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Introdução à Tradição do Yoga - Fernando Liguori

O Yoga é uma antiga e completa ciência espiritual que evoluiu a partir das civilizações do Vale do Indo através de

milhares de anos, sendo desenvolvida por estudos e por experiência interior ao longo de uma corrente ancestral de

mestres iluminados.

É muito difícil determinar o nascimento do Yoga. Nós poderíamos dizer que sua origem pode ser rastreada nos

primórdios dos tempos no berço da civilização, a Índia. Como uma disciplina espiritual, sobretudo prática, o Yoga

sobreviveu às brumas do tempo por anteceder a qualquer sistema filosófico.

Estatuetas e sinetes de esteatite representando entidades femininas e masculinas como Kali e Shiva, o protoyogi

itfálico, sentado em ásana meditativa, apontam rastros desta estrutura espiritual dentre os povos considerados o

berço do Tantra[1] e do Yoga.

Quando o primeiro homem tentou compreender a Natureza (Prakiti) e suas manifestações, quando se iniciou a

necessidade da busca e do auto-aperfeiçoamento a fim de se chegar à essência do Ser (Purusha), nasceu o Yoga, uma

tecnologia espiritual capaz de dotar seu adepto de capacidades que, antes latentes, agora o levam ao desenvolvimento

de todos os diversos níveis de consciência. Assim o Yoga nasce da compreensão adquirida de todas as manifestações

externas da natureza e suas influencias subjetivas sobre a consciência humana.

Como uma arcaica tecnologia espiritual, anterior à codificação de sistemas filosóficos, o Yoga é um caminho de

integração com a própria consciência. Como uma metodologia sistematizada, o Yoga oferece o néctar (amrita) que

aplaca a sede de conhecer a si mesmo. A recompensa é o estado de não condicionamento (samádhi). A prática deste

sistema eliminou a distância entre o sagrado e o profano. Ademais, a profunda introspecção decorrente desta prática

espiritual levou os primeiros protoyogis a descobrir em si mesmos o Ser e a Natureza (Purusha & Prakiti). O Purusha

representa a força cognitiva capaz de visão e percepção real do universo e que não está sujeito a mudanças. Prakriti, a

energia manifestada, está sujeita a constantes mudanças, e abrange toda matéria, incluindo a mente e seus

pensamentos, sentimentos e memórias. Yoga, como união, é assim a metodologia prática que nos permite desvendar

o estado interior em que estas duas forças, também conhecidas pelos nomes de Shiva & Shakti no Tantra, se unificam.

A palavra Yoga possui muitos significados como juntar, unir, amarrar os cordões da mente. Mas outros significados

singulares são importantes, tais como atingir o que era antes inatingível ou um estado de constante mudança. Assim,

se nos embasarmos na Tradição do Yoga encontraremos inúmeros significados importantes que conceitualizam a

palavra. Contudo, o Yoga é aquele estado consciente onde toda ação é acompanhada de perfeita atenção. A prática do
Yoga cria um estado que nos capacita a estarmos sempre presentes em nós mesmos, em todos os momentos atentos a

nossas ações.

Embora o Yoga seja anterior a qualquer sistema filosófico, ele sobreviveu a todos os cultos e sub-cultos originados da

Índia e países próximos. Muitos cultos, seitas e religiões utilizaram sua filosofia especulativa para sistematizá-lo, bem

como se valeram do Yoga como fundamento prático para suas especulações. Dentre as Tradições que se valeram do

Yoga nós podemos destacar o Tantra, os Nathas Siddhas, o Vedánta, o Sámkhya, o Jainismo, o Budismo e etc.

