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960 DIARIO DA REPUBLICA — 1 SERTE-B No ad — 18: Granulado, regranulado © po Ponto de inflamapio 2 900800 Rendvo de svaperasio 3 30 Masa volimica 2oveso0 Resid de exidado nia 4510800 ‘Humidade (por secagem) (cada trés_provetes) 2 580500 Solbilisad " ce Humiade (mec aio) (cada ss prove) | 4B) Conduiigagesemica (ssi permanente)... | 19360800 coma | iomieeacotnenetaen Teor em agua | 2260800 Aol i molec ialied) Teor em aguarrés 5 810800 Absorsdo aciistica (métode tubo). 16 130300 ‘Teor em impurezas 2 900800 Aalomerade nogro térmico tumidade 2 sano MINISTERIO DA INDUSTRIA E ENERGIA Masa otiica | iam. — Reinga 1 fei 35 ‘Fens de coxua paras bs faces hear srenghy | 000800 Decreto Regulamentar n.° 1/92 Tensdo de roure perpendicular 4s foes Coote) | 00800 Conduiilidade térmica 23 220800, de 18 de Fevereiro Deformarte sob cares fic 1 S000 . Deformagdo sob carga movel 4 840$00 A regulamentacdo de seguranca das instalagdes eléc- Rropagacde superficial da Cr Hy par tricas reveste-se da maior relevancia, nao sé em consi- wore e dete ot ineide ; i i peeeea Tee rae 353080) deracdo a vida humana, como & actividade econémica, eres ase Bor cant i5iogo0 —-¢ Carece de constante actualizago, decorrente da evo Transmisséo de vapor de dgua (23 220800 lugao da técnica e do aparecimento de novos materiais ¢ equipamentos. Grude enimal O anterior Regulamento de Seguranga de Linhas | Eléctricas de Alta Tens&o, anexo ao Decreto n.° 46 847, Humidade 2 380800, de 27 de Janeiro de 1966, foi objecto de alteragdes par- Cinzas 1416800 ciais por intermédio dos Decretos Regulamentares aa sao de agua Snape n.®* 14/77 @ 85/84, de 18 de Fevereiro e de 31 de Ou- pcan oethiany 3 Boro tubro, respectivamente, carecendo, porém, de uma re- Tensdo de geleia 4 840800 visdo global. Viscosidade 7 740800 Dada a sua extensdo e complexidade, esta revisdo im- === plicou um longo ¢ laborioso trabalho realizado pela Recolhs de amosieas Preco Direceao-Geral de Energia ¢ teve parecer favoravel da Efectuada por pessoal da EFN Pez Densidade relativa Grau Indice de acider Indice de saponificasio Poder roraterio, Temperatura de amoiecimento Tendéncia para a ctstalizagao Teor em deido sulfirico Teor em cinzas. Teor em cabre Teor em ferro Teor em impurczas insoliveis’ no &ter de petréleo ‘Teor em impurezas insolisels no toluene Teor em matérias insaponificiveis Teor em Seo volat Aguarrés Anse cromatogréfica Densidade relativa Destlagao Indice de acidee Indice de refraccao Massa volimica Poder roiatsrio 1 s00800 1 620800 1 290800 1 940$00 1 940800 1 940s00 1 620800 1 980800 1 930800 2 900800 3 s50800 3 $s0800 2 990800 1 940500 2 800800 2 260800 17 420800 1 940800 3 550800 1 940800, 2 260800 2 S00$00 2 s0as0o CORIEL — Comissao para 0 Estudo e Revisdo dos Re- gulamentos de Seguranga das Instalagdes Eléctricas. © Regulamento que agora se publica destina-se, na- turalmente, a substituir o que se encontra em vigor ¢ contempla as muito altas tensdes, a generalizagdo da técnica dos trabalhos em tenséo e a evolugdo da téc- nica entretanto verificada. Assim: Ao abrigo do disposto no artigo 2.° do Decreto-Lei n.® 180/91, de 14 de Maio, e nos termos da alinea c) do artigo 202.° da Constituigdo, 0 Governo decreta 0 seguinte: Artigo 1.° — 1 — E aprovado o Regulamento de Se- guranga de Linhas Eléctricas de Alta Tensio, anexo ao presente decreto regulamentar e dele fazendo parte in- tegrante. 2. — Nas linhas eléctricas de alta tensdo que, na data da entrada em vigor deste decreto regulamentar, j4 pos- suam licenga de estabelecimento ou para as quais jé tenha sido requerida vistoria, se nao carecerem de li- cenciamento prévio, 0 cumprimento das disposigoes inovadoras deste Regulamento 6 sera obrigatério re. lativamente as obras de ampliagdo, mofificagdo ou re- novagao. 3 — Os servicos oficiais competentes poderao impor, de acordo com os preceitos deste Regulamento, a exe- cugdo das modificagdes ou adaptagdes que se tornarem hecessarias para a seguranca das pessoas ou da explo- racdo. DIARIO DA REPUBLICA —! SERIE-B 961 Art, 2.° As despesas que derivarem das modificagdes a efectuar nos atravessamentos de vias férreas, aéreos ‘ou subterrdneos, por linhas eléctricas de alta tensio existentes & data do inicio dos trabalhos de electrifica- do de caminhos de ferro sero suportadas pelas enti- dades exploradoras das linhas de alta tensao, ‘Art.® 3.° O presente decteto regulamentar entra em vigor decorridos 180 dias apés a data da sua publi- cagao. Presidéncia do Conselho de Ministros, 9 de Dezem- bro de 1991 Anibal Antonio Cavaco Silva — Luts Filipe da Con- ceigdio Pereira — Joaquim Martins Ferreira do Amaral. Promulgado em 21 de Janeiro de 1992. Publique-se. © Presidente da Repiiblica, MARIO SOARES. Referendado em 24 de Janeiro de 1992. © Primeiro-Ministro, Anibal Antonio Cavaco Silva. Reguamento de Soguranca de Linhas Eléetricas de Alte Tonsio CAPITULO I Generalidades SeccA0 1 Objective Antigo 1.° Objectivo 1 —0 presente Regulamento destina-se a fxar as condigdes td. nicas a que devem obedecer 0 estabelecimento ¢ a explorayio das instalagdes eléetricas indicadas no artigo seguinte, com vista & pro- tecgdo de pessoas e coisas € a salvaguarda dos interesses colectivos 32 'N Direorio-Geral de Energia poderé autorizar variants as ds posigdes do presente Regulamento, nos casos devidamente justific fos, em que dificuldades de execucdo, despesas inerentes ou a evo: iugio. da técnica ou das regras internacionais as aconselhem, desde tgoe dessas variantes mio resulte diminuicdo da segurancs. Secoao I Campo de aplicaglo Anigo 22° Campo de aplcasto 1 —O presente Regulamento aplica-se as Tinhas eléctricas de alt tensdo, adres ou subrerrineas, que se designardo abreviadamente«li- has JO presente Regulamento aplica-se também &s Tinhas de tle- comunicagdo adstritas & exploracdo das linhaselétrias de alta ten- Slo ¢ estabelecidas nos mesmos apoio. 5 <0 presente Regulamento ndo se aplica as linhas afreas de con- tacto das instalagbes de tracgdo elésrica, nem aos aimentadores (ee- dders) agrees dispostos 20 lado daquelas “4/— As linhas eléctricas de ala tensko mencionadas no 0.° 1 de- serio obedecer, na parte apicavel ea que se nfo oponha o presente Regulamentoy ax demais prescrigdes em vigor ¢, bem assim, AS re ras da téonica "Para efeitos de apicago do presente Regolamento considera: , nas instalagdes de cortente alternada, que os valores das ten- Soes ¢ das intensidades de cortente slo valores eficaze, salvo espe siticado em contraro. (6 Pata eleitos de aplicasdo do presente Regulamento adoptam-se as definigbes constantes do artigo 4." SeCGAO HI Classes Attigo 3." Classes Conforme a sua tensio nominal, as instalagdes slo classticadas nas tres classes segues: 4) 1, classe — instalagdo cuja tensdo nominal ndo ultrapassa 1900 Vem corrente alternada ou 1500 Vem corrente con- 1b) 2." classe — instalagdo cua tensdo nominal ¢ superior aos ‘lores acima ‘indicados e inferior a 40 000 Vs €) Rvclasse — instalagdo cuja tensto nominal € igual ou sw. petior a 40-000 V. SECCAO IV Detinisdes 1 — Acessorio de condutor ou de cabo de guarda — designs sgenérica dos acessérios instalados 0 longo dos condutores ou dos abos de gu 2 —Acessorio de ixaglo de condutores nus ou de cabos de guarda ‘ou, simplesmente, acessério de fisagho — elemento que, nao fazendo parte de isoladores, se empresa para, em condigdes predetermina- Bas, sujeiter os condutores aos isladores (ou as cadelas de isolado- res) ou 08 cabos de guarda aos. apoios 3 Acessbrio de ioladores de cadeia ov de cada de isolado- res — elemento que, no fazendo parte dos isoladores, permite, re lativamente a0 apoio e 0 condutor, 2 articulagao do isolador de cadeia ou da cadeia de isoladores, cu, em cerlos casos, a propria ltticulagdo. da cadeia de isoladores 4 Reessério de tepartigao do campo elétrico — elemento que assegure ume pretendida distribuigho do campo eléctico nas ime iapdes dos isoladores 3" Anel ov anel de guacda —anel metilico colocado num ov noviro exiremo, ou em ambos, de uma cadeia de isoladores, para fssegurar ima protecgdo contra'os arcos de descarga electra © Uma Inelhor repartivao do potencial pelos elementos da cadeia ew" Apoio elemento de ama linha aérea destinado a suportar cos-condutores, os cabos de guarda, 0% isoladores e 0s acessos. Tomapoio de alinhamenta — apoio situado num troco rectilineo da linha, 8 Apoio de Angulo — apoio situado num Angulo da. tinh. 5 — Apoio de derivagio — apoio onde se estabelecem uma ou mais derivasoes 10 Apoio de fim de linha — apoio capaz de suportar a tal ade dos torsos que 0s condutores eos cabos de guarda The (rn fnitem de-um 30 Indo da linka TI Apolo de reforgo — apoio destinado a suportaresforgos lon- sitodinals para reduzr as consequencias resultantes da rotura de con- ‘utores om de eabos de guarda 2. Apolo de travessia ot de cruzamento — apoio que limita um vio de (ravessia ou de cruzamento, 13-— ‘Apronimacdo ~- posielo relativa de uma tinha com outra ca naizagdo, eléstrioa Ou nao, quando os efeitos eletromagnéticos pro ocados pela linha de energia sobre essa canalizaglo cem import ‘a suficlente para criar nesta, ou por seu intermédio, situagaes de petigo ou de perturbasdo, Ho Arco de condutor — troso de condutor destinado a assegu- rat a continuidade eléstrica, sem esforgo mecinico, entre dois tro- fos de condutor de uma linha aérea, entre um condutor de uma lic Tha aéres.e um condutor de uma linha subrerranea ou entre um fondutor de uma linha aérea e um aparelho. 15 "Cabo de guatda — cabo nu colocado, em regra, acima dos condutores de uma linha aérea e ligado terra nos apis. 16 ~~ Cabo isolado ou simplesmente cabo — condutorisolado pro vido de baintsa ou eonjunto de condutoresiolados devi pados, provide de bainha, tranga ou outrs envolvente c« 17 Cabos isolador agrupados em feixe (loreada) — cabos is0- lados apropriados para linhas aéreas de alta tensio cableados em tormo de um tensor isolado. 1 Cabo ny —condutor nu en constituintes estd0 enrolados em hel 19 — Cadeia de isoladores de cadeis ou, simplesmente, cadeia de Isoladores — atsociago de dois ou mais ioladores de cadeia des hada a garantir as condieSes de isolamento do condutor. 20 Cantdo de uma linha aérea — porcdo de uma linha com preendida entre dois apoios, nos quais os condurores sao fixados por Emarragses. ffilar em que 0s varios fos 962 21 — Cateniria — forma de curva tomada por um condutor, com- porivel a uma corda jnfinitamente flexvel e inextensvel, suspensa nize dois apoios, definida pela equario y= pcos hE— 1) fem gue p é 0 parimetro da curva (v. definigdo n,° 62) 22— Circuito de terra — conjunto de condutores de terra, elée- trodos de terra e respectivas lgagdes. 23 — Componente isolante dos isoladores — pera de material die. lectrico com caracteristcas, intrinsecas e de superficie, adequadas & manutengio, por tempo indeterminado, da tensao apiicada entre 0 condutor e a estrutura dos apotos, 24 — Componente metdlica dos isoladares — pega metiica, pro- {egida contra a corrosto, sem a qual ndo ¢ possvel a utilizagdo das componentes isolantes dos isoladores, 25 — Comprimento de vio — distincia, medida na horizontal, en tre dois apois consecutivos de uma linha ner, 26 — Condutor — elemento destinado & condusdo elétrica, po- endo ser constituide por um fio, conjunto de fos devidamente re. nidos, ou por perfis adequado. 