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2006 Relatório Técnico Cidade Educativa Carbonita-MG (ABR-JUN06)

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Relatório Técnico do Projeto "Cidade Educativa" realizado em Carbonita-MG, no Vale do Jequitinhonha, pelo Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento - CPCD. Período de Abril a Junho de 2006.
Relatório Técnico do Projeto "Cidade Educativa" realizado em Carbonita-MG, no Vale do Jequitinhonha, pelo Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento - CPCD. Período de Abril a Junho de 2006.

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RELATÓRIO TÉCNICO PROJETO “CARBONITA: DE UTI EDUCACIONAL À CIDADE EDUCATIVA”

ABRIL

/ MAIO / JUNHO 2006

INTRODUÇÃO
O projeto vem ocupando seu espaço dentro da cidade e, aos poucos, o grupo vem criando raízes e se apropriando mais do trabalho, assim contribuindo com o desenvolvimento e a organização das atividades. Os locais trabalhados já apresentam coordenadores que contribuem para que o trabalho se desenvolva de forma eficiente, mesmo sendo ainda dependentes do coordenador do projeto dentro do município. Isso facilita o trabalho que estamos iniciando em uma comunidade rural, onde já começamos a capacitação de mães cuidadoras e de agentes comunitários de educação. Monte Belo é um povoado com aproximadamente 400 habitantes, que possui uma escola nucleada e um PETI. A comunidade vive da agricultura de subsistência: grande parte dos produtos é vendida na feira e a outra é consumida nos lares. Muitos jovens, a maioria homens e algumas mulheres, trabalham nas carvoarias para sustentar suas famílias, mas grande parte da população opta por ir para São Paulo, em busca de maiores oportunidades de trabalho. O povo de Monte Belo é festeiro e aparentemente alegre. A comunidade parece ainda indiferente ao que é coletivo e demonstra pouco cuidado com o patrimônio público. Por isso, estamos muito empolgados com o trabalho que está para se iniciar ali, pois temos bastante campo para o desenvolvimento da permacultura, que tem tudo para dar certo no local.

Projeto “Carbonita: de UTI Educacional à Cidade Educativa” 1

ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
• Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) No PETI, estamos tendo muito êxito com o trabalho, tanto na implantação da metodologia quanto na UTI Educacional. Os resultados das atividades trabalhadas já podem ser percebidos na aprendizagem dos alunos, na participação, no respeito e na maior participação e valorização das atividades propostas. No início, tivemos algumas dificuldades de relacionamento com as monitoras, que foram superadas rapidamente. Nós as convidamos para uma conversa e conseguimos resolver de maneira tranqüila os contratempos iniciais. A partir daí, conseguimos melhorar o nosso trabalho, pois começamos a desenvolver efetivamente uma parceria. Avaliamos e planejamos juntos todos os dias, depois que as crianças são dispensadas, e isso faz com que o trabalho e a relação melhorem muito. Agora nos conhecemos melhor e valorizamos mais o trabalho um do outro. No PETI, desenvolvemos várias atividades, como o Bornal de Jogos da Paz e de Aprendizagem, o Bornal de Livros e a Algibeira de Leitura, tecnologias de aprendizagem e a roda. Inicialmente, percebemos que as crianças e os adolescentes eram muito agressivos uns com os outros e quase tudo era resolvido na base da pancada. Quando isso não ocorria no âmbito do PETI, os grupos se agrediam no caminho para a casa e no dia seguinte quem havia sofrido a agressão fazia o mesmo. Como atitude emergencial, resolvemos conversar sobre isso na roda, espaço onde cada criança colocou a sua opinião sobre o assunto. Aproveitamos e fizemos alguns combinados e eles próprios sugeriram que resolvêssemos todos os problemas na roda. Em seguida, fomos criando atividades para trabalhar questões de afetividade, valorização e respeito com o outro. Para isso, utilizamos jogos do Bornal da Paz e percebemos grandes mudanças nas atitudes dos alunos. Eles estão mais abertos ao diálogo e o quadro de violência vem se reduzindo cada vez mais. O importante é que conseguimos resolver todos os problemas ali dentro e não na rua. Algo que consideramos realmente interessante é que os alunos já percebem uma grande mudança neles próprios. Numa reunião realizada com os pais para falar sobre o projeto, descobrimos que, para grande parte deles, ele não era uma novidade. Muitos deram depoimentos sobre a melhora dos filhos, tanto no comportamento como em atitudes de respeito, responsabilidade e compromisso com os combinados, além dos avanços escolares.

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Outro bom resultado diz respeito ao cuidado com o corpo, questão que nos preocupava um pouco, tendo em vista o descuido de muitos com a higiene. Isso podia ser visto nos cabelos despenteados e infestados de piolhos e nas unhas extremamente sujas. Fomos cautelosos na escolha da melhor forma de trabalhar essas questões: para não causar constrangimento nos alunos, então criamos o dia da beleza. A proposta é que todos os alunos e educadores tirem um dia para cuidar do corpo e da aparência. Para não perder o foco da aprendizagem escolar, decidimos fazer com os alunos o xampu contra piolho. Obviamente, não falamos sobre essa finalidade com os alunos, já que o xampu não serve exclusivamente para combater piolho, mas também para dar brilho e força aos cabelos. Copiamos a receita passo a passo, corrigimos juntos os erros ortográficos e depois lavamos os cabelos e passamos condicionador. Em seguida, todos nós cuidamos das unhas e depois, junto com os alunos, avaliamos a importância de nos sentirmos belos e bem cuidados. Percebemos que, após a oficina de beleza, os alunos do PETI estão se cuidando mais e já podemos sentir que isso vem refletindo positivamente em sua auto-estima. Essa é uma das atividades citadas em nosso Plano de Trabalho e Avaliação (PTA) e que realmente está alcançando os resultados esperados. A pedagogia da roda é outra atividade prevista em nosso PTA que está surtindo efeito muito positivo. No PETI, a roda é uma rotina da qual os meninos estão se apropriando. Ninguém mais tem medo de falar e de expressar suas idéias na roda. Os meninos já estão avaliando o processo e uns cobram dos outros os combinados, ajudam a coordenar e a planejar as atividades, atitude que contribui bastante no aprimoramento da disciplina e do respeito entre todos. Já conseguimos grandes avanços relacionados ao aprendizado: temos hoje muitos alunos que já saíram da fase de UTI e percebemos que os bornais de livros, algibeiras de leitura, bornais de jogos e as tecnologias de aprendizagem, atividades também citadas em nosso PTA, funcionam eficientemente com as crianças. O trabalho das monitoras do PETI melhorou bastante e hoje já percebemos a empolgação delas com os resultados alcançados. Isso é percebido nos trabalhos que elas estão realizando com os alunos, sempre buscando trazer coisas novas para a roda e para o PETI. Esse talvez seja o principal motivo para os resultados obtidos, pois temos realmente um trabalho de equipe.

