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(1) Biologia e Geologia - 10º Ano - Geologia - A Geologia, os Geologos e os seus métodos

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Biologia e Geologia

1ª Parte – Geologia 10º Ano 2009/2010

Geologia
• Ramo das Ciências Naturais responsável pelo estudo da Terra.
• Por seu lado a Geologia subdivide-se em diversas áreas:
▫ ▫ ▫ ▫ ▫ ▫ ▫ ▫ ▫ Paleontologia; Sismologia; Mineralogia; Petrologia; Hidrogeologia; Estratigrafia; Vulcanologia; Tectónica; Geomorfologia.

Geologia
• A Geologia não se limita ao estudo dos temas do nosso planeta.
• Pode também estudar outros corpos do Sistema Solar.

Situação Problema
• Por que razão se extinguiram os Dinossauros da face da Terra?
▫ A História da Terra tem sido pontuada por Extinções em Massa.
▫ Talvez a Extinção em Massa mais conhecida é a do final do Mesozóico.

Situação Problema
Geológicas

Cosmológicas

Causas prováveis

Situação Problema
• As causas geológicas procuram encontrar acontecimentos ocorridos no planeta Terra:
▫ Transgressões e Regressões ▫ Actividade Vulcânica
 Mega Vulcão na Sibéria

▫ Deriva Continental

Situação Problema
• Por seu lado as causas cosmológicas procuram encontrar fenómenos externos ao planeta que causem a extinção de enumeras espécies.
▫ Explosão supernova; de uma

▫ Impacto de um asteróide com a Terra.

Situação Problema
• Descoberta de uma camada de argila vermelha entre as camadas do mesozóico e o cenozóico.
▫ A datação absoluta dessa camada indica que se formou há 65 M.a..

• Essa argila vermelha é rica em irídio.
▫ O irídio é raro no planeta mas rico no espaço. ▫ Assim pensa-se que essa maior concentração de irídio se deva a um impacto de um corpo externo à Terra.

Situação Problema
• Os cientistas especulam que o impacto tenha sido tão violento que como resultado se formou uma espessa nuvem que rodeou todo o planeta. • Como consequência a superfície da Terra permaneceu na obscuridade durante alguns anos.
• A fotossíntese tornou-se difícil e a vida vegetal foi a primeira a perecer. • Após alguns anos a poeira acabou por assentar dando origem a camada rica em irídio agora descoberta.

Situação Problema
• Recentemente dois cientistas compilaram todos os eventos de extinção em massa dos últimos 600 M.a.. • Chegaram à conclusão que estes eventos são cíclicos, sendo a periodicidade de 26 M.a..
• A extinção dos dinossauros coincide com o final de um destes períodos.

Situação Problema
• Estes novos dados permitem novas especulações que de certa forma corroboram a teoria da queda de um asteróide.
▫ A salientar a teoria da estrela satélite Némesis e as perturbações por ela causada na nuvem de Oort.

1.1 Subsistemas terrestres
• Um sistema é uma região do Universo, com massa e energia, que se pretende observar e estudar.

1.1 Subsistemas terrestres
• Sistema
▫ Área delimitada do Universo; ▫ Fronteira (Real ou Imaginária)
 Parede  Limite do sistema

▫ Quando um sistema é constituído por várias partes disjuntas, dizemos que estamos perante um sistema composto, sendo cada parte desse sistema um subsistema.

1.1 Subsistemas terrestres
• Quanto ao comportamento da massa e energia os sistemas podem ser classificados de três formas diferentes:
▫ Isolado ▫ Fechado

▫ Isolado

1.1 Subsistemas terrestres
Sistema Isolado

Energia

Massa

1.1 Subsistemas terrestres
Sistema Fechado

Energia

Massa

1.1 Subsistemas terrestres
Sistema Aberto

Energia

Massa

1.1 Subsistemas terrestres
• Sistema Isolado - não há trocas de energia e massa com o meio envolvente.
▫ Raros na natureza, mas podem ser simulados em laboratório.

• Sistema Fechado – há trocas de energia com o meio envolvente, mas não há trocas de matéria. • Sistema Aberto – há troca de energia e massa com o meio envolvente.
▫ São os mais comuns na natureza.

1.1 Subsistemas terrestres
• A Terra que tipo de sistema é?
▫ Sistema composto. ▫ Sistema Fechado.  As trocas de massa da Terra com o meio envolvente são insignificantes pelo que se considera um Sistema Fechado.
 As trocas resumem-se aos impactos de meteoritos e outros corpos celestes e à fuga de gases ao nível da alta atmosfera.

