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Artigo: O EFEITO ESTUFA

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UNESP FACULDADE DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA FCT – Campus de Presidente Prudente

Unesp

O EFEITO ESTUFA

Gabriela Bitto de Oliveira Larissa Fernandes Batista Pedro Henrique Picelli de Azevedo Vitor Amigo Vive

Presidente Prudente, 11 de dezembro de 2009

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ÍNDICE
1. Introdução ..........................................................................................................................3 2. O Efeito Estufa ...................................................................................................................4 2.1. Definição ...............................................................................................................4 2.2. O que acontece quando a radiação passa através da atmosfera? ..........................4 3. A história do Efeito Estufa ................................................................................................6 4. O efeito estufa em outros planetas ...................................................................................7 5. Gases do efeito estufa .........................................................................................................9 5.1. Dióxido de Carbono (CO2) ...................................................................................9 5.2. Metano (CH4) ........................................................................................................9 5.3. Óxido Nitroso (N2O) .............................................................................................9 5.4. Halocarbonetos .....................................................................................................9 5.4.1. Clorofluorcarbonetos (CFCs) ...........................................................10 5.4.2. Hidrofluorcarboneto (HFC) ..............................................................10 5.5. Vapor d'água (H2O) .............................................................................................10 5.6. Ozônio (O3) ........................................................................................................10 5.7. Contribuição Antrópica ....................................................................................10 6. Agravamento do efeito estufa: Causas ...........................................................................12 6.1. A Revolução Industrial e o agravamento do efeito estufa ...................................13 6.2. CFCs e suas emissões antrópicas ........................................................................14 6.3. A agropecuária e sua colaboração no agravamento do efeito estufa ...................15 7. Agravamento do efeito estufa: Conseqüências ..............................................................17 8. Medidas .............................................................................................................................19 8.1. Protocolo de Kyoto .............................................................................................19 8.2. Créditos de carbono ............................................................................................19 8.3. Tratado de Montreal ............................................................................................20 9. A possível farsa do agravamento do efeito estufa antropogênico ................................21 9.1. A influência do vapor de água .............................................................................22 9.2. Manchas solares ..................................................................................................25 10. Conclusão ........................................................................................................................25 11. Bibliografia .....................................................................................................................26

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O EFEITO ESTUFA Gabriela Bitto de Oliveira Larissa Fernandes Batista Pedro Henrique Picelli de Azevedo Vitor Amigo Vive

RESUMO Este artigo tem como objetivo definir o efeito estufa, explicando qual é a sua real causa, e até que ponto ele é benigno para o planeta Terra. Assim, o efeito estufa em outros planeta é aqui levado em consideração a nível de compreensão de como são os sistemas em outros planetas sendo suas atmosferas compostas por gases diferentes da atmosfera terrestre. Através de dados levanta-se aqui uma comparação entre os gases de efeito estufa e seu potencial de ação comparado com o gás carbono. Para um maior entendimento há no presente artigo o histórico do efeito estufa, tal como a origem desse termo e as analogias referentes à ele. Como uma devida relevância aborda-se o efeito estufa antrópico , mostrando teorias pós e contra, de que ele seja o causador do aquecimento global. Concluindo-se assim que o efeito estufa é necessário para a existência de vida na Terra, mas que o seu agravamento é prejudicial à mesma. ABSTRACT This article has as objective to define the effect greenhouse, explaining which is its real cause, and until point it is benign for the planet Land. Thus, the effect greenhouse in other planet here is taken in consideration the level of understanding of as its composed atmospheres for different gases of the terrestrial atmosphere are the systems in other planets being. Through data a comparison is arisen here enters the gas of effect greenhouse and its potential of action compared with the gas carbon. For a bigger agreement it has in the present article the description of the effect greenhouse, as the origin of this term and the referring analogies to. As one which had relevance approaches the effect greenhouse anthropic, showing theories after and against, of that it is the causer of the global heating. Concluding as soon as the effect greenhouse it is necessary for the existence of life in the Land, but that its aggravation is harmful to the same one. Palavras Chaves: Efeito estufa, gases de efeito estufa (GEEs), gás carbono(dióxido de carbono).

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1. INTRODUÇÃO Normalmente o termo efeito estufa é utilizado com uma conotação negativa, indicando que algo de errado está acontecendo com a atmosfera. No entanto, a vida na terra só é possível por causa desse efeito. Para se ter uma idéia da importância do efeito estufa, pode-se comparar a Terra e a Lua. Enquanto a camada de ar que envolve a Terra se mantém entre extremos aproximados de -10ºC e 50ºC, a Lua, que até onde sabemos não possui seres vivos, apresenta extremos de -150ºC a noite e 100ºC na superfície exposta ao Sol. Apesar de ambos os corpos se encontrarem a uma mesma distância do sol estas diferenças existem porque a terra possui uma camada de gases capazes de absorver parte da radiação emitida pelo Sol. De toda a radiação que chega à Terra, apenas a luz visível e parte das ondas de rádio atingem a superfície da terra sem interferência, enquanto a luz ultravioleta é absorvida na estratosfera, provocando seu aquecimento. A energia absorvida faz com que as moléculas de certos gases vibrem, promovendo produção de calor o qual em parte acaba sendo reemitido para o espaço e em parte é responsável pela manutenção dos sistemas vivos na superfície terrestre. Este é o efeito estufa benéfico, sem o qual a vida na Terra seria impossível. Por outro lado, quando se fala do lado mau do efeito estufa quer-se dizer que o aumento artificial, e desproporcionalmente rápido na concentração de certos gases que provocam este efeito (como o CFC, óxido nítrico, ozônio e o CO2, por exemplo) vem provocando um aumento de temperatura da atmosfera. Isto pode provocar mudanças climáticas significativas para a manutenção da vida como a conhecemos. De acordo com simulações de computador, alterações de temperatura que para nós são relativamente pequenas (p.ex. 1 ou 2 graus centígrados a mais na média mundial) poderão produzir alterações climáticas drásticas, devido principalmente à possibilidade de descongelamento de parte da água que se encontra em forma de gelo nos pólos. O que se discute atualmente é a parcela de culpa que o homem possui na questão do aumento de gases do efeito estufa e consequentemente no aquecimento global. Havendo assim duas vertentes sendo a mais divulgada pelos meios de comunicação aquela que faz do homem o grande vilão do meio ambiente em que vive. Cabendo à este artigo a colocação de ambos de forma imparcial para que o leitor faça a sua conclusão.

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2. O EFEITO ESTUFA 2.1. Definição: Efeito estufa é o processo responsável pelo aquecimento da superfície de um planeta ou lua devido à presença de uma atmosfera contendo gases que absorvem e emitem radiação-infravermelha. Trata-se de um fenômeno natural que garante que a dispersão da energia solar pelo planeta seja mais lenta que a absorção, mantendo a Terra aquecida e garantindo a vida no planeta As variáveis que regulam os níveis em que essa energia incidente seja adequado a vida são três: o fluxo de energia solar que atinge o solo após ser filtrada pela camada de ozônio; a cobertura de nuvens; e a concentração de moléculas, principalmente de CO2, e H2O. Uma mudança em qualquer uma delas produz efeitos que ainda são desconhecidos, em grande parte, mas que certamente Figura 1 – Planeta Terra dentro de uma apontam para um aquecimento do globo. estufa utilizada para plantação. 2.2. O que acontece quando a radiação passa através da atmosfera? O sol é a fonte de toda a radiação e energia que vêm para a Terra a partir do espaço e incide na atmosfera. A atmosfera, por sua vez, é constituída de cinco camadas: troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera e exosfera. A estratosfera, em especial, é responsável pela filtração dos raios solares, absorvendo a radiação ultravioleta, devido à presença do gás ozônio e situa-se a aproximadamente 50 km do solo. A parte da luz solar que alcança a superfície da terra atinge todas as suas diferentes paisagens: florestas, oceanos, desertos, savana, cidades, gelo e neve. A superfície emite diretamente de volta para o espaço, num fenômeno conhecido como reflexão, uma pequena parcela dessa luz. Em particular, superfícies muito brilhantes, como gelo e neve, são ótimos refletores. A luz que não é refletida, aquece acima a superfície terrestre e então a mesma passa a emitir esse calor de volta para o espaço através de uma radiação térmica chamada infravermelha. Alguns gases presentes no ar, como CO2 e vapor de Figura 2 – Incidência dos raios solares água, podem absorver temporariamente essa radiação e, na Terra. assim, nem toda a energia é dissipada diretamente para o espaço. Logo após sua absorção, a radiação infravermelha térmica é re-emitida para a superfície em diversas direções e de maneira completamente aleatória. Dessa forma, uma parte dessa radiação é novamente absorvida pela Terra gerando, em decorrência disso, o aquecimento tanto da superfície como do ar. O redirecionamento da radiação infravermelha em direção ao globo é responsável pela manutenção da temperatura média terrestre de aproximadamente +15°C e se esses gases não se fizessem presentes na atmosfera essa temperatura seria de -18°C aproximadamente. A atmosfera atua, assim, como um cobertor que retém em seu entorno uma parte do calor liberado pela superfície, garantindo a regulação da temperatura terrestre.
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O nome efeito estufa é dado, pois o papel dos gases de estufa na atmosfera pode ser comparado ao vidro de uma estufa: O vidro deixa a luz solar entrar, e a luz aquece o solo e as plantas na estufa. Estes emitem para fora a radiação de calor, mas quando esta radiação de calor bate no vidro, não passa completamente como a luz solar, mas é absorvido e re-emitido pelo vidro. As questões ambientais têm sido amplamente discutidas nos últimos tempos. Um dos temas mais abordados é o Efeito Estufa. Sua presença é constante em revistas e jornais, o que é bom por se tratar de um problema ecológico importante. Todavia essa popularização tem sido acompanhada por abordagens com alta incidência de equívocos. O grande poder de disseminação de informações pelos meios de comunicação acaba favorecendo a cristalização de erros conceituais junto à população. São muito comuns e equivocadas as abordagens catastróficas. Transmitem em geral que estamos diante de um efeito maléfico, quando na verdade ele é importante para o desenvolvimento da biosfera e o que traz inquietação são as alterações observadas em seu padrão.

