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ARISTÓTELES

ÉTICA A

NICÔMACO (LIVRO I)

ÉTICA

CIÊNCIA DA CONDUTA; PARTE DA FILOSOFIA PRÁTICA QUE TEM POR OBJETIVO ELABORAR UMA REFLEXÃO SOBRE OS PROBLEMAS FUNDAMENTAIS DA MORAL; PRINCÍPIOS; REFLEXÃO SOBRE AS RAZÕES

DE SE DESEJAR A JUSTIÇA E A HARMONIA E

SOBRE OS MEIOS DE ALCANÇÁ-LAS

MORAL: CONSTRUÇÃO DE UM CONJUNTO DE

PRESCRIÇÕES DESTINADAS A ASSEGURAR

UMA VIDA EM COMUM JUSTA E HARMONIOSA

ÉTICA A NICÔMACO

DISTINÇÃO DA TRADIÇÃO JUDAICA ARISTÓTELES: A VIRTUDE EXIGE PRÉ-REQUISITOS; NÃO É OBRIGATÓRIA, É UMA CONQUISTA, UMA AQUISIÇÃO QUE NÃO É DADA A TODOS A VIRTUDE ESTÁ SSOCIADA AO SABER, À CULTURA

PROCESSO HISTÓRICO DE CONSTITUIÇÃO

CRISTIANISMO: APROXIMAÇÃO DA TRADIÇÃO GREGA E JUDAICA

ÉTICA DE SALVAÇÃO: IDADE MÉDIA CONQUISTA DA VIRTUDE NA TERRA

SERIA UM REQUISITO ESSENCIAL À

OBTENÇÃO DA PAZ INTERIOR APÓS A MORTE

PROCESSO HISTÓRICO DE CONSTITUIÇÃO

ÉTICA SOCIAL: MODERNIDADE / PROTESTANTISMO / SEM MEDIAÇÕES ÉTICA DO DEVER: KANT / SOLUÇÃO RACIONAL ÉTICA ECLÉTICA ÉTICA DOS FINS ABSOLUTOS

ÉTICA DE RESPONSABILIDADE

ARISTÓTELES

384/383 ESTAGIRA (FRONTEIRA COM A MACEDÔNIA) PAI MÉDICO (NICÔMACO)

AOS 18 ANOS VIAJOU PARA ATENAS

E

INGRESSOU

NA

ACADEMIA

DE

PLATÃO PERMANECEU DURANTE 20 ANOS

ARISTÓTELES

342/343

ALEXANDRE

PRECEPTOR

DE

335/334 VOLTA A ATENAS E FUNDA

UMA ESCOLA – O “LICEU”

MINISTRAVA SEUS ENSINAMENTOS

PASSEANDO PELAS VEREDAS DOS

JARDINS PERÍPATOS (PASSEIO)

PERIPATÉTICOS

ARISTÓTELES

323 MORTE DE ALEXANDRE REAÇÃO ANTIMACEDÔNICA

ABANDONOU ATENAS – “PARA EVITAR QUE UM NOVO CRIME FOSSE

COMETIDO CONTRA A FILOSOFIA”

MORREU EM 322 a. C.

ÉTICA A NICÔMACO

LIVRO I

ESTUDO DA CONDUTA OU DO FIM DO HOMEM COMO INDIVÍDUO ÉTICA

ESTUDO DA CONDUTA OU DO

FIM DO HOMEM COMO PARTE DE

UMA SOCIEDADE - POLÍTICA

ÉTICA A NICÔMACO

Livro I: Finalismo das ações: tudo visa a obtenção de um bem.

Pergunta-se então o que é bem ou bom; de

qual ciência o sumo Bem é objeto? O bem é identificado como eudaimonia (felicidade). Há dois tipos de virtudes: as virtudes éticas (nascem do hábito) e as virtudes dianoéticas (próprias da inteligência);

ÉTICA A NICÔMACO

O

Livro

I

capítulos.

especificamente

se

divide

em

treze

Os três primeiros tratam do objeto e do método da

obra / introdução a todo o tratado

Capítulos 4 e 12, o filósofo indaga da essência ou das diversas acepções que receberam as noções de

“bem supremo” e “felicidade”

menciona três tipos

principais de explicação: a opinião da massa, a opinião do político e, finalmente, a visão do filósofo

O livro se “conclui”, portanto, com o capítulo 13, que

Nos

capítulos

2

e

3,

ele

analisa o conceito de virtude e as divisões da alma

O SUPREMO BEM

AÇÃO HUMANA FIM / BEM

CONJUNTO DAS AÇÕES HUMANAS

ÚLTIMO

FIM

(FELICIDADE)

