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Modelista de vestuário

V/01/DC/2013.01

MANUAL DE FORMAÇÃO

Higien

DSP

Higiene e Prevenção no trabalho UF 6669

Formadora: Corina Cruz

Data: 2/2014

NOTA INTRODUTÓRIA

Este manual foi elaborado no âmbito do módulo Higiene e Prevenção no Trabalho e é uma ferramenta, para o formando, de consulta e estudo.

Este manual tem como objetivos :

- Definir conceitos de saúde, doença profissional e acidente de trabalho.

- Relacionar saúde com local de trabalho.

- Identificar as principais causas das doenças profissionais e dos acidentes de trabalho.

- Identificar e interpretar elementos relevantes das estatísticas de acidentes de trabalho.

- Identificar as principais características de um posto de trabalho -tipo.

- Caracterizar as condições de trabalho ideais e as formas de as conservar.

- Reconhecer as vantagens da proteção coletiva e individual.

- Utilizar meios adequados de movimentação de cargas.

- Identificar as regras de utilização de ecrãs de computador.

ÍNDICE

Conceitos………………………………………………………………………………………3

Estatísticas de acidentes de trabalho e doenças profissionais………………………….5

Causas e consequências dos acidentes de trabalho……………………………………

5

EPI(s)…………………………………………………………………………………………

7

Movimentação manual de cargas……………………………………………………………11 Ergonomia…………………………………………………………………………………… 14 Regras de utilização de ecrãs de computador…………………………………………….15

Conceitos Saúde Segundo a O.M.S. – Organização Mundial de Saúde, “É um estado de bem

Conceitos

Saúde

Segundo a O.M.S. – Organização Mundial de Saúde, “É um estado de bem estar físico, mental e social completo e não somente a ausência de dano ou doença.

Doença profissional

Doenças ligadas ao trabalho, ou seja, doenças que se agravam com o trabalho, ou que não estando directamente ligadas ao trabalho são por este influenciadas.

A OMS, distingue os dois tipos de doenças relacionadas com o trabalho:

- Doença ocupacional, situação para a qual existe uma relação bem estabelecida entre a alteração de saúde e um ou mais factores do trabalho que podem ser bem identificados, quantificados e eventualmente controlados;

- Doença relacionada com o trabalho, situação onde a relação entre a alteração de saúde e o trabalho é fraca, não é clara e é variável.

Acidente de trabalho

É todo acidente que se verifique no local e no tempo de trabalho e produza direta ou indiretamente lesão corporal, perturbação funcional ou doença de que resulte a morte ou redução na capacidade de trabalho ou de ganho .

É também considerado acidente de trabalho ocorrido:

Fora do local ou do tempo de trabalho , quando verificado na execução de serviços determinados pela entidade empregadora ou por esta consentida;

Na ida para o local de trabalho ou no regresso deste, quando for utilizado meio de transporte fornecido pela entidade empregadora, ou quando o acidente seja consequência de particular perigo do percurso normal ou de outras circunstânci as que tenham agravado o risco do mesmo percurso acidente de trajeto;

Na execução de serviços espontaneamente prestados e de que possa resultar proveito económico para a entidade empregadora;

Estatísticas de acidentes de trabalho e doenças profissionais 1 – O Estado assegura a publicação

Estatísticas de acidentes de trabalho e doenças profissionais

1 O Estado assegura a publicação regular e a divulgação de estatísticas anuais sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais.

2 A informação estatística deve permitir a caracterização dos acidentes e das doenças profissionais, de molde a contribuir para os estudos epidemiológicos, possibilitar a adopção de metodologias e critérios apropriados à concepção de programas e medidas de prevenção de âmbito nacional e sectorial e ao controlo periódico dos resultados obtidos.

Compete à Inspecção-Geral do Trabalho a realização de inquéritos em caso de acidente de trabalho mortal ou que evidencie uma situação particularmente grave.

3 Nos casos de doença profissional ou quaisquer outros danos para a saúde ocorridos durante

o trabalho ou com ele relacionados, a Direcção-Geral dos Cuidados de Saúde Primários, através das autoridades de saúde, bem como a Caixa Nacional de Seguros de Doenças Profissionais, podem, igualmente, promover a realização de inquéritos.

Causas e consequências dos acidentes de trabalho

A responsabilidade do acidente do trabalho era colocada nos trabalhadores, através dos atos inseguros, essa tendência acabou criando uma “consciência culposa” nos mesmos, pois era comum a negligência, o descuido, a facilitação e o excesso de confiança serem apontados como causas dos acidentes.