27 — Condutor de terra — condutor destinado a assegurar a i- ‘gagdo enire um ponto de uma instalagdo eo eléctrodo de terra 28 — Condutor isolado — condutor revestido de uma ou mais ca- ‘madas de material jsolante que asseguraram o seu isolamento eléstrico. 29 — Condutor mulifilar — condutor consiuldo por varios fios sem isolamento entee sh 30 — Condutor miltiplo — conjunto de condutores elementares re- gulados com fechas iguais ¢ mantdos entre sia uma distancia cons- ante, formando um feixe 31—Condutor nu —condutor que no possui qualquer isola- mento exterior 32—Condutor unifilar ow fio — condutor constitulde por um ‘nico fo, 33 — Cruzamento — interseeso, em projecsdo horizontal, do tr ado de uma linha com 0 tragado de outra, de energia ou de teleco- mnunicagao. 34 — Descarregador de sobretensdes — aparelho destinado a pro- ‘ger 0 equipamento elécirico contra sobretensOes transitérias eleva das ¢ a limiter a duragao e amplitude da corrente de seguimento 35 — Desnivel — Distancia que separa os dois planos horizontals passando pelos pontos de fixagdo do.condutor num vao desnivelado (fig. 0 FLEA MEDIA 36 — Eléctrodo de terra — conjunto de materiis condutores en- terrados, destinados a assegurar boa ligapdo elétrica com a tert € ligado, num Unico ponte (ligador de eléstrodo), a0 condutor de - Fiador — tropo de condutor destinado a assegurar uma li- ‘esedo suplementar, mecinica eelétrica, entre dois rogot de um con- ) Para apoios & travessas, os do quadto seeuinte: emt == | { -9o eet =e - ce ine -. am et = nel a an peurum =H “=e men El} fj sana ES | |= Eb ==) = N.2 41 — 18-2-1992 Antigo 16. Acsio do gelo A manga do gelo a considerar no céleulo dos condutores ¢ dos cabos de guarda das linkas adreas deverd tet uma espessura uniforme, fe pelo menos 10mm ¢ uma densidade de 0,9. CAPITULO IIL Condutores ¢ cabos de guarda para linhas aéreas sEc¢ao 1 Tipos « materisis dos condutores antigo 17 Fipos dos condutores Os condutores & empreger nas linhas areas poderdo ser consti- tuidos por condutores nus muliilares (eabos nus) ou Por €ab9S Iso fades. Aigo 18, Mat « consttuiglo dos condutores nus 1 — 0s condutores nus serdo de cobre, de aluminio, ou de suas ligas, ou de outros materials que possuam caracteristicas eléstricas fe mecinicas adequadas e resistencia as acgoes da intempérie POs condutores nus de ago do inoxidavel deverdo ser prote- idos contta 4 corrosdo. T—Nas linhas aéreas s6 seed permitida a utlizagdo de conduto- res nus sob a forma de cabo. Antigo 19, Materials dos cubos isl 0s cabos isolados terdo constituigdo adequads As solicitagdes elde ‘wicas, mecdnicas e quimicas que possam vir a estar sujeitos, SEcgAO I Aquocimento dos condutores Artigo 20.° Aquecimento dos condutores Na determinagdo da sexvio dos condutores das linhas afreas dever- se atender 36 vorrentes maximas admissiveis em regime permanente fs correntes de sobrecarga eas correntes de curo-citeuito, por forma ‘que 0 aquecimento dat resultante ao seja exagerado para os mate- fais que comic 0s condtores DIARIO DA REPUBLICA — I SERIE-B 965 SECGAO III Resisténcia mocdnica Antigo 21° Hipéteses de citeulo 1 — 0s condutores nus das linhas deverdo ser caleulados para a mals desfavoravel das hipoteses seguintes: 2) Fora de zona de gelo 1) Temperatura de +1S°C ¢ vento maximo habitual 2) Temperatura de — 5°C e vento reduzido, 'b) Em zonas de geo: 1) Temperatura de +15%C ¢ vento méximo habitual 2) Temperatura de — 10°C, manga de gelo e vento reduside actuando sobre os condutores e salbos de guarda vont manga de geo. 2—05 tensores dos eabos isolados deverdo ser calculidos de acordo com 0 presrite no mimero anterior. Artigo 22." Flecha maxima, Flecha minima 1 — A fecha maxima dos condutores deverd ser devesminads para temperaturas em regime permanente nas seguintes vondiydes! 4) Linhas de 2.* classe — de vento: by Linhas de 3.* clase, de tensio nominal até 100 kV — ce peratura de 65°C sem sobrecarga de vento: «) Linas de 3.* lass, de tensdo nominal superior a 100 kV — temperatura de + 75°C sem sobrecarga de vento temperatura de +50°C sem sobrecarg 2 — A fecha minima dos condutores deverd ser determina, sen sobrecarga de vento nem de gelo, para as temperaturas de — 5°C fota das zonas de gelo e de — 10°C nas zonas de glo ‘3 Em casos devidamente jusificados podertio adopiar-se valo- res de temperatura diferentes dos indicados non." 1 ‘4 — As fechas maxima e minima dos cabos isolados deverdo ser = segunda as disposigdes indicadas a alinea a) do 0." 1 2, respectivamente Antigo 23.° Forga de rotura dos condutores ¢ dus tensores 1 —0s condutores nus das linhas no deverdo ura inferior a5 KN. 2.— Os tensores das linhas em cabo isolado no deverdo ter forgat de rotura inferior a 40 KN. forea de ro- Attigo 24.° Tenses méximas de traccio [As tenses maximas de tracyo admissiveis pars oy gondutores us ¢ para os tensores das linhas nao deverdo, para a hipotese de eal ulo mais desfavordvel considerada no artigo 21-", sce superiores 80 ‘Quociente das suas tensGes de rotura por 2,5 Antigo 25." Vibragoes Em repides onde sejam de prever vibragies mecinicas perigosas ‘nos condutores, provocadas pelo vento, deverdo ser tomadas provi dncias adequadas. SEcGAO IV Protecso contra contactos. acidentais Antigo 26.° Inacessibitidade dos condutores Os condutores serdo estabelecidos de forma a nao serem ating veis, sem mieios espeiais, de qualsquer lugares acessivei a pessoas 966 DIARIO DA REPUBLICA — 1 SERIE-B N° 41 — 18-2-1992 Antigo 27.° Distincia dos condutores no solo | = Com excepeio dos casos em que no presente Regulamento se preveja uma distancia maior, deverd observar.se, entre.os condu- ores nus das linhas e 0 solo, nas condigdes de flcha maxima, des- viades ou ndo pelo vento, uma distancia D, em metros, arcedon- Gada ao decimetro, nao inferior & dada pela expressdo D=6,0+0,005 U em que U, em kilovols, & a tensto nominal da linha, 2 — Entre os eabos isolados das linhas, nas condigBes de Mecha rmixima, desviados ou aio pelo vento, ¢ 0 solo deverd manter-se uma Aistdncia no inferior a 6m, 3 — Em locais de diffil acesso, as distAncias referidas nos ame: os anteriores poderdo ser reduzidas de 1m, Antigo 28.° Distancia dos condutores as Arvores 1 — Enire os condutores nus das linhas, nas condigdes de flecha ‘maxima, desviados ou ndo pelo vento, € as Arvores deverd observar- “se uma distancia D, em metros, arredondada ao decimetro, alo i Ferior & dada pela expressio D=20+0,0075 U fem que U, em kilovols, & a tensto nominal da linha, (0 valor de D ndo deverd ser inferior @ 2,8 m, 2—Deverd estabeleverse 40 longo das linhat uma faina de ser- vigo com uma largura de 5 m, dividida a0 meio pelo eixo da linha, ra qual se efectuard 0 corte e decote de drvores necessarios para tor” rar possivel @ sua montagem e conservasdo. 3. Com vista a garantir a seguranca de exploragio das linhas « para efeitos de aplicagdo do numero seguinte, a zona de protec ‘920 terd @ largura maxima de: 44) 15 m, para linhas de 2.* classe; 2) 25 my, para linhas de 3.* classe de tens8o nominal igual ou inferior @ 60 KV; ) 45m, pata linkas de 3.* clase de tensdo nominal superior aw kv. 4 — Na zona de protecsdo proceder-se-4 a0 corte ou decote das, frvores que for suficiente para garantic a distancia minima referida rho n." I, bem como das érvores que, por queda, nfo garantam em felagio aos condutores, na hipétese de flecha maxima sem sobre- carga de vento, a distdncia minima de 1,5 m. 'S— Fora da zona de protecgdo referida no n.° 3 poderdo ainda ser abatidas as drvores que, pelo seu porte ¢ condigées particulates, se reconheca constitulrem um risco inacetavel para seguranga da Tinha, nas condigdes previstas no n.° 4 ‘6 Entze os cabos isolados das linhas, nas condies de flecha ‘maxima, desviados ou ndo pelo vento, e a3 drvores deverd observa “se uma’distaneia ndo inferior a 2 m, mas de forma que as arvores ‘ou 0 seu iratamento fitessanitério nao possam danificar a ainha exterior dos cabos, Antigo 29." Distincia dos condutores sos edificos | — Na proximidade de edifcis, com excepeto dos exclusivamente adstritos ao servigo de explocagao de instalagdes elétrcas, as linhas Setdo eslabelevidas por forma a observar-se, nas condigdes de Tle. cha maxima, 0 seguine: 4) Em relagio is coberturas, chaminés e todas as partes salien- tes susceptiveis de serem rormalmente escaladas por pessoas, 0s condutores nus deverto ficar, desviados ou ndo pelo vento, 2 uma distancia D, em metros, arredondada a0 decimetco, nao inferior & dada pela expressio fem que U, em kilovols, ¢ a tensio nominal da linha (0 valor'de D nao deverd ser inferior a 4m 0s trog0s de condutores us que se situem ao lado dos edi Ficios um nivel igual ou inferior ao do ponto mals alto das Paredes mais proximas ndo poderio aproximar-se dos edif- os, desviadot ou nfo pelo vento, de cistancas inferores as indicadas para a linha tracejada da fig. 2, em que D tem 0 valor da alinea anterior. > 2—0 disposto na alinea b) do nimero anterior nao seré aplica vel ao iltimo vao de linhas de 2.* classe que alimentem postos eléc- teicos situados na proximidade de edifiios ou incorporados nests, desde que, nesse vio, os condutores nus fagam com as patedes mais proximas angulos ndo inferiores a 60°, devendo, porém, verificarse entre os condutores, nas condigdes de flecha maxima e simultanea- mente desviados pelo venio, as janelas, varandas e terragos a dis- tancia horizontal: minima de $m. 3 — No aso de cabos isolados, o valor de D referido no n.* 1 indo deverd ser inferior a 31m, Aigo 30." Distancia dos condutores a obsticulos diversos 1 —Na vizinhanca de obstéculos, tais como tertenos de declive muito acentuado, falésias e construgdes normalimente nio acessiveis 4 pessoas, bem como parte salienes dos edificios nda susceptvels Ge serem normalmente escaladas por pessoas, quando as construgées as partes salientes referdas atinjam um nivel, acima do s0l0, st perior a 3 m, on condutores nus das linhas, nas condigdes de flecha ‘ndxima e dewiados ou nao pelo vento, deverdo manter, em relagdo a esses obstéculos, uma distancia D, em mettos, arredondada a0 46 Gimetro, nao inferior a dada pela expressdo 1D =2,0+0,0075 U em que U, em kilovolts, & a tensio nominal da linha (0 valor de D no devera ser inferior a 3 mh 2—No caso de cabos isoladas, 0 valor de D indicado nao de- verd ser inferior & 2m, Antigo 31 Distincia entre os condutores 1 — Os condutores nus serdo estabelecidos por forma a nio po derem aproximar-se perigosamente, atendendo as oxclagdes provo- cadas pelo vento, nao devendo entre eles observar-se uma distancia 1D, em metros, arredondada ao decimetro, inferior & dada pelas ex: ressdes: a) D=0,15 k Vira, para tinhas de 2.* classe; D) Dak Vird+ ©, para linhas de 3.* classe: em que: J, em metros, 6 a fecha maxima dos condutores; 4d, em metros, & 0 comprimento das cadeias de isoladores Susceptiveis de osclarem transversalmente a linha; u, em kilovols, € a tensdo. nominal da linba 4 € um coefciente dependence da natureza dos condutores © culo valor & 0,6, para condutores de cobre, bronze, ago € all ‘hio-agor 0,7, para condutores de aluminio e de ligas de akumi- 2 — Fora de zonas de gelo, a distincia entre condutores nus po- deré ser inferior ao valor obtido pelas expressoes indicadas no A mero anterior, desde que a distancia entre os plans horizontals pas- Sando pelos respectives pontos de Tixagio no seja menor que dois Tergos daquele valor N° 41 — 182-1992 3.