ALENTEJO – um CELEIRO de CONTOS & LENDAS - 5

CONTOS e LENDAS de ALMODÔVAR
in Monografia da Vila de ALMODÔVAR, de António J. Gonçalves

Digitalização, Organização, Montagem e Ligações… José Rabaça Gaspar, 2015, com o devido
reconhecimento dos créditos dos respectivos autores… nesta obra, com especial homenagem ao
Prof. Dr. Raul Fernando Gonçalves

Organização, montagem, digitalização… José Rabaça Gaspar
(ISSCCAA – instituto superior de superiores ciências complementares e artes aplicadas)

Nota de JRG, com informação de Augusto Baroa, uma merecida
HOMENAGEM ao Prof. Dr. RAUL FERNANDO GONÇALVES:
(Para melhor se perceber esta recolha feita a partir da obra “Monografia da Vila de Almodôvar” ode
aparece, como autor, António J. Gonçalves, pareceu-nos importante começar com a digitalização da
página 215, no final, e confirmar com a Bibliografia que serviu de base a este trabalho, para verificar,
afinal se fica a dever o mérito deste notável trabalho.)
DEDICATÓRIA e AGRADECIMENTO
Nestas breves palavras, é nosso desejo e dever, lembrar o grande Iniciador
desta obra, ao qual é dedicada, finalmente publicada, como era sua
vontade, facto ao qual, infelizmente, não pode assistir.
Referimo-nos ao saudoso Prof. Dr. Raul Fernando Gonçalves, uma das
figuras ímpares, no panorama cultural de Almodôvar e que muito
contribuiu, para que esta Monografia, seja hoje, uma realidade.
Almodovarense por adopção, o Prof. Gonçalves, nasceu em Rebordelo,
Chaves, Trás-os-Montes, a 7 de Dezembro de 1918.
De formação, profundamente católica, fez o 7° ano (actual 12° ano) no
Seminário de Bragança, tendo em 1947, rumado em direcção a
Almodôvar, onde casou e constituiu família.
Viveu alguns anos em Lisboa, onde se licenciou em Latim, Grego,
Português, História, Teologia e Filologia Clássica. Frequentou o Instituto
Superior de Cultura Católica, a Universidade Católica e a Faculdade de
Letras de Lisboa, onde fez varias formaturas. Entre os seus colegas de estudo, conta-se a figura de
Miguel Torga.
Leccionou em Almodôvar, Serpa e Lisboa, voltando de novo a Almodôvar, onde viveu até ao fim dos
seus dias.
Foi presidente da Casa do Povo de Almodôvar, Presidente do Conselho Directivo da Escola Preparatória
e fundador do núcleo n° 100 da Cruz Vermelha Portuguesa na nossa vila.
Homem dos sete ofícios, músico, pintor, professor, poeta, ensaísta, investigador, escritor ilustrador de
jornais e revistas.
Na investigação, são dignos de menção, os Achados Arqueológicos em Trás-os-Montes e as primeiras
pesquisas para a Monografia, que agora se edita, além da tradução (transliteração) do Foral de D. Dinis.
A obra poética, de temática metafísica, é formada pelos seguintes volumes: Ensaios Poéticos;
Mensagem; Reformulação - I, II, III e IV; Planos Futuros e Nova Mensagem.
Na linha didáctico-pedagógica, escreveu Lições Planificadas de Moral e Religião e Pedagogia do
Professor.
Como Professor de Filosofia, fundou e dirigiu o boletim de filosofia e Boletim Filosófico “Renascer” ', em
cujas páginas predomina a colaboração dos alunos, alternando com a dos professores.
Não sendo peregrino em temas bíblicos, escreveu Curso Bíblico e Comentários ao Apocalipse.
Foi autor do programa radiofónico “Os Leigos", na Rádio Voz de Almodôvar.
Na arte pictórica, a sua paleta criou muitos quadros, que figuram em museus e colecções particulares,
numa perspectiva naturalista moderna.
Além de ilustrar as suas obras, ilustrou também alguns artigos no Diário de Notícias.
Pessoa humilde por natureza, contribuiu sobremaneira para a formação de muitos filhos da nossa terra
e apesar de, por vezes, não ter sido compreendido, era estimado pela população em geral.
Faleceu em Outubro de 1991, deixando muita saudade a todos os seus familiares e amigos.
Fica assim feito o nosso agradecimento, a uma grande figura que passou e viveu na nossa terra e a qual,
era devida esta sentida homenagem.
Para terminar, não queremos deixar de agradecer a todos aqueles que contribuíram para que esta obra
se tenha tornado uma realidade, quer com os seus depoimentos e testemunhos, quer com a sua boa
vontade e empenho.
A todos eles, o nosso Bem-haja!

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ALENTEJO um CELEIRO de CONTOS & LENDAS – 5 - ALMODÔVAR

Almodôvar - Vila Negra!?
http://www.cavaleirosvn.net/origem.htm

ALMODÔVAR – mapa
http://viajar.clix.pt/geo.php?c=249&lg=fr&w=almodovar

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Organização, montagem, digitalização… José Rabaça Gaspar
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ALENTEJO um CELEIRO de CONTOS & LENDAS – 5 - ALMODÔVAR

ALENTEJO – um CELEIRO de CONTOS & LENDAS - 5
CONTOS e LENDAS de ALMODÔVAR
In Monografia da Vila de ALMODÔVAR, de António j. Gonçalves

Digitalização, Organização, Montagem e Ligações… José Rabaça Gaspar, 2015, com o devido
reconhecimento dos créditos dos respectivos autores… nesta obra, com especial homenagem ao
Prof. Dr. Raul Fernando Gonçalves

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Ficha Técnica:

Título

ALENTEJO um CELEIRO de CONTOS & LENDAS M- 5
ALMODÔVAR – in Monografia da Vila de Almodôvar, António j. Gonçalves

Digitalização e
montagem

José Rabaça Gaspar (APAsff)

Divulgação
Data

(ISSCCAA – instituto superior de superiores ciências complementares e artes aplicadas)
SCRIBD
2015 Fevereiro / Março

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ALENTEJO um CELEIRO de CONTOS & LENDAS – 5 - ALMODÔVAR

dedicatória
a todos os contadores improváveis de istórias, estórias e histórias
de tantos lugares com nomes que quase ninguém sequer ouviu falar,
nem sabe que existem…
talvez seja importante esta enumeração do autor
da Monografia da vila de Almodôvar,
António J. Gonçalves
«ZONA DE PESQUISA»
«Locais visitados para recolha documental:
Corte Zorrinha,
Aldeia dos Fernandes,
Gomes Aires,
Santa Clara Nova,
Curvatos,
Fontes Ferrenhas,
Brunheira,
Talefe,
São Barnabé,
Atalaia,
Corte Figueira Mendonça,
Cumeada,
Dogueno,
Santa Cruz,
São Pedro de Sólis,
Viúvas,
Semblana,
Monte da Vinha,
Graça de Padrões,
Monte dos Mestres,
Monte das Mestras,
Guedelhas,
Almarejão,
Monte Abaixo,
Felizes,
Azilheira,
Porteirinhos,
Rosário,
Almodôvar Velha,
A de Neves,
Pomar Velho,
Monte da Caiada,
A de Ruas,
Vale de Estacas,
Gorazes,
Telhada,
Brancanes,
Pardíeiro,
Monte Novo da Ribeira,
Monte Branco do Vascão,
Cascalheira,
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Moinho da Vargem,
Azinhal,
Moinhos de Vento,
Sinceira,
Monte Novo dos Meagos,
Monte do Pereiro,
Cevadais.»

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ALENTEJO um CELEIRO de CONTOS & LENDAS – 5 - ALMODÔVAR

apresentação:
a partir da obra de António J. Gonçalves,
que, na verdade se fica a dever ao longo e persistente trabalho do Pro. Dr. Raul Fernando Gonçalves
‘Monografia da vila de Almodôvar’
… fomos descobrindo que muitas aldeias e montes…
através das suas escolas… associações… até particulares…
vão guardando… estudando… e dando a conhecer… os seus Contos… as suas Lendas…
os seus valores Culturais…
usando os meios actuais de Comunicação global…
O meu OBRIGADO e a minha HOMENAGEM… a estes fabulosos ‘contadoresdeestórias’
desconhecidos ou pouco conhecidos… ignorados… a afinal são os guardiães…
mantenedores dos nossos Valores Culturais…
por nos permitirem este modesto contributo…

… Aos Contos e Lendas,
Dada a relação e riqueza…
Decidimos juntar
lengalengas… jogos tradicionais…
ficando ainda muito material para explorar…
como a escrita do sudoeste… e
“a primeira Universidade ou Escola de Teologia do Baixo Alentejo e Sul do país, onde se ensinou a nível
europeu… com valiosa biblioteca… no Convento de São Francisco…
afinal… ‘TUDO NASCE DA TERRA’…!?

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ALENTEJO um CELEIRO de CONTOS & LENDAS – 5 - ALMODÔVAR

índice:

Conteúdo
Monografia da Vila de Almodôvar - António J. Gonçalves .......................................................................13
Lenda da Fonte Santa Almodôvar, São Barnabé ..................................................................................14
De Cabeças Velhas ..............................................................................................................................15
Do Castelinho .....................................................................................................................................16
Do Monte dos Guerreiros ...................................................................................................................17
Do Monte Serro ..................................................................................................................................18
Dos Corvatos / Curvatos .....................................................................................................................19
Do Serro d’águia .................................................................................................................................20
Lenda da Costureirinha .......................................................................................................................21
Lenda da Moura Encantada ................................................................................................................22
Lenda das Maias .................................................................................................................................23
Lenda de Gomes Aires ........................................................................................................................ 24
Lenda de Nossa Senhora da Luz ..........................................................................................................25
Lenda de Nossa Senhora do Rosário ...................................................................................................27
Lenda de Nossa Senhora dos Prazeres ................................................................................................28
Lenda de Santa Clara a Nova ...............................................................................................................29
Lenda de Santo António ......................................................................................................................30
Lenda de S. Barnabé ...........................................................................................................................31
Lenda de S. Sebastião da Cadeia .........................................................................................................32
Lenda do Cavaleiro Negro ...................................................................................................................33
Lenda do Senhor Jesus do Calvário .....................................................................................................34
Outra lenda sobre o Senhor Jesus do Calvário ....................................................................................35
CONTOS..................................................................................................................................................36
Os três peidos do burro (Conto) ..........................................................................................................36
O Sapateiro (Conto). ...........................................................................................................................37
O Chibinho Gafeiroso. (Fábula) ...........................................................................................................38
ORAÇÕES, BENZEDURAS E MEZINHAS (132 - 158 ....................................................................................39
PADRE NOSSO PEQUENINO ................................................................................................................39
AS LENGA-LENGAS. .................................................................................................................................40
Jogos Tradicionais: ..................................................................................................................................45
Lista de 33 JOGOS ...............................................................................................................................46
OUTROS DADOS para alimentar os Contos e Lendas ...............................................................................59
Igreja Matriz de Almodôvar ................................................................................................................59
Necrópole do Pardieiro .......................................................................................................................60
D. Sebastião de passagem por Almodôvar…........................................................................................ 60
Museu Severo Portela.........................................................................................................................61

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Convento de São Francisco - a primeira Universidade ou Escola de Teologia do Baixo Alentejo ..........61
Histórias e Lendas de Gomes Aires .........................................................................................................63
São Sebastião de Gomes Aires ............................................................................................................63
Lenda da Nossa Senhora da Luz ..........................................................................................................64
Lenda do Monte Serro ........................................................................................................................ 65
Lenda do Monte dos Guerreiros .........................................................................................................66
Lenda do Castelinho ...........................................................................................................................67

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ALENTEJO um CELEIRO de CONTOS & LENDAS – 5 - ALMODÔVAR

ALENTEJO – um CELEIRO de CONTOS & LENDAS – 5

Monografia da Vila de Almodôvar - António J. Gonçalves
LENDAS, CONTOS E FÁBULAS.
«Recolher a tradição e reduzi-la a escrito, é mata-la!
«Continuando a ser contada e recontada, continua viva na alma do
povo e cada vez mais rejuvenescida e rica pelo acréscimo da
imaginação e do invento de quem a conta.
«Desta forma, ela evolui em função do interesse e da e da carga de
riqueza cultural que se lhe acrescenta quando se conta ou
transmite oralmente.
«E vem a propósito, um provérbio que resume o que o que
acabamos de dizer: “Quem conta um conto, acrescenta um
ponto…”
«Fizemos a recolha de todas as lendas, contos e fábulas, que se
nos depararam por todo o concelho, procurando tratá-las um
pouco mais, sem lhes tirar o cunho e o sabor típico do meio.»
DE ALMODÔVAR.
«Almodôvar, como já vimos, é uma vila que remonta a a antiquíssima póvoa, cuja fundação se considera
em lugar incerto. Isto dando crédito ao que dizem os árabes: “Al Mudura foi reedificada” e, mais tarde
“A igreja Matriz foi construída no centro da vila com pedra trazida de outro local…”
«Acrescentaremos ainda ao facto, as pedras encastadas nas paredes do Convento de S. Francisco, mais
propriamente, no exterior da sala do antigo tribunal, e da janela manuelina do prédio da família Freitas,
na Praça da República.
Segundo me contaram, essas pedras vieram de um monte situado para os lados de Alcaria, em frente da
Ossadinha, do Monte da Vinha ou das Guedelhas. Seja como for, aponta para um elo de união entre o
que se disse, que os marqueses de Valença eram donatários destas terras e juntamente com os duques
de Atouguia, tinham aqui casa, onde vinham passar férias.
De Almodôvar, existem varias lendas, contos e fábulas, das quais apresentamos as que nos parecem ser
as mais interessantes.»