Trabalhador

Empresa

Consequências directas

Consequências

Consequências directas

Consequências

indirectas

indirectas

- pagamento de transportes e tratamentos.

de

Adiantamento

- Perturbações familiar

- Mal-estar

psicológico

- Custos de substituição ou

reparação de maquinas - Custos com medicamentos, tratamento, cirurgia,…

- Aumento do absentismo

- Redução de produtividade

(culpa dos seus colegas)

Possibilidade de redução de lucro - Custo de investimento na prevenção

-

- Complicações orçamentais

- Perturbação da sua rotina

- Incapacidade física

diária

 
Organização dos serviços Na organização dos serviços de segurança, higiene e saúde no trabalho a

Organização dos serviços

Na organização dos serviços de segurança, higiene e saúde no trabalho a entidade empregadora pode adoptar uma das seguintes modalidades:

a) Serviços internos;

b) Serviços interempresas;

c) Serviços externos.

Havendo vários estabelecimentos, a empresa pode adoptar modalidades diferentes para cada um deles.

Serviços internos

1 Os serviços internos são criados pela própria empresa, abrangendo exclusivamente os trabalhadores que nela prestam serviço.

Os serviços internos fazem parte da estrutura da empresa e funcionam sob o seu enquadramento hierárquico.

2

3 - Os estabelecimentos ou empresas com pelo menos 50 trabalhadores e que exerçam actividades de risco elevado devem organizar serviços internos.

Serviços interempresas

1 Os serviços interempresas são criados por uma pluralidade de empresas ou estabelecimentos para utilização comum dos trabalhadores que neles prestam serviço.

2 O acordo pelo qual são criados os serviços interempresas deve constar de documento escrito a aprovar pelo Instituto de Desenvolvimento e Inspecção das Condições de Trabalho.

Serviços externos

1 Serviços externos são os contratados pela empresa a outras entidades.

2 A contratação dos serviços externos não isenta o empregador das responsabilidades que lhe

são atribuídas pela legislação relativa à segurança, higiene e saúde nos locais de trabalho.

Factores

a

considerar

na

análise

da

prioridade

de

postos

de

trabalho:

- Frequência e gravidade de acidentes (postos de trabalho com acidentes frequentes ou ocorrências pouco frequentes mas com elevada gravidade);

- Potencial de danos para a Segurança e Saúde (as consequências dos acidentes potenciais, a perigosidade das condições existentes ou o grau de exposição a factores de risco grave;

- Novos postos de trabalho (devido à pouca experiência associada a estes postos, os riscos podem não ser evidentes ou antecipados);

- Mudanças no posto de trabalho (novos riscos podem estar associados aos fatores obje to

- Mudanças no posto de trabalho (novos riscos podem estar associados aos fatores obje to de mudanças);

- Trabalhos não frequentes (trabalhadores podem estar expo stos a um risco maior, quando executam trabalhos de não rotina).

O trabalhador do posto analisado deve ser envolvido no processo de análise como forma de se

obter a sua colaboração na identificação dos riscos e o seu empenhamento nas medidas

preventivas subsequentes.

O trabalho deve ser observado nas suas condições normais de exercício (por exemplo, se o

trabalho é normalmente realizado à noite, deve, então, ser observado à noite).

Quando estiver completa a observação e registo, as operações devem ser discutidas por todos (incluindo o trabalhador), para se assegurar que estã o registadas na sua ordem correta. Identificação de Potenciais Riscos

Uma vez registadas as operações básicas, temos de identificar os potenciais riscos para cada operação. Baseado nas observações, conhecimento de acidentes (suas causas) e pessoal experiente, listamos as situações que podem estar erradas em cada operação.

A utilização de EPI’s deverá ser a ultima medida a adoptar, apenas quando estiverem esgotadas

todas as outras soluções.

A utilização de EPI’s

deve obedecer a dois critérios fundamentais: a selecção e os requisitos na utilização.