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3. A HISTÓRIA DO EFEITO ESTUFA Jean-Baptiste Fourier, um famoso matemático e físico francês do século XIX, foi o primeiro a formalizar uma teoria sobre o efeito dos gases estufa, em 1827. Ele mostrou que o efeito de aquecimento do ar dentro das estufas de vidro, utilizadas para manter plantas de climas mais quentes no clima mais frio da Europa, se repetiria na atmosfera terrestre. Em 1860, o cientista britânico John Tyndall mediu a absorção de calor pelo dióxido de carbono e pelo vapor d' água. Ele foi o primeiro a introduzir a idéia que as grandes variações na temperatura média da Terra que produziriam épocas extremamente frias, como as chamadas "idades do gelo" ou muito quentes (como a que ocorreu na época da transição do Cretáceo para o Terciário), poderiam ser devidas às variações da quantidade de dióxido de carbono na atmosfera. No seguimento das pesquisas sobre o efeito estufa, o cientista sueco Svante Arrhenius, em 1896, calculou que a duplicação da quantidade de CO2 na atmosfera aumentaria a sua temperatura de 5 a 6 °C. Este número está bastante próximo do que está sendo calculado com os recursos científicos atuais.Os relatórios de avaliação Figura 3 – Representação de uma estufa. do Intergovernmental Panel on Climate Change 2001 situam estes números entre 1,5 °C - melhor dos cenários e 4,5 °C - no pior, com uma concentração de cerca de 900 ppm de CO2 na atmosfera no ano de 2100). O passo seguinte na pesquisa foi dado por G. S. Callendar, na Inglaterra. Este pesquisador calculou o aquecimento devido ao aumento da concentração de CO2 pela queima de combustíveis fósseis. Pesquisadores estadunidenses, no final da década de 1950 (século XX) observaram que, com o aumento de CO2 na atmosfera, os seres humanos estavam conduzindo um enorme (e perigoso) experimento geofísico. A medição de variação do CO2 na atmosfera iniciou-se no final da década de 50 no observatório de Mauna Kea no Havaí, depois que os EUA lançaram em seu primeiro satélite espacial (?X?) no Cinturão Van Allen. No início da década de 1990, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro, debateu intensamente a questão das mudanças climáticas, e a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) apresentou para adesão e assinatura dos países membros as bases da Convenção Quadro Sobre Mudança do Clima (UNFCCC – United Nations Framework Convention on Climate Change). A Convenção, cuja meta é reduzir, ou ao menos, estabilizar a concentração de gases de efeito estufa, buscou fortalecer o trabalho do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC – Intergovernamental Panel on Climate Change), dando início a um processo regular de reuniões entre os países signatários da Convenção, visando à implementação dessas medidas. Tais reuniões são conhecidas como Conferência das Partes (COP – Conference of Parts). A terceira Conferência das Partes, realizada em 1997, celebrou, com o compromisso de 39 países desenvolvidos, o Protocolo de Kyoto.

4. O EFEITO ESTUFA EM OUTROS PLANETAS
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A importância do efeito estufa pode ser melhor compreendida quando se observa as condições reinantes na Lua. Lá não há uma atmosfera, e portanto nenhum efeito estufa; por isso as temperaturas variam de 100°C durante o dia a -150°C durante a noite. Mercúrio, o menor de todos e o mais próximo do Sol, por exemplo, nem mesmo atmosfera tem, devido à sua própria força gravitacional, que é baixíssima . Por isso, sem a proteção de nuvens ou correntes de vento, o planeta está diretamente exposto à radiação solar. Durante o interminável dia de Mercúrio, que dura nada menos que 58 dias e 5 horas terrestres, o calor pode chegar a 427 graus centígrados, para cair a 183 graus negativos quando o Sol se põe. Seria lógico supor que esse planeta, por ser o mais próximo do Sol , fosse também o mais quente. Mas isso não acontece. Mercúrio, situado na média a 57,9 milhões de quilômetros do Sol, entre -183 e 427 °C com média de 167 °C. Vênus, situando-se em média a 108 milhões de quilômetros do Sol, temperaturas médias e praticamente homogêneas da ordem de 462 °C. Vários veículos espaciais soviéticos e americanos já tentaram entrar na densa atmosfera de Vênus. O máximo que dois deles conseguiram foi funcionar por uma hora na superfície. A pressão em Vênus é 90 vezes a da atmosfera terrestre. Além disso, a atmosfera venusiana é composta de 96% de CO2. Esse indigesto gás permite a passagem da luz, mas não a do calor. Ao atingir o solo de Vênus, a luz se transforma parcialmente em calor, que não consegue sair do planeta, tornando a superfície muito quente. É o chamado efeito estufa que aqui na Terra resulta do aumento da poluição. Para completar esse clima nada agradável, descobriu-se que Vênus está rodeado também por uma eterna neblina formada por gotinhas de ácido sulfúrico concentrado. O dióxido de enxofre (SO2) que circula acima das nuvens é transformado pela luz ultravioleta do Sol e recombinado com o vapor de água da atmosfera para formar o ácido. Este, ao atingir altitudes menores, se transforma novamente em SO2 e água. É por isso que, embora sempre chova ácido sulfúrico no planeta, nenhuma gota chega a atingir o chão. Em Vênus, os relâmpagos são tão constantes e de tamanha intensidade que a superfície parece quase sempre iluminada, mesmo quando a luz do Sol não está presente. O dia venusiano dura 243 dias terrestres, devido à sua rotação lenta. Por causa do dióxido de carbono, o céu visto de Vênus é cor-de-rosa. Comparado com o de Vênus, o clima de Marte é bem mais ameno. Como acontece com a Terra, seu eixo de rotação está ligeiramente inclinado enquanto se dá o movimento de translação em torno do Sol. Isso significa estações diferenciadas. As temperaturas, que no verão marciano podem ultrapassar a barreira de zero grau centígrado, no inverno chegam a 140 graus negativos. Como sua atmosfera também é composta principalmente de CO2, os cientistas chegaram a levantar a hipótese de que em Marte ocorre o mesmo efeito estufa de Vênus. Mas logo verificaram que, como sua densidade é muito menor, o dióxido de carbono apenas retém o calor parcialmente refletido pela superfície do planeta, sem influir no nível da temperatura. Em compensação, o planeta vermelho exibe outros fenômenos climáticos curiosos. Por exemplo, nele pode até nevar. No inverno, quando o vento sopra levemente sobre a superfície, levanta pequenos grãos de areia que se misturam ao dióxido de carbono condensado e caem como se fossem flocos de gelo seco. O vento pode causar eventos dramáticos. Ao alcançar velocidades de mais de 200 quilômetros por hora, desencadeia imensas tempestades de areia que chegam a esconder parcialmente durante meses a superfície do planeta. Nos chamados planetas exteriores, de Júpiter a Plutão, o clima é ainda mais peculiar. Por causa da massa, Júpiter e Saturno são quase estrelas. Se fossem mais maciços, teriam reações termonucleares e começariam a brilhar com luz própria. Mesmo não sendo, suas temperaturas interiores são tão elevadas que liberam duas vezes mais calor do que recebem diretamente do Sol. Mas nas agitadas camadas superiores da atmosfera desses planetas predominam temperaturas de 150 a 180 graus abaixo de zero. Quanto maior a proximidade do centro, mais aumentam as temperaturas. Em Júpiter, o calor alcança fantásticos 400 milhões de graus, 10 vezes mais que no interior do Sol. Só que um imaginário explorador de Júpiter não teria tempo de perceber essas realidades climáticas. A imensa força gravitacional do planeta o esmagaria contra o solo, isto é, se existir solo. Pois Júpiter, abaixo da imensa atmosfera carregada de nuvens e tempestades, é um oceano de
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hidrogênio líquido que envolve um núcleo de hidrogênio sólido metálico. Nas proximidades de seu interior, as pressões são descomunais: cerca de 3 milhões de vezes a pressão atmosférica na superfície da Terra. Bem no centro de Júpiter, especulam os astrônomos, deve haver uma massa informe de rocha e ferro escondida embaixo do metal sólido. Como é de esperar, a atmosfera de Júpiter também é composta principalmente de hidrogênio. Ventos de mais de 500 quilômetros por hora provocam turbulências eternas sobre a superfície. Para formar uma idéia, um tufão devastador na Terra é o resultado de ventos de mais de 90 quilômetros por hora. A chamada Mancha Vermelha do planeta, que se avista ao telescópio, é um furacão de hidrogênio de 40 mil quilômetros de extensão que rodopia há pelo menos três centenas de anos. Demora seis dias terrestres ou dois dias e cinco horas jupiterianos para que as massas gasosas que fazem parte da atmosfera do planeta contornem o furacão. Da mesma forma que Júpiter, Saturno é de meteorologia instável basicamente uma bola de gás em torno de um núcleo metálico. Ao estudar as nuvens que fazem parte de sua atmosfera, composta de hélio e hidrogênio, os cientistas descobriram ventos de até 1 400 quilômetros horários. Esses ventos, por sua vez, provocam violentas tempestades magnéticas, com relâmpagos e tudo. Sobre o clima de Urano se sabe muito pouco. Nas altas camadas da atmosfera, composta por um coquetel de gases, como hidrogênio, metano, amoníaco, hélio e talvez ainda vapor de água, as temperaturas chegam a 200 graus abaixo de zero. Aparentemente, o calor do Sol tem pouca influência sobre o clima de Urano. O planeta leva 84 anos terrestres para circular em volta do astro. Esse movimento é executado de lado, de tal forma que um dos pólos fica exposto diretamente à luz solar durante 42 anos, enquanto o outro permanece na sombra. Ou seja, o que é o equador na Terra em Urano é um pólo. Mas não existem diferenças significativas de temperatura entre as diversas regiões do planeta. Tudo o que se diz de Netuno são apenas suposições. Entre 1975 e 1976, por exemplo, houve uma mudança na radiação emitida pelo planeta, captada na faixa do infravermelho do espectro de luz. Isso indica mudanças climáticas associadas à movimentação de nuvens. Acredita-se que Netuno seja parecido com Urano, isto é, coberto por uma camada de hidrogênio e hélio. Além disso, como Urano, Netuno tem cor esverdeada, provavelmente também devido à absorção de luz vermelha pelo gás metano contido em sua atmosfera. O mais remoto dos planetas conhecidos do sistema solar, Plutão é também o mais misterioso. Só recentemente se comprovou que possui uma atmosfera, que compartilha com o seu satélite Caronte. A temperatura máxima do planeta não vai além de cerca de 200 graus negativos. É quando os raios do Sol provocam a evaporação da neve de metano que recobre sua superfície, criando uma camada atmosférica muito fina. As moléculas de metano se aceleram a uma velocidade supersônica e atravessam a distância de 19 mil quilômetros que separa Plutão e Caronte (a distância entre a Terra e a Lua é vinte vezes maior). Isso cria a nuvem de metano que envolve os dois astros. Quando eles se afastam do Sol, em sua órbita alongada, a atmosfera volta a congelar-se, caindo como neve na superfície escura do planeta. Em nenhum planeta existem condições climáticas confortáveis para os habitantes da Terra. O homem não suporta o calor e o frio extremos de Mercúrio, nem pode respirar o venenoso ar de Marte e Vênus, onde, além do mais, a atmosfera é muito ácida e densa. Todos os outros planetas são terrivelmente inóspitos, não só pela atmosfera mortal mas também pela incrível gravidade, no caso dos planetas gigantes, e pelo frio insuportável. Quanto mais afastado do Sol mais gelado e monótono é o clima de um planeta.