http://www.cm-almodovar.pt/directorio/geografia/pid=159/ppid=3/

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Lenda da Fonte Santa Almodôvar, São Barnabé
http://www.lendarium.org/narrative/da-fonte-santa/
APL 198
Segundo o que apuramos por intermédio de um residente na região e já falecido, existe um lugar
conhecido pelo nome de Fonte Santa e cuja localização outrora era noutro local.
Em tempos antigos, era tradição os pastores reunirem-se ali num determinado dia de Verão para
conviverem e descansarem a sombra de umas valentes azinheiras que existiam entre a Ribeira de Mira e
a Fonte Santa.
Toda a gente nas redondezas tinha fé nas aguas desta fonte a que chamavam milagreira, pelas curas
que e mesmas águas efectuavam.
Um dia um dos pastores que tinha um cão doente resolveu meter o animal na dita fonte, para que se
banhasse bem e ficasse curado.
Saindo o cão do banho o pastor ia para beber água quando reparou que a fonte estava seca, sem uma
única gota.
Em vão, o pastor esperou para que a água voltasse, mas nada.
Pouco tempo depois rebentou a dita fonte um pouco mais acima em grande torrente no local onde se
encontra actualmente a Fonte Santa, mais conhecida pela Fonte Santa da Ribeira de Mira.
Fonte Biblio GONÇALVES, António J. Monografia da Vila de Almodôvar Almodôvar, Associação Cultural e
Desportiva da Juventude Almodovarense, s/d , p.126

http://www.geocaching.com/seek/log.aspx?LUID=6e480c83-ad5e-4b99-b7b6-1025a00e04d6
(Não é a placa da ‘Fonte Santa’ de São Barnabé, Almodôvar, mas indica…)

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ALENTEJO um CELEIRO de CONTOS & LENDAS – 5 - ALMODÔVAR

De Cabeças Velhas
http://www.lendarium.org/narrative/de-cabecas-velhas/
Mas Cabeças Velhas, da freguesia de Almodôvar, diz também ter a sua lenda.
Havia lá uma bruxa que durante o dia, se escondia debaixo da cama, para que ninguém a visse. Só saía
de noite e às escondidas.
Certa noite, foi vista a sair de casa por um grupo de homens destemidos, que resolveram segui-la.
Ficaram estupefactos, quando constataram que ela parou num local muito “escuso”. Então ela, tirou de
dentro de um saco uma grande cabeça de velha cheia de moscas enormes, dizendo-lhes que fossem por
toda a região roubar, para lhe trazerem todos os dias o fruto do roubo, para que ela se pudesse
alimentar e não morrer à fome.
Um dia, já farto de tantas moscas, um deles, mais esperto, inventou um processo de as matar a todas.
A bruxa, que se alimentava só do que as moscas lhe traziam, morreu de fome.
A partir daí, o monte passou a chamar-se “Monte das Cabeças Velhas”.
Fonte Biblio GONÇALVES, António J. Monografia da Vila de Almodôvar Almodôvar, Associação Cultural e
Desportiva da Juventude Almodovarense, s/d, p.125

http://momentopoesia.blogspot.pt/2010/12/velhas-lembrancas-velha-varrendo.html

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Do Castelinho
http://www.lendarium.org/narrative/do-castelinho/
APL 207
Havia uma mulherzinha, que vivia no Castelinho, freguesia de Santa Clara a Nova, concelho de
Almodôvar, que estava a coser as meias do seu marido, sentada ao sol que aquecia muito.
De repente, apareceu-lhe uma senhora que dizia ser sua vizinha, pedindo-lhe lume.
A mulher ficou muito admirada e surpreendida, pois não conhecia ninguém naquele local e, muito
menos, qualquer vizinho.
Depois de muita conversa, a senhora, que era moura, disse-lhe:
-- Ó vizinha, venha conhecer a minha casa que fica aqui perto. Verá como vai gostar!... Eu tenho mesmo
muito gosto em oferecer-lhe a minha casa e mostrar-lha.
A mulherzinha, levada pela curiosidade levantou-se e foi. Pelo caminho, as duas mulheres continuaram
conversando e a certa altura, a moura disse-lhe, segredando-lhe ao ouvido:
-- Não se admire de nada do que veja nem tenha medo de nada e principalmente não fale em Deus!
Quando chegaram junto da casa da moura, entraram e a mulherzinha viu tudo muito bem visto,
“obsequiou” tudo e notou que tudo ali era em ouro, prata e cobre. Notou ainda, que a casa era debaixo
da terra, mas não disse nada.
Quando a mulherzinha já tinha visto tudo muito bem, a moura disse-lhe:
-- Agora vamos ver o meu marido, mas não se assuste com nada do que vir!
Conforme a moura abriu a porta do quarto onde estava o marido, que era metade homem, metade
lagarto, a mulherzinha exclamou toda assustada e instintivamente sem pensar:
-- Ai, valha-me Deus e Nossa Senhora!
A moura muito triste e chorosa, apenas lhe disse:
-- Ai. Minha tirana! Encantaste-me por mais cem anos. Dobraste o meu encantamento!...
De repente, fez-se um grande escuro.
A moura toda chorosa, veio trazer a mulherzinha à porta de casa e ao fim de três dias, morreu.
Fonte Biblio GONÇALVES, António J. Monografia da Vila de Almodôvar Almodôvar, Associação Cultural e
Desportiva da Juventude Almodovarense, s/d , p.130
Place of collection Santa Clara-A-Nova, ALMODÔVAR, BEJA

http://www.cm-almodovar.pt/directorio/concelho/pid=138/ppid=7/
(Estação Arqueológica Mesas do Castelinho)

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Do Monte dos Guerreiros
http://www.lendarium.org/narrative/do-monte-dos-guerreiros/
APL 203
Perto de Gomes Aires, existe um monte chamado “Guerreiros”. A origem desse nome, é incerta, pois
uns atribuem-no a um facto e outros a outro facto.
Uma das hipóteses aventadas para a origem desse nome é a de que existia ali nos finais do século XII,
princípios do século XIII, uma pequena fortaleza de construção rudimentar, a qual era ocupada por
alguns guerreiros. Daí o seu nome de “Guerreiros”.
Ali perto existe um Corgo, conhecido pelo nome de Corgo do Remexido.
O bando do Remexido era um bando de salteadores que actuavam principalmente nas zonas de S. Brás
Alportel, Silves, Santa Clara a Nova, Gomes Aires e se dedicavam a assaltar casas cometendo varias
atrocidades. O seu chefe era conhecido pelo nome de Remexido.
Passava-se isto em plena luta entre liberais e absolutistas.
Escondiam-se ali num buraco que havia entre as rochas e ia dar a outro local. Nunca chegaram a ser
apanhados.
Por isso, este Corgo ficou chamado o Corgo do Remexido.
Fonte Biblio GONÇALVES, António J. Monografia da Vila de Almodôvar Almodôvar, Associação Cultural e
Desportiva da Juventude Almodovarense, s/d, p.128
Place of collection Gomes Aires, ALMODÔVAR, BEJA

http://quem-foi-o-remexido.blogspot.pt/
(Rua do Remexido, em Saõ Bartolomeu de Messines)

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Do Monte Serro
http://www.lendarium.org/narrative/do-monte-serro/
APL 202
Num lugar chamado de Monte Serro, costumava um homenzinho guardar o seu rebanho de cabras,
todos os dias.
Num desses dias, conta-se, que o pastor viu uma cobra muito grande e muito grossa, com umas
sobrancelhas muito bonitas. Dizia-se que era um encantamento.
De outra vez, outra pessoa também a viu toda enrolada, dando a impressão de ser um pneu velho. Perto
da ponte onde ela estava enroscada, havia um buraco que as pessoas diziam ser o ninho da cobra.
Tentaram por varias vezes envenená-la, mas em vão.
Desapareceu e nunca mais foi vista.
Fonte Biblio GONÇALVES, António J. Monografia da Vila de Almodôvar, Almodôvar, Associação Cultural e
Desportiva da Juventude Almodovarense, s/d, p.128
Place of collection Gomes Aires, ALMODÔVAR, BEJA

http://www.explicatorium.com/LAB-Encantar-uma-cobra-de-papel.php

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Dos Corvatos / Curvatos
http://www.lendarium.org/narrative/dos-corvatos/
APL 196
Os Corvatos, também engendraram a sua lenda.
Em tempos muito antigos, morou aqui um rico lavrador que, quando chegava o tempo da ceifa,
contratava alguns homens e mulheres para lhe ceifarem a seara.
À hora do almoço, quando os trabalhadores estavam para ir almoçar, o lavrador antecipava-se e ia à
frente, enchendo a mula em primeiro lugar.
Quando os homens e as mulheres chegavam para almoçar, ele levantava-se da mesa, e dizia-lhes:
— Eu é me enchi!
Os outros respondiam-lhe:
— O senhor já se encheu e a gente vamos enchendo.
Um que era mais esperto, disse-lhe:
— Cada um de nós tem o seu “covato” para encher e tem de ser mesmo!
Foi assim que nasceu o nome de Corvatos.

Fonte Biblio GONÇALVES, António J. Monografia da Vila de Almodôvar, Almodôvar Associação Cultural e
Desportiva da Juventude Almodovarense, s/d, p.125-126
Place of collection Almodôvar, ALMODÔVAR, BEJA

CORVATOS / CURVATOS
http://joguedivirta-se.blogspot.pt/2012/10/senhores-presidentes-da-camara-e-da.html

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Do Serro d’águia
http://www.lendarium.org/narrative/do-serro-daguia/
APL 199
Na freguesia de S. Barnabé, existe um serro alto, conhecido pelo nome de Serro d’águia.
Consta que, antigamente, as águias, faziam ali os seus ninhos e eram bastantes, na região. As pessoas
que moravam na região, não tinham convivência com ninguém, eram pouco faladores e nem sabiam
falar sequer.
Por esse motivo se envergonhavam, retraindo-se ainda mais.
Chamavam nesse tempo, aos habitantes daquela zona “os do serro d’águia”.
Foi a partir dessa altura, que começou a chamar-se a esse monte alto, “Monte do Serro d’águia”.
Fonte Biblio GONÇALVES, António J. Monografia da Vila de Almodôvar, Almodôvar - Associação Cultural
e Desportiva da Juventude Almodovarense, s/d , p.127
Place of collection São Barnabé, ALMODÔVAR, BEJA

http://www.freepik.com/free-vector/mountain-landscape-with-tree-and-eagle-silhouettes_683524.htm

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Lenda da Costureirinha
http://www.lendarium.org/narrative/lenda-da-costureirinha/
APL 192
Conta esta lenda, a história de uma costureira que tinha uma filha em idade de casar e resolveu dar-lhe,
como prenda de casamento, uma máquina de costura.
A costureira, não tinha posses para pagar a máquina no acto da compra. Ainda assim, conseguiu adquirir
a máquina ficando de pagá-la mais tarde.
Pouco tempo decorrido, a costureira morreu, não podendo por isso pagar a dita divida.
Ainda hoje, em algumas casas da freguesia, se diz ouvir “o trabalhar da máquina da costureirinha”.
Reza a tradição que, o espírito da costureira não terá descanso, devido ao facto de ter morrido sem ter
pago a sua divida.
Fonte Biblio GONÇALVES, António J. Monografia da Vila de Almodôvar, Almodôvar - Associação Cultural
e Desportiva da Juventude Almodovarense, s/d, p.123-124
Place of collection Almodôvar, ALMODÔVAR, BEJA

https://bitacoralolita.wordpress.com/category/hilo/

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Lenda da Moura Encantada
http://www.lendarium.org/narrative/lenda-da-moura-encantada-1/
APL 190
Diz-se que, em determinadas noites de luar, mais exactamente nas noites de S. João, aparecia uma
moura, portadora de uma beleza invulgar.
Os seus cabelos eram louros e na dita noite, transformavam-se em ouro.
Trazia na mão direita uma bandeja com figos que, segundo consta, se transformavam em moedas de
ouro.
Fonte Biblio GONÇALVES, António J. Monografia da Vila de Almodôvar, Almodôvar - Associação Cultural
e Desportiva da Juventude Almodovarense, s/d , p.123
Place of collectionAlmodôvar, ALMODÔVAR, BEJA

http://castelodealgoso.blogspot.pt/2011/04/mouras-e-tesouros-encantados-em-algoso.html

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ALENTEJO um CELEIRO de CONTOS & LENDAS – 5 - ALMODÔVAR

Lenda das Maias
http://www.lendarium.org/narrative/lenda-das-maias/
APL 208
Andavam os judeus à procura de Jesus para o matarem, quando certo dia, à noitinha, o viram recolherse a uma casa de aparência humilde.
Então, para poderem na manhã seguinte prender Jesus, penduraram um ramo de giestas no fecho da
porta, a fim de não terem dificuldade em reconhecer a casa em que ele dormira.
Mas, na manhã seguinte, por milagre, todas as casas tinham ramos de giestas nas portas. Desse modo,
os judeus desorientados, não puderam descobrir a casa onde Jesus estava.
A partir desse dia e ainda hoje, se costuma, no primeiro dia do mês de Maio, enfeitar as portas das casas
com giestas, a que se dá o nome de Maias, por florirem em Maio.
Fonte Biblio GONÇALVES, António J. Monografia da Vila de Almodôvar, Almodôvar- Associação Cultural
e Desportiva da Juventude Almodovarense, s/d, p.131
Place of collection Santa Cruz, ALMODÔVAR, BEJA

http://pt.petitchef.com/receitas/muffins-de-amendoa-com-pepitas-de-chocolate-fid-799907

