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JORNALISMO RADIOFÔNICO SOBREVIVENDO A ERA DA INTERNET

JORNALISMO RADIOFÔNICO SOBREVIVENDO A ERA DA INTERNET

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Pesquisa feita por Renan Massoto, graduando da Universidade Estadual do RIo de Janeiro, sobre a história do rádio e suas perspectivas para a era da internet.
Pesquisa feita por Renan Massoto, graduando da Universidade Estadual do RIo de Janeiro, sobre a história do rádio e suas perspectivas para a era da internet.

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Published by: Renan Massoto on Feb 13, 2010
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INTRODUÇÃO A comunicação – e a vida como um todo – passa constantemente por profundas modificações.

Do pergaminho até o telégrafo, passando pela máquina de prensa de Gutenberg, o jornalismo mudou radicalmente suas estruturas e muitas transformações continuaram acontecendo. A invenção do rádio foi um marco na linguagem jornalística, que já havia se modificado consideravelmente na transição do jornalismo literário para o informativo. Era o retorno à oralidade e o início de um novo ciclo de mudanças. A partir do rádio, outras evoluções tecnológicas propiciaram avanços e, novamente, adaptações, mas nenhuma de uma maneira tão forte. O salto tecnológico do jornal impresso para o rádio foi gigantesco. Contudo, não se pode dizer o mesmo sobre a televisão ou a internet. A TV surgiu como um “rádio com imagens”, adequando a linguagem radiofônica à emissão de imagens. A internet, por sua vez, “instantanealizou” os meios de comunicação e tornou mais democrática a liberdade de expressão, pois qualquer pessoa pode se arriscar a ser um formador de opinião com seu blog caseiro. Tendo em vista a importância do rádio na comunicação, este trabalho busca analisar o jornalismo radiofônico, bem como sua linguagem, na era da internet. Existe uma corrente apocalíptica que não confia no poder do rádio e acredita que ele sucumbirá à internet. Por outro lado, há outra corrente que aposta no futuro do rádio e num bom relacionamento com a rede. As páginas que seguem as colocarão frente a frente para verificar qual vertente possui mais chances de prevalecer.

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1. PRIMÓRDIOS DO RÁDIO Que Deus seja louvado. Essa foi a primeira mensagem transmitida via telégrafo, por Samuel Morse em 24 de maio de 1844. A frase marcou o início da revolução da comunicação no mundo, pois foi o advento do telégrafo que possibilitou o surgimento do rádio. Alguns anos antes, em 1831, Michael Faraday havia descoberto o princípio da indução eletromagnética e, em 1850, Daniel Ruhmkoff cria o primeiro aparelho transmissor de ondas eletromagnéticas. Três anos depois, o australiano Julius Wilhei Gintl prova a possibilidade de enviar mensagens simultaneamente através de apenas uma linha telegráfica. As características do rádio começavam a surgir. Em 1863, a teoria sobre as ondas eletromagnéticas foi demonstrada por James Clerck Maxwell, despertando interesse de outros pesquisadores sobre o assunto. Siemens cria o dínamo em 1867 e, oito anos depois, surge o primeiro serviço de notícias por cabo. Também em 1875, Alexander Graham Bell inventa o transdutor magnético que, dois anos mais tarde, se transformaria no microfone de Emile Berliner. A propagação radiofônica acontece de fato em 1887, com o físico alemão Henrich Rudolph Hertz. Ele fez saltar faíscas através do ar que separava duas bolas de cobre. Seu nome virou unidade de medida e é usado até hoje para definir as freqüências de rádio. Em Londres, no ano de 1897, foi criada a primeira companhia de rádio. Conseqüentemente, a industrialização dos equipamentos aconteceu para
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atender à necessidade da época. Isso tudo se deu graças a Guglielmo Marconi, que já havia demonstrado a importância comercial do telégrafo no ano anterior e de seus aparelhos de emissão e recepção, criados em 1895. Até então o rádio era estritamente “telegrafia sem fio” – o que já era um feito praticamente heróico – e ninguém sequer imaginava que o rádio transmitiria mensagens faladas através do espaço. Mas o rádio evoluía rapidamente. Em 1897, Oliver Lodge inventou o circuito elétrico sintonizado, possibilitando a mudança de sintonia para escolher a freqüência desejada. Nos Estados Unidos foram anos de pesquisas, tentativas e

