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OQNVOTCRSA INDICE MOTOR A OLEO DIESEL (OM) 4 PAINEL DE INSTRUMENTOS e INSTRUMENTOS COMBINADOS, CONTROLS B COMANDOS 7 CHAVE DB CONTATO 8 ARREFECIMENTO 2 9 ALIMENTACAO ¢ li FILTROS DE AR , 13 FILPROS DB OL30 : 14 INTERCAMBIADOR 15 SMEREAGEM 16 SAIXA DE MUDANGAS 18 SIX0 TRASSIRO 2 DIREGAO 22 SIGLAS © SUA INTERPRETAGKO 24 CARACTSRISTICAS 25 FREIOS DE SERVICO 26 FREIO DE BSTACLONAMENTO 29 FREIO MOTOR 30 BATERIA ACUMULADORA 32 INSPECAO RAPIDA DIARTA 34 UTENGAO SEMANAL a7 ROTACAO DO MOTOR £ TEMPERAT! 38 INFORMAGOES IMPORTANTES 39 CONSUMO DE OLEO, REVISOES PERIODICAS £ CONDUGAO CORRETA 40 CONSERVAGAO DA PINTURA 41 COMO ECONOMIZAR COMBUSTIVEL 42 PNEUS 43 PRESSAO £ CAPACIDADE DE CARGA 44 Coithhe Pret, ie tele « “Morcedes-Benz do Brasil S.A. — Goréncia do Servico — Depto. de Treinamento — Diviso — SBC 04/77 Manual do ® MOTORSTA INTRODUGAO Prezado Motorist ste Manual do Motoristag@ al vacham-se compilados os mais impor— tantes conselhos relacionados A operagHo do veiculo, alguns topicos relacionados 4 uma manutencdo preventiva ), baseado em nossa extensa expe Nossos veiculos portanto, devido , Gispensam qualquer modificagao ou "melho— Ray niio aprovado pela MBB. leia atentamente as instrugdes NAD BSQUECA % ue o torista € o responsavel pela se- conserve, por to, Seguindo estes conselhos, vocé poderé desfrutar por muitos e muitos anos da boa prestagao de servicos do seu veiculo MBB. Apés 0 que foi sugerido, tome o volante, pense nos seus ee a3 ee formagdes podem ser encontradas no manual de instru- e@... boa viagem Obs.: Outras ¢Ses, o qual acompanha o veiculo. Goréncia de Servico — Depto. de Treinamento — Divisso TSP — SBC 08/77 4 Mu Manual do. QNVOTCRSTA MOTOR A OLEO DIESEL (OM) CIMOTORDS IA _woror A GLEO_DIESEL_(OM) Os motores Diesel Mercedes-Benz oferecem, além da grande durabilida de, um elevado torque com baixo consumo de combustivel. Motores Diesel dispensam: velas, platinados, distribuidor, etc. sen do por isso seu funcionamento mais regularizado e econémico. Mercedes-Gonz do Brasil S.A. — Gerancia de Sarvico — Depio. de Trelnamento — Divisgo TSP — SBC 0/77” QMOTORSTA 0 motor Diesel de injeg&o direta admite ar puro e filtrado. Comprime este ar, tendo como consequéncia o seu aquecimento. No final da compressio é injetado combustivel (éleo diesel) bem pul verizado. Este, ao se juntar com o ar muito aquecido se inflama e se queima, produzindo uma maior pressdo que faz o motor girar. Com isto Poi transformado em forca o calor produzido pela queima do combustivel, Para que wm motor tenha wn funcionamento econdmico é necessario que todo combustivel injetado seja completamente queimado (sem fumaca). A bomba injetora regula e dosifica sua quantidade exata, por isso nado altere a bomba injetora nem viole o lacre do parafuso limitador de débito. Além disso, esse proceder é proibido por lei federal. Cominhe: Intigas Tuattled Mercedes-Benz do Brasil S.A, — Goréncla de Servigo — Depto. de Treinamento — Divisso TSP — SBC 08/77 Qo MOTORISTA __ painet DE INSTRUMENTOS 1 = Iluminacdo interna 12 = Botaéo de partida 2 - Tomada para lampada manual 13 = Chave de contato 3 - Interruptor do ventilador 14 = Limpador de para-brisa, li- ga desliga. 4 - Velocimétro — Oddmetro : z aie 15 - Limpador do para-brisa velo 5 = Pisca-Pisca, veiculo Gidade, rend ats conse oeue 16 - Alavanca de comando do pis- 7 - Carga da bateria ca-pisca buzina e farol al- to/baixo. 8 - Farol alto 17 - Alavanca do freio do rebo - 9 - Luz do freio de estaciona- que. » mento : i 18 - Regulador da marcha lenta. 10 - Iluminacdo do painel 11 - Instrumento combinado Gerdncla de Servico — Dept ANVe) INSTRUMENTOS COMBINADOS MOTCRISTA _““contRoLes E COMANDOS ro 08 combinados = Luz de aviso de baixa préss&o no reservatério de ar. = ManSmetro de ar do freio. = Termémetro da agua. - Indicador da pressdo de 61e0 (1uz de aviso). = Indicador do nivel de combustivel. Nota.: Os diversos modelos de veiculos MBB, possuem painéis de ins trumentos com pequenas diferencas, porém o principio de fun- cionamento @ o mesmo para todos. CONTROLE E COMANDOS' Alavanca do indicador de direcdo » wu = Alavanca deslocada para frente: mudanca de direc&o para a direi - Alayanca deslocada para tras: mudanga de direc¢o para a esquerda. - Alavanea na posig&o inferior: luz alta, - Alyanca na posi¢&o superior: luz baixa. = Botado da buzina. Coioatafuictaee Mercedes-Benz do Brocil S.A. — mento — Divisso TSP — SBC 08/77 incia de Servico — Depte. de Tr Manual co. OQNVOTORSA cae CONTROLES E COMANDOS LAVADOR DO PARA-BRISA (OPCIONAL) © bot&o de acionamento do lavador de pava-brisa encontra-se fixado no assoalho do veiculo, ao lado do pedal da embreagem. 0 reservaté rio do lavador do para-brisa encontra-se fixado no compartimento do motor. ALAVANCA DE ABERTURA DO CAPUZ DO MOTOR Para abrir o capuz do motor, puxar a alavanca situada sob o painel do veiculo A esquerda da coluna da direc&o. Para fecuar o capuz do motor, pressiond-lo contra seu dispositivo de trava. CHAVE DE CONTATO © — Bot&o de partida - Indicador de di recao - Limpador do para-brisa = Instrumentos combinados - Lampadas indicadoras e 14mpadas do freio. 1 — Tluminagdo do painel e anternas dianteiras e traseiras. 2 - Comutador das luzes dos faréis e 1ampada indicadora de farol alto. MANOMETRO DE AR DO FREIO A- Ponteiro vermelho ~ press&o de fre nagem. B- Ponteiro branco - pressdo do re- servat6rio. eee Mercedes-Benz do Brasil S.A. — Gerencia de Servico — Depto. de Teinamento — Divisso TSP — SBC 08/77 Manual do ® VOTORSTA ARREFECIMENTO Muito calor é gerado devido A queima de combustivel no interior dos cilindros. Este calor deve ser mantido dentro de limites adequados. A agua que circula pelo interior do motor forgada pela acHo de uma bomba transporta o calor para o radiador e este o dissipa no ar, au xiliado pelo ventilador. : © d1e0 lubrificante também contribue para o arrefecimento do motor, por reduzir o atrito entre os componentes méveis. Fe get Fution TRAE Mercedes-Benz do Brasil S.A. — Geréncia do Servieo — Depto. de Treinamento — Divisio TSP — SBC 08/77 QMOTORSTA © sistema de arrefecimento do motor deve ser constantemente observa do pelo motorista. Antes de funcionar o motor, deve ser feita uma verificacdo do nivel de Aqva e durante a viagem deve-se observar a temperatura indicada no instrumento correspondente localizado no painel. Temperaturas acima de 95 graus indicam anormalidade, e devem ser e- vitadas . Baixas temperaturas também so inconvenientes porque reduzem a vida titil do motor assim como aumentam o consumo de 61e0 combustivel. Cabe ao motorista observar: Nivel de Agua, tensdo da correia do ventilador e 0 estado das man - gueiras, assim como o estado da tampa do radiador. 