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Gerês: 5 locais a não perder

O Gerês é um dos locais mais genuínos em Portugal. É um misto de natureza e tradição.

Desde as cascatas impressionantes aos garranos selvagens, o Gerês apaixona. Estes são os nossos locais preferidos, venha connosco conhecer 5 locais que não pode perder

no Gerês…

Pitões das Júnias e Mosteiro de Santa Maria das Júnias

Pitões das Júnias é uma aldeia situada dentro do Parque Nacional Peneda-Gerês, na região de Barroso, Trás-os-Montes. Faz parte do Concelho de Montalegre, Distrito de Vila Real. A sua origem confunde-se com a do Mosteiro de Santa Maria das Júnias, entre os séculos IX e XI.

de Santa Maria das Júnias, entre os séculos IX e XI. A pitoresca aldeia de Pitões

A pitoresca aldeia de Pitões das Júnias

séculos IX e XI. A pitoresca aldeia de Pitões das Júnias Mosteiro de Santa Maria das

Mosteiro de Santa Maria das Júnias

Cascatas e lagoas do Tahiti e Cascatas do Rio Homem

O local não vêm nos roteiros, conselhos de amigos levaram-nos a este sítio que dizem mágico.

Depois de passarmos Vilar de Veiga, virámos à direita por estradas estreitas mas paisagem bucólicas… Seguimos para Cabril até encontrarmos a ponte sobre o Rio Arado. Daqui já

podemos observar algumas lagoas, mas aventuremo-nos mais abaixo, por um pequeno trilho do lado direito do rio, até termos esta visão exótica.

do lado direito do rio, até termos esta visão exótica. Cascatas no Rio Arado Cascatas do

Cascatas no Rio Arado

rio, até termos esta visão exótica. Cascatas no Rio Arado Cascatas do Rio Homem Os Espigueiros

Cascatas do Rio Homem

Os Espigueiros

Também chamados de caniços ou canastro, os espigueiros são estruturas de pedra que têm como função a secagem do milho. Através da elevação do solo com recurso a colunas de pedra, permite-se o afastamento do mesmo aos roedores. São usadas fissuras laterais para permitir a circulação do ar. Apesar de estas estruturas se encontrarem um pouco por todo o país, é no Norte que eles são mais característicos, principalmente os da zona do Gerês, construídos inteiramente de pedra. Os espigueiros aqui referidos, os do Soajo e do Lindoso, são imóveis classificados como de interesse público.

Espigueiros Ponte da Misarela Aqui o diabo anda mesmo à solta, fazem-se mezinhas e rezam-se

Espigueiros

Aqui o diabo anda mesmo à solta, fazem-se mezinhas e rezam-se quebrantos. Depois de Pitões das Junias, descendo em direção ao Cávado, o rio Rabagão corre livre, sulcando rochas e falésias, deixando atrás de si um rasto de lagoas profundas e cascatas íngremes.

de si um rasto de lagoas profundas e cascatas íngremes. Ponte da Misarela, onde o diabo

Ponte da Misarela, onde o diabo anda à solta

Vilarinho da Furna, a aldeia afundada!

Aqui o progresso matou os pastos, os terrenos de cultivo, a paisagem, a cultura, uma herança de tempos imemoriais, enfim as pessoas morreram com a aldeia. E a troco que quê? De 5$00 o m2. Este foi o preço pago na altura pela empresa de energia nacional. Vilarinho da Furna era uma pequena aldeia da freguesia de S. João do Campo, situada no extremo nordeste do concelho de Terras de Bouro, distrito de Braga. A sua origem perde-se. Foi destruída a 21 de Maio de 1972 por uma barragem.

distrito de Braga. A sua origem perde-se. Foi destruída a 21 de Maio de 1972 por

Vilarinho da Furna

À conquista do Parque Nacional da Peneda- Gerês! (2º Dia)

Rota: Boticas – Montalegre – Pitões das Junias – Parada – Sidrões – Cabril (ver mapa no final) Este é o primeiro dia em pleno parque… A ansiedade é enorme e o frio também. Apesar de estarmos em pleno verão, a chegada a Montalegre trouxe-nos uma visão invernal! Pessoas vestidas com agasalhos e roupas quentes, aquele nevoeiro dos tempos frios pressionava-nos contra o chão!

nevoeiro dos tempos frios pressionava-nos contra o chão! Castelo de Montalegre A contrabalançar com este clima

