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insucesso escolar - abordagem psicopedagógica das dificuldades de aprendizagem vitor da fon

(1999). 2ª ed. lisboa: Âncora editora. Índice prefÁcio da 2. ^ ediÇÃo... 7 introduÇÃo 13 ca


etiológicos das dificuldades de aprendizagem 133 factores biológicos... 135 factores genéti
347
problemas perceptivos. 364 problemas emocionais. . 377 froblemas de memória 379 problemas c
longitudinal, uma vez que a implicação deste facto crucial e controverso dos sistemas de en
(termo que unicamente quer ilustrar uma dificuldade em diagnosticar e compensar as necessid
para se identificar crian as e jovens com da, é necessário que se vá mais longe do que até
incluídos, mesmo não tendo sido identificados objectivamente como revelando da. quais são o
porque não há caracteristicas ou comportamentos especi ficos do estudante com da, isto é, a
o autor 12 introduÇÃo ao apresentar o actual volume, queremos alenar que não se trata de um
processos de caracterização e observação pedagógica, dos condicionalismos sociais da educaç
projectos; porém, a exiguidade dos recursos e a incompreensão institucional não permitiram
nelson mendes, maria ceci ia corrêa mendes, arquimedes silva santos, ramos lampreia, olga m
séeulo xv nos reinados de luís xiii e luís xiv, a entrada para a escola é criada aos nove e
comodação aquisição
aprendi7agem condiçdes intemas
figura i - interacção dos factores da aprendizagem humana na base da transmissão de conheci
processo diagnóstico- intervenção. muito se descreve e investiga sobre as da e o insucesso
teorias de dominância hemisférica (orton 1931), as teorias perceptivas (bender 1957, frosti
organização neurológica basicamente perturbado. porque a causa é biológica ou endógena, est
1) um perfil desorganizado das funções perceptivo-motoras, quer nas funções visuo-motoras (
sim preocuparmo-nos com como a criança realizou e atingiu tal resultado. em complemento, o
investigações realizados com crianças com lcm e com crianças com da. de qualquer forma, a e
insucesso escolar - abordagem psicopedagÓgica kephart, para além do seu trabalho no domínio
linguagem ipnual leitura de palavras com compreende identifica objectos y escreve com uma c
mobilm e
2) manipular externamente o corpo em padrões corporais característicos da lesão cerebral; 3
influência marcante de strauss e werner. samuel orton em 1930, independentemente de ser con
1) a comunicação com os outros seres da sua espécie 2) a dextralidade manual (tool user), d
fúmisfÉrlo ' ' esquerilo 2 - 2. e 3. 8i - temooraliscentro de compreensão das palavras e da
i i-lemisfÉrio direito figura 5 - o hemisfério esquerdo e o hemisfério direito. um responsá
-, a utilização do método global pode estar contra-indicada para crianças disléxicas visuai
procura ver as necessidades da criança quanto ao processo de aprendizagem e não defender um
situação escolar actual evidenciam problemas de aprendizagem da linguagem. para portugal o
das da, encontra-se numa situação qualificada para alertar para vários problemas. dentro de
gestaltistas (goldstein, werthein, etc. ) e com formação em patolngia da fala, no hospital
eclética integra ainda os trabalhos de zangwill e de kimura, pondo em destaque a importânci
,
, , , ir "' , --, ; t auditiva i
estímulo estímulo resposta resposta auditivo visual verbal motora completamento gramaúcal c
sete anos mais tarde, em 1968, publicou a sua nova edição, tendo introduzido correcções nos
descobre aqui uma igual. .
`e y" figura 8 - imagens de recepção visual do itpa 41 insucesso escoiar - abordagem psicop
da expressão manual: figura 10 - imagem de expressão manual do itpa 43 mostra-se várias fig
passado e preseme nas dificuldades de aprendizagem associação descodificação 1 3 5 codifica
sem déficeÁrea fone défice marginal défice nivel representacional nivel integracional 1. de
codificação
(principal axis factor analysis), encontraram mais diferenças discri minativas nuns níveis
itpa: figura 13 - resultados do i1'pa em bons e maus leitores 47 a m a 8 po sem dificuldade
expectaávo das crianças e o seu nível de realização actual. a criaçãó do quociente de apren
mínima' (l. cm) se refere mais a manifestações de comportamento do que à quantidade de cére
pode provocar grandes efeitos no comportamento, enquanto uma grande ou extensiva disfunção
i
i i ' i ' i ' i i i i i i i i i ' i i i i ' ' i ' ' i i ' , i i i l i i i i i
'_ l r-' ; ' ' l---l-r-' ' , , ' l-- ---l-r--
- --- -- i i i i --l-- -- i ' i i i desintegração da experiência i i - --- -- ' i i -i ' i
,
--, i ' i ; funções intra-sensoriais , i ' ' i l---j i - --- ---- -- i i r--------l - r- 1-
;
' ' l--
' ' --j
figura 15 - modelo de dificuldades de aprendizagem, segundo myklebust o problema é demasiad
tamanho. para ambos os investigadores, os disléxicos apresentam as áreas relevantes da ling
aprendizagem e não um problema de incapacidade de aprendizagem (afasia, alexia, agrafia, et
a linguagem resulta da transformação de uma informação sensorial numa informação cognitiva,
significação não é uma palavra. vejamos superficialmente alguns aspectos psiconeurológicos
figura 18 - no lóbulo temporal situam- se as unidades sensoriais. a área de wernicke recebe
coordenados e integrados pelo trabalho do tronco cerebral. a aprendizagem da linguagem, por
figura 20 - incapacidades e dificuldades de aprendizagem teremos de reconhecer, como afirma
i
, i i ', i
para este investigador, a dislexia constitui uma desordem cognitiva e uma desordem da lingu
e
obter significação compreende uma relação com o pensamento abstracto. deduzir, inferir, imp
ou curvas, ângulos, orientação vertical ou horizontal, etc. quando as letras não são reconh
figura 21- processo de leitura, segundo myklebust passado e presente nas dificuidades de ap
lnsucesso escolar - abordagem psicopedagÓgica e no outro, tendo obtido as mesmas conclusões
a título informativo, podemos acrescentar que essa bateria muito extensa tinha os seguintes
insucesso escolar - abordagem psicopedagÓglca bateman subentende o processo diagnóstico-int
passado e presente nas dificuldades de aprendizagem linguagem falada) e no plano da integra
3 diagnóstico das áreas de dificuldade 4formulação de bipbteses de diagnóstico 4 que se lig
r i e n t a Ç a 0
problemas de comunicação 9 / problemas psicomotores
/\i i
figura 23 - modelo tridimensional de da, de bateman 67 insucesso escoiar - abordagem pslcop
em crianças norntais e em crianças com da e com lcm. deste trabalho conclui-se que as crian
l-- -ji Ì - j insucesso escolar - abordagem psicopedagÓgica as situaÇões visuais incluem: a
passado e presente nas dificuldades de aprendizagem reconhecida como uma das autoras da ped
so rncesso processo Ç proceseo vsual auditivo (cognidvo) motor insucesso escolar - abordage
começarem pelas histórias dos adultos. as ideias ou os interesses e motivações das crianças
aspectns (jeed-backs) decorrentes do plano de intervenção reeducaúva. os mesmos autores dei
` com mento ` classificação ` consequ8ncias educacionais ` orientação ` comportamento sócio