0 sistema de arrefecimento é pressurizado através da valvula locali zada na tampa do radiador. Esta deve ser mantida sempre bem fecha- da e em boas condigdes. AO retirar a tampa com o motor quente deve-se solt4-la sé até o pri. meino estagio, para que o vapor escape diminuindo a pressdo (para e vitar possiveis queimaduras, utilize um pano como protec&o). Mantenha limpo 0 radiador e principalmente a colmeia, com intuito de permitir a passagem do ar aspirado pelo ventilador; também o mo- tor deve ser mantido limpo na sua parte externa, pois isso favorece seu arrefecimento. Nao retire a valvula termostatica. Se esta apresentar defeito deve ser substituida por uma nova. Use somente 4gua limpa no radiador. Agua salgada ou 4gua mineral destroem o radiador. Cosetnhed fli, Puastlos (G2 Brasil S.A. — Geréncia de Servico — Depto. de Treinamento — Divisdo TSP — SBC 08/77 i Manual do ; A@NOTORSA simeigecs Conbust{ve2 tems Retornome—x—an iitredo een belbae conus fved, ae ae nex de vapor pio filtraao ccs s ‘olhas de ar ¢ de vapor © combustivel é aspirado do reservatério pela bomba de alimentacdo; desta é envi ado com taixa pressdo (1a 1,5 bar) até os filtros, pa- ra ser purificado, seguindo depois até a bomba injetora onde, pela ago de seus elementos, passa aos bicos injetores com alta pressao. As sobras s&o reconduzidas ao reservatério pelos tubos de retorno. Na entrada da bomba de alimentagdo existe um copo de sédimentacao com um filtro de tela, onde so retidas as impurezas. No interior do reservatério h& outro filtro, para impedir a passa - gem de impurezas maiores. QMOTCRSA Prequentemente a perda de poténcia do motor deve-se A passagem in~ suficiente de combustfivel através do sistema de filtros. Os 2 filtros intercalados entre a bomba de alimentag&o e a bomba injetora devem ser substituidos periddicamente por elementos novos e originais (ndo“limpar). O ante filtro localizado no interior do copo de vidro da bomba de impo periodicamente ou quando’ se visualizar alimentagao deve ser sedimenta¢do de Agua ¢ impurezas. Para limpa-los, solte a porea recartilhada e afaste o grampo; reti ltro ¢ a mola, depois lave com 6l€o diesel e re re © copo com o coloque, tomando cuidado com a junta de vedacio. Se necessdrio anstale uma junta nova. Paga uma sangria do ar que penetrou, soltando uma ou duas voltas o parafuso dé sangria localizado na carcaga da bomba injetora e acio nando a bomba manual até que o d1eo diesel jorre com abundancia e sem bolhas, depois feche o sangrador. No interior do reservatério existe outro filtro que também deve ser limpo periodicamente, sendo para isto necessArio retivar um bu Jao localizado na sua parte inferior. Nesta ocasido também é dre— nada a agua sedimentada. Crrseiichie Irate, Diatilats a ANVe) MOTCRISTA FILTROS DE AR O filtro de ar é um agregado muito importante. Da sua eficiéncia de- pendem o desempenho © a durabilidade do motor. Mantenha-o limpo e sem quaisquer obstrugdes. Um filtro de ar parcial, mente obstruido reduz a poténcia do motor,aumenta o consumo de com — ivel e causa desgastes excessivos. Limpe periodicamente o filtro de ar a banho de 6leo, lavando sua te- la filtrante com solvente e secandc-o com ar comprimido. Abasteca com 61¢0 limpo até o nivel (ndo permita excesso). Filtros de papel devem ser limpos com leves batidas © com ar comprimido; (baixa pres— 830) depois devem ser examinados colocando-se uma 14mpada elétricano Seu interior e procurando, por fora, uma possivel perfuragao do pa~ B21 que inutilizaria o elemento. elementos de filtro de ar de papel poderdo ser lavados até cinco es, sendo porém necess4rios alguns cuidados especiais. 0 conces- fendric MERCEDES-BENZ DO BRASIL podera fornecer informacgSes porme- Szadas. ‘do Brasil S.A. — Gerdncia de Servico — Depto. de Treinamento — Divisio TSP — SBC 08/77 14 Manual do QMOTCRSA rictRee Beles A filtragem do 6leo lubrificante do motor & feita através de um sis tema duplo: primeiro, o éleo passa por um filtro de tela metdlica e vai para as partes que devem ser lubrificadas; uma parte deste 61e0 passa por um filtro cartucho que retém as diminutas particulas que ainda possam existir no lubrificante. Este cartucho deve ser subs- tituido quando da troca de 6leo. 0 filtro de tela metAlica deve ser lavado em gasolina ou 6leo diesel depois secado com ar comprimido. Os motores com turboalimentador possuem um tnico elemento de filtro (papel especial). Este deve ser substituide a cada troca de 6leo. Nota.: A carcaga do filtro de d1eo deve ser preenchida antes de se colocar © motor em funcionamento. Para tanto, hA um bujfo no suporte do filtro. Filtros de d1e0 do Filtros de d1e0 do motor OM-355 motor OM—352 (OH~314) Cossctnchec Pett, Dua silos ‘Mercodee-Honz do Brasil S.A. — Goréncia de Servico — Depto. de Treinamento — Divieso TSP — SBC 06/77 15 Manual do. A MOTCRSTA ITERCAMBIADOR atém o 6leo lubrificante numa temperatu— © intercambiador de calor Fe permitindo ao motor uma lubrificac&o perfeita, independen- ideal, te das temperaturas externas ou da carga do motor, aumentando com is so sua durabilidade. Os motores OM 355/5 e OM 355/6 também sdo equipados com intercambia— \calizado na carcaga do suporte do filtro de éleo lu- dor de calor, brificante. 