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Dinâmicas de Grupo

Despertar sensações

Este espaço foi criado com o objectivo de proporcionar aos clientes com maior grau de dependência, um ambiente seguro, um momento de estimulação sensorial, de relaxamento, de diversão, e de descoberta.

Nesse espaço pretende-se promover o toque, a afectividade, a relação com o outro, estimular os 5 sentidos e desenvolver o conhecimento corporal.

A actividade é dinamizada semanalmente pelos elementos do projecto, em colaboração com as monitoras e auxiliares, que prestam directamente apoio a esses clientes.

Com o Despertar Sensações, pretende-se igualmente partilhar com essas colaboradoras ferramentas de intervenção nesta área, para que as utilizem noutros contextos.

Apesar de não ter sido inicialmente criado para tal, o Despertar Sensações também tem proporcionado aos seus dinamizadores um espaço de catarse.

Este pequeno texto dificilmente caracteriza esta experiência sensorial, a solução é mesmo…

experimentar, criar, rir, descobrir, sonhar, viver, sentir, tocar, cheirar, ver, imaginar, saborear, ouvir, cantar, partilhar, mimar…

Dinâmicas Despertar sensações

A sessão do Despertar Sensações inicia-se com a realização de alguns alongamentos, para os dinamizadores conseguirem relaxar e concentrar-se na sua função de Facilitadores Sensoriais.

De seguida, desenvolve-se a actividade planeada para esse dia e, no final, a sessão termina com uma sessão de relaxamento. Ao som de música calma, os dinamizadores massajam os participantes com bolas de relaxamento. A massagem realizada não obedece a nenhuma técnica específica, nós gostamos de lhe chamar de “miminhóterapia”.

Por uma questão de melhor visualização, dentro de cada sentido existem vários tipos de actividades para Despertar essa Sensação. Como não é possível isolar sensações, em muitas dinâmicas há uma estimulação de vários sentidos.

Estes são alguns exemplos de actividades que se podem realizar neste âmbito. O leitor poderá, igualmente, optar na mesma sessão, por estimular vários sentidos em simultâneo, utilizar outros materiais, etc.

Visão

Nível I

Propósito da Actividade: Estimular a observação de diferentes estímulos visuais (sombras, objectos de diferentes cores, filmes, óculos com diferentes tipos de lentes e cores); Promover o aumento do tempo de atenção na tarefa através de estímulos visuais. Tempo: de acordo com o número de actividades que pretender realizar na sessão. Recursos: 10 Puffs, música calma, mesa, bola de bobath, bolas de relaxamento; Variante 1: Data-show, Computador, tela, DVD de um espectáculo do Cirque du Soleil, óculos com lentes de diferentes cores e opacidade, óculos 3D ou folhas de acetato recortadas em forma de óculos com diferentes cores e opacidade; Variante 2: Caleidoscópios, telescópio, microscópio, lupa, prismas, etc; Variante 3: Sala escura, focos; Variante 4: Data-show, Computador, tela, imagens de diferentes paisagens, fotografias ou vídeos de eles próprios e dos colegas; Variante 5: Potes de vidro, água, tintas; Variante 6: História, personagens desenhadas em papel, Data show, tela branca; Variante 7: Diferentes tecidos, objectos com diferentes cores; Variante 8: Espelho e batom. Metodologia:

Os participantes encontram-se dispostos em círculo, sentados em puffs;

Variante 1: Visionamento de um DVD de um espectáculo, por exemplo do Cirque du Soleil, utilizando óculos com lentes de diferentes cores e opacidade, óculos 3D ou folhas de acetato recortadas em forma de óculos com diferentes cores e opacidade;

Variante 2: Explorar diferentes materiais: caleidoscópios, telescópio, microscópio, lupa, primas, etc;

Variante 3: Numa sala escura realizar alguns jogos de sombra utilizando focos;

Variante 4: Ver imagens de diferentes paisagens, fotografias ou vídeos de eles próprios e dos colegas;

Variante 5: Misturar diferentes tipos de cores em potes de vidro;

Variante 6: Assistir a um teatro de sombra. Criar um pequeno teatro de sombras, em que à medida que é narrada a história os personagens vão aparecendo em sombra, numa tela branca;

Variante 7: Criar uma “Festa da Cor” em os participantes podem ver, mexer em objectos de diferentes cores;

Variante 8: Desenhar a figura no espelho com um Batom. Os participantes que não conseguirem realizar autonomamente terão a colaboração dos dinamizadores.

Sugestões para o dinamizador:

A sessão deverá incluir um rácio de um dinamizador para três pessoas com deficiência;

A sessão inicia-se com uma pequena sessão de alongamentos para os dinamizadores;

A sessão é realizada ao som de música do agrado dos participantes;

A sessão termina com uma sessão de relaxamento, em que os dinamizadores massajam os participantes utilizando bolas de relaxamento.

Tacto

Nível I

Propósito da Actividade: Proporcionar novas experiências tácteis (o liso, o áspero, o fofo, o viscoso, o duro, seco, molhado, o quente, o frio, etc); Permitir o toque do outro; Tocar no outro; Descobrir sensações tácteis do agrado dos participantes; Promover o relaxamento muscular. Tempo: de acordo com o número de actividades que pretender realizar na sessão. Recursos: 10 Puffs, música calma, mesa, bola de bobath, bolas de relaxamento, potes com feijão, grão, lixa, algodão, cortiça, veludo, sentir a vibração de uma coluna, gelo, areia, tinta, esponja, madeira, sabão, bolas de ténis, bolas de ping-pong, etc. Metodologia:

Os participantes encontram-se dispostos em círculo, sentados em puffs;

No centro encontra-se uma mesa com potes com diversos materiais para os participantes puderem tocar. Os dinamizadores pegam nesses materiais e deslocam-se para junto dos participantes para que eles possam experimentar essa sensação.

Sugestões para o dinamizador:

A sessão deverá incluir um rácio de um dinamizador para três pessoas com deficiência;

A sessão inicia-se com uma pequena sessão de alongamentos para os dinamizadores;

A sessão é realizada ao som de música do agrado dos participantes;

A sessão termina com uma sessão de relaxamento, em que os dinamizadores massajam os participantes utilizando bolas de relaxamento.

O dinamizador poderá optar por escolher outros materiais, numa sessão só abordar um tipo de textura, ou 2 texturas antagónicas, abordar outro sentido em simultâneo, etc.

Gosto

Nível I

Propósito da Actividade: Explorar novas experiências gustativas (o doce, o salgado, o azedo, o amargo, o quente e o frio); Descobrir sabores do agrado dos participantes Tempo: de acordo com o número de actividades que pretender realizar na sessão Recursos: 10 Puffs, música, mesa, bola de bobath, bolas de relaxamento, potes com sabores:

mel, limões, coca-cola, água, água gaseificada, doce de fruta, chocolate, queijo, sumo de laranja, sumo de ananás, iogurte natural, iogurte açucarado, iogurte de aromas, iogurte de pedaços, iogurte de cereais, papas, sal, leite, cebola, alho, etc. Metodologia:

Os participantes encontram-se dispostos em círculo, sentados em puffs;

No centro encontra-se uma mesa com potes com diversos materiais para os participantes poderem saborear. Os dinamizadores pegam nesses materiais e deslocam-se para junto dos participantes para que eles possam experimentar essa sensação.

Sugestões para o dinamizador:

A sessão deverá incluir um rácio de um dinamizador para três pessoas com deficiência;

A sessão inicia-se com uma pequena sessão de alongamentos para os dinamizadores;

A sessão é realizada ao som de música do agrado dos participantes;

A sessão termina com uma sessão de relaxamento, em que os dinamizadores massajam os participantes utilizando bolas de relaxamento.

O dinamizador poderá optar por escolher outros materiais, numa sessão só abordar um tipo de sabor, ou 2 sabores antagónicos, abordar outro sentido em simultâneo, criar uma sessão de prova de doces, ou de salgados, ou de queijos, ou de iogurtes, ou de sumos, etc.

O dinamizador deverá ter presente quais os alimentos que os participantes não podem consumir por questões alérgicas.

Audição

Nível I

Propósito da Actividade: Proporcionar novas experiências auditivas; Promover o aumento do tempo de atenção na tarefa através de estímulos auditivos; Descobrir sons do agrado dos participantes. Tempo: de acordo com o número de actividades que pretender realizar na sessão. Recursos: 10 Puffs, música, mesa, bola de bobath, bolas de relaxamento; Variante 1: Excertos de diferentes tipos de música: clássica, rock, popular, r&b, rap, metal, samba, africana, etc; Variante 2: estetoscópio; Variante 3: xilofone, órgão, ferrinhos, etc; Variante 4: copos de plástico, ovos de plástico, berlindes, clips, arroz, feijão, moedas, areia, caricas, etc; Variante 5: 10 garrafas de vidro transparente, com o mesmo tamanho, água, ferrinho. Metodologia:

Os participantes encontram-se dispostos em círculo, sentados em puffs;

Variante 1: Colocar excertos de diferentes tipos de música;

Variante 2: Ouvir o coração do próprio e do outro com um estetoscópio;

Variante 3: Explorar diferentes instrumentos musicais já existentes: xilofone, órgão, ferrinhos, etc;

Variante 4: Explorar instrumentos musicais construídos - copos de plástico, ovos de plástico com diferentes objectos no interior: berlindes, clips, arroz, feijão, moedas, areia, caricas, etc;

Variante 5: Colocar nas 10 garrafas diferentes quantidades de água e com o ferrinho verificar os diferentes sons produzidos.

Sugestões para o dinamizador:

A sessão deverá incluir um rácio de um dinamizador para três pessoas com deficiência;

A sessão inicia-se com uma pequena sessão de alongamentos para os dinamizadores;

A sessão é realizada ao som de música do agrado dos participantes;

A sessão termina com uma sessão de relaxamento, em que os dinamizadores massajam os participantes utilizando bolas de relaxamento.

O dinamizador poderá optar por escolher outros materiais, numa sessão só abordar um tipo de som, ou 2 sons antagónicas, abordar outro sentido em simultâneo, etc.

Na variante 5 o dinamizador poderá colorir a água das garrafas com cores diferentes, com cores iguais para a mesma quantidade de água, i.e., o mesmo som, etc.

Olfacto

Nível I

Propósito da Actividade: Explorar novas experiências olfactivas (cheiros agradáveis, cheiros desagradáveis); Descobrir cheiros do agrado dos participantes. Tempo: de acordo com o número de actividades que pretender realizar na sessão. Recursos: 10 Puffs, música, mesa, bola de bobath, bolas de relaxamento; Variante 1: Boiões com diferentes cheiros: álcool etílico, perfume, sabonete, vinagre, pimenta, noz moscada, orégãos, canela, vinho, flores, terra, cinza, manjericão, salsa, coentros, endro, casca de limão, casca de laranja, alho, hortelã, mostarda, baunilha, banana, óleo de cedro, espuma de barbear; Variante 2: terra, vasos, ervas aromática para plantar: salsa, coentros, manjericão, hortelã, endro, orégãos, etc. Metodologia:

Os participantes encontram-se dispostos em círculo, sentados em puffs;

Variante 1: No centro encontra-se uma mesa com potes com diversos materiais para os participantes puderem tocar. Os dinamizadores pegam nesses materiais e deslocam-se para junto dos participantes para eles possam experimentar essa sensação. Nos boiões encontram-se diferentes cheiros;

Variante 2: Criar um jardim aromático. Os dinamizadores criam um jardim aromático e regularmente é visitado pelos participantes, tanto para cuidar (regar, colher as folhas danificadas, etc.) como para apreciar.

Sugestões para o dinamizador:

A sessão deverá incluir um rácio de um dinamizador para três pessoas com deficiência;

A sessão inicia-se com uma pequena sessão de alongamentos para os dinamizadores;

A sessão é realizada ao som de música do agrado dos participantes;

A sessão termina com uma sessão de relaxamento, em que os dinamizadores massajam os participantes utilizando bolas de relaxamento. O dinamizador poderá optar por escolher outros materiais, numa sessão só abordar um tipo de cheiro, ou 2 cheiros antagónicos, abordar outro sentido em simultâneo, etc.

Dinâmicas de Grupo

O material que se segue serve de suporte às sessões semanais de educação afectivo-sexual,

resultando do levantamento de um conjunto de dinâmicas, seleccionadas numa primeira fase do projecto de manuais já publicados e cujas referências bibliográficas estão mencionadas na

bibliografia deste manual.

Outras foram adaptadas à medida que foram utilizadas no trabalho com os distintos grupos, existindo ainda um conjunto delas criadas na íntegra pela própria equipa técnica do projecto.

O primeiro conjunto de dinâmicas consiste em jogos de apresentação com o objectivo geral de

promover a coesão e a confiança no seio do grupo, essencial ao desenvolvimento dos

trabalhos.

Cada dinâmica está identificada quer no que respeita à população-alvo por níveis (quadro 1), assim como no que ao conteúdo programático diz respeito (Apresentação; - Reprodutiva; Erótica; Relacional; Mitos).

– Erótica;  – Relacional;  – Mitos). Pode verificar-se que uma única dinâmica poder ser
– Erótica;  – Relacional;  – Mitos). Pode verificar-se que uma única dinâmica poder ser

Pode verificar-se que uma única dinâmica poder ser utilizada com diferentes grupos de pessoas com deficiência, com distintas competências. Da mesma forma, uma única dinâmica pode servir para trabalhar diversos conceitos e conteúdos do programa afectivo-sexual, adaptando-a o dinamizador aos objectivos pretendidos.

No desenvolvimento do programa de educação afectivo-sexual é, igualmente, utilizado um conjunto de materiais de suporte, nomeadamente:

- Dvd´s (“A Vida no Ventre”, “Como se fazem os bebés”);

- Apresentações em PowerPoint (Orgãos Sexuais Femininos e Masculinos; IST);

- Jogos dos Afectos (“Árvore da Família no Coração” e “Jogo do Namoro”) – Graça Gonçalves Editora Gostar;

- Cd´s (“Esta cena dava um filme” – Textos e Contextos para uma Reflexão de Género APF).

Quadro I - Divisão dos conteúdos programáticos por níveis

Nível I

 

Nível II

 

Nível III

 

Nível IV

I. Despertar sensações

I.

Funções Básicas da Sexualidade

I.

Funções Básicas da Sexualidade

I.

Funções Básicas da Sexualidade

Promoção do toque, a afectividade, a relação com o outro.

Reprodutiva: Anatomia (Corpo)

Reprodutiva: Anatomia (puberdade/corpo)

Reprodutiva: Anatomia (Masc./Fem.; puberdade; Métodos contraceptivos (IST/gravidez/higiene íntima);

Estimulação dos 5 sentidos.

Erótica: Prazer

Erótica: Prazer (Masturbação)

Erótica: Prazer (masturbação; zonas erógenas)

(Masturbação)

Desenvolvimento do conhecimento corporal.

Relacional: Afectividade (namoro/toque/intimidade); Abuso sexual (poder de escolha); Distinção público- privado

Relacional: Afectividade (1.ª Vez); Abuso sexual (poder de escolha); Distinção público- privado

Relacional: Orientação sexual (homo/bi/hetero/transsexualidade); Abuso sexual (poder de escolha); Afectividade (papéis de género/namoro/toque/intimidade); Distinção público-privado

 

II.