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• Bornal de Jogos Os jogos vêm contribuindo muito com o desenvolvimento do nosso trabalho, na medida em que permitem que as pessoas tenham maior prazer em participar. Assim, elas aprendem mais e contribuem para que os objetivos propostos sejam alcançados. Como os jogos fazem com que os alunos tenham maior prazer em aprender, utilizamos essa tecnologia em todas as atividades que desenvolvemos, por saber que realmente é algo que funciona e que nos permite alcançar os resultados esperados. Os jogos permitem que os alunos aprendam sem mesmo perceber que estão aprendendo e assim eles vão tomando gosto pela coisa. Alguns jogos são mais usados com os alunos: “Velha legal” – formação de palavras; “Ludo” – quatro operações e noções de português; “Rapidinho” – adição; “Duvido” e “Centopéia – alfabeto; “Dando nomes” – formação de palavras; “Torre de Hanói” – raciocínio; “Corrida matemática” – adição, subtração e multiplicação. Esses jogos são extremamente dinâmicos e os alunos os utilizam sempre, sem enjoar. Isso faz com que tenham melhor aprendizado dentro dos objetivos propostos em cada jogo, dessa forma contribuindo com a superação dos problemas de aprendizagem de cada um e fazendo com que, pouco a pouco, saiam da fase de UTI. • Mundo Infantil O “Mundo Infantil” é uma escola para crianças de 4 a 5 anos idade onde desenvolvemos trabalhos com os professores e alunos. Com os alunos, realizamos atividades que ajudam na coordenação motora, no desenvolvimento da linguagem oral, na interpretação, memorização, raciocínio e afetividade. Para isso, utilizamos teatros de fantoches, com grande interação dos personagens com os alunos, o que facilitou muito o entendimento sobre as histórias. Usamos também músicas, como a do “Tomatinho”, “A árvore da montanha”, “Boneco de lata”, “Mariana conta”, trabalhamos com palhaços fazendo brincadeiras de roda, além de atividades que proporcionaram maior contato afetivo entre os participantes, como abraços e beijos. Fizemos ainda uma oficina de pintura no rosto e utilizamos livros da Algibeira de Leitura para a contação de histórias. O primeiro dia com as crianças foi um pouco complicado para as agentes comunitárias de educação, pois estavam sendo realizadas atividades paralelas com os professores e elas tiveram que assumir a turma. Como os alunos tinham idade entre 4 e 5 anos, elas se viram em dificuldade, pois faltou experiência para o primeiro trabalho desenvolvido com essa faixa etária. E isso fez com que

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mudássemos todo o nosso planejamento para o dia seguinte, pensando em algo mais dinâmico e que contribuísse com os objetivos da escola em relação aos alunos. A partir daí, todas as atividades chamaram bastante a atenção dos alunos, proporcionando uma grande alegria e participação efetiva. Hoje, a música do “Tomatinho” é a mais cantada na Educação Infantil e todos já sabem toda a letra e os gestos ensaiados. Algo que nos chamou a atenção foi o valor que os alunos deram a cada atividade. Todos quiseram fazer a oficina de pintura no rosto e no dia seguinte alguns alunos voltaram com a pintura, pois não deixaram que os pais lavassem o local. O Teatro dos Ratinhos também foi o maior sucesso. Assim que terminou a peça, todos os alunos começaram a gritar: Mais um! Mais um! Então começamos a usar o ratinho para cantar junto com os meninos. A partir daí, percebemos que a alegria das crianças começou a contagiar as pessoas que passavam na rua e muitas vieram ver o que estava acontecendo ali. Crianças, adultos e adolescentes ficaram olhando por cima dos muros. Todos os personagens do nosso teatrinho foram feitos de papelão e jornal e percebemos, mesmo assim, o quanto eles os desejavam e interagiam com eles. No término das aulas, uma das crianças saiu gritando: “Esse foi o melhor dia do planeta!” Essa fala fez com que todos que estávamos envolvidos naquela atividade ficássemos contentes por termos feito algo que alegrasse tanto as crianças. Com os professores, procuramos desenvolver atividades que trabalhassem as necessidades de aprendizagem dos alunos. Primeiramente, listamos as principais atividades que eles consideravam como maior dificuldade dos alunos a serem trabalhadas. Nessa listagem, surgiram cores, afetividade, coordenação motora, noção de tempo, seqüência numérica e o alfabeto. A partir daí, sentamos e começarmos a criar jogos que trabalhassem esses temas de maneira mais divertida. Desses momentos, surgiram três jogos: “Amizade colorida”, “Brincando com as letras” e “Basquete inteligente”. Foi um momento em que conversarmos muito sobre a importância do lúdico no aprendizado das crianças, até mesmo no simples fato de brincar, e cada uma delas deu a sua contribuição. No término do último dia, com a participação da pedagoga da Secretaria de Educação, sentamos para avaliar as atividades desenvolvidas e todas as avaliações foram muito positivas.

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• Bornal de Livros e Algibeira de Leitura Já estamos trabalhando com os bornais de livros e as algibeiras de leitura em todas as escolas do município. As algibeiras são expostas nos pátios das escolas, para que os alunos tenham total acesso a elas, podendo levar para ler em casa, de acordo com seu interesse. As algibeiras de leitura e os bornais de livros contribuem para promover maior acesso das pessoas a livros de qualidade e para estimular o prazer pela leitura. A proposta é criar nos alunos o hábito da leitura, tirando o caráter obrigatório. O primeiro contato dos professores com os livros foi um momento “mágico”. Dava para ver a importância que eles davam aos livros e muitos pensavam até mesmo em como poderiam contribuir com a conservação dos mesmos. Tecnologias de aprendizagem • Biscoitada Para falar um pouco dessa atividade, é preciso falar um pouco do biscoito de goma, que é muito utilizado na região. Em alguns lugares específicos, é chamado de “biscoito escrevido”. Esse biscoito é composto de uma massa bem mole, que é colocada em um saquinho com um furo no bico e é espremido, dando o formato, que pode ser escrita ou desenho. A “Biscoitada” foi concebida para trabalhar nos alunos questões de leitura, escrita e um pouco de matemática. Iniciamos com a escrita da receita, trabalhamos a pontuação, os erros ortográficos, a grafia, a leitura e também as medidas. Fizemos o biscoito trabalhando tanto questões de matemática quanto de português, de acordo com as dificuldades de cada aluno. No momento em que esprememos o biscoito, dando-lhe forma, trabalhamos o alfabeto, as sílabas, as palavras, as quatro operações, como armar uma operação, como elevar etc. Na hora de comer o produto da nossa aula, aproveitamos para fazer outra aula: cada criança pega a letra do seu nome, ou então um número, uma palavra ou o resultado de uma conta e assim vamos lanchando e brincando.

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• Xampu Com o xampu caseiro, utilizamos o método da escrita com a receita e o modo de fazer, anotando detalhadamente cada passo. • Escola para Jovens e Adultos (EJA) No EJA, o início dos trabalhos foi bem lento e só aconteceu efetivamente depois de muita conversa e discussão. Como os alunos, em sua maioria, são pessoas com idade mais avançada, com conceitos, posturas e valores já formados e pouco dispostas a mudar, foi preciso ter o maior cuidado na forma de trabalhar. Não podemos “contrariar” os alunos em nada, pois eles simplesmente não participam mais dos trabalhos. O primeiro passo do nosso trabalho no EJA foi o diagnóstico feito pelos professores. A partir dele, demos início às atividades com os alunos de primeira a terceira série, pois o professor da quarta série não disponibilizou a turma. No nosso primeiro dia, trabalhamos com duas turmas. Uma foi uma maravilha e todos os alunos se mostraram empolgados com o trabalho e avaliaram muito bem. Na outra turma, entretanto, os alunos participaram muito pouco e não se mostraram nem um pouco dispostos a estar ali. Alguns alunos, antes mesmo de começarmos a atividade, simplesmente se retiraram. Com essa turma, estávamos com poucos alunos, até que uma das educadoras foi à sala de aula e conversou com os alunos sobre o trabalho, explicando o como e o porquê dos jogos e das demais atividades. A partir daí, a participação dos alunos melhorou em índices qualitativos e quantitativos. Percebemos em alguns alunos mudanças no aprendizado, algo que nos motiva a continuar esse trabalho. • Rua de lazer Fizemos uma rua de lazer na qual desenvolvemos várias atividades, como oficina de brinquedo, jogos, pintura nos rostos, brincadeiras, palhaços, contadores de histórias, bornais de livros e algibeiras de leitura, além de brinquedos como cama-elástica, balão pula-pula e quadra de sabão. Conseguimos, assim, grande participação das crianças do município.