1.1 Subsistemas terrestres
• Consequências da Terra ser um sistema fechado
▫ A quantidade de materiais na Terra são finitos limitados, isto é, os recursos naturais são limitados. ▫ Os materiais poluentes acumulam-se no interior do sistema, podendo ter consequências potencialmente danosas. ▫ Quando ocorrem alterações num dos subsistemas da Terra, as consequências dessas alterações poderão afectar os outros subsistemas, pois estes são abertos, dinâmicos e interdependentes uns com os outros.

1.1 Subsistemas terrestres
• No sistema Terra consideramse duas fontes de energia que desencadeiam todos os processos biológicos, geológicos, químicos e físicos.
▫ Energia solar – que desencadeia processos bioquímicos e hidrológicos. ▫ Energia geotérmica – desencadeia os movimentos tectónicos e o ciclo das rochas.

1.1 Subsistemas terrestres
• O Sistema Terrestre é constituído por quatro subsistemas.

1.1 Subsistemas terrestres
• Geosfera
▫ Parte rochosa do planeta.
 Parte sólida e superficial
 Massas continentais  Fundos oceânicos

 Parte líquida e interna
 Diferentes camadas do interior da Terra

1.1 Subsistemas terrestres
• Hidrosfera
▫ Conjunto de todas as águas  Marinhas  Continentais

▫ A água é essencial a vida.
▫ Existem em todos os subsistemas. ▫ Grande parte da energia solar é absorvida pelos oceanos, sendo esta distribuída pelas correntes oceânicas. ▫ Actividade página 21.

1.1 Subsistemas terrestres
• Atmosfera
▫ Mistura gasosa que envolve a Terra com cerca de 100Km de espessura e que se mantém sobre acção da gravidade. ▫ Principal regulador do clima na Terra. ▫ Filtra grande parte dos raios nocivos provenientes do Sol e protege contra a entrada de corpos celestes.

▫ Actividade página 22.

1.1 Subsistemas terrestres
Biosfera – parte constituída por todos os seres vivos da Terra.

1.2 Interacção dos subsistemas
•O Homem faz parte integrante da Biosfera e de certa forma é o que mais relações estabelece com os outros subsistemas da Terra •Sendo aquele que mais interage, vai também ser aquele que mais danos poderá causar.

1.2 Interacção dos subsistemas
• O Homem tem causado muitas vezes o desequilíbrio nos diversos subsistemas.
• Por isso os subsistemas tendem a encontrar um novo equilíbrio, tendo como consequência a modificação das condições que antes se encontravam. • Isso pode levar a grande modificações que acabam por ter consequências na biosfera onde o próprio Homem se encontra. • Exemplos página 25 e 26.

Rochas
• O Planeta Terra é um planeta rochoso.
• É constituído por rochas de diferentes tipos. • Ao contrário do que se possa pensar, a Terra é um planeta “vivo”.

• Geologicamente vivo, pois está em constante modificação internas e externas.

2. As rochas – arquivos que relatam a história da Terra
• Existem muitos tipos de rochas diferentes, mas basicamente podem agrupar-se em:
▫ Rochas Magmáticas ▫ Rochas Sedimentares
▫ Rochas Metamórficas

2.1 Rochas Sedimentares
• Representam superfície. 75% da

• Formam-se à superfície. • Registam muitos dos fenómenos que ocorreram à superfície da geosfera. • Como a sua formação ocorre à superfície são também as de génese mais fácil de explicar.

2.1 Rochas Sedimentares
• O processo de formação das rochas sedimentares é consequência de um processo geológico que se pode dividir em diversas fases…
▫ ▫ ▫ ▫ ▫ Meteorização; Erosão; Transporte; Deposição; Diagénese.

• e onde ocorrem diversos fenómenos.
▫ Onde se destaca o Ciclo da Água.

• Meteorização – processo de alteração das rochas.
▫ Meteorização física – processo que origina partículas sucessivamente mais pequenas.
▫ Meteorização química – processo que altera os minerais das rochas transformando-os em outros diferentes.

• Erosão – os agentes erosivos actuam nas rochas alteradas removendo as partículas formadas – sedimentos.
▫ ▫ ▫ ▫ ▫ Água; Vento; Gelo; Seres vivos; Temperatura.

• Transporte – por acção da água, ou outro elemento, os sedimentos são carregados muitas vezes quilómetros em relação ao local de origem.