— Em qualquer caso, a distancia entre condutores nus no po- deri ser inferior 4) O45 m, para linhas de 2." clase; Yom KV" von um minime de 0.5m, para Kinhas de 3.* classe, Antigo 32.° Distancia entre os condutores € 08 cabos de guards 1 — A distancia cnere os condutores nus ¢ 0s cabos de guarda, préximo da finayio aos apoios, ado deverd ser inferior & distancia Entre condurores caleutada: de acordo com 0 artigo anterior. 2 Quando a Mecha dos cabos de guarda for inferior & dos com- dutores nus, podera redusir-sea distancia entre estes e aqueles, pro- ‘imo da Tixagao aos apoios, desde que se mantenha entre os condu- totes © os vabos de guteda, meio do vao e nas condig6es de flecha tniniia, a distancia entre os condutores calculada de acordo com igo anterior Antigo 33." Distancia entre os condutores € 0s upoios 1 — A distincia entre 0s condutores nus € 08 apoios deverd ser vorificada nas das hipoteses seguintes: 4) Condutores em repouso, & temperatura mais desfavordvel; ') Condutores desviados sob a acgio do vento referido na ali- nea b) do artigo 12.°, a temperatura de 15°C. sta distancia D, em metros, arredondada a0 centimetro, ndo de- vera ser inferior 8 dada por uma das expressOes seguintes D=0,10 +0,0065 U, para condutores nus em repouso; 1D =0.0065 U, para’ condutores mus desviados pelo vento; fom que U, em kilovolts, € @ tensio nominal da tinha yalor de D nao devera ser inferior a 0,15 m. 2 "Esta exigincia nao ¢ aplicivel a zona de fixago dos condu- tores aus aos Noladores rigidos, desde que dentro dela nentum ele- mento condutor se situe @ uma distinciz a9 apoio inferior & distan- a disrupriva do elemento Bolante, exigindo-se, no entanto, que os Foladores wiliaulos apresentem as caracteristicas mencionadas nas Fespectivas ommas. de-avordo com a tenséo nominal da linha, Pa'K distancia entre os cabos isolados e os apoios n8o poderé ser inferior kt mm nas condigdes mas desfavordves SeccAo V ixagio dos condutores nus aos ‘soladores Antigo 34.° Materiais dos acessérios de fixagto 1 — Os acessoris de fixagao dos condutores aos isoladores deve 0 ser de maicrial que, em contacto com 0s condutores nus ou com tos, Nao origine corrosdo. acessorios de Txaglo, quando de ferro ou de ago nto ino. ridivel, deverio ser protegides coatta @ corrosio por meio de um Antigo 35. Finagio dos condutores aus e isoladores rigidos 0s condutores nus deverao ser ixados aos isoladores rigidos por ricio de fila ow de outros acessorios de fixacdo apropriados. Antigo 36." Fivago dos condutores aus a isoladores de cadela (0s candutores nus deverdo ser fixados aos isoladores de cadeia por meio de pingas ou outeas acessérios de fixapio apropriados. Antigo 37.° Caracteristicas dos acessérios de Koladores de cadeia 0s acesssrios de isoladores de cudeia devero possur forga de ro tora ndo inferior a 2,5 vezes 8 maxima forga a que possam est Nifeitos pola seve dos condutores. DIARIO DA REPUBLICA — 1 SERIE-B 967 ‘Artigo 38.° Fixagto dos condutores aus em apoios de reforgo ou de fim de linha [Not apoios de reforso © nos de fim de linha, os condutores nus deverdo ser fixados a cadeias de amarragdo. SEccAO VI Foxapho dos cabos isolados Actigo 39.° Fixagto dos cabos isolados 1 A fixagdo dos cabos isolados agrupados em feixe (orsada) a05 apoios sera feta por intermédio de pingas de suspensio ou de amartagio de modelo adequado, utlizando um tensor de aso iso lado 4 policioreto de vinilo ou outro material adequado, 12 — As pingas de suspens2o s6 poderdo ser utlizadas em postes de alinhamento ou de Angulo até 30 SEccAo VII (Cabos. de guarda Antigo 40.” Caracteristieas dos eabos de guardn 1 — 0s cabos de guarda serdo de ago zincado ou inoxidavel ow dde qualquer dos materials admitidos para os condutores, 2UAos cabos de guarda sera aplicavel o disposto no artigo 18.° fe também o disposto no artigo 20.” no que se refere 0 aquecimeno provocado pela fracgdo da intensidade da corrente de curto-circulto ‘que por eles transta Antigo 41.° Estabelectmento dos cabos de guarda 1 = 0s acessorios de fixagdo dos cabos de guards deverdo obe decer a0 disposto. 80 artigo 34." "2 — Os cabos de guarda deverdo, em regra, ser estabelecidos na parte mais alta dos apoios e ligados a terra, normalmente através os apoio. Antigo 42, Resistincia mechnica dos eabos de guarda 1 — Para efeito de céleulo mectnico, os cabos de guarda serdo considerador sujeltos As mesmas acybes que os condutores, pelo que ‘Obedecerdo 20 disposto nos artigos 21." 3.28." "2 Do disposto no mimero anterior exceptua-se o céleulo das fe has méximas para as linhas de 3." classe, as queis devem ser cal culadas para 50°C. SECCAO VIII Jungtes © derivagies. de condutores nus © de cabos de quarda Antigo 43.* Jungs 1 — As jungaes dos condutores nus ¢ dos cabos de guarda deve lo ser evitadas na medida do possivel, nao sendo permitidas mats de duas jungées num mesmo vao de una inka, em cada condutor ‘ou cabo de guarda, '2-— Nao sero permitidas jungdes realizadas por torgdo directa cou por soldadura. ‘ST As jungdes feitas em pleno vio deverso suportar, sem rotura nem deslizamento dos condutores ou cabos de guarda, pelo menos 90% da forca de rotura desses condutores ou cabos de guarda ‘4-0 disposto no nlimero anterior ndo se aplica as juncoes fe tas em arcos condutores, nos apoios equipados com cadeias de amar- ragdo ou em outras condigoes equivalentes, ‘S—-“As jungdes de condutores ou de cabos de guarda nto deve- ro aumentar a sua fesistenca elétrica nem ocasionar aumentos de temperatura suplementares em qualquer ponto do circuito pela pas sagem da corrente elétrica ‘6 — As unides e os ligadores usados na realizagdo das jungdes de verdo ser sonsituldos de material resstente & corrosio ou eficazmente protegido contra ela © nfo deverdo ser agentes de corrosio dos con Sutores 968 7 — Na execudo da junsdo dever-se-do cumprir as regras de arte hhabituas, tendo o euidado de centrar a emenda e de, na medida do possivel ufastar a jungdo das fixaydes adjacentes, de forma a redu- iro eleito da vibragh, Artiga 44. Derivagaes Salvo casos especias devidamente justificados, as derivagdes de ‘erdo ser executadas nos apoios, por forma a nd haver diminuigdo a resisténcia mecincia dos condutores ¢ dos cabos de guarda a rio ficarem os ligadores submetidos 205 esforgos de tragio dos con: Gutores e dos cabos de gutrda derivados, SeccAo 1X Jungbes © deivacbes de cabos isolados Antigo 45.2 Sungoes As junyaes deverdo ser realizadas 4) De preferéncia, no trogo de lgacdo entre duas pingas de ama ago montadas num mesmo apoio; 1) Em pleno vio, devendo, nesse caso, espagar-se conveniente- mente as unides dos 185 cabos e apertélas a0 tensor por meio de bragadeiras apropriadas, com vista a evitar © aparecimento de estorgos mecénicos nos cabos Antigo 46.° Derivagses As derivagdes, 66 permitidas entre amarragbes de um mesmo apoio, om vista a nao serem sujetas a acgdes mecinicas, deverdo ser rea: lizadas por meio de acessérios apropriados para este fim. CAPITULO IV Isoladores ¢ travessas isolantes para linhas aéreas Antigo 47° Materials dos lsoladores 1 — As componente isolantes dos isoladores tigidos e dos isola- ores de cadeia serdo de porcelana vidrada, de vidro ou de outros materiais apropriados, n&o susceptvels de degradagto, 2— As componentes metalicas dos isoladores rigidos (ferros de suporte)¢ dos isoladores de eadeia (campanulas e espigdes) deverdo osu um revestimente eficaz contra a corrosto ou ser de material ela resistene, 3 — Os materials de tigagdo das componentes metlicas as com. onentes isolantes dos isoladoresrigidos e dos isoladores de cadeia ho deverdo ser consttuldos por substancias que ataquem estas com Ponentes, que se deteiorem ou que sofram variagSes de volume sus- ‘eptives de afectarem 0 estado dos isoladores ou a seguranga da li ado, Artigo 48.° Caracteriticas dos lsoladores 1 — 0s isoladores deverdo apresentar dimensBes e formas apr priadas a0 ambiente em que vio ser utlizados, 4s tensdes eléctricas 4 que vo estar sujetos, aos esforcos mecinicos que terlo de supor- {ar em exploraglo normal e a outras aogBes fisico-quimicas que as condizdes de ar livre venham a exercer sobre eles 2— As tensSes suportaveis dos Isoladoresrisidos ¢ das cadcias de Isoladores das linhas adreas devem ser definidas em fungio das s0- beretensdes prevsiveis na rede ¢ dos niveis de isolamento da apare- Thagem existente nas restantes insalagdes da rede e tendo em conta as caracteristcas dos dispositivos de protecsdo, de modo a serem sa- tisfeitas as exigéncias de uma correcta coordenagHo de isolamento, tanto do ponto de vista econdmico como do ponto de vista tecnico, 3 — Os isoladores rigidos deverdo apresentar forgas de rotura mi hima & flexdo nao inferiores @ 2,5 vezes a maxima soictarso mec nica a que possam ser sujeitos pela acgdo @os condutores, DIARIO DA REPUBLICA — I SERIE-B Nee 4 4 = Os isoladores de cadeia deverdo aprescniar forsas de oruea clectromecdnica minima ado inferires a 2,8 veres a maxima solic tagdo mecdnica a que possam ser sijeitos pelos condutores 5 — Os isoladores deverdo apreseniar reiténcia adequada as va riagSes de temperatura a que © ambiente em que se enconiram os vena a submeter {6 — Os isoladores deverdo possuir abas ¢ ou nervuray adequadss 8 limitagdo das correntes de fuga e a dieibuisie do potenvial 30 Tongo do seu perfil Antigo 49.° ‘Travessas isolantes [As travessas isolamtes, empregadas para redurir 0 tamanho dos so ladores ou para dispensar o emprego deste, deverdo satistazer as saracteristcas mencionadas no artigo anterior, na parte aplicivel, Atigo $0, Casos de situago anormal para us isoladores 1 — Considerar-sedo situagdes anormais para of isoladores 0 vaso de poluigdo exagerada e o de formapio de eflivios (eeite voroa) 2'— Nos casos de poluicdo exagerada deverdo empregar-se isola dores de formas apropriadas, com linhas de Tugs adequadas a0 grat! de poluigho exisiente no local da instal, 3 — Nos casos de formagao de eflivios deverdo os isoladores & as cadelas de isoladores ser equipados com os convenientes acess ‘ios de repartigdo do campo elétrico, ser substituidos por outros de ‘maior tamanho ou de forma mais apropriada ou, ainda, ser provi dos, se de porcelana, de vidrado semicondutor, CAPITULO V Apoios para linhas aéreas SEC¢AO I Disposigdes gerais Antigo S1.° Materials dos apoios Os apoios serdo de ago, betdo armado ow madeira, carecendo © emprego de outros materiaiy de autorizagao previa da Direcgi0-Geral se Energia Tensbes (mectnicus) de seguranga As tensoes de seguranga a adoprar para os materiais dos apoios serdo as indicadas nas normas navionain para os matsraisnelan con siderados ou, na sus falta, as adoptadas nas estcuturas consituidas Dor esses materia em situagdes equivalents. Antigo $3." Proteesio dos apolos contra a degradagto (0s apoios deverdo ser protgidos, quando nesessiio, contra cor rosdo € outras formas de degradasa Amigo $3.5 Numerasho dos apoios 1 — 0s apoios deverdo possuir uma insctiio, durdvel e visivel, com 0 ntimero indicative da sua posigdo na linha 2 — Quando os apoios possuirem maciso de betio, poderd a ins- crigdo referida no nimero anterior Tazer-se no propria macigo, desde Que seja durdvel ¢ visive Antigo 58. Slualizacio de seguransa Nos apoios das linhas deverdo ser afinadas, em locais bem visi sei uma ov mas pleas de snazaao de segurans, de dntndes apropriadas, N° 41 — 18-2-1992 SeccAo IT ResistOncia mecdnica dos apoios das finhas. om condutoras. nus. Antigo 56.