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A rua de lazer tem como objetivo comemorar o “Dia Internacional do Brincar”. Para nós, do CPCD e do projeto “Carbonita: de UTI Educacional A Cidade Educativa”, essa é uma das principais ações capazes de contribuir com a formação da pessoa. Nesse dia, tivemos a participação de cerca de 350 crianças e adolescentes e aproximadamente 60 adultos. Percebemos que foi um dia muito divertido, tanto para as crianças quanto para nós, que nos alegramos muito com a realização do trabalho. Para promover a rua de lazer, conseguimos mais uma vez fazer um trabalho em equipe. Desenvolvemos uma parceria com a Secretaria de Ação Social, o PETI e o projeto “Carbonita: de UTI educacional a Cidade Educativa”. • Banco de Jogos O Banco de Jogos funciona ao lado da Prefeitura e serve como ponto de apoio para os professores, tanto da rede municipal com da rede estadual. O Banco possui um grande acervo de jogos, que trabalham questões de escrita, leitura e quatro operações, além de jogos do Bornal da Paz, que trabalham respeito, companheirismo, trabalho em grupo, auto-estima, entre outros. A idéia é que no Banco de Jogos as pessoas possam levar um jogo e trocar por qualquer outro que temos no acervo. Uma das preocupações dos educadores é que os jogos sejam bonitos, coloridos, bem elaborados, que tenham bom conteúdo e que realmente possam chamar a atenção do aluno, gerando aprendizado. Fizemos algumas oficinas com os alunos participantes do PETI, que ocorreram na porta do Banco de Jogos. Todos utilizaram diferentes tipos de jogos e com eles fizeram diversas brincadeiras e campeonatos. Percebemos o interesse e o prazer dos alunos em utilizar os jogos. Nessa atividade, eles se divertiram muito, ao mesmo tempo em que aprendiam. A equipe do Banco dos Jogos também realizou atividades em algumas comunidades rurais onde funciona o PETI (Santana, Mercadinho, Monte Belo, Retiro, Cana Brava, Retiro, Dois Córregos e Abadia), levando os jogos e implantando a pedagogia da roda. Foi fácil perceber o interesse dessas crianças e adolescentes pelos jogos. Tivemos quase 100% de aprovação dos alunos, que participaram das atividades com muito interesse e alegria, e isso fez com que a equipe contribuísse com o trabalho das monitoras do programa.

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• Biblioteca A biblioteca funcionava na segunda sala do Centro Cultural, onde só havia duas funcionárias: uma de 7h30 às 11h30 e a outra das 13h às 17h. Agora, a biblioteca mudou para a sala do fundo, um lugar mais amplo, mais tranqüilo, mais aconchegante e adequado ao funcionamento. O horário foi alterado, passando a funcionar de 7h30 às 20h, e no local atuam quatro agentes comunitárias de educação e duas mães cuidadoras. Ganhamos duas mesas grandes e bancos para atender melhor o número de alunos que freqüentam a biblioteca para fazer trabalhos, número que tende a aumentar muito. Os computadores que chegaram também aumentaram o interesse da comunidade. No mês de julho, os participantes da biblioteca receberam um treinamento para atender melhor os usuários e para utilizar todos os recursos que os computadores e as enciclopédias têm a oferecer. A biblioteca que Carbonita ganhou tem um funcionamento exemplar e é considerada uma das melhores da região. O número de usuários aumentou de forma significativa, a maioria crianças e adolescentes, que diariamente pegam livros emprestados e utilizam os computadores, a sensação do momento. Observamos que, nesse período de férias, algumas crianças estão passando o dia inteiro na biblioteca e por isso temos um grande movimento o dia inteiro. Então colocamos mais uma regra na biblioteca: para manter o local mais silencioso e propício à realização de pesquisas e estudos, os alunos que permanecerem na biblioteca não podem ficar sem fazer nada; devem esperar o momento de usar a estação digital lendo um livro de sua escolha. E isso vem funcionando muito bem.

GERENCIAMENTO DO PROJETO
O projeto “Carbonita: de UTI Educacional a Cidade Educativa” é uma responsabilidade do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD), que dispõe de um educador morando no município de Carbonita para planejar, acompanhar os trabalhos e articular todas as atividades previstas no Plano de Trabalho e Avaliação (PTA), juntamente com as equipes de mães cuidadoras e agentes comunitários de educação. O projeto tem o apoio da Prefeitura, por meio da Secretaria de Ação Social, e é feito em parceria com a Secretaria de Educação e o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA).

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DESEMPENHO DOS EDUCADORES
Percebemos que as mães cuidadoras e os agentes comunitários de educação estão sempre procurando inovar em suas práticas educativas, contribuindo cada vez mais com o desempenho do nosso públicoalvo. O trabalho se torna a cada dia mais coeso e rico, pois inovação é a palavra-chave. Observamos os avanços dos educadores a cada reunião de planejamento e avaliação que fazemos, pois o grupo está sempre preocupado em desenvolver as atividades do nosso PTA e assim chegar ao nosso objetivo.

ENVOLVIMENTO DAS FAMÍLIAS E COMUNIDADES
Algo bem interessante é que o nosso projeto é constituído dos próprios pais e mães dos alunos e membros do projeto. A participação dos outros pais é um pouco lenta, mas esporadicamente fazemos algumas reuniões nas quais sempre procuramos mantê-los informados sobre cada atividade desenvolvida.

AVANÇOS OBTIDOS NO DESENVOLVIMENTO DOS OBJETIVOS DO PROJETO
• Índices Qualitativos
- Maior participação dos alunos. - Maior entrosamento entre mães cuidadoras, agentes comunitários de educação e monitoras do PETI. - Aprendizado dos alunos. - Maior organização. - Atividades mais bem planejadas e executadas. - Bornais de livros e algibeiras de leitura. - Execução do PTA. - Grupo de educadores mais seguros. - Satisfação dos pais. - Disponibilidade de todos. - Alegria no trabalho. - Flexibilidade dos educadores e alunos. - Roda organizada e planejada. - Avaliações e planejamento diário. - Troca de experiências. - Abertura para o novo.
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- Suporte da Secretaria de Ação Social. - Parceria da Prefeitura e de suas secretarias. - Preocupação com o aprendizado de nossas crianças e adolescentes.

• Índices Quantitativos Biblioteca
- 6.245 livros. - Uma estação digital com quatro computadores. - Um computador na recepção, com uma mesa. - Uma impressora. - Uma máquina de Xerox. - Duas mesas com 10 banquinhos cada uma, para pesquisas, trabalhos e leitura. - Um webcam.

Banco de Jogos
- Nove comunidades atendidas (Carbonita, Mercadinho, Monte Belo, Lagoa, Cana Brava, Retiro, Dois

Córregos, Santana e Abadia).
- 159 jogos para trocas: 36 do Bornal da Paz e 123 do Bornal de Jogos de Aprendizagem, sendo 94

de matemática 29 de português.
- Seis oficinas de jogos executadas. - 32 trocas feitas. - Cerca de 1.200 pessoas, entre adultos, jovens, crianças e adolescentes de comunidades rurais e

urbanas. PETI
- 50 jogos utilizados. - 120 brincadeiras e dinâmicas. - 112 pessoas atingidas pelo trabalho, entre crianças e adolescentes. - 84 pessoas trabalhadas, entre crianças e adolescentes em fase de UTI.

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EJA
- 15 jogos utilizados. - 54 alunos de 1ª a 3ª série. - 42 alunos em fase de UTI. - 25 alunos trabalhados de 3ª a 6ª feira.

Bornal de Jogos e Algibeira de Leitura
- 51 bornais: 21 juvenis e 30 infantis. - 18 algibeiras: 7 juvenis e 11 infantis - Total de 1.406 livros. - 11 locais como escolas e entidades atendidas. - 1.097 pessoas atendidas por bornais e algibeiras.

DIFICULDADES ENCONTRADAS NO DESENVOLVIMENTO DOS OBJETIVOS DO PROJETO
As dificuldades que encontramos são comuns, como um ou outro menino desinteressado ou agressivo, mas sempre procuramos buscar alternativas. Tentamos identificar os pontos luminosos de cada um e criar atividades que façam isso aparecer mais, valorizando o que cada um tem de melhor. Assim, criamos condições de conquistar aquele menino com problema, fazendo com que ele tenha prazer nas atividades e saiba da importância delas.