Assim, não é possível determinar, de forma alguma, se uma ou outra tradição detém os verdadeiros princípios do

Yoga. Embora a estrutura do Yoga esteja intimamente ligada ao Vedánta ou ao Tantra como hoje conhecemos,

consideramos a Tradição do Yoga em si inerente a qualquer sistema, portanto aplicável a qualquer um. Em outras

palavras, poderíamos dizer que da mesma maneira que diferentes pérolas de um rosário estão ligadas entre si por um

único fio, da mesma forma todas as diferentes tradições, do Vedánta ao Tantra, estão ligadas pelo Yoga. O Yoga é o

aspecto prático subjacente de todas as tradições espirituais que nasceram no seio da Índia, uma vez que conduz ao

reforço da sensibilização e a realização das convicções pessoais.[2]

Como enfatizado acima, o Yoga é um sistema prático de busca espiritual e auto-transcendência. Seu escopo integral é

deveras incompreensível para a mente. Portanto, por maiores que forem os esforços em direção ao estudo da tradição

ela somente será compreendida em essência na prática. Esta prática não se limita a técnicas psicofisiológicas como os

ásanas e pránáyámas do Hatha Yoga, mas uma integralidade de todas as faculdades do Ser. O Yoga é a própria vida

pulsando dentro de cada sadhaka. No Yoga Sútra de Pátañjali, II:26, está escrito: vivekakhyátiraviplavá hánopáyah, i.e.

discernimento constante é o meio para se destruir a ignorância. Este discernimento é a lucidez ou o estado de
consciência plena abordado anteriormente. No Bagavad Gítá II:50 encontramos: Yogah karmashu kaushalam, i.e. Yoga

é a perfeição na ação. É a mesma abordagem filosófica, dita em outras palavras. Quando o sadhaka se encontra

plenamente consciente, fazendo de sua vida diária uma sacralização espiritual, mantendo-se firme na prática

contínua e constante da execução da plena atenção, isso é Yoga. Isso é integração.

Toda tradição espiritual passa por diversas modificações no curso de sua evolução. Inúmeros são os mestres que lhe

acrescentam novos pontos de vista e novas práticas segundo suas próprias experiências. Com o Yoga não foi diferente.

Embora em essência a Tradição do Yoga permaneça imutável, repousa em seu seio mestres que contribuíram para o

crescimento e a difusão do Yoga e seus novos sistemas, cada um adequado a um tipo de pessoa. O resultado disso é o

que vemos hoje. Atualmente as pessoas praticam Yoga para o benefício da saúde física e mental, para adquirir

concentração, tranqüilidade e experiências espirituais. Existe uma grande variedade de caminhos no Yoga que

servem para atender diferentes necessidades humanas e os mais diversos temperamentos, assistindo assim a todos no

caminho da liberação de todo o potencial humano, da criatividade e da libertação espiritual.


No ocidente o ramo mais conhecido e difundido do Yoga é o Hatha Yoga.

[3] Este é um método de Yoga desenvolvido como uma parte da Tradição Tântrica que existiu na Índia 10 000 anos

atrás. Como citado acima, artefatos arqueológicos na forma de estatuetas demonstravam o Senhor Shiva em postura

meditativa. Estes artefatos foram encontrados em escavações de ruínas arqueológicas no Vale do Indo em Harappa e

Mohenjodaro (atual Paquistão). Estas ruínas foram uma vez o lugar de morada de povos que viviam em eras pré-

védicas antes do florescimento da civilização ariana na Índia. De acordo com a tradição mítica, Shiva é considerado o

fundador do Yoga e Parvati, sua primeira discípula.

O Senhor Shiva é comumente considerado o símbolo e a incorporação da Suprema Consciência. Parvati representa o

Supremo Conhecimento, Vontade e Ação, além de ser responsável por toda criação. Esta força ou energia também é

conhecida pelo nome de Kundaliní Shakti, a força cósmica que jaz latente e adormecida em todos os seres. Parvati

ainda é considerada a mãe de todo o universo. A alma individual encarna no mundo das formas e é liberada de sua

escravidão através de sua graça. No amor de sua compaixão para com seus filhos ela comunica seu conhecimento

secreto de libertação através do Tantra. O Hatha Yoga deriva suas técnicas do Tantra e ambos não podem ser

separados, assim como a Consciência, Shiva, não pode ser separada da Energia, Shakti.