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Lenda de Gomes Aires
http://www.lendarium.org/narrative/lenda-de-gomes-aires/
APL 200
São Sebastião de Gomes Aires, também tem a sua lenda. Remonta ao tempo da fundação da
nacionalidade portuguesa.
Quando D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, fazia as suas incursões ou investidas de
retaliação entre os mouros que ocupavam as terras do Alentejo, era ajudado por vários cavaleiros desta
região que, embora vivendo entre os mouros, eram cristãos e conhecidos pelo nome de “moçárabes”.
Entre esses cavaleiros, sobressai um, chamado Gomes Aires, que se distingue pela sua bravura e
valentia.
Foi pois, nesta zona do Alentejo que, segundo a tradição nos diz, se travou a batalha de Ourique e onde
o cavaleiro Gomes Aires lutou, avantajando-se a todos quantos combatiam por D. Afonso Henriques.
Diz a lenda que, El-Rei quis recompensar tal bravura e valentia, para exemplo dos outros. Fez-lhe doação
das terras que formam a freguesia de Gomes Aires actualmente, com muitos outros benefícios.
O cavaleiro, que era respeitado e querido na região, fundou então a aldeia a que deu o seu nome,
perpetuando assim a sua bravura e o bom nome deixado.
Fonte Biblio GONÇALVES, António J. Monografia da Vila de Almodôvar, Almodôvar - Associação Cultural
e Desportiva da Juventude Almodovarense, s/d , p.127
Place of collection Gomes Aires, ALMODÔVAR, BEJA

http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Ourique
Ver também:
http://gomesaires.jimdo.com/historias-e-lendas/

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ALENTEJO um CELEIRO de CONTOS & LENDAS – 5 - ALMODÔVAR

Lenda de Nossa Senhora da Luz
http://www.lendarium.org/narrative/lenda-de-nossa-senhora-da-luz/
APL 201
Na Igreja de São Sebastião de Gomes Aires, existe uma imagem de Nossa Senhora da Luz, que tem a sua
história e deu origem a uma lenda muito bonita e muito contada.
Noutros tempos, esta imagem pertencia à Igreja de Santa Clara a Nova.
O povo de Gomes Aires, desejando fazer uma procissão na aldeia, pediu emprestada ao povo de Santa
Clara, a dita imagem de Nossa Senhora.
Feita a procissão com toda a devoção, a imagem ficou muito tempo em Gomes Aires, sem ser restituída
ao povo de Santa Clara, Pensou-se mesmo, ficar com a imagem em Gomes Aires.
Os de Santa Clara, não estando nada satisfeitos com o comportamento e a demora da entrega da
imagem, resolveram ir buscá-la.
Chegados a Gomes Aires, colocaram a Nossa Senhora no seu andor e meteram-se a caminho de Santa
Clara.
Diz a lenda que, quando chegaram à partilha das duas freguesias, lugar onde existe ainda hoje, uma
pequena fonte, a Imagem começou a pesar tanto que os homens tiveram de descansar, pondo o andor
no chão.
Quando quiseram retomar o caminho, pegaram no andor para o pôr aos ombros, mas não o
conseguiram por causa do peso. Os mais valentes tentaram levantá-lo, mas em vão.
Começaram então a dizer que a Senhora queria ficar em Gomes Aires e não queria voltar para Santa
Clara. Com a intenção de voltarem para trás, pegaram no andor, que se tornou leve e voltaram para a
aldeia de Gomes Aires.
Diz ainda a lenda que, Nossa Senhora ficou ofendida por ter sido deslocada da sua Igreja, nunca mais
querendo voltar para Santa Clara.
A partir daí, essa fontinha que fica na partilha entre as duas freguesias, ficou a chamar-se “Fonte de
Nossa Senhora da Luz”, para lembrar que a Senhora quando ali chegou, demonstrou, que não quis nada
com os de Santa Clara.
Fonte Biblio GONÇALVES, António J. Monografia da Vila de Almodôvar, Almodôvar - Associação Cultural
e Desportiva da Juventude Almodovarense, s/d , p.127-128
Place of collection Gomes Aires, ALMODÔVAR, BEJA

(“Fonte Santa” de Nossa Senhora da Luz, Vale de Santiago, Odemira)

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Organização, montagem, digitalização… José Rabaça Gaspar
(ISSCCAA – instituto superior de superiores ciências complementares e artes aplicadas)

Ver também:
http://www.paroquianossaluz.com.br/institucional.aspx?ID=2
História de Nossa Senhora da Luz
A devoção à Nossa Senhora da Luz nasceu em Portugal, no período em que este Reino empenhava-se
na realização das viagens marítimas e na conquista da África.
O protagonista do culto à Nossa Senhora da Luz, chamava-se Pero
Martins, natural de Carnide, povoado próximo à Lisboa. Pero
Martins, participou das viagens à África em busca de aventuras e
riquezas, mas por volta de 1459 caiu prisioneiro nas mãos de
piratas árabes.
A sua liberdade só seria restituída mediante o pagamento de um
resgate. Ninguém se interessou em pagar seu resgate. Ficou
abandonado na prisão sofrendo todo tipo de humilhação e
crueldade.
A partir de 1463, Pero Martins começa a recorrer ao auxílio de
Nossa Senhora. Pedia-lhe que o liberasse do cárcere. Por
aproximadamente 30 dias, Nossa Senhora lhe aparece em sonho,
aureolada de extraordinária luz e as palavras que lhe dirigiu podem
ser resumidas assim.

"Filho, consola-te. Eu te livrarei do cativeiro. E quando estiveres livre, ainda que sejas pobre, não
deixaras de fazer o que agora lhe digo: - Irás a Carnide no termo de Lisboa e far-me-ás sobre a
fonte do Machado uma ermida que terá a inscrição de: Santa Maria da Luz. Neste lugar meu nome
há-de ser glorificado, honrado e aumentado com muitas maravilhas e milagres que nele serão
feitos por minha intercessão a muitas pessoas devotas. Quando chegares a Carnide, acharas a
minha luz e claridade os sinais que teus naturais vêem sobre a Fonte do Machado. Aí acharas uma
bela imagem e nela mostrarei quem sou."

(Carnide: Santuário e Fonte de Nossa Senhora da Luz)
http://movimentocaminhosperegrinos.blogspot.pt/p/peregrinacoes.html

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ALENTEJO um CELEIRO de CONTOS & LENDAS – 5 - ALMODÔVAR

Lenda de Nossa Senhora do Rosário
http://www.lendarium.org/narrative/lenda-de-nossa-senhora-do-rosario/
APL 204
Conta-se que no início da formação da aldeia e, quando da construção da sua Igreja estava tudo
acertado para que a sede da freguesia fosse na de Neves. Já lá estava todo o material necessário para a
construção da Igreja e também a santinha.
Nesse dia, a santinha desapareceu, aparecendo mais tarde no Rosário, em cima de uma oliveira. Os
homens foram buscar a santinha e levaram-na novamente para a de Neves.
No dia seguinte e por mais três ou quatro dias aconteceu a mesma coisa.
Tantas vezes isto aconteceu que decidiram levar o material para o Rosário e construir a Igreja a no local
onde se encontrava a oliveira, onde se encontra o altar actualmente.
Fonte Biblio GONÇALVES, António J. Monografia da Vila de Almodôvar Almodôvar, Associação Cultural e
Desportiva da Juventude Almodovarense, s/d , p.128
Place of collection Rosário, ALMODÔVAR, BEJA

A IGREJA DO ROSÁRIO
http://casa-das-primas.blogspot.pt/2007_11_01_archive.html

(Igreja de Nossa Senhora do Rosário - Freguesia do Rosário Foto de Cristiano Duarte C.M.Almodôvar)
http://alentejana-na-alemanha.blogs.sapo.pt/222273.html

27

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Organização, montagem, digitalização… José Rabaça Gaspar
(ISSCCAA – instituto superior de superiores ciências complementares e artes aplicadas)

Lenda de Nossa Senhora dos Prazeres
http://www.lendarium.org/narrative/lenda-de-nossa-senhora-dos-prazeres/
APL 205
A Igreja do Rosário, era uma igreja onde existiam muitos santinhos e onde estava a Nossa Senhora dos
Prazeres.
Um dia, a Senhora desapareceu da Igreja, ficando o povo muito preocupado e desesperado durante três
dias, sem se saber o que quer que fosse da santinha.
Ao fim do terceiro dia, a santinha apareceu na Igreja, trazendo o manto cheio de areia da praia.
Dizia então o povo, que Nossa Senhora dos Prazeres, tinha ido fazer um milagre, pois por esses dias,
tinha havido grandes tempestades no mar.
Fonte Biblio GONÇALVES, António J. Monografia da Vila de Almodôvar, Almodôvar - Associação Cultural
e Desportiva da Juventude Almodovarense, s/d , p.129
Place of collection Rosário, ALMODÔVAR, BEJA

http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=12237&cod_canal=32
«A devoção a Nossa Senhora dos Prazeres teve início em Portugal por volta do ano de 1590. Conta-se
que uma imagem da Virgem apareceu sobre uma fonte em Alcântara, na quinta dos condes da Ilha.
Pessoas que iam à fonte para beber água conseguiram curas milagrosas, que logo passaram a ser
conhecidas na região. Os condes proprietários da fonte decidiram, então, levar a imagem para dentro de
casa, mas logo depois a imagem desapareceu até que foi encontrada sobre um poço. Uma menina que
foi ao poço beber água aproximou-se da imagem e, então, Nossa Senhora se manifestou e pediu que os
habitantes do local construíssem ali uma igreja e que ela devia ser invocada como Nossa Senhora dos
Prazeres. A menina relatou o fato com tamanha seriedade que o povo não duvidou de seu depoimento.
Então, foi construída a igreja que logo tornou-se um local de peregrinação e onde há o relato de muitas
graças alcançadas.» - Gilda Carvalho

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Lenda de Santa Clara a Nova
http://www.lendarium.org/narrative/lenda-de-santa-clara-a-nova/
APL 206
No local onde hoje se situa Santa Clara a Nova, havia em tempos muito antigos, uma lagoa.
A aldeia ficava num sítio ainda hoje chamado “Chaminé”, e onde existem ainda alguns vestígios de casas
desmoronadas.
Conta a lenda que, os habitantes dessa aldeia, pensaram construir ali uma igreja, dando início aos
primeiros trabalhos.
Aconteceu porém, um fenómeno digno de registo, por parecer muito significativo para a mentalidade
das pessoas daquela época. As ferramentas que os operários levavam para o trabalho a desenvolver no
local determinado, para a construção da igreja, apareciam noutro local, junto de uma lagoa, todos os
dias de manhã, precisamente no local onde se encontra hoje a Igreja Matriz.
Junto das ferramentas mudadas, estava todos os dias uma pombinha branca a arrulhar, emitindo um
som musical de encantar!...
Levavam as ferramentas novamente para a aldeia onde queriam construir a igreja, mas elas
continuavam a aparecer misteriosamente junto da lagoa e, sempre com a pombinha branca a arrulhar
suavemente, sobrevoando a lagoa e as ferramentas, permanecendo ali noite e dia.
Isto durou muito tempo e começou a atribuir-se a mudança das ferramentas à pombinha branca e
misteriosa, que ali aparecia e não deixava construir a igreja onde o povo desejava. Por esse motivo, o
povo começou a andar calado e muito pensativo.
Rompeu o silêncio, uma voz vinda do céu, que dizia: - Aqui, neste lugar, quero que a igreja e a aldeia que
se chama Santa Clara, sejam construídas!
Aquelas pessoas que tal ouviram, com muita fé, construíram ali a Igreja Matriz e à sua volta, as casas da
aldeia. Diz a lenda, que a pombinha branca, durante a construção da Igreja, vinha todos os dias, de
manhã e à tarde, saudar os obreiros com arrulhos cheios de ternura.
É curioso notar ainda que, em algumas ruas da aldeia e junto das casas, aparecem de vez em quando
alguns juncos. Os habitantes tomam o facto como indicação de que efectivamente existiu ali uma lagoa.
Fonte Biblio GONÇALVES, António J. Monografia da Vila de Almodôvar, Almodôvar - Associação Cultural
e Desportiva da Juventude Almodovarense, s/d , p.129-130
Place of collection Santa Clara-A-Nova, ALMODÔVAR, BEJA

http://www.igogo.pt/igreja-de-santa-clara-a-nova/

29

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Organização, montagem, digitalização… José Rabaça Gaspar
(ISSCCAA – instituto superior de superiores ciências complementares e artes aplicadas)

Lenda de Santo António
http://www.lendarium.org/narrative/lenda-de-santo-antonio/
APL 194
Quando Santo António, andava pelo mundo, passou por estas bandas, isto segundo a lenda. Havia uma
moça que tinha casado com um homem muito mais velho do que ela. Ora aconteceu que essa moça
teve um filho dele. O homem não aceitava a criança, dizendo que não era filho dele.
A moça passava os dias a chorar, com o desgosto de não ver a criança aperfilhada.
Santo António passou pela casa da rapariga e, ouvindo o choro, entrou e foi ver o que se passava. A
moça contou-lhe tudo e logo o santo quis ajudar a resolver o problema.
O santo disse-lhe que voltaria no dia seguinte e recomendou-lhe que deitasse o menino no berço, com o
pai de um lado do mesmo berço e a mãe do outro. E que seria a própria criança a dizer quem era o pai.
Ela assim resolveu fazer, incrédula no entanto, pois o menino só tinha um mês e ela não acreditava que
ele conseguisse falar.
No dia seguinte, Santo António voltou à casa e dirigiu-se ao bebé dizendo-lhe:
— Levanta-te, aponta com o dedo e diz quem é o teu pai!...
A criança, levantou-se e apontando na direcção do homem, chamou-lhe pai.
Só assim o homem acreditou que era na verdade, o pai da criança.
O santo recomendou ao homem que fosse fiel a sua mulher e a seu filho, pois a verdade morava
naquela casa.
Fonte Biblio GONÇALVES, António J. Monografia da Vila de Almodôvar. Almodôvar - Associação Cultural
e Desportiva da Juventude Almodovarense, s/d , p.124
Place of collection Almodôvar, ALMODÔVAR, BEJA

http://www.jornaldasautarquias.pt/pages/Alentejo/cultura.php
«Ermida de Santo António - Edifício do Séc. XVII, constituído por uma capela e o respectivo alpendre
rasgado por arcos. Cobertura de duas águas sobre a nave e alpendre, o edifício foi alvo de restauro em
1986 pela DGEMN, tendo nessa altura sido substituídos os arcos transversais quebrados que apoiavam o
telhado, tipo de apoio que se mantêm no alpendre. Existem no seu interior restos de frescos nas
paredes.»

