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Diocese do Divino Espírito Santo e de Nossa


Senhora da Evangelização
Luziânia – Goiás – Brasil

Devanilson Álvares de Souza


Servus Dei in saecula saeculorum
II

Diocese de Nossa Senhora da Evangelização e do Divino


Espírito Santo
Luziânia – Goiás – Brasil

Devanilson Álvares de Souza


III

Colaboradores
Pe. Émerson Amaral, css (São Paulo)
Rua Niterói, 55. Centro São Caetano do Sul – SP. Fone: (11) 4227.4136
emersoncss@gmail.com

Leonardo Henrique de Carvalho,


seminarista da Diocese de Luziânia – GO.

Este material visa formar os que nunca tiveram formação


litúrgica, sobretudo, aos denominados coroinhas, para
que possam servir ao Senhor do melhor modo possível

3ª Edição
Revisado e ampliado

Luziânia – Goiás – Brasil


2010
IV

Informações Gerais

Bispo Diocesano: Dom Afonso Fioreza, CP


Vigário Geral: Pe. Szymon Sieczka (Pe. Simão)

AUTOR
DEVANILSON ÁLVARES DE SOUZA
Contato:
devanilsonwa@hotmail.com
devanilsonwa@gmal.com
Fone: (61) 9221 – 9931 ou 8560 – 9845
V

Agradecimentos

Agradeço á Deus pelo dom da vida, a qual é nossa primeira vocação. Agradeço ainda por ter-me
feito cristão católico e por ter me preservado em Sua Única e Verdadeira Igreja, a Católica Apostólica
Romana.
Não posso deixar de agradeço a minha família por ter me conduzido ás águas do batismo, por ter me
ensinado a ética e a moral cristã católica, pelo carinho e por todo material gasto e empenho em minha
formação.
Agradeço também a Diocese de Luziânia por me acolher no seio da Santa Mãe Igreja e na pessoa de
nosso bispo diocesano, Dom Afonso Fioreze, agradeço todo o clero. Aos coroinhas de todas as paróquias
por onde passei e exerci meu trabalho (Nossa Senhora de Fátima, Valparaíso; Nossa Senhora da
Evangelização – Catedral, Luziânia; Santa Teresinha do Menino Jesus, Luziânia; e Nossa Senhora de
Lourdes, Luziânia) deixo minha gratidão, pois foi por vocês e para vocês que escrevi essa breve
introdução.
Por fim, agradeço o meu amigo e irmão na fé, Leonardo Henrique de Carvalho, seminarista da
Diocese de Luziânia, pelo apoio, incentivo e pela revisão deste trabalho. Ao Padre Émerson Amaral, css,
de São Caetano do Sul – SP, é impossível deixar de agradecê-lo pelos primeiros incentivos, pela força e
amizade.
VI

Apresentação

A palavra coroinha vem do latim pueri chori, que signfica “menino do coro”. Uma criança ou
adolescente, geralmente do sexo masculino, que auxilia os sacerdotes nas funções do altar. Mas em 1994,
o papa João Paulo II autorizou que meninas também servissem no Altar; A Carta-encíclica Redemptionis
sacramentum prevê essa circunstância. Atualmente, em algumas paróquias a função de coroinha é
permitida também às meninas, mas sua autorização deve provir do Ordinário (bispo) local.
No Brasil, confunde-se “coroinha” com “acólito”, todavia, coroinha não é um ministro instituído,
isto é, ordenado pelo Bispo, característica do acólito.
O Padroeiro dos coroinhas é São Tarcísio, jovem mártir romano dos primeiros séculos da Era
Cristã. Alguns consideram também Santa Maria Goretti como padroeira das meninas coroinhas. E há
também uma corrente que atribui modernamente a São Domingos Sávio (também padroeiro dos
adolescentes) o título de padroeiro dos coroinhas.
Caro (a) coroinha, esta apostila traz apenas algumas breves introduções teóricas às noções básicas
daquilo que você irá aprender mais a fundo futuramente, especialmente no que se refere a Sagrada
Liturgia. Além de temas litúrgicos esta apostila consta ainda de alguns temas a respeito da doutrina da
Fé Católica, da Santa Igreja, da Sempre Virgem Maria - tudo de acordo com o compêndio do Catecismo
da Igreja Católica - e de algumas orações em latim – as quais você não é obrigado a dominar nem saber,
contudo, creio que seja importante que tenhamos um mínimo de contato com o idioma da Santa Mãe
Igreja.
O mais importante nessa fase da formação é que tenhamos o nosso foco na formação litúrgica, pois
este é o objetivo primeiro desta apostila. Estamos, caro (a) coroinha à serviço de Deus e da Igreja, por
este motivo devemos conhecer um pouco sobre a Igreja. Digo um pouco porque aqui não
aprofundaremos o estudo a esse respeito, mas sim em Liturgia, como foi supracitado.
Para título de conhecimento, a palavra liturgia é de origem grega λειτουργία e significa “serviço” ou
“trabalho público”. Portanto, caro coroinha, a Liturgia é antes de tudo “serviço ao povo”, essa experiência
é fruto de uma vivência fraterna, ou seja, é o culto, é uma representação simbólica (não se trata de uma
encenação uma vez que o mistério é contemplado em “espírito e verdade”) da vida cotidiana em
comunhão com a comunidade. A Liturgia tem raízes absolutamente cristológicas. Cristo rompe com o
ritualismo e torna a liturgia um "culto agradável a Deus".
A Sagrada Liturgia também é comunicação! Portanto, caro (a) coroinha, a sabedoria do autêntico
comunicador consiste mais em ouvir do que em falar. Os símbolos são a essência da comunicação. Para
comunicarmos algo é necessária certa concentração para que transmitamos o que desejamos,
principalmente na Sagrada Liturgia. A comunicação só se realiza eficazmente à medida que se consegue
interpretar ou decodificar os mesmos sinais e códigos.
A vida litúrgica é a alma da pastoral. Deve haver uma nobre simplicidade, para que não caia na
trivialidade (banal, comum, rotineiro) ou no pouco esforço estético. Celebrar a Liturgia significa estar
em comunhão com o Romano Pontífice e conseqüentemente com o Corpo Místico de Cristo.
VII

O coroinha deve tomar o máximo de cuidado para não fazer da Liturgia uma distração humana ou
uma passarela de desfile. Devemos amar e valorizar a Liturgia, mas para isso devemos conhecê-la.
Liturgia é, antes de tudo, AÇÃO. Ação supõe movimento. A Liturgia se expressa mediante
palavras e gestos. Por isso, dizemos que a Liturgia é feita de sinais sensíveis, ou seja, sinais que chegam
aos nossos sentidos (audição, tato, olfato, paladar, visão). Antigamente, fora do campo religioso, liturgia
queria dizer Ação do Povo. A Igreja passou a aplicar este termo para indicar ação do povo Reunido para
expressar sua Fé em Deus. A palavra celebrar tem vários significados: festejar em massa, solenizar,
honrar, exaltar, cercar de cuidado e de estima. O ser humano é naturalmente celebrativo. As pessoas
facilmente se reúnem para celebrar aniversários, vitórias esportivas, formaturas, batizados, casamentos,
funerais, etc.
Celebrações Litúrgicas são encontros de Deus com o seu povo reunido. Esses encontros se realizam
mediante algumas condições que chamamos de Elementos Constitutivos da celebração litúrgica.
Pelo nosso batismo, fazemos parte do povo sacerdotal, profético e régio do Senhor, e pelo
testemunho dos cristãos, crescemos com a consciência de que somos protagonistas de nossa história.
Assim, participamos da comunidade cristã como membro único e responsável pelo crescimento da
mesma.
Lembre-se, caro coroinha, que você também é colaborador na liturgia, esforcemo-nos, pois para
que sejamos modelo e exemplo de coroinha para toda a Diocese.

Que a Sempre Virgem Maria nos ilumine. Amém.

Devanilson Álvares de Souza


VIII

Sumário

Informações Gerais IV
Agradecimentos V
Apresentação VI

Capítulo 01 – Oração, Diálogo entre o Homem e Deus 09


Capítulo 02 – Santos Padroeiros dos Coroinhas 12
Capítulo 03 – Responsabilidades do coroinha 14
Capítulo 04 – Paramentos Litúrgicos 15
Capítulo 05 – Vocabulário Litúrgico 21
Capítulo 06 – Símbolos Litúrgicos 30
Capítulo 07 – O incenso 32
Capítulo 08 – O silêncio, A palavra e as palavras, A voz e o canto 34
Capítulo 09 – Gestos Litúrgicos 37
Capítulo 10 – Cores Litúrgicas 39
Capítulo 11 – Ano Litúrgico 40
Capítulo 12 – Revisão sobre o Ano Litúrgico 45
Capitulo 13 – Eucaristia: significados e conseqüências 48
Capítulo 14 – Eucaristia:Fundamentos Bíblicos e Teológicos 51
Capítulo 15 – Celebração Eucarística parte por parte 53
Capítulo 16 – Organização da procissão para missa solene 57
Capítulo 17 – Livros Litúrgicos 58
Capítulo 18 – As sagradas escrituras 60
Capítulo 19 – A Santa Igreja Católica 64
Capítulo 20 – Fórmulas de doutrina católica 66
Capítulo 21 – Os Sacramentos 69
Capítulo 22 – Sacramentais 71
Capítulo 23 – Santíssima Virgem 72
Capitulo 24 – Algumas orações em Latim 74
Capitulo 25 – Especialmente para você, coroinha 76
Capitulo 26 – Especialmente para você coordenador 79

Conclusão 82
Bibliografia 83
9

Capítulo
Capítulo 01

Oração, Diálogo entre o Homem e Deus

Jesus, durante sua vida, sempre esteve em oração. Ele retirava-se para lugares silenciosos, para
melhor comunicar-se com seu Pai. Com o tempo, seus discípulos perceberam que rezar era algo muito
importante e pediram a Jesus que lhes ensinassem a rezar. Foi então que lhes ensinou o Pai Nosso.
Depois da morte de Jesus, os primeiros cristãos iam todos os dias ao templo para rezar; salmos, hinos e
cânticos. E assim continuou a Igreja através dos séculos, sempre dando muita importância á oração. Como
você já deve ter percebido caro (a) coroinha, a liturgia, em sua totalidade, é uma oração, porque nela
ocorre um diálogo com Deus que se comunica com as pessoas por meio da oração.
Por isso, o bom (a boa) coroinha, que deseja servir a Deus com dedicação e respeito, deve saber rezar,
conversar com o Pai. Não se pode imaginar um coroinha que ajudando o padre ou o bispo na igreja, sirva
a Deus e não saiba rezar, você não acha?
Mas... O que devo rezar? É claro que você já deve conhecer muitas orações: o Pai-Nosso, a Ave-
Maria, o Glória, o Creio e outras. Porém, uma oração dirigida a Deus com sinceridade não precisa ser,
obrigatoriamente, uma oração conhecida, famosa, rezada por muita gente.
Você pode “Criar” a sua oração para agradecer, louvar, ou pedir alguma graça a Deus. Para rezar, não
é preciso dizer palavras difíceis, complicadas. Deus sabe qual é sua intenção. Por isso, basta dirigir-se a
Ele com a expressão simples, como por exemplo: “Obrigado, meu Deus, por tudo o que eu tenho”.
“Minha mãe do céu, dê-me sua bênção”. Mas lembre-se que toda oração se inicia como o sinal da cruz,
pois este é o símbolo dos cristãos.
É claro que há ocasiões em que queremos ter uma “conversa” mais demorada com Deus, para fazer
um desabafo, um pedido, um agradecimento. Também nesses casos, use palavras espontâneas
expressando aquilo que realmente está em seu coração, como se estivesse falando com sua mãe, com seu
pai ou com um amigo em quem você confia muito.
Mas quando se deve rezar? Jesus responde essa pergunta “Sempre”. Seria bom que você, coroinha,
rezasse pelo menos de manhã, ao levantar-se, e à noite, ao deitar-se. E também em todos os momentos
alegres de sua vida, para agradecer a Deus, e nos períodos difíceis, para que Deus lhe dê força para
superá-los, de acordo com a vontade Dele. E ainda quando se entra na igreja, “a Casa de Deus”, que é um
lugar especial de oração.
E a quem deve rezar? Devemos rezar a Deus, a Nossa Senhora e, segundo as nossas devoções,
também devemos rezar, isto é, “Conversar” com os santos e com o anjo da guarda. Deus sempre ouve os
nossos pedidos !!!!
E para quem deve rezar? Para nós mesmos, para os familiares, os amigos, os colegas, as pessoas
necessitadas, os que sofrem e também aos nossos inimigos, conforme nos recomendou Jesus.

A Oração nos ajuda a termos uma relação intima com Deus !!!!

Algumas orações

Sinal da Cruz: Pelo sinal da Santa Cruz, livre-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome
do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém

Pai- Nosso: Pai Nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso Reino,
seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos
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as nossas ofensas assim, como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em
tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Ave-Maria: Ave Maria, cheia de graça o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres, bendito
é fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da
nossa morte. Amém.

Glória ao Pai: Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre.
Amém.

Salve-Rainha: Salve Rainha, Mãe de Misericórdia vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós
bradamos os degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas.
Eia, pois, advogada nossa esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois desse desterro,
mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre ó clemente, ó piedosa, ó Doce Sempre Virgem Maria.
Rogai por nós Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Diante do Santíssimo Sacramento: Nós vós adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e vos
bendizemos, aqui e em todas as igrejas do mundo, porque por vossa santa cruz remistes o mundo.
V. Graças e louvores se dêem a todo o momento,
R. Ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento (3x).

V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,


R. Como era no principio agora e sempre. Amém.

Comunhão espiritual: Eu quisera, Senhor Jesus Cristo, receber-vos com aquela pureza, humildade,
ternura e devoção com que vos recebeu a Vossa Santíssima Mãe, e com o Espírito e o fervor dos Santos.
E, posto, que agora não vos posso receber sacramentalmente, venha pelo menos espiritualmente coração.
E como já vos tendo recebido, eu vos abraço, vos adoro, vos bendigo e vos amo. E me uno todo a Vós.
Não permitais, meu Jesus, que eu me separe de vós.

Credo: ver página 70.

Oração dos Coroinhas: Senhor Jesus Cristo, que me chamastes ao ministério de coroinha, dá-me
coragem para atender o seu chamado. Abençoa meu serviço dentro da comunidade, quero exercê-lo com
respeito e alegria, testemunhando a todos o teu amor. Abençoa também minha família, meus amigos e
minha vocação. Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, preservam-me de todas as distrações, nesta oferta a teu
filho sobre o altar. Santo Anjo da Guarda, protege-me. São Tarcísio, padroeiro dos coroinhas ! Rogai por
nós !. Amém.

Oração de São Bento: Cruz sagrada seja minha Luz. Não seja o Dragão meu guia. Retira-te Satanás.
Nunca me aconselhes coisas vãs. É mau o que tu me ofereces. Bebe tu mesmo do teu veneno. Rogai por
nós bem aventurado São Bento, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oração a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro: Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, que nunca se
ouviu dizer que algum daqueles que tem recorrido a vossa proteção, implorado o vosso auxílio e
reclamado o vosso socorro, fosse por vós desamparado. Animado eu, pois, com igual confiança, a vós,
Virgem das virgens, como a mãe recorro, em vós me acolho e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me
prostro aos vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas
dignai-vos de as ouvir propícia, e de me alcançar o que vos rogo. Amém.

Oração do Espírito Santo: Vinde, Espírito Santo enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o
fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado. E renovareis a face da terra.
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Oremos. Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que
apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação.
Por Cristo, Senhor nosso. Amém

Ao Santo Anjo da Guarda: Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou à piedade
divina, sempre me rege, guarde, governe e ilumine. Amém.

São Miguel Arcanjo (Pequeno exorcismo de São Leão XIII): São Miguel Arcanjo defendei-nos no
combate contra as maldades e as ciladas do demônio! Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos; e vós
príncipe da milícia celeste, pelo poder divino, precipitai no inferno a satanás e a todos os espíritos
malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.
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Capítulo 02

Santos Padroeiros dos Coroinhas

São Tarcísio

Tarcísio era coroinha na Igreja de Roma, no ano 258, aproximadamente. Ele acompanhava o Papa
Sisto II na Missa (esse Papa morreria no mesmo ano, por ser cristão). Nessa época, a Missa era celebrada
embaixo da terra, nas catacumbas, devido às perseguições do imperador romano, Valeriano, muitos
cristãos estavam sendo presos e condenados à morte. Nas tristes prisões à espera do martírio, os cristãos
desejavam ardentemente poder fortalecer-se com Cristo Eucarístico.
O difícil era conseguir entrar nas cadeias para levar a comunhão. Um dia, às vésperas de um martírio
de cristãos, era preciso levar a Eucaristia a eles. O problema era a falta de pessoas que o fizessem. Foi
quando Tarcísio (de 12 anos de idade) se ofereceu para tal serviço. O Papa Sisto II e os demais cristãos
que estavam nas catacumbas não concordaram com a idéia, pois Tarcísio poderia ser morto. Tarcísio,
porém, argumentou que, por ser uma criança, ninguém desconfiaria dele. Afirmou, ainda, que preferia
morrer a entregar a Eucaristia aos pagãos romanos. O Papa ficou comovido com tamanha coragem, e
aceitou a proposta de Tarcísio. O Papa entregou ao jovem coroinha, numa caixinha de prata, as Hóstias
que deviam servir como conforto aos próximos mártires.

- Vai, Tarcísio - exclamou o Papa.


- Aqui estão as hóstias consagradas. Aqui está Jesus, que irás levar aos nossos irmãos
prisioneiros. Que Ele te acompanhe. Vai, meu filho!

O pequeno coroinha subiu as escadinhas sombrias do subterrâneo e ganhou a rua, com as mãos sobre
o peito, guardando o bem mais precioso: A Sagrada Eucaristia. Passando por um caminho, chamado de
VIA ÁPIA, alguns garotos chamaram Tarcísio:

- Venha brincar conosco. Falta um parceiro para começar o jogo.


- Agora não posso. Vou levando um recado urgente. Na volta eu jogo.
- Queremos agora… Mas o que vai levando aí? Mostre-nos logo.

Tarcísio se recusou. Os garotos insistiram, ameaçaram, empurraram. Ele resistia porque, pagãos
como eram, poderiam profanar as sagradas espécies. A resistência fez os garotos ficarem com muita
raiva. Começaram a bater nele, a dar-lhe pontapés e pedradas. Tarcísio caiu no chão, ensangüentado.
Depois de morto, revistaram-lhe o corpo, nada achando com referência ao Sacramento de Cristo.
Mas as mãos continuavam protegendo a Santa Eucaristia. Foi quando apontou ali um soldado, guarda do
quarteirão. O soldado se chamava Quadrato que, às escondidas, costumava participar dos encontros dos
cristãos. Os moleques fugiram ao ver o soldado aproximar-se. Levantando do chão o pequeno mártir
exclamou surpreso e comovido: - É o Tarcísio. Já vi esse menino nas catacumbas… O pequeno mártir
morreu nos braços do soldado, com as mãos apertando ainda a Santa Eucaristia contra o peito.

- É o Tarcísio: o pequeno coroinha que, desde cedo amou Jesus Cristo na Sagrada Eucaristia, e
é para nós hoje, um exemplo a ser seguido.
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O soldado recolheu seu corpo e o levou às catacumbas, onde recebeu honorifica sepultura. Ainda se
conservam nas catacumbas de São Calisto inscrições e restos arqueológicos que atestavam a veneração
que Tarcísio granjeou na Igreja Romana. Tarcísio foi declarado padroeiro dos coroinhas ou acólitos, que
servem ao altar.
Mais uma vez encontramos a importância da Eucaristia na vida do cristão e vemos que os santos
existem não para serem adorados, mas para nos lembrar que eles também tiveram fé em Deus. Eles são
um exemplo de fé e esperança que deve permanecer sempre com as pessoas. Então, a exemplo de São
Tarcísio, estejamos sempre dispostos a ajudar, a servir. Se cada um fizer a sua parte realmente nos
tornaremos um só em Cristo.
São Tarcísio! Rogai por nós. Amém
Comemoração: 15 de Agosto

São Domingos Sávio

Nasceu em Riva na Itália em 1842 e morreu em Mondomi, também na Itália em 1857.


São Domingos Sávio foi aluno de São João Bosco, e toda a sua vida foi composta por uma busca da
santidade.
O amado e jovem São Domingos Sávio teve uma vida de muita sensibilidade e em pouco tempo
percorreu um longo caminho de santidade, obra mestra do Espírito Santo e fruto da pedagogia de São
João Bosco. Nasceu em uma família pobre em bens materiais (ferreiro e costureira) porém rica de fé. Sua
infância ficou marcada pela primeira comunhão (que era normal ser feita aos doze anos), feita com fervor
aos sete anos, e se distingue pelo cumprimento do dever em seu lema: “Antes morrer do que pecar”.
Aos doze anos de idade ocorreu um fato decisivo em sua vida:o encontro com São João Bosco, que o
acolhe, como padre e diretor, em Valdocco (Turim) convidando-o para cursar os estudos secundários. Ao
descobrir então os altos ideais de sua vida como filho de Deus, apoiando-se na amizade com Jesus e
Maria, lança-se à aventura da santidade, entendida como entrega total a Deus. Por amor, reza, coloca
empenho nos estudos, sendo o companheiro mais amável. Sensibilizado no ideal de São João Bosco,
"Dai-me almas" deseja salvar a alma de todos e funda a companhia da Imaculada, da qual sairão os
melhores colaboradores do fundador dos salesianos. Tomado por uma grave enfermidade aos 15 anos,
regressa ao lar paterno de Mondonio (província de Asti), onde morre serenamente com a alegria de ir ao
encontro do Senhor, exclamando aos seus pais: " adeus queridos pais, estou tendo uma visão linda! Que
lindo!"
O Papa Pio XII o proclamou santo em 12 de Junho de 1954.

São Domingos Sávio! Rogai por nós. Amém.

