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CARNAVAL

Da Roma Antiga aos dias de hoje

O Carnaval teve as suas origens em


manifestações populares, anteriores à era Cristã, tendo-
se iniciado na Itália com o nome de Saturnálias - festa
em homenagem a Saturno.
As divindades das mitologias greco-romanas
BACO e MOMO dividiam as honras nos festejos, que aconteciam
nos meses de Novembro e Dezembro.

Com a expansão do Império Romano, as festas tornaram-se


mais animadas e frequentes. Na época ocorriam verdadeiras festas
mundanas.
No início da era Cristã, começaram a surgir os primeiros sinais
de censura a todos estes festejos.
A igreja determinou que esses festejos só deveriam ser
realizados antes da Quaresma.
Os Italianos adoptaram, então a palavra Carnevale, sugerindo
que se poderia fazer Carnaval – “ ou o que passasse pelas suas
cabeças” antes da Quaresma, numa espécie de abuso da carne.

A festa chegou a Portugal nos séculos XV e XVI, recebendo o


nome de Entrudo – isto é, introdução à Quaresma, através de uma
brincadeira agressiva e pesada.
O evento tinha uma característica essencialmente
gastronómica e era marcado por um divertimento entremeado com
alguma violência. Faziam-se esferas de cera bem finas com o
interior cheio de água-de-cheiro e depois atirava-se às pessoas. Os
mais ousados, no entanto, começaram a injectar no interior das
“laranjinhas ou limões-de-cheiro”, substâncias mal cheirosas e
impróprias e a festa foi perdendo toda a alegria.
Na Europa, as cidades onde o Carnaval veio a adquirir mais
fama foram Paris, Veneza, Munique, Roma, Colónia e
posteriormente, Nápoles, Florença e nice.
No continente americano, os carnavais mais animados são os
de Buenos-Aires, Montevideu e Rio de Janeiro.
No nosso país, a realização do Carnaval, não obedecia a
regras específicas, levando muitas pessoas a cometerem excessos,
que prontamente foram regulados pelo Intendente Geral da Polícia
em 1817, evitando desta forma a realização em plena praça pública
de verdadeiras batalhas campais, onde tudo era possível.

Nos inícios do séc. XX, o Carnaval quase se limitava à


exibição de crianças mascaradas e aos folguedos nos teatros e
cinemas.