Salmo 40

O salmista começa lembrando um livramento concedido por Deus no
passado (v.1) para alimentar a sua fé diante dos tremendos desafios atuais: “não
têm conta os males que me cercam” (v. 12). Os que esperam pacientemente no
Senhor experimentam os seus gritos de dor serem transformados em cânticos
de louvor! (v. 3). Mas esperar não é algo fácil, principalmente nos dias de hoje
em que as pessoas vivem ansiosas em busca de soluções imediatas.
Precisamos exercitar nossa confiança em Deus. Os que esperam no Senhor não
serão decepcionados! (Rm 10.11). O Senhor socorre os que invocam o seu
glorioso nome (Rm 10.13), tirando os seus pés do lamaçal da perdição, para
colocá-los à salvo sobre a rocha e para firmar os seus passos para que não
voltem a tropeçar (v.2).
A causa de nossas tribulações são complexas. O salmista reconhece que
seu sofrimento deve-se tanto ao seu próprio pecado (v. 12) como também
aqueles que o perseguem injustamente (vs. 14 e 15.). O salmista não pensa de
si nem mais e nem menos do que convém (Rm 12.3). Ele chega a mencionar
seus atos de fé em busca de justiça em face de tanta opressão inimiga (vs. 810), mas, também reconhece que está colhendo o que ele próprio plantou (v. 12).
Por isto, não clama apenas por justiça, mas, muito mais ainda, por misericórdia
(v.11).
Ele reconhece sua total dependência de Deus e dá testemunho da sua
imensa bondade e provisão: “Eu sou pobre e necessitado, porém o Senhor cuida
de mim” (v.17). E nesta confiança, ele clama por socorro: “não te detenhas, ó
Deus meu” (v.17).
Concluindo, lembre-se dos grandes feitos do Senhor, apresente a Ele a
sua causa, clame por justiça, confesse os seus pecados e clame também por
misericórdia, fortaleça o seu coração na bondade e no cuidado de Deus por sua
vida, e espere no Senhor!
Bispo Ildo Mello

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