A palavra Tantra é a combinação de duas palavras: tanoti e trayati, que significam expansão e liberação

respectivamente. Portanto, esta é a ciência da expansão da consciência e da liberação da energia. O Tantra é o

caminho para se obter a liberdade da escravidão do mundo enquanto se vive nele. O primeiro passo no sádhana

tântrico é conhecer as limitações do corpo e da mente. O próximo passo são as técnicas que irão expandir a

consciência e liberar as energias enquanto as limitações pessoais são transcendidas e a mais alta Realidade é

experienciada. O princípio unificador por trás dos inúmeros sistemas de Tantra é que o mundo material e suas
experiências podem ser utilizadas para atingir iluminação. O hathayogi que segue a via tântrica não procura

desapegar-se do mundo fenomenal apoiando-se sobre as forças do intelecto. Ao contrário, seu propósito é a

transmutação de toda a natureza a partir de sua forma mais grosseira, o corpo físico.

É muito difícil definir a história do Tantra, assim como do Yoga em si, em todo seu escopo. Este movimento filosófico

teve grande influência sobre a religião, a ética, a arte e a literatura quando ressurgiu das brumas do tempo entre 400 e

600 d.C., chegando a influenciar o modo de pensar e agir da sociedade. Ele deu origem a inúmeras correntes de

pensamento, filosóficas, mágicas e religiosas. As escrituras tântricas tinham um ponto em comum: elas se opunham

ao pensamento védico.

[4] Contudo, o que sabemos é que a tradição védica estava em declínio[5] e fora necessário uma nova safra de

revelações. Em sua origem, este movimento era um conglomerado de tradições familiares que iniciaram o processo de

popularização de seus segredos através de escrituras que em sua grande maioria somente eram compreendidas por

aqueles versados na arte e já iniciados na tradição.


Por volta dos Sécs. VII e XII d.C. houve um grande alvoroço em torno do corpo de diamante ou corpo plenamente

realizado. Este movimento culminou no Culto dos Natha Siddhas.[6] Os siddhas eram os adeptos realizados do Tantra

que alcançaram a perfeição, i.e. os siddhis. O tântrico adepto siddha trabalha sobre a matéria prima em seu estado

mais bruto, o corpo físico, transmutando-a na essência espiritual corporificada. Este processo de cultivo do corpo ou

káya-sádhana foi à necessidade tântrica de se espiritualizar o corpo e corporificar o espírito. Aqui nasceu o Hatha

Yoga.[7] A Partir da descoberta do corpo elabora-se uma série de técnicas que se apóiam nele para se alcançar o

estado de transcendência. O corpo construído pelos hathayogis tântricos era o ideal sempre buscado do homem-deus.

Mestres que causaram revolução em suas épocas como Matsyendranatha e Gorakshanatha das Tradições Natha e

Kaula; Abhinavagupta das Tradições Kaula, Trika & Krama; Shankaráchárya e Shrí Chaitanya das Tradições Vedánta e

Bháktivedánta, todos, sem exceção, utilizaram o Yoga como corpo unificador de suas doutrinas. Portanto, por maiores

que sejam as diferenças entre as tradições, o Yoga é um sádhana independente que não se restringe a esta ou aquela

visão. Na verdade, com exceção aos textos tântricos,[8] o Yoga sempre foi apresentado como a parte de dogmas

religiosos.

Finalmente, em níveis práticos, o Hatha Yoga equilibra e harmoniza o corpo, a mente e as emoções. Este estado pode

ser alcançado através da prática de ásanas (posturas físicas), pránáyámas (controle do alento), mudrá e bandha

(técnicas psicofísicas de liberação da energia vital), shatkarma (limpeza interna), bem como uma grande variedade de

técnicas de meditação. Através do Hatha Yoga as limitações da vida podem ser transcendidas; habilidades podem ser

desenvolvidas e uma maior eficácia nas ações podem ser conquistadas, o que resulta na expressão dos mais elevados

níveis de criatividade e potencialidade humana.