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ALENTEJO um CELEIRO de CONTOS & LENDAS – 5 - ALMODÔVAR

Lenda de S. Barnabé
http://www.lendarium.org/narrative/lenda-de-s-barnabe/
APL 197
A fundação da aldeia de S. Barnabé é de data desconhecida e antiquíssima, tendo também a sua lenda.
Existiu outrora, em tempos muito recuados, um lavrador abastado, que pretendia que a fundação da
aldeia fosse no local onde hoje se situa. O povo, porém, preferia que se fizesse “lá nas alturas”, isto é, na
Corte Figueira dos Coelhos.
Só a expressão “lá nas alturas”, é suficiente para situar a aldeia lá no fundo, no mais fundo, entre
montes forte e acentuado declive.
Começados os trabalhos para a fundação da aldeia, no local escolhido pelo povo, ao fim do dia, os
pedreiros deixavam as ferramentas na obra, para no dia seguinte continuarem o trabalho pois não fazia
sentido, andarem todos os dias com a ferramenta as costas para baixo e para cima.
Ora acontecia que, de manhã, quando chegavam ao local para iniciar o trabalho, continuando o do dia
anterior, as ferramentas tinham desaparecido, para serem encontradas depois, lá em baixo, no local
onde hoje se levanta a Igreja Matriz da aldeia.
Isto acontecia todos os dias.
O povo, atribuindo o facto a S. Barnabé, interpretou-o como sendo vontade do santo querer ficar no
local onde hoje se encontra e não nas alturas, “lá nas alturas”, como o povo dizia e ainda diz.
Talvez o santo quisesse dar uma lição de modéstia e humildade, preferindo ficar num local mais
rasteirinho e humilde, desconhecido e oculto, que num outro, de onde fosse visto de todos os lados e de
longe.
Aprofundando mais o assunto, contaram-nos que o dito lavrador, mandava todas as noites um pastor
seu, vestido de São Barnabé levar as ferramentas lá para baixo.
Ao que parece, a lenda tem fundamento, pois segundo nos informaram, ainda hoje, se podem ver os
alicerces da fundação perto da Corte Figueira dos Coelhos.
Fonte Biblio GONÇALVES, António J. Monografia da Vila de Almodôvar, Almodôvar - Associação Cultural
e Desportiva da Juventude Almodovarense, s/d , p.126
Place of collection São Barnabé, ALMODÔVAR, BEJA

São BARNABÉ / Almodôvar
https://www.facebook.com/pages/SBarnab%C3%A9/151358541685730?sk=photos_stream

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Organização, montagem, digitalização… José Rabaça Gaspar
(ISSCCAA – instituto superior de superiores ciências complementares e artes aplicadas)

Lenda de S. Sebastião da Cadeia
http://www.lendarium.org/narrative/lenda-de-s-sebastiao-da-cadeia/
APL 191
Segundo a voz do povo, D. Sebastião, pernoitou na cadeia de Almodôvar, quando estava de passagem
para a batalha de Alcácer Quibir.
Após o desastre que foi a batalha, o povo esperava ansiosamente o seu retomo, numa manhã de
nevoeiro. Este facto, deu origem ao mito chamado de Sebastianismo. O certo é que, el rei, perdeu a vida
no Algarve.
Há gente que afirma, ou afirmava, ter visto o seu cavalo branco na referida cadeia, ouvindo o barulho
dos seus cascos, supondo ser o espírito de D. Sebastião que voltava, intensificando ainda mais a ânsia
que o povo punha na sua volta.
Fonte Biblio GONÇALVES, António J. Monografia da Vila de Almodôvar, Almodôvar Associação Cultural e
Desportiva da Juventude Almodovarense, s/d, p.123
Place of collection Almodôvar, ALMODÔVAR, BEJA

«Museu Severo Portela - Situado na Praça da República foi outrora Paços de Concelho. Consta que,
neste edifício, pernoitou D. Sebastião, aquando da sua passagem por Almodôvar, a 8 e 9 de Janeiro de
1573, em viagem pelo Alentejo e Algarve. Com a mudança dos Paços do Concelho para o Convento de S.
Francisco foi, o primitivo edifício, transformado em cadeia. Actualmente, está instalado neste edifício o
Museu Municipal, dedicado a Severo Portela...»
http://www.cm-almodovar.pt/directorio/vila/pid=137/ppid=7/

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ALENTEJO um CELEIRO de CONTOS & LENDAS – 5 - ALMODÔVAR

Lenda do Cavaleiro Negro
http://www.lendarium.org/narrative/lenda-do-cavaleiro-negro/
APL 189
Este cavaleiro, não gostava por certo, do local onde existiam e continuavam a construir casas, na
localidade então chamada de Almodoura.
Diz a lenda, que o referido cavaleiro, pela calada da noite e, enquanto as pessoas dormiam, desfazia o
que os pedreiros faziam de dia.
Efectivamente, esta lenda aponta ou parece apontar para a verdadeira fundação de Almodôvar.
Creio que não devemos excluir a hipótese de fazermos uma chamada de atenção para a existência do
nome de Almodôvar-Velha, pelo motivo de continuar a chamar-se velha e, certamente de existência
anterior à actual.
Esta lenda do Cavaleiro Negro, teria mais cabimento com o nome atribuído - Vila Negra, do que com a
do Senhor Jesus do Calvário e o denso nevoeiro que a ocultou.
Fonte Biblio GONÇALVES, António J. Monografia da Vila de Almodôvar Almodôvar, Associação Cultural e
Desportiva da Juventude Almodovarense, s/d , p.123
Place of collection Almodôvar, ALMODÔVAR, BEJA

Vila Negra
Ver: http://www.cavaleirosvn.net/origem.htm

33

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Lenda do Senhor Jesus do Calvário
http://www.lendarium.org/narrative/lenda-do-senhor-jesus-do-calvario/
APL 188
Os milagres do Senhor Jesus do Calvário eram tantos e tão grandes, que depressa se tornaram
conhecidos por todo o país.
Este facto, aguçou e despertou a cobiça dos habitantes de outras localidades, no sentido de quererem
roubar a referida santa imagem milagreira.
Despertado o interesse, apareceu a cobiça e logo surgiram os planos de execução.
Certo dia de lindo sol, dirigiram-se a Almodôvar muitos cavaleiros armados de lanças e espadas, para
levarem de qualquer maneira a imagem do Senhor Jesus do Calvário.
Quando se aproximavam da vila, operou-se um milagre que ficou na história de Almodôvar e viria a darlhe o nome de Vila Negra.
Um nevoeiro muito cerrado, ocultou por completo a vila, não deixando ver nada, nem mesmo um palmo
à frente do nariz, como se costuma dizer.
Os guerreiros, em vão procuraram a vila e, vendo que nada conseguiam passaram de lado e não
puderam levar consigo o Senhor Jesus do Calvário.
Os habitantes, ouvindo o barulho do tropel dos cavalos vieram às andas a ver o que se passava, mas o
denso nevoeiro, nada deixou ver.
No dia seguinte, quando souberam o que tinha acontecido, atribuíram o milagre ao Cristo Crucificado da
sua devoção e fizeram uma grande procissão com a imagem, pelas ruas da vila, engalanadas e cheias de
flores.
Ainda hoje, esta imagem é muito venerada pelo povo encontrando-se no mesmo local, muito bem
conservada. Todas as noites se encontram nesta pequena capelinha, muitas velas acesas pelos fiéis
devotos, que receberam beneficios espirituais ou materiais, por intermédio do referido Senhor Jesus.
Por esta razão, a do denso nevoeiro, diz a lenda, passou Almodôvar a chamar-se de Vila Negra.
Fonte Biblio GONÇALVES, António J. Monografia da Vila de Almodôvar, Almodôvar, Associação Cultural e
Desportiva da Juventude Almodovarense, s/d , p.122-123
Place of collection Almodôvar, ALMODÔVAR, BEJA

http://www.jornaldasautarquias.pt/pages/Alentejo/cultura.php

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ALENTEJO um CELEIRO de CONTOS & LENDAS – 5 - ALMODÔVAR

Outra lenda sobre o Senhor Jesus do Calvário
http://www.lendarium.org/narrative/outra-lenda-sobre-o-senhor-jesus-do-calvario/
APL 193
Em determinada época, houve uma grave epidemia de pneumonia em Portugal, causando a morte de
muita gente por todo o país. Em Almodôvar, apenas morreu uma pessoa, pois o Senhor do Calvário era
muito milagreiro.
Ora certa altura, houve uma grande seca em Almodôvar. Devido às preces dos fiéis o Senhor Jesus fez
com que chovesse e de tal maneira a chuva caiu, que tiveram de mudar a imagem para a Igreja Matriz,
onde a água não podia chegar.
Depois destes dois milagres, os algarvios aperceberam-se dos poderes milagrosos que a Imagem tinha e
tentaram roubá-lo, para curar a doença que se havia espalhado pelo país. E foram os presos que
estavam na cadeia, em frente ao Senhor do Calvário a evitar que isso acontecesse, pois começaram a
gritar, chamando assim a população.
Assim se evitou o roubo da imagem do Senhor Jesus do Calvário.
Fonte Biblio GONÇALVES, António J. Monografia da Vila de Almodôvar, Almodôvar - Associação Cultural
e Desportiva da Juventude Almodovarense, s/d, p.124
Place of collection Almodôvar, ALMODÔVAR, BEJA

http://casa-das-primas.blogspot.pt/2005_12_01_archive.html

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(ISSCCAA – instituto superior de superiores ciências complementares e artes aplicadas)

CONTOS
Os três peidos do burro (Conto)
- (pp. 124 – 125)
Era uma vez um homem que estava em cima de uma árvore, cortando uma pernada. No entanto, estava
sentado precisamente na parte mais delgada da pernada que estava cortando.
Ora passou outro homem, que lhe disse:
-- Você cai daí, homem!
E seguiu o seu caminho.
Realmente, passado pouco tempo, o homem que estava em cima da árvore caiu, pois a pernada que ele
estava a serrar, com o peso dele acabou por partir.
Coçou a cabeça e ficou a pensar no que o outro homem lhe tinha dito.
Seria caso que aquele estranho era adivinho?
Carregou o burro com a lenha, até o burro não poder mais. Pouco depois encontrou o mesmo homem e
perguntou-lhe:
-- Compadre, diga-me cá, se é capaz, quando e' que eu morro?
O outro respondeu-lhe:
-- Olhe, você morre, quando o seu burro der três peidos!
O nosso homem abalou com o burro carregado de madeira que, um pouco mais à frente deu um peido.
O homem ficou preocupado, mas seguiu viagem. Mais adiante o burro deu um segundo peido. O
homem aterrorizado, meteu-lhe uma estaca no cú. Numa subida mais inclinada, com a força que era
obrigado a fazer, o burro deu um terceiro peido. A estaca saiu, bateu na cabeça do homem que ia atrás
do burro, fazendo-o caiu fulminado.

http://cantinhodojorge.blogspot.pt/2009_11_01_archive.html

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ALENTEJO um CELEIRO de CONTOS & LENDAS – 5 - ALMODÔVAR

O Sapateiro (Conto).