BREVE SÍNTESE
Mães educadoras e agentes comunitários de educação estão tendo maior entrosamento com as monitoras do PETI, desenvolvendo assim um ótimo trabalho. Os meninos estão gostando do nosso trabalho e alguns deles têm um ótimo comportamento, embora outros mostrem ainda um comportamento difícil. Estamos sempre conversando com os meninos, buscando estar sempre em harmonia.
Ana Goulart - Mãe cuidadora

O projeto “Carbonita: de UTI Educacional a Cidade Educativa” vem aos poucos ganhando o seu espaço na comunidade e, a partir de pequenas atividades, cresce a cada dia. Podemos observar que a comunidade já está conhecendo e procurando saber mais sobre o projeto e com certeza percebe que
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estamos contribuindo e que temos ainda muito a contribuir com o município. Sabemos que o nosso projeto é constituído pela comunidade, motivo que a faz se apropriar cada vez mais dele, a cada dia que passa. O trabalho se tornou mais rico e mais bem planejado e o PTA realmente está sendo usado como nosso diário de bordo. Com isso, estamos seguindo as metas traçadas e indo a cada dia em direção ao nosso objetivo.
Helbert Silva Rodrigues - Educador Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento - CPCD

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ANEXOS
• Canções e brincadeiras Dois Passarinhos Por essa rua, dominó Passeou meu bem, dominó Não foi por mim, dominó Foi por alguém, dominó Dois passarinhos, dominó Caiu no laço, dominó Dá um beijinho, dominó Dá um abraço, dominó Outro beijinho, dominó Outro abraço, dominó Escolha alguém, dominó Pra ser seu par, dominó. Boneco de lata Meu boneco de lata caiu com a cabeça no chão, levou mais de uma hora para fazer operação, desamassa aqui, para ficar bom. Meu boneco de lata caiu com o nariz no chão, levou mais de duas horas para fazer operação, desamassa aqui, desamassa aqui para ficar bom... Obs: o facilitador tem que ir indicando as partes do corpo, até chegar à quantidade de números trabalhados com sua turma, facilitando assim a memorização dos mesmos. Lembrando que, na hora do “desamassa aqui”, temos que pegar nas partes do nosso corpo indicadas pela música. Exemplo: “Desamassa aqui para ficar bom” - pega na cabeça. “Desamassa aqui, desamassa aqui, pra ficar bom” - pega na cabeça e em seguida no nariz.

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Tomatinho Vermelho Tomatinho vermelho Pela estrada rolou Um grande caminhão veio E o tomatinho esmagou Coitado do tomatinho Pobre do tomatinho Tomatinho vermelhuuuuuuuuuuu. Catchup virou Catchup virou Catchup virou Obs: para essa brincadeira, temos uma seqüência de gestos que servem como um alongamento facial e corporal, desenvolvendo também as cordas vocais. O Galo Meu galo quebrou o bico Meu galo não pode bicar Meu galo quebrou o bico, quebrou o bico E não pode bicar. Meu galo quebrou a asa. Meu galo não pode voar Meu galo quebrou o bico, quebrou a asa E não pode voar. Meu galo quebrou a outra asa. Meu galo não pode voar Meu galo quebrou o bico, quebrou uma asa, quebrou a outra asa, E não pode voar... Meu galo ficou doente, meu galo não pode cantar, Meu galo ficou doente, ficou doente, que as galinhas pararam de botar.

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Obs: para essa canção, vamos fazer o que se pede na música, como se fôssemos o galo. De acordo com as partes do nosso corpo, vamos acrescentando mais versos à música. Trem Eu vou andar de trem, e você vai também, só falta comprar a passagem, passagem para o velho trem. Parou Parou Dedinho pra frente, mais pra frente. Tchutchuá tchutchuá tchutchuá tchuátchuá Obs: repetir o verso, acrescentando mais coisas, como cotovelo para trás, bumbum empinado, pescoço para o lado. Assim que os gestos forem cantados, todos vão fazendo, sem desfazer os gestos anteriores. • Jogos Amizade colorida Objetivo: trabalhar cores e afetividade. Material: uma caixa e cartas coloridas. Faixa etária: 4 a 6 anos. Regra: passa-se uma caixinha cantando uma música. Quando a música acabar, a criança que ficou com a caixinha tira uma cor. Cada cor simboliza uma atividade. Ex: cor verde - um abraço Componentes: Alessandra, Cristina e Nely. Professores da Rede Municipal de Carbonita

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Basquete inteligente Objetivo: desenvolve o raciocínio lógico matemático. Material: uma caixa decorada e bolas coloridas e numeradas. Faixa etária: 4 a 6 anos. Regras: - Participam duas equipes. - As bolas são colocadas dentro da caixa e cada equipe tira uma bola. Quem tira o número maior começa o jogo. - A distância de lançamento deverá ser combinada anteriormente.- Cada componente terá uma chance de jogar. - Após o lançamento, cada componente deverá contar as bolas dentro da caixa. - Marcará ponto para a equipe o componente que acertar mais bolas. - Vencerá a equipe que obtiver o maior número de pontos. Obs: este jogo pode trabalhar cores e adição dos numerais das bolas. Componentes: Lúcia, Ineide e Cristina. Brincando com as letras Objetivo: fixar as letras. Faixa etária: 4 a 6 anos. Material: cartas com letras do alfabeto. Regra: as crianças sentam-se em círculo e no centro são colocadas as letras do alfabeto viradas para baixo. O jogo será iniciado com uma das crianças, que irá ao centro da roda. Ao virar uma letra, deverá falar o nome dela e um nome iniciado com essa letra. Se a criança acertar a palavra, deixará a letra como está. Se errar, a letra será virada para baixo novamente. O jogo seguirá até que todas as letras estejam viradas. Obs: todas as palavras ditas pelos alunos serão escritas no quadrado para verificação. Componentes: Nádia, Neli e Cleide.

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• Receita - Biscoito de polvilho Ingredientes: 1 kg de polvilho azedo 6 ovos 300 ml de óleo (2 copos) 150 ml de água (1 copo) 1 colher de sal (colher de sopa) Modo de fazer: escalde o polvilho com um copo de óleo e um de água, uma colher de sal e coloque para ferver. • Memória semanal EJA No dia 11 de maio (quinta-feira), tivemos uma reunião com os professores da Educação para Jovens e Adultos (EJA), na qual analisamos os diagnósticos dos alunos. Um dos professores – o Jaime, da 4ª serie – não aceitou que o projeto fosse feito com sua turma, talvez por não entender bem os seus objetivos. Os outros professores – Lurdinha, da 1ª série; Alessandra, da 2ª série; Alexandra, da 3ª série – aceitaram muito bem e acham que esse projeto será muito bom para os alunos. Dia 16 de maio (terça-feira), começamos o nosso trabalho com o Betinho, nos apresentamos para os demais funcionários da escola e discutimos com os professores como seriam as atividades. Às 18h, iniciaram-se as aulas e fomos para as salas nos apresentar e também apresentar o projeto para os alunos. Eles se empolgaram, pois muitos já conheciam o trabalho, já que ele é feito no PETI com seus filhos, que estão se desenvolvendo muito. As séries a serem trabalhadas têm um total de 54 alunos: 16 na 1ª série, 25 na 2ª série e 13 na 3ª série. Na 1ª série, 10 alunos foram para a UTI, na 2ª,10 alunos e na 3ª todos. No dia 17 (quarta feira), viemos observar o desenvolvimento dos alunos na sala, ficando das 18h às 19h; depois, fomos para a terceira série e ficamos até as 19h30, quando saímos para o recreio.

