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Toxo: PET SM Paella da aprendzgem: dt Ta codtonmcno so contraivians. So Pier Cons, 201, 35: s — ‘TEORIA DA GESTALT: PERCEPGAO E AFRENDIZAGEM. Spero valence oeeee eee) ‘sigue iad pun ce Wingnsin Opondose xo beavodno, wpe & Puclog de. Gea, cxjos edo considera os fends pclae un Counts ‘utonomo endive ans confguacaoe oneal tad percepio els de onan percept Tansee « isos: Solem mein Psicologia na Universidade de Bet, send ler: ax Wenteiner so-194, que publica cm 1912 seus Estudos experiments ee rpeerese iene ee Frlcologi a Gena, Wolfgang Roher (1887987, que relia ‘ros ees sobre a camio dos chimpants, erando 9 a ee eae otla 8064, qu publcew un grande nimero de as Inge, om ese os ie ‘Nos anor de 192, Cesta, desemova no Insinto de Peiclogi da Unveriide Ge Bet marta de un dos tai bem equips iaboratrios do mundo, cn pests sb vi tos problemas pice, tatndose (ra Aleman) de una rot damier Sain ace « elon Naan) 4 ascensto dos nazists ao poder (1933) e suas agdes repressivas levaram muitos estudiosos a deixar © pais. Com isso, o centro da Gestalt passou para os Estados Unidos, mas nao teve a mesina coesto e repercusso, PRINCIPIOS FUNDAMENTAIS DA TEORIA DA GESTALT Definir a palavra Gestalt é um tanto quanto cifell em outras lingua, que no na alema, por no haver equivalentes, © que dlifculta compreender claramente o que o movimento representa De acordo com Moraes (2007), a palavra alema tem o sentido de ora, de atributo dado as coisas; a signficacao de uma unidade Conereta, © que percebemos, para os defensores da Gestalt, so relagéese ndo sensagdes.E, a pans dessas percepeben, tal como as ‘apreendemos, é que nos comportimos, nos emocionainos € aginos, Em suma, a Gestalt foi relacionads, em geral, percepcao, mas ‘io como uma simples reunito de elementos sensoriais, haja vista «que: "A percepsio é uma totalidade, uma Gestalt, ¢ toda tenativa de analisi-a ov de reduz-la a elementos provoca a sua destruiglo" (Schulz © Schultz, 1999. 305), Para os integrantes dessa escola, a tarefa da Psicologia seria ‘compreender a percepeio tal como a vivenciamos, levando em conta que nossa experiéncia perceptiva imediatamente organiea df significado a percepeio, constituinde-« num sentido, numa cordem, numa razao interna. Em suma, seta trefa da Psicologia da Gestalt deserever e esclarecer a organizacio inrinseca do percebido, Em busca disso, a Gestalt preocupa-se em entender 0s cont, ortamentos como totaidades, sem reduz-los a um ou a vitios de seus elementos. 1ss0 nio indica, por outro lado, a negagto de {ue © conjunto contenha as suas partes ou a impossbilidade de analise dela. A afirmativa dessa escola de que o todo & maior do que a soma de suas partes (¢€ diferente delas) foi amplamente difundida . tomada como seu carro-chefe, Segundo tal concepcio, quanda ‘ouvimas uma melodia, a percepelo nao é das notasisoladas, € 0 todo que abstraimes, a organizago global. Uma érvore no € mais percebida como tal quando sto separadas todas as suas folhas, seu ttonco, seus galhos, suas raizes, seus frutos ete. Como podemos verificar, cada parte se define pelafuncio que desempenta na es- ‘rutura na qual est colocada. Assim, “uma parte articulada em um todo € diferente dessa mesma parte solada ou em outra totalidade™ (Moraes, 2007: 310) “Assim, aidentdade dos objetos resulta do modo como os seus ‘componentes so combinadose nao apenas dos componente iso- laos. Eas partes, por sua vez, possuem signifiadosfuncionais, em decorréneia de sua posigio em uma dada estrutura, em um dado ‘objeto, Cada parte $6 tem sentido em relacio & outra; a8 partes ‘possuem, assim, uma felac2o intrinseca e necessria para compor ‘o sentido, Quando nos enamoramos de uma pessoa, por exemplo, nao € por uma caracterisica folada, mas pelo conjunto de seus atribatos, de