° Hipéteses de caleulo dos apoios de alinhamento (0s apoios de alinhamento das Hinhas em condutores nus deverdo aleulados para as hinsteses seguintes, vonsideradas nao simul- 1) Acgbes normais Hipstese 1 [A sobrecarga de vento actuando, normalmente & direegio Ga linha sobre 0 apoio, as trasessas e os isoladores € Sobre os vondtores © os eabos de putrda nos dois mos vos adjacentes a0 apoio Simultaneamente, a resultante das componentes horizon- {als das traecdes dos condutores € dos cabos de guards Simultaneamente, 0 peso proprio do apoio, das travessas, dos isoladores, dos condutores e dos cabos de guard: Hipeese 2: AA forea horizontal, de valor igual a um quinto do da re- sultante das foryas provenientes da aegio do vento nor- ‘mala divecgdo da linha sobre os condutores ¢ 0s cabos de guarda nos dois meios vos adjacentes ao apoio, ac- tuando no eixo do apoio, na dirccedo da linha, & al- ture daquela resuhante; Simultaneamente, 0 paso prdprio do apoio, das travessas, doy holadores, dos conidutores e dos cabos de guard 1) codes excepcionais — no serdo de considerar neste tipo de apoio. Artigo 57.9 Hipsteses de cdlculo dos apolos de Ang 1 = 05 apoios de ingulo deverio ser calculados para as hipéte- ses seguintes, consideradas ndo simultaneamence: 4) Ages normais: Hipétese 1 AA sobrecarga de vento actuando, segundo a direcsio da bissectriz do Angulo, sobre o apoio, as travessas € 0s isoladores e sobre 0s condutores © 0s cabos de guarda ‘nov dois meins vios adjacentes 40 apoio: Simultancamente, a resutante das eomponeates horizon tais das tracgbes exercidas pelos condutores ¢ pelos ca bos de guards a temperatura de + 18.°C, com vento ac tuando.sepundo a direceio da bissectriz do Angulo, Simultaneamente, 0 peso proprio do apoio, das travessas, {doy ioladores, dos condutores ¢ dos cabos de guards: Hipscese 2 A forsa horizontal, de valor igual a um quinto do de re sultante das Forgas provenientes da aecao do vento se sgundo a direcyao da bisectriz do Angulo sobre os con- utores.€ os cabos de guarda nos dois meios vos ladjacentey uo apoio, aciuanda no eixo do apoio, na di- Tesgio norinal 4 hiswetrie do angulo, & altura daquela resuitante Simultancamente, © peso pedprio do apoio, das travessas, dos isoludores, dos condutores ¢ das cabos de guards by AcwBes encepsionas apoio. Wo sero de considerar neste tipo de 2 — Para efeto de eiculo das eomponentes horizontals das trac yes dos condutores e dos cabos de guard referidos no numero an ferior podera vonsiderar-se normal sos condutores € aos eabos de auurdal a forea devida 30 vento, 53 — No caso de 0s eixos principals da seseo do apoio ndo serem criemtaden segundo a bisectri. do ngulo ou a normal a esta, a s0- brecarga de vento sobre 0 apoio referida no a. | poderd ser consi derada actuando segundo esses cixos principais. DIARIO DA REPUBLICA — I SERIE-B 9089 Antigo 58. Hipéteses de edleulo dos apoios de derivasio 1 — 0s apoios de derivasio deverio ser calculados para as hipé teses seguintes, consideradas nfo simultaneamente 2) Acytes norma Hipétese 1 [A sobrecarga de vento actuando, normalmente a direesio da linha principal seo apoio for de alinhameno ow xe undo a diteccio da biseetri do Angulo da tinh pi ial se 0 apoio for de Angulo, sobre 0 apoio, as ts ‘ersas © 08 isoladares e sabre os condutores os aos Ge guarda da linha principal nos dois meios vos acja- ‘entes 20. apoio; Simultaneamente, a sobrecarga de vento aciuando, com a ‘iteegdo anteriormente considerada, sobre os conduto- tes e 08 cabos de guarda no mio elo adjacente day Ie ‘has detivadas;, Simultaneamente, a resultante das componentes horizon tals das tracgbes exercidas pelos condutores ¢ pelos ca bos de guards da linha principale das linhas derivadas temperatura de + 18°C, com vento actuande segunda 8 direcgd0 atrds considerada; Simultaneamente, 9 peso proprio do apoio, das travessas, dos laoladores, dos condutores e dos cabos de guarda de linha principal e das linhas derivadas: Hipoese 2: ‘A sobrecarga de vento actuando, na direcgdo da lh prin ipl se 0 apoio for de alinhamemto ol segundo a tor mal & bissectriz do Angulo da ligha principal se 0 apoio for de angulo, sobre 0 apoio, as travessas © os isolado- res e sobre o: condutores © 0+ cabos de guarda da I ‘ha principal nos dois meias vios adjacentes 20 apoio: Simultancamente, a sobrecarga de vento actuanda, com a ‘ireepdo anteriormente considerada, sobre o> condulo- tes ¢ 08 cabos de guarda no meio vo adjacente dab has derivadas;, Simultancamente, a resultante das componentes horizon tals das tracgbes exercidas pelos condutores ¢ pelos ca bos de guatda da linha principal e das linhas derivadas temperatura de +15°C, com vento actuando segundo a dicecsto atrds considerada, Simultaneamente, @ peso proprio do apolo, das travesxs, dos fsoladores, dos condutores © dos cabos de guarda ds linha principal e as linhas derivadas; by Acgdes excepsionais — nfo sdo de considerar neste tipo de apoio. 2 — No cdleulo dos apoios de derivacao seré aplicavel o dispose nos nT e 2 do artigo $7.° 3 ~ Para inhas estabelecidas fora das zonas de gelo, a veritica fo da hipdtese 2 serd dispensada nos casos em que, para cada uma ‘das linhar derivadas, 0 apoio contiguo a0 de derivagao for um apoio de fim de linha situado na proximidade daquele e a traccio maxima ‘dos condutores, no vio limitad por aqueles apoios, for desprezavel "4 "No caso de linhas de 2." classe em que o vo da linha deri vada ndo seja superior 2 100 m ea fixacz0 dos condutores da lin principal no apoto de derivagdo seja Teita por intermédio de iso's ores rigidos ou cadeias de amarragdo, nio serd de considerar a a so do vento sobre as linhas principale derivada, prevista na hips. tese 2 da alinea a) do a. 1 — O disposto no n.° 4 no deverd ser aplicado a linhas estabe lesidas em zonas de elo, nem quando a seccdo da linha derivada for superior a 16 mm, se de cobre, ou a 5S mm, se de aluminio- ago ou de liga de aluminio Antigo 59. Hipéteses de céleulo dos apoios de reforco em ainhamento 1 — Os apoios de ceforgo em alinhamento deverio ser ealeulsdos para at hipbteses sepuintes, consideradas go simultaneamente 4) Acgées normas: Hipétese 1 [A sobrecarga de vento actuando, normalmente & diresyi0 da linha, sobre o apoio, as travessas e os Isoladorcs & Sobre as condutoes ¢ 0s cibos de guarda nos vs mens vos adjacentes a0 apoio; Simultaneamente, o peso proprio do apoio, das traves dos isoladores, dos condutores ¢ dos cahos de yuarda! 970 DIARIO DA REPUBLICA — I SERIE-B N.Y 41 — 18-2-1992 Hipétese 2: A forea, de valor igual a dois tergos da soma das compo- nents horizontais das tracgdes maximas unilateras exer- «das por todos os condutorese os cabos de guard, ac. {wando no eixo do apoio, na direcrdo de linha, 4 akura dda resultante dessas tracyBes Simuitaneamente, © peso proprio do apoio, das wravessas, ‘dos isoladores, dos condutores ¢ dos cabos de guardat 1) codes excepcionais: Hipdtese 3: ‘As componentes horizontais das tracgdes mAximas exerci- das pelos condutores e pelos cabos de guarda, conside- rando a rotura de um qualquer dos condutores ou dos cabos de guard; Simultaneamente, © peso proprio do apoio, das travessas, ‘dos isoladores, dos condutores ¢ dos cabos de guarda 2— No caso de linhas duplas ou em condutores maikiplos, a forea a considerar na hipétese 2 dever ser de valot igual a metade da soma ‘das componentes horizontals das tracgdes maximas unilaterais exer- cidas por todos os condutores e os cabos de guard ‘3A verificacao da hipdtese serd dispensada as linhas de 2.* classe e ainda nas linhas de 3.* classe cujos spoios disponham 4e bragos articulados, devendo, porém, neste ultimo caso, provar-se {que 0 apoio no est sujeito a esforsos de toredo. Artigo 60.° Hipéteses de célculo dos apolos de retorgo em Angulo | — Os apoios de reforgo em ingulo deverdo ser calculados para 1s hipdteses seguintes, consideradas no simultaneamente’ 2) Acgbes normals: Hipétese 1 AA sobrecarga de vento actuando, segundo a direosdo da bissectriz do fingulo, sobre o apoio, as travessas ¢ 08 isoladores e sobre os condutores e os cabos de guarda fos dois meios vos adjacentes ao apoio; Simultaneamente, 2 resultanie das componentes horizon- ais das tracgdes exercidas pelos condutores e pelos ce- bos de guarda a temperatura de + 15.°C, com vento ac- tuando.sesundo a ditecsio da bissectiz do. Angulo; Simulianeamente, o peso proprio do apoio, das travessas, fos isoladores, dos condutores ¢ dos cabos de guarda’ Hipstese 2 AA Forca horizontal, de valor igual a dois tereos da soma cabes de linhas de 2." clase, de} m quando ‘montados sob faixas de rodugem e de 0.7 m ei todos o» outtos To Os cabos de linhas de 3.* classe deverto ser enterrados a uma pro: fundidade minima de 1,2'm quando montados sob taixas de rode gem ¢-de I'm em todos os outros tocas. 2— As profundidades indicadas no nimero anterior podem ser reduzidas em casos especiais em que a dificuldade de execugao o jus tifique, sem prejuizo da conveniente protescio dos cabs. 3 —'A posiedo relaiva das canalizacdey clectricas enterradas em telacdo aos eulificios ¢ as demais eanalizagdes que possam existir nas Droximidades (aguas, espotes, tlecomunicagdes © gas) serd a fixada fa respectiva espocficagdo teenica, Antigo &1 Sina facie de cubos enterradoy 1 — 0s cabos enterrados deverdo ser sinlizados por melo de um Lispositivo de aviso colocado por cinta dees, pelo menos a 4) 0,1 m, se consttuide por tijles ou por placay de betio, de lousa ‘out de materiais equivalentes: 1b) 0.2 m, se consttuide por redes metalicas plastiticadas ou de material plistico, de cor veemelha 2— Nos eabos instalados de acordo com o n,° 3) do artigo 79.° poderé dispensar-se a colocagio do dispositive de avixo relerido no 3 ~ Quando 0 dispositive de protessao reterido no n.° 2) do are tigo 79.° for colocado 0,1 m acima do abo, vonsidera'se que este ‘assegure simultaneamente « funydo do dispositiso de avivo referido non | N.? 41 — 18-2-1992 4 — Se na mesma vala houver vitios cabos, estes deverdo ser iden- lificavels de maneira inequivoca para que possam individualizar-se com facilidade em todo 0 percurso. Secgao HI Linhas estabelocides em galeries, om tineis © om caleies Antigo 82.° Condigaes de estabelecimento 1 — Nas galerias ¢ nos tineis visiéveis, of cabos deverio ser apoia- ‘dos em prateleiras, em caminhos de cabes ou em outros suportes ‘aproptiados, com caractristicas © afascamentos adequados, 2— Se, no local da instalacio, os cabos correrem 0 riseo de sec sujeitos a acq8es que conduzam 4 sua degradaedo prematura, deve ao tomar-se as medidas necesirias para assegurar as necesdrias pro tecgoes 3 Os cabos ou conjuntas de cabos deverdo ser sinalizados de ‘modo a permitir a sua identificaggo sem ambiguidade. “4 — 08 acessérios dos cabos nfo deverdo transmitir a0 exterior aoqbes prejudicias, em caso de defeito interno, 5 Quando meidlicos, os caminhos de cabos, as condutas, os tu- bose outras massas deverdo ser ligados a0 mesmo condutor de tera ‘6 — Nas galerias ou nos tines acessives 20 publico, os cabos de verdo ser colocados a uma altura de 2,5 m acima do pavimento ou Se protegidos do contacto do piblico por um dispositive adequado. 