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2.

ano
Cantinho da Leitura
O Elefante Cor-de-Rosa
Era uma vez um elefante cor-de-rosa...
Mas no existem elefantes cor-de-rosa!
No inteiramente verdade, a verdade outra: no existem na Terra elefantes
cor-de-rosa, o que muito diferente.
Mas noutro planeta, fora da nossa galxia, num mundo pequenino, forjado no
bafo de outras estrelas e aquecido por outro sol, havia elefantes cor-de-rosa.
()
Todos os dias a vida era alegre e companheira.
Um dia, porm, o elefantezinho cor-de-rosa, o nosso elefantezinho, sentiu uma
esquisita sensao, quando viu que uma flor branca murchava, sob os seus olhos fixos
de espanto.
A flor ia morrer!
Aflito, chamou os companheiros que vieram, fizeram uma roda e, de rabinhos
pendentes, comearam a soprar pelas trombas um ventinho de amizade e de carinho
que sustivesse a flor.
Mas a flor morreu.
()
Ao outro dia, se assim me posso exprimir, o corao do elefantezinho estava
como um ourio-cacheiro: as flores brancas tinham morrido todas.
()
Precisavam fugir daquela ameaa que sobre eles se suspendia.
Mas para onde?
()
Vou deixar-te na Terra, mas no entre os homens.
Descers na imaginao de uma criana.
Assim no morrers nunca e ters sempre companheiros.
Excelente ideia, cometazinho!...
()
DACOSTA, Lusa O Elefante CordeRosa. Alfragide: Edies ASA, 2011 [fragmentos].

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