Castelo de Montalegre

A contrabalançar com este clima típico dos meses mais frios, encontramos uma vila típica do interior, onde o calor transborda. Aqui o granito é rei e senhor… mas um granito sorridente em ruas arejadas e convidativas guardadas por um castelo medieval. Montalegre é também uma das Portas de Entrada no Parque Natural do Gerês. Actualmente, apenas se encontram em funcionamento as portas de Lamas do Mouro e Campo do Gerês. Todavia, vale a pena a uma visita ao Posto de Turismo, mesmo ao lado da delegação do PNPG, e a fim de nos munirmos de um mapa (ou faz o download A eB), simples mas completo no concelho de Montalegre. Deixámos Montalegre para trás e por entre montes e vales, sempre num rodopio para não perder paisagens cada vez mais impressionantes, o trilho levou-nos ate Pitões das Júnias.

Pitões das Júnias é uma aldeia situada dentro do Parque Nacional Peneda-Gerês, na região de Barroso, Trás-os-Montes. Faz parte do Concelho de Montalegre, Distrito de Vila Real. A sua origem confunde-se com a do Mosteiro de Santa Maria das Júnias, entre os séculos IX e XI.

Aldeia de Pitões das Júnias Para além de Pitões das Júnias O clima inóspito no

Aldeia de Pitões das Júnias

Aldeia de Pitões das Júnias Para além de Pitões das Júnias O clima inóspito no Inverno

Para além de Pitões das Júnias

O clima inóspito no Inverno e a consequente imigração contribuíram para que a aldeia mantivesse sua pequena população e o aspecto medieval. As casas de pedra são um dos grandes ícones desta pequena aldeia, que no Verão vê a sua população aumentar quer graças ao regresso dos seus emigrante, quer à quantidade de turistas que cada vez mais visita as Terras do Barroso. Mas em dúvida que o seu maior ícone é o Mosteiro de Santa Maria das Júnias.

Vista sobre o Mosteiro Para se chegar a este mosteiro nas margens do rio Campesino,

Vista sobre o Mosteiro

Para se chegar a este mosteiro nas margens do rio Campesino, existe um percurso homologado (aberto). São cerca de 3 km, descendo até ao miradouro, percorrendo a margem direita do rio campesino até ao Mosteiro de Santa Maria das Júnias. O percurso é de baixa dificuldade. O percurso começa no cemitério de Pitões das Júnias, deve deixar aqui o carro, todavia se insistir em continuar com ele poderá deixa-lo cerca de 1km mais abaixo (largue o carro o mais rápido possível…). Encontraremos um largo, pela direita temos acesso ao miradouro de Pitões, que nos oferece uma panorâmica fantástica sobre a zona do barroso e vista sobre uma gigantesca cascata, se continuar em frente terá acesso directo ao Mosteiro e posteriormente ao miradouro.

acesso directo ao Mosteiro e posteriormente ao miradouro. São indescritíveis as emoções que nos assaltam dentro

São indescritíveis as emoções que nos assaltam dentro do mosteiro. Resquícios de claustros perfeitos, paredes que escondem estórias de então, quem sabe de encantar. Perca-se entre as ruínas, aprecie as margens de um rio que corre devagar, indiferente ao tempo, banhe-se nas suas águas.Mesmo junto ao Mosteiro poderá ainda retemperar forças, e apreciar a merenda que preparou de antemão. Não poderá deixar de visitar um belo exemplar de um moinho movido a água, bastando para tal passar a margem por uma ponte que conta já muitas primaveras.

Mosteiro de Santa Maria das Júnias (mais informação)

Em Pitões das Junias poderá visitar ainda o Ecomuseu do Barroso, na antiga Corte do Boi, aberto

recentemente, que nos leva a uma viagem a tempos imemoriais.

recentemente, que nos leva a uma viagem a tempos imemoriais. Aldeia com a albufeira da paradela
recentemente, que nos leva a uma viagem a tempos imemoriais. Aldeia com a albufeira da paradela
recentemente, que nos leva a uma viagem a tempos imemoriais. Aldeia com a albufeira da paradela

Aldeia com a albufeira da paradela

Depois de Pitões das Junias o trilho levou-nos a um dos sítios mais enigmáticos do Gerês, com quebrantos, diabos e lendas à mistura. A Ponte da Misarela, eternizada na voz de Sebastião Antunes (Quadrilha). Aqui o diabo anda mesmo à solta, o rio Rabagão corre livre, sulcando rochas e falésias, deixando atrás de si um rasto de lagoas e belas cascatas.