Mitos sobre

 

II.

Mitos sobre

 

sexualidade

 

sexualidade

Abraço musical

Nível II

Propósitos da Actividade: Possibilitar a aprendizagem do ritmo; Possibilitar a actividade livre e espontânea; Estimular a relação entre a música e a expressão corporal. Tempo: Variável. Recursos: Música. Metodologia:

1. Os participantes circulam pela sala, com a música sempre a tocar, até que quando a música pára, juntam-se aos pares, envolvem-se num abraço e simulam uma dança como se a música continuasse a existir.

2. Com o retorno da música desfazem o abraço e voltam a circular, repetindo a situação anterior mas com parceiros diferentes.

Jogo do balão/ bola

Nível II / III / IV

Propósito da Actividade: Promover uma desactivação (quebrar o gelo) progressiva do

participante.

Tempo: Depende da dimensão do grupo. Recursos: 1 balão/bola por participante, espaço amplo. Metodologia:

1. Os participantes formam um círculo.

2. Colocar as mãos atrás das costas e sem as utilizar deslocar um balão, possuindo-o entre o queixo e o peito, de participante em participante até o deixarem cair.

3. Se o balão cair, a dupla que a deixou cair, recomeça o jogo novamente.

Sugestões para o dinamizador:

O dinamizador deve participar também no jogo.

Mãos e Rosto

Nível II / III

Propósito da Actividade: Reconhecimento do outro. Tempo: 20 minutos. Recursos: Vendas. Metodologia:

1. O dinamizador inicia a actividade dividindo os participantes em dois grupos.

2. São colocadas vendas num dos grupos.

3. Seguidamente, o dinamizador solicita aos elementos do grupo que não possui vendas que se dirijam aos participantes de olhos vendados e se deixem tocar por estes, nas mãos e no rosto. Será que a pessoa vendada consegue adivinhar quem é que está a tocar?

4. Depois de cada participante vendado ter tocado em dois ou três participantes, o dinamizador pode inverter os papéis.

Sugestões para o dinamizador:

Tocar em outras pessoas e ser vendado não é apreciado por todos, por isso não se deverá obrigar ninguém a participar se não se sentir à vontade.

Bate as Mãos Comigo

Nível II / III

Propósitos da Actividade: Estimular a auto-percepção e a capacidade de escutar o outro. Favorecer a expressão rítmica. Tempo: 60 minutos. Recursos: Sala ampla. Metodologia:

1. O dinamizador convida os participantes a sentarem-se em círculo.

2. Propõe a um dos elementos do grupo que produza um ritmo qualquer utilizando o bater das palmas (também pode bater no pavimento ou nas pernas). Tal ritmo deve representar o seu estado de espírito e deve poder ser repetido. Quando o participante tiver encontrado o seu ritmo e for capaz de o repetir de maneira clara, o dinamizador convida o grupo a sintonizar-se, em uníssono, com a cadência da batida.

3. Após este primeiro participante, seguem-se todos os outros, um de cada vez.

4. No final do jogo, o dinamizador convida os participantes a partilharem as vivências experimentadas durante o exercício.

Sugestões para o dinamizador:

O dinamizador pode colocar algumas perguntas para estimular o grupo e ajudar os participantes que têm maiores dificuldades em se exprimir e em se sintonizarem com os outros. Por exemplo, “O ritmo que propuseste corresponde ao teu estado de espírito?”; “Como te sentiste quando o grupo se sintonizou em uníssono com o teu ritmo?”; “Que sensação teve o grupo quando ouviu o ritmo produzido pelo participante?”; “Em que é que vos faz pensar a dificuldade em sintonizar-se com o ritmo dos outros?”.

Cumprimentem a Mascote

Nível II / III

Propósito da Actividade: Facilitar o contacto entre os novos membros. Tempo: 20 minutos + 20 para a realização do jogo + 10/15 para debate/análise. Recursos: Um boneco de pano ou peluche grande. Metodologia:

1. O dinamizador convida o grupo a sentar-se em círculo.

2. O dinamizador diz ao grupo: “apresento-vos a mascote do grupo, que tem por hábito pedir a cada pessoa um cumprimento original, também podem pedir-lhe desejos, dar- lhe beijinhos e fazer-lhe elogios, …”

3. Passa-se a mascote de mão em mão animando-os e fazendo com que se descontraiam e lhe digam e façam o que no momento lhes ocorra.

4. Quando terminar a volta e todos tenham dito e feito algo, procede-se a uma segunda ronda (surpresa).

5. Dinamizador: “o que disseram ou fizeram à mascote, agora irão dizer e fazer como fez o vizinho da direita.

Sugestões para o dinamizador:

Jogo útil para a introdução de novos membros e quebrar o medo de exteriorizar ou verbalizar sentimentos positivos.

A quem pertence?

Nível III

Propósito da Actividade: Melhorar as capacidades de observação. Tempo: 20 minutos. Recursos: Nenhum. Metodologia:

1. O dinamizador solicita que os participantes se sentem em círculo e pede-lhes para olharem uns para os outros durante alguns minutos.

2. A um sinal, o dinamizador manda todos os participantes colocarem um objecto pessoal no centro do círculo (por exemplo uma peça de roupa, uma jóia, um sapato).

3. Seguidamente, o dinamizador solicita a um participante de cada vez a pegar num objecto, dizer o nome da pessoa a quem acha que é o dono do objecto, justificar e entregá-lo ao suposto dono. (o dinamizador deve certificar-se que cada história tem um carácter positivo).

4. Se o participante se enganar, o verdadeiro dono pode reclamar a sua posse.

5. Logo que o dono se apodere do seu objecto, é-lhe pedido para dizer onde o obteve e porque é que gosta ou não dele.

6. Volta-se a colocar os objectos no centro do círculo. É pedido a cada participante individualmente que descreva a história desse artigo.

O Encontro

Nível III

Propósito da Actividade: Estimular o diálogo e comunicação entre pessoas que se conheçam mal ou não se conheçam. Tempo: 20 minutos. Recursos: Ginásio ou sala grande. Metodologia:

1. O dinamizador dispõe as cadeiras em forma de cruz, uma à frente da outra, e divide os participantes em grupos de 4.

2. Seguidamente dá as seguintes instruções:

- Vou fazer perguntas ao grupo, às quais, responde só um membro de cada vez, começando numa ponta e acabando na outra.

- Se a pessoa designada não consegue responder, na sua vez, pode dizer

“PASSO” e assim, terá mais tempo para reflectir. - A resposta deve ser imediata e espontânea.

- Os participantes devem observar também as expressões e os gestos uns dos

outros conforme eles vão falando.

- Os participantes não devem debater as opiniões mas somente escutá-las.

3. Questões a sugerir:

Como te chamas?

Que fazias antes de vires para aqui?

Qual é o título do último filme que viste?

Qual é o programa de TV que mais gostas de ver?

Qual a festa de aniversário que recordas com mais saudades?

Qual é o teu prato preferido?

Nos tempos livres, que mais gostas de fazer?

Qual é a melhor qualidade do teu pai e da tua mãe?

Identifica um episódio da tua vida que te fez rir muito.

Identifica um episódio da tua vida que te fez chorar.

Qual o país que gostavas de conhecer?

O que farias se ganhasses 1.000.000€ no Euro milhões?

Qual foi o presente que mais gostaste de receber?

Qual o desejo que gostarias de ver realizado?

Qual é a coisa que, a teu ver, os outros mais gostam em ti?

Qual é a coisa que, a teu ver, os outros menos gostam em ti?

Que coisa gostarias de ser capaz de fazer?

Sugestões para o dinamizador:

Postas as questões o dinamizador pode perguntar aos participantes dos vários grupos:

- Qual foi a pergunta que mais gostaram?

- Após o exercício, qual é a pessoa que, a vosso ver, ficaram a conhecer melhor?

- Com que pessoa gostariam de ter continuado a falar?

Imita esta Pessoa

Nível III

Propósito da Actividade: Imitar atitudes, expressões e tiques de alguém. Tempo: Variável. Recursos: Papel e caneta. Metodologia:

1. No inicio da formação cada participante tira um papelinho com o nome de cada um dos seus colegas incluindo o do dinamizador.

2. Recebido esse papel, durante a sessão deverá estar atendo a esse elemento, estudando os seus tiques, a forma como fala, as atitudes e comportamentos, etc.

3. No fim da sessão, todos têm de representar essa pessoa e o grupo terá que adivinhar quem é.

A Entrevista

Nível III

Propósito da Actividade: Jogo de apresentação, memorização de nomes. Tempo: Depende a dimensão do grupo. Recursos: Nenhum Recurso. Metodologia:

1. Dois a dois, tentam saber o máximo de informação um do outro:

Nome

Idade

De onde vem?

O que faz?

Porque veio?

O que faz nos tempos livres?

Onde tem comichão?

2. No fim de recolherem essa informação convidar cada participante a apresentar o colega ao grupo e coçar o colega no sítio onde este sente comichão.

Nomes com Gesto

Nível III

Propósito da Actividade: Jogo de apresentação, memorização de nomes. Tempo: Depende da dimensão do grupo. Recursos: Nenhum Recurso. Metodologia:

1. O grupo dispõe-se em círculo.

2. O dinamizador diz o seu nome e associa-o a um gesto.

3. O elemento a seguir, repete o nome do dinamizador, o gesto que ele fez, diz o seu nome e associa-o a um gesto, e assim sucessivamente passando por todos os elementos da roda. (Na vez de cada participante este tem de dizer o nome e o gesto dos participantes que já intervieram e o seu).

Chegado ao Encontro (perceber o outro)

Nível III / IV

Propósito da Actividade: Conhecer o outro (apresentação). Tempo: 25 minutos. Recursos: Bola de praia, música. Metodologia:

1. Os participantes escolhem uma música ambiente suave.

2. Dispor o grupo sentado em círculo.

3. É entregue uma bola a qualquer um dos participantes aleatoriamente. O participante que possui a bola, diz o nome e como gosta de ser chamado, passando de seguida a bola a outro participante e assim sucessivamente.

4. Após a sessão anterior, é novamente entregue a bola a um dos participantes. É-lhe pedido que antes de passar a bola a outro participante, deve dizer o nome desse mesmo participante e como gosta de ser chamado.

Sugestões para o dinamizador:

Esta actividade é aconselhável como 1ª sessão.

É importante no final da sessão reforçar este exercício, reforçar de igual modo as possibilidades do grupo como um todo.

O Relaxamento

Nível III / IV

Propósitos da Actividade: Favorecer em cada participante um estado geral de relaxamento capaz de facilitar o contacto consigo mesmo. Estimular um estado de calma como ponto de partida para novos jogos. Tempo: 15 minutos. Recursos: Sala ampla e cadeiras ou mantas. Facultativo: o necessário para ouvir música de fundo. Metodologia:

1. O dinamizador convida os participantes a deitarem-se de costas, por cima das mantas ou então a sentarem-se, comodamente, nas cadeiras dispostas em círculo. Em ambos os casos o dinamizador prossegue com as seguintes indicações: “Fechem os olhos e cada um concentre a atenção em si próprio. Sintam a respiração tranquila e sigam o seu fluxo natural: inspirar e expirar” (pausa de 1 minuto). “Agora sintam o peso dos pés apoiados sobre o pavimento” (breve pausa de 20 segundos) “… também as pernas estão pesadas e relaxadas” (breve pausa). “Agora sintam o peso da bacia” (breve pausa) “… também a coluna e o peito estão pesados e relaxados” (breve pausa). “As costas estão relaxadas” (breve pausa). “Sintam os braços relaxados até às mãos” (breve pausa) “…por fim, o pescoço está relaxado e a cabeça está pesada” (breve pausa). “Sintam todo o vosso corpo calmo e relaxado… a respiração é fluida e profunda”.

2. Quando o percurso de relaxamento estiver concluído, o dinamizador fica em silêncio durante alguns momentos para dar a possibilidade a todos os participantes de entrar em contacto consigo mesmos e aliviarem a tensão.

3. O dinamizador prossegue com as últimas instruções de relaxamento: “Procurem memorizar esta sensação de serenidade para que vos faça companhia quando despertarem (breve pausa). Podem abrir os olhos, sem pressa, e mover, lentamente, as mãos… e os pés… e espreguiçar-vos como se estivessem a acordar”.

4. O dinamizador pode verificar através da discussão em grupo, eventuais dificuldades encontradas pelos participantes durante o relaxamento.

Sugestões para o dinamizador:

O dinamizador, ao dar indicações para o relaxamento, utiliza um tom de voz pacato e pronuncia as palavras com lentidão; ele próprio deveria experimentar uma sensação de calma enquanto fala, para influenciar, positivamente, o estado de relaxamento dos participantes. Se o dinamizador desejar, pode acompanhar a experiência com uma música de fundo.

Este exercício pode ser utilizado como fase preparatória de outros jogos, ou então como conclusão de um encontro em que se queira induzir um estado de relaxamento após um jogo que provocou muita ansiedade. Se algum dos participantes não consegue fechar os olhos, na fase inicial, da experiência ou durante o desenvolvimento do exercício de relaxamento, é absolutamente desaconselhado vendar-lhe os olhos. É preferível deixar-lhe viver a experiência com os olhos abertos e convidá-lo a exprimir a sua vivência no momento da discussão final.

Adivinhar quem disse isso!

Nível III / IV

Propósito da Actividade: Dar e receber uma retroacção positiva, alicerce à confiança. Tempo: Aproximadamente 40 minutos. Recursos: Nenhum Recurso. Metodologia:

Joga-se numa roda única, um dos participantes sai da sala.

1. Três ou quatro participantes fazem afirmações positivas a respeito do participante que

saiu, tentando incluir nelas informações especializadas que nem todos possivelmente conhecem.

2. Quando o participante regressar, mete-se na roda e ouve a repetição das afirmações, uma de cada vez, tentando adivinhar quem proferiu cada uma delas.

3. O dinamizador deve insistir em receber só afirmações positivas.

O Teatro

Nível III / IV

Propósito da Actividade: Favorecer a livre expressão dos seus desejos de mudança. Tomar consciência das suas necessidades e condicionamentos. Tempo: 60 minutos. Recursos: Lápis e folhas de papel. Metodologia:

1. O dinamizador coloca a questão “Se vocês quisessem mudar de vida, e para tal, fosse suficiente exprimir um desejo, quais seriam as coisas que gostariam de fazer?”.

2. É proposto que o desejo seja expresso através de um desenho. Na folha, desenham as 10 primeiras ideias que vêm à mente, mesmo as mais absurdas e impossíveis.

3. No final, cada participante verbaliza as suas fantasias.

4. Segue-se uma discussão na qual cada um será estimulado pelos outros participantes a confrontar-se explicitamente com os próprios desejos.

Sugestões para o dinamizador:

O dinamizador, não deve definir o conceito de mudança. É o próprio participante que deve definir as suas características qualitativas e quantitativas.

Troca de Segredos

Nível III / IV

Propósito da Actividade: Fortalecer o espírito de amizade entre os membros do grupo. Tempo: 30 minutos. Recursos: Lápis e papel. Metodologia:

1. Distribuir um pedaço de papel da mesma cor e tamanho.

2. Cada pessoa deve escrever no pedaço de papel que recebeu alguma dificuldade que encontre no relacionamento com os outros e que não gostaria de expor oralmente. O participante deve despistar a própria letra.