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5. GASES DO EFEITO ESTUFA (GEEs) 5.1. Dióxido de Carbono (CO2): Com moléculas formadas por um átomo de carbono e dois de oxigênio, o CO2 é um gás proveniente da queima de combustíveis fósseis e matéria orgânica e desflorestamento. Sua concentração na atmosfera do planeta passou de 280 ppm no período pré-industrial para 379 ppm em 2005, sendo que sua permanência na atmosfera é de 50 e 200 anos - o chamado tempo de decaimento do gás. O potencial de aquecimento global de uma molécula de CO2 é usado como referência métrica padrão para determinar o PAG dos demais GEEs. Atualmente, o dióxido de carbono contribui com 60% do efeito estufa no planeta. Fontes Naturais: - Naturalmente através da respiração; - Decomposição de plantas e animais; - Queimadas naturais de florestas. 5.2. Metano (CH4): Com moléculas formadas por um átomo de carbono e quatro de hidrogênio, o gás metano é gerado por atividades como a pecuária, o cultivo de arroz inundado, a queima de combustíveis fósseis e de biomassa, insumos agrícolas e matéria orgânica em decomposição. Sua concentração na atmosfera passou de 715 ppb no período pré-industrial para 1732 ppb no início dos anos 1990 e chegou a 1774 ppb em 2005. Seu potencial de aquecimento global é 25 vezes maior do que o do dióxido de carbono, sendo que a molécula de CH4 permanece na atmosfera por Figura 5 – até 20 anos, em média. Atualmente, o metano contribui com cerca de 15% do Molécula de CH4 efeito estufa do planeta. Fontes Naturais: - Decomposição de plantas e animais, 5.3. Óxido Nitroso (N2O): Formado por moléculas com dois átomos de nitrogênio e um de oxigênio, esse gás é proveniente de insumos agrícolas como fertilizantes e de atividades de conversão do uso da terra. Sua concentração foi de 270 ppb no período préindustrial para 319 ppb em 2005. Seu potencial de aquecimento global é cerca de 300 vezes maior que do dióxido de carbono e sua permanência na atmosfera chega a 150 anos. Atualmente, 5% do efeito estufa está relacionado ao N2O. Figura 6 –
Molécula de N2O

-

Fontes Naturais: Decomposição do nitrogênio,

5.4. Halocarbonetos: No contexto do efeito estufa são gases sintéticos em que todas as ligações do átomo de carbono já estão associados a outros elementos, como cloro, flúor ou bromo. A maioria desses gases
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aumentaram de um nível próximo de zero no período pré-industrial para concentrações bem maiores, devido às atividades humanas. São os clorofluorcarbonetos (CFCs), hidroclorofluorcarbonetos (HCFCs) e hidrofluorcarbonetos (HFCs), bromofluorcarbonetos (halônios). 5.4.1. Clorofluorcarbonetos (CFCs) Muito utilizados em sprays, e equipamentos de refrigeração os CFCs contribuem para o aumento do efeito estufa e também degradam a camada de ozônio. Sua utilização foi bastante reduzida após 1987, quando foi assinado o Protocolo de Montreal sobre o uso de substâncias químicas para reduzir o buraco sobre a camada de ozônio. Atualmente, contribuem com 12% do efeito estufa do planeta, podendo permanecer na atmosfera de 50 a 100 anos. Seu potencial de aquecimento global é cerca de 10 mil vezes maior que o do CO2 mas os CFCs também provocam um processo de resfriamento ao destruir o ozônio. 5.4.2. Hidrofluorcarboneto (HFC) Gás sintético formado por átomos de hidrogênio, flúor e carbono, passou a ser adotados com mais intensidade pelo setor industrial a partir dos anos 1990, em substituição aos clorofluorcarbonetos (CFCs) que estavam sendo banidos pelo Protocolo de Montreal, devido a seu impacto para a camada de ozônio. O HFC não afeta essa camada mas tem um impacto ainda maior sobre o efeito estufa, com um potencial de aquecimento global que pode ser de 120 a 12.000 vezes superior o do dióxido de carbono. O HFC pode ficar na atmosfera por até 400 anos. Fontes Naturais: − nenhuma. 5.5. Vapor d'água (H2O): É o maior agente natural do efeito estufa no planeta. Apesar de ser liberado por algumas atividades produtivas, as atividades humanas têm pouca influência sobre a quantidade de vapor na atmosfera, que varia com a temperatura de cada região, sendo mais abundante em zonas mais quentes. O aumento da temperatura do planeta pode levar à elevação do vapor liberado pelas fontes hídricas e aumentar a contribuição desse gás para o efeito estufa. Essa contribuição é mínima atualmente e a permanência do vapor na atmosfera não passa de alguns dias. 5.6. Ozônio (O3): Esse gás compõe a camada que protege a Terra dos raios ultra-violeta do sol também atua como agente do efeito estufa. No solo, o ozônio é gerado pela queima de biomassa e pela ação da luz do sol sobre hidrocarbonetos e moléculas Nox. Sua permanência na atmosfera é de no máximo alguns meses, mas contribui com cerca de 8% do efeito estufa. A molécula do ozônio é formada pela ligação entre três átomos de oxigênio. 5.7. Contribuição Antrópica: Dióxido de Carbono (CO2) • 55% das emissões de GEE de origem antrópicas são CO2; • Assim, das emissões ditas recentes de CO2 – ocorridas nas últimas décadas – apenas 50% já foi removida de modo efetivo;
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• Portanto o dióxido de carbono emitido hoje estará ainda absorvendo energia térmica pelos próximos séculos,aquilo que é emitido hoje afetará diretamente as futuras gerações. • A queima de combustíveis fósseis e a produção de cimento aporta no ar cerca de 5,5 Gt C/ano, das quais cerca de 60% - cerca de 3,3 Gt – não encontram qualquer sumidouro.Em termos estatísticos um habitante de país industrializado gera em média todos os anos 5t CO2; já para os países em desenvolvimento esse valor raramente supera 0,5t CO2 –décima parte.Uma família de classe média, por exemplo, com dois filhos e dois carros, precisaria plantar 63 árvores por ano, para mitigar suas emissões. Uma multinacional como a Unilever, que emite por ano 3,6 milhões de toneladas de CO2, precisaria plantar 20 milhões de árvores ao ano - o suficiente para preencher nada menos que 26.666 campos de futebol. Green InitiativeDióxido de Carbono (CO2) • Transporte; • Indústria; • Domiciliar; • Agricultura. • Mineração de carvão; • Extração e transporte de petróleo e gás natural; • Mudança no Uso da Terra e Florestas; Metano CH4 • Um aumento de CH4 no ar provoca, em termos de intensidade, um efeito equivalente à 21 vezes aquele proporcionado pelo CO2 • A vida média do CH4 na atmosfera varia entre 10 e 15 anos. Óxidos nitrosos • No nível molecular, o N2O é cerca de 206 vezes mais impactante que o CO2 no que se refere ao Aquecimento Global • Desde a era pré-industrial até a década de 1980 a taxa de crescimento deste composto foi de 13%. CFCs • Os CFCs têm elevada persistência no ar e alta taxa de absorção de energia, fazendo com que sua moléculas tenham potencial de Aquecimento Global equivalente ao de 10000 moléculas de CO2 • Mesmo assim o efeito final provocado pelos CFCs sobre a temperatura do globo é pequeno. Isso porque o aquecimento causado pelo CFCs em função do redirecionamento de energia é compensado pelo resfriamento que estes compostos induzem na estratosfera aodestruírem a Camada de Ozônio.

