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ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DO SUS

• LEGISLAÇÃO BÁSICA

• PRINCÍPIOS E DIRETRIZES

• INSTÂNCIAS GESTORAS E
DECISÓRIAS
Prof. Lineu
Facundes
A Constituição da República
Federativa do Brasil, no Título
VIII que trata da ordem social,
expressa:
• I-Universalidade de acesso nos serviços
de saúde em todos os níveis;
• II-Integralidade de assistência,entendida
como um conjunto articulado e contínuo
das ações e serviços;
• III-Preservação da autonomia das pessoas
nas defesas de sua integridade física e
moral;
O Nascimento do SUS:

• IV-Igualdade da assistência à saúde,sem


preconceitos ou privilégios;
• V-Direito à informação,às pessoas
assistidas,sobre sua saúde;
• VI-Divulgação de informações quanto ao
potencial dos serviços de saúde e a sua
utilização pelo usuário;
• VII-Utilização da epidemiologia para o
estabelecimento de prioridades, alocação
de recursos e a orientação programática;
VAMOS CONHECER O SUS?

• O SUS é um SISTEMA, ou seja é formado por


várias instituições(união,estados,municípios) e
pelo setor privado credenciado e conveniado;
Assim o serviço privado,quando contratado pelo
SUS, deve atuar como se fosse público.

• É único, isto é tem a mesma doutrina e a mesma


filosofia de atuação em todo o território nacional e
é organizado com a mesma sistemática.
OBJETIVOS DO SUS

2. Identificar e divulgar os fatores


condicionantes e determinantes de saúde e
de doença;
3. Formular políticas para redução dos
riscos, promoção, proteção e recuperação
da saúde;
4. Atuar de forma organizada em rede
hierarquizada e regionalizada com
capacidade resolutiva.
DIRETRIZES DO SUS
2. Atendimento Integral – o SUS deve oferecer a atenção
necessária à saúde, da população, promovendo ações
contínuas de prevenção e tratamento aos indivíduos e
às comunidade, em quaisquer níveis de complexidade;
3. Participação social – é um direito e um dever da
sociedade participar das gestões públicas em geral e da
saúde pública em particular, é dever do Poder Público
garantir as condições para essa participação,
assegurando a gestão comunitária do SUS; e
4. Descentralização – é o processo de transferência de
responsabilidades de gestão para os municípios,
atendendo às determinações constituições e legais que
embasam o SUS, definidor de atribuições comuns e
competências específicas à União, aos estados, ao
Distrito Federal e aos municípios.
PRINCIPAIS CARACTERISTICAS DO SUS:

• Deve atender a todos , de acordo com suas


necessidades,independente que a pessoa pague ou
não previdência social e sem cobrar o atendimento;
• Deve atuar de maneira integral, isto é,não deve ver a
pessoa como um amontoado de partes,mas como um
todo,que faz parte da sociedade(ações voltadas para
o indivíduo e a comunidade, para promoção da
saúde,prevenção das doenças, para o tratamento e
reabilitação);
CARACTERÍSTICAS DO SUS:
• Deve ser descentralizado, ou seja, o poder de
decisão deve ser daqueles que são responsáveis
pela execução das ações,pois quanto mais perto
do problema,mais chances se tem de acertar
sobre sua solução;
• Deve ser racional ou seja, o SUS deve se
organizar de maneira que sejam oferecidas ações
e serviços de acordo com a necessidade da
população;
• Deve ser eficaz e eficiente,isto é, deve produzir
resultados positivos quando as pessoas o
procuram ou quando um problema se apresenta
na comunidade,para tanto precisa ter qualidade.
PRINCÍPIOS POLÍTICOS DO SUS

EQUIDADE UNIVERSALIDADE

SUS

PARTICIPAÇÃO INTEGRALIDADE
DA COMUNIDADE DE ASSISTÊNCIA

IGUALDADE
O SUS e seus princípios:

• Deve ser democrático, ou seja deve


assegurar o direito de participação
de todos os seguimentos envolvidos
com o sistema(dirigentes,prestadores de
serviços,trabalhadores de saúde e
principalmente, a comunidade);
• Daí a estratégia de organização dos
Conselhos de Saúde, a fim de
exercerem esse controle social
sobre o SUS.
O SUS não foi criado para servir como o sistema de saúde de
pobres e indigentes. Ele foi criado para ser o sistema de
saúde de todos , de qualidade,eficiente, eficaz, resolutivo, e
O SUS e a aplicação de seus princípios
• UNIVERSALIDADE
Atender a todos A maioria dos países
gratuitamente, de acordo continua no nosso sistema
com suas necessidades, antigo
independente que a
pessoa pague ou não a
previdência social.
• INTEGRALIDADE Conjunto articulado e
O sujeito visto contínuo das ações e
integralmente e a garantia serviços preventivos,
de de acesso a todas as individuais e coletivos
ações e serviços nos três exigidos para cada caso em
níveis de atenção, todos os níveis de
envolvendo promoção, complexidade
prevenção, cura e
reabilitação
PRINCÍPIOS DO SUS (Cont.)
Respeitar as desigualdades
• EQUIDADE priorizando os mais vulneráveis e
necessitados Trabalho sob
enfoque de risco.

• CONTROLE Participação da comunidade.


SOCIAL Conselhos e Conferências de
Saúde

Igualdade da assistência à saúde


• IGUALDADE sem discriminação, preconceitos
ou privilégios

• AUTONOMIA Na defesa da integridade física e


moral das pessoas Informar ao
pact. o diagnóstico e acertar com
ele o plano de tratamento e as
intervençõs.
PRINCÍPIOS DO SUS (Cont.)
O sistema deve ser
capaz de resolver o
• RESOLUTIVIDADE
problema de saúde das
pessoas qualquer que
• DESCENTRALIZAÇÃO seja o grau de
 APS- porta de entrada, complexidade.
generalistas, menos
aparato tecnológico Municipalização
próximo da população.
 Nível Secundário- Regionalização
Centros de Saúde, por Hierarquização-
especialistas, maior Referência e Contra
densidade tecnológica referência
 Nível Terciário- bastante
especializado, em
Hospitais, equipamentos
de alta complexidade
PRINCÍPIOS DO SUS (Cont.)
• INTERSETORIALIDADE
Estratégia municípios saudáveis: ciclovias,
preservação dos mananciais, coberturas de
caixas d´agua, participação e compromisso
das Indústrias, Comércio, Pastoral, Rotary e
mais…

• RACIONALIDADE
Tecnologia compatível com a necessidade,
solicitações de exames e procedimentos
desnecessários
BASES LEGAIS DO SUS

CONSTITUIÇÃO FEDERAL

LEI ORGÂNICA DA SAÚDE

NORMAS OPERACIONAIS

PACTO DE GESTÃO
CONSTITUIÇÃO
FEDERAL de 1988- Cria
o SUS
TÍTULO VII- Da Ordem Social

Capítulo II Da Seguridade

Social

Seção II- Da Saúde


LEGISLAÇÃO BÁSICA DO SUS

1990- LEI ORGÂNICA DA SAÚDE –LOS

• Lei 8080- Dispõe sobre as condições para a


promoção, proteção e recuperação da saúde, a
organização e o funcionamento dos serviços

• Lei 8142:- Participação da comunidade na gestão


do SUS, Fundos de Saúde e Transferência regular
a automática dos recursos financeiros .
LEI 8.080- LOS de 19 de
Setembro de 1990
Dispõe sobre as condições para a

promoção, proteção e recuperação

da saúde, a organização e o

funcionamento dos serviços

correspondentes.
Os artigos que tratavam da participação
social foram vetados pelo Presidente
A LOS 8080/90 E AS NORMAS OPERACIONAIS
ORGANIZAM OS SERVIÇOS E AÇÕES DE SAÚDE EM
TODOS OS NÍVEIS
LEI 8080, DE 19 DE SETEMBRO DE 1990

ART. 1º - A lei que regula, em todo o Território Nacional, as ações e


serviços de saúde ...