3. Os papéis devem ser dobrados da mesma maneira.

4. O dinamizador recolhe e mistura os papeizinhos.

5. Cada participante retira um papel e assume o problema que estiver registado.

6. Deve ler o problema em voz alta, explicar como se o problema fosse dele e propor alguma solução para o problema. Não se deve permitir debates nem perguntas.

7. Quando todos já tiverem falado, o dinamizador poderá propor algumas questões para os participantes reflectirem, tais como:

Como se sentiu ao ver o seu problema descrito?

Como se sentiu ao explicar o problema de um outro colega?

Acha que o outro compreendeu o seu próprio problema?

Compreendeu o problema do outro?

Como se sentiu em relação ao grupo?

Auto-retrato

Nível III / IV

Propósito da Actividade: Conhecimento recíproco. Tempo: 60 minutos, depende da dimensão do grupo. Recursos: Lápis e folhas de papel A5. Metodologia:

1. Distribui-se por cada participante uma folha A5 e um lápis.

2. Convidá-los a fazer um desenho ou a escrever uma frase que sejam representativos da própria pessoa ou que descrevam a própria maneira de ser ou sentir.

a. O texto escrito também pode ser o título de um filme, de uma poesia, de um

romance, o refrão de uma canção ou outra coisa que exprima a percepção que cada um tem de si próprio nesse momento.

3. Mantendo as folhas no anonimato, os participantes devem entregá-las ao dinamizador.

4. O dinamizador deve fazer circular uma folha de cada vez com o registo, por todos os participantes.

5. Após todos terem observado cada registo, exprimem o seu parecer e considerações acerca do carácter e da personalidade do autor.

6. Quando todos os trabalhos forem comentados, o dinamizador baralha-os e convida os participantes a adivinhar de quem será cada um dos registos.

7. O dinamizador convida o autor a revelar ao grupo o seu próprio registo e a justifica-lo.

8. Discussão final livre.

Sugestões para o dinamizador:

O dinamizador pode também elaborar um registo de si próprio se assim o considerar.

É importante evitar comentários iniciais aos trabalhos dos participantes para não condicionar as interpretações do grupo

É positivo observar quem participou mais ou quem participou menos e sublinhar os contributos interpretativos do registo produzido.

Notar também a capacidade de cada participante em acolher as observações feitas ao seu trabalho.

Papel atrás das costas!

Nível III / IV

Propósito da Actividade: Promover o auto-reconhecimento e saber a opinião dos outros sobre si próprio. Tempo: 15 a 60 minutos, depende da dimensão do grupo. Recursos: Folhas de papel, alfinetes e uma caneta por participante. Metodologia:

1. Distribuir uma caneta, um papel (em branco) e um alfinete por participante, colocá-lo

nas suas costas.

2. Pedir que cada participante escreva nas costas de cada colega uma qualidade dessa pessoa.

3. O grupo forma um círculo e o dinamizador recolhe as folhas.

4. O dinamizador lê cada um dos escritos, perguntando, em simultâneo, se alguém se identifica com aquelas características.

Sugestões para o dinamizador:

Funciona para grupos que já se conheçam.

Filmar as dinâmicas e jogos, funciona bem na fase de reflexão.

Jogo das Aparências

Nível III / IV

Propósito da Actividade: Demonstrar como estereótipos e interpretações subjectivas interferem na comunicação e nas percepções sobre outra pessoa. Tempo: 30 minutos. Recursos: Sala ampla e confortável, balões, pedaços de papel, canetas, música alegre e movimentada. Metodologia:

1. O dinamizador entrega um balão vazio e um pedaço pequeno de papel em branco a

cada um dos participantes.

2. Pede para cada um escrever no papel 3 características pessoais que o identifiquem perante os outros elementos. Quem não conseguir escrever, poderá ser o dinamizador

a fazê-lo.

3. Os participantes dobram o papel e colocam-no dentro de um balão, enchendo-o e lançando-o ao ar, ao som de música animada, até que todos os balões se misturem.

4. Quando a música parar, cada um pega no balão que estiver à sua frente, rebenta-o e lê

o papel que encontrou dentro, tentando identificar em voz alta a quem se referem as características descritas.

Sugestões para o dinamizador:

Reflexão sobre os estereótipos conhecidos pela comunidade e como os adquirimos.

Consciencialização de que muitas vezes as aparências enganam e os estereótipos acabam por influenciar o comportamento e os sentimentos das pessoas.

Com a mão na massa!

Nível III / IV

Propósitos da Actividade: Desenvolver a comunicação. Estimular processos de decisão. Valorizar as sensações no processo de comunicação. Tempo: 15 a 20 Minutos Recursos: Argila ou plasticina, papel para as mãos, plásticos de protecção das massas, vendas. Metodologia:

1. O grupo forma pares.

2. Elimina-se a luz e o som, o que significa que os participantes jogam cegos e não lhe é permitido falar.

3. Os pares dispõem-se frente a frente, mas não sabem quem é o seu companheiro.

4. Na mesa, entre eles, coloca-se um pedaço de argila ou plasticina, bastante mole para poderem modelar.

5. Os pares são conduzidos aos seus respectivos lugares, colocando-se as quatro mãos sobre a argila e pede-se que modelem conjuntamente.

6. Antes de começar deve recordar-se que não é permitido falar, rir, fazer ruído, nem verem-se uns aos outros.

Reflexão final/Avaliação:

Como se chegou a uma decisão sobre o que tinham que fazer?

Quem a tomou?

Resultou da interacção com o companheiro ou foi uma selecção feita à priori?

Como tentaram comunicar?

Que sentiram no principio, durante e no final da experiência?

Sugestões para o dinamizador:

O dinamizador poderá intervir na selecção dos pares, por exemplo, colocando frente a frente, um rapaz e uma rapariga, dois rapazes e duas raparigas, um extrovertido e um tímido, etc.

Pode usar-se esta dinâmica para criar peças em épocas festivas (Natal, Páscoa, etc).

Jogo: Balões com Nome

Nível III / IV

Propósitos da Actividade: Facilitar a memorização de nomes. Desactivar progressivamente o grupo. Tempo: 5 a 10 Minutos. Recursos: Balões, marcador, música ambiente. Metodologia:

1. Distribuir um balão por participante.

2. Cada participante enche o seu balão.

3. Pedir que cada um escreva o seu nome no balão.

4. Colocar música ambiente.

5. Enquanto a música toca, os participantes deverão passar os balões no ar sem deixar cair nenhum.

6. Assim que a música parar, deverão agarrar um balão qualquer e dá-lo ao seu respectivo dono (tendo de se lembrar do nome de todos).

Sugestões para o dinamizador:

Esta actividade é de apresentação e sugere-se para uma fase inicial.

Passar o aro

Nível III / IV

Propósitos da Actividade: Desenvolver a colaboração e o trabalho de equipa. Estimular a coordenação de movimentos. Tempo: 10 a 15 minutos. Recursos: 1 aro de ginástica rítmica. Metodologia:

1. Forma-se um círculo no qual os participantes estão colocados da seguinte forma:

um jogador passa o seu braço direito por debaixo das suas pernas para que o detrás o agarre com a sua mão esquerda, ao mesmo tempo dá ao jogador seguinte

a sua mão direita por debaixo das pernas.

2. Introduz-se o aro à altura da cintura de um elemento e o aro deve passar por todo

o círculo sem que os jogadores soltem as mãos.

Sugestões para o dinamizador:

Na fase de avaliação/debate, reflectir e discutir-se a importância do trabalho em equipa.

Esbarra Paredes

Nível II / III / IV

Propósito da Actividade: Promover a confiança, o desenvolvimento pessoal e do grupo e a auto-avaliação. Tempo: 40 minutos, depende da dimensão do grupo. Recursos: Nenhum. Metodologia:

1. O grupo forma uma fila. O dinamizador escolhe 2 participantes para se colocarem em frente ao restante grupo (numa parede) para fazerem uma rede de segurança.

2. O participante que estiver à frente da fila caminha, de olhos fechados, em direcção à parede, as “redes de segurança” apanham-na antes de ele esbarrar na parede.

3. Quando todos tiverem feito o trajecto uma vez, aumenta-se a velocidade do andar, até os participantes começarem a correr. O objectivo passa por desenvolver a confiança através da sensação de segurança que se ganha de cada vez que se é apanhado pelas “redes de segurança”.

Cabeça, Ombros, Joelhos e Pés (Canção)

Cabeça, Ombros, Joelhos e Pés (Canção) Nível II

Nível II

Propósito da Actividade: Consciencialização corporal. Tempo: 10 minutos. Recursos: Sala ampla e confortável. Metodologia:

1. O dinamizador explora o esquema corporal, instruindo diferentes partes do corpo que são referidas na canção, pedindo aos participantes para identificarem a cabeça, ombros, joelhos, pés, boca, ouvidos, olhos ou nariz. Todos imitam os movimentos.

2. Introduz um ritmo (música) e uma sequência coreográfica (gestos), respeitando a letra da canção 1 “Cabeça, ombros, joelhos e pés”. Cabeça, ombros, joelhos e pés Joelhos e pés. Cabeça, ombros, joelhos e pés, Joelhos e pés. E olhos, e ouvidos e boca e nariz. Cabeça, ombros, joelhos e pés, Joelhos e pés.

3. Como variante mais elaborada, vão-se retirando partes do corpo, substituindo-os apenas pelo respectivo gesto.

Sugestões para o dinamizador:

Tomada de consciência do esquema corporal.

1 DVD Panda Vai à Escola Universal, Canal Panda, OR Produções, 2008.

Encontro de Umbigos

Encontro de Umbigos Nível II

Nível II

Propósito da Actividade: Tomar consciência e explorar o esquema corporal, fomentado o contacto físico com o outro, demonstrando afecto e à-vontade. Tempo: 10 minutos. Recursos: Sala ampla e confortável e música alegre e movimentada. Metodologia:

1. O dinamizador pede para que todos os participantes se movimentem livremente pelo

espaço da sala, dançando expressivamente.

2. Ao seu sinal, os participantes devem: cruzar olhares (2 a 2), fitando-se mutuamente durante um período de tempo em silêncio, procurando depois outro par.

3. Acrescenta o contacto físico, pedindo que encontrem as várias partes anatómicas do par, explorando o esquema corporal. À ordem, trocam de par, sem repetir as pessoas. Dois a dois tocam na cabeça um do outro/ os pés uns nos outros, etc.

Pés

Cabeças

Barrigas

Rabos

Narizes

Ombros

Mãos

Orelhas

Joelhos

Umbigos

4. Como variante, todos estão de olhos tapados e vão explorando mutuamente cada uma das pessoas que se vão cruzando frente a frente com elas.

Dado Dinâmico

Dado Dinâmico Nível II

Nível II

Propósito da Actividade: Tomar consciência do esquema corporal e verificar as diferenças anatómicas entre o homem e a mulher. Tempo: 10 minutos. Recursos: Sala ampla e confortável, dado gigante (com bolsas plásticas em cada uma das faces), cartolina preta com as silhuetas dos corpos feminina e masculino. Metodologia:

1. Existem dois puzzles - um masculino e outro feminino - divididos em 7 partes: cabeça, tronco, braço direito, braço esquerdo, perna direita, perna esquerda e órgãos genitais. Fazem-se dois jogos distintos.

2. Em cada face do dado (na bolsa plástica) será colocada uma das partes do corpo, excepto a cabeça, que só será nomeada no fim do jogo em grupo, de acordo com as características do corpo a que pertence.

3. Cada participante lança o dado, retira a peça do puzzle, identifica-a no seu próprio corpo e no dos colegas, encaixa-a na silhueta da cartolina.

4. Quando colocadas, todas as peças, correctamente, exploram-se e sistematizam-se as diferenças anatómicas entre os dois géneros homem/mulher.

Sugestões para o dinamizador:

Tomada de consciência do esquema corporal.

Análise das diferenças anatómicas entre o homem e a mulher.

O meu corpo

O meu corpo Nível II

Nível II

Propósito da Actividade: Conhecer o próprio corpo. Tempo: 45 minutos. Recursos: Digitinta, música, sala com espelhos. Metodologia:

1. Caminhar pela sala ao ritmo de palmas.

2. Conduzir os participantes até aos espelhos, para que se vejam.

3. Pintar com digitintas o seu corpo no espelho.

Sugestões para o dinamizador:

Analisar o resultado do grupo.

Redimensionar as proporções realizadas com a ajuda do dinamizador.

Balões Voadores

Balões Voadores Nível II

Nível II

Propósitos da Actividade: Conhecimento do esquema corporal. Predispor o grupo para a actividade - aquecimento. Tempo: 15 minutos. Recursos: Balões, música. Metodologia:

1. Distribuir um balão por cada elemento.

2. Ao som da música o dinamizador nomeia uma parte do corpo e os participantes têm de fazer voar o balão para a dita parte do corpo. (o dinamizador irá nomear as partes do corpo que considere fundamentais para o grupo que se encontra a apoiar).

3. Analisar o resultado do grupo.

Sugestões para o dinamizador:

Esta actividade também poderá ser realizada com “bolas de sabão”, cada participante em vez de balões terá um dispositivo para realizar bolas de sabão.

Silhueta

Silhueta Nível II

Nível II

Propósitos da Actividade: Conhecimento do esquema corporal de si e do outro. Tempo: 15 minutos. Recursos: Paus de giz, piso ou uma parede em que se possa desenhar/papel de cenário, canetas de acordo com o número de participantes. Metodologia:

1. De acordo com o grupo, esta actividade poderá ser realizada dois a dois, três a três, ou em grande grupo.

2. O participante poderá estar deitado no chão ou em cima do papel de cenário, ou encostado à parede, com ou sem papel de cenário, os restantes participantes desenham a sua silhueta. Todos os participantes têm de ter silhueta desenhada pelo(s) colega(s).

3. Analisar o resultado com grupo.

4. Verificar qual a silhueta que mais se assemelha a si próprio.

Sugestões para o dinamizador:

Esta actividade também poderá ser utilizada com os olhos vendados, sendo que a “cobaia” posteriormente terá de tentar adivinhar qual será a sua silhueta. Redimensionar as proporções realizadas com a ajuda do dinamizador.

Obedeço à folha de papel!

Obedeço à folha de papel! Nível II

Nível II

Propósito da Actividade: Tomar consciência e explorar o esquema corporal. Tempo: 10 minutos. Recursos: Sala ampla e confortável e música alegre e movimentada. Metodologia:

1. O dinamizador pega numa folha de papel A4 e rasga-a de modo tosco, construindo um boneco (com cabeça, braços e pernas), onde desenha os olhos, a boca, o órgão

genital, o umbigo e as mamas).

os olhos, a boca, o órgão genital, o umbigo e as mamas). 2. Explora várias expressões

2. Explora várias expressões corporais, pedindo que “obedeçam à folha de papel”, assumindo a sua forma.

Barriga para baixo/cima

Tocar com os pés na cabeça

Andar de bicicleta

Bater palmas

Rebolar

Encolher/esticar

Sentar/levantar

Acenar

Dizer sim/não

Silhuetas Científicas

Silhuetas Científicas Nível II / III

Nível II / III

Propósito da Actividade: Sistematizar conceitos sobre a sexualidade, melhorando o vocabulário científico e perceber as diferenças anatómicas entre o homem e a mulher. Tempo: 30 minutos. Recursos: Sala ampla e confortável, música animada (para descontrair), painel de papel cenário, canetas de feltro. Metodologia:

1. O dinamizador organiza grupos de 5/6 participantes e pede que um voluntário de cada grupo se deite sobre uma folha de papel cenário colocada no chão.