Om Namah Shivaya!

Fernando Liguori
Anuttara Kápilanath Kulácaryá

[1] Embora o Tantra seja um movimento particularmente recente, datado do Séc. IV d.C., traços de sua arcaica manifestação foram encontrados no
neolítico (8000 a.C.), e muitos de seus símbolos são datados do paleolítico (20 000 a.C.).

[2] Embora o Vedánta filosófico de Shankaráchárya tenha, inicialmente, tentado reinterpretar o Yoga, o Sámkhya e o Bákti e até mesmo o Tantra,

de modo a transformá-los em ferramentas a serviço da preservação da Tradição Védica, o que aconteceu foi justamente o inverso disso. Os

tântricos da região da Caxemiram refutaram o Vedánta em favor do aperfeiçoamento do Sánkhya, movimento este que alcançou sua apoteose pelos

esforços de um siddha de linhagem Kaula chamado Abhinavagupta, considerado um dos maiores gênios da Índia e codificador moderno das

Tradições Kaula, Trika e Krama.

[3] Método de Yoga Tântrico surgido por volta dos Sécs. IX-XII que almeja o despertar da Kundaliní pelo esforço físico extremo. Hatha (‘esforço

violento’ ou ‘força’) é derivada de duas raízes: ha, sol, e tha, lua. Aqui notadamente aparece a presença tântrica: a integração das forças lunar e

solar, feminina e masculina; portanto a transcendência a partir desta união (Yoga) é o objetivo do Tantra. O surgimento do Hatha Yoga é atribuído a
Gorakshanatha, asceta da linhagem dos Nathas Siddhas e principal discípulo de Matsyendranatha, fundador da Escola Yogini Kaula, a linhagem

shakta da Tradição Kaula.

[4] O Vedánta considera o mundo tangível uma mera ilusão (máyá). Contudo, para o Tantra, ele é bem real. Ilusão é pensar que o Ser (Shiva-

Purusha) intervenha ativamente no universo manifesto.

[5] Aqui entra em cena Shankaráchárya na linha de sucessão de Gaudapada, primeiro reformulador do pensamento védico. De linhagem Shivaísta,

Shankaráchárya promoveu uma verdadeira revolução cultural, especialmente no norte da Índia, local de predominância do Shaivismo,

principalmente na Caxemira. Shankaráchárya ganha proeminência ao restaurar a autoridade das escrituras védicas junto à população hindu. Ele

estabeleceu um sistema baseado nos Vedas fundamentando-se na parte final de suas escrituras, as upanishads, coletivamente identificadas como o

Vedánta, i.e. a parte final dos Vedas. Com o passar das eras modificações foram inseridas no corpo do Vedánta, dando a ela um perfil mais religioso,

vinculado aos cultos de natureza vaishnava, dando origem ao que hoje conhecemos como Bháktivedánta (movimento iniciado por Shrí Chaitanya),

a versão devocional e dualista do Vedánta de Shankaráchárya. Vale dizer ainda que nunca existiu uma aprovação concreta sobre às teses de

Shankaráchárya. Isso se deu por conta da não compatibilidade entre o Advaíta-Vedánta (i.e. não-dualismo) e o Bhakti.

[6] Comumente designado como Natha Sampradaya. A restauração do Rája Yoga de Pátañjali por esta Tradição de linhagem Kaula consolidou a

formulação do Hatha Yoga como uma ciência não-excludente entre Tantra e o Vedánta. Embora a ciência do Hatha Yoga seja uma disciplina

elaborada dentro dos princípios filosóficos da Tradição Kaula que trata a geografia terrestre similar ao corpo humano, um reflexo microcósmico do

grande e vasto universo macrocósmico, promovendo práticas espirituais em grupos, enfatizando a importância da mística vocalização de mantras e

etc., ela é perfeitamente compatível com a tradição védica em muitos de seus aspectos. Ainda, podemos fazer a seguinte comparação: a prática da

cultura védica tem a proposta de ser universalmente aplicável, ao passo que a cultura tântrica está direcionada para particularidades de cada

sadhaka.

