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Drummond subiu aos Cus

Quando voc se foi


Tinha eu pouca idade
E sendo muito pequenino
Para entender o longnquo e
Mundo vasto, vasto mundo
O qual voc deixou.
Na aurora da minha infncia
No pude perceber
(E nem poderia)
Que voc j ia...Que voc voou.
Quem sabe Deus queria
Um observador deste mundo
Bem pertinho dele, l no cu
Escrevendo nas nuvens
Como os anjos lidavam com seus medos
Suas esperanas, suas culpas:
Repercusso inesperada
Da trupe celestial.
A verdade que Deus
Levou para junto de Si
O homem de Itabira
Que escrevia (para) o mundo
Tentando entend-lo
Momento de intercmbio:
Cessaram as substantivas impresses
Deste mundo no papel
Ficou o vazio que jamais foi e ser preenchido
Para dar vez as impresses celestiais
Crivadas nas nuvens do cu
Mas Deus bom
Para com suas criaturas mortais
Pois quando chove
Poesias em formas de gotas
Em nossas cabeas caem
E quem quiser pode lavar-se nelas
E se abrir a boca, beb-las pode tambm
Obrigado Senhor!
Obrigado Drummond! Amem!

jorge viana de moraes