2. Os restantes participantes do grupo deverão contornar o seu corpo e, na figura obtida, pintam os órgãos externos, bem como as características principais e secundárias próprias de cada género (homem/mulher).

3. O dinamizador deve ter a preocupação de obter silhuetas tanto femininas como masculinas. Os participantes deverão fazer a respectiva legenda, recorrendo a uma terminologia científica.

Sugestões para o dinamizador:

Correcta legendagem das silhuetas, analisando as diferenças entre géneros, recorrendo a um vocabulário científico.

Movimentos Sincronizados

Movimentos Sincronizados Nível II / III

Nível II / III

Propósito da Actividade: Permitir maior interacção e contacto através do toque, tomando consciência do esquema corporal. Tempo: 10 minutos. Recursos: Sala ampla e confortável, com música animada. Metodologia:

1. O dinamizador pede para que todos os participantes se movimentem livremente pelo espaço da sala, ao som de música animada. Ao seu código os participantes deverão encontrar um par, colocando-se frente a frente.

2. Assim, um dos participantes será o maestro de movimentos, enquanto o outro será o seu espelho, tentando imitá-lo sincronizadamente. As duplas serão mudadas até que todos se tenham tornado o reflexo de todos. Estimula-se o toque e o contacto físico entre os participantes.

3. Como variante, um dos participantes poderá assumir o papel de “escultor”, que irá moldar o colega, colocando-o em posições corporais de estátua, invertendo depois de papéis.

Sugestões para o dinamizador:

Aumento do contacto físico entre os participantes e tomada de consciência do esquema corporal.

Brincadeira do Saco

Brincadeira do Saco  Nível II / III / IV

Nível II / III / IV

Propósito da Actividade: Auxiliar os participantes a manifestarem as suas dúvidas sobre a sexualidade e a reprodução. Estabelecimento, com a participação dos intervenientes, dos conteúdos a serem tratados em dinâmicas de grupo posteriores. Tempo: Variável. Recursos: Sala ampla e confortável, tiras de papel, canetas de feltro e saco de pano. Metodologia:

1. O dinamizador fornece várias tiras de papel e canetas de feltro aos participantes.

2. Cada participante escreve nas tiras, anonimamente, os temas ou perguntas que gostaria que fossem tratadas nos encontros seguintes, dobrando e colocando todas as tiras num saco de pano.

3. Cada um retira do saco uma tira e lê-a, em voz alta para todos. O dinamizador pode registar a ideia num quadro, para facilitar a visualização global de todos os temas.

4. Abre-se um espaço para os comentários e o grupo discute os temas, a pertinência deles e a organização dos próximos encontros.

Espelho Mental

Espelho Mental Nível III

Nível III

Propósito da Actividade: Tomar consciência da imagem do seu próprio corpo. Tempo: 50 minutos. Recursos: Sala ampla e confortável, folhas de papel, lápis e música lenta. Metodologia:

Orientação geral (5 minutos):

Como forma inicial de quebra-gelo, o dinamizador pede aos participantes que andem pela sala (descalços) ao som da música, seguindo as suas instruções. Ninguém deve tocar em ninguém. Andar na ponta dos pés, em câmara lenta, em marcha em ré, passando por uma porta estreita e andar passando por uma porta estreita.

1. Solicita a todos que parem onde estão, fechem os olhos, pensem na parte do seu corpo que acham mais bonita e atractiva e guardem mentalmente essa imagem consigo.

Trabalho individual (10 minutos):

2. Pede que se sentem e tentem esquematizar no papel a imagem captada pelo seu

cérebro. Lembra que é somente um esquema, não é um desenho artístico e é totalmente anónimo. Trabalho em grupo (35 minutos):

3. Quando acaba de desenhar deve virar o esquema para baixo e aguardar que todos terminem, altura em que fazem circular as folhas até atingirem metade do círculo. À vez, virando novamente o desenho, comentará ou mostrará o que aquela pessoa conseguiu passar da sua imagem mental.

Sugestões para o dinamizador:

Compreensão dos aspectos anatómicos do homem e da mulher através do desenho, corrigindo possíveis distorções.

Satisfação de homens e mulheres com as suas formas físicas.

Compreensão dos aspectos anatómicos através do desenho de homens e mulheres.

Correcção das possíveis distorções acerca dos aspectos anatómicos.

As raparigas crescem!

As raparigas crescem! Nível III / IV

Nível III / IV

Propósitos da Actividade: Identificar as mudanças físicas como necessárias à transição para a vida adulta. Perceber e aceitar que cada pessoa é única e tem o seu ritmo de crescimento. Saber exprimir os sentimentos relativamente às mudanças que vão ocorrendo no corpo. Tempo: 90 minutos. Recursos: Quadro branco, caneta, imagens de crianças e jovens (rapazes). Metodologia:

1. Fornecer aos participantes várias imagens de corpos de crianças e de jovens – exemplo: retirar imagens do livro “Guia da vida sexual da malta nova”.

2. Solicitar aos participantes que analisem as diferenças entre o corpo de uma criança e o de um rapariga da idade das jovens que se encontram na actividade.

3. O dinamizador escreve no quadro as diferenças entre crianças e raparigas.

4. De seguida introduzir o tema do aparelho genital feminino e respectiva legenda.

Sugestões para o dinamizador:

Fornecer imagens de mulheres famosas nas suas diferentes faixas etárias, promovendo um debate acerca do crescimento e das diferenças entre elas.

Os rapazes crescem!

Os rapazes crescem! Nível III / IV

Nível III / IV

Propósitos da Actividade: Aprofundar conhecimentos sobre as alterações pubertárias

masculinas. Identificar as mudanças físicas como necessárias à transição à vida adulta. Perceber e aceitar que cada pessoa é única e tem o seu ritmo de crescimento. Saber exprimir os sentimentos relativamente às mudanças que vão ocorrendo no corpo. Tempo: 90 minutos. Recursos: Quadro branco, caneta, imagens de crianças e jovens (rapazes). Metodologia:

1. Fornecer aos participantes vários imagens de corpos de crianças e de jovens – exemplo: retirar imagens do livro “Guia da vida sexual da malta nova”.

2. Solicitar aos participantes que analisem as diferenças entre o corpo de uma criança e o de um rapaz da idade dos jovens que se encontram na actividade.

3. O dinamizador escreve no quadro as diferenças entre crianças e os rapazes.

4. De seguida introduzir o tema do aparelho genital masculino e respectiva legenda.

Sugestões para o dinamizador:

Fornecer imagens de homens famosos nas suas diferentes faixas etárias, promovendo um debate acerca do crescimento e das diferenças entre eles.

Nascimento

Nascimento   Nível III / IV

Nível III / IV

Propósitos da Actividade: Saber valorizar o próprio corpo. Aprender a expressar as emoções

com o corpo. Adquirirem a noção das diferentes etapas da vida e afectos associados a estas. Tempo: 90 minutos. Recursos: Sala ampla com colchões no chão, telas, aros, cordas outros matérias e música. Metodologia:

1. Solicita-se aos participantes para representarem, corporalmente, sem falarem, o processo da vida.

2. Colocam-se em posição fetal e são induzidos a reviver a gravidez e o parto.

3. Vão sendo conduzidos através destas etapas: o crescimento, o encontro com os outros, a união e, por fim a deterioração e a morte.

4. Comenta-se a experiência em grupo.

Sugestões para o dinamizador:

Caso o grupo não seja criativo, pode ajudar-se, inicialmente, os participantes a escolherem ser plantas ou homens.

Perceber os momentos mais importantes de cada etapa e o respectivo papel da mulher e do homem. Possíveis questões: “Como é que se faz um bebé? “Quem faz os bebés?”; “Porque é que há pessoas que não podem ter bebés?”; “Cuidados/Tempo da gravidez?”; “Como é que o bebé se alimenta?”; “Qual a tua primeira recordação?”; “Como te sentias quando eras criança/diferenças com o presente?”; “Os primeiros relacionamentos com quem foram e que tipo de relação tinhas? Essa relação mantêm- se?”; “Projectos para o futuro?”; “ Consegues-te imaginar com 70 anos?”.

A Teia de Aranha

A Teia de Aranha Nível III / IV

Nível III / IV

Propósitos da Actividade: Salientar aspectos relacionados com a identidade de género. Perceber as diferenças físicas entre os homens e as mulheres. Tempo: 30 minutos. Recursos: Novelo de lã/tiras. Metodologia:

1. O grupo dispõe-se sentado em círculo.

2. Um dos participantes lança o novelo para alguém, agarrando uma das pontas. Ao mesmo tempo que lança o novelo, diz uma característica que o(a) defina como homem ou mulher (por exemplo, “Por ser homem tenho barba!”) e lança-o a outra pessoa, procedendo esta do mesmo modo. Assim sucessivamente e, sem nunca se largar o fio, vai-se tecendo uma teia de aranha.

Sugestões para o dinamizador:

Pode-se usar a teia de aranha, atirando o novelo a alguém e dizendo algo positivo ao participante para quem lança. Quem recebe o novelo agarra o fio e lança-o a outra pessoa, também dizendo algo que admire ou de que goste nessa pessoa.

Cartões S/P em teia

Cartões S/P em teia Nível IV

Nível IV

Propósito da Actividade: Sensibilizar os participantes para a importância do uso do preservativo na protecção contra as infecções sexualmente transmitidas (IST). Tempo: 45 minutos. Recursos: Sala ampla e confortável, pedaços de papel A6, canetas e novelo de lã. Metodologia:

1. O dinamizador entrega um pedaço de papel A6 em branco a cada um dos participantes.

2. Pede para cada participante recolher o maior número de assinaturas dos seus colegas durante 1 minuto e meio.

3. A um elemento previamente definido pede-lhe, em surdina, que recolha apenas uma assinatura, não lhe dando mais pormenores.

4. Nos papéis distribuídos aleatoriamente vão 2 diferentes: um deles tem a letra P (de preservativo) e o outro a letra S (de sida).

5. Terminado o tempo, o dinamizador pergunta quem tem o cartão “S” e entrega-lhe um novelo de lã, que vai ser passado aos nomeados, conforme se vão identificando as assinaturas recolhidas nesse cartão. Depois pede outro cartão de alguém já envolvido na teia, e repete o procedimento. Desta forma facilmente cria uma rede envolvendo o grupo todo.

6. O dinamizador descodifica, então, o jogo explicando em voz alta. Revela que as assinaturas recolhidas significavam alegoricamente contactos sexuais entre eles; o portador do cartão S, significava estar infectado com o vírus HIV, e portanto, tinha contagiado uns tantos colegas que, por sua vez, tinham infectado todo o grupo. Só uma pessoa estava protegida, a do cartão P, pois tinha usado preservativo na sua relação sexual. E mesmo aquela a quem foi pedido apenas uma assinatura (referindo- se a um suposto contacto sexual único) estava igualmente doente.

Sugestões para o dinamizador:

Reflexão sobre a necessidade de ter relações sexuais sempre protegidas, pois as pessoas infectadas com doenças sexualmente transmissíveis não têm rótulo e, portanto, nunca se sabendo se podem ou não estar doentes.

Balões Infectados

Balões Infectados Nível IV

Nível IV

Propósito da Actividade: Promover a reflexão sobre as situações e acções de risco frente ao desconhecido DST/HIV. Tempo: 30 minutos. Recursos: Sala ampla e confortável, música animada (para descontrair), balões coloridos (3 cores diferentes) e batom. Metodologia:

1. O dinamizador distribui balões tricoloridos, dando um a cada participante, que deverá personalizar. Cada uma das cores dos balões tem um significado, mas que ainda não é conhecido.

Balão verde: pessoa sã.

Balão laranja: pessoa infectada com DST.

Balão vermelho: pessoa infectada com HIV.

2. Ao ritmo da música, deverá manter o seu balão no ar através de pequenos toques. Pode bater com as mãos em todos os outros balões, mas sem perder o seu de vista.

3. À medida que os participantes “infectados” (os que têm balão laranja ou vermelho) vão tocando outros balões, o dinamizador marcá-los-ia com batom (que simbolizava contágio dos demais).

4. Reúne o grupo todo, abrindo espaço para um debate sobre comportamentos de risco.

Sugestões para o dinamizador:

Demonstração da vulnerabilidade em se contrair uma DST ou HIV, quando se tem comportamentos (acções) de risco.

Dado Dinâmico da Contracepção

Dado Dinâmico da Contracepção Nível IV

Nível IV

Propósito da Actividade: Explorar os vários métodos de contracepção. Reflexão sobre os perigos para a saúde das IST (infecções sexualmente transmitidas). Tempo: 25 minutos. Recursos: Sala ampla e confortável, dado gigante (com bolsas plásticas em cada uma das faces). Metodologia:

1. Em cada face do dado (na bolsa plástica) será colocado um método contraceptivo.

Preservativo masculino

Preservativo feminino

Anel vaginal

Caixa de pílulas (mensal e a do dia seguinte)

Selo transdérmico

Dispositivo intra-uterino (DIU)

2. Cada participante lança o dado e, recolhendo o contraceptivo que lhe saiu, explica

verbalmente

o

que

sabe

sobre

ele.

Os

colegas

também

complementam com

informações.

3. O dinamizador sistematiza, referindo quais os cuidados a ter na sua utilização e possibilidade de contágio das infecções sexualmente transmitidas (IST). Sempre que

saírem contraceptivos repetidos, é feita uma pergunta de revisão sobre eles.

4. Como variante, poderão ser acrescentados outros materiais de cariz sexual, para aumentar a cultura geral dos presentes.

Bico de pato (usado em ginecologia)

Vibradores (de vários tipos)

Bomba de vácuo

Spot publicitário

Spot publicitário  Nível IV

Nível IV

Propósito da Actividade: Conhecer de forma positiva a menstruação e a ejaculação. Tempo: 90 minutos. Recursos: Portátil, retro - projector, data show, revistas. Metodologia:

1. Os participantes dividem-se em grupos de 5 elementos, sorteiam-se entre 2 os temas “menstruação” e ejaculação, ficando cada um dos grupos com 1 dos 2 temas.

2. Cada grupo terá 30 minutos para criar o seu spot publicitário, sendo-lhe facultado um conjunto de imagens alusivas ao tema.

3. Os spots são expostos e comentados.

Sugestões para o dinamizador:

Trabalhar as questões da desmistificação dos temas.

Menstruação: Exemplos de mitos: “É perigoso tomar banho ou lavar a cabeça”; “Não se deve fazer ginástica ou qualquer outro tipo de exercício”; “Não se devem tomar bebidas frias”; “Não se devem comer frutos com caroço”; “Quando se mata o porco não se pode comer o sangue do porco”; “Não se pode andar junto de certos animais, exemplo o Sardão, porque nos pode morder, porque sente o cheiro do sangue”; “Não se deve fazer a depilação”.