insucesso escolar - abordagem psicopedagÓgica este esquema pode ser simplificado com base n
ou produtos (unidades, classes, relações, sistemas, tcansformações e implicações), totaliza
modelo de deficiência sensorial úpica (deficiêneia visual ou deficiência auditiva) m odelo
modelo de deficiência d e comunicação e de deficiência motora (ou de afasia motora) figura
semânt co - significado ' comportamental - pensamentos, intenções figura 32 - estrutura do
e a implementação de aquisições e sequencializações cuidadosamente programadas. o enfoque c
memória (processo de codificação). para morrison o processo de informação decorre em duas f
ainda outra dificuldade é a que resulta da impossibilidade de observar anormalidades ou abe
algumas persp< w actuais vejamos agora, muito rapidamente, algumas alternativas conceptuais
l5- fiipbtese do correntes ' educando actuais inactivo das 2- teoria integrada (torgesen) d
para adelman, a despersonalização do programa escolar constitui um etor determinante no pro
este autor apresenta-nos, de uma forma clara, a complexidade da acúvidade cognitiva humana
i no sentido de passado, ou melhor, de retenção da experiência em termos de conservação d v
passado e presente nas dificuldades de aprendizagem esta perspectiva parte do pressuposto d
inicial da aprendizagem da leitura requer uma diversidade de aquisições perceptivovisuais (
didácticos e do envolvimento da classe, provavelmente as situações de instrução tendem a de
tão-pouco dados empíricos) de que as da e as dificuldades da leitura incluem, igualmente, d
figura 36 - concepções perceptivas e linguísticas das da, segundo vellutino este autor incl
criança ou o educando inactivo e com da não manifesta as condições acima referenciadas. a i
hierarquizados. a sequêneia hierarquizada equaciona uma aprendizagem de subaquisições mais
científicos. as decisões de política educativa têm-se baseado preferencialmente em preocupa
94 figura 37 - da no sistema de ensino dificuldades de aprendl7 agem: anÁlise contextual e
insucesso escolar - abordagem psicopedagÓgica para minimizarmos a confusão crónica que cara
dificuldades de aprendizagem: anÁlise contextual e novos desafios encarregados de educação
modelos de avagação das da a inadequabilidade científica que muitos testes psicométricos tr
98 dificuldades de aprendi7agem: anÁlise contextual e novos desafios tivo. um número import
insucesso escol ar - abordagem psicopedagÓgica a inteligência como capacidade de adaptação
efeitos, próximos e distais (longitudinais), de programas reeducativos ditos kcompetitivos,
no mesmo quadro de referência, quatro grandes conceitos de da emergem à superfície: 1) tem
investigações qualitativas. a muitos estudos sobre da falta perspectiva e robustez científi
todo o director ou gestor pedagógico com funções de coordenação de recursos, todo o pessoal
, ; :-. q tores do futuro devem produzir ensaios que possam servir de basedc referência a q
1989). o professor (mediatizador) traz também: conhecimentos pedagógicocientíficos, atitude
qualitativos e quantitativos, exposição e interacção linguística (conceitos, vocabulário, e
: figura 39 - tipos de da - combinações disfuncionais estudos avançados por vaughn e bos 19
de prosseguimento da evidência lógica, de pensamento hipotéúco e inferencial, etc. ); espec
dificuldades de aprendizagem: anÁlise contextual e novos desafios testes disfunÇÕes cogniti
111 insucesso escoiar - abordagem psicopedagÓgica testes disfiinÇÕes cognitivas nÍvel de in
12. falta ou disfunção da inte riorização. 13. não-elaboração de certas cat. egorias cognit
para aprender é necessário: perceber, compreender, analisar, armazenar, chamar, elaborar e
o modelo funcional considera as da como resultantes de disfunções ou desordens nas várias á
questionáveis. um dos estudos longitudinais mais prestigiados (belmont e belmont 1980) most
estudo epidemiológico da ilha de wight da autoria de rutter e yule 1973. nesse estudo riúnu
deficiente mental moderada ou treinável. subtipos de da no ensino seeundário 5) o jovem das
do diagnóstico e na etiologia obscura, onde contluem, dialéctica e interaccionalmente, múlt
i - 0, 5% a 2% de crianças com da com lesões mínimas do cérebro; -2% a 7% de crianças com d
só, cinco professores especializados nas aquisições de lei ra, escrita, cálculo e cognição.
definição, proposta por vários autores (eisenberg 1966, newbrough e kelley 1962, walzer e r
analysis ofreading ability). todas as crianças que apresentassem cotações até 28 meses abai
maximização do seu nível funcional de aprendizagem. a criança com da não pode, por definiçã
socioeconómicos, por consequência de situações de privação ou de desajustamento biossocial.
não é só a criança desfavorecida que vive em habitações pobres e carenciadas que sente prob
- etc. destes dados podemos facilmente compreender que se torna difícil determinar a nature
redução do estatuto socioeconómico, dislexias baixo salário, e insucessos selecção material
129 /nsucesso escolar - abordagem pslcopedagÓglca mentos desejáveis nem iniciativas e dilig
130 etiologia e epidemlologl a das dificuldades de aprendl7agem 11 1 funções funçóes genéúc
factores factores factores h ne h culturais cerebrais psicológicos e envolvimentais forças
neles uma multiplicidade de interacções dinâmicas, como tentámos equacionar (figura 42). o
aspectoscondições
teorias sociais
pediavas
pedagógicas neurol
figura 44 - o universo interdisciplinar das da 132 ei7ologia e epidemiologia das dificuldad
também richardson 1966 sublinhou a importância dos factores sociais e envolvimentais, que i
suburbanas, casa: relações familiares e orga- escola: educação, psofessores, urbanas e rura
etlologia e epidemiologia das dificuldades de aprendi7agem 10) dificuldades em associar fac
envolvimentos intrauterinos desfavoráveis (embriopatias, fetopatias, placentopatias, etc. )
dificuldade de aprendizagem " figura 4 - interacção etiológica da disfunção cerebral e das
intersensorial, etc. ) e competências cognitivas (integração, significação, generalização,
pares de dizigóticos evidenciavam concordância. em ambos os estudos foram detectados erros
com um mínimo de credibilidade. corah 1965, através do seu estudo longitudinal, de sete ano
vinham quase sempre de lares pobres. foi também possível, com o mesmo índice, detectar o pa
142 etiologia e epidemiologia das diflculdades de aprendi7t gelk tir do estudo educacional
3. a) hipertrofia, que decorre ao longo da infância, quando se opera o crescimento do taman
vários investigadores referem as implicações nas mudanças bioquímicas, nas alterações da fo
!45 insucesso escolar - abordagem psicopedagÓgica causadas por h. in, fluenzae, cinco por m
146 etiologia e epidemiologia das dificuldades de aprendl7 agem É interessante assinalar qu
insucesso escolar - abordagem pslcopedagÓgica factores sociais vários enfoques etiológico-s
métodos de ensino
naturalmente defendemos a inseparabilidade biossocial, onde é impossfvel opor os factores b
grande instabilidade familiar, quase caótica, os fllhos eram quase abandonados e isolados.