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6. AGRAVAMENTO DO EFEITO ESTUFA: CAUSAS O efeito da maior concentração de CO2 na atmosfera é um agravamento do originalmente benéfico efeito estufa, isto é, tende a ocorrer um aumento da temperatura maior do que o normal; um aquecimento global. Em outras palavras, a temperatura global tende a subir, podendo trazer graves conseqüências para a humanidade. Entre 2002 e 2003, a taxa de acumulação de gás carbônico (CO2) na atmosfera da Terra aumentou acentuadamente, levantando entre os cientistas o temor de que os efeitos do aquecimento global possam se manifestar mais rapidamente do que o esperado. Os níveis de CO2 aumentaram mais de 2 ppm ao longo dos Figura 9 – Agravamento do efeito estufa (Ilustração). biênios 2001/2002 e 2002/2003. Nos anos anteriores, essa taxa de crescimento havia sido de 1,5 ppm, o que já era um fator elevado. O incremento na taxa de gás carbônico na atmosfera foi detectado pelo grupo de pesquisa liderado pelo Dr. Charles Keeling, da Universidade da California em San Diego, que monitora, desde 1958, as concentrações de gás carbônico em pontos afastados de fontes de poluição, como o vulcão extinto Mauna Loa, no Havaí. O salto recente também foi detectado em outras estações de medição, como na Irlanda e na ilha norueguesa de Svalbard, no Ártico. Abaixo segue uma listagem das atividades que levam ao aumentam da emissão dos gases de efeito estufa aqui na terra e alguma curiosidades: CO2 - Queimas de combustíveis fósseis - Processos Industriais - Queimadas / Desmatamento Deixar de queimar propositalmente as florestas tropicais, savanas e áreas agrícolas - como canaviais - pode baixar a contribuição da humanidade ao aquecimento global em 19%. O Brasil é o 4º maior emissor de gases do efeito estufa do mundo devido a destruição de suas florestas. Cerca de 75% do CO² liberado para a atmosfera é causado pelas queimadas e desmatamentos na região Amazônica. - Decomposição de plantas e animais - Emissões fugitivas Emissões fugitivas são as emissões de gases ou vapores de equipamentos sob pressão que ocorrem devido a vazamentos e outras libertações involuntárias ou irregular de gases, principalmente a partir das atividades industriais. São emissões de difícil controlo que afetam não só a qualidade do ar local, como podem em certos casos por em perigo trabalhadores e instalações. - Respiração CH4 - Queimas de combustíveis fósseis - Processos Industriais - Emissão de metano em sistemas de produção de arroz irrigado O cultivo de arroz irrigado por inundação representa uma das principais fontes antrópicas globais de metano (CH4). Estima-se que a taxa de emissão global desse gás nos campos de arroz irrigado varie em 20 a 100 Teragramas (média de 60 Tg) por ano, o que corresponde a 16% do total de emissão de todas as fontes (IPCC, 1995). No âmbito brasileiro, o arroz irrigado por inundação é uma cultura de destaque no sul do Brasil, onde ocupa cerca de 1 milhão de hectares, área que fornece aproximadamente 50% da produção nacional do cereal. Somente a região Sul contribuiu com 77,3% do total das emissões em 1994, principalmente,
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devido ao sistema de manejo de água contínuo de irrigação, o qual potencializa a emissão de metano. - Criação de gado - Matéria Orgânica em decomposição As barragens de hidrelétricas produzem quantidades consideráveis de metano, gás carbônico e óxido nitroso, gases que provocam o chamado efeito estufa. Isso atinge o discurso de que as usinas hidrelétricas sempre foram um modelo de geração de energia limpa, ou seja, que não contribuíam para o aquecimento global. Em alguns casos, elas podem emitir mais gases poluentes do que as próprias termoelétricas, movidas a carvão mineral ou a gás natural. - Emissões Fugitivas N2O - Queima de combustíveis fosseis - Processos Industriais - Queima de resíduos agrícolas - Produção e uso de fertilizantes Os fertilizantes tendem a escapar para rios e lagos próximos às plantações e virar comida para a vegetação aquática. Resultado: as algas se multiplicam a rodo e, quando finalmente morrem, sua decomposição consome o oxigênio da água. Os peixes acabam sufocados. Além disso, os fertilizantes aumentam a produção de óxido nitroso, um gás emitido pelo solo e que representa 5% das emissões relacionadas ao efeito estufa. - Manejo da Agricultura e animais CFCs - Aerossóis - Produção de solventes - Produção de refrigerantes - Fabricação de espumas 6.1. A Revolução Industrial e o agravamento do efeito estufa As variações grandes na concentração de CO2 estão associadas com picos de atividade industrial, que intensificam a queima de petróleo e derivados. Iniciada na Europa no século XVIII, a Revolução Industrial provocou a exumação do carvão enterrado há milhões de anos, em proporções gigantescas, com o objetivo de girar as máquinas a vapor recém inventadas. A produção de carvão mineral ainda é muito grande. Para se ter uma idéia do volume de carvão que necessita ser minerado no mundo, basta dizer que 52% de toda a energia elétrica consumida nos Estados Unidos são provenientes da queima de carvão mineral. Proporções semelhantes ou ainda maiores são utilizadas na China, Rússia e Alemanha. Considerando o consumo atual e futuro, calcula-se que ainda exista carvão para mais 400 anos. Com o advento da produção em escala industrial dos automóveis, no início do século XX, iniciou-se a produção e o consumo em massa do petróleo e, de utilização mais recente, o gás natural na produção da energia elétrica, aquecimento doméstico e industrial e no uso de automóveis. Figura 10 – Aumento das emissões dos GEEs a Dados do programa norte-americano para partir da Revolução Industrial mudança climática indicam que a temperatura global vem aumentando em 0,16ºC por década desde 1979 – parece pouco, mas mesmo esses pequenos índices podem ter um efeito devastador na vida na Terra.
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Foi na Era Industrial que o número de fábricas e indústrias cresceu de modo dramático, principalmente nos últimos cem anos. Até o começo da Era Industrial, o efeito estufa era causado por erupções vulcânicas e por mudanças na órbita da Terra, na intensidade do Sol, na concentração de gases do efeito estufa e nas correntes marítimas. Mas, nos últimos anos, os pesquisadores descobriram que a média global de temperatura durante as últimas décadas foi maior que a dos últimos 400 anos. Evidências também revelam que, em alguns lugares do mundo, as temperaturas foram mais altas durante os últimos 25 anos do que nos últimos 1.100 anos. Os oito anos mais quentes de que se tem registro (desde 1880) ocorreram todos desde 2001, sendo que em 2005 ocorreu o ápice. Os chamados gases do efeito estufa são considerados os "vilões" dessa história. Dentre esses gases está CO2 (dióxido de carbono), que é emitido pela queima do carvão (usado para gerar energia nas fábricas, por exemplo) e dos combustíveis fósseis, como a gasolina e o diesel, além de outros processos. 6.2. CFCs e suas emissões antrópicas Em 1936, Thomas Midgley, Jr. E Charles Franklin Kettering inventaram uma combinação de gases que foi chamada de Freon. Os CFCs são um grupo de alifáticos de combinações orgânicas que contêm o carbono, flúor, e, em muitos casos, outros halogênios(especialmente cloro) e hidrogênio. São incolores, inodoros, não inflamáveis, não são corrosivos ou líquidos. Thomas Midgley foi escolhido por Charles Franklin Kettering para dirigir a pesquisa dos CFCs. A empresa Frigidaire obteve a primeira patente para a fórmula para gases de refrigeração no dia 31 de dezembro de1938.. Entre os anos 1800 até 1929 os gases utilizados para fins de refrigeração eram tóxicos. Estes eram: a amônia (NH3), cloreto de metil (CH3Cl), e dióxido de enxofre (SO2). No século XX, na década de 1920, ocorreram muitos acidentes Figura 11 - Aerossol lançado no planeta pelo homem fatais em função de vazamento de cloreto de metil em refrigeradores industriais e até mesmo residenciais. Muitas empresas e proprietários de equipamentos de refrigeração começaram a deixar seus refrigeradores ao ar livre para prevenir possíveis vazamentos. Devido aos grandes prejuízos e processos judiciais contra as indústrias de refrigeração, estas iniciaram um esforço conjunto para resolver o problema. Estas características de segurança desejável, juntamente com suas propriedades termodinâmicas estáveis, os tornam ideais para muitas aplicações - como refrigeradores para fins comerciais e unidades de refrigeração em casa, propulsores de aerossóis, solventes de limpeza eletrônica e agentes de expansão. Quando começou a ser utilizado, o freon o mais conhecido CFC, parecia a solução perfeita aos problemas da refrigeração, por não se dividir e não causar danos ao seres vivos, muito melhor que o produto anteriormente utilizado, a amônia. Porém, em 1973 descobriu-se que o cloro é um agente catalisador na destruição do ozônio Ou seja, CFC sofrem fotólise quando submetidos à radiação UV, ultravioleta, dividindo-se na altura da camada de ozônio onde a presença desses raios são constantes:
F F | Luz U.V. | Cℓ - C - Cℓ ---------> Cℓ - C. .Cℓ | | Cℓ Cℓ
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O Radical Livre Cloro que se forma, logo reage com o Ozônio, o decompondo em O2 (Oxigênio Gasoso) e OCℓ (Monóxido de Cloro):
Cℓ + O3 -> O2 + OCℓ