Ejaculação: Exemplo de mitos/dúvidas: “Dizem que quando acordamos e tivemos uma ejaculação é porque sonhámos com algo erótico, mas a mim aconteceu-me e não me lembro de ter sonhado com nada relacionado com sexo” Resposta: Durante a puberdade, acordar com o pijama húmido é uma coisa muito vulgar, é uma forma natural de expulsar o esperma retido. As poluções nocturnas funcionam como uma válvula de segurança que regula a pressão contida no interior.

“Ejacular várias vezes ao dia pode tirar-me as forças?” Resposta: “Talvez faças essas perguntas por teres ouvido que alguns desportistas foram proibidos de ter relações sexuais antes de um jogo. É possível que o relaxamento que a ejaculação proporciona, pouco antes do encontro, diminuía o seu rendimento em campo, apesar deste facto não estar provado cientificamente”.

“Quando me masturbo reparo que o sémen não me sai com tanta força como vejo nos filmes. Tem-se o mesmo prazer se a ejaculação não for muito abundante?” Resposta:

Em primeiro lugar, há que dizer que este tipo de películas costuma exagerar a realidade, e é provável que usem efeitos especiais. Em segundo lugar, está provado que a quantidade de sémen expulsado não é directamente proporcional à satisfação para o rapaz ou para a rapariga no orgasmo. Na maioria dos casos, a quantidade de esperma que se ejacula é a que cabe numa pequena colher, o resto são fantasias.

Entrevista ao Esperma

Entrevista ao Esperma Nível IV

Nível IV

Propósitos da Actividade: Conhecer as funções dos órgãos genitais; comparar o

desenvolvimento e as transformações corporais com o desenvolvimento humano (nos mais diferentes campos como, por exemplo, o desenvolvimento das capacidades dos rapazes a jogar futebol, a escrever, a crescer, a aumentar de peso) em que o desenvolvimento e as alterações de natureza sexual constituem mais um aspecto do desenvolvimento dos rapazes; Encorajar os jovens a sentirem-se bem com o seu corpo. Tempo: 90 minutos. Recursos: Guião de entrevista. Metodologia:

1. Iniciar a dinâmica conversando com os participantes sobre a temática da ejaculação. Solicitar aos rapazes presentes no grupo, caso se sintam confortáveis, que expliquem a primeira ejaculação.

2. Fazer uma entrevista ao esperma.

3. Roleplay: Situação 1: Um grupo de amigos está na piscina e um rapaz tem uma erecção; Situação 2: A irmã repara que as calças do irmão de 14 anos tem uma mancha de esperma, perguntando do que se trata.

Sugestões para o dinamizador:

Transmitir aos participantes que estes tipos de situações, que acontecem, são normais, acontecem a todos os rapazes especialmente durante a puberdade. O melhor que se pode fazer é tentar não dar importância e pensar noutras coisas.

Guião da entrevista

1. Que idades tens?

2. Quanto medes?

3. De onde vens?

4. Quem te dá ordens?

5. De quem estás à espera?

6. Qual o teu maior desejo e o teu maior receio?

7. Que obstáculos te esperam?

8. Qual a tua rapidez e acção?

9. Que relação tens com quem te possui?

10. Relacionas-te com outras pessoas? Como?

Chuva de ideias sobre sexualidade!

Chuva de ideias sobre sexualidade!  Nível III / IV
Chuva de ideias sobre sexualidade!  Nível III / IV

Nível III / IV

Propósito da Actividade: Diagnosticar os conhecimentos sobre as várias dimensões sobre a sexualidade. Tempo: 30 minutos. Recursos: Papel de cenário/quadro e marcadores. Metodologia:

1. Pede-se ao grupo que vá dizendo palavras que estejam relacionadas com o termo sexualidade, como uma chuva de ideias (brainstorming).

2. Escrevem-se todas as palavras no papel de cenário/quadro na parede. É importante dar tempo para que os participantes tomem a iniciativa de participar e recolher as palavras tal e qual como são ditas, sem censurar nenhuma expressão. Pode-se sugerir, caso necessário, aspectos que tenham a ver com o “corpo e sexualidade”, “orientação sexual”, “práticas sexuais”… A ideia é que surjam aspectos relacionados com a sexualidade e o erotismo.

Sugestões para o dinamizador:

Pretende-se criar um clima de confiança em que as pessoas possam expressar as suas ideias, os termos que utilizam para se referirem aos temas e aspectos que para si são importantes.

Imagens e Sexualidade

Imagens e Sexualidade  Nível III / IV

Nível III / IV

Propósito da Actividade: Salientar aspectos relacionados com a sexualidade e o erotismo. Tempo: 30 minutos. Recursos: Fotografias recolhidas de publicações, revistas, etc. Metodologia:

1. O dinamizador distribui fotografias pelo chão. (Têm que existir pelo menos três fotografias por participante) *

2. Convidam-se os participantes a escolherem uma ou duas fotografias que lhes sugiram o termo sexualidade. Quando as tiverem escolhido, cada participante mostra ao grupo as fotografias que escolheu e aquilo que elas lhe sugerem.

Sugestões para o dinamizador:

Pretende-se criar um clima de confiança onde as pessoas possam expressar aquilo que as fotografias lhes sugerem e que está relacionado com o erotismo.

*Fotografias: Rapazes/ raparigas; Raparigas/raparigas; Rapazes/rapazes; Grávidas; Violência; Amamentação; Animais, etc.

O que é o quê?

O que é o quê? Nível IV

Nível IV

Propósito da Actividade: Diferenciar erotismo de pornografia. Tempo: 60 minutos. Recursos: Portátil, data show, imagens alusivas aos 2 temas, ficha de anotação. Metodologia:

1. São apresentados ao grupo diferentes imagens alusivas ao erotismo e à pornografia.

2. Solicita-se aos participantes para, individualmente, diferenciarem as imagens eróticas das pornográficas, assinalando essas escolhas numa ficha de anotação.

3. No final são partilhados os resultados criando-se um espaço de debate acerca do erotismo.

Sugestões para o dinamizador:

Quais as diferenças entre erotismo e pornografia. Por pornografia entende-se qualquer representação de actos sexuais explícitos, fora do seu contexto normal, através de diversos meios: vídeos, revistas, cinema, livros, espectáculos, internet, etc., com o único objectivo de obter benefícios económicos à custa da excitação sexual do público a que é dirigida. Muito diferente é o erotismo, proveniente do vocábulo Eros, deus do amor entre os gregos. Apesar de, como na pornografia, o fim ser a excitação sexual, a forma de o conseguir é muito diferente. O erotismo é sugestivo e necessário para estimular a libido das pessoas. É necessária a imaginação para criar situações eróticas, ao contrário do que acontece na pornografia. A fronteira entre o erotismo e a pornografia é por vezes muito difusa, dado que pode haver classificações diferentes entre as várias pessoas, conforme a sua educação e sensibilidade.

Adivinha

Adivinha  Nível IV
Adivinha  Nível IV

Nível IV

Propósito da Actividade: Exploração de conceitos, através da mímica, acerca da sexualidade. Tempo: 30 minutos. Recursos: Fichas de conceitos. Metodologia:

1. Dividem-se os participantes em dois grupos.

2. Elegem-se três representantes de cada grupo.

3. Baralham-se as fichas de conceitos e cada representante escolhe uma, virada para baixo, sem ler em nenhum momento o seu conteúdo.

4. Um elemento de cada equipa deverá conseguir que a sua equipa adivinhe o conceito, que mediante mímica é representado para todo o grupo.

5. Uma vez finalizada a dinâmica, discute-se em grande grupo qual o conceito mais difícil de adivinhar e porquê.

Sugestões para o dinamizador:

Antes do início da dinâmica podem eleger-se três ou quatro observadores que devem estar atentos aos participantes que representam os conceitos, para que no final se possam comentar os aspectos mais relevantes.

Podem seleccionar-se conceitos que sejam do interesse em determinado momento, sem ser necessário serem escolhidos, aleatoriamente, pelos participantes. Será interessante que as mulheres representem conceitos relacionados com o sexo masculino e vice-versa.

Exemplos de Conceitos:

Sexualidade

Coito

Vagina

Abstinência

Ovários

Masturbação feminina

Homossexualidade

Masturbação masculina

Testículos

Reprodução

Espermatozóide

Menstruação

Óvulo

Pénis

Travestismo

Virgindade

Balões Expressivos

Nível II

Propósitos da Actividade: Expressar diferentes estados de espírito. Tempo: 15 minutos. Recursos: Música, Balões onde se desenham, ou se colam “smiles” representativos de diferentes estados de espírito:

” representativos de diferentes estados de espírito: Metodologia: 1. Os diferentes balões encontram-se

Metodologia:

1. Os diferentes balões encontram-se espalhados pelo chão.

2. Ao som da música dos participantes começam a dançar, atirando os balões para ao ar com as mãos e com os pés.

3. Quando a música parar, os participantes pegam num balão e representam o estado de espírito expresso pelo balão, desenhando ou colando um smile. Continuar até o grupo ter experimentado diversos estados de espírito.

“O Rei Manda”

Nível II

Propósito da

consciência das diferentes expressões faciais, de acordo com as situações e contextos, através da análise das fotografias. Tempo: 15 minutos. Recursos: Sala ampla e confortável, com música alegre e movimentada. Metodologia:

Actividade: Explorar e identificar emoções e sentimentos. Tomada de

1. O dinamizador dá instruções para serem executadas, assumindo o papel de “rei”.

2. Pede para cada participante representar facialmente determinados sentimentos e emoções.

Contente

Triste

Zangado

Apaixonado

Surpreendido

Envergonhado

Agressivo

Irado

Medroso

Preocupado

Forte

Livre

Orgulhoso

Energético

Rir

Chorar

Abraçar

Espreguiçar

3. Todos cumprem as instruções, assumindo uma posição de estátua enquanto são fotografados por outro participante ou pelo dinamizador.

Os arcos dos Sentimentos

Nível II

Propósito da Actividade: Melhorar a condição física, explorando afectos e o à-vontade com o outro. Tempo: 10 minutos. Recursos: Sala ampla e confortável, música ambiente, 2 pinos de sinalização, 4 arcos grandes. Metodologia:

1. O dinamizador coloca dois pinos de sinalização no lado oposto de um campo, de forma a serem contornados pelas duas equipas, respectivamente.

2. Em estafeta, cada equipa terá apenas dois arcos para realizar o percurso, passando para dentro de um e colocando o outro um pouco mais à frente, saltando para dentro dele, vai avançando.

3. Para que o seu colega de equipa continue a estafeta, terá de o abraçar antes de lhe dar os dois arcos. Ganha a equipa mais rápida.

Sugestões para o dinamizador:

Aumento da condição física (resistência, velocidade e coordenação geral) e desinibição no contacto físico com os outros, demonstrando afecto e à-vontade.

Festa dos Afectos

Nível II

Propósito da Actividade: Tomar consciência corporal, reagindo a vários estímulos. Tempo: 10 minutos. Recursos: Sala ampla e confortável com música movimentada e cadeiras (tantas quantas o número de elementos que participa na dinâmica). Metodologia:

1. Todos os participantes começam sentados em cadeiras dispostas em círculo, excepto um (que inicialmente é o dinamizador) que fica de pé no centro da roda.

2. A começar por si, o dinamizador atribui alternadamente a designação ora de “beijinho” ora de “abracinho”.

3. À instrução “beijinho”, os que tiverem essa designação devem trocar de lugar entre si (é mesmo obrigatório mudar de cadeira), o mesmo acontecendo com a referência ao “abracinho”. À instrução “festa” todos trocam de lugar com todos.

4. Quem não conseguir cadeira perde, ocupa o lugar central, e é ele que dá a instrução seguinte.

Sugestões para o dinamizador:

Tomada de consciência corporal, ao mesmo tempo que se trabalham as qualidades motoras (velocidade), as qualidades condicionais (tempo de reacção, orientação espácio-temporal e coordenação geral) e a capacidade de atenção na resposta a um estímulo.

Cubo das Emoções

Nível II

Propósito da Actividade: Explorar e identificar emoções e sentimentos. Tempo: 10 minutos. Recursos: Sala ampla e confortável, dado gigante colorido (com bolsas plásticas e uma cor em cada face). Metodologia:

1. Em cada face do dado (na bolsa plástica) será colocada uma imagem representativa de cada uma das acções.

Dar um beijo.

Dar um abraço.

Dar um aperto de mão.

Fazer uma carícia na cara (com rosto colado).

Fazer cócegas.

Roçar os narizes.

2. Cada elemento lança o dado e, analisando a imagem que lhe saiu, expressa esse afecto aos restantes participantes que estão em fila.

3. Como variante, o dinamizador poderá, em vez de recorrer à imagem, utilizar as

diferentes cores das faces do cubo gigante, consultando um cardápio para saber quais as acções que terá de realizar aos outros.

Amarelo: beijo

Verde: abraço

Rosa: aperto de mão

Branco: carícia de rosto colado

Azul: cócegas

Castanho: roçar narizes

Sugestões para o dinamizador:

Desinibição no contacto físico com os outros, demonstrando afecto e à-vontade.

Identificação das diferentes expressões emocionais, interpretando-as correctamente.

Quem tem Medo dos Abraços… Ninguém”

Nível II

Propósito da Actividade: Melhorar a condição física, explorando afectos e o à-vontade com o outro. Tempo: 10 minutos. Recursos: Sala ampla e confortável, com música ambiente. Metodologia:

1. É uma variante das apanhadas. Todos os participantes deverão estar num dos lados do campo, com o objectivo de passarem para o outro lado sem serem apanhados.

2. O dinamizador coloca-se no centro do campo dizendo em voz alta: “Quem tem medo dos abraços”. À resposta colectiva de “Ninguém” começam a correr.

3. Quem for apanhado recebe um abraço e fica também a apanhar. Repete-se sempre em uníssono o mesmo ritual por todos os caçadores de abraços. De referir que cada caçador só pode apanhar um elemento por cada série. Ganha o último a ser apanhado.

4. Como sugestão do terreno de jogo apresenta-se um campo de futebol de 5, cujo objectivo será o de passar de uma baliza para a outra.

Sugestões para o dinamizador:

Aumento da condição física (resistência, velocidade e coordenação geral) e desinibição no contacto físico com os outros, demonstrando afecto e à-vontade.

Vaivém de Emoções

Nível II

Propósito da Actividade: Melhorar a condição física, explorando afectos e emoções. Tempo: 10 minutos. Recursos: Sala ampla e confortável. Metodologia:

1. São necessários dois dinamizadores. Previamente marcam-se na sala quatro linhas paralelas, a uma distância razoável entre elas (mais ou menos num espaço útil de 20- 30 metros). Há uma linha de partida e uma de chegada. Um dos dinamizadores fica parado na primeira marcação e denomina-se como “abraço”, enquanto o outro se coloca em cima da segunda marca, sendo o “beijo”.

Chegada Beijo Abraço
Chegada
Beijo
Abraço

Partida

2. Cada um terá de fazer um percurso em “vaivém” de três partes: assim terá de ir até ao dinamizador mais afastado, dando-lhe um beijo, sem parar continua para o segundo dinamizador dando-lhe um abraço, e finalmente dirige-se para a linha de chegada.

3. Este percurso pode ser realizado individualmente (saindo um de cada vez) ou em grupo (tipo estafeta ou corrida de velocidade).