Ponte da Misarela, onde o diabo anda à solta Leia tudo o que escrevemos e

Ponte da Misarela, onde o diabo anda à solta

Leia tudo o que escrevemos e o que sentimos na nossa visita à Ponte da Misarela, onde o diabo anda à solta.

Ainda extasiados e ao som da Ponte da Misarela, e porque o sol já se punha entre as colinas que se erguiam até aos céus, o trilho levou-nos até ao Parque de Campismo do Cabril para mais uma noite onde as estrelas iam servir de tecto e companhia…

levou-nos até ao Parque de Campismo do Cabril para mais uma noite onde as estrelas iam

À conquista do Parque Nacional da Peneda- Gerês! (3º Dia)

Rota: Cabril – Fafião – S. Bento da Porta Aberta – Ermida – Portela do Homem – Campo do Gerês – Vilarinho das Furnas – Entre-Ambos-os-Rios Tem sido engraçado, e verificamos durante o resto dos dias, que os campistas são todos os dias de manhã brindados com pão fresco. Aquele toque inconfundível que anuncia o pão, começou a tornar-se hábito pelos parques que eram percorridos. Hoje o dia é longo, talvez o mais longo de todos… temos que retemperar forças! Hoje também seria o dia em que deixaríamos a Serra do Gerês para trás para entrarmos na Serra Amarela.

Depois de uma tentativa frustrada no dia anterior de encontrar o Fojo do Lobo de Paradela, hoje o trilho, levar-nos-ia a Fafião, para uma nova incursão. Em Fafião um percurso homologado fechado levou-nos a volta à aldeia. O Fojo do Lobo fica ligeiramente fora do percurso, mas o orgulho com que as gentes que outrora o perseguiram agora o indicam foi sem dúvida especial.

O Fojo do Lobo, não é mais que uma arcaica construção de pedra para dar caça ao Lobo (Canis lúpus).

Consistia em dois muros de pedra com cerca de 2 m de altura que se afunilavam e por onde era conduzido

o lobo, no final, um poço condenava o lobo… Estas construções são o reflexo da relação ancestral do

homem com o Lobo e que infelizmente ainda chegou aos nossos dias com frequentes cenas de tentativas

de envenenamento.

O lobo quase extinto em todo o país continua com alguma representatividade no PNPG.

todo o país continua com alguma representatividade no PNPG. Depois de uma rápida passagem pelo São

Depois de uma rápida passagem pelo São Bento da Porta Aberta, local de romaria que faz as estradas pequenas e a agitação transformar o Gerês num qualquer outro lugar de culto (sem mencionar o turismo religioso e o aglomerado casas de pasto que se amontoam estrada acima), chegara a hora da do Rio Arado. Mas o trilho não nos iria levar ao local comum de observação das cascatas do Arado, iríamos tentar encontrar aquelas que muitos chamam as “cascatas e lagoas do Tahiti”. O local não vêm nos roteiros, conselhos de amigos levam-me a tentar encontrar o sítio que dizem mágico. Depois de passarmos Vilar de Veiga, virámos à direita por estradas estreitas mas paisagem bucólicas… Seguimos para Cabril até encontrarmos a ponte sobre o Rio Arado. Daqui já podemos observar algumas lagoas, mas aventuremo- nos mais abaixo, por um pequeno trilho do lado direito do rio até termos esta visão exótica….

Aproveite para explorar as imensas lagoas, banhe-se nas águas translúcidas que por aqui correm e

Aproveite para explorar as imensas lagoas, banhe-se nas águas translúcidas que por aqui correm e aventure-se até um pouco mais abaixo até à foz, não se arrependerá! Uma passagem rápida pelas Caldas do Gerês, com a sua habitual confusão veraneia e eis-nos a percorrer, ou melhor, a subir lentamente o vale glaciar até Ponte de Leonte, a porta de entrada na Mata de Albergaria, um autêntico santuário para a vida selvagem, para a flora e para a fauna. Paisagens bucólicas acompanhar-nos-ão ao longo do percurso. Apesar da estrada continuar até Portela do Homem (fronteira com Espanha), teremos que pagar uma taxa para circular de carro. O ideal será percorrer a pé, os 6 Km entre Portela de Leonte e Portela do Homem e apreciar o que a natureza tem de melhor, já que se fizer a viajem de carro, fique a saber que não é permitido paragens! Se a opção for caminhando e se não se sentir com forças para fazer o caminho de regresso, saiba que existem autocarros do PNPG que fazem o percurso inverso. Umas pequenas incursões por mato mais denso e será surpreendido azevinho em estado selvagem que abunda na matas do Gerês, matas de carvalhos, colmeias… enfim, a natureza em estado puro.