ART. 2º- - A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo

o Estado prover as condições indispensáveis ao seu plano


exercício...

ART. 3º - A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes,

entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico,


o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o
transporte, o lazer, e o acesso aos bens e serviços
essenciais; os níveis de saúde da população expressam a
OBJETIVOS

ART. 5º - São objetivos do Sistema Único de Saúde SUS:

I - a identificação e divulgação dos fatores condicionantes e


determinantes da saúde;

II: - a formulação de política de saúde destinada a promover, nos


campos econômico e social, a observância do disposto no § 1º
do art. 2º desta lei;

III - a assistência às pessoas por intermédio de ações de


promoção, proteção e recuperação da saúde, com a realização
integrada das ações assistenciais e das atividades
ART. 6º - Estão incluídas ainda no campo de atuação do
Sistema Único de Saúde (SUS):

I-A Execução de Ações:


a) de vigilância sanitária;
b) de vigilância epidemiológica;
c) de saúde do trabalhador;
d) de assistência terapêutica integral, inclusive
farmacêutica;
ART. 6º - Estão incluídas ainda no campo de atuação
do Sistema Único de Saúde (SUS)- continua:
II - A participação na formulação da política e na execução
de ações de saneamento básico;
III - A ordenação da formação de recursos humanos na
área de saúde;
IV - A vigilância nutricional e a orientação alimentar;
V - A colaboração na proteção do meio ambiente, nele
compreendido o do trabalho;
VI- A formulação da política de medicamentos,
equipamentos, imunobiológicos e outros insumos de
interesse para a saúde e a participação na sua
produção;
VII - O controle e a fiscalização de serviços, produtos e
substâncias de interesse para a saúde;

VIII - A fiscalização e a inspeção de alimentos, água e


bebidas para consumo humano;

IX - A participação no controle e na fiscalização da


produção, transporte, guarda e utilização de
substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e
radioativos;

X - O incremento, em sua área de atuação, do


desenvolvimento científico e tecnológico;

XI - A formulação e execução da política de sangue e seus


derivados.
LEI 8.142- de 28 de
Dezembro de 1990

Dispõe sobre a
participação da
comunidade na gestão do
SUS e sobre as
transferências
intergovernamentais de
recursos financeiros na
CONTROLE SOCIAL- LEI 8.142
“CONTROLE DA SOCIEDADE SOBRE O ESTADO=
PARTICIPAÇÃO”

O SUS, contará em cada esfera de

governo, sem prejuízo das funções do

Poder Legislativo das seguintes instâncias

colegiadas:
• Conferência de Saúde
• Conselho de Saúde
CONTROLE SOCIAL NO SUS

• A LEI 8142/90 regulamenta a participação da


comunidade na gestão do Sistema Único de
Saúde por meio das conferências e dos
Conselhos de Saúde.

ART. 1º - As Conferências de Saúde - Reune


a cada 4 anos com a representação de
vários segmentos sociais para avaliar a
situação de saúde e propor diretrizes
políticas.
CONSELHOS DE SAÚDE

Em caráter permanente e deliberativo é um órgão


colegiado composto por representantes:
- Prestadores de Serviço Público (Governo)

- Prestadores de Serviço Privado 25%


50%
- Profissionais de Saúde 25%

- Usuários 50%

Paridade - 50% Usuários


50% Restante dos Representantes
FUNÇÃO DOS CONSELHOS DE SAÚDE
Atuar na formulação estratégias e no controle da
execução da política de saúde na instância
correspondente, inclusive nos aspectos
econômicos e financeiros, cujas decisões serão
homologadas pelo chefe do poder legalmente
constituido em cada esfera do governo.
ESTRUTURA DOS CONSELHOS
Plenário ou Colegiado Pleno - Conjunto de conselheiros (reune
pelo menos 1 x mês);
Secretaria Executiva - Apoio ao funcionamento do Conselho;
Mandato - 2 anos, não coincidir com mandatos Estaduais e
Municipais de Governo.
DIRETRIZES ORGANIZATIVAS DO SUS

