petróleo, até que o navio chegasse a um
porto onde mais petróleo pudesse ser carregado. Como sempre ficam resíduos de petróleo
nos tanques, estes tinham que ser limpos primeiramente para a água oleosa não poluísse o
porto durante o carregamento de óleo. Assim, cerca de 4% de cada carregamento de petróleo
eram bombeados para fora do navio juntamente com a água de lavagem do petroleiro.
Devido a fortes críticas e sanções em alguns países, os operadores de navios
começaram a usar um tanque especial para guardar a água de lavagem e separar a maior
parte do petróleo para recuperação.
Conhecido com CEC, abreviação de “carga em cima” (ou em inglês. LOT – abreviação
de load on top): ela refere-se ao carregamento de óleo bruto novo por cima dos resíduos de
água e óleo nos tanques. Mais de três quartos dos petroleiros agora possuem esses tanques
de armazenagem.

Acidentes marítimos respondem pelos maiores índices isolados de derramamento.
Todo ano ocorrem entre cinqüenta a cem incidentes sérios que envolvem danos a petroleiros
e derramamento de óleo. Quanto o “Torrey Canyon” bateu em rochedos próximos ao canal da
Mancha em Março de 1967, uns cento e vinte milhões de litros de óleo foram derramados ao
mar. No ano seguinte, o “World Glory” sofreu um dano no casco e despejou mais duzentos
milhões de litros de petróleo nas águas da África do Sul. Mais recentemente pode ser citado o
caso catastrófico do “Exxon Valdez”, o petroleiro 42 milhões de litros de óleo na costa do
Alasca em 1989, comprometendo o ecossistema por 10 anos. Devido a este acidente o
governo americano intimou o aumento da segurança dos petroleiros e passou a aplicar uma
multa de 700 milhões de dólares aos petroleiros que deixassem vazar óleo na costa
americana. Economias feitas no projeto, construção e operação dos navios aumentam a
possibilidade de acidentes. Apenas uma única chapa do casco separa o óleo das águas do
oceano. Hélices simples são as mais econômicas, mas reduzem a manobrabilidade e a

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capacidade de fazer parar os petroleiros. O treinamento da tripulação tem sido criticado, e as
comunicações dentro dos navios são muito deficientes. Atualmente as providências legais
prevêem a criação de cascos com proteção dupla para os petroleiros.
Acidentes em poços de plataforma submarinos são considerados, a seguir o maior
contribuinte para poluição por petróleo do meio marítimo. Mais de 10.000 poços foram
perfurados no Golfo do México, a maioria no largo de Lousiania; e outros 1.000 foram
perfurados ao longo da costa da Califórnia. Com a ênfase dada a auto-suficiência em energia,
espera-se que a costa atlântica dos EUA seja próxima cena de perfuração extensiva.
Explosões e perda do controle sobre o fluxo de óleo sob alta pressão representam um dos
perigos. Entre 80.000 e 800.000 litros/dia de petróleo se perdera numa explosão em Santa
Bárbara, em Janeiro de 1969. Uma explosão num poço em Lousiania em abril de 1967,
causou um fluxo de 160.000 mil litros por dia para o mar.
Apesar das apreensões quanto aos possíveis efeitos da construção do grande oleoduto
do Alasca, verificou-se que os oleodutos não são poluidores sérios, embora ocorram
vazamentos ocasionais e consideráveis como aconteceu recentemente no Rio de Janeiro.
Uma estimativa de que há um a dois vazamentos por ano devem ser esperados para cada
1.600 km de oleoduto. Poderiam ser citadas numerosas outras fontes de poluição por
petróleo. Joga-se óleo usado do carter cada vez mais nos esgotos que levam a rios e
estuários. Vazamentos e efluentes de indústrias químicas contribuem com uma parcela, e
falhas em tanques de armazenagem causaram alguns derramamentos devastadores. Toda
combustão de petróleo é geralmente incompleta, deixando algum resíduo que se deposita no
solo ou na água. Além disso, os vazamentos em terra são de rápida e fácil identificação,
restringindo-se a suas conseqüências.

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