16 Manual do. Q@NMOTORSA Sabie) Pedel de embreagem Disco de embreagem ive de mudangas A embreagem e a caixa de mudancas sXo agregados que o motorista de- ve saber usar. A embreagem € um acoplamento el4stico que permite ligar e desiigar suavemente o motor da caixa de mudangas, A caixa de mudancas, através de suas marchas seletivas, multiplica a forga de tragao do motor. Coane $ucticed insted Worcedes-Benz do Brasil S. ‘Geréncia de Servico — Dopto. da Treinamonto — Divisio TSP — SEC 08/77 17 OQMOTORSTA A embreagem dos nossos veiculos é de acionamento mecanico, (exceto os modelos 608 D recentes) com mola equalizadora no pedal. Esta mo la tem a func&o de uniformizar a forga necesséria para comprimir as molas do plato. 0s veiculos equipados com caixa de mudancas de 6 marchas nao sin- eronizadas possuem um sistema de freio da Arvore primaria, aciona- do através do pedal da embreagem, que tem por finalidade facilitar a mudanca para marchas de maior velocidade. A embreagem nao requer maior manutengdo porém seu uso correto é muito importante. Toda forca do motor é transmitida A caixa de ma danga e ao diferencial através da embreagem; por esta razao deve se ter muito cuidado ao soltar o pedal, fazendo-o suavemente para evitar golpes ov trancos. 0 pedal da embreagem deve ter wm curso livre (folga) de 25 a 30 milimetros. A embreagem nunca deve ser usada para manter 0 veiculo parado em uma subida quando o motor estiver funcionando. 0 deslizamento do disco gera calor e inutiliza todo o conjunto, além de causar des - gaste prematuro do rolamento desligador e dos mancais do motor. O pedal também n&o deve ser usado para apoiar o pé do motorista du rante a viagem pois causa desgastes desnecessérios. 18 Manual do QNOTCRSA Gaia DE mulbangas A caixa de m tem a finalidade de modificar as rotagdes prove— nientes do motor, aumentando com isto sua forca de tragdo. 40 se acionar a alavanca de uma caixa de mudangas sincronizada ha um Gesiocamento da luva de engate. #sta possue cones de sincroniza— go (anéis sincronizadores) que efetuam o primeiro contato com as en grenagens. Devido a isso consegue-se igualar as velocidades de rota ¢3o das engrenagens, o que vem a facilitar o engrenamento das mesmas. Csiebchs Syeté, Dinstletics. SS Mercedes-Benz do Bracil S.A. — Goréncia do Sorvigo — Depto. de Treinamento — Olvisso TSP — SBC 08/77 19 QMVOTORSA, As caixas de mudancas de 5 marchas dos nossos veiculos s&o totalmen te sincronizadas, permitindo mudangas rapidas e suaves, dispensan do assim a dupla debreagem. Devido & grande facilidade de engrenamento, deve-se observar a sele co correta das marchas. Nos veiculos de 6 marchas (1519 e 1924) a caixa de mudancas sincro nizada é opcional. Was caixas n&o sincronizadas h& a netessida de de utilizar dupla debreagem para efetuar a troca de marchas. Para engrenar marchas de maigp velocidade (caixas nio sincronizadas). - Premir o pedal da embreagem e soltar o acelerador. = Levar a alavanca de mudanga para ponto morto. = Soltar rapidamente o pedal de embreagem e premi-1o novamente. 4 — Bngrenar a marcha de maior velocidade. - Soltar o pedal de embreagem lentamente e simultaneamente acele— var o motor. Para engrenar marcha de menor velocidade (reduzir) 1 - Premir o-pedal de embreagem e soltar o acelerador 2 - Colocar a alavanca de madanca em ponto morto. 3 - Soltar o pedal de embreagem e acelerar o motor (aceleragdo dosa a de acordo com a velocidade do veiculo e a marcha a ser engre nada). 4 - Premir o pedal da embreagem e soltar o acelerador. 5 - Engrenar a marcha requerida de velocidade mais baixa. 6 - Acelerar o motor e soltar lentamente o pedal de embreagem. Pode-se sair em 22 velocidade se o veiculo estiver sem cargae em situacdo favoraével (plano ou descida). Em outras situagSes, use sem pre a 14 velocidade. Cumtshé Suet, Dwstlets —————— ea Mercedes-Benz do Brasil S.A. — Goréncia de Servico — Depto. de Treinamento — Divisgo TSP — SBC 08/77 20 Manual do Q@NMOTORSA EIXO TRASEIRO 0 eixo traseiro recebe 0 movimento do motér através da caixa de mi dangas e da arvore de transmiss&o (card%) e o transmite para as ro- das. Uma caixa de satélites, instalada no interior do suporte da corea, permite transmitir, por meio de engrenagens, rotacoes diferentes 45 rodas quando o veiculo estiver em uma curva ou terreno irregular. A relag&o do nimero de dentes entre a coroa e o pinh%o estabelece uma redug&o que aumenta a forca de tracdo. 0 eixo traseiro poderA ser de uma velocidade ou de duas velocidades (com reduzida). Co cgid Fitba Duaatiads Mercedes-Benz do Brasil S.A. — Gorencia de Servico-— Depto. de Treinamento — Divisio TSP — SBC 08/77 QMOTCRSA Bm terrenos inconsistentes e atoleiros pode ocorrer o deslizamento de vma das rodas. Tsto deve ser evitado porque as engrenagens da caixa de satélites sofrer&o elevadas rotagées esforcos que podem danificé-las. As par ticulas metAlicas desprendidas, misturadas no 6leo lubrificante, passam a causar danos As demais pecgas do conjunto. Para veiculos que, pela necessidade do servico estejam sujeitos a trabalhar em estradas inconsistentes devem ser equipados com blo queio da caixa de satélites. Sao fornecidos eixos traseiros com es te dispositivo ( opcional). Bixos traseiros com duas velocidades (HL 5 Z). A mudancas de velocidade destes eixos é efetuada através de um bo tZo fixado 4 alavanca de mudansas. operado da segquinte forma: (veiculo em movimento). o a - Para reduzir 0 eixo traseiro Pisar no acelerador e puxar o botéo para cima. Em seguida, calcar e soltar o pedal da embreagem. Pisar no acelerador as- sim que a operacdo de mudanga estiver terminada. > - Para passar de marcha reduaida A marcha normal Calcar 0 pedal da embreagem e retirar o pé do acelerador. Em- purrar o botdo para baixo e soltar suavemente o pedal da em- breagem, e ao mesmo tempo, pisar no acelerador. Nota.: A marcha reduzida somente deve ser engrenada quando a velo— cidade do veiculo for suficientemente baixa, para que o mo- tor ndo ultrapasse o limite maximo de rotagdes. Cite t fe Mercodes-Bonz do Brasil S.A. — Geréncie de Servico — Depto. de Treinamento — Divisso TSP — SBC 