• Deposição (sedimentação) – quando o elemento de transporte não tem força para carregar o sedimento ocorre a deposição deste, por acção da gravidade.
• Durante este processo, restos de seres vivos podem depositar-se conjuntamente com os sedimentos, ficando assim aprisionados entre os sedimentos.
▫ Este processo poderá preservar os restos dos seres vivos num processo denominado de fossilização.

• Diagénese – trata-se de um processo complexo em que os sedimentos se agregam uns aos outros dando origem a rochas sedimentares.

2.1 Rochas Sedimentares
• Ao longo do tempo, num determinado local, vão-se depositando estratos de diferentes tipos;
• Assim formam-se camadas de diferentes propriedades, às quais se dá o nome de estratos.
▫ Tecto – estrato superior ▫ Muro – estrato inferior

2.1 Rochas Sedimentares
• Importância das rochas sedimentares:
▫ Geológico; ▫ Económico;

▫ Energético.

2.2 Rochas Magmáticas e Metamórficas
• Ambos os tipos de rocha se formam em profundidade. • Representam em termo volumétricos 90% das rochas do planeta.

2.2 Rochas magmáticas
• Formam-se magma. por arrefecimento
extrusivas

do
ou

▫ Rochas magmáticas vulcânicas  Basalto ▫ Rochas magmáticas plutónicas  Granito

intrusivas

ou

• Estas rochas dão-nos informação da constituição do interior da Terra, e do passado geológico de determinado local.

2.2 Rochas metamórficas
• Resultam da acção de factores de metamorfismo.
• As rochas pré-existentes são sujeitas a condições extremas de:
▫ Calor
 Metamorfismo de Contacto

▫ Pressão
 Metamorfismo Regional
 Metamorfismo cataclástico

• Zona Centro-Ibérica •Essencialmente Granitos •Proterozóico superio-Câmbrico •Xistos •Quartzitos

2.3 Ciclo das Rochas
• Representa os termodinâmica. princípios básicos da
▫ Lei de Lavoisier “Na Natureza, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma…”

2.3 Ciclo das Rochas
• Durante o processo de afundamento, no processo das rochas sedimentares, as rochas estão sujeitas a elevadas pressões.

▫ Tal processo leva a formação de Rochas Metamórficas.

• No entanto esses factores podem atingir valor muito elevados que os materiais entram em processo de fusão, dando origem a magma.

▫ Determinados que o Ciclo das Rochas tem inicio neste ponto.

2.3 Ciclo das Rochas

3.1 Idade relativa e radiométrica
• Os fósseis são de extrema importância para o conhecimento do nosso passado.
• Os fósseis maioritariamente sedimentares. encontram-se em rochas

▫ Organismos recentemente mortos ou partes destes encontram-se em zonas de sedimentação. ▫ Se as condições forem propicias pode formar-se um fóssil.

3.1 Idade relativa e radiométrica
• Fóssil
▫ Resto de um organismo, ou vestígios da sua actividade, preservados em rochas sedimentares.
     Partes duras Partes moles (raro) Pegadas Ovos Ninhos

3.1 Idade relativa e radiométrica
• Do estudo dos fósseis é possível retirar informação valiosa…
▫ Estrutura biológica
 Locomoção  Alimentação  Reprodução

▫ Ambiente

▫ Momento geológico ▫ Identificação
 Taxonomia  Idade da rocha

 Aquático  Terrestre  Aéreo

1.

O facto das medusas terem sido cobertas por areia assim que deram à costa, permitindo a sua preservação. A ausência de um esqueleto. A existência de partes duras, tais como esqueleto ou rocha calcária.

2. 3.

4.
5.

Arenito. Rocha sedimentar.
O ambiente onde fossilizam, uma vez que permitiu a sua preservação teria que ser um ambiente com uma taxa de sedimentação elevada, de modo a cobrir rapidamente as medusas.

3.1 Idade relativa e radiométrica
• Como podemos datar a idade de um fóssil?
▫ Analisando uma sequência de estratos, não deformados, o estrato que se encontrar no numa posição inferior é mais antigo dos que se encontram em posição superior. Princípio da Sobreposição
“… numa sucessão de estratos não deformados, um estrato é mais antigo do que aquele que o cobre e mais recente do que aquele que lhe serve de base…” Nicolaus Steno,1689

3.1 Idade relativa e radiométrica

3.1 Idade relativa e radiométrica

• Em estratos em que se aplique o Princípio da Sobreposição, é possível fazer uma datação relativa dos fósseis.