Visite as lagoas do Rio Homem e aventure-se pela Geira Romana até Campo do Gerês.

Homem e aventure-se pela Geira Romana até Campo do Gerês. Se optou pelo carro e não
Homem e aventure-se pela Geira Romana até Campo do Gerês. Se optou pelo carro e não

Se optou pelo carro e não quiser voltar até Portela de Leonte e novamente até Caldas do Gerês, existe um trilho florestal (“terra batida”) que liga Portela do Homem ao Campo do Gerês, são cerca de 8 Km, contornando a albufeira de Vilarinho das Furnas, em autêntica gincana, imitando o “foge do buraco”… Próxima paragem, Vilarinho da Furna…

Vilarinho da Furna, a aldeia afundada!

Aqui o progresso matou os pastos, os terrenos de cultivo, a paisagem, a cultura, uma herança de tempos imemoriais, enfim as pessoas morreram com a aldeia. E a troco que quê? De 5$00 o m2. Este foi o preço pago na altura pela empresa de energia nacional. Não importava se tinhas uma casa boa ou má, se os terrenos eram de cultivo ou apenas um amontoado de pedras… a dignidade de uma comunidade, a vida das pessoas foi paga a 5$00 o m2Vilarinho da Furna era uma pequena aldeia da freguesia de S. João do Campo, situada no extremo nordeste do concelho de Terras de Bouro, distrito de Braga.A sua origem perde-se, foi destruída há vinte e seis anos (21 de Maio de 1972) por uma barragem. A barragem não só emergiu campos e casas, mas, sobretudo, uma comunidade com uma riqueza cultural valorosa e rara. Como forma de salvaguardar todo o património em causa foi construído pela Câmara Municipal de Terras de Bouro em 1981 o Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna. Vilarinho tinha as suas leis, os seus hábitos, as suas pessoas, as suas terras o seu gado, a sua organização, o seu modo de vida… Um conjunto único que a transformava numa comunidade ímpar. Mas foi alagada.

E é possível que alguns dos traços da maneira de viver do povo de Vilarinho se filiassem na cultura dos povos pastores e ganadeiros indo-europeus, provavelmente lá introduzidos por migrações pré-romanas e reforçados pelas invasões suevas.

Depois de uma visita ao museu etnográfico, restava apenas saudar essa bela aldeia adormecida à força que jaz agora entre águas profundas.

adormecida à força que jaz agora entre águas profundas. Pouco resta da antiga aldeia, quando a

Pouco resta da antiga aldeia, quando a água da albufeira desce ainda é possível ver os muros, os restos de casas de outrora. Para chegar às ruínas da antiga aldeia, siga por um caminho que ladeia a albufeira pelo lado esquerdo. O percurso de ida e volta demora cerca de 1 hora. A noite já se anunciava, o sol escondia-se por entre cumes esguios que rasgavam o céu e o Parque de campismo de Etre-Ambos-Os-Rios estava à espera. Miguel Torga com a arte e engenho só reconhecidos aos poetas, imortalizou nos seus versos uma morte, ou será uma aldeia morta? Em dias de “água baixa” emerge para nos saudar…

À conquista do Parque Nacional da Peneda- Gerês – 4º Dia

À conquista do Parque Nacional da Peneda- Gerês – 4º Dia Rota: Entre-Ambos-Os-Rios – Lindoso –

Rota: Entre-Ambos-Os-Rios – Lindoso – Soajo - Mezio – Peneda – Lamas do Mouro Era já o 4º dia em pleno PNPG… Começou cedo o dia. Os espigueiros de Lindoso de do Soajo esperam, como o fazem à séculos! Era também o dia das 3 serras: Amarela, Soajo e para terminar a Peneda. OS ESPIGUEIROS Também chamados de caniços ou canastro, os espigueiros são estruturas de pedra (também encontramos espigueiros totalmente em madeira ou mesmo mistos) que têm como função a secagem do milho. Através da elevação do solo com recurso a colunas de pedra, permite-se o afastamento do mesmo aos roedores. São usadas fissuras laterais para permitir a circulação do ar. Apesar de estas estruturas se encontrarem um pouco por todo o país, é no Norte que eles são mais característicos, principalmente os da zona do Gerês, construídos inteiramente de pedra. Os espigueiros aqui referidos, os do Soajo e do Lindoso, são imóveis classificados como de interesse público. Em Lindoso podemos apreciar, junto do imponente castelo, um conjunto impressionante de espigueiros, o maior conjunto nacional, com quase uma centena de exemplares.