aprimoramentos até Lee Forest instalar a primeira "estação-estúdio" de radiodifusão, em Nova Iorque, no ano de 1916. Aconteceu então o primeiro programa de rádio que se tem notícia. Ele tinha conferências, música de câmara e gravações. Surgiu também o primeiro registro de radio jornalismo,

com a transmissão das apurações eleitorais para a presidência dos Estados Unidos. Contudo, isso só foi possível em virtude de um brasileiro considerado pioneiro na transmissão de voz, Padre Roberto Landell de Moura. 2. PADRE LANDELL DE MOURA – PIONEIRISMO NO RÁDIO Teleauxiofono, Caleofono, Anematófono,Teletiton e Edífono. Essas palavras pouco comuns eram os nomes de alguns inventos do padre cientista Roberto Landell de Moura. Os três primeiros são telefones desenvolvidos pelo sacerdote, sendo que o anematófono corresponde ao telefone sem fio. Os dois seguintes são o telégrafo sem fio e o transmissor de ondas, respectivamente. Seus aparelhos foram patenteados em 1901 no Brasil e nos EUA em 1904. Entretanto, a partir de 1892 ele já realizava experimentos em São Paulo.
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Em 1893, Pe Landell protagonizou a primeira transmissão de palavra falada, sem fios, através de um transmissor de onda eletromagnéticas e de um telefone sem fio (Edífono e Anematófono). Além disso, em 1899, ele transmitiu a voz humana a partir do Colégio das Irmãs de São José, atual colégio Santana, no alto do bairro de Santana, zona norte da capital paulista. Seu feito assim foi noticiado pelo Jornal do Comércio:
No domingo passado, no alto de Santana, na cidade de São Paulo, o padre Landell de Moura fez uma experiência particular com vários aparelhos de sua invenção. No intuito de demonstrar algumas leis por ele descobertas no estudo da propagação do som, da luz e da eletricidade através do espaço, as quais foram coroadas de brilhante êxito. Assistiram a esta prova, entre outras pessoas, Percy Charles Parmenter Lupton, representante do governo britânico, e sua família.

Mesmo com tanta genialidade, Landell não foi valorizado no Brasil. O jornal espanhol La Voz de España, (editado em S. Paulo), no dia 16 de dezembro de 1900, se curvou ao talento do brasileiro e noticiou:
quantas e que amargas decepções experimentou Padre Landell ao ver que o governo e a imprensa de seu país, em lugar de o alentarem com aplauso, incentivando-o a prosseguir na carreira triunfal, fez pouco ou nenhum caso de seus notáveis inventos.