Comemoração: Em alguns livros está como dia 10, e em outros está como 09 de Março,
como sendo o dia de São Domingo Sávio.
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Capítulo 03
03

Responsabilidades do Coroinha

1. Participar das reuniões; missas e demais compromissos assumidos.


2. Seja pontual. Chegue a tempo para as reuniões e celebrações.
3. Seja organizado. Esteja sempre limpo, cabelo penteado e presos, calçados e roupas bem arrumados.
4. Seja cuidadoso com as coisas da igreja e do altar.
5. Trate dos paramentos e objetos litúrgicos com respeito como objetos destinados ao culto divino.
6. Seja humilde e preste atenção ao que lhe for ensinado.
7. Durante os atos litúrgicos evite conversas, risos ou brincadeiras (durante as celebrações evitarem
circulações no presbitério).
8. Cultive o gosto pela oração e leia um trecho da Bíblia cada dia.
9. Dedique-se ao estudo da liturgia, a fim de celebrar cada vez melhor.
10. Observe o silêncio na igreja e na sacristia. E mantenha a concentração, principalmente antes de
começar o ato litúrgico.
11. Tirar boas notas na escola.
12. Respeitar sempre os pais e ajudá-los nos trabalhos domésticos, pois isto também é serviço.

Atividade

Partilhe com os colegas duas dentre as 12 responsabilidades dos coroinhas que você tem mais
facilidade de praticar e uma na qual você tem dificuldade e pretende melhorar.
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Capítulo 04
Paramentos litúrgicos
Paramentos são vestes litúrgicas, ou seja, “roupas”
que os ministros usam. Todo este “conjunto de roupas”
são chamados de paramentos, mas podemos chamar
também de vestimentas sagradas.
Como bem sabemos as vestes litúrgicas são prescritas
desde o Antigo Testamento, no entanto, nos primeiros
séculos (da era cristã) da Igreja, não havia nenhuma veste
litúrgica distintiva aos diversos ministros nas celebrações. Padre Marcelo Jr., Reitor do
Santuário Santo Antônio, Santo
Estes diferenciavam-se simplesmente pelo lugar que Antônio do Descoberto/GO
ocupavam na assembléia, e deste modo, eram
distinguidos pela função que desempenhavam. Porém, aos poucos, esta diferenciação
também se começou a expressar na diversidade das vestes litúrgicas, que por isso,
eram um sinal da função de cada ministro.
Vejamos abaixo as vestimentas de um padre (sacerdote).
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No processo contra Jesus o sumo-sacerdote rasga as suas


vestes sacerdotais (Mc 14.63). Sem percebê-lo ele anula
simbolicamente sua função, pois a lei lhe vedava rasgá-las (Lv
21.10). Assim Caifás abre espaço para Jesus, o novo e eterno
sumo-sacerdote, revestido de obediência plena a Deus (Hb 5.1-7;
Fp 2.1ss).
Os apóstolos e seus sucessores, imbuídos da autoridade
dada por Cristo (Mt, 16,18), continuam a obra de Jesus. Na Igreja
nem todos os membros desempenham a mesma função. Esta
diversidade de ministérios se manifesta exteriormente no
exercício do culto sagrado pela diversidade das vestes litúrgicas,
que por isso devem ser um sinal da função de cada ministro. Dom Afonso Fioreze, Bispo
Convém que as vestes litúrgicas contribuam para a beleza da ação da Diocese de Luziânia/GO

sagrada.
Vejamos algumas vestimentas episcopais (bispos):
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A comunidade do discípulos difere fundamentalmente da


comunidade da velha aliança. As vestes dos sacerdotes israelitas
não fazem mais parte do equipamento que Jesus recomenda aos
seus discípulos para o desempenho da sua missão (Mt 10)
O uso das vestes litúrgicas ganharam força com o
reconhecimento público da Igreja a partir de Constantino, sua
influência política crescente acelerou a assimilação cultural. No
decorrer dos séculos subseqüentes a Igreja desenvolveu uma
diferenciação nas vestimentas. Esta passou a refletir tanto a
divisão entre clero e leigos, como os degraus hierárquicos do
próprio clero, assimilando hábitos dos sacerdotes pagãos. A Dom Cardeal Falcão,
Arcebispo Emérito de
estola tem sua origem neste contexto, pois simboliza o poder de Brasília
Cristo. A reforma do século XVI alterou profundamente o uso
das vestes litúrgicas.
Vejamos as vestimentas dos cardeais:
18

Aos poucos surgiu uma grande variedade de vestes e


materiais, tanto que na Idade Média coexistiam pacificamente
paramentos de lã, linho, algodão e seda, que eram decorados
com fios de metal precioso. A partir do século IV, as vestes
empregadas durante a celebração já excluíam-se do uso
ordinário. Posteriormente, estes vestes comuns, quando
introduziram-se novas modas no vestir dos romanos,
converteram-se em ornamentos litúrgicos.
Vejamos abaixo algumas vestimentas papais:
Papa Pio XII
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Somente após o Concilio de Trento (1545 a 1563, 19º concílio ecumênico),


determinou-se que as casulas fossem obrigatoriamente confeccionadas com seda,
tecido que se conhecia na Europa desde o século VI. O mesmo se passou com as cores
das vestes, pois só no século XVI, foram estabelecidas normas para o seu uso e
emprego. Até aqui, não se considerava necessário o uso de cores distintas para cada
tempo litúrgico, pelo que, o número de vestes era muito limitado implicando um
desgaste acentuado das existentes. Por estes e outros motivos, são raras as peças de
paramentos sagrada anterior ao século XVI, tornando as existentes autênticas relíquias.
Com o advento dos séculos XVII e XVIII, a paramentaria eclesiástica tornou-se
num importante patrimônio artístico e cultural. Estes séculos, foram prodigiosos na
produção de valiosas vestes litúrgicas, de decoração barroca e rococó, confeccionadas
com os mais variados tecidos: veludos, damascos, lhamas, sedas lavradas bordadas e
espolinadas.
As vestes litúrgicas representam o zelo pela celebração, “pois o zelo por tua casa
me devora...” (Sl 69, 10). A Santa Mãe Igreja sempre orientou corretamente o clero
em relação às vestes litúrgicas, porém, deixou abertura, e por ela entrou a desordem,
ou melhor, abusos litúrgicos: “Quanto à forma das vestes litúrgicas, as
Conferências Episcopais podem determinar e propor à Santa Sé as adaptações
que correspondam às necessidades e costumes da região” (Instrução Geral sobre o
Missal Romano, 304).
Leia em seguida, as normas sobre as Vestes Litúrgicas do Documento
Redemptionis Sacramentum, de 25 de março de 2004.

121. “A diversidade de cores das vestes sagradas tem por finalidade exprimir
externamente de modo mais eficaz, por um lado, o caráter peculiar dos mistérios da fé
que se celebram e, por outro, o sentido progressivo da vida cristã ao longo do ano
litúrgico” (210). Com efeito, “diversidade de funções na celebração da Eucaristia é
significada externamente pela diversidade das vestes sagradas”. “Convém,
entretanto, que tais vestes contribuam também para o decoro da ação sagrada”
(211).
122. “A alva é cingida à cintura por um cíngulo, a não ser que, pelo seu feitio,
ela se ajuste ao corpo sem necessidade de cíngulo. Se a alva não cobrir perfeitamente
o traje comum em volta do pescoço, por-se-á o amito antes de a vestir” (212).
123. “Salvo indicação em contrário, a veste própria do sacerdote celebrante,
para a Missa e outras ações sagradas diretamente ligadas com a Missa, é a casula ou
planeta, que se veste sobre a alva e a estola” (213). Do mesmo modo, o Sacerdote
que, segundo as rubricas, veste a casula não deixe de colocar também a estola. Todos
os Ordinários velarão para que se elimine qualquer uso contrário.
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126. É reprovável o abuso de os ministros sagrados, mesmo quando participa um


único ministro, contrariamente às prescrições dos livros litúrgicos, celebrarem a
Santa Missa sem paramentos sagrados ou levando apenas a estola sobre a cogula
monástica ou o hábito religioso comum ou outra roupa corrente (216). Os Ordinários
providenciem por corrigir quanto antes esses abusos e disponham para que em todas
as igrejas e oratórios sob a sua jurisdição haja um número adequado de paramentos
litúrgicos confeccionados segundo as normas.
127. Nos livros litúrgicos dá-se a especial faculdade de utilizar nos dias mais
solenes paramentos festivos ou de maior dignidade, mesmo que não sejam da cor do
dia (217). Essa faculdade, porém, que se refere propriamente aos paramentos já
muito antigos a fim de preservar o patrimônio da Igreja, tem sido indevidamente
estendida a inovações de tal modo que, deixando de lado os usos recebidos, se
utilizam formas e cores segundo gostos subjetivos e se deturpa o sentido desta norma
em prejuízo da tradição. Por ocasião de um dia festivo, paramentos sagrados da cor
de ouro ou prata podem substituir, segundo as oportunidades, os de outra qualquer
cor, com exceção dos roxos ou pretos.

“Qualquer católico, seja sacerdote, seja diácono, seja fiel leigo, tem direito a
expor uma queixa por um abuso litúrgico, ante ao Bispo diocesano e ao Ordinário
competente que se lhe equipara em direito, ante à Sé apostólica, em virtude do
primado do Romano Pontífice.[290] Convém, sem dúvida, que, na medida do
possível, a reclamação ou queixa seja exposta primeiro ao Bispo diocesano. Para isso
se faça sempre com veracidade e caridade” (Documento Redemptionis Sacramentum,
184).

Em relação as vestes sagradas,desde as vestes dos coroinhas e até mesmo as do


padre, surgiram muitas inovações atribuídas ao Vaticano II.
Vejamos no próximo capítulo um pouco de vocabulário litúrgico.
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Capitulo 05

Vocabulário Litúrgico

Caro (a) coroinha, os objetos litúrgicos não são apenas coisas concretas, são sinais, isto é, tem
significados próprios, por isso transmitem mensagem, não só pela presença deles, mas pelo modo como
são utilizados ou conservados. A beleza da patena, do cálice e das âmbulas, o formato e o acabamento
das velas, as flores naturais e sua conservação do memorial da páscoa de Cristo. Tudo tem seu
significado.
Antes de prosseguirmos com o estudo desta apostila é de suma importância que saibamos um pouco
do jargão litúrgico, ou seja, o vocabulário.

ABC
Ablução: A palavra ablução vem do verbo latino ablure, que significa lavar, purificar, limpar. Abluções
são chamadas as purificações, com água, tanto das mãos quanto dos vários vasos sagrados (cálice,
cibório, âmbulas, teças, etc.). Em suma é o ato de lavar-se no todo ou em parte, o corpo. Na linguagem
tem sempre um significado penitencial.

Acólito: Palavra que significa “companheiro de viagem” é um ministério instituído ao qual compete
cuidar dos serviços do altar e ajudar o sacerdote e o diácono, a ele compete especialmente preparar o altar
e os vasos sagrados e, como ministro extraordinário, distribuir a Santíssima Eucaristia aos fiéis. Difere do
ministrante (mais conhecido como coroinha) que não é instituído em ministério.

Ações Simbólicas: Ritos e símbolos mediantes os quais os fiéis entram em comunhão com Deus.

Água: usada na celebração deve ser pura e natural. Serve para purificar as mãos do sacerdote após o
ofertório, e dos ministros antes e depois a distribuição da Eucaristia. A água também é colocada no vinho
(apenas algumas gotas) no momento do ofertório, antes da consagração para simbolizar a união da
humanidade com a divindade de Jesus. Também é usada para purificar o cálice e a âmbula. Curiosidade:
poucos sabem a forma como são lavados os panos usados na Missa (Sanguíneo, Corporal e Manustérgio).
Por conterem partículas da hóstia consagrada e do vinho consagrado elas são colocadas primeiramente de
molho sem sabão, apenas com água separadas de outras peças. A água onde elas ficaram de molho é
jogada em uma terra ou vaso que contenha terra, ficam de molho novamente, a água vai novamente para a
terra e depois sim lavadas com sabão normalmente. Da mesma forma toda a água usada na Missa para
purificação dos objetos e mãos não é jogada fora de qualquer forma e sim jogadas em vasos com terra ou
diretamente na terra (poucos católicos sabem dessa prática).

Aleluia: Palavra hebraica - hallelu jah (louvor a Iahweh) - que quer dizer Louvai o Senhor. É uma
aclamação litúrgica, premissa dos Salmos 104, 106, 111 – 113, 115 – 117, 135, 146 – 150. É uma
aclamação típica do Tempo Pascal. Os Salmos 113 – 118 constituem para os judeus o “Pequeno Hallel”,
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enquanto o Salmo 135, o “Grande Hallel”. Essa expressão de alegria – hallelu jah - se usa principalmente
na aclamação ao Evangelho. Não se usa no Tempo da Quaresma.

Alfaias: Designam todos os objetos utilizados no culto, como por exemplo, os paramentos litúrgicos.

Alitúrgicos: São os dias em que não se celebra a Santíssima Eucaristia: Sexta-feira, Santa e Sábado
Santo.

Amém: Palavra hebraica ’aman – pedra (idéia de que é verdadeiro, sim, de fato, eu aprovo). O Apocalipse
(3.14) chama Jesus de o Amém, e a 2ª Carta aos Coríntios (1.20) afirma que é em Jesus que dizemos
Amém. Santo Agostinho diz que o nosso Amém é a nossa assinatura, o nosso compromisso.

Antífona: Texto curto antes e depois de cada salmo da Liturgia das Horas, que exprime sua idéia
principal.

Altar: É uma mesa fixa ou móvel destinado á celebração eucarística. Representa a mesa da Ceia do
Senhor, onde Jesus instituiu a Eucaristia. O altar/ mesa da Eucaristia: mesa própria do sacrifício e da
refeição (Eucaristia) e do convite pascal. Daí a expressão: “O altar é Cristo”. Deve ser único e, se
possível, fixo, bem visível, capaz de chamar a atenção de toda a comunidade; centro em torno do qual
giram de modo variado todas as ações litúrgicas.

Alva ou túnica: (lat. alba): é geralmente de tecido branco e cobre todo o corpo até os pés. Veste-se sobre
a batina ou outra roupa ordinária e sobre o amito (se for usado). Sua cor simboliza a pureza, candura e
santidade de vida. Ao vestir a túnica o sacerdote diz: "Fazei-me puro, Senhor, e santificai o meu coração,
para que, purificado com o sangue do Cordeiro, mereça gozar as alegrias eternas." Neste momento, o
sacerdote despoja-se daquilo que é e, não obstante as suas falhas e pecados, ele celebrará na pessoa do
próprio Cristo. É importante não confundir a alva ou túnica com a batina, esta é de cor preta ou de outra
cor (de acordo com dignidade eclesiástica) e usada por clérigos e seminaristas. A alva é usada apenas no
momento da celebração e é sempre de cor branca ou clara (pérola, gelo, creme...).

Ambão ou Mesa da Palavra: É uma estante de onde proclama a palavra de Deus. Nas igrejas mais
antigas ainda há o Púlpito, lugar de onde o sacerdote dirige a pregação. O ambão / púlpito/ mesa da
Palavra: é o mesmo que estante, suporte onde se coloca o lecionário, a Bíblia ou outros livros de uso
litúrgico que são utilizados na celebração da Palavra. A Palavra de Deus deve ter um lugar condigno de
onde possa ser bem anunciada e chame a atenção dos fiéis.

Âmbula (ou cibório): A palavra âmbula é proveniente do latim ampulla. Refere-se primeiramente a
pequenos frascos de vidro, onde se guardam os três Santos Óleos (dos enfermos, dos catecúmenos e do
Crisma). Por extensão e analogia, dá-se também o nome de âmbula ou vaso sagrado (mais propriamente
denominados de cibórios ou píxide), onde se guardam as Hóstias Consagradas. Para um ser mais claro, a
âmbula é semelhante ao cálice, com a diferença que esta contém uma tampa. A âmbula serve para a
conservação e distribuição da Eucaristia.

Amito: (lat. amictus, anaboladium): é um retângulo de tecido branco, normalmente de linho ou algodão e
com uma cruz ao meio, tendo fitas ou cordões em duas das pontas. Serve para colocar à volta do pescoço,
atando-se no peito com as fitas. Todos os ministros que vestem alva, podem vestir o amito. O seu uso
parece que não vai além do século VIII. Hoje, segundo o rito romano, é o primeiro dos paramentos
sagrados.

Andor: Suporte de madeira, enfeitado com flores. Utilizados para levar os santos nas procissões.

Anel episcopal: simboliza a união do bispo com os fiéis de sua diocese e, de maneira mais abrangente, a
união do bispo com toda a Igreja.
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Asperges: Utilizado para aspergir o povo com água-benta. Também conhecido pelos nomes de aspergil
ou aspersório.

Assembléia: São pessoas batizadas que se reúnem para celebrar.

Bacia: Usada como jarro para as purificações litúrgicas.

Báculo: Cajado que o bispo utiliza para as celebrações. Simboliza que o bispo, com o báculo,
atua em nome do Cristo Pastor. O Bispo é o verdadeiro e bom pastor.

Cálice: Usado por Jesus na última Ceia, o cálice é um dos mais importantes objetos usados.
Destina-se a receber o sangue de Jesus, sob a espécie do vinho. Geralmente dourado ou ao menos
o interior da copa do cálice sejam banhados a ouro.

Candelabro: Grande castiçal com ramificações, a casa uma das quais corresponde um foco de luz.

Cânon: Tem origem da palavra grega κανον (regra). Na liturgia romana indica Prece Eucarística, depois
da recente reforma, a primeira das preces eucarísticas é o assim dito “Cânon Romano”.

Cânon da Missa: Oração eucarística da missa.

Cantores: Devem fazer a assembléia rezar por meio do canto com todo o entusiasmo. Queremos lembrar
que os instrumentos não devem cobrir a voz dos cantores/ coral.

Cantos: Indispensável na celebração, os cantos expressam harmonia dos cristãos, unida pela mesma fé.

Capa de asperges (Pluvial): (latim: cappa, pluviale, casula processaria) é um paramento litúrgico usado,
sobretudo, no exterior, mas também dentro das igrejas para bênçãos e aspersões com água benta,
casamentos sem missa e para os solenes ofícios divinos.

Castiçais: Suportes para as velas.

Casula: É uma veste litúrgica utilizada somente por sacerdotes e bispos (o Papa é bispo) As
cores variam conforme o rito e o tempo litúrgico, as vezes a cor pode ser dourada ou
prateada, substituindo o Branco. Utiliza-se a casula sobre a alva e a estola durante a
celebração da missa.

Catecumenato: Tempo de iniciação á vida cristã e preparação para o batismo.

Cátedra: É a cadeira do bispo, daí vem à Palavra catedral. É o lugar que o presidente exerce e manifesta
sua função de guia da assembléia. Deve ser um lugar digno, visível a todos e suficiente cômodo, o que
exige que seja de frente para a assembléia.

Cibório: O mesmo que âmbula.

Cíngulo: (lat. cingulum): é um cordão comprido que se usa como cinto; serve para cingir à cintura a alva.
O cordão é tão antigo como a alva; enquanto os próprios leigos usaram amplas túnicas, cingiam-se
sempre com cintos ou cordões, sendo até considerado como sinal de desleixo e desonestidade alguém
aparecer em público sem está cingido. Lembra as cordas com que foi preso Jesus no horto, e com que o
ataram à coluna, bem como os instrumentos da flagelação. Também simboliza a continência e castidade a
que são obrigados os ministros do santuário. O padre distingue-se pela Estola, que é a faixa vertical que
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desce do pescoço paralelamente e significa o poder da autoridade sacerdotal. A cor da estola varia de
acordo com o tempo litúrgico.

Círio Pascal: Uma vela grande onde se pode ler ALFA e ÔMEGA (Cristo: começo e fim) e o ano em
curso. Têm grãos de incenso que representam as cinco chagas de Cristo. O círio é usado na Vigília
Pascal, durante o Tempo Pascal, e durante o ano nos batizados. Simboliza o Cristo, luz do mundo.

Colherinha: Antigamente era utilizada para colocar a gota de água no vinho e para colocar o incenso no
turíbulo. Hoje a utilizamos somente para colocar o incenso no turíbulo. Hoje a colherinha ainda é
utilizada pela Igreja Ortodoxa, mas apenas para distribuir o vinho por eles consagrado.

Concelebração: Celebração simultânea de mais de um sacerdote à mesma missa.

Conopeu: Do grego χονοπειον (cortina), é o véu, agora facultativo, que cobria o tabernáculo com as
espécies sagradas. É também o véu que cobre a âmbula durante seu translato ocasional.

Comentarista: É um sacerdote ou um leigo bem preparado que orienta os movimentos e as orações dos
fiéis, durante a missa. Dialoga com a comunidade, fazendo breves comentários introdutórios sobre as
leituras, indica as posições e, em alguns lugares, além de dirigir breves avisos aos fieis.

Cor:

• Verde: Missas do Tempo Comum.

• Branca: Festas da Páscoa e do Natal, e respectivos tempos litúrgicos, celebração do Batismo, das
ordenações, do casamento de santos e santas não mártires e ainda para a celebração de benções.

• Vermelho: representa o sangue e o Espírito Santo. É usado no Domingo de Ramos, na Sexta-


Feira Santa, nas festas das Cinco Chagas (07 de Fevereiro) e da Santa Cruz ( 14 de Setembro), na
celebração do Pentecostes e nas missas votivas do Espírito Santo, na celebração do Crisma) e dias de
santos mártires.

• Roxo: preparação e penitência: (Quaresma, Advento, celebração da confissão, unção dos


enfermos e exorcismo).

• Rosa: no terceiro domingo do Advento e no terceiro domingo da Quaresma, exclusivamente.

Há mais duas cores de estola, cujo uso não é mais feito:


• Azul: missas em dedicação à Nossa Senhora.
• Preta: missas dedicadas a fiéis defuntos.

Corporal: Uma toalhinha branca, quadrada de linho e engomada. Sobre ele é colocado o cálice, a patena
e a âmbula para a consagração. Chama-se corporal porque sobre ela se coloca o Corpo do Senhor que
estão na âmbula e no cálice. É estendido pelo Ministro Ordenado no centro do altar. O Corporal recorda
também o sudário onde foi envolvido Jesus logo que foi descido da cruz. Quando a comunhão é levada a
doentes em hospitais ou em suas residências, os ministros cobrem a mesa com o corporal e colocam sobre
ela a Teca (cápsula de metal pequena, com interior banhado a ouro com uma tampa onde é colocada as
hóstias que serão levados aos enfermos) com as hóstias já consagradas

Credência: É uma mesinha onde se colocam os objetos litúrgicos que serão utilizados na celebração.
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Crucifixo: Fica sobre o altar ou acima dele, lembra a Ceia do Senhor é inseparável do seu Sacrifício
Redentor, e que todo o mistério da redenção não deve ser separado da Eucaristia.

