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Sistema Financeiro Nacional Definição - Conjunto De

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SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL Definição - Conjunto de instituições criadas para manter o fluxo de recursos contínuo entre poupadores e investidores

, coibindo o abuso e mantendo a confiança na moeda. ORIGENS Lei 4.357/ 64 - Correção Monetária - indexação de débitos fiscais e criação de títulos federais p/ORTN Lei 4.380/64 - Criado BNH (gestor da poupança e fomento de casas e urbanismo) Lei 4595/64 - Criado o CMN e o Bacen, bem como normas do sistema financeiro. Lei 4728/65 - Normas p/ um sistema de investimentos e de crédito ao desenvolvimento. Lei 6385/76 - Criação da CVM, regulamentação e fiscalização dos valores mobiliários (antes Bacen) Lei 6404/76 - Lei das S.A - regras aplicáveis às S.A e sua estrutura societária, estatutária e legal. ESTRUTURA Crédito de curto/ curtíssimo prazo - Bancos comerciais e Múltiplos, Caixas econômicas, Cooperativas Crédito. Crédito de médio/ longo prazo - Bancos de investimentos, de desenvolvimento e Múltiplos, Caixas Econômicas Crédito ao consumidor - Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (Financeiras) e Bancos Múltiplos Crédito habitacional - Caixas Econômicas, Associações de Poupança e Empréstimo, Cia Hipotecárias, Sociedades de Crédito. Imobiliário, Bancos Múltiplos. Intermediação de títulos e valores mobiliários Corretoras e DTVMs, Bancos de Investimento e Múltiplos. Arrendamento mercantil Sociedades de Arrendamento Mercantil e Bancos Múltiplos. Outras: Seguradoras, Companhias de Capitalização, Entidades Previdência Privada, Factorings e Consórcios. ÓRGÃOS REGULADORES (NORMATIVOS) CMN • Composição: Ministro MF (Pres.), Ministro do MPOG, e Pres.BACEN • Reuniões: 1 p/ mês e extra (convocação do MF) • Por maioria de votos (voto de qualidade do MF) • MF - prerrogativa de deliberar ad referendum (urgência e relevante interesse) submetendo a decisão na 1 reunião pós. • Atos normativos - resoluções / deliberações • Atribuições: Adaptar meios de pagamento `a economia Regular moeda (int/ext) e equilíbrio no BP. Orientar recursos das IF.

Aperfeiçoar IF e instrumentos financeiros Zelar p/ liquidez e solvência das IF Coordenar políticas (Monet Cred. Orçam. Fiscal e Dívida Publica) Diretrizes/ normas da política cambial Disciplinar crédito e operações Regular a constit. funcion. fiscaliz, penalid do agentes financeiros Normas gerais de contabilidade/estatística p/ IF Determinar recolhimentos compulsórios / encaixes das IF (função tb do Bacen) Disciplinar as bolsas e corretores. CRSFN (Conselho de Recursos do SFN) • Julgar recursos de penalidades adm. do BACEN e CVM (2ª e última instância) • 8 Conselheiros (ind.MF) p/ 2 anos (recond 1vez), sendo: MF (1), Bacen (1), CEF (1), CVM (1) e 4 de entidades/ classe (Merc.Fin.Cap) (por ela indicados em lista tríplice). • 1 PFN (observância de leis, normas, etc) BACEN • Controle da oferta de moeda e crédito (política monetária e cambial) • Originou-se da SUMOC (controlava o mercado monetário e preparava a organização do Bacen) • Sede: Brasília - Repres. Belém, BH, Curitiba, Fortaleza, POA, Recife, RJ, Salvador e SP. Atribuições Emitir moeda (papel e metálica) Serviços do meio circulante Determinar % recolhimentos compulsórios Receber os depósitos voluntários à vista das IF Realizar redesconto e empréstimos às IF Controlar capitais estrangeiros Ser depositário (reservas de ouro, moeda estrangeira e direitos especiais de saque) Fiscalizar IF e aplicar penalidades. Autorizar IF a funcionar no país, instalar/ transferir sedes (inclusive ext), ser transferida. fundida, incorporada cindida ou encampadas, praticar câmbio, crédito rural, venda de títulos públicos e de crédito/ mobiliários, ações, debêntures, letras hipotecárias. Alterar estatutos Estabelecer condições p/posse na adm de IF e exercício em órgãos consultivos, fiscais, etc (segundo normas da CMN) Compra e venda de títulos públicos federais (política monetária) Entender-se com IF estrangeiras/ internacionais Regular compensação (cheques e papéis) Vigiar mercado financeiro e de capitais (empresas e suas interferências)

