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JESUS E A SUA PREOCUPAÇÃO COM O BEM-ESTAR DAS PESSOAS

MATEUS 15.29-38

O mundo vive carências das mais diversas. Quando saímos pelas ruas vemos isso muito
clareza. Os últimos dias tem-nos mostrado quantos problemas novos têm surgido: chuvas com
inundações, terremotos, doenças diversas, a malignidade nas ações de muitas pessoas.
Diante de tantas coisas que temos visto mas pouco temos feito, devemos buscar
inspiração Naquele que não deixou de atender àqueles que o buscavam fosse noite ou fosse
dia.
Por que Jesus deve ser sempre o nosso exemplo no trato com as pessoas?

I – PORQUE DEMONSTROU COMPAIXÃO E AS CUROU

1. “Partindo dali”. Mateus usa essa expressão duas vezes imediatamente: quando Jesus
passa por Tiro e Sidom (v.21) e cura a filha de uma mulher Cananéia (v.28), e agora
(v.29), quando em um monte na Galileia atende “numerosas multidões”.
2. Marcos (7.24) nos diz que Jesus ao chegar gostaria de ficar oculto, sem que ninguém o
soubesse; possivelmente Ele buscasse um momento para descansar, como homem que
era.
3. Jesus “sentou” ao chegar ao monte. A viagem pode ter sido longa e era preciso
descansar; mas também era uma forma de ensinar (5.1). Tiro ficava a 60 km de
Cafarnaum e Sidom 80 km; Cafarnaum era a região litorânea do Mar da Galileia.
4. Querendo Jesus descansar ou tendo se assentado para ensinar, passou a atender as
multidões que acorriam a Ele ao pé do monte.
5. O tempo que Jesus passaria nas regiões do mar da Galileia deveria ser muito
aproveitado pelos que tinham algum tipo de necessidade, pois o Senhor não ficaria
muito tempo no lugar. São muitas as pessoas que preferem deixar as decisões sérias
para amanhã; algumas coisas esperam o amanhã, outras não.
6. Jesus com muita compaixão e paciência deu atenção para todos os necessitados que
foram levados até Ele (v.30); aqueles que não foram levados até Jesus não receberam
da mesma bênção que precisavam. Mas as multidões e os que foram curados por Jesus
glorificaram o Deus de Israel (as multidões eram compostas de gentios) (v.31).

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7. Deixar para amanhã dizemos que é procrastinar (postergar) uma ação. É necessário
percepção a respeito do tempo das coisas, dos fatos. Não é bom deixar para depois as
coisas relacionadas à vida futura.

II – PORQUE SENTIU COMPAIXÃO AO VÊ-LAS FAMINTAS.

1. Jesus já poderia dar-se por satisfeito em ter feito alguma coisa pelos que O buscavam;
se Ele imediatamente deixasse o lugar não seria por ninguém recriminado.
2. Mas Jesus queria fazer algo mais por aquelas pessoas. Jesus continua interessado em
fazer algo pelas pessoas ainda hoje.
3. Jesus chama os seus discípulos para que possam decidir a respeito do que o
incomodava (splanchnizomai= compaixão - lit. “as suas entranhas se contraíram
convulsivamente”). Os discípulos eram parceiros no ministério e deviam ajudar na
solução do que Jesus iria lhes propor.
4. Jesus começa a expor aos discípulos o que lhe movia o coração: “Tenho compaixão
desta multidão, porque já faz três dias que está comigo” (v.32). Jesus já havia feito
muito pela multidão, mas a sua compaixão ainda não esgotara. Compaixão tem como
resultado uma atitude. É dito a respeito do bom samaritano, que ele compadeceu-se do
que havia sido assaltado, e tomou uma atitude (Lc. 10.30-37). Splanchnizomai significa
a atitude da total disposição para empregar todos os meios, tempo, forças e vida, para
salvar no momento crucial (DITNT).
5. A constatação de Jesus: “Eles não têm o que comer”; a decisão de Jesus: “E não quero
mandá-los embora sem comer, para que não desfaleçam pelo caminho”. Diante da
firmeza de Jesus a respeito do que Ele não queria, pois para os fatos apresentados não
haveria argumento possível, restou aos discípulos apenas perguntarem: “Onde
arranjaríamos tantos pães num lugar deserto, para alimentar tamanha multidão?”
(v.33).

III – PORQUE DEMONSTROU A SUA COMPAIXÃO AO ALIMENTÁ-LAS

1. Para uma pergunta, uma resposta: “Quantos pães tendes?”. A multidão é grande e a
preocupação dos discípulos também, mas da parte de Jesus apenas uma pergunta:
“Quantos pães tendes?”. Os discípulos em coro dizem: “Sete, e alguns peixinhos”
(v.34). A resposta foi de desanimar qualquer cristão, mas não desanimou Cristo!

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2. O Mestre ordenou que o povo se assentasse para comer (v.35). O povo não imaginava o
banquete que seria colocado à sua vista.
3. Jesus toma em suas mãos aqueles sete pães e os peixes e dando graças a Deus, “partiu-
os e os entregou aos discípulos” (v.36). Fico imaginando os discípulos, boquiabertos,
estupefatos, olhando para aquele maravilhoso alimento que os faria fartar. A tarefa dos
discípulos foi entregar à multidão o alimento que possibilitaria a volta para casa, sem
desfalecer pelo caminho.
4. Segundo Mateus, foram sete pães e alguns peixinhos, mas a multidão, os próprios
discípulos, e talvez até mesmo Jesus, comeram, e comeram, e se fartaram. Quando
ninguém queria mais, encheram-se sete cestos com os pedaços que sobraram (v.37). A
respeito dos cestos, alguns comentaristas da língua grega dizem que a palavra spyris
(no texto) refere-se a cestos grandes, que eram capazes de resistir ao peso de um
homem (Atos 9.25).
5. Apenas para viajar na imaginação. Considerando que Paulo tivesse o peso de 80kg
vezes 7cestos= 560kg dividido por 700g, o que uma pessoa come em condições
normais, poderiam ser alimentadas ainda 800 pessoas com o que sobrou.
6. Jesus decidiu, depois de três dias de ensino, pregação e cura, que devia alimentar as
pessoas das coisas materiais, e assim fez. Tem muita gente bem alimentada, sem
dificuldades graves aparentes, mas carentes de alimento espiritual.
7. Jesus mesmo disse em um dos seus discursos: “Eu sou o pão da vida” (Jo 6.48); “Eu
sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre”
(v.51).

CONCLUSÃO

Neste mundo de gente tão carente de coisas materiais, devemos nos lembrar que a
carência espiritual não resolvida deixará prejuízo que será contabilizado em outra dimensão.
Falta pão hoje, amanhã pode ser que não; tem-se a doença hoje, amanhã a cura vem;
mas empurrar a decisão por Cristo para amanhã é temeroso demais.
Por que deixar para amanhã o que pode ser feito hoje?

PR. Eli da Rocha Silva 07/02/2010


Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera – S.Paulo