Depois de três anos nos Estados Unidos, Roberto Landell regressa ao Brasil em 1905 e envia uma carta ao Presidente da República, Rodrigues Alves. Ele solicitava dois navios da esquadra de guerra para demonstrar seus inventos que, segundo as palavras do próprio Pe Landell de Moura, revolucionariam a comunicação. O assistente do presidente o interpretou como “maluco” e o pedido foi negado. Na Itália, quando fez um pedido semelhante, Marconi teve toda a esquadra a sua disposição.
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3. A POPULARIZAÇÃO DO RÁDIO O rádio foi usado amplamente na Primeira Guerra Mundial e seus recursos nunca foram sequer cogitados para uso doméstico. Porém, com o fim da Guerra, uma grande quantidade de aparelhos de rádio ficou encalhada no estoque da indústria americana Westinghouse. Para evitar o prejuízo, a empresa instalou uma grande antena no pátio da fábrica para transmitir música no bairro e, assim, poder comercializar os aparelhos restantes. No Brasil, o rádio surgiu como um meio de comunicação muito conveniente, pois a grande maioria da população era analfabeta e não podia acompanhar os jornais – ditos elitistas. A primeira transmissão realizada em terras brasileiras foi o discurso do então presidente Epitácio Pessoa, em razão do centenário da Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1922. O rádio crescia em todo o mundo. Nos EUA, registra-se a criação de mais de 300 emissoras de rádio entre 1921 e 1922. Logo em seguida surgiu o rádio comercial. As emissoras conquistaram o direito de sobreviver com recursos próprios e passaram a vender espaços publicitários da programação. No Brasil, a primeira rádio foi fundada em 1923, por Edgard Roquete Pinto e Henry Morize. Chamava-se Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Surgia o conceito de “rádio sociedade” (ou rádio clube), onde os ouvintes eram associados que contribuíam com mensalidades para a manutenção da emissora. Personagem marcante na história do rádio no Brasil foi Getúlio Vargas. Ele teve uma relação bem estreita com o rádio. Ao mesmo tempo era incentivador
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e controlador do sistema de radiodifusão. Vargas utilizava esse meio de comunicação em massa para disseminar seu plano de integração nacional, divulgar a imagem dos produtos brasileiros no exterior e, sobretudo, para ser ouvido pela população. Com Vargas nasceu a “Voz do Brasil”, com o intuito oficial de informar a população e com objetivo oficioso de promover a própria imagem. Quem não ouvia a Voz do Brasil era considerado subversivo e podia ser preso. Assim, além de controlar as concessões do rádio brasileiro, o governo também descobria o rádio como veiculador de propaganda política – ainda que fosse extremamente parcial. 4. “RADINHO DE PILHA” – O ADVENTO DO TRANSISTOR O rádio à pilha foi inventado na França, em 1920, e com ele também nasceu o fone de ouvido. Entretanto, a mobilidade do aparelho surgiu apenas em 1947, com a invenção do transistor. Logo após a Segunda Guerra Mundial, os laboratórios estadunidenses “BELL” desenvolveram um componente de tamanho diminuto e se dispuseram a conceder por $25.000 uma licença para que se produzisse o dispositivo em larga escala. Em 1954, após três anos de muitas tentativas, a companhia Texas Instruments (TI) consegue desenvolver um método de produção em larga escala do Transistor de Unijunção de Germânio. A partir daí, começa-se a preparar secretamente o lançamento de um rádio de pequeno porte totalmente transistorizado. Dentre os principais fabricantes de rádio dos EUA, apenas a indústria IDEA (Industrial Development
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Engineering Associates) se interessa pelo projeto. Contudo, no natal de 1954, a IDEA e a TI lançam um pequeno rádio de bolso, totalmente transistorizado, o “REGENCY TR-1”. No Brasil, o primeiro receptor à pilha foi fabricado pela Philco por volta de 1959. Era o PHILCO TRANSISTOR B-45. Ele era composto por 7 transistores de germânio alojados em caixa de plástico preta e tinha uma embalagem que atentava para o fato do aparelho não possuir válvulas. A novidade foi um sucesso e, ainda hoje, é possível encontrar rádios como esse em pleno funcionamento no interior do país. 5. RÁDIO NA INTERNET: FUTURO OU PRESENTE? Depois de ter se popularizado no Brasil e no mundo, o rádio disputou o gosto popular com a televisão, principalmente a partir da década de 1940. Nessa época, a revista norte-americana Time ousou prever que, cedo ou tarde, a TV tornaria o rádio tão obsoleto quanto o transporte a cavalo. Isso não aconteceu e ambos os veículos coexistem até hoje. O desafio da atualidade é outro. O rádio busca perpetuar seu espaço em meio a um mundo totalmente virtual e globalizado. A interatividade permitida pela rede torna a missão mais difícil. Até porque, para Bertolt Brecht, essa seria a essência do rádio:
Todos os domicílios deveriam ter um aparelho emissor-receptor através do qual os indivíduos poderiam manter relações políticas e culturais recíprocas, constituindo uma espécie de assembléia popular permanente. (Teoria do Rádio)