Atos normativos Circular (decisões do CMN ou diretoria) - ass.1 ou + membros. Assuntos interesse geral e SFN Carta-Circular (instruções) ass. p/chefe da unidade - interesse SFN Comunicado - esclarecimentos diversos (ass. Chefe da Unidade) interesse geral. Comunicado-conjunto - regulamento, instrução ou esclarecimentos da diretoria do Bacen c/ órgãos (ass. p/ 1 ou + da diretoria e do órgão) CVM • Regular, controlar, disciplinar os VM e atividades do mercado de capitais • Atribuições: Disciplinar, fiscalizar nos VM: emissão distribuição, negociação, intermediação, administração de carteiras, custódia, serviços de consultor e analista. Disciplinar e fiscalizar organização e funcionamento da bolsa e auditoria das Cias abertas. Regulamentar matérias de VM e das S.A (leis) Administrar registros de VM Fixar limites máximos (preços/comissões de intermediários) Fiscalizar as Cias abertas (e com prioridade as que não pagam dividendos) Suspender negócios mobiliários Decretar recesso da Bolsa Informar e orientar os participantes Registro p/negociação (bolsa e balcão) ESPÉCIES DE INSTITUIÇÕES INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS BANCARIAS (OU MONETARIAS) BANCOS COMERCIAIS • Operações de curto e médio prazos • Capital de giro p/ comércio, indústria, serviços, PF, crédito rural. • Operações ativas, passivas, especiais, acessórias e de prestação de serviços. Operações ativas • Desconto de títulos • Crédito, simples e em conta-corrente • Crédito rural • Empréstimo p/ capital de giro • Repasses e refinanciamentos • Aplicação em títulos e valores mobiliários • Depósitos interfinanceiros Operações passivas • Depósitos a vista • Depósitos a prazo • Obrigações no país e exterior (repasses e refinanciamentos) • Emissão de Certificados de Depósitos interfinanceiros(CDI).

Operações especiais: • operações de câmbio • custódia de títulos e valores • fianças e outras garantias • operações compromissadas (operações de mercado aberto ou open market) • compra e venda no mercado físico de ouro; • administração de fundos de investimento. Operações acessórias (atendimento de particulares, governo, empresas estatais/ privadas) • ordens de pagamento e transferência de fundos; • cheques de viagem; • cobrança; • serviços de correspondente; • recebimentos e pagamentos de terceiros; • saneamento do meio circulante e fornecimento de troco; • intermediação em títulos federais em leilões; • serviços de câmbio e comércio internacional; Prestação de serviços (convênios) • recebimento de tributos, FGTS, INSS, PIS, seguro, água, energia, gás e telefone; • pagamento de FGTS, INSS, PIS e segurados • serviços a outras IF e à empresas de atividades complementares ou subsidiárias, cartão de crédito, administração de bens e processamento de dados; • outros serviços vinculados à arrecadação e ao pagamento de interesse público. COOPERATIVAS DE CRÉDITO • Instituições financeiras privadas e personalidade jurídica própria • Crédito e serviços a associados • Sociedade de pessoas de natureza civil • Classificação: singulares: mínimo de 20 cooperados cooperativas centrais ou federações de cooperativas: mínimo de 3 cooperativas singulares confederação de cooperativas: mínimo de 3 cooperativas centrais. Objetivo ou natureza • Economia e crédito mútuo - PFs com profissão ou atividades comuns ou vinculadas à determinada entidade ou PJs (micro e pequena empresa) com atividades correlatas às PFs, ou ainda, sem fins lucrativos com sócios no quadro. • Luzzati ou popular - cotas de pequeno valor e atuação municipal. Vedadas atualmente. • Crédito rural - PFs que desenvolvam atividades agrícolas, pecuárias ou extrativas, captura e transformação do pescado e, excepcionalmente, por PJs exclusivas que exerçam as mesmas atividades.