– (p. 125)
Havia um sapateiro, que era casado com uma mulher extremamente religiosa, que ia todos os dias à
missa. Para além de religiosa era também “amiga” do padre.
O sapateiro, que andava desconfiado, resolveu começar a espiar os passos da mulher.
No primeiro dia, o sapateiro reparou que a mulher, quando saia de casa do padre, ia esfregar o cú numa
laje. Então lembrou-se de fazer um grande fogo por baixa dessa laje, pouco antes da mulher ali passar.
Quando ela foi esfregar o cú na laje, queimou o rabo.
No dia seguinte, devido ao sucedido, a mulher não pôde ir a missa.
O padre, muito admirado com a falta da mulher do sapateiro, resolveu passar por casa deste, para saber
o que tinha acontecido. Quando passava à porta do sapateiro, que estava a arranjar os sapatos, este,
assim que viu o padre, começou a cantar:
“Minha melra, minha melra,
não pode lá ir,
tem o rabo queimado,
não pode subir.”

http://casadapucarica.blogspot.pt/2014/10/sapateiro-do-almodovar.html

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FREGUESIA DE SANTA CRUZ.
O Chibinho Gafeiroso. (Fábula)
- (pp. 130 – 131)
Um chibinho gafeiroso não aguentava as cabras e por isso foi deitar-se a uma abriguinha.
Pouco tempo passado, apareceu uma Zorra e encontrando o chibinho disse-lhe:
-- Tu estás aqui deitado e eu agora vou comer-te!
O chibinho respondeu-lhe:
-- Não me comas já, vamos lá a um “despique primeiro".
E então começaram um despique, que era assim:
Zorra
-- Vim correr o meu alpine
De livre vontade,
Pra encontrar um chibo gafeiroso,
Pra matar uma necessidade.
Chibinho
-- Eu vou-te dar dois conselhos,
Come carochas e escaravelhos,
Que é comida natural.
E olha pr'aquele espelho.
(dois homens apanhando moitas num alqueve)
Que nada te fará mal.
Zorra
-- Tal te parece este pendura,
Não se tá lembrando.
Que não estou pra gastar unhas,
Com arranhar em terra dura.
Chibinho
-- Eu gostava de te ver,
Lá no sítio de uma abatida.
Quando as espingardas te apanharem
Te tirassem a vida.
Se meus canitos por aí viessem,
Haviam de te rasgar a farpela,
Eu gostava de te ver
Reboscar por essa terra.
Nessa altura, vinham os cães chegando e quando a zorra os viu, disse para o chibo:
Os passos que pr’aquí dei
Mais valia não os dar
Ontem passei sem almoço,
Hoje passo sem jantar

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ALENTEJO um CELEIRO de CONTOS & LENDAS – 5 - ALMODÔVAR

ORAÇÕES, BENZEDURAS E MEZINHAS (132 - 158
PADRE NOSSO PEQUENINO
(p. 139)
Padre Nosso Pequenino
Com a chave do Menino.
Quem lha deu? Quem lha daria?
São Pedro e Santa Maria.
Cruz no monte,
Cruz na fonte,
Em pecados não me encontre,
Nem de noite nem de dia,
Nem à hora do meio dia.
Já os galos pretos cantam
Já os anjos se alevantam,
Já o Senhor subiu à Cruz,
Para sempre, Ámen, Jesus.

http://www.joraga.net/gruposcorais/pags09_pautas_09_CSerpa_MRitaOPC/0572_CdeSerpa_MRitaCort
ez_p399_140_PNpequenino.htm

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(ISSCCAA – instituto superior de superiores ciências complementares e artes aplicadas)

AS LENGA-LENGAS.
– in MONOGRAFIA DA VILA DE ALMODÔVAR / ANTÓNIO J. GONÇALVES - (pp. 87 – 92)

Pode também ver mais em: http://www.angelfire.com/80s/traquinas/Links/lengalengas.htm
«As lengalengas populares e tradicionais, constituem um género de literatura oral, o qual não se limita a
Portugal, estando espalhado um pouco por todo o mundo. Autênticos jogos de palavras, são alvo da
atenção de toda a gente as, em especial das crianças.
Quem as inventou, não se sabe. O que é certo, é que, são contadas de geração em geração, desde os
tempos mais antigos. Contadas pelas nossas avós, mães, na maior parte das vezes por gente do povo,
sem instrução, que pela primeira vez as pronunciaram, sabendo corresponder plenamente, às
necessidades da criança.
Algumas dessas lengalengas, contam histórias, que provocam na criança, desde cedo, o despertar do
interesse pelas mesmas.
Embora sem nexo, na maior parte dos casos, as lengalengas, possuem duas componentes preciosas. Um
ritmo bem marcado acompanhado pela forte sonoridade das palavras.
A criança, a maior parte das vezes não compreende muitas dessas palavras, pronunciadas pelo adulto,
no entanto, outras são-lhe familiares e, mesmo as que não conhece, provocam-lhe grande prazer,
quando procura imitar os sons que ouve.
Porque a criança se encontra na idade de aprendizagem, também ela inventa sons e gestos que a
divertem, presentando ao mesmo tempo, novas descobertas.
Outras lengalengas, são acompanhadas de movimentos, os quais lhes acentuam a riqueza do ritmo,
como por exemplo, o baloiço, o trote do cavalinho ou do burrinho, quando se senta a criança nos
joelhos, o dobrar dos dedos ou o esconder das mãos. Também isto não acontece por acaso, constituindo
um valor acrescentado no desenvolvimento motor da criança que assim vai, pouco a pouco, adquirindo
um maior domínio dos seus movimentos.
À medida que as crianças crescem, as lengalengas podem utilizar-se para outros fins.
Existem as lengalengas trava-línguas, as quais exigem um cuidado maior na pronuncia das palavras e
podem ajudar a corrigir certas deficiências na linguagem.
As lengalengas, destinadas à escolha de jogos, têm também grande importância.
Outras, constituem ainda, bons exercícios de memória para crianças e mais velhos.
1.
Arre burrinho / Que vai prá feira / Carregadinho / De madeira
Arre burrinho / Arre burrinho / Que vai pra feira / De S. Martinho
Arre burrinho / De Loulé/ Carregadinho / De água-pé.
Arre burrinho / De Monção / Carregadinho / De feijão.
2. Sape gato / Lambareiro/ Tira a mão / Do açucareiro /
Tira a mão / Tira o pé / Da caixinha do rapé.
3. Arre burrinho / Para Azeitão / Carregadinho / De feijão
Para o senhor/ Capitão / Senhor Capitão / Não está em casa
Vai a carga/ Para o chão.
4
Arre burrinho / Para Azeitão/ Carregado / De feijão
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ALENTEJO um CELEIRO de CONTOS & LENDAS – 5 - ALMODÔVAR

Para o senhor / Capitão/ O senhor capitão / Não está
Está a bordo/ De um navio/ Dá-lhe o vento/ Dá-lhe o frio
Ai que frio/ Ai que frio.
5
Bichinho gato/ Que comeste tu? / Sopinhas de leite / Guardaste-me delas?
[Bichinha gata / comeste já hoje / Sopinhas de leite? / Comi, comi/ / Guardaste-me delas?]
Guardei, guardei / Onde as puseste? / Atrás da arca/
Com que as tapaste? / Com o rabo da gata / Sape, sape, sape gato
Sape, sape, sape, gato.
6.
Quiquiriqui / Casou Maria / Quiquiriqui / Como seria? [Com quem seria?]
Quiquiriqui / Com o sapateiro / Quiquiriqui/ Que lhe daria?
Quiquiriqui / Umas janelas [chinelas] /Quiquiriqui /De quem seriam? [De que seriam?]
Quiquiriqui / Do cordovão [De cordovão!] / Quiquiriqui / Casou João.
7.
A pipa pinga / A pita pia / A pipa pinga/ A pita pia/ A pipa pinga/ A pita pia.
[Pinga a pipa / Pia apita / Pinga a pipa / Pia a pita / Pinga a pipa / Pia a pita.
8.
Era uma vez / Um caçador / Furunfunfor / Furunfunfor.
E foi à caça / Furunfunfaça / Furunfunfaça.
E caçou um coelho / Furunfunfelho / Furunfunfelho.
E levou-o a uma velha / Furunfunfelha/ Furunfunfelha.
9
Cacarácá / Põe-te na pá / Faz um bolinho / Para o meu Joãozinho / Que anda na arada
Sem comer nada / Senão rabinho / De uma sardinha/ Que lhe deu / Sua madrinha.
10.
Um, peru / Dois, bois / Três, inglês / Quatro, arroz no prato [lagarto] / Cinco, Maria do Brinco.
Seis, Maria dos Reis / Sete, vira a folha ao canivete/ Oito, biscoito/
Nove, vai dar esmola ao pobre / Dez, vai lavar os pés.
11.
O que está na varanda? / Uma fita de ganga/
O que está na panela? / Uma fita amarela. /
0 que está no poço? / Uma casca de tremoço /
O que esta no telhado? / Um gato malhado/
O que está na chaminé? / Uma caixa de rapé /
O que está na rua? / Uma espada nua/
O que está atrás da porta? / Uma vara torta /
O que está no moinho? / Um passarinho/
Deixa-o no morno/ Dá-lhe pãozinho.
12.
Diálogo dos dedos.
Dedo mindinho quer pão / O vizinho diz que não / O pai diz que dará /
Este que furtará/ E este que diz: alto lá.
Este foi à panela/ Este foi esperar/ este achou um ovo / este foi fritar/
Este papou-o todo.
Este vai à rama / Este vai aos ovos / Este quebra / Este frita/ Este come-os.
Este tem fome / Este não tem nada/ Para lhe dar/
Este diz não vou lá / Que este pode matar.

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13.
Baila o cão / Baila o gato / Baila o feijão carrapato/
Carrapato / Carrapatinho / Baila mais um bocadinho.
14.
Salta a pulga / Numa balança [Na balança] / Deu um berro [Diz o rei] / E foi pra França/ [Que vá prá
França]
Os cavalos a correr / As meninas a aprender/
Qual será a mais bonita / Que se irá esconder?
15.
Pico, pico seranico / Quem te deu tamanho bico /
Foi o filho do Luís / Que está preso plo nariz.
16.
Tenho um macaco / Dentro do saco / Não sei que lhe faça/
Não sei que lhe diga / Dou-lhe um pau / Diz que é mau / Dou-lhe um osso /
Diz que é grosso / Dou-lhe um chouriço / Isso, isso.
17.
Sola, sapato / Rei Rainha / Vão ao mar/ Buscar sardinha/
Para o filho / Do juiz / Que está preso / Plo nariz/
À porta do chafariz / Os cavalos a correr / As meninas a aprender/
Qual será / A mais bonita/ Que se irá/ Esconder.
18.
Trinta dias tem Novembro / Abril, Junho e Setembro/
28 ou 29, só há um / Os outros todos são de 31.
19.
Tu que me enganas / Eu que te entendo/
Mas tu é que te enganas / Que não me entendes /
Que eu me entendo / Que tu me enganas.
20.
Eu tenho um pião / Um pião que dança /
Eu tenho um pião / Mas não to dou, não/
Gira que gira / O meu pião /
Mas não to dou / Nem por um tostão /
Eu tenho um pião / Um pião que dança/
Eu tenho um pião / Mas não to dou, não.
21.
Era o que não era/ Uma calhandra e um carrapato /
Que andavam a lavrar / já cansados/
Puseram os bois as costas / E os arados a comer/
Desataram a correr / Por um vale abaixo /
Encontraram um ninho de tinchesna /
Com dois ovos de abetarda / Lá de dentro /
Saíram dois furanitos /
Foram com os dois furanitos à caça/
Entraram num pomar carregado de uvas /
Veio de lá o dono e disse / Oh, seus malandros /
Andam a comer peras / Num faval que não é seu? /
Pega num melão / Atira-lhes com um torrão /
A um artelho / E vá de correr sangue / De um joelho.

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22.
Marimba as burras tarindas / Caçarolas, fogareiros/
Tachos, alcofas. Panelas / Bancos, bacias, tinteiros/
Eu vi um par de sapatos / Talhados pelo cavalo/
Eu vi na cabeça de um galo / Lavrado aos carrapatos /
Vi trabalhar dois gatos “embor” / Dois a comer verde/
E o caso tava bonito / Servente era o mosquito / E o cão fazia parede.
23.
Ratapaz paz paz / cá o rapaz/
Ratapez pez pez / Quer rapidez/
Ratapiz piz piz / A lavar o nariz/
Ratapoz poz poz / A comer a noz/
Ratapuz puz puz / A pôr o capuz.
24.
Gira a gira/ girandola/
Gira o giro/ girassol/
Gira o mundo / gira a vida/
Só não gira/ O caracol.
25.
Amanhã é Domingo / Pão com pingo / *Toca o sino / O sino é d’oiro/ Mata o toiro+
/ Galo francês/ Pica na rés [rês]/
A rés é mansa / Vai para a França/ Se ela voltar / Toma a picar/
O burro é de barro / Pica no jarro / O jarro é fino / Pica no sino/
O sino é de ouro / Pica no touro / O touro é bravo / Pica no fidalgo/
O fidalgo é valente / Mete três homens na cova do dente.
26.
Lá vem o triguelim / A cavalo no burrinho /
O burrinho é fraco / A cavalo no macaco/
O macaco é valente / A cavalo na trempe/
A trempe é de ferro/ A cavalo no martelo/
O martelo bate sola/ A cavalo na bola /
A bola é minha / A cavalo na pinha/
A pinha dá pinhões / Para a avozinha dos limões.
27.
Uma velha com mijar / Três moinhos fez andar/
Ainda queria mais mijar / Que ainda encheu um alguidar/
Ainda sobrou uma gotota / Que ainda encheu uma enfusota /
Ainda tinha mais mijaneira / Que ainda encheu uma escolateira/
E ainda não a acabou de escorrer/ Que ainda encheu uma colher /
E o diabo da velha o que devia fazer.
28.
Tenho uma canita chamada zeitona / pariu um canito chamado cardolho /
Foram a uma batida à ribeira da Cronha / Cardalho caixinha / cardalho zeitona.
29.
Uma porta bem aldrabada / Por as mãos de um aldrabador /
Quem a tomar a desaldrabar / Será bom desaldrabador.
30.
Fui a Lisboa / Vi uma menina/ Catitinha e boa /
Meti-me atrás dela / Levei-a pra casa / Acendi a candeia /
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Nunca tinha visto / Menina tão feia.
Fui olhar à cabeça/ Usava chinó / Tinha só cabelos / Numa banda só /
Fui olhar aos olhos / Fiquei desgostoso / Um era cego / Outro rameloso /
Fui olhar ao nariz / Até metia horror/ Que era uma bigorna / Para o ferrador/
Fui olhar a boca / Tinha só um dente / Era o diabo / Em figura de gente /
Fui olhar as orelhas / Pareciam colheres / Pois eram diferentes / Das outras mulheres /
Fui olhar ao pescoço / Estava encarnado / Tinha escrufelose / Estava mal curado /
Fui olhar aos braços / Eram duas linhas / Eram dois cabos / Para sombrinhas /
Fui olhar as mamas / Nem mamas tinha / Eram dois borrachos / Cheios de farinha /
Fui olhar a barriga / parecia um melão / Ó que belas cordas / Pró meu violão /
O traseiro e o dianteiro / Fica pra depois /
Fui olhar as pernas / Estavam todas tortas / Pareciam dois sapos / Dentro de umas botas/
Fui olhar os pés / Até metia medo / Tinha trinta calos / Em cada dedo.
31.
Era uma vez um velho funfelho charinga botelho
Foi à caça funfaça charinga potassa
Apanhou um coelho funfelho charinga botelho
As moscas funfoscas charingas botoscas
Puseram bichos funfichos charinga petiscos
No coelho funfelho charinga botelho
O velho funfelho charinga botelho
Foi fazer queixa ao juiz funfiz charinga petiz
Que as moscas funfoscas
Lhe tinham posto um bicho funficho
No coelho funfelho charinga botelho
O juiz disse:
Ó seu velho funfelho charinga botelho
Em vendo uma mosca funfosca charinga botosca
Atire-lhe uma pazada funfada charinga potada
O velho funfelho charinga botelho
Viu um a mosca funfosca charinga botosca
Na cabeça do senhor Juiz funfiz charinga petiz
Atirou-lhe uma pazada funfada charinga potada
Matou o Senhor Juiz.