com oportunidades educacionais tão discrepantes e inconsequentes. tais discrepâncias são co
organizados e sistematizados neste domínio. sem esta intervenção na linguagem, as crianças
um terço dessas crianças únham mesmo coneluído o diploma superior. em contrapartida, metade
do aproveitamento escolar. daí a sua problemática e a sua contradição sociocultural, daí ta
no seu estudo, a população das crianças com da apresentou significativamente mais histórias
kerdel-vegas 1968, testando a inversão de letras na leitura e na eserita (estrefossimbolia)
bons leitores crescia de 9% para 60%. interessante é notar dc que a percentagcm de bons e m
condição introduz modificações neurobiológicas e neuropsicológicas diminuidoras do poten ci
extinguirão. a existência de vários modelos diferentes, por vezes até lamentavel= mente hos
de equipa no jardim infantil, na pré-primária e na primária, o avanço nesta tão complexa e
avanço integrado de medidas de prevenção no sector das da. sem se assegurar um conjunto de
durante os últimos 60 anos, e todos eles são unânimes em considerá-la o comportanento mais
16 visÃo integrada da apren dl7 agem condicionamento, isto é, a evocação de respostas por e
aprendizagem bumana e aprendizagem animal com base nas teorias da aprendizagem, podemos inf
individualmente, as novas gerações foram e vão tomando contacto com sistemas de significaçã
insucesso escoiar - abordagem psicopedagÓgica aprendizagem e motivação a noção de motivaÇão
vezes a sua facilitação, outras vezes a sua inibição. os estímulos devem agora ser analisad
novas a prendizagens expressÃo pensamento i i respostas percepção organismo modificada orga
aprendizagem e as dificuldades (da) e a noção de deficiência no contexto, não do comportame
chegar à idade adulta. o desenvolvimento é encarado exclusivamente como uma maturação bioló
não biológicos. estamos no abehaviorismon, que tem em watson, 1925 o seu grande impwsionado
desta forma, a hereditariedade desviante pode ser significativamente corrigida através da p
como sejam: níveis baixos de atenção selectiva; dispraxia; problemas de controlo; dificulda
figura 52 - factores da aprendizagem 176 visÃo imegrada da aprendiltlgfrb dentro desta área
177 insucesso escolar - abordagem psicopedagÓgica a aprendizagem satisfatória dá-se quando
51<v o percep ao 5p tq 55 o ~ e a. -, tq y ez a i tq de 5 :"' processamento sensorial legen
visÃo imegrada da aprendtl agem tais sistemas de processamento da informação constituem a f
nÃo ve nÃo rgql, verbal l> sistema sistema i ntra-memisférico inter-hemisférico sistema hem
(3' uniaad<) (2' unic e) ` xia ` in ` linguegcm expnssive v somewgnosie ` pleaificeçáo des
q
figura 55 - Áreas de proeessamento especializado do cérebro É importante notar que cada mod
sistema nervoso central (snc) figura 57 - modelo de wepman em resumo, o modelo de processam
auditivo repetir palavras visual copiar uma figura tactiloquinestésico comparar texturas in
sensação percepção d
-figura 60 - hierarquia da experiência num âmbito mais disfuncional, podem dar-se as agnosi
processo cogniúvo, incluindo todos os processos de classificação e categorização da informa
o'
' o á procura e localização. snc q. f 5 conceitos de hierarquização q" d o armazenamento i
ii - o 0 qán 0 visÃo audiÇÃo tacto a q quinestÉsico 40 ô ó q 0 estimulação q4 receptores l
capÍtulo 5 contribuiÇÕes da psiconeurologia para as dificuldades de aprendizagem relações e
aprendizagem. o psicólogo escolar não poderá ignorar o papel dos factores etiológicos das d
localizadas, mas também equacionar apropriadamente a natureza dos seus efeitos em termos de
simbólica. do homo habilis ao homo sapiens verifica-se um salto de maturação e de transição
encarada não como um conjunto de processos indiferenciados, inacessíveis ou incogniscíveis,
inteligência é útil, desde que estejam em causa a educabilidade e a modificabilidade da int
subsequente da capacidade de utilização de palavras para expressar sentimentos e ideias. br
o sz ' acalculia w elaboração fala agnosla df do 5 ' faia h leitura ana auaiçio frla v jw v
de correlação; 5) a sintaxe - sistema necessário para relacionar palavras que sejam necessá
p c representaçgo i i 0 n 0 a i 0 i linguagem i 0 ng
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c s Ú Ç Ã a
aii e p Ç eiÇ 0 0
i lia
o uÇ a e 0 0 eventos bistória processo auditivo (par1 lpve)
iÁ s, i Ç ,a iÃi i à h membúa i 0 i
r ic [anatomia aiiemu ocessos) i
d Á Ç i0 i
s Ç s à 0
d Á 0 Ã 0
p, s Á
u
processo processo p n0 c
expressivo
sensaÇÃo (1) compreensÃo (3) sequencializaÇÃo (7) representaÇÃo (4) percepÇÃo (2) controlo
a construção de fonemas está na base de um complexo e pouco estudado sistema de análise de
Área de broca - É a área adjacente ao córtex motor que controla o movimento dos músculos do
o método patológico pode separar o que está unido e que é, consequentemente, inacessível. a
várias baterias são utilizadas nesta perspectiva (bannatyne 1971, benton 1972, myklebust 19
v) testes para afásicos bateria para afásicos de spreen-benton vi) miscelânia teste de domi
halstead 1947 e reitan 1956 já tinham proposto a noção de inteligência biológica (biologica
à sua competência manual? a que nível se situa a sua praxia conswtiva? quais são o seu voca
linguagem, como é o caso da leitura ou da escrita. de uma globalidade dinâmica emerge uma e
motoras, o que justiflca a necessidade de métodos de aprendizagem compensatórios. gaddes 19
do cérebro 8- discriminação e sequencialização auditiva 5- integração tbnica 7- integração
insucesso escoiar - abordagem psicopedagÓgica ti, wrs recursos unidades funcionais sistemas
se, sim, de perspectivar sistemas dinâmicos integrados noutros sistemas mais hierarquizados
e dos equivalentes i tradução auditivos / fonemas síntese comparação terceiro bloco equival
rechamada dos articulemas (Área de broca) motoneurõnios superiores frontais transformação d
evidentemente que os dois hemisférios realizam um diálogo cruzado e uma eofunção, como prov
problemas. por último, a da pode resultar de disfunções na terceira unidade (terceiro bloco