Sugestões para o dinamizador:

Aumento da condição física (resistência, velocidade e coordenação geral) e desinibição no contacto físico com os outros, demonstrando afecto e à-vontade.

1,2,3 Abracinho

Nível II

Propósito da Actividade: Tomar consciência corporal, reagindo a vários estímulos. Tempo: 10 minutos. Recursos: Sala ampla e confortável, com música ambiente. Metodologia:

1. O dinamizador diz números que correspondem a determinadas tarefas. Inicialmente apenas explora os 3 primeiros números, dizendo-os aleatoriamente e tentando enganar (realizando um movimento e pedindo outro contrário).

“1” – sentar

“2” – levantar

“3” – abraço

“4” – saltar bem alto

“5” – beijinho

“6” – dar as mãos numa roda

2. Como

variante,

pode-se

acrescer

a

dificuldade,

correspondem a outros movimentos.

Sugestões para o dinamizador:

definindo

mais

números

que

Tomada de consciência do corpo e melhoria da capacidade de atenção na resposta a um estímulo, fomentando o contacto físico e o à-vontade com os outros.

Pinta as tuas emoções!

Nível II / III

Propósitos da Actividade: Identificar, reproduzir e expressar diversos sentimentos / emoções, assim como as situações que as possam activar. Tempo: 30 minutos. Recursos: Imagens / cartões com rostos expressando distintas emoções / sentimentos (alegria, tristeza, raiva, espanto, medo); máquina fotográfica; papel A4 e canetas de feltro. Metodologia:

Os participantes escolhem um cartão aleatoriamente. Olham para ele uns segundos e tentam identificar a emoção / sentimento retratado.

1. Um participante de cada vez, reproduz expressivamente a emoção / sentimento que identificou no cartão. O dinamizador tira uma fotografia do rosto de cada participante no momento em que procede à execução da expressão.

2. Posteriormente, em grande grupo, o grupo partilha aquilo que sente, terminando a frase: “O que me faz sentir alegre…” / “O que me faz sentir triste…” / “O que faz sentir furioso…” / “O que te espanta…” / “O que te faz sentir medo…”.

3. Finalmente, distribui-se folhas de papel e, cada participante, na presença de cada um dos cartões, escolhe a cor que considera estar relacionada com a emoção observada, pintando na filha a mesma emoção.

Caça às Emoções Escondidas

Nível II / III

Propósitos da Actividade: Explorar e identificar emoções e sentimentos. Tomar consciência dos diferentes tipos de emoções como demonstração de afecto pelo outro, consoante o grau de intimidade das relações que estabelecemos. Tempo: 30 minutos. Recursos: Jardim exterior, com um espaço bem predefinido. Metodologia:

1. Previamente, o dinamizador esconde pequenos ovos plásticos que contêm no seu interior uma mensagem e um rebuçado.

2. À medida que cada um encontra um ovo, terá de ler a mensagem e expressar a referida emoção/sentimento aos colegas. Repetir o processo até encontrarem todos os ovos.

Sorri.

Faz uma festinha.

Dá um beijinho.

Dá um abraço.

Roça o teu nariz no do teu amigo.

Faz um miminho.

Faz cócegas.

Sopra atrás da orelha.

Conta um segredo.

Escolhe um amigo e dá-lhe o teu rebuçado.

À Roda das Emoções

Nível II / III

Propósito da Actividade: Explorar e identificar emoções e sentimentos. Tempo: 15 minutos. Recursos: Sala ampla e confortável, com música alegre e movimentada. Metodologia:

1. O dinamizador dá instruções para todos formarem uma roda bem ampla e se sentarem em círculo no chão (sem dar as mãos), deixando bastante espaço entre eles.

2. Atribui o nome de uma manifestação de emoção (festinha, feliz, beijinho, abracinho, miminho, sorriso, contente, etc. …) a cada participante.

3. Pede para cada participante dramatizar o sentimento/emoção que representa enquanto dá uma volta por fora do círculo sem correr, e se torna a sentar no seu lugar (“casa”).

4. Percorre agora a roda em zig-zag, isto é, contornando alternadamente os colegas ora por fora, ora por dentro.

5. Como variante mais avançada, pode-se fazer esta actividade em forma de “Apanhadas do gato e do rato”, em que um assume o papel de rato e outro o gato que o tenta apanhar dando a instrução “o contente apanha o sorriso…”.

Frente a Frente

Nível II / III

Propósito da Actividade: Explorar e identificar afectos e sentimentos. Tempo: 15 minutos. Recursos: Sala ampla e confortável. Metodologia:

1. O dinamizador organiza duas colunas, viradas uma para a outra, onde também poderá estar incluído, de forma a que todos tenham um par à sua frente.

2. A cada instrução de uma acção, mutuamente ao seu par, sem pressas.

3. Só à indicação do dinamizador é que uma das colunas se movimenta, deslocando-se uma pessoa para a direita, enquanto a outra coluna fica fixa (ou se quisermos mais dinamismo, pode movimentar-se também uma pessoa para a esquerda).

expressar/dramatizar

os participantes deverão

Dar um beijo na cara.

Dar um abraço.

Dar um aperto de mão.

Fazer uma carícia na cara (com rosto colado).

Fazer cócegas.

Roçar os narizes.

Dar um beijo no pescoço.

Soprar atrás da orelha.

Dizer ao ouvido baixinho: “gosto de ti”.

“Jogar à sardinha”.

Fazer um olhar apaixonado.

Dar uma palmada nas costas do par.

Tocar as mãos, fazendo “+5”.

Tocar rabo com rabo.

4. Como variante mais elaborada, o dinamizador pode pedir para que conversem com o par durante cerca de 30 segundos sobre temas que se vão lançando.

Como está o tempo?

O que tens feito?

O que é estar apaixonado?

O que é a sexualidade?

O que é a afectividade?

O que é a amizade?

O que é o amor?

Sugestões para o dinamizador:

Interpretação correcta das diferentes expressões emocionais e desinibição no contacto físico com os outros, demonstrando afecto e à-vontade.

Balões Voadores

Nível II / III

Propósito da Actividade: Identificação de emoções, reconhecendo aquela que melhor caracteriza o que cada um sente. Tempo: 10 minutos. Recursos: Sala ampla e confortável, com colchões individuais, balões (com expressões de emoções desenhadas) e música movimentada. Metodologia:

1. Os participantes andam livremente pela sala ao som de música animada. Haverá muitos (e repetidos) balões espalhados pela sala com caras desenhadas com as expressões: feliz / indiferente / triste.

2. O dinamizador pergunta sobre o estado de espírito de cada um, pedindo que escolha exiba o balão que melhor o represente.

pedindo que escolha exiba o balão que melhor o represente. 3. Como variante, os balões são

3. Como variante, os balões são lançados e mantidos no ar ao som da música. Quando a música é interrompida, cada participante agarra um balão, devendo comunicar/expressar aos outros, através da mímica, essa emoção.

4. Esta dinâmica também pode ser aplicada e explorada por participantes com mais limitações motoras, acrescentando-lhe colchões, onde todos estarão confortavelmente deitados de barriga para cima e haverá um maior auxílio do dinamizador na manipulação e selecção do balão expressivo.

Festival das Caretas

Nível III

Propósito da Actividade: Favorecer a livre expressão dos seus desejos de mudança. Tomar

consciência das suas necessidades e condicionamentos. Tempo: 40 minutos. Recursos: Câmara de vídeo ou fotografia (de preferência que dê fotografias instantâneas). Metodologia:

1. O dinamizador dispõe de um conjunto de emoções (medo, felicidade, preocupação, entusiasmo, tristeza, paixão, …), cada uma registada numa folha de papel. Certificar se há emoções suficientes para cada participante poder escolher cinco diferentes.

2. O dinamizador pede a cada participante para escolher cinco emoções diferentes.

3. Dar alguns minutos de forma a que os participante pensem nas expressões faciais que usarão para transmitir as emoções. (Pode-se mostrar um filme mudo cómico par dar ideias de como usar diferentes expressões faciais para transmitir emoções.)

4. Á medida que cada participante vai fazendo as suas expressões faciais, o dinamizador filma ou fotografa-as.

5. Logo que todos tenham exprimido as emoções, o dinamizador mostra o vídeo ou as fotografias ao grupo para ver se estes adivinham que emoções estão a ser representadas.

Sugestões para o dinamizador:

Pode-se também usar um tema ou uma história como ponto de partida.

Espelho das Emoções

Nível III

Propósito da Actividade: Tomar consciência do esquema corporal. Tempo: 20 minutos. Recursos: Sala ampla e confortável, com música animada. Metodologia:

1. O dinamizador organiza os participantes em xadrez (um sim, um não, alternados), para que, rodando os braços, ninguém toque em ninguém. Como aquecimento funcional orienta (de frente para a turma) um conjunto de exercícios de mobilidade articular, começando pelos pés, percorre todo o corpo e termina na cabeça.

2. Sem recorrer à linguagem verbal, cada um dos participantes deve interpretar diferentes expressões faciais.

Mostra-te feliz e sorri.

Não te mostres triste nem sorrias.

Mostra-te triste e chora.

3. Como variante, o dinamizador pode pedir para dramatizar emoções mais complexas.

Raiva

Medo

Tristeza

Alegria

Saudade

Esperança

Desânimo

Paixão

Amor

Sugestões para o dinamizador:

Tomada de consciência do esquema corporal e da expressão das emoções (importância da linguagem não verbal).

Homens e Mulheres

Nível III

Propósitos da Actividade: Reconhecer que homens e mulheres são diferentes biológica e

psicologicamente. Reconhecer que apesar das diferenças podem desempenhar os mesmos papéis. Reconhecer as actividades e os papéis atribuídos pela sociedade a mulheres e a homens. Tempo: 90 minutos. Recursos: Cartolina, cola, tesouras, revistas. Metodologia:

1. Solicita-se aos participantes para, em grupo, desenharem nas folhas de cartolina um homem, uma mulher, uma menina e um menino;

2. De seguida é-lhes pedido para cortar das revistas as roupas, acessórios e objectos de uso pessoal que pareçam mais adequados a cada um dos desenhos e colá-los em cima.

Sugestões para o dinamizador:

Os participantes devem observar as diferenças estereotipadas entre os 2 géneros.

Exprimir-se e Escutar

Nível III / IV

Propósito da Actividade: Aprender a reconhecer a maneira como cada um exprime os seus problemas, e a capacidade de acolher os problemas dos outros. Tempo: Entre 30 e 60 minutos. Recursos: Sala ampla. Metodologia:

1. Convidam-se os participantes a sentarem-se em círculo.

2. O dinamizador solicita que os participantes pensem num problema sobre o qual sentem necessidade de falar.

3. Livremente, formam-se grupos de dois elementos sentados próximos um do outro.

4. Um dos elementos inicia o exercício expondo o seu problema, enquanto o outro elemento, procura responder espontaneamente.

5. O dinamizador, após algum tempo, pede que o par troque de papéis: quem expôs o problema, agora escuta o problema do outro.

6. Quando os pares tiverem terminado, cada um deverá verbalizar o que sentiu ao expor o seu problema e ao sentir-se ouvido, e quanto conseguiu escutar o problema do outro. Verbalizam também o papel em que se sentiram melhor: se no de expor ou no de escutar.

7. O grupo no final de cada interacção, pode tecer comentários adequados à dinâmica observada.

Sugestões para o dinamizador:

Este exercício é útil para verificar a capacidade individual de entrar em sintonia com os outros e a real disponibilidade para se deixar envolver na relação. O dinamizador observa se existem dificuldades na expressão de alguns aspectos pessoais ou no acolhimento e resposta ao problema do outro.

Jogo dos Conjuntos

Nível III

/ IV

Propósitos da Actividade: Identificar e exprimir o próprio estado de espírito. Tomar consciência das próprias modalidades de reacção às situações. Tempo: 25 minutos. Recursos: Sala ampla e confortável. Metodologia:

1.

O dinamizador convida os participantes a caminharem livremente, mas sem se tocarem, no espaço disponível na sala. Ao sinal de “stop”, os componentes do grupo param e executam as seguintes instruções.

a)

Formação de dois grupos: os bons para um lado – ou seja aqueles que “se sentem” bons e os maus para outro. Os bons são convidados a explicar porque se sentem bons e os maus igualmente.

b)

Convidam-se, novamente, os participantes a caminharem livremente pela sala. Novo “stop”. Para um lado, aqueles que se sentem alegres, para outro os que se sentem tristes. De seguida cada um verbaliza o porquê da sua escolha.

c)

Mais uma vez todos se movem livremente pela sala. Mais um “stop”. Para um lado da sala os que se sentem oprimidos, para outro os que se sentem opressores. Cada um explica o porquê da sua escolha.

2.

Seguidamente o dinamizador propõe aos participantes que escolham uma das

personagens ou situações anteriormente expostas e a representem como se fosse o guião de uma cena teatral. Analisam-se as personagens e as vivências. Ciumento/não ciumento; Bonito/feio; Apaixonado/não apaixonado; Envergonhado/conversador; Violento/calmo; Mentiroso/verdadeiro; Desconfiado/que confia; Bom/mau; Amado/não amado; Tranquilo/inquieto; Respeitado/desrespeitado; Amigo/inimigo; Forte/fraco.

Sugestões para o dinamizador:

O dinamizador, durante a discussão final, procura identificar e activar sentimentos e emoções; projecções de comportamentos, pensamentos, atitudes e dinâmicas familiares de cada um dos membros.

Dentro e fora do coração!

Nível III / IV

Propósitos da Actividade: Promover a discussão do grupo. Incentivar a partilha de emoções e ideias. Tempo: 20 minutos. Recursos: Cartaz com um coração no meio, canetas, post-its. Metodologia:

1. Colocar o cartaz com o desenho de um coração no centro da sala, no chão.

2. Cada participante escreve num post-it, uma palavra que expresse o que a família diz a respeito da sexualidade e coloca-o fora do coração.

3. Cada um escreve dentro do coração uma palavra que expresse o que ele próprio pensa/sente acerca da sexualidade.

4. Pedir que todos comparem o que está escrito dentro e fora do coração.

Sugestões para o dinamizador:

Podem ser usadas outras questões.

Semáforo 3 D

Nível III / IV

Propósito da Actividade: Identificar potenciais atitudes de violência e perigo na relação amorosa (ervas daninhas). Propor alternativa a atitudes prejudiciais à relação. Salientar aspectos positivos (fertilizantes) da relação a dois. Tempo: 60 minutos. Recursos: Semáforo em cartão triangular (vermelho, amarelo e verde). Metodologia:

1. Divide-se o grande grupo em pequenos grupos posicionados em redor da sala.

2. Dois dos participantes ficam no centro da sala e representam uma situação relacional entre pares (role playing) proposta pelo dinamizador *.

3. No final da representação, cada grupo avalia a interacção observada, atribuindo uma

das três cores do semáforo consoante considerem tratar-se de uma erva daninha (vermelho), fertilizante (verde) ou perigo (amarelo) na relação. Em grande grupo argumentam a cor atribuída. * Exemplos: situação de ciúme; discussão entre o casal sem consenso; invasão/respeito pela privacidade do outro; agressão verbal; resolução de um conflito tendo em conta os dois pontos de vista; violência sexual; exposição social de determinado aspecto da relação; agressão física; comportamento de risco sexual (uso de contraceptivos).