00/77 22 Manual cio. ® DIRECAO As rodas dianteiras so comandadas pelo movimento do volante, deter, minando assim a diregado que o veiculo deve seguir. A caixa de direcdo, através de seu mecanismo interno, multiplica me canicamente a forga aplicada ao volante de dire¢ao, o que também po dera ser complementado pela forca wlica (direcdo hidraulica). Este sistema, conjugado com a suspensdo e as rédas do veiculo, for ma wm conjunto com diversos Angulos que so regidos pela geometria de diregao. Caminhaes Autigas Gnasileinos Benz do Brasil S.A. — G incia de Servigo — Depto. de Treinamento — 23 QVOTCRSA A direcdo dos veiculos Mercedes-Benz é leve, segura e com grande an gulo de viragem. Gnibus e veiculos maiores so equipados com direc&o hidréulica. ul irecdo hidraulica é um sistema que utiliza a pressdo hidréulica A produzida por uma bomba acionada pélo motor do veiculo para dimi— nuir o esfor¢o do motorista. Sua forma de construcao permite, em caso de avaria do sistema hidraylico, seu funcionamento mec@nico, re qnerendo, porém, maior esforco. Em caso de uma falha desta natureza, deve-se remover a correia da bomba hidraylica para proteger a bomba. Sempre que houver necessidade de regulagem ou reparos no sistema de diregfo, estes devem ser executados em oficinas autorizadas. Gabe ao motorista somente verificar o nivel do 6leo do reservatério da diregdo hidraulica e a tensdo das correias. © nivel de 6leo deve ser medide com o motor funcionando; deve estar entre as marcas "'max."el™min." gravadas na vareta medidora. Com 0 motor parado, é normal que o nivel esteja acima da marca maxi ma. A diregdo hidraulica usa leo especial (éle0 para transmissdo au- tomatica) conforme tabela de lubrificantes da MBB. Nota.: NAo force a direcHo quando a roda dianteira estiver encosta- da contra o meio fic ou outro obst&culo, pois as barras e braces de ligac&o sofrerdo esforgos excessivos. ‘Benz do Brasil S.A, — Geréncia de Servico — Depto. do Treinamento — Divisao 1 SP— SBC 08/77 os 24 OQNMOTCRSA ike nodelos, de produtos MBB, sao classificados por letras. Os diversos Damos a seguir uma relacao das mais usuais: ~ Caminhao Onibus - Motor traseiro 3m Oo tu 1 — Motor frontal (dianteiro) ; K — Basculante 8 - (cavalo mecanico) A = TracSo em todas as rodas B - Betoneira P - Cabina avancada @ - Veiculo militar © agrupamento de letras identifica a especificacao. LS - Caminh%o cavalo mecAnico LAK- Caminh&o com tracéo em todas as rodas e basculante. Bm caminhdes ou em chassi para Gnibus, para especificar’a capacida— de de carga e a pot@ncia do motor, s&o utilizados nfimeros aps a(s) letra (s). Exemp lo: L - Caminhao L - 1513 13 = 130 ev (cavalo vapor) 15 = 15 toneladas L = caminhao 0s algarismos que seguem as letras significam: Os primeiros dois algarismos apés as letras indicam a capacidade to tal de peso aplicavel sobre os eixos em toneladas, (peso do veiculo mais carga). B aos dois filtimos algarismos, acrescenta-se um zero e obtem-se a poténcia do motor-em cv (aproximado). cv - cavalo vapor. Cuneiiehed Grett, Drastlet SS Morcedos-Bonz do Brocil S.A. — Goréncia do Sorvigo — Depto. do Troinamento — Divisio TSP — SBC 08/77 QVOTORSTA 25. CARACTERISTICAS Nos diversos modelos de veiculos é usado um destes motores: OM-314. de 4 cil. e pot. de 85 CV 63 KW a 2800/min M352 de 6 cil. e pot. de 130CV 96 KW a 2800/min (M-352 Ade 6 cil. e pot. de 156 CV 115°KW a 2800/min M-355/5 Ge 5 cil. e pot. de 192 CV 141 KW a.2200/min OM-355/6 de 6 cil. e pot. até 240 CV 177 KW a 2200/min CAPACIDADE DE OLEO LUBRIFICANTE lit. mais 2 litros no filtro de lit. mais 2,5 litros no filtro de lit. (min. .) mais 2,5 litros no filtro de lit. (min.10 lit.) mais 3,3 litros no filtro de lit. (min.14 1ity) mais 3,3 litros no filtro de CAIXA DB MUDANGA £ CAPACIDADE DE OLEO G2 24 - 5 marchas sincr. c/ reduedo 14 marcha 7,31:1 - 3,4 G3 36 - 5 marchas sincr, c/ redugdo 1@ marcha 8,98:1- 6 G3 36 - 5 marchas sincr. c/ redugdo 12 marcha 8,02:1 - 6 G3 40 - 5 marchas sincr. c/ redugdo 12 marcha 7,5 :1- 6. G3. 60 - 5 marchas sincr. c/ redugdo 18 marcha 6,1 :1- 5 AK6 80 -— 6 marchas sincr. (ope.) " 18 marcha 9,0 :1- 13 AKG 90 - 6marchas sincr. " " 18 marcha 9,0::1- 13 Cametthes Grett, Deastlod CARACTERTSTICAS (xpm) (xpm) (rpm) (rpm) (rpm) 61eo d1e0 dleo é1e0 é1e0 lit. lit. lit. lit, see Bis lit. nz do Brasil S\A. — Geréncla de Servigo — Depto. de Treinamento — Divisso TSP — SBC 08/77 26 CNV) MOTCRSTA FREIOS DE SERVICO EIXOS TRASEIROS HL 2/5-4 Usado nos L/LO-608-D HL 4-7,6 Usado nos veiculos L/LA/LP/LPO-1113 HL 14-8,8 Usado nos veiculos L/OF-1313 HL 4/8-10 Usado nos veiculos 1-1513 HH 4/12-10 Usado nos veiculos OH-1313 HO 4-10 Usado nos veiculos 0-362 0-362 A 0-326 0-355 HD 5(Z) Usado nos perenies L/LS-1519 L/LS/LK-1313 e LK-1513 HL 7/015D13 Usado nos veficulos Ls-1924 Obs.: O eixo traseiro HL 5 é fornecido em duas execucdes: simples ¢ de duas velocidades com comando eletropneumftico. Os eixos HL 5 também poderdo opcionalmente ser fornecidos com bloqueio do diferencial ao comando eletropneumatico. FREIOS DE SERVIGO Os veiculos L/L0-608 D tem freios hidraulicos com reforgador pneuma tico (serve freio) de circuito simples. pressdo méxima de ar no re- servatério: 7,35 bar (kgf/cm*). j Todos os modelos 1113, inclusive LP ¢ LPO 1113, tem freio hidréulico com reforcador pneumatico (servo freio) e circuito duplo com pressio maxima de ar no reservatorio de 5,6 bar (kg£/cm2). Qs demais modelos {excetoo LS 1924) tem freio hidréulico com reforga dor pneumAtico (servo freio), duplo circuito e pressio maxima de ar mos reservatéries de 7,35 bar (kg£/cm2). © veieulo LS 1924 tem Freio pneumatico, (ar) de duplo circuito -com pressdo maxima de 8,1 bar (kgf/cm2), Nestes o manémetro duplo indi- ca a pressdo existente em cada reservatério do circuito dos freios dé servico (dianteiro e traseiro). Cosetshesr Pret, Pataca Mercedes-Benz do Brasil S.A. — Gerancia de Servico — Depto. de Treinamento — Divisso TSP — SBC 08/77 QMOTORSA hidis do © freio € um dos componentés mais importantes para a seguranca yeiculo. Para diminuir a velocidade do veiculo ou para manté-lo parado usa - se o freio. © freio de servico pode ser hidr4ulico com reforcador pneumatico ( servo freio ) ow pneumatico (Lg 1924 ) atuando em todas as rodas. 