o acesso à cognição e à conceptualização é conseguido na base de modificações metabólicas e
as aprendizagens escolares primárias (ler, escrever e contar) colocam mais em jogo as funçõ
actividade cerebral tendem a aperfeiçoar-se, pelo que poderão daí nascer novos ensinamentos
hemisférios), impedindo a ligação entre o lóbulo occipital direito e o girus angular esquer
219 insucesso escol4r - abordagem psicopedagrlglca o modelo psiconeurológico pode ser um su
comribui Ões da psiconeurologl a para as dificuldades de apren dil agem h emisfério hemisfó
global organi?ação e seriação organização gestalústa análise síntese funções mdo-ou-nada fu
Áreas frontais expressão oral (anteriores) funções de ordem e seriação memória curto termo
alternativa. percepção com nsão -z" z "! d interpretação significação visão optema) optema-
figura 70 - processo da leitura 223 insucesso escolar - abordagem psicopedagÓgica alguns fa
hemisfério c ler (l) esquerdo ' ' escrever (e) ( ) f ( ) figura 7l - aprendizagens pré-prim
vr' fal (f
coniribuiÇ'Ões da psiconeurologia para as flificuillades de aprflv diiagfjk de acordo com t
225 insucesso escoiar - abordagem psicopedagbgica ralização reflecte a integração neuropsic
contribuiÇÕes da psiconeurologia para as dificuldades de apren dl7 agf. f com estes dados s
conduta -t meio q, rm amekfo v 'kaÇÃo lpjguagem -t informaÇÃo analise fo decisÃo aniculemas
ao processamento da infonnação auditiva. os disléxicos mostraram neste estudo um atraso mat
consc ncia econtrolo corporal 11 , gem çgo )u resposia imediaia moni oriz selecçào dos esum
insucesso escolar - abordagem psicopedagÓglca bakker e colaboradores 1976 exemplificaram qu
sacádica (movimentos aos saltos), põe em jogo um sistema visuomotor muito complexo, onde se
contrib ufÇ'Ões da psiconeurologia para as dificuldades de aprendizagem a visão é um sistem
manifestaram oscilações involuntárias rápidas nos globos oculares com perturbações vestibul
jastak e jastak 1976 sugerem que os disléxicos apresentam défices vasculares entre os centr
nostrand 1973, birch e belmont 1964). a ordenação, a sequencialização de estímulos auditivo
nome data de nascimento fase de aprendizagem data de observação i observações pedagógicas c
2
3
.1 .i
2 2
2. 1- leitura silenciosa 2. 2. 1- postura corporal. 1 2 3 2. 2. 2- atenção e segurança... .
observações complementares idade anos meses perfil do processo audlllvo perfii. de fjol ds
as perturbações na percepção auditiva são frequentes nas crianças em idade pré-escolar e es
daí a necessidade de se desenvolver um instrumento de identificação, de fácil e económica a
1. tetliativa 2. a tentativa 4. 1- /pl - yé/ (pé-fé-sé) 4. 2- /k/ - /a/ - /m/ - /a/ (gama-c
7. 8- chuva 7. 19- anunciar 7. 9- peões 7. 20- socorrer 7. 10- marco do correio % êxitos 7.
242 capÍtulo 6 taxonomia das dificuldades de aprendizagem como temos vindo a analisar, a ex
estas são algumas das denominações aplicadas por investigadores para caracterizar as crianç
outros autores avançam com outras definições, das quais destacamos, pelo seu interesse, as
as dificuldades podem ser manifestadas por desordens: na recepção da linguagem e na sua com
problemas da fala, etc. ; 4. relação dialócÚca entre meio e aprendizagem, entre hereditarie
des de aprendizagem e
figura 78 - princípios para uma definição das difculdades de aprendizagem 247 insucesso esc
lado, e neurológica como estrutura e substracto por outro. quer dizer, no caso das da é pre
compreendem perturbações que incidem sobre a recepção, a integração (compreensão) e a expre
deficiente. a criança deficiente mental apresenta um potencial afectado, enquanto que a cri
251 insucesso escoiar - abordagem psicopedagÓgica leitura corporoespacial, quer ipsi ou con
taxonomia das dificuldades de aprendizagem em termos académieos, por outro lado, tendem a a
É evidente que uma perturbação nos processos cerebrais intra e interhemisféricos (fonseca 1
e *
== &a figura 79 - dificuldades de aprendizagem não verbais (danv), segundo rourke, 1955) 25
insucesso escolar - abordagem psicopedagÓgica a forma como as palavras são utilizadas nas c
visual, auditiva ou tactiloquinestésica; daí que seja necessária uma definição mais precisa
diagramas, quebra-cabeças (puzzles), brinquedos de construção tipo lego, jogos lógicos, ban
cialmente os que envolvem movimentos rápidos, coordenados e integrados dos membros que cons
invariante postural do indivíduo é indispensável a todas as fornzas de aprendizagem, sejam
com défices posturais e somotognósicos, os défices práxicos são inevi táveis. a diflculdade
independentemente da sua relevância para as circunstâncias presentes, ela é atraída por dis
para conigir estes comportamentos deve-se começar por analisar as situações em que eles oco
tarefa-sujeito, onde a resultante coloca em jogo um baixo nivel de vigilância optimal, níve
a impercepção social implica uma dificuldade da criança para com preender o envolvimento so
exibindo e revelando condutas exageradas de regressão. os pais e professores tendem a minim
escrita) e um variado número de funções especializadas, incluindo 268 taxonomia das dificul
(feuerstein 1975, fonseca e santos 1995) indica um novo caminho a seguir para que uma inter
Í
só muito recentemente é que as crianças com danv foram identifica das. no entanto, apesar d
taxonomia das dificuldades de aprendizagem talvez ainda de forma mais básica, a criança dev
deve avaliá-los de forma contínua em relação à compreensão destes conceitos nos mais variad
integração holística da experiência. tarefas passo a passo, com recurso a conceitos básicos
(1) quando não se idenúf ica uma causa orgâ- (1) quando resultam de condições, desordens, n
diagnosticadas em: deficiência visual, deficiência auditiva, deficiência mental, deficiênci
2) problemas perceptivos 2) problemas de comportamento 2. i do processo audiávo reactivo di
psicológicos; - deficiências de comunicação. outros factores podem produzir as da ii e esse
a taxonomia das da apresentada no quadro procura equacionar dois tipos de problemas. primei