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Havíamos planejado passar em todas as séries a serem trabalhadas, mas ocorreu um imprevisto: como a professora da 3ª série (Alexandra) teve que comparecer a uma reunião com o prefeito municipal, ficamos com seus alunos desenvolvendo as atividades planejadas por ela. Por isso, nosso planejamento não pôde ser concluído. No dia 19, (sexta feira), nos reunimos no Banco de Jogos para selecionar os jogos a serem utilizados com os alunos, de acordo como grau de dificuldade de cada um. • Memória semanal EJA Na segunda-feira, não trabalhamos com os alunos, pois foi o dia do nosso planejamento. De terça a sexta-feira, fizemos os seguintes trabalhos: com a 1ª série, foram desenvolvidos os jogos do alfabeto, com o objetivo de reconhecer e memorizar as letras. Percebemos a dificuldade de alguns alunos que não reconhecem as letras de seus nomes. Depois, foram levadas várias letras, para que eles formassem seus nomes e outras palavras, aprendessem a juntar sílabas e a formar palavras. Na 2ª série, foram trabalhados os jogos das sílabas, com o objetivo de ensinar os alunos a formar palavras com sílabas dadas, sendo assim mais fácil fazer a divisão silábica. Utilizamos várias letras do alfabeto para formar palavras e seus nomes. Também usamos os jogos do Tombo, que mostra aos alunos como reconhecer o dobro, a metade, o antecessor e o sucessor dos numerais, e o Ludo, com perguntas ligadas a matemática e português. Na 3ª série, trabalhamos o jogo Falando Comigo, porém de forma diferente. Fizemos um círculo e distribuímos as cartas e cada um pegou oito cartas. De início, todos que pegaram as figuras e seus respectivos nomes foram descartando-as à sua frente, com a face voltada para cima. O jogo iniciou-se com um participante pegando uma carta nas mãos do participante à sua esquerda, mas sem ver a figura ou o nome. Quem formava o par ia colocando à sua frente; caso contrário, ficava com a carta. A partida continuou com cada participante retirando uma carta por vez de quem estava à sua esquerda e terminou quando todos os pares foram mostrados. O vencedor foi quem mostrou primeiro todas as suas cartas em pares. Depois do jogo, pedimos para cada um ler as palavras que achou, copiá-las e separá-las em sílabas. O nosso objetivo era observar se os alunos lêem palavras soltas, se conhecem as sílabas e se têm boa escrita.

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Trabalhamos também com o texto “Os brinquedos do vovô”, com o objetivo de avaliar a leitura e a produção de textos. Primeiro, eles fizeram a leitura silenciosa e depois cada um fez a leitura oral. Fizemos então o comentário do texto, que foi bastante participativo. Eles gostaram muito, dizendo que o texto lhes fez lembrar dos tempos de criança e das brincadeiras que hoje quase não se vêem mais. Havíamos planejado que todos deveriam produzir um texto relacionado ao texto lido, mas como a leitura deles é ainda muito lenta e houve muitos comentários, não deu tempo. Adiamos essa produção para o outro dia. Em matemática, trabalhamos as operações de adição e subtração, com agrupamentos e reagrupamentos. Passamos as operações no quadro e ajudamos os alunos a fazê-las, usando material concreto para adicionar e subtrair. Depois, corrigimos no quadro, apresentando-as no quadro posicional. Alguns apresentaram muitas dificuldades e outros tiveram um bom desempenho. Como na sexta-feira não houve aula, fomos para o Banco de Jogos e confeccionamos o “Jogo das sílabas”, “Fera é fera” e “Descobre e cobre”. No início, os alunos da 1ª série entravam com algum receio, com medo de não conseguir alcançar os objetivos. Com o decorrer da semana, porém, eles foram percebendo que as atividades são fáceis e, acima de tudo, divertidas. Já os alunos da 2ª e da 3ª séries estão gostando muito desde o início. • Depoimentos “Estou gostando muito do trabalho. Pensei que fosse mais complicado, mas esses jogos são muitos bons.”
Dona Juracir Pereira dos Santos 3ª série do E.JA

“Meus alunos estão adorando o trabalho!”
Professora Alexandra Guimarães 3ª série do EJA

• Cronograma - 28 de Junho a 31 de Julho Projeto “Carbonita: de UTI Educacional a Cidade Educativa” Monte Belo - Reunião com a comunidade para combinar a formação de agentes comunitários de educação e de mães cuidadoras.

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Data: 28/06/2006 Local: Escola Municipal Antônia Pereira Rocha Horário: 17h - Capacitação e seleção de agentes comunitários de educação Data: 17 a 21 de julho - Capacitação e seleção de mães cuidadoras Data: 24 a 28 de julho - Oficina do Bornal de Jogos de Aprendizagem com ACE Data: 24 a 28 de julho - Início do trabalho na Escola Municipal Antônia Pereira Rocha com os alunos. Elaboração do diagnóstico com a equipe da escola. Utilização dos bornais de livros, algibeiras de leitura, bornais de jogos e tecnologias de aprendizagem. Data: 31 de julho - Mundo Infantil Término da capacitação com os professores. Data: 28, 29, 30/2006 Local: Mundo Infantil Horário: 8h - PETI Atividade de aprendizagem com os alunos. Utilização de jogos, tecnologias de aprendizagem, bornais de livros e algibeiras de leitura. Todos os dias, de segunda a sexta-feira, das 8h da manhã às 17h. - EJA Atividades de aprendizagem com os alunos. Utilização de jogos, tecnologias de aprendizagem, bornais de livros e algibeiras de leitura. Todos os dias, de terça a sexta-feira, das 17h às 21h. - Biblioteca Funcionamento: das 7h30 às 20h, de segunda a sexta-feira.

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- Divulgação e informações da biblioteca nas escolas. Data: 05 de julho - Treinamento dos funcionários da biblioteca para a confecção de carteirinhas e outros procedimentos. Data: 06 de julho - Confecção das carteirinhas Data: de 12 a 19 de julho Local: Escola Estadual Coronel Coimbra - Data: 20 a 26 de julho Local: Escola Estadual Mestra Aurora Banco de Jogos Confecção e criação de jogos Trocas Oficinas - Data: a partir de 27 de julho, confecção de carteirinhas para todos. • Memória semanal - PETI Nesta semana, trabalhamos com os seguintes jogos: 1) Desafio das Cores: estimula o raciocínio rápido e a atenção. 2) Ludo: esse jogo trabalha com as quatro operações da matemática. 3) Jogo da Sinceridade: nesse jogo, trabalhamos a sinceridade. 4) Nuvem de Sílabas: trabalha escrita e leitura com a formação de palavras. 5) Brincando e Aprendendo: trabalha as quatro operações fundamentais. 6) O Tombo: nesse jogo, fazemos perguntas relacionadas a matemática e português. 7) Jogo da Centopéia: trabalha com português. 8) Corrida dos Peões: trabalha com matemática e português. Nesta semana, também trabalhamos com a cantiga de roda “Roseira”, que trabalha com escrita e leitura a partir de versos.

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Leitura e Escrita Foram feitas leituras dos seguintes livros da Algibeira: “Draguinho”, “Orgulho e Vergonha”, “Cavalinho Roxo”, “Mãe Canguru e Filho Canguru”, “Friinho na Barriga”, “A Pirilampéia e os Dois Tatipurum”, “Semana Suada” e “A Escola Nossa de Cada Dia”. A partir da leitura desses livros, os meninos escreveram o que entenderam e fizeram um desenho representativo do tema. Também foram lidos os seguintes livros do Bornal: “Reciclar”, “Um palhaço diferente”, “Pombo Colombo”, “O rei bigodeira e a sua banheira”, “Por que devo me lavar”, “Conservação de alimentos”, “A garrafa de turbulão”, “As trigêmeas e chapeuzinho vermelho”. Em seguida, as crianças fizeram uma produção de texto sobre os livros lidos e cada criança leu a sua produção e discutimos sobre elas. Nesta semana, trabalhamos com: - Uma cantiga de roda - Dezesseis livros - Um teatro - Dois alunos saíram da UTI Fizemos a gincana educativa “Passa ou repassa”, com perguntas sobre questões de matemática e português. Houve prendas relacionadas à afetividade e à sinceridade entre os meninos e todos participaram. O grupo vencedor obteve 185 pontos e o grupo adversário fez 115 pontos. Umas das prendas foi fazer uma produção de texto sobre o tema “lixo”. Também tivemos, nesta semana, a apresentação do teatro “A chegada do lavado”, que falou sobre higiene e as doenças causadas pela falta dela. Foi exibido o filme “Dois filhos de Francisco” e com base nele os meninos da 4ª,5ª e 6ª série fizeram uma produção de texto. Já os meninos de 1ª a 4ª série fizeram depoimentos sobre o filme. • Depoimentos sobre o filme “Eu gostei muito, porque naquela época não tinha escola e o avô do Zezé dizia que escola era coisa de vagabundo. Mas eu acho que escola é muito bom.”
Guilherme Augusto Machado - 14 anos Bairro Boa Vista