Cruz Peitoral: cruz que os bispos levam sobre o peito.

Cruz Processional: Cruz com um cabo maior utilizada nas procissões.

Cruxiferário: Aquele que leva a cruz nas procissões.

DF
E
Dalmática: É a veste própria dos diáconos. Este paramento é usado pelo diácono na celebração da Santa
Missa. É colocada sobre a alva (túnica) e a estola. Aberto dos lados, tem as mangas largas e curtas. O seu
nome deriva de peça luxuosa de vestuário dos dois sexos usada na Dalmácia pelo séc. II. A Igreja Cristã
adotou a dalmática como veste litúrgica nas missas solenes para os clérigos encarregados de ler a epístola
e o evangelho, por uma iniciativa do Papa São Silvestre I (314 a 335), considerando que no tempo de São
Cipriano, bispo de Cartago (249 a 258), já era uma veste usada no serviço do altar. Por ordem do Papa
Santo Eutiquiano (275 a 283), os mártires eram enterrados vestidos com dalmáticas.

Diocese: É a porção do povo de Deus confiada aos cuidados pastorais de um bispo com a cooperação do
presbitério, que adere ao seu e é por ele reunida no Espírito Santo mediante o Evangelho e a Eucaristia;
constituem uma Igreja
Particular, na qual está verdadeiramente presente e operante a Igreja de Cristo uma, santa, católica e
apostólica.

Doxologia: Do grego δοξα + λογος (glória + palavra). Na liturgia, é a fórmula de louvor que geralmente
se usa em honra a Santíssima Trindade. Na liturgia recebem o nome doxologia o “Glória ao Pai ...”,
“Glória a Deus nas alturas” e o “Por Cristo, com Cristo em Cristo...., no final da oração eucarística.

Epiclese: Oração da missa com a qual se invoca a descida do Espírito Santo para que ele, antes da
consagração, santifique as oferendas, e após a consagração santifique e associe a assembléia dos fieis à
vida de Cristo.

Epistola: Na antiguidade, a palavra epistola significava qualquer tipo de comunicação escrita. O Novo
Testamento contém vinte e uma epistolas ou cartas. As epistolas normalmente tratam de temas gerais e
são dirigidas não a uma pessoa em particular, mas ao público em geral.

Esculturas: Existem nas Igrejas desde os primeiros séculos. Sua única finalidade litúrgica é ajudar a
mergulhar nos mistérios da vida de Cristo. O mesmo se pode dizer com relação às pinturas.

Espaço: Local da celebração, mas significa também ocasião para se reforçar os laços de fraternidade,
momento da organização e luta por melhores condições de vida, e ambiente da festa humana.

Estola: É uma faixa de tecido, muitas vezes de lã ou de seda que os padres usam em torno do pescoço,
descendo até os joelhos. Suas cores variam de acordo com a época do Ano Litúrgico. Há também estola
diaconal, também chamada de estola transversal. As cores da estola e de outros paramentos (roupas
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litúrgicas) usadas pelos bispos, padres e diáconos nas celebrações religiosas têm os seus significados (ver
cor).

Exéquias: Ritos em favor dos fieis falecidos.

Flores: Para ornamentação, deve-se usar sempre flores naturais e não de plástico. Na época da quaresma
não se usam flores na Igreja.

H I
G KL
Galhetas: Recipientes onde se coloca a água e o vinho para serem usados na Celebração Eucarística. Elas
ficam sobre a credência.

Genuflexão: expressa a adoração a Jesus Cristo, é o ato supremo de reverencia no rito católico. Este gesto
é reservado somente para: Nosso Senhor na Eucaristia sobre o altar, no sacrário na custódia ou na pixide,
para a santa Cruz, desde a veneração da sexta feira Santa até a Vigília Pascal e para uma relíquia da Santa
Cruz

Genuflexório: Faz parte dos bancos da Igreja. Sua única finalidade é ajudar o povo na hora de ajoelhar-
se.

Hosana: Palavra de origem hebraica que significa salva-nos, por favor !. Foi proclamada pelas multidões
que foram ao encontro de Jesus em sua entrada solene a Jerusalém, para indicar sua real dignidade
messiânica (cf. Mateus 21.9). Esta palavra aparece após o prefacio, na aclamação: Santo, Santo, Santo...

Hóstias: Pão Eucarístico. A palavra significa "vítima que será" sacrificada. Feitas de trigo puro sem
fermento. A hóstia grande para o Presidente da Celebração é apenas para que possa ser vista de longe no
momento da elevação. As pequenas são para a comunhão dos fiéis. Já estão fracionadas por praticidade e
para que não se perca nenhum fragmento.

Kyrie Eleison: Expressão grega que significa Senhor, piedade, é uma invocação antiga mediante a qual
os fieis imploram a misericórdia do Senhor.

I.H.S ou JHS: Entre as abreviações dos nomes divinos em grego (Theos = ΘΣ; Christos = ΧΠΣ; Pneuma
= ΠΝΑ e Jesous = ΙΗΣ), foi muito usada na Idade Média. Na tradução latina tornou-se Iesus Hominum
Salvator (Jesus Salvador dos Homens).

Incenso: Resina de aroma suave. Produz uma fumaça que sobe aos céus, simbolizando as nossas preces e
orações à Deus.

Insígnias do Bispo: Mitra, Báculo, Solidéu, Anel e Cruz Peitoral.

Lavabo: Ato de lavar as mãos. Na missa, o lavabo se dá após a apresentação das ofertas. Além disso, o
lavabo ocorre quando o sacerdote tem necessidade de lavar as mãos, por ocasião do lava-pés, imposição
das cinzas, unção das mãos do neo-sacerdote e também após a unção com óleo do crisma, o bispo lava as
mãos.
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Lavatório: Pia da Sacristia. Nela há toalha e sabonete para que o sacerdote possa lavar as mãos antes e
depois da celebração.

Lecionários: Livros que contém as leituras da Missa. Lecionário Ferial (leituras da semana); Lecionário
Santoral (leitura dos santos), Lecionário Dominical (leituras do Domingo).

Leitores: exercer uma função da alta dignidade, pois anunciam a Palavra de Deus para toda a assembléia.
Eles devem saber ler fluentemente, a fim de poder transmitir aquilo que proclamam com o testemunho da
vida.

Liturgia: É o conjunto de cerimônias religiosas que formam o culto público e oficial que a Igreja presta a
Deus

Livros Litúrgicos: Todos os livros que auxiliam na liturgia: lecionário, missal, rituais, pontifical,
gradual, antifonal.

Luz ao lado do sacrário: geralmente vermelha significa que Jesus está ali presente.

MNP
O
Manustérgio: Vem da palavra latina Manus que quer dizer mão. Uma toalha usada para enxugar as mãos
dos ministros e sacerdotes durante a Missa.

Matraca: Instrumento de madeira que produz um barulho surdo. Substitui os sinos durante a semana
santa.

Memento: Parte da oração eucarística em que se recordam os vivos e os falecidos.

Ministros: Ministros ordenados (Bispo, Padres, Diáconos); Ministros Instituídos (Leitores e Acólitos);
inúmeros outros ministros não ordenados nem instituídos (ministros extraordinários da sagrada
comunhão, ministros da palavra, ministros do batismo...); e ministros para os vários serviços da
celebração litúrgica (coroinha).

Ministros Extraordinários para a Comunhão Eucarística: Pessoas que assistem o celebrante e


auxiliam na distribuição do pão eucarístico, na celebração e levam Eucaristia aos enfermos, presidiários
ou pessoas idosas que não podem ir à igreja.

Missal: Livro grande no qual o Padre segue a Missa. Ali está todo o rito da Missa, exceto as leituras do
dia que estão em outro livro chamado Lecionário.

Mitra: Espécie de chapéu alto com duas pontas na parte superior e duas tiras da mesma
tela que caem sobre os ombros. A mitra simboliza defesa da verdade. Lembra a descida
do Espírito Santo sobre as cabeças dos Apóstolos, de quem os bispos são legítimos
sucessores.

Naveta: Recipiente utilizado para se colocar o incenso, antes de queimá-lo no turíbulo.

Oitava: Solenidade de Natal e Páscoa, que se celebram por 8 dias.


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Ostensório: Estojo redondo, dourado ou prateado, artisticamente emoldurado (parece raios de sol) e
enfeitado, com pedestal e suporte. Uma hóstia grande é colocada bem no centro para ser vista pelos fiéis
através do vidro redondo e ao mesmo tempo ficar protegida nas procissões ou adoração eucarística. É
usado também quando o Ministro Ordenado (e somente eles) dão a Benção solene com o Santíssimo
Sacramento.

Pala: Um quadrado de cartolina revestido de tecido branco e serve para cobrir o cálice para não cair
impurezas (poeira ou bichinhos) durante a Missa

Palavra da Igreja (Sermão Pastoral): Explicação da palavra proclamada, homilia, e orações.

Patena: É um pequeno prato de metal banhado a ouro bem raso onde são colocadas as hóstias grandes
para a consagração.

Pia Batismal: lugar reservado para a celebração do batismo. Em substituição ao verdadeiro batistério,
usa-se a pia batismal.

Presbitério: espaço ao redor do altar, geralmente um pouco elevado, onde se realizam os ritos sagrados.

Proclamação da Palavra de Deus: Leitura de um trecho da Bíblia, escolhido para a celebração.

RSTV
Relicário: Onde são guardadas as relíquias dos santos.

Rito: Significa Regra, forma de proceder durante as celebrações litúrgicas. O Rito mais usado pela Igreja
Católica é o Romano, mas em outras existem outros ritos anteriormente explicados.

Rubricas: Regras ou explicações em vermelho – rubro significa vermelho – para o reto desenrolar das
ações litúrgicas.

Sacramentais: São sinais sagrados e ações litúrgicas não instituídas por Cristo, mas introduzidas pela
Igreja, pra proveito espiritual dos fieis. São sacramentais, entre outros, as diversas bênçãos e os objetos
benzidos, assim como a dedicação de uma igreja e a consagração de objetos e paramentos destinados ao
culto.

Sacramentário: Livro que engloba os diversos Rituais dos Sacramentos.

Sacrário: Vem da palavra latina Sacrarium, e significa lugar onde se guardam as coisas sagradas.
Chamado também Tabernáculo, o sacrário é o lugar onde se conservam as hóstias já consagradas na
Missa. O sacrário deve ser um recipiente seguro, bem fechado (a chave) e ornamentado. Deve ser
colocado em lugar de honra nas Igrejas e capelas.

Sacristia: Sala anexa á igreja onde se guardam as vestes dos ministros e os objetos destinados às
celebrações; também o lugar onde os ministros se paramentam.

Sanguíneo: Uma toalhinha um pouco mais comprida branca. Serve para enxugar o interior do cálice e da
âmbula. E também limpar a borda caso escorra. Nele o sacerdote enxuga os dedos e os lábios.
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Santa Reserva: Eucaristia guardada no Sacrário.

Sobrepeliz: (do latim: superpelliceum) É uma veste litúrgica que faz parte das vestes corais. É
usada por todos os clérigos e seminaristas por cima da batina, sobretudo, quando assistem ao coro
para o ofício divino, mas também para as outras celebrações litúrgicas, quando não tomem parte
nelas como celebrante ou concelebrante ou como diácono ou acólito (subdiácono) ministrante ao
altar.

Solidéu: peça de tela em forma arredondada e côncava que cobre a coroa da cabeça.

Tabernáculo: O mesmo que Sacrário.

Tempo: É a sucessão de horas do dia e da noite, e também o instante da graça de Deus: são momentos em
que Deus, desde toda a eternidade, vai realizando seu plano de salvação na história humana.

Toalha: Geralmente Branca, comprida, deve cobrir toda a mesa. Deve ser limpa, impecavelmente lavada
e passada.

Turíbulo: Recipiente metal usado para queimar o incenso, principalmente, nas celebrações solenes.

Turiferário: Pessoa que leva o turíbulo.

Velas: A chama da vela significa a luz da Fé de todos os que estão presentes ali.

Véu Umeral ou Véu de Ombro: Manto retangular que o sacerdote usa sobre os ombros, ao dar a bênção
com o Santíssimo ou transportar o ostensório com o Santíssimo Sacramento.

Viático: Comunhão que se leva aos que se encontram gravemente enfermos.

Vinho: Deve ser puro de uva, sem acréscimo de álcool (apenas o álcool natural da própria uva). Após a
consagração será o sangue de Jesus.
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Capítulo 06

Símbolos Litúrgicos

A comunicação humana passa pela mediação dos símbolos que tocam os nossos sentidos e
atingem nosso íntimo. Por isso, compete muito mais ao ser humano escutar, perceber e interpretar os
símbolos do que analisar e entender o que eles querem falar e deixar transparecer.
A assembléia litúrgica é o primeiro sinal eficaz. Aperfeiçoar o encontro de pessoas e entre as
pessoas é aperfeiçoar a comunicação de um povo reunido para celebrar a páscoa.
A veste litúrgica transforma-se numa linguagem expressiva e altamente simbólica quando é vestida para
celebrar o mistério da fé, o encontro fraterno na comunidade, a esperança-certeza da festa eterna do céu.
Visando uma mediação na comunicação com Deus em comunidade, é preciso: despojamento em sintonia
com a palavra, com a simplicidade da mesa da refeição, com o compromisso de serviço à comunidade,
com o despojamento do mistério.
Cada pessoa tem uma maneira particular de expressar os símbolos, a qual provém de sua
individualidade como ser humano: todo o corpo, alma, espírito. Mas, ao executá-los, deve-se buscar certa
unidade de toda a comunidade celebrante. Por exemplo, ao se fazer o sinal da cruz (dos cristãos).
Símbolo é o encontro de duas realidades numa só. O símbolo nos transporta para outra realidade
que está além do símbolo e tem relação com símbolo. O símbolo pode ser um objeto, um elemento capaz
de expressar de alguma maneira uma realidade que está presente. O símbolo é um objeto, um gesto, um
elemento, um movimento, uma expressão corporal, onde o que vale não é mais aquilo que é em si, mas o
que representa, o que significa. Por exemplo, quando um rapaz leva uma rosa para sua noiva o que
importa não é o valor da rosa, mas o que a rosa significa. Outro exemplo é o bolo de aniversário, quando
o vemos pensamos na festa, quando vemos uma aliança no dedo de alguém pensamos no casamento,
representa amor e fidelidade. A bandeira nacional é outro exemplo, ela é um símbolo da pátria, portanto,
quando vemos uma bandeira logo pensamos no país que ela representa.
Vejamos agora um exemplo tirado do mundo cristão: o crucifixo. Todo cristão reconhece no
crucifixo a pessoa de Jesus Cristo, que redimiu do pecado e nos salvou. Portanto, aquele objeto de metal,
madeira, ou de outro material, simboliza nosso Redentor, Jesus Cristo. Por isso tratamos com respeito o
crucifixo. Do mesmo modo são as imagens.
Gestos simbólicos são ações que têm a mesma função do símbolo, isto é, nos transportam para
outra dimensão, outra realidade, que, porém tem relação com o gesto simbólico. Por exemplo, no início e
no fim, da missa o padre traça sobre si o sinal-da-cruz, enquanto diz as palavras “Em nome do Pai, do
Filho, e do Espírito Santo”. E um gesto simbólico, que nos remete à Santíssima Trindade a que
invocamos nesses momentos.

Vejamos o significado de alguns símbolos:

: Alfa (A) a primeira e Omega (Ω) a última letra do alfabeto grego. São aplicadas a Cristo,
principio e fim de todas as coisas. Essas duas letras aparecem no círio pascal, nos paramentos litúrgicos,
no ambão e no tabernáculos.

: Este sinal é formado por duas letras do alfabeto grego (X-P) e correspondem, respectivamente, ao
C e R da língua portuguesa. Ajustando as duas, forma-se as inicias da palavra Cristos: Cristo. Com
freqüência este sinal aparece nos paramentos dos padres, no ambão, na porta do sacrário e na hóstia. Estas
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letras, do alfabeto grego, correspondem em português a C e R. Unidas, formam as iniciais da palavra


CRISTÓS (Cristo). Esta significação simbólica é, porém, ignorada por muitos.

PEIXE: Símbolos de Cristo. No início do cristianismo, em tempos de perseguição, o peixe


era o sinal que os cristãos usavam para representar o Salvador. As iniciais da palavra peixe
na língua grega –IXTYS- explicavam que era Jesus: Iesus Cristos Teós Yós Sotér: Jesus
Cristo, Filho de Deus Salvador. Em tempos de perseguição e na cultura grega da época fazia sentido. Hoje
estamos longe dessa realidade e isso dificulta a compreensão do símbolo.

IHS ou JHS: São as inicias das palavras latinas Iesus Hominum Salvator, que significa: Jesus Salvador
dos Homens. Geralmente são empregadas nas portas dos tabernáculos e nas hóstias.

São as inicias das palavras latinas Iesus Nazarenus Rex Iudeorum, que significaram: Jesus
Nazareno Rei dos Judeus. O Evangelho de João nos informa que estas palavras estavam escritas em três
línguas (hebraico, latim, grego) sobre a cruz de Jesus (cf, João. 19,19).

Triângulo: representa a Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo).

Atividade

Para o próximo encontro, trazer algo que simbolize sua vida e contar aos colegas por que você escolheu
tal símbolo.
32

Capítulo
Capítulo 07

O incenso

O incenso é um dos sinais litúrgicos mais ricos. Significa oração, sacrifício, reverência para com as
coisas divinas, pessoas e objetos.
Conforme IGMR (Introdução Geral ao Missal Romano) nº 235 o incenso pode ser utilizado em
qualquer missa, em qualquer lugar e em qualquer horário. Todavia, é mais apropriado usar o incenso
quando houver música/canto, principalmente no inicio da Santa Missa e no ofertório.

O incenso é usado:

- Durante a procissão de entrada.


- Inicio da Santa Missa.
- Antes da proclamação do Evangelho.
- Durante o ofertório (incensa-se as oferendas, o altar, o sacerdote, concelebrantes, assembléia)
- Na elevação do Pão e do Cálice, depois da consagração.
- No final da Santa Missa da Crisma e dos Santos Óleos (Quinta-feira Santa).
- Pode-se utilizá-lo durante procissões.
- Dedicação de uma Igreja ou altar.
- Quando se faz exposição do Santíssimo Sacramento.
- Procissão de Domingo de Ramos, Missa da Ceia do Senhor, Vigília Pascal, Corpus Christi,
Transladação de relíquias.
- Em Laudes ou Vésperas solenes, enquanto se canta o Benedictus ou o Magnificat incensa-se o
altar e depois a imagem.
- Nas missas exéquias de corpo presente.

Para procissões de longas distâncias é aconselhável que se utilize pastilhas de carvão, que serão
colocadas ao longo do percurso, ou em postos de reabastecimento. A habilidade e a elegância no uso do
turíbulo dependem do modo como se segura as correntes. O método é simples:
1. Com a mão esquerda sustenta-se a parte superior das correntes deixando-a descansar sobre o
peito.
2. Com a mão direita se deixa quando as correntes passam entre o dedo indicador e o mediano
enquanto o polegar segura o feixe de correntes.
3. Com a mão direita move-se o turíbulo para frente e para trás sempre ao nível dos olhos ou
abaixo quando se incensa o altar, balançando-o constantemente e suavemente sem precipitar-se em mover
as correntes.

Normas para incensação:

a) Três movimentos duplos (ductos)


1. Santíssimo Sacramento.
2. Relíquia Santa Cruz.
3. Veneráveis imagens do Senhor.
4. Oferendas sobre o altar.
5. A cruz do altar.
6. O Evangeliário.
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7. Círio Pascal.
8. Celebrante principal.
9. Representantes oficiais das autoridades civis, presentes na celebração.
10. O coro.
11. A assembléia.
12. O corpo de uma pessoa falecida.

b) Dois movimentos duplos (ductos).


Incensar relíquias de Santos ou Imagens de Nossa Senhora expostos para veneração.

c) Movimentos simples (ictos)


Somente o altar.

d) Movimentos amplos
Para procissão o turiferário balança o turíbulo em toda sua longitude.
e) Ordo Incesandi Oblatas
In modum cruci:
Dice ipso verbum: incensum istud a te Benedictum ascendat ad te, Domine. Ou seja, O incenso por
Vós mesmo abençoado suba até vós, ó Senhor.

In modum circuli:
Enquanto movimenta-se o turíbulo da direita para a esquerda se diz: “Et descendat super nos”.
Depois movimentando mais uma vez o turíbulo da direita para a esquerda se diz: “Misericórdia”. Por
fim, movimentando o turíbulo da esquerda para a direita de diz: “tua”.
Traduzindo: E desça sobre nós a tua misericórdia.
Antes e depois de incensar o objeto ou as pessoas é necessário fazer uma profunda reverência. Evite
esmagar os carvões com a colherinha. Balançar o turíbulo sem que o incenso queime é ridículo.
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Capítulo 08

O silêncio, A Palavra e as palavras, A Voz e O canto

O silêncio

Toda celebração necessita de silêncio. Ele faz da alma e do corpo instrumentação obediente do
Espírito. A oração necessita de palavras, mas também de momentos profundos de silêncios. Dessa forma,
a liturgia torna-se escola do silêncio, uma vez que carrega momentos de escuta absoluta do eco divino ao
ser humano.
O silêncio traduz comunhão e integração litúrgica. Não é simplesmente ausência de palavra, mas
palavra não verbal. É nele que se vive o mistério divino, pois diante do Deus que tudo criou e que
conosco caminha devemos nos calar em profundo respeito e adoração, numa atitude de ação de graças e
de pequenez.
O espaço litúrgico e a equipe litúrgica devem criar um ambiente de silêncio. Silêncio se cria e nunca
se pede!
A Igreja ou a capela é o lugar em que se reúne a comunidade cristã para escutar a palavra de Deus,
rezar unidos, para receber os sacramentos e, de modo muito especial, para celebrar a eucaristia e outros
sacramentos. Deve ser um espaço silencioso e reservado para o encontro com Deus, às vezes até mesmo
para uma retomada em nossa caminhada de vida.

A Palavra e as palavras

Só quem acompanha semanalmente as celebrações litúrgicas e tem um pouco de sensibilidade, sabe


o que se anda dizendo da Palavra, o verbo encarnado, com as palavras na liturgia. Em alguns casos chega
a ser desesperador o desleixo das comunidades, primeiro com o som das Igrejas (sempre desregulado),
depois com os “leitores” e por fim, o presidente da celebração, muitas vezes, mau comunicador. Neste
barulho ninguém nota que as assembléias estão cada vez mais carentes de orientação e contato com o
divino. Quando não procuram outras Igrejas, mergulham num catolicismo de piedade e devoções. Um
momento de silêncio para tomar consciência da gravidade da situação, seria um bom começo. Mas o que
fazer com necessidades tão diversas? Há algo comum?
A palavra falada ou escrita, verbalizada ou gesticulada, traduz, como nenhum outro símbolo intimo
do ser humano, o escondido do interior de cada um e de cada uma, criando relações que mais interligam
as pessoas.
Qual a diferença entre Palavra e palavra? A Palavra é o Logos (Palavra de Deus), Palavra inspirada
das escrituras, que dá origem. A palavra é a mediação, esforço humano de penetrar no mistério, que
comenta a origem.
Da distinção anterior fica fácil entender o porque do cuidado com a proclamação, momento e local.
Porém, uma não se realiza sem a outra, pois podemos tornar angélica a celebração, bem como prejudicar a
Palavra. Aqui vale lembrar João Batista: “é necessário que Ele cresça e eu diminua”(Jo 3, 30).
A missão da Palavra na evangelização: é anunciar o mistério de Deus, revelado em Cristo,
continuado pelo Espírito e pela Igreja. Na celebração litúrgica, supondo a evangelização, a missão
principal é convocar a assembléia.
Na vida cotidiana identificamos uma riqueza de funções da palavra na convivência humana. Quando
bem aplicadas à liturgia, essas funções constituem um dos elementos mais eficazes da comunicação.
Acolher (espontaneidade); saudar, admoestar (brandura); convidar (sinceridade); informar, ler,
proclamar, aclamar, rezar, cantar são funções que precisam ser desenvolvidas de uma maneira adequada.
Não se pode executar a riqueza e a variedade das funções como se fosse tudo a mesma coisa. Fazer isso é
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canonizar a monotonia, ou seja, a incomunicação. É esse o espetáculo que se presencia por parte dos
presidentes e leitores da celebração. Os filhos das trevas são mais espertos que os filhos da luz, pois para
vender um produto, tudo é feito. O que fazemos para melhorar a comunicação amorosa de Deus com os
homens?
A voz tem uma notável importância dentro da liturgia, principalmente na pregação do sacerdote.
É necessário, pois desenvolver mais a arte sutil do uso da voz. Deve-se evitar a todo custo a falta de
naturalidade e a afetação.
Uma expressão digna sabe dar valor, sentido e significado as palavras. Deve-se ter cuidado para
que a voz não se torne semelhante à voz de propaganda, apresentador de rádio e de outros meios de
comunicação social.

O Canto

O canto na liturgia tem uma tradição, devemos aproveitar as partes da missa que são ditas e
proclamadas em voz altas.
Na liturgia é recomendado que se use dois tons: 01 tom claro e normal, para as orações
principais e um muito baixo para as orações privadas, ofertório, evangelho, concelebrantes. Essa última
voz é quase cochicho ou sussurro, deve haver a índole do texto
-Cantarolar: é cantar a meia-voz, cantar desafinado ou desentoado; é mais natural e prático.
-Canto: é o cantar mais refinado e apreendido.
-Música: é a arte de usar os sons (ruídos sonoros - canto dos pássaros até orquestra filarmônica);
música instrumental (cordas ou sopro); música vocal (canto).

Todo canto é música, mas nem toda música é canto!

A música na liturgia pode embelezar a celebração, mas também pode fazer desta um concerto,
um show de virtuosismo de instrumentalistas ou exibição de solistas, deixando de lado o sagrado.
O Canto Gregoriano, que homenageia Gregório Magno (séc. VI), representa um canto piedoso,
erudito e com grande eloqüência musical e catequética, penetrando toda Igreja, no primeiro milênio,
permanece até hoje através dos monges. Este canto nasce na liturgia, da liturgia e para liturgia a partir da
Palavra de Deus e com as palavras do homem.
Pela força da Palavra e da emoção nasce a melodia do canto, e daí nasce o ritmo (comunhão ou
equilíbrio de canto, música e arte). O ritmo envolve impulso ou repouso, dinâmico e sereno, estímulo e
cadência, esforço e descanso. O movimento na música é rápido ou lento, de pólo expressivo, destinado
aos jovens ou velhos.
- Arte da interpretação: o canto se comunica, há beleza poética da palavra.
- Cantar é emocionar-se e não emocionalismo e sentimentalismo (tudo o que é demais é mentira)
- Interpretar uma canção é para quem não tem medo da emoção, de ser e ter sentimentos.

Tipos de cantos:

1. Canto religioso: possui conteúdo literário, liberdade rítmico-melódica, tema religioso, cristão ou
não.
2. Canto sacro: possui tema sacro e religioso, texto/melodia/ritmo em sintonia com um evento
celebrativo.
3. Canto evangelizador: possui liberdade rítmico-melódica, “música-mensagem”, difusão das
verdades cristãs.
4. Canto litúrgico: possui cantos em função da celebração litúrgica, segundo as normas da ação
celebrativa, do mistério celebrado e o momento da celebração.
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O cântico na celebração

Quem canta? Que momento celebrativo?


R. A assembléia canta, o coral canta, o solista canta.

Glória, Santo, Amém, Respostas, Aclamações, Refrões do Salmo.

Coral canta: Comunhão, Salmo Responsorial e Ação de Graças.

Solista canta (presidente e salmista): Entoações, Admoestações, Leituras, Proclamações, Orações,


Bênçãos, Despedida.

Sacrosanctum Concilium1 diz que compreende o canto litúrgico como parte integrante do ritual
litúrgico e deve promover a participação dos fiéis. Neste documento, o canto aparece como meio de
expressão de oração, favorecendo a unanimidade da celebração e a solenidade do culto.
Segundo o documento, “a liturgia cantada tem uma qualidade superior” (SC, 113). “A tradição
musical da Igreja constitui um tesouro de inestimável valor. Ocupa, entre as demais expressões de arte,
um lugar proeminente, principalmente porque o canto sacro, que se acomoda às palavras, faz parte
integrante da liturgia solene” (SC 112).

Os vícios das equipes de canto:

- Fazer da celebração um espetáculo exibicionista;


- Falta de integração litúrgica;
- O excesso de barulho, de ruídos perturbadores e os arranjos irritantes;
- Improvisação dos cantos falta de ensaio e sempre atrasados na preparação dos instrumentos e dos
cantos;
- Ficar ensaiando baixinho durante a celebração, afinando instrumentos e procurando hinos.
- Corais que inibem a participação da assembléia;
Falta de sensibilidade na mudança constante dos cantos, dificultando o aprendizado e a participação;
- Saturação de cantos que ficam por longos tempos nas celebrações.

Dessa forma, é necessário que se faça do canto litúrgico algo que comunique a Palavra de Deus de
modo eficaz e duradouro, pois ele permanece na boca do povo, de forma afetiva e efetiva. Ele possibilita
a integração na liturgia da palavra e do corpo orante, dilata a liberdade humana, intensifica o entusiasmo
e o fervor do culto, cria motivos para celebrar e perpassa a experiência religiosa do ser humano de
maneira profunda e significativa.

1
Concílio Vaticano II
37

Capítulo 09

Gestos Litúrgicos

Posições Durante as Celebrações

Há diversas posturas, expressões corporais simbólicas nas celebrações litúrgicas que expressão
uma relação com Deus.
O coroinha deve conhecer as posições em que ficará durante a celebração da santa missa.

Corpo e liturgia

O ser humano é tanto espiritual quanto corporal. Ele é corpo e alma. O corpo manifesta e expõe a
dimensão exterior do ser humano, sem a qual fica difícil um relacionamento. “Com a encarnação de
Jesus e pela sua encarnação o corpo passa a ser um sacramento do encontro com Deus”.
Pelo fato do corpo ser mal visto o que acontece é: celebramos com idéias e palavras, mas temos
medo de ser incomodados pelo corpo. E em segundo, celebramos idéias e palavras, mas temos
dificuldades em celebrar com gestos. Somos realmente um corpo que tem de se manifestar, querendo ou
não.
O que se pode notar é a mínima exploração ou ausência do corpo na liturgia, como forma de se
comunicar e se expressar! O que acontece são algumas prioridades que comprometem a máxima
expressão corpórea, como: prioridade das idéias sobre os gestos; prioridade da formação voltada para a
teoria mais do que para a prática do que é um ser humano integral, etc.

Aspectos da linguagem corporal:

Postura corpórea: é uma linguagem silenciosa e não verbal. É preciso que haja coerência entre o
que se fala e o que se expressa pela postura. A postura revela o que se está no interior. E com a postura se
inicia a comunicação humana.
Estar ajoelhado: é a posição de quem se põe em oração profunda, confiante. “Jesus se afastou
deles à distância de um tiro de pedra, ajoelhou-se e suplicava ao Pai...” (Lucas, 22,41). Lembremos dos
leprosos que, de joelhos, suplicava que Jesus os livre da lepra (cf. Marcos 1,40).
Fazer genuflexão: faz-se dobrando o joelho direito ao solo. Significa adoração, pelo que é
reservada ao Santíssimo Sacramento, quer exposto, quer guardado no sacrário.
Não fazem genuflexão profunda aqueles que transportam objetos que se usam nas celebrações,
por exemplo, a cruz processional, os castiçais, o livro dos evangelhos.
Gestos: é mais expressivo que a postura, pois está ligado ao movimento de uma parte ou
membro. O gesto é móvel, a postura é estática. A marca reveladora de um gesto autêntico consiste na sua
veracidade e na sua autenticidade (gesto verdadeiro é aquele que está de acordo com o interior). Gesto
verdadeiro não mente, seja bom ou mal. Precisa ser bem feito, com espontaneidade e sem artificialidade.
Uma liturgia sem gestos é superficial e maçante!
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Expressão corporal: acontece no movimento do corpo. Sua força comunicativa se expressa num
símbolo rico de vida, liberdade de ação, animação, etc. Na celebração isso é viável na: procissão de
entrada, de ofertório, comunhão e saída, procissões populares, etc.
Dança: seria uma perfeição da expressão corporal, mas isso supõe: preparação cuidadosa,
reflexão, especialização, responsabilidade, coragem e formação.

Principais posturas dentro da Sagrada Liturgia:

Estar em pé: é a posição do Cristo Ressuscitado, atitude de quem está pronto para obedecer,
pronto para partir. Estar de pé demonstra prontidão para pôr de prática os ensinamentos de Jesus. Fica-se
de pé no inicio da Santa Missa, até o momento da liturgia da palavra, exceto durante a proclamação do
evangelho. Fica-se de pé durante toda a liturgia eucarística e na benção final.
Estar sentado: é a posição de escuta, de diálogo, de quem medita e reflete. Na liturgia, esta
posição cabe principalmente ao se ouvir as leituras (Salmo, 1ª e 2ª Leitura), na hora da homilia e quando a
pessoa esta concentrada e meditando.
Prostar-se: significa estender-se no chão; expressa profundo sentimento de indignidade,
humildade, e também de súplica. Este gesto está previsto na Sexta - feira Santa, no inicio da celebração da
Paixão. Também os que serão ordenados diáconos e presbíteros se prostram. Em algumas ordens ou
congregações religiosas se prevê a prostração na celebração da profissão dos votos religiosos.
Inclinar o corpo: é uma atitude intermediária entre estar de pé e ajoelhar-se. Sinal de reverência
e honra que se presta às pessoas ou ás imagens. Faz-se inclinação diante a cruz, no inicio e no fim da
celebração; ao receber a benção; quando, durante o ato litúrgico, há necessidade de passar diante do
sacrário; antes e depois da incensação, e todas as vezes que vier expressamente indicada nos diversos
livros litúrgicos.
Erguer as mãos: é um gesto de súplica ou de oferta o coração a Deus. Geralmente se usa
durante a recitação do pai-nosso e nos cantos de louvor.
Bater no peito: é expressão de dor de arrependimento dos pecados. Este gesto ocorre na oração
Confesso a Deus todo poderoso...
Caminhar em procissão: é atitude de quem não tem moradia fixa neste mundo: não se
acomoda, mas se sente peregrino e caminha na direção dos irmãos e irmãs, principalmente mais
empobrecidos e marginalizados.
Existem algumas procissões que se realizam fora da Igreja, por exemplo, na solenidade de
Corpus Christi e no Domingo de Ramos, na festa do padroeiro, e outras pequenas procissões que se fazem
no interior da igreja: a procissão de entrada, a das ofertas e a da comunhão. A procissão do Evangelho é
muito significativa e se usa geralmente nas celebrações mais solenes.
Silêncio: é atitude indispensável nas celebrações litúrgicas. Indica respeito, atenção, meditação,
desejo de ouvir e aprofundar na palavra de Deus. Na celebração eucarística, de prevê um instante de
silêncio no ato penitencial e após o convite à oração inicial, após uma leitura ou após a homilia.Depois da
comunhão, todos são convidados a observar o silêncio sagrado.O silencio litúrgico, porém, previsto nas
celebrações, não pode ser confundido com o silêncio ocasionado por alguém que deixou de realizar sua
função, o que causa inquietação na assembléia.
A celebração litúrgica é feita de gestos, palavras, cantos e também de instante de silêncio.
Tudo isso confere ritmo e dá harmonia ao conjunto da celebração.

Atividade
Para o próximo encontro: você deverá aprender o significado de cada gesto, pois o coordenador
pedirá que você realize diante dos seus colegas mímicas referentes a uma dessas posturas. O grupo
deverá descobrir o significado do gesto.
39

Capítulo 10

Cores Litúrgicas

A respeito das cores litúrgicas, seguimos as orientações do Missal Romano (cf. Instrução Geral
sobre o Missal Romano 308-310)

Branco: simboliza a vitória, a paz, a alegria. É usado nos ofícios e missas do tempo pascal e no
37as da Paixão; nas festas e memória da Bem-
Natal: nas festas e memória do Senhor, exceto
aventurada Virgem Maria, dos Santos Anjos, dos Santos não mártires, na festa de Todos os
Santos, São João Batista.Cátedra de São Pedro e Conversão de São Paulo.

Vermelho: simboliza o fogo, o sangue, o amor divino, o martírio. É usada no domingo da


Paixão (= domingo de Ramos) e na Sexta-feira santa: domingo de Pentecostes, nas celebrações
da Paixão do Senhor, nas festas dos Apóstolos e Evangelistas e nas celebrações dos Santos
mártires.

Verde: é a cor da esperança. É usado nos ofícios e missas do tempo comum.

Roxo: simboliza a penitência. É usado no tempo do advento e na quaresma. Pode também ser
usado nos ofícios e missas na intenção dos mortos.

Preto: é simboliza luto. Pode ser usado nas missas na intenção dos mortos.

Rosa: simboliza a alegria. Pode ser usado no III domingo do Advento e no IV domingo da
Quaresma.
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Capitulo 11

Ano Litúrgico

Você já deve ter aprendido, na escola ou em casa, que há vários tipos de “anos”: o ano escolar
(período do ano que você vai à escola); ano civil (o ano oficial que começa em janeiro e termina em
dezembro); o ano solar (período em que ocorrem os movimentos da Terra em torno do Sol) e outros.
Também a Igreja cristã tem seu “ano”: o ano litúrgico. O ano Litúrgico é a soma dos 52 domingos que
formam um ano civil. Estes domingos se dividem em 04:

01 – Celebrações dos mistérios do Senhor (Páscoa, Ascensão, Epifania...);


02 – Tempos fortes de preparação e vivencia dos mistérios: domingos do Advento e do Natal;
Quaresma e tempo pascal.
03 – Solenidades da Virgem e dos santos;
04 – Domingos do Tempo Comum, que totalizam 34 domingos.

A Igreja dividiu os Evangelhos (com exceção do Evangelho de São João) em três blocos, chamados
também de anos:

Ano A: leitura do Evangelho de São Mateus.


Ano B: leitura do Evangelho de São Marcos.
Ano C: leituras do Evangelho de São Lucas.

As leituras do Evangelho de São João são proclamadas todos os anos, geralmente nos tempos da
Quaresma e da Páscoa. Após as leituras do ano C, volta-se novamente às do ano A. Dessa forma, não há
repetição e, a cada três anos, se formos todos os domingos às celebrações, ouviremos praticamente o
Evangelho narrado pelos evangelistas e as principais leituras do Primeiro e do Segundo Testamento.
No ano litúrgico a Igreja relembra em suas celebrações os principais acontecimentos da vida de
Cristo. Jesus nasceu, viveu e morreu como ira acontecer com todos nós. Quando criança, ele teve a vida
igual a uma criança de seu tempo. Depois cresceu, tornou-se adulto e, percorrendo a Palestina com seus
amigos, começou a ensinar e a pregar o Reino de Deus e fazer milagres em nome de seu Pai. Um dia, foi
preso, julgado e condenado a morrer na cruz. Logo depois ressuscitou, apareceu aos seus amigos (os
discípulos) e subiu ao céu, onde viverá para sempre com a humanidade.
Pois são todos esses acontecimentos da vida de Jesus que são relembrados nas celebrações
litúrgicas da Igreja ao longo do ano. E, como sabemos, pela fé, que Jesus está vivo ao nosso lado, as
cerimônias litúrgicas não são apenas lembranças, mas memória, isto é, são celebrações de uma realidade!
As etapas do ano litúrgico são, assim, a memória das passagens mais importantes da vida de
Cristo. E na vida cristã está o próprio mistério de Jesus: ele foi crucificado, ressuscitou e continua vivo
nas palavras do Evangelho, estando presente no altar, durante a missa, e entre as pessoas reunidas em
nome Dele.
Todos esses sinais são muito importantes para os cristãos e para você, coroinha, que participará
ativamente das celebrações.
Advento, Natal, Quaresma, Tríduo Pascal, Tempo Pascoal e Tempo Comum.
Há ainda, além desses períodos, outras ocasiões durante o ano em que a Igreja comemora e
homenageiam Jesus, Maria, sua mãe, e outros santos: são as solenidades, festas e memórias.
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Os períodos litúrgicos celebram e simbolizam

Advento:

O período do Advento abre o ano litúrgico. Advento significa vinda, chegada. É o tempo em que
se espera o nascimento de Jesus, a vinda de Cristo.
O Tempo do Advento têm início no 1º Domingo após o Domingo da solenidade de Cristo Rei
(fim de novembro ou começo de dezembro). Os quatro domingos que antecedem o Natal chamam-se
domingo do Advento.
O ano litúrgico inicia-se com o Primeiro Domingo do Advento e termina com a festa de Cristo
Rei.
No Advento celebra-se, pois, o mistério da vinda do Senhor, não apenas seu nascimento na gruta
de Belém, mas também sua vinda entre nós hoje, por meio dos sacramentos, e sua futura vinda, no fim
dos tempos.
O tempo do Advento é vivido, portanto pelos cristãos com alegria, com fé e com empenho.
Além das orações próprias desse período, costuma-se fazer a coroa do Advento (quatro velinhas
dispostas numa coroa de folhas natural ou artificiais, que devem ser acesas uma a uma, nos quatro
domingos)
Durante o Advento várias leituras importantes da Bíblia (do Antigo e do Novo Testamento) são
feitas na igreja. Você também poderá ler trechos do Evangelho bem interessantes, nos quais certamente
aprenderá muitas coisas, como os que falam de João Batista e de Maria: poderá ler ainda as profecias de
Isaías, no Antigo Testamento.
É durante o Advento, no dia 8 de dezembro que celebramos a festa de Nossa Senhora, a
Imaculada Conceição.

Natal:

O tempo litúrgico do Natal inicia-se com a Véspera do dia 24 de Dezembro e termina com a
festa do Batismo do Senhor, uma data móvel, isto é, que varia de acordo com o ano.
Neste período, celebram-se duas grandes solenidades: o Natal e a Epifania. E ainda duas festas
muito importantes: Sagrada Família e Santa Maria Mãe de Deus.
No Natal (25 de dezembro) comemora-se a vinda do Filho de Deus ao mundo, Jesus Cristo, para
a salvação dos seres humanos. Na solenidade da Epifania, lembra-se como essa salvação foi manifestada
a todos os seres humanos, representados pelos santos reis.
A celebração do Natal dura oito dias, por isso, costuma-se falar em “oitavas de Natal” a festa da
Sagrada Família convida as famílias cristã a viverem no amor e respeito com Jesus, Maria e José e a festa
da Santa Maria, Mãe de Deus (1º de janeiro, que também é o dia Mundial da Paz) relembra a
maternidade de Maria. Encerrando o tempo litúrgico do Natal, celebra-se o Batismo de Jesus, evocando o
dia em que Jesus foi batizado no rio Jordão por João Batista.
O Natal é um tempo de grande alegria para a Igreja e para todos os cristãos. Procure, então, coroinha
festejar o Natal pensando no verdadeiro significado dessa festa o aniversario de Jesus. É O Menino Jesus
que deve ser, portanto, o centro de toda festa, não é a figura do Papai Noel, ou a preocupação com
presentes, enfeites e outras coisas que às vezes deturpam o sentido do Natal.
Aproveite também para fazer, antes do Natal, uma novena em casa ou na igreja, com sua família e
seus amigos, pedindo ao Menino Jesus a graça de um novo ano cheio de saúde, paz e um bom trabalho
para você na comunidade.
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Quaresma:

Na Bíblia, o número quarenta é citado várias vezes, como por exemplo, nos quarenta anos que os
hebreus permaneceram no deserto, nos quarenta dias em que Elias caminhou e nos quarenta dias em que
Jesus jejuou.
A Quaresma é um tempo muito especial para os cristãos.É um tempo de renovação espiritual, de
arrependimento, de penitência, de perdão, de muita oração e principalmente da fraternidade. Por isso, no
Brasil, desde 1964, durante a Quaresma, a Igreja convida os cristãos a viverem a Campanha da
Fraternidade, que cada ano apresenta um tema especifico.
Aproveite, portanto, esse tempo de graça e renovação e prepare-se o melhor possível para
celebração da Páscoa. Procure fazer tudo o que puder para ajudar as pessoas, principalmente as mais
necessitadas.
Com o Domingo de Ramos inicia-se a Semana Santa.

Tríduo Pascal:

As celebrações mais importantes de todo ano litúrgico sem dúvida são as do Tríduo Pascal.
Tríduo quer dizer “três dias” e Pascal significa “da Páscoa”. Inicia-se na Quinta-feira Santa e termina no
Sábado Santo, com a Vigília Pascal.

Quinta-feira Santa:

Na tarde desse dia, comemora-se o último dia de Jesus, ocasião em que ele tomou o pão e o
vinho, abençoou-os e deu-os aos seus discípulos, dizendo tratar-se de meu corpo e de meu sangue: assim
ele instituiu o sacramento da Eucaristia, estabelecendo com o povo uma Nova Aliança, por meio do seu
sacrifício. Foi também durante a última ceia que Jesus lavou os pés dos discípulos, demonstrando
humildade, serviço e amor ao próximo. A celebração na igreja é feita geralmente á noite.

Sexta - Feira Santa:

Nesse dia a Igreja relembra a Paixão e Morte de Jesus Cristo, numa celebração muito especial á
tarde, pois foi por volta das 15 horas que Jesus morreu. Na Sexta - feira Santa não há celebração de
missas, mas apenas a adoração da Santa Cruz. As hóstias que serão distribuídas foram consagradas na
Quinta-Feira.

Sábado Santo:

Este é um dia de recolhimento, reflexão e muito silêncio: é o dia em que Jesus permaneceu em
seu sepulcro. Na noite do Sábado Santo, renova-se a memória do acontecimento mais importante de nossa
fé cristã: a Ressurreição. Há então em todas as igrejas uma celebração muito significativa, a mais
importante de toda a liturgia, que é a Vigília Pascal.
Reunidos nas igrejas, os cristãos de todo o mundo comemora a ressurreição de Jesus Cristo,
triunfando sobre a morte. A cerimônia divide-se em quatro partes:

-(a) Liturgia da Luz: acende-se uma grossa vela, chamada círio pascal, que simboliza a luz de
Cristo que vence as trevas da morte;
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-(b) Liturgia da Palavra: as pessoas relembram, por meio de leituras bíblicas, os fatos importantes
realizados por Deus ao longo da História;

-(c) Liturgia Batismal: recordando que Batismo é a nossa Páscoa, ou seja, nossa “passagem” para
a vida cristã, renovamos nessa noite as promessas feitas em nosso batismo confirmando nossa vida em
Cristo;

-(d) Liturgia Eucarística: celebra-se finalmente o sacrifício de Cristo, mas com grande alegria,
porque Jesus esta vivo e nos salvou.

É bom que você, coroinha, compareça a todas as celebrações do Tríduo Pascal sempre com
muito respeito e muito empenho de realizar suas tarefas junto ao altar. E, ao terminar a Vigília Pascal,
cumprimente sua família, seus amigos, as pessoas que estiverem na igreja e os sacerdotes, manifestando
sua alegria de cristão.

Páscoa:

Você sabe o quer dizer “Páscoa”? Em hebraico que é a língua que foi escrita as primeiras versões
Bíblia, Páscoa significa “passagem”, rememorando a passagem de Moisés, com todo o povo hebreu, ao
retirar do Egito e libertar-se da escravidão. Também Jesus, ao ressuscitar, “passou” da morte para a vida,
da escuridão para á luz. E nós, na Páscoa, somos convidados a realizar essa mesma passagem, isto é, a
ressuscitar com Jesus para o amor e o serviço ao próximo.
A Páscoa é um longo período litúrgico: além dos oito dias (a oitava da páscoa), prolonga-se até a
celebração de Pentecostes.
O tempo pascal termina com duas importantes solenidades a festa da Ascensão de Jesus ao céu e
a festa de Pentecostes que relembra a decida do Espírito Santo sobre os apóstolos, que foi o inicio da
Igreja.

Tempo Comum:

Como já dissemos, a vida de Jesus foi cheia de acontecimentos, assim como é hoje a nossa vida.
É claro que houve momentos muito especiais, como o seu nascimento, morte, a ressurreição e ascensão.
Mas houve também muitos episódios na vida de Jesus que a Igreja fez questão de recordar. E isso é feito
durante o Tempo Comum.
O ano civil é quase todo abrangido pelo Tempo Comum. São 34 domingos, divididos em duas
partes; a primeira compreende de seis a nove domingos, iniciando-se depois do Tempo do Natal e
terminando na Quaresma e o segundo começa após o Tempo Pascal e vai até a Véspera do primeiro
Domingo do Advento (fim de novembro, mais precisamente até a festa de Cristo Rei), encerrando o Ano
Litúrgico e iniciando outro.
A segunda parte do Tempo Comum abre-se com uma festa muito bonita: a solenidade da
Santíssima Trindade. E, poucos dias depois, há outra festa Corpus Christi, quer dizer Corpo de Cristo. Em
geral nesta última data, as igrejas fazem belas procissões.
O Tempo Comum, ao longo de todos seus domingos, mostra-nos a própria vida de Cristo, com
seus ensinamentos, seus milagres, suas orações. Com Jesus e seus exemplos, aprendemos a viver na
verdadeira vida cristã, uma vida a serviço, respeito e amor e a todas as coisas criadas por Deus. Cada um
desses domingos é um novo encontro com Jesus, que nos leva cada vez mais para perto do Pai.
No último domingo do Tempo Comum, com já dissemos, celebra-se a festa de Cristo Rei. Jesus
não foi um rei como alguns que já tivemos ao longo da História, dominadores e autoritários. Jesus é Rei
porque tem o poder divino sobre todas as coisas do mundo.
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Solenidades, Festas e Memória:

Durante o ano, a Igreja não comemora apenas festas litúrgicas. Há muitas outras datas celebradas
para louvar o Senhor, para homenagear Maria, a mãe de Jesus, para venerar os santos (alguns destes,
mártires), agradecendo a Deus por suas belas virtudes.
Dentre essas celebrações, as mais importantes são as solenidades, como por exemplo, a do
Sagrado Coração de Jesus, a Anunciação do Senhor, a Assunção de Maria, Todos os Santos, São José,
São Pedro e São Paulo e outras.
Há também as chamadas festas, como por exemplo, de Santo Estevão, a dos arcanjos Miguel,
Rafael e Gabriel a natividade de Nossa Senhora a Conversão de São Paulo e outras.
E, finalmente, a Igreja celebra também a memória, isto é, lembrança de alguns santos que se
distinguiram por sua vida e seu exemplo. Todos os santos do calendário romano têm seu dia de memória.
Os santos são padroeiros das pessoas, comunidades e cidades que têm seu nome.
Você já tinha pensado nisso? Veja então se encontra o dia do santo que tem seu nome. E, nesse
dia, comemore com seus amigos, fazendo também uma oração especial a esse santo, pedindo-lhe paz e
saúde.
Queríamos dizer ainda a você, coroinha, que, para viver bem o ano litúrgico, além de ir á igreja
aos domingos e dias santos, é preciso também comportar-se com muito respeito e consideração em
relação á sua família, seus amigos e seus colegas.Tenha sempre muita fé e esperança em Jesus e procure
fazer tudo o que puder para ajudar os que precisam de você.
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Capitulo 12

Revisão

Devida a grande importância do capitulo anterior, creio que seja necessário revermos o tema. E para
que os coroinhas e todos aqueles que tiverem de posse desta apostila introdutória possam compreender
melhor o estudo acerca do Ano Litúrgico, vi a necessidade de criar um pequeno esquema.

Ano Litúrgico:
A Igreja comemora em dias determinados a Obra Salvífica de Jesus. Em cada semana, no Domingo –
Dia do Senhor – Ela recorda a ressurreição de Jesus, celebrada também uma vez por ano com a Paixão,
na solenidade máxima da Páscoa. Durante todo o ano, celebramos todo o mistério de Cristo, toda a sua
vida.

Advento
Compõe-se de quatro semanas. É o tempo de purificação da vida pela oração, penitência e preparação
do nascimento do Salvador. Pela Justiça e pela verdade, preparam-se os caminhos do Senhor. Os
personagens bíblicos em destaque são: Isaías, João Batista, e a Virgem Maria.

Natal
Acontece num clima de festa, pois a humanidade ganhou um presente divino: O Filho de Deus (Filiis
Dei). Ele se fez homem, igual a nós, exceto no pecado. Ensinou – nos a humildade e a fraternidade.
Nossa atitude deve ser de gratidão, vendo naquela criança o Salvador do mundo.

Tempo Comum (I parte)


Nesse período do Tempo Comum, após o Natal, o clima é de alegria e de esperança, pois Cristo
anunciou o seu Reino de amor.

Quaresma
É tempo de conversão, de oração, de penitencia. É preciso renunciar ao mal e aderir ao bem, pois o
Reino de Deus não é deste mundo.
A Igreja reza: “Senhor, tende piedade de nós, libertai-nos do mal e salvai-nos”.

Páscoa
A ressurreição de Jesus é o mistério Central de nossa fé. Páscoa é a libertação do pecado e passagem
para uma nova vida, na caridade e na sinceridade. É o clima de alegria, com base na vitória de Cristo
sobre a morte.
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Pentecostes
Celebrado 50 dias após a ressurreição, aqui a cor vermelha representa o Fogo do Espírito Santo. O
clima de alegria e testemunho da fé deve abranger a vida de todos os cristãos, principalmente os católicos.
A Igreja é o sinal da salvação.

Tempo Comum (II parte)


O clima de tempo é de interiorização do mistério pascal. Tempo de pregação do Reino dos Céus. A
Igreja, enquanto anuncia e vive a fé, torna presente o Reino dos Céus, como sendo a face visível de Cristo
na terra.

Esquema do ano litúrgico:


Conversão de São Paulo: 25 de janeiro
São José: 19 de Março
Natividade de João Batista: 24 de Junho
São Pedro e São Paulo: 29 de Junho
Festa dos Assunção de Maria: 15 de Agosto
Santos Nossa Senhora Aparecida: 12 de Outubro
Todos os Santos: 1º Domingo depois do 1º dia de Novembro.
Imaculada Conceição: 08 de Dezembro

Início: quatro domingos antes do natal


Término: dia 25 de Dezembro
Advento Atitude: mudança de vida
Cor: roxo (representa a penitência)

Início: 25 de Dezembro
Término: duas semanas depois
Ciclo do Natal Natal Atitude: fé e gratidão ao Senhor.
Cor: branco (representa a alegria)

Festas Festa de Maria, Mãe de Deus (Ano Novo)


nesse Epifania do Senhor.
período Batismo do Senhor

Segunda - feira após o Batismo do Senhor.


Tempo Termino: Terça feira antes de Quarta – feira de Cinzas.
Comum
(I Parte) Atitude: ouvir atentamente a palavra de Deus.
Cor: Verde (representa a esperança)
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Início: Quarta – feira de cinzas


C Termino: Véspera de Domingo de Ramos.
I Quaresma Atitude: Renúncia do mal.
C Cor: Roxa (representa a penitência humanidade)
L
O Domingo de Ramos: entrada de Jesus em Jerusalém.
Semana Santa Quinta – feira Santa: Ceia do Senhor
D Sexta – feira Santa: Paixão e Morte de Jesus.
Sábado Santo: Vigília Pascal.
A
Inicio: Domingo após o Sábado Santo
P Termino: 50 dias depois da Ressurreição.
Á Páscoa Atitude: ressuscitar com Cristo.
S Cor: branco (representa a alegria)
C Festas
O neste período Ascensão: 7º Domingo da Páscoa.
A Pentecostes: 50 dias da Páscoa.

Inicio: Segunda feira após Pentecostes.


Termino: Véspera do 1º Domingo do Advento
Atitude: Ser sal da terra e luz do mundo.
Cor: Verde (representa a esperança cristã)
Tempo Comum
(II Parte) _____________________
FESTAS:
Santíssima Trindade: 10º domingo do Tempo Comum
Corpo de Deus: 5ª feira após a Santíssima Trindade.
Cristo Rei: último Domingo do Tempo Comum.
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Capítulo 13

Eucaristia: Significados e Consequências

Ação de Graças

A palavra Eucaristia vem da língua grega e significa: agradecimento, ação de graças,


reconhecimento. É a resposta que brota espontaneamente do ser humano diante das manifestações de
Deus na criação e na história humana.
Quando ganhamos um presente, é natural expressarmos nossa gratidão a quem nos presenteia. Para
isso usamos a criatividade; um “obrigado”, um “Deus lhe pague”, um abraço, um sorriso, um
telefonema, um cartão, etc.
Viver em ação implica ao Pai, por Cristo, as coisas criadas e a própria pessoa. É o que Jesus realiza
de modo ritual na Última Ceia, e de modo real na cruz: entrega ao Pai sua vida em sacrifício infinito pela
salvação de toda humanidade.
Para nós, o que significa tomar parte no banquete eucarístico? Significa render graças a Deus por
tudo e com tudo.
Por tudo: a vida, a religião, nossa família, a fé em Deus, o ar que respiramos, o sol, a chuva, os
alimentos que nos sustentam, as flores, os animais, etc. Na celebração eucarística, o pão e o vinho, frutos
da terra e do trabalho de humano, simbolizam todos os bens da criação.
Com tudo: o que somos e temo, isto é, nossas habilidades pessoais, dons, saúde, disposição, etc.
Deus não precisa de coisas materiais. Ele espera a oferta do nosso ser.
Jesus entregou ao Pai o que possuía de mais precioso, a sua própria vida. Também nós devemos fazer
oferta de nossa vida ao Pai, por Cristo, com Cristo, em Cristo.

Memorial (fazer memória)

Ao celebrar a Última Ceia com seus discípulos, Jesus tomou o pão e o vinho, rendeu graças e disse
que era o seu corpo e seu sangue, oferecidos em favor do povo. Em seguida acrescentou: “Façam isso em
Memória de Mim”.
Fazer memória da Páscoa de Cristo significa Tornar Presente o ato salvador de Cristo. Revivemos na
fé o acontecimento de sua paixão, morte e ressurreição, atualizando-o e tornando-nos participantes dele.
Ao celebrar a Eucaristia, não comemoramos algo perdido no passado, ou um fato que ficou apenas na
lembrança, mas, proclamamos, aqui e agora, a salvação de Deus aplicada à história presente e futura. Por
tanto, por nós, assim como para os judeus, o memorial têm três direções: olha para o passado, mas
projetando-o para o futuro, com a espera do fim dos tempos, e sentindo que o acontecimento histórico
(passado) e o futuro se concentram no hoje da celebração.
Aplicando, mais uma vez, esses conceitos à Eucaristia têm-se o seguinte: a Eucaristia é um fato
passado (morte e ressurreição de Jesus), que se torna presente por nós, aqui e agora (celebração
eucarística) e nos projeta para o futuro (o Reino de Deus não está concluído, mas vai se construindo até
que todos cheguem à plena comunhão com Deus e com irmãos).

Atividade

Aprenda agradecer a Deus todos os dias, por tudo o que você é e tem. para o próximo encontro,
prepare e traga uma breve oração de agradecimento.
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Eucaristia é sacrifício

Na Última Ceia, Jesus tomou o pão, redeu graças e deu-o a seus discípulos como seu corpo
oferecido em sacrifício, pra que dele comesse. E pegando uma taça de vinho disse-lhes: “Bebei dele
todos, pois isto é o meu sangue, o sangue da Aliança, que é derramado por muitos pra remissão dos
pecados.” (Mateus 26.28).
Esses gestos tinham clara intenção de substituir o cordeiro da páscoa dos judeus.
O sacrifício de Jesus não é algo que se reduz aos seus últimos momentos de vida terrena, ou seja,
sua paixão e morte. Toda a sua vida foi imolação constante. Jesus não buscou seus próprios interesses,
mas procurou sempre fazer a vontade do Pai.
Sua vida foi uma continua doação em favor do povo, principalmente das pessoas necessitadas. Sua
vida total culmina com a morte na cruz. Sua paixão e morte são o coroamento de toda a sua vida doada:
“Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (João 13.1).

Eucaristia é assembléia

É no seio da Igreja que o sacrifício de Cristo se torna presente. A palavra Igreja é de origem
grega, que significa assembléia, comunidade do povo convocada e reunida por Deus.
Desde o início da Igreja os escritos do Novo Testamento falam da Eucaristia como reunião da
comunidade (assembléia)
A assembléia cristã, portanto, é uma comunidade que celebra e no meio da qual desde o primeiro
momento está presente Cristo, o Senhor.
Quem faz parte da assembléia? Todos os fiéis que se reúnem para celebrar em nome do Pai e do
Filho e do Espírito Santo, o povo e os ministros, incluindo o ministro ordenado a quem cabe presidir a
Eucaristia.

Eucaristia é comunhão

Comunhão que dizer comunicação. Mas significa intimidade Quando vamos receber a comunhão
(Eucaristia) estabelecemos uma comunhão com Jesus e com os irmãos e irmãs. Portanto, receber a
comunhão não é simplesmente receber e ingerir um pedaço de pão consagrado (corpo de Cristo). Esse
gesto significa que o fiel está em comunhão com o corpo de Cristo. Ora, o corpo de Cristo é a Igreja, em
outras palavras, somos nós. Nós somos a Igreja. Portanto, comungar o corpo de Cristo é estar em
harmonia e paz, não só com Jesus, mas também com todos os filhos e filhas de Deus. Quem tem ódio
contra alguém deverá reconciliar-se antes de comungar. Ódio e comunhão não combinam.

Eucaristia é compromisso social

A celebração eucarística não é um ato fechado em si mesmo. Ela é aberta á realidade do mundo que
nos cerca. Por isso a missa se expande, se prolonga além da própria missa. A missa não pode estar fora da
realidade que envolve o povo. Alias, cada pessoa, ao participar da missa, leva consigo sua realidade (sua
situação familiar e pessoal , a situação do povo, suas dificuldades, alegrias e angustias...).
Levamos a realidade para a celebração, e levamos a força da celebração para a realidade. Deste
modo, fazemos a união da fé com a vida. Portanto, enquanto houver irmãos passando fome, nós cristãos
não podemos cruzar os braços, não podemos celebrar e ficar acomodados.
Justamente porque a celebração nos empurra para a ação. Ação transformadora na sociedade. Nesse
sentido dizemos que a celebração é um compromisso social.
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Eucaristia é gratuidade

Gratuidade vem da palavra latina grátis, de graça. A Eucaristia pede que sejamos gratuitos,
generosos, acolhedores, sem preconceito. Essa gratuidade se manifesta na celebração e além da
celebração. Por isso, quando vamos participar da Eucaristia , não convém ficarmos controlando o relógio,
achando que tudo está pesado, cansativo, sem interesse. Se isto for verdade, alguma coisa esta errada e é
necessário corrigir.
Ser gratuito, durante a celebração, é deixar-se embalar pelo Espírito Santo. É seguir as inspirações
que nos vêm da Palavra, dos símbolos, dos gestos simbólicos. Ser gratuito na celebração é fazer bom
proveito de algum fato novo, que não estava previsto no roteiro, mas nos ajuda a celebrar melhor.
A partir dessas breves noções a respeito da Eucaristia, somos convidados a ser Eucaristia viva nas
estradas do mundo. Que quer dizer Eucaristia viva? É a pessoa que tem um coração aberto, generoso,
compassivo, cheio de bondade e misericordioso, igual ao de Jesus. É a pessoa que se preocupa com os
irmãos e irmãs principalmente as mais necessitadas de socorro material e espiritual.
Ser Eucaristia viva é ser o próprio Jesus presente e dinâmico, hoje, no meio da humanidade.

Atividade
Assinale as palavras que significam Eucaristia:
( ) Memorial ( ) Banquete ( )Sacrifício
( ) Raiva ( ) Gratuidade ( ) Assembléia
( ) Comunhão ( ) Discussão ( ) Discórdia
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Capítulo 14

Eucaristia: Fundamentos Bíblicos e Teológicos

Origem

A celebração eucarística tem sua origem na última ceia de Jesus. No contexto da ceia pascal dos
judeus, Jesus antecipa o dom total de si mesmo em sacrifício de redenção e institui o memorial da Nova
Aliança. Jesus realiza ritualmente, isto é, por meio de rito, o que vai realizar na realidade (morte na
cruz).
A ceia pascal dos judeus recordava o acontecimento mais importante do Antigo Testamento, ou seja,
à saída do povo da escravidão do Egito e a entrada na terra prometida. Essa recordação se fazia por meio
de um banquete (ceia pascal) no qual se consumiam ervas amargas, pão e cordeiro, e bebia vinho.

A instituição

Jesus convida seus discípulos para a ceia pascal e introduz aí um elemento novo: ele toma o pão, dá
graças a Deus, parte o pão e o entrega aos seus discípulos, dizendo “ISTO É O MEU CORPO QUE
SERÁ ENTREGUE POR VOCÊS. Façam isto em memória de mim”. Depois, toma o cálice com vinho,
dá graças a Deus e entrega aos seus discípulos dizendo: “ESTE É A NOVA ALIANÇA NO MEU
SANGUE. Todas as vezes que beberem dele, o façam isto em memória de mim”
Analisando a instituição da eucaristia, Jesus utiliza quatro verbos que constituem hoje a estrutura
fundamental da celebração eucarística: Tomar, Dar (Graças a Deus), Partir e Dar.
Tomar: apresentação das oferendas. Cristo se apresenta como oferta, e nos convida a sermos oferta.

Dar Graças: oração eucarística.


Partir: fração do pão. Partilhar a vida.
Dar: comunhão.
Este é o núcleo fundamental da celebração eucarística, desde sua origem.

Duas Mesas

No Evangelho segundo Lucas, encontra o episódio dos discípulos de Emaús (cf 24.13-33). Nesse
relato é possível perceber que ao lado da mesa eucarística já havia a mesa da palavra. Temos portanto, os
traços principais da atual celebração eucarística:

1ª Parte: Lucas 24.25: Jesus cita e explica as Escrituras (mesa da palavra).

2ª Parte: Lucas 24.30: Jesus toma o pão e abençoa depois parte e distribui a eles (mesa da eucaristia)

Uma passagem dos Atos dos Apóstolos mostra como no tempo dos apóstolos já se abria espaço para
a palavra de Deus, ao lado da fração do pão. Podemos dizer que são os rudimentos do que chamamos
atualmente a mesa da palavra.
“No primeiro dia da semana (domingo), estávamos reunidos para a fração do pão. Paulo devia partir
no dia seguinte, dirigia a palavra aos fieis, e prolongou o discurso até meia- noite. Havia muitas
lâmpadas na sala superior, onde estávamos reunidos (...). Depois subiu novamente, partiu o pão e
comeu. Ficou conversando com eles até de madrugada, e depois partiu” (Cf. Atos 20,7-8.11).
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Passagens que relatam a instituição da eucaristia: 1Corintios 11.23-26; Lucas 22.14-26;


Marcos 14.20-25; Mateus 26.26-29.

Nomes da Eucaristia

Ceia do Senhor: Este é considerado o termo mais antigo para designar a Eucaristia. Encontra-se em
I Corintios 11.20
Fração do pão: Este termo encontra-se nas seguintes passagens do Novo Testamento: Lucas 24.35;
Atos 2,42. 46; 20,7. 11; 27,35.
Eucaristia: Este nome aparece na Didaqué 9-10.14. A Didaqué é um dos testemunhos mais antigos,
provavelmente do fim do século I, sobre a vida da Igreja e a Eucaristia.
Sacrifício: Termo utilizado a partir do século III, que adquiriu grande importância na Idade Media.
Liturgia: (A partir do século IX): Antes significava o conjunto das ações litúrgicas ou o Oficio
Divino.
Missa: Com o sentido de despedir, dispensar: o que se refere a uma parte (o final da celebração)
passou a designar toda a celebração.
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Capítulo 15

Celebração Eucarística parte por parte

Parte 1

Ritos Inicias

Quando os fieis estiveram reunidos, uma pessoa devidamente preparada (comentarista) acolhe os
participantes, dá-lhes as boas-vindas e diz, em breves palavras o motivo da celebração.
Procissão e Canto de Entrada: o canto deve expressar a alegria de quem vai participar da
Eucaristia, e precisa levar em conta as características dos tempos litúrgicos (advento, natal, quaresma,
etc.), e o tipo de assembléia (há sutil diferença entre uma missa com adultos e uma missa com crianças).
De preferência se faça a procissão pelo corredor central da igreja. Os coroinhas vão à frente do presidente
da celebração.
Quando se utiliza o incenso, o padre incensa o altar e a cruz
Saudação do Presidente da Celebração: o presidente da celebração começa a fazendo o sinal-
da-cruz, pronunciando (ou cantando) as palavras Em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. O
celebrante invoca a Santíssima Trindade.
Ato Penitencial: os membros da assembléia, pelo ato penitencial, reconhecem sua fraqueza,
fazem um ato de humildade e invocam o perdão e a ajuda de Deus, a fim de poder ouvir com maior
proveito sua Palavra e comungar mais dignamente o Corpo e Sangue de Cristo.
Glória: é um antiguíssimo e venerável hino com que a Igreja, congrega no Espírito Santo,
glorifica a Deus Pai e o Cordeiro e lhes apresenta suas súplicas. É um cântico completo, no qual há
louvor, entusiasmo, “um cântico transbordante de alegria, confiança, humildade, e que dá ao início da
Eucaristia um tom de festividade: o olhar da comunidade está posto na glória de Deus” (Dionísio).
Borobio. A Celebração na Igreja – 2. (Os Sacramentos). Por isso, os novos tempos para ser cantados
devem respeitar seu conteúdo original, ou seja, o aspecto trinitário. Não é porque um canto contém a
palavra “Glória” que serve para o Hino de Louvor!
Oração Inicial ou Oração Coleta: é a primeira oração, que se recolhe, sintetiza, reúne (coleta) as
motivações, os sentimentos da assembléia. Sua função é dar sentido as celebrações do dia. Terminada a
oração da coleta, o (a) comentarista convida a assembléia a sentar-se para ouvir a Palavra de Deus.

Parte 2

Liturgia da Palavra

As Leituras: as leituras previstas para a celebração dominical são três, mais o salmo responsorial. A
leitura do Evangelho constitui o ponto culminante da Liturgia da Palavra, por isso sua proclamação é
cercada de gestos e apreço, como a aclamação. Nas celebrações solenes, há procissão exclusiva com o
evangeliário, o uso de velas acesas e o incenso. Nessa procissão o diácono ou o sacerdote leva
solenemente o evangeliário do altar para o ambão.
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Algumas observações práticas

1. As pessoas convidadas a proclamar as leituras tenham o cuidado de preparar bem a leitura


(treinar antes), para evitar o inconveniente de palavras mal pronunciadas ou trocadas, prejudicando assim
o sentido do texto. Os leitores saibam que são porta-vozes de Deus, daí a necessidade de aplicar todo o
empenho a fim de “caprichar” na proclamação. Deus se expressa usa de sentimentos através dos nossos.
2. Os leitores apresentam-se com roupas convenientes e, durante a proclamação, mantenham
postura normal, nem rígido, nem relaxado. Leia devagar, em tom suficientemente alto, pronunciando
bem as palavras.
3. No final da primeira e da segunda leitura, quem lê conclui, dizendo simplesmente Palavra do
Senhor (no singular e não no plural “Palavras do Senhor” ou “Está é a palavra do Senhor”). A mesma
observação vale para o final da proclamação do Evangelho: Palavra da Salvação
4. Por vezes aparecem membros da equipe da liturgia perguntando se podem substituir alguma
leitura (ou o salmo responsorial) por outro texto que não seja da Bíblia. Os textos oficiais da Igreja e o
bom senso pedem que a palavra de Deus não seja substituída por outras leituras, nem por textos de
concílios, sínodos ou assembléias episcopais (cf. 3ª Instrução. Nº 2).

Parte 3

Homilia: tem como objetivo aplicar a mensagem de Deus à realidade da assembléia. Ao mesmo
tempo em que mostra Deus agindo em nossa vida, oferecendo sua salvação, a homilia, nos convida a
converter-nos e a voltar-nos cada vez mais para os caminhos de Deus.
O Documento de Puebla afirma que a “homilia é ocasião privilegiada para se expor o ministério
de Cristo no aqui e agora da comunidade, partindo dos textos sagrados, relacionando-os com o
sacramento (Eucaristia) e aplicando-os à vida concreta” (nº 930).
Profissão de Fé: é a adesão dos fieis à Palavra de Deus ouvida nas leituras e na homilia. O Creio
é um conjunto estruturado de artigos de fé, uma espécie de resumo da fé crista. Existem dois textos: um
mais longo chamado niceno-constantinopolitano, porque foi fruto dos concílios de Nicéia (ano 325) e
Constantinopla (ano 381). O outro, mais breve e mais utilizado de redação simples e popular, é
conhecido como Símbolo dos Apóstolos.
Oração dos Fiéis: (ou oração universal), assim é chamada por incluir os grandes temas da
oração cristã de pedido: pelas necessidades da Igreja, pelos governantes e a salvação do mundo e pela
comunidade local.

Ritos Finais

Avisos: são importantes para alimentar a vida da comunidade. Evita-se, porém, a leitura de longa
lista de comunicados: as pessoas se cansam e não prestam atenção. Também é conveniente que somente
uma pessoa (em geral, o comentarista) se encarregue de dar os avisos. Se houver homenagens
(aniversários, bodas matrimoniais, dia das mães, etc..) é bom que sejam prestadas nesse momento.
Bênção: simples ou solene. O Missal Romano traz muitas bênçãos solenes para os vários tempos
litúrgicos e festas dos santos.
Despedida: é conveniente que as pessoas saiam da celebração cheias de esperança, animadas e
decididas a dar testemunho do amor de Deus no meio da sociedade.

Atividades

1- Para o próximo encontro, alguns participantes do grupo, preparem a acolhida aos colegas. Para isso
usem sua criatividade: música, uma lembrancinha, uma saudação. Outros preparam a oração para dar
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inicio a reunião. Outros ainda podem preparativos de louvor e agradecimentos. Pode-se encerrar com
um canto.

2 – Prepare, em casa, uma passagem bíblica (Novo Testamento) e no próximo encontro o (a) coordenador
(a) escolherá alguns participantes para proclamá-la. (Próximo encontro trazer sua Bíblia)

Parte 4

Liturgia Eucarística

Há um vínculo muito estreito entre a Liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística. As duas partes, ou
melhor, as duas mesas formam uma unidade, que é a celebração eucarística. Santo Agostinho afirmava:
“Bebe-se o Cristo do cálice das Escrituras como o cálice da Eucaristia”. É O Cristo-palavra que se faz
Eucaristia.
Preparação e apresentação das oferendas: os dons apresentados, pão, vinho e água são: “frutos da
terra e do trabalho humano”, que vão se tornar o corpo e o sangue de Cristo.
Desde os primeiros tempos da Igreja se costumava misturar um pouco de água com o vinho.
Simboliza a incorporação (união) da humanidade de Jesus.
Nesse momento, a assembléia normalmente realiza a coleta do dinheiro e outros donativos e os
levam em procissão até o altar, juntamente com o pão e o vinho. Esse gesto deve ser a expressão sincera
de comunhão e solidariedade das pessoas que põem em comum o que possuem para partilhar, conforme
a necessidade dos irmãos e para atender as necessidades da própria comunidade.
O presidente da celebração, após a apresentação das oferendas (incensa-as, quando houver) lava as
mãos. A esse rito dá-se o nome de lavabo e tem finalidade simbólica. Exprime, para o sacerdote, o desejo
de estar totalmente purificado antes de iniciar a oração eucarística, que é o ponto culminante de toda a
celebração. Recomenda-se utilizar um belo recipiente e água abundante na qual o sacerdote mergulha as
mãos, e uma toalha decente. Afinal, é importante salientar os sinais.

Oração eucarística

É o ponto central e parte culminante de toda a celebração. Destacam-se os seguintes pontos:


Prefácio: é um canto de agradecimento e louvor a Deus por toda a obra da salvação ou por um de
seus aspectos. Conclui-se com o canto do Santo.
Invocação do Espírito Santo: (epiclese). O padre estende as mãos sobre os dons e pede ao Pai que
santifique as ofertas “derramando sobre elas o vosso Espírito a fim de que tornem para nós o Corpo e
Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso” (2ª Oração Eucarística).
Narrativa da Instituição: o padre repete as palavras que Jesus pronunciou na última ceia, ao
instituir a Eucaristia (“Estando para ser entregue, e abraçando livremente a paixão, ele tomou o pão, deu
graças e o partiu e deu a seus discípulos...”) Depois consagra o vinho.

Observação: Quando o padre ergue, a Eucaristia e depois o cálice, não está prevista nenhuma
aclamação: os fieis acompanham em silêncio. Só após a consagração, quando o padre diz: “Eis o
mistério da fé”, e que a assembléia aclama (ou canta), utilizando uma das formulas do Missal Romano.

Oferecimento da Igreja e inovação do Espírito Santo: a Igreja oferece ao Pai, em ação de


graças “o pão da vida e o cálice da salvação” (2ª Oração Eucarística) e pede que “sejamos repletos do
Espírito Santo e nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito” (3ª Oração Eucarística).
Intercessões: por meio delas se exprimem que a Eucaristia é celebrada em comunhão com toda
a Igreja, tanto celeste como a terrestre (os santos, a Virgem Maria, os apóstolos e mártires..., o papa, o
56

bispo diocesano, e os demais bispos, ministros e todo o povo de Deus), e se recordam os irmãos e irmãs
falecidos.
Doxologia: (louvor final), o sacerdote eleva o pão e o vinho consagrados, corpo e o sangue do
Senhor, por quem sobe ao Pai, na unidade do Espírito Santo, o louvor de toda a humanidade, enquanto
pronuncia as palavras Por Cristo, com Cristo e em Cristo... A assembléia aclama com solene Amém, de
preferência cantado, se o padre (ou o bispo) pronunciar cantando.

Parte 5

Pai nosso: essa oração ensinada por Jesus resume os anseios mais profundos do ser humano,
tanto em sua dimensão espiritual quanto material. Quando se canta, tenha-se o cuidado de conservar a
letra desta oração bíblica.
Gesto de Paz: mediante um aperto de mão ou abraço, expressamos nosso desejo de comunhão
com os irmãos e irmãs e ao mesmo tempo incluímos um compromisso de lutar pela paz e a unidade no
mundo inteiro. Cada um cumprimente os que estão ao seu redor.
Fração do pão: o sacerdote, reproduzindo a ação de Cristo na última ceia, parte o pão em vários
pedaços. Durante a fração do pão, a assembléia canta ou recita Cordeiro de Deus. Ao partir o pão, o
sacerdote coloca um pedacinho no cálice. A explicação mais simples para esse gesto é que as duas
espécies – pão e vinho (corpo e sangue de Cristo) – Formam uma unidade e fazem parte da mesma
realidade: a pessoa de Jesus Cristo. Representa também a humanidade (água) mergulhada na divindade
(vinho).
Comunhão: é o momento em que cada membro da assembléia 55estabelece intima união com
Jesus. Alimenta-se do corpo e do sangue do Senhor. Após a comunhão, haja um instante de silêncio, a
fim de que cada comungante se entretenha no diálogo com Jesus e pende nos compromissos que brotam
da celebração.
Oração após a comunhão: o sacerdote implora os frutos da celebração eucarística e o povo
confirma, respondendo amém.
Com esta oração, conclui-se a liturgia eucarística e se passa para os ritos finais.

O Que Fazer Após a Missa?

Terminada a Santa Missa, o (a) coroinha deverá auxiliar o sacerdote ou ministros a retirar os
paramentos sagrados, caso seja necessário.

Ao deixar o Templo

Antes de se retirar do templo, o (a) coroinha, como qualquer fiel, deverá ir ao Santíssimo
Sacramento, como o fez ao chegar, para despedir do Senhor Sacramentado com um pequeno gesto de
adoração. Deve-se evitar conversar e correr no templo, como se, por não haver função celebrativa, o
local tivesse perdido sua sacralidade.
57

Capítulo 16
16

Organização da procissão para missa solene

Procissão de entrada2 (Missa Solene com o bispo)

ORDEM DE ENTRADA FUNÇÃO


1. (a) Cerimoniário
(b) Turíbulo e Naveta
(c) Cruz
2. Velas (ceroferários)
3. Coroinhas (dois a dois)
4. Leitores (dois a dois)
5. Acólitos (dois a dois)
6. Ministros Extraordinários da Eucaristia (dois a dois)
7. (a) Seminaristas (dois a dois)
(b) Diácono da palavra com evangeliário
(c) Diácono (s) (dois a dois, se houver)
(d) Padre (s) (dois a dois, se houver)
(e) Bispo
(f) Diáconos assistentes (dois)
(g) Cerimoniário (mor); mitrífico; baculífero e librífero

Alguns nomes dados a quem leva:

A cruz- cruxiferário.
As velas- ceroferários.
O turíbulo- turiférario ou turibátario.
A naveta- naveteiro.
O pontifical – librífero

2
Cf. Cerimonial dos Bispos, nº. 128, p.49.
58

Capítulo 17

Livros Litúrgicos

São livros que contém os ritos e os textos para diversas celebrações. É importante que sejam
tratados com cuidado e respeito, pois é deles que se proclama a Palavra de Deus e se profere a oração da
Igreja.

Missal: É um livro grande que contém todo o formulário e todas as orações usadas nas
celebrações da missa para todo o ano litúrgico. Fitas marcadoras indicam as diversas partes da
celebração e pequenas orelhas nas páginas mais usadas auxiliam o ministro a virá-las. O Missal contém:

Rito da Missa (partes fixas).


Próprio do tempo: advento, natal, quaresma, tempo comum, etc.;
Próprio dos santos.
Vasta coleção de prefácios.
Varias orações eucarísticas.
Missas rituais: Batismo, confirmação, profissão religiosa, etc.
Missas e orações para diversas necessidades: pelo papa, pelos bispos, pelos governantes, pela
conservação da paz e da justiça, etc.
Missas votivas: Santíssima Trindade, Espírito Santo, Nossa Senhora, etc.
Missas pelos fiéis defuntos.
Bênçãos solenes.

No início, o Missal apresenta longa e preciosa introdução contendo a Instrução Geral sobre o Missal
Romano e as Normas Universais para o Ano Litúrgico e o Calendário.
Lecionário: É o livro que contém todos os textos bíblicos que devem ser proclamados na missa,
durante todo o ano litúrgico. São quatro livros:
Lecionário Dominical: compreende as leituras para as missas dos domingos e de algumas
solenidades e festas. Toda missa dominical apresenta três leituras, mas o salmo responsorial. A primeira
leitura do Antigo Testamento (salvo no tempo pascal em que se lê Atos dos Apóstolos); a segunda leitura,
da Carta dos Apóstolos ou Apocalipse; a terceira leitura é o Evangelho. Para que haja uma leitura variada
e abundante da Sagrada Escritura, A Igreja propõe, para os domingos e festas, um ciclo A, B, C. Ao Ano
A, corresponde as leituras de São Mateus; ao Ano B, corresponde as leituras de São Marcos e de São
João; ao Ano C correspondem a leituras de São Lucas.O Evangelho de São João é geralmente
proclamada nos tempos especiais (advento, quaresma, tempo pascal) e nas grandes festas.
Lecionário Semanal: contém as leituras para os dias da semana de todo o Ano Litúrgico. A primeira
leitura o salmo responsorial de cada dia e estão classificadas por ano par e ano ímpar. O Evangelho é o
mesmo para os dois anos.
Lecionário Santoral: contém as leituras para as solenidades e festas dos santos. Estão aí incluídas
também as leituras para o uso na administração dos sacramentos e para diversas circunstâncias.
Lecionário do Pontifical Romano: contém as leituras que acompanham o Pontifical Romano. O
Pontifical Romano é um livro que agrupa diversos livros litúrgicos usados nas celebrações presididas
pelo bispo, por exemplo, crisma, ordenações, instituição de ministros, etc.
Sacramentário (Rituais): Além dos dois livros apresentados acima existem os Rituais, que são
utilizados na celebração dos diversos Sacramentos. São eles; O Ritual do Batismo, O Ritual da Crisma, O
Ritual da Unção dos Enfermos, O Ritual da Penitência (Sacramento da Confissão), O Ritual do
Matrimonio, além do Ritual das Bênçãos, que o sacerdote usa nas diversas bênçãos.
59

O cerimonial dos bispos e o rito das ordenações: São reservados aos Senhores Bispos. No
cerimonial dos bispos mostra como é o rito de alguma celebração presidida pelo bispo e/ou concelebrada
com outros bispos e sacerdotes, por exemplo, como em crisma, ordenações, instituição de ministros, etc.
Liturgia das Horas: designação dada à oração de louvor da Igreja, que tem por objetivo estender às
diversas horas do dia à glorificação de Deus, que encontra seu ponto mais elevado na oração eucarística.
Compreende quatro volumes;
 Volume I – Tempo do advento, natal e epifania
 Volume II – Tempo da quaresma, Tríduo Pascal e tempo pascal
 Volume III - Tempo comum (da 1ª a 17ª semana)
 Volume IV – Tempo comum (da 18ª a 34ª semana)

Atividade
Relacione a segunda coluna de acordo com a primeira:

(1) Lecionário Dominical


(2) Missal Romano
(3) Lecionário Semanal
(4) Lecionário Dominical
(5) Liturgia das Horas

( ) Rito da Missa

( ) Contém leitura da semana

( )Orações eucarísticas

( ) Contém leituras dos domingos

( ) Volume IV -- Tempo Comum

( ) Contém prefácios

( )Contém leituras para festas dos santos

( ) Volume II – Tempo da Quaresma

( ) Volume I – Tempo do Advento


60

Capítulo 18

As Sagradas Escrituras

ABREVIATURAS BÍBLICAS

ABREVIATURA NOME DO LIVRO


Ap Apocalipse de João
At Atos dos Apóstolos
Cl Epístola aos Colossenses
1 Cor 1ª Epístola aos Coríntios
2 Cor 2ª Epístola aos Coríntios
Dt Livro do Deuteronômio
Ef Epístola aos Efésios
Ex Livro do Êxodo
Ez Profecia de Ezequiel
Fl Epístola aos Filipenses
Gl Epístola aos Gálatas
Gn Livro do Génesis
Heb Epístola aos Hebreus
Is Livro de Isaías
Jo Evangelho segundo S. João
1 Jo 1ª Epístola de S. João
Lc Evangelho segundo S. Lucas
2 Mac 2º Livro dos Macabeus
Mc Evangelho segundo S. Marcos
Mt Evangelho segundo S. Mateus
1 Pe 1ª Epístola de S. Pedro
2 Pe 2ª Epístola de S. Pedro
1 Rs 1º Livro dos Reis
Rm Epístola aos Romanos
Sl Livro dos Salmos
Tg Epístola de S. Tiago
1 Ts 1ª Epístola aos
Tessalonicenses
1 Tm 1ª Epístola a Timóteo
2 Tm 2ª Epístola a Timóteo
Tt Epístola a Tito
61

Bíblia

O que é a Bíblia?

É a coleção de livros, proclamados pela Igreja como escritos sob a inspiração do Espírito Santo. É
uma biblioteca de 73 livros de épocas, autores e escritos diferentes. Muito embora a Bíblia tenha sido
inspirada pelo Espírito Santo, foi escrita por homens escolhidos por Deus que, com sua cultura, sua época
e sua fé, colaboraram para que Deus se revelasse à humanidade. Todas as narrações bíblicas foram
primeiramente vividas e oralmente transmitidas e só posteriormente escritas. Este período durou
aproximadamente 900 anos e tem o nome de Tradição Oral.

História da Bíblia

A Bíblia nasceu no meio de um povo do Oriente Médio que morava perto do Mar Mediterrâneo.
No tempo de Abraão se chamava Terra de Canaã por causa dos cananeus que já moravam naquela terra.
No tempo da formação do povo se chamou terra de Israel. Bem mais tarde toda essa região recebeu o
nome de Palestina. A Bíblia começou a ser escrita durante o reinado de Salomão, por volta do ano 950
a.C. O Antigo Testamento (AT) ficou pronto por volta do ano 50 a.C. O Novo Testamento ficou pronto no
final do 1º século. Portanto, a Tradição Escrita durou aproximadamente outros 900 anos.
Nenhum Livro da Bíblia foi escrito com os capítulos numerados. Quem teve a idéia de dividir a
Bíblia em capítulos, foi Estevan Langton arcebispo de Cantuária, professor na Universidade de Paris, em
1214 d.C. Em 1551 Robert Etiene, redator e editor em Paris fez a experiência dividindo o NT da língua
grega em versículos.

O Cânon - A divisão da Bíblia


A Bíblia é dividida em duas partes: Antigo e Novo Testamento. O Antigo Testamento foi escrito
antes de Cristo (a.C) e contém os livros que narram a história do Povo de Deus. E o Novo Testamento foi
escrito depois de Cristo (d.C.), e contém os livros que narram a vida de Jesus e das primeiras comunidades
cristãs.

O Antigo Testamento contém 46 Livros


O Novo Testamento contém 27 Livros.

Livros do Antigo Testamento

O Pentateuco
São os cinco primeiro livros. Eles contêm a LEI DA PRIMEIRA ALIANÇA. São também
chamados de TORÁ que quer dizer LEI. São eles: Gênesis, Êxodo, Levitico, Números e Deuteronômio.

Os Livros Históricos:
São 16 livros históricos e narram à história da FORMAÇÃO DO POVO, com a vida, os nomes, as
lutas e a fé de seus heróis e do próprio povo. São eles: Josué - Juizes - Rute - I Samuel - II Samuel - I
Reis - II Reis - I Crônicas - II Crônicas - I Esdras - II Esdras ou Meemias - Tobias - Judite - Éster - I
Macabeus e II Macabeus.
62

Os Livros Sapienciais:
São 7 livros sapienciais. Nestes livros encontramos reflexões e expressões de sabedoria, poesias,
cantos, orações, hinos e provérbios, nos quais o povo registra seus sentimentos e expressa sua sabedoria
tirada da experiência da vida.
São eles: Jó - Salmos - Provérbios - Eclesiastes - Cântico dos Cânticos - Sabedoria - Eclesiástico.

Os Livros Proféticos:
São 18 livros proféticos. Estes livros trazem a mensagem, a ação e alguns dados sobre a vida dos
profetas.
São eles: lsaías - Jeremias - Lamentações - Báruc - Ezequiel - Daniel - Oséias - Joel - Amós -
Abdias - Jonas - Miquéias - Naun - Habacuc – Sofonias - geu - Zacarias e Malaquias

Livros do Novo Testamento

O Evangelho:
A palavra evangelho é de origem grega que significa BOA NOVA ou BOA NOTICIA.
São eles: Mateus - Marcos - Lucas - João.
Os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas são também chamados de EVANGELHOS
SONÓTICOS porque, colocados em colunas paralelas pode-se perceber muita semelhança entre eles Mc.
3,14, Mt.10,5, Lc.6,13. Já o estilo evangelho de João difere destes.

Os Atos dos Apóstolos:


Este livro narra, sobretudo a reflexão de Lucas sobre os Apóstolos, mas especialmente de Pedro e
Paulo. Descreve, também, um pouco da organização e das dificuldades de algumas das primeiras
comunidades cristãs e reflete sobre isso com o olhar de Deus

As Cartas:
São também chamadas de epístolas. São elas: I Romanos - II Romanos - I Coríntios - II Coríntios -
Gálatas - Filipenses - Colossenses - I Tessalonicenses - lI Tessalonicenses - I Timóteo - II Timóteo - Tito
- Filêmon - Hebreus - Tiago - I Pedro - II Pedro - I João - II João - III João - Judas e Apocalipse.

As Sete Chaves para ler, conhecer e viver a Palavra de Deus.


Primeiro passo para conhecer a Bíblia é ler a própria Bíblia. Você tem Sete Chaves que abrem o seu
coração para ler a Bíblia de forma libertadora, agradável e correta. Estas chaves são fáceis de encontrar,
pois elas estão simbolizadas em seu próprio corpo.
Com as "Sete Chaves" você encontra a Palavra de Deus que está na Bíblia e na vida e entenderá
melhor o sentido escondido atrás das palavras.

1) Pés: Bem plantados na realidade.


Para ler bem a Bíblia é preciso ler bem a vida, conhecer a realidade pessoal,
familiar e comunitária do país e do mundo. É preciso conhecer também a realidade na qual viveu o Povo
da Bíblia. A Bíblia não caiu do céu prontinha. Ela nasceu das lutas, das alegrias, da esperança e da fé de
um povo (Ex 3,7).
63

2) Olhos: Bem abertos.

Um olho deve estar sobre o texto da Bíblia e o outro sobre o texto da vida. O que fala o texto da
Bíblia? O que fala o texto da vida? A Palavra de Deus está na Bíblia e está na vida. Precisamos ter olhos
para enxergá-la.

3) Ouvidos: Atentos, em alerta.


Um ouvido deve escutar o chamado de Deus e o outro escutar o seu irmão.

4) Coração: Livre para amar.


Ler a Bíblia com sentimento, com a emoção que o texto provoca. Só quem ama a Deus e ao próximo
pode entender o que Deus fala na Bíblia e na vida. Coração pronto para viver em conversão.

5) Boca: Para anunciar e denunciar.


Aquilo que os olhos viram, os ouvidos ouviram e o coração sentiu sobre a palavra de Deus e a vida.

6) Cabeça: Para pensar.


Usar a inteligência para meditar, estudar e buscar respostas para nossas dúvidas. Ler a Bíblia e ler
também outros livros que nos expliquem a Bíblia.

7) Joelhos: Dobrados em oração.


Só com muita fé e oração dá para entender a Bíblia e a vida. Pedir o dom da sabedoria ao Espírito
Santo para entender a Bíblia.

Regras de Ouro para ler a Bíblia. Leitura Orante da Bíblia


I - Leia-a todos os dias. Quando tiver vontade e quando não tiver também. É como um remédio, com ou
sem vontade tomamos porque é necessário.
II - Tenha uma hora marcada para a leitura. Descobrir o melhor período do dia para você e fazer dele há
sua hora com Deus.

III Marque a duração da leitura. O ideal é que seja de 30 a 40 minutos, no mínimo, por dia.

IV - Escolha um bom lugar. É bom que se leia no mesmo lugar todos os dias. Deve ser um lugar tranqüilo,
silencioso que facilite a concentração e favoreça a criação de um clima de oração. Se, num determinado
dia, não se puder fazer o trabalho na hora marcada e no lugar escolhido, não faz mal. Em qualquer lugar e
em qualquer hora devemos ler. O importante é que leia todos os dias.

V - Leia com lápis ou caneta na mão. Sublinhe na sua Bíblia e anote no seu caderno as passagens que
você considera mais importante, tudo o que chamar a sua atenção, as coisas que Deus falou ao seu
coração de modo especial. Isto facilita encontrar as passagens quando precisar delas.

Faça tudo em espírito de oração. Quando se lê a Bíblia faz-se um diálogo com Deus; você escuta,
você se sensibiliza e você chora. É um encontro entre duas pessoas que se amam.
"Quando oramos falamos a Deus. Quando lemos as Sagradas Escrituras é Deus que nos fala”.
64

Capítulo 19
19

A SANTA IGREJA CATÓLICA

O que significa a palavra Igreja?


CIC3 751-752 / 777-804
Designa o povo que Deus convoca e reúne de todos os confins da terra, para constituir a assembléia
daqueles que, pela fé e pelo Batismo, se tornam filhos de Deus, membros de Cristo e templo do Espírito
Santo.

Há, na Bíblia, outros nomes e imagens para indicar a Igreja?


CIC 758-766 / 778
Na Sagrada Escritura encontramos muitas imagens que põem em evidência aspectos complementares
do mistério da Igreja. O Antigo Testamento privilegia as imagens ligadas ao povo de Deus; o Novo
Testamento privilegia as imagens ligadas a Cristo como Cabeça deste povo que é o Seu Corpo, e as
imagens retiradas da vida pastoril (redil, rebanho, ovelhas), agrícola (campo, oliveira, vinha) habitacional
(morada, pedra, templo) e familiar (esposa, mãe, família).

Quais são as origens e a realização plena da Igreja?


CIC 758-766 / 778
A Igreja encontra a sua origem e a sua realização plena no eterno desígnio de Deus. Foi preparada na
Antiga Aliança com a eleição de Israel, sinal da reunião futura de todas as nações. Fundada pelas
palavras e ações de Jesus Cristo, foi realizada sobretudo mediante a sua morte redentora e a sua
ressurreição. Foi depois manifestada como mistério de salvação mediante a efusão do Espírito Santo, no
dia de Pentecostes. Terá a sua realização plena no fim dos tempos, como assembléia celeste de todos os
redimidos.

Qual é a missão da Igreja?


CIC 767-769
A missão da Igreja é a de anunciar e instaurar no meio de todos os povos o Reino de Deus inaugurado
por Jesus Cristo. Ela é, na terra, o germe e o início deste Reino Salvífico.

Em que sentido a Igreja é Mistério?


CIC 770-773 / 779
A Igreja é Mistério enquanto na sua realidade visível está presente e operante uma realidade
espiritual, divina, que se descobre unicamente com os olhos da fé.

Que significa que a Igreja é sacramento universal de salvação?


CIC 774-776 / 780
Significa que é sinal e instrumento da reconciliação e da comunhão de toda a humanidade com Deus
e da unidade de todo o gênero humano.

3
Catecismo da Igreja Católica
65

Em que sentido a Igreja é santa?


CIC 823-829 / 867
A Igreja é santa, porque Deus Santíssimo é o seu autor; Cristo entregou-se por ela, para a santificar e
fazer dela santificadora; e o Espírito Santo vivifica-a com a caridade. Nela se encontra a plenitude dos
meios de salvação. A santidade é a vocação de cada um dos seus membros e o fim de cada uma das suas
atividades. A Igreja inclui no seu interior a Virgem Maria e inumeráveis Santos, como modelos e
intercessores. A santidade da Igreja é a fonte da santificação dos seus filhos, que, aqui, na terra, se
reconhecem todos pecadores, sempre necessitados de conversão e de purificação.

Porque é que a Igreja se chama católica?


CIC 830-831 / 868
A Igreja é católica, isto é, universal, porque nela está presente Cristo: «Onde está Cristo Jesus, aí está
a Igreja católica» (S. Inácio de Antioquia). Ela anuncia a totalidade e a integridade da fé; leva e
administra a plenitude dos meios de salvação; é enviada em missão a todos os povos, em todos os tempos
e qualquer que seja a cultura a que eles pertençam.

É também católica a Igreja particular?


CIC 832-835
É católica toda a Igreja particular (isto é, a diocese e a eparquia), formada pela comunidade de fiéis
cristãos que estão em comunhão de fé e de sacramentos seja com o seu Bispo, ordenado na sucessão
apostólica, seja com a Igreja de Roma, que «preside à caridade» (S. Inácio de Antioquia).

Porque é que a Igreja é apostólica?


CIC 857-869
A Igreja é apostólica pela sua origem, sendo construída sobre o «fundamento dos Apóstolos» (Ef 2,
20); pelo ensino, que é o mesmo dos Apóstolos; pela sua estrutura, enquanto instruída, santificada e
governada, até ao regresso de Cristo, pelos Apóstolos, graças aos seus sucessores, os Bispos, em
comunhão com o sucessor de Pedro.

Em que sentido a Bem-aventurada Virgem Maria é Mãe da Igreja?


CIC 963 – 966 / 973
A Bem-aventurada Virgem Maria é Mãe da Igreja na ordem da graça porque deu à luz Jesus, o Filho
de Deus, Cabeça do corpo que é a Igreja. Jesus ao morrer na cruz, indicou-a como mãe ao discípulo com
estas palavras: «Eis a tua Mãe» (Jo 19, 27).

Como colabora Maria no desígnio divino da salvação?


CIC 493-494 / 508-511
Durante toda a sua existência, por graça de Deus, Maria conservou-se imune de todo o pecado
pessoal. É a «cheia de graça» (Lc 1,28) e a «Toda Santa». Quando o Anjo lhe anuncia que dará à luz «o
Filho do Altíssimo» (Lc 1,32), dá livremente o seu assentimento com a «obediência da fé» (Rm 1,5).
Maria entrega-se totalmente à Pessoa e obra do seu Filho Jesus, abraçando com toda a alma a vontade
divina de salvação.

Qual é a obra do Espírito em Maria?


CIC 721-726 – 744
Em Maria, o Espírito Santo realiza as expectativas e a preparação do Antigo Testamento para a vinda
de Cristo. De forma única enche-a de graça e torna fecunda a sua virgindade para dar à luz o Filho de
Deus encarnado. Faz dela a Mãe do «Cristo total», isto é, de Jesus Cabeça e da Igreja que é o seu corpo.
Maria está com os Doze no dia de Pentecostes, quando o Espírito inaugura os «últimos tempos» com a
manifestação da Igreja.
66

Capítulo 20

FÓRMULAS DE DOUTRINA CATÓLICA

Os dois mandamentos de caridade:


1. Amarás o Senhor teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente.
2. Amarás ao próximo como a ti mesmo.

As três virtudes teologais:


1. Fé
2. Esperança
3. Caridade.

As quatro virtudes cardeais:


1. Prudência
2. Justiça
3. Fortaleza
4. Temperança.

Os sete dons do Espírito Santo:


1. Sabedoria
2. Entendimento
3. Conselho
4. Fortaleza
5. Ciência
6. Piedade
7. Temor de Deus.

Os doze frutos do Espírito Santo:


1. Amor
2. Alegria
3. Paz
4. Paciência
5. Longanimidade
6. Benignidade
7. Bondade
8. Mansidão
9. Fé
10. Modéstia
11. Continência
12. Castidade
67

Os cinco preceitos da Igreja:


1. Participar na Missa, aos domingos e festas de guarda e abster-se de trabalhos e atividades que impeçam
a santificação desses dias.
2. Confessar os pecados ao menos uma vez cada ano.
3. Comungar o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa.
4. Guardar a abstinência e jejuar nos dias determinados pela Igreja.
5. Contribuir para as necessidades materiais da Igreja, segundo as possibilidades.

As sete obras de misericórdia corporais:


1. Dar de comer a quem tem fome
2. Dar de beber a quem tem sede
3. Vestir os nus
4. Dar pousada aos peregrinos
5. Visitar os enfermos
6. Visitar os presos
7. Enterrar os mortos.

As sete obras de misericórdia espirituais:


1. Dar bons conselhos
2. Ensinar os ignorantes
3. Corrigir os que erram
4. Consolar os tristes
5. Perdoar as injúrias
6. Suportar com paciência as fraquezas do nosso próximo
7. Rezar a Deus pelos vivos e defuntos.

Os sete pecados capitais:


1. Soberba
2. Avareza
3. Luxúria
4. Ira
5. Gula
6. Inveja
7. Preguiça.

Os quatro novíssimos:
1. Morte
2. Juízo
3. Inferno
4. Paraíso.
68

A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ

O CREDO
Símbolo dos Apóstolos

Creio em Deus, Pai todo-poderoso, Criador do Céu e da Terra E em Jesus Cristo, seu único Filho,
nosso Senhor que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria; padeceu sob
Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro
dia; subiu aos Céus; está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos
e os mortos.
Creio no Espírito Santo; na santa Igreja Católica; na comunhão dos Santos; na remissão dos pecados;
na ressurreição da carne; e na vida eterna. Amém

Credo Niceno-Constantinopolitano

Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso Criador do Céu e da Terra, de todas as coisas visíveis e
invisíveis.
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os
séculos: Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado,
consubstancial ao Pai. Por Ele todas as coisas foram feitas. E por nós homens e para nossa salvação
desceu dos Céus. E encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem.
Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao
terceiro dia, conforme as Escrituras; e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai. De novo há de
vir em sua glória para julgar os vivos e os mortos; e o seu Reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é
adorado e glorificado: Ele que falou pelos profetas.
Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professo um só Batismo para a remissão dos
pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.
69

Capítulo 21
21

SACRAMENTOS

Que são e quais são os sacramentos?


CIC 1113 – 1131
Os sacramentos são sinais sensíveis e eficazes da graça, instituídos por Cristo e confiados à Igreja,
mediante os quais nos é concedida a vida divina. Os sacramentos são sete: o Batismo, a Confirmação, a
Eucaristia, a Penitência, a Unção dos enfermos, a Ordem e o Matrimônio.

Qual a relação dos sacramentos com Cristo?


CIC 1114-1116
Os mistérios da vida de Cristo constituem o fundamento do que, de ora em diante, pelos ministros
da sua Igreja, Cristo dispensa nos sacramentos. «O que era visível no nosso Salvador passou para os seus
sacramentos» (S. Leão Magno).

Qual a ligação entre os sacramentos e a Igreja?


CIC 1117 – 1119
Cristo confiou os sacramentos à sua Igreja. Eles são «da Igreja» num duplo sentido: enquanto ação
da Igreja, que é sacramento da ação de Cristo, e enquanto existem «para ela», ou seja, enquanto edificam
a Igreja.

O que é o caráter sacramental?


CIC 1121
É um selo espiritual, conferido pelos sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Ordem. Este
selo é promessa e garantia da proteção divina. Em virtude de tal selo, o cristão é configurado a Cristo,
participa de diversos modos no seu sacerdócio, e faz parte da Igreja segundo estados e funções diversas,
sendo pois consagrado ao culto divino e ao serviço da Igreja. Dado que o caráter é indelével, os
sacramentos que o imprimem recebem-se uma só vez na vida.

O que é a Eucaristia?
CIC 1322-1323 / 1409
É o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para perpetuar o
sacrifício da cruz no decorrer dos séculos até o seu regresso, confiando assim à sua Igreja o memorial da
sua Morte e Ressurreição. É o sinal da unidade, o vínculo da caridade, o banquete pascal, em que se
recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é dado o penhor da vida eterna.

Quando é que Jesus Cristo instituiu a Eucaristia?


CIC 1323 / 1337-1340
Instituiu-a na Quinta Feira Santa, «na noite em que foi entregue» (1 Cor 11,23), ao celebrar a
Última Ceia com os seus Apóstolos.
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Como é que a instituiu?


CIC 1337-1340 / 1365, 1406
Depois de reunir os Apóstolos no Cenáculo, Jesus tomou nas suas mãos o pão, partiu-o e deu-lho
dizendo: «Tomai e comei todos: isto é o meu corpo entregue por vós». Depois tomou nas suas mãos o
cálice do vinho e disse-lhes: «tomai e bebei todos: este é o cálice do meu sangue para a nova e eterna
aliança, derramado por vós e por todos para a remissão dos pecados. Fazei isto em memória de mim».

O que significa a Eucaristia na vida da Igreja?


CIC 1324-1327 / 1407
É fonte e cume da vida cristã. Na Eucaristia, atingem o auge a ação santificadora de Deus em nosso
favor e o nosso culto para com Ele. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja: o próprio Cristo,
nossa Páscoa. A comunhão da vida divina e a unidade do Povo de Deus são significadas e realizadas na
Eucaristia. Pela celebração eucarística unimo-nos desde já à liturgia do Céu e antecipamos a vida eterna.
71

Capítulo 22
22

Sacramentais

As ações sacramentais, ou simplesmente os sacramentais, são ações litúrgicas que têm como
finalidade lembrar os sacramentos e santificar alguns momentos de nossa vida. Portanto, não
confundamos sacramentos com sacramentais.
Os mais importantes sacramentais são os seguintes:

 Sinal da cruz com água benta;


 Genuflexão diante o Santíssimo Sacramento;
 Adoração eucarística;
 Aspersão com água benta;
 Benção e procissão com velas;
 Benção de objetos: imagens, terços, casas....
 Imposição das cinzas;
 Lava-pés;
 Reza comunitária do terço;
 Procissões do círio e das festas.
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Capítulo 23
23

SANTÍSSIMA VIRGEM

Cristo é o único caminho para o Pai (cf. Jo 14, 4-11). Cristo é o modelo supremo, ao qual o
discípulo deve conformar o próprio comportamento (cf. Jo 13,15), até chegar ao ponto de ter em si os
seus mesmos sentimentos (cf. Fl 2,5), viver da sua vida e possuir o seu Espírito (cf. Gl 2,20; Rm 8,10-
11): foi isto o que a Igreja ensinou em todos os tempos e nada, na atividade pastoral, deve ensombrar
jamais esta doutrina.
A Igreja, no entanto, instruída pelo Espírito e amestrada por uma experiência multissecular,
reconhece que também a piedade para com a bem-aventurada Virgem Maria, subordinadamente à
piedade para com o divino Salvador e em conexão com ela, tem uma grande eficácia pastoral e constitui
uma força renovadora dos costumes cristãos.
A materna missão de Maria, pois, impele o Povo de Deus a dirigir-se, com filial confiança, àquela
que está sempre pronta para o atender, com afeto de mãe e com o valimento eficaz de auxiliadora (LG
60-63). Por isso, cedo começou o mesmo Povo de Deus a invocá-la sob os títulos de Consoladora dos
aflitos, Saúde dos enfermos e Refúgio dos pecadores, a fim de alcançar conforto nas tribulações, alívio
nas doenças e, quando ilaqueado pela culpa, a força libertadora; porque ela, isenta do pecado, leva os
seus filhos a isto: a debelarem, com decisão enérgica, o pecado (LG 65). E uma tal libertação do pecado
e do mal (cf. Mt 6,13), importa frisá-lo bem, é a condição necessária para toda e qualquer renovação dos
costumes cristãos.

Por que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus?


CIC 495 – 509
Maria é verdadeiramente Mãe de Deus porque é a mãe de Jesus (Jo 2,1; 19,25). Com efeito,
Aquele que foi concebido por obra do Espírito Santo e que se tornou verdadeiramente Filho de Maria é o
Filho eterno de Deus Pai. É Ele mesmo Deus.

O que significa «Imaculada Conceição»?


CIC 487-492 / 508
Deus escolheu gratuitamente Maria desde toda a eternidade para que fosse a Mãe de seu Filho:
para cumprir tal missão, foi concebida imaculada. Isto significa que, pela graça de Deus e em previsão
dos méritos de Jesus Cristo, Maria foi preservada do pecado original desde a sua concepção.