O OCℓ então pode reagir com outra molécula de O3, formando duas moléculas de O2 e deixando o Radical Livre Cℓ pronto para repetir o ciclo reacional:
OCℓ + O3 -> 2 O2 + Cℓ

Em Resumo:
CFC + Luz + 2 O3 ----------> 3 O2 + Cℓ

O Ciclo prossegue até que o cloro se ligue a uma substância diferente de O3 que forme uma substância resistente à fotólise ou uma substância mais densa (que leve o Cℓ da camada de ozônio para uma mais baixa):(O2). Esse fenômeno causa a destruição na camada de ozônio, o que aumenta a entrada de raios UV na atmosfera causando grandes problemas como o câncer de pele, catarata, diminuição do fitoplancton e redução das colheitas. Alternativas Existem hoje vários projetos para diminuir a ultilização dos CFC, mas eles têm sido dificultados pelo seu uso principalmente na refrigeração. Uma das alternativas tem sido os hidrofluorclorocarboneto (HCFC), haloalcanos em que nem todos os hidrogênios foram substituídos por cloro ou flúor. Seu impacto ambiental tem sido avaliado como sendo de apenas 10% do dos CFC. Outra alternativa são os hidrofluorcarbonetos (HFC) que não contêm cloro e são ainda menos prejudiciais à camada de ozônio, porém apresentam altopotencial de aquecimento global, ou seja, eles contribuem para oefeito estufa. 6.3. A agropecuária e sua colaboração no agravamento do efeito estufa Um relatório alarmante da FAO, publicado em 2006, indica que os “estoques de animais vivos” mantidos para alimentação humana têm mais responsabilidade pelas mudanças climáticas do que todos os veículos automotores (carros, trens, aviões e barcos) do mundo somados, que são responsáveis por uma média de 13% da emissão de gases de efeito estufa. No total, nada menos de 18% da emissão de todos os gases causadores do aquecimento global são gerados apenas pelas indústrias da carne. Essa conta inclui, além das emissões de metano provocadas pelo sistema digestivo dos animais, as emissões de CO2 geradas pelas queimadas que precedem a formação de pastos, a energia – quase sempre à base de queima de Figura 12 – Cada bovino libera 200L de combustíveis fósseis – usada na fabricação de insumos metano por dia . agrícolas, a energia gasta na produção de ração e no bombeamento de água, a energia que vai aos procedimentos de abate e processamento das carcaças, o combustível usado no transporte de animais vivos e de produtos processados de carne, o combustível usados nos tratores e máquinas agrícolas, a energia usada nos navios pesqueiros para
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manter os estoques congelados por semanas a fio em alto mar, a energia para manutenção dos estoques refrigerados nos pontos de venda e, finalmente, a energia gasta nos lares para manter as carnes refrigeradas até o momento do consumo. O relatório ressalta também que, no processamento de alimentos vegetais, todos os procedimentos que vão do plantio ao consumo são sensivelmente mais econômicos do ponto de vista da emissão de poluentes. O minucioso trabalho da FAO deixou claro, entre outras coisas, que a criação maciça de animais para consumo humano é o centro de quase todas as catástrofes ambientais: destruição de florestas, desertificação, escassez de água doce, poluição do ar e da água, chuva ácida e erosão do solo. • A pecuária ocupa quase um terço de toda a terra do continente. Na América Latina, a FAO estima que cerca de 70% da antiga cobertura florestal foi convertida para pastagem. • Apenas os dois bilhões de bovinos do planeta emitem (150 milhões no Brasil), graças à volatilização os seus arrotos e gases intestinais, 12% do metano lançado globalmente na atmosfera. O metano, que vem logo atrás do dióxido de carbono como principal fator de degradação a camada de ozônio, permanece na atmosfera menos tempo do que o CO2 , mas é pelo menos 20 vezes mais potente como gerador de efeito estufa e do aquecimento global. Cada bovino emite 200 litros de metano por dia • Os dejetos dos porcos também são responsáveis por grandes emissões de metano e de mais uma centena de compostos perigosos na biosfera. • Os efluentes dos rebanhos mundiais emitem 64% da amônia lançada na atmosfera, responsável, em larga medida, pelas chuvas ácidas. • Só na Amazônia brasileira, as queimadas geram mais de 300 toneladas anuais de CO2 - cerca de dois terços do total de emissões do país! • Entre os gases procedentes do esterco a FAO cita o óxido nitroso (N2O), que tem quase 300 vezes mais GWP, Potencial de Aquecimento Global, do que o CO2. O setor gera 65% do óxido nitroso presente na atmosfera. • A criação de animais é responsável por 18% e 25% das emissões mundiais de CO2 e metano, respectivamente

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7. AGRAVAMENTO DO EFEITO ESTUFA: CONSEQUÊNCIAS

1,1 A 6,5°C. De acordo com estimativas feitas pelo Painel Intergovernamental de mudanças climáticas, em 2007, essa é a faixa de elevação que pode sofrer a temperatura média global até o final deste século. (A previsão anterior era de 1,6 a 5,8°C, o que implica um aumento de incerteza quanto a esta previsão). 2.000 quilômetros quadrados. Todo ano, áreas desse tamanho se transformam em deserto devido à falta de chuvas. 40% das árvores da Amazônia podem desaparecer antes do final do século, caso a temperatura suba de 2 a 3 graus. 2.000 metros. Foi o comprimento que a geleira Gangotri (que tem agora 25 km), no Himalaia, perdeu em 150 anos. E o ritmo está acelerando. 750 bilhões de toneladas. É o total de CO2 na atmosfera hoje. 2050. Cientistas calculam que, quando chegarmos a esse ano, milhões de pessoas que vivem em deltas de rios serão removidas, caso seja mantido o ritmo atual de aquecimento. a calota polar irá desaparecer por completo dentro de 100 anos, de acordo com estudos publicados pela National Sachetimes de Nova Iorque em julho de 2005, isso irá provocar o fim das correntes marítimas no oceano atlântico, o que fará que o clima fique mais frio, é a grande contradição de aquecendo esfria. o clima ficará mais frio apenas no hemisfério norte, quanto ao resto do mundo a temperatura média subirá e os padrões de secas e chuvas serão alterados em todo o planeta. o aquecimento da terra e também outros danos ao ambiente estão fazendo com que a seleção natural vá num ritmo 50 vezes mais rápido do que o registrado há 100 anos. de 9 a 58% das espécies em terra e no mar vão ser extintas nas próximas décadas, segundo diferentes hipóteses.

• • • • • •

• • •

Devido aos efeitos potenciais sobre a saúde humana, economia e meio ambiente o aquecimento global tem sido fonte de grande preocupação. Importantes mudanças ambientais têm sido observadas e foram ligadas ao aquecimento global. Os exemplos de evidências secundárias citadas abaixo (diminuição da cobertura de gelo, aumento do nível do mar, mudanças dos padrões climáticos) são exemplos das conseqüências do aquecimento global que podem influenciar não somente as atividades humanas mas também os ecossistemas. Aumento da temperatura global permite que um ecossistema mude; algumas espécies podem ser forçadas a sair dos seus hábitats (possibilidade de extinção) devido a mudanças nas condições enquanto outras podem espalhar-se, invadindo outros ecossistemas. Alguns estudos sobre resposta das espécies da flora e da fauna Amazônica e do Cerrado indicam que para um aumento de 2 a 3 C na temperatura média até 25% das árvores do cerrado e até cerca de 40% de árvores da Amazônia poderiam desaparecer até o final deste Século. Entretanto, o aquecimento global também pode ter efeitos positivos, uma vez que aumentos de temperaturas e aumento de concentrações de CO2 podem aprimorar a produtividade do ecossistema. Observações de satélites mostram que a produtividade do hemisfério Norte aumentou desde 1982. Por outro lado é fato de que o total da quantidade de biomassa produzida não é necessariamente muito boa, uma vez que a biodiversidade pode no silêncio diminuir ainda mais um pequeno número de espécies que esteja florescendo. O aquecimento da superfície favorecerá um aumento da evaporação nos oceanos o que fará com que haja na atmosfera mais vapor de água (o gás de estufa mais importante, sobretudo porque existe em grande quantidade na nossa atmosfera). Isso poderá fazer com que aumente cada vez mais o efeito de estufa e com que o aquecimento da superfície seja reforçado. Podemos, nesse caso, esperar um aquecimento médio de 4 a 6 °C na superfície. Mas mais umidade (vapor de água) no ar
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pode também significar uma presença de mais nuvens na atmosfera o que se pensa que, em média, poderá causar um efeito de arrefecimento. As nuvens têm de fato um papel importante no equilíbrio energético porque controlam a energia que entra e que sai do sistema. Podem arrefecer a Terra, ao refletirem a luz solar para o espaço, e podem aquecê-la por absorção da radiação infravermelha radiada pela superfície, de um modo análogo ao dos gases associados ao «efeito de estufa». O efeito dominante depende de muitos fatores, nomeadamente da altitude e do tamanho das nuvens e das suas gotículas. Por outro lado, o aumento da evaporação poderá provocar pesados aguaceiros e mais erosão. Muitas pessoas pensam que isto poderá causar resultados mais extremos no clima, com um progressivo aquecimento global. O aquecimento global também pode apresentar efeitos menos óbvios. A Corrente do Atlântico Norte, por exemplo, é provocada por diferenças de temperatura entre os mares. E aparentemente ela está diminuindo à medida que a temperatura média global aumenta. Isso significa que áreas como a Escandinávia e a Inglaterra que são aquecidas pela corrente poderão apresentar climas mais frios a respeito do aumento do aquecimento global. O aumento no número de mortos, desabrigados e perdas econômicas previstas devido ao clima severo atribuído ao aquecimento global pode ser piorado pelas densidades crescentes de população em áreas afetadas, apesar de ser previsto que as regiões temperadas tenham alguns benefícios menores, tais como poucas mortes devido à exposição ao frio. Efeitos adicionais antecipados incluem aumento do nível do mar de 110 a 770 milímetros entre 1990 e 2100, repercussões na agricultura, possível desaceleração da circulação termoalina, reduções na camada de ozônio, aumento na intensidade e freqüência de furacões, baixa do pH do oceano e propagação de doenças como malária e dengue. Um estudo prevê que 18% a 35% de 1103 espécies de plantas e animais serão extintas até 2050, baseado nas projeções do clima no futuro. Uma outra causa de grande preocupação é o aumento do nível médio das águas do mar. O nível dos mares está aumentando em 0.01 a 0.025 metros por década o que pode fazer com que no futuro algumas ilhas de países insulares no Oceano Pacífico fiquem debaixo de água. O aquecimento global provoca subida dos mares principalmente por causa da expansão térmica da água dos oceanos. O segundo fator mais importante é o derretimento de calotas polares e camadas de gelo sobre as montanhas, que são muito mais afetados pelas mudanças climáticas do que as camadas de gelo da Gronelândia e Antártica, que não se espera que contribuam significativamente para o aumento do nível do mar nas próximas décadas, por estarem em climas frios, com baixas taxas de precipitação e derretimento. Alguns cientistas estão preocupados que no futuro, a camada de gelo polar e os glaciares derretam significativamente. Se isso acontecesse, poderia haver um aumento do nível das águas, em muitos metros. No entanto, os cientistas não esperam um maior derretimento nos próximos 100 anos e prevê-se um aumento do nível das águas entre 14 e 43 cm até o fim deste século.(Fontes: IPCC para os dados e as publicações da grande imprensa para as percepções gerais de que as mudanças climáticas).

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8. MEDIDAS 8.1 O Protocolo de Kyoto: O Protocolo de Kyoto é um instrumento internacional, ratificado em 15 de março de 1998, que visa reduzir as emissões de gases poluentes. Estes, são responsáveis pelo efeito estufa e o aquecimento global. O Protocolo de Kyoto entrou oficialmente em vigor no dia 16 de fevereiro de 2005, após ter sido discutido e negociado em 1997, na cidade de Kyoto (Japão). No documento, há um cronograma em que os países são obrigados a reduzir, em 5,2%, a emissão de gases poluentes, entre os anos de 2008 e 2012 (primeira fase do acordo). Os gases citados no acordo são: dióxido de carbono, gás metano, óxido nitroso, hidrocarbonetos fluorados, hidrocarbonetos perfluorados e hexafluoreto de enxofre. Estes últimos três são eliminados principalmente por indústrias.

Os países devem colaborar entre si para atingirem as metas. O protocolo sugere ações comuns como, por exemplo: • • • • • Aumento no uso de fontes de energias limpas (biocombustíveis, energia eólica, biomassa e solar); Proteção de florestas e outras áreas verdes; Otimização de sistemas de energia e transporte, visando o consumo racional; Diminuição das emissões de metano, presentes em sistemas de depósito de lixo orgânico; Definição de regras para a emissão dos créditos de carbono (certificados emitidos quando há a redução da emissão de gases poluentes).

8.2 Créditos de Carbono:

Créditos de carbono ou Redução Certificada de Emissões são certificados emitidos quando ocorre a redução de emissão de gases do efeito estufa. Por convenção, uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) equivalente corresponde a um crédito de carbono. Este crédito pode ser negociado no mercado internacional. A redução da emissão de outros gases que também contribuem para o efeito estufa também pode ser convertidos em créditos de carbono, utilizando o conceito de Carbono Equivalente.
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Figura 13 – Ciclo do Carbono.

Acordos internacionais como o Protocolo de Quioto determinam uma cota máxima que países desenvolvidos podem emitir. Os países por sua vez criam leis que restringem as emissões de gases estufa. Assim, aqueles países ou indústrias que não conseguem atingir as metas de reduções de emissões, tornam-se compradores de créditos de carbono. Por outro lado, aquelas indústrias que conseguiram diminuir suas emissões abaixo das cotas determinadas, podem vender o excedente de "redução de emissão" ou "permissão de emissão" no mercado nacional ou internacional.

Os países desenvolvidos podem promover a redução da emissão de gases causadores do efeito estufa em países em desenvolvimento através do mercado de carbono quando adquirem créditos de carbono provenientes destes países. 8.3. Tratado de Montreal Protocolo de Montreal sobre substâncias que empobrecem a camada de ozônio é um tratado internacional em que os países signatários se comprometem a substituir as substâncias que se demonstrou estarem reagindo com o ozônio (O3) na parte superior da estratosfera (conhecida como ozonosfera). O tratado esteve aberto para adesões a partir de 16 de Setembro de 1987 e entrou em vigor em 1 de Janeiro de 1989. Ele teve adesão de 150 países e foi revisado em 1990, 1992, 1995, 1997 e 1999. No momento são 96 substâncias químicas Figura 14 – Aerossol. controladas pelo Protocolo de Montreal e, basicamente, busca-se cumprir uma agenda para a eliminação, redução ou substituição destas substâncias.

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9. A POSSÍVEL FARSA DO AGRAVAMENTO DO EFEITO ESTUFA ANTROPOGÊNICO A história conta-nos reiteradamente que muitas vezes líderes políticos adotaram decisões erradas por terem seguido conselhos de assessores incompetentes ou preconceituosos, o que na altura não era possível detectar. Por outro lado, a evolução mostra que o desenvolvimento natural segue uma vasta variedade de caminhos. A maioria deles conduz a becos sem saída. Nenhuma era está imune de ver repetidos erros do passado. Os políticos frequentemente iniciam a sua carreira com um tema que lhes permite destacarse. Anteriormente, como ministra do Ambiente, V. Exa. fez exatamente isso pois atribuiu uma alta prioridade às alterações climáticas. Mas, ao fazê-lo, cometeu um erro o qual, posteriormente, conduziu a muitos prejuízos. Isto nunca deveria ter acontecido, especialmente tendo em consideração que V. Exa. é licenciada em física. V. Exa. afirmou que as alterações climáticas são causadas pelas atividades humanas e tornou o combate às mesmas num objetivo principal através da implementação de estratégias dispendiosas destinadas a reduzir as emissões do CO2, designado gás com efeito de estufa. V. Exa. tomou essa decisão sem ter realizado previamente um verdadeiro debate a fim de verificar se se justificavam tais medidas. Um verdadeiro estudo global teria sido essencial. Ele teria demonstrado – mesmo antes de o IPCC ter sido constituído – que os seres humanos não tiveram qualquer influência mensurável no aquecimento global através das suas emissões de CO2. Verifica-se que, ao invés, as flutuações das temperaturas têm estado dentro de gamas normais e devem-se a ciclos naturais. Na realidade, a atmosfera não tem aquecido desde 1998 – há mais de dez anos. A temperatura chegou mesmo a diminuir significativamente desde 2003. Nenhum dos variados e caríssimos modelos climáticos previu esta evolução. De acordo com o IPCC, admite-se que o aquecimento é contínuo contrariamente do que realmente tem estado a acontecer. Mais importante ainda, há um crescente corpo de provas mostrando que o CO2 antropogênico desempenha um papel não mensurável. De fato, a capacidade de absorção da radiação por parte do CO2 atmosférico está quase esgotada devido ao valor atual da concentração atmosférica. Se o CO2 tivesse realmente qualquer efeito e se todos os combustíveis fósseis fossem queimados o aquecimento adicional a longo prazo seria, mesmo assim, limitado a apenas alguns décimos de graus Celsius. O IPCC, que deveria ter conhecimento deste fato, até agora ignorou esta realidade nos estudos apresentados acerca das temperaturas e dos níveis de concentração do CO2 dos últimos 160 e 150 anos, respectivamente. Assim, ao esconder este resultado, o IPCC perdeu toda a credibilidade científica. Os principais pontos relativos a este tema estão incluídos nos documentos indicados no anexo a esta carta (vide Referências). Entretanto, a crença de que as alterações climáticas são culpa do homem tornou-se numa “pseudo-religião”. Os seus defensores, sem imaginação, colocam no pelourinho os analistas e os especialistas independentes que se baseiam em fatos. Felizmente, é possível encontrar na internet inúmeros trabalhos científicos que mostram, em pormenor, que não existem alterações climáticas antropogênicas causadas pelo CO2. Se não fosse a internet, os cientistas realistas dificilmente seriam capazes de fazer ouvir as suas vozes. Muito raramente as suas opiniões críticas conseguem ser publicadas e chegam à opinião pública. Os media alemães, infelizmente, lideram a posição de recusa da publicação de opiniões críticas e contrárias ao aquecimento global antropogênico. [NT] Por exemplo, a segunda International Climate Realist Conference on Climate, realizada em
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março último em Nova Iorque, reuniu cerca de 800 participantes entre os quais estavam incluídos alguns dos melhores climatologistas e especialistas co-relacionados do mundo. Enquanto nos EUA os media, na generalidade cobriram o acontecimento, tal como o Wiener Zeitung (diário de Viena), aqui na Alemanha a imprensa, a rádio e as televisões mantiveram-se completamente caladas. É realmente lamentável o comportamento dos nossos media. Nas antigas ditaduras diziam aos media o que não deveriam relatar. Mas hoje eles sabem isso sem receberem instruções. Não acredita, Senhora Chanceler, que a ciência implica mais do que apenas confirmar hipóteses e que envolve também a realização de ensaios a fim de verificar se teses opostas explicam melhor a realidade? Exortamos vivamente V. Exa. a reconsiderar a posição que adoptou acerca deste assunto e a convocar um painel imparcial no Potsdam Institute for Climate Impact Research, o qual está livre de ideologia e é um local onde argumentos controversos podem ser debatidos abertamente. Nós, os abaixo assinados, estamos dispostos a contribuir para a sua realização. Aconselhamos vivamente que reconsidere a sua posição sobre este assunto e convoque um painel imparcial, isento de ideologia, para debater abertamente no Potsdam Institute for Climate Impact Research os controversos argumentos. Nós, abaixo assinados, dispomo-nos a contribuir para a realização deste debate. Respeitosamente, Prof. Dr.rer.nat. Friedrich-Karl Ewert EIKE Diplom-Geologe. Universität. - GH - Paderborn, Abt. Höxter (ret.) Dr. Holger Thuß EIKE Präsident Europäisches Institut “ Dentre os estudos realizados por esses cientistas, hoje chamados de céticos pela mídia, destaca-se duas teorias baseadas em dados. Uma é a do Vapor de água, onde os cientistas consideram que o vapor de água é o principal responsável pelo efeito estufa e tendo em vista que quase todo o vapor de água liberado na atmosfera é de fonte natural, o homem não seria o responsável por esse agravamento do efeito estufa. A segunda teoria fala sobre as manchas solares, visando que essas influenciam grandemente na incidência de radiação solar e no aumento da temperatura do planeta. A seguir haverá uma maior detalhamento sobre as duas teorias. 9.1. A influência do vapor de água O vapor de água é predominante no efeito de estufa natural (99,999 %). Constituindo apenas 0,3 % da composição atmosférica. A sua distribuição é extremamente desigual, tanto geograficamente como em altitude O vapor de água é realmente muito mais abundante para reter o calor do que o dióxido de carbono. Ele deverá ser o único componente atmosférico com potencialidade para aquecer e arrefecer a Terra. A análise do efeito radiativo, natural e antropogênico, não permite provar a causa das flutuações da temperatura desde 1870. Para ir ao fundo da questão tem de ser analisado o comportamento da pressão atmosférica. Se a influência do vapor de água no efeito estufa for levado em conta, a atividade humana é responsável apenas por 0,28% da emissão dos gases de efeito estufa, caso o vapor de água não seja levado em conta este valor sobe para 5,53%. A participação do dióxido de carbono antropogênico, segundo Hieb & Hieb é tão-somente de 0,117 %. Somando os outros gases antropogênicos com efeito estufa chega-se ao ainda microscópico valor de 0,28 %. O vapor de água presente na atmosfera terrestre constitui o mais significativo gases de efeito estufa, representando cerca de 95% de efeito estufa da Terra. Curiosamente, muitos "fatos e números" sobre o aquecimento global ignorar completamente os efeitos poderosos de vapor de água no sistema de estufa, descuidada (talvez deliberadamente) exagerar os impactos humanos em até 20 vezes. O vapor de água é 99,999% de origem natural Outros gases de efeito estufa na atmosfera,
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dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O), e diversos outros gases (CFC's, etc), Também são a maioria de origem natural (exceto a última, que é principalmente antropogênica). A vida na atmosfera do vapor de água é breve. Através dos mecanismos da evaporação e da precipitação, a renovação do potencial global de água demora menos do que duas semanas. As atividades humanas contribuem pouco para as concentrações de gases com efeito de estufa através agricultura, indústria, geração de energia e transporte. No entanto, essas emissões são tão diminuído em comparação às emissões provenientes de fontes naturais que podemos fazer nada a respeito, que mesmo os esforços mais oneroso para limitar as emissões humanas teria uma muito pequena - talvez indetectável - efeito no clima global. TABELA 1. O importante Gases de Efeito Estufa (exceto vapor d'água)U. S. Department of Energy, (outubro de 2000) ManTotal de ppb (todas as concentrações, em Pré-base Adições Por cento made () partes por bilhão) industrial Natural do total adições Concentração Dióxido de Carbono (CO2) Metano (CH4) Óxido nitroso (N2O) Misc. Gases (CFC's, etc) Total 288.000 848 285 25 289.158 68.520 577 12 0 69.109 11.880 320 15 2 12.217 368.400 1.745 312 27 370.484 99,438% 0,471% 0,084% 0,007% 100,00%

A tabela a seguir foi construída a partir de dados publicados pelo Departamento de Energia dos E.U. (1) e outras fontes, resumindo as concentrações de vários gases de efeito estufa na atmosfera. Como algumas das concentrações são muito pequenos os números são apresentados nas peças por bilhão. DOE optou por não mostrar o vapor de água como um gás com efeito de estufa! TABELA 2. Papel dos gases com efeito de estufa atmosférica (fibras sintéticas e naturais) em% do relativo Contribuição para o "efeito estufa" Por cento do total Com base nas concentrações (ppb) ajustado para Por cento do ajustada para vapor de as características de retenção de calor total água O vapor de água ----95,000% Dióxido de Carbono (CO2) Metano (CH4) O óxido nitroso (N2O) (CFC's Misc e outros. Gases) Total 72,369% 7,100% 19,000% 1,432% 100,000% 3,618% 0,360% 0,950% 0,072% 100,000%