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“A Elisângela está gostando muito do trabalho desenvolvido aqui e está se desenvolvendo muito. No dia que não tem PETI, ela fica triste.”
Maria dos Anjos Martins - 54 anos Mãe de Elisângela

• Depoimentos sobre jogos “O jogo ‘Nuvem das sílabas e palavras’ é bom, porque formamos palavras, aprendemos a ler e escrever. Eu acho que eles são bons, pois ensinam português e matemática e tem que ter raciocínio rápido.”
Geissiane Salgado de Carvalho - 10 anos Bairro Varginha

• Depoimentos sobre livros trabalhados Livro: “Mãe canguru, filho canguru” “Eu entendi que tinha uma mãe canguru e seu filho e cada dia que passava ele crescia e sua mãe, sempre as tardes, ao sair do sol, passeava com ele. Até que num dia belo e lindo sua mãe falou: chegou a hora de você sair da bolsa. Aí ele foi e saiu e aprendeu a pular.”
Eliana Lopes Vieira

Livro: “Um palhaço diferente” “Era uma vez um palhaço Fagulha. Ele já estava cansado de tanto fazer palhaçada. Um dia, ele resolveu mudar o seu trabalho. E o trabalho do palhaço foi ser plantador de repolho. E ele fez também toalhas de retalhos, carregou pilhas de telhas, criou coelho, ovelha e abelha. Mas ele não estava gostando nada disso: ficava vermelho, suado e zarolho de tão cansado! Ele até pensou que estava ficando velho e ficou triste, encolhido num canto. Aí chegou as férias de julho e aí o circo ficou animado: toda a criançada ia todo dia. O palhaço já estava com saudades daquela gritaria, da alegria, daquelas palhaçadas e da criançada. Então Fagulha resolveu ser palhaço de novo, mas um palhaço diferente! Voltou para o circo. Ele era um palhaço abelhudo e sempre queria saber tudo. E ficou vendo os amigos ensaiarem. Viu as mágicas do mágico, as espadas sumiam na boca do engolidor, as estripulias dos trapezistas. E tinha

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um coelho abelhudo e uma coelha abelhuda tirou um bilhete de dentro da boca do coelho abelhudo. O coelho abelhudo queria dar um beijo na coelha abelhuda.”
Ana Paula

Livro: “Pombo Colombo” Certo dia de sol, pomba colomba varreu a casa e deixou o lixo no cantinho da casa e o pó voltou para a casa. Quando pombo colombo abriu a porta da sala, tinha uma cesta com uma carta dentro. Nesta carta, tinha escrito um poema sobre amor, nesta carta estava escrito meu amor. Esta carta não tinha nome, nem endereço, nem cep. E esta carta falou: você nem sabe de onde eu sou. A pomba colomba colocou o pé para cima, virou de cabeça para baixo, e nada que ele sabia quem era. E o pombo colombo colocou o pé para cima, virou de cabeça para baixo e nada que ele sabia quem era. E o pombo colombo levou a carta para onde veio, ia jogar a carta no mar para o jacaré comer, e jogar no mato para a onça pegar, e a carta de amor era que a onça mandou para a pomba colomba. E a onça mais a pomba colomba ficaram felizes para sempre.
Géssica Vieiras Silva

• Reflexão da Semana Temos notado que, com essa metodologia, muitos alunos estão ficando mais interessados nas atividades, pois estão tendo mais oportunidade de discutir e resolver todos os assuntos na roda, sentindo-se responsáveis e capazes de resolver seus problemas e compreender tudo que é discutido. Achamos muito interessante o “trabalho da criança educadora”, pois eles estão muito entusiasmados com as atividades. Estão organizando bem a cozinha e as brincadeiras, juntamente com nós, educadoras. Por isso, eles se sentiram como nós. Sobre a UTI, podemos afirmar que temos muitos alunos com defasagem escolar, mas eles estão melhorando bastante com o uso dos jogos. Estão também mais responsáveis com os deveres. Nós, educadoras, estamos muito unidas nas discussões e na elaboração das atividades, todas sempre empenhadas em fazer um bom trabalho.

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• Relatório Técnico Formação de Educadores Sociais - Professores Período: Junho de 2006 Projeto “Carbonita: de UTI Educacional a Cidade Educativa”

Introdução
A vida nesta cidade de Carbonita é rica em histórias e personagens típicos. O jeito de falar, a receptividade e a cortesia deste povo têm a ver, com certeza, com sua história de luta por um lugar melhor para se viver. Contam que os primeiros moradores de Carbonita foram negros alforriados buscando um lugar para viver e baianos fugidos da seca. Talvez por isso eles tenham um cuidado especial com suas casas: em cada porta, há um jardim. As flores e as montanhas compõem um cenário aconchegante e tranqüilo. Assim é o povo deste vale. O Projeto teve início há pouco mais de dois meses e já tem dado mostras de sucesso. As formações dos educadores sociais visam a continuidade desse projeto e o envolvimento dos professores e das escolas no trabalho de forma mais sistematizada.

Perfil da Equipe
Esta formação teve a duração de três dias, sendo que chegamos a fazer 12 horas por dia. Na quarta, trabalhamos de 7h da manhã às 7h da noite. É incrível, mas os professores participaram de tudo. A pontualidade e a freqüência desse grupo foi extraordinária. Duas turmas participaram da formação, que aconteceu na Escola Municipal Mundo infantil, uma com 36 e outra com 38 participantes. São turmas bem heterogêneas, que contemplam professores de diversas gerações: alguns já se preparam para a aposentadoria e outros mal começaram a profissão. O grupo também surpreende pelo número de homens, geralmente bem reduzido nas formações. Aqui eles têm uma participação significativa. Segundo os professores, isso se justifica pela pouca opção de trabalho na cidade.

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Gerenciamento do Projeto
O projeto “Carbonita: de UTI Educacional a Cidade Educativa” é uma parceria do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD), do Conselho Municipal de Direitos da Criança e dos Adolescentes (CMDCA) e da Prefeitura Municipal de Carbonita, sendo financiado pela Petrobras. O CPCD é responsável pela execução e planejamento do projeto.

Atividades Desenvolvidas
A proposta da oficina é fazer a apresentação e experimentações dos jogos criados na oficina e

existentes nos bornais de Araçuaí e Curvelo, além de planejar ações mais eficazes desses jogos. • Criação de Jogos Tiramos um dia na semana para criar jogos de matemática e português com os alunos. Discutimos formas de como esses jogos podem chamar a atenção das crianças e adolescentes pela estética, cor e tamanho e como tornar o jogo uma forma divertida de aprender. Durante os intervalos, utilizamos alguns jogos do Bornal –“ Torre de Hanói”, “Duvido”, “Abra a carta”, “Fiar”, “Pé de Pinto”, “Batalha da Amizade” e “Travessia” – com a intenção de facilitar a compreensão da estética e ajudar na criação de regras, além de promover a descontração do grupo. O mais interessante dessa atividade, porém, é constatar que o professor percebe a magia dos jogos. Aos poucos, todos começam a compreender a dinâmica e a energia do jogo: brincam como se fossem crianças, alguns conflitos surgem e as discussões são a forma prática de abordar a teoria e a pedagogia dos jogos. • Participação dos jovens coordenadores do Banco de Jogos O Banco de Jogos é uma atividade que resulta da parceria do CPCD com o município de Carbonita. Os jovens participaram da organização da oficina, se integraram às atividades, dando suporte a todas as ações desenvolvidas com os professores, apresentando a eles os bornais (jogos e livros) e as algibeiras. Esperamos, com isso, estreitar os laços e incentivar a freqüência dos professores no Banco de Jogos.