71 Quando nas galeria ¢ nos Wneis visitaveis se encontrarem ca. bos wanalizagdes de gds, devem ser tomadas medidas convenientes para assegurar uma boa ventilagio com o fim de evitat a acumula- fo de gas. SeccAo IV Tronsicko de inka séreainha subtertines Amtigo 83.° ‘Transigfo de nha aéreatinha subterrines [Na jungio de uma finhe aérea com uma linha subterrdnea devem colocar-se descarregadores de sobretensOes, a fim de evtar a trans- ‘missio de sabretensoes, CAPITULO VIT Linhas estabelecidas em edificios Antigo 84.° Condigies de estabelecimento Os eabos estabelecides em edificios deverdo obedecer ao disposto, pos artigos 75° a 82° € 133." CAPITULO VIII Travessias € cruzamentos nas linhas aéreas SECCAO I Disposigies gorais Antigo 85.° Travessias ¢ cruzamentos # considerar As travessias € os cruzamentos 2 considerar, para efeito de epli- acto das disposigBes deste capitulo do Regulamento, serdo as se- uintes: 4) Travessias de autovestradas e de esiradas nacionais ou muni cipals; >) Travessias de cursos de dgua navegsveis; 6) Travessias de teleféricos; 4) Travessias e ervzamentos de caminhos de ferro; fe) Cruzamentos com linhas de wacgdo eléctrica urbana ou su bburban J) Cruzamentos com outras linhas de energia; 1 Cruzamentos com linhas de telecomunicagdo. DIARIO DA REPUBLICA —1 SERIE-B 973 Artigo 86.° Disposigdes comuns | — Na fixagio dos condutores nus aos isotadores, nos apoios que limitam vios de travesia ou de eruzamento, dever-se-t0 adoptar me ddidas tendo em visa 42) Evitar 0 estabelecimento de arcos eléctricos: +b) Reduzir a duragio de um eventual contornamento ¢ evitar ‘gue of isoladores e ou of condutores possam por ele vit a ser danificades. 2— Nos apoios dos vos de iravessia ow de cruzamento, todos of isoladores, incluindo os eventuais auxiliares de fixacd0, 0s de I ‘has derivadas e os de eparelhagem, deverso obedecer as condicoes estabelecidas nos artigos 88.° a 90.° ‘3 — Nas travessias ow nos cruzamentos, um dos apoios da linha situada superiormente deverd ser colocado © mais proximo possivel da via atravessada, ou da linha de energia ow de telecomunicacdo cruzada, sem prejulzo do disposto nos artigos 92.°, 103,°, 107." 110°, 114." 136 Antigo 87.° Sungies 1 — Nas travessias © nos cruzamentos ndo sero permitidas, em pleno vio, jungBes de condutores nus ou de cebos de guarda’ nas Finhas situadas superiormente, salvo naquelas que utilize conduto- res que possuam forga de rotura superior a 45 KN. ‘2 Nas travessiae © nos cruzamentos no serdo permitidas, em pleno vao, jungdes de cabos isolados. ‘Antigo 88.° Condigaes especials de flxapio dos condutores nus 2 Woladores rigidos em linhas de 2.* classe 1 — Nas travessias ¢ nos cruzamentos, os conduiores nus da I has situadas superiormente, quando os tespectivos apoios de tra- vestia ¢ de eruzamento forem dotados de isoladores rigidos, deve lo ser fixados, em cada apoio, utilizando uma das solugbes seguinies 4) Isoladores com tensBes suportaveit a0 choque e & frequéncia industrial sob chuva superiores, pelo menos, em 200 as dos isoladores que equipam os apoios dos ves comuns; by Pares de isoladores de caractersticas iguais aos dos vis co ‘uns, com 0 emprego de um fiador. 2 — Em casos justificados permitr-se-d que os 20% referidos na alinea a) do nibmero anterior, relativamente & tensio suportével 40 hogue atmosférico, possam ‘ser reduzidos até 15%. '3 — Para as solugdes adoptadas no n.* 1, se as seegBes dos con: dutores nus, gos vios de travessia ou de cruzamento, forem intetio res a $0 mm’, se de aluminio-ago ou de liga de aluminio, ov = 25 mm?, se de cobre, os condutores deverdo Ser reforcados com fi tas metiicas apropriadas ou fior metdlicos suplementares, torcidos sobre or condutores ¢ em bom contacto eléctrico com estes, numa extensio de pelo menos 0,5 m para cada lado do ponto de fia. “4 — Se a aplicagdo do disposto na alinea a) do n.° 1 implicar 0 sobreisolamento em mais de quatro apoios consecutivos, dever-se-i, fem um ou mals deles, utilizar, em substituigfo, a solugdo precont. zada na alinea 6) do’ mesmo niimero. 'S— Quando se adoptar a solugao preconizada na alinea b) do 1. 1, deverdo observat-se simultaneamente as condides seguintes: 4) Os fiadores serdo, em regra, do mesmo material ¢ possuirdo 1a mesma secgdo dos condutores da linha; by As ligapbes dos fadores aos condutores serio feitas por meios Suficlentemente robustos para suporiarem a tracglo maxima dos condutores: 19s fiadores serio montados de forma que o eventual arco de contornamento dos isoladores ndo atinja,simultaneamente, ‘9 condutor e 0 fader. 6 — Se os apoics de travessia ou de cruzamento forem de mate ccondutor, os apoios contiguos deverdo ser igualmente de mate tial condutor. Se o no forem, deverio as suas ferragens ser igadas Serra 7 — Em ver das medidas previstas nos nimeros anteriores pode- to adoptar-se oulras disposigdes que garantam seguranga equiva- lente aquelas medidas e Sejam aprovadas pela Direcgdo-Geral de Energia 974 Artigo 89." Condides especials de flange de condutores nus ‘a isoladores de cadeia em linhas de 2." classe 1 — Nas travessias e nos cruzamentos, 05 condutores de linhas si- twadas superiormente, quando 0s respectivas apoios de travesia ot de cruzamento forem dotados de isoladores de cadela, deverdo ser fixados em cada apoio, utilizando uma das solugSes seguintes: 4) Cadeias de isoladores que possuam tenses suportveis ao cho- ue € 2 frequencia indusirial sob chuva tuperiores, pelo me- Ros, em 20% as das cadeias de isoladores que equipam os apoios dos vios comuns: ) Cadeias de isoladores dotadas, pelo menos do lado do con- dlutor, de hastes de descarga ou de ane de guarda, de modo ‘a afasiar do condutor e dos isoladores qualquer eventual arco de contornamento sem reduzir, sensivelmente, as tensBes #i- portavels da cadeia de ‘soladores 2 — Cumulativamente com as medidas prescritas no nimero an- terior, © quando as cadeias forem de suspensio, se as seegdes dos condutores nos vaos de travessia ¢ de crazamento forem inferiores 250 mm, se de aluminio-aco ou liga de aluminio, ou a 25 mm*, Se de cobre, os condutores deverdo ser reforgados com fitas met 25 apropriadas ou flos metalcos suplementars, torcidos sobre 0 con duror e em bom contacto elétrico com este, numa extensio de, pelo menos, 0,5 m para cada lado da pinca de fixacko da cadeia de Sus pensic. "3 — Sea aplicagdo do disposto na alinea a) do n,° 1 implicar 0 sobreisolamento em mais de quatro apoios consecutivos, dever-se-4 adopiar, em um ou mais dele, a solugdo preconizada na alinea b) do mesino niimero, ‘+ — Em ver das medidas previstas nos nimeros anteriores, pode- ‘io adoptar-se outras disporigSes que garantam seguranca equi lente aquelas medidas e Sejam aprovadas pela Direcclo-Geral de Energia Antigo 90.* Condigdes especiais de fixacko dos condutores 1 tolndores ‘de eadela em linhas de 3." classe 1 — Nas travessias ¢ nos cruzamentos de linhas de 3.* classe, do- tadas de isoladores de cadeia, nfo sera necestrio adoptar medidas especais,além das adoptadas nos vot comuns, desde que sejam ob- servadas, simultaneamente, as condigBes seguintes: 4) Os conducores tenham seoy8es nominas iguais ou superores a 235 mm’, se de liga de aluminios 160 mm*, se de aluminio-ago ou de liga de aluminio-ago; 70 mm’, 'se de cobre; 1) As linhas estejam protegidas por sistemas autométicos que assegurem a extinggo rdpida do arco em caso de defeto; ©) As cadeias de Isoladores disponham de hastes de descarga ou anéis de guarda, pelo menos do lado do condutor. 2 ~ Se a secgdo dos condutores for inferior a0 indicado na all- rea a) do nimero anterior, serdo ainda dispensadas medidas espe. ciais, desde que se reforcem os condutores com flos ol fitas metal- eas suplementares, torcidos sobre os condutores ¢ em bom contacto eléctrico com estes, numa extensto de pelo menos 0,5 m para cada lado do ponto de fixagdo, ou ainda desde que sejam montades fia- dores do mesmo material e com a mesma secgio dos condutores, de forma que qualquer arco de contornamento nfo atinja simulta heamente © condutor e 0 fiador. 3 — Se nao se veificar a condicdo da alinea b) do n.° 1, deverdo uilizar-se cadeia de isoladores que possuam tensdes suportaveis 20 choque € & frequéncia industrial sob chuva superiores, pelo menos, fem 209% as das cadeias de isoladores que equipam os apoios dos ‘aos comuns SeccAo II ‘Tavessias aérees de muto-estrades © de stradas. nacionais ou municipais Antigo 91.° incia dos condutores as suto-estradas fs estradas nactonals ¢ manicipale 1 ~0s condutores nus, nas condig8es de flecha maxima, deve- io manter em relagdo as aulo-estradase As estradas nacionals € mu DIARIO DA REPUBLICA — 1 SERIE-B N.° 41 ~ 18-2-1992 nicipais uma distancia D, em metros, arredondada 20 decimetro, no inferior 2 dada pela expressao D=63+00U em que U, em kilovolis, & a tensio nominal da linha, ‘0 valor'de'D nao deverd ser inferior a 7m, 2 —Os cabos isolados, nas condigaes de Mecha maxima, deveréo smanter em relagao as auiowstradas © as exradas nacionais ou mu Aicipais‘uma distancia nao inferior am, Artigo 92. Distancia dos spoios & zona de estrada 1 — Os apoios das lihas no deverdo distr, horizomtalmente, da ona de estrada menos de: 4) 51m, no caso de auto-estradas, itinerdrios principais e itine- ratios complementares; by Yim, no caso de OUtras vias de comunicaséo. 2 — Quando os apoios das linhas possam ating a plataforma da ‘estrada, no caso de eventual rotura, av suas fundagbes serd0 rotor ‘aadas, considerando-os sujetos a vez c mela os esforgos aplicados SECCAO IIL Travessias séreas de cursos de égua Antigo 93.° Distincia dos condutores 20s cursos de Agua mio naveghvels 1 0s condutores nus, nas condigBes de flecha maxima, deve- Bo manter em relagio a0| mais alto nivel das Aguas uma distancia , em metros, arredondada a0 decimetro, ndo inferior 1 dada pela cexpressio D=6.0+ 0,008 U fm que U, em kilovols, & a tensio nominal da linha, 2 — Os cabos isolados, nas condigdes de Mecha mixima, deverio Imaniet em elo a0 mais ao nivel das. aguas una dninia ho Antigo 94.° Distincia dos condutores 20s cursos de gua navegavels 1 — 0s condutores nus, nas condigdes de flecha maxima, deve do manter em relagdo ao’ mais alto nivel das Aguas uma distancia ‘D, em metros, arredondada a0 decimetro, nao inferior 4 dada pela ‘expressio D=15+0.005 U+h em que: U, em kilovolis, & @ tensto nominal da tinhas ‘ean metros, €'a maior altura dos bareos que passam no local medida acima do nivel das aguas. Q valor de D, em metros, ndo deverd ser inferior a 2.0+h. 2—'0s cabos isolados, nas condigbes de flecha maxima, deverdo ‘manter em relagdo ao mais ato nivel das aguas uma distancia D, fem metros, arredondada a0 decimetto, nio inferior & dada pela ex. pressto Da20+ fem que ‘h, em metros, ¢ a maior altura dos barcos que passam no local’ medida acima do nivel das aguas. '3)—As distancias Indicadas nos n.'