/

SUPREMO

BEM

O QUE É A FELICIDADE? (EUDAIMONÍA)

O SUPREMO BEM

CAPÍTULO 1:

OS BENS VARIAM;

PARA CADA SER DEVE HAVER UM BEM, CONFORME A NATUREZA OU A

ESSÊNCIA DO RESPECTIVO SER;

CADA SUBSTÂNCIA TEM O SEU SER E BUSCA O SEU BEM;

BENS CONCRETOS;

O SUPREMO BEM

CAPÍTULO 2

ÉTICA ARISTOTÉLICA: FINALISTA OU EUDEMONISTA

MARCADA

PELOS

FINS

QUE

O

HOMEM

DEVE

ALCANÇAR

PARA

ATINGIR A FELICIDADE

O SUPREMO BEM

CAPÍTULO 4

O MAIS ALTO DE TODOS OS BENS:

FELICIDADE

DIFERENTES

FELICIDADE

CONCEPÇÕES

DE

O SUPREMO BEM

1. PRAZER E GOZO; VIDA DIGNA DE ANIMAIS; ESCRAVOS 2. HONRA (SUCESSO); DEPENDE DE QUEM A CONFERE

3. JUNTAR RIQUEZAS;

MEIO PARA OUTRAS COISAS

MEDIANEIRA WILSON
MEDIANEIRA
WILSON
MEDIANEIRA WILSON
MEDIANEIRA
WILSON

O SUPREMO BEM

ÉTICA TELEOLÓGICA: (TELOS FIM, FINALIDADE E LOGOS TEORIA, CIÊNCIA) Tanto os múltiplos seres existentes, quanto o universo como um todo direcionam-se em última instância a uma finalidade

O SUPREMO BEM

HIERARQUIA DE BENS:

Bens relativos e intrínsecos ao homem

Os relativos são aqueles necessários para a

vida cotidiana (bens materiais, prazeres vitais, etc.). Estes mudam constantemente, pois

sempre desejam outros e maiores.

Bens intrínsecos, não visam outros porque eles são auto-suficientes, ou seja, os bens intrínsecos são bens supremos.

MEDIANEIRA

WILSON

MEDIANEIRA

WILSON

O SUPREMO BEM

O BEM SUPREMO REALIZÁVEL PELO

EM

ENQUANTO

HOMEM

CONSISTE

APERFEIÇOAR-SE

HOMEM

CONSISTE

NA

ATIVIDADE

QUE

DIFERENCIA O HOMEM DE TODAS AS OUTRAS COISAS

O SUPREMO BEM

A ATIVIDADE DA RAZÃO

O HOMEM QUE QUER VIVER BEM DEVE VIVER SEMPRE SEGUNDO A

RAZÃO

ARISTÓTELES PROCLAMA OS

VALORES DA ALMA COMO VALORES

SUPREMOS

RECONHECE

TAMBÉM

A

IMPORTÂNCIA DOS BENS MATERIAIS

O SUPREMO BEM

O que faz a marca específica do homem é o pensamento e a razão que o segue. É a atividade intelectual. Nesta encontra-se a fonte principal das

alegrias do homem, ou seja, a fonte donde provém a

verdadeira felicidade. Com efeito, a felicidade do homem consiste no aperfeiçoamento da atividade que lhe é

própria, ou seja, na atividade segundo a razão. O

homem deve, então, subordinar o sensível ao racional. A

subordinação da atividade sensível à atividade racional se impõe. É o preço da felicidade humana e a condição da moral humana. Portanto, para ser feliz, o homem deve viver pela inteligência e segundo a inteligência (Nodari, 1997, p. 390).

MEDIANEIRA

WILSON

MEDIANEIRA

WILSON

MEDIANEIRA

WILSON

JUSTO MEIO

VIRTUDE: REPETIÇÃO DE UMA SÉRIE DE ATOS SUCESSIVOS / HÁBITO OS IMPULSOS, AS PAIXÕES E OS

AO

SENTIMENTOS

TENDEM

EXCESSO OU À FALTA

A

RAZÃO

DEVE

IMPOR

A

“JUSTA

MEDIDA”, O “JUSTO MEIO” ENTRE OS DOIS EXCESSOS

JUSTO MEIO

VITÓRIA DA RAZÃO SOBRE OS INSTINTOS JUSTIÇA: A MAIS IMPORTANTE DAS VIRTUDES “NA JUSTIÇA ESTÁ ABARCADA TODA VIRTUDE”

ATIVIDADES

1.