1. 1.1. 8-7-6-1-5-2-3-4 1.2. 1ºSérie: 1, 2, 5, 6, 7, 8; 2º Série: 3,4. 1.3. 1º Série
2. 2.1 B – São depósitos de sedimentos em resultado da actividade do rio. 2.2. C – Trata-se do fenómeno de erosão cársica no qual são depositados no interior da gruta sedimentos ou resultantes da meteorização da rocha encaixante. 2.3. Uma vez que sedimentos mais recentes se encontram em posição geométrica inferior à dos sedimentos mais antigos. 2.4 B) a-b-c; C) a-b-c.

3.1 Idade relativa e radiométrica
• Outro princípio que se aplica ao estudo das rochas sedimentares fazendo uso dos fósseis é o Princípio da Identidade Paleontológica
“Estratos que contenham o mesmo conjunto de fósseis têm a mesma idade.”

3.1 Idade relativa e radiométrica
• Pelos princípios atrás enunciados podemos obter a Idade Relativa de uma rocha.
▫ É limitado pois não consegue satisfazer todas as necessidades da geologia; ▫ É impossível de utilizar em todas as rochas.

3.1 Idade relativa e radiométrica
• Só com a descoberta da radioactividade em 1896, por Henri Becquerel, é que se desenvolveu novas técnicas para datar as rochas.

3.1 Idade relativa e radiométrica
• Todos os átomos são constituídos por:
▫ Protões ▫ Neutrões ▫ Electrões

• Cada átomo tem

▫ Número de protões ▫ Número de massa – número de protões e neutrões.

• Quando, num elemento, o número de neutrões é diferente do número de protões, então estamos perante um isótopo.

3.1 Idade relativa e radiométrica
• Assim na natureza, um determinado elemento, é possível de encontrar sobre três formas diferentes:
▫ Com igual número de neutrões e protões, sendo a forma mais abundante desse elemento (95-99%);
▫ Com número diferente de protões e neutrões: isótopo estável; ▫ Com número diferente de protões e neutrões: isótopo instável, como tal encontra-se em permanente transformação.

3.1 Idade relativa e radiométrica

• Carbono-12 – Forma estável; • Carbono-13 – Isótopo estável; • Carbono-14 – Isótopo instável.

3.1 Idade relativa e radiométrica
• Os isótopos instáveis são também conhecidos como isótopos radioactivos.
• Úteis pois através deles é possível determinar a idade absoluta, isto é, realizar uma datação radiométrica.
▫ Ciência responsável Geocronologia. pela datação absoluta:

• Elementos como o Potássio (K), Rubídio (Rb), Urânio (U) e Chumbo (Pb) apresentam uma característica bastante útil no processo de datação: decaimento radioactivo.

3.1 Idade relativa e radiométrica
• Decaimento radioactivo
▫ Consiste na transformação de um átomo em outro por libertação de energia e perda de constituintes do núcleo.
▫ Cada elemento tem a sua constante de decaimento.

▫ Este processo é irreversível.

3.1 Idade relativa e radiométrica
• Quando uma rocha se forma contem na sua constituição uma determinada quantidade de isótopos radioactivos – átomos-pai. • Ao longo do tempo, e a um ritmo constante, esses átomos vão decaindo (desintegrando) dando origem aos átomosfilho. • Ao período de tempo necessário para metade de todos os átomos-pai decaírem em átomos-filho dá-se o nome de tempo de semi-vida.

3.1 Idade relativa e radiométrica
• Para determinar a idade de uma rocha devemos:
▫ Escolher o elemento mais adequado; ▫ Determinar as percentagens de átomo-pai e átomo-filho; ▫ Conhecer a taxa de decaimento.

3.1 Idade relativa e radiométrica
• Este processo de datação é mais útil em rochas magmáticas, pois quando estas rochas se formam a quantidade de átomos-filho é zero. • No entanto apresenta grandes limitações nos restantes tipos de rochas:
▫ Nas metamórficas, o metamorfismo pode perturbar a relação átomos-pai/átomos-filho.

▫ Nas rochas sedimentares como os sedimentos podem ter proveniências diferentes, pode resultar em datações erróneas.

3.2 Memória dos tempos geológicos
• Nos seus 4600 M.a. Muitos foram acontecimentos que ocorreram na Terra. • Alguns desses acontecimentos registados nas rochas.
▫ Alguns desses apagados; registos foram

os

ficaram
totalmente

▫ Outros são ainda passíveis de serem vistos.