Variantes:

Usar o semáforo para avaliar e desenvolver aptidões sociais (interacções sociais, manter a conversação com o outro, atitudes socialmente adequadas em diversos contextos sociais e recreativos: jantar com amigos, gestão adequada do tempo livre, entrevista de emprego, ida ao médico, permanência numa sessão de formação, utilização dos serviços da comunidade, atitudes e condutas cívicas e de convivência, respeito pelas normas sociais)

Formas de Cumprimentar

Nível III / IV

Propósito da Actividade: Dinâmica de quebra-gelo, explorando diferentes formas de cumprimentos, aplicando-os correctamente, consoante o local. Tempo: 15 minutos. Recursos: Sala ampla e confortável, com música alegre e movimentada. Metodologia:

1. O dinamizador pede para cada participante andar livremente pela sala, evitando o

contacto de uns com os outros, cruzando os olhares (sem desviar) com aqueles que se for encontrando.

2. À sua indicação devem ir acrescentando vários tipos de cumprimentos, sempre que se encontram frente a frente com alguém.

Dizer um olá e acenar com a mão.

Dizer um olá, acenar com a mão e dar um aperto de mão.

Dizer um olá, acenar com a mão, dar um aperto de mão e dar um abraço.

Dizer um olá, acenar com a mão, dar um aperto de mão, dar um abraço e dar um beijo.

O dinamizador reúne todos e explica que o tipo de cumprimento que cada participante selecciona depende da intensidade das relações afectivas que estabelece e do contexto em que se encontra. Familiar + próximo (pais, irmãos, avós, tios, primos); Familiar + distante; Amigo íntimo; Colega de trabalho/escola; Conhecido; Alguém na paragem do autocarro; Médico; Professor.

Sugestões para o dinamizador:

Reflectir que utilizamos diferentes cumprimentos, consoante a relação que estabelecemos com a pessoa e o contexto em que decorre.

Reflexão sobre os diferentes cumprimentos e como se aplicam às relações afectivas que estabelecemos.

Reflexão sobre o valor das emoções e dos sentimentos na construção das relações na educação afectivo-sexual.

Sentimentos Estampados na Testa

Nível III / IV

Propósito da Actividade: Explorar e identificar emoções e sentimentos. Tempo: 30 minutos. Recursos: Sala ampla e confortável, papel autocolante com sentimentos escritos, música alegre e movimentada. Metodologia:

1. O dinamizador cola na testa de cada participante um papel autocolante com um sentimento, que o próprio não sabe qual é.

2. Cada elemento deve reagir (em mímica e sem sons) ao sentimento estampado na testa de quem vai encontrando.

3. Através das reacções dos outros, tenta identificar qual o sentimento que espelha na sua testa, justificando o porquê.

4. Como variante mais elaborada, depois de desvendados todos os sentimentos, em trabalho de grupo, devem tentar agrupá-los nas 4 emoções básicas: medo, tristeza, cólera e alegria, abrindo um debate.

Medo

Tristeza

Cólera

Alegria

Envergonhado

Abatido

Zangado

Contente

Inseguro

Desiludido

Agressivo

Satisfeito

Em pânico

Deprimido

Inflexível

Orgulhoso

Paralisado

Fraco

Susceptível

Livre

Surpreendido

Sozinho

Incompreendido

Divertido

Ansioso

Impotente

Enervado

Dinâmico

Confuso

Desencorajado

Utilizado

Confiante

Tenso

Oprimido

Pressionado

Decidido

Ameaçado

Esmagado

Furioso

Maravilhado

Espantado

Transtornado

Irascível

Feliz

Angustiado

Esgotado

Frustrado

Determinado

Medroso

Quase a chorar

Violento

Tranquilo

Preocupado

Desprezo

Insatisfeito

Cheio de força

Tímido

Triste

Em franja

Alegre

Desorientado

Vazio

Desencorajado

Sereno

Sugestões para o dinamizador:

Reflexão sobre o valor das emoções e dos sentimentos na construção das relações afectivas.

Lidar com a Recusa “Se a resposta é não, então…”

Nível III / IV

Propósito da Actividade: Identificar estratégias que permitam lidar com a crítica de forma assertiva. Ensaiar competências auto-afirmativas para lidar com as críticas. Tempo: 60 minutos (15 minutos por situação). Recursos: Nenhum. Metodologia:

1. Representar as situações, devendo o participante que vê o seu pedido recusado, não

reagir de forma agressiva ou inibida. Situação I “Relações interpessoais: Ao quereres participar numa actividade desportiva colectiva, vês a tua entrada vedada por um colega, que diz não simpatizar contigo.” Situação II Educação Sexual: Ofereces um presente a um(a) colega e convida-lo(a) a sair. Este (a) recusa, dizendo já ter um compromisso.Situação III Educação para o consumo: Solicitas ao empregado de uma loja que te venda uma peça de

roupa que só existe na montra. Este recusa.

Situação IV

Um colega pede o teu blusão emprestado durante o fim-de-semana. Tu recusas.

2. Cada participante deverá fazer um levantamento das situações em que tem dificuldade em dizer não, para se reflectir em grupo.

3. Reflectir sobre as vantagens de dizer não na altura certa e as desvantagens de não o fazer.

Sugestões para o dinamizador:

A situação de recusa é um momento bastante delicado quer para quem diz não, quer para quem vê o seu pedido ser recusado. Quando uma pessoa diz não, utilizando as palavras adequadas, no tom correcto e no momento certo está a exercer o seu direito de se negar a algo, fortalecendo assim a sua personalidade. A pessoa que vê o seu pedido negado precisa de saber respeitar a posição do outro e argumentar a sua de forma adequada, sem por isso se sentir zangada ou humilhada. Pretende-se com estas situações que o participante reconheça a sua capacidade de lidar com situações de recusa.

Dar e Receber Elogios

Nível III / IV

Propósitos da Actividade: Proporcionar aos participantes oportunidades de exprimir agrado

pelos seus colegas, figuras ou objectos apresentados, desenvolvendo o espírito crítico e de observação. Praticar o comportamento de elogiar, tendo em conta os níveis verbal e não verbal. Promover a identificação de qualidades nos outros. Tempo: 40 minutos. Recursos: Papel e lápis. Metodologia:

Situação I “Que lindos sapatos.

1. O grupo dispõe-se em círculo.

2. Os participantes devem observar algumas qualidades ou peças de vestuário do seu

colega à direita, este ao outro e assim sucessivamente de modo a percorrer todos os elementos do grupo. Ao mesmo tempo que os participantes recebem os elogios devem agradecer da forma mais adequada. Alternativas: O dinamizador pode mudar a disposição dos participantes, colocando-os frente a

frente, pode colocar um objecto ou mesmo um participante no centro da roda para ser elogiado. Situação II “Quem é quem?”

1. Os participantes dividem-se em dois grupos, dispostos em fila, frente-a-frente.

2. Cada grupo escolhe um participante da equipa contrária. Durante algum tempo os grupos combinam, de forma subtil, alguns elogios que possam identificar, no elemento escolhido.

3. Seguidamente cada grupo através do seu porta-voz vai dando características do colega escolhido. Cabe ao grupo contrário adivinhar e com o menor número de elogios possíveis “Quem é quem?”.

Alternativas: Os grupos podem elogiar pessoas que não estão presentes, pessoas famosas, ou pessoas conhecidas do grupo. Podem também substituir elogios verbais por elogios não verbais.

Sugestões para o dinamizador:

As actividades propostas encaminham-se para o âmbito das relações interpessoais, apelam à observação, caracterização, capacidades de comunicação e expressão de sentimentos entre as pessoas e os seus grupos. O elogio faz normalmente parte das relações mais próximas e fortes.

Escalada de Afectos

Nível III / IV

Propósito da Actividade: Identificar afectos e sentimentos e estabelecer limites. Tempo: 15 minutos. Recursos: Espaço exterior com um percurso fechado determinado. Metodologia:

1. O dinamizador marca um circuito fechado num espaço exterior com piso regular, onde os participantes realizarão voltas.

2. Por cada volta recebem uma fita (tipo pulseira), que ajudam na contabilidade do número de voltas e assim saber a que “nível de afectividade” se encontram.

3. Cada participante, por cada volta terá de expressar o afecto correspondente ao dinamizador. Na soma das voltas, acrescentam-se afectos, consoante o patamar de intimidade que se vai alcançando.

1º Nível: Aperto de mão (toque-mão).

2º Nível: Beijo (mão-cara).

3º Nível: Festinha/miminho.

4º Nível: Abraço.

5º Nível: Roçar os narizes.

6º Nível: Rosto colado (com cócegas).

4. Assim, ao alcançar o último nível, o participante terá de realizar todos os sentimentos de afectividade, estimulando a memorização pela ordem correcta de aparência deles.

Sugestões para o dinamizador:

Reflexão sobre os diferentes níveis de afectividade (sabendo definir limites), aplicados conforme a intimidade, a intensidade e a empatia nas relações que estabelecemos com os outros.

O que fazem os homens e as mulheres?

Nível III / IV

Propósitos da Actividade: Reconhecer as actividades e os papéis atribuídos pela sociedade a mulheres e a homens. Reconhecer que homens e mulheres podem desempenhar os mesmos papéis. Tempo: 90 minutos. Recursos: Imagem de várias tarefas*, 2 caixas (1 caixa com a frase “Os homens fazem…” e a outra “As mulheres fazem…”. Metodologia:

1. Os participantes dividem-se em 2 grupos com o objectivo de fazerem corresponder as tarefas às 2 caixas.

2. No final recolhem-se as imagens e contabilizam-se os dados com o intuito de se verificar a distribuição equitativa, ou não, das tarefas.

Sugestões para o dinamizador:

Deve-se seguir uma discussão dos resultados, de modo a que os participantes justifiquem as suas opções quando confrontados com as questões do tipo” Os homens/mulheres não podem fazer estas tarefas? Porquê? Lista de tarefas*:

Passar a ferro.

Pagar as contas.

Fazer a cama.

Cuidar das plantas.

Contar histórias.

Pregar botões.

Fazer desporto.

Sair à noite.

Consertar a bicicleta.

Conduzir o automóvel.

Conduzir o autocarro.

Cozinhar.

Pescar.

Arrumar os quartos.

Ir ao Futebol.

Deitar as crianças.

Levar os filhos à escola.

Ler o jornal.

Fazer compras.

Guiar a mota.

Fazer limpezas.

Pintar.

Deitar o lixo fora.

Mudar as lâmpadas.

Ir trabalhar.

Dançar.

Dizer Não

Nível III / IV

Propósito da Actividade: Capacitar os participantes em resistir à pressão dos pares. Tempo: 30 minutos. Recursos: Chapéu, frases para dizer não (anexo 3), cada frase terá de corresponder a um papel. Metodologia:

1. Os participantes encontram-se sentados em círculo e retiram de um chapéu uma frase;

2. Cada participante terá de tentar convencer o colega que se encontra à sua direita, dessa proposta, e utilizar todos os argumentos para recusar a proposta que o seu colega lhe tentar propor.

Sugestões para o dinamizador:

O dinamizador deverá participar na dinâmica para dar maior seriedade ao momento.

Emoções: Cubo das Emoções/Roda das Emoções

Nível III / IV

Propósitos da Actividade: Promover a identificação e reconhecimento emocional. Promover a

expressão de emoções. Aumento do comportamento de expressão emocional. Tempo: 120 minutos. Recursos: Sala ampla e confortável, slides, data-show, computador, cartões, cubo (cartolina, cola, velcro, revistas). Metodologia:

1. Apresentação de slides nos quais estejam representadas, através de palavras ou imagens, situações potenciadoras de diferentes estados emocionais alegria, tristeza, raiva, frustração, desilusão, euforia.

2. Os participantes são, de seguida, encorajados a sinalizar quais as emoções que os personagens das histórias estarão, em cada uma delas, a vivenciar, bem como recortar imagens representativas dos estados emocionais identificados.

3. Reflexão sobre as diferentes situações e estados emocionais vivenciados, bem como sobre a possibilidade de uma mesma situação desencadear estados emocionais distintos em diferentes pessoas. Debate desta situação em particular.

4. Instruir, de seguida, os jovens a colar (velcro) num Cubo as imagens representativas dos diferentes estados emocionais e que foram, previamente, recortadas pelos mesmos, dando assim lugar à construção do Cubo das Emoções.

5. Encorajar os participantes a lançarem o Cubo das Emoções e a partilhar/representar uma situação em que se tenham sentido como a emoção que lhes calhou no cubo.

6. Reflexão conjunta das dificuldades vivenciadas durante o decorrer da dinâmica.

Saber dizer Não – “A escolha é minha!” e “E se eu responder Não!”

Nível III / IV

Propósito da Actividade: Permitir aos participantes a análise e desenvolvimento de

competências da recusa assertiva. Tempo: Situação I (60 minutos), Situação II (45/60 minutos). Recursos: Sala ampla e confortável, leitor de CD’s ou DVD’s, televisor, papel, bolsa. Metodologia:

Situação I “A escolha é minha!”:

1. Apresentação de um texto ou vídeo em que seja claro para os participantes que o interveniente tenha sido penalizado por não ter sido capaz de recusar um pedido ou convite de outra pessoa, ou seja, não tenha sido capaz de dizer não.

2. Debate do texto ou vídeo apresentado. Algumas das questões colocadas neste âmbito poderão ser: Acham que a pessoa queria o mesmo que as outras? O que acham que ela sentiu ao dizer sim ao pedido dos outros? Que consequências advieram para essa pessoa, por não ter dito não? O que fariam no lugar da pessoa? Se ela tivesse recusado e sido firme, que consequências teriam ocorrido? Se ocorresse o mesmo convosco, que atitude tomariam? Que receios teriam? Teriam dificuldades em recusar? O que é que vos levaria a hesitar?

3. Recolha de situações em que os participantes tenham tido dificuldade em dizer não e análise das consequências que advieram dessa dificuldade. Antecipação do que poderia ter acontecido, em cada uma das situações verbalizadas pelos participantes, se os mesmos tivessem mostrado capacidade de dizer não. Incentivo à participação de todos.

4. Reflexão conjunta da dinâmica.

Situação II

“E se eu responder não?”

1. Colocar, no interior de uma bolsa, tiras de papel com diferentes convites (ex. sair à noite, pedido para namorar ou para ter relações sexuais, pedido para consumir droga, faltar às actividades, roubar algum objecto de um colega, sair de um local sem pagar);

2. Solicitar cada um dos participantes a retirar um papel da bolsa que contém os convites.

3. Cada participante terá agora de fazer um convite ao colega da esquerda, cabendo ao que recebe o convite recusá-lo, justificando de forma assertiva os motivos que o conduziram à tomada dessa decisão. Cabe ao primeiro participante contra-argumentar e ao segundo o reforço da posição tomada recusa.

4. Reflexão conjunta da dinâmica e das dificuldades vivenciadas. Algumas questões a colocar, neste seguimento, poderão ser: Já vos aconteceu passar por alguma das situações ou convites que foram apresentados? Que sentiram ao receber o convite? Que sentiram quando tiveram que responder? Que dificuldades sentiram ao recusar?