Descentralização político - administrativa,


com direção única em cada esfera de
governo.

a) ênfase na descentralização dos serviços


para os municípios (municipalização);

b) regionalização e hierarquização da rede de


serviços de saúde.
TRANSFERÊNCIA FUNDO A FUNDO
ART.3º - Repasse regular e automático de
recursos fundo a fundo para Estados e
HIERARQUIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DE
SAÚDE

At. Hospitais

Terciária Terciários

Hospitais
Atenção
Secundários
Secundária

Atenção
Centros e Postos de
Primária
Saúde (Ambulatório)
ESTRUTURA INSTITUCIONAL E DECISÓRIA DO SUS

ESFERA
COMISSÃO COLEGIADO
DE GESTOR
INTERGESTORES PARTICIPATIVO
GOVERNO
Comissão Intergestores
Ministério da Conselho Nacional de Saúde
NACIONAL Tripartite
Saúde (Ministro) (C.N.S)
(Nação, Estado, Município)

Secretarias
Comissão Intergestores Conselho Estadual de Saúde
ESTADUAL Estaduais de Saúde
Bipartite (Estado, Município) (C.E.S)
(Secretário Estadual)

Secretarias
Conselho Municipal de Saúde
MUNICIPAL Estaduais de Saúde
(C.M.S)
(Secretário Municipal)

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ENTIDADES DE REPRESENTAÇÃO DE GESTORES

• COSEMS - Conselho Estadual de Secretários Municipais de


Saúde (Conselho dos Secetários de cada município);

• CONASEMS - Conselho Nacional de Secretários Municipais de


Saúde (Conselho de Secetários Municipais com
representantes por cada estado);

• CONASS - Conselho Nacional de Secretários de Saúde


(Conselho de Secetários Estaduais de Saúde).
MACRO - FUNÇÕES DO SUS

a) Formulação de Políticas/planejamento;

b) Financiamento;

c) Coordenação, regulação, controle e avaliação


(do sistema/ redes e dos prestadores públicos ou
privados);

d) Prestação direta de serviços de saúde.