Capital social • Cotas-partes e nenhum associado pode subscrever + 1/3 do capital social. Operações ativas • Desconto de títulos • Abertura de crédito, simples e em contacorrente • Empréstimos para capital de giro • Crédito rural • Repasses e refinanciamentos Operações passivas • Depósitos a vista • Depósitos a prazo fixo • Obrigações contraídas junto à instituições financeiras Operações acessórias • Cobrança de títulos • Recebimentos e pagamentos (conveniados) • Correspondente e a custódia. INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS NÃO BANCARIAS (OU NÃO MONETARIAS) BANCO DE INVESTIMENTO • Operações de médio e longo prazos Ativas • Financiamento de capital fixo • Financiamento de capital de giro • Repasse de empréstimos externos • Repasse de recursos oficiais • Arrendamento mercantil (Iease back) • Aquisição de direitos creditórios • Subscrição ou aquisição de Títulos e Valores Mobiliários • Crédito rural • Depósitos inter-financeiros Passivas • Depósitos a prazo • Empréstimos externos • Empréstimos no país, oriundos de recursos de instituições financeiras oficiais • Emissão de Certificados de Depósitos interfinanceiros (CDI) Especiais • administração de fundos de investimento • distribuição, intermediação ou colocação no mercado de títulos e VM • operações compromissadas • concessão de fiança e aval • operações de câmbio • compra e venda no mercado físico de ouro. BANCOS DE DESENVOLVIMENTO (BD) • Instituições financeiras estaduais • Operações de médio e longo prazos (recursos para projetos e programas p/ desenvolvimento econômico e social do estado)

Operações ativas • Financiamento de capital fixo • Financiamento de capital de giro • Aquisição de direitos creditórios • Repasse de empréstimos externos • Repasse de recursos oficiais • Arrendamento mercantil (Iease back) • Crédito rural • Depósitos inter-financeiros Operações passivas • Depósitos a prazo • Operações de repasse/contribuições do setor público • Empréstimos externos • Empréstimos no país, oriuiidos de recursos de instituições financeiras oficiiis • Emissão de Certificados de Depósitos lnterfinanceiros (CDI) SOCIEDADES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (LEASING) Recursos de empréstimos contraídos no exterior; emissão de debêntures; instituições financeiras oficiais, destinados a repasses dentro de programas específicos; cessão de direitos creditórios de contratos de arrendamento mercantil; cessão de contratos de arrendamento mercantil e emissão de CDI. Aplicação das disponibilidades em títulos da dívida pública e CDI. Operações ativas • arrendamento mercantil (bens móveis nacionais ou estrangeiros, imóveis adquiridos pela arrendadora, para uso da arrendatária na atividade econômica. Contratos de arrendamento mercantil Dados mínimos obrigatórios: • descrição dos bens objeto do contrato, com todas características para identificação; • prazo de arrendamento; • valor das contraprestações ou fórmula de cálculo, e critério de reajuste; • condições de exercício, por parte da arrendatária, do direito de optar depois do prazo de arrendamento, pela renovação do contrato, devolução ou aquisição dos bens arrendados. Operações • prazo mínimo de 2 anos (bens c/ vida útil = ou < 5 anos; • 3 (três) anos, para o arrendamento de outros bens.