seus semtimentos. Se somos questionaclos sobre 0 que ‘nos encanta na pessoa, temos dlficuldade em centiiar apenas ‘uma cartcteristica e, inclusive, se olhissemos para a especificidade dle cada parte da pessoa, talvex nto nos encantaramos tanto. Ten- demos, portanto, a perceber os eventos, a situgdes, os objetos ‘como totalidades e no como pares isladas. ssa percepsio das totalidades, num sentido intrinseco dado pelo sujeto, com sua coesio interna e sua dindmica funcional, € ‘egida, por algumas regras, que os gestaltstas denominam print pios, apliciveis a percepsio e ao pensamento, de maneira 2 no hhaver uma descontinuidade entre ambos. ORGANIZAGAO DA PERCEPGAO E AS LEIS QUE A REGEM Segundo os teéricos da Gestalt, 0s principios sto definidos ‘como regras ou leis com os quais io organizadas as percepeOes, facllitando a compreensio de imagens ¢ de ideas. Considera-se premissa bisica o fato de que, a0 vermos um objeto, a sua apreensio e compreensio sio espontiness, imediats, ‘ou sea, a sua organizagio ocorte instantaneamente sempre que 0 ‘objeto nos é apresentado, hé uma percepgio imediata das relagdes, esse modo, a intelighilidade do mundo percebido, o discemt- ‘mento, o sentido inédito ecoerente dado ao mesmo & denominado dle insigbt. Ou sea, sar da“ignoriincia” para o conhecimento pode ‘ocorrer de repente Os gestatsta tinham preocupagao em definir as feis que regem a percepcio das totalidades e que sto apliciveis 4 percepg20 © 20 pensamento, ou seja, como interpretamos o que vemos. Afi ‘mam que a lei da boa forma (Prignanz) anuncia a organizagao das estrutras e que essas tendem a “revelar as caracteristicas que a distinguem de uma forma tio completa quanto as condligbes do ‘momento permite” (Moraes, 2007: 310), ssa onganizagio tende a estrutura mais equiibrada, mals si métrica, mais regular, ou seja, quando vernos as formas tendemos percebé-las em seu cariter mais simples, numa simplifieago na- tural da perceprio, faciltando a sua assimilacio. Ao depararmos, por exemplo, com uma fica, esta pode ser simplificada como uma linha eta; uma cebola, como um circulo, lei da boa forma € lei principal que govema 0 pensamen- ‘0 € a percepgio, agrupando seus elementos de acordo com as caracteristcas que possuem entre si, Além deste, outros prineplos também regem a organizaco da percepeao, como a proximidade, 4. semelhanga, a continuidade etc. Destacamos a seguir mais alguns dos principios claborados por Wertheimer: Principio do fechamento/complementago: de acordo com este principio, nossa percepcio tende a completar figuras que se encontram incompletas. Ao olharmos as linhas retas a segui, fendemos a fechi-las e ver © quadrado como uma figura comple. {@, © mesmo ocorre com as palavras. Este principio ajuda-nos a Perceber de imediato as situagSes © objetas, ainda que eles nio se mostrem em sua completude, podendo agilizar, por exemplo, processos de leitura de um texto, de palavras. As formas imperfeias tendem a se completa resultando na sua estabilidade, como nos seguintes exemplos: Principio da proximidade: percebemos as partes que esto mais préximas como agrupads, como um todo, ou seja, por Pac recerem formar una unde tendem 2 ser percebidas como tal, como nos exemplos abaixo: ‘as figuras 20 lado, 2 bolas, uma a0 lado da ‘outa, sto pereebidss como um quadaado grande feng como pequenos cules (a). Tendemos a Yer of cel como tés colunas duplas e 10 ‘om um grande conjunto Principio da semethanga/st- sllaridade:objeios similares tendem ase agrupare a ser percebidos como ‘relacionados entre si, Na figura 20 lado, tende-se a perceber ts fileizas de cfrculos e duas de pontos © mio colunas compostas de pontos e de circus, eccocce AA solugio de um problema deve compreender os seus deta- Jes, mas sempre em relagao 2 estrutura da situago total, Schultz € Schultz (1999) esclarecem que a solucio deve parti do problema como um todo indo depois para as suas partes, Nas atividades de sala de aula, o professor deve organizar as situagbes de aprendiza- ‘gem de maneima a produzir todos os sigificatvas, fixar-se apenas ‘nas suas panes poderia tornar mais dificil a tarefa de resolugio de problemas. Nesse sentido, fizem-se crticas a um ensino mecinico, decorativo, repetitive que, quando é frequente no processo de en- sino, pode incorrer num desempenho mecinico e desvinculado da construsio do pensamento verdadeiramente criativo e produtivo. © PROFESSOR E 0 ALUNO: (© CURRICULO COMO UMA TOTALIDADE Se as stuagbes-problema devem fazer sentido para 0 aluno para sua melhor apreensio e resolugio, o mesma deve ser dito sobre os contetdos e programas curticulares. A dispersio falta de relagio de uns com os outres podem dificultar 0 arranjo e a cconexio de seus conhecimentos, no fazendo sentido para oaluno (em seu cotidiano pessoal e social) e dificultando seu interesse, ‘Para uma aprencizagem eficiz, o ensino deve partir das possi bilidades e necessdades das alunos e nio da matérs, no que espe- ‘ificamente estéestabelecido para aquele momento, necesszando haver, com iss0, um rearranjo dos contetides. © professor deve, pois, car situagdes de ensino de modo a propiciar aprendizagens Aue realmente tenham sentido para os alunes. Lefrangois (2008) explica que o papel do professor, a partt dessas consideragbes, seria de colaborar para que os alunos t- vessem seus tsights, ou Seja, que encontrassem as solugoes dos problemas por eles mesmos. Os estudantes constroem conhecimen- tw e informagbes significativas por eles proprios, o que significa {que mio sto dados diretamente a eles. A autora explica que essa perspeciva vem 20 enconto da shordagem consrivia, it tlds nos i ats, que propde 0 sino centado no alo ease modo, 2 aprendizagen no catidano escolar consis por Gescoberas de scordo como interes do lune, que ten papel sho no proceso, De acordo com os picdlogos geass, no processo de apendiagem, 2 expeniacia ea percepeio sto mais importantes tue as respons epecTis dasa cada emilo,Englobam taliade do comportamento eno apens resposar ads ee pics En, avaar uma conta on sprendagem do ako exe fe olhir par otodo eo cease apenas em e9posts 3603 Eolads presentadas em deterinadassttagiese/ousvalagbes to podemos debar de cbsewar ainda que os anos © 0 profesor elec e organiza os eximulos de acordo com iss expenencias eno respondem a ces oadamente,¢ sim, 2 partir de sin pecepsio do to, rexgindo a seus cements ti sigan ‘Alsace @ pecieworesdvem ocx viaoe como sree bianos uma vnidace ongnica de sent, age pemat,que neces ter consideréa no cotdano escolar, Uma boa rlago akino- profesor una ba interaio soessencias para una tansisco Femsucedia dos coecinenton, iso pars amas a partes pons! verfcar que nest torn defendese a coerencia cate a abies reaizadn polo profesor e a5 que exe de seus lunes e, esse modo, pan educa de akinos esponsvein€ Consens com apd de percepo, devemos ter eucdors agin de ual modo. Quando exes sem madaness no enna necesiam iniras congo mesos, mutha eflexioe anise de suas sinagdes em sla deals, de como se sentem, de tas sti faqoes etnasagoes, das tanfonacBes que tm como met, das (que m condgoes de reaiza, em soma, de como se concen Ss elas com ses alunos no proceso ensino-peendiagem Assn, 0 poferor deve ter crosses pprioe deseo ex pecaivs,pecepyoes dex edo cut ea alse da situagao do Encino. Apa ds, deve planar os pasos que prdatiamese ini dar para alcanar seus objetives de modificagao de suas ages no ensino dos resullados dest, Em suma, ness perspectiva, emos professor como impor: ‘ante e decisivo na aprendizagem de seus akinos, de maneira que a ‘qualidade do trabalho dele implicaré na qualidade de aprendizaigem,