castelo, um conjunto impressionante de espigueiros, o maior conjunto nacional, com quase uma centena de exemplares.
castelo, um conjunto impressionante de espigueiros, o maior conjunto nacional, com quase uma centena de exemplares.
castelo, um conjunto impressionante de espigueiros, o maior conjunto nacional, com quase uma centena de exemplares.
castelo, um conjunto impressionante de espigueiros, o maior conjunto nacional, com quase uma centena de exemplares.

Um deleite para a vista… estes espigueiros! E não seriam os últimos, faltavam os do Soajo! Depois de uma visita ao castelo do Lindoso e às suas exposições de armas o trilho segue para o Soajo. SOAJO Em pleno PNPG o Soajo é uma aldeia diferente. É um oásis da civilização moderna em plena serra. Aqui podemos encontrar os mais variados serviços: banco (multibanco), correios, restaurantes, etc. Toda a aldeia foi sujeita a um plano de remodelação e conservação de forma a preservar a sua arquitectura única. Casas, calcadas em pedra, pelourinho… são a porta, a passagem para um tempo distante mas que ali se encontram os seus resquícios. Vindo de Linhoso, encontrará à entrada da aldeia um conjunto magnífico de espigueiros em pedra, com a particularidade de quase todos eles assentarem também em uma base de pedra (um enorme maciço granítico).

também em uma base de pedra (um enorme maciço granítico). A Serra do Soajo é sem

A Serra do Soajo é sem dúvida magnífica. Já na fronteira do PNPG, a caminho de Arcos de Valdevez fica a Mata do Mezio, além dos vestígios pré-históricos é um sítio único com percurso homologado fechado. Aproveita para merendar no belo parque de merendas. Aproveite para apreciar o Vale do Ramiscal com cerca de 10 quilómetros de extensão que se dispõe no sentido Este-Oeste. A maior parte da sua área está protegida legalmente pelo máximo estatuto de protecção ambiental, o de Parque Nacional. Infelizmente, em Agosto de 2006, grande parte da Mata foi consumida pelo fogo e era formada sobretudo por exemplares de Carvalho-alvarinho (Quercus robur) de grande porte e por azevinhos antiquíssimos. Neste local deambulava o Lobo-ibérico (Canis lupus signatus), a Águia-real (Aquila chrysaetos) cruzava assiduamente os céus e o Gato-bravo (Felis silvestris) refugiava-se no mais espesso do bosque.

(Felis silvestris) refugiava-se no mais espesso do bosque. Fraga dos Pastorinhos Caminhos serpenteados, vales
(Felis silvestris) refugiava-se no mais espesso do bosque. Fraga dos Pastorinhos Caminhos serpenteados, vales

Fraga dos Pastorinhos Caminhos serpenteados, vales escarpados, bois de raça barrosão e muitas cabras à mistura levaram-nos até ao Santuário da Peneda, um local de culto em pleno vale glaciar, o “Bom Jesus” do Gerês. Não deixe de apreciar as suas cascatas, suba-as e delicie-se com lindas lagoas. Todavia mais impressionante que o próprio santuário, e o sítio onde se ergue é a protecção que o ladeia… uma enorme fraga!

Ponte em Lamas do Mouro Era final de tarde em Lamas do Mouro… depois do
Ponte em Lamas do Mouro Era final de tarde em Lamas do Mouro… depois do

Ponte em Lamas do Mouro

Era final de tarde em Lamas do Mouro… depois do percurso que nos pelas entranhas da aldeia e arredores formos surpreendidos por uma visão magnífica… garranos!

formos surpreendidos por uma visão magnífica… garranos! Lama do Mouro é uma das Portas de Entrada

Lama do Mouro é uma das Portas de Entrada no PNPG e sem dúvida a que melhor serve os interesses dos visitantes. Uma estrutura moderna, com muita informação sobre o parque e acima de tudo pessoas muito simpáticas. Nota: obrigado ao responsável pela informação por me ter deixado descarregar as fotos para a pen… ufa! Depois de uma refeição a frio, como vinha sendo hábito, com muitos tomates (), um banho restaurador e a descansar com as estrelas… Amanha é o último dia nestas serras magníficas!