É

POSSÍVEL SER VIRTUOSO EM

NOSSOS DIAS SEGUINDO OS PRECEITOS DE ARISTÓTELES?

2.

A

PARTIR DO QUE FOI ESTUDADO

DO PENSAMENTO DE ARISTÓTELES

O QUE DEVEMOS FAZER PARA

SERMOS FELIZES?

ATIVIDADES

3. EM QUE CONSISTE A VIRTUDE PARA ARISTÓTELES? 4. APRESENTE EXEMPLOS DE SITUAÇÕES EM QUE VOCÊ E/OU ALGUÉM QUE CONHEÇA AGIU DE

ACORDO

FORMA

VIRTUOSA

DE

COM A VIRTUDE EM ARISTÓTELES.

ATIVIDADES

5. EXPLIQUE POR QUE, SEGUNDO ARISTÓTES, A VIRTUDE MORAL NÃO SURGE EM NÓS POR NATUREZA.

QUADRO DAS VIRTUDES MORAIS

Sentimento ou paixão (por natureza)

Situação em que o sentimento ou a paixão são suscitados

Vício (excesso) (por deliberação/ escolha)

Vício (falta) (por deliberação/ escolha)

Virtude (justo meio) (por deliberação/ escolha)

Prazeres

Tocar, ter

Ibertinagem

Prazeres Tocar, ter Ibertinagem Insensibilidade Temperança
Prazeres Tocar, ter Ibertinagem Insensibilidade Temperança

Insensibilidade

Temperança

ingerir

Medo

Perigo, dor

Covardia

Medo Perigo, dor Covardia   Temeridade Coragem
 
Medo Perigo, dor Covardia   Temeridade Coragem

Temeridade

Coragem

Confiança

Perigo, dor

Temeridade

Confiança Perigo, dor Temeridade Covardia Coragem
Confiança Perigo, dor Temeridade Covardia Coragem

Covardia

Coragem

Riqueza

Dinheiro, bens

Prodigalidade

Riqueza Dinheiro, bens Prodigalidade Avareza Liberalidade
Riqueza Dinheiro, bens Prodigalidade Avareza Liberalidade

Avareza

Liberalidade

Fama

Opinião alheia

Vaidade

Fama Opinião alheia Vaidade Humildade Magnificência
Fama Opinião alheia Vaidade Humildade Magnificência

Humildade

Magnificência

Honra

Opinião alheia

Vulgaridade

Honra Opinião alheia Vulgaridade Vileza Respeito próprio
Honra Opinião alheia Vulgaridade Vileza Respeito próprio

Vileza

Respeito próprio

Cólera

Relação com

Irascibilidade

Cólera Relação com Irascibilidade Indiferença Gentileza
Cólera Relação com Irascibilidade Indiferença Gentileza

Indiferença

Gentileza

os outros

Convívio

Relação com

Zombaria

Convívio Relação com Zombaria Grosseria Agudeza de espírito
Convívio Relação com Zombaria Grosseria Agudeza de espírito

Grosseria

Agudeza de espírito

os outros

Conceder prazer

Relação com

Condescendência

Conceder prazer Relação com Condescendência Tédio Amizade
Conceder prazer Relação com Condescendência Tédio Amizade

Tédio

Amizade

os outros

Vergonha

Relação de si com outros

Sem-vergonhice

Vergonha Relação de si com outros Sem-vergonhice Timidez Modéstia
Vergonha Relação de si com outros Sem-vergonhice Timidez Modéstia

Timidez

Modéstia

Sobre a boa sorte de alguém

Relação dos outros consigo

Inveja

Sobre a boa sorte de alguém Relação dos outros consigo Inveja Malevolêcia Justa apreciação
Sobre a boa sorte de alguém Relação dos outros consigo Inveja Malevolêcia Justa apreciação

Malevolêcia

Justa apreciação

Sobre a má sorte de alguém

Relação dos outros consigo

Inveja

Sobre a má sorte de alguém Relação dos outros consigo Inveja Malevolência Justa indignação
Sobre a má sorte de alguém Relação dos outros consigo Inveja Malevolência Justa indignação

Malevolência

Justa indignação

CHAUÍ, Marilena de Souza. Introdução à história da filosofia:dos pré-socráticos a Aristóteles, vol. 01. São Paulo: Brasiliense, 1994.