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Jogos Tradicionais:

– in MONOGRAFIA DA VILA DE ALMODÔVAR / ANTÓNIO J. GONÇALVES - (pp. 107 – 114)
Pode ver também:
Silveirinhos - http://biblioteca.esec.pt/cdi/ebooks/docs/Oliveira_jogos_populares.pdf

Alportel
http://www.drealg.net/moodle2/pluginfile.php/3601/mod_resource/content/0/dsapoe_pes_jogos_tra
dicionais.pdf

Reinventados
http://revistas.ua.pt/index.php/prismacom/article/view/704/pdf

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JOGOS TRADICIONAIS
Noutros tempos, quando ainda não havia televisões ou quando estas eram só acessíveis aos ricos, a
juventude dedicava-se à prática destes jogos. Alguns deles eram mesmo jogados por homens, que assim
se divertiam um pouco, depois dos árduos trabalhos do campo. Com o avanço do tempo e o
aparecimento de outras diversões (televisão, cinema, discotecas, etc.), muitos destes jogos foram
caindo no esquecimento e hoje em dia só os mais velhos se lembram deles. E é precisamente, pela boca
dos mais velhos, que vamos recuperando esses jogos ancestrais, os quais podem ser jogados por
qualquer criança, ou pessoa.
A esses jogos, fazemos referência neste capítulo, a fim de mostrar aos mais novos, como os seus
antepassados passavam muitos dos seus momentos de lazer e o que nas escolas se aprendia, para além
das letras e dos números.
Lista de 33 JOGOS
Jogo da Malha; Jogo do Jangro; Jogo do Manecas, da Macaca ou da Calha, Lencinho Queimado; Jogo de
Roda com canção pelo do meio, Jogo da Mosca; Jogo do Funcho; Jogo dos Botões, Jogo do Bicho; Vale
Uma; Uma por Uma, Vaca Cascalheira; Jogo do Lencinho Caído, Jogo do Escondereto; Jogo do Vintém;
Jogo do Espeto, Jogo da Pata Choca; Jogo dos Mal Casados; Cabra Cega; Jogo da Porca; Jogo da Pantera;
Jogo da Palmada; Jogo das Seis Pedrinhas; Jogo das Fitas; Jogo da Argolinha; Jogo dos quatro Ventos;
Jogo dos Sacos; Jogo da Corda; Jogo do Corno; Jogo da Pela; Jogo da Pua (?).
JOGO DA MALHA.

É um jogo, de quatro, seis ou oito pessoas, que se pratica no Verão. Cada um com sua malha,
normalmente em ferro. É um jogo de parceiros.
Joga-se a malha ao “bicho”, que é um pau, empinado a uma certa distância, normalmente a 18 metros.
Cada equipa, tenta fazer mais pontos que a outra, tentando derrubar o pino. Cada vez que o pino cai,
conta dois pontos. Quando ninguém derruba o pino, vê-se quais as malhas que ficaram mais perto e
conta apenas um ponto. Os que ganhavam tinham direito a um copo de vinho ou outra coisa, acordada
no princípio da partida. Os derrotados, tinham de pagar para os vencedores. O jogo acaba aos 24
pontos.
Ainda hoje se joga muito este jogo, fazendo-se torneios entre várias equipas. Os prémios, são, em geral,
borregos, galos ou galinhas.
No final, fazem-se quase sempre petiscos, com os prémios ganhos.
JOGO DO JANCRO.

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O jogo do jancro, era jogado com 5 pedrinhas. Juntavam-se os jancros na cova da mão e jogavam-se
para as costas da mão. Os que não caiam voltavam outra vez para a palma da mão.
Depois jogavam-se ao chão e apanhavam-se de um em um, chamando-se a isto o rali-um.
Jogavam-se outra vez para o chão e apanhavam-se dois a dois. Chamava-se o rali-dois.
No rali-três, eram deitados os jancros e apanhavam-se três e ficava um no chão e outro na mão. De
seguida, eram postos quatro no chão e um na mão. Batia-se uma palma com a mão no chão e com o
jancro que estava na mão apanhavam-se os outros quatro que estavam no chão. Isto era o “pontão” e
repetia-se três vezes o mesmo pontão.
Finalmente deitavam-se todos ao chão e apanhavam-se os cinco ao mesmo tempo, o que constituía o
“ajuntar da mão". Depois faziam-se cair de um em um, que era as “cafadas”.
JOGO DO MANECAS, DA MACACA OU DA CALHA.

O manecas era jogado com uma malha de pedra. A pedra era atirada e onde ela ficava, não se podia por
os pés. Nas casolas e no coração, era jogado ao pé-coxinho e nas asas, era jogado de pernas abertas.
Avançavam os jogadores para a frente e nas asas de trás davam a volta e ficavam de pernas abertas,
voltadas para as casolas e seguiam em frente até chegarem à casa onde estava a malha.
Apanhava-se a malha e saia-se do manecas, deitando a malha na casa seguinte, fazendo o percurso de
novo. Isto até ao final de todas as partes do manecas. Se se pisasse uma vez o risco com os pés ou a
malha saísse para fora ao ser lançada, perdia-se a vez, dando lugar ao jogador seguinte, o que lhe podia
dar vantagem para ganhar o jogo.
Este jogo em muito jogado nas escolas.
LENCINHO QUEIMADO.

Utilizava-se um lenço. Jogo praticado na época da escola, não havendo limite de jogadores. Todos os
elementos do jogo, tapam os olhos, enquanto há um que vai esconder o lenço. Depois, todos vão à
procura do lenço.
O que escondeu o lenço, vai dizendo se está quente ou se está frio.
UM JOGO QUE SE FAZIA NA ESCOLA.
Fazia-se uma roda e depois cantava-se uma canção muito bonita. Ficava um rapaz no meio, que se
dirigia a uma rapariga e cantava:
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ADELINA E ADELINA
Queres ser minha namorada?
Eu de ouro te vestia
E de prata te calçava.

(E toda a roda cantava)

Assim que o pai dela soube
Não quis saber de mais nada
Mandou fazer uma torre
Para Adelina estar fechada.
Mas ao fim de sete noites e oito dias
Já a sede lhe apertava
Naquele corpo e naquela alma
Subiu a uma janela
Que no alto da torre havia,
E avistou a sua irmã
Assentada à janelinha.
Neste momento, o rapaz que estava no meio da roda, dirigia-se à rapariga escolhida e ela cantava:

Ó irmã que Deus me deu
Dá-me uma pinguinha de água
Fome e sede já me apertam
Neste corpo e nesta alma.
Depois, ajoelhava-se em frente de outra rapariga, que lhe respondia:

Dava-te água minha irmã
Se o teu pai não me jurasse
Pela ponta da espada
Meu coração espetasse.
Subiu a outra janela
Que no alto da torre havia
Avistou sua mãezinha
Assentada à janelinha.

E cantavam todos em coro:

Ajoelhava-se aos pés de outra rapariga que fazia da mãe e dizia.-

Ó mãezinha que Deus me deu
Dá-me uma pinguinha de água
Fome e sede já ma apertam
Neste corpo e nesta alma.
E a mãe, respondia:

Dava-te água minha filha
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ALENTEJO um CELEIRO de CONTOS & LENDAS – 5 - ALMODÔVAR

Se o teu pai não me jurasse
Pela ponta da espada
Meu coração espetasse.
De novo, cantavam todos em coro:

Subiu a outra janela
Que no alto da torre havia
Avistou o seu paizinho
Assentado à janelinha.
Assentava-se aos pés de um rapaz e cantava:

Ó paizinho que Deus me deu
Dá-me uma pinguinha de água
Fome e sede já me apertam
Neste corpo e nesta alma.
O pai, respondia:

Adelina, Adelina
O primeiro que lá chegar
Casará com minha filha.
Finalmente, cantam todos em coro:

Quando os criados lá chegaram
Já Adelina estava morta
Com sete anjos aos pés
E sete anjos a cabeceira
Se ouvirem tocar sinais
Não perguntem quem morreu
Foi a filha do Visconde
Que a falta de água morreu
Foi a filha do Visconde
Que à falta de água morreu.

«Castelo de Bragança, Portugal: Torre da Princesa,»
http://cclbdobrasil.blogspot.pt/2012/03/braganca-portugal-origem-wikipedia.html

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JOGO DA MOSCA
Era um jogo que se praticava durante todo o ano, em qualquer altura.
Jogavam cerca de cinco elementos.
Um dos jogadores, punha-se em baixo, de cócoras, depois os outros pulavam-lhe para cima, até que o
que estava por baixo, dizia “mosca”. O que caísse, ia tomar o lugar do que estava em baixo.

JOGO DO FUNCHO.
Era jogado por três ou quatro jogadores. Cada um tinha um pau delgado, com cerca de meio metro,
afiado numa das pontas, para que espetasse no chão. Este jogo era jogado em terra fofa molhada ou em
estrumeiras.
Os jogadores, pegavam na ponta sem bico e jogavam-no para que ele se atenchasse no chão. Quando
um não atenchava, os outros tentavam picá-lo (tocar-lhe e mudá-lo de lugar). Se o funcho mudasse de
lugar com a picadela do nosso funcho, batia-se noutro e mandava-se para longe. O dono do funcho ia
buscá-lo o mais depressa possível, para tornar a jogar e ter oportunidade de se vingar.
Ficava melhor classificado, o que menos vezes ia buscar o funcho.

JOGO DOS BOTÕES.
Número de jogadores, 5 ou 4.
Antigamente, os rapazes que andavam na escola, jogavam este jogo que consistia em arrancar dois ou
três botões das camisas, fechando-os na cova da mão e perguntando aos outros quantos tinham. Se o
outro não acertava, levava carolos e tinha que dar o número de botões que tinha errado, da camisa
dele.
Quando chegavam a casa sem os botões da camisa, ainda levavam porradas da mãe.
Era um jogo que se praticava em qualquer época do ano.

http://www.mundodastribos.com/pregar-botao-na-camisa-passo-a-passo.html

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JOGO DO BICHO.
Dois ou quatro jogadores.
Punha-se um pau, onde se colocavam moedas. Quem derrubasse o pau com a malha, ficava com as
moedas.

VALE UMA.
Eram muitos jogadores. Um deles, punha-se dobrado, com as mãos firmes nos joelhos e os outros ia
saltando por cima dele e tomando a mesma posição.
Chegavam a formar-se filas enormes, assim, nesta posição.

UMA POR UMA.
Jogavam vários jogadores.
Ficava um dobrado, com as mãos nos joelhos. Os outros iam saltando por cima dele e iam dizendo, de
cada vez que saltavam:
Uma por uma.
Duas por duas.
Três, holandês, o martelo e a truquês. (turquês)
Quatro, o rabo do meu gato.
Cinco, a minha moça tem um brinco.
Seis, a mulher do Zé dos Reis, vende a manteiga a 16.
Sete, frete.
Quando se chegava ao sete, punha-se um chapéu nas costas do que estava dobrado e tinha de saltar-se
sem derrubar o chapéu.
Oito, biscoito.
Dá-se um pontapé no rabo do que está agachado.

http://horizontesdamemoria.blogspot.pt/2014/01/quem-se-recorda-deste-jogo-la-vai-alho.html

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VACA CASCALHEIRA
Era jogado este jogo, por vários rapazes e raparigas. O único material necessário para este jogo, eram os
dedos.
Escolhia-se um deles, a quem se tapava os olhos com um lenço.
Depois, o escolhido, começava a contar: - Vaca cascalheira, põe um, põe dois, põe três e assim
sucessivamente, até chegar aos oito. Entretanto, os outros iam esconder-se.
Quando acabava de contar, tirava o lenço dos olhos e ia a procura dos outros. Cada um que achava,
tinha que o trazer às cavalitas.

http://casa.hsw.uol.com.br/esconde-esconde.htm
JOGO DO LENCINHO ESCONDIDO.
Muito jogado nas escolas, em qualquer altura do ano. Não havia limite de jogadores.
Formava-se uma roda com vários elementos. Um deles, ficava de fora com um lenço na mão e
começava a andar à volta da roda, dizendo uma quadra. Quando se lembrava, deixava cair o lenço atrás
de um companheiro. Quando este dava por isso, apanhava o lenço e começava a correr atrás do outro,
tentando apanhá-lo. Isto, sempre por fora da roda. O que era apanhado, ia para o meio da roda e ficava
a pôr ovos, ou chocar. Se ele não o apanhasse, ficava a por o lenço atrás e o primeiro ia para o lugar do
segundo.

http://www.prof2000.pt/users/u906646/fich%20htm/jogostrad..htm
JOGO DO ESCONDERETO
Ficava um moço ou moça com os olhos tapados, enquanto os outros se escondiam.
Depois de todos estarem escondidos e do moço ou moça terem contado até 31, iam à procura dos que
estavam escondidos. O primeiro a ser apanhado, tapava os olhos e recomeçava o jogo.

http://lerparaser-projectogulbenkian.blogspot.pt/2013_06_01_archive.html
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JOGO DO VINTÉM.
Eram utilizados dois palitos, feitos de cortiça ou madeira, um tabuleiro em madeira e oito moedas.
Quatro jogadores, em dois pares.
Os palitos, ficavam em cima do tabuleiro, a uma distância de oito metros. Cada palito que caia, valia 5
pontos.
Ganhava quem chegasse primeiro aos 25 pontos.