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• Apresentação do Bornal de Livros e da Algibeira de Leitura A apresentação dos bornais e algibeiras foi um momento lúdico e empolgante. Montamos no pátio, em mesas separados por escolas, todo o acervo de bornais e algibeiras que os professores receberiam. Por uma hora, todos puderam manusear, ler e comparar o material. Foi muito interessante: eles ficaram encantados com o material, com a beleza, o cheiro e a qualidade dos livros. Esperamos que esse encantamento seja levado em conta na hora de levá-los para as crianças. • Dinâmicas e textos Os textos geraram grandes discussões sobre a motivação, o valor das palavras e a importância de conversarmos com as crianças de igual para igual, de discutirmos sobre a importância do aprendizado da infância na vida de cada um de nós. As dinâmicas proporcionaram várias discussões sobre o assunto: postura, trabalho em equipe, aprendizado. Discutimos também sobre o nosso trabalho e como poderíamos melhorá-lo. • Construção do plano de ação O momento que consolidou o nosso trabalho nessa semana foi a construção do nosso Plano de Trabalho e Avaliação (PTA). Foi um momento breve, dada a escassez de tempo, mas que consolidou as discussões e deu novas diretrizes ao trabalho. Cada escola traçou breves planos de como ampliar as discussões e planejar as ações com o material apresentado – bornais e algibeiras. • Contação de história Para encerrar a formação, promovemos uma hora de história com as duas turmas juntas. O clima frio, o fim de tarde e o saudosismo da oficina trouxeram muitas histórias e um momento único de prazer e de descontração com o grupo.

Indicadores de Êxito
- Grupo, alegre, receptivo e carinhoso. - Presença das pessoas, apesar de todas as dificuldades para conciliar horários. - Receptividade aos projetos e ao Bornal de Jogos, pois as pessoas já acreditam no projeto. - Atividades bem recebidas pelo grupo. - Participação nas discussões.

Projeto “Carbonita: de UTI Educacional à Cidade Educativa” 28

- Disponibilidade e apoio das lideranças (diretores, Secretaria de Educação etc.).

Indicadores de Dificuldade
- Horário apertado de atividades e um pouco cansativo.

Breve Síntese
Essa semana foi de extrema aprendizagem e as discussões se mostraram muito ricas, sempre voltadas para o nosso público-alvo, que são as crianças e os adolescentes. Começamos a conversa tentando entender e promover a reflexão sobre a infância, a partir da nossa própria experiência. A maior preocupação era de estabelecer como meta o nosso desejo em ajudar a criança a aprender, a ser feliz, a ser inteira. Discutimos também a importância de todos se envolverem nesse processo e para isso a comunidade precisa ser convocada. Discutimos formas de implementar a metodologia do aprendizado por meio do brinquedo, do lúdico, para abordar as questões do dia-a-dia, como sexualidade, afetividade, aprendizagem, respeito mútuo e criatividade. A oficina foi muito produtiva, os grupos se envolveram de maneira prazerosa e as atividades realizadas foram agradáveis para todos. Os professores demonstraram muito interesse em repassar as atividades e esperamos que a idéia contagie a todos. Afinal, o Bornal de Jogos é uma tecnologia de trabalho que sabemos que funciona, desde que seja aplicada como busca de alternativas prazerosas de aprendizado. Para isso, a metodologia é fundamental. • Avaliações de Carbonita I “Esta semana serviu para enriquecer o meu comportamento como educador. Os pontos positivos foram as dinâmicas e os negativos é que foi muito cansativo e eu gostaria de ter aprendido a fazer alguns dos jogos.”
Cláudio Manuel Carvalho - Monte Belo

“Apesar do horário estendido, não foi cansativo, graças à forma como foi conduzido. Tudo será muito válido quando eu for planejar minhas aulas.”
Cleide Aparecida Lemos

Projeto “Carbonita: de UTI Educacional à Cidade Educativa” 29

“Pontos positivos: a participação do grupo, assiduidade, pontualidade, dinâmicas, assuntos abordados, apresentação da algibeira e dos bornais. Negativos: relatos muito extensos, pouco material construído nos grupos, pois eu pensava que iríamos aprender a fazer (material concreto).”
Maísa Costa

• Avaliações de Carbonita II “Gostaria de ter mais desses encontros com os professores. Deveriam ser pelo menos mensais; trocar idéias, discutir planejamentos, sair um pouco da sala de aula e voltar com novas idéias. As dinâmicas utilizadas são interessantes e nos levam a mudar a forma de pensar. Queria aprender jogos para trabalhar com crianças com dificuldade psicomotora. Ainda é muito vago e de difícil acesso o material...”
Alessandra - EJA

“Através do curso, eu tive a oportunidade de encontrar colegas e trocar experiências de uma forma bem descontraída. Gostei da participação de todos, pois houve muito respeito às opiniões. Apesar da carga horária, muito puxada, nosso capacitador, o Betinho, fez com que o trabalho não se tornasse cansativo. Ele é nota dez! Espero que não acabe por aqui.”
Silvana Escola Municipal Mundo Infantil

“Nesses três dias de capacitação, percebemos que nosso papel de educador vai muito além de reproduzir velhos métodos de ensino. Tudo se renova e por isso precisamos ter um olhar aguçado para nossos alunos, buscando inovações e qualidade. É possível fazer da sala de aula um lugar onde os alunos se sintam bem e tenham prazer em aprender.”
Élen Adriana E. M. José Maria Rocha - Abadia

“Bom fazer amigos. É melhor ainda quando há sinceridade. Tem mundos diferentes que se encontram, Inovando o modo de pensar. Ninguém fica sem sonhar. Havendo sempre união, O sonho se realizará.”
Helenice - Mundo Infantil

“Os pontos positivos da formação foram: a clareza nas explicações, a participação de todos, cada dinâmica atingiu seu objetivo e houve muita interação. Infelizmente, sempre acontecem alguns pontos
Projeto “Carbonita: de UTI Educacional à Cidade Educativa” 30

negativos, como as conversas paralelas e a falta de objetividade das nossas falas, além do pouco tempo de trabalho, que foi muito corrido.”
Juliana de Fátima Escola Municipal de Santana

“Gostei da oficina, porque foi realizada promovendo a participação de todos. As dinâmicas foram muito boas, agradáveis e nos fizeram refletir sobre nosso papel de professor.”
Ricardo Alexandre Oliveira Escola Municipal Antônia Pereira Rocha

“Discutimos vários assuntos e temas a partir das dinâmicas. Nunca havia participado de um curso tão proveitoso e criativo. E o mais importante foi descobrir que através de brincadeiras se educa e se aprende.”
Flávia Moraes Escola Municipal Santo Antônio do Mercadinho

“Nesses três dias especiais, me ensinaram que a educação em nosso país tem solução. Aprendi que não sou eu quem mudarei tudo, mas posso fazer a diferença. Aprendi que a educação só será bem sucedida se todos trabalharem em prol da mesma.”
Valdirene Ferreira - Projeto Agente Jovem

“Estes três dias foram muito importantes, para a minha prática pedagógica, pois aprendi que, através do lúdico, podemos conseguir que nossos alunos melhorem o seu desempenho.”
Eva Lúcia Martins Escola Municipal Pedro Santana (Santana)

“Foi muito proveitoso e gratificante participar deste curso durante os três dias. Não fugi nem por um momento das minhas responsabilidades. Vou fazer o possível para aplicar o que aprendi na minha escola. Todas as atividades se aplicam à sala de aula.”
Maria José Ribeiro E. M. Santo Antônio do Mercadinho

“Participar dessa oficina com esta equipe foi muito importante. Além das várias soluções para alguns problemas de minha vida profissional, pude também conhecer pessoas novas. A oficina foi bem humorada e agradável. Pena que foram apenas três dias.”
Juliana Ribeiro E. M. de Santana