de intranettmssenintemeurossensoeptendizegem sorieis s sistemas ~ integrativos Áreas cetebr
auditivotacútoquinestésicas b e na aprendizegem Área visual Área associaúva visuel Ána asso
a
' sistema visual ( afomovicidade)
codihlcaÇÃo descodiÈicaÇÃo sistemas de output sistemas de input apùdões apùddes - apiidóes
insucesso escolar - abordagem psicopedagÓgica lbbuto parietal tactiloquinestÉsico 7 (tq) tq
1- linguagem interior - não verbal - tq v 2 - linguagem auditivorreceptiva - tq -a a (conce
.o m9 c io v i i i
audiÇÃo input -1 linguagemfalada output quinestÉsico linguagem falada linguagem nÃo vfrbal
disgrafa dislexia
fig. 78 - modelo de hierarquização da linguagem, de myklebust dos simulacros, a representaç
linguagem gestual vai consolidando a linguagem interior. de facto, a significação é o facto
a aquisição da linguagem na criança é um processo activo, e não apenas um processo passivo,
ia, pois muitas vezes trabalha-se na expressão (praxia), em vez de se abordar a recepção (g
períodos nos quais as sequências de palavras se encontram conswídas. a expressão, nestes ca
filogeneticamente e ontogeneticamente, a linguagem auditiva foi e é a primeiramente adquiri
conceptuetizsção a x significação anblise-sfntese formulsção sistcma si0tlcúco -- sislema s
morfologia morfologia granáúca gram úca processo i pr so aud1'1'ivoverbal visuomotor figura
; ter de se relacionar com uma linguagem visual que a substitui. os sinais auditivos (fonét
aptidões auditivas e visuais e as suas inter-relações dialécticas. em nenhuma circunstância
investigação da dislexia evolutiva e do analfabetismo no mundo, integrado na federação mund
de aprendizagem devem tomar em linha de conta o estilo de aprendizagem da criança, adequand
2) formulação de ideias com recurso à linguagem interna, apelando à rememorização das unida
figura 94 - da síntese da leitura à análise da escrita a escrita de uma criança disléxica e
por duas fases complementares, como já vimos. de qualquer forma, r o aspecto receptivo da l
a matemática envolve, portanto, estruturas e relações que devem emergir de experiências con
o 3 o 5 3) generalização (3+5=5+3) a+b=b+a (3+5=5+0) (propriedade comutativa do problema) 4
conexõés (links) estímulo-resposta dentro de uma determináda sucessão de tempos (contiguity
falada e escrita. 298 taxonomia das dificuldades de aprendizagem a análise das tarefas e a
299 insucesso escoiar - abordagem psicopedagÓgica jonhson e myklebust 1967constataram, num
têm estado mais dirigidas para o adulto, e este aspecto compreende, no fundo, quase toda a
301 : capÍtulo 7 necessidades da crianÇa em idade prÉ-escolar introdução É fundamental estu
cognitivas às socioemocionais. multiexperiencial, porque decorrente da qualidade das oportu
- cognitiva; - psicomotora; - psicolinguísúca; - socioemocional. desenvolvimento cognitivo
meios desfavorecidos ou de grupos culturalmente diferentes (flavell 1993). muitas situações
figura 96 - esquema do desenvolvimento cognitivo, segundo jean piaget. (rn - recém-nascido;
es aciotemporal obviamente implicados nas aprendizagens simbólicas da leitura, da escrita e
psicolinguísticos nesta idade tão funé que a criança que não aprende a ler, a escrever e a
maruraçao na wovar--- ula to expanrsaoe ri av o linguage expres a no + verbos imita s mo en
conversação atinge um patamar evolutivo marcante. com tais requisitos a transição do primei
figura 99 - aprendizagem: fundamentos neuropsicológicos necessidades da crlan(a em idade pr
audição, integrar e sentir com as estruturas tactiloquinestésicas e depois elaborar e expri
314 necessidades da crianÇ a em idade prÉ-e5colar pode ser melhor superada com uma interven
insucesso escolar - abordagem psicopedagÓgica em termos básicos, diremos que na visão piage
necessidades da crian a em idade prÉ'-escolar depois ler, escrever e contar, e torná-la agr
garam à seguinte lista de pré-aptidões de prontidão (readyness skills) para as aprendizagen
simbólico - é esse o sentido da zona de desenvolvimento proximal vygotskyana. sozinha, tem
para aprender com facilidade, a criança em idade pré-escolar tem de ter coordenação manual
bem hajam por esse esforço, mas atenção: essa obra tem de envolver uma maior qualidade peda
capÍtulo 8 despistagem e identificaÇÃo precoce de dificuldades de aprendizagem no capítulo
1) linguagem; 2) psicomotricidade; 3) percepção auditiva e visual; 4) comportamento emocion
idenúficação deve, quanto possível, dar significação a determinados sinais desviantes ou at
- formulação: a)semântica - objectos, lateralidade, sintáctica/gramatical; c) pragmática; d
partes do corpo,
símbolos; b)
2) descodificação táctil: - percepção de estimulações duplas do mesmo lado do corpo; - perc
- praxia ideacional; praxia construtiva: a) por cópia visual; b) por reminiscência. - praxi
sociabilidade. a escala está elaborada em cinco categorias, sendo a média de 3. a classific
- retém ideias simples e inswções, se repetidas... . . 2 - retenção normal de informação; m
2
- acima da média, relata bem os factos e as ideias... ... ... . 4 - excepcional, relata sem
2 5
orientaÇÃo espacial - sempre confuso; incapaz de se orientar na escola, no recreio e na viz
4
- excelente equil rio (uni e bipedal).
5
coordenaÇÃo geral (andar, correr, saltar, trepar) - coordenação muito pobre, movimentos pes
5
5. sociabilmade - socializaÇÃo (desenvolvimento pessoal-social) cooperaÇÃo escala - intenup
- extremamente excitável; perde totalmente o seu controlo 2 - hiper-reacções frequentes; di
3 4
- realizaçâo acima da média; completa as tarefas sem pressa - completa sempre as tarefas se
ajustamento - discernimento 1 - sempre impertinente - desrespeita os sentimentos alheios...
a eipa pode surgir mais simplificada. de uma escala de cinco parâmetros qualitativos, pode
0
.k ea lewe w ougjnqe o a q 0 m o o iÁ ia ia ca" o' únó . a e w
, u= Éó o u
o ' go 'w o an õ, q oo 0 i
o o 'e e z>ug c 0 g w 0 333 insucesso escoiar - abordagem psicopedagÓgica ficha de observaÇ
2. 2- organização de frases i23 2. 3- contar histórias... ... . 1 2 3 123 2. 4- informação.