3.2 Memória dos tempos geológicos
• Períodos de continua vulcânica. intensa e actividade

▫ Decão – escoadas de lava basáltica, estes fenómenos representam momentos em que houve libertação de grandes quantidade de gases para a atmosfera que levaram a desequilíbrios nas condições atmosféricas.

3.2 Memória dos tempos geológicos
• Períodos de aquecimento ou arrefecimento global.
▫ As variações de temperatura ao longo dos tempos tem vindo a ser responsáveis por grandes variações nos seres vivos. ▫ Plantas tropicais podem ocupar zonas que são gélidas e vice-versa. ▫ Os glaciares são importantes agentes erosivos e quando ocorrem glaciações, estes surgem em latitudes mais baixas.

3.2 Memória dos tempos geológicos
• Períodos mais ou menos prolongados de subida ou descida do nível do mar
▫ Momentos de regressões e transgressões.

3.2 Memória dos tempos geológicos
• Impactos da Terra com corpos vindos do espaço

3.2 Memória dos tempos geológicos
• Ao analisar a longa história da Terra, 4600 M.a, surgiu a necessidade de a trabalhar em fragmentos de tempo mais pequeno. • Surgiram então as seguintes unidades:
▫ ▫ ▫ ▫ Éones Eras Períodos Épocas

• Todos estes momentos da Terra constituem a Escala de Tempo Geológico.

▫ Divisão da História da Terra em fracções de tempo de acordo com os principais acontecimentos que ocorreram na Terra.

3.2 Memória dos tempos geológicos
• As divisões que se observam na Escala de Tempo Geológico, relacionam-se normalmente com alterações ao nível da Vida na Terra.
• As principiais divisões na escala, posteriores ao PréCâmbrico, correspondem a momentos em que a Vida na Terra foi pelo desaparecimento de um grande número de espécies.
▫ Extinções em Massa.

As cinco Grandes Extinções
• Extinção do Final de Ordovícico (488 m.a.)
• Extinção do Final do Devónico (359 m.a.)
▫ Eliminadas 70% das Espécies

• Extinção do Final do Pérmico (251 m.a.)
▫ Eliminadas 90% das Espécies

• Extinção do Final do Triásico (200 m.a.) • Extinção do Final do Cretácico (65 m.a.)
▫ Extinção dos Dinossauros

3.2 Memória dos tempos geológicos
• A duração das divisões temporais é tanto menor quanto mais recente é essa divisão, assim como são mais precisos os conhecimentos que possuímos desses períodos, pois a quantidade de informações e de registos fósseis que temos é maior.

4.1 Princípios básicos do raciocínio geológico
• Ao longo dos tempos os cientistas têm vindo a tentar compreender os diferentes fenómenos que ocorrem no Planeta.
• A Geologia, ciência encarregue pelo estudo da Terra, desde a sua formação até aos dias de hoje, tem vindo a evoluir através de diversas teorias. • Durante o século XVIII a Geologia, ciência ainda não autónoma, desenvolveu todo um conjunto de ideias que contribuíram para um melhor conhecimento da Terra, e para a independência científica da Geologia.

4.1 Princípios básicos do raciocínio geológico
• Até ao século XVIII os fenómenos geológicos que cativavam a atenção das pessoas eram os que as afectavam directamente.
▫ Vulcões ▫ Sismos

• No entanto como eram fenómenos muito violentos e grandiosos as suas causas eram atribuídas a intervenção divina.

4.1 Princípios básicos do raciocínio geológico
• Para essas mesmas pessoas as rochas tinham sido formadas durante os grandes dilúvios. • Os fósseis por seu lado, eram interpretados como directamente relacionados com inundações catastróficas e de origem sobrenatural que causavam a mortalidade dos organismos.

Catastrofismo

4.1 Princípios básicos do raciocínio geológico
• O presente é a chave do passado
▫ Actualismo geológico. ▫ É este pensamento que nos faz compreender os fenómenos geológicos do passado.

▫ James Hunton, recuperando as ideias do naturalismo, considerava que as rochas se formam por processos naturais e não devido a qualquer intervenção sobrenatural.

4.1 Princípios básicos do raciocínio geológico
▫ Assim considerava que as rochas e outros fenómenos geológicos, se formaram por processos físicos e químicos semelhantes aos que existem actualmente na Natureza.
 A essa uniformidade de processos foi dado o nome de Uniformitarismo.
 Processos globais;  Ocorrem de forma uniforme.