Projeto “Carbonita: de UTI Educacional à Cidade Educativa” 31

“Foi um momento de ação-reflexão-ação. Momento de repensar a nossa prática pedagógica. Espero conseguir colocar tudo em prática.”
Renata de Fátima Rodrigues Creche Mestra Zefina

“A oficina foi espetacular, nos valorizou pessoal e profissionalmente. Só faço uma ressalva com relação à questão do horário, que facilitou o cansaço de todos, mas com certeza foi recompensado.”
Carlos André Vieira Escola Municipal Núcleo da Estiva

• Planejamento de trabalho Escola Municipal de Santana - Carbonita/MG Objetivo geral Despertar na criança o prazer e a necessidade da leitura. Metas/ações - Apresentação do material à escola e à comunidade (Bornal de Jogos, Algibeira de Leitura e Bornal de Livros). - Dispor o material em lugares de fácil acesso a todos os envolvidos. - Incentivar os alunos a ler. - Convencer os pais da importância do projeto e mostrar-lhes que a escola está de portas abertas e com vários livros e jogos à disposição. - Promover momentos para a contação de história dos pais. - Hora de contar e ler história para e entre as crianças. Escola: E.JA - Carbonita Objetivo geral - Desenvolver as habilidades. - Compreender a seqüência numérica. - Associar figuras aos respectivos nomes e letras. - Dominar fatos e operações. - Ortografia. - Ler os livros do Bornal e da Algibeira, produzir e interpretar textos. - Brincadeiras.

Projeto “Carbonita: de UTI Educacional à Cidade Educativa” 32

- Construção de material concreto e artístico, a partir da reciclagem. Tempo e responsáveis - Confecção de material (professores e alunos) a partir do final de junho de 2006. - Trabalhar com os jogos a partir de junho de 2006. Plano de Ação - E. M. Antônia Pereira Rocha - Monte Belo Metas leitura. - Estimular o raciocínio dos alunos. O quê? Livros - Utilização do Bornal de Jogos. - Semanalmente Quando? - Semanalmente Como? - O bornal estará disponível um dia da semana para cada turma. - Cada dia um professor trabalhará o bornal com sua turma. E. M. Santo Antônio do Mercadinho O quê? - Escolher, juntamente com os outros professores e alunos, um dia da semana para a apresentação do Bornal de Livros. - Promover os bornais - Definir pontos estratégicos para a colocação dos bornais e das algibeiras - Definir a forma de utilização: empréstimos, leitura etc. - Incluir o bornal no projeto escolar: “Viajando com a leitura”. - Realizar mensalmente a leitura coletiva dos livros do bornal. o bornal - Professores, alunos e coordenadora da escola. - Professores e coordenadora da escola. - Professores e coordenadora da escola. - Professores e coordenadora da escola. - Professores, comunidade e coordenadora da escola. - Sempre que for usado. escola - A partir do dia 20 de junho - A partir do dia 26 de junho - Mensalmente - 20 de junho 2006 - Semanalmente escola. Quem? - Professores e coordenadora da Quando? - Dia 20/06/06

- Incentivar o prazer pela - Usar o Bornal de

- Monitorar e acompanhar o trabalho com - Professores e coordenadora da

Projeto “Carbonita: de UTI Educacional à Cidade Educativa” 33

Escola Municipal Mundo Infantil O quê? - Organizar o cantinho “Hora da leitura e histórias”. - Trazer jogos do bornal para a sala de aula; fazer adaptações de acordo com a idade (4 e 5 anos) e com a necessidade. Trabalhar com o Bornal de - Construir outros jogos. Jogos de Araçuaí (4 a 6 anos). - Durante as aulas e com os professores, nos dias de planejamento. Escola Municipal de Abadia Objetivo Propiciar aos alunos e professores acesso à leitura.
- Cada professor receberá um bornal de jogos. - O professor adequará os livros para a sua turma. - Os professores de 5ª e 6ª, padrinhos das salas, se responsabilizarão pelo acompanhamento e o

Quem? - Disponibilizar um espaço dentro da escola para a utilização dos livros. - Brincar com os jogos nas salas de aula e no pátio.

Quando? - Fazer um cronograma escolar dividido em horários, dias e turmas para a utilização dos livros. - Fazer o cronograma de utilização. - Disponibilizar uma vez por semana, para toda a escola.

controle do uso.
- Planejar com os alunos a utilização/retirada dos livros da algibeira. - Combinar regras para a utilização e incentivar retirada dos livros. - Apresentar o projeto aos pais, planejar utilização com os mesmos. - Utilizar o caderno do bornal. - Avaliar mensalmente.

Projeto “Carbonita: de UTI Educacional à Cidade Educativa” 34

• Diagnóstico geral - Carbonita Educação Jovens e Adultos 1ª Série Leitura Matematização

10 5 0 2

8 6

10 5 1 0

7

8

1ª Diagnóstico (16 alunos)
Nível 1 Nível 2 Nível 3

1ª Diagnóstico (16 alunos)
Nível 1 Nível 2 Nível 3

2ª Série Leitura Matematização

20 15 10 5 0

19 6 0 1ª Diagnóstico (25 alunos)
Nível 1 Nível 2 Nível 3

30 20 10 0 0

21 4

1ª Diagnóstico (25 alunos)
Nível 1 Nível 2 Nível 3

3ª Série Leitura Matematização

15 10 5 0 0

13

15 10 0 5 0 0

13

0

1ª Diagnóstico (13 alunos)
Nível 1 Nível 2 Nível 3

1ª Diagnóstico 13 alunos)
Nível 1 Nível 2 Nível 3

Projeto “Carbonita: de UTI Educacional à Cidade Educativa” 35

• Diagnóstico PETI 1ª Série Leitura
10 8 6 4 2 0

Matematização

2,5 2 1,5 1 0,5 0

2 1 0

7

8

1 1ª Diagnóstico (16 alunos)
Nível 1 Nível 2 Nível 3

1ª Diagnóstico (3 alunos)
Nível 1 Nível 2 Nível 3

2ª Série Leitura Matematização

15 10 5 0

11

30 9 1 20 10 0 0

21 4

1ª Diagnóstico (21 alunos)
Nível 1 Nível 2 Nível 3

1ª Diagnóstico (25 alunos)
Nível 1 Nível 2 Nível 3

3ª Série Leitura Matematização

8 6 4 2 0

5 1 '

6

15 10 5 0 0

13

0

1ª Diagnóstico (12 alunos)
Nível 1 Nível 2 Nível 3

1ª Diagnóstico 13 alunos)
Nível 1 Nível 2 Nível 3

Projeto “Carbonita: de UTI Educacional à Cidade Educativa” 36

4ª Série Leitura Matematização

20 15 10 5 0

17 5

4

20 15 10 5 0

16 5 5

1ª Diagnóstico (26 alunos)
Nível 1 Nível 2 Nível 3

1ª Diagnóstico (26 alunos)
Nível 1 Nível 2 Nível 3

5ª Série Leitura Matematização

20 15 10 5 0

15 6 1 1ª Diagnóstico (22 alunos)
Nível 1 Nível 2 Nível 3

20 15 10 5 0

17 5 0 1ª Diagnóstico (22 alunos)
Nível 1 Nível 2 Nível 3

6ª Série Leitura Matematização

15 10 5 0 0 6

10

15 10 5 0 0

11 5

1ª Diagnóstico (16 alunos)
Nível 1 Nível 2 Nível 3

1ª Diagnóstico (16 alunos)
Nível 1 Nível 2 Nível 3

Projeto “Carbonita: de UTI Educacional à Cidade Educativa” 37

7ª Série Leitura Matematização

8 6 4 2 0

7

6 4

5

0

0

2 0

1

1

1ª Diagnóstico (7 alunos)
Nível 1 Nível 2 Nível 3

1ª Diagnóstico (7 alunos)
Nível 1 Nível 2 Nível 3

8ª Série Leitura Matematização

6 4 2 0 0

5

6 4 0 2 0 0

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1ª Diagnóstico (5 alunos)
Nível 1 Nível 2 Nível 3

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Projeto “Carbonita: de UTI Educacional à Cidade Educativa” 38

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