| ¢ 2 do deverdo ser, em ‘aso algum, inferiores as Indicadas no artigo 93." ‘4 — Pars efeitos de aplicardo do dispasto no preseate artigo, por Aespacho conjunto dos Ministos da Industria e Energia. ¢ do Am biemte e Recursos Naturas seré Mada a Ista dos cursos de agua ni: vegdveis, com indicagdo dos limites de navegabilidade, bem como da’ altura maxima de mastreagdo dos barcos que nels podem navezat ScgAO IV ‘Teavessias abrees do teletéricos Antigo 95.° Distincias dos condutores aos teleféricos 1 ~ Os condutores nus, nas condigBes mais desfavoraveis, deve do manter em relagdo as instalaydes dos teleféricos uma distancia D, N.° 41 — 18-2-1992 DIARIO DA REPUBLICA — I SERIE-B 975 em metros, arredondads a0 decimetro, ndo inferior A dada pela ex- pressdo D=33+001U fem que U, em kilovolts, ¢ 4 tenso nominal da linha (© valor de D nao deverd ser inferior a 4 m. 20s cabos isolades, nas condigdes mais desfavorives, deve rio manter em relagdo as instalagdes dos teleféricos uma distincia nto inferior a $m, Antigo 96.° Ligaglo & terra A instalagdo do telférico deverd ser eficazmente ligada a terra, pelo menos nos apoios adjacentes & travessia SeccAo V Travessias © cruzamentos séreos de caminhos de ferro Antigo 972 Angulo de travessia ou de cruzamento 1 — As linhas nfo deverBo formar com o eixo da via férrea um Angulo inferior a 15° "2 — 0 disporto no miimero anterior ndo seré aplicdvel no caso de linhas estabelecidas ao longo de uma via publica ou de obra de arte ‘que atravesse a sia ferrea segundo um angulo menor Antigo 98° ‘Travessiase cruzamentos de caminbos de ferro por linhas de 2.* classe 1 — Nas travessias © nos eruzamentos de caminhos de ferro elec- ttificados ou cuja elecficagdo esteja prevsta, os condutores. aus dda linia aéreas de 2." classe no deverdo ter forga de rotura infe- Flor a 6 KN e deverao ser fxados a cadeias de amarragao obedecendo 20 disposto non." 1 do artigo 89.° '2— Para efeitos de aplicagio do disposto no presente Regul mento, por despacho conjunto dos Ministros da Industria e Energia das Obras Pablieas, Transportes e Comunicagdes sera fxada a Tsta das linhas de camino de ferro electeficadas ou cuja electrificacso est. previsa Antigo 99.° ‘Travessias e erazamentos entre sgulhas exiremas de estagdes AAs travessias © of cruzamentos de caminhos de ferro entre agus thas extremas de estagdes s6 serdo permitidas nos casos excepcionais fem que dificuldades ténicas ou despesas inerentes os tornem acon- Selhaveis, quando acttes pela DitevyBo-Geral de Energia Antigo 100.° Distincia dos condotores 208 carris, mas travessias ‘de_caminhos de ferro nio electificados 1 — 0s condutores nus, nas condigdes de fecha méxima, deve- io manter em relagdo 205 caris uma distancia D, em metros, are dondada a0 decimetro, ndo inferior & dada pela expressdo D=63 +0010 cm que U, em kilovolts, € @ tensdo nominal da linha (© Valor de D nio deverd ser inferior a 7 m. 2— Os cabos isolados, nas condigdes de flecha maxima, deverdo imanter em relagdo aos carris uma dist@ncia no inferior’ 7 m. Antigo 101.* Distincia dos condutores os carris, nas (ravessias de caminhos de ferro cuja electrifleacdo esteja prevista 1 — 0s condutoves nus, nas condigdes de Mecha maxima, deve- io manter em relaedo 20s carris uma distdncia D, em metros, Uondada ao decimetro, ndo inferior & dada pela expressto D=11,0+0,01 U + 0,005 L fem que: U, em kilovolts, ¢ @ tensdo nominal da linha LE; em metros, é 2 menor das distincias dos apoios da linha de ata tensto’ a0 elo da via. © valor de D no deverd ser inferior a 13,$ m. 20s cabos isolados, nas condigdes de flecha maxima, deverio smanter em Felagdo aos carris uma distincia nio inferior a 10,5 m. ‘Antigo 102." Distancia dos condutores a instalagio da linha de comiacto mos cruzamentos 1 = 0s condutores nus, nas condigdes de flecha maxima, deve. rio manter em relagdo 4 instalagZo da linha de contacto uma dis tincia D, em metror, arredondada a0 desimetro, n20 inferior & dada pela expressio Deo1,5 + 0,01 U + 0,005 & em que: U, em kilovolts, é a tensio nominal da linha de maior ensio: LE, em metros, & a distincia entre o ponto de cruzamento © 0 apoio mais préximo da linha de alta tensdo, © valor de D nio deverd ser inferior a 3m 2 "No caso de haver um alimentador (feeder) aéreo disposto 30 Jado da lina de contacto, considera-se este como fazendo parte desta instalagdo, '}— 0s cabos isolados, nas condigdes de flecha maxima, deverdo ‘manier em relagao A insialagdo da linhe de comtacio uma distincia ‘do inferior @ 3 m. Antigo 103.* Distancias dos apotos a via férea, nas (ravessins ¢ nos eruzamentos Nas travessias ¢ nos cruzamentos, 08 apotos das linhas no pode- rio distar, horizontalmente, menos de Sm da zona do caminko de ferro. Artigo 104,° ‘Apoios de madeira nas travessias ¢ nos cruzamentos 0s apoios de travessia ov de eruzamento nio poderdio ser de ma- deira, excepto nas travessias de camminhos de ferro cuja eletetica- ‘slo nfo eteja prevista e quando esses apoios no forem também de Angulo ou de derivasto, Antigo 105." Resisténcia meciniea dos apolos de travessia ou de cruzamento 1 — Os apoios de travessia ou de cruzamento deverdo ser de re- forgo, excepto nas travesias de caminhos de ferro cuja clectifica- cho ni esteja prevsia € quando esses apoios, se cairem, nao pude- fem atingit o carril mais prOximo ou prejudicar direcamente a irculagio ferroviara, 2-0 disposto no niimero anterior nko serd aplicdvel nas traves- sias ¢ nos enizamentos de linhas de 3," classe com caminhos ue fetro {quando estas Hinhas forem estabelecidas de acordo com 0 disposto fo artigo 64.° SEccAO VI Cruzmmentos do finhes aéroas do alta tensio com lines de tracgdo eléetrica urbana ou suburbena Artigo 106.° Distincia dos condutores @ instalagio da linha de contacto [Nos cruzamentos com linhas de tracgio eléetrica urbana ou su- burbana, a distincia minima dos condutores & instalagdo da linha Ge contacto deverd obedecer a0 disposto nos n.%" | ou 2 do artigo 102.%, conforme de trate de condutores nus ou de cabos isolados. Antigo 107.° Disthnela dos apolos a lnstlaeio da linha de contacto s apoios das linhas no deverdo distar menos de 2m de qual- quer parte sob tensdo'da instalagao da linha de contact. 976 SECCAO VIL Cruzamentos de finhas aéreas de alta tonslo com inhes aérees de atta ou de baie tonsio ‘Amtigo 108.° Posigdo relativa das lnhas 1 — Nos eruzamentos de linhas de alta tenso com outras linhas de alta ou de baixa tensto, as linkas de tensdo mais elevada deve- ‘lo. passar superiormente 2 titulo excepcional, poderdo permitirse cruzamentos de iihas de alta tensao passando superiormente a linkas de tensio mais tlevada, se difculdades téenicas © despesas inerentes o aconselharem, devendo, porém, em tal caso, no vdo de cruzamento, as linhas que passam Superiormente ser, quanto & seguranca mecnica, estabelec ‘das em condig6es semethantes &s das inhas que passam inferiorment. 3. Nos casos previstos no numero anterior, com parecer favo- rivel da Direcgio-Geral de Energia, poderlo ser permitidos cruza_ ‘menios de linhas de alta tenslo passando inferiormente a linha de baixa tensdo, devendo, porém, em tas casos, no vio de eruzamento, as linhas de baixa tensio ser, quanto a seguranga mectnica, estabe- lecidas em condigdes semelhantes as das linhas de alla tensio que ppassam inferiormente © obedecer, na parte aplcivel, ao disposto nos Artigos 87." a 89." Antigo 109.° Disthncia entre as duss Unhas 1 — Nos cruzamentos de linhas de alta tens4o em condutores nus comm outras linhas de alta ou de baixa tensto, também em conduto- res nus, nas condigdes de fecha mais desfavordveis, deverd mant se uma distancia D, em metros, aredondada ao decimetro, n80 i ferior 4 dada pela expressio D=1,5+0,01 U + 0,005 L em que: U, em kilovolts, € a tensto nominal da linha de maior tensdo; LL, em metros, ¢ a distincia entre o ponto de cruzamento €'0 ‘apoio mais préximo da linha superior. © valor de D nao deverd ser inferior a 2m. 2 — Nos cruzamentos de linhas de alta tenso em condutores nus com linhas de baixa tensio em condutores isolados em feixe (tor: jada), ou em cabos auto-suportados ou suspensos de fiadores, de- ‘erd aplicarse 0 disposto no nimero anterior. 3 — Nos cruzamentos de linhas aéreas de alta tensBo em cabos isolados com linhas adreas de baixa tensdo, quer em condutores nus, {quer em condutoresisolados em fixe (Lorgadas), quer em cabos suto- suportados ou suspensos de fiadores, deverd manter-e, entre 0s cOM- ddutores das das linhas, nas condigdes de fecha mals desfavordvels, tuma distancia nao inferior a 2m. Artigo 110.° Distincla entre os condutores da lake Inferior © 05 apolos da linba superior Nos cruzamentos de linhas de alta tensio com outras finhas de alta ou de baixa tensto, a distancia entre os condutores da linha que passa inferiormente, nas condigdes de Mecha mixima ¢ desviador pelo Yento, ¢ 08 apoios da linha que passa superiormente nfo deverd ser inferior a distancia D, em metros, arredondada ao decimetro, dada pela expressao D=2,0+ 0,005 U em que U, em kilovols, & 4 tensdo nominal da linha que passa in- feriormente SecgAo VIII Actigo 1 Posigdo relative das lines 1 — Nos eruzamentos com linhas de telecomunicacdo, as linhas de alta tensio deverto passar superiormente 2 — Nos casos em que a aplicagdo do disposto no mimero ante- ‘ior for tenicamente dificil, poderd a Direcedo-Geral de Energia, com DIARIO DA REPUBLICA — I SERIE-B N.2 41 — 18-2-1992 parecer favordvel das entidades exploradoras das linhas de alta ten- slo ¢ de telecomunicas2o, autorizar que as linhas de telecomunica co cruzem superiormente as linhas de alta tenslo, desde que se t0- ‘mem a5 precaugées adequadas Antigo 112.° Angulo de cruzamento 1 —0 Angulo de cruzamento de linhas de alta tensfo € de teleco- ‘municagdo no deverd ser inferior a 15°, excepto se 0s condutores da linha de telecomunicacdo forem constituides por cabo blindado fou com bainha metdlica, 2 — Em casos especiis, nomeadamente naqueles em que for grande 8 distancia entre a linka de alta tensdo ¢ a de telecomunicagio, a Direcgdo-Geral de Energia, com parecer favordvel das entidades ex- ploradoras da linha de elecomunicacdo, podera autorizar cruzamentos Segundo Angulos inferiores a 15°. Antigo 113.9 Disttncia entre as linha de alt tensdo ¢ as Unhas de thecomunicasdo [Nos cruzamentos de linhas de alta tensio com linhas de teleco- municagdo, a distancia minima entce as duas linhas deverd obedecer 420 disposto nos a." 1 ¢ 2 ou 3 do artigo 109.*, conforme se trate de linhas de alta tensto em condutores nus ou em cabos isolado. Actigo 114,° Distancia dos condutores da links de telecomunicasio 1208 spolos da Haha de alia tensio Nos cruzamentos, 05 apoios das linhas de alta tensio no deve ‘lo distr dos condutores da linha de telecorunicagd0 menos de 2 m. CAPITULO IX ‘Vizinhangas nas linhas aéreas SECCAO I Vicinhangas de inhas tersas da lta tonsko com suto-estrades (com estrades nacionais ou municipeis Antigo 115. ‘Visinhancas de llnhas aéreas de alta tensto com auto-estradas © com extradas nacionais ow munlelpals [Nas vizinhangas de lishas de alta tensio com autovestradas ¢ com cstradas nacionais ou municipais, em que a distdncia, em projeccl0 horizontal, dos condutores ou dos cabos de guarda, supostos fle- cha méxima e desviados pelo vento, & zona da estrada for inferior 415 m ou & altura dos apoios fora do solo, aplicr-se-4 0 disposto 10s artigos 87.