0 £reio de estacionamento atua somente nas rodas traseiras. Caminhoes Antiges Trasileines TSP — SBC 06/77 ‘de Sorvigo — Depto. de Treinamento — Divi jeodes-Bonz do Brasil S. 28 QVSTORSA Nos veiculos Mercedes-Benz o sistema de freio hidraulico 6 auxilia do por servo freio, cuja funcdo 6 multiplicar a orga aplicada so- bre o pedal. Para isto, @ empregado o ar comprimido retirado do reservatério. No painel de instrumentos esta localizado o mandmetro duplo, onde ponteiro branco indica a pressao do reservatério e o ponteiro verme ino indica a pressHo de aplicac&o. 0 reservatério tem capacidade su ficiente para varias aplicacBes sucessivas dos freios em curto es-— paso de tempo. Sempre que a press&o baixar e atingir um limite minimo acender-se-a uma luz de aviso na parte superior do conjunto de instrumentos. 0 veiculo L-608 D tem circuito hidr4ulico simples, isto é, as 4 rodas estao ligadas a um cilindro mestre. Nos demais veiculos, o circuito hidraulico 6 duplo, através de 2 cilindros mestres ou cilindro mes- “tre duplo, obtendo-se com isto maior seguranca, porque em caso de vazamento de fluido de freio em wm circuito, o outro continuard a - tuando. Nos veiculos "cavalo mecanico" ainda existe uma tubulacdo ligada ao servo freio que comanda, por meio de ar comprimido, os freios da carreta. Os veiculos 1924 tem freio pneumatico com duplo circuito. Cuhiieks rete, Duasilots ——— eee Mercedes-Benz do Bresil S.A. — Geréncia de Servico — Depto. de Treinamento — Divisio TSP — SBC 08/77 29 Manual do QAMOTCRSTA FREIO DE ESTACIONAMENTO FREIO DE ESTACIONAMENTO Os veiculos L/LO 608 D e todos os modelos 1113, inclusive LP e LPO tem freio de estacionamento por comando de alavanca, atuando sobre as rodas traseiras. Nos caminhées modelo 1313 e 1513 e no chassis OF-1313 na no freio de estacionamento uma mola acumuladora de reforgo comandada por ala vanca. Os demais modelos de caminhdes e Gnibus tem freio de estacionamento aplicado por 2 molas acumuladoras comandadas por vAlvula pneumatica (manete). A eracio Go freio de estacionamento com mola acumula— dora é obtida pela pressdo do ar retido em um reservatério exclusi- vo para esta finalidad Todos os veiculos com motor traseiro (6nibus) possuem um sistema de emergéncia para liberacio do freio de estacionamento. Este é su- prido de ar por outro reservatério. Os veiculos LS (cavalo mec@nico) possuem dispositivos de ‘acoplamen- to adequados que permitem a aplicacdo de freio na carreta separada- mente. por comando manual (manete). Nestes, a aplicagao do freio de estacionamento no veiculo provoca a frenagem da carreta. FREIO MOTOR Com excegao do modelo 608, todos os veiculos de nossa _—-fabricaco $0 equipados com freio motor. Este freio @ aplicado por um pedal ou botao, localizado no assoalho logo em frente ao bauco do motorista e deve ser aplicado sempre que se tornar necess4rio reduzir a velocidade do veiculo. Comoele atua sobre o motor, € evidente que o mesmo deve estar engrenado. Seu efeito sera tanto maior quanto mais reduzida for a marcha engre nada; Convém aqui, mais uma vez, chamar a atencdo para o fato de que nas descidas acentuadas deve-se trafegar engrenado em uma marcha reduzi da, que corresponde A velocidade que o veiculo poderia desenvolver nesta marcha, se estivesse com o motor tracionado. PIP bittcsd Desie = Geréncla de Servico — Depto. de Treinamento — Divieso TSP — SBC 08/77 Mercedes-Benz do Brasil S. Manual do Ze QMOTCRSTA Seti hota © freio motor atua a’ wés de uma valvula que, intercalada no sis= tema de escapamento, restringe a passagem dos gases para o exte rior. Com isto, o motor retém o ar no interior dos cilindros. atra vés de um sistema de alavancas, 0 acelerador & bloqueado, impedin— do 0 débito de combustive. QO freio motor deve ser usado nas descidas prolongadas, para re-| duzir a velocidade do veiculo. (Quanto mais reduzida for a marcha | engrenada. maior o poder de frenagem). Mercedes-Benz do —“Geréncia do Servigo — Depto. de Treinamento — Divisso T 5 P— SBC Ob/1 Nos veiculos Mercedes-Benz o freio motor & comandado por um pedal ow valvula, localizado no assoalho da cabine, em frente ao banco do motorista, Seu uso & recomendado para auxiliar o sistema de freio de servico, quando o veiculo estiver transitando em descidas prolongadas. Com sua aplicagao reduz-se o desgaste das lonas e tambores. Sua eficiéncia aumenta quando se engrena uma marcha mais reduzida, porém € necessério tomar cuidado com a rotac’o do motor; se esta ultrapassar os limites poder&o ocorrer danos As valvulas, varetas, tuchos, embdlos, bielas etc, isto porque a rotaclo induzida ao mo- tor nado é mais limitada pelo regulador. Cabe ao motorista évitar que isso ocorra. Nos veiculos "cavalo mec&nico", a aplicac%o do freio motor deve ser precedida de uma frenagem parcial da carreta, através da val- vula manete, mantendo-se com isto o comboio esticado. A n&o obser vancia deste item poderA ter graves consequéncias. ‘SBC 08/77 32 QD Manual do MOTORISTA BATERIA_ACUMULADORA Boteria A bateria armazena energia elétrica para acionar o motor de partida e demais componentes elétricos. Durante o funcionamento do motor a energia consumida é reposta de forma mais lenta pelo alternador. Os motores OM-355/5 e OM 355/6 usam 2 baterias para acionar seu mo- tor de partida. Caminhées Autigas Prasileings je Servico — Depto. de Treinamento — Divisso TSP — SBC 03/77 Wercedes-Benz do Brasil S\A. — Geréncia 33 QMOTORSA Periédicamente: 1 - Verifique o nivel da 4gua em cada elemento. Complete, se neces— sArio, até 10 a 20 milimetros acima das bordas superiores das placas. 86 use Agua destilada e funil de plastico. 2 - Limpe e reaperte os terminais. Aplique uma leve camada de vase- lina sobre os bornes e terminais a fim de reduzir a oxidacao. 3 = Mantenha a bateria sempre limpa e seca em sua superficie supe rior, evitando com isso sua autodescarga. 