A selecção de EPI’s deve ser realizada observando os seguintes aspectos:

- O tipo de riscos contra os quais se pretende proteger

- A parte do corpo que se pretende proteger

- O tipo de condições de trabalho

- As características físicas do trabalhador

Os requisitos de utilização são os seguintes:

- Adaptabilidade

- Comodidade

- Robustez

- Leveza

Protecção das vias respiratórias

Existem diversos tipos de EPI’s para a protecção das vias respiratórias. Eles diferem entre si fundamentalmente quanto aos riscos a proteger e de acordo com as condições de trabalho a que

os trabalhadores que deles necessitam estão sujeitos.

filtrantes – máscaras - contra poeiras, gases e vapores mento é o mais utilizado e

filtrantes máscaras - contra poeiras, gases e vapores

mento é o mais utilizado e amplamente difundido. Existem muito tipos de máscaras. Elas diferem nos seguintes aspe ctos :

tipo de agentes químicos de que protegem

pores

partículas, gases e vapores

 

ficácia baixa

lasse de protecção que oferecem:

ficácia média

ficácia alta

que oferecem: ficácia média ficácia alta isolantes com aprovisionamento de ar fresco Isolam as
que oferecem: ficácia média ficácia alta isolantes com aprovisionamento de ar fresco Isolam as
que oferecem: ficácia média ficácia alta isolantes com aprovisionamento de ar fresco Isolam as

isolantes com aprovisionamento de ar fresco

Isolam as vias respiratórias do trabalhador do ar ambiente que o rodeia. São utilizados em condições de trabalho mais extremas , em que a concentração dos agentes químicos excede determinados valores, que dependem dos agente em causa, e/ou a concentr ação de oxigénio no ar dos locais de trabalho é muito baixa, inferior a 17% em volume.

Protecção auditiva

Uma vez que existem muitos tipos diferentes de protectores, que podem ser utilizados em diversos ambientes de trabalho, é desejável que se escolha o protector auditivo mais adequado para cada caso.

Tipos de protectores auditivos

Protectores Auditivos de Inserção Pré Moldados

São aqueles cujo formato é definido. Podem ser de diferentes materiais: borracha, silicone, PVC.

– Moldados São aqueles cujo formato é definido. Podem ser de diferentes materiais: borracha, silicone, PVC.
– Moldados São aqueles cujo formato é definido. Podem ser de diferentes materiais: borracha, silicone, PVC.
As vantagens dos protectores auditivos pré-moldados são: Variedade de modelos; Compatíveis com outros equipamentos,

As vantagens dos protectores auditivos pré-moldados são:

Variedade de modelos;

Compatíveis com outros equipamentos, como capacetes, óculos, respiradores, etc.;

Reutilizáveis ou descartáveis;

Pequenos e facilmente transportados e guardados;

Relativamente confortáveis em ambiente quente;

Não restringem movimentos em áreas muito pequenas.

Podem ser utilizados por pessoas com cabelos longos, barba e cicatrizes, sem interferência na vedação. As desvantagens são:

Movimentos (fala, mastigação) podem deslocar o protector, prejudicando a atenuação

Necessidade de treino específico

Bons níveis de atenuação dependem da boa colocação

Só pode ser utilizado em canais auditivos saudáveis

Fáceis de perder

Menor durabilidade

Protectores Auditivos de Inserção Moldáveis

Feitos em espuma moldável, com superfície lisa que evita irritações no canal auditivo. Contornam-se ao canal auditivo do utilizador, independentemente do tamanho ou formato do canal.

independentemente do tamanho ou formato do canal. As vantagens dos protectores de inserção moldáveis são:
independentemente do tamanho ou formato do canal. As vantagens dos protectores de inserção moldáveis são:

As vantagens dos protectores de inserção moldáveis são:

De espuma macia, não magoam o ouvido;

Podem ser utilizados por pessoas com cabelos longos, barba e cicatrizes, sem interferência na vedação;

Ajustam-se bem a todos os tamanhos de canais auditivos;

Compatíveis com outros equipamentos como capacetes, óculos, respiradores, etc.

Descartáveis e de baixo custo;

Pequenos e facilmente transportáveis e guardáveis;

Relativamente confortáveis em ambiente quente;

Não restringem movimentos em áreas muito pequenas;

Quando colocados correctamente, proporcionam excelente ved ação no canal auditivo.

As desvantagens são: Movimentos (fala e mastigação) podem deslocar o protector, prejudicando a atenuação; Necessidade

As desvantagens são:

Movimentos (fala e mastigação) podem deslocar o protector, prejudicando a atenuação;

Necessidade de treino específico para colocação;

Bons níveis de atenuação dependem da boa colocação;

Não é recomendado o manuseio se o utilizador estiver com as mãos sujas;

Só podem ser utilizados em canais auditivos saudáveis;

Fáceis de perder.

