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LOUCO

Louco se tornou meu pensamento,


Louco estou por apenas desejar,
Ou será apenas a loucura uma prisão
Ou cadeias que me estrangulam
Será a mãe louca um sentimento
Ou apenas ela aparece para me melindrar
Enegrecendo meu coração
Como quando golpes que arrepiam
Transportam minha alma como pigmento
Que se sente a estrebuchar
Na morte vertida pela lava do vulcão
Num espreitar que se corrompem
Como de um manjar a falta de condimento
Que irá apenas sorrir ao meu paladar
Transportando em sonhos loucos com fornicação
De seres hediondos que se acumulam
No membro negro do jumento
Onde esperneiam num ejacular
Que se degustam com fúria dum vulcão
Que apenas o mal a mim acrescentam
No derrubar das matas sem discernimento
Que não me elevam e apenas provam um jejuar
Da horrível encenação
De actos melindrosos que escasseiam
Na forma como devia nascer o sentimento
Forte que nada se assemelha a este esgar
Que nunca terá do peito a encenação
Como outrora se junta almas que se esmeram
Quando esmeram purificar o sentimento
Aderindo com a mão do sentir-se amar
Dando noites loucas vertendo amor no coração
Que minha alma e credo se amalgamam
Na continuação do verter do sentimento
Que não porei nunca no falsete dum jejuar
Pois renovo o amor que nunca fenece no meu coração

Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010