JOGO DO ESPETO
Para este jogo era necessário, um figo, um fio e um espeto.
Atava-se o figo ao fio e pendurava-se numa árvore. A seguir, tentava espetar-se o figo, lançando o
espeto. O que conseguia, comia o figo, como prémio.

http://cheirar.blogspot.pt/2009/09/figos.html
JOGO DA PATA CHOCA.
Deriva 0 nome deste jogo, do facto de ser jogado com ovos de pata.
Colocava-se um ovo no chão a uma distância de mais ou menos um metro.
Um dos jogadores tapava os olhos com um lenço e com um pau, tentava partir o ovo.

http://www.portalsuinoseaves.com.br/os-ovos-de-pata-e-codorna-querem-seu-lugar-a-mesa/

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JOGO DOS MAL CASADOS.
Este jogo, era muitas vezes jogado nos bailes.
Juntavam-se as raparigas a um lado e combinavam umas com as outras, quais os rapazes que casariam
com elas. Um dos moços, fazia de pai delas.
Os rapazes, iam então pedir a rapariga ao pai, que lhes perguntava, como viviam, de que família eram.
Os moços inventavam grandes mentiras, dizendo que eram ricos, filhos de fulano, sendo assim bem
recebidos.
O pai das raparigas mandava-os então ver se encontravam alguma que gostasse deles.
Então, eles punham-se a olhar para as moças, a ver qual haviam de escolher. Se errassem, levavam
cachaçadas do pai.
Por vezes, as moças davam sinal, dizendo se eram elas ou não.

http://www.wordy.photos/index.php?keyword=rancho%20porto
CABRA CEGA.
Punha-se um lenço a tapar os olhos de um moço ou de uma moça, que fazia de cabra cega e os outros
andavam à roda para o confundir. Batiam-lhe nas costas e o rapaz, de olhos tapados, andava com as
mãos a ver se apanhava alguém, para ficar no seu lugar.

http://www.terrabrasileira.com.br/folclore/i30-jcabra.html
JOGO DA PORCA.
Utilizava-se uma roda de cortiça, que se chamava a porca.
Jogavam quatro pessoas.
Fazia-se um círculo no chão, com três buracos à mesma distância uns dos outros, onde se enfiavam três
bordões. O quarto jogador que tinha o seu bordão na mão, jogava a porca para o meio do circulo e os
outros iam batendo na porca, necessitando para isso de ir tirando os bordões dos buracos. O elemento
que tinha jogado a roda de cortiça, tentava pôr o seu bordão num dos buracos dos companheiros.

http://www.gazetadosartistas.pt/?p=5517
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JOGO DA PANTERA.
Este jogo, jogava-se durante os bailes.
Dois rapazes, tapavam-se com um lençol, fazendo que eram uma pantera. O da frente, segurava um
penico na mão.
Chamava-se uma rapariga qualquer, para segurar na arreata da “pantera”. Os dois rapazes fugiam e a
rapariga ficava com o penico na mão, no meio do baile.

http://leriasrendasvelhariasdamaria.blogspot.pt/2011_06_21_archive.html
JOGO DA PALMADA.
Punha-se um homem virado para a parede, dobrado e com uma mão atrás das costas. Tinha os olhos
tapados com uma venda. Os outros iam passando por detrás dele e iam-lhe dando uma palmada nas
mãos, para ver se ele adivinhava quem tinha sido.
Se ele adivinhava, o que lhe tinha dado a palmada, ia para o seu lugar, senão, continuava o mesmo. Os
mais azarados, que não adivinhavam, chegavam a ficar com as mãos vermelhas, de tanta palmada.

http://www.prof2000.pt/users/cfpoa/jogosinfantis/mensagem.htm
JOGO DAS SEIS PEDRINHAS.
Este jogo, era jogado por duas pessoas. Cada uma tinha três pedrinhas.
Fazia-se um quadro no chão, tentando pôr as pedrinhas em linha recta, ganhando o jogo quem
conseguisse. Só se podia pôr uma pedrinha de cada vez e não se podia passar por cima da pedrinha do
adversário.

http://santaritinha.blogspot.pt/2011/04/se-esta-rua-fosse-minha.html

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Organização, montagem, digitalização… José Rabaça Gaspar
(ISSCCAA – instituto superior de superiores ciências complementares e artes aplicadas)

JOGO DAS FITAS.
Um vendia as fitas, outros arrumavam-se a uma parede. Depois vinham o anjo bom e anjo mau.Os que
estavam arrumados à parede, eram as fitas para vender e todos tinham um nome. Uma era amarela,
outra encarnada, etc. Em seguida, vinha um anjo de cada vez, comprar fitas e dizia: - Têm fitas?
O que vendia as fitas, dizia: De que cor quer?
O anjo dizia a cor que queria e as fitas tinham os olhos fechados. A que tinha a cor que o anjo pedia, ia
com ele. No fim, quando abria os olhos, é que via com que anjo tinha ido.

http://avo-claudia-materiais.blogspot.pt/2011/01/cores-em-stock-actualmente-de-fitas-de.html
JOGO DA ARGOLINHA.
Punham-se muitos moços e moças sentados em fila, com os pés estendidos e ficava um de fora, que
dizia:
-- Argolinha, pampolinha,
O rapaz que jogo faz
Faz o jogo de begão
Manuel João
Diz a velha do cordão
Que recolha o seu pezinho
Que recolha o seu pezão.
Conforme ia calhando, iam-se safando e o que ficasse para o fim com um pé estendido, dizia outra vez o
jogo.

http://professorasandrareginatomelin.blogspot.pt/2012_03_01_archive.html
JOGO DOS QUATRO VENTOS.
Este jogo era jogado principalmente no Verão e ao ar livre.
Para este jogo, precisa-se de dois bocados de madeira com 10 cm quadrados e pouco mais de 1 cm de
grossura. No centro, faz-se um furo com cerca de 1 cm de diâmetro, que os atravessa de lado a lado.
Quatro tiras de madeira leve, com 40 ou 50 cm de comprido. Pega-se nas duas peças quadradas e
pregam-se as quatro tiras compridas no meio delas.
Deve ter-se o cuidado em conservar as extremidades interiores das peças compridas um pouco
afastadas do orifício no centro das peças quadradas. É preciso não esquecer que as'4 peças compridas
são colocadas de forma que a distância entre uma e outra das suas extremidades seja exactamente a
mesma.

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São necessárias também, quatro latinhas de folha pouco fundas, como as latas da pomada para calçado.
Pintam-se de cores diferentes e pregam-se na ponta das tiras compridas. Fica assim pronto o
anemómetro.
Mas é preciso montá-lo, em cima de qualquer coisa com cerca de um metro de altura, numa estaca ou
num tronco partido. Para se conseguir isto com bom resultado, é conveniente ter uma rodela de ferro
com um buraco no meio. A rodela coloca-se em cima da estaca, põe-se sobre ela o anemómetro e
depois de se ter espetado um prego comprido e forte através dos dois buracos do aparelho, está tudo
pronto para começar o jogo.
São precisos 4 jogadores e cada um escolhe uma latinha de cor, para si.
Com abanos, leques, jornais dobrados ou se tiverem força para isso, soprando, fazem andar à roda o
anemómetro e vão contando o número de vezes que a sua latinha lhes passa em frente, no espaço de
trinta segundos.
Vento Norte, vento Sul, vento Este, vento Oeste, todos eles fazem girar o anemómetro.
Qual deles ganhará?

Anemómetro artesanal
JOGO DOS SACOS.
Este jogo era feito com quatro elementos, dois de um lado e dois do outro, a uma certa distância uns
dos outros.
Havia dois elementos que tinham dois sacos e punham-se os dois lá dentro, um em cada saca. Depois,
havia uma pessoa que dava o sinal de partida, para estes começarem a correr dentro das sacas até
chegarem ao pé dos outros dois que esperavam pelas sacas, para, por sua vez fazerem o percurso em
sentido inverso.
Ganhava, quem completasse o trajecto, em primeiro lugar.

JOGO DA CORDA.
Jogo normalmente jogado por raparigas. Duas delas pegavam nas pontas da corda e lançavam-na para
as restantes saltarem de um lado para o outro.

http://saltoinfantil.blogspot.pt/p/praticas-pedagogicas.html

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JOGO DO CORNO.
Um dos jogadores tinha um como na mão e a outra mão numa orelha.
Atirava-se o como para longe e o jogador que tinha o como na mão tinha de o ir apanhar e ao traze-lo,
tinha que trazer outro jogador às cavalitas.

http://www.jornalnordeste.com/noticia.asp?idEdicao=441&id=17825&idSeccao=3954&Action=noticia#.
VOJMVvmsUXs
JOGO DA PELA.
Eram feitas três covas no chão. Um dos jogadores tinha uma bola de malha ou de pano na mão e
tentava enfiá-la num dos buracos. Se conseguisse, apanhava a bola e dava com ela nas cabeças dos
colegas.

http://garatujando.blogs.sapo.pt/arquivo/2006_04.html
JOGO DA PUA (?). (Bilharda? Chetra?)
Num bocado de madeira, fazia-se um bico.
Fazia-se depois, um círculo no chão.
Um dos jogadores tinha um pau grande que servia para bater no mais pequeno (o afiado), fazendo-o
saltar até ao círculo.
O outro jogador ficava junto do círculo, para verificar se o pau caia no círculo ou não.
Se caísse, o jogador continuava a lançar o pau, senão, trocavam de lugar.

http://www.quintalagardamoira.com.pt/Fotografias_Eventos.htm

http://sd1raia.webnode.com.pt/news/bilharda/
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OUTROS DADOS para alimentar os Contos e Lendas

Igreja Matriz de Almodôvar
http://www.jornaldasautarquias.pt/pages/Alentejo/cultura.php
A escolha de Santo Ildefonso (monge e abade do mosteiro beneditino de Toledo, e depois bispo da
mesma cidade, que viveu no século VII) como padroeiro da paróquia de Almodôvar constitui um
interessante reflexo da presença da espiritualidade monástico - militar no Baixo Alentejo, difundida
pelos freires da Ordem de Avis que seguia a Regra de São Bento. Porém, a primitiva igreja matriz desta
vila, pertencente em tempos ao padroado real, foi doada por D. Dinis, no ano de 1297, à Ordem de
Santiago. Esta teve aqui uma das suas colegiadas, formada por um prior e três beneficiados. O templo
actual, traçado em 1592 pelo arquitecto Nicolau de Frias, constitui um exemplo muito elaborado da
tipologia de “igreja-salão”, com três naves de quatro tramos cobertas de abóbadas, revelando grande
sentido de unidade espacial. O desenho rigoroso da lanimetria, o ritmo da composição dos alçados e a
própria atenção conferida ao tratamento dos pormenores, como as seis colunas toscanas em que
assentam as arcarias de vulto perfeito, são bem reveladores do sentido de depuração classicizante
atingida por este modelo nos finais do século XVI, em consonância com a austeridade da ContraReforma. D. João V determinou uma remodelação parcial do edifício, assim descrita em 1747 pelo Padre
Luís Cardoso: “porque a capela-mor se achava arruinada, e por sua pequenez fica imperfeito o edifício
da igreja, que é o maior templo desta comarca, foi Sua Majestade servido mandar pelo Tribunal da Mesa
da Consciência, e Ordens, se derrubasse, e se fizesse regular ao restante da igreja, e se acrescentasse
tribuna, que de presente se anda fazendo”. Estas obras vieram a ser completadas com a encomenda à
oficina do entalhador eborense Sebastião de Abreu do Ó dos sumptuosos altares de talha dourada e
policromada da nave, cuja riqueza denota pujança das diversas confrarias e irmandades da matriz. Nos
séculos XIX e XX realizaram-se outras intervenções de vulto que modificaram substancialmente a fábrica
maneirista, a última das quais teve lugar na década de 1950. Data de então o painel de Severo Portela,
representando o Baptismo de Cristo no Jordão, que ornamenta o baptistério.