4 - A bateria deve estar bem fixada ao suporte pois as vibragSes e batidas danificam suas placas e poderdo causar vachaduras ua sua caixa. 5 - As tampas devem estar com seus respiros desobstruidos e bem co- locadas a fim de impedir a reteng&o dos gases e a penetragao de corpos estranhos. Nota.: Ao fazer reparos no sistema elétrico desligue o terminal po sitivo. N&o provoque centelhas nem permita a aproximagdo de chamas, pois a bateria poder4 ser destruida por explosio de seus gases. Nunca deixe o motor funcionar com a bateria des- ligada. Nem ligue duas baterias em série para auxiliar, pois isto danifica o alternador. Caminhces Autigas Prasileincs 08/77 éncia de Servico — Dopto. de Treinamento — DIViesO: TSP yeedee-Benz do Brasil S.A. Caminhaes Antigas Trasileincs a @® Manual do MOTCRSTA INSPECAQ RAPIDA_DIARIA UMA INSPECAO RAPIDA DEVE SER PROCEDIDA DIARIAMENTE Esta inspecdo dever& ser efetuada durante o periodo de pré-aquecimen to do motor, isto @, enquanto este estiver funcionando ligeiramente acelerado (aproximadamente 1200/min (rpm)). 1 - Verifique a pressdo dos pneus a sua aparéncia externa. 2 - Verifique se ndo existem vestigios de vazamentos de é1leo nas ro das, eixo traseiro, caixa de mudangas ou no carter do motor. 3 - Drene a garrafa filtro de ar (exceto modelo 1924), mantendo o bot&o bem apertado contra seu encosto durante 30-40 segundos (com o moter funcionando). Até que se verifique uma descarga de ar na sua abertura inferior,(junto com o ar serdo eliminados: 6 leo, agua é impurezas). A nio observancia deste procedimento po derA danificar o sistema de ar pressurizado. 4 - Inspecione rapidamente as partes externas do veiculo quanto a fixag&o de agregados, pneu sobressalente, estado da lataria, pa rachoques ¢ lanternas de sinalizacdo, parabrisas e espelho re- trovisor. 5 - Interior da cabine: Verifique o funcionamento das luzes inter — nas, sinalizadores, fardis, etc. Como motor em funcionamento todas as luzes de aviso dever&o estar apagadas, exceto a indica dora do freio de estacionamento (veiculo 1313 em diante). Verifique o funcionamento do limpador e lavador de parabrisas. Controle a press%o de ar indicada pelo mandmetro. Regule a marcha lenta do motor. Nos veiculos com freio de estacionamento com mola acumuladora, deveré estar acesa uma lampada no retangulo correspondente (freio aplicado), Esta luz deverA se apagar ao ser desaplicado © freio de estacionamento. Mercedes-Benz do Bra Divisgo TSP — SBC 08/77 QMOTCRSA 35 Se isto ndo ocorrer, h& insuficiéncia de ar no reservatério. De ve-se esperar até carregi-lo. "Nunca tente movimentar o veicu- lo com esta luz acesa, pois a embreagem sofrerA danos". Antes de movimentar o veiculo aplique energicamente 0 pedal do freio de servigo. Os ponteiros do mantmetro duplo devem “ficar dicando a mesma pressdo; e manterem-se nesta po- sobrepostos, sig&o enquanto o pedal estiver aplicado. Uma queda dos mesmos indica vazamento de ar e isto devera ser corrigido imediatamente. Coloque o veiculo em movimento. Depois que 0 mesmo atingir al- guma velocidade, faga wm teste de reac&o dos freios comprimin- do lentamente o pedal. A redugo da velocidade deve ocorrer sua ve e gradativamente sem desviar o veiculo para os lados. Natu - valmente deve-se tomar 0 devido cuidado com seguranca dos ou- tros veiculos em trafego. Inicialmente, use marchas reduzidas; solicitando o motor somen— te depois que a sua temperatura se normalizar. Os motores novos ou recondicionados devem ser amaciados duran- te os primeiros 2.000 km, da seguinte forma: Evitar as rotagtes elevadas, isto 6, ndo conduzir o veiculo em velocidades acima de 75% da mAxima atingivel em cada marcha: Exemplos: Em 52 velocidade, a velocidade maxima atingivel é 80 km/h, 75% desta € igual a 60 km p/hora. A carga do veiculo no periodo de amaciamento também deverA ser 25% menor que a normal determinada pela fAbrica, isto durante os primeiros 2.000 kms. Depois deste periodo a velocidadee a carga poder&o ser aumentadas gradativamente. Cuneiahed: Grate, Pua tilad Mercedes-Benz do Brasil S.A. — Geréncia de Servigo — Depto. de Treinamento — DWIioTSP — GBC 08/77 36 OQVOTORSA Diariamente antes de funcionar o motor deve-se verificar: a- b= — © nivel de éleo do motor © nivel da 4gua do radiador certificar-se da existéncia de combustivel no reservatorio. Para funcionar o motor Coloque a alavanca de mudan¢a em ponto morto e mantenha o freio de estacionamento aplicado. Introduza a chave totalmente no contacto e observe: Devem acender-se as luzes indicadoras de press&o de 61eo e da carga da bateria. Com © pedal do acelerador aplicado no minimo até a metade do. seu curso, aperte o botdo de partida, (no maximo durante 15 se gundos). TAo logo o motor funcione, solte 0 botdo. Se o motor n&o Euncionar aguarde 2 a 3 minutos e faga nova tentativa. © intervalo permite a recuperacdo da bateria e un resfriamento do motor de partida. Nunea acione © motor de partida com os faréis ligados. Logo que o motor iniciar seu funcionamento reduza sua rotagio e simultaneamente, verifique se as luzes indicadoras de pressio de dleo e carga da bateria se apagaram. Se a luz indicadora de pressdo de 61eo nao apagar pare o motor imediatamente e mande verificar a causa. Apés funcionar o motor regule sua rotacdo para um regime de 1200/min (rpm) (aproximadamente o dobro da marcha lenta), atra- vés do regulador da marcha lenta. Com isto assegura-se uma boa lubrificacao e um rapido pré-aque— cimento ao motor. Aproveite o perfodo de aquecimento de motor para uma inspecio rApida do veiculo. AT POT 8 TS —<—<—$<—<—<—<—————————— — Mercedes-Benz do Brasil SA. — Goréncia de Sarvigo — Depto. de Trelnamento — Divisso TSP — SBC 08/77 a7 Manual do Sara Suantrencnoncctmnar AS MANUTENCOES SEMANATS Periodicamente (ao menos uma vez por semana) devem ser efetuadas al gumas inspeg3es de rotina no veiculo: 1 - Drenar todos os reservatérios de ar através de suas vdlvulas de Grenagem. 