Protectores Auditivos Tipo Concha

Formado por um arco plástico ligado a duas conchas plásticas revestidas internamente por espuma, que ficam sobre as orelhas. Possuem as almofadas externas para ajuste confortável da concha ao rosto do utilizador, ao redor da orelha.

da concha ao rosto do utilizador, ao redor da orelha. Protectores Auditivos Tipo Capa de Canal

Protectores Auditivos Tipo Capa de Canal

São formados por uma haste plástica de alta resistência à deformação e rompimento, utilizadas abaixo do queixo ou atrás da cabeça, com pontas de espuma substituíveis nas extremidades. Acomodam-se na entrada do canal auditivo, possuem formato definido, não entrando em contanto com o canal auditivo do utilizador.

entrando em contanto com o canal auditivo do utilizador. As vantagens dos protectores tipo capa de

As vantagens dos protectores tipo capa de canal são:

Boa durabilidade das pontas;

Pontas descartáveis;

Podem ser utilizados com a haste atrás da cabeça ou debaixo do queixo;

Podem ser usados com capacetes, óculos e outros equipamentos sem que reduza a atenuação e mantendo a eficiência da vedação;

A haste é regulável para não incomodar o utilizador;

Mantém a atenuação através da pressão nas pontas;

Excelente opção para usos intermitentes. As desvantagens são: Não é recomendado o manuseio das pontas

Excelente opção para usos intermitentes.

As desvantagens são:

Não é recomendado o manuseio das pontas com as mãos sujas;

Pode ser desconfortável para 8 horas de trabalho;

A atenuação depende da boa acomodação das pontas na entrada do canal auditivo.

Movimentação manual de cargas

Apesar de muitas vezes se utilizar o transporte mecânico de cargas, o Homem continua a ser o meio de transporte mais importante. O transporte manual envolve todo o corpo e a sua elevação só pode ser realizada através da tensão de muitos músculos, o que pode provocar um grande desgaste físico. Mesmo que a carga a movimentar não se ja pesada ou volumosa, o transporte manual é quase sempre um trabalho pesado, sobretudo quando há necessidade de elevação para plataformas ou de subir escadas.

Visto que a capacidade de trabalho individual varia bastante, o desgaste físico e o trabalho pesado são noções relativas. (Uma tarefa pode ser executada facilmente por um jovem forte e saudável, mas essa mesma tarefa pode conduzir a um elevado desgaste quando executada por uma pessoa com mais idade ou com algum problema de saúde).

O transporte manual de cargas envolve partes ou todo o corpo e, mesmo que a carga a movimentar não seja muito pesada ou volumosa, a baixa eficiência do sistema muscular humano torna este trabalho pesado, provocando rapidamente fadiga com consequências gravosas, nomeadamente aumentando o risco de ocorrência de acidentes de trabalho ou de incidência de doenças profissionais. Os estudos biomecânicos assumem particular importância nas tarefas de transporte e levantamento de cargas, comuns a um grande número de actividades, nas quais se inclui a indústria metalomecânica, responsáveis por várias lesões, por vezes irreversíveis ou de difícil tratamento, sobretudo ao nível da coluna. A coluna vertebral, devido à sua estrutura em discos, é pouco resistente a forças contrárias ao seu eixo (F2), como se pode observar na figura. Quando se levanta a carga na posição o mais erecta possível, o esforço de compressão distribui -se uniformemente sobre a superfície total de vértebras e discos. Nesta posição consegue-se reduzir em cerca de 20 % a compressão nos discos, em relação ao levantamento na posição curvada.

Existem dois tipos de levantamento de cargas no trabalho:

Levantamento esporádico: relacionado com a capacidade muscular;

Levantamento repetitivo: onde acresce a capacidade energética do trabalhador e a fadiga física.

Quando surge a fadiga? Durante o esforço muscular estático os vasos sanguíneos do tecido muscular são comprimidos e o fluxo de sangue diminui, assim como, o fornecimento de oxigénio e açúcar. A fadiga pode provocar consequências gravosas, não só porque reduz a eficiência do trabalho, como pode conduzir a acidentes. Normalmente, a sua frequência é elevada e aumenta para o final do dia de trabalho.

Outros riscos associados à elevação e transporte manual de cargas A ocorrência de acidentes neste

Outros riscos associados à elevação e transporte manual de cargas

A ocorrência de acidentes neste tipo de operação é consequência de movimentos incorretos ou esforços físicos exagerados, de grandes distâncias de elevação, do abaixamento e transporte, bem como de períodos insuficientes de repouso.