123
3. 1- orientação espacial... 1 2 3 3. 2 - julgamento de noções: pequeno/grande; perto/longe
6. 12- impulsividade... ... ... . 1 2 3 6. 13- inibição. . .. 123 total de pontos rubrica d
3. 1- consegue fazer recados simples... ... ... ... ... . . sim não 3. 2- consegue seguir o
337 insucesso escolar - abordagem psicopedagÓglca dif. correspondência um a um... . nunca À
paralelamente à apresentação destas fichas de trabalho, a identificação precoce pode ainda
assinaladas por negligências e ignorâncias que persistem dramaticamente e podem condicionar
a identificação (screening), amplamente desenvolvida em múltiplos sectores da saúde, necess
a individualizaçâo não é, por conseguinte, sinónimo de um professor para cada criança. long
i
i
aceitação da da 1 i investigação sobre identificação a da da da por --/ áreas e subáreas da
expressão verbal); 6) educação adequada aos níveis de tolerância, isto é, ter em linha de c
a sociedade competitiva paga mais salário ao individuo mais instruido, quem aprende mais ga
atribulada que a es ola lhes deixou no passado. a inadaptação escolar é o primeiro passo pa
para além dos problemas de inêxito escolar estarem dependentes de uma análise crítica dos c
palavras emitidas pelos adultos e só depois exprimir--se por meio delas. da mesma forma que
5 f bu c0 ec '0 e ,0 Á0 b 'd e> oó o ó bb ~ . b >u 5e ao á g. e Ág e 'd c á> 00 00 ú b0 'h
o h' z,
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a . c 0 e0 r f^ ó . 0 e 0 r 0 7h m 5Á "a 0Ó 0 É h i o 5 c .7 0 icc 0 c ei
u 0 i n 1
i 4 ;r á !Á e o Úv cc 00 0 0d úe c 0 dd à 0
0aÁ 0ce "h o . 353 insucesso escolar - abordagem psicopedagÓgica no caso da recepção do est
caso, dá-se a privação sensorial por carência de experiência ou por falta de oportunidade.
aprendizagem intraneurossensorial quando um processo de informação é relativamente independ
i
ó k ó
e v z
3 oé3euuo m i iz iu iz0 , i z i i i o, c oc h i i i i
r i i .i
oo ,h u
... ; i n i i i i i i 0 q 0 i ~ ~ a 4 v" i
0 6
6 ji
6
tt 6 á6 q~ g Úo ; ú7 i insucesso escoiar - abordagem psicopedagÓgica aprendizagem integrati
etc. ), que põe em jogo estruturas neurológicas de recepção, integração, controlo e express
cognitiva; as atitudes sociais perante a leitura e, fundamentalmente, a qualidade da vida f
perceptivomotores, cognitivos e simbólicos que muitas vezes não são proporcionados à crianç
fabulosas, mas não consegue saber quantos são 2 + 2". por vezes é tagarela, não pára de fal
estas afirmações, recolhidas na nossa experiência clínica psicoeducacional quando entrevist
afectada esta unidade funcional, o córebro fica impedido de processar e conservar a informa
transmissão cultural na escola não respeitam estas componentes da atenção, isto é, não poss
que por implicação vão estar na base das funções de orientação e de exploração ( radar do e
que ocorrem na sala de aula ou em distinguir no quadro muitos e variados dados. a criança c
i-
ç
a aprendizagem exige a integridade das nossas modalidades sensoriais. % a visão é provadame
o9
nm 1 370 alrgumas caracterlst icas das crianÇas com dificuldades de aprendl7 agem . , . , f
, , , :j , ,
figura il8 - outros exemplos de dificuldades visuomotoras de crianças com da 372 alrgumas c
11. 0 1 12. d l 13. a o 14. 0 f 1s. 0 1 16. a e 1, . 0 q 18. 0 e 19. l b 20.
b m
figura 119 - exemplos da diftculdade em identificar letras 373 insucesso escolar - abordage
l. pau p a ap pa pa 2. rio oir ori ior rio 3, mina nami nima mi a i 4. amor roma az or mora
ao contrário da visão, a audição é contínua a inintenupta, como afirma myklebust 1964. a su
berlinde" não identificam o [b), etc. na sintese auditiva, poderão evidenciar problemas em
linguagem com subsequentes problemas de aproveitamento escolar e inserção social. problemas
do tempo. raramente pensam antes de agir - daí a maior frequência de inêxitos, na medida em
de memorização, conservação, consolidação, retenção, rememorização, rechamada (visual, audi
À memória estão adstritas funções de análise, síntese, selecção, conexão, associação, estra
pode ter a sua explicação não só em termos de atenção e de motivação, mas também em termos
palavras em frases, generalizar princípios para as eswturar, inferir relações entre palavra
para o ditado, pode ser detectada muito cedo, até mesmo no ensino pré-primário. É frequente
384 algumas caracterÍsticas das crian as com dificuldades deaprendiiagf aa'avés de vários p
ignoradas. de facto, a leitura não utiliza o primeiro sistema simbólico, ou seja, a linguag
cognitivas que surgem à criança que inicia a aprendizagem da leitura, ao mesmo tempo que is
,i
'r
figura 123 - processos cognitivos da leitura 387 insucesso escoiar - abordagem psicopedagÓg
de seguir crianças com da. a informação que se pode obter da wisc em termos de quociente in
ii io q =9 o`. cj ó6 h5 o' subgrupo com qi elevado 4 amostra total de da l subgrupo com qi
ó8 i o
superiores aos da escala verbal (discrepâncias de 10 pontos). terceira: as crianças com da
ser concebidas por formas psicológicas ou pedagógicas simplistas. sem esclarecer e substanc
crianças com da evidenciam problemas naformação de conceitos. efectivamente, tais crianças
ftocesso processo optemas visual motor -il - grafemas figura l25 - processos simbólicos e p
simbólicas (escrita e cálculo), integra uma série de complexas combinacões cognitivas, pare
a significação ocorre por interiorização, relacionando os símbolos verbais com as experiênc
desenvolvimento cogniúvo consubstanciado no aproveitamento consequentemente, toda a sua ada
escolar
e,
variadíssimas investigações têm demonstrado a relação estreita entre os processos psicoling
aqui estão duas (plural)", a porta está aberta, ontem a porta (tempo do verbo)", a maria um
~ . . ,
figura 126 - prancha n. o 23 do ppvt 398 algumas carac t erf sticas das crianÇas com dificu
i dir ti i li'\ figura 128 - prancha n á 87 do ppvt 399 insucesso escolar - abordagem psico
imitação, pelo reforço e pela interacção sócio e psicolinguística antes dos quatro anos de
problemas de discriminaÇão e representação fonética e de memória de curto termo que, em si,
que a leitura está inequivocamente relacionada com outras funções da linguagem. a correspon
(extensibilidade - organização tónica de fundo) é frequentemente exágerada ou restrita ao n
elaboração, planificação, regulação, controlo e execução. É fundamentalmente neste processa