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Necrópole do Pardieiro
http://www.jornaldasautarquias.pt/pages/Alentejo/cultura.php
É uma necrópole da Idade do Ferro que se localiza junto da estrada que liga S. Martinho das Amoreiras a
Corte Malhão.O achado ocorreu em 1971 tendo sido as escavações arqueológicas dirigidas pelos Dr.
Caetano de Mello Beirão e Virgílio Hipólito Correia. As estruturas descobertas são constituídas por onze
monumentos funerários de planta sub-rectangular, todos justapostos. Estes monumentos funerários,
em pedra seca cobriam as sepulturas constituídas por fossas escavadas nos xistos da base, cobertas com
grandes lajes, por vezes aparelhadas e decoradas. A identificação deste sítio arqueológico foi realizada
na sequência do achado de uma estela epigrafada com a escrita da primeira Idade do Ferro do Sudoeste
Peninsular que pode ser vista no Museu da Escrita do Sudoeste em Almodôvar.

http://www.jornaldasautarquias.pt/pages/Alentejo/cultura.php
D. Sebastião de passagem por Almodôvar…
História de Portugal, António Borges Coelho
https://books.google.pt/books?id=UaRhAgAAQBAJ&pg=PA251&lpg=PA251&dq=D.+sebasti%C3%A3o+d
e+passagem+por+Almod%C3%B4var+relato&source=bl&ots=lxfuaLGjb2&sig=BgSXshFfuAGLCpMFCYUeR
bh38Qg&hl=ptPT&sa=X&ei=GmXWVM6cKIXIsQSXvYC4AQ&ved=0CD4Q6AEwBQ#v=onepage&q=D.%20sebasti%C3%A3
o%20de%20passagem%20por%20Almod%C3%B4var%20relato&f=false

«Na passagem pelos Cabeços (Castro Verde), seguimos o relato da viagem escrito por João Gascão, D.
Sebastião descavalgou e passou a pé sobre o presumível local da batalha de Ourique.
Na cavalgada para Almodovar tiveram de atravessar duas grandes ribeiras e as bestas atolaram-se na
lama. Foram recebidos pelo juiz, vereadores e mais gente de cavalo. Não havia casa onde não chovesse.
Montaram tendas. Correram touros.»
(O Rei D. Sebastião terá ficado alojado no edifício que depois foi a cadeia… e depois (ver a seguir) Museu
Severo Portela)
(Ver se é possível conseguir o relato mais vivo e completo desta passagem de D. Sebastião, por
Almodôvar, a 8 e 9 de Janeiro de 1573, em viagem pelo Alentejo e Algarve... em ???

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Museu Severo Portela

http://www.verportugal.net/Beja/Almodovar/Patrimonio/Museu-Municipal-Severo-Portela-Jr=004239
Situado na Praça da República foi outrora Paços de Concelho. Consta que, neste edifício, pernoitou D.
Sebastião, aquando da sua passagem por Almodôvar, a 8 e 9 de Janeiro de 1573, em viagem pelo
Alentejo e Algarve. Com a mudança dos Paços do Concelho para o Convento de S. Francisco foi, o
primitivo edifício, transformado em cadeia. Actualmente, está instalado neste edifício o Museu
Municipal, dedicado a Severo Portela, ao qual doou parte do seu espólio artístico.
Convento de São Francisco - a primeira Universidade ou Escola de Teologia do
Baixo Alentejo

“…a primeira Universidade ou Escola de Teologia do Baixo Alentejo e Sul do país, onde se ensinou a nível
europeu… valiosa biblioteca… no Convento de São Francisco…”

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Histórias e Lendas de Gomes Aires
http://gomesaires.jimdo.com/historias-e-lendas/

São Sebastião de Gomes Aires

(S. Sebastião-Gomes Aires - fonteiriñas)
Foto fornecida pelo Panoramio e está protegida sob copyright do proprietário)

http://www.mapav.com/beja/almodovar/gomes_aires/
São Sebastião de Gomes Aires, também tem a sua lenda. Remonta ao tempo da fundação da
nacionalidade portuguesa.
Quando D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, fazia as suas incursões ou investidas de
retaliação entre os mouros que ocupavam as terras do Alentejo, era ajudado por vários cavaleiros desta
região que, embora vivendo entre os mouros, eram cristãos e conhecidos pelo nome de “moçárabes”.
Entre esses cavaleiros, sobressai um, chamado Gomes Aires, que se distingue pela sua bravura e
valentia.
Foi pois, nesta zona do Alentejo que, segundo a tradição nos diz, se travou a batalha de Ourique e onde
o cavaleiro Gomes Aires lutou, avantajando-se a todos quantos combatiam por D. Afonso Henriques.
Diz a lenda que, El-Rei quis recompensar tal bravura e valentia, para exemplo dos outros. Fez-lhe doação
das terras que formam a freguesia de Gomes Aires actualmente, com muitos outros benefícios.
O cavaleiro, que era respeitado e querido na região, fundou então a aldeia a que deu o seu nome,
perpetuando assim a sua bravura e o bom nome deixado.

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Lenda da Nossa Senhora da Luz

Ver também - http://pt.wikipedia.org/wiki/Nossa_Senhora_da_Luz

Na Igreja de São Sebastião de Gomes Aires, existe uma imagem de Nossa Senhora da Luz, que tem a sua
história e deu origem a uma lenda muito bonita e muito contada.
Noutros tempos, esta imagem, pertencia à Igreja de Santa Clara a Nova.
O povo de Gomes Aires, desejando fazer uma procissão na aldeia, pediu emprestada ao povo de Santa
Clara, a dita imagem de Nossa Senhora.
Feita a procissão com toda a devoção, a imagem ficou muito tempo em Gomes Aires, sem ser restituída
ao povo de Santa Clara. Pensou-se mesmo, ficar com a imagem em Gomes Aires.
Os de Santa Clara, não estando nada satisfeitos com o comportamento e a demora da entrega da
imagem, resolveram ir buscá-la.
Chegados a Gomes Aires, colocaram a Nossa Senhora no seu andor e meteram-se a caminho de Santa
Clara.
Diz a lenda que, quando chegaram à partilha das duas freguesias, lugar onde existe ainda hoje, uma
pequena fonte, a Imagem começou a pesar tanto que os homens tiveram de descansar, pondo o andor
no chão.
Quando quiseram retomar o caminho, pegaram no andor para o pôr aos ombros, mas não o
conseguiram por causa do peso. Os mais valentes tentaram levantá-lo, mas em vão.
Começaram então a dizer que a Senhora queria ficar em Gomes Aires e não queria voltar para Santa
Clara. Com a intenção de voltarem para trás, pegaram no andor, que se tornou leve e voltaram para a
aldeia de Gomes Aires.
Diz ainda a lenda que, Nossa Senhora ficou ofendida por ter sido deslocada da sua Igreja, nunca mais
querendo voltar para Santa Clara.
A partir daí, essa fontinha que fica na partilha entre as duas freguesias, ficou a chamar-se “Fonte de
Nossa Senhora da Luz”, para lembrar que a Senhora quando ali chegou, demonstrou, que não quis nada
com os de Santa Clara.

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Lenda do Monte Serro
Num lugar chamado de Monte Serro, costumava um homenzinho guardar o seu rebanho de cabras,
todos os dias.
Num desses dias, conta-se, que o pastor viu uma cobra muito grande e muito grossa, com umas
sobrancelhas muito bonitas. Dizia-se que era um encantamento.
De outra vez, outra pessoa também a viu toda enrolada, dando a impressão de ser um pneu velho. Perto
da ponte onde ela estava enroscada, havia um buraco que as pessoas diziam ser o ninho da cobra.
Tentaram por varias vezes envenená-la, mas em vão.
Desapareceu e nunca mais foi vista.

http://cellymonteiro.deviantart.com/art/Echidna-322119964

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Lenda do Monte dos Guerreiros

http://quem-foi-o-remexido.blogspot.pt/
Perto de Gomes Aires, existe um monte chamado “Guerreiros”. A origem desse nome é incerta,
pois uns atribuem-no a um facto e outros a outro facto.
Uma das hipóteses aventadas para a origem desse nome é a de que existia ali nos finais do
século XII, princípios do século XIII, uma pequena fortaleza de construção rudimentar, a qual era
ocupada por alguns guerreiros. Daí o seu nome de “Guerreiros”.
Ali perto existe um Corgo, conhecido pelo nome de Corgo do Remexido.
O bando do Remexido era um bando de salteadores que actuavam principalmente nas zonas de
S. Brás Alportel, Silves, Santa Clara a Nova, Gomes Aires e se dedicavam a assaltar casas cometendo
varias atrocidades. O seu chefe era conhecido pelo nome de Remexido.
Passava-se isto em plena luta entre liberais e absolutistas.
Escondiam-se ali num buraco que havia entre as rochas e ia dar a outro local. Nunca chegaram
a ser apanhados.
Por isso, este Corgo ficou chamado o Corgo do Remexido.

http://quem-foi-o-remexido.blogspot.pt/

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Lenda do Castelinho

Uma vez, uma mulherzinha, que vivia no Castelinho, freguesia de Sta. Clara-a-Nova, concelho
de Almodôvar, estava a coser as meias de seu marido, sentada ao sol que aquecia muito nesse dia. De
repente apareceu-lhe uma senhora que se dizia ser sua vizinha e lhe pediu lume. A mulherzinha ficou
muito admirada e surpreendida, pois não conhecia ninguém naquele local e, muito menos vizinho.
Depois de muita conversa, a senhora que era moura, disse-lhe:
-- Ó vizinha, venha conhecer a minha casa que fica aqui perto. Verá que vai gostar!... Eu tenho
mesmo muito gosto em oferecer-lhe a minha casa e mostrar-lha. A mulherzinha, levada pela curiosidade
levantou-se e seguiu a moura.
Pelo caminho as duas mulheres continuaram conversando e a moura a certa altura, como
segredando-lhe ao ouvido:
-- Vizinha não se admire de nada do que veja nem tenha medo de nada nem fale em Deus.
Quando chegaram junto da casa da moura, entraram e a mulherzinha viu tudo bem visto,
“obsequiou” tudo e notou que ela tinha tudo de ouro, prata e cobre. Estava tudo tão bem arrumado e
limpo; Mas a casa era debaixo da terra.
Quando já tinha visto tudo bem a moura disse-lhe: agora vou apresentar-lhe o meu marido;
mas não se assuste, não tenha medo nem diga nada. Conforme a moura abriu a porta do quarto onde
estava o marido, que era metade lagarto metade homem, exclamou assustada e, instintivamente disse:
-- Ai! Valha-me Deus Nossa Senhora!...
Então a moura, muito triste e chorosa, apenas lhe respondeu: -- Ai, minha tirana! Encantasteme por mais cem anos!...Dobraste o meu encantamento!...
De repente, fez-se muito escuro. A moura chorosa, pegou-lhe pela mão e veio traze-la à porta
de sua casa, passado três dias, morreu de desgosto.

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trabalho realizado
por @ JORAGA
Vale de Milhaços, Corroios, Seixal
2015 FEVEREIRO / MARÇO

JORAGA

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…para não perder o fio da meada da interminável fiada de CONTOS & de LENDAS pode ver os
anteriores…

5

6

(5 este que está a ler…)

(o próximo)
4
ALENTEJO – CONTOS & LENDAS 4
MÉRTOLA

3
ALENTEJO – CONTOS & LENDAS 3
C. Gonçalves de Serpa
https://pt.scribd.com/doc/254565656/ALEN
TEJO-CONTOS-LENDAS-3-de-C-Goncalves-deSerpa-SERPINEA-3

https://pt.scribd.com/doc/255007485/ALEN
TEJO-um-CELEIRO-de-CONTOS-LENDAS-4Mertola-Contos-e-Lendas

1

2

ALENTEJO – CONTOS & LENDAS 1–
TRADIÇÃO DE SERPA

ALENTEJO – CONTOS & LENDAS 2 –
in CANCIONEIRO DE SERPA
de MRita OPCortez

https://pt.scribd.com/doc/251714770/ALENTEJO-CONTOSLENDAS-in-Tradicao-Serpa

https://pt.scribd.com/doc/252489809/ALENTEJO-CONTOSLENDAS-2-MRitaOPCortez-Cancioneiro-de-Serpa

Pode ser transferido para poder ser lido pelos diversos meios técnicos actuais
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70

ALENTEJO um CELEIRO de CONTOS & LENDAS – 5 - ALMODÔVAR

outros relacionados:

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Lendas de Beja

A Serpe

http://www.bubok.pt/livros/5206/Lendas-de-Beja-O-Touro-e-a-Cobra-e-outras-LENDAS

http://www.elibro.net/libros/libro.aspx?idlibro=1942

A Cobra

A Moura

http://www.elibro.net/libros/libro.aspx?idlibro=1936

http://www.elibro.net/libros/libro.aspx?idlibro=1952

APAsff

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A Ilha

Lendas da Moura Salúquia

http://www.elibro.net/libros/libro.aspx?idlibro=1922

Ed. AMCM – 2005
MOURA SALÚQUIA
Associação das Mulheres do Concelho de Moura

ALGUMAS LIGAÇÕES para: ALENTEJO – CONTOS E LENDAS:
http://www.joraga.net/contos/pags/53_contos&lendas_alentejo.htm
http://www.joraga.net/contos/pags/53_12_Tradicao_Serpa.htm
http://www.memoriamedia.net/bd_docs/Bibliografia-regioesAlentejo/Bibliografia%20sobre%20contos.pdf
http://www.folclore-online.com/lendas.html#.VOW8c_msUXs
http://orgulhoseralentejano.paginas.sapo.pt/lend_alet.htm
http://nortealentejano.blogspot.pt/2010/01/lenda-da-ponte-da-portagem-marvao1.html

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ALENTEJO – um CELEIRO de CONTOS & LENDAS - 5
CONTOS e LENDAS de ALMODÔVAR
In Monografia da Vila de ALMODÔVAR, de António j. Gonçalves…

Digitalização, Organização, Montagem e Ligações… José Rabaça Gaspar, 2015, com o devido
reconhecimento dos créditos dos respectivos autores… nesta obra, com especial homenagem ao
Prof. Dr. Raul Fernando Gonçalves

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