RISCOS

• Queda de objetos sobre os pés;

• Ferimentos causados por marcha sobre, choque contra, ou pancada por objectos penetrantes;

• Sobre-esforços ou movimentos incorretos (de que pode resultar hérnia discal, rotura de ligamentos, lesões musculares e das articulações);

Choque com objetos;

• Queda de objetos;

Entalamento.

Parte destes riscos podem ser controlados pela utilização de dispositivos de protecção individual:

capacetes, luvas, calçado de protecção, ou recorrendo a aparelhos auxiliares.

PREVENÇÃO

Utilizar de preferência charriots;

• Não transportar em carro de mão cargas longas ou que impeçam a visão;

• Manter as zonas de movimentação de cargas arrumadas;

• Sinalizar as zonas de passagem perigosas;

• Utilizar ferramentas que facilitem o manuseamento da carga;

• Tomar precauções na movimentação de cargas longas;

• Adoptar uma posição correcta de trabalho, tendo em atenção os seguintes aspectos:

a) O centro de gravidade do trabalhador deve estar o mais próximo possível e por cima do centro

de gravidade da carga;

b) O equilíbrio do trabalhador que movimenta uma carga depende essencialmente da posição dos

pés, que devem enquadrar a carga;

c) O centro de gravidade do trabalhador deve estar situado sempre no polígono de sustentação;

d) Adoptar um posicionamento correcto. Para tal, o dorso deve estar direito e as pernas flectidas;

e) Usar a força das pernas. Os músculos das pernas devem ser usados em primeiro lugar em

qualquer acção de elevação;

f) Fazer trabalhar os braços em tracção simples, isto é, este ndidos. Devem, acima de tudo, suster a carga e não levantá-la;

g) Usar o peso do corpo para reduzir o esforço das pernas e dos braços;

h) Orientar os pés. Quando uma carga é levantada e em seguida deslocada, é preciso pôr os pés

no sentido que se vai efect uar a marcha, a fim de encadear o deslocamento com o levantamento; i) Escolher a direcção de impulso da carga. O impulso pode ser usado para ajudar a deslocar ou empilhar uma carga;

j) Garantir uma posição correcta das mãos. Para manipular objectos pesados ou volumosos, devem usar-se

j) Garantir uma posição correcta das mãos. Para manipular objectos pesados ou volumosos, devem usar-se a palma das mãos e a base dos dedos. Quanto maior for a superfície de contacto das mãos com a carga, maior segurança existirá. Para favorecer um bom posicionamento das mãos, colocar calços sobre as cargas.

Princípios da movimentação manual de cargas

1. Avaliar a carga;

2. Inspecionar a carga;

3. Verificar a existência de arestas ou bordos salientes;

4. Identificar o local onde se vai colocar a carga;

5. Identificar como se vai colocar;

6. Escolher antecipadamente o traje to mais conveniente

Para levantar cargas

- Manter as costas direitas;

- Dobrar os joelhos;

- Exercer força com as pernas;

- Manter a carga junto ao corpo.

Para baixar cargas

- Endireitar as costas;

- Dobrar os joelhos;

- Manter a carga junto ao corpo;

- Exercer força com as pernas;

- Pousar um dos lados;

- Pousar o outro lado.

Para elevar cargas aos ombros

- Elevar até à cintura;

- Levantar a coxa para amparar a carga;

- Pegar por baixo da carga;

- Rodar a carga contra o peito e para cima;

- Elevar um dos lados em direção ao ombro mais próximo;

- Equilibrar a carga ao ombro.

Para elevar carga acima da cabeça - Não elevar de um só momento; - Colocar
Para elevar carga acima da cabeça - Não elevar de um só momento; - Colocar

Para elevar carga acima da cabeça

- Não elevar de um só momento;

- Colocar a carga sobre um banco ou uma mesa;

- Mudar ou ajeitar a forma de agarrar;

- Se necessário, colocar a carga em alturas sucessivas;

- Colocar um pé atrás e outro à frente do corpo.

Para torcer ou rodar o tronco com carga

A

carga mantém-se parada;

O

tronco NÃO roda;

Os pés rodam o corpo e a carga

Levantamento e transporte de cargas

- Mãos colocadas em lados opostos;

- A carga mantém-se junto ao corpo.

em lados opostos; - A carga mantém-se junto ao corpo. Ergonomia  Ciência que utilizando conhecimentos

Ergonomia

Ciência que utilizando conhecimentos de Anatomia, Fisiologia, Psicologia e Sociologia, fornece métodos para a determinação dos limites que podem ser atingidos na realização do trabalho humano, com o objectivo de adaptar o trabalho ao Homem e o Homem ao trabalho.