consubstanciando da verbais e também da não verbais. as praxias, quer globais, quer finas,
identificação mais abrangente e transdisciplinar do que a tradicional avaliação médica ou p
a expressão da tem sido aplicada a uma população muito heterogénea em termos de competência
409 insucesso escolar - abordagem psicopedagÓgica mas somente uma disfunção na integração,
mas de comportamento e com problemas motores, ou com problemas intercombinados em termos do
revendo alguns estudos relacionados com as componentes motoras em crianças com da, desde lo
de irreversibilidade intrassomática, inespecialização corporal e hemisférica, desorientação
estruturação espacial e da planificação motora, tendo eles acrescentado que as suas habilid
mesmo nível e da mesma magnitude. apesar da vasta literatura sobre o desenvolvimento motor
por reunir uma série de atributos de validade e de objectividade, interessou-nos utilizar o
comparação da proficiência motora entre crianças definidas como normais, e crianças def mid
motora. descrição das variáveis o estudo integrou as seguintes variáveis controláveis: - id
crianças normais \ 15 crianças com da 15 n = crianças sem dificuldades de aprendizagem, não
selecção da amostra, foi utilizado o teste de matrizes progressivas de raven 1974, versão i
investigação denominada proficiência motora e defectologia. 421 insucesso escolar - abordag
dos
t tn, a 1: geg. tentative 2: - se9' i "a de rem sup. 10. 9 t0. 5 9. 9 9. 5 8. 9 b. 5 7. 9 7
resuft. em pontos = 0 bubteste 4: forÇa
12345
t. safto em comprimento e p untos (enoter e dist ncie de cede sano) i, tent. 1: tent. 2: se
tent. 3:
i resuft. em pontos = i i 0 0 1 423 insucesso escolar - abordagem psicopedagÓgica subteste
md - igual a forma completa 424 proficiÉ'ncia motora subteste 7: controlo visgmotor 1. dese
funções e disfunções motoras, mas também, inclusivamente, atrasos de desenvolvimento, com a
conida de agilidade motrocidade compllsta velocidade de reacção subteste 2: (global e fina)
corrida de agilidade 8. 63 1. 78 9. 33 1. 40 7. 93 1. 84 equilfbrio 7. 10 1. 76 7. 73 1. 57
m d i a s
m d i4
normais ~- da i grÁfico 2 motricidade fna 10 8 6 y 2 velocidade de reacção visuomotricidade
é6 ,* d* 4' a2 0iili motricidade motricidade motricidade global composta fina vaiiáveis tpm
motricidade fina, apresentam uma velocidade reactiva superior, revelam uma visuomotricidade
motricidade fina e da motricidade global, apenas exceptuando a variável das componentes da
conida de agilidade 7. 933 8. 633 1. 843 1. 779 - 2. 12 0. 017 coordenaçãobilateral 2. 200
as variáveis que caracterizam significativamente o grupo de crian as n concentram-se, essen
cocrida de agilidade 1. 00 equil'brio 0. 27 1. 00 coordenaçãobilateral 0. 61 força 0. 69 0.
0. 62 1. 00 0. 84 0. 50 0. 48 0. 39 0. 42 0. 54 0. 74 0. 78 1. 00 0. 50 0. 36 0. 61 1. 00 0
pela análise do quadro-matriz de correlação, nenhuma variável apresenta uma correlação perf
de realçar a inexistência de correlações fortes com as variáveis da motricidade composta, b
na velocidade de reacção, quer na visuomotricidade e na dextralidade, reforçando nelas o su
aprendizagem depende das conexões laterais cerebelosofrontais que não só garantem o control
isto é, revelam sinais dispráxicos, independentemente de revelarem uma inteligência normal
como processo i provas deste teste, niflcado. da revelaram, na prestação dasdisfuncionais,
a qualidade do cóntrolo motor entre as crianças normais e as crianças com da da amostra, in
capÍtulo 12 alguns aspectos da caracterizaÇÃo psiconeurolÓgica da crianÇa e do jovem com di
que
3) desvios de atenção, do nível de actividade, do controlo da impulsividade e da afectivida
diagnóstico; pelo contrário: a atenção ao diagnóstico deve ser mais aprimorada uma vez que
insucesso escoiar - abordagem psicopedagÓgica
controlo de movimentos (clumsiness), em dificuldades específicas da linguagem e, concomitan
controlo e adaptabilidade do comportamento. o conceito de meio, por seu lado, abrangendo os
sicoeducacional em complemento, fornece os dados cruciais a part dos quais se deve orientar
porque é urgente construir um enunciado de valor neurofuncional da dcm, com credibilidade c
na conswção dos padrões motores que estão na base da interacç eficaz com o envolvimento do
distâncias, velocidades, alvos e massas, consideradas chaves para a exploração e a experime
em concordância com o modelo de organização funcional do cérebro proposto por luria 1965, 1
dificuldades de estruturação dinâmica sequencial de ritmos; etc. , a sugerir envolvimento d
inferiores, sugere porém um défice de controlo e de planificação motora que normalmente ear
hiperactividade; distracúbilidade (grandes dificuldades de atenção e concentração); labilid
severidade dependente de factores perturbadores familiares e de factores de pobreza socioec
mentais superiores e de integração complexa (luria 1966) e nos mecanismos de processamento
obtenção de objectivos; disfunção no comportamento comparativo espontâneo ou limitação da s
compensados, desde que se proceda e um diagnóstico dinâmico das funções cognitivas, se apur
459 insucesso escolar - abordagem psicopedagÓgica dão significado ao quociente intelectual
- discrepância nos comportamentos habituais, etc. 460 dissecaÇ'Ão do conceiio de dislexia d
atitudes reducionistas que afirmam que a dislexia não 461 insucesso escolar - abordagem psi
uma análise cuidadosa do processo da leitura leva-nos a perceber que são necessárias várias
pondo em destaque uma sequência espacial dos grafemas com uma sequência temporal dos fonema
integraÇÃo visual integraÇÃo segundo sistema auditiva simbblico integraÇÃoprimeiro sistema
experiências, já estudadas no capítulo sobre a visão integrada da aprendizagem. como temos
domínio simbólico,
só perspectivando esta hierarquia podemos perceber porque é que a aprendizagem da leitura f
2) factores psicomotores estes factores compreendem: a maturidade neuropsicomotora global,
1 ) acuidade frequência e decibéis; duração e velocidade do estímulo; transdução do siríal
como apridões visuais mais importantes para o processo da leitura temos: 1) acuidade focage
curto e longo termo; sequência; automatização. 7) descodifica ão análise; síntese. 8) inter
inteligência prática e sensóriomotora. sem relacionarmos os dados psicobiológicos do desenv