° a 92.°, devendo as distancias dos condutores As auto: -estradas e is estradas nacionais ou municipais observar-se supondo ‘estes desviados ou nilo pelo vento. Secgao It Viinhangas de Unhes aéreas de alta tonsto ‘com curses de que navegiveis Anigo 116.° Vitinhangas de linhas aéreas de alta tensto ‘com cursos de gua navegivels Nas vizinhangas com cursos de dgua navegiveis, em que a distin- «ia em projeccdo horizontal dos condutores ou dos cabos de guarda, supostos & flecha méxima e desviados pelo vento, as margens dos feferidos cursos for inferior a 18 m ou & altura dos apoios fora di solo, deverd aplicar-se © disposto nos artigos 87.° a 90.° ¢ 94 N.° 41 — 18-2-1992 SecgAo HI Vicinhangas de inhes areas de alta toneio com toletéricos Antigo 117." ‘Vitinhangas das linhas séreas de lta tensto ‘com a instalagdo do teleférico [Nas visinhangas com telefricos observar-se entre os condutores ‘ou 08 cabos de guarda, supostos & flecha maxima e desviados pelo vento, ea instalagdo do teleférico uma distdncia em projecpio hori- zontal nio inferior 4 altura dos apoios fora do solo, com o minimo de 15 m secgao IV Vizithangas do fohes aérees de sits tenslo com caminhos de forre Antigo 118.° Vizinhangas de lnhas aérens de alts tensdo com caminhos de ferro 1 — Nas viinhangas com caminhos de ferro, electrificados ou nto, ‘em que a distAncia em projeccdo horizontal dos condutores ou dos abos de guarda, supostos a flecha maxima ¢ desviados pelo vento, zona do caminho de ferro for inferior a 15 m, ou 4 altura dos fora do solo, deverd aplicar-se 0 disposto nos artigos 87.° 1¢98.° a 105.", devendo as dstincias dos condutores aos car fis ow & instalagio da linha de contacto observar-se supondo os con ‘dutores desviados ou no pelo vento 2—A distancia minima de 15 m referida no nimero anterior de verd ser aumentada nos casos especiais em que a topografia do ter- eno 0 aconselhe. SECGAO V Viainhongas de linhes afrees de alta tonako com finhes do tracio eléctrica whene ou subwena Antigo 119.* Viainhangas de lnhas de alta tensto com linhas de tracgio eléctrce urbana ou suburbana Nas vizinhangas com linhas de tracgdo elétrica urbana ou subur- bana, em que a distdncia em projecedo horizontal dos condutores 04 dos cabos de guarda, supostos & fecha méxima e desviados pelo Vento, & instalagao da linha de contacto for inferior a 1 m, ou & altura dos apoios fora do solo, apicar-sed o disposto nos artigos 87.° 4 90.", 106." ¢ 107.*, devendo as distincias dos condutores & insta- Tagdo da linha de contacto observar-se supondo os condutores des- viados ou ndo pelo vento. SecGAO VI Vicinhongas de lnhes sees de alta tonsto com linhes aérees de alta ou de baixa tonsko Antigo 120." Vizinnangas de lnhas aéreas de alta tensio com linhas séreas ‘de alla ow de balxa tensto em apolos diferentes 1 — Nas vizinhangas de linhas aéreas de alta tensto ou com ou- tras linhas afreas,estabelecidas em condutores nus e montados em apoios diferentes, observar-se-d entre os condutores ou 0s cabos de ftuarda de uma das linha, supostos & fecha méxima e desviados pelo ent, ¢ os condutores ou os cabos de guarda da outra linha, su- poster nas mesmas condigdes, e nos seus apoios, uma dstincia D fm projecydo horizontal, em metros, arredondada ao decfinetro, nto inferior & dada pela expressto #154001 U em que U, em kilovolts,€ a tensdo nominal da linha de tensdo mais clevada, (© valor de D nio deverd ser inferior a 2 m, © Yento a considerar para 0 desvio dos condutores € 0 indicado na alinea c) do artigo 12.° DIARIO DA REPUBLICA — I SERIE-B 977 2 — Quando nao for possivel cumprit 0 disposto no miimero an- terior, devers aplicarse 0 disposto nos artigo &7.° a 90.° e 108." 42 110.*, ndo sendo, porém, permitido este procedimento quando vima das linhas for de baixa tensdo e se situe & nivel superior ao dss li has de alta tensdo. 3 — Nas vizinhangas de linhas de alta tensio em condutores nus ‘com linhas de baixa tensio em condutores isolados em eine (Cor ‘gada) 0U cabos auto-suportados ou suspensos de Tiadores devera 5¢ 0 disposto nos n.™ 1 e 2 '4-— Nas vizinhangas de linkas de"alta tensio em cabos isolados ‘com linhas de baixa tensio em condutores isoladas em feixe (cor ‘gada) ou cabos auto-suportados ou suspensos de fladores, nas con: ‘digdes de Mecha meis desfavordveis, deverd manter-se entre os con ‘dutores das linhas uma distincia nfo inferior a 2 m. ‘Artigo 121." ‘Vizinhangas de linhas aéreas de alta tensio com linhas aéreas de balan tensio em apolos comuns 1 — Em casos devidamente justificados ¢ actites pela Direccdo Geral de Energia, permitir-sedo vizinhancas de linhas aéreas de alta tensio de 2." classe em condutores nus com linhas aéreas de baixa {enslo, estabelecidas em apoios comuns, devendo, porém, observar- se as prescribes seguintes: 4) Os condutores da linha de alta tenslo sero colocados supe- tiormente aos da linha de baixa tensio:, by O afastamento dos condutores mais préximos das duas linhas 4, pelo menos, igual & distincia entre os condutores da e alta tensdo, com um minimo de 2 m: ©) Quando se utilizatem condutores nus nas linhas de baa ten slo, of isoladores desta deverdo ter uma tensdo suportavel 4 frequancia industrial sob chuva de, pelos menos, 6 kV, ) Quando se utilizarem condutores isolados em feixe (corcada) (u cabos auto-suportados ou suspensos de fiadores na linha {de Daina tensdo, 0 isolamento devera poder suportar um em tio de rigider dielétrice com as caracteristicas correspon entes ao tipo de condutor, com um minimo de 6 kV; ‘) Entre ambas as linhas e em cada apoio, deverd colocst-se um dispositivo chamando a atengdo do pessoal afesto aos traba- Thos de reparacdo ou manutenclo da linha de baixa tensao para o perigo criado pela presenca da linha de 2.” classe 2— Quando uma linha de baixa tensfo for estabelecida en: apoios ccomuns com os de uma linha de alta tensdo de 2.* classe 1m cabo Isolado, deverd observarse, pelo menos, uma das condigbes sceuintes: 4) O isolamento da linha de baixa tensio deverd poder mars zat as condigdes Fixadas nas alineas ¢) ov d) do niime oa ) O tensor do cabo da linha de alta tensio de 2.* classe de ver serisolado do apoio por um elemento que apresente una {ensio suportdvel 8 frequéncia industrial sob chuva de pelo ‘menos 6 KV: ©) O apoio ndo deverd ser de material condutor. Antigo 122.° Visiabangas entre linhas aéreas de alta tensdo em apoios comuns 1 — Permitc-se-4 0 estabelecimento em apoios comuns de dois ou mais circuits de linhas aéreas de alta tens2o em condutores nus, devendo, porém, obervar-se as prescrigdes seguintes: 2) Os circitos deverdo dispor-se por ordem deserescente de ten so, de cima para baixo, ou, quando muito, situarse a par, fe um e do outro lado dos apoios; y A distancia entre os condutores mats préximos de dois (quer cicultos ser, pelo menos, igual 20 afastamento dos con Autores do cireuito\de tensdo mais elevada, com um minimo de2m, 2 — Sempre que as dificuldades ténicas ou despesasinerentes tor nem desaconselhivel a aplicagdo do dispasto na alinea a) do nimero terior, permiti-e-4 que a ordem af indicada saje alterada, me diante autorizagdo da Direcedo-Geral de Energia 3 — Nas vizinhangas de uma linha de alta tenséo em condutores rus com outra linha de alta tensio em cabos isolados devera aplicarse © disposto nos n."* 1 € 2. 4 Nas vizinhangas entre linhas de alta tensdo em cabos isola 448, nas condigoes de flecha mais desfavordveis, deverd manter-e enife os condutores das linhas uma distancia ndo interior a 2 1. 978 DIARIO DA REPUBLICA — I SERIE-B N° 41 — 18-2-1992 SeCgAO VIE Vainbangas. de inhes aéroas de atta tenséo com finhas de telecomunicarto ‘Artigo 123." Viainangas de linhas de alte tensto com linhss de telecomunicagso fem apolos diferentes 1 — Nas vizinhangas de linhas de alta tensdo com linhas de tele: ccomunicagdo estabelecidas em apoios diferentes observar-se-d entre (0 condutores nus ou os cabos de guarda da linka de alta tensfo, Supostos a flecha méxima e desviados pelo vento, © 08 condutores ‘nus da linha de telecomunicagio, supottos nas mesmas condiqbes, uma distincia D em projecedo horizontal, em mettos, arredondada te decimetro, ndo inferior & dada pela expressdo D: $+0,001 U ‘em que U, em kilovolts, & a tensio nominal da linha de alta tens. ‘O valor de D ndo deverd ser inferior a 2 m. (© vento a considerar para 0 desvio dos condutores € 0 indicado ra alinea ¢) do artigo 12." 2-— Quando nio for possivel cumpri 0 disposto no nimero an- terior, deverd aplicar-se 0 disposto nos artigos 86.* 2 90.°, 113.° € ma 3/— Nas vizinhangas de linhas de alta tensdo em cabos isolados com linhas de telecomunicasio em condutores nus estabelecidas em apoios diferentes observar-se-d entre os condutores das dus linhas ‘uma distancia nao inferior a 2 m, 4 — Nas vizinhangas de linhas de alta tensdo em cabos isolados ‘com linhas de telecomunicaeio em condutoresisoladas ou cabos auto- suportados ou suspensos de fiadores estabelecidas em apoios dife- Fentes observar-se-d entre os condutores das duas linhas una distincia nfo inferior a 1 m. Antigo 124.° Viinhancas de linhas de alts tensto com linhas de tlecomunicagio ‘em apotos comuns 1 estabelecimento de linhas de telecomunicapio nos apoios de linhas de alta tensio em condutores nus s6 seré permitido quando aquelas estiverem adstrtas exclusivamente a explorag#o das linhas ‘Se ala tensio, devenda, porém, observar-se as prescigdes sepuintes: As linhas de telecomunicagdo deverto ocupar a posiglo in- ferior: 0) O afastamento dos condutores nus proximos das duas linhas, serd, pelo menos, igual & distancia entre os condutores da linha de alta tensto, com 0 minimo de 2 m; ©) As linhas de telecomunicagdo deverdo ser consideradas linhas «de tens2o igual a um décimo da tensio nominal da linha de alka tensdo, com um minima de 6 KV. 2—0 disposto no numero anterior ser aplicavel aos trogos das linhas de telecomunicagdo estabelecidos em apoios diferentes, desde ue tais trogos se no encontrem separados dos trogos em apoios ‘omuns por tansformadores ou outros aparelhos que evitem 2 pro- pagacio dos efeitos de indueto provocados peas linhas de aa tens 3—0 estabelecimento de linhas de telecomunicacio nos apoios de linhas de alta tensdo em cabos isolados ser4 permitido desde que Se mantenha enice os condutores das duas linhas uma distincia ndo inferior « 0.5 CAPITULO X Linhas aéreas na proximidade de linhas e de outras canalizagdes subterraneas Antigo 125.° Estabelecimento de apolos ax proximaldade de cabos de energia sublereineos e de owiras canallzagies subterriness | — A implamtagdo de apoios na proximidade de cabos de ener- tia subterrineos, de eanalizagdes de dgua, de gés © de esgoto ou de outras canalizagbes subterrineas deverd ser evitada, a no ser que se dotem os cabos ou as canalizagdes de protecgdes adequadas. 2 — Entre os apoios ou suas fundagdes ¢ os cabos de energia ou as canalizapbes reterdas no niimero anterior deverao manter-se dis tncias suficientes para evitar avariais provocadas por trabalhos nas Tinhas aéreas, 3 — Deverio ser tomadas disposigdes adequadas para evitar que tensBes perigosas originadas por defeto na linha aérea de alta ten sto originem, directa ou indirectamente, avarias ou situagdes de pe rigo nas canalizapBes subterrineas ‘Antigo 126.