BASES LEGAIS DO SUS

NORMAS OPERACIONAIS
NORMAS OPERACIONAIS
BÁSICAS DA SAÚDE- NOB
Instrumento jurídico institucional
Objetivos:
1. Aprofundar e reorientar a implementação do SUS
2. Definir novos objetivos estratégicos, prioridades,
diretrizes e movimentos tático operacionais
3. Regular as relações entre gestores
4. Normatizar o SUS
NOB - 91
• EQUIPARA PRESTADORES
PÚBLICOS E PRIVADOS
• GESTÃO DO SUS AINDA MUITO
CENTRALIZADA NO NÍVEL
FEDERAL ( INAMPS EXTINTO EM
1993)
• ESTADOS: ALGUNS ASSUMEM A
GESTÃO. A MAIORIA COMO
PRESTADOR
NOB - 93
• DESENCADEIA O PROCESSO DE
MUNICIPALIZAÇÃO DA GESTÃO
( INCIPIENTE, PARCIAL E SEMIPLENA)
• CRIA A TRANSFERÊNCIA REGULAR E
AUTOMÁTICA(FUNDO A FUNDO) DO TETO
GLOBAL DA ASSISTÊNCIA PARA
MUNICÍPIOS EM GESTÃO SEMIPLENA
• HABILITA MUNICÍPIOS COMO GESTORES
• CONSTITUI AS CIB E CIT COMO ESPAÇOS
DE NEGOCIAÇÃO, PACTUAÇÃO,
ARTICULAÇÃO E INTEGRAÇÃO ENTRE
GESTORES
NOB 96
• DIREÇÃO ÚNICA EM CADA NÍVEL DE GOVERNO
• CONSOLIDA O PLENO EXERCÍCIO POR PARTE DO
PODER PÚBLICO, DA FUNÇÃO DE GESTOR DA
ATENÇÃO À SAÚDE DE SEUS HABITANTES
• REDEFINE AS RESPONSABILIDADES DOS
ESTADOS, DF E UNIÃO
• REDEFINE O MODELO ASSISTENCIAL
• AUMENTA O % DE TRANSFERÊNCIA REGULAR E
AUTOMÁTICA-FUNDO A FUNDO
• TABELA SIA-SUS
• PAB, FAE E APAC
NOB - 96
• AÇÕES DE VISA
• INCORPOR AS AÇÕES DE EPIDEMIOLOGIA E
CONTROLE DE DOENÇAS COORDENADAS PELA
FNS
• PPI
• CONTROLE E AVALIAÇÃO
• MUNICÍPIOS: GESTÃO DA ATENÇÃO
BÁSICA E GESTÃO PLENA DO SISTEMA
MUNICIPAL
• ESTADOS: GESTÃO AVANÇADA DO SIST.
ESTADUAL E GESTÃO PLENA DO SISTEMA
ESTADUAL
• ESTABELECE VÍNCULO ENTRE O CIDADÃO E O
SUS: CADASTRAMENTO E ADSCRIÇÃO DA
CLIENTELA
NORMA OPERACIONAL DE
ASSISTÊNCIA À SAÚDE
NOAS 01/2001
02/2002
• É um Instrumento que amplia as responsabilidades dos
municípios na Atenção Básica e Organiza a referência
dos demais níveis de atenção;
• Define o processo de regionalização da assistência como
estratégia para a reorganização dos serviços de saúde e a
garantia do acesso da população a todos os níveis de
atenção à saúde;
NOAS- 2001- 3 GRUPOS DE
ESTRATÉGIAS ARTICULADAS
• REGIONALIZAÇÃO E
ORGANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA

• FORTALECIMENTO DA
CAPACIDADE DE GESTÃO

• REVISÃO DOS CRITÉRIOS DE


HABILITAÇÃO
ÁREAS ESTRATÉGICAS DA NOAS DE
RESPONSABILIDADES
MÍNIMAS DO MUNICÍPIO
ATENDIMENTO PROGRAMADO
1. ATENÇÃO À MULHER:
PLANEJAMENTO FAMILIAR,
ASSISTÊNCIA AO PN, PARTO E
PURPÉRIO.

3. ATENÇÃO À
CRIANÇA:VACINAÇÃO,
CRESCIMENTO E
DESENVOLVIMENTO, AIDPI
ÁREAS ESTRATÉGICAS DA NOAS DE
RESPONSABILIDADES
MÍNIMAS DO MUNICÍPIO
ATENDIMENTO PROGRAMADO
1. CONTROLE TUBERCULOSE

3. CONTROLE DAS DIABETES

5. CONTROLE DA HIPERTENSÃO

7. ELIMINAÇÃO DA HANSENÍASE

9. SAÚDE BUCAL
ÁREAS ESTRATÉGICAS DEFINIDAS PELA
NOVA POLÍTICA NACIONAL DE
ATENÇÃO BÁSICA-Portaria 648, de 28/03/06

1. ELIMINAÇÃO DA HANSENÍASE
2. CONTROLE TUBERCULOSE
3. CONTROLE DA HIPERTENSÃO
ARTERIAL
4. CONTROLE DO DIABETES
MELLITUS
5. ELIMINAÇÃO DA DESNUTRIÇÃO
INFANTIL
ÁREAS ESTRATÉGICAS DEFINIDAS PELA
NOVA POLÍTICA NACIONAL DE
ATENÇÃO BÁSICA-Portaria 648, de 28/03/06