(  ), um banho restaurador e a descansar com as estrelas… Amanha é o último
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Eis os sítios a visitar no Parque Nacional da Peneda-Gerês:

1. Castro Laboreiro

Castelo de Castro Laboreiro Fonte : castrolaboreiro.com Ponte em Castro Laboreiro Fonte : castrolaboreiro.com

Castelo de Castro Laboreiro Fonte : castrolaboreiro.com

Castelo de Castro Laboreiro Fonte : castrolaboreiro.com Ponte em Castro Laboreiro Fonte : castrolaboreiro.com

Ponte em Castro Laboreiro Fonte : castrolaboreiro.com

Castro Laboreiro é uma aldeia muito conhecida pelas ruínas do castelo do século XVI, construído em 1505 sobre as fundações de um castelo mouro do século XII, pontes e igrejas medievais, fornos comunitários, moinhos e estilo de vida dos habitantes.

2. Peneda

Santuário da Nossa Senhora da Peneda Fonte : Rui Videira

Santuário da Nossa Senhora da Peneda Fonte : Rui Videira

Peneda é uma das mais belas aldeias de montanha e situa-se quase a meio do caminho entre Lamas de Mouro e Soajo. Sobrepondo uma ravina profunda, com vista para uma montanha arredondada e uma cascata, Peneda oferece um espectáculo fascinante.

Santuário da Nossa Senhora da Peneda Fonte : wikipedia.org

Santuário da Nossa Senhora da Peneda Fonte : wikipedia.org

O único hotel da aldeia (antigos dormitórios dos peregrinos) é adjacente ao Santuário de

Nossa Senhora da Peneda. Este santuário construído entre finais do século XVIII e meados do

século XIX, com uma escadaria com cerca de 300 metros e 20 capelas com cenas da vida de Cristo (Natividade e Paixão), é o centro da romaria e festa da Senhora da Peneda, que se

realiza na primeira semana de Setembro, onde os habitantes se reúnem na praça para assistir

à procissão de velas.

3. Soajo

Espigueiros na aldeia de Soajo Fonte : serra-do-geres.com Rua típica de Soajo Fonte : serra-do-geres.com

Espigueiros na aldeia de Soajo Fonte : serra-do-geres.com

Espigueiros na aldeia de Soajo Fonte : serra-do-geres.com Rua típica de Soajo Fonte : serra-do-geres.com

Rua típica de Soajo Fonte : serra-do-geres.com

Soajo é uma aldeia isolada, com vista para o alto do rio Lima. A principal atracção são os espigueiros de pedra onde se guarda o milho. Podemos apreciar uma esplêndida vista sobre a paisagem circundante, e caminhar é uma boa oportunidade para descobrir a beleza desta área protegida.

4. Lindoso

Castelo de Lindoso Fonte : lejardinduportugal.fr

Castelo de Lindoso Fonte : lejardinduportugal.fr

Lindoso é uma aldeia (1.300 habitantes) de agricultores e pastores. Esta aldeia é conhecida pelo seu castelo de 1278 e pelos seus espigueiros que estranhamente se assemelham a mausoléus, mas com função bem diferente. Estes espigueiros de granito, pousados sobre palafitas e ventilados através das aberturas laterais, proporcionam a secagem e o armazenamento do milho.

Espigueiros ao lado do Castelo de Lindoso Fonte : lejardinduportugal.fr

Espigueiros ao lado do Castelo de Lindoso Fonte : lejardinduportugal.fr

5. Vilarinho das Furnas

Vilarinho das Furnas submersa pelas águas Fonte : wikipedia.org

Vilarinho das Furnas submersa pelas águas Fonte : wikipedia.org

Vilarinho das Furnas é uma aldeia que ficou submersa em 1972 pela construção e enchimento da barragem de mesmo nome. Devido a uma curiosidade jurídica, as terras submersas ainda pertencem aos antigos habitantes, mas o uso da barragem pertence ao Estado Português.

Antiga casa em Vilarinho das Furnas

Antiga casa em Vilarinho das Furnas

Visite Vilarinho das Furnas, no final do verão e/ou no outono, nestas alturas o nível das águas está baixo e os muros da antiga aldeia surgem das águas.