Porque acham que é tão difícil dizer não? Porque é tão difícil, por vezes, manter a recusa? O que nos passa pela cabeça que nos impede de continuar a dizer não? Que pode acontecer se eu responder contrariamente à minha vontade? Que fizeram ou tentaram fazer para conseguir dizer não? Que podemos ganhar ao recusarmos algo quando nos apetece recusar?

Sugestões para o dinamizador:

Dizer não ou recusar uma proposta de alguém não significa tratar mal essa pessoa. Trata-se apenas de recusar uma proposta que nos foi feita. Somos livres para decidir acerca do que queremos ou não fazer.

Ao recusarmos convites contra a nossa própria vontade poderemos evitar estados emocionais negativos (ex. frustração, raiva), sentimentos de incapacidade e humilhação, futuros convites ou pedidos semelhantes.

Promovendo o desenvolvimento de competências de recusa assertiva, pretende-se com as dinâmicas descritas que os jovens possam aproximar progressivamente as suas decisões às suas reais necessidades e desejos. Transmitir-se-á, de igual modo, a crença de que não necessitamos de possuir ideias iguais às das pessoas com quem nos relacionamos para nos mantermos ligadas a essas mesmas pessoas. Por outras palavras, a expressão de ideias contrárias às pessoas com quem contactamos não pressupõe um corte ou distanciamento relacional, passando ao invés uma imagem de nós próprios de maior segurança, integridade e capacidade de decisão. A adopção de uma postura como a descrita pode ter ainda, como última análise, o efeito das pessoas nos encararem com maior respeito, promovendo a sua aproximação.

Cartões Sentimentais

Nível III / IV

Propósitos da Actividade: Tomar consciência dos próprios sentimentos. Aprender vocabulário relacionado com os sentimentos. Acostumar-se a revelar e a discutir sentimentos. Tempo: Variável. Recursos: Quadro de canetas, tiras de cartolina e folha de cartolina com 30cm x 45cm, aproximadamente (se possível de cor berrante). Metodologia:

1. Fazer um jogo de Chuva de Ideias com vocabulário respeitante a sentimentos. O dinamizador escreve essas palavras em cartões coloridos.

2. O dinamizador segura e mostra um cartão (por exemplo, o cartão diz “embaraçado” ou “odioso”). Os participantes completam a frase usando os vocábulos “Sinto-me embaraçado quando…”.

3. Grupos de três elementos escolhem palavras ao acaso, mimam-nas ou fazem uma pequena representação teatral, usando as três palavras (sentimentos).

4. Relatam-se experiências reais “A última vez que me senti embaraçado foi quando…”

5. Fala-se como se fosse outra pessoa e verifica-se a exactidão das asserções. Exemplo:

(A Isabel está a falar como se fosse a Joana): “Sou a Joana e sinto-me embaraçada quando me pedem para falar em público. É verdade Joana?” Joana responde e discute a afirmação proferida pela Isabel.

Sugestões para o dinamizador:

Pede-se aos participantes que escolham ou façam cartões que descrevam os seus sentimentos nessa ocasião. Depois discute-se.

Recorre-se aos cartões para inspirar ensaios, poesia, arte. Penduram-se os cartões na parede. Pede-se aos parceiros para inventarem jogos com recurso aos cartões.

Levar a Mal e Apreciar

Nível III

/ IV

Actividade: Comunicação, desenvolvimento pessoal, descontracção,

relaxamento. Avaliação, resolução de problemas, expressão de sentimentos, alicerçar a confiança. Tempo: Variável. Recursos: Nenhum Recurso. Metodologia:

Propósitos

da

1. Forma-se uma roda. Cada participante faz uma afirmação que começa por “Eu levo a mal que…”.

2. Retoma-se o jogo começando por “Eu aprecio que…”.

3. Antes de começar, há que verificar que todos compreendem o significado dos termos. A ninguém é permitido fazer comentários.

4. Qualquer participante pode dizer “Passo”, o que significa “Sem comentários”.

5. Qualquer um pode dizer “Eu não levo nada a mal” ou “Não há nada que eu aprecie”.

Nota: Jogo usado para avaliar objectivos no decorrer de qualquer trabalho de grupo.

Sugestões para o dinamizador:

Pode introduzir-se temas para discussão, por exemplo, “Nas relações afectivas, eu levo a mal que… eu aprecio…”; “Na minha família, eu levo a mal… eu aprecio…”, etc.

O Chapéu dos Medos

Nível III

/

IV

Propósitos da Actividade: Desenvolvimento social, comunicação, contacto, confiança, sensibilidade, relações interpessoais. Tempo: Variável. Recursos: Lápis, papel, um “Chapéu” (ou uma caixa, etc.). Metodologia:

1. Joga-se em círculo.

2. Pede-se a todos os participantes, e também ao dinamizador, que completem por escrito a frase (anonimamente): “Neste grupo tenho medo que…”.

3. Metem-se os pedaços de papel no chapéu que se coloca no meio da roda.

4. Passa-se o chapéu em volta, parando junto a cada membro do círculo que tira um pedaço de papel e o lê, acrescentando mais frases e tentando expressar o que a pessoa sentira. (Por exemplo, o dinamizador lia a primeira que podia dizer “Neste grupo tenho medo que se riam de mim… (e acrescentava) tenho medo de expressar os meus sentimentos porque todos se riem, e por isso nunca digo nada”.

5. O dinamizador deve assegurar-se de que os participantes do grupo só ouvem e não fazem comentários. Não é permitido discutir ou comentar. Depois debate-se o que se descobriu ou notou.

Sugestões para o dinamizador:

O chapéu dos gostos e dos desgostos (dois receptáculos); o chapéu das preocupações; o chapéu dos desejos; o chapéu dos sonhos.

Bloquear as Invasões do Outro

Nível III

/

IV

Propósito da Actividade: Aprender a distinguir e bloquear as invasões do outro. Tempo: 30 a 60 minutos. Recursos: Sala ampla. Metodologia:

1.

Os participantes dispõem-se sentados em círculo.

2.

O

dinamizador convida os participantes a pensarem em algo que vão pedir ou exigir de

um outro elemento do grupo utilizando uma modalidade invasora e atormentadora.

3.

Dá-se o tempo necessário para a reflexão e cada um pode escolher o seu par.

4.

Os participantes, um de cada vez, assumem o papel da pessoa que invade e atormenta, enquanto o par deverá encontrar todos os modos possíveis para bloquear semelhante invasão. Invertem-se os papéis.

5.

Quando todos tiverem realizado o exercício, o dinamizador convida os participantes a verbalizarem como se sentiram no papel de pessoa que invade e no papel de pessoa invadida. Em relação a este último papel, o dinamizador pergunta se os participantes se sentem satisfeitos com as modalidades de bloqueio que puseram em prática ou, se pelo contrário, gostariam de ter feito mais e melhor.

6.

No final, abre-se a discussão onde os participantes podem partilhar experiências e vivências pessoais relativas a este tema.

Sugestões para o dinamizador:

Muitas vezes não conseguimos compreender quando alguém invade o nosso espaço. Este jogo é útil para aprender a distinguir entre um pedido e uma invasão e para aprender a bloqueá-la.

O

dinamizador observa quem tem mais dificuldades em bloquear as invasões do outro

e

pode propor-lhe, se assim o desejar, que repita a cena várias vezes, até se sentir

satisfeito com o seu comportamento.

A Mão do Amor

Nível III

/

IV

Propósito da Actividade: Sondar as relações familiares e a capacidade de amar-se a si próprio e aos outros. Tempo: 60 minutos. Recursos: Sala ampla com cadeiras. Metodologia:

1. Após uma breve fase de relaxamento, o dinamizador convida os participantes a pensarem na própria família de origem e naqueles que foram, ou ainda são, as relações afectivas no seu seio. Solicita, sobretudo, a reflexão sobre as manifestações de afecto, tais como carícias, sorrisos, etc.

2. O dinamizador prossegue convidando cada um a pensar numa carícia que gostaria de dar a um seu familiar (pausa de 15 segundos); numa carícia que gostaria de receber de um deles (pausa de 15 segundos); numa carícia que gostaria de dar a si próprio (pausa de 15 segundos).

3. O dinamizador, retomando o relaxamento inicial, convida os participantes a reactivarem lentamente o próprio corpo e a regressarem à realidade do contexto do grupo (pausa de 30 segundos).

4. Sentam-se todos em círculo e verbalizam o que experimentaram.

5. Discussão final livre.

Sugestões para o dinamizador:

Este é um jogo que pode estimular alguma ansiedade, por isso, é bom que seja proposto a um grupo empático e coeso.

A Carta de Amor

Nível III

/

IV

Propósito da Actividade: Favorecer a expressão de sentimentos. Tempo: 60 minutos. Recursos: Sala ampla, lápis ou canetas, folhas de papel A4. Metodologia:

1.

Os participantes dispõem-se sentados, em círculo.

2.

O

dinamizador distribui por cada participante uma folha de papel A4, um lápis ou caneta.

Convida a escreverem uma declaração de amor a uma pessoa conhecida ou imaginária.

A

declaração pode ser feita em forma de carta, frase, poesia, mensagem, etc.

3.

Os textos anónimos são entregues ao dinamizador. Depois de recolhidos, o dinamizador distribui-os de maneira a que cada participante receba o trabalho de um colega. Observa- se atentamente a declaração e cada um lê em voz alta o texto, tecendo também considerações pessoais (por exemplo, as características do autor; o tipo de relação que existe entre o destinatário e o remetente, etc.).

4.

Após o comentário a todos os trabalhos, o animador pergunta a cada membro do grupo se os comentários e as reflexões dos colegas lhe são úteis e válidas.

5.

Discussão final livre.

Sugestões para o dinamizador:

Observar quem participa mais e quem participa menos na interpretação do registo produzido.

Notar a capacidade de acolher e elaborar as observações feitas pelos outros colegas.

Consultório

Nível III

/

IV

Propósitos da Actividade: Analisar a capacidade de acolher e apoiar na resolução dos problemas dos outros. Estimular a capacidade de resolução de problemas. Tempo: 30 e 60 minutos. Recursos: Sala ampla. Metodologia:

1. Convidam-se os participantes a sentarem-se em círculo.

2. Os participantes interpretarão o papel de consultores e o dinamizador de consultado.

3. Numa primeira fase, os participantes limitam-se a escutar o problema colocado pelo dinamizador. Quando este terminar de expor o problema, os participantes poderão colocar todas as questões que considerem importantes para melhor compreender o problema.

4. Finalmente, aconselham o dinamizador facultando estratégias de resolução dos conflitos/problemas.

Sugestões para o dinamizador:

Possíveis temas de discussão: Violência doméstica; traição; gravidez e contracepção; aborto; DST; separação e abandono; homossexualidade/bissexualidade; solidão.

Possíveis questões a serem colocadas pelo dinamizador:

- Ninguém gosta de mim! Não tenho amigos! - Apaixonei-me. O que devo fazer?

- Os meus pais tratam-me como se fosse criança! O que devo fazer?

- O meu namorado quer ter relações sexuais comigo. Não me sinto preparada. O que fazer?

- Acho que todos os meus amigos já tiveram relações sexuais. Eu ainda não! Será normal? / - Não sinto que seja a altura certa. Devo fazê-lo na mesma?

Feminino X Masculino

Nível IV

Propósitos da Actividade: Redimensionar valores e atributos pessoais. Quebrar paradigmas. Tempo: 50 a 60 minutos. Recursos: Folhas de papel (quatro folhas previamente preparadas, conforme procedimentos e mais outras em branco), canetas. Metodologia:

1. Divide-se os participantes em dois grupos: masculino e feminino, estabelecendo locais/ambientes diferentes para cada grupo (preferencialmente fora do ambiente onde se encontram).

2. Informa-se os grupos de que: “Vamos realizar um momento diferente, onde teremos oportunidade de questionar algumas das nossas maneiras de ser, enquanto homens e enquanto mulheres”.

3. Distribui-se para o grupo masculino uma folha A5, já contendo a seguinte frase: “Como homem, eu tenho de…”. Entregam-se, também, cerca de 3 folhas A5 em branco e algumas canetas. Procede-se da mesma forma com o grupo feminino com a frase:

“Como mulher, eu tenho de…”;

4. Pede-se que cada grupo se dirija para o local estabelecido e que durante 10 minutos completem as suas frases.

5. Terminados os 10 minutos, entrega-se a cada grupo outra folha A5 contendo o seguinte registo:

Para o grupo feminino: “Se eu fosse homem, poderia…”

Para o grupo masculino: “Se eu fosse mulher, poderia…”

6. Informam-se os grupos de que terão mais 10 minutos para completarem a frase.

7. Após o registo, o dinamizador trocará as folhas com as respostas dos grupos e pedirá que discutam o que o outro grupo respondeu, concedendo-se mais 10 minutos para a discussão.

8. No fim, reúnem-se os 2 grupos no ambiente inicial, onde o dinamizador promoverá um tempo para a leitura e questionamento do que foi elaborado:

Discussão do 1º momento: “Como homem/mulher, eu tenho de…”

Confronto com o 2º momento: “ Se eu fosse mulher/homem, poderia…”

“Até que ponto homens e mulheres têm os privilégios que atribuíram?”

Aparência Física

Nível IV

Propósito da Actividade: Reconhecer a importância da imagem. Compreender que as

avaliações baseadas na imagem nem sempre correspondem ao conhecimento real da pessoa. Tempo: Situação I 15 minutos; Situação II - 15 minutos; Situação III - 10 minutos. Recursos: Folhas de papel e canetas ou lápis de cor, vendas. Metodologia:

Situação I “Diferentes tipos de vestuário para diferentes situações”.

1. Os participantes estão organizados em pequenos grupos. Solicitar aos participantes, a

descrição do vestuário que usariam nas 3 situações seguintes, para ambos os sexos, e sua justificação.

- Na aula de Educação Física;

- Num almoço com os pais;

- Num casamento de um familiar. Alternativa: Escrever ou desenhar numa folha as respostas. Situação II “Quem é quem, sem olhar”.

1. Os participantes formam pares.

2. Observam com atenção os pormenores característicos da face do parceiro e vice-versa durante cerca de 2 minutos.

3. Colocar uma venda num dos parceiros de cada par.

4. Baralham-se os parceiros com vendas, através de apalpação das faces, devem descobrir o seu parceiro. Colocar os elementos com venda em fila.

5. Trocar de posições e repetir o processo.

Alternativas: Tentar adivinhar, não só qual é o seu parceiro, mas também o nome dos outros

colegas do grupo. Situação III

“Como são os amigos.”

1. Propor a cada participante que escreva, numa folha, características físicas (higiene, vestuário e cabelo) importantes para que uma pessoa da sua idade possa ser

integrado no seu grupo de amigos.

2. Reflectir com os participantes o porquê das escolhas.

Alternativas: Aumentar o número de características físicas desejadas.

Sugestões para o dinamizador:

Especialmente importante nos primeiros contactos, incluir aspectos como: vestuário, o cabelo, a higiene aparente, etc. Dá-nos a primeira impressão acerca do indivíduo: o seu estatuto, poder atractivo, estilo, gosto, personalidade, sexualidade, idade, bem como o seu grau de conformidade com as normas.

E tu, que animal és?

Nível IV

Propósito da Actividade: Compreender a relação entre o modo como os outros nos vêem e o modo como nos percepcionamos a nós próprios. Tempo: 1 hora ou mais, conforme o número de participantes. Recursos: