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Solitário

Sinto-me solitário e abandonado


Sinto-me perdido na vida com sua imensidão
Traído do desígnios que me afloravam
Fulminado de meus sonhos marcado com betas por Quimeras
Onde as formas animalescas se amolgavam no derrubado
Do sonho com manchas de uma ilusão
Vejo-me apenas traído de uma vida que não mereciam
Encontros fortuitos com Vénus em alcorca de Era
Até eternidade será sempre um desfecho marcado
Onde sonhar me foi proibido com amarração
Para que meus movimentos não estrebuchem
Os sonhos que no silencio rolem como esfera
De um valor que contunde totalmente gladiado
Para apenas procurar o sossego de meu coração
Estarei a teus pés hirto na oração como esmolavam
De teu carinho eu me aconchego no verso que eu escrevera
Para te enaltecer na eternidade conjugados
No universo escritos poemas vertidos palavras do coração
Que me transportam
Amiúde na alegria de paixão que encobre e será
Um dia terminado
A teu lado, com entremeado de coração
Que nossas almas se unam
Duradouro percurso eliminando Quimeras
Numa luta de soma de vitoriados
Que formem um único coração!

Domingo, 7 de Fevereiro de 2010