1. SAÚDE DA CRIANÇA
2. SAÚDE DA MULHER
3. SAÚDE DO IDOSO
4. SAÚDE BUCAL
5. PROMOÇÃO DA SAÚDE
MODELO ASSISTENCIAL

• DESCENTRALIZAÇÃO DA ATENÇÃO
PRIMÁRIA ATRAVÉS DA ESTRATÉGIA
SAÚDE DA FAMÍLIA/PSF

• ATENÇÃO SECUNDÁRIA NAS


MICRORREGIÕES

• ATENÇÃO TERCIÁRIA ORGANIZADA EM


MACRORREGIÕES
P Ó S
S U S
“O ”
O B S
N
PORTARIA 2023/GM DE 23 DE
SETEMBRO DE 2004

EXTINGUE A HABILITAÇÃO DOS


MUNICÍPIOS NA GESTÃO DA ATENÇÃO
BÁSICA NOB 96 e ATENÇÃO BÁSICA
AMPLIADA PELA NOAS E PASSA A
EXISTIR APENAS UM NÍVEL DE HABILITAÇÃO
PARA OS MUNICÍPIOS: GESTÃO PLENA
DO SISTEMA MUNICIPAL -GPSM
*PORTARIA GM 399- de 22
de fevereiro de 2006

Acesso: www.saude.gov.br/portarias
*PORTARIA GM 399- de 22
de fevereiro de 2006
Considerando a necessidade de qualificar

e implementar o processo de

descentralização, organização e gestão do

SUS à luz da evolução do processo de

pactuação intergestores;
*PORTARIA GM 399- de 22
de fevereiro de 2006
RESOLVE:

. pela Saúde 2006 –


Divulgar o Pacto

Consolidação do SUS e aprovar as

Diretrizes Operacionais do PACTO PELA

SAÚDE EM 2006
*PORTARIA GM 399- de 22
de fevereiro de 2006
RESOLVE: Na perspectiva de superar as

dificuldades, os gestores do SUS assumem o

compromisso público da construção do PACTO

PELA SAÚDE 2006, que será anualmente revisado,

com base nos princípios constitucionais do SUS,

ênfase nas necessidades de saúde da


*PORTARIA GM 399- de 22
de fevereiro de 2006
... implicará no exercício simultâneo de definição

de prioridades articuladas e integradas nos três

componentes:

 PACTO PELA VIDA

PACTO EM DEFESA DO SUS

PACTO DE GESTÃO DO SUS


I- PACTO PELA VIDA
Constitui-se por um conjunto de compromissos sanitários,

com objetivos de processos e resultados claramente

expressos, derivados da análise de situação do País e das

prioridades definidas pelos governos federal, estaduais e

municipais que deverá ser executado com foco em

resultados e a explicitação inequívoca dos

compromissos orçamentários e financeiros para o

alcance dos resultados.


PRIORIDADES do PACTO PELA
VIDA e os objetivos para 2006-
Anexo II da Portaria
 SAÚDE DO IDOSO;

 CONTROLE DO CÂNCER DE COLO, ÚTERO E MAMA

 REDUÇÃO DA MORTALIDADE INFANTIL E MATERNA

 FORTALECIMENTO DA CAPACIDADE DE RESPOSTAS ÀS


DOENÇAS EMERGENTES E ENDEMIAS, COM ÊNFASE NA
DENGUE, HANSENÍASE, TUBERCULOSE, MALÁRIA E
INFLUENZA

 PROMOÇÃO DA SAÚDE

 FORTALECIMENTO DA ATENÇÃO BÁSICA


II- PACTO EM DEFESA DO
SUS
Envolve ações concretas e articuladas pelas três

instâncias federativas no sentido de reforçar o

SUS como políticas de Estado mais do que

políticas de governos; e de defender,

vigorosamente, os princípios dessa política

inscritos na Constituição Federal.