4.1 Princípios básicos do raciocínio geológico
• Esta nova forma de pensar deu origem a Geologia Moderna e rege-se pelas seguintes ideias fundamentais:
▫ As Leis Naturais são constantes no tempo e no espaço;
▫ O passado pode ser explicado com base no que se observa hoje.  Princípio do Actualismo. ▫ Os processos são lentos e graduais.  Princípio do Gradualismo
 Este princípio choca directamente com o Catastrofismo.

4.1 Princípios básicos do raciocínio geológico
•O Gradualismo teve bastantes dificuldades em implementar-se, dado que na altura a idade da Terra era muito curta. • Logo os poderiam graduais. processos não ser curtos e

1.

a) Dinossauros, pterossauros, mosossauros, plesiossauros e amonites. b) Marsupiais, zooplâncton e fitoplâncton. c) Cágados, crocodilos, lagartos e cobras. Aparentemente os marinhos, pois são o grupo com maior espécies extintas.

2.

3. Extinção corresponde ao desaparecimento de organismos da face da Terra. 4. Depende do factor que despoleta a extinção.

4.1 Princípios básicos do raciocínio geológico
• O princípio do Actualismo Geológico pode ser exemplificados com diferentes fenómenos, tais como:
▫ Pântanos actuais e a formação do carvão mineral. ▫ Marcas de ondulação encontradas nas praias e no registo geológico.

▫ Dinâmica dos rios actuais e depósitos sedimentares.

4.1 Princípios básicos do raciocínio geológico
• A implementação do Uniformitarismo não foi fácil… nem a coexistência com o Catastrofismo.
• Teria que ser Charles Lyell, na sua obra Princípios de Geologia, que se iria opor ao Catastrofismo e explicar os acontecimentos geológicos como sendo algo gradual.

4.1 Princípios básicos do raciocínio geológico
• A Teoria da Evolução, formulada por Charles Darwin, viria a dar um contributo importante para a implementação do Uniformitarismo.
▫ Esta teoria teve uma importante apoio com o estudo do fóssil.

4.1 Princípios básicos do raciocínio geológico
• Esta corrente de pensamento veio a tornar-se conhecida como Gradualismo ou Gradualismo Uniformitarista.
• No entanto a Ciência é feita de avanços e recuos.
▫ O que é verdade hoje pode ser mentira amanhã, e aquilo que estava errado pode vir a estar correcto se devidamente justificado.

4.1 Princípios básicos do raciocínio geológico
• A quando das missões Apolo os astronautas verificaram que a Lua estava coberta de crateras de impacto.
• Verificaram a existência de esfera vítreas resultantes da fusão da superfície.

• Assim, durante o século XX, as teorias Catastrofistas surgiram novamente sob a forma de Neocatastrofismo.

4.1 Princípios básicos do raciocínio geológico
• A explicação cosmológica da extinção dos dinossauros é uma concepção neocatastrófica.
• No entanto o Gradualismo Uniformitarista iria receber um novo empurrão com a

Teoria da Tectónica de Placas

4.2 O mobilismo geológico. As placas tectónicas e os seus movimentos
• Alfred Wegener
▫ 1880-1930

• Wegener verificou algo que as crianças também observam quando visualizam um mapa mundi.
▫ África e América do Sul encaixam como peças de um puzzle – complementaridade.

4.2 O mobilismo geológico. As placas tectónicas e os seus movimentos
• Wegener admitiu que, em tempos passados, os continentes estiveram já unidos. • Começa assim a surgir a Teoria da Tectónica de Placas.

4.2 O mobilismo geológico. As placas tectónicas e os seus movimentos
• Teoria da Tectónica de Placas
▫ A litosfera, camada mais superficial e sólida da Terra, encontra-se fragmentada em placas litosféricas. ▫ Estas placas encontram-se a flutuar sobre o manto e apresentam movimentos uma em relação às outras. ▫ Estes movimentos devem-se às correntes de convecção que ocorrem no manto.

4.2 O mobilismo geológico. As placas tectónicas e os seus movimentos
▫ Zonas onde as placas se afastam umas das outras e onde se forma nova placa – Limites Construtivos;
▫ Zonas onde as placas colidem, levando a destruição de uma delas – Limites Destrutivos; ▫ Zonas onde as placas se deslocam umas em relação às outras de forma paralela, nestes locais não há nem formação nem destruição de placa – Limites Conservativos.

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