Como ilustrado neste gráfico dos dados no Tabela 2, O combinado contribuições com efeito de estufa de CO2, metano, N2O e Misc. gases são pequenas comparadas com vapor de água! Dióxido de carbono atmosférico (CO2) - ambos artificiais e naturais - é de apenas 3,62% do total efeito de estufa- Uma grande diferença da figura de 72,37% em Tabela 2, Que ignorou a água! O vapor de água, O gás de estufa mais importante, vem de fontes naturais e é responsável por cerca de 95% do efeito estufa. Entre os meteorologistas este é do conhecimento comum, mas entre os interesses especiais, determinados grupos não governamentais, e repórteres este fato está sendo enfatizado ou simplesmente ignorados. Comparando o homem natural vs-made concentrações de gases com efeito de estufa.
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Naturalmente, mesmo entre os 5% restantes não de vapor d'água gases efeito estufa, os seres humanos contribuem apenas uma parte muito pequena (e contribuições humanas ao vapor d'água são desprezíveis). Construída a partir de dados em Tabela 1, os gráficos (abaixo) ilustram graficamente quanto de cada gás de efeito estufa é natural vs quanto é homem. Essas atribuições são utilizados para o passo seguinte e final desta análise - o homem total de contribuições feitas para o efeito estufa. As unidades são expressas de 3 dígitos significativos, a fim de reduzir os erros de arredondamento para aqueles que desejem percorrer os cálculos, para não implicar precisão numérica que haja alguma variação entre os vários pesquisadores. Juntando tudo: de gases com efeito humano total contribuições somam cerca de 0,28% do efeito de estufa. Para acabar com a matemática, calculando o produto da contribuição de CO2 ajustado aos gases de efeito estufa (3,618%) e% de concentração de CO2 do homem (antrópica-made) fontes (3,225%), vemos que somente (0,03618 X 0,03225) ou 0,117% do efeito estufa é devido ao CO2 atmosférico da actividade humana. Os gases com efeito de estufa são igualmente calculadas e estão resumidos a seguir. TABELA 3. Antrópicas (homem) Contribuição para o Efeito Estufa, expressa em% do total (vapor de água INCLUÍDO) % De Com base nas concentrações todos os (ppb) ajustado para as gases com % Natural % Man-made características de retenção de efeito de calor estufa 94,999% O vapor de água 95,000% 0,001% Dióxido de Carbono (CO2) Metano (CH4) Óxido nitroso (N2O) Misc. Gases (CFC's, etc) Total 3,618% 0,360% 0,950% 0,072% 100,00% 3,502% 0,294% 0,903% 0,025% 99,72 0,117% 0,066% 0,047% 0,047% 0,28%

O vapor de água, Responsável pela 95% Terra de efeito estufa, é 99,999% natural (alguns argumentam, 100%). Mesmo se quiséssemos não podemos fazer nada para mudar isso. Antrópicas (homem) CO2 contribuições causa apenas cerca de 0,117% da Terra efeito de estufa, "Factoring" (em vapor de água). Esta é insignificante! Somando-se todos os antrópicas fontes de efeito estufa, o contribuição humana total para o efeito estufa é de cerca de 0,28% (factoring em vapor de água).

9.2. Manchas solares O Sol é um monumento de estabilidade, mas é tão grande que qualquer alteração em sua atividade pode alterar a vida da Terra (o sol possui um diâmetro 109 vezes maior que o da Terra). Daí a idéia de que cabe a ele a culpa pelo aumento de temperatura do planeta nestes dois últimos séculos. O sol é formado em sua grande parte por hidrogênio na forma de plasma, que, de tempos em tempos, devido ao movimento de rotação e ao efeito de seu próprio magnetismo, liberam grande quantidade de energia, inclusive com a expulsão de matéria da fotosfera (a camada visível do Sol).
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Esse fenômeno recebe o nome de mancha solar (sunspot). Quanto maior a freqüência dessas manchas, mais alta é a atividade solar, e mais energia a Terra recebe do astro. O movimento ocorre devido ao fato do sol ser um dipolo magnético muito fraco, e a cada 11 anos o Pólo Sul é alterado para o Pólo Norte. Assim ele apresenta ciclos de alta e baixa atividade durante este período, acompanhados respectivamente de um aumento e uma diminuição no número de manchas observadas em sua superfície. Esta alternância foi descoberta pelo astrônomo alemão Heinrich Schwabe por volta de 1850. Os ciclos são traçáveis e previsíveis, disse o orador, e estes sempre coincidem com as flutuações no clima da Terra. Desde que as observações começaram a ser feitas já foram contados 24 ciclos solares até 2009 e o atual mínimo faz parte desse padrão de ciclos. Figura 15 – Sol e as manchas Cientistas baseados no Instituto de Astronomia de Zurique solares visíveis. usaram pedaços de gelo da Groenlândia para fazer um perfil da atividade da estrela no passado. Eles dizem que no século passado o número de manchas solares aumentou ao mesmo tempo em que o clima da Terra se tornou aos poucos mais quente. O astrofísico de Havard, Willie Soon, explica que por volta do ano 2000, teria ocorrido um período de máxima atividade solar e, agora, estaríamos diante de um ciclo de baixa. “Mas ninguém sabe quanto tempo um ciclo pode durar ao certo. Podemos ter um período longo sem manchas solares e que denunciam uma pequena movimentação solar. Isso já aconteceu no passado, entre os anos de 1645 e 1715, no que ficou conhecida como pequena Era do Gelo”. Medições feitas pela sonda Ulysses revelaram uma queda de 21% na pressão do vento solar desde 1990, o menor valor já registrado desde que as medições começaram, na década de 1960. O vento solar ajuda a manter os raios cósmicos fora do Sistema Solar interior (onde está a Terra) e sua diminuição permite que mais raios cósmicos penetrem nessa região do espaço, com efeitos diretos na saúde dos astronautas em órbita da Terra. Por outro lado, a diminuição da intensidade significa menos tempestades geomagnéticas em nosso planeta. Uma série de medições feitas por sondas da Nasa também demonstraram que o brilho solar diminuiu 0.02% no espectro da luz visível e um colossal aumento 6% no espectro do ultravioleta extremo desde 1996. De acordo com os cientistas, essas mudanças não são suficientes para reverter o fenômeno do aquecimento global, mas produzem outros efeitos colaterais. Os números suscitam intensos debates entre os cientistas que tentam compreender se o mínimo solar atual é um extremo ou apenas uma compensação após uma sequência bastante intensa dos máximos solares. "Desde o começo da Era Espacial, no final da década de 1950, a atividade solar tem sido alta", disse Hathaway. "Cinco dos dez mais intensos ciclos solares registrados ocorreram nos últimos 50 anos. Há 100 anos o período de calma durou 266 dias. Para que o mínimo atual seja comparável ao período de 1901 e 1913, será necessário pelo menos mais 1 ano de calmaria solar", explicou Hathaway Pequena Idade do Gelo Manchas solares vêm sendo monitoradas desde 1610, logo depois da invenção do telescópio. Elas são os mais antigos sinais observados por estudiosos da atividade do Sol. O mínimo solar mais longo da história, o Mínimo de Maunder, em memória do astrônomo inglês que o estudou. Ocorreu entre 1645 e 1715 e durou incríveis 70 anos. Manchas solares eram extremamente raras e o ciclo solar de 11 anos parecia ter se rompido. Esse período de silêncio coincidiu com a "pequena Era do Gelo" uma série de invernos implacáveis que atingiu o hemisfério Norte. Por razões ainda não compreendidas, o ciclo se normalizou no século 18, voltando ao período de 11 anos. Como os cientistas ainda não compreendem o que disparou o Mínimo de Maunder e como pode ter influenciado o clima na Terra, a busca por sinais de que possa ocorrer de novo é um trabalho constante nas pesquisas.
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Desde 2008 estamos passando por uma calmaria, ausência de manchas solares’. A baixa atividade solar nos últimos 18 meses, que pode levar a uma diminuição da temperatura média mundial em 2009, começa a despertar dúvidas se as previsões de mudanças climáticas estariam corretas. O astrônomo David Whitehouse, autor do livro The Sun: A biography, publicou um artigo no jornal britânico The Independent no dia 29 de abril de 2009, sobre um tema que vem cada vez mais preocupando climatologistas ao redor do mundo: a baixa atividade solar e sua relação com as mudanças climáticas. A idéia de um sol mais ‘calmo’ e as suas conseqüências para o clima já vem sendo utilizada como argumento por céticos e críticos do aquecimento global que questionam até que ponto as previsões de mudanças climáticas se concretizarão. Ainda, destacam alguns deles, se a Terra esfriar mesmo com o acúmulo de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, qual seria a verdadeira influência do efeito estufa no clima?

10. CONCLUSÃO O efeito estufa é essencial para a existência de vida no planeta Terra, ele ocorre devido à existência de gases do efeito estufa (GEEs) presentes na atmosfera, sendo responsável por manter a temperatura nos níveis em que se encontram hoje, na sua ausência essa temperatura variaria drasticamente ao longo do dia como se pode observar em planetas que não possuem os mesmos gases que a atmosfera terrestre. O termo efeito estufa surgiu através da associação do processo que ocorre dentro das estufas para plantação, utilizada para manter um clima quente e agradável, tendo em vista que ambos proporcionam o mesmo resultado. A problemática do efeito estufa está quando a emissão de GEEs aumentam, fazendo assim com que a radiação solar que incide sobre a Terra seja cada vez mais retida na atmosfera elevando assim a temperatura global, causando o tão falado aquecimento global. A principal questão se o homem tem grande parcela de “culpa” neste aumento da temperatura através dos gases que emitem ou se ela ocorre devido a outros fatores como, por exemplo, o aumento da incidência solar através das manchas solares. Esta é uma questão que não cabe aqui chegarmos a uma conclusão devido ao fato das “teorias” serem recentes podendo mudar a cada acréscimo ou decréscimo no termômetro.

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