A ERGONOMIA É O ESTUDO DA ADAPTAÇÃO DO TRABALHO AO HOMEM.

Prevenção  Acções de prevenção são todas as medidas destinadas a evitar os acidentes de

Prevenção

Acções de prevenção são todas as medidas destinadas a evitar os acidentes de trabalho e as doenças profissionais.

Definir as acções de prevenção consiste na tomada de decisões quanto às medidas a adoptar para:

Eliminar riscos;

Limitar riscos;

Limitar as consequências dos riscos.

Risco

Consideram-se Risco de Trabalho todas as situações, reais ou potenciais, susceptíveis de a curto, médio ou longo prazo, causarem lesões aos trabalhadores ou à comunidade, em resultado do trabalho.

Regras de utilização de ecrãs de computador

A utilização do computador como ferramenta de trabalho exige regras de utilização, com vista ao

bem estar humano. O uso prolongado do teclado ou do rato pode levar a dores nos músculos e nervos a menos que algumas orientações sejam seguidas. Trabalho intenso no computador sem alternância, pausas para descanso e mudanças de postura pode ser prejudicial.

É possível trabalhar com maior segurança e conforto seguindo as seguintes regras:

Manter uma boa postura quando usar o teclado.

Usar uma cadeira que tenha suporte para as costas.

Manter os pés apoiados no chão ou num suporte apropriado para apoiar os pés.

Evitar girar ou inclinar o tronco ou o pescoço ao trabalhar.

Manter os ombros relaxados, cotovelos apoiados e confortáveis.

Evitar apoiar os cotovelos numa superfície dura ou na mesa.

Usar pequenas almofadas se necessário.

O antebraço deve ficar alinhado num ângulo de 100 a 110 graus com o teclado de modo a ficar numa posição relaxada. Isso requer que o teclado fique inclinado durante o trabalho.

Os pulsos devem ficar numa posição neutra ou reta ao digitar ou se usar algum dispositivo de apontamento ou calculadora.

Movimentar os braços sobre o teclado e nos apoios para os pulsos enquanto digita.

Evitar ter os pulsos tortos ao usar o teclado ou o rato.

Trabalhar a um ritmo razoável .

 Trabalhar a um ritmo razoável .  Fazer pausas frequentes durante o dia. Estas pausas

Fazer pausas frequentes durante o dia. Estas pausas podem ser breves e incluir alongamentos para optimizar os resultados.

A cada duas ou três horas levantar-se e fazer uma atividade alternativa.

Diminuir o número de movimentos repetitivos. Isto pode ser feito com o auxilio de teclas de atalho e com o uso de programas especiais para esse fim.

Alterar as tarefas com o fim de não permanecer com o corpo na mesma posição, por tempo prolongados, durante o trabalho.

Manter os dedos e articulações relaxadas enquanto digita.

Evitar bater no teclado com muita força. As mãos devem ficar relaxadas.

Descansar os olhos olhando, de vez em quando, para objetos diferentes enquanto trabalha.

Evitar perder tempo a procurar coisas enquanto digita. Os apontamentos, arquivos e telefones devem estar num lugar de fácil acesso.

Usar um apoio para o teclado e para o rato de modo a posicioná-los corretamente.

Ajustar e posicionar o monitor de modo que ao olhar para ele, o pescoço fique em posição neutra ou re ta.

O monitor deve ficar diretamente á nossa frente. A parte superior da tela deve estar diretamente à frente dos nossos olhos de modo que ao olhar para ela se olhe levemente para baixo.

Regular o monitor de modo a evitar brilho excessivo. Evitar também reflexos de janelas e outras fontes luminosas.

o monitor de modo a evitar brilho excessivo. Evitar também reflexos de janelas e outras fontes
Bibliografia Gaspar, Cândido Dias e outros, “ Colecção Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho ”,

Bibliografia

Gaspar, Cândido Dias e outros, “Colecção Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho”, Universidade Aberta. Miguel, Alberto Sérgio S.R.

Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”, Porto Editora. Cabral, Fernando A. e Roxo, Manuel M.

Segurança e Saúde do Trabalho Legislação Anotada”, 2.ª Edição, Almedina. Vilar, Manuel Dória.

Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais”, Vislis Editores. Aurélio, José Alexandrino, Segurança, Higiene e Saúde na Construção Civil”, Vislis Editores.

Higiene, Segurança, Saúde e Prevenção de Acidentes de Trabalho”, Verlag Dashöfer.