PRIORIDADES DO PACTO
EM DEFESA DO SUS
 IMPLEMENTAR UM PROJETO PERMANENTE DE
MOBILIZAÇÃO SOCIAL COM A FINALIDADE DE:

 Mostrar a saúde como direito de cidadania e o SUS como


sistema público universal garantidor desses direitos;

 Alcançar, no curto prazo, a regulamentação da EC 29, pelo


Congresso Nacional;

 Aprovar o orçamento do SUS, composto pelos orçamentos


das 3 esferas de gestão, explicitando o compromisso de cada
uma delas
5. ELABORAR E DIVULGAR A CARTA DOS DIREITOS DOS
USUÁRIOS DO SUS
III- PACTO DE GESTÃO DO
SUS
 Estabelece as responsabilidades claras de cada ente
federado de forma a diminuir as competências
concorrentes e a estabelecer mais claro quem deve fazer o
quê, contribuindo, assim, para o fortalecimento da gestão
compartilhada e solidária do SUS.
 Radicaliza a descentralização de atribuições do MS
para os estados, e para os municípios, promovendo um
choque de descentralização, acompanhado de
desburocratização dos processos normativos. Reforça a
territorialização da saúde como base para organização dos
sistemas estruturando as regiões sanitárias e instituindo
colegiados de gestão regional.
III- PACTO DE GESTÃO DO
SUS
 Reitera a importância da participação e do controle
social com o compromisso de apoio à sua qualificação;
 Explicita as diretrizes para o sistema de financiamento
público tripartite: busca critérios de alocação eqüitativa
dos recursos;reforça os mecanismos de transferência
fundo a fundo entre gestores; integra em grandes blocos
de financiamento federal e estabelece relações contratuais
entre os entes federativos.
PRIORIDADES DO PACTO
DE GESTÃO DO SUS
 DEFINIR DE FORMA INEQUÍVOCA A RESPONSABILIDADE

SANITÁRIA DE CADA INSTÂNCIA GESTORA DO SUS: FEDERAL,

ESTADUAL E MUNICIPAL, SUPERANDO O ATUAL PROCESSO DE


HABILITAÇÃO.

 ESTABELECER AS DIRETRIZES PARA A GESTÃO DO SUS, COM


ÊNFASE NA DESCENTRALIZAÇÃO;
REGIONALIZAÇÃO;FINANCIAMENTO; PPI, REGULAÇÃO,

PARTICIPAÇÃO E CONTROLE SOCIAL, PLANEJAMENTO, GESTÃO

DO TRABALHO E EDUCAÇÃO NA SAÚDE.


REFLEXÃO

• UM MUNICÍPIO COMEÇA A SER


SAUDÁVEL QUANDO SEUS
ORGANIZADORES LOCAIS, TÉCNICOS E
CIDADÃOS ADQUIREM O COMPROMISSO
PÚBLICO E INICIAM JUNTOS O
PROCESSO DE MELHORAR
CONTINUAMENTE AS CONDIÇÕES DE
VIDA E BEM ESTAR DE SEUS
HABITANTES.
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n o s d e a i n
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sign Q U E N S E ES
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N Ã S Q U L e n
SUS T E M O
ANÁLISE DOS CONHECIMENTOS ADQUIRIDOS
Associe as duas colunas, lendo a descrição e marcando No parêntese a letra
correspondente ao princípio do SUS que se aplica àquela descrição.

Princípios do SUS: (a) Universalidade


(b) Integralidade
(c) Descentralização
d) Racionalização
(e) Controle Social e Participação popular

Descrição
1. Direito a participação de todos os segmentos envolvidos, através da informação do diagnóstico
e plano de ação, dos Conselhos e Conferências de Saúde. ( );
2.O SUS organizado de maneira a oferecer ações e serviços de acordo com as necessidades da
população, com tecnologia apropriada e a um custo suportável para o sistema ( )
3.Atender a todos gratuitamente, de acordo com suas necessidades, independente que a pessoa
pague ou não a previdência social( )
4. Desenvolver ações de promoção da saúde, prevenção, tratamento, cura das doenças e
reabilitação além de ver a pessoa como um todo e não por partes do corpo ( )
5. Poder de decisão daqueles que são responsáveis pelas ações mais próximas do problema-
“Municipalização da saúde”( )
A Política Nacional de Atenção Básica-Portaria
GM n.648 de 28/03/06 define 10 áreas
estratégicas de ação obrigatória da atenção
básica. Assinale a opção não verdadeira.