° Entre 08 apoios ou suas fundaydes e os cabos de telecomunicacio subterrBneos observar-se-d uma distancia horizontal nao inferior & 5m, CAPITULO XI Travessias, cruzamentos e vizinhancas nas linhas subterrineas Sec¢A0 I Travessins, cruzamentos © vinhangas nas ines onterrades drectamonte no. solo Antigo 127.9 Travessias de auto-estradas € de estradas nacionals © lipals 1 — Nas travessias de auto-estradas ede estradas nacionais e mu- nicipais, os cabos deverdo ser enfiados em tubos ou em condutas, sendo 0s das linhas de 2.* classe enterrados a uma profundidade nao inferior a 1'm e 05 das linhas de 3.* classe a uma profundidade a0 inferior @ 1.2 m. 2—0s tubos e as condutas deverdo ser resistentes ¢ durives, tanto ‘no que respeita aos elementos conatituintes como as suas ligagdes, impedir a entrada de detritose ter didmetro que permita Tcl enfia. ‘mento ou desenfiamento dos cabos sem danficasdo dos pavimentos. 3.—A seceto recia inferior dos tubos ou das condutas nao de verd ser inferior a tds vezes a soma das seoyGes rectas dos cabos, com um miaimo correspondence ao didmetro de 100 mm, Antigo 128.° ‘Teavessins subaquiticas Nos troges subaquitcos de linhas subterrineas deverdo empregarse ccabos apropriados, instalados por forma a nao virem a ser daniica. ddos por dncoras e redes de arrasto e a ado perturbarem a circulagao ds ebarcades nem 2 poem em preg s segureva das pesos ue utlizem os barcos ou transitem nas margens Artigo 129.° I. —As travessias € os cruzamentos com ceminhos de ferro efectuar-seo, tanto quanto possvel, normalmente a via ferrea e @ ‘uma profundidade igual ou superior a 1,3 m em relagao face infe- ror da travessa, devendo o local da travessia ou do cruzamento ser feferencisdo © os cabos passar dentro de tubo ou de condutas que Satisfacam a0 disposto nos a" 2 e 3 do artigo 127.° ou em canals cobertos e revestidos, por forma a nao comprometer a solide: ds plataforma ea ndo constituir um obstéculo aos trabalhos de con Servacio da vin ferrea. 2 — Do disposto no nimero anterior exceptuam-se as travessias «06 cruzamentos em que of cabot extejam enterrados em pavimen- {os sob pontes ¢ viadutes do caminho de ferro ou pavimentos de Pontes ¢ viadutos que passer superiormente ou ainda quando este- Jam flaados ou embebidos naquelas obras de arte Anigo 130.° ‘Cruzamentos e vizinhangas com linhas sublerrineas de enetg [Nos cruzamentos ¢ nas vizinhancas com linhas subterineas de ener aia, se for inferior a 0,25 m a distancia entre 0s eabos que as cons- tituem, deverdo estes fcar separados por tubos, por condvtas ou por divis6rias, robustas e constituldas por materials incombustivels © de Susdo fi N° 4] — 18-2-1992 DIARIO DA REPUBLICA — 1 SERIE-B 979 Antigo 131.° Cruzamentos ¢ vizinhangas com linhas subterriness ‘de telecomunicagho [Nos cruzamenios e nas vizinhangas com cabos subterraneos de te lecomunicagdo observar.se-d sepuinte: 4) Nos cruzamentos, a distancia entre os cabos de alta tensto 06 de telecomunicayio nao deverd ser inferior a 0,25 m; 1Nas vizinhangas, e for inferior a 0.4 m a distancia horizon- tal entte os cabos de alta tensdo € os de telecomunicasto, ‘ever os cabos de alta tensdo ficar separados dos de tele: ‘comunicagao por tubes, por condutas ou por divisérias, 1o- bustas ¢ constituidas por materiais incombustiveis e dé fu slo dificil ») Antigo 132." Viziohancas com ef ieagbes de Agu, de hs € de esgoto [Nas vizinhangas com ean: obscrvarsse-d 0 seguinte: iagdes de gas, de dgua e de esgoto 4) Os cabos de alta tensio nto deverdo ficar a uma distancia dessas canalizagdes inferior a 0,25 m: 1) Se, por mouives especiais devidamente comprovados, a dis- tincia prevista na alinea anterior ndo puder fespetar-se, esta poderd ser reduzida desde que 0 cabo fique separado das ca- ralizages por divisérias que garantam uma protecgdo me nica eficiente SECCAO II Cruzamentos © virinhancas nas inhas subtertineas estabolocides fm golrias, om tineis © om caleras Antigo 133.° Cruzamentos e vizinhaneas com outras linhas subterriness ‘esiabelecidas em galerias, em tinels ¢ em caleiras 1 — Nos eruzamentos e nas vicinhanges com linhas subterrdneas de telecomunicaglo estabelecidas nas mesmas galerias, tineis ou c leieas deverdo ser observadas as condivées constantes das alineas se- iBvintes, sem prejuizo do prescrito nos artigos 78.° e 82 4) Os cabos de alta tensto e os de telecomunicapio deverto es- tar colocados em suport distintos; Entre os eabos de alta tensio e os de telecomunicagdo de- werd ser mantida uma distancia minima de 0,4 m em percur- $05 paralelos ¢ de 0,2 m em cruzamentos, a'menos que eles sejam separados por tubos, condutas, cuminhos de eabos, pra leleias, paredes ou outros elementos resistentes a0 choque provocado por ferramentas manvais. » 2 — 0s cabos eléctricas de classes diferentes deverio ser coloca- dos em suportes distintos ou separados por uma parede de reisten ‘ia mecinica apropriada, sem prejuizo do prescrito nos artigos 78.° ems Antigo 134.8 Viriahangas com canalizagies de gis estabelecidas em galeria, fem tunes ow em caleiras [Nas vizinhangas com canaliaagdes de gis estabelcidas em galerias, fem tuneis ou em caleiras deverdo tomat-se as necessérias medidas de procausdo para assegurar a venilaglo das conduces, das g fdas cAmaras de visita dos cabos, a fim de evitar a acumulago de fases. CAPITULO XII Interferéncias nas linhas de telecomunicagio Antigo 135." Aproximasses © paralclismes com Hinhas de telecomunicagto 1 — Nas aproximagdes ¢ nos parallismos, as linhas de alta ten- Mio deverdo distanciur-se das de telecomunicagdo o suficiente para evitar que a indugdo electromagnética consttua perigo para as pes- soas ou introduza perturbacdes prejudiciais nas telecomunicasoes. 2—0 disposto no nimero anterior ndo se aplicaré &s aproxima- 80s € paralelismos com linhas de telecomunicagdo adstitas & ex ploragdo de instalagdes eéctricns, quando dotades de equipamentos terminals que impecam 0 aparecimento de tensdes perigosas nos apa relhos a elas ligados, devendo, em tais casos, as linhas de celecomu nicagdo ser consideradas como linhas de tensdo igual a um décimo dda tensdo nominal da linha de alta tensdo, com um minimo de 6 KV. CAPITULO XIII Linhas nas povoasdes e na proximidade de edificios fre- ‘quentados por pessoas e em locais sujeitos a perigo de incéndio e de explosio. Attigo 136.° LLinhas séreas nas povoases 1 —No estabelesimento de linhas aéreas na proximidade de edi ficios isolados, ou fazendo parte de aglomerados populacionals ou industriait, ow por cima de arruamentos no interior de povoayde ddeverd observar-se 0 disposto nos artigos 26." ¢ 29.° ¢ 86." a 92.° 2— 0 disposto no mimero anterior ndo serd aplicével no caso de as linhas pastarem por cima de edificios isolados pouco importantes € ndo especificamente destinados » habitagio. Antigo (37.° ‘Apolos flaados 2 edificos (s apoios das linhas nao poderdo ser fixados a eificios que nao cstejam exclusivamente adstritos ao servigo de exploracao de insta~ lagbes eléctricas, salvo no caso de linhas de 2.* classe, que poderao fixar-te edificios de cardcter industrial mediante 0 consentiniento da entidade proprietria, Antigo 138.° sgulo a proximidade de edificos, de vias pibicas (ou de locals frequentados pelo pablico Apolos de Quando na proximidade de um Angulo haja edificios industriais ‘ou destinados a habitacdo, vias publics ou quaisquer locas frequen tados pelo piblico, cuja seguranca possa ser posta em perigo pelo desprendimento dos condutores dos isoladores ou pela rotura des tes, deverd, na fixayio destes condutores aos isoladores do referido aplicarse 0 disposto nos artigos 86.° a 90.° ‘Artigo 139." Linhas aéreas sobre recinios escolares € sobre campos de desporto 1 — 0 estabelecimento de liahas aéreas sobre revintos escolares © sobre campos de desporto ndo serd permitido 2— A Direcso-Geral de Energia poderé permitr o estabelecimento 4e linhas aéreas por cima de campos de desporto de importancia se- ccundéria © 0 de linhas areas de 3.* clase por cima de recintos es- colares, desde que despesas inerentes ou dificuldades téenicas 0 tor- rnem aconselhdvel, tomando-se, porém, as convenientes medidas de seguranga ‘Antigo 140.° Linhas séreas na proximidade de nerédromos ¢ de instalagdes {de apolo A navegacio aérea © extabelecimento de linhas aéreas na proximidade de aerédromos ‘ede instalagdes de apoio & navegacdo aérea deverd obedecer as dis posipdes ofcias aplicéves Artigo 141-* Linhas aéreas na proximidade de locals destinados so armazenamento € manipulasio de produtos explosivos Junto a instalagdes destinadas a0 armazenamento € manipulagdo de produtos explosives nio serd permitido estabelecimento deli 980 nhas adreas a distdncias, em projecgdo horizontal, inferiores aos va- lores indieados no quadro seguiate: 56 40 10. 30 1s 15 20 100 30 : a 135 0 : 130 Antigo 142.* Linhas aéreas na proximidade de locas destinados 20 armazenamento, so transporte € ao tratamento de combustives Hiquidos ou gasosos | — Junto a instatagdes destinadas 20 armazenamento e ao trata ‘mento industrial de petrdleos brutes, seus derivados e residuos no Serf permitido o estabelecimento de lias aéras a dstncas, em pro- jecedo horizontal, inferiores as consideradas perigosas para aquelas instalagoes. 2— Junio a instalagdes do sistema de abastecimento dos gases combustiveis, canalizados referidos no artigo 1.° do Decteto-Lel 1." 374/89, de 25 de Outubro, ndo sera permitido o estabelecimento de lina aéreas a distinciasinferiores ds consideradas perigosas para aquelas instalagdes. Antigo 143." Linhas subterrtiness nas povoasdes 1 = Nas povoagdes, 05 cabos subterrineos serdo estabelecidos 20 Tongo dos arruamentos e, sempre que possvel, nos passeios e ser ‘Thes-40 apliciveis as disposigBes dos artigos 75.° a 81.° 2 — Quando houver travessias, cruzamentos e viinhangas nos ar. ruamentos deverdo respetar-se as disposigdes do capitulo xi. CAPITULO XIV Aparelhos intercalados nas linhas Amigo 144. Inacessibiidade dos aparethos (0s elementos sob tensdo nto revestidos por isolamento apropriado, ‘ou nfo resguardados, que fagam parte dos aparethosintercalados nas linhas ndo deverdo ser acessiveis sem meios especiais. Antigo 145.* Secclonadores ¢ Interruptores-secclonadores | — Os seccionadores ¢ 0s interruptoresseccionadores deverto ser instalados de forma que, na posigdo de abertura, o peso proprio das facas ow dos comandos nio provoque 0 seu fecho intempestivo. 2 — Quando no for possvel o cumprimento do disposto no n.” 1, ‘os seevionadores e os intercuptores-seccionadores deverdo ser muni ‘dos de dispostivos mecdnicos que imperam o seu fecho intempestivo. 3 — Os seccionadores e os interruptores-seccionadores deverdo ser de corte simultineo em todas as fases, quando tripolares “4 — No caso de seccionadores e de interruptores seccionadores tn polars, estes deverdo ser previstos para ser manobrados & distanci por varas isolantes adequadas, Antigo 146.° Manobra dos uparelhos 1 — Nos apareihos equipados com comando manual (sem neces- sidade de recurso a varas ou ferramentas especias), este deverd ser manobrivel do solo, e ser mantido, sob chave, quer com os apate- Thos em posigao de