2 - Verificar o nivel de 4gua da bateria. Esta deve estar 10 a 20 milimetros, acima’das bordas das placas. Se necess4rio comple - tar apenas com agua destilada. Limpar os bornes e terminais dos cabos, e, se necess@rio, rea pertaé-10s. Limpar a parte superior da bateria e verificar sua fixac&o no suporte. ~ Imspecionar a tensdo das correias do motor. Controlar com o mo- tor em funcionamento, © nivel de éleo da direcdo hidraulica. Com o motor parado o nivel deverA estar cerca de 10 milimetros acima da marca maxima. 4 - Verificar e, se necessépio, reapertar os parafusos de “fixaco das rodas. Estes, porém, ndo devem ser apertados com torque ex- cessivo, Use a alavanca-cabo original, sem extensio. 5 - Verifique o nivel dos reservatérios de fluido de freio. Uma fal ta acentuada requer uma inspecdo maior a fim de eliminar a cau- sa. 6 - Verifique o curso livre do pedal de embreagem e do freio. Se ne cessaério, devem ser regulados. Depto. de Treinamento — Divisdo TSP — SBC 03/77 QMOTORSTA _ Rotaeto. 00 s MOTOR E TEMPERATURA ROTAGAO DO MOTOR i - Rotacdes maximas elevam 0 consumo de combustivel e de lubrifican- te, encurtando a vida atil do motor. ~ Rotagées baixas demais, nas quais 0 motor ndo mais responde 4s solicitagSes do acelerador, trazem desgastes prematuros das va- vias partes internas do motor, reduzindo o rendimento do combusti. vel. - Aceleragées desnecessarias as mudancas de marchas em veiculos do tados de sincronizadores também elevam © consumo de combustivel. = Uma condugao econémica pode ser conseguida utilizando-se cada man cha até seu limite de velocidads indicado no velociinetro, e man- tendo-se a velocidade do veiculo uniforme, gem freadas bruscas € arrancadas violentas, sem altas velocidades nem baixas rota- cdes do motor. : A velocidade média de um percurso quase n&o se altera com altas velocidades mantidas por pequenos periodos, ‘nas retas e descidas. - A utilizac&o do cambio para reduzir a velocidade nas destidas @ recomendavel. Entretanto, a mudarica para marcha dé menor velocida de requer experiéncia e critério. Nas descidas é preciso cuidar para que 0 motor nao atinja rotagdes acima da maxima especiPica- da para 9 trabalho, o que pode trazer sérios problemas em suas partes moveis, tais como: ruptura de biela, quebra de valvulas, etc... TEMPERATURA DE FUNCLONAMENTO Outro importante fator @ a temperatura de funcionamento do motor. Motores que ndo atingiram a sua temperatura normal n&o queimam bem © combustivel injetado e nado desenvolvem sua poténcia total; além de consumir mais combustivel sofrem maior desgaste, causado pela contaminagao do éleo lubrificante com combustivel. A vAlvula termostética intercalada no circuito de arrefecimento tem a fungdo de fazer o motor se aquecer rapidamente até a temperatura normal e depois mant@-1a controlada durante todo periodo de funcic— namento, independente de outros fatores tais como: tipo de estrada ou peso da carga, temperatura do ambiente etc. Caminhees Autigas Grasileincs aH —_—_—_—_—_—————————— ‘Mercodee-Bonz do Bresil S.A. — Geréncia de Servico — Depto. de Treinamento — Divisio TSP — SBC 08/77 39} Manual do. AMOTCRSA INFORMACOES IMPORTANTES Os circuitos elétricos de nossos veiculos s&o protegidos por fusi- veis agrupados e situados em local de facil acesso. Antes de substituir um destes fusiveis, deve-se corrigir o fator gue ocasionou a sua queima. Ao repor um fusivel certifique-se de que a capacidade (amperagem) seja a mesma do anterior. A instala — Gao de fusiveis de maior capacidade poderA danificar os Fios do Circuito e até provocar um incéndio. Em caso de ayaria no sistema pneumatico, o freio de estacionamento poderé bloquear as rodas traseiras dos veiculos equipados com mola acumuladora. Para libera-las sera necessArio soltar as porcas da haste do émbolo da mola acumuladora ( a rosca da haste € protegida por um tubo de borracha ). Nos énibus e chassis com motor traseiro hA um dispositivo de emer— géncia que permite a liberacdo por ar comprimido, proveniente de outro reservatério. Na remogdo (rebocar) de veiculos nos quais hA avarias no eixo tra seiro, @ necessaério remover as duas semi 4rvores. Proteger (tapar) 0 eixo contra a entrada de poeira. Em caso de avarias na caixa de madangas, deve-se retirar apenas a aevore de transmissio; porém, se durante a remogao do veiculo o mo tor tiver que funcionar para carregar de ar os reservatérios, (ne— cessidade de freios) entdo dever-se-4 remover a caixa de mudancas avariada. Use somente dleos lubrificantes recomendados pela Mercedes-Benz. E nao misture dleos de diferentes marcas, mesmo que estas constem de nossa tabela de lubrificantes. O uso de aditivos "especiais" ao dleo recomendado n&o @ convenien- te, podendo ser até prejudicial. Caminhses Cfntigas Tuasileinos Treinamento — Divisio TSP = SBC 08/77 Mercedes-Benz do Bresil S.A. — Goréncia de Servigo — Depto. ee CONSUMO-DE OLEO *° & @ Meuetce. REVISOES PERIODICAS MOTORISTA, CONDUGAO CORRETA : CONSUMO DE OLEO LUBRIFICANTE. Motores novos ou recondicionados normalmente apresentam um consumo maior de 6le0, isto porque seus cilindros e anéis estao em perio do de ajustamento. Durante ‘este pericdo um consumo de lai,5 li tro de lubrificante por cada 100 litros de 6leo Combustivel gasto aeverA ser considerado normal; gradativamente, como amaciamento, esta relacdo diminuira. be aqui esclarecer que um pequeno consumo de lubrificante & nece ssario e nado pode ser evitado. RSEVISOSS PERIODICAS As revisoes periodicas devem ser efetuadas em uma oficina autoriza da por pessoal habilitado, com ferramentas adequadas. A f£4brica estabelece planos de revisdo onde estado discriminados to des os trabalhos a serem executados racionalmente a cada 5.000 km vodados. CONDUCKO CORRETA E ECONOMICA DO VEICULO 0 motorista desempenha wm papel importante no custo de — operacHo, ado sé nas providéncias didrias de manutencdo como também na manei ra de conduzir o veiculo. Caminhses Antigas Grasileincs Mercedes-Benz do Brasil S.A. — Geréncia de Servico — Depto. de Treinamento — Divisso TSP — SBC 08/77 _ | 9 Manual