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Contudo, as emissoras de rádio não se arriscam num embate pela preferência popular. O caminho natural – e mais inteligente – é a adaptação ao novo, que neste caso é a internet. Hoje em dia, todas as grandes emissoras de rádio possuem seus portais na grande rede e qualquer internauta pode ouvir a programação em tempo real. Além disso, há também o surgimento de web rádios como alternativa para os ouvintes mais – ou menos – críticos. O radialista Clóvis Monteiro (Rádio Tupi) e a supervisora da rádio UERJ Online, Gisele Sobral, gentilmente cederam entrevista para este trabalho e expressaram suas opiniões em relação ao futuro e o presente do rádio. “A Era de Ouro do rádio é hoje!”. Essa é a opinião de Clóvis Monteiro, que acredita no futuro e, sobretudo, no presente do rádio. Para ele, a internet ajuda muito, pois transpassa as limitações físicas das ondas de rádio. Clóvis ainda ressalta que qualquer pessoa pode ouvir uma rádio internacional e destaca o número de brasileiros que moram em outros países que utilizam as rádios para se manter informados sobre o Brasil. O radialista baseia suas expectativas sobre o rádio na credibilidade desse meio de comunicação. Ele cita a pesquisa feita pelo Vox Populi, sob encomenda do Grupo Máquina, que aponta o rádio como veículo de informação mais confiável pelos brasileiros. Nessa pesquisa foram ouvidas 2,5 mil pessoas maiores de 16 anos, entre 25 de agosto e 9 de setembro de 2009, no Distrito Federal e nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
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O levantamento mostra que os sites de notícias e blogs jornalísticos já são a segunda principal fonte de informações, citados como primeira opção por 20,4% dos entrevistados e ficando atrás apenas da TV, com seus 55,9%. Na seqüência, aparecem jornais impressos (10,5%) e rádio (7,8%). Mesmo não sendo a primeira fonte de informação, a pesquisa aponta o rádio como a mais confiável. O Vox Populi pediu que os entrevistados dessem notas de 1 a 10 no quesito credibilidade aos meios de comunicação listados. Resultado: o rádio pulou para o primeiro lugar, com média 8,21. Em seguida, estão sites de notícias e blogs jornalísticos (8,2), TV (8,12), jornais online (8,03), jornais impressos (7,99), revistas impressas (7,79), redes sociais (7,74) e revistas online (7,67). Clóvis Monteiro ainda ilustra a importância do rádio no cotidiano do cidadão:
Hoje em dia, todo mundo vai para o trabalho ouvindo o rádio do carro. Quem não tem carro liga a função rádio do celular ou do mp3 e ouve dentro do ônibus, do trem, etc. O rádio é muito próximo do povo.

Para Gisele Sobral, “o que a gente está vivendo em termos de rádio é o presente do futuro”. A supervisora da rádio UERJ Online acredita que a rádio na internet é o presente e que o rádio digital surge como um futuro incerto. Ela ainda declara que a web rádio não aparece para substituir nenhum meio de comunicação e que, “hoje em dia, não faz nem cosquinha na rádio convencional”. Gisele explica sua opinião de uma maneira simples e objetiva:
No Brasil, 20 milhões de pessoas têm acesso à internet regularmente. Isso é muito pouco. E por outro lado, 98% das pessoas no país possuem rádio. Existem localidades que nem a

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televisão chega, mas se você for lá, no meio do mato, tem rádio. A rádio na internet não veio para acabar com a rádio tradicional, assim como a televisão não extinguiu o rádio.