i) dificuldades em perceber imagens; 2) dificuldades em fixar ou focar (não consegue isolar
5) problemas de percepção e imitação auditiva; 6) problemas de articulação; 7) dificuldades
memorização de palavras; 3) confusão na configuração de palavras; 4) frequentes inversões,
devemos estar aptos a construir elementos de diagnóstico ou de identificação visual e audit
capÍtulo 14 alguns fundamentos psiconeurolÓgicos e psicomotores da dislexia há mais de 100
numa sequencializaÇão de acções, que fazem sentido, e dão sentido à localização, aos atribu
resultado da necessidade instintiva de contacto com os companheiros de grupo). a linguagem
para que emergisse a função da leitura algures no cére- bro. o factor sócio-histórico não é
ler, entendido como a capacidade para extrair significa ões de símbolos linguísticos arbitr
emoções, isto é, na protolinguagem e na pré-linguagem, algo que interfere com o sistema bás
perturbações socioemocionais, casos estes muito raros. a maioria dos disléxicos, porém, apr
482 alguns fundamentos psiconeurolÓgicos e psicomotores da dislexia tipos de disle>ria smdr
substratos neurológicos da leitura que tipos d£ lesÕes cerebrais podem afectar a leitura no
direito intacta, t )avia, não p que não é transferlda para f com reendida como linguagem, p
relativarr n a
momcidade i a tiuente normal henú legia paresia moderada sem parósia a raxia motora fre uen
resente il a, 485 insucesso escolar - abordagem psicopedagÓgica sindroma de alexia com agra
i/ figura 134 - ilustração do hemisfério esquerdo indicando as áreas gerais envolvidas nas
na afasia de wernicke a lesão destrói a área principal da compreensão da fala na porção sup
3) hierar quia: os subprocessos da leitura organizam-se de acordo com uma complexidade cres
figura 135 - o processo de leitura implica a participação de subprocessos visuais, auditivo
i, esões no feto e na criança: suas comparações e implicações por se saber que se recupera
figura 136 - assimetrias anatómicas dos dois hemisférios cerebrais humanos, e sua relação c
491 insucesso escoiar - abordagem psicopedagÓgica em mecanismos compensatórios pelos quais
492 alguns fundamentos psiconeurolÓgicos e psicomotores da dislexlg diferente de desenvolvi
insucesso escoiar - abordagem psicopedagÓgica envolvida na conversão grafema-fonema está be
o perf il psicomotor (ou perceptivomotor, para os autores americanos) da criança disléxica
nais pelas progressivas organização e integração de tais unidades num só e único sistema -
( disléxicas, ). características:
muitos estudos apontam nas crianças disléxicas as seguintes
- má lateralização (orton 1937); desenvolvimento insuficiente de certas zonas como o girus
por eccles 1985, allen e tsukahara 1974, brinkman e colaboradores 1979, 1983, kornhuber e c
) (wernicke Área cortical anteàor ' da linguagem ( broca) 17 cissura de silvius [ sulcus la
da base (centros fundamentais à regulação dos movimentos automáticos) e daí ao córtex motor
na sequencialização implícita à aprendizagem da leitura e à or nização práxica ou psicomoto
disfunções cerebelosas, independentemente de referir que estes termos induzem a muitas e di
i
sistemas visuais transientes e completamente diferenciados quando os dados são simbólicos o
i
:i ; : ;; ;i i:
problemas nos vários subsistemas do analisador motor(luria 1966), e cer tamente na sua escr
; ;
f ii ;! i :i organizações perceptivas e espaciais que o desporto e o design visual põem em
denckla e rugel 1978, em investigações extremamente originais que estamos tentando aplicar
cruzada parece implicar competição de engramas e, portanto, problemas de organização inter-
da leitura. não é de estranhar que os disléxicos apresentem um hemisfério esquerdo ineficie
de competências, o que tende a avolumar o problema. esta verúgem de sucesso alimentada por
maturação exigida para superar as situações-problemas da escolaridade. muitas das aprendiza
os políticos da educação que decidem não podem continuar amblíopes da pedagogia científica.
eficientemente no progresso da sociedade. só estimulando a investigação psicopedagógica e a
os mais velhos, muitas vezes com expectativas utópicas e ultra-ambiciosas. estão confundida
grupo; 3) a criança tende a melhorar as suas funções receptivas auditivas, visuais e quines
transformação desta realidade não pode dar- se na criança. cabe ao adulto resolver os probl
2) integração entre ie e da. (algumas crianças com da não têm ie e algumas crianças com ie
aútudes dos pais. o interesse e o encorajamento, bem como o grau de esúmulação e de interac
os factores psicológicos têm de ser instituídos ao nível da escola. trata -se de uma opção
responsabilidade, integração no grupo, completamento de tarefas, discernimento, compreensão
consideramos relevantes, para tentar lançar outras preocupações, perspectivas e soluções de
e desenvolvimento. a psicanálise mantém-se no plano de considerar que o comportamento, e co
educação moderna. a infalibilidade do qi, a sua perfectibilidade e a sua significação socia
ii !; !
t
; provável. ` a descontrolada produção do insueesso escolar e das da não é um pro; 6lema me
superar as situações pelas exigências escolares. independentemente de pais, professores, po
ideias vagas e em reflexões pedagogizantes não resolve o problema. caracterizar, controlar
não restam dúvidas de que os novos materiais construídos à luz de recentes dados de investi
(e da escola) em transmitir e mediatizar a sua cultura a novas gerações. muitas experiência
educação da comunidade, despertando-a para a importância da identificação precoce de proble
: ' ''
!
' '
desconf irmar a existência das da. neste âmbito, o diagnóstico dinâmico deveria surgir como
as áreas do diagnóstico poderiam circunscrever-se, em termos ideais, a diferentes técnicos
6. exame visual oftalmologista (ou enfermeira detecção de algum problema de saúde pública)
5ubrotinas de aprendizagem, ete. , tendo como finalidade a obtenção de um certo 9rau de per
"; .
teria de ser igualmente perspectivada, dado que as crianças não poderiam beneficiar dos mei
j" pralda
-
lateralidade linguagem equilfbrio global direccionalidade sintaxe melodia i i est. tactil-m
professores; programação da intervenção; planificações das sessões individuais em pequeno g
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os orton society par processo auditivo perceptivo pei programa educacional individualizado