SOCIEDADES DE CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO (FINANCEIRAS) Operações ativas • financiamento de bens e serviços, • financiamento de capital de giro, • refinanciamento de operações de arrendamento mercantil, • aplicação em títulos e valores mobiliários e depósitos interfinanceiros. Operação passiva (principal) • aceite de letras de câmbio. SOCIEDADES DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO (SCI) Operações relativas à incorporação, construção, venda ou aquisição de habitação. Recursos de poupança, emissão de letras imobiliárias e hipotecárias, emissão de CDI. BANCOS MÚLTIPLOS • Resolução 1.524/88 - autoriza a constituição de bancos múltiplos • Finalidade - realizarem, numa única instituição financeira, as operações de bancos comerciais, investimento, desenvolvimento, sociedades de crédito, financiamento e investimento, de crédito imobiliário • Permitido de 2 a 4 das operações citadas. • Resolução n9 2.099/94 - autoriza aos bancos múltiplos a carteira de arrendamento mercantil. • Facultada operações permitidas originalmente às instituições financeiras que deram origem. SISTEMA DISTRIBUIDOR DE TÍTULOS E VALORES MOBILIARIOS Bolsas de valores Associações civis sem fins lucrativos Objetivos principais: manter local ou sistema adequado à realização de operações de compra e venda de Títulos e VM, dotar o referido local ou sistema de meios para realização e transparência das operações, estabelecer sistemas de negociação que propiciem continuidade de preços e liquidez. Não podem distribuir às sociedades corretoras e membros parcela de patrimônio ou resultado, exceto em dissolução e na forma que a CVM aprovar. SOCIEDADES CORRETORAS E DTVMs Forma de S.A. ou LTDA. Corretoras - podem ser admitidas como membros das bolsas de valores pela aquisição de títulos patrimoniais daquelas entidades Principais objetivos: • operar no recinto ou em sistemas mantidos por bolsa de valores

• • • • • •

subscrever emissões de títulos e valores mobiliários para revenda intermediar oferta pública e distribuição de títulos e valores mobiliários no mercado comprar e vender títulos e valores mobiliários, por conta própria e de terceiros encarregar-se da administração de carteiras e da custódia de títulos e valores mobiliários instituir, organizar e administrar fundos e clubes de investimento operar em bolsas de mercadorias e de futuros.

Distribuidoras Essencialmente os mesmos objetivos das corretoras. Não-autorizadas operar no recinto das bolsas de valores ou em sistemas mantidos por estas exercer as funções de emissor de certificados intermediar operações de câmbio e a manter serviços de ações escriturais. AGENTES ESPECIAIS Banco do Brasil S.A. - banco comercial e o principal parceiro do Governo Federal na prestação de serviços bancários, pagamentos e suprimentos necessários do OGU, política de preços mínimos dos produtos agro-pastoris, compensação de cheques e outros papéis e gestão do Fundo Constitucional do Centro Oeste (FCO). Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES): composto pelo BNDES, pela Agência Especial de Financiamento Industrial (Finame) e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social Participações (BNDESPAR). Banco do Nordeste do Brasil S.A. (BNB): política de desenvolvimento regional do Governo Federal, agente financeiro da SUDENE, banco comercial e de desenvolvimento regional e gestão do Fundo Constitucional do Nordeste — FNE. Banco da Amazônia S.A. (BASA): política de desenvolvimento regional do Governo Federal, agente financeiro da Sudam, banco comercial e de desenvolvimento regional e gestão do Fundo Constitucional do Norte (FNO). Caixa Econômica Federal (CEF): explorar os serviços das loterias federais, exercer o monopólio das operações sobre penhores civis, executar o Plano Nacional de Habitação Popular (Planhap), o Plano Nacional de Saneamento Básico (Planasa) e outros cuja execução lhe seja conferida, administrar o FGTS e outros cuja gestão lhe seja atribuída.

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