do 4 AMOTORSA CONSERVACAO DA_PINTURA PARA CONSERVAR A PINTURA DO VETCULO Lave-o somente com agua e sabdo neutro, evitando os jatos fortes e a irradiag&o solar direta durante a lavagem. - 0s cantos de dificil acesso devem ser lavados com atengdo espée- cial porque a sujeira incrustada favorece a corrosdo (ferrugem). -— Manchas de asfalto e de piche ndo deverdo ser raspadas. Sua elimi nag&o se consegue com querozene. ~ Evite que as borrachas, mangueiras e guarni¢des entrem em contato com leo, graxa, querozene ou gasolina durante a pulverizacao da parte inferior do veiculo. = Caso essas partes tenham sido atingidas por um desses produtos, limpe-as cuidadosamente com alcoél a fim de evitar sua destruicaa - Os cromados deverm ser limpos com Agua e sab’%o enxugando-os com uma camurca. - Nas praias e€ locais onde o veiculo possa sofrer a agdo do sal e areia, dever-se-a aplicar uma leve camada de vaselina sobre as partes cromadas. - As dobradicas deverSo ser lubrificadas com algumas gotas de 61e0, usando-se uma almotolia. - Os estofamentos e forragdes deverdo ser limpos somente com agua e sabo. Nunca use gasolina, thimer, benzina etc. - As canaletas dos vidros deverdio ser limpas usando-se um pincel, e depois aplicando um pouco de talco. - As guarnigdes das portas (borrachas), se conservam melhor aplican do sobre as mesmas uma leve camada de sebo ou vaselina. Cunebehe: Gyeti, DB eb Mercedes-Benz do Brasil S.A. — Geréncla de Servica — Depto. de Treinamento — Divisso TSP — SBC 08/77 42 ® Manual cio como Z MOTORISTA __Economzar comsustiveL FATORES QUE AUMENTAM O CONSUMO DE COMBUSTIVEL ¢ a) Dependentes do comportamento do motorista Velocidade excessiva Violagao do lacre da bomba injetora AceleragSes desnecessarias Velocidades muito variadas (paradas desnecessarias) Frenadas bruscas (condvza em velocidade compativel com a seguranca) Mudancas de marcha no momento inadequado (mem antes nem depois) b) Dependente do vi Filtro de ar sujo Filtros de combustivel parcialmente obstruidos Valvulas do motor com folga incorreta Bomba injetora mal sincronizada ou mal regulada Bicos injetores com defeito ou mal calibrados Pneus com pressdo baixa Freios prendendo (mal regulados) Rolamentos das rodas mal reguilados ou com falta de lubrificagao Direc#o mal regulada (convergéncia e cambagem incorretas). Embreagem mal regulada (patinando) Vazamentos de combustivel a Das condicées Carga excessiva Carga mal distribuida Carga muito alta Estradas inadequadas Caminhecs ctutigas Daasileings Mercedes-Benz do Brasil S.A. — Gerancia de Servico — Depto. de Treinamento — Disisso TSP — SBC 08/77 43 QMWOTORSTA HAcos 4 vida ftil dos pneus depende dos cuidados do motorista. a - Mantenha os pneus calibrados conforme a tabela do fabricante. b - N&o calibre os pneus quando estes estiverem quentes (durante a viagem) e nfo faca sangrias. © — Com o passar do tempo todos os pneus perdem pressdo; ws mais, outros menos. Por esta raz4o, deve-se calibrar os pneus frequen temente e sempre quando estiverem frios (inicio de viagem). d—- A falta de pressao, bem como o excesso, reduzem a vida Gtil do pneu. e — As frenagens violentas, bem como as derrapagens na pista, em curvas, causam desgastes irregulares da banda de rodagem e des-— balanteiam o pneu. £ = Cargas ou velocidades elevadas aquecem demasiadamente o pneu, veduzindo a resisténcia da borracha e das lonas. Estradas com pavimentagio irregular flexionam excessivamente as lonas e supe raqueceh os pneus. Reduza ao maximo esta situagdo trafegando em velocidades mais baixas. g - Ndo permita que os pneus deslizem (patinem). Além de se desgas— tarem, poderdo ocorrer cortes nas suas bandas. Nos dias de chuva as pedras sobre a pista'cortam mais fAcilmen- te os pneus, pois a agua lubrifica as superficies em contacto. h — N&o permita que o pneu recéba impactos subindo sobre degraus, meio fio ou outros objetos. Se necessério coloque uma rampa com inclinag&o adequada. = Eyite 0 contato de 61e0 ou graxa com os pneus, nem limpe suas laterais com querozene ou gasolina. Mantenha os freios e a dire¢&o corretamente regulados e, quando necessério, mande balancear as rodas. Mercedes-Benz do Brasil S.A. — Geréncla de Servico — Depto. de Treinamenta — OWisso TSP — SBC 08/77 Caminhe byte, Drasilei a Qo PRESSAO E MOTORSTA CAPACIDADE_DE_CARGA PRESSAO DOS PNEUS CAPACIDADE DE CARGA i 5 = ‘Presaeg de onchinentg Caras edeivelvel par Tp aate Pavmtiee Bo () Gite! abe/pal” claw (en ks) () eT S10 FF 7 5 ® EID a 5.3 % 4.000 1-608 D 7006 30 FR > 39 55 2.100 n 46 & 4.000 TAKS /BAAK (S23 70 aa FR v 45 6 3.600 7 53. % 7.500 Toray 0B aR r oS x 00 2 5.3 B 7.400 ra 13 900-2 Super > 7 = 700 ue ° S7 % 8.500 TK/S-13 900-2 «Super > 63 = 500 um : 70 10 _ se Waeisi3 10,00 ‘Super T 63 x 5.000 16 FR r 67 % 30.000 Tag 900-20 ——~Super ? 67 s 4.700 ie z 63 5 2x 8.250 TRAE 23 30,00=20 14 PR D 63) x 5.000 2 5,3 % 2s 85005 TASAB9 10.002 16 PR D 63 0 5.000 1 67. 55 38.000 sa Sige 002 rf 7 aay ee Site 7.00-2 «2 A 2 5 2 72tB Redagea Dope 9.00020 12 FR D 48 6 3.60 ? 3,2 & 2x 4500 0-382 9.00-20, Super D e50 Le 7.400 saterubmo 14 FR 2 49 7 7.300 (wrteno 12 a) CI THE © OFT) 9.00-30 14 PR D a3 x 400 porta nalas laterais bi 60 & 8,100 (0-326 @ 0-355 (ON-355) 10.00-29) TA PR D 5,6 = 4700 efporta sala passarte fi 5.6 2 8,200 aE uae D 5,6 2 3.400 T 53 % 6.200 032 ML aa «tae D 5,8 a 3.00 T 60 5 6,000 0-352 Ue B50 _la FR D 5,6 @ 3.400 = r 53 5 31200 0-352 MDE 75-00 7 56 @ 5200 mst oa ” se 5 6ie00 rs 900-20 12 FR D 42 6 3.400 mad (Opetonat) t 46 6 5,00 15a 9.00-0 a2 PR D 4,6 % 3,600 t 543 % 7,500 TROT 300-27 FF > 3 % 7.500 r 5.3 % 7.400 2 1,0 100 5.000 Ls~1924/29 1100-22 14 PR rc 6,5 120 10.000 TEISHO/H (Tandon) Z 4 1P8-1520/36 + 13,5 (3¢ eizo) 195-1500/96 1 13,]2 (Gmndea) 1200-22 1 > 5,3 % 5.000 128-1520/30 + 23,72 (Taaden) . 42 @ 2 8.500 1P-1520/36 + 13,5 (3° edz) pag20/46 + 1355 (32 etz0) (0) =D = Bizo Manteire, T= Rizo traseiro (r+) = Carga sobre a via (Peep trate: carge + vofeulo) #R (Ply Rating) - {ndico de resistincia da carcace do roproseata o niftero roo de lonas