Outro ponto bastante relevante é a linguagem da web rádio que é totalmente diferente das grandes rádios do país.
Na rádio online utiliza-se não só o áudio, mas também imagens, fotos, textos e muita interatividade. É uma adaptação a essa tecnologia e qualquer um pode ser agente da comunicação. E as grandes rádios já estão se adaptando para essa futura convergência de mídias.

Gisele também aponta as dificuldades de se pensar na programação de uma rádio online:
Quando alguém está navegando ele tem milhões de opções para sair dali. Então, a probabilidade é que as pessoas escutem pouco tempo. Não dá pra se fazer um programa como na rádio AM, com três horas de duração. Na internet, você faz rádio para um público menor e mais específico. Nem se compara com uma rádio convencional. Talvez mude com o tempo, mas por enquanto a realidade é essa.

A partir das declarações desses profissionais e das análises históricas aqui realizadas, pode-se chegar a algumas conclusões.

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6. CONCLUSÃO Primeiramente, o rádio não sucumbirá. Esse meio de comunicação já provou sua importância e tem lugar cativo na rotina do cidadão. Aliado a esse “carinho” que o brasileiro construiu com o rádio, verifica-se aparelhos de rádio cada vez mais modernos e desenvolvidos. Hoje, quase todos os celulares são vendidos com a função rádio FM e, além disso, todos os tocadores de mp3 também sintonizam as freqüências moduladas do rádio. A rádio online é algo inovador e não há como comparar ou disputar com o rádio convencional. Como bem explicou Gisele Sobral, as rádios online buscam um público diferente da grande mídia. Geralmente são menores e mais específicos, o que não alimenta a cultura de massa, pois a internet vale-se da heterogeneidade. Os roqueiros acessarão as rádios que tocam rock’n roll; Os universitários da UERJ navegarão pela rádio da universidade; os engajados políticos buscarão as notícias de seu partido, etc. Obviamente, não há como adivinhar o futuro. Afirmar com exatidão o que as novas tecnologias reservam para o rádio e seus afins é quase profano. Porém, podem-se prever tendências. Entre elas, destaca-se a linguagem jornalística misturada à linguagem cibernética. A hipersimplificação que outrora o jornalismo foi “acusado” está voltando nos messengers, nos sites de relacionamentos e nos torpedos de celulares. Hoje, uma notícia pode correr o mundo através de poucas – e abreviadas – palavras. Há ainda a Rádio Digital que aparece como uma incógnita devido a seus custos. Essa iminente novidade requer uma estrutura diferenciada e, além
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disso, exige que o consumidor também tenha aparelhos adequados. Entretanto, no Brasil a questão social sempre é fator preponderante em qualquer análise. Por mais que, num futuro não tão distante, só vendam aparelhos de rádio digital, é difícil imaginar a população deixando de adquirir um “radinho de pilha” por R$10,00 para comprar a novidade por R$500,00 ou mais. Diante de todas essas tecnologias e tendências para o futuro, pode-se dizer que o jornalismo radiofônico há de se tornar mais democrático. A internet já permite esse recurso, mas a convergência de mídias trará ainda mais participação interativa do grande público. Atualmente, é possível filmar um acidente, enviar o arquivo para uma emissora e assistir a gravação minutos depois. Isso tudo no mesmo aparelho. O barateamento dos iphones e dos aparelhos do gênero “MP” (mp7, mp10, mp12, etc.) tornará o cidadão cada vez mais agente da comunicação. Portanto, o futuro e, sobretudo o presente do jornalismo radiofônico estão assegurados. É quase impossível a extinção da profissão ou da mídia rádio, dada a importância dela na sociedade. Um país que cultiva os “PHILCO TRANSISTOR B-45” em suas terras há mais de cinqüenta anos, não deixará o rádio morrer e nem o pior, perder a audiência.

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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
http://www.microfone.jor.br/historia.htm

http://www.sulradio.com.br/destaques/destaque_13034.asp

http://www.locutor.info/audioEradeOuro.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Landell_de_Moura

http://www.teleco.com.br/nrtv.asp

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