Como colabora Maria no desígnio divino da salvação?


CIC 493-494 / 508-511
Durante toda a sua existência, por graça de Deus, Maria conservou-se imune de todo o pecado
pessoal. É a «cheia de graça» (Lc 1,28) e a «Toda Santa». Quando o Anjo lhe anuncia que dará à luz «o
Filho do Altíssimo» (Lc 1,32), dá livremente o seu assentimento com a «obediência da fé» (Rm 1,5).
Maria entrega-se totalmente à Pessoa e obra do seu Filho Jesus, abraçando com toda a alma a vontade
divina de salvação.

Que significa a conceição virginal de Jesus?


CIC 496-498 / 503
Significa que Jesus foi concebido no seio da Virgem apenas pelo poder do Espírito Santo, sem
intervenção de homem. Ele é o Filho do Pai celeste, segundo a natureza divina, e Filho de Maria segundo
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a natureza humana, mas propriamente Filho de Deus nas suas naturezas, existindo nele uma única
Pessoa, a divina.

Em que sentido Maria é «sempre Virgem»?


CIC 499-507 / 510-511
No sentido de que Maria «permaneceu Virgem na concepção do seu Filho, Virgem no parto,
Virgem grávida, Virgem Mãe e Virgem perpétua» (Santo Agostinho). Portanto, quando os Evangelhos
falam de «irmãos e irmãs de Jesus», trata-se de parentes próximos de Jesus, segundo uma expressão usual
na Sagrada Escritura.

Qual é a obra do Espírito em Maria?


CIC 721-726 / 744
Em Maria, o Espírito Santo realiza as expectativas e a preparação do Antigo Testamento para a
vinda de Cristo. De forma única enche-a de graça e torna fecunda a sua virgindade para dar à luz o Filho
de Deus encarnado. Faz dela a Mãe do «Cristo total», isto é, de Jesus Cabeça e da Igreja que é o seu
corpo.
Maria está com os Doze no dia de Pentecostes, quando o Espírito inaugura os «últimos tempos» com
a manifestação da Igreja. Vejamos agora algumas datas marianas:

DATA CELEBRAÇÃO
01 de Janeiro Maria Mãe de Deus
02 de Fevereiro "Apresentação do Senhor", deve ser
considerada
11 de Fevereiro Nossa Senhora de Lourdes
13 de Maio Nossa Senhora de Fátima
31 de Maio Visitação de Nossa Senhora
16 de Julho Nossa Senhora do Monte Carmelo
05 de Agosto Dedicação da Basílica de Santa Maria
Maior em Roma
15 de Agosto Assunção de Nossa Senhora
08 de Setembro Natividade de Maria
15 de Setembro Nossa Senhora das Dores
07 de Outubro Nossa Senhora do Rosário
12 de Outubro Nossa Senhora Aparecida
08 de Dezembro Imaculada Conceição

(Sábado após o 2º Domingo depois de Pentecostes: Imaculado Coração da bem-aventurada Virgem Maria.

O Calendário romano geral não registra todas as celebrações de conteúdo mariano: é aos
Calendários particulares que compete recolher, com fidelidade as normas litúrgicas mas também com
cordial adesão, as festas marianas próprias das diversas Igrejas locais.
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Capitulo 24
24

Algumas orações em Latim

Signum Crucis
In nómine Patris et Filii et Spíritus Sancti. Amen

Gloria Patri
Glória Patri et Fílio et Spirítui Sancto. Sicut erat in princípio, et nunc et semper, et in sǽcula
sæculórum. Amen.

Ave, Maria
Ave, Maria, grátia plena, Dóminus tecum. Benedícta tu in muliéribus, et benedíctus fructus ventris
tui, Iesus. Sancta María, Mater Dei, ora pro nobis peccatóribus, nunc et in hora mortis nostræ. Amen.

Pater Noster
Pater noster, qui es in caelis, Sanctificétur nomen tuum, Advéniat regnum tuum, Fiat volúntas tua,
sicut in caelo, et in terra. Panem nostrum quotidiánum da nobis hódie. Et dimítte nobis débita nostra, sicut
et nos dimíttimus debitóribus nostris. Et ne nos indúcas in tentatiónem. Sed líbera nos a malo. Amen.

Angele Dei
Ángele Dei, qui custos es mei, me, tibi commíssum pietáte supérna, illúmina, custódi, rege et
gubérna. Amen.

Anima Christi
Ánima Christi, sanctífica me. Corpus Christi, salva me. Sanguis Christi, inébria me, Aqua láteris
Christi, lava me. Pássio Christi, confórta me, O bone Iesu, exáudi me. Intra tua vúlnera abscónde me. Ne
permíttas me separári a te. Ab hoste malígno defénde me. In hora mortis meæ voca me. Et iube me veníre
ad te,ut cum Sanctis tuis laudem te in sǽcula sæculórum. Amen.

Actus fidei
Dómine Deus, firma fide credo et confíteor ómnia et síngula quæ sancta Ecclésia Cathólica propónit,
quia tu, Deus, ea ómnia revelásti, qui es ætérna véritas et sapiéntia quæ nec fállere nec falli potest.In hac
fíde vívere et mori státuo. Amen.

Actus spei
Dómine Deus, spero per grátiam tuam remissiónem ómnium peccatórum, et post hanc vitam
ætérnam felicitátem me esse consecutúrum: quia tu promisísti, qui es infiníte potens, fidélis, benígnus, et
miséricors. In hac spe vívere et mori státuo. Amen.
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Actus caritatis
Dómine Deus, amo te super ómnia et próximum meum propter te, quia tu es summum, infinítum, et
perfectíssimum bonum, omni dilectióne dignum. In hac caritáte vívere et mori státuo. Amen.

Actus contritionis
Deus meus, ex toto corde pǽnitet me ómnium meórum peccatórum, éaque detéstor, quia peccándo,
non solum pœnas a te iuste statútas proméritus sum, sed præsértim quia offéndi te, summum bonum, ac
dignum qui super ómnia diligáris. Ideo fírmiter propóno, adiuvánte grátia tua, de cétero me non
peccatúrum peccandíque occasiónes próximas fugitúrum. Amen.
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Capítulo 25
25

Especialmente para Você, Coroinha

Trabalhar na Igreja como coroinha é um verdadeiro privilégio. Servir na liturgia é sem dúvida servir
ao próprio Deus, que deve merecer todo o nosso respeito e consideração.
Algumas Regras Práticas que todo coroinha deve procurar observar não por imposição, mas por
amor:
Primeiramente, lembre-se que agora você é um coroinha, por isso deve dar o exemplo para as
demais crianças e até mesmo para os adultos.

 Ao entrar na igreja, faça uma genuflexão, pois Jesus está no sacrário: é um ato de fé na sua
presença;

 Antes de entrar na sacristia, pare e reze um pouquinho;

 Dentro da igreja, caminhe com respeito, sem correr ou brincar;

 Na sacristia, fale baixinho, pois ela também faz parte da igreja;

 Se vista sempre decentemente, sem exageros;

 Antes de fazer seu serviço junto ao altar, lave bem as mãos;

 Seja responsável por sua túnica, por isso, conserve-a, pois, com muito cuidado.

 A túnica só pode ser utilizada exclusivamente nas celebrações litúrgicas.

 Ao terminar as celebrações, com zelo e com amor retire a sua túnica dobre-a e a leve para casa e
guarde-a sempre no lugar apropriado, procurando não amassá-la; e se estiver suja, lave-a e passe-a.

 Se você estiver escalado para ajudar a rezar a Santa Missa num determinado dia, faça tudo
cumprir seu dever: é sinal de responsabilidade e maturidade;

 Antes de começar a Santa Missa, verifique se tudo está em ordem: a toalha do altar, que precisa
estar bem limpa, o missal e o lecionário, em seus lugares, as galhetas, com vinho e água; as hóstias, em
números suficientes para os fiéis; as cadeiras, para o celebrante e para os coroinhas, devem estar limpas;
as velas do altar devem estar acesas; e outros detalhes. Em nossa Paróquia essas atividades são
executadas por outras pessoas que estão encarregadas de preparar tudo para a Santa Missa, todavia, você
pode conferir se falta alguma coisa.

 Quando não puder comparecer na celebração no dia que você foi destinado avise outro para ir no
seu lugar e ao seu coordenador.
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E, finalmente, nunca se esqueça de que o bom coroinha são aqueles conscientes de sua dignidade e
responsabilidade. Desejamos a você um bom trabalho. Jesus apreciará sua dedicação ao Reino de
Deus !!!!!!

Atividade

Compartilhe com seus colegas e com todos que fizeram parte desta formação sobre o que você
aprendeu durante o curso de coroinhas e também o que irá levar para sempre em seu coração sobre o que
refletimos nos encontros.

Garotas de fé4

Em diversas paróquias do mundo (também DF e de nossa diocese de Luziânia – GO) várias


meninas assumem uma condição que antes era reservada apenas aos meninos: auxiliar padres em
celebrações de missa. As garotas também sofreram — e como sofrem — preconceito por fazer um
trabalho secularmente reservado aos meninos. Em algumas paróquias as meninas coroinhas são chamadas
de pastorinhas. Meninas cuja principal missão é ajudar na missa. É um trabalho — não remunerado, que
fique claro — que exige concentração, disposição e fé. Muita fé.
‘‘As meninas desempenham muito bem o trabalho. Ser coroinha é um despertar vocacional. E elas
também não vão para a igreja somente para ajudar na missa. Fazem peças, cantam, têm palestras de
formação’’, explica o padre Luiz Carlos Ferreira Lima, 26. É pouco coroinha para muita missa.

Deus me chamou: coroinha sou


Por Pe. Edson Adolfo Deretti

Dê olho na realidade

Na história da Igreja, já antes do Acordo de Milão (313), vemos a presença dos coroinhas como
auxiliares nas celebrações e até como uma espécie de "ministro" da eucaristia (são Tarcísio, considerado
o padroeiro dos coroinhas). Corajosos, os meninos do coro - daí o termo coroinha - passaram, à medida
que a liturgia se desenvolvia, a auxiliar não só nos cantos litúrgicos, mas no próprio serviço ao altar.
Até o Concílio Vaticano II (1962-1965), a única língua permite para a oração da missa era o latim.
Após o concílio, passou-se a rezar a missa na língua local. Com isso, as pessoas deixaram de
simplesmente assistir as celebrações, e passou-se a insistir na participação dos fiéis.
Neste contexto de transformação, também a participação dos coroinhas passou a ser mais ativa.
Primeiro, porque somente eram admitidos meninos (e ai da menina que se aproximasse do altar!).
Segundo, porque até então de todo coroinha se dizia que seria padre, o que muitas vezes impedia o
ingresso de meninos que gostariam de ser coroinhas, mas não sonhavam em ser padre. Terceiro, porque
com liturgias mais vivas, os coroinhas, tanto meninos quanto meninas, passaram a atuar em outras
funções, que não só o serviço do altar, como a proclamação de leituras nas celebrações. Enfim, as
mudanças foram radicais.

4
Retirado da matéria publicada pelo Correio Braziliense de quarta-feira do dia16 de janeiro de 2002 e adaptado por Devanilson.
78

Hoje, estamos presenciando um fervilhar de crianças, pré-adolescentes e adolescentes assumindo o


pastoral dos coroinhas. São alegres, espontâneos, transmitem vida até para os que não querem mais viver,
transparentes, brincalhões, verdadeiros, enfim, sangue novo para uma Igreja que quer se renovar.
Contudo, um fenômeno que vem se repetindo, de alguns anos para cá, e com tendência a crescer ainda
mais, é a diminuição do número de meninos como coroinhas, e o crescimento expressivo das meninas no
ministério.
O fato não é isolado. Para termos uma visão do fenômeno, foi-se até a Paróquia São Sebastião,
bairro Iririú, em Joinville (região urbana) verificar a realidade. O constatado está supracitado. Vejamos os
dados: quantidade de coroinhas, de acordo com o gênero.

TURMA MENINOS MENINAS TOTAL


1° ano 12 - 36,36% 21 - 63,64% 33
2° ano 03 - 12,50% 21 - 87,50% 24
3° ano 02 - 28,57% 05- 71,43% 07
Total 17 - 26,56% 47 - 73,44% 64

Se até 1965, só meninos eram coroinhas, a tendência é que se chegue ao outro extremo. Os dados são
reveladores de uma realidade que precisa ser estudada, refletida e luzes possam ser lançadas, para que,
sem menosprezar o papel feminino, chegue a uma realidade aonde os meninos tenham mais interesse por
este ministério.
O jornal Mídia independente publica em seu site o ingresso das meninas na pastoral dos coroinhas:
<<Num novo documento, intitulado "O Sacramento da Redenção", redigido pela Congregação para o
Culto Divino (da qual o cardeal nigeriano Francis Arinz é prefeito) e divulgado nesta sexta-feira, a
hierarquia da Igreja especifica que "as meninas ou mulheres possam ser admitidas como coroinhas">>5.

5
Escrito por Laico e publicado em 25/04/2004 às 13:18 no site http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2004/04/23/ult34u93586.jhtm
do jornal mídia independente: http://www.midiaindependente.org.
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Capítulo 26
26

Especialmente para Você, Coordenador

Depois do Concílio Vaticano II, as escolas/cursos de formação explodiram com muita força em
todos os recantos onde a Igreja se fazia presente. Isso continua perceptível até os dias atuais, com tantas
escolas paroquiais, comarcas e diocesanas de formação. Isso para dizer que estar à frente da comunidade
como liderança exige oração, formação, pés no chão e muito coração. Então, estar à frente de um grupo
de coroinha tem exige tudo isso! Todavia, em muitos lugares, isso não acontece ou, quando acontece, a
formação não é específica (trabalha-se com os coroinhas como se fosse um grupo de catequese a mais,
sem diferenciação).
É verdade que, num primeiro momento, todos os catequistas de coroinhas devem ter a formação que
todos os catequistas de primeira comunhão, perseverança e crisma tem, mas não se pode parar aí, pois
muitas das coisas trabalhadas com os coroinhas são específicas para esse grupo (forte exemplo disso é
toda a teologia litúrgica da Igreja, pouco trabalhadas nas demais catequeses. E não basta simplesmente
saber a teoria!).
Daí vem a necessidade de uma estudo e preparo dos coordenadores. Sugiro aqui um
planejamento básico de conteúdos específicos, apenas uma dica para onde os trabalhos iniciais devem ser
direcionados. Todavia, creio que sejam necessários em todas as etapas da formação cristã.
Coordenador: é aquele que garante a unidade e é o responsável pelo grupo. Nao pode ser autoritário e
centralizador – delegar as funções e desafios sadios.

Sugestão de planejamento para formação de coroinhas

a) Objetivo geral Formar litúrgica e pastoralmente grupos de coroinhas,


para que as celebrações sejam melhores realizadas e
celebradas.
b) Objetivos específicos 1) Melhorar os encontros de formação;
2) Oferecer subsídios para dinamizar os encontros;
3) Fortalecer os grupos existentes;
4) Favorecer o despertar vocacional;
5) Implantar formação permanente.
c) Conteúdo programático 1) Dinâmicas
2) Cantos de animação
3) Responsabilidades do coroinha

Conhecendo-se as etapas do amadurecimento humano-


afetivo no menino/menina/adolescente, conseguir-se-á
entendê-lo/a melhor, respeitando-se o seu momento e ,
pedagogicamente, sabendo-se o que de melhor poderá
ser feito.
Formação litúrgica – indispensável 4) Gestos, vestes e objetos litúrgicos
80

5) Missa parte por parte


6) A prática do servir a missa
7) Símbolos e ano litúrgico
História da Igreja e Vocação 8) A história do coroinha e o despertar vocacional
9) Avaliação dos coroinhas a respeito da
formação.

Como fazer uma reunião

Se o encontro for preparado e rezado com antecedência, ele será um sucesso. O problema está em quando se
improvisa demais. Os que estão participando percebem claramente tudo e o desânimo abate-se sobre o grupo. Um
encontro bem preparado e dinâmico garante a perseverança dos membros. Além disso, preocupe-se com:
• Preparar o ambiente, uma sala adequada, com cadeiras para todos, cartazes com símbolos do tema de
estudo, um aparelho de som com música, etc....;
• Reunir o grupo em círculo, de modo que todos possam se ver e participar.
• Valorizar a cada um, pessoalmente, a começar sabendo o seu nome e possibilitando que todos os
membros do grupo se conheçam pelo nome;

Eis agora alguns nomes para que você, coordenador, possa ter uma idéia de como trabalhar com o grupo de
coroinhas. Mas para isso saiba distribuir as funções:

Animador: anima o encontro com cantos, dinâmicas...;


Cronometrista: distribui o horário do encontro;
Liturgo: responsável pelos momentos de oração inicial e final;
Secretário: faz anotações e cuida do material utilizado;
Tesoureiro: se necessário, administra os recursos financeiros;
Sócio-cultural: ajuda a organizar os eventos festivos, aniversários, gincanas, passeios...;

É de fundamental importância trabalhar muito em grupo evitando assim as chamadas “panelinhas”.


É importante que os coordenadores tenha um peculiar olhar na formação liturgica e vocacional, mas para que isso tenha
um excelente resultado é de suma importância está em sintonia com o pároco. Jamais tome uma decisão importante sem
o aval do sacerdote.
Eis alguns temas que se podem ser inseridos na na formação inicial e também na formação permanente dos
coroinhas:

Iniciação litúrgica

1. VOCAÇÃO: “Deus me chamou à vida”, sou pessoa.


2. “Sou cristão”: Batismo e Eucaristia
3. “Pessoas e gestos na missa”:
• Pessoas que participam da celebração (ministros, equipe de liturgia, assembléia);
• Posições durante a celebração;
• O significado de cada posição e gesto (em pé, sentado, de joelhos, inclinado, mãos levantadas...).
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4. “Ritos iniciais”: formação da assembléia (acolhida → oração da coleta)


5) “Liturgia da Palavra”: a mesa da Palavra (Primeira leitura → prece dos fiéis)
6) “Liturgia Eucarística: a mesa da Eucaristia (preparação das oferendas → doxologia)
7) “Comunhão e missão”: rito da comunhão e ritos finais (Pai-nosso canto final).
8) “Ano litúrgico – I”
• O domingo;
• Esquema do ano litúrgico:
a) Ciclo do Natal;
b) Ciclo da Páscoa;
c) Tempo Comum
d) Festas dos santos.

9) “Ano litúrgico – II”: explicação teológica de cada ciclo (se possível)


10) “Símbolos litúrgicos – I”
• O significado de “símbolo”;
• Parte I : presbitério, altar, ambão, batistério, nave, sacrário, cadeira de presidente, cátedra, crucifixo, imagens,
lamparina, IHS, Cristo, INRI.

11) “Símbolos litúrgicos – II”


• Parte II: ramos, círio, flores, incenso, água, óleo, uva, trigo e peixe.
12) “Livros e objetos litúrgicos”:
• Livros;
• Alfaias: âmbula, cálice, ostensório, teca, aspersório...

13) “Vestes litúrgicas”:


• Do coroinha;
• Do ministro extraordinário da eucaristia;
• Do diácono;
• Do padre;
• Do bispo, arcebispo, cardeal e papa;
• As cores litúrgicas.
• Parte II: Vocação:
• O Senhor nos chama - somos chamados à santidade.

14) “Um pouco da vida dos santos (breve) – São João Maria Vianey, Santa Terezinha do menino Jesus ”
16) “O Senhor me chamou: coroinha sou”
17) “Vocação do leigo”
18) “Padres e religiosos”
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Conclusão

E assim chegamos ao fim desta breve apostila. Espero tê-lo (a) ajudado a conhecer um pouco da
vasta de riqueza litúrgica que a Igreja possui e que o tempo dedicado á formação tenha sido realmente
proveitoso – não somente para servir na Santa Missa – mas para “servir” na vida, na igreja, na família.
Muitos outros conteúdos não foram abordados ou aprofundados, pois aqui apresentei apenas uma
pequena introdução aos estudos básicos na formação do (a) coroinha. Com a formação permanente você
tomará conhecimento de outros temas e aprofundará os que vimos aqui. Caso você queira conhecer um
pouco mais, contudo, não tem material de estudo, pode visitar alguns sites litúrgicos, logo abaixo
apresento alguns sites, deste modo não ficarás desatualizado (a).
Que a Sempre Virgem Maria, modelo de serviço e de humildade, nos molde segundo a vontade de
seu divino Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. E que sejamos sempre fiéis a Santa Igreja Católica.

Eis alguns sites que poderão te ajudar a se manter sempre atualizado (a):

http://www.vatican.va/phome_po.htm
http://www.bibliaweb.com.br
http://www.igrejaparati.com.br
http://www.acolitoscamacha.com.br
http://www.srcoronado.com.br
http://www.montfort.org.br
http://www.cancaonova.com.br

Devanilson Álvares de Souza


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Bibliografia

BECKHÄUSER, Frei Alberto: Introdução Geral ao Missal Romano. Petrópolis – RJ:


Vozes, 2004.
____ Símbolos Litúrgicos. Petrópolis – RJ: Vozes, 2000.
BÍBLIA de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2002.
BOGAZ, Antonio S. SIGNORINI, Ivanir. A celebração litúrgica e seus dramas: Um
breve ensaio de pastoral litúrgica. São Paulo: Paulus, 2003.
BRAZILIENSE, Correio web: Brasília, quarta-feira, 16 de janeiro de 2002,
disponível em: www.correioweb.com.br
BRUNELLO, Padre Siro. Manual do Coroinha: “Servindo o Senhor com alegria”. São
Paulo: Paulinas, 2000.
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA.
CERIMONIAL DOS BISPOS.
CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Animação da vida litúrgica no
Brasil (Doc. 43). São Paulo: Paulinas, 1989.
Vaticano II, Concílio. Constituição Sacrosanctum Concilium: A Sagrada Liturgia
GÓIS, Padre João de Deus. O Coroinha e a Liturgia. São Paulo: Loyola, 2000.
MIGUEL, Padre Luiz. Formação para Coroinha. São Paulo: Paulus, 2000.
TEIXEIRA, Nereu de Castro. Comunicação na Liturgia. São Paulo: Paulinas, 2003.
VASCONCELOS, Dr. António Garcia Ribeiro de. Compêndio de liturgia romana.