Quando chegar à barragem de Vilarinho das Furnas, verá uma barreira, passe ao lado a pé e

ao fim de 2 km encontrará a antiga aldeia.

6. Via Romana da Geira

Marcos miliários no Parque Nacional da Peneda-Gerês Fonte : flickr.com : cncporto

Marcos miliários no Parque Nacional da Peneda-Gerês Fonte : flickr.com : cncporto

Esta via romana ligava duas importantes cidades da Península Ibérica: “Bracara Augusta”, actual cidade de Braga e “Asturica Augusta”, actual cidade de Astorga em Espanha, num percurso de CCXV milhas (~318 Km). Convido-o a visitar a parte da via romana entre Campo do Gerês e Portela do Homem, situada na Mata da Albergaria, um dos mais belos sítios do parque.

Mata da Albergaria Fonte : flickr.com : albano moreira

Mata da Albergaria Fonte : flickr.com : albano moreira

7. São Bento da Porta Aberta

Cripta do Santuário de São Bento da Porta Aberta Fonte : flickr.com : goncalo proenca

Cripta do Santuário de São Bento da Porta Aberta Fonte : flickr.com : goncalo proenca

Bento da Porta Aberta Fonte : flickr.com : goncalo proenca Loja de lembranças em São Bento

Loja de lembranças em São Bento da Porta Aberta Fonte : flickr.com : antonioluisousa

O Santuário de São Bento da Porta Aberta está localizado na aldeia de Rio Caldo, no Parque Nacional da Peneda-Gerês. O culto a São Bento deve a sua origem à influência dos monges de Santa Maria de Bouro. Em 1640 eles começaram a construir a capela. Segundo a tradição, esta capela tinha um alpendre, como em quase todas as capelas do alto dos montes, e as portas estavam sempre abertas, servindo de abrigo a quem por ali passava. Foi daí que veio a designação de São Bento da Porta Aberta, nome pelo qual é ainda hoje conhecida.

8. Miradouro da Pedra Bela

Miradouro da Pedra Bela Fonte : flickr.com : joaoleitao

Miradouro da Pedra Bela Fonte : flickr.com : joaoleitao

Um dos sítios mais bonitos para admirar o Parque Nacional da Peneda-Gerês. Este miradouro está situado a 6 km da vila do Gerês.

9. Cascata do Arado

Cascata do Arado Fonte : flickr.com : mariofch

Cascata do Arado Fonte : flickr.com : mariofch

A Cascata do Arado é uma das mais famosas quedas de água do parque, está localizada a cerca de 900 metros de altitude.

Ponte do rio Arado

Ponte do rio Arado

   

Para chegar às cascatas deve :

 

Desde o miradouro da Pedra Bela, siga o caminho de terra em direcção à cascata do Arado. Estacione o carro ao lado da ponte do rio Arado e suba as escadas do lado direito da ponte.

A partir da vila do Gerês, siga em direcção à barragem da Caniçada. Alguns metros mais adiante, encontrará um entroncamento à sua esquerda com a indicação “Ermida”. Vire nessa direcção e siga a estrada estreita mas com belas paisagens. Depois de 5 km, encontrará um entroncamento à sua direita com uma placa florestal com a indicação “Cabril”. Vire e siga por essa estrada mas com cuidado pois irá encontrar algumas descidas bastantes acentuadas até chegar à ponte sobre o rio Arado. Estacione o seu carro perto da ponte e suba as escadas do lado direito da ponte.

10. Pitões das Júnias

Mosteiro de Santa Maria das Júnias Fonte : wikipedia.org

Mosteiro de Santa Maria das Júnias Fonte : wikipedia.org

Pitões das Júnias é uma pequena aldeia conhecida pelo seu mosteiro beneditino construído em meados do século IX. Situado num magnifico vale, o mosteiro era destinado a abrigar os monges beneditinos. No século XII o mosteiro foi doado à Ordem de Cister.

Dias necessários para visitar o Parque Nacional da Peneda-Gerês: 4 Dias

Desde/Para o Parque Nacional da Peneda-Gerês Carro/Moto

No geral as estradas são boas no parque, mas os caminhos podem ser traiçoeiros. Atenção às pequenas estradas, podem ser perigosas para o seu carro, mesmo que não apareçam nos mapas.

Quando visitei o parque decidi usar o carro como meio de transporte para ter mais liberdade

e para perder menos tempo.

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