[7] A escola mais importante do movimento siddha que fora fator fundamental na revolução pan-indiana dos ensinos espirituais do hinduísmo foi à

Tradição dos Nathas Yogis. Esta escola foi fundada por Matsyendranatha – a postura matsyendrásana leva seu nome em sua homenagem – embora

o Senhor Shiva, como Adi-Natha, seja considerado o verdadeiro patrono desta escola. Por muitas tradições Matsyendranatha é considerado uma

encarnação de Shiva. Contudo, é a Gorakshanatha que a fundação do Hatha Yoga é atribuída. Ele escreveu o famoso tratado chamado Hatha Yoga

(hoje perdido), cujo Hatha Yoga Pradípiká é dito se basear.

[8] O textos tântricos enfatizam sempre a irrestrita conexão entre o Tantra e o Hatha Yoga como uma relação interdependente entre mãe e filho.

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Referências Bibliográficas

André De Rose – O Livro de Ouro do Yoga.

B.K.S. Iyengar – A Luz da Yoga; A Árvore do Yoga; Iyengar Yoga, posturas principais; A Luz da Vida.

Boris Marjanovic (tra.) – A bhinavagupta’s Commentary on the Bhagavad Gita.

George Feuerstein – A Tradição do Yoga; Uma Visão Profunda do Yoga; Tantra, Sexualidade & Espiritualidade.

N.N. Bhattacharyya – History of the Tantric Religion.

Pedro Kupfer – Yoga Prático; Dicionário de Yoga; História do Yoga; Hatha Yoga Pradípíka.
Swami Vishnu Devananda – O Livro de Yoga Completo & Ilustrado.

Swami Satyánanda Saraswati – Asana Pranayama Mudra Bandha; Kundalini Yoga; A Systematic Course in the Ancient Tantric Techniques of Yoga

and Kriya; Hatha Yoga Pradipika; Dynamics of Yoga; Moola Bandha; Prana Pranayama Prana Vidya.

T.K.V. Desikachar – O Coração do Yoga.

Retirado de http://srikulacara.blogspot.com e republicado em http://www.yogavaidika.com/ com a permissão do autor. Fernando Liguori


(Anuttara Kápilanáth Kuláchárya) começou a trabalhar com Yoga e Meditação em 1996. Atualmente é professor de Hatha Yoga e vem se
especializando no método Iyengar Yoga. Desde a juventude participa de movimentos espirituais nos mais diversos seguimentos. Em suas
peregrinações religiosas, estudou o xamanismo diretamente com pajés venezuelanos, chegando a morar na Venezuela, Chile e Argentina. É Mestre
Reiki em sete sistemas diferentes e terapeuta holístico. Adepto da Tradição Náth Sampradáya e da Tradição Kaula, linha Trika (Spanda) da
Caxemira. Enfermeiro (Estácio de Sá), especializado em enfermagem pré-hospitalar e atendimento de urgência e emergência. Por muitos anos foi
professor de Tae Kwon Do, Hap Ki Do e Kickboxing. Mora em Juiz de Fora, MG, com sua esposa e filho, de onde edita os blogs Náth Uttara
Sríkulácára Sampradáya – dedicado ao estudo da Tradição do Yoga, do Tantra e do Shaivismo da Caxemira – e Yoga-Br – dedicado ao estudo do Yoga
sob uma perspectiva científica, envolvendo trabalhos na área social, educacional e da saúde. Junto a sua esposa, dirige um centro particular de
terapia yogí chamado Kaula – Tantra, Yoga & Áyurveda. Ministram programas abrangentes de treinamento em Yoga e Áyurveda sob uma
perspectiva tântrica com propósitos terapêuticos para harmonizar e curar o corpo, a respiração e a mente.