a) Saúde da Criança, da Mulher e do Idoso


b) Saúde do Adolescente e Saúde do Trabalhador
c) Eliminação da Hanseníase e da Desnutrição infantil
d) Controle do Diabetes Mellitus, Hipertensão arterial
e Tuberculose
e) Saúde Bucal e Promoção da Saúde
Em relação ao Pacto pela Saúde 2006 assinale F para Falso e V para Verdadeiro,
nas afirmações a seguir e sublinhe a(s) parte(s) da frase que a torna falsa para
corrigi-la posteriormente:
a) O pacto pela saúde tem como objetivo principal superar as dificuldades atuais do
SUS e propor estratégias para o esvaziamento do papel do Estado e priorização do
terceiro setor como garantia do financiamento e atenção integral da saúde dos
brasileiros.( )
b) Na perspectiva de fortalecer as propostas da Reforma Sanitária e superar as
dificuldades atuais do SUS os gestores assumem o compromisso publico da
construção do Pacto pela Saúde 2006, que será revisado a cada cinco anos, com
base nos princípios dos SUS, ênfase na oferta de serviços como prioridade para os
prestadores privados.( )
c) Na perspectiva de superar as dificuldades atuais do SUS os gestores assumem o
compromisso publico da construção do Pacto pela Saúde 2006 e exercitarão
simultaneamente prioridades articuladas e integradas nos três componentes: Pacto
pela Vida, Pacto em Defesa do SUS e Pacto de gestão.( )
d) O Pacto pela Vida esta constituído por um conjunto de seis prioridades: saúde da
mulher, saúde bucal, saúde do trabalhador, eliminação da tuberculose, controle da
diabete, e redução das mortes violentas. ( )
e) O Pacto pela Vida significa uma ação prioritária no campo da saúde que deverá ser
executada com foco em resultados e com a explicitação inequívoca dos
compromissos orçamentários e financeiros para o alcance dos compromissos
sanitários, objetivos e metas para as prioridades: saúde do idoso; Câncer de colo de
útero e mama; mortalidade infantil e materna; doenças emergentes: Dengue,
Hanseníase, tuberculose, malaria e influenza; promoção da saúde e atenção básica a
saúde.( )
Assinale nas afirmativas abaixo F para falso e V para
verdadeiro:

a) A programação pactuada e integrada PPI é um instrumento


de pactuação entre municípios e integrada ao Estado ( )
b) A Lei Orgânica da Saúde é a Lei 8080 complementada pela
Lei 8142( )
c) A medicina flexneriana tem como características a
vigilância à saúde e utiliza-se da Estratégia Saúde da
Família ( )
d) São características do modelo flexneriano: mecanicismo,
biologicismo, fragmentação da medicina, tecnicismo ( )
e) A NOB 91 define o processo de regionalização da
assistência como estratégia para a reorganização dos
serviços de saúde e a garantia do acesso da população a
todos os níveis de atenção à saúde ( )
REFERÊNCIAS: BRASIL. Congresso Nacional. Lei
8.080, de 19 de setembro de 1990.
Brasília, DF, 1990;

BRASIL. Congresso Nacional. Lei


8.142, de 12 de novembro de 1990.
Brasília, DF, 1990
BRASIL, Ministério da Saúde.
Secretaria de Gestão de
Investimentos em Saúde.
Departamento de Gerenciamento de
Investimentos. Guia do Conselheiro:
Curso Estaduais e Municipais de
Saúde. Legislação Básica pág. 135.
NOBS 91,93,96, NOAS 01 E 02
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